UFSC vence desafio com soluções para indústria de petróleo

21/08/2025 08:49

Imagem ilustrativa (Agência Petrobras)

O Polo, Laboratório de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica da UFSC, foi destaque no Encontro Nacional de Construção de Poços de Petróleo, ao vencer um desafio proposto pelo ESSS Oil&Gas a Petrobras e conquistar o segundo lugar em  competição entre pesquisadores de doutorado. O evento busca soluções para a indústria petrolífera.

Guilherme Fidelis Peixer, Eduardo Bader Dalfovo Mohr Alves, Bernardo Peressoni Vieira, Alan Nakashima e Michele Lazzari representaram a UFSC com a proposta de maximizar o ROP, sigla para Rate of Penetration, que trata da velocidade com que uma broca perfura uma formação rochosa durante a perfuração de um poço.

Peixer, engenheiro e pesquisador do laboratório, explica que maximizar o ROP permite reduzir o tempo necessário para atingir a profundidade desejada, o que impacta diretamente nos custos totais do projeto. No entanto, segundo ele, o aumento indiscriminado do ROP pode levar a condições operacionais adversas, como o desgaste prematuro de ferramentas, falhas em equipamentos e aumento do consumo energético.

A equipe da UFSC sugeriu otimizar os parâmetros operacionais de modo a maximizar a eficiência, reduzindo custos e desgastes dos equipamentos do processo de perfuração. A ideia leva à elaboração de um modelo preditivo capaz de estimar com precisão o ROP em função das variáveis operacionais, além de formular e aplicar uma metodologia de otimização e implementar um software integrado que reúna as etapas de modelagem, otimização e análise de resultados, possibilitando sua aplicação prática de forma eficiente e reprodutível.

Já o doutorando Eduardo Bader Dalfovo Mohr Alves, também considerado destaque pela seu estudo, apresentou um novo aparato e uma técnica para gerar dados experimentais confiáveis sobre a condutividade térmica de líquidos, juntamente com uma metodologia para modelar a condutividade térmica de substâncias puras para futuras aplicações em fluidos de perfuração.

O trabalho cria um novo aparelho de medição e um modelo matemático para entender como o calor se espalha em líquidos usados na perfuração, mesmo sob pressões e temperaturas extremas. Isso ajuda a prever o comportamento desses fluidos de forma mais confiável e útil para a indústria.

 

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Grupo da UFSC cria IA que facilita acordos de conciliação em ações contra companhias aéreas

20/08/2025 13:50

Com uma base de dados com cerca de 1,8 mil sentenças, a ferramenta de uso gratuito desenvolvida na UFSC é capaz de “prever” os valores indenizatórios das ações de conciliação. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Você já viajou de avião, perdeu seu voo devido a atrasos da companhia aérea e acabou não comparecendo a um evento importante? Ou já teve sua mala extraviada durante a viagem? No Brasil, casos como esses, que podem configurar ações cíveis de danos morais ou materiais na esfera judicial, são muito comuns. 

Segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), o Brasil concentra 98,5% de todas as ações judiciais contra companhias aéreas no mundo. O levantamento publicado pela Abear em 2024 aponta que, em média, a cada um (1,04) voo são registradas duas ações no setor no país. Em comparação, nos Estados Unidos, por exemplo, os mesmos dois processos são registrados a cada 5,17 mil voos.

Com base nesse cenário, que gera transtornos ao setor aéreo e à Justiça brasileira, o grupo de pesquisa Governo Eletrônico, Inclusão Digital e Sociedade do Conhecimento (Egov) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu a Concil-IA, uma inteligência artificial (IA) que facilita os processos de conciliação entre consumidores e empresas aéreas em casos de danos morais e materiais.
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Inscrições abertas para Programa de Aceleração de laboratórios de pesquisa da UFSC

19/08/2025 13:42

O Departamento de Inovação (Sinova) e o Centro de Inovação, Pesquisa, Empreendedorismo e Tecnologia (InPETU hub) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriram inscrições para a seleção de laboratórios de pesquisa para o Programa de Aceleração VIA LAB-SPIN. Podem se inscrever até 5 de setembro laboratórios de pesquisa formalmente constituídos no âmbito da UFSC.

É necessário preencher o formulário de inscrição, submetendo carta de apresentação que descreva o laboratório, suas principais competências e a justificativa da importância da participação no programa para o desenvolvimento do laboratório e para a estratégia de inovação da UFSC. O resultado será divulgado em 19 de setembro.

O edital busca selecionar até 10 laboratórios de pesquisa da UFSC para participarem do Eixo 1 – Aceleração de Laboratório, do Programa VIA LAB-SPIN. A ideia é acelerar laboratórios e torná-los unidades catalisadoras de inovação, com potencial para transferência de tecnologia, conexões para desenvolvimento de projetos, prestação de serviços e desenvolvimento de spin-offs, com metodologia proposta pelo Grupo de Pesquisa VIA Estação Conhecimento, que também presta suporte operacional ao programa.

A inscrição deve ser realizada pelo(a) supervisor(a) do laboratório, que deverá indicar equipe de pelo menos três membros, incluindo o(a) supervisor(a). Não há limite máximo de membros da equipe. São convidados a integrar a equipe do laboratório proponente todas as pessoas interessadas em transformar conhecimento em inovação e compreender os fluxos e dinâmicas para que isso aconteça.

O Eixo 1 do Programa constitui-se pré-requisito para o Eixo 2, a ser lançado em breve e que abordará a criação e desenvolvimento de spin-offs, vinculadas a estes laboratórios acelerados.

Acesse o edital. A participação no programa é gratuita e não prevê a concessão de bolsas ou auxílio financeiro direto aos participantes. Os resultados serão divulgados no site da Sinova. Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail: vialabspin@gmail.com.

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UFSC integra grupo de 664 cientistas que assinam relatório da ONU sobre o clima no mundo

19/08/2025 10:43

Professora Regina Rodrigues está entre cientistas selecionados pela ONU para escrever documento que analisa impactos dos extremos climáticos

A professora Regina Rodrigues, da coordenadoria de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi uma das 664 especialistas de 111 países selecionada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas para atuar como autora do relatório do IPCC, um dos documentos mais importantes no mundo sobre a temática ambiental, referendado por todos os países signatários da ONU.

Regina foi indicada pelo governo federal, que seleciona os cientistas autores dos relatórios do IPCC a partir de sua expertise e contribuição científica. Três grupos de trabalho com diferentes atribuições são designados. Sua participação ocorre justamente em um grupo de difícil acesso para pesquisadores do chamado “Sul Global”, que estão às margens da produção científica hegemônica. O grupo é dividido em capítulos, e a pesquisadora da UFSC será uma das responsáveis por trazer dados, evidências e projeções a respeito dos extremos climáticos.

“O diferencial deste relatório vai ser a regionalização. Então, principalmente nesse capítulo dos extremos climáticos é importante que a gente tenha todos os continentes contemplados, todas as regiões, senão realmente fica uma coisa muito guiada para o o norte global”, comenta Regina, que vai participar da primeira reunião, de todos os grupos, no mês de dezembro. Depois, os encontros se afunilam em torno da especialidade de cada capítulo.

A metodologia de produção dos relatórios ainda prevê que os documentos recebam considerações e sugestões de cientistas e dos próprios governos signatários, que terão de aprovar o sumário extraído dos documentos, que contam também com compromissos a serem assumidos pelos signatários. O relatório do qual Regina vai participar como autora deve sair em 2027. Em outras edições, ela participou como revisora do documento.

20 cientistas do mundo todo integram capítulo do grupo I do IPCC

Liderança no Sul Global

A pesquisadora da UFSC afirma que participar da equipe do relatório do IPCC é uma experiência enriquecedora e um aprendizado. “É a minha primeira participação como autora e aí é um trabalho que eu acho importante para ter certeza de que os a problemas e a literatura relacionada à América do Sul estarão contemplados, que a nossa ciência vai ser contemplada, que tudo que a gente levantar estará contemplado”, comenta.

Regina lembra que essa dimensão local da ciência impacta no resultado do relatório. “Quando a gente tem aquelas figuras de projeções para o futuro, se é com confiabilidade ou incerteza, as regiões do sul global ficam geralmente com alta incerteza, porque às vezes os autores não conheciam os trabalhos que já mostravam alguma projeção mais certeira”, explica. No capítulo sobre os extremos, a cientista da UFSC é a única brasileira e uma das três da América do Sul. Nos demais capítulos do grupo 1, há outros cinco pesquisadores do Brasil.

Atribuição de extremos

O grupo do qual Regina faz parte é liderado pela pesquisadora do Imperial College London, Friederike Otto, idealizadora da metodologia de atribuição desenvolvida pelo World Weather Attribution Project, projeto internacional para analisar e comunicar a possível influência das mudanças climáticas em eventos climáticos extremos, como tempestades, chuvas extremas, ondas de calor, ondas de frio e secas.
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UFSC é pioneira no cultivo em laboratório de ouriço-do-mar para aquicultura no Brasil

18/08/2025 14:31

Juvenil de ouriço-do-mar com dois meses de cultivo, produzido no Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC. Foto: Divulgação/LMM/UFSC

Pela primeira vez no Brasil, pesquisadores conseguiram produzir em laboratório juvenis do ouriço-do-mar Echinometra lucunter, com objetivo voltado à aquicultura para consumo humano. A pesquisa, conduzida pelo Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, resultou – de forma inédita no país – em aproximadamente 1.300 juvenis produzidos em condições controladas.

O projeto visa, através do desenvolvimento da tecnologia de produção em laboratório do ouriço-do-mar, o cultivo comercial da espécie, aliando sustentabilidade, geração de renda para comunidades costeiras e diversificação da aquicultura brasileira por meio de tecnologias inovadoras, confore o LMM/UFSC.

O trabalho está sendo coordenado pelo professor Cassio de Oliveira Ramos, especialista em aquicultura marinha, que avalia o feito como histórico, colocando Santa Catarina na vanguarda da maricultura nacional.

“Pela primeira vez no Brasil, estamos fechando todo o ciclo produtivo de uma espécie nativa de ouriço-do-mar com foco na aquicultura. Esse marco é um passo decisivo para a criação de uma nova cadeia produtiva na maricultura nacional, integrando ciência, economia azul e sustentabilidade, com alto potencial comercial e ambiental”, destaca o professor.

Sustentabilidade no centro do projeto
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Projeto da UFSC sobre pesca colaborativa com botos apresenta resultados em Laguna

18/08/2025 14:11

A equipe do projeto Saberes e práticas tradicionais associados à pesca artesanal com auxílio de botos em Laguna (SC) e demais ocorrências no Sul do Brasil promove na próxima sexta-feira, 22 de agosto, no escritório do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Laguna, o segundo evento para apresentação dos resultados da instrução técnica do trabalho. O primeiro evento ocorreu em 14 de julho, em Imbé (RS).

Coordenado pelo professor Caetano Sordi, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o projeto trabalha na proposta que busca junto ao Iphan o reconhecimento da pesca colaborativa entre humanos e cetáceos como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Iniciado no segundo semestre de 2023, o trabalho foi realizado em estuários de Laguna e do Rio Tramandaí, entre os municípios gaúchos de Imbé e Tramandaí. Com a participação de pesquisadores do Coletivo de Estudos sobre Ambientes, Percepções e Práticas (Canoa), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC, e do Projeto Botos da Barra, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a iniciativa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).
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Instituto de Estudos Latino-Americanos lança nova obra na Feira do Livro da UFSC

14/08/2025 12:40

O Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lança nesta quinta-feira, 14 de agosto, o 11° volume da Coleção Pátria Grande, o livro Capitalismo e subdesenvolvimento na América Latina, de André Gunder Frank (1929-2005). O lançamento ocorre durante a Feira do Livro da UFSC às 16h30, no hall da Reitoria, no campus Trindade. Publicado em parceria com a Editora Insular, a obra já está disponível no site da editora, assim como no estande da editora durante a Feira, onde será vendido com 50% de desconto.
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II Simpósio Itinerante Corpo, Presença, Escritura e Performance recebe inscrições de comunicação oral até 18 de agosto

12/08/2025 10:15

O II Simpósio Itinerante Corpo, Presença, Escritura e Performance será realizado no Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, nos dias 24 e 25 de setembro, das 8h30 às 21h. O evento é proposto como espaço de interação e troca entre pesquisadoras e pesquisadores, docentes, discentes, artistas, escritoras e escritores, agentes culturais que se dedicam aos estudos e práticas de criação em literatura, performance e tradução. A programação completa está disponível no site do evento.

A segunda edição do Simpósio Itinerante pretende dar continuidade às interlocuções abertas no evento sediado na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em novembro de 2023, e ampliá-las, com a participação de convidadas e convidados locais e nacionais. As inscrições com apresentação de comunicação oral estão abertas até 18 de agosto. Inscrições como ouvinte até 16 de setembro.
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Estudo da UFSC alerta para más condições de transporte de animais exportados pelo Brasil

11/08/2025 16:43

Professora Letícia durante evento em Oxford, na Inglaterra. Foro: Arquivo Pessoal

Mais de 80 mil animais foram exportados do Brasil em 2021. Em 90% dos casos, entre 2015 e 2021, as embarcações responsáveis pelo transporte sequer foram construídas com essa finalidade. Além disso, mais da metade dessa frota tem mais de 30 anos. Os números estão reunidos em uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentada no início do mês na Universidade de Oxford, na Inglaterra, durante evento sobre ética animal.

“Além do confinamento cruel, o transporte marítimo desses animais contribui com a poluição dos oceanos, com as emissões de gases de efeito estufa e com injustiças climáticas, afetando desproporcionalmente comunidades vulneráveis”, informa o resumo da pesquisa, intitulada Confinement in Live Animal Exports: A Brazilian Case Study.

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Estilo de vida pouco saudável aumenta risco de depressão em jovens, aponta estudo da UFSC

11/08/2025 08:41

Estudantes que praticam atividades físicas apresentam menos sintomas de depressão. Foto: Leticia Schlemper/Acervo Agecom/UFSC

Dados preliminares de um projeto com participação da Universidade Federal de Santa Catarina sinalizam que um estilo de vida pouco saudável entre jovens universitários indica maior probabilidade de levar a sintomas de depressão. O estudo faz parte do projeto Unilife-M, em que um “grupo de cientistas internacionais investiga como os comportamentos de estilo de vida e saúde mental mudam ao longo da jornada acadêmica e como essas mudanças estão associadas”. O diferencial da pesquisa é a possibilidade de acompanhar como as variáveis se relacionam ao longo do tempo.

O professor Thiago Matias, responsável pela pesquisa na UFSC e coordenador do Grupo de Pesquisa em Motivação e Movimento Humano (Motus), explica que a jornada na universidade produz diferentes impactos na vida dos jovens. Estes impactos, associados ao estilo de vida, são mapeados nas pesquisas. A iniciativa para a colaboração partiu do professor Felipe Barreto Schuch, da Universidade Federal de Santa Maria, e envolve 60 instituições em 20 países.

“Estilo de vida, no nosso contexto, são aspectos que envolvam comportamentos de saúde. Por exemplo, o quanto se pratica de atividade física, o que se come, como se dorme, como se relaciona, o tempo que passa em frente às telas. E aí a gente tem observado que essas alterações, positivas ou negativas, podem de alguma forma relacionar com a saúde mental deles”, explica o professor.

Em junho, a equipe coordenada por ele foi premiada em um congresso nacional pelo trabalho A complexidade de um estilo de vida negativo pode expor universitário à riscos importantes para a depressão.  Neste estudo são apresentados dados sobre o estilo de vida e a saúde mental, especialmente os sintomas de depressão. Além do professor, fazem parte da pesquisa, pela UFSC, os acadêmicos Tuane Sarmento, Renato Claudino e Jhonatan Wélington Pereira Gaia.

Dentre o corpus analisado pelo estudo, três perfis de estilo de vida foram observados entre jovens. Os mais saudáveis, que chegam a 42,3% dos sujeitos da pesquisa, um grupo pequeno que combina aspectos bons e ruins , com 13,7%, e um grande grupo com perfil de risco para o estilo de vida, com 44%. “A gente observa que esse grupo com o pior estilo de vida, comparado ao mais saudável, está mais exposto e tem uma probabilidade maior de ter sintomas moderados e graves de depressão”, comenta Thiago.

O professor explica que o dado é bastante significativo porque os cientistas têm observado que mais de 50% dos universitários brasileiros apresentam o que se chama de triagem positiva para a sintomatologia de depressão. “Triagem positiva não é um diagnóstico, mas é um alerta muito forte de que tem muita gente com chances bem altas de ter sintomas moderados e graves de depressão.”
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UFSC participa de estudo nacional inédito de saúde mental com 50 universidades públicas do país

08/08/2025 17:26

O Brasil iniciou em 2025, de forma inédita, o seu primeiro Estudo Nacional de Saúde Mental nas Universidades (Enasam-U). Neste mês, a pesquisa acontece na região sul do país, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ao todo, o estudo abrange estudantes e servidores de 50 universidades públicas de todo o Brasil, com idades entre 18 e 75 anos, e tem como lema Por uma comunidade acadêmica saudável.

A pesquisa busca compreender os efeitos e os desafios de saúde mental enfrentados nas universidades para direcionar esforços na construção de uma universidade mais acolhedora, inclusiva e produtiva. Para isso, os pesquisadores irão coletar informações detalhadas em dois momentos: primeiro com o envio de um questionário on-line para estudantes e servidores selecionados por sorteio aleatório; segundo momento de entrevistas diagnósticas por telessaúde para avaliação da saúde mental.

A investigação tem na coordenação nacional o pró-reitor de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Flávio Kapczinski, que enfatiza a importância de compreender a realidade da saúde mental nas universidades. “Conhecer esse cenário nos permitirá ter um panorama representativo da realidade brasileira, o que certamente apoiará no redirecionamento de políticas públicas no campo da Saúde Mental, em âmbito regional e nacional”, explica ele.

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Em carta na Sicence, cientistas da UFSC destacam que PL da Devastação fortalece criminalidade na Amazônia

08/08/2025 14:44

O Projeto de Lei 2159/2021, conhecido popularmente como PL da Devastação, reforça a expansão do crime organizado na região e deve contribuir para levar a Amazônia a cruzar um ponto de não retorno. O alerta foi publicado por dois pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nesta quinta-feira, 7 de agosto, na Science, uma das revista científica mais prestigiadas do mundo. Assinada por André Giles e Bernardo Flores, pós-doutorandos nos Programas de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais e em Ecologia da UFSC, respectivamente, a carta pediu que o presidente Lula vetasse o projeto, e que o Congresso e o Supremo Tribunal Federal atuem para impedir sua implementação. 

O documento destaca que as organizações criminosas se beneficiam de economias e mercados ilegais baseados no narcotráfico, na grilagem de terras e na lavagem de dinheiro e ativos ambientais. Estão, também, intimamente associadas à mineração ilegal, à exploração madeireira, ao tráfico de animais silvestres, à pesca predatória, às queimadas e ao desmatamento. De acordo com os cientistas, o PL pode enfraquecer severamente a governança ambiental, além de permitir que o crime organizado conquiste mais riqueza, território e poder político, com consequências desastrosas para os ecossistemas, os meios de subsistência locais e os povos indígenas.

Leia a carta na íntegra (em inglês).

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Meninas estudantes de ensino médio fabricarão estação meteorológica em laboratório da UFSC Joinville

07/08/2025 09:38

Estudantes e professoras de ensino médio irão passar um mês em laboratório da UFSC Joinville, sob supervisão da professora Amanara (Foto: acervo pessoal)

O Laboratório Integrado de Hidrologia, Hidráulica e Saneamento vai receber meninas estudantes de ensino médio para uma imersão científica que vai resultar na construção de uma estação meteorológica com recursos de Internet das Coisas. O espaço, localizado na UFSC Joinville, foi um dos oito contemplados, na região sul, pelo projeto Futuras Cientistas, programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene).

O objetivo é estimular o contato de alunas e professoras da rede pública com as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática e, com isso, contribuir com a equidade de gênero no mercado profissional. “Em abril, a equipe do programa começou a entrar em contato via email com professoras, pelo Brasil inteiro. Achei muito interessante a proposta e, desde lá, quis montar uma equipe totalmente feminina para receber este público”, conta a professora Amanara Potykytã de Sousa Dias Vieira.

Já na execução do plano de trabalho, que começa efetivamente em janeiro de 2026, Amanara se preocupou em indicar mulheres, com duas estudantes como monitora, uma professora e uma engenheira. A equipe terá a missão de receber, orientar e sensibilizar as “futuras cientistas”. “Esta experiência desperta o interesse das alunas e professoras para as áreas de hidrologia, eletrônica e programação e ainda proporciona uma aproximação com o ambiente da universidade pública”, destaca.

A pesquisadora também considera importante, dada a proposta do programa, a ideia de trabalhar com uma equipe feminina. “É interessante observar que, em cursos de engenharias, nestas áreas, encontramos também professoras, pesquisadoras e discentes mulheres”, lembra.

Além da professora Amanara, que é a pesquisadora responsável, fazem parte do projeto a professora Simone Malutta, a engenheira Franciele Maria Vanelli e as estudantes Gabriella Arevalo Marques e Camille Andreski Pan.

Aprender fazendo

O projeto que será executado pelo grupo prevê a construção de estações meteorológicas a partir de componentes eletrônicos, além da introdução do conceito IoT (Internet das Coisas), por meio da manipulação de um aplicativo para acesso aos dados. “Este projeto permite o entendimento prático de conceitos hidrológicos, que futuramente podem ser vistos em uma graduação, mas que também já são vistos no ensino médio”, conta.

A professora explica que o kit que será recebido para as atividades é composto por sensores de temperatura, pressão atmosférica, qualidade do ar e detecção de chuva, além de outros componentes eletrônicos. A ideia é que as estudantes tenham um período de ambientação com conceitos introdutórios de programação, eletrônica e hidrologia, para entender como montar a estação e também entender o que ela estará medindo.

“Após isso, realmente entraríamos em um período ‘mão na massa’, montando as estações, todo mundo junto. Depois disso, faremos medições e interpretações destes dados. Os dados vão poder ser visualizados com a criação de um aplicativo”, comenta. Ela ainda explica que, esse tipo de kit, possibilita uma abordagem bem mais simples destas montagens. “Além de tutoriais, já existem algumas plataformas que auxiliam nesta abordagem de faça você mesmo”.

A equipe terá, ainda, uma discente do curso de engenharia civil de infraestrutura, como uma discente do curso de engenharia mecatrônica, que atuarão como monitoras. As estudantes e professoras do ensino médio inscritas receberão apoio financeiro do projeto para participar.

O cronograma de trabalhos já foi definido pelo edital do Programa Futuras Cientistas. A a imersão científica 2026 se inicia no dia 05 e se encerra no dia 30 de janeiro de 2026. No caso deste projeto, as atividades serão presenciais, no período matutino de segunda a sexta. As interessadas serão selecionadas pelo próprio programa Futuras Cientistas, em edital a ser divulgado no site e com seleção feita pelo programa.

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Projeto Meninas na Ciência da UFSC forma equipes para programa de caça a asteroides

06/08/2025 17:02

O projeto de extensão Meninas na Ciência da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está organizando a formação de equipes, inscrição das participantes e treinamentos para as campanhas de agosto e setembro do Programa Caça Asteroides, parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o International Astronomical Search Collaboration (IASC), parceiro da agência espacial norte-americana Nasa.

Nos últimos dois anos, as equipes do Meninas na Ciência já tiveram mais de 100 participantes e totalizaram 18 detecções de asteroides.

Podem se inscrever mulheres e meninas a partir de 13 anos de qualquer nível de ensino e escolaridade, de todo o Brasil. A maioria das atividades é realizada de forma on-line, com uso de computador com sistema operacional Windows e internet. As participantes que moram em Florianópolis ou região podem utilizar os equipamentos do laboratório de informática do Departamento de Física do campus da Trindade da UFSC, em horários pré-estabelecidos.

As inscrições devem ser feitas até 12 de agosto, pelo formulário on-line. As vagas são limitadas e preenchidas por ordem de inscrição.

A previsão de início das atividades é dia 18 de agosto (treinamentos on-line, gravados e/ou presenciais), análises de 18 de agosto a 12 de setembro (campanha de agosto) ou então a partir de 15 de setembro (campanha de setembro). As participantes devem dedicar em média de 2 a 3 horas semanais, de forma totalmente on-line.

Saiba mais na página do projeto Meninas na Ciência da UFSC

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Estudo da UFSC investiga quanto a Yoga pode ajudar no tratamento da hipertensão arterial

04/08/2025 16:20

Quanto a Yoga pode ajudar no tratamento da hipertensão arterial, provendo melhorias na saúde cardiovascular, saúde mental e cognitiva? Com essa questão, o Programa de Pós-Graduação em Educação Física (PPGEF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está conduzindo a pesquisa Efeito de Treinamento de Yoga sobre Parâmetros Cardiovasculares, Autonômicos, de Saúde Mental e Cognitiva em Hipertensos: um Ensaio Clínico Randomizado e Controlado (Hypertension and Yoga – HY Study). A pesquisa busca agora voluntários.

“Estudos apontam que a Yoga, por ser uma modalidade não convencional, possa auxiliar na aderência dos hipertensos à prática de exercícios físicos, promovendo melhorias no controle da pressão arterial, bem-estar, qualidade de vida, diminuição da ansiedade, entre outros aspectos”, explica a doutoranda Maria Eduarda de Moraes Sirydakis, autora do projeto com a professora Aline Mendes Gerage.

Pesquisa abrange avalições de voluntários

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Dezesseis finalistas da segunda edição do Prêmio Jabuti Acadêmico levam a UFSC no currículo

31/07/2025 20:20

Três atuais professores, uma ex-professora, quatro egressos da Pós-Graduação e oito participantes de cursos ou ações de formação complementares citam a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em seus currículos. Eles formam um grupo de 16 nomes com alguma relação com a Universidade que foi indicado à final do Prêmio Jabuti Acadêmico – versão da maior distinção literária do Brasil para trabalhos acadêmicos, científicos, técnicos e profissionais. Os vencedores foram anunciados em cerimônia na terça-feira, 5 de agosto, em São Paulo. Dos 16, três foram premiados.

Esta é a segunda edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, criado em 2024. A lista dos finalistas foi divulgada em julho pela organização do prêmio, que está a cargo da Câmara Brasileira do Livro (CBL), com apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A CBL é a responsável também pela criação do Prêmio Jabuti, a maior distinção literária do país, que nasceu em 1958.

Ao todo, o Jabuti Acadêmico escolheu 130 trabalhos, com diversos autores, para disputar a final. Eles estão divididos em dois eixos: Ciência e Cultura, com 23 categorias; e Prêmios Especiais, com 3 categorias. De todos os trabalho finalistas, a Agência de Comunicação (Agecom/UFSC) separou aqueles cujos autores têm ou tiveram alguma passagem pela UFSC. Foram duas semanas de trabalho, recorrendo à Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Abaixo está a relação dos finalistas que citam a UFSC nos currículos e os premiados:


Professores

Foto: Plataforma Lattes/CNPq

Paula Pimenta Velloso – professora do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da UFSC, concorre na categoria Tradução, do Eixo Prêmios Especiais, com a obra Dicionário dos intraduzíveis: um vocabulário das Filosofias: volume dois: Direito, Ética e Política, com outros tradutores.
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Tese da UFSC sobre direitos reprodutivos na América Latina vence prêmio nacional

31/07/2025 16:55

Alessandra Jungs de Almeida defendeu a tese em 2 de agosto de 2024, no Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais. Foto: Divulgação/UFSC

Movimentos feministas organizados no Sul global são capazes de difundir e trabalhar pela internalização de normas sobre direitos reprodutivos, sem depender predominantemente das estruturas e organizações do Norte global. Essa análise, que desafia a literatura clássica de Relações Internacionais, é uma das principais contribuições da tese “Direitos reprodutivos na América Latina: ativismos transnacionais e a evolução das políticas de legalização e criminalização do abordo na Argentina e no Brasil (2010-2022)”, defendida em 2024 pela pesquisadora Alessandra Jungs de Almeida no Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGRI/UFSC). O trabalho foi o primeiro colocado no Prêmio Marcos Costa Lima 2025, promovido pela Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI).

Na tese, Alessandra enfatiza a importância de estudar a temática dos direitos reprodutivos sob o ponto de vista do Sul global, não apenas geograficamente, mas a partir de uma posição política e identitária. “Fazer uma pesquisa com um olhar comprometido com o feminismo latino-americano produz uma forma distinta de fazer pesquisa, um olhar que tem também um compromisso político com a realidade vivida”, considera. Isso, ressalta, levando-se em conta as suas disputas históricas travadas no âmbito do feminismo, “entendendo como absurdo o cotidiano das violações de direitos sexuais e reprodutivos, e reconhecendo a experiência concreta de quem vive os impactos da negação desses direitos, como o direito humano de decidir continuar ou não com uma gravidez, e de criar seus filhos em condições dignas”.
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Direito da UFSC forma primeiro mestre indígena a ingressar com ações afirmativas

28/07/2025 14:45

Jafé Sateré-Mawé e o professor Diego Nunes (Fotos: Gustavo Diehl)

O estudante Jafé Ferreira de Souza, conhecido como Jafé Sateré-Mawé, tornou-se mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina nesta segunda-feira, 28 de julho, após defesa pública e aprovação da dissertação Sehay Koro: O pluralismo jurídico e as normas costumeiras penais do Povo Sateré-Mawé (Amazonas) enquanto ordenamento jurídico não estatal. A banca contou com a avaliação do secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Luiz Henrique Eloy Amado, conhecido como Eloy Terena, indígena do povo Terena em Aquidauana (MS), doutor em Ciências Jurídicas e Sociais, dos professores Antonio Carlos Wolkmer e Arno Dal Ri Junior e da professora Camila Damasceno de Andrade. A orientação foi do professor Diego Nunes.

Jafé é o primeiro estudante indígena do Programa de Pós-Graduação em Direito a ingressar no mestrado por meio de ações afirmativas para indígenas. A dissertação é um aprofundamento do estudo desenvolvido pelo estudante no trabalho de conclusão do curso de Direito, apresentado na UFSC em dezembro de 2022. Ele também tem protagonismo na articulação da Associação dos Estudantes Indígenas da Universidade, sendo um dos fundadores desse coletivo.

Agora Mestre, pesquisador também é liderança indígena

O mestrado teve como tema o Direito Penal, investigando subjetividade e historicismo. “O trabalho discorre sobre como funciona o sistema penal indígena do povo Sateré-Mawé e também abre uma margem para os demais povos indígenas do Brasil”, explicou, fazendo menção ao fato de a conquista ser parte de um esforço coletivo. “A dinâmica da pesquisa traz à tona o conhecimento tradicional indígena do povo originário do Amazonas, do Brasil, para a academia. Na academia, encontra respaldo com outros autores e teóricos”, resume.

Segundo o pesquisador, a ideia foi dialogar com os sistemas penais iluministas do ponto de vista do direito ocidental. “A gente constrói balizas específicas para a administração de justiça, que pode ser usada nos tribunais, nas decisões, nas sentenças”, reforça. Além disso, o estudo também trabalha com o reconhecimento do pluralismo jurídico, aspecto reforçado pelo orientador. “Foi muito rico porque ele conseguiu trazer para nós não apenas as diferenças, as quais a gente já esperaria, mas também os possíveis pontos de contato, na perspectiva de diálogo”.

Graduado em Direito também pela UFSC, Jafé considera que a Universidade é, em sua trajetória, mais que uma instituição de ensino: “Ela é um território de luta, de resistência e de construção coletiva. Foi aqui que encontrei espaços para refletir criticamente sobre minha identidade, minha comunidade e os desafios que enfrentamos como povo indígena. Ao mesmo tempo, foi na UFSC que compreendi a potência do diálogo entre diferentes saberes, a importância de ocupar os espaços institucionais sem abrir mão daquilo que somos”, ressalta.

Agora mestre, mas já pensando na continuidade dos estudos, Jafé enfatiza também que a Universidade lhe proporcionou oportunidades concretas de formação, mas sobretudo a chance de “sonhar junto com outros parentes, indígenas de diferentes etnias, com histórias distintas, mas com o mesmo desejo de transformar a realidade. É nesse chão acadêmico que pude desenvolver uma pesquisa que fala de nós, para nós, e por nós, e que contribui para o fortalecimento das nossas lutas em defesa da vida, do território e da justiça”.

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Pesquisa da UFSC analisa responsabilidade pública por inundações no RS em 2024 sob ótica do Direito

25/07/2025 12:23

População foi atingida por cheias e aguarda indenizações. Foto: Concesul/Divulgação

Um trabalho de conclusão do curso de Direito, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), analisou a responsabilidade do poder público pelos danos causados com as inundações no Rio Grande do Sul em 2024. A pesquisa, defendida e aprovada em 4 de julho, concluiu que pode haver indícios de culpa por conta da falta de ações cabíveis de prevenção de inundações. Porém, também destacou que não houve omissão estatal específica na oferta de medidas reativas. A solução pode ser um entendimento intermediário de responsabilização do Estado, já avalizado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

O estudo é de autoria de Alberto Raphael Hach Pratts e foi redigido sob orientação do professor  Guilherme Henrique Lima Reinig e coorientação do professor e juiz de Direito Fernando Speck de Souza, no Centro de Ciência Jurídicas da UFSC.

“O trabalho aborda justamente uma eventual recomposição patrimonial das vítimas afetadas pelos eventos. À época, o país restou incrédulo com as notícias vindas do Rio Grande do Sul, mas hoje as vítimas daquele desastre climático, as quais sofreram danos e tiveram bens retirados à força, ainda batalham na justiça por reparação e indenização monetária”, observa Alberto.

Falta unanimidade nos tribunais

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Ostras ajudam a identificar metais e bactérias resistentes em estudo com participação da UFSC

24/07/2025 12:58

Estudo não avalia risco para o consumidor, mas aponta dados sobre contaminação no meio ambiente (Imagem de Yung-pin Pao por Pixabay)

Um artigo publicado na Food Research International com participação da Universidade Federal de Santa Catarina e liderança da Universidade de São Paulo analisou a bioacumulação de arsênio em ostras prontas para consumo no Brasil e sua associação com bactérias resistentes. Com foco em Cananéia, Santos, São Paulo e Peruíbe, no Estado de São Paulo, e em Florianópolis, a análise não abrangeu o risco imediato para o consumidor dos moluscos, mas apontou questões relevantes sobre ambientes contaminados e suas consequências.

O estudo identificou altas concentrações de arsênio total nas ostras e a presença de cepas bacterianas resistentes a antibióticos de prioridade crítica da OMS, incluindo Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli e, pela primeira vez em frutos do mar, Citrobacter telavivensis, bactéria oportunista descrita em 2021.

“O que a pesquisa traz é uma contribuição científica para compreendermos melhor os fatores ambientais que podem impactar a cadeia produtiva de alimentos de origem marinha, como é o caso das ostras”, explica o pesquisador Gustavo Rocha, do Laboratório de Microbiologia Molecular Aplicada (MIMA).

“Os resultados reforçam a necessidade de atenção contínua à qualidade das águas utilizadas na maricultura, não apenas sob os critérios microbiológicos tradicionais, mas também considerando a presença de contaminantes químicos que podem favorecer desequilíbrios microbiológicos no ambiente”.

Gustavo explica que o ambiente sofre com o que se chama de “pressão seletiva”. Isso ocorre, de acordo com ele, quando a sobrevivência de certos organismos é favorecida pelo meio em detrimento a outros. “No caso das ostras e do ambiente marinho, a presença constante de contaminantes como antibióticos e elementos químicos, como o arsênio, funciona como essa pressão. Ou seja, só sobrevivem as bactérias que conseguem resistir a esses compostos”.
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Estudante indígena da UFSC defende dissertação inédita para o campo do Direito

22/07/2025 16:35

O estudante Jafé Ferreira de Souza, conhecido como Jafé Sateré-Mawé, apresenta no dia 28 de julho, a partir das 10h, sua dissertação intitulada Sehay Koro: O pluralismo jurídico e as normas costumeiras penais do Povo Sateré-Mawé (Amazonas) enquanto ordenamento jurídico não estatal. A banca será realizada no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e terá como um dos avaliadores o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Luiz Henrique Eloy Amado, conhecido como Eloy Terena, indígena do povo Terena em Aquidauana (MS) e doutor em Ciências Jurídicas e Sociais.

A dissertação resultante da pesquisa de mestrado propõe um diálogo entre o direito ocidental e os saberes ancestrais indígenas, explica Jafé. “Destaca a legitimidade das normas penais costumeiras como parte de um ordenamento jurídico autônomo, baseado em valores comunitários e práticas ancestrais”, detalha ele. O trabalho apresenta o “sehay koro”, que é o “direito penal” da nação Sateré-Mawé, comparando-o com as matrizes modernas do Iluminismo. A pesquisa teve orientação do professor Diego Nunes, do CCJ.

Jafé é o primeiro estudante indígena do Programa de Pós-Graduação em Direito a ingressar no mestrado por meio de ações afirmativas para indígenas. A dissertação é um aprofundamento do estudo desenvolvido pelo estudante no trabalho de conclusão do curso de Direito, apresentado na UFSC em dezembro de 2022. Ele também tem protagonismo na articulação da Associação dos Estudantes Indígenas da Universidade, sendo um dos fundadores desse coletivo.

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Pesquisa da UFSC usa movimentos oculares para aprimorar leitura crítica de textos on-line

22/07/2025 15:25

Tecnologia de rastreamento ocular registra o foco visual do leitor durante a leitura de telas on-line; metodologia foi utilizada como ferramenta de instrução na pesquisa de Juliana do Amaral. Foto: Divulgação/LabLing/UFSC

Já é bem estabelecido na literatura científica o fato de que a leitura em meio digital tem importantes diferenças em relação à leitura no meio analógico, principalmente nas mídias com suporte em papel. Essa premissa, que vai além de meras preferências subjetivas ou fadiga ocular, é o ponto de partida da pesquisadora Juliana do Amaral, pós-doutoranda no Laboratório da Linguagem e Processos Cognitivos (LabLing), vinculado aos programas de pós-graduação em Linguística e em Letras-Inglês da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em artigo publicado no Journal of Computer Assisted Learning no início de julho, Juliana demonstra que modelar o comportamento na navegação e avaliação de conteúdo on-line otimiza a experiência de leitura em páginas web, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento crítico e a revisão de crenças pré-estabelecidas.

Vários estudos já confirmaram que há um déficit de compreensão quando se lê em computadores ou smartphones, na comparação com conteúdos impressos, de acordo com a pesquisadora. Uma importante metanálise, Don’t Throw Away Your Printed Books, demonstrou que as pessoas que leem em telas digitais compreendem menos os conteúdos. Além disso, os estudos indicam que não é possível aprimorar sua compreensão nas leituras em tela com o passar do tempo e a aquisição do hábito.

Desinformação e leitura crítica

Embora a leitura de textos narrativos mais longos em dispositivos que simulam o manuseio de livros, como o Kindle, seja menos afetada, a complexidade aumenta com textos expositivos e informativos, especialmente em páginas web, que exigem competências digitais específicas. Na análise de Juliana, estudar e aprimorar as competências de leitura tem especial relevância no cenário de desinformação favorecido pelas mídias digitais interativas. “Desenvolver a competência de avaliação de fontes é fundamental. No ambiente digital, onde não há controle de qualidade e qualquer um pode publicar, é crucial saber identificar a autoria, suas credenciais e o veículo de publicação”, analisa.

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Projeto de doutorando da UFSC recebe prêmio por inovação em computação quântica

22/07/2025 12:12

Evandro Chagas Ribeiro da Rosa (ao centro) recebe o prêmio em Maceió. Foto: Divulgação/UFSC

O projeto Plataforma de Programação Quântica Ket, desenvolvido pelo doutorando Evandro Chagas Ribeiro da Rosa, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), conquistou o primeiro lugar do Selo de Inovação da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) 2025. A cerimônia de premiação ocorreu nesta segunda-feira, 21 de julho, durante o Congresso da SBC, realizado em Maceió.

O Selo de Inovação SBC é uma premiação anual que visa reconhecer e apoiar projetos promissores no ecossistema de startups brasileiro, fomentando a inovação no ambiente acadêmico. O concurso destaca trabalhos de Graduação, Mestrado e Doutorado na área da Computação com alto potencial de se tornarem inovações tecnológicas de impacto.

A plataforma Ket, idealizada para democratizar o acesso à computação quântica, permite que qualquer desenvolvedor crie softwares quânticos utilizando a linguagem de programação Python. Um dos seus principais diferenciais é a expressividade que traz do Python para o universo quântico, aliada a um simulador integrado que possibilita a execução e depuração de programas em computadores convencionais.

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Pesquisadores da UFSC catalogam 44 espécies de peixes que só existem no Oceano Atlântico

18/07/2025 08:28

Ilhas de São Pedro e São Paulo (SPSPA), Ascensão (ASC) e Santa Helena (STH). Reprodução: Ferrari et al. (2024).

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) catalogaram 44 espécies de peixes recifais que só existem em três pequenas ilhas no Oceano Atlântico. Dessas espécies, duas aparentam ser mais antigas do que a própria ilha de Ascensão, que tem aproximadamente um milhão de anos, onde são encontradas.

As constatações fazem parte de um novo estudo publicado na quarta-feira, 16 de julho, na revista britânica Proceedings of the Royal Society B e que também envolveu pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU). 

De uma longa cadeia de montanhas submarinas, surgem algumas ilhas, como São Pedro e São Paulo, Ascensão e Santa Helena. Situadas na região conhecida como Dorsal Mesoatlântica, elas possuem 169 espécies de peixes recifais. O artigo de Isadora Cord, pós-graduanda em Ecologia, e Sergio Floeter, professor titular do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, reconstruiu rotas evolutivas e padrões de dispersão de 88 espécies que ocorrem na Dorsal Mesoatlântica a partir de dados moleculares e filogenéticos. Quarenta e quatro espécies são endêmicas, ou seja, não existem em nenhum outro lugar do mundo. 
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Acervo doado à UFSC mostra obstinação de mulher vítima da ditadura por reparação histórica

15/07/2025 09:12

Arthur Will Tocchetto foi bolsista do projeto que criou o acervo. Fotos: Gustavo Diehl

Boletins do Serviço de Polícia do Exército, questionários de interrogatório aplicados a presos políticos e arquivos que documentam a perseguição a catarinenses durante a ditadura militar estão entre os materiais digitalizados que compõem a coleção do Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos (CCPMMDP). O acervo está disponível, mediante cadastro, no site do Acervo Memória e Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O conjunto documental foi reunido por Derlei Catarina de Luca, vítima da ditadura militar e coordenadora do CCPMMDP. Como primeiro grupo pró-memória do Brasil, o comitê atua em Santa Catarina desde os anos 1990, com influências que ultrapassam o âmbito estadual, gerando articulações nacionais e internacionais em torno do direito à memória e à justiça.

Entre os materiais, destacam-se fotografias originais de funerais, do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da atuação do comitê; listas com anotações de vítimas da repressão; manuais militares de interrogatório e tortura e cartas pessoais. Há também reportagens de jornais da época, documentos de movimentos sociais, registros da espionagem militar dentro da UFSC e dossiês sobre casos específicos como o de Arno Preis, guerrilheiro enterrado sob identidade falsa, ou o de Higino João Pio, prefeito de Balneário Camboriú cuja morte foi forjada como suicídio.

O material, reunido ao longo de mais de 25 anos de atuação de Derlei, foi doado ao Memorial dos Direitos Humanos, sediado no Laboratório de Sociologia do Trabalho da UFSC. Atualmente, está sob a guarda do Acervo Memória e Direitos Humanos do Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH) da universidade.  Uma outra parte dos documentos reunidos por ela está sob custódia do Instituto de Documentação e Investigação em Ciências Humanas (IDCH) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

O acervo reúne aproximadamente 12 caixas de documentos, com mais de mil itens já indexados. Seu tratamento começou em 2022, como parte de um projeto de extensão universitária. Desde então, uma equipe multidisciplinar formada por historiadores, museólogos, especialistas em ciência da informação, relações internacionais e estatística passou a trabalhar na organização do conjunto documental. “O processo envolve muita leitura, interpretação e decodificação de documentos muitas vezes cifrados com siglas e codinomes usados pelos órgãos da ditadura”, explica o estudante de História Arthur Will Tocchetto, que integrou a equipe do projeto. Cada item é digitalizado página por página, com cuidado para manter a ordem original.

Para a professora Graziela Martins, coordenadora do GT- acervo, o valor da coleção é único justamente por reunir informações que não se encontram em nenhum outro lugar. “Trata-se de uma pesquisa minuciosa, com levantamento de nomes, situações de desaparecimento e outros dados fundamentais. Agora digitalizado, ele amplia o acesso da sociedade, mas é especialmente pensado para atender quem está se aprofundando na temática: estudantes, pesquisadores, autores de TCCs, teses e dissertações”, resume.
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