Pesquisadores da UFSC emitiram diferentes alertas sobre intensificação de extremos climáticos

07/05/2024 17:03

Zona norte de Porto Alegre atingida pelas cheias. Foto: Alex Rocha/PMPA/Divulgação

Em diferentes estudos, relatórios e entrevistas ao longo dos últimos meses, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançaram dados, alertas e informações sobre a intensificação de eventos climáticos extremos, com ênfase nos riscos de inundações e secas nas diferentes regiões do país e na necessidade de preservação das florestas e em zerar emissões de carbono.  Em linhas gerais, esses alertas, geralmente realizados em parcerias com cientistas de instituições ao redor do mundo, traçam panoramas sobre como o aquecimento do planeta e fenômenos como o El Niño e as queimadas compõem esse sistema.

Temperatura recorde – O aumento da temperatura na terra é apontado por cientistas como principal causador dos eventos extremos. O ano de 2023 foi o mais quente já registrado na história, com 50% dos dias acima do limiar de perigo. Esse aquecimento gera efeito nos oceanos, que também aquecem. Isso provoca secas, inundações, além de ondas de calor e frio. O assunto foi abordado pelo relatório do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S).

>>> Veja como fazer doações para ajudar as vítimas da enchente no Rio Grande do Sul

Retenção de carbono nos oceanos – O fenômeno tem a ver com o excesso de carbono que circula na atmosfera: 90% desses gases são retidos pelos oceanos. O calor nos oceanos, por sua vez, cada vez mais intenso, pode ocasionar mais fenômenos como ciclones e flutuações nas chuvas. Um grupo de cientistas do Programa Mundial de Pesquisa Climática (WCRP) da Organização Mundial de Meteorologia (WMO) liderado pela professora Regina Rodrigues, do Departamento de Oceanografia da UFSC, redigiu uma declaração alertando para o recorde recente. Os cientistas já mostravam que esses casos poderiam aumentar em frequência, duração e intensidade se não ocorrerem esforços dramáticos de mitigação e adaptação.
(mais…)

Tags: alerta climáticoCheiasclimaClimatologiaecologiaEl Niñoenchentegeociênciasimpacto climáticomudanças climáticasoceanografiarevista NatureRio Grande do SulRSScienceUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Oceanografia promove palestra sobre Carbono Azul e fluxos de água subterrânea para o Oceano

22/11/2023 10:32

O Programa de Pós-Graduação e a graduação em Oceanografia promovem, nesta quinta-feira, 23 de novembro, às 10h, o evento Carbono Azul e Fluxos de Água Subterrânea para o Oceano, no Auditório do Centro de Ciências Biológicas, no Córrego Grande. O evento é aberto ao público e será ministrado pelo egresso Alex Cabral. Ele falará sobre diversos ecossistemas ao redor do mundo, pesquisa que desenvolve pelo Laboratório de Biogeoquímica Marinha da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, incluindo os projetos que vêm sendo realizados no Brasil e Florianópolis, em parceria com a UFSC.

Os ecossistemas costeiros-marinhos são importantes sorvedouros de gás carbônico atmosférico de origem antropogênica. O carbono azul representa todo o gás carbônico fixado pelos sistemas costeiros vegetados como os manguezais, marismas, gramas marinhas e algas. No entanto, técnicas recentes associadas a traçadores geoquímicos revelaram que essas taxas de fixação podem estar subestimadas devido, sobretudo, ao carbono azul que é estocado nos sedimentos e que fluem para o oceano.

Tags: Carbono Azuloceanografiapalestra

UFSC na Midia: professora da UFSC comenta sobre o El Niño no jornal O Globo

20/11/2023 11:31

A professora de oceanografia e clima da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora de Desastres Naturais da Rede Clima, Regina Rodrigues, apontou, em entrevista para O Globo, que este El Niño, fenômeno climático em que acontece o aquecimento das águas do oceano Pacífico, é um dos mais fortes e já está 1,8ºC mais quente – o suficiente para classificá-lo na categoria de intenso para mais intenso.

O texto explica que os extremos climáticos no Brasil vão se agravar ainda mais, à medida que o El Niño avança para o seu pico em dezembro. Piorando ainda mais as chuvas no Sul, a seca na Amazônia e mais calor no Centro-Oeste e Sudeste. “Este El Niño começou a se manifestar no Brasil com um calor maior generalizado e chuvas torrenciais no Sul. A seca na Amazônia era esperada no verão e começou no fim do inverno. Deve continuar a piorar e atingir com força o Nordeste no início de 2024, com falha na estação chuvosa, que normalmente começaria em março”, advertiu Regina em entrevista para O Globo.

A professora apontou, ainda, que o solo da Região Norte e do Semiárido do Nordeste está muito seco, potencializando a gravidade. A parte mais visível na Amazônia é a dos rios secos, incluindo o Rio Amazonas, o maior do mundo em vazão, o Rio Negro e o Rio Madeira, com níveis historicamente menores.

Confira a notícia na íntegra.

Tags: El NiñooceanografiaUFSCUFSC na mídiaUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na Mídia: portal Deutsche Welle Brasil destaca pesquisa sobre alargamento de praias

16/11/2023 13:48

Uma  Nota Técnica divulgada pelo programa de pesquisa e extensão Ecoando Sustentabilidade, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi destaque em uma reportagem publicada na quarta-feira, 15 de novembro, no portal de notícias Deutsche Welle Brasil. Com o título “Os prós e contras de alargar as praias de Santa Catarina“, a matéria cita diversos trechos da nota, que analisa a prática, cada vez mais recorrente, de alargamento de praias no litoral de Santa Catarina. A reportagem também entrevistou o professor Paulo Roberto Pagliosa Alves, dos cursos de Oceanografia e Geografia da UFSC, e um dos autores da pesquisa. 
(mais…)

Tags: Deutsche WelleDeutsche Welle BrasilEcoando Sustentabilidadegeografianota técnicaoceanografiaUFSCUFSC na mídia

Seminário discute impacto de ondas de calor em recifes de corais

18/09/2023 14:28

O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia e o Laboratório de Extremos Climáticos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promovem um seminário sobre o impacto de ondas de calor marinhas em recifes de corais do Atlântico Tropical, com a pesquisadora do Institut de Ciències del Mar de Barcelona, Camila Artana. O evento ocorre nesta terça-feira, 19 de setembro, das 9h às 10h, no auditório do Programa de Pós-Graduação em Química, no Campus de Florianópolis. 

A atividade é gratuita e aberta a todo o público. Não é necessário realizar inscrições.

Tags: Laboratório de Extremos ClimáticosoceanografiaPPGOceanoRecifes de coraisUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Liderado por pesquisadora da UFSC, grupo mundial alerta para recorde na temperatura oceânica

06/09/2023 16:56

Embranquecimento de corais é sinal de alerta. Foto: WMO/Divulgação

Um grupo de cientistas do Programa Mundial de Pesquisa Climática (WCRP) da Organização Mundial de Meteorologia (WMO) liderado pela professora Regina Rodrigues, do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), redigiu uma declaração alertando para o recorde recente no aquecimento dos oceanos.  Os pesquisadores consideram que esses casos podem aumentar em frequência, duração e intensidade se não ocorrerem esforços dramáticos de mitigação e adaptação.

O documento indica que as temperaturas médias globais dos oceanos estão atualmente em um nível nunca registrado anteriormente, com 27% do oceano global com extremos de temperatura. Segundo a professora, com a previsão do fenômeno El Niño para o final do ano essa situação pode se agravar, pois o El Niño é um dos principais mecanismos de geração de ondas de calor marinhas globalmente.

“Além dos ecossistemas, o calor dos oceanos é uma importante fonte de energia que alimenta ciclones tropicais. As ondas de calor marinhas no Oceano Índico tropical contribuem para a rápida intensificação dos ciclones e das flutuações nas chuvas das monções da Índia”, explica. O texto da declaração menciona, ainda, outros impactos causados pelo fenômeno. “Sabemos que as ondas de calor marinhas resultam em milhares de milhões de dólares em danos aos ecossistemas marinhos e a indústrias da pesca e do turismo”, destaca a pesquisadora, que no ano passado participou da conferência do clima da Organização das Nações Unidas.

(mais…)

Tags: aquecimento globaloceanografiaOrganização Mundial de Meteorologiapesquisa internacionaltemperatura marinhatemperatura oceânicaUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaWMO

Curso gratuito de formação para o enfrentamento da emergência climática recebe inscrições

08/08/2023 14:48

O curso “Formação em ciência cidadã e cultura oceânica para o enfrentamento da emergência climática” recebe inscrições de interessados até 18 de agosto. A atividade, que é gratuita e aberta a todos, é organizada pela equipe do projeto Escolas à Beira Mar, que faz parte do programa Ecoando Sustentabilidade, formado por vários laboratórios e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de parceiros externos. As inscrições devem ser feitas neste link.

As aulas começam no dia 16 de agosto e vão até 20 de setembro, e ocorrem na modalidade on-line, por meio da plataforma de ensino Moodle, das 19h às 21h. Os participantes receberão certificado de 30 horas. O curso é coordenado por Alessandra Larissa Fonseca, professora do curso de Oceanografia da UFSC, e Maya Ribeiro Baggio, da Agência de Gestão e da Educação Ambiental (AGEA). A ementa e o cronograma do curso estão disponíveis aqui.

(mais…)

Tags: AGEAAgência de Gestão e da Educação Ambientalcooperação técnicaCultura Oceânicacurso de formaçãoEcoando Sustentabilidadeemergência climáticaEscolas à Beira MarInstituto ÇarakuraOceanooceanografiaPrograma de Pós-Graduação em OceanografiaRaízes da CooperaçãoUFSC

Laboratório de Dinâmica dos Oceanos seleciona bolsistas de pós-doutorado para projeto especial

16/05/2023 14:36

A Coordenadoria Especial de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está selecionando dois bolsistas de pós-doutorado para atuarem em projeto especial do Laboratório de Dinâmica dos Oceanos (LabDinO), em Florianópolis. Os candidatos irão trabalhar de forma cooperativa com uma equipe multidisciplinar de pesquisadores em clima e oceanografia e com os desenvolvedores de um software que irá apresentar informações climáticas para diferentes públicos. O valor da bolsa é de R$ 6.957,00, com previsão de duração de 30 meses. O início do trabalho será na segunda semana de junho, com possibilidade de negociação. O regime de trabalho é de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva e atuação presencial.

Os bolsistas irão colaborar com o projeto Avaliação de Médio Termo das Condições Meteoceoanográficas nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo com Base nos Resultados dos Modelos do CMIP6, coordenado pelo professor Antonio Fetter. A pesquisa visa a construção de um sistema de informações climáticas para uso nas operações e processos de tomada de decisão da Petrobras. Os requisitos para concorrer à bolsa são: PhD em Ocenografia Física, Meteorologia, Estatística ou área correlata. Para se candidatar, é preciso enviar currículo lattes e carta curta de apresentação, descrevendo atuações na área e como tais experiências serão benéficas para o desenvolvimento do projeto de pesquisa, para o seguinte e-mail antoniofetter@gmail.com – até 30 de maio. É recomendado que os candidatos informem também o contato de dois pesquisadores com os quais já tenham trabalhado. Haverá entrevista online.

Tags: bolsacomportamento do oceanooceanografiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na mídia: professora fala sobre falta de diversidade na ciência climática a programa da BBC World Service

19/04/2023 08:30

As dificuldades de pesquisadores do Sul Global e a falta de diversidade na ciência climática foram dois dos temas abordados pela professora da UFSC Regina Rodrigues em entrevista ao programa de rádio da BBC World Service, intitulado The Climate Question, em tradução livre A questão climática. Ela foi ouvida em uma edição voltada a discutir a história da ciência climática e pontuou aspectos sobre o impacto da falta de recursos e investimentos em pesquisas sobre o Atlântico Sul.

O programa traz como ponto de partida o papel da americana Eunice Newton Foote como precursora da ciência do clima. Em 1856, ela descobriu que níveis mais altos de dióxido de carbono aqueceriam o planeta, mas não recebeu o crédito pela descoberta da mudança climática. “Celebramos o papel de Foote na ciência do clima, recriando seu experimento pouco conhecido e perguntando se existem algumas vozes que continuam a ser negligenciadas na ciência do clima hoje – e como superamos esses pontos cegos climáticos”, indica a sinopse do programa, disponível também online.

Além da professora Regina Rodrigues, que é professora de Oceanografia Física e Clima, participam do edição a pesquisadora e ativista climática Alice Bell e a professora Andrea Sella, da University College London. Elas debatem a existência de pontos cegos nos estudos sobre clima, como a falta de recursos para pesquisas climáticas no Sul Global e as consequências das mudanças climáticas na saúde de populações periféricas.

A falta de um olhar mais apurado para continentes como a África e América do Sul e a predominância de uma ciência produzida por homens do Norte Global são tematizadas no programa. “O oceano Atlântico Sul foi flanqueado por países de baixa renda que lutam para financiar os altos custos da pesquisa oceanográfica. Por exemplo, um navio de pesquisa pode causar de 3.000 a 8.000 libras por dia no mar”, lembra a professora da UFSC, que acrescenta que o acesso a dados gratuitos também está cada vez mais difícil, porque depende de computadores de alto desempenho, igualmente caros.

A pesquisadora lamenta que, mesmo havendo ideias inovadoras e pesquisas criativas sobre a física dos oceanos no país, a falta de recursos adicionais é um entrave para o seu andamento. “Isso deixa enormes pontos cegos em nossa compreensão de como as mudanças climáticas funcionam. E o Atlântico Sul desempenha um papel crucial na regulação do clima global”. Regina Rodrigues também falou sobre a South Atlantic Meridional Overturning Circulation Iniciative, que envolve cientistas da Argentina, Brasil, França, Itália, Alemanha, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos com o objetivo de compartilhar objetivos científicos bem definidos e recursos de base.

Tags: BBCmudanças climáticasoceanografiaSul GlobalUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professora da UFSC defende que o conhecimento sobre mudanças climáticas deve considerar as pessoas

11/03/2022 13:11

Existe uma lacuna entre a produção de conhecimento científico sobre as mudanças climáticas e o uso efetivo dessas informações pelos poderes públicos e pela sociedade de forma geral. Parte disso ocorre devido a abordagens de “cima para baixo”, que desconsideram os contextos locais. A professora Regina R. Rodrigues, do curso de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e seu colega Ted Shepherd, da Universidade de Reading, argumentam que, para tornar as informações científicas sobre as mudanças climáticas úteis e aplicáveis para adaptação, é necessário explorar a beleza das pequenas coisas.

Na edição de inauguração da nova revista científica da Academia Americana de Ciências PNAS Nexus, os pesquisadores publicaram o texto “Small is beautiful: climate-change science as if people mattered”, fazendo referência ao livro Small is Beautiful (1973), de E.F. Schumacher. Na obra, o autor questiona como seriam os sistemas econômicos se estes fossem pensados “como se as pessoas importassem”.
(mais…)

Tags: Academia Americana de CiênciasArtigoclimafísicaIPCCmudanças climáticasoceanografiaPNAS NexusUFSC

Empresa Júnior da UFSC vence Maratona Oceanográfica de Inovação

29/11/2021 17:42
A Tétis Empresa Júnior de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conquistou o 1º lugar da Maratona Oceanográfica de Inovação, que busca desenvolver o empreendedorismo da área por meio da exposição de oportunidades e soluções inovadoras para as adversidades dos estudos oceanográficos.  Para isso, cada equipe teve que elaborar um pitch,  que é uma apresentação breve para detecção e validação de uma oportunidade ou um problema real, até a criação de uma solução e de seu modelo de negócio. O grupo desenvolveu um projeto que promoveu o monitoramento das emissões de carbono nas embarcações na costa brasileira por meio de dados meteoceanográficos.
A equipe vencedora incluiu representantes da Tétis e outros alunos do curso. Os estudantes participantes são: Francielle Holtz (membra efetiva da Tétis); Camila Costa (trainee da Tétis, fez o pitch ao vivo e defesa); Rafael Drehmer (trainee da Tétis); Bernardo Zen (trainee da Tétis); Giulia Brocado; Khauany Poleza; e Letícia Volcov Alves.
A Maratona é promovida pela Associação Brasileira de Oceanografia e contou com a participação de cerca de 100 estudantes e professores de 12 cursos de Oceanografia do Brasil, divididos em 14 equipes sob a supervisão de seus tutores, e orientados por mais de 20 mentores voluntários. Das 14 equipes, oito ficaram entre as finalistas e foram avaliadas por uma banca de sete jurados, no sábado, 27 de novembro, premiando o projeto da Tétis.

A Tétis Empresa Júnior de Oceanografia foi fundada em 2009 por estudantes da graduação que viram uma maior necessidade de uma abordagem mais empresarial do curso, porém ela só foi oficialmente reconhecida pelo centro em 2017. A organização é responsável pela realização de palestras e cursos de práticas sustentáveis em empresas, escolas e comunidades, assim como fonte de pesquisa e divulgação de eventos na área das ciências do mar. 

Tags: Maratona de OceanografiaMaratona Oceanográfica de InovaçãooceanografiaTétis Empresa Júnior de Oceanografia

Tétis Empresa Júnior de Oceanografia da UFSC conquista 2º lugar na categoria revelação em evento nacional

21/09/2021 08:09

A Tétis Empresa Júnior de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conquistou o 2º lugar na categoria EJ Revelação do Encontro Nacional de Empresas Juniores (ENEJ), realizado entre os dias 17 e 19 de setembro. O evento, que reúne as empresas juniores de todo o país, ocorreu de forma on-line e, este ano, foi sediado em Pernambuco.

No ENEJ21 houve a premiação de empresas juniores que se destacaram ao longo do ano. A categoria EJ Revelação destaca as empresas juniores que entraram em suas respectivas federações e, no mesmo ano, conseguiram um faturamento alto, “conseguindo proporcionar uma boa vivência empresarial para os membros e conseguindo reinvestir neles através de capacitação e conhecimento”. A Tétis Empresa Júnior de Oceanografia obteve quase 45 mil reais de faturamento em seu ano de estreia.

“O prêmio reflete a dedicação do grupo da Tétis, mesmo neste momento de pandemia. Conseguiram se organizar,  dando uma nova cara para Tétis, com diversas diretorias e captando mais alunos; acharam uma estratégia para captar recursos através de eventos e oferecimento de curso”, salienta o professor Antonio Klein, que coordena a EJ.

Para Giulia Pardini, vice-presidente da Tétis, o prêmio representa um grande marco na história da EJ. Ela destaca que a empresa júnior possui 12 anos de existência e, mesmo com projetos de destaque, como Oceano Limpo e Oceano Limpo II nos anos de 2017 e 2018 (iniciativas que visaram à conscientização e limpeza de praias), enfrentou alguns obstáculos, como a não aceitação da criação da empresa júnior no centro de origem do curso de Oceanografia, a dificuldade da regularização perante a lei e os mais de três anos buscando a adesão da Tétis à Federação de Empresas Juniores do Estado de Santa Catarina (FEJESC).

Tags: empresa júnioroceanografiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professora da UFSC destaca principais aspectos revelados em novo relatório internacional sobre mudanças climáticas

10/08/2021 18:05

“Changing”, da artista Alisa Singer, que ilustra o relatório do IPCC acompanhada da seguinte legenda: “As we witness our planet transforming around us we watch, listen, measure… respond.”

O novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC, na sigla em inglês: Intergovernmental Panel on Climate Change – acaba de ser divulgado, evidenciando a relação entre o aquecimento global e eventos catastróficos que têm se mostrado cada vez mais constantes: extremos de calor e de frio, queimadas devastadoras, longos e intensos períodos de seca, chuvas e enchentes torrenciais.

As mudanças climáticas estão entre os maiores problemas que enfrentamos na atualidade. Para solucioná-lo, são necessárias ações coordenadas entre países de todo o mundo. A compreensão de que ações locais podem gerar consequências – positivas ou negativas – em escala planetária, motivou a criação de uma organização científica de caráter intergovernamental.
(mais…)

Tags: aquecimento globalClimate ChangeIPCCoceanografiaPainel Intergovernamental de Mudanças ClimáticasRegina R. RodriguesRelatórioUFSC

Equipe da UFSC trabalha com dados inéditos captados por equipamentos complexos instalados no fundo do oceano

26/07/2021 08:40

Uma pesquisa que irá desvendar questões sobre as profundezas do mar está prestes a ter seus primeiros resultados processados pela equipe de cientistas do projeto Monitoramento Sismológico e Oceanográfico de um Segmento na Margem Sudeste do Brasil: Norte da Bacia de Santos ao Sul da Bacia do Espírito Santo, liderado pela Universidade Federal de Santa Catarina e coordenado pelo professor Antonio Henrique da Fontoura Klein. No artigo ​​New horizons in Brazilian Seismology: expanding seismic monitoring to offshore South East Brazil, os cientistas relatam e descrevem os dados coletados pelos sismógrafos instalados no fundo do Oceano e recuperados em um cruzeiro realizado entre os dias 12 e 25 de junho de 2020. A pesquisa tem a parceria do Observatório Nacional.

Sismógrafos do fundo oceânico trarão dados inéditos (Fotos de Divulgação)

 

Estes são os primeiros sismógrafos de fundo oceânico (Ocean Bottom Seismometer – OBS) implantados para estudos sismológicos de longa duração em território brasileiro realizado por uma equipe de pesquisadores brasileiros. Sismógrafos são equipamentos utilizados para detectar os movimentos do solo. O pesquisador Diogo Luiz de Oliveira Coelho, pós-doutorando na UFSC e integrante da equipe, explica que estes, do fundo dos oceanos, são fabricados para suportar as grandes pressões no fundo do mar, por isso são mais complexos que uma estação sismográfica do continente.

A equipe ainda trabalha na análise dos dados, mas já identificou que os OBSs conseguem registrar os grandes terremotos que acontecem no planeta, além de um grande número de eventos sísmicos de curta duração. “Esses eventos de curta duração têm várias fontes potenciais, como micro-terremotos, atividades da fauna marinha e pequenas mudanças no solo do assoalho oceânico. Além disso, também podem estar associados às emissões de gases do fundo do mar”, conta o pesquisador. A vocalização das baleias e a movimentação de animais no fundo oceânico, como caranguejos e polvos, por exemplo, também são captados pelo aparelho.

Cruzeiro levou equipe para instalar e também retirar os equipamentos

O OBS é composto por duas esferas de um vidro projetado para resistir às grandes pressões. Sua instalação se dá em águas profundas e ultraprofundas, entre 1000 e 2000 metros. Nelas, há um sistema de comunicação e recuperação e de coleta e armazenamento dos dados. “Já no centro do equipamento existe um compartimento para o sismômetro, equipamento que registra a movimentação do fundo oceânico”, explica.

A instalação ocorreu em um cruzeiro realizado entre 24 de julho e 06 de agosto de 2019, com seis equipamentos erguidos até a superfície do mar por meio de um guindaste e posteriormente liberados para mergulharem em queda livre até repousarem no assoalho oceânico. Destes seis, cinco foram recuperados – quatro no cruzeiro de recuperação e um encontrado em uma praia catarinense. “Próximo ao local onde foram instalados os equipamentos, enviou-se um comando, através de um mecanismo de liberação acústico, para fazer com que os OBSs liberassem os pesos de concreto e flutuassem para a superfície do mar. A dificuldade em recuperá-los está associada às condições do equipamento no fundo do mar, onde qualquer problema pode acarretar na perda dos dados ou do equipamento, como aconteceu com um OBS”, diz Coelho.

Os dados registrados pelos sismógrafos serão tratados e analisados em diferentes frentes. O projeto pretende realizar o monitoramento sismo-oceanográfico para mapear atividades sismológicas, suscetibilidades a processos gravitacionais e conhecimento de massas de água e correntes associadas, bem como a presença de ondas internas que interajam com o substrato marinho. Isso servirá de subsídio para a análise de deslizamentos marinhos e para o planejamento de implantação de infraestrutura submarina.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: oceanografiasismógrafossismógrafos de fundo oceânico

‘Cidades Resilientes, o planejamento a partir das águas’ é tema de roda de conversa nesta sexta

15/07/2021 16:46

O projeto Ecoando e o Roda das Águas promovem a roda de conversa ‘Cidades Resilientes, o planejamento a partir das águas’ nesta sexta-feira, 16 de julho, às 19h. A atividade faz parte da série de diálogos sobre o planejamento territorial saudável e justo do território da Baixada do Massiambu e do litoral de Santa Catarina. O evento será transmitido ao vivo pelo canal do Youtube do projeto Ecoando.

A conversa abordará as estratégias para a sustentabilidade e a justiça social, econômica e ambiental no território catarinense. Também será tratada a importância do zoneamento como instrumento para salvaguardar as águas e os riscos que se corre quando o desenho natural não é respeitado.

(mais…)

Tags: águaEcoando SustentabilidadeoceanografiaRoda das ÁguasRoda de Conversasanta catarinaUFSC

UFSC na mídia: reportagem na Nature destaca pesquisa de professora da UFSC

05/05/2021 17:25

Uma reportagem na seção de notícias da revista Nature ressalta a pesquisa da professora da UFSC Regina Rodrigues. Em “Aquecimento assola os oceanos – e as mudanças climáticas estão piorando” (em inglês), aponta-se que “ondas de calor marinhas repentinas podem devastar ecossistemas, e os cientistas estão lutando para prever quando ocorrerão”.

O texto lembra da seca que devastou colheitas e provocou uma crise hídrica em São Paulo no verão de 2013-2014:  “Quando Regina Rodrigues, uma oceanógrafa física da Universidade Federal de Santa Catarina em Florianópolis, Brasil, começou a pesquisar os dados, ela descobriu que a seca e o aquecimento do oceano tinham uma causa comum: um sistema atmosférico de alta pressão que havia se situado sobre a porção sudeste do país durante grande parte do verão”. A reportagem continua com a explicação da pesquisa de Regina e sua esquipe sobre o fenômeno.

Confira o texto completo em inglês aqui.

Tags: NatureoceanografiaUFSCUFSC na mídiaUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na mídia: Sismógrafo perdido há 8 meses no RJ é recuperado por surfista em praia de SC

08/04/2021 12:03

Um sismógrafo que há quase oito meses tinha sido perdido por pesquisadores foi recuperado em uma praia de Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. O objeto encontrado pelo surfista se trata de um dos sismógrafos de um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com o Observatório Nacional que busca estudar minuciosamente o fundo do mar do Oceano Atlântico.

Confira a notícia completa do G1 SC.

 

Tags: oceanografiasismógrafoUFSCUFSC na mídiaUniversidade Federal de Santa Catarina

Laboratório de Oceanografia Costeira da UFSC coordena monitoramento sismológico e oceanográfico do litoral do sudeste brasileiro

02/12/2020 14:56

 

Foto: Luiz Antônio Pereira de Souza/IPT SP

Desde julho de 2019, o fundo do mar do Oceano Atlântico está sendo minuciosamente estudado em um projeto capitaneado por uma equipe da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Petrobras. O trabalho é realizado no Litoral da região Sudeste do Brasil, entre o Norte da Bacia de Santos e o Sul da Bacia do Espírito Santo, envolvendo toda a Bacia de Campos.
Intitulado “Monitoramento Sismológico e Oceanográfico de um Segmento na Margem Sudeste do Brasil: Norte da Bacia de Santos ao Sul da Bacia do Espírito Santo”, o projeto é financiado pela Petrobras, coordenado pelo Laboratório de Oceanografia Costeira da UFSC em parceria com o Observatório Nacional, e conta com a colaboração de pesquisadores do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), da Geofísica da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP). No total são 13 pessoas diretamente envolvidas.
(mais…)

Tags: Laboratório de Oceanografia Costeira da UFSCoceanografiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Alunos da Oceanografia criam podcast ‘Baleiês, Traduzindo o Oceano’

03/11/2020 11:49

Alunos do curso de graduação em Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) criaram o podcast Baleiês, Traduzindo o Oceano, com o objetivo de levar à comunidade assuntos relacionados às Ciências do Mar. 

Com linguagem acessível, o podcast possui episódios que variam de 20 a 60 minutos de duração e aborda assuntos como superfoods, mudanças climáticas, racismo ambiental, lixo zero e gestão costeira.

Integram o projeto os alunos Gabrielli Scussel, Giulia Zanato, Júlio César Medeiros, Millenne Ohanna e Miriã Gollmann. A iniciativa é parte da disciplina de Prática de Extensão, ministrada pela professora Marinez Scherer. O podcast está disponível no Spotify e Anchor.

Para saber mais, acesse o Instagram do projeto.

Tags: Ciências do MaroceanografiapodcastUFSCUniversidade Federal de Santa Catatarina

Estudantes de Oceanografia elaboram e-book infantil sobre biodiversidade e mudanças climáticas

26/10/2020 15:02

Ilustração: Ana Flávia Florêncio

Estudantes do Bacharelado em Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) elaboraram um e-book infantojuvenil voltado à educação ambiental e que aborda questões relacionadas à biodiversidade dos oceanos e às mudanças climáticas. Intitulado As aventuras da Ostra Paçoca pelos recifes de corais, o material pode ser baixado gratuitamente.

A história acompanha a Ostra Paçoca em sua aventura pelos recifes de corais. “A  personagem é muito curiosa e, ao viver suas aventuras pelo fundo do mar, instiga o leitor a descobrir mais sobre ele, sua biodiversidade e desafios ambientais que ele enfrenta”, descreve a abertura do livro. 

A iniciativa faz parte de um projeto da disciplina Prática de Extensão, ministrada pela professora Marinez Scherer. O e-book foi escrito por Bruna Hoff Polo e ilustrado por Ana Flávia Florêncio e Lisa Victória Melo. Contribuíram, ainda, Bruna Strack Cândido e Pedro Scheibe Wolff, responsáveis também pelo glossário.

Tags: Divulgação Científicae-bookoceanografiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Curso sobre bases para cultura oceânica em SC começa nesta quarta-feira

14/10/2020 12:21

Iniciam nesta quarta-feira, 14 de outubro, as aulas do curso Bases para cultura oceânica em Santa Catarina, desenvolvido pelo projeto Ecoando Sustentabilidade em parceria com a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram). O projeto tem finalidade de aproximar a comunidade do meio acadêmico, com abordagens de diferentes aspectos relacionados com as áreas de Biologia, Geografia, Ecologia e Oceanografia.

As aulas serão semanais e transmitidas pelo canal do Ecoando Sustentabilidade no YouTube, com um total de 10 encontros, que ocorrem até 16 de dezembro. Será fornecido certificado aos que tiverem, no mínimo, 75% de participação.

Inscrições e mais informações pelo formulário.

Tags: biologiaEcoando SustentabilidadeecologiaFloramgeografialiveoceanografiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadora da UFSC integra conselho editorial de revista do grupo Nature

08/10/2020 11:38

Oportunidade para a pesquisa de ponta da área de geociências produzida no Brasil e América do Sul: é assim que a professora da UFSC Regina Rodrigues (Coordenadoria Especial de Oceanografia) avalia sua indicação para compor o Conselho Editorial da revista Communications Earth & Environment, da nova série de periódicos open source do grupo Nature. Ela é a única da América do Sul no comitê composto por cientistas da Europa, Ásia, América do Norte e Oceania. O escopo da revista, aponta Regina, “são todas as áreas das ciências da Terra e planetárias, de atmosfera a oceanos, da hidrologia à geologia. Inclui todos os aspectos do sistema terrestre e clima, principalmente meio ambiente”.

O convite para participar do processo seletivo veio no final de julho, num e-mail explicando a proposta da revista: “Achei interessante, além dos benefícios e responsabilidades como membro do Editorial Board (em ver como as decisões são tomadas), a oportunidade de ajudar a pesquisa do Brasil. A Communications Earth & Environment quer construir a revista com a comunidade científica: ajudar a guiar a direção do editorial da revista, conversar com autores e leitores, particularmente da nossa área geográfica, sugerir conferências, visitas em laboratórios, escrever editoriais sobre assuntos regionais que não recebem tanta atenção”, exemplifica Regina. Após uma entrevista por telefone de quase uma hora com a editora-chefe do periódico, Heike Langenberg, a resposta positiva veio no início de agosto e começo oficial, em 1º de outubro.

Agora, a cientista da UFSC realiza o treinamento para manusear os sistemas da revista – ela terá de lidar com até cinco papers por mês na área de clima, dinâmica da atmosfera e oceanos, decidir com os outros colegas se um artigo vai ou não para revisão, achar revisores, fazer a comunicação entre revisores e autores, além de trabalhar com os três editores in-house da publicação.

O contato inicial dela com Heike Langenberg foi quando publicou um artigo na Nature Geoscience – o processo entre a submissão e publicação do artigo demorou seis meses. “Foi quando conheci ela profissionalmente”, diz Regina. Logo em seguida, o periódico publicou um relatório destacando a importância da diversidade no processo de revisão dos pares em suas páginas: mulheres são 22% dos autores e pessoas da América do Sul são mais raras ainda, apenas 1%. “A ideia da Drª Heike e do grupo Nature é a inclusão de pessoas de diferentes países e gêneros para aumentar a diversidade no processo científico. Na entrevista ela disse que, além de eu ter um excelente histórico de publicações, queria construir um Comitê Editorial diverso”, fala a professora da UFSC.

Este enviesamento do processo, Regina enfrentou quando tentou publicar um artigo na revista Nature Climate Change, do mesmo grupo. O editor informou, como motivo para a recusa, que o artigo sobre o sistema de monções da América do Sul e ondas de calor marinhas no Oceano Atlântico era “muito regional”. Na mesma época, a revista editou um artigo sobre algum aspecto climático de Alberta, uma província no Canadá. “É difícil não achar que tenha um pouco de preconceito. Quando tentei na Nature Geosciences, Drª Heike aceitou. É uma especulação minha, mas acho que uma editora mulher já tem mais esse tipo de preocupação”, opina.
(mais…)

Tags: Communications Earth & EnvironmentNatureoceanografiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Canal Ecoando Sustentabilidade debate os impactos ambientais da Marina na Beira-mar Norte

17/09/2020 14:54

Nesta sexta-feira, 18 de setembro, às 19h, o canal Ecoando Sustentabilidade discute os potenciais impactos ambientais da instalação e da operação da Megamarina da Beira-mar Norte em Florianópolis. Participam da conversa a professora Juliana Leonel (Oceanografia/UFSC) e a doutoranda Larissa Dalpaz (Ecologia/UFSC). O Ecoando Sustentabilidade é uma iniciativa de professores e estudantes da UFSC e há emissão de certificado para quem acompanhar a programação.

Tags: Beira Mar NorteCanal Ecoando SustentabilidadeecologiaMarinaoceanografiaUFSC

UFSC e universidade uruguaia coordenam consórcio internacional para formação em Ciências do Mar

14/09/2020 12:39

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Universidad de la República (UdelaR) do Uruguai, vai coordenar o Centro Regional da Ocean Teacher Global Academy (OTGA), organismo da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI/UNESCO). A criação de um Centro Regional OTGA na parte sul da América do Sul – OTGA Cone Sul – combina os esforços das duas universidades com instituições governamentais de ambos os países, nomeadamente a Comissão Oceanográfica do Uruguai (CUO) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado de Santa Catarina (SDE).

As atividades do OTGA Cone Sul estarão alinhadas com os objetivos da Agenda 2030 e da “Década das Nações Unidas da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030)”, e reúne investigadores e técnicos especializados na área do mar e dos oceanos.  O OTGA Cone Sul pretendem oferecer treinamento para tomadores de decisão e partes interessadas da sociedade civil, com foco no fortalecimento do vínculo entre política e ciência.

Na UFSC a iniciativa é coordenada pela professora  Marinez Scherer, da Coordenadoria Especial de Oceanografia e do Laboratório de Gestão Costeira Integrada – LAGECI. A iniciativa é mais uma contribuição da UFSC para a internacionalização das universidades brasileiras, para formação de redes de pesquisa e extensão e para a capacitação em Ciências e Tecnologias do Mar, tanto nacional como dos países do Cone Sul da América do Sul.

As primeiras ações de formação serão discutidas na reunião (online) de início das atividades que será realizada entre 5 e 7 de outubro, com contribuições de todo os 16 centros regionais da OTGA, de 17 países.

Tags: Ciências do MaroceanografiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Programas de Pós-Graduação da UFSC promovem palestra sobre biocombustível com Sergio Rossi

26/06/2020 12:39

Os Programas de Pós-Graduação em Ecologia, Oceanografia, Geografia e em Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promovem neste sábado, dia 27 de junho, às 15h, a palestra on-line O biocombustível pode salvar recifes de corais?, com o biólogo marinho Sérgio Rossi. O evento será transmitido no canal do Youtube do Ecoando Sustentabilidade.

Rossi é professor associado da Università del Salento Lecce, da Itália, e professor visitante na Universidade Autônoma de Barcelona. É especialista em recursos naturais marinhos e oceanográficos. A conversa estará centrada em como gerar um combustível, uma fonte de energia, que possa salvar a diversidade recifal do planeta.

Na apresentação, será abordada a viabilização cultivos rentáveis de algas, em países tropicais, promovendo inclusão social e a recuperação de extensas zonas degradadas ou branqueadas. Os cultivos de algas marinas permitem ao homem desenvolver biocombustíveis, economicamente viáveis e gerados independentemente da economia energética do mercado de combustíveis fósseis nos países tropicais.

Tags: biocombustívelecologiaengenharia de materiaisgeografiaoceanografiapalestra
  • Página 1 de 4
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4