Professor Emérito da UFSC, Armen Mamigonian lança livro na Universidade na quarta, 28 de maio

21/05/2025 09:56

Professor Armen Mamigonian (Divulgação)

A Editora do Instituto Ignacio Rangel, em parceria com o Departamento de Geociências e o Laboratório de Estudos Urbanos e Regionais da Universidade Federal de Santa Catarina (Labeur/UFSC), promove o lançamento da décima edição da Série Livros Geográficos, intitulada Geografia: ontem, hoje e amanhã, de Armen Mamigonian, professor emérito da UFSC e um dos principais nomes da geografia crítica brasileira. O evento ocorre durante a 44ª Semana de Geografia da UFSC, na quarta-feira, 28 de maio, às 18h, no Auditório do Bloco E do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), em Florianópolis, com a presença do autor.

A obra reúne parte significativa da produção intelectual do autor, incluindo sua tese de livre-docência apresentada na Universidade de São Paulo (USP) em 2005, além de ensaios inéditos e reflexões teóricas atualizadas. Com uma trajetória profundamente marcada pela leitura marxista do espaço e pelo diálogo com pensadores como Lenin e Ignacio Rangel, Mamigonian oferece neste volume uma interpretação contundente das crises do capitalismo contemporâneo e uma defesa renovada da geografia enquanto ciência social comprometida com a transformação do mundo, afirmam os organizadores.
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UFSC na mídia: ondas de calor podem ficar até 10 vezes mais intensas segundo estudo da UFSC

20/05/2025 15:54

A professora e pesquisadora Regina Rodrigues da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participou de um estudo que aponta que as ondas de calor podem ficar até 10 vezes mais intensas a partir de 2071. Citado em reportagem do Jornal Hoje, o estudo aborda os bloqueios atmosféricos, um fenômeno que ocorre devido ao aumento de temperatura nos oceanos e no continente.  Os bloqueios atmosféricos ainda retroalimentam esse cenário ao impedir a chegada de brisas marítimas, causando um tempo seco e sem nuvens.

Com levantamento realizado pelo Laboratório de Extremos Climáticos da UFSC, a reportagem apresenta o aumento de dias com temperaturas mais altas no verão em São Paulo. Antes de 2000, era registrado 1 dia de verão com pelo menos 5 °C acima da média. Em 2025, foram 23 dias.

Confira a reportagem completa do Jornal Hoje.

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UFSC lança materiais sobre cultura afro-brasileira e políticas linguísticas educacionais

16/05/2025 15:00

O Grupo de Políticas e Direitos Linguísticos da Universidade Federal de Santa Catarina (PoLiTicas/UFSC) lança, neste mês de maio, a cartilha didático-pedagógica Cultura afro-brasileira e ensino de linguagem e o e-book Políticas linguísticas educacionais: teoria e prática. As obras são digitais e possuem download gratuito.

Cartilha Cultura afro-brasileira e ensino de linguagem

De autoria Letícia Cao Ponso, a cartilha Cultura afro-brasileira e ensino de linguagem destaca a importância de “educar para a diversidade e para a diferença”, com enfoque no resgate da multiculturalidade afro-brasileira. Abordando questões como a origem e a ancestralidade do povo negro no Brasil, a formação do português brasileiro por línguas africanas, a existência e a resistência de comunidades quilombolas e a relação entre os componentes curriculares da área de Linguagens e a Educação para as Relações Étnico-Raciais, a obra busca tratar a diáspora africana não apenas lembrando a travessia atlântica de séculos passados, mas valorizando suas memórias, singularidades e diversidade cultural, religiosa e linguística.

De acordo com a cartilha, a valorização das territorialidades e histórias daqueles que tiveram suas terras invadidas, saqueadas e silenciadas por séculos se dá, essencialmente, pelo estudo e avaliação dos processos colonizadores. “No momento em que a escola considerar cientificamente a história e a cultura do continente africano e de suas diásporas, o sequestro e a venda de seres humanos como mercadoria, os processos ideológicos de construção das categorias de raça e cor que sustentam a pratica do racismo, bem como os complexos psicológicos que permeiam o imaginário sociocultural brasileiro, ‘a educação nacional será, de fato, um palco no qual se encenam novas performances de igualdade de direitos, liberdade de interação de saberes e respeitos às diferenças'”, descreve o texto de apresentação.
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UFSC promove primeiro Congresso Brasileiro de Arte, Cultura e Saúde Mental

16/05/2025 12:18

Foto: Divulgação/SeCArtE/UFSC

O 1º Congresso Brasileiro de Arte, Cultura e Saúde Mental, junto ao XV Encontro Catarinense de Saúde Mental acontecerá de 29 a 31 de outubro  no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com atividades pré-congresso organizadas para o dia 28 de outubro. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas por meio da página do evento.

O objetivo é congregar e articular acadêmicos, profissionais dos serviços, usuários do sistema de saúde e seus familiares, gestores e demais interessadas, para discutir temas da maior importância relacionados à saúde mental coletiva. A intenção é contribuir para o avanço do conhecimento, trocas de experiências e realização de atividades científicas, artísticas e culturais na perspectiva da defesa de Direitos e da Democracia, do exercício pleno e universal da Cidadania e da consolidação do Sistema de Saúde.

Estão isentas as inscrições para pessoas que estejam sem condições financeiras para o pagamento, e para estudantes da UFSC em condições de vulnerabilidade. A solicitação de isenção deve ser feita à Comissão Organizadora pelo e-mail do congresso ecsm.gpps@gmail.com. Ademais, também estão isentos estudantes cujos departamentos ou cursos tenham acordado a isenção com a Comissão Organizadora.

Segundo os organizadores, os 14 encontros catarinenses de Saúde Mental anteriores propiciaram momentos marcantes na Reforma Psiquiátrica e Sanitária, entre eles a fundação da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), a realização do I Congresso Brasileiro de Saúde Mental (2008), além do lançamento da revista Cadernos Brasileiros de Saúde Mental e do Mestrado Profissional em Saúde Mental e Atenção Psicossocial. Os encontros também proporcionaram oportunidades para geração de renda para usuários e suas associações, por meio de feiras de economia solidária, exposições artístico-culturais e realização do tradicional baile de máscara, cuja renda reverte a associações de usuários.

O 1º Congresso Brasileiro de Arte, Cultura e Saúde Mental é promovido pelo Grupo de Pesquisas em Políticas de Saúde (GPPS) da UFSC, em parceria com a Reitoria e a Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE/UFSC), a ação conta com o apoio de entidades públicas e privadas dos mais diferentes setores da sociedade.

Acesse mais informações no site.

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UFSC monitora população de peixes do Rio Uruguai há 30 anos

14/05/2025 16:16

Trabalho do Lapad começou há 30 anos (Divulgação)

O Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce (Lapad) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) completa, em 2025, três décadas de monitoramento das espécies de peixes do alto Rio Uruguai, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. No período foram realizadas diversas ações integradas, como a avaliação da produção pesqueira através da análise da pesca artesanal; o desenvolvimento de tecnologias para cultivo de espécies nativas de peixes; a manutenção de um plantel de reprodutores de peixes; a estocagem experimental de espécies migradoras de peixes para garantir a recomposição dos estoques pesqueiros e a criação e a manutenção de um banco de sêmen crioconservado.

No monitoramento, apetrechos de pesca são instalados em ambientes distintos dos rios para captura e análise dos indivíduos presentes, e identificação da dinâmica de possíveis alterações das espécies. “Os estudos do ictioplâncton possibilitaram identificar locais importantes para a desova e crescimento, e padrões reprodutivos de espécies migradoras”, salienta Alex Pires de Oliveira Nuñer, coordenador do projeto. Nesses estudos foram catalogadas informações sobre 114 espécies de peixes na região, que foram compiladas na publicação do Catálogo Ilustrado dos Peixes do Alto Rio Uruguai, publicado em 2004 pela Editora da UFSC/Tractebel Energia, que se encontra em fase edição revisada e ampliada.

O monitoramento da ictiofauna, que é a fauna referente aos peixes, é complementado com dados da pesca artesanal, obtidos em parceria com pescadores artesanais que atuam na área do reservatório da usina de Itá. “A colaboração voluntária contribui para a avaliação contínua da produção pesqueira local, ampliando assim os dados sobre quais espécies são mais capturadas, em que período e com qual apetrecho de pesca”, destaca o professor.

Os trabalhos começaram em 1995, mas se intensificaram a partir do ano 2000, quando entrou em operação a Usina Hidrelétrica (UHE) Itá, situada entre os municípios de Itá, no Oeste catarinense, e Aratiba, no Norte gaúcho. Financiado pelo Consórcio Itá e pela Engie Brasil Energia, a iniciativa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).
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UFSC participa de estudo com dados inéditos sobre especialização ecológica

14/05/2025 13:17

Abudefduf saxatilis (Fotos: Sergio Floeter)

Um estudo internacional com participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que os recifes de coral mais diversos do planeta são dominados por espécies de peixes altamente especializadas em sua alimentação e tolerância térmica. A pesquisa, publicada na conceituada revista Global Ecology and Biogeography, traz novas dados inéditos sobre a ecologia dos recifes e foi coassinada pelo professor Sergio Floeter, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC. Essas descobertas avançam significativamente na compreensão sobre como a especialização influencia a distribuição das espécies, a dinâmica evolutiva e a estrutura das comunidades recifais em um cenário de mudanças climáticas.

“Os recifes mais diversos do planeta são dominados por espécies que evoluíram para se alimentar de tipos específicos de alimento”, afirma a bióloga marinha Zoé Delecambre, autora principal. A pesquisa analisou milhares de dados sobre a dieta e a distribuição de peixes recifais ao redor do mundo para responder a uma pergunta central: em que ambientes os peixes ecologicamente mais especializados prosperam?

Os peixes ecologicamente mais especializados são aqueles que vivem sob condições bem específicas e exercem funções ecológicas bastante definidas, como consumirem somente um tipo ou grupo de alimento ou terem tolerância somente a determinados padrões, como temperatura e salinidade.

O estudo traz como exemplo imagens capturadas pelo professor Floeter. O peixe-borboleta Chaetodon ornatissimus é um especialista e se alimenta exclusivamente de pólipos de coral. Já o generalista Abudefduf saxatilis consome diversos itens alimentares, desde zooplâncton até algas bentônicas. Os generalistas dominam recifes pequenos e isolados.

Chaetodon ornatissimus

“A especialização desempenha um papel fundamental na formação de padrões evolutivos e biogeográficos, mas raramente foi examinada em escala global para comunidades super-diversas”, afirma o coautor da UFSC, Sergio Floeter. O estudo mapeia padrões biogeográficos e de diversificação globais de nichos tróficos, que se refere aos alimentos, e térmicos, sobre a temperatura da água, em um dos conjuntos mais diversos de espécies nos mares, os peixes recifais. O professor contribuiu com dados inéditos do Brasil.

A pesquisa também revisita uma teoria clássica da ecologia  segundo a qual espécies de regiões de latitudes mais altas — como zonas temperadas ou polares — tendem a ser mais generalistas. “Em nosso novo estudo, examinamos se as amplitudes de nicho trófico e térmico são mais estreitas em centros de biodiversidade. Descobrimos que a especialização ecológica dos peixes recifais atinge seu ápice em hotspots globais de biodiversidade”, escrevem.

Isso significa que os peixes recifais mais especializados, com dietas muito específicas e que vivem em faixas muito específicas de temperatura, são mais comuns justamente nos recifes mais biodiversos do planeta. “Isso confirma que a alta biodiversidade sustenta papéis ecológicos mais especializados, enquanto os generalistas prevalecem em sistemas mais simples”, indicam os autores.

 

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UFSC estuda caminho da chuva na Floresta Amazônica para entender mudanças climáticas

13/05/2025 14:34

Dossel da Floresta tem impacto no ciclo hidrológico e ajuda a compreender mudanças climáticas (Divulgação)

Um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com o Instituto Mamirauá, que investe em ciência, tecnologia e inovação para a conservação e uso sustentável da biodiversidade da Amazônia, vai permitir que se compreenda melhor os efeitos das mudanças climáticas nas áreas de várzea da região, especialmente no Médio Solimões. O objetivo é estimar quanto da chuva que atinge o dossel da floresta chega efetivamente ao solo e qual percentual retorna à atmosfera por evaporação.

O  dossel é a parte superior da floresta, formada pelas copas das árvores, uma espécie de teto natural que cobre o solo da floresta.  A iniciativa faz parte do esforço do Instituto Mamirauá para consolidar uma rede de monitoramento hidrometeorológico na região. “A parceria com o Laboratório de Hidrologia (LabHidro) da UFSC surgiu a partir de um interesse comum: entender como a vegetação influencia o ciclo hidrológico regional por meio da interceptação da chuva”, explica o pesquisador Luiz Felipe Pereira de Brito, mestrando na pós-graduação em Engenharia Ambiental e um dos responsáveis pelo projeto.

Entender como a chuva é interceptada pelo dossel florestal é essencial para avaliar o balanço hídrico nas várzeas amazônicas, onde o regime de cheia e seca define o funcionamento dos ecossistemas e impacta diretamente a vida das comunidades ribeirinhas. Segundo Brito, a água da chuva tem papel decisivo na recarga dos corpos d’água, na umidade do solo e na disponibilidade de recursos naturais como alimentos e água potável. “Saber o quanto da chuva realmente chega ao solo e o quanto retorna à atmosfera por evaporação ajuda a melhorar modelos hidrológicos, prever secas e cheias e compreender como o funcionamento da floresta pode ser afetado pelas mudanças climáticas”.

Equipamentos de medição são feitos com objetos de baixo custo

Para estimar a interceptação, os pesquisadores monitoram três variáveis principais: a chuva total (que atinge a copa das árvores), a chuva interna (que atravessa o dossel e chega ao solo) e o escoamento pelo tronco (água que escorre pelos troncos das árvores até o chão). Os equipamentos utilizados — como pluviômetros artesanais, calhas de PVC e mangueiras espiraladas — foram elaborados com materiais de baixo custo, o que facilita a replicação do experimento em outras áreas.  Em abril, os pesquisadores desenvolveram uma oficina de confecção dos dispositivos com os alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Divino Espírito Santo do Jarauá, em Alvarães, com o objetivo de compreender a distribuição espacial da chuva na comunidade.

“Tivemos a oportunidade de interagir com os alunos da escola e construir juntos pluviômetros artesanais com garrafas PET. Além do aprendizado prático sobre como medir a chuva, a atividade gerou curiosidade e engajamento com a ciência. Foi também uma forma de valorizar o conhecimento local e aproximar a pesquisa científica da realidade das comunidades ribeirinhas”, pontua o pesquisador.
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UFSC produz relatório de monitoramento do ar com Ministério do Meio Ambiente

12/05/2025 10:59

O Laboratório de Controle da Qualidade do Ar (LCQAr) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) esteve à frente da produção do Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar de 2024, documento que consolida dados e informações coletadas pelos estados e apresenta uma avaliação integrada sobre a qualidade do ar no Brasil para o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima. O relatório foi publicado em abril de 2025 e reúne dados e analisa a cobertura de monitoramento no Brasil, estabelecendo também perspectivas para ampliação. Segundo o documento, apenas cerca de um terço da população brasileira é coberta por monitoramento da qualidade do ar. 

A equipe da UFSC contou com 14 integrantes, que trabalharam junto de pesquisadores de outras universidades e do órgão federal. O coordenador do LCQAr Leonardo Hoinaski explica que o convênio com o Ministério do Meio Ambiente tem duração de 26 meses. Com isso, o laboratório irá realizar análises ainda mais aprofundadas, além de oferecer outros projetos que estão inclusos nos sete objetivos da colaboração. Para desenvolver as demais pesquisas, é necessário criar uma base de dados, e o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar representa um primeiro passo.

Em 2024, 20 Unidades Federativas (UFs) realizavam monitoramento da qualidade do ar, número maior que o de 2023, quando eram 16 UFs. Sete estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda não possuem estações que monitoram o ar, o que evidencia a necessidade de atuação dos órgão públicos para o cumprimento da Resolução nº 506 de 2024 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A resolução estabelece padrões nacionais de qualidade do ar e fornece diretrizes para sua aplicação, consolidando a importância de relatórios anuais.

Foram contabilizadas 479 estações de monitoramento em 2024, acréscimo de 84 estações em relação ao levantamento de 2023. Os resultados mostram que a cobertura da rede de monitoramento no país é pequena, com estações de referência — equipamento de alta precisão — cobrindo apenas 0,22% da área total, enquanto as estações indicativas — equipamento de precisão menor — cobrem 0,07%.

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Tese de doutorado da UFSC é adaptada em livro sobre prática de leitura no sistema prisional

12/05/2025 09:19

O livro Leitura e Cárcere, de Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset, doutora em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), será lançado em 17 de maio, na 2ª Feira Literária de Florianópolis (FLIF). A obra, resultado da tese de doutorado de Rossaly no Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL), mostra a experiência da autora durante entrevistas com presos em um projeto de extensão de leitura que coordenou durante cinco anos no curso de Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc Xanxerê). A pesquisa constatou que há mínimas condições de leitura no cárcere, refletindo sobre desigualdade social, funcionamento dos sistemas de segurança e de justiça e condições dos espaços de privação de liberdade.

A obra apresenta diferentes casos e mostra o envolvimento de presos com a leitura: alguns afirmavam o gosto pela atividade, outros que diziam ler apenas para redução da pena. A Lei de Execução Penal (LEP) dispõe sobre a remição de parte do tempo de execução da pena por estudo ou trabalho: a cada livro lido, quatro dias a menos atrás das grades. “A remição de pena por meio de leitura foi introduzida, em 2011, no contexto do sistema penal porque não havia nem trabalho nem escola para os presos. A função da leitura nesse contexto não foi por benesse, havia um vazio já no sistema que deveria ser tratado. A possibilidade de diminuir dias de pena de condenados pela Justiça por meio da leitura não demandava investir financeiramente no sistema prisional, bastava dar livros aos presos”, diz Rossaly, que é facilitadora de Justiça Restaurativa.
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UFSC Joinville promove colóquio sobre produção de energia offshore com especialistas do setor

08/05/2025 14:34

Tatiana Shigunov e João Hélio Martins (no palco), da Feesc, falaram sobre tecnologia e inovação. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O Campus de Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) reuniu especialistas no colóquio Avanços na Produção de Energia Offshore: Desafios e Inovações, na quarta-feira, 7 de maio, pela manhã. O evento foi promovido no Auditório do Ágora Tech Park.

Pesquisadores e profissionais de destaque no setor produtivo debateram como manter a produção de petróleo e gás em condições offshore cada vez mais exigentes, assim como a busca pela produção de energias limpas em ambientes semelhantes representa desafios de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Estiveram presentes no colóquio estudantes, professores e profissionais da área. A programação contou com as falas do professor Rodolfo Gonçalves, da Universidade de Tóquio, que expôs como o Brasil pode aprender com o Japão, líder em energia eólica offshore. Também falou a pesquisadora Letícia Siqueira Madi, da Universidade de São Paulo (USP), que palestrou sobre colheita de energia de vibrações induzidas por vórtices em cilindros flexíveis com rigidez ortotrópica.

Participaram do evento João Hélio Martins e Tatiana Shigunov, da Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc). Eles falaram sobre ciência, tecnologia e inovação. O representante da Petrobras no colóquio, o engenheiro naval Fábio Pompeo da Silva Mineiro, falou sobre dutos flexíveis e umbilicais submarinos.

Na tarde de quarta-feira, parte dos pesquisadores acompanhou o evento da entrada em operação dos equipamentos do Laboratório de Interação Fluido-Estrutura (LIFE-Multiusuário), instalado no Campus de Joinville.

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Confira a programação do mês de maio no Planetário e Observatório da UFSC

06/05/2025 11:12

Planetário da UFSC, visto do céu. (Foto: Caetano Machado/Agecom)

O Planetário e Observatório da UFSC divulgam as atividades previstas para o mês de maio, sempre com programação gratuita às quartas-feiras. Todos os eventos são abertos ao público em geral e ocorrem no campus da UFSC em Florianópolis.

Em caso de chuva ou céu nublado, estarão mantidas as atividades de sessão infantil, sessão de Planetário e as palestras. O limite de lotação das sessões é de 39 pessoas por sessão de Planetário, com vagas preenchidas por ordem de chegada.

Mais informações pelo e-mail: observatorio@contato.ufsc.br.
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Núcleo de Estudos Literários e Culturais da UFSC recebe inscrições para seminário sobre poesia brasileira contemporânea

06/05/2025 10:00

O Núcleo de Estudos Literários e Culturais da Universidade Federal de Santa Catarina (Nelic/UFSC) recebe inscrições para apresentação de trabalhos no evento Poesia — há futuro? Expressão, ética, subjetividade. A inscrição para comunicadores é gratuita e deve ser submetida à avaliação até 15 de julho. 

O evento se configura como um espaço de diálogo, escuta e apresentação de trabalhos, reunindo pesquisadores de diversas gerações vinculados a universidades brasileiras e estrangeiras, para refletir sobre os cruzamentos entre poesia, ética e subjetividade.

A submissão deve conter: título, resumo estendido de no mínimo 500 palavras, palavras-chave e referências bibliográficas. Cada comunicação oral deve ter a duração de no máximo 20 minutos. As propostas devem ser submetidas no site do evento. O formulário está disponível na seção “Inscrições”.

O seminário será realizado entre os dias 8 e 12 de setembro e é resultado de encontros semanais do núcleo de pesquisa dedicados ao estudo de poetas como Ana Cristina Cesar, Paulo Leminski, Cacaso, Chico Alvim, Dora Ferreira da Silva, Roberto Piva, Waly Salomão, Hilda Hilst, entre outros. O objetivo é atualizar e fortalecer os fundamentos críticos, analíticos e teóricos relacionados à produção poética brasileira desde meados do século XX até os dias atuais.

O evento propõe manter vivas as discussões sobre criação e crítica poéticas, valorizando tanto o legado das manifestações artísticas e culturais do modernismo em diante quanto a preservação e a coletivização de memórias e arquivos poéticos no Brasil.

Mais informações no site do evento.

 

*Notícia atualizada em 1º de julho, às 14h, para atualização da data das inscrições para comunicadores

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UFSC participa da criação da ‘Segregation Wiki’, site que mapeou 804 expressões de segregação

29/04/2025 09:44

O professor Renato Tibiriçá de Saboya, do Programa de Pós-graduação de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (PósARQ/UFSC), integra equipe internacional que criou a Segregation Wiki, uma plataforma colaborativa que oferece definições e explicações de termos-chave relacionados à segregação nas suas várias formas. Acesse o site aqui.

A plataforma é resultado de uma investigação desenvolvida ao longo de dois anos, liderada pelo professor Vinicius de Moraes Netto, vinculado à Universidade Federal Fluminense (UFF) e à Universidade do Porto, em Portugal. Netto atuou em colaboração com investigadores de universidades brasileiras e inglesa: Kimon Krenz, da University College London; Maria Fizson, da UFF; Renato Saboya, da UFSC; e Otavio Peres, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e doutorando no PósARQ. Também participou do projeto a cientista política Desirée Rosalino, pesquisadora independente.
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UFSC e universidade americana organizam hackathon de IA generativa pela preservação da Floresta Amazônica

28/04/2025 14:34

Evento ocorreu na Academy of Art University, na Califórnia. Foto: Divulgação/Lemme Lab/UFSC

O Lemme Lab – grupo de pesquisa vinculado ao curso de Design, ao Programa de Pós-graduação em Design (Pós-Design) e ao Programa de Pós Graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento (PPGEGC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – participou como co-organizadora de um hackathon internacional nas dependências da Academy of Art University, em São Francisco, Califórnia. Cerca de 20 estudantes, divididos em quatro equipes, se dedicaram a desenvolver propostas criativas e tecnológicas em um curto espaço de tempo, com o uso de inteligência artificial, com foco em soluções para preservação da Floresta Amazônica. O evento foi promovido em 16 e 17 de abril.

Durante o hackathon, o time do Lemme Lab — composto pelos pesquisadores Melise Peruchini, Gustavo Modena e Gabriel Albrecht — mentorou e acompanhou através de observação participante o processo criativo dos estudantes, trazendo dados atualizados sobre a realidade da Amazônia, contextualização sociopolítica e provocações estratégicas para guiar o processo em relação ao uso de inteligência artificial generativa.

Entre as propostas apresentadas, o destaque foi a solução “Lara”, um jogo no qual usuários plantam árvores em um ambiente virtual e, em troca, geram doações reais para ações de reflorestamento. A proposta foi selecionada por um júri de especialistas composto por profissionais de São Francisco e pelo professor da UFSC e coordenador do projeto, Júlio Monteiro, do Departamento de Expressão Gráfica. Os estudantes que criaram o  “Lara” foram premiados pela Academy of Art.

 

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Projeto do curso de Nutrição convida estudantes a participarem de pesquisa sobre habilidades culinárias 

25/04/2025 11:51

A pesquisa “Nutrição é na Cozinha!” é um  projeto do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que avalia aspectos relacionados às habilidades culinárias, à qualidade da dieta, ao estresse percebido, à insegurança alimentar e à atividade física entre estudantes universitários. A pesquisa é coordenada pela professora Manuela Mika Jomori, do Departamento e Programa de Pós-graduação em Nutrição (PPGN/UFSC), e conta com a participação de alunos de graduação e pós-graduação. Os interessados em participar devem preencher o formulário.

A pesquisa “Nutrição É na Cozinha!” faz parte de um projeto que investiga estudantes de graduação de 11 universidades públicas brasileiras. Não existe atualmente políticas de promoção da saúde específicas para estudantes universitários no Brasil, embora essa população enfrente grande dificuldade para preparar suas refeições em casa. Entre os desafios estão a falta de tempo, de dinheiro, de estrutura e o fácil acesso a alimentos ultraprocessados, que são mais baratos em comparação aos alimentos frescos, e também mais práticos de serem consumidos, apesar de serem prejudiciais à saúde.

Desde 2020, a pesquisa avalia as habilidades culinárias dos estudantes. Inicialmente, quatro universidades participaram, no período da pandemia. Em 2025, o número de universidades participantes foi ampliado para 11. Nesta 2ª edição do projeto, já aprovada pelo Comitê de Ética da UFSC, a coleta de dados teve início no primeiro semestre de 2025. Os resultados da pesquisa poderão ajudar no desenvolvimento de estratégias para a melhoria da alimentação e do bem-estar da comunidade universitária.

Os estudantes voluntários que participarem da pesquisa concorrem a uma vaga em um curso de nutrição e culinária que será oferecido pelo projeto no segundo semestre letivo. Para participar, acesse o formulário.

Mais informações pelo e-mail nutricaoenacozinha@gmail.com ou pelo Instagram @nutricaoenacozinha.

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Pós-Graduação em Aquicultura da UFSC abre processo seletivo para mestrado e doutorado

25/04/2025 10:19

O Programa de Pós-Graduação em Aquicultura da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAQI/UFSC) está com inscrições abertas para os cursos de mestrado e doutorado, com início em agosto de 2025. A inscrição deve ser realizada pelo site do Controle Acadêmico de Pós-Graduação (CAPG) até 25 de maio. Acesse o edital do processo seletivo aqui.

Ao todo, são oferecidas 21 vagas para o mestrado, das quais quatro são destinadas à política de ações afirmativas para candidatos pretos, pardos e indígenas, e duas para pessoas com deficiência (PcD). Para o doutorado, são nove vagas, sendo duas reservadas para pretos, pardos e indígenas, e uma para PcD.

O PPGAQI foi o primeiro programa stricto sensu em Aquicultura da América Latina. Seu objetivo é promover o ensino e a pesquisa de alto nível em Aquicultura e Recursos Pesqueiros, formando profissionais comprometidos com o avanço científico e tecnológico na produção de organismos aquáticos, contribuindo para o desenvolvimento da área em nível nacional e internacional.

O edital completo e está disponível aqui.

Mais informações na página do PPGAQI.

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Laboratório de hidrogênio verde da UFSC ganha prêmio nacional de construção civil

23/04/2025 13:53

Foto: Divulgação

O Laboratório de Hidrogênio Verde do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC (Laboratório Fotovoltaica), localizado no Sapiens Parque,  foi o vencedor da 2ª edição do Prêmio Nelson Firmino na categoria de obras institucionais. A premiação, promovida pela Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (AFEAL) em parceria com o Grupo Contramarco, homenageia projetos inovadores do setor de esquadrias de alumínio.

No Laboratório de Hidrogênio Verde, as esquadrias e os módulos fotovoltaicos geradores de energia integram um mesmo sistema tecnológico, voltado à eficiência energética e ao aproveitamento máximo dos recursos sustentáveis. O projeto da edificação vencedora é assinado pelas arquitetas Clarissa Debiazi Zomer, doutora e egressa do Laboratório Fotovoltaica, e Isadora Pauli Custódio, doutoranda no mesmo laboratório. A coordenação geral do laboratório é do professor Ricardo Rüther, do Departamento de Engenharia Civil da UFSC.

Com o conceito arquitetônico de “energia fotovoltaica multifuncional por toda parte”, o edifício atua como um equipamento de pesquisa, reunindo sistemas fotovoltaicos integrados às fachadas e coberturas. O projeto alia funcionalidade, inovação tecnológica e eficiência energética, permitindo que o edifício opere de forma autossuficiente na produção de energia elétrica e hidrogênio verde.

Entre suas soluções sustentáveis, estão o uso de ventilação e iluminação natural, captação e reutilização da água da chuva, iluminação zenital e materiais regionais para a racionalização de custos.
O Prêmio Nelson Firmino tem periodicidade bienal e tem como objetivo destacar projetos inovadores no setor de esquadrias de alumínio, envolvendo toda a cadeia produtiva da construção civil, desde fabricantes a instituições de ensino. A premiação é uma homenagem ao engenheiro Nelson Firmino, referência no setor, e reconhece iniciativas que aliam inovação, técnica e sustentabilidade na construção.

Parceria institucional

Foto: Mateus Mendonça/Agecom/UFSC

De acordo com Geraldo Fornasa, diretor presidente da ESAF, empresa catarinense parceira que projetou e instalou toda a cobertura, aberturas e fachadas do prédio vencedor, este “é o Oscar das esquadrias”. As esquadrias premiadas destacam a atuação de uma fabricante catarinense no desenvolvimento de soluções de alto desempenho e aplicabilidade na arquitetura institucional.

No prédio do Laboratório de Hidrogênio Verde, as placas fotovoltaicas são, ao mesmo tempo, o telhado, a fachada, os brises e a fonte de energia elétrica para tornar o prédio 100% solar. O prédio premiado foi concebido a partir de uma parceria entre o Laboratório Fotovoltaica/UFSC, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU) e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), agência do governo alemão voltada ao desenvolvimento sustentável.

Além do apoio da GIZ, a construção recebeu financiamento da BYD Energy do Brasil, em programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do projeto Um revestimento, múltiplas funções: Análise de desempenho e degradação de células fotovoltaicas encapsuladas e interconectadas em série integradas à edificação civil (BIPV), e da SHELL Brasil por meio do programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), com o projeto Melhoria da eficiência energética solar, ambos firmados com a Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC).  “Ficamos muito honrados de participar dessa premiação ao lado dos nossos parceiros da UFSC. Esse reconhecimento ressalta o alto nível de inovação de um projeto multidisciplinar nas áreas de eficiência energética, além de reforçar o compromisso da BYD com a sustentabilidade”, diz o gerente de P&D da BYD do Brasil, Rodrigo Garcia.

 

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UFSC sediará congresso latino-americano com pesquisadores de mais de 15 países

22/04/2025 10:35

Entre os dias 28 e 30 de abril, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediará o XI Congresso Latino-Americano da WAPOR (World Association for Public Opinion Research), o maior evento da América Latina dedicado à pesquisa de opinião pública, comportamento eleitoral e comunicação política. Interessados em participar podem se inscrever neste link. O evento é promovido pelos programas de pós-graduação em Jornalismo (PPGJOR) e Sociologia e Ciência Política (PPGSCP).

Com o tema “Opinião pública, civismo e riscos globais na América Latina”, o congresso reunirá pesquisadores de mais de 15 países, que irão debater questões cruciais da atualidade, como a crise climática, os impactos da desinformação, a polarização política, as ameaças à democracia e os desafios impostos pela inteligência artificial.

A programação será realizada nos auditórios do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e do Departamento de Jornalismo, com as master classes e as cerimônias de abertura e encerramento no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.
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Inscrições abertas para palestra online sobre química e restauro de bens culturais

17/04/2025 17:45

Como a química pode auxiliar na conservação e restauro de bens culturais? é tema de palestra on-line que ocorre em 28 de abril, segunda-feira, das 15h às 17h, pela plataforma Google Meet. Ministrada pelo químico Thiago Guimarães Costa, da Fundação Catarinense de Cultura, a atividade faz parte do projeto de extensão Ciclo de palestras: química e o cotidiano, desenvolvido pelos professores do Colégio de Aplicação da UFSC Ana Karina Timbola Hobmeir e Heros Horst. Os interessados devem se inscrever até as 18h de 24 de abril pelo sistema de inscrições da UFSC.

O objetivo é contextualizar a área de química aplicada ao patrimônio cultural e discutir resultados de pesquisas e estudos de casos desenvolvidos no Laboratório de Materiais da Fundação Catarinense de Cultura, bem como outras publicações presentes na literatura. “A conservação e restauração de bens culturais é uma atividade transdisciplinar, que exige conhecimentos das áreas de química, física, biologia, materiais, história da arte, artes visuais, dentre outras. Neste sentido, a química pode auxiliar no processo de intervenção em bens culturais de diversas maneiras, com destaque para: o estudo do processo de degradação de materiais constitutivos de obras de arte, caracterização de materiais utilizados em bens culturais e ainda a preparação de novos materiais para serem aplicados em processos de restauração”, informa o resumo elaborado pelos organizadores.

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Pesquisa recruta indivíduos para entender efeitos de extrato de erva-mate

17/04/2025 07:57

Uma pesquisa de pós-doutorado da Universidade Federal de Santa Catarina está recrutando pessoas entre 18 e 65 anos que tenham índice de massa corporal superior a 25 e inferior a 39,99 kg/m² para avaliar o efeito do consumo do extrato de erva-mate (Ilex paraguariensis) sobre parâmetros antropométricos, composição corporal, marcadores inflamatórios, perfil glicêmico e perfil lipídico em 36 indivíduos com excesso de peso.

Para calcular o IMC basta dividir o peso (kg) pela altura (m) ao quadrado (IMC = peso / (altura x altura). Será feita a avaliação do consumo alimentar, coletas de sangue e exame de composição corporal.  Ao final da pesquisa, os participantes receberão de forma gratuita os resultados de seus exames de sangue e relatório completo de composição corporal (gordura, massa magra e densidade mineral óssea).

O estudo pretende analisar compostos bioativos na prevenção e tratamento da obesidade, bem como os efeitos em marcadores inflamatórios, perfil glicêmico e perfil lipídico que, muitas vezes, estão alterados em indivíduos com excesso de peso. Dentre os compostos bioativos, os ácidos clorogênicos, metilxantinas (cafeína e teobromina), taninos e saponinas (compostos fenólicos) podem ser encontrados na erva-mate.

“Considerando que o interesse pela erva-mate para promoção da saúde é relativamente recente, uma vez que em meados da década de 1990 foram publicadas as primeiras evidências científicas, o estudo justifica-se pelo crescente número de evidências acerca dos benefícios do consumo de erva-mate para a saúde”, descreve a pesquisa.

A pesquisa prevê quatro encontros presenciais na UFSC no período matutino. Interessados devem entrar em contato com a pesquisadora Cândice Laís Knöner Copetti (47)99963-5939. A coordenadora do projeto é a professora Patricia Faria Di Pietro.

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Laboratório da UFSC desenvolve dispositivo que pode reduzir poluição gerada por motos

16/04/2025 14:00

Dispositivo de clausura para freios de motocicletas. Foto: Thiago Fiorentin

O Laboratório de Acústica e Vibrações, situado no campus de Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolveu um sistema de coleta de partículas que são emitidas pelos freios de motocicletas. O projeto, liderado pelos professores Thiago Fiorentin e Andrea Piga, do Departamento de Engenharias da Mobilidade, pretende reduzir a poluição do ar gerada pelos sistemas atuais de frenagem de veículos, tendo em vista que são uma das principais fontes de emissão de partículas dos veículos automotivos.

A frenagem de uma motocicleta com sistema de freio a disco é baseada na conversão da energia cinética em energia térmica, devido ao atrito entre as pastilhas de freio e os discos. O desgaste desses materiais libera partículas finas no ar, que colaboram com a poluição atmosférica e aumentam a incidência de doenças respiratórias. Em ciclos de testes de veículos, o sistema de freios é acionado diversas vezes para verificar parâmetros de qualidade.

Para reduzir a poluição gerada nesse testes, o dispositivo desenvolvido na UFSC consiste em um sistema de clausura, no qual uma motocicleta é fixada ao chão com a roda traseira suspensa e com o conjunto disco e pastilha enclausurado por uma câmara com fluxo de ar controlado e filtrado. O escoamento de ar é direcionado ao duto de saída, onde é instalado um sistema de aquisição de partículas, como um filtro.
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Estudo da UFSC na Nature registra aumento de eventos extremos e ameaça a espécies e à pesca

16/04/2025 08:00

Um estudo inédito liderado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) traz novos dados alarmantes sobre as mudanças climáticas e seus impactos nos ecossistemas marinhos, desta vez relacionados ao Oceano Atlântico Sul. A pesquisa Extreme compound events in the equatorial and South Atlantic foi publicada nesta quarta-feira, 16 de abril, na Nature Communications, liderada pela professora da coordenadoria especial de Oceanografia Regina Rodrigues e com a participação de estudantes da UFSC, Universidade de Sorbonne, Universidade de Bern, Universidade de Bergen e da Organização de Ciência e Pesquisa Industrial da Commonwealth da Australia.

Os pesquisadores usaram dados de 1999 a 2018 para entender a ocorrência de três eventos extremos que atingem os oceanos: as ondas de calor marinhas, extremos de alta acidificação e de baixa clorofila. Os resultados mostraram que houve um aumento na intensidade e ocorrência simultânea desses eventos extremos durante o período analisado.

Pesquisa analisou diferentes dados do Atlântico Sul (Pixabay)

O estudo também identificou que desde 2016 esses extremos combinados têm ocorrido todos os anos, colocando em xeque a capacidade de sobrevivência dos ecossistemas marinhos. Isso afeta diretamente a atividade pesqueira e maricultura, tendo um efeito negativo na segurança alimentar de países da América do Sul e África adjacentes ao Oceano Atlântico Sul, onde o estudo foi feito.
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Pesquisa da UFSC procura voluntários com obesidade para acompanhamento nutricional e testes

11/04/2025 15:29

Uma pesquisa desenvolvida nos Programas de Pós-Graduação em Neurociência (PPGNeuro) e Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que busca relacionar impactos da obesidade à memória está selecionando pessoas com obesidade para participação voluntária. O estudo tem como objetivo avaliar os efeitos de uma dieta com restrição calórica na perda de peso e nas funções de memória em adultos com obesidade. Para isso, os participantes receberão, de forma gratuita, um plano alimentar personalizado, orientações nutricionais especializadas e um exame detalhado da sua composição corporal.

A pesquisa integra o projeto de tese de doutorado da estudante Clarice Mariano Fernandes, intitulado Avaliação da neuroplasticidade hipocampal adulta na obesidade: impactos cognitivos e bioquímicos de um protocolo de restrição calórica, um ensaio clínico randomizado. As pesquisadoras utilizam evidências difundidas na literatura científica de que dietas com restrição calórica podem melhorar a memória e outras funções cognitivas.

Podem se inscrever homens e mulheres entre 21 e 51 anos que possuam obesidade, definida por um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior à 30 kg/m. O IMC é calculado a partir da divisão do peso atual pela altura ao quadrado: [peso ÷ (altura)²]. Para participar, também deve-se ser alfabetizado, não ter realizado cirurgia bariátrica, não estar grávida ou amamentando e possuir disponibilidade para estar presencialmente na UFSC em encontros pré-agendados.

Após a seleção dos inscritos, a coleta de dados se dará em dois momentos, de forma presencial, na UFSC. Primeiro, será realizado um exercício de memória e coleta de dados de composição corporal e sangue. Após as coletas, será ofertado o acompanhamento nutricional, supervisionado por nutricionais ao longo de 12 semanas, que será realizado quinzenalmente de modo presencial, também na UFSC. As datas e locais de encontro serão repassados diretamente aos inscritos.

Para realizar a inscrição na pesquisa, acesse o formulário on-line.

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UFSC na mídia: Laboratório do Campus Joinville vira referência nacional em engenharia naval

10/04/2025 11:23

Professor André Fujarra em entrevista a ND+. Reprodução: ND Play

O Laboratório de Interação Fluido-estrutura (Life) do campus de Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi matéria do telejornal Balanço Geral da ND+. O laboratório se consolidou como uma das principais referências do país no setor da engenharia naval. Com um tanque de testes e protótipos de embarcações, o espaço é voltado para pesquisa, desenvolvimento e inovação, impactando diretamente a indústria naval brasileira.

O laboratório ainda presta serviços a empresas do setor, desenvolvendo projetos completos, desde bibliografia até testes e relatórios. “A gente estuda problemas que a indústria tem, mas também desenvolve com os alunos os equipamentos e pequenos dispositivos para geração de eletricidade limpa”, explica o professor André Fujarra.

A reportagem mostra como o conhecimento gerado no campus de Joinville contribui com soluções reais para o setor e forma profissionais altamente capacitados.

> Acesse a íntegra da matéria no ND Play.

 

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Laboratório da UFSC cria sistema de análise hídrica em trilha na Lagoa do Peri

09/04/2025 09:04

O Laboratório de Hidrologia da Universidade Federal de Santa Catarina (LabHidro/UFSC), vinculado ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, disponibilizou placas interativas em pontos estratégicos ao longo da Trilha Caminho da Gurita, localizada na margem da Lagoa do Peri, em Florianópolis, com intuito de garantir a preservação dos recursos hídricos da região pela observação da umidade do solo e da presença e nível de água pelo trajeto. A iniciativa conta com apoio da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As placas integram o projeto Ciência Cidadã, criada pelo do LabHidro, que consiste em contar com a participação popular para a coleta de dados sobre os rios efêmeros da Bacia do Peri, com o objetivo de compreender como a chuva afeta a disponibilidade de água na localidade. Sinalizadas com QR Codes que levam ao WhatsApp do LabHidro, as placas apresentam perguntas sobre a presença de água na trilha, além de disponibilizar um telefone para envio de fotos das réguas instaladas pelo LabHidro nos rios da Gurita, para medição do nível hídrico.

O projeto foi iniciado em setembro de 2024, tendo seus resultados estudados pelo laboratório e divulgados na página Águas do Peri: Conectando Ciência e Cidadãos.

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