Curso de Jornalismo exibe documentário sobre 10 anos de cotas raciais na UFSC

05/12/2022 08:00

O documentário Revolução Silenciosa: 10 anos de cotas raciais na UFSC, de Lucas Krupacz, será exibido na próxima terça-feira, 6 de dezembro, às 18h30, na Sala Adelmo Genro Filho, do Curso de Jornalismo da UFSC, no loco A do Centro de Comunicação e Expressão. A ação faz parte do projeto de extensão Ciclo de debates: reflexões sobre a produção jornalística, organizado pelas professoras Valentina da Silva Nunes, Isabel Colucci Coelho e Fabiana Quatrin Piccinin e pelo professor Fernando Crocomo.

O documentário trata da revolução possibilitada pelo acesso à educação dez anos após a implantação do sistema de cotas na UFSC. O vídeo aborda a desigualdade racial brasileira, o surgimento da política de cotas no país e a importância das ações afirmativas para estudantes e comunidade. A produção é de 2018. Depois da exibição, haverá uma conversa com o autor Lucas Krupacz e com a orientadora, Gislene Silva, sobre a produção do trabalho.

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Curso de Jornalismo exibe documentário sobre 10 anos de cotas raciais na UFSC, no dia 6 de dezembro

25/11/2022 07:28

O documentário Revolução Silenciosa: 10 anos de cotas raciais na UFSC, de Lucas Krupacz, será exibido na próxima terça-feira, 6 de dezembro, às 18h30, na Sala Adelmo Genro Filho, do Curso de Jornalismo da UFSC, no loco A do Centro de Comunicação e Expressão. A ação faz parte do projeto de extensão Ciclo de debates: reflexões sobre a produção jornalística, organizado pelas professoras Valentina da Silva Nunes, Isabel Colucci Coelho e Fabiana Quatrin Piccinin e pelo professor Fernando Crocomo.

O documentário trata da revolução possibilitada pelo acesso à educação dez anos após a implantação do sistema de cotas na UFSC. O vídeo aborda a desigualdade racial brasileira, o surgimento da política de cotas no país e a importância das ações afirmativas para estudantes e comunidade. A produção é de 2018. Depois da exibição, haverá uma conversa com o autor Lucas Krupacz e com a orientadora, Gislene Silva, sobre a produção do trabalho.

> Notícia atualizada no dia 29 de novembro devido ao adiamento do evento 

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CDS é o centro que mais forma pessoas negras na UFSC, indica reportagem da Apufsc

21/11/2022 09:09

Reconhecida pelo êxito nas políticas de ingresso por ações afirmativas, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vem aos poucos melhorando seus índices de pessoas negras concluintes. No entanto, os números ainda estão abaixo do ideal. Em 2021, apenas o Centro de Desportos (CDS) formou mais pessoas negras do que a porcentagem dessa população no estado, que é em torno de 18%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2021. Outros quatro centros de ensino se mantiveram próximos a esse número.

A UFSC instituiu o primeiro sistema de cotas em 2008. Quatro anos depois, com a criação da Lei nº 12.711 pelo governo federal, as universidades públicas do país passaram a reservar 50% das vagas nos cursos da graduação para estudantes de escola pública, pessoas negras, indígenas, e com deficiência.

Segundo a Pesquisa sobre a Implementação da Política de Cotas Raciais nas Universidades Federais, realizada pelo Grupo de Trabalho de Políticas Etnorraciais- Defensoria Pública da União (DPU) e pela Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), a UFSC foi a instituição que mais ofereceu vagas por meio das políticas de cotas desde que essa lei existe, além do mínimo estipulado. A mesma pesquisa mostra que a maioria das universidades federais ficou com saldo negativo.

Ao comparar os números de pessoas formadas de 2021 na UFSC com os primeiros anos das ações afirmativas, é possível notar que a universidade vem conseguindo aumentar a quantidade de concluintes como fez com a de ingressantes. Em 2008, cerca de 6% dos formados eram pessoas negras; em 2012, o número passou para 10,7% e, em 2021, chegou a 14,1%. Os dados são referentes ao campus Florianópolis. Apesar de a média de formandos da UFSC na capital catarinense não chegar ao patamar de 18%, ao observar o desempenho isolado, alguns centros de ensino se destacam e se aproximam dessa porcentagem.

Os dados fornecidos pela Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan), a pedido dos pesquisadores Marcelo Tragtenberg, Antonio Boing, Thamara Hubler Figueiró e Marcelo Eduardo Borges, que integram o Consórcio de Avaliação das Ações Afirmativas que avalia a Lei de Cotas, mostram cinco centros de ensino em destaque. São eles: Centro de Desportos (CDS), Centro Socioeconômico (CSE), Centro de Ciências da Saúde (CCS), Centro de Comunicação e Expressão (CCE) e Centro de Ciência Jurídicas (CCJ).

Por outro lado, os Centros de Ciências Agrárias (CCA), Ciência Biológicas (CCB) e o de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), além dos campi de Curitibanos e Joinville, nunca atingiram nem 16%, percentual do IBGE utilizado como base para o ingresso dos alunos da graduação e que faz referência a quantidade de pessoas negras no estado em 2010, mas que segundo Tragtenberg está defasado.

 

Em 2019, 2.623 pessoas que não se autodeclararam como negras se formaram pela UFSC; entre os autodeclarados, foram 361. No primeiro ano de pandemia, 2020, o primeiro grupo de formandos sofreu uma queda de 29%, enquanto que entre as pessoas negras a queda foi de pouco menos de 1%. Em 2021, porém, o cenário teve uma leve alteração. O número de formandos negros reduziu cerca de 12% e o de não autodeclarados 1,3%.

O caso do Centro de Desportos

Em 2018, 2019 e 2021 o CDS manteve o percentual de pessoas negras formadas acima de 18%. Foi o o centro de ensino que teve o melhor desempenho nos últimos quatro anos. Com os cursos de Educação Física – Licenciatura e Bacharelado, o diretor do CDS, Michel Saad, e o coordenador de departamento, Carlos Cardoso, destacam que, com exceção do período de pandemia, há pouca evasão nessas graduações.

Saad conta que como o bacharelado tem aulas pela manhã e a licenciatura à tarde, os alunos conseguem conciliar trabalho com a carga horária acadêmica. “É um curso que desde a primeira fase muitos já se inserem no mercado de trabalho. Começam a fazer estágio em academias e clubes.” Segundo os diretores, o CDS também disponibiliza inúmeras oportunidades de bolsas remuneradas. Além de pesquisa e monitoria, os cursos oferecem, como projeto de extensão, atividades esportivas para a comunidade, o que demanda alunos envolvidos.

Como essas iniciativas trazem à universidade indivíduos de idades e condições sociais heterogêneas, o diretor de departamento considera que o contato com a população externa torna o centro mais conhecido. Para ele, dois pontos estão diretamente vinculados à procura pela graduação de Educação Física e a baixa desistência do curso. “Por questões sociais no Brasil, uma das formas de ascensão social é o esporte, e também como forma de conseguir uma profissão, vinculada a um tipo de vida esportiva, a licenciatura.”

Outro ponto destacado por Cardoso e pela direção do CDS, além do êxito na formação, é o desempenho da graduação e pós-graduação nas avaliações de qualidade de ensino. Pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a pós-graduação em Educação Física da UFSC tem nota máxima. Na graduação, pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o bacharelado também ocupa o primeiro lugar, com nota 5, e a licenciatura vem na sequência, com nota 4.

Karol Bernardi/Imprensa Apufsc

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Pró-reitoria lança edital de bolsas de extensão para ações afirmativas de 2023

07/11/2022 11:47

A Pró-reitoria de Extensão da UFSC lançou, nesta segunda-feira, 7 de novembro, o edital Probolsas Ações Afirmativas 2023, que tem o objetivo de estimular, por meio de auxílio financeiro na forma de bolsas, a participação dos estudantes de graduação de ações afirmativas em projetos de extensão que tenham como foco a política de Ações Afirmativas (AA) desenvolvida pela instituição. Podem participar do edital os docentes e servidores coordenadores de projetos de extensão – são eles que vão pleitear o benefício a ser direcionado aos estudantes.

Cada coordenador pode inscrever uma proposta e concorrer a no máximo quatro bolsas de extensão para estudantes ingressos por ações afirmativas. As bolsas de extensão terão vigência no período entre 1º de março a 31 de dezembro de 2023. As inscrições começam no dia 14 de novembro e vão até 21 de novembro e deverão ser feitas exclusivamente por meio do Portal de Chamados Institucional, na aba de serviço “Editais”, com o número
“Edital 8/2022/PROEX – PROBOLSAS AA 2023”.

Para que a inscrição seja aceita, a proposta deverá estar registrada no Sistema Integrado de Gerenciamento de Projetos de Pesquisa e de Extensão na categoria extensão, com situação aprovada até o ato da inscrição, com
data de execução que contemple o período completo de 1º de março de 2023 a 31 de dezembro de 2023. Para mais informações, acesse o link e confira o edital completo.

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UFSC na mídia: série do Jornal do Almoço retrata realidade dos 10 anos da Lei de Cotas

22/08/2022 14:30

O Jornal do Almoço, telejornal da NSCTV, exibiu, durante a semana de 15 a 18 de agosto, uma série de reportagens especiais sobre os dez anos desde a edição da Lei de Cotas (Lei 12.711/2012). Nesta segunda-feira, 22 de agosto, também foi publicada uma matéria no site do Diário Catarinense.

As reportagens são de Carolina Fernandes, egressa do curso de Jornalismo da UFSC que ingressou na Universidade por meio das políticas de ações afirmativas. As matérias jornalísticas estão concentradas nas cotas da UFSC, e trazem depoimentos de estudantes que se formaram na instituição, como o ator e pesquisador Leandro Batz; o ortodontista Gabriel Xavier da Silva; o professor Daniel Machado; a atriz, cantora, produtora cultural e professora Roberta Lira; e a atual estudante da instituição Raquel Ribeiro.

A repórter também ouviu especialistas como Rosana Heringer, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e José Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares (Unipalmares) e idealizador da campanha Cotas Sim, o jornalista Paulo César Vasconcelos, e o professor e pesquisador Laurentino Gomes. A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade da UFSC, Leslie Sedrez Chaves, também foi entrevistada.

Assista às matérias por meio dos links abaixo (Globoplay):

Parte 1 – A democratização do acesso à universidade

Parte 2 – Desafio para concluir cursos universitários

Parte 3 – A formatura e o ingresso no mercado de trabalho

Parte 4 – A revisão no Congresso Nacional

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Diploma escolar dos pais tem influência direta no acesso aos cursos da UFSC, diz pesquisa

05/05/2022 15:07

A hipótese de que a origem social e as questões identitárias – de gênero e raça, por exemplo – influenciam no acesso ao ensino superior vem sendo confirmada de forma recorrente e desnudada pelas ciências sociais, tal como ocorreu no livro Os Herdeiros, de Pierre Bourdieu. Mas como isso se apresenta em números e na vida dos sujeitos afetados? Essa é uma das perguntas respondidas pela pesquisadora Schirlei Russi Von Dentz na tese Desigualdades Escolares e Educação Superior: as Ações Afirmativas na Universidade Federal de Santa Catarina, defendida no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC.

No estudo, ela investigou 12670 cadastros de ingressantes da universidade e fez 48 entrevistas com professores e estudantes. Entre outros achados, chegou a conclusão de que o capital escolar dos pais tem uma influência direta na aprovação dos filhos no vestibular. A pesquisa utilizou dados referentes aos anos de 2003 e 2007, antes da existência das políticas afirmativas da UFSC, e de 2008 e 2018, período em que o sistema de cotas já existia.

Além de ter os números sobre os acessos de brancos, pardos e pretos oriundos de escola pública ou privada – que confirmam a importância das ações institucionais para o aumento da diversidade – ela foi aos cadastros para entender o que, de alguma forma, já se apresentava nas entrevistas: ainda que a configuração do acesso ao ensino superior tenha mudado, ela tem marcas importantes a serem discutidas.
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Coperve publica edital para ingresso de pessoas refugiadas em cursos de graduação da UFSC

05/04/2022 15:32

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) publicou o edital do processo seletivo para ingresso de pessoas refugiadas em cursos de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A Universidade oferecerá 10 vagas remanescentes do Vestibular UFSC 2022 para pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio de baixa renda e portadoras de visto humanitário. O ingresso é para o segundo semestre letivo de 2022, em cursos de Graduação do campus de Florianópolis.

As inscrições estarão abertas no período de 4 a 13 de maio de 2022, serão gratuitas e realizadas via internet. Para se inscrever, o candidato deverá acessar o site www.refugiados2022.ufsc.br, no período de 4 a 13 de maio de 2022, preencher integralmente o Requerimento de Inscrição e enviá-lo (via internet) para a Coperve/UFSC até às 23h59min do dia 13 de maio de 2022.

São oferecidas 10 vagas, com no máximo uma por curso. Os candidatos poderão optar por apenas um dos cursos listados no Quadro Geral de Cursos (Anexo I do edital). Essas vagas serão preenchidas de acordo com a classificação geral dos candidatos.

Os documentos de identificação aceitos para inscrição são passaporte, ou Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) ou Registro Nacional Migratório (RNM), ou Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Excepcionalmente, o candidato poderá apresentar outro documento de identificação com foto. Todos terão que informar também o número de CPF.

A prova será realizada no dia 12 de junho de 2022, das 14h às 18h. Os candidatos responderão 30 questões de Língua Portuguesa (10 questões), Conhecimentos Gerais (17), Língua Estrangeira (3 questões, com opção de espanhol, inglês ou francês) e ainda deverão elaborar uma Redação. A prova de Conhecimentos Gerais envolverá as disciplinas de Biologia, Química, Matemática, Física, História e Geografia. Os programas das disciplinas estão disponíveis no site www.refugiados2022.ufsc.br.

Para acesso ao local de provas, o candidato terá que apresentar, além de documento de identificação, um comprovante de vacinação contra a Covid-19 ou um teste com resultado negativo realizado até 72 horas antes do dia da prova. Após entrar no local de prova e durante todo o período de sua realização, o candidato deverá usar máscara facial, sendo indicado o modelo N95 ou similar. Não será permitido o consumo de alimentos durante a realização do exame.

O gabarito das questões objetivas e a prova serão divulgados no site www.refugiados2022.ufsc.br a partir das 19h do dia 12 de junho. A relação oficial dos(as) classificados(as), contendo nome e número de inscrição, bem como o boletim de desempenho individual dos(as) candidatos(as), também serão divulgados no site do concurso.

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Câmara de Graduação regulamenta processo seletivo para ingresso na UFSC de pessoas refugiadas

31/03/2022 09:52

A Câmara de Graduação (CGRAD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) regulamentou o processo seletivo para ingresso em cursos de graduação da Universidade de pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio de baixa renda e portadoras de visto humanitário. A UFSC oferecerá dez vagas remanescentes do Vestibular UFSC 2022 em cursos do campus de Florianópolis, para ingresso no segundo semestre letivo, com um máximo de uma vaga por curso. O segundo semestre da graduação na UFSC começa no dia 25 de agosto.

“É fundamental que as instituições de ensino superior públicas, como a UFSC, implementem programas e ações afirmativas como forma de promoção de equidade e justiça social. O ingresso de pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio e portadoras de visto humanitário é mais um passo para visibilizar questões importantes como o acolhimento e promover uma cultura anti-racista, não xenófoba e não preconceituosa. Além disso, temos a certeza de que a UFSC tem muito a se beneficiar com uma maior diversidade em relação ao perfil de nossos estudantes e com os diálogos interculturais decorrentes”, destaca Janaína Santos, da comissão para tratar da Política de Ingresso para pessoas refugiadas ou portadoras de visto Humanitário (PRVH) na Universidade Federal de Santa Catarina.

O processo seletivo será realizado pela Comissão Permanente do Vestibular (Coperve). A seleção de candidatos(as) para essas vagas remanescentes será feita por meio de prova, a ser realizada em um único dia, no campus de Florianópolis. A prova será composta por 30 questões, distribuídas entre as disciplinas de Língua Portuguesa, Conhecimentos Gerais, Língua Estrangeira e uma Redação. A Coperve planeja realizar a prova em meados de junho.
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UFSC divulga resultados da reopção de curso e dos processos seletivos complementares

11/03/2022 14:49

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou, nesta sexta-feira, 11 de março, os resultados da Reopção de Curso (para preenchimento das vagas remanescentes do Vestibular 2022) e dos processos seletivos complementares.

Confira as listas com os classificados nos links abaixo

Matrículas

Os candidatos aprovados na Reopção de Curso e nos processos seletivos de Letras Libras, de Vagas Suplementares para Negros e de Vagas Suplementares para Indígenas e Quilombolas devem realizar a Etapa Online de matrícula de 15 a 17 de março. Esse é o primeiro passo do processo de matrícula inicial. Devem se matricular os candidatos classificados para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivo de 2022.
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Inscrições para bolsas destinadas a ingressantes por meio das ações afirmativas terminam nesta sexta, dia 4

04/03/2022 16:40

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou o Edital n.º 1/2022/PROPG/UFSC, que estabelece as normas do processo seletivo para o Programa Suplementar de Bolsa Estudantil. O programa visa proporcionar auxílio financeiro para a permanência dos estudantes dos cursos de pós-graduação stricto sensu que tenham ingressado por meio da política de ações afirmativas.

São disponibilizadas 15 bolsas de mestrado e 10 de doutorado, que poderão ser implementadas a partir de março ou abril até agosto de 2022 e não podem ser acumuladas com outras bolsas concedidas pelas agências de fomento. O valor mensal será de R$ 1.500,00 para bolsas de mestrado, e R$ 2.200,00 para as de doutorado. As bolsas poderão ser renovadas por meio de editais subsequentes e de acordo com a disponibilidade financeira.

Os recursos são da própria UFSC, provenientes dos valores recolhidos pelos serviços de reconhecimento de diplomas de pós-graduação expedidos por instituições estrangeiras e pelos cursos de especialização lato sensu. “São bolsas criadas dentro da Universidade Federal de Santa Catarina. É uma atividade inovadora mesmo em termos de universidades federais, e ela é específica para consolidar e garantir a permanência daqueles que entram pelo programa de ações afirmativas na pós-graduação”, afirma a pró-reitora de Pós-Graduação, Cristiane Derani. “Isso demonstra a seriedade da nossa política de ações afirmativas na pós-graduação, que foi aprovada em dezembro de 2020 e agora já entra no seu segundo ano de execução com 35 bolsas, o que nos deixa muito contentes”, complementa a pró-reitora.

As inscrições deverão ser feitas pelos programas de pós-graduação até esta sexta-feira, 4 de março. Podem ser indicados estudantes que ingressaram em 2021 e 2022 por meio da política de ações afirmativas ou mesmo pela ampla concorrência, desde que tenham se candidatado a uma vaga pela política de ações afirmativas.

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Vestibular UFSC 2022: Primeira colocada entre concorrentes egressos do ensino público defende ações afirmativas

18/02/2022 16:54

Passar no vestibular para um curso de alta concorrência já é um grande feito, mas passar em primeiro lugar tem um sabor ainda mais especial. Catherine Tomaszewski, da Escola Estadual Professor José Rodrigues Lopes, de Garopaba, no Litoral de Santa Catarina, teve a maior pontuação entre os estudantes egressos de escola pública e vai cursar Medicina em uma das melhores instituições do país. “Estou muito feliz por passar em Medicina na UFSC, instituição pela qual tenho muita admiração. Estar em 1° lugar nas cotas de escola pública é muito gratificante para mim e me mostrou do que sou capaz”, disse.

Guilherme Henrique Donatti e Leticia Balbinott, ambos egressos de escolas do Rio Grande do Sul ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugar na relação de aprovados de instituições públicas. Ambos também optaram pelo curso de Medicina. O Vestibular da UFSC  reserva vagas, em todos os cursos ofertados, para estudantes que tenham feito integralmente o Ensino Médio em escolas públicas, com recorte de renda. Dentre esses candidatos, os autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiências, na forma prevista pelas leis nº12.711/2012 e nº13.409/2016, são contemplados na forma da Política da Ações Afirmativas da UFSC.
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Abertas as inscrições para capacitação em validação das autodeclarações de renda de candidatos a cursos da UFSC

07/02/2022 15:34

Estão abertas as inscrições para o curso de capacitação inicial para o trabalho em validações das autodeclarações de renda de candidatos à graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no primeiro semestre de 2022. A iniciativa visa capacitar servidores da UFSC para atuarem nas equipes de validação de autodeclaração de renda de candidatos aprovados. O curso é fundamental no processo de fortalecimento das Ações Afirmativas na Universidade, especialmente no controle social da Política de Cotas para pessoas de baixa renda.

O curso terá como público-alvo técnicos administrativos em Educação (TAEs) e docentes da UFSC. A carga horária é de 20 horas, em formato remoto (síncrono e assíncrono), entre os dias 21 de fevereiro a 3 de março de 2022. O conteúdo programático envolverá os seguintes tópicos: As Ações Afirmativas na UFSC; O processo de validação de renda na UFSC; A análise de renda – a análise de Recursos.

As inscrições podem ser realizadas até a próxima segunda-feira, 14 de fevereiro, pelo link inscricoes.ufsc.br/validacoes-de-renda-2022-1.

Para mais informações, o interessado deve entrar em contato pelo e-mail coema.saad@contato.ufsc.br.

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Fórum de Ações Afirmativas das Instituições Federais da Região Sul tem programação na próxima semana

14/10/2021 11:09

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é uma das organizadoras do 6º Fórum de Ações Afirmativas das Instituições Federais da Região Sul, que ocorre de 19 a 21 de outubro, terça a quinta-feira. Com o objetivo de refletir sobre avanços nas políticas de ações afirmativas das instituições federais de ensino superior do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, o evento será realizado pela primeira vez em edição on-line e terá como tema central Em defesa das ações afirmativas: avaliação e perspectivas

As atividades vão abordar aspectos da implementação da política de cotas (Lei 12.711/12) e da permanência de estudantes que acessaram o ensino técnico e superior pela reserva de vagas (confira a programação abaixo). Haverá painéis de relatos de experiências e mesas-redondas.

São esperados agentes das ações afirmativas de todas as instituições federais de ensino da Região Sul do país para discutir conquistas e desafios e para fortalecer ações de inclusão que garantam a diversidade nesses espaços. O evento também tem a finalidade de compartilhar experiências e iniciativas que buscam consolidar as políticas de ações afirmativas nas instituições, na comunidade acadêmica e na sociedade.
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Comissão promove live sobre ações afirmativas nos Colégios de Aplicação

20/08/2021 15:04

A Comissão de Formulação da Política de Ações Afirmativas do Colégio de Aplicação e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil da Universidade Federal de Santa Catarina promove, na próxima terça-feira, 24 de agosto, às 18h30, a live Ações Afirmativas nos Colégios de Aplicação. A transmissão será pelo canal do Núcleo de Desenvolvimento Infantil no Youtube.

A atividade é a quinta de uma série de eventos iniciada em dezembro de 2020 com a finalidade de oportunizar informação e formação acerca da implementação das ações afirmativas – reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas na educação básica da UFSC. O convite se estende a docentes, servidores técnicos, estudantes, pais e responsáveis, comunidade UFSC e demais interessados.

Participam do debate as professoras Maristela Mosca, diretora do Núcleo de Educação da Infância da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Elisângela Bernardes do Nascimento, diretora adjunta do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Janine Gonçalves Peixoto, assessora da Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia, Léa Aureliano de Sousa, docente da Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia e Maristela Campos, presidente da Comissão e docente do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina.

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Projeto Diversifica Letras promove roda de conversa sobre ações afirmativas e questões raciais

07/07/2021 17:16

O Diversifica Letras, projeto que envolve cursos e programas de pós-graduação do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), promove no dia 16 de julho, às 14 horas, a 1ª Roda de conversa do semestre letivo de 2021.1, com o tema “Ações afirmativas, educação antirracista, letramento racial”. O encontro terá como convidados a professora Aparecida de Jesus Ferreira (UEPG) e o professor Ivan Claudio Pereira Siqueira (USP), com moderação do professor Pedro de Souza (UFSC).

O evento é aberto a toda a comunidade e contará com intérpretes de Libras. Será transmitido pelo canal do YouTube do Diversifica Letras: https://www.youtube.com/watch?v=p5vJEK-KccQ&ab_channel=DiversificaLetras. A organização está a cargo dos cursos de Letras Língua Portuguesa e Literaturas; Letras Línguas Estrangeiras e Secretariado Executivo; Letras Libras; Programa de Pós-Graduação em Linguística e Mestrado Profissional em Letras.

O Diversifica Letras objetiva propor rodas de conversa durante o semestre de 2021.1 sobre os mais variados temas, tal como racismo, misoginia, violência de gênero, LGBTfobia, capacitismo, letramento digital. A ideia central é promover o diálogo e a inclusão, contribuindo para a formação crítica dos estudantes de Letras (e demais interessados) e para um espaço de convivência múltiplo, diverso, colorido e acolhedor.

 

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Visibilidade Trans: ações afirmativas na pós-graduação ampliam inclusão

29/01/2021 08:01

O Dia da Visibilidade Trans, comemorado no Brasil em 29 de janeiro, neste ano, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reflete uma nova realidade que tem potencial de ampliar a inclusão de pessoas trans na Academia. Desde outubro passado, os programas de Pós-Graduação da Universidade contam com uma Política de Ações Afirmativas que inclui pessoas pretas, pardas, indígenas, com deficiência e outras categorias de vulnerabilidade social, que podem incluir também travestis, transexuais e transgêneros.

>> Saiba mais sobre as políticas de Ações Afirmativas na Pós-Graduação

Laura Martendal é aluna de mestrado, no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UFSC. Ingressou para o semestre 2021.1, por meio das Políticas de Ações Afirmativas. “Para mim, a política de cotas na pós-graduação de uma universidade federal como a UFSC, permite que as mulheres e homens transexuais passem a ter voz, como verdadeiros protagonistas dos estudos que dizem respeito às nossas trajetórias e realidades dentro do mundo acadêmico, seja no mestrado, seja no doutorado”.
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Novembro Negro debate transformações após implementação de ações afirmativas no ensino superior

19/11/2020 09:42

Em sua segunda edição, o Novembro Negro celebra o mês da consciência na UFSC, refletindo sobre as transformações sociais, raciais e étnicas que a universidade apresentou após implementação das ações afirmativas no ensino superior. O evento, promovido por diversas entidades da Universidade, realiza três momentos de debate, entre os dias 19 e 20 de novembro.

As inscrições para o Novembro Negro podem ser realizadas aqui.

Mesa I – O que falta para efetivar a o processo de democratização do ensino superior e da inclusão social, racial e étnica na universidade pública? Com a professora Joana Passos (UFSC) e Lucas Anhaia (UFSC), e mediação de Azania Mahin. Quando: 19 de novembro, quinta-feira, às 19 horas, no canal do Laboratório de História Pública (Lapis) no YouTube.

Mesa II – Quais processos devem ser mantidos para garantir a continuidade da democratização do ensino superior e da inclusão social, racial e étnica na universidade pública? Com Dyane Brito(UFRB), Miriam Hartung (UFSC) e Delza da Hora Souza (UFSC), e mediação de Gabriele Lins. Quando: 20 de novembro, sexta-feira, às 14h30, no canal do Lapis.

Mesa III – O que é fato e pode ser considerado como mudança irreversível na universidade após ações afirmativas? Com Juliete Schneider (UFSC), Natan Ferreira (UNE) e Gabriel Monteiro (UEMG), e mediação por Jonny Morais. Quando: 20 de novembro, sexta-feira, às 19 horas, no canal do Lapis.

O evento tem apoio do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e do Centro de Ciências da Educação (CED), e é organizado por docentes e estudantes dos Departamentos de Psicologia, História, Geociências, Estudos Especializados em Educação e de Ciência da Informação, pelo Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Diferença, Arte e Educação – Alteritas, Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Geografia – NEPEGeo, Laboratório de História Pública – LAPIS, Centro  Livre de Geografia – CALIGEO e Colégio de Aplicação.

 

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Conselho Universitário aprova por unanimidade política de ações afirmativas na pós-graduação

28/10/2020 12:26

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou por unanimidade, em reunião nesta terça-feira, 27 de outubro, a minuta de Resolução Normativa criando a Política de Ações Afirmativas para negros, indígenas, pessoas com deficiência e outras categorias de vulnerabilidade social nos cursos de pós-graduação lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado e doutorado). A medida já havia sido aprovada na Câmara de Pós-Graduação no dia 1º de outubro. Com a normatização, todos os programas de pós-graduação da Universidade deverão reservar 28% de suas vagas para as cotas.

O processo das Políticas de Ações Afirmativas (PAA) na pós-graduação foi relatado pela professora Miriam Furtado Hartung. Ela destacou no seu parecer que as políticas de ações afirmativas “mudaram consideravelmente o conjunto de estudantes nas instituições de ensino públicas brasileiras”. Na UFSC, a adoção de cotas na graduação também produziu efeitos positivos, tornando-a “uma universidade mais plural, mais inclusiva, seja na composição de sua comunidade, seja no leque de conhecimentos aqui produzidos”. Neste sentido, a extensão das ações afirmativas para a pós-graduação é considerada um “próximo passo” para a UFSC no seu esforço de combate às desigualdades.
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UFSC aprova ingresso por cotas nos programas de pós-graduação

02/10/2020 12:22

A Câmara de Pós-Graduação da UFSC aprovou nesta quinta-feira, 1º de outubro, a Resolução Normativa que regulamenta a Política de Ações Afirmativas para negros, indígenas, pessoas com deficiência e outras categorias de vulnerabilidade social nos cursos de pós-graduação lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado e doutorado) da UFSC. A Resolução deverá ainda ser aprovada no Conselho Universitário (CUn). Após a publicação da Resolução no Boletim Oficial da UFSC, todos os programas deverão reservar 28% de suas vagas para as cotas. A aprovação ocorreu por maioria absoluta, houve apenas um voto contrário.

Os programas de pós-graduação da UFSC deverão destinar, anualmente, 20% das vagas para candidatos pretos, pardos e indígenas, sendo válida a autodeclaração com validação posterior por meio de uma banca a ser constituída pela Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad), e 8% para pessoas com deficiência, e outras categorias de vulnerabilidade social nos cursos de pós-graduação, a serem identificadas pelos cursos, que poderão incluir, por exemplo: estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, quilombolas, estrangeiros e refugiados humanitários, professores da rede pública, travestis, transexuais e transgêneros, estudantes beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni), entre outros. No caso em que os percentuais das vagas definidas resultarem em um número fracionado, o arredondamento será feito para cima.

“É uma grande conquista”, ressalta a pró-reitora de Pós-Graduação, Cristiane Derani. “Atualmente muitas instituições internacionais de renome, nos Estados Unidos, Europa, Canadá, oferecem cotas raciais, econômicas, de gênero, entre outras. No Brasil também já temos universidades que aplicam de maneira normativa. É uma mudança necessária, defendida mundo afora onde se observa que a diversidade traz qualidade. Assim podemos ampliar o nosso sucesso e abrir portas para que mais pessoas possam compartilhar este espaço de excelência na UFSC”.

A secretária de Ações Afirmativas e Diversidades, Francis Solange Vieira Tourinho, aponta que a aprovação da Resolução é “um marco histórico na luta pelo direito a uma educação plural, democrática e inclusiva. Esperamos que a UFSC, enquanto instituição pública de ensino superior, com esta ação, tenha cada vez mais uma maior inclusão étnico-racial, de gênero, de pessoas com deficiência e outros grupos sociais vulnerabilizados. Espero que tenhamos cada vez mais pessoas engajadas e dispostas ao diálogo, uma postura mais aberta e receptiva da comunidade que contribua com a sensibilização institucional necessária para a consolidação da política desconstruindo a imagem de espaço reservado para a meritocracia, e abrindo as janelas do ensinar e aprender para um horizonte que construa novas realidades para as populações marginalizadas no Brasil, transformando a educação em contextos que minimizem as iniquidades e vulnerabilidades”, ressaltou.

A UFSC possui diversos programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu que apresentam vagas destinadas para ações afirmativas em seus editais de seleção: Antropologia Social, Direito, Ecologia, Educação, Educação Científica e Tecnológica (mestrado e doutorado); Enfermagem (mestrado e doutorado profissional); Engenharia de Sistemas Eletrônicos, Estudos da Tradução, Filosofia, Interdisciplinar de Ciências Humanas, Saúde Pública, Serviço Social, Oceanografia (mestrado). Até junho de 2020, em notícia apurada pela Agecom, cinco programas de mestrado e doutorado acadêmico estão em fase de estudo acerca do oferecimento dessas cotas: Enfermagem, Inglês, Nutrição, Psicologia e Biologia de Fungos, Algas e Plantas.

Mesmo assim, dados de cor/raça dos estudantes matriculados em 2020 nos programas de pós-graduação da UFSC demonstram que 73,8% deles se declaram brancos, 10,94% pardos, 4,09 pretos, 0,95% amarelos, 0,25% indígenas e 10,6% não declaram cor/raça. Segundo o Censo do IBGE, a distribuição da população do Estado de Santa Catarina por cor ou raça é 79,9% brancos, 16,5% pardos, 3% pretos, 0,5% amarelos ou indígenas.

A doutoranda Kamylla Santos da Cunha, quando tomou posse como enfermeira na Prefeitura Municipal de Biguaçu. (Foto: Arquivo Pessoal)

A doutoranda Kamylla Santos da Cunha, do Programa de Pós-graduação em Enfermagem, aplaudiu a decisão. Estudante da UFSC desde a graduação, ela sente racismo e discriminação nos ambientes acadêmicos e profissionais. “Durante a minha graduação, fui única nos espaços. Hoje, no hospital, sou uma das únicas negras em posição de gestão. Enquanto enfermeira do Pronto Atendimento, sou eu e mais duas, num quantitativo de quase 20. No Programa de pós, as pesquisas não têm transversalidade que discutam questões de diversidade. Na Enfermagem, entre graduação e pós-graduação, é um aproximado de 60 professores, sendo que desses, duas são pretas, porém de pele clara,” ressalta. “Isso em um curso de saúde, é bem preocupante. Fazemos atendimento às pessoas, atendemos o SUS, que tem em um dos seus princípios a equidade … equidade e acesso que muitos dos próprios profissionais não conseguem entender. Na pós-graduação, como cientistas, se não temos acesso, interesse em discutir e mudar esse projeto, as pesquisas vão continuar sendo restritas, não conseguindo atender as necessidades de todos”.

Kamylla atualmente trabalha em um hospital particular e na Prefeitura de Biguaçu. Sua tese aborda a gestão dos programas de pós-graduação em enfermagem stricto sensu no contexto das políticas públicas, analisando instituições do sul do Brasil. “Nossas referências na pós-graduação são brancas. Consumimos tudo o que é da branquitude. A referência que temos na Enfermagem é Florence Nightingale, porém diversas mulheres negras no âmbito nacional e internacional que contribuíram para a profissão são silenciadas, como a Ivone Lara, que é conhecida como sambista, mas era enfermeira, e teve importante papel na luta pela saúde mental, antimanicomial. Ingressos e egressos de enfermagem não têm contato com essas histórias”, reforça Kamylla.

Sua trajetória, explica a estudante, foi permeada de dificuldades. “Nós temos que ser três, cinco vezes melhores para conseguir uma vaga. Sempre temos que provar que somos capazes. Eu já fui acusada de plágio. Hoje sou uma das alunas que mais publicou, que mais contribui em quantidade e qualidade no meu programa. Ter que sempre mostrar força, resiliência, isso acaba com a saúde mental e repercute na nossa escrita também”, conclui a aluna.

Anahí Guedes de Mello é doutora pela UFSC. Ela é surda e sua tese recebeu uma menção honrosa no Prêmio Capes de Tese 2020. (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma das alunas que se destacou no Prêmio Capes de Tese 2020Anahí Guedes de Mello, defendeu a tese Olhar, (não) ouvir, escrever: uma autoetnografia ciborgue, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. A antropóloga e pesquisadora é surda desde a infância e identifica-se como ativista, feminista, lésbica. É referência nos Estudos Críticos da Deficiência na América Latina, e seus principais aportes apontam à necessidade de reconhecer o capacitismo como categoria interseccional que frequentemente gera violências dirigidas às pessoas com deficiência. Em uma entrevista publicada em agosto, Anahí aponta que “uma possível explicação para as disparidades educacionais encontradas na população com deficiência deve-se à precariedade do atendimento a essas pessoas desde as primeiras fases da educação, além da falta de informação e capacitação dos diretores, professores e demais funcionários das escolas, o que reflete, por conseguinte, no fato de que as políticas públicas de inclusão nas escolas costumam atacar as consequências e não as causas”.

“A acessibilidade do espaço físico e às comunicações, bem como as condições didático-pedagógico-tecnológicas oferecidas pela escola, igualmente podem influenciar decisivamente no desempenho escolar dos alunos com deficiência”, explica. Na pós-graduação não é diferente. “Em todos os níveis de ensino deve ser garantido o acesso. O meu programa, PPGAS, já chegou a ter uma comissão interna de acessibilidade quando eu estava no mestrado, quando as ofertas da CAE [Coordenadoria de Acessibilidade Educacional] não eram suficientes no meu caso. Diria que não exatamente dificultavam meus estudos porque eu conseguia contornar por esforço próprio, mas com certeza facilita muito mais se tiver à disposição serviços de acessibilidade”, pontua Anahí.

Anahí ingressou na UFSC como estudante do curso de Química. “Em 1998 comecei a militância no campo da deficiência ainda enquanto estudante de Química, pautando questões de acessibilidade comunicacional, do meu acesso ao conhecimento enquanto surda não usuária da língua brasileira de sinais (Libras). Estava insatisfeita com o modo como a questão da surdez era pensada política e teoricamente, com uma perspectiva hegemônica que impunha a comunicação por meio da língua de sinais brasileira como o único modo ‘legítimo’ de ser surda, quando se sabe que as pessoas surdas compõem um grupo social muito heterogêneo. Ou seja, há muitas maneiras ou modos de ser surda”, conta. Após ter contato com textos sobre os processos de exclusão das pessoas com deficiência, os estudos feministas da deficiência, Anahí decidiu seguir sua trajetória acadêmica nas Ciências Sociais, terminando o bacharelado em 2009 e a licenciatura em 2011. Em seguida, conquistou seu mestrado em 2014, e o doutorado em 2019. Todos os processos seletivos dos quais ela fez parte na Universidade aconteceram antes de haver cotas para pessoas com deficiência. “Sou um ponto fora da curva, o que não quer dizer que elas [as  cotas] não devam existir”.

Equipamentos e serviços, explica a doutora, são uma “extensão do corpo” da pessoa com deficiência. Sua tese, inclusive, é uma autoetnografia, um estudo sobre suas próprias experiências. “É também uma tese sobre a surdez, a minha surdez.”

Processo e decisão

O processo de aprovação da Política começou em 2018, quando foi nomeada uma comissão para elaborar a proposta de Resolução, formada pela pró-reitora, Cristiane Derani (PROPG/UFSC), pela secretária de Ações Afirmativas e Diversidades, Francis Solange Vieira Tourinho (Saad/UFSC), pela professora do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Carmen Sílvia Rial (PPGICH/UFSC), pela professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Vania Zican Cardoso (PPGAS/UFSC) e pelo representante da Associação de Pós-Graduandos, lgor Luiz Rodrigues da Silva (APG/UFSC). A Resolução também passou por consulta pública, e ampla discussão na Câmara.

Em agosto de 2020, a Minuta foi encaminhada para apreciação dos conselheiros, e foi escolhida a relatora, professora Ariane Zamoner, do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica (PPGBQA). “O instrumento aprovado é muito relevante como medida de reparação de assimetrias históricas, garantindo o acesso e a permanência de negros(as), indígenas, pessoas com deficiência e outras categorias de vulnerabilidade social nos cursos de pós-graduação da UFSC. A aprovação dessa minuta foi realizada em uma reunião muito tranquila, sem resistências por parte dos conselheiros, num debate bastante positivo. Esse é mais um exemplo do protagonismo UFSC, uma Universidade à frente de seu tempo, que vem atuando pela democratização do acesso ao ensino superior e à pós-graduação. Hoje, a CPG reiterou o compromisso com a superação das desigualdades no âmbito da Pós-Graduação da UFSC”, declarou.

Em seu parecer, a relatora reforçou o caráter de promoção dos valores democráticos e de respeito à diferença e à diversidade socioeconômica, regional, étnico-racial e de acessibilidade que as Ações Afirmativas representam. Além do ingresso de estudantes, a Resolução prevê mecanismos de permanência desses grupos nos cursos de pós-graduação da UFSC. A relatora apresentou parecer favorável à aprovação da Resolução, e justificou: “Cabe à instituição a criação, planejamento, implementação, acompanhamento e avaliação de políticas de acesso a pós-graduação em igualdade de oportunidades e condições com as demais pessoas. Caberá à instituição assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar o acesso aos cursos de pós-graduação em igualdade de oportunidades e condições com as demais pessoas”.

Durante o debate na Câmara, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Diferenças, Arte e Educação (Alteritas) leu uma Nota de Apoio. A Câmara também discutiu o assunto durante reunião em 2 de julho, com a participação dos professores José Alexandre Filizola Diniz Filho e Luiz Mello de Almeida Neto, ambos da Universidade Federal de Goiás (UFG), que compartilharam a experiência da universidade como a primeira a normatizar as políticas de ações afirmativas na pós-graduação, em 2015.

Legislação

O tema das políticas de ações afirmativas na pós-graduação faz parte da legislação vigente. Em 2016, o Ministério da Educação publicou a Portaria Normativa nº 13, de 11 de maio de 2016, que incentiva a política de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação nas universidades federais. A norma amplia para além da graduação a política de ações afirmativas (PAA) estabelecida pela Lei nº 12.711, mais conhecida como Lei de Cotas, criada em 2012. Houve uma tentativa de revogar a Portaria, porém o ato ministerial foi revogado.

A promoção do ingresso e permanência de pessoas com deficiência também se apresenta necessário na legislação, pela Lei Nº 13.146/2015, que versa que “a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.”

A acessibilidade educacional na UFSC, para estudantes com deficiência é trabalhada pela CAE, por meio de cursos para docentes (Docência Acessível – Profor/Prograd) e para técnicos-administrativos (Acessibilidade no Ambiente Universitário – CCP/Prodegesp). Desenvolve também reuniões de assessoramento aos cursos de graduação e pós-graduação nos quais há estudantes com deficiência matriculados; a participação em disciplinas dos cursos de graduação para trabalhar o tema; a elaboração de documentos institucionais acerca da acessibilidade; o apoio à promoção de acessibilidade aos estudantes com deficiência por meio de bolsas de estágio não-obrigatório; e o suporte institucional para organização de ações voltadas às pessoas com deficiência.

 

 

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#QuarentenaArteUFSC: projeto de extensão incentiva a produção audiovisual na cultura indígena

17/07/2020 16:37

Imagem fotofilme documental realizado durante as oficinas de formação de cineastas guaranis na comunidade Tekoa Itaty – Foto: reprodução – A magia do encontro, de Vera Collares (2019)

O projeto de extensão “Valorizando o audiovisual indígena na UFSC” visa a realização, em comunidade indígena, de filmes dirigidos por estudantes indígenas do curso de cinema da UFSC, com o intuito de exibir as produções dentro e fora da Universidade. A motivação é fortalecer a inserção dos estudantes na UFSC e a melhor compreensão de sua riqueza cultural e modo de vida numa audiência mais ampla do que a indígena.

A produção audiovisual do projeto está disponível na página do projeto. Além dos filmes, o portal disponibiliza diversas imagens de realização das oficinas de formação de cineastas guaranis na comunidade “Tekoa Itaty”, localizada no Morro dos Cavalos no município de Palhoça em Santa Catarina.
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Pós em Antropologia Social promove Seminário de Ações Afirmativas

10/12/2019 13:05

O II Seminário de Ações Afirmativas do Programa de Pós-Graduação de Antropologia Social (PPGAS) da UFSC será realizado no dia 12 e 13 de dezembro. No dia 12, o encontro será realizado no Auditório do Bloco E do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH); no dia 13, será no Mini Auditório do CFH. 

Mais informações e inscrições aqui.

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Minicurso debate aspectos penais e processuais em casos de violência contra a mulher

01/11/2019 12:01

A Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN) da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD) promoverá o minicurso “Aspectos penais e processuais em casos de violência contra a mulher”. Ministrado pela professora Daniela dos Santos Bornin (UNIVALI), o curso tem o objetivo de orientar e/ou instrumentalizar os participantes sobre as questões jurídicas envolvendo os casos de violência contra a mulher. Serão disponibilizadas 25 vagas com direito ao certificado de participação. 

As inscrições devem ser realizadas no link.

Mais informações na página da SAAD.

 

 

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Estudantes debatem Ações Afirmativas na UFSC: ‘uma luta que não acabou’

21/08/2019 17:03

“As lutas do movimento negro brasileiro pela implementação da política de cotas raciais e sua ampliação” foi tema de mesa-redonda no início da noite desta terça-feira, 20 de agosto, no auditório Henrique Fontes, Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Alunos e alunas compuseram a mesa e o público em um espaço para dar voz aos movimentos e coletivos de estudantes sobre a implantação da Política de Ações Afirmativas, que segundo os organizadores do evento foi “conquistada tão arduamente por uma luta que ainda não terminou”.

Para colocar em evidência as conquistas e os retrocessos das Ações Afirmativas no âmbito da Universidade e no país, foram chamados os ativistas e acadêmicos Lucas Anhaia, do curso de História e integrante do Núcleo de Estudos Negros; Delza da Hora, das Ciências Sociais e membra do Educafro; Mathaus Caricate, do Serviço Social e membro do Coletivo Negro de Serviço Social “Magali da Silva Almeida”; e Akin Reis, da Psicologia e membro do Movimento Negro em Defesa das Cotas.

O evento faz parte de uma Agenda Coletiva, com atividades entre os dias 20 e 23 de agosto, de terça a sexta-feira desta semana, articulada por coletivos e estudantes negros e negras da Universidade com o intuito de compartilhar temas importantes, atividades culturais e formativas com os calouros e calouras, organizações negras e indígenas.
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Conselho Universitário discute mudanças na resolução da Política de Ações Afirmativas da UFSC

25/06/2019 17:33

O Conselho Universitário (CUn) da UFSC, em sessão ordinária nesta terça-feira, 25 de junho, discutiu entre outros pontos de pauta, a proposta de alteração da Resolução Normativa nº 52/2015/CUn, que dispõe sobre a Política de Ações Afirmativas (PAA) no âmbito da Universidade para os processos seletivos de 2016 a 2022.

O relator e conselheiro Juliano Gil Nunes Wendt fez a leitura dos pontos a serem modificados para atualização do referido documento, conforme novo percentual do SiSU/MEC, que é de 30%, e da não implantação do Bônus Regional para o curso de Medicina em Araranguá, do programa do governo federal “Mais Médicos”, além de outros enquadramentos legais.

O pedido de atualização, segundo ofício encaminhado à presidência do CUn, se dá por uma série de motivos, entre eles a extensão do prazo da Lei de Cotas para 2026 pela Lei 13.409/2018 e a mudança do percentual de pessoas com deficiência em Santa Catarina, devido à Portaria 1.117/2108/MEC. Também foi sugerido que a RN 52 seja utilizada como texto base e, com as modificações propostas, assuma uma nova numeração.

Confira as alterações propostas 
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Documentário discute ações afirmativas na UFSC após uma década de implantação

17/05/2019 16:00

O documentário “Revolução Silenciosa: 10 anos de cotas raciais na UFSC”, produzido pelo estudante Lucas Krupacz, em parceria com a TV UFSC, discute os resultados das ações afirmativas para negros dentro da Universidade Federal de Santa Catarina após uma década de sua implantação.

A Lei de Cotas foi sancionada em 2012 e garante a reserva de 50% das vagas (por curso e turno) nas instituições públicas de ensino a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, em cursos regulares ou da educação de jovens e adultos. Deste número, um percentual mínimo de vagas correspondente ao da soma de pretos, pardos e indígenas no estado é reservado para estudantes destes grupos.
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