Divulga UFSC – 17/07/2026 – Edição 2541
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Fungo Philloporia minuta, endêmico de SC, integra lista nacional de espécies de funga ameaçadas de extinção. Foto: Felipe Bittencourt/MIND.Funga/UFSC
A publicação da primeira Lista Nacional das Espécies da Funga Ameaçadas de Extinção pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) marca um momento crucial para a conservação ambiental no Brasil ao equiparar os fungos aos animais e às plantas no que diz respeito a políticas de proteção. Das 24 espécies de fungos brasileiros reconhecidas formalmente sob alguma categoria de ameaça, 18 ocorrem em Santa Catarina (veja lista abaixo). Além disso, duas delas são endêmicas do estado, ou seja, só têm registro de ocorrência em território catarinense, e foram identificadas por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Wrightoporia porilacerata, espécie descrita em Santa Catarina, também tem registros de ocorrências no Paraná. Foto: Elisandro Ricardo Drechsler-Santos/MIND.Funga/UFSC
As espécies Phylloporia minuta e Trichaptum fissile foram descritas pelo grupo de pesquisa MIND.Funga, do Laboratório de Micologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB), a partir de materiais coletados em um parque na região central de Blumenau e em áreas de transição entre restinga e manguezal, em Florianópolis, respectivamente. Uma terceira espécie de destaque, a Wrightoporia porilacerata, também foi descrita originalmente em SC, mas possui registros no Paraná. Diante do isolamento geográfico das duas primeiras, elas despontam como fortes candidatas para integrar uma futura lista estadual de espécies ameaçadas, na avaliação do professor Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, coordenador geral do MIND.Funga e Chair do IUCN SSC Brazil Fungal Specialist Group – entidade ligada à União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), maior rede de organizações ambientais do mundo.
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Pesquisadores do programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração – Biodiversidade de Santa Catarina (PELD-BISC) utilizam pela primeira vez uma técnica de restauração para recuperar a vegetação campestre no Parque Nacional de São Joaquim em Urubici (SC). A área foi impactada pela presença de javalis, uma espécie exótica invasora no Brasil, e está sendo palco de um experimento que visa a recuperação da vegetação nativa a partir da transferência de feno.
A técnica funciona como uma doação: a vegetação de um campo saudável é roçada no período de frutificação das plantas e essa biomassa que contém sementes é implantada na área afetada. Assim, é formado um “colchão” de proteção para o solo, oferecendo estrutura e sementes para germinação.
A doutoranda em Ecologia pela UFSC Sofia Casali explicou o processo no segundo episódio do Pod[e] Bisc, Os javalis e os campos. A técnica utilizada atualmente é o segundo experimento realizado pelo PELD BISC com o intuito de recuperar a vegetação no parque. A pesquisadora conta que, durante o primeiro experimento, de 2023 a 2025, foram utilizadas semeaduras de sementes de grupo de plantas típicas dos campos de altitude. Em ambos os casos, áreas do parque foram cercadas para evitar a entrada de javalis.
Introduzidos no Uruguai para a comercialização da carne, os javalis são uma espécie originária da Europa e da Ásia. A partir do solturas e escapes acidentais e com uma grande capacidade de dispersão e reprodução, os animais logo chegaram ao Brasil. À procura de alimento, reviram a terra dos campos e deixam o solo exposto e mais suscetível a erosão. Sofia aponta que, uma das áreas impactadas no Parque Nacional chegou a quatro hectares, ou seja, quarenta mil metros quadrados afetados pela presença de javalis.
O problema não é recente, mas tem ganhado visibilidade conforme os impactos econômicos crescem. Entre eles, estão os danos nas lavouras, que geram perdas na safra dos produtores, e a transmissão de doenças para animais domésticos. Além disso, as polêmicas sobre o controle por abate costumam carregar desinformação, principalmente nas redes sociais, segundo a pesquisadora.
Na entrevista, ela ressalta que as soluções envolvem empenhos interdisciplinares com trabalhadores rurais, pesquisadores, gestores ambientais e empresas. “A gente [pesquisadores] têm um dever não só com a sociedade, mas com as políticas que já estão sendo implementadas. Somos uma peça desse quebra-cabeça que vai configurar uma possível resolução do problema a partir das evidências científicas”, enfatiza.

Ao longo de três dias, 16 participantes discutiram resultados preliminares da pesquisa, organizaram frentes de trabalho e definiram os próximos produtos científicos e técnicos. Foto: Paula Drummond.
A regeneração natural pode reduzir custos da restauração florestal e ampliar a recuperação de áreas degradadas na Amazônia, mas ainda existem muitas incertezas sobre como esse processo ocorre em diferentes paisagens. Para responder a essas questões, pesquisadores e gestores públicos participaram,em Planaltina (DF), da primeira oficina presencial do projeto Regenera-Amazônia, um dos selecionados na chamada de 2025 do SinBiose, programa voltado à integração de conhecimentos científicos para subsidiar políticas públicas.
A professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Ana Catarina Jakovac é coordenadora do projeto Regenera-Amazônia apoiado pelo Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (SinBiose/CNPq). A iniciativa reúne pesquisadores e gestores para produzir evidências científicas sobre regeneração natural e sua aplicação em políticas de restauração florestal.
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A pressão por produtividade, prazos cada vez mais apertados e a instabilidade profissional estão entre os principais fatores associados ao adoecimento mental de estudantes de pós-graduação, aponta o artigo Risk factors associated with mental health outcomes and related conditions in graduate students: a systematic review. O estudo integra a tese de doutorado de Pablo Antonio Bertasso de Araujo, do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob orientação do professor Guilherme Fleury Fina Speretta, do Laboratório de Pesquisa CardioVasc Lab.
Além da revisão sistemática, o grupo de pesquisa investigou a realidade dos estudantes de doutorado da UFSC. Neste estudo, foram observados índices aproximados de 20% de sintomas de ansiedade, 18% de sintomas de depressão e 17% de estresse. A pesquisa também analisou como atividades físicas e a meditação podem colaborar no processo.
Publicado na revista científica internacional da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Brazilian Journal of Psychiatry, um dos artigos da tese reúne estudos realizados em diferentes países para identificar os principais fatores associados aos desfechos de saúde mental em estudantes de pós-graduação.
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O Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) comunica a disponibilidade de sementes de ostras do pacífico excedentes produzidas por sua unidade de pesquisa, extensão e ensino, situado na Estação de Maricultura Prof. Elpídio Beltrame, na Servidão dos Coroas, 503 (Barra da Lagoa).
Encontra-se disponível para venda um lote de 4.060.000 sementes diploides de ostras do pacífico ao valor de R$ 45,00 o milheiro.
O valor do milheiro é baseado no histórico de custos do Laboratório de Moluscos Marinhos, que integra o Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC), e no preço praticado por laboratório privado em Santa Catarina.
Mais informações podem ser obtidas pelo número (48) 3721 2709 ou pelo e-mail lmm.cca@contato.ufsc.br.

Equipe realizou trabalho ao longo de quatro anos (Fotos: Divulgação)
Um estudo realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e pela International Association for Plant Taxonomy (IAPT) trouxe um alerta sobre a conservação da flora de Santa Catarina. A equipe coordenada pela professora Mayara Krasinski Caddah identificou 30 espécies exclusivas da região que se encontram em risco de extinção e a necessidade de atualização da lista de espécies ameaçadas do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). A relação contém erros que podem prejudicar o ecossistema.
As espécies Myrceugenia basicordata, Myrceugenia joinvillensis e Miconia ulei são registradas como exclusivas do Estado e foram estudadas pela UFSC a partir da sistemática molecular aplicada à conservação. Estas foram as plantas escolhidas para estudos mais profundos, com abordagem focada na análise do DNA para avaliar a saúde genética das populações.
“A análise do DNA mostrou que as espécies estudadas apresentam sinais de isolamento entre as populações e baixa diversidade genética, o que diminui seu potencial evolutivo e as tornam geneticamente vulneráveis”, pontua Mayara. Segundo ela, isso significa, entre outras coisas, uma menor capacidade de adaptação a doenças e mudanças ambientais.
“Também foram encontradas evidências de reduções populacionais no passado, o que indicaria que essas condições genéticas possivelmente não são naturais, mas decorrentes de perturbações ambientais recentes”, pondera.
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Pesquisador André Pitaluga, da Fiocruz, apresentou a experiência de desenvolvimento do kit diagnóstico de Covid-19, que contou com participação da UFSC e outras instituições. Foto: Divulgação ExpoEpi
O teste rápido de diagnóstico molecular para detecção da Covid-19, desenvolvido em 2021 por uma força-tarefa de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC), recebeu um prêmio do Ministério da Saúde em evento realizado em abril, em Brasília (DF).
Entre mais de 1.500 trabalhos submetidos, o teste rápido conquistou o segundo lugar na categoria “Mais Ciência para o SUS”, na área “Preparação, vigilância e resposta às emergências em saúde pública”, na Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (ExpoEpi).
De acordo com a professora Luísa Damazio Rona Pitaluga, do Departamento de Biologia Celular, Embriologia e Genética do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC, a equipe apresentou a experiência bem-sucedida no desenvolvimento e validação do kit de diagnóstico molecular rápido para Covid-19, que permitiu confirmar ou não casos da doença de forma mais rápida e barata, em meio à emergência de saúde pública da pandemia. A invenção foi patenteada e deu impulso para a linha de pesquisa em diagnóstico molecular point-of-care, que vem sendo expandida e aplicada a testes para diversos outros patógenos e espécies sentinela – como é o caso da microalga Prorocentrum cordatum, que ocorre em ambientes como a Lagoa da Conceição, em Florianópolis.
Além da UFSC, Fiocruz, IFSC e Dive-SC, a pesquisa para o desenvolvimento do teste rápido contou também com apoio da iniciativa privada, prefeituras, secretarias municipais de saúde e Ministério Público.
O Laboratório de Pesquisa em Avaliação Psicológica (LPAP), em colaboração com o Laboratório de Psicologia Cognitiva Básica e Aplicada (LPCog) do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para o Programa de Treinamento Gratuito em Atenção Plena (Mindfulness).
A iniciativa será oferecida de julho a outubro de 2026, com uma turma por mês, em formato online, ao vivo e síncrono. O programa é voltado a Técnicos Administrativos (TAEs), professores, estudantes de graduação e pós-graduação, além da comunidade em geral. Com duração de três semanas, o treinamento busca desenvolver habilidades relacionadas à regulação emocional, manejo do estresse e da ansiedade, foco, presença e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. O programa integra uma pesquisa científica nacional sobre saúde mental relacionada ao trabalho e será conduzido por profissional de Psicologia com ampla experiência clínica e em programas baseados em mindfulness.
As aulas ocorrerão das 19h às 20h15, com opção de turmas às terças-feiras ou quintas-feiras. A participação na aula introdutória é obrigatória para ingresso no treinamento e na pesquisa.
As inscrições são gratuitas e permanecem abertas até o preenchimento das vagas, que são limitadas e preenchidas por ordem de inscrição. O programa não oferece certificado.
Cronograma das próximas turmas em 2026:
Turma de terça-feira
Aula introdutória: 30 de junho
Treinamento: 14, 21 e 28 de julho
Turma de quinta-feira
Aula introdutória: 23 de julho
Treinamento: 13, 20 e 27 de agosto
Turma de terça-feira
Aula introdutória: 25 de agosto
Treinamento: 15, 22 e 29 de setembro
Turma de quinta-feira
Aula introdutória: 24 de setembro
Treinamento: 15, 22 e 29 de outubro
O treinamento é 100% prático e foi pensado para se adaptar à rotina de trabalho dos participantes. Os encontros ocorrem em grupos mistos, reunindo pessoas de diferentes empresas e regiões do país.
Para profissionais das áreas de gestão de equipes, recursos humanos, saúde e segurança do trabalho, o programa também pode funcionar como ação complementar em saúde mental e gestão de riscos psicossociais, alinhada à NR-01 e às estratégias do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Pessoas que não puderem participar das turmas de terça ou quinta-feira podem se inscrever na lista de espera para futuras edições em outros horários.
As inscrições podem ser realizadas pelo site: Inscrições – Aula Introdutória ao Programa de Treinamento em Mindfulness Gratuito –
Mais informações pelo email: contato@eumindful.com
A professora Bárbara Segal Ramos, do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (ECZ/UFSC), foi uma das pesquisadoras entrevistadas para uma reportagem do portal ND+ sobre um projeto que mapeia a invasão do coral-sol em Santa Catarina. A matéria foi publicado no dia 17 de junho e está disponível aqui.
Pesquisadores da UFSC e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolvem há quatro anos um projeto que visa combater o coral-sol, uma espécie invasora originária dos oceanos Índico e Pacífico, que ameaça a biodiversidade marinha do litoral catarinense. O coral-sol se espalha rapidamente pelas rochas e compete por espaço e alimento com espécies nativas, alterando o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
Segundo os pesquisadores, o coral-sol chegou ao Brasil por meio de cascos de navios e vem se espalhando pelo litoral desde a década de 1980. Ele cresce rapidamente e não possui predadores naturais no Atlântico. Na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, entre Florianópolis e Bombinhas, mergulhadores realizam ações de monitoramento e remoção manual do coral-sol. Desde 2012, mais de 35 mil colônias da espécie foram retiradas em cerca de 100 operações de manejo. O material coletado é encaminhado para análises em laboratórios da UFSC.
A reportagem destaca que o controle da espécie exige cuidado e monitoramento constante, já que a remoção em períodos inadequados pode favorecer ainda mais a sua proliferação. Além disso, o trabalho exige precisão e acompanhamento científico constante, porque, se a remoção for feita de maneira inadequada, fragmentos do coral podem se espalhar e dar origem a novas colônias, agravando ainda mais a invasão.
A equipe vem desenvolvendo métodos e tecnologias para conter o avanço do coral-sol e proteger a biodiversidade marinha de Santa Catarina. Além da retirada manual, os pesquisadores estudam novas técnicas para conter o avanço da espécie e minimizar os impactos sobre a fauna e a flora marinhas. O objetivo é preservar a biodiversidade do litoral de Santa Catarina e evitar que o coral-sol comprometa ainda mais os ecossistemas da região.
Reportagem na íntegra no portal do ND+.
Mais informações na reportagem publicada no site da UFSC.
O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol), órgão ligado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promove a primeira edição do Prêmio Simoni Lahud Guedes, que irá selecionar a melhor tese de doutorado e a melhor dissertação de mestrado, desenvolvidas no Brasil entre janeiro de 2024 e julho de 2026 que abordem o futebol em diálogo com as Ciências Humanas e Sociais.
A cerimônia irá ocorrer durante o II Encontro INCT Estudos do Futebol Brasileiro, que será realizado entre os dias 16 e 19 de setembro de 2026, na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Ouro Preto, Minas Gerais. As inscrições para o prêmio estão abertas até 10 de julho. O edital pode ser acessado aqui.
O prêmio homenageia a antropóloga Simoni Lahud Guedes, referência fundamental para os estudos antropológicos do esporte no Brasil. A dissertação de mestrado de Simoni, intitulada O futebol brasileiro: instituição zero, foi defendida em 1977, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional.
A entrega será realizada pelo professor Roberto DaMatta, da Universidade de Notre Dame, que foi orientador de Simoni e também é um dos precursores dos estudos sobre futebol no Brasil. “A relação entre o Roberto DaMatta e a Simoni Guedes foi de um grande vínculo acadêmico e intelectual. O fato de ele fazer a entrega dessa premiação é algo muito significativo, porque, entre todos os que estarão ali, ninguém conheceu melhor Simoni Guedes do que o próprio Roberto DaMatta”, explica o professor Silvio Ricardo da Silva (UFOP/INCT Futebol), um dos organizadores do II Encontro INCT Estudos do Futebol Brasileiro.
A professora da UFSC e coordenadora geral do INCT Futebol, Carmen Rial, lembra que Simoni Guedes foi uma das pioneiras no campo dos estudos do futebol. “Para mim, o prêmio também carrega outro significado. De certa forma, ele é um modo de elaborar o luto que foi a perda de uma amiga, de uma colega com a qual eu trabalhei durante muitos anos”. Carmen destaca a importância de ter a presença de Roberto DaMatta na cerimônia de entrega da premiação.
Com informações do site do INCT Futebol.
A dissertação de mestrado de Bruna Caroline Russi, atualmente doutoranda do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia e Biociências da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGBTC/UFSC), foi premiada no Congresso Brasileiro de Bioinformática (X-Meeting), organizado pela Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional (AB3C), que ocorreu entre os dias 9 e 12 de Junho de 2026.
A pesquisa de Bruna, que foi desenvolvida no Laboratório de Bioinformática – vinculado ao departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP/CCB/UFSC) e ao PPGBTC – sob a orientação do professor Renato Simões Moreira, recebeu o prêmio Jovem Bioinformata 2026. Seu trabalho poderá contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos de doenças que afetam o sistema imunológico.
“Minha dissertação de mestrado consistiu no desenvolvimento do EpiBuilder 2.0, uma plataforma web gratuita e de código aberto voltada para a predição e análise computacional (in silico) de epítopos lineares de células B (alvos imunológicos). Na área de proteômica e imunologia, a identificação de epítopos é fundamental no contexto de saúde de precisão para apoiar o estudo de doenças que afetam o sistema imunológico, possibilitando a prototipagem de novas terapias e vacinas personalizadas”, explica Bruna.
Segundo a pesquisadora, a aplicação do EpiBuilder tem foco no estudo de patógenos, que é o foco do Laboratório de Bioinformática, com o diferencial de utilizarem uma IA capaz de prever alvos úteis em contexto de oncologia e neurologia. O estudo faz parte de uma linha de pesquisa que havia sido iniciada pelo professor Renato Simões Moreira: “A primeira versão do EpiBuilder foi um dos produtos da tese do meu orientador, que me orientou nesta segunda versão.”
Nesta atualização, conforme explica, a arquitetura do software foi repensada para um funcionamento modular, automatizado e escalável, integrando tecnologias consolidadas na indústria (como Docker, NextFlow e banco de dados) com computação paralela, algoritmos específicos de biologia computacional e modelos de aprendizado de máquina.
“O grande diferencial do EpiBuilder 2.0 é esta arquitetura, mas também o foco na usabilidade de pesquisadores da área biotecnológica e na conformidade com os padrões internacionais de qualidade de software ISO/IEC 25010:2023 e ISO 25019:2023. Isso garante padronização, reprodutibilidade e um fluxo de trabalho automatizado que facilita e acelera o estudo proteômico”, afirma Bruna.
Em razão do prêmio, Bruna foi indicada para um flash talk nas Journées Ouvertes en Biologie, Informatique et Mathématiques (JOBIM), principal evento de Bioinformática da França, que ocorre de 16 e 19 de junho. O flash talk é uma apresentação oral on-line, curta e dinâmica (de poucos minutos), cujo objetivo é expor os pontos mais inovadores da pesquisa para a comunidade científica europeia. “Esta oportunidade poderá abrir portas para futuras colaborações entre Brasil e França”, comemora Bruna.
O EpiBuilder está disponível aqui.
A dissertação de mestrado da Bruna está disponível na íntegra aqui.
O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGOceano/UFSC) divulgou o edital do processo seletivo para mestrado e doutorado. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas através do Sistema de Controle Acadêmico da Pós-Graduação (CAPG) até o dia 20 de junho.
O edital disponibiliza 7 vagas para doutorado e 11 vagas para mestrado. O resultado da seleção será divulgado no dia 2 de agosto. As matrículas dos novos alunos serão realizadas no dia 10 de agosto, com início das aulas previsto para 17 de agosto.
Para se inscrever acesse o formulário.
Mais informações no site do programa ou pelo e-mail ppgoceano@contato.ufsc.br.
A pesquisadora Larissa Krambeck, do Laboratório de Tubos de Calor da Universidade Federal de Santa Catarina (Labtucal/UFSC) recebeu a medalha Young Scientist George Grover Medal no 23º International Heat Pipe Conference, maior evento mundial dedicado à tecnologia de tubos de calor e transferência de calor bifásica, realizado na Polônia, de 24 a 28 de maio de 2026.
A medalha, que homenageia George Grover, pioneiro no desenvolvimento dos tubos de calor, é o mais importante reconhecimento internacional para jovens pesquisadores da área, por valorizar contribuições originais e promissoras à ciência e tecnologia de tubos de calor.
Orientada pela professora Marcia Barbosa Henriques Mantelli, Larissa concluiu seu doutorado na UFSC em 2024, com contribuições originais no campo dos tubos de calor planos e miniaturizados para gerenciamento térmico de sistemas eletrônicos, incluindo mapas de desempenho, novas estruturas capilares e geometrias inovadoras de canais.
Com mais de 30 artigos em periódicos científicos, quatro capítulos de livros e mais de 60 trabalhos em conferências internacionais, a pesquisadora também foi contemplada com Menção Honrosa (Engenharia III) no Prêmio CAPES de Tese, em 2025; e o Prêmio de Melhor Apresentação para Pesquisadores com menos de 40 anos na 42ª UIT International Heat Transfer Conference, também em 2025.
Atualmente Larissa desenvolve pesquisa de pós-doutorado com dupla afiliação no Labtucal/UFSC e na Universidade de Pavia (UNIPV), na Itália, onde trabalha no desenvolvimento de modelos matemáticos de Tubos de Calor Pulsantes para aplicações espaciais.
O Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFMC/UFSC) divulgou o edital do processo seletivo para ingresso no doutorado. As inscrições vão até 19 de junho e devem ser feitas pelo sistema on-line. Podem se inscrever profissionais brasileiros ou estrangeiros com diploma de graduação (ou mestrado) em Ciências Biológicas ou da Saúde, que tenham forte perfil científico, disponibilidade para dedicação integral à pesquisa e afinidade com as linhas de pesquisa do programa.
As linhas de pesquisa do programa são: Farmacologia do Sistema Nervoso Central; Farmacologia do Sistema Cardiovascular; e Farmacologia das Neoplasias. Serão ofertadas seis vagas, sendo duas vagas para pessoas candidatas negras, pertencentes a comunidades Indígenas e Quilombolas, e uma para beneficiário(a) do Programa Universidade para Todos (PROUNI), beneficiário(a) de bolsa de estudo voltada a estudantes de graduação da rede pública de ensino superior em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
As inscrições são gratuitas e a seleção será realizada em duas etapas, sendo a primeira destinada à avaliação do projeto de pesquisa; e a segunda à análise e arguição sobre o currículo documentado e sobre a carta de intenções. O resultado final da seleção será divulgado a partir de 03 de julho e o ingresso dos selecionados está previsto até 31 de agosto.
Acesse aqui informações sobre os orientadores e conheça os laboratórios de pesquisa aqui.
Acesse o edital aqui.
Para se inscrever, acesse aqui.
Mais informações na na página do PPGFMC ou pelo e-mail ppgfarmaco@contato.ufsc.br
O Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (IEG/UFSC) promove o Seminário Internacional Fazendo Gênero 14, que será realizado de forma presencial de 26 a 30 de julho de 2027, no campus Trindade da UFSC, em Florianópolis (SC). O tema desta edição será “Corpos-territórios: (eco)feminismos diversais na luta por vidas”. As inscrições para proposição de Simpósios Temáticos (STs) estão abertas até 10 de julho de 2026, às 23h59 (horário de Brasília).
Os STs serão exclusivamente presenciais e reunirão Comunicações Orais em torno de uma temática comum no campo dos estudos de gênero, mulheres, feminismos e sexualidades, promovendo o encontro e o diálogo interdisciplinar entre pesquisadoras/es, estudantes, artistas e ativistas. Cada simpósio poderá receber comunicações de pesquisas, performances, relatos de experiência e outras formas de expressão, desde que estejam alinhadas ao tema proposto e sejam aprovadas pelas respectivas coordenações.
As coordenações de ST poderão ser compostas por, no mínimo, duas e, no máximo, três pessoas, sendo ao menos uma com título de doutorado, e preferencialmente com proponentes vinculadas/os a instituições distintas. Cada pessoa só poderá submeter uma proposição de ST. Também poderão compor as coordenações ativistas e artistas. Para comprovação, cada categoria deve apresentar:
As propostas de STs serão submetidas exclusivamente no site do evento por uma das coordenadoras, após todas as coordenações do respectivo ST terem realizado sua inscrição. As orientações gerais para inscrição estão no site do Seminário Fazendo Gênero.
Mais informações no Instagram e pelo e-mail comunicacaoiegufsc@gmail.com
O SpaceLab, Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), abre oportunidade para empresas, laboratórios, startups e instituições de ensino interessadas em embarcar experimento no satélite FloripaSat-RO. As manifestações prévias de interesse devem ser enviadas até 30 de junho, via formulário.
As submissões serão avaliadas por equipe técnica do SpaceLab, considerando compatibilidade com a missão, maturidade tecnológica, riscos, viabilidade de integração, documentação técnica e capacidade de atender aos requisitos de testes e operação.
O experimento deverá ser compatível com as restrições técnicas, operacionais e de segurança da missão, incluindo volume disponível, massa, consumo de energia, interfaces mecânicas e elétricas, transmissão e armazenamento de dados, comportamento térmico, integração ao satélite e cronograma de desenvolvimento.
A participação na missão poderá envolver custos associados à integração, testes e operação do experimento. Esses custos dependerão das características da carga útil proposta, incluindo requisitos de telecomunicações, volume de dados gerados, armazenamento embarcado, suporte operacional e atividades de integração e verificação. As condições serão definidas caso a caso após a avaliação técnica da proposta.
O FloripaSat-RO é um satélite CubeSat 6U em desenvolvimento no SpaceLab, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). A missão tem como foco principal a aplicação de técnicas de Rádio Ocultação GNSS, método que utiliza sinais de sistemas globais de navegação por satélite (como GPS, GLONASS, Galileo e BeiDou) para investigar características da atmosfera terrestre.
Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou um quadro preocupante sobre as condições de saúde dos professores da rede estadual de ensino de Santa Catarina. O estudo, intitulado Radiografia da Saúde Docente em Santa Catarina, foi desenvolvido ao longo de cinco anos e aponta elevados índices de adoecimento físico e mental entre os profissionais da educação.
Coordenada pelo professor Julian Borba, do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC, a pesquisa teve início em 2020 e foi realizada em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC). O projeto contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), responsável pela gestão financeira e administrativa da iniciativa.
A etapa final da pesquisa foi concluída em dezembro de 2024, e os resultados foram apresentados em junho deste ano, no auditório de pós-graduação do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSC, em Florianópolis. Segundo o coordenador, o trabalho é resultado de cinco ondas de pesquisa realizadas ao longo do período.
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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) manteve sua posição entre as melhores universidades da América Latina e Caribe, de acordo com o ranking elaborado pelo Center for World University Rankings (CWUR). As posições do ranking 2026 são as mesmas de 2025: 13º lugar na América Latina e Caribe, 9º lugar entre as instituições brasileiras e 5º entre as federais.
Foram avaliadas 21.291 instituições no mundo todo, com a UFSC ficando na 732ª posição, top 3,5% no geral. O ranking completo foi divulgado nesta segunda-feira, 1 º de junho, no site do CWUR: cwur.org/2026.
Entre os indicadores específicos que compõem a pontuação geral de 72,4 da UFSC, destacam-se o ranking de Pesquisa, no qual ocupa a 697ª posição no planeta, e o ranking de Empregabilidade, onde está na 1314ª colocação.
Confira a lista das 10 instituições brasileiras melhores colocadas
1º Universidade de São Paulo (USP)
2º Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
3º Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
4º Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
5º Universidade Estadual Paulista (Unesp)
6º Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
7º Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
8º Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
9º Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
10º Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Metodologia
A metodologia do Center for World University Rankings (CWUR) é baseada em quatro pilares fundamentais: educação (25%), focado no sucesso acadêmico de ex-alunos; empregabilidade (25%), que avalia o sucesso profissional de ex-alunos; corpo docente (10%), que mensura o número de membros do corpo docente que receberam as principais distinções acadêmicas; e pesquisa (40% no total), que analisa produção, publicações de alta qualidade; influência (número de artigos em periódicos altamente influentes) e citações (número de artigos de pesquisa altamente citados). Para a elaboração desta edição, foram utilizados 81 milhões de pontos de dados baseados em resultados para classificar 21.291 universidades em todo o mundo.
Sobre o Ranking
O Center for World University Rankings (CWUR) tem sede na Arábia Saudita e é uma organização de consultoria que fornece aconselhamento político, insights estratégicos e serviços de consultoria a governos e universidades para melhorar os resultados educacionais e de pesquisa.
Mais informações na página do CWUR.
O e-book Move-se o gênero na América Latina, lançado pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGICH/UFSC), reúne os debates apresentados durante o evento MOVE La América, realizado em julho de 2025 na UFSC. A obra acaba de ser publicada em duas versões, em português e espanhol. Acesse aqui.
O evento promoveu o intercâmbio acadêmico entre estudantes latino-americanos e caribenhos no Brasil. Segundo o professor Atilio Butturi Junior, um dos organizadores da publicação, a proposta foi unir pesquisadores e bolsistas em torno de discussões sobre gênero e sociedade, ampliando o impacto acadêmico do encontro.
Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol) participaram na mesa Futebol e gênero na América Latina, registrada em um dos capítulos da obra. Entre os autores estão a coordenadora-geral do INCT Futebol, professora Carmen Rial, e os pesquisadores Marcos Vinícius Corrêa, Thaís Almeida, Rita Lorena Arambuena, Caroline de Almeida e Vanrochris Vieira.
As pesquisas abordam temas como violência de gênero no futebol, feminismos e profissionalização do futebol feminino na Argentina, além das representações do esporte em telenovelas brasileiras e argentinas. Para os autores, o futebol ultrapassa o campo esportivo e reflete relações de poder, identidades e desigualdades presentes na sociedade latino-americana.
Os livros podem ser baixados gratuitamente na página Publicações INCT.
Mais informações pelo e-mail inct.futebol@gmail.com
O campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediará o I Colóquio Internacional Conexões Sul-Sul no Ensino de Ciências e Matemáticas em Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste. O evento, que visa promover a cooperação acadêmica entre países do Sul Global, será realizado no dia 19 de junho, das 13h às 20h.
O colóquio reunirá pesquisadores, professores, estudantes e instituições de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste para promover diálogos interculturais sobre o ensino de Ciências e Matemáticas. A iniciativa busca fortalecer redes de cooperação acadêmica, valorizar epistemologias do Sul e compartilhar experiências formativas e pedagógicas comprometidas com a justiça social e a internacionalização solidária.
O colóquio é organizado por docentes e pesquisadores da UFSC Blumenau, em parceria com colaboradores de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste. O público-alvo inclui professores da educação básica, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, gestores educacionais e demais interessados na área de Educação em Ciências e Matemática.
A submissão de trabalhos e as inscrições podem ser feitas até 15 de junho, no site do evento. Serão aceitos resumos narrativos (de 300 a 600 palavras) para compor as seguintes sessões temáticas: Diálogos interculturais sobre ensinar e aprender matemática; Diálogos interculturais sobre ensinar e aprender ciências em contextos diversos; e Diálogos interculturais sobre formar professores de ciências exatas: desafios de cada nação.
O evento será presencial, com algumas participações internacionais realizadas de forma on-line. A programação contará com mesa-redonda, sessões temáticas e atividades culturais.
Mais informações no site do evento.