Pesquisa da UFSC analisa responsabilidade pública por inundações no RS em 2024 sob ótica do Direito

25/07/2025 12:23

População foi atingida por cheias e aguarda indenizações. Foto: Concesul/Divulgação

Um trabalho de conclusão do curso de Direito, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), analisou a responsabilidade do poder público pelos danos causados com as inundações no Rio Grande do Sul em 2024. A pesquisa, defendida e aprovada em 4 de julho, concluiu que pode haver indícios de culpa por conta da falta de ações cabíveis de prevenção de inundações. Porém, também destacou que não houve omissão estatal específica na oferta de medidas reativas. A solução pode ser um entendimento intermediário de responsabilização do Estado, já avalizado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

O estudo é de autoria de Alberto Raphael Hach Pratts e foi redigido sob orientação do professor  Guilherme Henrique Lima Reinig e coorientação do professor e juiz de Direito Fernando Speck de Souza, no Centro de Ciência Jurídicas da UFSC.

“O trabalho aborda justamente uma eventual recomposição patrimonial das vítimas afetadas pelos eventos. À época, o país restou incrédulo com as notícias vindas do Rio Grande do Sul, mas hoje as vítimas daquele desastre climático, as quais sofreram danos e tiveram bens retirados à força, ainda batalham na justiça por reparação e indenização monetária”, observa Alberto.

Falta unanimidade nos tribunais

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Ostras ajudam a identificar metais e bactérias resistentes em estudo com participação da UFSC

24/07/2025 12:58

Estudo não avalia risco para o consumidor, mas aponta dados sobre contaminação no meio ambiente (Imagem de Yung-pin Pao por Pixabay)

Um artigo publicado na Food Research International com participação da Universidade Federal de Santa Catarina e liderança da Universidade de São Paulo analisou a bioacumulação de arsênio em ostras prontas para consumo no Brasil e sua associação com bactérias resistentes. Com foco em Cananéia, Santos, São Paulo e Peruíbe, no Estado de São Paulo, e em Florianópolis, a análise não abrangeu o risco imediato para o consumidor dos moluscos, mas apontou questões relevantes sobre ambientes contaminados e suas consequências.

O estudo identificou altas concentrações de arsênio total nas ostras e a presença de cepas bacterianas resistentes a antibióticos de prioridade crítica da OMS, incluindo Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli e, pela primeira vez em frutos do mar, Citrobacter telavivensis, bactéria oportunista descrita em 2021.

“O que a pesquisa traz é uma contribuição científica para compreendermos melhor os fatores ambientais que podem impactar a cadeia produtiva de alimentos de origem marinha, como é o caso das ostras”, explica o pesquisador Gustavo Rocha, do Laboratório de Microbiologia Molecular Aplicada (MIMA).

“Os resultados reforçam a necessidade de atenção contínua à qualidade das águas utilizadas na maricultura, não apenas sob os critérios microbiológicos tradicionais, mas também considerando a presença de contaminantes químicos que podem favorecer desequilíbrios microbiológicos no ambiente”.

Gustavo explica que o ambiente sofre com o que se chama de “pressão seletiva”. Isso ocorre, de acordo com ele, quando a sobrevivência de certos organismos é favorecida pelo meio em detrimento a outros. “No caso das ostras e do ambiente marinho, a presença constante de contaminantes como antibióticos e elementos químicos, como o arsênio, funciona como essa pressão. Ou seja, só sobrevivem as bactérias que conseguem resistir a esses compostos”.
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Estudante indígena da UFSC defende dissertação inédita para o campo do Direito

22/07/2025 16:35

O estudante Jafé Ferreira de Souza, conhecido como Jafé Sateré-Mawé, apresenta no dia 28 de julho, a partir das 10h, sua dissertação intitulada Sehay Koro: O pluralismo jurídico e as normas costumeiras penais do Povo Sateré-Mawé (Amazonas) enquanto ordenamento jurídico não estatal. A banca será realizada no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e terá como um dos avaliadores o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Luiz Henrique Eloy Amado, conhecido como Eloy Terena, indígena do povo Terena em Aquidauana (MS) e doutor em Ciências Jurídicas e Sociais.

A dissertação resultante da pesquisa de mestrado propõe um diálogo entre o direito ocidental e os saberes ancestrais indígenas, explica Jafé. “Destaca a legitimidade das normas penais costumeiras como parte de um ordenamento jurídico autônomo, baseado em valores comunitários e práticas ancestrais”, detalha ele. O trabalho apresenta o “sehay koro”, que é o “direito penal” da nação Sateré-Mawé, comparando-o com as matrizes modernas do Iluminismo. A pesquisa teve orientação do professor Diego Nunes, do CCJ.

Jafé é o primeiro estudante indígena do Programa de Pós-Graduação em Direito a ingressar no mestrado por meio de ações afirmativas para indígenas. A dissertação é um aprofundamento do estudo desenvolvido pelo estudante no trabalho de conclusão do curso de Direito, apresentado na UFSC em dezembro de 2022. Ele também tem protagonismo na articulação da Associação dos Estudantes Indígenas da Universidade, sendo um dos fundadores desse coletivo.

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Pesquisa da UFSC usa movimentos oculares para aprimorar leitura crítica de textos on-line

22/07/2025 15:25

Tecnologia de rastreamento ocular registra o foco visual do leitor durante a leitura de telas on-line; metodologia foi utilizada como ferramenta de instrução na pesquisa de Juliana do Amaral. Foto: Divulgação/LabLing/UFSC

Já é bem estabelecido na literatura científica o fato de que a leitura em meio digital tem importantes diferenças em relação à leitura no meio analógico, principalmente nas mídias com suporte em papel. Essa premissa, que vai além de meras preferências subjetivas ou fadiga ocular, é o ponto de partida da pesquisadora Juliana do Amaral, pós-doutoranda no Laboratório da Linguagem e Processos Cognitivos (LabLing), vinculado aos programas de pós-graduação em Linguística e em Letras-Inglês da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em artigo publicado no Journal of Computer Assisted Learning no início de julho, Juliana demonstra que modelar o comportamento na navegação e avaliação de conteúdo on-line otimiza a experiência de leitura em páginas web, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento crítico e a revisão de crenças pré-estabelecidas.

Vários estudos já confirmaram que há um déficit de compreensão quando se lê em computadores ou smartphones, na comparação com conteúdos impressos, de acordo com a pesquisadora. Uma importante metanálise, Don’t Throw Away Your Printed Books, demonstrou que as pessoas que leem em telas digitais compreendem menos os conteúdos. Além disso, os estudos indicam que não é possível aprimorar sua compreensão nas leituras em tela com o passar do tempo e a aquisição do hábito.

Desinformação e leitura crítica

Embora a leitura de textos narrativos mais longos em dispositivos que simulam o manuseio de livros, como o Kindle, seja menos afetada, a complexidade aumenta com textos expositivos e informativos, especialmente em páginas web, que exigem competências digitais específicas. Na análise de Juliana, estudar e aprimorar as competências de leitura tem especial relevância no cenário de desinformação favorecido pelas mídias digitais interativas. “Desenvolver a competência de avaliação de fontes é fundamental. No ambiente digital, onde não há controle de qualidade e qualquer um pode publicar, é crucial saber identificar a autoria, suas credenciais e o veículo de publicação”, analisa.

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Projeto de doutorando da UFSC recebe prêmio por inovação em computação quântica

22/07/2025 12:12

Evandro Chagas Ribeiro da Rosa (ao centro) recebe o prêmio em Maceió. Foto: Divulgação/UFSC

O projeto Plataforma de Programação Quântica Ket, desenvolvido pelo doutorando Evandro Chagas Ribeiro da Rosa, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), conquistou o primeiro lugar do Selo de Inovação da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) 2025. A cerimônia de premiação ocorreu nesta segunda-feira, 21 de julho, durante o Congresso da SBC, realizado em Maceió.

O Selo de Inovação SBC é uma premiação anual que visa reconhecer e apoiar projetos promissores no ecossistema de startups brasileiro, fomentando a inovação no ambiente acadêmico. O concurso destaca trabalhos de Graduação, Mestrado e Doutorado na área da Computação com alto potencial de se tornarem inovações tecnológicas de impacto.

A plataforma Ket, idealizada para democratizar o acesso à computação quântica, permite que qualquer desenvolvedor crie softwares quânticos utilizando a linguagem de programação Python. Um dos seus principais diferenciais é a expressividade que traz do Python para o universo quântico, aliada a um simulador integrado que possibilita a execução e depuração de programas em computadores convencionais.

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Pesquisadores da UFSC catalogam 44 espécies de peixes que só existem no Oceano Atlântico

18/07/2025 08:28

Ilhas de São Pedro e São Paulo (SPSPA), Ascensão (ASC) e Santa Helena (STH). Reprodução: Ferrari et al. (2024).

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) catalogaram 44 espécies de peixes recifais que só existem em três pequenas ilhas no Oceano Atlântico. Dessas espécies, duas aparentam ser mais antigas do que a própria ilha de Ascensão, que tem aproximadamente um milhão de anos, onde são encontradas.

As constatações fazem parte de um novo estudo publicado na quarta-feira, 16 de julho, na revista britânica Proceedings of the Royal Society B e que também envolveu pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU). 

De uma longa cadeia de montanhas submarinas, surgem algumas ilhas, como São Pedro e São Paulo, Ascensão e Santa Helena. Situadas na região conhecida como Dorsal Mesoatlântica, elas possuem 169 espécies de peixes recifais. O artigo de Isadora Cord, pós-graduanda em Ecologia, e Sergio Floeter, professor titular do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, reconstruiu rotas evolutivas e padrões de dispersão de 88 espécies que ocorrem na Dorsal Mesoatlântica a partir de dados moleculares e filogenéticos. Quarenta e quatro espécies são endêmicas, ou seja, não existem em nenhum outro lugar do mundo. 
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Acervo doado à UFSC mostra obstinação de mulher vítima da ditadura por reparação histórica

15/07/2025 09:12

Arthur Will Tocchetto foi bolsista do projeto que criou o acervo. Fotos: Gustavo Diehl

Boletins do Serviço de Polícia do Exército, questionários de interrogatório aplicados a presos políticos e arquivos que documentam a perseguição a catarinenses durante a ditadura militar estão entre os materiais digitalizados que compõem a coleção do Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos (CCPMMDP). O acervo está disponível, mediante cadastro, no site do Acervo Memória e Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O conjunto documental foi reunido por Derlei Catarina de Luca, vítima da ditadura militar e coordenadora do CCPMMDP. Como primeiro grupo pró-memória do Brasil, o comitê atua em Santa Catarina desde os anos 1990, com influências que ultrapassam o âmbito estadual, gerando articulações nacionais e internacionais em torno do direito à memória e à justiça.

Entre os materiais, destacam-se fotografias originais de funerais, do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da atuação do comitê; listas com anotações de vítimas da repressão; manuais militares de interrogatório e tortura e cartas pessoais. Há também reportagens de jornais da época, documentos de movimentos sociais, registros da espionagem militar dentro da UFSC e dossiês sobre casos específicos como o de Arno Preis, guerrilheiro enterrado sob identidade falsa, ou o de Higino João Pio, prefeito de Balneário Camboriú cuja morte foi forjada como suicídio.

O material, reunido ao longo de mais de 25 anos de atuação de Derlei, foi doado ao Memorial dos Direitos Humanos, sediado no Laboratório de Sociologia do Trabalho da UFSC. Atualmente, está sob a guarda do Acervo Memória e Direitos Humanos do Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH) da universidade.  Uma outra parte dos documentos reunidos por ela está sob custódia do Instituto de Documentação e Investigação em Ciências Humanas (IDCH) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

O acervo reúne aproximadamente 12 caixas de documentos, com mais de mil itens já indexados. Seu tratamento começou em 2022, como parte de um projeto de extensão universitária. Desde então, uma equipe multidisciplinar formada por historiadores, museólogos, especialistas em ciência da informação, relações internacionais e estatística passou a trabalhar na organização do conjunto documental. “O processo envolve muita leitura, interpretação e decodificação de documentos muitas vezes cifrados com siglas e codinomes usados pelos órgãos da ditadura”, explica o estudante de História Arthur Will Tocchetto, que integrou a equipe do projeto. Cada item é digitalizado página por página, com cuidado para manter a ordem original.

Para a professora Graziela Martins, coordenadora do GT- acervo, o valor da coleção é único justamente por reunir informações que não se encontram em nenhum outro lugar. “Trata-se de uma pesquisa minuciosa, com levantamento de nomes, situações de desaparecimento e outros dados fundamentais. Agora digitalizado, ele amplia o acesso da sociedade, mas é especialmente pensado para atender quem está se aprofundando na temática: estudantes, pesquisadores, autores de TCCs, teses e dissertações”, resume.
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Instituto de Estudos de Gênero da UFSC lança 3ª edição do Prêmio Zahidé Muzart

14/07/2025 14:58

O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou nesta segunda-feira, 14 de julho, o edital com as regras da terceira edição do Prêmio Zahidé Muzart. A iniciativa visa reconhecer e incentivar a produção acadêmica nas áreas de estudos feministas, de gênero, sexualidade, diversidades e interseccionalidades.

Podem participar estudantes de graduação e de pós-graduação da Universidade e de instituições parceiras em Santa Catarina. Além disso, haverá indicação das teses mais marcantes da história do IEG, aberta à participação de núcleos, laboratórios e linhas de pesquisa vinculados ao IEG. Os premiados vão receber certificado, livros de referência na área e divulgação em boletins e redes do IEG/UFSC.

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UFSC lidera pela primeira vez associação nacional de Filosofia comprometida com questões de gênero e inclusão 

11/07/2025 09:35

Professora informa que, em 2026, UFSC deve receber pela primeira vez evento nacional. Foto: Divulgação/UFSC

A professora Janyne Sattler, do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), assumiu, desde janeiro deste ano, a presidência da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF). Esta é a primeira vez que uma docente da universidade preside a ANPOF, o que representa uma conquista para a instituição e, sobretudo, para o Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL/UFSC), que terá mais protagonismo e visibilidade no cenário acadêmico brasileiro. “Em todos os espaços onde estarei representando a ANPOF, estarei representando o programa. Essa visibilidade também é importante para os alunos e alunas do programa, que podem se sentir mais próximos da associação”, afirma a pesquisadora. 

Além disso, a UFSC sediará o próximo encontro da ANPOF, em novembro de 2026, sendo a primeira vez que o evento ocorre em uma universidade catarinense. “Teremos toda a comunidade filosófica brasileira da pós-graduação aqui na UFSC”, comenta. O  PPGFIL  já possui a nota 7, que é a nota máxima na avaliação da CAPES. Mas geralmente as atenções estão mais voltadas principalmente aos programas do Rio de Janeiro e São Paulo. Portanto, segundo ela, será importante que o encontro ocorra na UFSC, valorizando a pesquisa que é produzida aqui. “O programa da UFSC já é muito consolidado. Temos um quadro docente bastante variado, que trabalha em áreas muito variadas.”

Questões de gênero em foco

“Eu diria que fui chamada à presidência um pouco pelo meu papel nas discussões sobre gênero dentro da filosofia”, explica Janyne, que é reconhecida na academia por suas contribuições nos debates e nas diversas atividades que vem desenvolvendo nesta área desde 2016. Por priorizar uma reflexão crítica feminista em um campo historicamente mais fechado a abordagens heterodoxas, Janyne se destacou no cenário nacional: “Isso foi importante para que confiassem em mim nesse cargo”, avalia.


Eu realmente estava e estou nesse lugar histórico, envolvida com essas ações que ficaram conhecidas e estão transformando o campo da filosofia. E daí vem o questionamento: por que não temos filósofas no cânone?

Janyne Sattler,
presidente da ANPOF


Segundo Janyne, debates sobre gênero e raça vêm ganhando espaço na filosofia e já havia uma demanda para que a ANPOF trilhasse um caminho mais progressista, buscando maior inclusão e descentralização. Tradicionalmente, a associação era liderada por um grupo político bastante conservador e elitista, focado em uma única regionalidade, geralmente o Sudeste. “Era sempre o mesmo grupo assumindo a ANPOF. E durante certo tempo, inclusive, não havia sequer eleição, era uma coisa assim de indicação“, lembra a professora. Em 2016, entretanto, uma candidatura mais progressista foi eleita pela primeira vez, representando um ponto de virada na história da entidade. “A ANPOF passou então a atuar contra esse elitismo acadêmico, contra a manutenção de uma única regionalidade, e também a pensar nessas outras questões que têm a ver com gênero, com raça, com classe.”
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Pós-Graduação em Engenharia Química recebe inscrições para mestrado e doutorado

10/07/2025 15:26

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PósENQ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe até 3 de agosto inscrições para o processo seletivo de mestrado e doutorado para ingresso no terceiro trimestre letivo de 2025.

São 27 vagas para o mestrado e 29 para o doutorado, na área de concentração Desenvolvimento de Processos Químicos e Biotecnológicos. Os temas de estudo e quantidade de vagas por orientador podem ser consultados no Edital nº 01/PósENQ/2025.

As inscrições devem ser feitas pelo formulário on-line, no qual os candidatos devem anexar plano de estudos e os documentos listados no item 3 do edital.

O edital prevê reserva de 20% das vagas para candidatos pretos, pardos e indígenas. Também há reserva de 8% das vagas para pessoas com deficiência. As regras para participação pela política de ações afirmativas estão detalhadas no edital.

A divulgação da pontuação preliminar dos candidatos, após as inscrições, está prevista para 20 de agosto. Após prazo de recursos, a relação de aprovados será publicada em 27 de agosto. As matrículas dos aprovados serão de 1º a 12 de setembro e o início das aulas, em 22 de setembro.

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UFSC tem 34 cientistas em ranking dos mais influentes do mundo em 12 áreas de conhecimento

10/07/2025 11:14

Somente na área de Química, 13 pesquisadores da Universidade são listados no ranking com 3,2 mil publicações. Foto: Daiane Mayer/Agecom/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem 34 cientistas de 12 áreas de conhecimento listados entre os mais influentes do mundo. Os trabalhos tiveram impacto mensurado e divulgado pela Research.com, que intitula o ranking como Best Scientists in the World By Discipline 2025.

Em 2023, o mesmo ranking listava 26 pesquisadores entre os destaques em suas áreas, no mundo, o que representa um aumento de citações de trabalhos associados à UFSC e a seus cientistas, segundo os critérios estabelecidos pelo Research.com. Só na área de Química, 13 pesquisadores e pesquisadoras se destacaram, com um total de 3.264 publicações tabuladas.

No ranking nacional por campo do conhecimento, a instituição figura como destaque em Engenharia Elétrica, ocupando o segundo lugar; Química, ocupando a terceira posição, e em áreas como Medicina e Engenharia e Tecnologia, em sétimo.

A organização responsável pelo ranking informa que o número total de publicações dos pesquisadores da UFSC é de 6.766, com uma média de 199 publicações por pesquisador. O número total de citações dos cientistas de destaque é de 249.032, com uma média de 7.324,47 citações por pesquisador.

Lista de cientistas da UFSC no ranking

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UFSC conquista premiação no Troféu INO.VC, da ArcelorMittal Tubarão

08/07/2025 14:21

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu o Troféu INO.VC ArcelorMittal de Inovação Digital, na categoria “Academia Inovação Aberta SC”.

A premiação promovida pela ArcelorMittal, multinacional que atua no Brasil com produção de aço e minério de ferro, visa reconhecer os destaques dos ecossistemas de inovação dos estados do Espírito Santo, Santa Catarina e Ceará.

Em sua quinta edição, o prêmio celebra a criatividade, a inovação e o espírito inovador de instituições que impulsionam o ecossistema de transformação digital, além de reconhecer 19 iniciativas que vêm fazendo a diferença nesse espaço.

O programa INO.VC foi criado em 2019 com o objetivo de conectar pessoas, ideias e propósito, envolvendo mais de 2 mil startups, uma rede robusta de inovação e 11 hubs em diversos estados do Brasil. A ideia é incentivar e patrocinar grandes eventos na área de inovação e manter forte proximidade com centros de pesquisa e desenvolvimento.

O evento de premiação foi realizado em 17 de junho, no formato online (assista à gravação). A UFSC foi vencedora na categoria “Academia Inovação Aberta SC”, que também tinha como finalistas a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a Universidade da Região de Joinville (Univille).

Na UFSC, a gestão da Política de Inovação e Empreendedorismo é responsabilidade do Núcleo de Inovação Tecnológica (Sinova/UFSC), órgão vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq).

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Revestimento criado pela UFSC pode impactar ruído dos trens

08/07/2025 09:42

Trilhos de Joinville, cidade onde a pesquisa se desenvolve

A Universidade Federal de Santa Catarina lidera um estudo que terá impacto direto na saúde pública: a equipe coordenada pelos professores Yesid Ernesto Asaff  e Thiago Fiorentin, do curso de Engenharia Ferroviária e Metroviária da UFSC Joinville, busca a redução de ruído ferroviário, considerado uma das principais fontes de poluição sonora em áreas urbanas. O trabalho é realizado em parceria com a Vale, empresa multinacional brasileira de mineração, e chegou à criação de um revestimento sustentável, em processo de patenteamento.

O estudo indica que, conforme a União Europeia, cerca de 22 milhões de pessoas sofrem com os efeitos do tráfego ferroviário em todo o continente, com consequências que vão desde distúrbios do sono até problemas cardiovasculares. No Brasil, o avanço está a caminho com protagonismo de um dos únicos cursos de Engenharia Ferroviária do país. “A Vale, que transporta minério de ferro pela ferrovia Vitória-Minas, enfrenta desafios como o ruído gerado pelos trens. Como a UFSC é uma das poucas universidades brasileiras com graduação em Engenharia Ferroviária, a empresa buscou parceria com pesquisadores especializados no tema. A colaboração começou em 2017 com projetos relacionados a ruído ferroviário e, em 2023, evoluiu para o desenvolvimento deste revestimento”, explica Fiorentin.

Segundo o professor, a Vale participa definindo critérios de aplicação, como limites técnicos e viabilidade econômica, além de proporcionar testes em ferrovias, compartilhando dados operacionais e financiando o projeto. “Historicamente, o tratamento do ruído ferroviário tem se concentrado no uso de barreiras acústicas. No entanto, o alto custo e a dificuldade de instalação dessas estruturas em áreas urbanas densamente ocupadas tornaram essa alternativa pouco viável”, aponta o pesquisador Vítor Gustavo Gomes Catão, do Laboratório de Acústica e Vibrações.

O projeto da UFSC busca mitigar o ruído diretamente na fonte. O grupo avança na pesquisa de um novo revestimento para os trilhos, feito com carga mineral proveniente do próprio resíduo gerado pela mineração da Vale, promovendo assim uma alternativa sustentável e de baixo custo.

O professor aponta que o revestimento desenvolvido tem alguns benefícios: redução do ruído ferroviário, sustentabilidade por usar os rejeitos minerais e redução de custos, já que ele diminui a corrosão dos trilhos, que têm alto valor de reposição. Segundo ele, os principais desafios enfrentados foram a seleção dos materiais do rejeito compatíveis com diluição em água e eficazes no controle de ruído e o ajuste de propriedades como viscosidade, aderência e resistência a intempéries, como os raios UV.
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Professor da UFSC questiona o uso de animais em laboratórios e muda sua trajetória de pesquisa

04/07/2025 16:42

O professor Aguinaldo Roberto Pinto no Laboratório de Imunologia Aplicada na UFSC. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC.

O professor Aguinaldo Roberto Pinto, do departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MIP/UFSC), vinha desenvolvendo estudos sobre vacinas desde 1996. Naquele ano, ele ingressou no doutorado em Imunologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e estava entusiasmado com a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina experimental utilizando uma abordagem nova a partir do DNA. Em 2000, ele defendeu a tese “Vacinação de camundongos BALB/c com o gene da gp43 de Paracoccidioides brasiliensis: estudo da resposta imune” e seguiu pesquisando sobre vacinas ao longo da década seguinte. 

Entretanto, em determinado momento de sua carreira, Aguinaldo decidiu mudar os rumos de suas investigações e hoje o desenvolvimento de imunizantes não está mais em seu horizonte. O principal motivo dessa transição é o fato de o professor deixar de acreditar que animais possam ser usados como cobaias em estudos que visam algum possível benefício aos humanos. Para Aguinaldo, o emprego de animais em testes de laboratórios tem validade científica duvidosa. “Com os novos recursos científicos e tecnológicos atualmente disponíveis, em breve será considerada uma prática antiga e ultrapassada”, observa.
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Plataforma desenvolvida na UFSC reúne informações sobre periódicos com submissões abertas

02/07/2025 15:42

Uma plataforma on-line desenvolvida por pesquisadores da UFSC, de acesso gratuito, facilita a busca por periódicos e eventos com submissões abertas em todas as áreas do conhecimento. O sistema OndePublicar.com oferece recursos avançados de busca e permite visualizar resultados em interface amigável e acessível.

O sistema foi desenvolvido pelo estudante William Beckhauser, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC). “A ideia nasceu da dificuldade que nós, pesquisadores, temos de descobrir rapidamente um venue [local onde o evento ocorre] adequado ou eventos com chamadas abertas, com prazos ativos e métricas de qualidade confiáveis, para submeter nossos trabalhos”, explica William. “Após uma exaustiva busca por publicações, sites e conversas com professores, acreditamos que esta é a primeira plataforma que integra, em um único lugar, dados bibliométricos e chamadas de eventos de todas as áreas do conhecimento”, acrescenta.

A plataforma combina múltiplos indicadores bibliométricos, usados para avaliar a qualidade de periódicos científicos, como o Qualis, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), o Scimago Journal Rank (SJR) e o Source Normalized Impact per Paper (SNIP). Também mantém um calendário de chamadas para trabalhos (CFP, na sigla em inglês para “call for papers”). Além disso, o sistema colaborativo permite que qualquer usuário sugira locais de publicação e chamadas de trabalhos, enquanto curadores credenciados validam as propostas.

Acesse a plataforma pelo link https://ondepublicar.com/pt ou na versão em língua inglesa, https://wheretosubmit.com/ .

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Pesquisa da UFSC analisa riscos da presença de cães nas praias e diretrizes para regulamentação

01/07/2025 16:28

Apesar da proibição, é comum encontrar cães nas praias de Florianópolis. Foto: Eduardo Cuducos/Flickr/CC BY-NC 2.0

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) avalia os diversos impactos da presença de cães nas praias. O estudo realizado pela médica veterinária Carla Roberta Seára Willemann traz contribuições para a discussão sobre a regulamentação de pets nas praias de Florianópolis, com análises dos riscos para a saúde humana, animal e ambiental, bem como de experiências de praias pet friendly pelo mundo. Aponta, ainda, medidas fundamentais para que se possa liberar a presença de cães de maneira segura, como investimento em saneamento básico e controle de animais errantes.

Apesar da proibição, determinada pela Lei Complementar Municipal nº 94/2001 e pela Lei Complementar CMF nº 60/2003, que altera a Lei Municipal nº 1224/1974, é bastante comum encontrar cães, sozinhos ou acompanhados de seus tutores, nas praias de Florianópolis. O assunto envolve questões sociais, culturais, econômicas, ambientais e de saúde, e a polêmica em torno do tema não é nova. Desde 2018, foram apresentados pelo menos quatro projetos de lei buscando revogar a proibição de cachorros nas praias do município. Atualmente, está em tramitação na Câmara de Vereadores o Projeto de Lei Complementar nº 1956/2024, que pode permitir a presença de cachorros em praias de Florianópolis, desde que vacinados e devidamente acompanhados por seus tutores.

“De um lado, existe uma demanda crescente por espaços públicos onde os tutores possam desfrutar momentos de lazer com seus cães. De outro, há um cenário sanitário que já apresenta riscos, como a presença de parasitas zoonóticos em fezes de cães em praias, evidenciada em estudos anteriores. Com o adensamento populacional na região da Grande Florianópolis e o consequente aumento do número de animais de estimação, esses desafios tendem a se intensificar”, comenta Carla, que realizou a pesquisa para sua dissertação de mestrado, sob orientação das professoras Patrizia Ana Bricarello e Maria José Hötzel.
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Barco solar da UFSC leva inovação e sustentabilidade para passeios em Itajaí

30/06/2025 16:29

Barco Guarapuvu foi desenvolvido pela equipe universitária Vento Sul. Foto: divulgação/Equipe Vento Sul

O Guarapuvu, barco solar desenvolvido pela Equipe Vento Sul na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), será uma experiência de inovação e sustentabilidade durante o Itajaí Boat Show 2025, considerado o maior evento náutico do Sul do Brasil. O público será convidado a embarcar, de forma gratuita, no futuro da navegação por meio de uma experiência única de um passeio no veículo desenvolvido por estudantes e professores.

O evento ocorre de 3 a 6 de julho, mas a experiência conduzida pela equipe da UFSC será somente nos dias 5 e 6, sábado e domingo, das 11h20 às 17h. Para participar, é necessário se inscrever neste formulário ou na página do evento. Também é necessário ser maior de 18 anos e ter peso inferior a 100 kg. Além disso, recomenda-se levar uma roupa extra e uma toalha, por precaução.

Silencioso, eficiente e 100% movido a energia solar, o barco oferece uma forma sustentável de explorar as águas do Rio Itajaí-Açu. “Diferentemente das embarcações convencionais, ele não utiliza combustíveis fósseis nem gera ruídos, calor ou emissão de gases, o que representa um novo paradigma em mobilidade aquática sustentável. Além disso, foi inteiramente desenvolvido por uma equipe universitária, demonstrando a capacidade de inovação da pesquisa pública brasileira”, destaca o professor do Departamento de Engenharia Mecânica Rafael Cerqueira, que orienta a equipe.
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Professor da UFSC vai reconstruir história de marfins do Museu Nacional de Belas Artes em pesquisa internacional

30/06/2025 10:02

Peças estudadas têm uma origem oficial que será investigada em pesquisa internacional liderada pela UFSC

O professor Sílvio Marcus de Souza Correa, do departamento de História da UFSC, vai conduzir uma investigação internacional que pretende reconstruir a história de marfins do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (MNBA) em um projeto de pesquisa premiado pelo Centro Marc Bloch de Berlim, na Alemanha. Ele busca identificar as origens e o percurso de quatro peças lavradas da coleção africana e compreender se o conjunto foi um presente protocolar de Léopold Senghor, então Presidente do Senegal, durante a sua visita oficial ao Brasil em 1964.

Ele explica que esta hipótese carece de averiguação. Além disso, pairam dúvidas sobre a origem dos marfins, a sua antiguidade e sua procedência. “O objetivo principal é reconstituir o percurso desses marfins desde o seu ‘mundo de produção’ até a sua entrada no ‘mundo museal'”, comenta.

Para isso, uma equipe irá trabalhar ao longo de um ano. As atividades devem se realizar em etapas bimestrais. Na primeira etapa da pesquisa, a equipe deve reunir dados em documentos de arquivos no Brasil e no Senegal. Numa segunda etapa, a análise deste material permitirá um estudo comparativo com outros marfins lavrados em outros acervos museológicos, especialmente na França, Bélgica, Alemanha e Portugal.

Ainda haverá uma terceira etapa, na qual os pesquisadores devem se reunir para apresentar os resultados preliminares sobre os marfins lavrados do Museu. O trabalho será apresentados e também terá um relatório final associado à organização de um seminário com o apoio do Museu Théodore Monod de arte africana, em Dacar, e também da Universidade Gaston Berger de Saint-Louis.

A pesquisa de proveniência de objetos culturais, segundo o professor da UFSC e coordenador do projeto, é a nova tendência na museologia de países como a França e a Alemanha. A equipe de pesquisa que será coordenada pelo historiador brasileiro é formada por pesquisadores da França, da Alemanha e do Senegal. A iniciativa surgiu durante a pesquisa de pós-doutorado do professor, em 2023. “Na altura, eu pesquisava as coleções de arte africana em acervos museológicos do Brasil. Numa visita à reserva técnica do MNBA, encontrei esse conjunto de marfins lavrados”, explica.

História

Detalhes das peças investigadas

Segundo Correa, a base da coleção africana do MNBA vem de uma compra realizada no início da década de 1960 pelo seu então diretor José Roberto Teixeira Leite. “Depois de quase dois anos como adido cultural na embaixada do Brasil em Accra, Gasparino Damata trouxe cerca de uma centena de objetos de arte africanos para vender no país”, comenta. Mas estes quatro marfins investigados foram adquiridos pelo MNBA depois. “A informação que precisa ser comprovada é que os marfins foram um presente do presidente do Senegal, Léopold Sédar Senghor, no quadro de sua visita oficial ao Brasil em 1964″.

O professor conta que, no catálogo do MNBA de 1982, consta que os marfins são do Benim. Apesar disso, não há consenso entre especialistas em arte africana quanto ao fato. “Alguns especialistas em arte africana e, especialmente arte em marfim africano, me disseram que, provavelmente, aqueles marfins são da Costa do Loango”, diz.

Outro objetivo é saber se os marfins lavrados foram adquiridos pelo presidente do Senegal ou se já se encontram em outra coleção museológica como, por exemplo, aquela do museu do Instituto Fundamental da África Negra de Dacar (Senegal). “Outra dúvida é sobre a doação ao MNBA. Quem foi o doador? Senghor, o presidente senegalês ou o seu sobrinho, Henry Senghor, que foi embaixador do Senegal no Rio de Janeiro naquela época? “, questiona.

Financiamento e cooperação internacional

O Fundo Franco-Alemão de pesquisa de proveniência de objetos da África subsaariana abriu edital no início deste ano para pesquisadores que trabalham na intersecção de questões ligadas à história da arte, à proveniência dos objetos de coleção e às novas práticas museais.

Além do financiamento do Centro Marc Bloch de Berlim, o projeto tem o apoio da associação franco-senegalesa Rede de Valores Culturais Solidários, do Instituto Nacional de História da Arte de Paris, do Museu de Arte Africana Théodore Monod de Dacar e do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

A equipe internacional de pesquisa conta com profissionais com formação na Escola do Louvre, no Instituto Nacional de História da Arte e na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, na Université Cheikh Anta Diop de Dacar e no Museu de História Natural do Instituto Leibniz de Pesquisa para Evolução e Biodiversidade de Berlim.

Para o professor, trata-se de um projeto de pesquisa em rede internacional que dará visibilidade às coleções africanas em museus do Brasil. Ele destaca ainda a importância do apoio à investigação científica do Centro Marc Bloch de Berlim, instituição de pesquisa franco-alemã para as áreas de humanidades e ciências sociais e das instituições museológicas de quatro países (Brasil, Senegal, França e Alemanha).

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UFSC na mídia: estudo embasa primeira denominação de origem de vinho catarinense

26/06/2025 15:17

Vinícolas do Sul do estado têm a bebida com denominação de origem. Foto: reprodução/NSC TV

A primeira denominação de origem, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a vinhos em Santa Catarina teve como base um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O assunto foi tema de reportagem do Jornal do Almoço, da NSC TV.  A dissertação de mestrado Marcadores de terroir de uvas e vinhos Goethe da Indicação Geográfica Vales da Uva Goethe, de Luiza Mazon Freitas, do Programa de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos, do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC, contribui para o reconhecimento.  A denominação de origem é um selo que identifica produtos produzidos em uma região específica, seguindo regras e tradições locais que garantem sua qualidade e características.

De acordo com a reportagem da NSC TV, no Brasil, existem somente três denominações de origem para vinhos: duas no Rio Grande do Sul e agora essa de Santa Catarina. O reconhecimento dos Vales da Uva Goethe, no Sul do estado, é uma “conquista histórica”, avalia a professora Vivian Maria Burin, que orientou a pesquisa de mestrado de Luiza. Conforme a professora, foi fundamental também o trabalho do Grupo de Pesquisa Bioquímica e Análise Sensorial de Bebidas (BioSense), que há anos atua na caracterização da uva Goethe e de seus vinhos.

Luiza (à esquerda) e a professora Vivian explicam a conquista em reportagem. Foto: reprodução/NSC TV

Sob a coordenação da professora Vivian,  o grupo tem se dedicado a compreender, por meio de análises químicas e sensoriais, os elementos que conferem identidade ao produto vitivinícola da região Sul catarinense. “Conseguimos construir um perfil sensorial desse vinho, cientificamente comprovado, que corroborou com vários outros estudos para essa conquista de denominação de origem”, explicou Luiza na reportagem da NSC TV. Segundo a professora Vivian, o ineditismo do trabalho foi reunir essa análise sensorial ao que o grupo de pesquisa já conhecia sobre a uva Goethe.

O estudo ainda deu origem a publicações nacionais e internacionais, que reforçam a importância da uva como variedade típica, rara e singular no cenário vitivinícola brasileiro, conforme Vivian. “O reconhecimento da denominação de origem representa não apenas a valorização da tradição vitivinícola catarinense, mas também o fortalecimento do papel social da universidade pública na promoção do desenvolvimento regional sustentável por meio da ciência”, conclui a professora.

Veja a reportagem completa.

 

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Revista da UFSC sobre literatura, arte e pensamento publica nova edição

24/06/2025 17:44

A revista Landa do Núcleo Onetti de Estudos Literários Latino-Americanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nova edição. O Vol. 12 N° 2 (2025-1) inclui diferentes trabalhos que abordam literatura, arte e pensamento no mundo contemporâneo, publicados em português e espanhol.

Os textos abordam decolonialidade, modernismo, artivismo, entre outros temas. O dossiê O Brasil não é longe daqui: Comunidades sensibles entre Argentina y Brasil, organizado por María Florencia Donadi, recolhe alguns dos textos apresentados nas Jornadas Inaugurais da Cátedra Libre de Cultura Brasileña (CLCB) da Universidad Nacional de Córdoba. A partir da sugestão do título, tomado do livro de Flora Sussekind, O Brasil não é longe daqui (1990), os textos apresentam nuances distintas do interesse da Argentina pelo Brasil e vice-versa. O volume também  traz contos e ensaios e, encerrando o número, uma entrevista o filósofo colombiano Santiago Castro-Gómez.

O número está disponível no site da revista.

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Pesquisa da UFSC procura entender se pessoas obesas podem ser mais esquecidas

23/06/2025 16:51

Episódios de esquecimento podem estar relacionados à obesidade? Essa é uma pergunta que uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) busca evidências para responder. “Apesar da vasta literatura sobre obesidade e cognição, a associação específica entre gordura visceral e aspectos de memória relacionados ao hipocampo ainda é pouco explorada, representando uma lacuna relevante a ser investigada”, diz a pesquisadora Daniele Teixeira Jerônimo, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da UFSC.

A pesquisa Associação entre a gordura visceral e aspectos de memórias relacionada ao hipocampo em indivíduos adultos com obesidade, que é projeto de mestrado de Daniele e ainda está no início, tem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), através do Grupo de Pesquisa Neurociência Nutricional Translacional.

O estudo tem como objetivo observar a associação entre a gordura visceral nas funções de memória relacionada à região do cérebro chamada hipocampo. “Estudos de neuroimagem têm demonstrado que a obesidade pode afetar tanto a estrutura quanto o funcionamento cerebral, estando associada a desempenho cognitivo prejudicado, declínio cognitivo acelerado e alterações neurodegenerativas na vida adulta”, acrescenta a pesquisadora.

Pesquisa busca voluntários

Para desenvolver o estudo, será necessária a participação de voluntários. Podem se inscrever (através do formulário) pessoas entre 18 e 60 anos que possuam obesidade definida por Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior à 30 kg/m² ou que tenham eutrofia definida com IMC entre 18,5 e 24,9 kg/m². O IMC é calculado com uma fórmula matemática: divide-se o peso pela altura ao quadrado.
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Pesquisa da UFSC desenvolve método que utiliza IA para identificar fraudes em licitações

23/06/2025 14:52

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) propõe o uso de soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA) na identificação de fraudes em licitações públicas, o que deverá contribuir para aprimorar investigações pelas Promotorias de Justiça. O estudo foi desenvolvido pelo mestrando Fernando Schmitz, pesquisador do Projeto Céos e servidor do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com orientação do professor Jônata Tyska. A apresentação à banca avaliadora será nesta quarta-feira, 25 de junho de 2025, a partir das 10h, no Departamento de Informática e Estatística do Centro Tecnológico (veja detalhes abaixo).

A dissertação, intitulada “Detecção de fraudes em licitações públicas: uma abordagem semissupervisionada de agrupamento com Modelos de Mistura Gaussiana”, apresenta um método que avalia a similaridade entre licitações não rotuladas e casos confirmados de fraude em diferentes subespaços de variáveis. Isso gera um indicador de risco que combina medidas de proximidade com fraudes conhecidas. Esse indicador considera o número de subespaços em que cada licitação foi considerada suspeita e valida o desempenho do modelo com base em dados rotulados. A partir das métricas de similaridade, é construído um ranking de suspeição para cada licitação analisada. Os resultados mostraram que a metodologia teve melhores índices de detecção de risco de fraudes na comparação com outras já existentes.

De acordo com Schmitz, a ideia da pesquisa surgiu da necessidade de aprimoramento de mecanismos de combate à fraude e à corrupção no MPSC e, em seu desenvolvimento, tirou proveito do grande volume de dados públicos disponíveis. “Como servidor do MPSC há 14 anos, é gratificante ver as necessidades do MPSC e da sociedade catarinense encontrando soluções por meio da ciência e da pesquisa. Ao longo do projeto, utilizamos métodos inovadores que permitiram obter resultados relevantes e práticos, confirmando a importância de unir ciência de dados ao contexto jurídico-administrativo”, salienta.

A pesquisa de Fernando Schmitz será a primeira dissertação resultante da parceria entre Céos e a Universidade. “Trata-se de um marco importante para o projeto Céos e para a sociedade catarinense como um todo. Estamos diante do primeiro método de Inteligência Artificial para detecção de favoritismo em compras públicas desenvolvido por um servidor do MPSC, no contexto do projeto de Pesquisa Céos, um convênio entre UFSC e MPSC, e usando dados de fraudes obtidos por meio de uma operação realizada pelo próprio MPSC. Este resultado expressivo do projeto, após as últimas validações estatísticas, será integrado no Painel Integrado Inteligente Céos”, ressalta o professor Jônata Tyska, coordenador do Projeto Céos e orientador da pesquisa.

O projeto Céos tem o objetivo de estudar, desenvolver e implementar fluxos de trabalho para coleta, integração, organização, processamento e análise de dados voltados à extração de conhecimento de forma automatizada ou semi-automatizada, visando apoiar a tomada de decisão no âmbito do MPSC.

Serviço

O quê: Defesa da dissertação “Detecção de fraudes em licitações públicas: uma abordagem semissupervisionada de agrupamento com Modelos de Mistura Gaussiana”, de autoria de Fernando Schmitz, sob orientação de Jônata Tyska, pesquisadores do Projeto Céos
Quando: 25 de junho de 2025, às 10h
Onde: Departamento de Informática e Estatística (INE) da UFSC, Sala 306 (Lisa/Lapesd)
Link: https://meet.google.com/oih-ivjk-vvs

 

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Laboratório de Materiais Magnéticos da UFSC anuncia vagas da iniciação científica à pós-graduação

23/06/2025 14:28

Segundo pesquisadores do Magma, há oportunidades de atuar na transição energética. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O Laboratório de Materiais Magnéticos (Magma) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove nesta quarta-feira, 25 de junho, às 13h, no auditório do bloco A do Departamento de Engenharia Mecânica do Campus de Florianópolis, uma apresentação sobre a infraestrutura, as áreas de atuação, os projetos, as parcerias e as oportunidades vinculadas ao Magma.

O objetivo é divulgar os processos seletivos com vagas no laboratório, que envolvem atualmente iniciação científica, estágio curricular, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado.

Interessados em participar do evento desta quarta-feira devem se inscrever através de formulário específico. Já aqueles que pretendem ingressar em uma das vagas de seleção devem escrever para magma.ufsc@gmail.com.

Conforme os responsáveis pelo laboratório, o Magma está com oportunidades para profissionais com formação nas áreas de Engenharia Mecânica, Engenharia de Materiais, Engenharia Química, Engenharia Metalúrgica, Química, Física e campos afins. Segundo os pesquisadores, há oportunidades de atuar diretamente na criação de um produto vital para a transição energética, o avanço das energias renováveis e a eletrificação automotiva. Também existe campo para o desenvolvimento de imãs permanentes, os chamados super imãs.

O ambiente do laboratório possibilita a execução de projetos de pesquisa que envolvem desde o desenvolvimento de novos materiais e estudo de propriedades magnéticas até a prática de técnicas avançadas de caracterização e produção. Além disso, o Magma participa de uma rede colaborativa, integrando pesquisadores de universidades nacionais e internacionais e parcerias estratégicas com indústrias líderes de mercado.

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Estudo da UFSC reconstrói história da evolução genética da vitivinicultura catarinense e indica futuro do setor

23/06/2025 13:30

Doutor em História pela UFSC, Gil Karlos Ferri se dedica à área de pesquisa em História Ambiental. Foto: reprodução/acervo pessoal

De maneira inédita, um estudo desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGH/UFSC) reconstruiu a trajetória socioambiental do melhoramento genético de videiras (Vitis vinifera) no Planalto catarinense. A pesquisa demonstra que a evolução genética foi um dos principais fatores que permitiu o crescimento e estabelecimento da produção vitivinícola na região e indica quais serão os próximos passos do setor.

Segundo a tese de doutorado de Gil Karlos Ferri, as chamadas “variedades Piwi” prometem revolucionar a produção vitivinícola catarinense ao reduzir a utilização de agrotóxicos devido à sua resistência a diversos patógenos. Entre eles, uma das principais pragas dos vinhedos da região: os fungos. 

Defendida em 2024, a tese intitulada Variedades Piwi: a vitivinicultura no Planalto de Santa Catarina (Brasil) e as pesquisas de melhoramento genético de videiras sob a perspectiva da História Ambiental Global foi orientada pela professora Eunice Sueli Nodari, do PPGH/UFSC, e coorientada pelo professor Rubens Onofre Nodari, do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais (PPGRGV/UFSC).  
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Abertas as inscrições para curso de inverno em Biotecnologia e Biociências

23/06/2025 11:27

Estão abertas até 27 de julho as inscrições para o III Curso de Inverno em Biotecnologia e Biociências do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento ocorre de 5 a 7 de agosto no Auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB), em Florianópolis. A taxa de inscrição é de R$ 45.

O curso é organizado por discentes e docentes do programa e busca a formação e capacitação de estudantes de graduação que tenham interesse em pesquisa científica, especialmente nas áreas de Biotecnologia, Biociências ou afins. O evento contará com visitas guiadas aos laboratórios, apresentações de alunos do programa com resultados de pesquisas em andamento, mesa-redonda, minicursos ministrados por discentes e palestras apresentadas por docentes do programa.

As inscrições podem ser realizadas no site da Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Feesc). Mais informações no Instagram ou no site do evento.

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