Divulga UFSC – 09/10/2026 – Edição 2589
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Estão abertas até 10 de outubro as inscrições para os Jogos de Integração dos Servidores (JIS), promovidos pela Secretaria de Esporte e Bem-Estar (SESPORTE/UFSC). A sexta edição do evento tem finalidade de promover a integração entre os servidores da Universidade Federal de Santa Catarina, fortalecer os vínculos entre os diferentes segmentos da comunidade universitária e estimular valores de cooperação, trabalho em equipe, inclusão, prática esportiva, lazer e bem-estar, além da competição.
Em 2026, o JIS contará com as modalidades de Basquetebol Masculino, Bocha Feminino e Masculino, Canastra Duplas Livre, Corrida de Revezamento Mista, Dominó Duplas Livre, Futebol Suíço Masculino, Futsal Feminino, Voleibol Masculino e Feminino e Xadrez Livre. Podem participar servidores docentes e técnico-administrativos em educação (TAEs) ativos da UFSC.
Confira o regulamento, acesse a ficha de inscrição JIS 2026 e o Termo Responsabilidade JIS 2026.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina, Gilson Geraldino, foi uma das fontes ouvidas em reportagem do Valor Econômico e do jornal O Globo sobre a nova corrida pelo poder da inteligência artificial. A matéria fala sobre como os Estados Unidos e China disputam domínio de chips, minerais, energia, data centers e modelos em uma competição tecnológica que pode redefinir a distribuição global de riqueza e poder.
Em um debate entre acadêmicos, Gilson fala que, entre os fatores do avanço chinês na temática estão o domínio produtivo e integração vertical, os fundos estatais e maiores gastos com P&D. A reportagem aponta que este avanço resulta de uma estratégia construída ao longo de mais de uma década.
O país entrou no grupo das dez economias mais inovadoras do mundo em 2025 e assumiu a liderança em produção de conhecimento e tecnologia, segundo o Índice Global de Inovação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
As reportagens estão disponíveis aqui e aqui.

UFSC apresentou evolução no critério do ranking que avalia o ambiente de ensino (Fotos: Gustavo Diehl / Agecom-UFSC)
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é a quarta melhor universidade federal do Brasil no ranking mundial de universidades da Times Higer Education (THE) de 2027, que lista 2.297 instituições em 118 países e territórios. A UFSC melhorou sua posição em relação ao ano passado e ocupa agora a faixa de classificação 801-1000, sendo também a oitava universidade brasileira melhor classificada no ranking.
A metodologia do ranking da THE avalia as universidades de acordo com aspectos essenciais da atividade (core missions): ensino, pesquisa, tranferência de conhecimento e perspectiva internacional, desdobrados em 18 indicadores.
(mais…)
O professor titular do departamento de História, Sílvio Marcus de Souza Correa, foi um dos dois brasileiros selecionados para o programa de pesquisadores visitantes do Fondation Maison des Sciences de l’Homme (FMSH), instituição referência na França dedicada às ciências humanas e sociais fundada pelo historiador francês Fernand Braudel, em 1963.
O projeto a ser desenvolvido durante a nova estadia na França é uma pesquisa de proveniência sobre a coleção de arte africana do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Essa coleção com uma centena de peças foi comprada no início dos anos 1960 e, depois, outras peças passaram a ser adquiridas pelo museu por compra ou doação. A pesquisa busca reconstruir a cadeia de custódia dessas peças, mas também o percurso desses objetos de arte africanos durante a sua “vida museal” por meio de uma história das exposições no MNBA, mas também em exposições temporárias em outras capitais brasileiras.
De acordo com o professor, um estudo comparativo entre certas peças da coleção de arte africana do MNBA e outras das coleções museológicas da França permitirá avançar no estudo das coleções africanas nos museus do Brasil. Ele não descarta a possibilidade de haver objetos nas coleções africanas nos museus do Brasil cuja proveniência suscita dúvidas quanto à licitude ou à legitimidade da aquisição por colecionadores antes desses objetos serem vendidos ou doados para as instituições.
Além de retomar as suas atividades junto ao Instituto Nacional de História da Arte (INHA) de Paris, instituição associada ao projeto, o pesquisador planeja participar do simpósio internacional organizado pelo Fundo de Pesquisa de Proveniência e pelo Centro Marc Bloch a ser realizado no Museu do quai Branly-Jacques Chirac em meados de novembro. Ainda na agenda internacional do pesquisador está prevista a sua participação no evento Restituição: os objetos de arte em questão, no Grand Hall da FMSH.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Universidade Federal de Santa Catarina está participando de uma iniciativa inédita para o monitoramento do Super El Niño, fenômeno climático de grandes proporções que está no Brasil e atinge diferentes regiões com episódios de extremos climáticos. O Climate News Watch é um painel interativo e gratuito, criado por pesquisadores da Universidade de Bergen, do Bjerknes Centre for Climate Research (Noruega) e da UFSC, que acompanha todos os dias como a imprensa do mundo noticia os efeitos do El Niño. O painel está disponível em: https://ai-observatory.shinyapps.io/theclimatenewswatch/
Na UFSC, a parceria é coordenada pela professora Regina Rodrigues, uma das principais especialistas em clima e El Niño do país e no mundo. “Apenas hoje, com essa tecnologia, a gente consegue fazer esse tipo de levantamento. Não existe nada parecido e é importante porque as pessoas podem consultar e ver a situação atual e quais são todos os impactos globais”, sinaliza a professora.
O sistema coleta milhares de manchetes sobre enchentes, secas, ondas de calor, incêndios, ciclones, tempestades, perdas agrícolas e de pesca, em mais de cem idiomas. Uma inteligência artificial lê cada manchete na língua original, traduz, identifica o país e o tipo de evento e avalia a gravidade do que foi relatado. Essa leitura alimenta o Termômetro das Notícias, um índice que mede o tom da cobertura: quanto mais as manchetes falam em alertas, danos e mortes, mais ele sobe.
Depois, o índice é comparado aos desastres registrados pelo Global Disaster Awareness and Coordination System, o sistema de alerta da ONU e da Comissão Europeia, e mostra quando o “barulho” da mídia é maior ou menor do que o do próprio evento. No mesmo mapa, o usuário cruza as notícias com os dados climáticos do momento, como temperatura da superfície do mar, nuvens, vento e chuva. Uma linha do tempo permite voltar ao dia a dia e acompanhar a evolução das notícias, lado a lado com a do clima.
Por trás do painel vai se formando um banco de dados, e é ele a parte mais importante do projeto para a pesquisa. O fenômeno climático costuma ser estudado separadamente de seus impactos sociais e econômicos, em parte porque essas informações não estão reunidas em nenhuma tabela: elas aparecem espalhadas nas notícias, sem estrutura, em dezenas de línguas. Os modelos de linguagem atuais mudam isso. Eles conseguem ler esse material e organizá-lo automaticamente em uma base de dados, com país, data, tipo de evento, gravidade, número de mortes e a causa apontada pela própria reportagem.
Com essa base, também será possível responder a várias perguntas: quanto os governos investiram para se preparar e quanto gastaram para reparar os danos? Quais foram os impactos na saúde e os prejuízos para as pessoas, e como tudo isso se relaciona, país a país, com a intensidade do El Niño medida pelos dados climáticos? E as notícias estão atribuindo corretamente ao El Niño o que está acontecendo?
Regina explica que a plataforma acompanha todas as reportagens sobre desastres climáticos, em nível global. “Então depois que acabar o El Niño vamos continuar usando. A coleta desses dados pode gerar uma ciência mais avançada e com muita importância para a sociedade, porque a gente vai conseguir identificar melhor esses impactos. Além de tudo, qualquer pessoa pode usar, porque ela também é um produto para a sociedade”.
A professora Natália Martins Dias, do curso de Psicologia da UFSC, foi selecionada pelo Instituto Raimon Gaja como uma das Líderes de la Neuropsicología Iberoamericana, publicação que traz entrevistas com pesquisadores de diferentes países que se destacam por sua atuação na neuropsicologia. A obra se configura em formato de entrevistas, apresentando o currículo, as contribuições e valores de pesquisadores de destaque nos anos recentes.
Ela foi a única brasileira a integrar o documento, disponível aqui. Na UFSC, Natália coordena o o Laboratório de Neuropsicologia Cognitiva e Escolar (Lance), que tem como foco pesquisas, extensão e ensino sobre neuropsicologia cognitiva, neuropsicologia escolar, avaliação e intervenção em crianças e adolescentes. O Instituto Raimon Gaja é um centro de ensino superior e pós-graduação fundado em Barcelona, na Espanha, focado na formação prática e acadêmica nas áreas de psicologia clínica, neuropsicologia e educação.
A publicação, conforme o texto de apresentação, lança um olhar para a neuropsicologia clínica, uma disciplina que ocupa um lugar cada vez mais relevante na formação, na pesquisa e na prática profissional contemporânea. “O aumento da expectativa de vida, o envelhecimento progressivo da população mundial, a maior prevalência de doenças neurodegenerativas e a detecção mais precoce de perfis de neurodivergência colocaram a neuropsicologia em um lugar estratégico dentro dos sistemas de saúde, educação e assistência social”, destacam. A obra permite conhecer trajetórias, dúvidas, decisões, aprendizados e formas de compreender a profissão a partir dos perfis selecionados.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A relação entre educação, formação humana e os desafios da contemporaneidade é o ponto de partida da coletânea O avesso do giz: rupturas e diálogos na educação contemporânea, organizada pela professora Lúcia Schneider Hardt e pelo doutorando Luiz Paulo Matias, pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A obra conta ainda com apresentação da professora Daiane Eccel.
Reunindo textos de professoras, professores e pesquisadores em formação vinculados ao PPGE-UFSC, o livro parte de uma questão central: ‘afinal, quando uma formação termina?’ A partir dessa provocação, os capítulos percorrem diferentes experiências e espaços educativos, da educação infantil à universidade, compreendendo a própria vida como um processo permanente de formação.
A Filosofia da Educação constitui um eixo comum entre os textos e aparece como possibilidade de problematizar os modos pelos quais a formação humana é pensada e vivenciada no presente. A coletânea aborda temas relacionados à aceleração do tempo, ao tecnicismo, à profissionalização, à plataformização do ensino e aos modelos padronizados e utilitaristas que atravessam a educação contemporânea.
Os autores dialogam com pensadores como Nietzsche, Michel Foucault, Byung-Chul Han, Hartmut Rosa e Jorge Larrosa, além de perspectivas e saberes ameríndios. Nesse diálogo, os capítulos também exploram conceitos e experiências ligados à contemplação, à experiência, à infância, à estética, à liberdade e à abertura para diferentes formas de conhecimento. Participam da coletânea: Lúcia Schneider Hardt, Sabrina Maurilia dos Santos, Fábio Roberto Vieira, Angélica Maria Schmitz da Silveira, Débora Regina Wagner, Bruno Henrique Nichel, Paulo Junior Batista Lauxen, Rubia Renata Ambrosio e Luiz Paulo Matias.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) uniu-se a diversas entidades para prestar homenagem ao professor Glauco Olinger, que completa 104 anos nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026. O professor Glauco é um dos fundadores do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade, que dirigiu entre 1976 e 1979. Também foi o primeiro pró-reitor de Planejamento da UFSC (1986-1988). Em reconhecimento à sua trajetória na instituição, desde 2007 Glauco Olinger é professor emérito da UFSC, um título que ele valoriza muito.
Para celebrar a data e reconhecer sua contribuição às Ciências Agrárias e ao desenvolvimento rural catarinense, foram preparadas duas homenagens especiais: o CCA disponibilizou on-line um capítulo de autoria de Glauco Olinger, integrante do Livro dos 50 anos do Centro; e, em uma iniciativa conjunta do CCA e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), foi entregue ao professor uma coletânea de cartas e mensagens institucionais.
O artigo do professor Glauco possui um significado especial por ter sido originalmente redigido à mão pelo próprio autor. Em suas páginas, Glauco reúne lembranças, experiências e sua perspectiva sobre acontecimentos dos quais não foi apenas testemunha, mas também protagonista.
A obra registra a trajetória dos 50 anos do CCA e reúne acontecimentos das comemorações realizadas durante 2025. Sua versão atualizada foi concluída em 2026 e teve um pré-lançamento virtual. Em razão das restrições de divulgação institucional durante o período de defeso eleitoral, a publicação física e a divulgação integral do livro permanecem reservadas para momento oportuno. Porém, diante da singularidade do aniversário, a Comissão Editorial do Livro dos 50 anos do CCA autorizou, excepcionalmente, a disponibilização on-line do capítulo de Glauco Olinger.

Em 2022, o Conselho Universitário da UFSC realizou uma sessão Solene em homenagem ao professor Glauco Olinger (Foto: Camila Collato)
A iniciativa permite que a comunidade conheça o relato do professor sobre a construção e o desenvolvimento das Ciências Agrárias em Santa Catarina. Disponibilizar esse capítulo no dia em que Glauco completa 104 anos é também uma forma de preservar sua voz, suas lembranças e sua contribuição para as próximas gerações.
Outra homenagem foi organizada conjuntamente pelo CCA/UFSC e pela Epagri, instituições profundamente ligadas à trajetória de Glauco Olinger. A iniciativa reuniu cartas e mensagens enviadas por instituições das quais Glauco participou ou com as quais construiu vínculos ao longo de sua vida. Os textos foram compilados em uma publicação especialmente encadernada, entregue pessoalmente ao professor.
A coletânea também conta com uma ilustração e uma poesia produzidas especialmente para a ocasião, formando um registro afetivo e institucional da importância de sua trajetória.
Entre as mensagens reunidas está a carta preparada pelo Centro de Ciências Agrárias, que destaca a relação de Glauco com a criação e o crescimento do Centro:
“Celebrar seus 104 anos de vida é, para o Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, muito mais que uma data extraordinária. É uma oportunidade de reconhecer, com admiração e gratidão, uma trajetória que se entrelaça profundamente com a própria história das Ciências Agrárias em Santa Catarina e com a construção do nosso Centro.”
A mensagem recorda que sua visão, sua capacidade de realização e seu compromisso com o desenvolvimento rural foram decisivos para a criação do curso de Agronomia e, posteriormente, para a constituição do CCA/UFSC:
“Naquele gesto pioneiro havia mais do que a criação de um curso ou de uma instituição. Havia uma compreensão de futuro: a convicção de que formar pessoas, produzir conhecimento e aproximar a Universidade da agricultura, do território e da sociedade seria fundamental para o desenvolvimento de Santa Catarina.”
O reitor da UFSC, Amir Oliveira, também escreveu uma carta para a coletânea, em nome da Universidade.
“Agradecemos nesta invejável passagem destes 104 anos de uma vida sublime, com uma frase sua em um dos vários momentos que conosco esteve: “Dificilmente haverá um título mais honroso que o título de professor”. Por tudo isso não nos cansaremos sempre de repetir: muito obrigado professor Glauco!

Professora Marlene Grade, diretora do CCA, leu a mensagem do reitor ao professor Glauco (Foto: Divulgação)
A homenagem do reitor da UFSC foi lida pessoalmente para o professor Glauco Olinger pela diretora do CCA, professora Marlene Grade.
Mesmo aos 104 anos, Glauco permanece atuante, escrevendo, compartilhando conhecimentos e contribuindo para a preservação da história das Ciências Agrárias em Santa Catarina. Sua trajetória está diretamente relacionada à implantação do primeiro curso de Agronomia do Estado e à criação do Centro de Ciências Agrárias da UFSC.
Sua atuação também foi fundamental para o fortalecimento da pesquisa agropecuária e da extensão rural catarinense, participando da história das instituições que deram origem à atual Epagri.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A professora do Departamento de Ciências Exatas e Educação (CEE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) campus Blumenau, Fabiana Schmitt Corrêa está lançando o livro Quando a Libras encontra o território: memória, protagonismo e educação bilíngue. A obra aborda a experiência das pessoas surdas no contexto familiar e educacional, a cultura surda, a importância da Língua Brasileira de Sinais e o papel transformador da educação bilíngue.
O lançamento será na próxima quarta-feira, dia 23 de setembro, durante o II Encontro Comemorativo ao Dia Nacional de Surdo. O evento ocorre a partir das 19h, no Auditório do Bloco T, no Campus I da Universidade Regional de Blumenau (Furb).
Fabiana conta que a ideia de escrever o livro surgiu do desejo de preservar e compartilhar memórias da comunidade surda de Blumenau. “Ao longo da minha trajetória como pessoa surda, professora e pesquisadora, percebi a importância de registrar histórias, experiências e vivências que muitas vezes permanecem apenas na memória de quem as viveu. O livro nasceu, inicialmente, de uma inquietação pessoal, mas foi ganhando uma dimensão coletiva à medida que outras pessoas surdas compartilharam comigo suas histórias. Assim, escrever o livro tornou-se uma forma de valorizar essas memórias, fortalecer a identidade surda e contribuir para que essas experiências também façam parte da história da cidade”, explica.
A autora conta que o livro reúne memórias e experiências de pessoas surdas de Blumenau, entrelaçando sua própria trajetória com relatos de outros integrantes da comunidade surda. “O livro aborda temas como identidade surda, cultura surda, língua de sinais, educação de surdos, relações familiares, experiências escolares e profissionais e os diferentes caminhos percorridos pelas pessoas surdas em uma sociedade majoritariamente ouvinte. Mais do que contar histórias individuais, a obra busca registrar uma memória coletiva e dar visibilidade às diferentes formas de viver, sentir e construir pertencimento dentro da comunidade surda”, conta.
A construção do livro contou com pesquisa, entrevistas e muitas horas de diálogo. “O processo foi longo e muito significativo para mim. As entrevistas foram realizadas em Libras, com o apoio de intérpretes, e posteriormente organizadas e analisadas por meio de uma abordagem temática. Ao mesmo tempo em que desenvolvia essa pesquisa, fui percebendo que minha própria história também fazia parte disso. Foi um processo de escrever, recordar, ouvir, refletir e, principalmente, compreender que cada história individual também pode contribuir para preservar a memória de uma comunidade”, completa a autora.
O livro foi publicado pela editora LF Editorial e já está disponível na Amazon. A autora pretende em breve fazer a doação de alguns exemplares para a Biblioteca da UFSC Blumenau. “Para mim, é muito importante que o livro esteja disponível também dentro da universidade, especialmente por sua relação com temas como Libras, educação de surdos, cultura surda, identidade e inclusão. Espero que a obra possa ser acessada por estudantes, professores, pesquisadores e pela comunidade em geral, contribuindo para ampliar o conhecimento e a valorização da história e da cultura surda”, finaliza Fabiana.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||