Professor da UFSC é selecionado para Programa Cátedra Bonn, na Alemanha

07/04/2025 11:50
Imagem: CAPES mantém programa de cátedra com a Universidade de Bonn, na Alemanha (iStock)

Universidade de Bonn, na Alemanha (iStock)

O professor do Departamento de Fitotecnia, do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marciel J. Stadnik, foi selecionado para o Programa Cátedra Bonn da CAPES, para promover a colaboração em educação e pesquisa entre a Alemanha e o Brasil. O professor será o primeiro docente da UFSC a ocupar uma cátedra da CAPES em uma universidade alemã e o primeiro da área de Ciências Agrárias a representar o Brasil em uma cátedra internacional pela agência.

Por meio da cátedra, o professor fará uma colaboração na Universidade de Bonn, na Alemanha. Segundo ele, a instituição é “referência nas áreas de agricultura, meio ambiente e economia”. Marciel desenvolverá um projeto voltado ao manejo ecológico e ao uso de bioinsumos na agricultura sustentável. Alem de fortalecer a cooperação científica entre Brasil e Alemanha, a iniciativa espera promover a interdisciplinaridade e buscar soluções inovadoras para a segurança alimentar global.

“Sinto-me honrado por ter sido selecionado para o Programa Cátedra da CAPES. Representa um marco importante em minha carreira e reconhece o mérito do meu trabalho como professor e pesquisador. Ao mesmo tempo, tenho plena consciência da grande responsabilidade que acompanha essa posição. Este programa é uma verdadeira vitrine do que a Ciência e a Educação brasileira têm de melhor”, disse o docente.

O Programa Cátedra Bonn é uma iniciativa da CAPES voltada ao fortalecimento da cooperação acadêmica e científica entre instituições brasileiras e alemãs. O programa busca ampliar a visibilidade internacional da produção científica nacional e fomentar redes globais de pesquisa de alto nível.

Saiba mais no site da Capes

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Pesquisa da UFSC realizada em parceria com a Polícia Federal e UFPA busca transformar maconha apreendida em biocombustível

03/04/2025 10:25

O cilindro, à esquerda da imagem, é onde ocorre a queima e a degradação controlada da maconha. Conectado a ele, há um conjunto de condensadores responsáveis por separar o biogás e o bio-óleo. O equipamento também está integrado a controladores de temperatura e a um computador para o monitoramento do processo.  (Foto: Divulgação)

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Polícia Federal (PF) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), busca transformar maconha apreendida em biocombustível. O estudo, intitulado Projeto Cannabiocombustível, utiliza a pirólise – um processo de decomposição térmica – para gerar bio-óleo, biogás, biocarvão e vinagre pirolítico. O objetivo é reduzir os custos da Polícia Federal com armazenamento e logística da droga apreendida, além de minimizar as emissões diretas associadas à queima convencional.

O projeto teve início nos laboratórios de Simulação Numérica de Sistemas Químicos (Labsin) e de Transferência de Massa (Labmassa), ambos do Departamento de Engenharia Química e de Alimentos da UFSC, onde o perito federal Antônio Augusto Canelas, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PósENQ), iniciou sua pesquisa, sob a orientação dos professores Adriano Silva e Ana Paula Immich Boemo. Posteriormente, devido a sua atuação em Belém, Canelas estabeleceu uma colaboração com a UFPA, onde dá continuidade aos experimentos, ainda com financiamento da UFSC.
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Projeto da UFSC cria bioestimulante para as culturas de alface e chicória

03/04/2025 07:06

Foto: André Junior Ribeiro/Divulgação

Criar um bioestimulante que garantisse ao agricultor produtividade e renda nas culturas de alface e chicória nos meses mais quentes do ano. Esse foi o desafio do projeto Ação de um bioestimulante sobre plantas ornamentais e olerícolas, desenvolvido entre 2023 e 2024 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com apoio da iniciativa privada. Bioestimulantes são produtos naturais ou produzidos a partir de misturas de produtos naturais e sintéticos que atuam diretamente na melhoria da capacidade de absorção da água e nutrientes pela planta, otimizando e melhorando a fotossíntese.

As hortaliças escolhidas para a pesquisa foram a alface e a chicória porque são espécies altamente consumidas em todas as estações do ano, mas que sofrem nos períodos mais quentes do ano, quando as temperaturas ficam acima das ideais para o perfeito crescimento das espécies. Como consequência, elas perdem produtividade, ficam mais suscetíveis a ataques de pragas e são afetadas no aspecto visual para serem expostas nas prateleiras dos varejistas. “A hipótese que estudamos é que este bioestimulante poderia ser um “colaborador” para garantir a produtividade e gerar renda aos produtores que cultivam essas hortaliças no verão”, relatou o professor Enio Pedrotti.

O trabalho contou com a parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), e o projeto foi financiado pela empresa Wcsat Comercial, empreendimento com sede em Blumenau (SC) e voltado ao desenvolvimento e à comercialização de produtos sustentáveis.

“Estes produtos não são fertilizantes, mas incrementam a produtividade, a resistência a fatores bióticos (como bactérias, algas, protozoários, fungos, plantas e animais) e abióticos (gases atmosféricos, radiação solar, sais minerais e água), a tolerância a déficit hídricos, entre outros benefícios para as plantas”, comparou o professor. “Além disso, os bioestimulantes, de forma geral, propiciam um melhor desempenho das plantas no que tange aos aspectos comerciais, como número e tamanho de folhas por planta, bem como a biomassa fresca e seca produzida”, acrescentou Pedrotti.

Os resultados foram positivos, embora prejudicados pelo excesso de chuvas no segundo semestre de 2023. Os ensaios preliminares foram iniciados em março de 2023, quando as mudas foram colocadas em canteiros a céu aberto na área de olericultura da Fazenda Experimental da Ressacada (FER) da UFSC. Em razão da desuniformidade do solo no local, foram instalados novos ensaios em agosto de 2023. O excesso de chuvas no final daquele mês, no entanto, causou o alagamento das áreas e todos os experimentos foram perdidos.

Em setembro, novos ensaios foram realizados, e, novamente, o excesso de chuvas impediu o desenvolvimento adequado das plantas. Em função dessas intempéries, novas experimentos foram montados na Casa de Vegetação do Setor de Plantas Ornamentais da Fazenda da Ressacada e as últimas amostras, colhidas, pesadas e analisadas quimicamente em janeiro de 2024.

Os primeiros resultados indicaram que os bioestimulantes podem criar uma condição favorável para a produção da alface e da chicória. Por melhorarem o desempenho da planta, via de regra, são aplicados menores quantidade de adubos químicos e produtos para combater insetos, fungos e bactérias. “Com isto, aumenta a qualidade do produto consumido e diminuem os impactos no meio ambiente no qual ele foi produzido”, ressaltou o coordenador do trabalho, que envolveu, além do professor Pedrotti, também o engenheiro agrônomo André Junior Ribeiro e quatro bolsistas alunos do curso de Agronomia da UFSC.

* Esta reportagem faz parte da edição 15 da Revista da Fapeu que está disponível na íntegra para download em https://tinyurl.com/RevistaDaFapeu

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Docente da UFSC é nomeado Professor Honorário por universidade francesa

01/04/2025 16:18

Arno Dal Ri Jr., professor do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi nomeado para o cargo de Professor Honorário na Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Sociais da Université de Lille, na França. A nomeação pode fortalecer a internacionalização da UFSC e a relação entre as universidades, promovendo oportunidades de ensino, pesquisa e extensão a membros de ambas as instituições.

Estudantes da UFSC devem seguir para intercâmbio na universidade francesa a partir de setembro. Segundo o professor Arno, a nomeação dá densidade a iniciativas em desenvolvimento, como pesquisas, publicações de livros e artigos em conjunto. Agora, o objetivo é estender a colaboração para mestrados e doutorados.

“A nomeação a professor honorário é uma honraria, um símbolo de prestígio e de reconhecimento por três décadas de pesquisas e atividades acadêmicas na área da história jurídica e do direito internacional”, aponta. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais (Sinter/UFSC), a Universidade de Lille possui um programa de Professor Honorário que visa promover a internacionalização de seus programas acadêmicos e de pesquisa, por meio do qual professores honorários têm a oportunidade de participar de uma série de atividades, incluindo projetos de ensino, coorientação de teses de mestrado e doutorado, participação em júris de teses e comitês de seleção para cargos docentes.

“A nomeação reforça no panorama acadêmico a convicção de que UFSC é uma universidade altamente internacionalizada, cosmopolita, em sintonia com os principais desafios vividos pela pesquisa universitária no exterior – em particular na Europa e na França -, pronta para participar de grandes redes de cooperação entre as mais importantes universidades do mundo”, comenta.

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Projeto de pesquisa da UFSC oferece capacitação para profissionais da Companhia Águas de Joinville

01/04/2025 15:51

Aulas aconteceram na UFSC e em empresa parceira (Divulgação)

O projeto Desenvolvimento de uma metodologia de execução de abertura e fechamento de valas a céu aberto na construção do sistema de saneamento do Município de Joinville, coordenado pelo professor da UFSC Joinville Marcelo Heidemann, promoveu um curso de capacitação em geotecnia básica para os profissionais que fiscalizam obras, elaboram editais e projetos para as obras de ampliação do sistema de saneamento básico da Companhia Águas de Joinville. A atividade ocorre em convênio com a empresa de engenharia e geotecnia Marcos Trojan.

As aulas teóricas aconteceram na Companhia Águas de Joinville e a prática no laboratório de Mecânica de Solos da UFSC Joinville. A capacitação faz parte de um projeto de pesquisa que busca desenvolver uma metodologia para otimizar as escavações e reaterros na construção de redes de saneamento em Joinville. O estudo considera as características do solo local e se baseia nos princípios da engenharia geotécnica, visando garantir a durabilidade das obras, reduzir custos operacionais e minimizar os impactos ambientais das intervenções.

A ampliação do sistema de esgotamento sanitário é considerada um desafio em Joinville. Com a regulamentação do saneamento básico por meio da Lei nº 14.026/2020, o Brasil tem a meta de atingir 99% de cobertura de abastecimento de água potável e 90% de cobertura de esgoto até 2033. Um dos principais obstáculos para essa ampliação é a complexidade das intervenções no sistema viário. A capacitação oferecida busca preparar os profissionais para enfrentar esses desafios, garantindo que as obras sejam conduzidas com maior eficiência e qualidade.

A metodologia a ser construída pelo projeto de pesquisa liderado pelo professor busca otimizar os processos construtivos para garantir a durabilidade das obras, minimizando os custos operacionais e promovendo a eficiência na manutenção das redes de esgoto e a durabilidade dos pavimentos que sofrem intervenção. Ainda, a proposta é reduzir os impactos ambientais e aumentar a eficiência nos trabalhos relacionados a estas obras.

 

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Livro de professora da UFSC é indicado como leitura de referência pela editora da Universidade de Cambridge

31/03/2025 14:29

A pesquisadora e professora Patrícia de Sá Freire, vinculada ao Departamento de Engenharia do Conhecimento e aos Programas de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC) e Administração (PPGAdm) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve uma de suas obras indicada como leitura de referência pela Cambridge University Press, uma das editoras acadêmicas mais prestigiadas do mundo.

A obra passou a integrar as recomendações de leitura do Cambridge Core, o principal repositório da editora, reconhecido globalmente como The home of academic research, ou A casa da pesquisa acadêmica em português. O livro, de sua autoria em coautoria com a professora Lillian Álvares, da Universidade de Brasília (UnB) — desenvolvido durante o estágio pós-doutoral da pesquisadora no PPGEGC —, foi reconhecido como referência para pesquisadores que atuam com pesquisas organizacionais e metodologias transdisciplinares de coprodução científica.

O trabalho apresenta os fundamentos teóricos e metodológicos do modelo KAD (Knowledge Acquisition Design), uma proposta inovadora criada no âmbito do Laboratório de Engenharia da Integração e Governança do Conhecimento e da Aprendizagem em Rede (ENGiN/UFSC). O modelo tem sido adotado em pesquisas voltadas à construção de conhecimento em contextos organizacionais complexos, promovendo articulações entre universidade, empresas e sociedade civil.

Professora Patrícia de Sá Freire. Foto: Reprodução/Eduardo Trauer

“A indicação do livro no Cambridge Core confirma a relevância e a originalidade da produção científica desenvolvida na UFSC, reafirmando o papel da universidade pública como espaço de excelência, inovação e impacto global”, afirma a professora da UFSC.

O livro nomeado Knowledge Acquisition Design (Kad): A Framework for Transdisciplinary Co-Production Research in Knowledge Governance and Organizational Learning está disponível no site da Cambridge University Press.

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Projeto da UFSC contribui para reconhecer pesca com botos como patrimônio imaterial do Brasil

31/03/2025 14:22

Interação entre pescadores e cetáceos é observada em Laguna, no Sul catarinense, e na Barra do Rio Tramandaí, no Norte gaúcho. Foto: Yuri Camargo/Projeto Botos da Barra

Um projeto de pesquisa executado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está contribuindo com uma proposta que visa reconhecer a pesca artesanal colaborativa entre humanos e botos como Patrimônio Cultural do Brasil certificado pelo Iphan.

A proposta de reconhecimento da atividade como bem imaterial foi encaminhada ao Iphan em dois momentos: em 2017, pela Pastoral da Pesca de Laguna, vinculada à Diocese de Tubarão (SC); e, em 2019, pela Associação Comunitária de Imbé – Braço Morto, sediada em Imbé (RS). O projeto realizado pela UFSC agora vai elaborar o dossiê de Registro que será encaminhado para votação do Conselho Nacional do Patrimônio Cultural. Esse dossiê é composto por pesquisas, documentos e material fotográfico e audiovisual etnográfico. A pesca artesanal com botos já é reconhecida como patrimônio imaterial do Estado de Santa Catarina desde 2018.

Com coordenação do professor Caetano Kayuna Sordi Barbará Dias, o trabalho é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Canoa – Coletivo de Estudos sobre Ambientes, Percepções e Práticas, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC, e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “A Fapeu exerce um papel importante no projeto ao executar a gestão administrativa e financeira, orientando e assessorando a coordenação e os demais pesquisadores da área finalística quanto às demandas e processos relativos ao seu bom funcionamento”, destaca o professor.
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‘A Itália Traduzida’: núcleo de Estudos da UFSC divulga livro fruto do projeto Conectando Culturas, do CNPq

31/03/2025 10:32

O Núcleo de Estudos Contemporâneos de Literatura Italiana (Neclit) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um livro com a participação dos professores Alejandro Patat, Andrea Santurbano, Patricia Peterle e convidados como resultado do projeto “L’Italia tradotta” (itália traduzida). A obra foi  lançada em 2024, no Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro.

O volume é fruto do projeto internacional “Conectando Culturas”, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que reúne em rede várias universidades italianas, brasileiras e argentinas. O objetivo principal é pensar nas línguas e as culturas envolvidas como diversidades dialogantes, capazes de propor visões construtivas capazes de compor um tecido de relações interculturais sobre o qual se pode basear uma efetiva inclusão social. A língua, ou melhor, as línguas, em sua singularidade, são vistas como solo fértil que se torna um terreno de confronto dialético no respeito e no reconhecimento do outro.

O livro está disponível para venda no site da Editora 7Letras. Para outras informações acesse neclit.ufsc.br.

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Pesquisa da UFSC descreve dados inéditos sobre o consumo de melato da Bracatinga por aves

31/03/2025 10:01

Beija-flor é consumidor de melato (Joana Mattos)

Ele tem cerca de 10 centímetros, penas brancas e esverdeadas e, segundo registros do WikiAves, alimenta-se do néctar de flores e de insetos. Mas não só: uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina descobriu que o pequeno Beija-flor-de-papo-branco, o Leucochloris albicollis, é um voraz consumidor do melato de Bracatinga, um líquido doce excretado por cochonilhas que se alimentam da seiva de uma árvore típica do Planalto catarinense.

A pesquisa Efeitos da disponibilidade de melato nas interações ecológicas, riqueza e diversidade de aves no sul do Brasil, desenvolvida por Joana Nascimento de Mattos com orientação dos professores Eduardo Giehl e Guilherme Brito, terá parte dos seus resultados publicados pela revista Journal of Ornithology, reforçando o ineditismo das descobertas realizadas na dissertação de Joana. O estudo é financiado pelo programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração que estuda a biodiversidade do estado de Santa Catarina (PELD BISC).

Há poucos dados sobre as interações ecológicas a partir do melato da Bracatinga. “Tem bastante coisa relacionada ao mel e abelhas, mas quase nada das interações ecológicas e importância do recurso extra utilização por humanos”, observa o professor. “É um trabalho que começamos e há pouquíssimos estudos pelo mundo. No Brasil, tem só um artigo publicado”, lembra Joana.

Entre os escassos trabalhos publicados no mundo sobre essa interação, há investigações sobre outras espécies de plantas. “Já no Brasil, com a Bracatinga, não tem nenhum publicado. O único é com Ingá sp, outra planta, mas que não tem relação com produção de mel. Então esse será o primeiro com a interação com o melato de bracatinga”, explica a pesquisadora.
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Estudo da UFSC lista microrganismos que podem adoecer trabalhadores de frigoríficos

28/03/2025 15:58

Frigoríficos empregam quase 700 mil trabalhadores no Brasil. Foto: Agência Senado

Uma pesquisa publicada na revista científica Pegada elencou mais de 70 agentes biológicos a que os trabalhadores de frigoríficos estão expostos, entre vírus, bactérias, fungos e outros parasitas. Realizado como parte da tese de doutorado de Roberto Carlos Ruiz, médico do trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e aluno do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, sob orientação do professor Fabrício Menegon, o estudo teve o objetivo de conhecer o conjunto de doenças infecciosas que podem acometer esses trabalhadores e aponta para a necessidade de qualificação do sistema de vigilância em saúde, de alterações de normas regulamentadoras e de medidas previdenciárias relacionadas à aposentadoria especial.

A relação de agentes biológicos foi feita com base em uma ampla revisão bibliográfica, que partiu de uma seleção inicial de 714 artigos científicos publicados em português, espanhol e inglês. Após a leitura dos títulos e resumos, os pesquisadores selecionaram 81 desses artigos para análise integral – aos quais se somaram outros 30, descobertos depois. No total foram 111 estudos, realizados em diferentes países, que descreviam patógenos com potencial para transmissão animal-humanos e humanos-humanos encontrados nas indústrias de abate e processamento de carne.

“A primeira surpresa foi a quantidade de agentes biológicos que nós encontramos, foram muitos. Só fazendo uma ressalva: quando falamos em frigorífico ali no artigo, estamos falando de boi, de ave, de porco, de peixe. Então, vimos que, no conjunto, são muitos os agentes biológicos que podem afetar a saúde da pessoa que trabalha”, afirma Roberto.
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UFSC e Fiesc firmam parceria para impulsionar inovação em Santa Catarina

28/03/2025 14:05

Protocolos de intenções foram assinados durante reunião da diretoria da Fiesc (Fotos: Filipe Scotti)

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), por meio do Senai/SC, e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) firmaram nesta sexta-feira, 28 de março, dois protocolos de intenções que estabelecem novas frentes de cooperação nas áreas de robótica avançada e biotecnologia. As iniciativas têm como foco o fortalecimento do ecossistema de inovação no estado, promovendo a integração entre pesquisa científica e aplicação industrial.

“O fortalecimento das redes de inovação em biotecnologia e robótica coloca Santa Catarina em uma posição estratégica no cenário nacional, aproximando o conhecimento gerado nas universidades das demandas reais da indústria”, afirma Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc.

Para o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, a parceria eleva a um outro patamar as relações entre a UFSC e a indústria em Santa Catarina. “A partir deste momento seremos parceiros no desenvolvimento de pesquisas em áreas estratégicas para o futuro do estado. As redes de Robótica e Biotecnologia são pioneiras, mas haverá outras redes sobre temas tão fundamentais quanto inteligência artificial, transição energética, newspace e manufatura avançada”, destaca.
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Confira a programação do mês de abril no Planetário e Observatório da UFSC

28/03/2025 10:54

Planetário da UFSC, visto do céu. (Foto: Caetano Machado/Agecom)

O Planetário e Observatório da UFSC divulgam as atividades previstas para o mês de abril, sempre com programação gratuita às quartas-feiras. Todos os eventos são abertos ao público em geral e ocorrem no campus da UFSC em Florianópolis.

Em caso de chuva ou céu nublado, estarão mantidas as atividades de sessão infantil, sessão de Planetário e as palestras. O limite de lotação das sessões é de 39 pessoas por sessão de Planetário, com vagas preenchidas por ordem de chegada. Após o início da sessão de Planetário não é permitido entrar, portanto é importante ser pontual. Não é permitido usar celular com flash, lanterna ou tênis com LED no Observatório e no Planetário e não é permitida a entrada com alimentos e bebidas.

Mais informações pelo e-mail: observatorio@contato.ufsc.br.
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UFSC sedia evento nacional de estudos do trabalho em julho

27/03/2025 10:47

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia, entre 29 de julho e 2 de agosto, o XIX Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (Enabet), no campus Trindade, em Florianópolis. Com tema Trabalho e direitos no século XXI: cenário de destruição e vias de reconstrução, o evento busca acolher reflexões sobre as múltiplas dimensões dos impactos das crises e transformações no mundo do trabalho, ao longo das últimas décadas do século XX e seus desdobramentos no século XXI, no sentido da ampliação das desigualdades sociais e piora generalizada das condições de vida da população trabalhadora, mas também das emergências das lutas e resistências no campo dos conflitos do trabalho.
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LabTrans/UFSC confirma viabilidade para sistema de movimentação de contêineres a 600km/h

25/03/2025 13:49

Sistema permite transporte em alta velocidade dentro de tubos metálicos e ambiente de baixa pressão. Crédito: Divulgação

O Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou um estudo pioneiro no mundo sobre a aplicação da tecnologia HyperloopTT para movimentação de cargas. A pesquisa analisou uma rota de 549 km na região Sudeste, ligando o Porto de Santos a São José do Rio Preto, passando por São Paulo e Campinas.

A iniciativa, conduzida pela Hyperloop Transportation Technologies em parceria com o EGA Group e o LabTrans, confirmou a viabilidade para a implantação do sistema, denominado HyperPort, no Brasil. Segundo o estudo, o modelo poderia operar a 600 km/h, transportando diariamente 5.600 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

Conforme explica o professor Wellington Repette, coordenador-geral do laboratório da UFSC, o HyperPort é um sistema de transporte de carga baseado na tecnologia hyperloop, que permite a movimentação de contêineres em alta velocidade dentro de tubos metálicos e ambiente de baixa pressão. Os pesquisadores avaliam que a inovação pode transformar o Brasil em referência global em transporte de cargas nesta modalidade, oferecendo uma alternativa eficiente ao modal rodoviário e preparando o país para os desafios logísticos do futuro.

Papel do LabTrans

Pesquisa do LabTrans analisou rota que liga o Porto de Santos a São José do Rio Preto, passando por São Paulo e Campinas. Crédito: Divulgação

O Laboratório de Transportes e Logística da UFSC é o responsável pela análise técnica e econômica do projeto. O professor Amir Mattar Valente, fundador e atual coordenador técnico do LabTrans, destaca o ineditismo do projeto. “Este estudo marca um avanço significativo na pesquisa de transporte de carga, pois é o primeiro a avaliar a viabilidade da tecnologia hyperloop para operações logísticas de grande escala”, destaca.

O docente ressalta que a pesquisa representa um avanço significativo na inovação logística. “O hyperloop pode revolucionar o setor ao fornecer um sistema rápido, seguro e sustentável que reduz as emissões de CO₂ e a dependência de combustíveis fósseis. Nossa análise não apenas demonstra a viabilidade técnica e econômica do hyperloop no Brasil, mas também prepara o cenário para o futuro da infraestrutura logística, trazendo inovação e eficiência muito necessárias para o transporte de contêineres”, complementa.
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Camundongos criam mapas mentais, como humanos, revela estudo integrado pela UFSC

24/03/2025 11:19

Camundongos testados pelo estudo foram capazes de criar mapas mentais sem utilizar referências visuais. Foto: Reprodução/Getty Images

Você já tentou andar no escuro e, mesmo sem enxergar, conseguiu se localizar? Isso acontece porque o cérebro humano é capaz de calcular onde estamos com base nos nossos próprios movimentos, sem depender de pontos de referência visuais, como placas ou prédios.

Um estudo integrado pelo professor Maurício Girardi Schappo, do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), revelou, por meio de testes experimentais, que, assim como os humanos, os camundongos são capazes de criar mapas mentais sem utilizar referências visuais. 

Segundo o periódico internacional da área de biologia eLife, em que a pesquisa foi publicada em novembro de 2024, o registro da capacidade dos animais de construir mapas cognitivos é “algo raramente, ou nunca, relatado fora da literatura sobre seres humanos”. A revista ainda classificou o trabalho como “fundamental” para o avanço de campos como biologia, neurociência e psicologia cognitiva.

O estudo foi desenvolvido em colaboração com pesquisadores Leonard Maler, André Longtin e Jean-Claude Béïque, e com a aluna de doutorado Jiayun Xu, do Center for Neural Dynamics and Artificial Intelligence da Universidade de Ottawa, no Canadá.

Segundo o professor Schappo, a descoberta contribui para a quebra da premissa de que os humanos ocupam uma “uma posição privilegiada” tanto dentro do universo, quanto dentre as diferentes espécies de animais. “Há séculos, a ciência vem desconstruindo essa ideia, mas nas últimas décadas começamos a ter melhores ferramentas para desconstruí-la”, diz.

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STF lança livro sobre desinformação com participação de doutoranda da UFSC

21/03/2025 15:39

Doutoranda em Direito da UFSC Katiele Rehbein ao lado do presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, em evento de lançamento do livro. Foto: Reprodução/Antonio Augusto/STF

Katiele Rehbein, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi autora de um dos 18 capítulos do livro Desinformação: o mal do século, vol. 2. O futuro da democracia: inteligência artificial e direitos fundamentais, lançado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 19 de março. A cerimônia de lançamento da obra, em Brasília, contou com a participação do presidente do Tribunal, Luís Roberto Barroso, e do ministro Luiz Fux, que também assinam artigos do livro.

A publicação aborda temas cruciais para a democracia, como a influência das notícias falsas em processos eleitorais, o impacto da inteligência artificial na disseminação de informações e a necessidade de regulamentação para assegurar direitos e conter abusos. A iniciativa faz parte do Programa de Combate à Desinformação do STF e foi lançada em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), dando continuidade ao trabalho iniciado na gestão da ministra Rosa Weber.
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Grupo que estudará obra da escritora Maria Gabriela Llansol abre inscrições para novos participantes

21/03/2025 10:45

O Núcleo de Estudos Benjaminianos (Neben), vinculado ao Departamento de Língua e Literatura Vernáculas (DLLV) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para o grupo de estudos “Com Llansol: das paisagens“, que promoverá atividades de abril a julho deste ano.

Os encontros ocorrem presencialmente às quintas-feiras, nos dias 10 e 24 de abril, 08 e 22 de maio, 12 e 26 de junho, 10 e 24 de julho na sala 206, Bloco B, CCE, sempre das 15h às 17h, e a participação é gratuita e aberta a toda a comunidade. Para inscrever-se, basta enviar um e-mail para comllansol.ufsc@gmail.com até 31 de março, informando o nome completo, CPF e número de celular. A participação dá direito a um certificado de 40 horas.

Neste semestre, o grupo se dedicará à leitura do livro Onde vais, Drama-Poesia?, da escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol, e tomará como referências a literatura, a psicanálise e outras artes para refletir sobre a noção de paisagem. Além do livro central, o estudo incluirá textos como O tempo da paisagem, de Jacques Rancière, trazendo um olhar filosófico e estético sobre o tema.

Ao longo dos encontros, será desenvolvido um caderno coletivo online, no qual os participantes poderão registrar reflexões, impressões e diálogos surgidos durante as discussões. A atividade será conduzida pelo coordenador do Neben, professor Tiago Pinheiro; pela doutoranda em Literatura do Programa de Pós-Graduação em Literatura (PPGLit), Gabriela Carvalho, atualmente desenvolvendo a pesquisa “Uma paisagem cosmopoética de leitura com Maria Gabriela Llansol”, orientada pelo professor Jorge Hoffmann Wolff, linha de pesquisa: Poesia e Aisthesis, professora nos cursos de Letras e Pedagogia da UFSC; e pela psicanalista, doutora em Literatura, com estágio de pós-doutoramento em Psicanálise, Clínica e Cultura, Rosi Bergamaschi. A participação dá direito a um certificado de 40 horas.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail comllansol.ufsc@gmail.com.

 

 

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Professora da UFSC é a primeira estrangeira a integrar a comissão científica de prêmio italiano

20/03/2025 18:02

A professora Patricia Peterle, do Departamento de Língua e Literaturas Estrangeiras e do Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi nomeada recentemente como integrante da Comissão Científica do Prêmio Strega Poesia, na Itália. É a primeira vez que uma pessoa estrangeira irá integrar a comissão.

“Foi um convite feito em janeiro de 2025, para integrar junto com outras pessoas de reconhecido prestígio (entre poetas, professores, editores) a comissão científica. Fiquei muito contente, pois é um reconhecimento do trabalho que venho desenvolvendo sobre poesia italiana dentro e fora do Brasil”, conta a docente.

Patricia lembra que a poesia tem uma circulação menor, apesar de ter seus adeptos, e quando se pensa na literatura italiana, esta fatia é ainda menor. “Então é um grande esforço de criar espaços para a sua circulação. Nos últimos anos, tenho sido convidada na Itália para participar de eventos e dar cursos sobre alguns autores, Zanzotto, Testa, Calandrone, Caproni, Anedda. Alguns tive a oportunidade de traduzir e publicar no Brasil. Fica meu agradecimento para as editoras que acreditaram nesses projetos”, diz a pesquisadora.
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Estudo de doutorando da UFSC sobre comércio internacional é premiado em concurso nacional de artigos científicos

18/03/2025 11:09

Raimundo Plácido Freire Neto, doutorando do PPGRI/UFSC. Foto: Acervo pessoal

O artigo Desenvolvimento e comércio internacional: conceitos indissociáveis, que é fruto da pesquisa de doutorado de Raimundo Plácido Freire Neto no Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGRI/UFSC), foi o terceiro colocado do 2° Concurso Nacional de Artigos Científicos, promovido pela Escola Superior da Magistratura do Maranhão (Esmam), no eixo Direito e Economia. A premiação será no dia 28 de março, na sede da Esmam, em São Luís (MA).

Dividido em quatro seções, o texto do pós-graduando da UFSC trata do desenvolvimento do comércio internacional como base da economia dos Estados desde o século XV, discutindo como o mercado desempenhou o papel de alicerce para avanços internos, em especial aos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos.

Com enfoque em compreender a dinâmica das exportações de commodities no processo de viabilidade econômica das nações, o artigo também aborda a criação e importância de organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como programas ou ações para inserção dos países no sistema multilateral do comércio de forma mais justa e horizontal.

Segundo Raimundo Neto, o comércio internacional é essencial para o desenvolvimento de países como o Brasil, onde há baixas taxas de industrialização e alta exportação de commodities, como soja e petróleo. O estudo, que é orientado pelo professor Fernando Seabra, do PPGRI, será publicado após a premiação.

Para mais informações sobre o concurso, acesse a página do Poder Judiciário do Estado do Maranhão.

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Professor da UFSC apresenta pesquisa sobre maricultura em workshop no Amapá

17/03/2025 16:29

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Afonso Bainy participará do I Workshop da Rede de Diagnóstico da Mariscagem nos MARetórios da Amazônia (RedeMAR Amazônia) nos dias 20 e 21 de março, em Macapá (AP). O evento, sediado no Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (Unifap), marca o lançamento oficial da RedeMAR Amazônia, rede de pesquisa em maricultura composta pela Unifap, Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária do Amapá (Embrapa), além da UFSC, citada como referência nacional no tema em texto publicado no site da Unifap.

Segundo a rede, a cooperação interinstitucional visa criar um modelo de governança integrada para a cadeia produtiva da mariscagem, promovendo a capacitação de marisqueiras e o fortalecimento da economia local. O workshop será um espaço de discussão e intercâmbio de conhecimentos entre governo federal, estadual, universidades e sociedade, com intuito de incentivar a integração de saberes tradicionais e científicos para o desenvolvimento sustentável da cadeia de exploração de mariscos no litoral da Amazônia.

O evento reunirá pesquisadores, gestores públicos e representantes de comunidades extrativistas para abordar temas como políticas públicas para a gestão dos recursos da pesca artesanal, estudos genéticos e ecológicos dos mariscos explorados, pesquisas ecotoxicológicas e o desenvolvimento da atividade de mariscagem na região.

Os organizadores ressaltam que a iniciativa busca consolidar parcerias estratégicas e fomentar políticas públicas que garantam a viabilidade econômica e ambiental dessa atividade para a sustentabilidade do litoral amazônico. Integrando ciência, tradição e inovação tecnológica, o projeto tem potencial para ser um marco na correlação entre bioeconomia, segurança alimentar e conservação dos ecossistemas marinhos, afirmam.

Com palestras, mesas-redondas e debates, o workshop oferecerá um espaço para a troca de experiências e construção de políticas que beneficiem as comunidades envolvidas. O evento acontecerá no auditório do Hospital Universitário da Unifap, com programação dividida em dois dias. Para conferir as atividades na íntegra e mais informações, acesse a página da Unifap.

Com informações da RedeMAR Amazônia.

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Cátedra Antonieta de Barros seleciona bolsistas de pós-graduação para universidade do México

13/03/2025 12:48

A direção geral da Cátedra Antonieta de Barros/Cátedra UNESCO Educação para a Igualdade Racial abrirá inscrições para processo seletivo destinado à concessão 14 bolsas para pós-graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Serão ofertadas sete bolsas de mestrado sanduíche e sete bolsas de doutorado sanduíche na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), na Cidade do México. As inscrições ocorrem de 20 de março a 20 de abril de 2025.

As bolsas estão vinculadas ao projeto Cátedra Antonieta de Barros: Educação para a Igualdade Racial e o Combate ao Racismo, aprovado no Edital Abdias Nascimento Capes 16/2023. O edital visa promover a educação em prol da igualdade racial e apoiar o combate ao racismo, além de fortalecer a cooperação acadêmica e cultural com a UNAM. O Programa Abdias Nascimento destina-se à estruturação, ao fortalecimento e à internacionalização dos Programas de Pesquisa e de Pós-Graduação por meio da mobilidade docente e discente internacional.  Trata-se de uma parceria entre a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (Secadi/MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Sobre a Cátedra

A Cátedra Antonieta de Barros é uma unidade acadêmica da UFSC em formato de rede interinstitucional, vinculada ao Gabinete da Reitoria. Destina-se à promoção de pesquisas, estudos e debates no campo da Educação para a Igualdade Racial e Combate ao Racismo, contribuindo para o avanço na produção de conhecimentos comprometidos com a formulação de políticas públicas e a formação de profissionais qualificados na área. Em funcionamento desde 2023, a Cátedra UNESCO Educação para Igualdade Racial foi criada a partir da Cátedra Antonieta de Barros.

Mais informações no edital e no site da Cátedra.

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Projeto da UFSC divulga resultados sobre discussões acerca de políticas linguísticas educacionais

12/03/2025 11:59

O projeto de extensão Oralidades, Multilinguismos e Letramentos Políticos: Diálogos com a Educação, vinculado ao Grupo de Pesquisa em Políticas Linguísticas da Universidade Federal de Santa Catarina (PoLiTicas/UFSC), divulgou em fevereiro os resultados de pesquisas e eventos produzidos desde 2022.

Ao longo desse período, foram realizados dois Encontros de Políticas Linguísticas Educacionais, que contaram com nove mesas-redondas, onze grupos de trabalho, cerca de 100 apresentações orais e mais de 400 inscritos, e que tiveram como objetivo discutir as políticas linguísticas e a esfera educacional em três elementos interligados: os conceitos de língua e oralidade, as propostas de educação multilingue e os letramentos políticos.
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Pós-Graduação em Informática em Saúde recebe professora da Universidade de Columbia para aprimoramento curricular

11/03/2025 11:26

Professora Ruth Masterson Creber. Foto: Reprodução/Universidade de Columbia

O Programa de Pós-Graduação em Informática em Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGINFOS/UFSC) recebe, de 11 a 26 de março, a professora Ruth Masterson Creber, da Universidade de Columbia (Nova York/Estados Unidos). Conforme o PPGINFOS, a professora auxiliará no aprimoramento da estrutura curricular e no fomento de colaborações internacionais acadêmicas do programa.

A visita da pesquisadora ocorre por meio da iniciativa Fulbright Specialist, que promove intercâmbio acadêmico com a visita de especialistas norte-americanos a instituições de todo o mundo, com objetivo de apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento em áreas prioritárias.
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UFSC anuncia cinco pesquisadoras que receberão Prêmio Mulheres na Ciência

07/03/2025 16:31

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou os resultados da 4ª Edição do Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência.

Neste ano, as vencedoras do prêmio na área de conhecimento Humanidades foram Aline Beltrame de Moura (Direito), na categoria Júnior; e Elizete Vieira Vitorino (Ciência da Informação) na categoria Plena.

Na área do conhecimento Vida, foi agraciada Ana Carolina Fernandes (Nutrição), na categoria Júnior. E na área do conhecimento Exatas e da Terra o prêmio foi para Camila Fabiano de Freitas Marin (Química), na categoria Júnior; e Cíntia Soares (Engenharia Química e Engenharia de Alimentos), na categoria Plena.

O júri da 4ª Edição do Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência foi composto pelas professoras Marilise Luiza Martins dos Reis Sayão, da Pro-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe); Therezinha Maria Novais de Oliveira, da Universidade da Região de Joinville (Univille); Helen Treichel, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e professor William Gerson Matias, da Propesq.

O prêmio consiste em um diploma e um vídeo para divulgação científica, que será veiculado em canais de comunicação da UFSC e comporá a galeria Destaques na Ciência da Propesq. A premiação será entregue em evento institucional comemorativo ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência de 2025, em data a ser marcada.

 

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Pesquisa da UFSC mostra que plástico PET intoxica microcrustáceo na base da cadeia alimentar

07/03/2025 16:28

Estudo foi realizado no Laboratório de Toxicologia Ambiental (Labtox). Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Um estudo conduzido no Laboratório de Toxicologia Ambiental (Labtox) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que o descarte inadequado de garrafas PET pode causar uma série de efeitos tóxicos em um pequeno crustáceo de água doce, a dáfnia. Por meio de testes em laboratório, os pesquisadores mostraram que a degradação do PET na água causa danos em células e mitocôndrias e afeta a reprodução, a alimentação e a locomoção desses animais, que estão na base da cadeia alimentar. Os resultados foram publicados na revista científica internacional Science of The Total Environment e fizeram parte da pesquisa de doutorado de Bianca Vicente Costa Oscar, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental.

“Pela literatura, a gente já sabe que os materiais plásticos, quando são liberados na água, sofrem fragmentação e liberam compostos químicos. Só que até que ponto essa fragmentação, cada vez em pedaços menores, interfere no organismo dos animais? E até que ponto esses compostos que o PET libera interferem também na vida do animal?”, questiona Bianca.

O animal escolhido para os testes foi a dáfnia (mais especificamente a espécie Daphnia magna), um microcrustáceo que pode chegar a cinco milímetros de comprimento. Elas vivem em água doce e se alimentam de partículas finas de matéria orgânica em suspensão, incluindo leveduras, bactérias e microalgas. Por outro lado, servem de alimento a peixes e diversos outros animais aquáticos. Então, qualquer impacto na população de dáfnias pode desequilibrar toda a cadeia alimentar. 
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