Pesquisa da UFSC descreve dados inéditos sobre o consumo de melato da Bracatinga por aves

31/03/2025 10:01

Beija-flor é consumidor de melato (Joana Mattos)

Ele tem cerca de 10 centímetros, penas brancas e esverdeadas e, segundo registros do WikiAves, alimenta-se do néctar de flores e de insetos. Mas não só: uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina descobriu que o pequeno Beija-flor-de-papo-branco, o Leucochloris albicollis, é um voraz consumidor do melato de Bracatinga, um líquido doce excretado por cochonilhas que se alimentam da seiva de uma árvore típica do Planalto catarinense.

A pesquisa Efeitos da disponibilidade de melato nas interações ecológicas, riqueza e diversidade de aves no sul do Brasil, desenvolvida por Joana Nascimento de Mattos com orientação dos professores Eduardo Giehl e Guilherme Brito, terá parte dos seus resultados publicados pela revista Journal of Ornithology, reforçando o ineditismo das descobertas realizadas na dissertação de Joana. O estudo é financiado pelo programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração que estuda a biodiversidade do estado de Santa Catarina (PELD BISC).

Há poucos dados sobre as interações ecológicas a partir do melato da Bracatinga. “Tem bastante coisa relacionada ao mel e abelhas, mas quase nada das interações ecológicas e importância do recurso extra utilização por humanos”, observa o professor. “É um trabalho que começamos e há pouquíssimos estudos pelo mundo. No Brasil, tem só um artigo publicado”, lembra Joana.

Entre os escassos trabalhos publicados no mundo sobre essa interação, há investigações sobre outras espécies de plantas. “Já no Brasil, com a Bracatinga, não tem nenhum publicado. O único é com Ingá sp, outra planta, mas que não tem relação com produção de mel. Então esse será o primeiro com a interação com o melato de bracatinga”, explica a pesquisadora.
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Estudo da UFSC lista microrganismos que podem adoecer trabalhadores de frigoríficos

28/03/2025 15:58

Frigoríficos empregam quase 700 mil trabalhadores no Brasil. Foto: Agência Senado

Uma pesquisa publicada na revista científica Pegada elencou mais de 70 agentes biológicos a que os trabalhadores de frigoríficos estão expostos, entre vírus, bactérias, fungos e outros parasitas. Realizado como parte da tese de doutorado de Roberto Carlos Ruiz, médico do trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e aluno do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, sob orientação do professor Fabrício Menegon, o estudo teve o objetivo de conhecer o conjunto de doenças infecciosas que podem acometer esses trabalhadores e aponta para a necessidade de qualificação do sistema de vigilância em saúde, de alterações de normas regulamentadoras e de medidas previdenciárias relacionadas à aposentadoria especial.

A relação de agentes biológicos foi feita com base em uma ampla revisão bibliográfica, que partiu de uma seleção inicial de 714 artigos científicos publicados em português, espanhol e inglês. Após a leitura dos títulos e resumos, os pesquisadores selecionaram 81 desses artigos para análise integral – aos quais se somaram outros 30, descobertos depois. No total foram 111 estudos, realizados em diferentes países, que descreviam patógenos com potencial para transmissão animal-humanos e humanos-humanos encontrados nas indústrias de abate e processamento de carne.

“A primeira surpresa foi a quantidade de agentes biológicos que nós encontramos, foram muitos. Só fazendo uma ressalva: quando falamos em frigorífico ali no artigo, estamos falando de boi, de ave, de porco, de peixe. Então, vimos que, no conjunto, são muitos os agentes biológicos que podem afetar a saúde da pessoa que trabalha”, afirma Roberto.
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UFSC e Fiesc firmam parceria para impulsionar inovação em Santa Catarina

28/03/2025 14:05

Protocolos de intenções foram assinados durante reunião da diretoria da Fiesc (Fotos: Filipe Scotti)

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), por meio do Senai/SC, e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) firmaram nesta sexta-feira, 28 de março, dois protocolos de intenções que estabelecem novas frentes de cooperação nas áreas de robótica avançada e biotecnologia. As iniciativas têm como foco o fortalecimento do ecossistema de inovação no estado, promovendo a integração entre pesquisa científica e aplicação industrial.

“O fortalecimento das redes de inovação em biotecnologia e robótica coloca Santa Catarina em uma posição estratégica no cenário nacional, aproximando o conhecimento gerado nas universidades das demandas reais da indústria”, afirma Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc.

Para o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, a parceria eleva a um outro patamar as relações entre a UFSC e a indústria em Santa Catarina. “A partir deste momento seremos parceiros no desenvolvimento de pesquisas em áreas estratégicas para o futuro do estado. As redes de Robótica e Biotecnologia são pioneiras, mas haverá outras redes sobre temas tão fundamentais quanto inteligência artificial, transição energética, newspace e manufatura avançada”, destaca.
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Confira a programação do mês de abril no Planetário e Observatório da UFSC

28/03/2025 10:54

Planetário da UFSC, visto do céu. (Foto: Caetano Machado/Agecom)

O Planetário e Observatório da UFSC divulgam as atividades previstas para o mês de abril, sempre com programação gratuita às quartas-feiras. Todos os eventos são abertos ao público em geral e ocorrem no campus da UFSC em Florianópolis.

Em caso de chuva ou céu nublado, estarão mantidas as atividades de sessão infantil, sessão de Planetário e as palestras. O limite de lotação das sessões é de 39 pessoas por sessão de Planetário, com vagas preenchidas por ordem de chegada. Após o início da sessão de Planetário não é permitido entrar, portanto é importante ser pontual. Não é permitido usar celular com flash, lanterna ou tênis com LED no Observatório e no Planetário e não é permitida a entrada com alimentos e bebidas.

Mais informações pelo e-mail: observatorio@contato.ufsc.br.
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UFSC sedia evento nacional de estudos do trabalho em julho

27/03/2025 10:47

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia, entre 29 de julho e 2 de agosto, o XIX Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (Enabet), no campus Trindade, em Florianópolis. Com tema Trabalho e direitos no século XXI: cenário de destruição e vias de reconstrução, o evento busca acolher reflexões sobre as múltiplas dimensões dos impactos das crises e transformações no mundo do trabalho, ao longo das últimas décadas do século XX e seus desdobramentos no século XXI, no sentido da ampliação das desigualdades sociais e piora generalizada das condições de vida da população trabalhadora, mas também das emergências das lutas e resistências no campo dos conflitos do trabalho.
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LabTrans/UFSC confirma viabilidade para sistema de movimentação de contêineres a 600km/h

25/03/2025 13:49

Sistema permite transporte em alta velocidade dentro de tubos metálicos e ambiente de baixa pressão. Crédito: Divulgação

O Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou um estudo pioneiro no mundo sobre a aplicação da tecnologia HyperloopTT para movimentação de cargas. A pesquisa analisou uma rota de 549 km na região Sudeste, ligando o Porto de Santos a São José do Rio Preto, passando por São Paulo e Campinas.

A iniciativa, conduzida pela Hyperloop Transportation Technologies em parceria com o EGA Group e o LabTrans, confirmou a viabilidade para a implantação do sistema, denominado HyperPort, no Brasil. Segundo o estudo, o modelo poderia operar a 600 km/h, transportando diariamente 5.600 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

Conforme explica o professor Wellington Repette, coordenador-geral do laboratório da UFSC, o HyperPort é um sistema de transporte de carga baseado na tecnologia hyperloop, que permite a movimentação de contêineres em alta velocidade dentro de tubos metálicos e ambiente de baixa pressão. Os pesquisadores avaliam que a inovação pode transformar o Brasil em referência global em transporte de cargas nesta modalidade, oferecendo uma alternativa eficiente ao modal rodoviário e preparando o país para os desafios logísticos do futuro.

Papel do LabTrans

Pesquisa do LabTrans analisou rota que liga o Porto de Santos a São José do Rio Preto, passando por São Paulo e Campinas. Crédito: Divulgação

O Laboratório de Transportes e Logística da UFSC é o responsável pela análise técnica e econômica do projeto. O professor Amir Mattar Valente, fundador e atual coordenador técnico do LabTrans, destaca o ineditismo do projeto. “Este estudo marca um avanço significativo na pesquisa de transporte de carga, pois é o primeiro a avaliar a viabilidade da tecnologia hyperloop para operações logísticas de grande escala”, destaca.

O docente ressalta que a pesquisa representa um avanço significativo na inovação logística. “O hyperloop pode revolucionar o setor ao fornecer um sistema rápido, seguro e sustentável que reduz as emissões de CO₂ e a dependência de combustíveis fósseis. Nossa análise não apenas demonstra a viabilidade técnica e econômica do hyperloop no Brasil, mas também prepara o cenário para o futuro da infraestrutura logística, trazendo inovação e eficiência muito necessárias para o transporte de contêineres”, complementa.
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Camundongos criam mapas mentais, como humanos, revela estudo integrado pela UFSC

24/03/2025 11:19

Camundongos testados pelo estudo foram capazes de criar mapas mentais sem utilizar referências visuais. Foto: Reprodução/Getty Images

Você já tentou andar no escuro e, mesmo sem enxergar, conseguiu se localizar? Isso acontece porque o cérebro humano é capaz de calcular onde estamos com base nos nossos próprios movimentos, sem depender de pontos de referência visuais, como placas ou prédios.

Um estudo integrado pelo professor Maurício Girardi Schappo, do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), revelou, por meio de testes experimentais, que, assim como os humanos, os camundongos são capazes de criar mapas mentais sem utilizar referências visuais. 

Segundo o periódico internacional da área de biologia eLife, em que a pesquisa foi publicada em novembro de 2024, o registro da capacidade dos animais de construir mapas cognitivos é “algo raramente, ou nunca, relatado fora da literatura sobre seres humanos”. A revista ainda classificou o trabalho como “fundamental” para o avanço de campos como biologia, neurociência e psicologia cognitiva.

O estudo foi desenvolvido em colaboração com pesquisadores Leonard Maler, André Longtin e Jean-Claude Béïque, e com a aluna de doutorado Jiayun Xu, do Center for Neural Dynamics and Artificial Intelligence da Universidade de Ottawa, no Canadá.

Segundo o professor Schappo, a descoberta contribui para a quebra da premissa de que os humanos ocupam uma “uma posição privilegiada” tanto dentro do universo, quanto dentre as diferentes espécies de animais. “Há séculos, a ciência vem desconstruindo essa ideia, mas nas últimas décadas começamos a ter melhores ferramentas para desconstruí-la”, diz.

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STF lança livro sobre desinformação com participação de doutoranda da UFSC

21/03/2025 15:39

Doutoranda em Direito da UFSC Katiele Rehbein ao lado do presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, em evento de lançamento do livro. Foto: Reprodução/Antonio Augusto/STF

Katiele Rehbein, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi autora de um dos 18 capítulos do livro Desinformação: o mal do século, vol. 2. O futuro da democracia: inteligência artificial e direitos fundamentais, lançado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 19 de março. A cerimônia de lançamento da obra, em Brasília, contou com a participação do presidente do Tribunal, Luís Roberto Barroso, e do ministro Luiz Fux, que também assinam artigos do livro.

A publicação aborda temas cruciais para a democracia, como a influência das notícias falsas em processos eleitorais, o impacto da inteligência artificial na disseminação de informações e a necessidade de regulamentação para assegurar direitos e conter abusos. A iniciativa faz parte do Programa de Combate à Desinformação do STF e foi lançada em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), dando continuidade ao trabalho iniciado na gestão da ministra Rosa Weber.
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Grupo que estudará obra da escritora Maria Gabriela Llansol abre inscrições para novos participantes

21/03/2025 10:45

O Núcleo de Estudos Benjaminianos (Neben), vinculado ao Departamento de Língua e Literatura Vernáculas (DLLV) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para o grupo de estudos “Com Llansol: das paisagens“, que promoverá atividades de abril a julho deste ano.

Os encontros ocorrem presencialmente às quintas-feiras, nos dias 10 e 24 de abril, 08 e 22 de maio, 12 e 26 de junho, 10 e 24 de julho na sala 206, Bloco B, CCE, sempre das 15h às 17h, e a participação é gratuita e aberta a toda a comunidade. Para inscrever-se, basta enviar um e-mail para comllansol.ufsc@gmail.com até 31 de março, informando o nome completo, CPF e número de celular. A participação dá direito a um certificado de 40 horas.

Neste semestre, o grupo se dedicará à leitura do livro Onde vais, Drama-Poesia?, da escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol, e tomará como referências a literatura, a psicanálise e outras artes para refletir sobre a noção de paisagem. Além do livro central, o estudo incluirá textos como O tempo da paisagem, de Jacques Rancière, trazendo um olhar filosófico e estético sobre o tema.

Ao longo dos encontros, será desenvolvido um caderno coletivo online, no qual os participantes poderão registrar reflexões, impressões e diálogos surgidos durante as discussões. A atividade será conduzida pelo coordenador do Neben, professor Tiago Pinheiro; pela doutoranda em Literatura do Programa de Pós-Graduação em Literatura (PPGLit), Gabriela Carvalho, atualmente desenvolvendo a pesquisa “Uma paisagem cosmopoética de leitura com Maria Gabriela Llansol”, orientada pelo professor Jorge Hoffmann Wolff, linha de pesquisa: Poesia e Aisthesis, professora nos cursos de Letras e Pedagogia da UFSC; e pela psicanalista, doutora em Literatura, com estágio de pós-doutoramento em Psicanálise, Clínica e Cultura, Rosi Bergamaschi. A participação dá direito a um certificado de 40 horas.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail comllansol.ufsc@gmail.com.

 

 

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Professora da UFSC é a primeira estrangeira a integrar a comissão científica de prêmio italiano

20/03/2025 18:02

A professora Patricia Peterle, do Departamento de Língua e Literaturas Estrangeiras e do Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi nomeada recentemente como integrante da Comissão Científica do Prêmio Strega Poesia, na Itália. É a primeira vez que uma pessoa estrangeira irá integrar a comissão.

“Foi um convite feito em janeiro de 2025, para integrar junto com outras pessoas de reconhecido prestígio (entre poetas, professores, editores) a comissão científica. Fiquei muito contente, pois é um reconhecimento do trabalho que venho desenvolvendo sobre poesia italiana dentro e fora do Brasil”, conta a docente.

Patricia lembra que a poesia tem uma circulação menor, apesar de ter seus adeptos, e quando se pensa na literatura italiana, esta fatia é ainda menor. “Então é um grande esforço de criar espaços para a sua circulação. Nos últimos anos, tenho sido convidada na Itália para participar de eventos e dar cursos sobre alguns autores, Zanzotto, Testa, Calandrone, Caproni, Anedda. Alguns tive a oportunidade de traduzir e publicar no Brasil. Fica meu agradecimento para as editoras que acreditaram nesses projetos”, diz a pesquisadora.
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Estudo de doutorando da UFSC sobre comércio internacional é premiado em concurso nacional de artigos científicos

18/03/2025 11:09

Raimundo Plácido Freire Neto, doutorando do PPGRI/UFSC. Foto: Acervo pessoal

O artigo Desenvolvimento e comércio internacional: conceitos indissociáveis, que é fruto da pesquisa de doutorado de Raimundo Plácido Freire Neto no Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGRI/UFSC), foi o terceiro colocado do 2° Concurso Nacional de Artigos Científicos, promovido pela Escola Superior da Magistratura do Maranhão (Esmam), no eixo Direito e Economia. A premiação será no dia 28 de março, na sede da Esmam, em São Luís (MA).

Dividido em quatro seções, o texto do pós-graduando da UFSC trata do desenvolvimento do comércio internacional como base da economia dos Estados desde o século XV, discutindo como o mercado desempenhou o papel de alicerce para avanços internos, em especial aos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos.

Com enfoque em compreender a dinâmica das exportações de commodities no processo de viabilidade econômica das nações, o artigo também aborda a criação e importância de organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como programas ou ações para inserção dos países no sistema multilateral do comércio de forma mais justa e horizontal.

Segundo Raimundo Neto, o comércio internacional é essencial para o desenvolvimento de países como o Brasil, onde há baixas taxas de industrialização e alta exportação de commodities, como soja e petróleo. O estudo, que é orientado pelo professor Fernando Seabra, do PPGRI, será publicado após a premiação.

Para mais informações sobre o concurso, acesse a página do Poder Judiciário do Estado do Maranhão.

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Professor da UFSC apresenta pesquisa sobre maricultura em workshop no Amapá

17/03/2025 16:29

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Afonso Bainy participará do I Workshop da Rede de Diagnóstico da Mariscagem nos MARetórios da Amazônia (RedeMAR Amazônia) nos dias 20 e 21 de março, em Macapá (AP). O evento, sediado no Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (Unifap), marca o lançamento oficial da RedeMAR Amazônia, rede de pesquisa em maricultura composta pela Unifap, Universidade Federal do Pará (UFPA)Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária do Amapá (Embrapa), além da UFSC, citada como referência nacional no tema em texto publicado no site da Unifap.

Segundo a rede, a cooperação interinstitucional visa criar um modelo de governança integrada para a cadeia produtiva da mariscagem, promovendo a capacitação de marisqueiras e o fortalecimento da economia local. O workshop será um espaço de discussão e intercâmbio de conhecimentos entre governo federal, estadual, universidades e sociedade, com intuito de incentivar a integração de saberes tradicionais e científicos para o desenvolvimento sustentável da cadeia de exploração de mariscos no litoral da Amazônia.

O evento reunirá pesquisadores, gestores públicos e representantes de comunidades extrativistas para abordar temas como políticas públicas para a gestão dos recursos da pesca artesanal, estudos genéticos e ecológicos dos mariscos explorados, pesquisas ecotoxicológicas e o desenvolvimento da atividade de mariscagem na região.

Os organizadores ressaltam que a iniciativa busca consolidar parcerias estratégicas e fomentar políticas públicas que garantam a viabilidade econômica e ambiental dessa atividade para a sustentabilidade do litoral amazônico. Integrando ciência, tradição e inovação tecnológica, o projeto tem potencial para ser um marco na correlação entre bioeconomia, segurança alimentar e conservação dos ecossistemas marinhos, afirmam.

Com palestras, mesas-redondas e debates, o workshop oferecerá um espaço para a troca de experiências e construção de políticas que beneficiem as comunidades envolvidas. O evento acontecerá no auditório do Hospital Universitário da Unifap, com programação dividida em dois dias. Para conferir as atividades na íntegra e mais informações, acesse a página da Unifap.

Com informações da RedeMAR Amazônia.

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Cátedra Antonieta de Barros seleciona bolsistas de pós-graduação para universidade do México

13/03/2025 12:48

A direção geral da Cátedra Antonieta de Barros/Cátedra UNESCO Educação para a Igualdade Racial abrirá inscrições para processo seletivo destinado à concessão 14 bolsas para pós-graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Serão ofertadas sete bolsas de mestrado sanduíche e sete bolsas de doutorado sanduíche na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), na Cidade do México. As inscrições ocorrem de 20 de março a 20 de abril de 2025.

As bolsas estão vinculadas ao projeto Cátedra Antonieta de Barros: Educação para a Igualdade Racial e o Combate ao Racismo, aprovado no Edital Abdias Nascimento Capes 16/2023. O edital visa promover a educação em prol da igualdade racial e apoiar o combate ao racismo, além de fortalecer a cooperação acadêmica e cultural com a UNAM. O Programa Abdias Nascimento destina-se à estruturação, ao fortalecimento e à internacionalização dos Programas de Pesquisa e de Pós-Graduação por meio da mobilidade docente e discente internacional.  Trata-se de uma parceria entre a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (Secadi/MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Sobre a Cátedra

A Cátedra Antonieta de Barros é uma unidade acadêmica da UFSC em formato de rede interinstitucional, vinculada ao Gabinete da Reitoria. Destina-se à promoção de pesquisas, estudos e debates no campo da Educação para a Igualdade Racial e Combate ao Racismo, contribuindo para o avanço na produção de conhecimentos comprometidos com a formulação de políticas públicas e a formação de profissionais qualificados na área. Em funcionamento desde 2023, a Cátedra UNESCO Educação para Igualdade Racial foi criada a partir da Cátedra Antonieta de Barros.

Mais informações no edital e no site da Cátedra.

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Projeto da UFSC divulga resultados sobre discussões acerca de políticas linguísticas educacionais

12/03/2025 11:59

O projeto de extensão Oralidades, Multilinguismos e Letramentos Políticos: Diálogos com a Educação, vinculado ao Grupo de Pesquisa em Políticas Linguísticas da Universidade Federal de Santa Catarina (PoLiTicas/UFSC), divulgou em fevereiro os resultados de pesquisas e eventos produzidos desde 2022.

Ao longo desse período, foram realizados dois Encontros de Políticas Linguísticas Educacionais, que contaram com nove mesas-redondas, onze grupos de trabalho, cerca de 100 apresentações orais e mais de 400 inscritos, e que tiveram como objetivo discutir as políticas linguísticas e a esfera educacional em três elementos interligados: os conceitos de língua e oralidade, as propostas de educação multilingue e os letramentos políticos.
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Pós-Graduação em Informática em Saúde recebe professora da Universidade de Columbia para aprimoramento curricular

11/03/2025 11:26

Professora Ruth Masterson Creber. Foto: Reprodução/Universidade de Columbia

O Programa de Pós-Graduação em Informática em Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGINFOS/UFSC) recebe, de 11 a 26 de março, a professora Ruth Masterson Creber, da Universidade de Columbia (Nova York/Estados Unidos). Conforme o PPGINFOS, a professora auxiliará no aprimoramento da estrutura curricular e no fomento de colaborações internacionais acadêmicas do programa.

A visita da pesquisadora ocorre por meio da iniciativa Fulbright Specialist, que promove intercâmbio acadêmico com a visita de especialistas norte-americanos a instituições de todo o mundo, com objetivo de apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento em áreas prioritárias.
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UFSC anuncia cinco pesquisadoras que receberão Prêmio Mulheres na Ciência

07/03/2025 16:31

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou os resultados da 4ª Edição do Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência.

Neste ano, as vencedoras do prêmio na área de conhecimento Humanidades foram Aline Beltrame de Moura (Direito), na categoria Júnior; e Elizete Vieira Vitorino (Ciência da Informação) na categoria Plena.

Na área do conhecimento Vida, foi agraciada Ana Carolina Fernandes (Nutrição), na categoria Júnior. E na área do conhecimento Exatas e da Terra o prêmio foi para Camila Fabiano de Freitas Marin (Química), na categoria Júnior; e Cíntia Soares (Engenharia Química e Engenharia de Alimentos), na categoria Plena.

O júri da 4ª Edição do Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência foi composto pelas professoras Marilise Luiza Martins dos Reis Sayão, da Pro-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe); Therezinha Maria Novais de Oliveira, da Universidade da Região de Joinville (Univille); Helen Treichel, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e professor William Gerson Matias, da Propesq.

O prêmio consiste em um diploma e um vídeo para divulgação científica, que será veiculado em canais de comunicação da UFSC e comporá a galeria Destaques na Ciência da Propesq. A premiação será entregue em evento institucional comemorativo ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência de 2025, em data a ser marcada.

 

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Pesquisa da UFSC mostra que plástico PET intoxica microcrustáceo na base da cadeia alimentar

07/03/2025 16:28

Estudo foi realizado no Laboratório de Toxicologia Ambiental (Labtox). Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Um estudo conduzido no Laboratório de Toxicologia Ambiental (Labtox) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que o descarte inadequado de garrafas PET pode causar uma série de efeitos tóxicos em um pequeno crustáceo de água doce, a dáfnia. Por meio de testes em laboratório, os pesquisadores mostraram que a degradação do PET na água causa danos em células e mitocôndrias e afeta a reprodução, a alimentação e a locomoção desses animais, que estão na base da cadeia alimentar. Os resultados foram publicados na revista científica internacional Science of The Total Environment e fizeram parte da pesquisa de doutorado de Bianca Vicente Costa Oscar, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental.

“Pela literatura, a gente já sabe que os materiais plásticos, quando são liberados na água, sofrem fragmentação e liberam compostos químicos. Só que até que ponto essa fragmentação, cada vez em pedaços menores, interfere no organismo dos animais? E até que ponto esses compostos que o PET libera interferem também na vida do animal?”, questiona Bianca.

O animal escolhido para os testes foi a dáfnia (mais especificamente a espécie Daphnia magna), um microcrustáceo que pode chegar a cinco milímetros de comprimento. Elas vivem em água doce e se alimentam de partículas finas de matéria orgânica em suspensão, incluindo leveduras, bactérias e microalgas. Por outro lado, servem de alimento a peixes e diversos outros animais aquáticos. Então, qualquer impacto na população de dáfnias pode desequilibrar toda a cadeia alimentar. 
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Professora da UFSC assume cargo no GSI e prioriza criação de Agência de Cibersegurança

06/03/2025 14:14

Professora e pesquisadora Danielle Ayres, da UFSC. (Foto: Arquivo Pessoal)

A professora Danielle Jacon Ayres Pinto, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), anunciou recentemente sua nomeação para ocupar um cargo da alta gestão do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. O cargo que levará a professora para Brasília inclui, entre outras atribuições, a proteção e segurança da informação do Governo Federal, tratados e acordos firmados com o Brasil.

Danielle Ayres é a nova diretora do Departamento de Segurança da Informação da Secretaria de Segurança da Informação e Cibernética do GSI. Sua área de pesquisa e estudos se relaciona diretamente com essa função, já que ela coordena, junto com a professora Graciela De Conti Pagliari, o Núcleo de Pesquisa em Política Internacional, Segurança e Defesa (NPSeD) da UFSC. 

Seus estudos e pesquisas acadêmicas são voltados às Relações Internacionais, na linha de Estudos de Paz e Segurança, e Estudos de Defesa. Esse diálogo entre a nova atuação e as suas investigações é, para a pesquisadora, um dos desafios mais esperados. 

“Vai ser interessante entender os caminhos da construção da política pública, nas esferas do poder tanto do Executivo como do Legislativo e como se dará a aplicação dessas políticas públicas na esfera do Judiciário. Essa costura fina vai ser a questão mais importante que eu acho que eu terei dentro desse cargo”, adianta Danielle.

A pesquisadora chega com um objetivo claro em mente: a criação da Agência Nacional de Cibersegurança no GSI. A medida precisará passar pela aprovação do Legislativo, além de demandar um código de conduta que atenda às demandas do Poder Judiciário e da Constituição. Como benefício, a agência trará para o Poder Executivo uma capacidade de ação maior na área da segurança da informação e cibernética.
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Projeto da UFSC altera técnicas de cultivo e aumenta produção de vinhos em Nova Trento

24/02/2025 12:46

Iniciativa identificou variedades de uvas que apresentaram boa adaptação ao clima. Foto: Divugalção/Fapeu

Um projeto desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está revolucionando a vitivinicultura de Nova Trento, município do Vale do Rio Tijucas. Apesar das origens italianas e de ser uma tradicional região produtora de vinhos, a quase totalidade da produção vinícola local é feita de uvas recomendadas para vinhos de mesa, com grande parte da matéria-prima oriunda do Rio Grande do Sul. Além da carência de conhecimento técnico atualizado entre os produtores e a falta de de infraestrutura adequada para sustentar a expansão e modernização, outro grande adversário é o clima da região.

“No início do projeto, em 2020, havia uma série de dúvidas, como: ‘seria possível produzir uvas viníferas sob cultivo protegido na região de clima subtropical?’; ‘essas uvas teriam qualidade adequada para vinificação?’; e, por fim, ‘os vinhos produzidos teriam um padrão de qualidade?’”, lembra o professor Alberto Brighenti, coordenador da iniciativa e docente do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC. O trabalho é executado em uma propriedade localizada na comunidade de Vígolo, conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), e é acompanhado por técnicos e pesquisadores do Núcleo de Estudos da Uva e do Vinho (Neuvin). O projeto ainda tem apoio da prefeitura de Nova Trento e a parceria do viticultor Ricardo Cipriani, empresário do ramo da fruticultura e egresso do curso de Agronomia da UFSC.

Florada do Chardonnay, variedade usada na produção comercial de um espumante fabricado na região. Foto: O Herege/Divulgação

Após quatro anos do projeto, a produção tornou-se comercial, com lançamento de marca própria (O Herege), que conta com um espumante elaborado com a variedade Chardonnay e um vinho rosé, a partir de uvas Marselan. O primeiro passo, além das questões técnicas, foi enfrentar o clima subtropical úmido, propício para a disseminação de doenças fúngicas que afetam variedades viníferas menos adaptadas à região. “Em quatro anos de avaliações e três ciclos produtivos foram testadas uma dezena de variedades, diferentes estilos de vinificação e diferentes produtos. É possível pontuar que a variedade vinífera Marselan apresenta uma boa adaptação ao cultivo protegido em região subtropical. Os espumantes da variedade vinífera Chardonnay também apresentam boa qualidade. Dentre as variedades destinadas ao consumo in natura, a Niágara Rosada aparece como uma boa opção, porque sua colheita é realizada precocemente, o que permite um bom retorno financeiro”, relata o professor Brighenti.

Cultivo protegido

Para blindar a produção, foi adotada a técnica do cultivo protegido, que permite uma melhor manutenção da umidade ao vinhedo e resguarda as plantas dos danos e doenças provocadas por adversidades climáticas e fitossanitárias. “A cada ciclo produtivo, os parâmetros de avaliação e seus resultados têm se tornado mais sólidos. As consecutivas obtenções de dados possibilitam uma comparação de resultados fundamentada e segura para sustentar a adequação de técnicas e, consequentemente, contribuir para o desempenho do setor vitivinícola da região”, pontua o coordenador do projeto. Agora, o grupo de pesquisa está testando o cultivo de variedades PIWI (Pilzwiderstandsfähige Rebsorten), híbridos que possuem genes de resistência a doenças fúngicas, como a Calardis Blanc.

Outro resultado inédito já alcançado foi a implementação de duas colheitas por ciclo produtivo, resultado do ajuste do calendário de colheita e das podas produtivas e que resulta em maior produtividade das variedades. A expectativa é que os resultados alcançados no local se espalhem por todo o município e região. “O estabelecimento de técnicas e tecnologias para viabilizar a produção de uvas viníferas nesse local pode estimular outros produtores a ingressarem nessa atividade, pode contribuir para a expansão da fronteira vitícola do Estado e, por fim, contribuir para a criação de novos empregos e de novas empresas neste ramo”, observa Brighenti.
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Estudantes da UFSC vão ajudar a construir novo motor da Red Bull da Fórmula 1

24/02/2025 08:38

Lucas Paiva (esquerda) e Gustavo Vieira Alcântara com as peças do carro da equipe Ampera. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Três estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram selecionados para um estágio em tempo integral na Inglaterra por meio do programa Student Placement da Oracle Red Bull Racing, integrando a equipe da escuderia de Fórmula 1. A partir de 2026, a Red Bull começará a produzir seus próprios motores e os estudantes farão parte dessa equipe.

Dois deles, Lucas Paiva e Gustavo Vieira Alcântara, do curso de Graduação em Engenharia Elétrica, estarão envolvidos na Red Bull Powertrains. Essa equipe será responsável, entre outras coisas, pelo projeto mecânico para Internal Combustion Engine (ICE) e Energy Recovery System (ERS), pelo desenvolvimento mecânico, pela calibração e controles, pela validação e testes e pelas operações técnicas. A outra estudante selecionada para o estágio, do curso de Engenharia Mecânica, preferiu não comentar o assunto neste momento. 

Gustavo contou como recebeu a notícia que foi aprovado para o estágio: “eu estava na aula, entre 7h e 8h, quando recebi uma ligação com o código +44 da Inglaterra. Era a equipe falando em inglês sobre a vaga. Eu simplesmente parei de prestar atenção no resto. Fiquei em choque! Saí da aula correndo para contar para todo mundo. Durante uns 30 minutos, parecia que eu estava sonhando. Foi uma sensação incrível”.

Lucas, que participa do Ampera Racing, grupo de Fórmula SAE formado por alunos da UFSC, contou que até se atrapalhou no inglês ao receber a notícia. “Eu achei que eu tinha ido mal na última entrevista, principalmente porque eles estavam muito ocupados com as últimas corridas do calendário. Quando recebi a ligação e ouvi alguém falando, eu pensei assim: ‘Ah, OK. Talvez tenha sido alguma coisa’. É, até não costumo ter dificuldade com inglês, mas lembro que com essa emoção foi muito difícil”.  
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Professora da UFSC integra equipe premiada em desafio internacional de biodiversidade

21/02/2025 08:04

Trabalho em equipe rendeu o terceiro lugar para o Brazilian Team, formado por pesquisadores brasileiros de diversas regiões e parceiros internacionais. (Foto: Divulgação)

A professora Juliana de Paula Souza, do Departamento de Botânica do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi uma das cientistas premiadas no desafio XPRIZE Rainforest, patrocinado pelo Instituto Alana. A competição teve duração de cinco anos e terminou em novembro de 2024, durante a cúpula do G20 no Brasil. A experiência, segundo a docente, foi marcante por demonstrar a força da cooperação entre pesquisadores de diferentes áreas.

“Um dos resultados mais positivos dessa experiência foi a constatação de que a colaboração entre cientistas de áreas aparentemente tão distantes quanto as de biológicas (no nosso caso, Botânica), tecnologia (Robótica e Inteligência Artificial) e socioeconomia é fundamental para acelerar o processo de levantamentos e estudos em biodiversidade”, aponta. 

A professora complementa que a velocidade com que a destruição de hábitats vem ocorrendo pede que a ciência desenvolva soluções também ágeis. “É esse conhecimento que alicerça a construção de políticas públicas de preservação e recuperação de áreas degradadas. O que eu percebi trabalhando com esses colegas da tecnologia é que muitas das dificuldades, algumas até impeditivas para a coleta e processamento de dados biológicos, podem ter soluções simples e às vezes muito baratas”, reflete a pesquisadora. 
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Egresso da UFSC recebe prêmio Mérito Científico no Prêmio Jovem Cientista

20/02/2025 09:00

Darlisom Sousa Ferreira, premiado na categoria Mérito Científico, na 30° edição do Prêmio Jovem Cientista. Reprodução: PEN/UFSC

Darlisom Sousa Ferreira, egresso do doutorado e pesquisador de pós-doutorado do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PEN/UFSC), foi premiado na categoria Mérito Científico, na 30° edição do Prêmio Jovem Cientista.  A cerimônia ocorreu em Brasília, em 12 de fevereiro, com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

De acordo com a premiação, a indicação de Darlisom Ferreira ao título na categoria Mérito Científico é resultado de qualificação, experiência, capacidade de formação de pesquisadores e produção científica, especialmente em áreas relacionadas à Conectividade e Inclusão Digital. Ele foi o primeiro enfermeiro a receber a premiação, segundo o Departamento de Enfermagem da UFSC. 

Darlisom Sousa Ferreira é docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem em Saúde Pública da da Universidade do Estado do Amazonas (ProEnSP/UEA), pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA e  coordenador local do Doutorado Interinstitucional em Enfermagem UFSC-UEA. Sua tese de doutorado Práxis educativa de enfermeiros na Estratégia Saúde da Família: do real conceptualizado à inovação tecnológica, sob a orientação da professora Flávia Regina Souza Ramos, propõe um marco conceitual e a prototipação de um aplicativo móvel para a práxis educativa de enfermeiros na Estratégia Saúde da Família. “Gosto de pesquisa-ação, pesquisa participante, metodologias grupais e, a partir delas, produzir conhecimento. Minha paixão é a pesquisa qualitativa, participativa com os sujeitos (para eles e com eles)”, afirma Darlisom.

O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com o apoio de mídia da Editora Globo, do Canal Futura e patrocínio da Shell. O Prêmio Jovem Cientista impulsiona a pesquisa no país e investe em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios da sociedade brasileira. A primeira edição do Prêmio Jovem Cientista aconteceu em 1981, com o tema Telecomunicações. A cada edição do Prêmio Jovem Cientista é indicado um tema importante para o desenvolvimento científico e tecnológico, com prioridade nacional, que atenda às políticas públicas do governo federal e seja de relevância para a sociedade brasileira.

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UFSC homenageia cientistas e doa livros no Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

11/02/2025 13:01

Pesquisadoras de diversas áreas foram recebidas no Gabinete da Reitoria. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta terça-feira, 11 de fevereiro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) homenageia pesquisadoras da Universidade e realiza a doação de exemplares do livro infantil Meninas Brilhantes: a História de Estrela à prefeitura de Florianópolis. Nos próximos dias, também receberão o livro Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville.

Pela manhã, a vice-reitora Joana Célia dos Passos e o reitor Irineu Manoel de Souza receberam, no Gabinete da Reitoria, um grupo de sete mulheres cientistas de diversas unidades acadêmicas, categorias e áreas do conhecimento. Conforme ressaltou Joana, o encontro teve o objetivo de prestar uma homenagem a algumas das pesquisadoras que estão produzindo e transformando a ciência em nossa universidade, “que carregam as marcas de um protagonismo que mobiliza as meninas, que mobiliza as suas estudantes”.

Foi, também, um momento para as pesquisadoras se conhecerem e falarem sobre seus trabalhos e trajetórias, além de discutirem a importância da representatividade para incentivar outras mulheres e meninas e alguns dos desafios e caminhos para a promoção da equidade de gênero nos diversos aspectos da vida acadêmica. Compareceram à reunião sete pesquisadoras:
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Mudanças climáticas agravaram inundações em SC, analisam organização global e UFSC

05/02/2025 09:08

Lestada é evento extremo local que precisa de mais pesquisa.
Foto: Pixabay/Divulgação

As mudanças climáticas agravaram as inundações de janeiro registradas no litoral de Santa Catarina por conta do fenômeno conhecido como “lestada”. A constatação foi divulgada em documento da World Weather Attribution (WWA), organização mundial que atua para dar respostas ágeis e com evidências científicas sobre o impacto das mudanças climáticas em eventos extremos, como ondas de calor, tempestades e inundações.

A professora de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Regina Rodrigues, assinou a análise em colaboração com o pesquisador da organização, Ben Clark. “Esses eventos são comuns em anos de La Niña fraca, como ocorreu em dezembro de 1995, quando 165 milímetros de chuva caíram na região metropolitana de Florianópolis em 36 horas. No entanto, o volume de chuva do evento mais recente em um período tão curto não tem precedentes”, pontua o documento.

Regina explica que, como esse evento é muito localizado, não é possível fazer o trabalho de atribuição às mudanças climáticas porque os modelos utilizados pela organização não conseguem executar a simulação. “Porém, nesses casos, a gente levanta os dados e casos semelhantes (regiões próximas) para inferir que teve influência das mudanças climáticas, dado o volume das chuvas em tão pouco espaço de tempo”.

O estudo traz os dados do acumulado de chuva registrado em diversas cidades catarinenses e na capital, Florianópolis, que atingiu, em menos de 48 horas, quase o dobro de volume esperado para janeiro. “Até o momento, as tendências recentes apontam para um aumento significativo da precipitação extrema na região”, indica o estudo, que traz referências da literatura mundial e também do relatório do IPCC AR6, de 2023, do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

Eventos duas vezes mais prováveis

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Grupo de alunos da UFSC é selecionado em programa internacional de computação

03/02/2025 08:45

Membros do Laboratório de Computação Embarcada (ECL – Embedded Computing Lab). Foto por ECL

O Grupo Osiris, formado por egressos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi selecionado entre mais de 80 propostas enviadas por equipes de 19 países para um programa de fomento e incentivo na área de projetos de circuitos integrados (CIs). O processador arquitetado pelo grupo está em fase de fabricação e a primeira remessa dos chips protótipos do processador, batizado de OSIRIS I, deve ser entregue em abril de 2025. Com aplicação possível em contextos residenciais a industriais, a tecnologia possui baixo consumo energético.

O grupo acredita que um dos grandes diferenciais que possibilitou o sucesso do projeto no programa foi a experiência prática adquirida em laboratórios da UFSC, como o Laboratório de Computação Embarcada (ECL – Embedded Computing Lab) e o Laboratório de Circuitos Integrados (LCI –Integrated Circuits Laboratory). Nos laboratórios, integrantes do grupo puderam explorar conceitos de microeletrônica fundamentais para desenvolver projetos focados em eficiência energética, como o processador OSIRIS I. “A convivência em laboratórios, aliada ao suporte técnico e científico, não apenas aprimora as habilidades dos estudantes, mas também impulsiona a pesquisa nacional em tecnologia de semicondutores, fortalecendo a competitividade do Brasil nesse setor estratégico”, afirma o Grupo Osiris, em material de divulgação. 

Formado por Rafael Oliveira, Nicole Citadin, Deni Alves, Thiago Maia, entre outros estudantes e egressos, o Grupo Osiris é uma iniciativa de estudantes da UFSC dos cursos de Ciências da Computação e Engenharia Eletrônica. Em fevereiro de 2023, eles criaram uma  primeira versão do processador RISC-V e, no ano seguinte, receberam suporte financeiro para a fabricação do circuito integrado, finalizaram uma versão completa e estão em processo de fabricação. 

O projeto OSIRIS I foi selecionado para o programa UNIC-CASS, uma iniciativa da IEEE Circuits and Systems Society (CASS), uma sociedade que busca promover o avanço de projetos nas áreas de eletrônica e computação. “Estudantes conseguem enviar seus projetos e viabilizar a fabricação de um chip, o que seria bem difícil por outras vias, quase que impossível”, explica Rafael. 

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