Abertas as inscrições para o II Encontro Científico BSiM UFSC/UDESC sobre Osteoartrite

05/06/2025 07:31

Estão abertas as inscrições para  o II Encontro Científico BSiM-UFSC/UDESC sobre Osteoartrite, promovido pelo Grupo de Pesquisa em Biomecânica do Sistema Musculoesquelético (BSiM) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento ocorre na sexta-feira, 13 de junho.

O evento, que ocorre das 8h30 às 12h30, no Auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB), em Florianópolis, reúne pesquisadores do Brasil, Canadá e Austrália para discutir os avanços mais recentes na compreensão, avaliação e manejo da osteoartrite, uma condição prevalente e multifatorial, que exige soluções inovadoras e interdisciplinares.

A iniciativa é coordenada pelas professoras Heiliane de Brito Fontana, da UFSC, e Caroline Ruschel, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio do programa Conexões para Inovar  da Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (FEESC).

A manhã será de integração científica e translacional, com uma programação que abordará desde modelos experimentais e análises in vitro até pesquisas clínicas e estratégias aplicadas, com ênfase em propostas que integram tecnologia, biomecânica e saúde. O evento também terá uma sessão a apresentação da Rede Interdisciplinar de Pesquisa e Soluções em Saúde e Envelhecimento (Riso).

As inscrições podem ser realizadas por formulário. Mais informações no Instagram do BSiM.

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Estudante de Engenharia Têxtil da UFSC tem trabalho premiado em evento internacional

03/06/2025 18:02

Pesquisa sobre aerogéis venceu na modalidade de comunicação oral. Foto: Arquivo Pessoal

Uma estudante do curso de Engenharia Têxtil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus de Blumenau, foi premiada durante a 3ª edição do Simpósio Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (Simpex 2025) com seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O tema do evento foi IA na indústria: explorando novas fronteiras da tecnologia. O simpósio foi realizado de 27 a 29 de maio, em Florianópolis.

Gabrielle Louise Ribas de Lima foi premiada como melhor trabalho na área temática Desenvolvimento e Aplicação de Materiais, na modalidade comunicação oral. Com o título Perspectives on the Application of Aerogels in Textile Materials for Oil Adsorption and Their AI-Assisted Improvement: A Concise Review, a apresentação de Gabrielle foi feita em inglês.

“Meu trabalho é uma revisão científica que analisa o uso de aerogéis – materiais extremamente leves e porosos – em tecidos têxteis com a finalidade de absorver óleo. Além disso, explorei como a inteligência artificial pode ser utilizada para prever o desempenho desses materiais e auxiliar na otimização das suas aplicações”, explica.

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Pesquisa da UFSC que investiga comportamento leitor em meio digital recruta voluntários

02/06/2025 16:06

A pesquisa Siga meus olhos: vídeos modelo e o desenvolvimento de competências para a leitura digital, desenvolvida no Laboratório da Linguagem e Processos Congnitivos (LabLing) do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina (CCE/UFSC), recruta voluntários para coleta de dados. O estudo tem como objetivo avançar na investigação do efeito de vídeos instrucionais na navegação, avaliação e compreensão integrada a partir da leitura de páginas web entre jovens adultos por meio de rastreamento ocular.

“Ferramentas de pesquisa para busca de informações fazem parte de nossa rotina, seja para consultar a biografia de uma personalidade, seja para sanar dúvida relacionada à saúde, seja para fins de aprendizagem. No entanto, o conteúdo publicado na internet não passa por filtros de qualidade (como revisões editoriais, por exemplo): os resultados da busca privilegiam resumos gerados por inteligência artificial, anúncios pagos e sites de maior acesso. Como a veracidade das informações não é o critério para classificar os resultados da busca, o(a) leitor(a) precisa desenvolver competências digitais para filtrar a confiabilidade desses conteúdos”, relatam os pesquisadores responsáveis pelo estudo.

Dentre as competências digitais, destacam-se a navegação entre os resultados de uma busca, a avaliação da confiabilidade das fontes e do conteúdo e a capacidade de se construir uma representação integrada dessas fontes. A pesquisa, assim como estudos anteriores, demonstrou que essas competências podem ser desenvolvidas por meio de instrução com vídeos modelo.

Dentre os benefícios decorrentes da participação, o voluntário terá a chance de analisar seu comportamento leitor em meio digital. Além disso, o vídeo mostra algumas estratégias necessárias ao navegar pelos resultados de uma ferramenta de busca e avaliar a confiabilidade das fontes e do conteúdo on-line. Conforme a pesquisa, essas estratégias podem ser úteis na vida acadêmica e pessoal.

O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFSC. A coleta de dados é realizada de forma presencial e individual no LabLing (sala 513, 5º andar, bloco B, CCE), em dia e horário agendados.

Para conferir mais informações e se inscrever, acesse o formulário on-line.

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Cooperação entre UFSC e Petrobras inaugura Laboratório de Massas no CCB

02/06/2025 15:18

Professor Afonso Bainy e Ítalo Rigotti inaugurando o Laboratório de Massas. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O Laboratório de Massas, fruto de cooperação entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Petrobras, no Centro de Ciências Biológicas (CCB), no Campus de Florianópolis, foi inaugurado nesta segunda-feira, 2 de junho. A nova estrutura integra o Laboratório de Biomarcadores de Contaminação Aquática e Imunoquímica (LABCAI), coordenado pelos professores Afonso Celso Dias Bainy, Maria Risoleta Freire Marques e Guilherme Razzera. O novo laboratório será utilizado para identificação e quantificação de óleo em organismos, fornecendo informações sobre o impacto do petróleo na vida aquática.

São quatro novos equipamentos de Cromatografia Líquida (LC) que funcionarão juntos para identificar e medir a quantidade de componentes em diferentes tipos de amostras, como na bile de peixes. Esses materiais podem fornecer detalhes sobre os efeitos do óleo nas espécies a partir de quantidades muito pequenas. Na Sala de Espectrometria de Massas, um dos equipamentos, o LC-TOF (time of flight, tempo de voo em português), lança as moléculas em um tubo vertical e, com as informações de tempo de voo, gera um espectro que indica quais são as substâncias presentes.

Pró-reitor destaca formação de pesquisadores em SC

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Evento gratuito discute desafios de financiar hidrogênio verde no Brasil; inscrições até dia 10

02/06/2025 08:35

Foto: Amanda Miranda/Agecom/UFSC

Estão abertas as inscrições para o evento Conexão H2V – Energizando o Futuro: o desafio do financiamento do hidrogênio verde no Brasil, realização da Câmara Brasil-Alemanha do RS (AHK RS), em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e o Laboratório Fotovoltaica da UFSC.

O foco do evento, que reúne líderes do setor público, privado e acadêmico, é financiamento e desenvolvimento de projetos sustentáveis no Brasil.  A atividade ocorre no dia 10 de junho, das 13h30 às 17h30, no Sapiens Parque. As inscrições podem ser feitas até a data, neste link.

Na programação haverá discussões sobre o mercado de carbono, tratando-se de iniciativas, perspectivas regulatórias e oportunidades de valorização ambiental e do potencial de financiamento, com bancos e agências discutindo instrumentos para viabilizar projetos em hidrogênio e carbono. Além disso, casos reais de implementação de iniciativas sustentáveis e debates sobre como alinhar interesses e escalar soluções energéticas em parceiras público-privadas também são o foco da atividade.

A programação se encerra com uma visita de Campo à Usina de Hidrogênio Verde da UFSC, projeto pioneiro em funcionamento junto ao prédio do Laboratório Fotovoltaica.

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Laboratório da UFSC desenvolverá ímãs de altíssima performance para projeto sobre materiais avançados à base de terras raras

30/05/2025 10:06

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será uma das 15 instituições a integrar o INCT MATERIA – Materiais Avançados à Base de Terras Raras: Inovações e Aplicações. A iniciativa reúne uma ampla rede multidisciplinar de excelência, com investimento previsto de R$ 10,2 milhões ao longo de cinco anos, e envolve especialistas em física teórica e experimental, química, engenharia de materiais, engenharia química e geologia. O projeto está entre os contemplados pelo edital MCTI/CNPq/SECTI/MS/CAPES/FAPs Nº 46/2024.

O objetivo do INCT MATERIA é desenvolver tecnologias estratégicas baseadas em elementos de terras raras, insumos cruciais para setores de alta tecnologia. A participação da UFSC será realizada por meio do Laboratório de Materiais Magnéticos (MAGMA), que integra o Centro Tecnológico (CTC), nas áreas de engenharia de materiais, magnetismo e materiais magnéticos. A Universidade terá como principal papel a fabricação de ímãs de altíssima performance, fundamentais para motores de carros elétricos, turbinas eólicas, aparelhos médicos e equipamentos industriais de última geração.
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Professora da UFSC integra Câmara para assessorar Governo Federal sobre mudança do clima

29/05/2025 15:53
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A professora da UFSC, Regina Rodrigues, participa da primeira reunião virtual da Câmara de Assessoramento Científico do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) do Governo Federal. (Foto: Divulgação/MCTI)

A professora do Departamento de Oceanografia da UFSC Regina Rodrigues participou da primeira reunião da Câmara de Assessoramento Científico, criada no âmbito do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) do Governo Federal, realizada nesta segunda-feira, 26 de maio. Rodrigues foi nomeada em março como uma das titulares desse grupo de especialistas, de caráter consultivo, no âmbito do CIM, a mais alta esfera na governança climática do Brasil, composta por 23 pastas ministeriais.

A notícia sobre a primeira reunião foi divulgada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que destacou que a Câmara é formada por cientistas de diferentes áreas de conhecimento associados à agenda climática. Segundo o texto, a Câmara de Assessoramento Científico tem por objetivo subsidiar a política climática com a melhor ciência disponível. Entre as competências da instância consultiva estão a de assessorar e fornecer ao CIM dados, informações e evidências científicas para subsidiar a formulação, a implementação, o acompanhamento e a avaliação de políticas públicas sobre mudança do clima, e de propor, por meio do Subcomitê Executivo, recomendações para o aperfeiçoamento, a elaboração e a implementação de instrumentos para a agenda.

O modelo é inspirado em instâncias semelhantes instaladas em países como o Reino Unido, o Canadá e a Alemanha.

“O comitê tem como objetivo principal trazer a ciência para guiar as políticas públicas sobre as mudanças climáticas. Está iniciativa vem em um momento importantíssimo, em que estamos passando globalmente por um negacionismo científico principalmente em relação às mudanças climáticas. Nossa missão será não só acompanhar o andamento do Plano Clima e Plano de Adaptação do Governo Federal, mas também propor indicadores e correções quando necessárias. A comunidade científica celebra esta iniciativa e estou muito honrada de fazer parte deste grupo”, afirma a pesquisadora Regina Rodrigues, que já atuou em diversos comitês internacionais sobre o assunto. Rodrigues pesquisa, entre outros temas, variabilidade climática e eventos extremos, principalmente na América do Sul e Atlântico Sul, incluindo os mecanismos que podem gerar eventos extremos, como as secas, e as ondas de calor terrestres e marinhas.
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Professor da UFSC desenvolve ferramenta para auxiliar na gestão de Programas de Pós-Graduação

29/05/2025 11:28

O professor Paulo Roberto Pagliosa Alves, vinculado aos programas de pós-graduação em OceanografiaEcologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), junto com o professor Fabiano Peruzzo Schwartz, do Mestrado Profissional em Poder Legislativo, da Câmara dos Deputados, desenvolveram uma ferramenta para auxiliar na gestão de Programas de Pós-Graduação.

“A ideia surgiu quando fui coordenador de curso. Para obter informações fazíamos formulários Google para os professores e estudantes nos contarem as atividades que haviam realizado, suas publicações, trabalhos em eventos, produções técnicas ou tecnológicas, orientações, projetos, bancas, intercâmbios, premiações, participação em comitês assessor e em corpo editorial de revistas científicas, disciplinas ministradas, entre outros assuntos. Esse é um trabalho enorme para quem tem que organizar as informações e também um trabalho dobrado para professores e estudantes, porque tudo já está no Currículo Lattes” conta Paulo Pagliosa.
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Em 15 anos, parceria entre UFSC e ONG restaurou cerca de 200 hectares de restinga em Florianópolis

23/05/2025 16:42

Equipe do projeto Restaura Restinga atuando nas dunas da Lagoa da Conceição. Foto: Todd Southgate

Neste 22 de maio, Dia Internacional da Diversidade Biológica, a parceria entre o Laboratório de Ecologia de Invasões Biológicas, Manejo e Conservação da Universidade Federal de Santa Catarina (Leimac/UFSC) e o Instituto Hórus completou 15 anos. Desde 2010, por meio de um programa de voluntariado, a aliança estabelecida entre as instituições foi responsável por eliminar mais de 420 mil espécimes de plantas exóticas invasoras em áreas de restinga de Florianópolis.

A ação, liderada e idealizada por mulheres desde sua origem, restaurou cerca de 200 hectares de restinga nesse período. A maior parte da área restaurada se encontra no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, primeira região de foco do trabalho da parceria, onde foram eliminadas praticamente todas as árvores de pinheiro americano (Pinus elliottii).

“É uma unidade de conservação que cobre 500 hectares de restinga. Ao longo de um pouco mais de 10 anos, trabalhamos mensalmente nessa área. Conseguimos praticamente acabar com os problemas de invasão por pinheiros americanos introduzidos aqui. Nesse período, foram mais de 420 mil plantas eliminadas”, afirma Michele de Sá Dechoum, professora Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC e uma das coordenadoras da iniciativa.

Além da remoção das invasoras, o projeto também reintroduz as plantas nativas à região. A produção das mudas plantadas é feita com critério técnico, com coleta local de sementes de plantas matrizes marcadas. “Mais importante do que eliminar as plantas, o nosso maior objetivo é restaurar áreas de restinga. Fazer com que a gente crie espaço para plantas nativas, animais nativos, toda nossa biodiversidade”, ressalta a professora.
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Estudo da UFSC aponta áreas de preservação ameaçadas por espécie invasora

23/05/2025 08:31

Pesquisadores fazendo o manejo do coral-sol na REBIO Arvoredo – Ilha do Arvoredo – Santa Catarina (Foto: Marcelo Crivellaro – Acervo PACS Arvoredo)

Um estudo inédito publicado na revista Marine Pollution Bulletin utiliza a modelagem para prever a potencial distribuição e avaliar o risco de invasão do coral-sol (Tubastraea spp.) em Áreas Marinhas Protegidas federais brasileiras.A pesquisa revela quais dessas áreas estão mais ameaçadas e aponta a indústria de petróleo e gás como um fator chave no alastramento da espécie invasora. O artigo é fruto do trabalho de conclusão de curso da acadêmica de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina, Millene Ohanna, e foi orientado pelo pesquisador Thiago Silveira no Laboratório de Ecologia de Ambientes Recifais, e coordenado pela professora Bárbara Segal, do departamento de Ecologia e Zoologia.

Os resultados destacam que a variável mais importante para a distribuição do coral-sol nos modelos foi a extração de petróleo e gás. As estruturas associadas a esta indústria servem como habitats favoráveis e vetores de dispersão. Ao avaliar o risco de invasão para as áreas federais, o estudo classificou as com maior vulnerabilidade, considerando a adequabilidade de habitat indicada pelo modelo e o nível de proteção. A Reserva Extrativista Arapiranga-Tromaí (MA), o Monumento Natural das Ilhas de Trindade e Martim Vaz (ES) e Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (PE) foram identificadas como as mais ameaçadas pela invasão do coral-sol.

A pesquisa também aponta para o alto risco de invasão na região próxima à foz do Rio Amazonas, uma área de grande relevância biológica e que tem sido alvo de discussões sobre planos de exploração de petróleo. O modelo prevê que esta área possui habitat adequado e está sob risco devido à proximidade potencial com atividades da indústria de petróleo e gás.

O coral-sol (Tubastraea coccinea e Tubastraea tagusensis), espécie invasora na costa brasileira, pode alterar habitats e comunidades nativas. Sua introdução no Brasil ocorreu no final da década de 1980 na Bacia de Campos, Rio de Janeiro, principalmente por conta da bioincrustação em estruturas artificiais da indústria de petróleo e gás, como plataformas e navios de perfuração. Desde então, ele se espalhou por mais de 3000 quilômetros da costa brasileira, colonizando tanto estruturas artificiais quanto recifes naturais.

Reserva Extrativista Arapiranga-Tromaí (Foto: Instituto Chico Mendes)

Diferentemente do que ocorria até então, esta pesquisa incluiu variáveis ambientais – como temperatura, salinidade e batimetria – e antropogênicas, relacionadas a atividades humanas, como a proximidade a áreas de extração de petróleo e gás, portos e naufrágios. A inclusão de fatores humanos foi importante pois a introdução e dispersão do coral-sol estão frequentemente ligadas a essas atividades.

Controlar espécies invasoras é um dos maiores desafios para a conservação da biodiversidade. Os pesquisadores explicam que a modelagem de distribuição espacial, como a utilizada no estudo, é uma ferramenta decisiva para prever onde espécies invasoras podem se estabelecer.

A precisão da modelagem, particularmente com a inclusão de preditores antropogênicos, oferece uma base científica robusta para o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Coral-Sol. O estudo enfatiza que confiar apenas em preditores ambientais pode levar a uma alocação menos eficaz de recursos.
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Parceria entre UFSC e Illinois propõe nova forma de separar enantiômeros; inovação pode beneficiar indústria

22/05/2025 08:11

As mãos são especulares, mas não se encaixam quando sobrepostas. É assim com os enantiômeros (Imagem de Avelino Calvar Martinez por Pixabay)

Imagine duas moléculas que parecem idênticas, mas que podem funcionar de forma completamente diferente no nosso organismo. Esse é o caso dos enantiômeros, compostos que, como nossas mãos, são imagens especulares entre si, mas não se encaixam perfeitamente quando sobrepostos.

Eles pertencem a uma classe especial de moléculas chamadas quirais, muito comuns na natureza e de extrema importância para áreas como a química, a farmacologia e a agricultura. Por meio de uma parceria com a Universidade de Illinois, o professor Fábio Zazyki Galetto, do departamento de Química da UFSC, desenvolveu uma solução promissora para o dificultoso processo de separação destas moléculas: um novo método baseado em eletroquímica, mais rápido, barato e sustentável em comparação aos atualmente praticados.

“As maiores implicações para o uso de enantiômeros estão na indústria farmacêutica, onde um determinado enantiômero pode ser um fármaco enquanto o outro pode ser tóxico. Daí podemos compreender a importância na diferenciação dos enantiômeros e porque os métodos de separação de enantiômeros são importantes”, resume o professor, cujo artigo com a proposta foi publicado recentemente no Journal of the American Chemical Society (JACS).

O professor explica que, devido à sua semelhança estrutural, os enantiômeros possuem propriedades físicas idênticas, o que inviabiliza a utilização da grande maioria dos métodos tradicionais de separação. Por outro lado, diferentes enantiômeros podem produzir respostas muito diferentes quando expostos a um ambiente quiral, como é o caso do organismo humano, o que torna ainda mais importante este processo.

“Atualmente, a separação de enantiômeros é realizada principalmente por cromatografia quiral”, explica. Segundo ele, embora eficaz, este método introduz uma série de desvantagens ao processo, incluindo alta demanda por recursos e insumos químicos, significativa geração de resíduos, além de ser um procedimento relativamente lento.

Indústria farmacêutica pode ser beneficiada (Imagem de Pexels por Pixabay)

Conforme aponta a pesquisa, a utilização de métodos de separação eletroquímicos surge como uma alternativa promissora. “A proposta apresentada neste artigo envolve um método eletroquímico que é muito mais rápido do que a cromatografia porque, diferente deste último, as etapas de equilíbrio necessárias para a separação podem ser alcançadas na ordem de milissegundos, pela aplicação de potencial elétrico ao sistema. Além disso, o método eletroquímico requer uma quantidade muito menor de insumos químicos quando comparado à cromatografia”, pontua.

Os resultados indicam que um excesso enantiomérico superior a 99% seria alcançável em apenas sete estágios teóricos, num processo em cascata. “Uma vez implementada, seria uma alternativa mais simples e barata à atualmente praticada, propiciando maior agilidade e redução de custos ao processo de produção de enantiômeros”, sintetiza, argumentando que, embora em estágio inicial, o estudo resultou no pedido de depósito de uma patente.

A pesquisa traz, ainda, novas oportunidades, particularmente para aplicação de métodos eletroquímicos de separação em meios e compostos orgânicos. “O projeto foi proposto como parte do meu pós-doutorado na University of Illinois, sob orientação do professor Xiao Su. A UFSC esteve envolvida desde a concepção deste projeto, que marcou o início da colaboração entre as duas instituições. Além do artigo e da patente, a colaboração já propiciou a vinda de dois pesquisadores, entre eles os primeiros autores do artigo, para ministrar palestras na UFSC. Também está prevista uma visita do professor Xiao Su à UFSC, que deverá ministrar uma palestra no final do mês de junho”, finaliza.

 

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Programa da UFSC alerta: praias aterradas têm mais risco de afogamento e balneabilidade pior

21/05/2025 17:29

Em 2023, o PES também tratou do assunto em outra nota técnica

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) emitiram uma nota técnica com evidências de que os empreendimentos de aterro de praia de Santa Catarina “não cumprem os próprios projetos licenciados”. De acordo com o documento do Programa Ecoando Sustentabilidade (PES), “após o aterro as praias apresentam piora na balneabilidade e aumento do risco de afogamentos”.

A Nota Técnica PES n°05/2025 observa que “aterros, engordamento, alargamento ou alimentação artificial de praias” aumentaram em Santa Catarina nos últimos anos. Considerando os empreendimentos licenciados pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), os pesquisadores indicam que, entre 2020 e 2024, quatro praias receberam obras: Canasvieiras, Ingleses e Jurerê, em Florianópolis; e Balneário Camboriú.

O Programa Ecoando Sustentabilidade ainda faz referência a uma publicação feita pela equipe de responsáveis pelo licenciamento ambiental no Estado para as obras de Canasvieiras e Ingleses. O documento é usado como base para duas observações da nota técnica: de que “os programas ambientais, que são condicionantes para a validade das licenças ambientais, não têm sido realizados” e de que “as areias utilizadas nos aterros são diferentes daquelas originalmente existente nas praias, não estando em conformidade com a legislação”.

Os pesquisadores propõem que empreendimentos que mobilizem mais de 100 mil metros cúbicos sejam considerados de grande porte – ao contrário do que acontece atualmente – e que para o seu licenciamento seja realizado Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Para isso, seria necessária uma mudança na Resolução 98/2017, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA).

Necessidade de salvamentos aumenta com aterro, indica estudo

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UFSC e Universidade Aberta do Brasil promovem evento sobre Tecnologias para a Educação de 28 a 30 de maio

21/05/2025 11:01

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Aberta do Brasil (UAB) promovem a primeira edição do Encontro Latino-Americano em Tecnologias para a Educação (Elatec), de 28 a 30 de maio no auditório do Centro Socioeconômico (CSE), campus da UFSC em Florianópolis. Durante o evento serão apresentadas tendências no uso de tecnologias e de recursos digitais que atualmente são identificados na educação superior brasileira. As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de maio diretamente no site do evento.

Dentre as temáticas do evento estão o uso da Inteligência Artificial na educação; a Realidade Virtual, Aumentada e Realidade Mista; e os Ambientes Virtuais de Aprendizagem.

O 1º Elatec é direcionado a professores, pesquisadores, estudantes e profissionais da educação, com o objetivo de compreender e aplicar, de forma crítica e inovadora, as tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem. A intenção é promover diálogos nas interseções entre tecnologia e educação, e oportunizar a troca de conhecimentos e o fortalecimento de redes e construção de novas parcerias na América Latina.

Como convidados nas palestras, discussões e debates, estarão pesquisadores reconhecidos na América Latina nas áreas de tecnologia e educação. Segundo a organização, o Elatec é um espaço de troca, reflexão e construção coletiva sobre os desafios e possibilidades do uso das tecnologias na educação.

“Em um momento em que o mundo passa por intensas transformações digitais, o evento busca promover o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, fortalecendo redes de pesquisa e de práticas pedagógicas que integram linguagens diversas, metodologias ativas, tecnologias digitais, gamificação, educação online, ambientes imersivos e muito mais. Além disso, valoriza temas fundamentais como inclusão, acessibilidade, tecnologias assistivas e justiça social, contribuindo para uma educação mais equitativa e significativa”, complementam.

O valor da inscrição é de R$ 75, e os interessados devem se inscrever diretamente no site do evento.

Mais informações, ficha de inscrição e programação completa em uab.ufsc.br/elatec

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Professor Emérito da UFSC, Armen Mamigonian lança livro na Universidade na quarta, 28 de maio

21/05/2025 09:56

Professor Armen Mamigonian (Divulgação)

A Editora do Instituto Ignacio Rangel, em parceria com o Departamento de Geociências e o Laboratório de Estudos Urbanos e Regionais da Universidade Federal de Santa Catarina (Labeur/UFSC), promove o lançamento da décima edição da Série Livros Geográficos, intitulada Geografia: ontem, hoje e amanhã, de Armen Mamigonian, professor emérito da UFSC e um dos principais nomes da geografia crítica brasileira. O evento ocorre durante a 44ª Semana de Geografia da UFSC, na quarta-feira, 28 de maio, às 18h, no Auditório do Bloco E do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), em Florianópolis, com a presença do autor.

A obra reúne parte significativa da produção intelectual do autor, incluindo sua tese de livre-docência apresentada na Universidade de São Paulo (USP) em 2005, além de ensaios inéditos e reflexões teóricas atualizadas. Com uma trajetória profundamente marcada pela leitura marxista do espaço e pelo diálogo com pensadores como Lenin e Ignacio Rangel, Mamigonian oferece neste volume uma interpretação contundente das crises do capitalismo contemporâneo e uma defesa renovada da geografia enquanto ciência social comprometida com a transformação do mundo, afirmam os organizadores.
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UFSC na mídia: ondas de calor podem ficar até 10 vezes mais intensas segundo estudo da UFSC

20/05/2025 15:54

A professora e pesquisadora Regina Rodrigues da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participou de um estudo que aponta que as ondas de calor podem ficar até 10 vezes mais intensas a partir de 2071. Citado em reportagem do Jornal Hoje, o estudo aborda os bloqueios atmosféricos, um fenômeno que ocorre devido ao aumento de temperatura nos oceanos e no continente.  Os bloqueios atmosféricos ainda retroalimentam esse cenário ao impedir a chegada de brisas marítimas, causando um tempo seco e sem nuvens.

Com levantamento realizado pelo Laboratório de Extremos Climáticos da UFSC, a reportagem apresenta o aumento de dias com temperaturas mais altas no verão em São Paulo. Antes de 2000, era registrado 1 dia de verão com pelo menos 5 °C acima da média. Em 2025, foram 23 dias.

Confira a reportagem completa do Jornal Hoje.

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UFSC lança materiais sobre cultura afro-brasileira e políticas linguísticas educacionais

16/05/2025 15:00

O Grupo de Políticas e Direitos Linguísticos da Universidade Federal de Santa Catarina (PoLiTicas/UFSC) lança, neste mês de maio, a cartilha didático-pedagógica Cultura afro-brasileira e ensino de linguagem e o e-book Políticas linguísticas educacionais: teoria e prática. As obras são digitais e possuem download gratuito.

Cartilha Cultura afro-brasileira e ensino de linguagem

De autoria Letícia Cao Ponso, a cartilha Cultura afro-brasileira e ensino de linguagem destaca a importância de “educar para a diversidade e para a diferença”, com enfoque no resgate da multiculturalidade afro-brasileira. Abordando questões como a origem e a ancestralidade do povo negro no Brasil, a formação do português brasileiro por línguas africanas, a existência e a resistência de comunidades quilombolas e a relação entre os componentes curriculares da área de Linguagens e a Educação para as Relações Étnico-Raciais, a obra busca tratar a diáspora africana não apenas lembrando a travessia atlântica de séculos passados, mas valorizando suas memórias, singularidades e diversidade cultural, religiosa e linguística.

De acordo com a cartilha, a valorização das territorialidades e histórias daqueles que tiveram suas terras invadidas, saqueadas e silenciadas por séculos se dá, essencialmente, pelo estudo e avaliação dos processos colonizadores. “No momento em que a escola considerar cientificamente a história e a cultura do continente africano e de suas diásporas, o sequestro e a venda de seres humanos como mercadoria, os processos ideológicos de construção das categorias de raça e cor que sustentam a pratica do racismo, bem como os complexos psicológicos que permeiam o imaginário sociocultural brasileiro, ‘a educação nacional será, de fato, um palco no qual se encenam novas performances de igualdade de direitos, liberdade de interação de saberes e respeitos às diferenças'”, descreve o texto de apresentação.
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UFSC promove primeiro Congresso Brasileiro de Arte, Cultura e Saúde Mental

16/05/2025 12:18

Foto: Divulgação/SeCArtE/UFSC

O 1º Congresso Brasileiro de Arte, Cultura e Saúde Mental, junto ao XV Encontro Catarinense de Saúde Mental acontecerá de 29 a 31 de outubro  no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com atividades pré-congresso organizadas para o dia 28 de outubro. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas por meio da página do evento.

O objetivo é congregar e articular acadêmicos, profissionais dos serviços, usuários do sistema de saúde e seus familiares, gestores e demais interessadas, para discutir temas da maior importância relacionados à saúde mental coletiva. A intenção é contribuir para o avanço do conhecimento, trocas de experiências e realização de atividades científicas, artísticas e culturais na perspectiva da defesa de Direitos e da Democracia, do exercício pleno e universal da Cidadania e da consolidação do Sistema de Saúde.

Estão isentas as inscrições para pessoas que estejam sem condições financeiras para o pagamento, e para estudantes da UFSC em condições de vulnerabilidade. A solicitação de isenção deve ser feita à Comissão Organizadora pelo e-mail do congresso ecsm.gpps@gmail.com. Ademais, também estão isentos estudantes cujos departamentos ou cursos tenham acordado a isenção com a Comissão Organizadora.

Segundo os organizadores, os 14 encontros catarinenses de Saúde Mental anteriores propiciaram momentos marcantes na Reforma Psiquiátrica e Sanitária, entre eles a fundação da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), a realização do I Congresso Brasileiro de Saúde Mental (2008), além do lançamento da revista Cadernos Brasileiros de Saúde Mental e do Mestrado Profissional em Saúde Mental e Atenção Psicossocial. Os encontros também proporcionaram oportunidades para geração de renda para usuários e suas associações, por meio de feiras de economia solidária, exposições artístico-culturais e realização do tradicional baile de máscara, cuja renda reverte a associações de usuários.

O 1º Congresso Brasileiro de Arte, Cultura e Saúde Mental é promovido pelo Grupo de Pesquisas em Políticas de Saúde (GPPS) da UFSC, em parceria com a Reitoria e a Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE/UFSC), a ação conta com o apoio de entidades públicas e privadas dos mais diferentes setores da sociedade.

Acesse mais informações no site.

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UFSC monitora população de peixes do Rio Uruguai há 30 anos

14/05/2025 16:16

Trabalho do Lapad começou há 30 anos (Divulgação)

O Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce (Lapad) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) completa, em 2025, três décadas de monitoramento das espécies de peixes do alto Rio Uruguai, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. No período foram realizadas diversas ações integradas, como a avaliação da produção pesqueira através da análise da pesca artesanal; o desenvolvimento de tecnologias para cultivo de espécies nativas de peixes; a manutenção de um plantel de reprodutores de peixes; a estocagem experimental de espécies migradoras de peixes para garantir a recomposição dos estoques pesqueiros e a criação e a manutenção de um banco de sêmen crioconservado.

No monitoramento, apetrechos de pesca são instalados em ambientes distintos dos rios para captura e análise dos indivíduos presentes, e identificação da dinâmica de possíveis alterações das espécies. “Os estudos do ictioplâncton possibilitaram identificar locais importantes para a desova e crescimento, e padrões reprodutivos de espécies migradoras”, salienta Alex Pires de Oliveira Nuñer, coordenador do projeto. Nesses estudos foram catalogadas informações sobre 114 espécies de peixes na região, que foram compiladas na publicação do Catálogo Ilustrado dos Peixes do Alto Rio Uruguai, publicado em 2004 pela Editora da UFSC/Tractebel Energia, que se encontra em fase edição revisada e ampliada.

O monitoramento da ictiofauna, que é a fauna referente aos peixes, é complementado com dados da pesca artesanal, obtidos em parceria com pescadores artesanais que atuam na área do reservatório da usina de Itá. “A colaboração voluntária contribui para a avaliação contínua da produção pesqueira local, ampliando assim os dados sobre quais espécies são mais capturadas, em que período e com qual apetrecho de pesca”, destaca o professor.

Os trabalhos começaram em 1995, mas se intensificaram a partir do ano 2000, quando entrou em operação a Usina Hidrelétrica (UHE) Itá, situada entre os municípios de Itá, no Oeste catarinense, e Aratiba, no Norte gaúcho. Financiado pelo Consórcio Itá e pela Engie Brasil Energia, a iniciativa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).
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UFSC participa de estudo com dados inéditos sobre especialização ecológica

14/05/2025 13:17

Abudefduf saxatilis (Fotos: Sergio Floeter)

Um estudo internacional com participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que os recifes de coral mais diversos do planeta são dominados por espécies de peixes altamente especializadas em sua alimentação e tolerância térmica. A pesquisa, publicada na conceituada revista Global Ecology and Biogeography, traz novas dados inéditos sobre a ecologia dos recifes e foi coassinada pelo professor Sergio Floeter, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC. Essas descobertas avançam significativamente na compreensão sobre como a especialização influencia a distribuição das espécies, a dinâmica evolutiva e a estrutura das comunidades recifais em um cenário de mudanças climáticas.

“Os recifes mais diversos do planeta são dominados por espécies que evoluíram para se alimentar de tipos específicos de alimento”, afirma a bióloga marinha Zoé Delecambre, autora principal. A pesquisa analisou milhares de dados sobre a dieta e a distribuição de peixes recifais ao redor do mundo para responder a uma pergunta central: em que ambientes os peixes ecologicamente mais especializados prosperam?

Os peixes ecologicamente mais especializados são aqueles que vivem sob condições bem específicas e exercem funções ecológicas bastante definidas, como consumirem somente um tipo ou grupo de alimento ou terem tolerância somente a determinados padrões, como temperatura e salinidade.

O estudo traz como exemplo imagens capturadas pelo professor Floeter. O peixe-borboleta Chaetodon ornatissimus é um especialista e se alimenta exclusivamente de pólipos de coral. Já o generalista Abudefduf saxatilis consome diversos itens alimentares, desde zooplâncton até algas bentônicas. Os generalistas dominam recifes pequenos e isolados.

Chaetodon ornatissimus

“A especialização desempenha um papel fundamental na formação de padrões evolutivos e biogeográficos, mas raramente foi examinada em escala global para comunidades super-diversas”, afirma o coautor da UFSC, Sergio Floeter. O estudo mapeia padrões biogeográficos e de diversificação globais de nichos tróficos, que se refere aos alimentos, e térmicos, sobre a temperatura da água, em um dos conjuntos mais diversos de espécies nos mares, os peixes recifais. O professor contribuiu com dados inéditos do Brasil.

A pesquisa também revisita uma teoria clássica da ecologia  segundo a qual espécies de regiões de latitudes mais altas — como zonas temperadas ou polares — tendem a ser mais generalistas. “Em nosso novo estudo, examinamos se as amplitudes de nicho trófico e térmico são mais estreitas em centros de biodiversidade. Descobrimos que a especialização ecológica dos peixes recifais atinge seu ápice em hotspots globais de biodiversidade”, escrevem.

Isso significa que os peixes recifais mais especializados, com dietas muito específicas e que vivem em faixas muito específicas de temperatura, são mais comuns justamente nos recifes mais biodiversos do planeta. “Isso confirma que a alta biodiversidade sustenta papéis ecológicos mais especializados, enquanto os generalistas prevalecem em sistemas mais simples”, indicam os autores.

 

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UFSC estuda caminho da chuva na Floresta Amazônica para entender mudanças climáticas

13/05/2025 14:34

Dossel da Floresta tem impacto no ciclo hidrológico e ajuda a compreender mudanças climáticas (Divulgação)

Um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com o Instituto Mamirauá, que investe em ciência, tecnologia e inovação para a conservação e uso sustentável da biodiversidade da Amazônia, vai permitir que se compreenda melhor os efeitos das mudanças climáticas nas áreas de várzea da região, especialmente no Médio Solimões. O objetivo é estimar quanto da chuva que atinge o dossel da floresta chega efetivamente ao solo e qual percentual retorna à atmosfera por evaporação.

O  dossel é a parte superior da floresta, formada pelas copas das árvores, uma espécie de teto natural que cobre o solo da floresta.  A iniciativa faz parte do esforço do Instituto Mamirauá para consolidar uma rede de monitoramento hidrometeorológico na região. “A parceria com o Laboratório de Hidrologia (LabHidro) da UFSC surgiu a partir de um interesse comum: entender como a vegetação influencia o ciclo hidrológico regional por meio da interceptação da chuva”, explica o pesquisador Luiz Felipe Pereira de Brito, mestrando na pós-graduação em Engenharia Ambiental e um dos responsáveis pelo projeto.

Entender como a chuva é interceptada pelo dossel florestal é essencial para avaliar o balanço hídrico nas várzeas amazônicas, onde o regime de cheia e seca define o funcionamento dos ecossistemas e impacta diretamente a vida das comunidades ribeirinhas. Segundo Brito, a água da chuva tem papel decisivo na recarga dos corpos d’água, na umidade do solo e na disponibilidade de recursos naturais como alimentos e água potável. “Saber o quanto da chuva realmente chega ao solo e o quanto retorna à atmosfera por evaporação ajuda a melhorar modelos hidrológicos, prever secas e cheias e compreender como o funcionamento da floresta pode ser afetado pelas mudanças climáticas”.

Equipamentos de medição são feitos com objetos de baixo custo

Para estimar a interceptação, os pesquisadores monitoram três variáveis principais: a chuva total (que atinge a copa das árvores), a chuva interna (que atravessa o dossel e chega ao solo) e o escoamento pelo tronco (água que escorre pelos troncos das árvores até o chão). Os equipamentos utilizados — como pluviômetros artesanais, calhas de PVC e mangueiras espiraladas — foram elaborados com materiais de baixo custo, o que facilita a replicação do experimento em outras áreas.  Em abril, os pesquisadores desenvolveram uma oficina de confecção dos dispositivos com os alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Divino Espírito Santo do Jarauá, em Alvarães, com o objetivo de compreender a distribuição espacial da chuva na comunidade.

“Tivemos a oportunidade de interagir com os alunos da escola e construir juntos pluviômetros artesanais com garrafas PET. Além do aprendizado prático sobre como medir a chuva, a atividade gerou curiosidade e engajamento com a ciência. Foi também uma forma de valorizar o conhecimento local e aproximar a pesquisa científica da realidade das comunidades ribeirinhas”, pontua o pesquisador.
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UFSC produz relatório de monitoramento do ar com Ministério do Meio Ambiente

12/05/2025 10:59

O Laboratório de Controle da Qualidade do Ar (LCQAr) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) esteve à frente da produção do Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar de 2024, documento que consolida dados e informações coletadas pelos estados e apresenta uma avaliação integrada sobre a qualidade do ar no Brasil para o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima. O relatório foi publicado em abril de 2025 e reúne dados e analisa a cobertura de monitoramento no Brasil, estabelecendo também perspectivas para ampliação. Segundo o documento, apenas cerca de um terço da população brasileira é coberta por monitoramento da qualidade do ar. 

A equipe da UFSC contou com 14 integrantes, que trabalharam junto de pesquisadores de outras universidades e do órgão federal. O coordenador do LCQAr Leonardo Hoinaski explica que o convênio com o Ministério do Meio Ambiente tem duração de 26 meses. Com isso, o laboratório irá realizar análises ainda mais aprofundadas, além de oferecer outros projetos que estão inclusos nos sete objetivos da colaboração. Para desenvolver as demais pesquisas, é necessário criar uma base de dados, e o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar representa um primeiro passo.

Em 2024, 20 Unidades Federativas (UFs) realizavam monitoramento da qualidade do ar, número maior que o de 2023, quando eram 16 UFs. Sete estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda não possuem estações que monitoram o ar, o que evidencia a necessidade de atuação dos órgão públicos para o cumprimento da Resolução nº 506 de 2024 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A resolução estabelece padrões nacionais de qualidade do ar e fornece diretrizes para sua aplicação, consolidando a importância de relatórios anuais.

Foram contabilizadas 479 estações de monitoramento em 2024, acréscimo de 84 estações em relação ao levantamento de 2023. Os resultados mostram que a cobertura da rede de monitoramento no país é pequena, com estações de referência — equipamento de alta precisão — cobrindo apenas 0,22% da área total, enquanto as estações indicativas — equipamento de precisão menor — cobrem 0,07%.

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Tese de doutorado da UFSC é adaptada em livro sobre prática de leitura no sistema prisional

12/05/2025 09:19

O livro Leitura e Cárcere, de Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset, doutora em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), será lançado em 17 de maio, na 2ª Feira Literária de Florianópolis (FLIF). A obra, resultado da tese de doutorado de Rossaly no Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL), mostra a experiência da autora durante entrevistas com presos em um projeto de extensão de leitura que coordenou durante cinco anos no curso de Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc Xanxerê). A pesquisa constatou que há mínimas condições de leitura no cárcere, refletindo sobre desigualdade social, funcionamento dos sistemas de segurança e de justiça e condições dos espaços de privação de liberdade.

A obra apresenta diferentes casos e mostra o envolvimento de presos com a leitura: alguns afirmavam o gosto pela atividade, outros que diziam ler apenas para redução da pena. A Lei de Execução Penal (LEP) dispõe sobre a remição de parte do tempo de execução da pena por estudo ou trabalho: a cada livro lido, quatro dias a menos atrás das grades. “A remição de pena por meio de leitura foi introduzida, em 2011, no contexto do sistema penal porque não havia nem trabalho nem escola para os presos. A função da leitura nesse contexto não foi por benesse, havia um vazio já no sistema que deveria ser tratado. A possibilidade de diminuir dias de pena de condenados pela Justiça por meio da leitura não demandava investir financeiramente no sistema prisional, bastava dar livros aos presos”, diz Rossaly, que é facilitadora de Justiça Restaurativa.
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UFSC Joinville promove colóquio sobre produção de energia offshore com especialistas do setor

08/05/2025 14:34

Tatiana Shigunov e João Hélio Martins (no palco), da Feesc, falaram sobre tecnologia e inovação. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O Campus de Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) reuniu especialistas no colóquio Avanços na Produção de Energia Offshore: Desafios e Inovações, na quarta-feira, 7 de maio, pela manhã. O evento foi promovido no Auditório do Ágora Tech Park.

Pesquisadores e profissionais de destaque no setor produtivo debateram como manter a produção de petróleo e gás em condições offshore cada vez mais exigentes, assim como a busca pela produção de energias limpas em ambientes semelhantes representa desafios de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Estiveram presentes no colóquio estudantes, professores e profissionais da área. A programação contou com as falas do professor Rodolfo Gonçalves, da Universidade de Tóquio, que expôs como o Brasil pode aprender com o Japão, líder em energia eólica offshore. Também falou a pesquisadora Letícia Siqueira Madi, da Universidade de São Paulo (USP), que palestrou sobre colheita de energia de vibrações induzidas por vórtices em cilindros flexíveis com rigidez ortotrópica.

Participaram do evento João Hélio Martins e Tatiana Shigunov, da Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc). Eles falaram sobre ciência, tecnologia e inovação. O representante da Petrobras no colóquio, o engenheiro naval Fábio Pompeo da Silva Mineiro, falou sobre dutos flexíveis e umbilicais submarinos.

Na tarde de quarta-feira, parte dos pesquisadores acompanhou o evento da entrada em operação dos equipamentos do Laboratório de Interação Fluido-Estrutura (LIFE-Multiusuário), instalado no Campus de Joinville.

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Confira a programação do mês de maio no Planetário e Observatório da UFSC

06/05/2025 11:12

Planetário da UFSC, visto do céu. (Foto: Caetano Machado/Agecom)

O Planetário e Observatório da UFSC divulgam as atividades previstas para o mês de maio, sempre com programação gratuita às quartas-feiras. Todos os eventos são abertos ao público em geral e ocorrem no campus da UFSC em Florianópolis.

Em caso de chuva ou céu nublado, estarão mantidas as atividades de sessão infantil, sessão de Planetário e as palestras. O limite de lotação das sessões é de 39 pessoas por sessão de Planetário, com vagas preenchidas por ordem de chegada.

Mais informações pelo e-mail: observatorio@contato.ufsc.br.
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Núcleo de Estudos Literários e Culturais da UFSC recebe inscrições para seminário sobre poesia brasileira contemporânea

06/05/2025 10:00

O Núcleo de Estudos Literários e Culturais da Universidade Federal de Santa Catarina (Nelic/UFSC) recebe inscrições para apresentação de trabalhos no evento Poesia — há futuro? Expressão, ética, subjetividade. A inscrição para comunicadores é gratuita e deve ser submetida à avaliação até 15 de julho

O evento se configura como um espaço de diálogo, escuta e apresentação de trabalhos, reunindo pesquisadores de diversas gerações vinculados a universidades brasileiras e estrangeiras, para refletir sobre os cruzamentos entre poesia, ética e subjetividade.

A submissão deve conter: título, resumo estendido de no mínimo 500 palavras, palavras-chave e referências bibliográficas. Cada comunicação oral deve ter a duração de no máximo 20 minutos. As propostas devem ser submetidas no site do evento. O formulário está disponível na seção “Inscrições”.

O seminário será realizado entre os dias 8 e 12 de setembro e é resultado de encontros semanais do núcleo de pesquisa dedicados ao estudo de poetas como Ana Cristina Cesar, Paulo Leminski, Cacaso, Chico Alvim, Dora Ferreira da Silva, Roberto Piva, Waly Salomão, Hilda Hilst, entre outros. O objetivo é atualizar e fortalecer os fundamentos críticos, analíticos e teóricos relacionados à produção poética brasileira desde meados do século XX até os dias atuais.

O evento propõe manter vivas as discussões sobre criação e crítica poéticas, valorizando tanto o legado das manifestações artísticas e culturais do modernismo em diante quanto a preservação e a coletivização de memórias e arquivos poéticos no Brasil.

Mais informações no site do evento.

 

*Notícia atualizada em 1º de julho, às 14h, para atualização da data das inscrições para comunicadores

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