Pesquisadores da UFSC desenvolvem teste rápido e barato para monitoramento de algas nocivas

18/06/2026 10:37

Pesquisador André Akira Yoshikawa, doutorando em Biologia Celular e Desenvolvimento da UFSC, é o principal autor do estudo que descreve o método inovador de identificação de algas nocivas em ecossistemas aquáticos. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveu uma solução tecnológica inovadora para monitoramento ambiental: um teste molecular rápido, econômico e eficaz que detecta a presença da alga nociva Prorocentrum cordatum diretamente nos ambientes onde ela pode desenvolver florações e liberar toxinas. O método destaca-se por ser portátil, de baixo custo e capaz de fornecer resultados em cerca de uma hora, o que representa um avanço significativo para a gestão de riscos em ecossistemas costeiros.

A Prorocentrum cordatum é considerada uma “espécie sentinela”: quando observada em concentração excessiva, é um sinal de alerta para possíveis marés vermelhas (quando há liberação de toxinas na água em função da floração das algas) ou eutrofização (redução drástica do oxigênio na água em função de sua multiplicação excessiva). Por utilizar uma técnica molecular – chamada de Amplificação Isotérmica Mediada por Loop (LAMP) – o teste identifica a presença da alga, e não sua toxina, e isso pode favorecer a adoção de medidas de mitigação antes da floração propriamente dita. A pesquisa, desenvolvida no âmbito de um edital público para monitoramento das condições ambientais da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, foi detalhada no artigo A field-ready molecular workflow for sample-toresult detection of the harmful dinoflagellate species Prorocentrum cordatum (Prorocentraceae, Dinoflagellata) in coastal Brazilian waters, publicado em maio no periódico European Journal of Phycology.
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Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação doa supercomputador à UFSC para apoiar pesquisa em Inteligência Artificial

17/06/2026 15:52

Ministra Luciana Santos destacou ações do governo para apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico (Fotos: Gustavo Diehl / Agecom UFSC)

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) doou à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) um supercomputador HLS-GAUDI® 2 Deep Learning Server. A entrega simbólica do equipamento foi feita pessoalmente pela ministra Luciana Santos, durante cerimônia realizada nesta quarta-feira, 17 de junho, no Centro de Inovação, Pesquisa, Empreendedorismo e Tecnologia da UFSC (InPETUhub), localizado no Sapiens Parque, em Canasvieiras.

O supercomputador será vital para o desenvolvimento de pesquisas envolvendo Inteligência Artificial e aplicações que exigem grande capacidade de processamento de dados, como análise de imagens de telemedicina. De acordo com reitor eleito, Amir Martins, o equipamento ficará instalado na Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC), mas poderá ser utilizado por todas as unidades da UFSC, incluindo os campi.

A ministra chegou ao InPETUhub por volta das 9h30 e foi recebida pelo reitor Irineu Manoel de Souza e membros da gestão. Um grupo formado por representantes de universidades, institutos de pesquisa, empresas, parques tecnológicos, e agentes ligados ao ecossistema de ciência, tecnologia e inovação de Santa Catarina já esperava por ela. A visita da ministra foi articulada por Giovana Mondardo, vereadora de Criciúma.
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Primeiro dia da Feira de Cursos da UFSC recebe milhares de estudantes no campus da Trindade

16/06/2026 15:17

Feira de cursos da UFSC movimenta Centro de Eventos (Foto: João Hasse/Agecom/UFSC)

Manu Cunha, 18 anos, e um grupo de amigas do colégio Mundo do Saber, de Palhoça, estão entre os milhares de estudantes que participam do primeiro dia da Feira de Cursos da Universidade Federal de Santa Catarina  (UFSC). A quarta edição do evento ocorre nos dias 16 e 17 de junho, das 8h às 17h, no campus Trindade, em Florianópolis. 

O evento é promovido pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd) e recebe estudantes do Ensino Médio, professores e pais, com o objetivo principal de apresentar os 110 cursos de graduação presencial e seis cursos à distância oferecidos em todos os campi da instituição, que é gratuita, pública e referência em ensino superior no Estado.

Neste ano, a programação contempla 42 rotas guiadas, nas quais os estudantes podem conhecer laboratórios, salas de aula, equipamentos e instalações de diversos cursos em todos os Centros de Ensino. Mais de 80 estandes foram instalados no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. 

Durante os dois dias do evento, os visitantes poderão assistir palestras e apresentações culturais, além de receberem orientações sobre inclusão, permanência estudantil e apoio acadêmico. A Feira também é oportunidade para esclarecer dúvidas sobre formas de ingresso, bolsas, intercâmbio, dupla diplomação e perspectivas do mercado de trabalho.

Durante a visita, Manu fala sobre sua experiência com a Feira e destaca sua terceira participação. “No primeiro ano que estive aqui, procurei Direito; no segundo, já queria realizar Educação Física e agora pretendo cursar Design”. Ela destaca que ao conhecer os estandes mudou sua percepção e ampliou seus conhecimentos. 

Já para Eloá Rodrigues, 17 anos, estudante do Instituto Estadual de Educação (IEE), a Feira de Cursos surge como uma oportunidade de se aproximar de sua área escolhida. “Eu me identifiquei com o curso de Jornalismo, pois sou comunicativa”, explica ela.

Recepção aos estudantes e orientação profissional

Autoridades receberam os participantes da Feira de Cursos (Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC)

Na abertura do evento, realizada na manhã desta quarta-feira, 16 de junho, os participantes receberam as boas-vindas do reitor Irineu Manoel de Souza, da vice-reitora Olga Zigelli Garcia e pró-reitora da Prograd, Dilceane Carraro.

Dilceane destacou a alegria em receber os estudantes em um evento especialmente preparado para aqueles que pretendem ingressar na UFSC: “É uma grande oportunidade de conhecer a Universidade, seus laboratórios e projetos de extensão, aproveitar as palestras e visitas guiadas”, afirmou, destacando também a presença dos cursos de Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville no evento.

A vice-reitora Olga Zigelli Garcia relembrou a importância da universidade pública e gratuita. E também orientou os estudantes: “Aproveitem este momento para explorar e dialogar com os graduandos que vão encontrar nos estandes, procurem informações não só sobre os cursos, mas também sobre as pesquisas feitas na Universidade, que se abre para vocês neste evento”.

O reitor Irineu Manoel de Souza vê a Feira de Cursos como oportunidade para mostrar à sociedade a importância da universidade. Em sua fala, relembrou que a UFSC segue firme como uma referência em seus 65 anos de história, apesar das restrições e das tentativas de descredibilizar o ensino superior: “Vamos receber cerca de 13 mil estudantes até o fim do evento, de 200 escolas do Estado. Que seja também uma oportunidade para conhecer e divulgar a importância da Universidade”, finalizou.

O primeiro dia de evento seguiu com a palestra “Escolher a Profissão: Decisão com Sentido e Direção”, apresentada pela equipe do Laboratório de Informação e Orientação Profissional (Liop), liderada pelo professor Iuri Novaes Luna, do Departamento de Psicologia da UFSC. Os estudantes de Psicologia Diogo Felipe, Fernanda Apio e Letícia Kraus orientaram os participantes da Feira de Cursos sobre os desafios da vida universitária, deram dicas de autoconhecimento para uma escolha profissional consciente e divulgaram fontes confiáveis de pesquisa que podem servir como ponto de partida na escolha do curso de graduação. Ao fim da atividade, os estudantes do ensino médio tiraram dúvidas sobre o funcionamento da Universidade.

A programação seguiu com a palestra do professor Manoel Teixeira dos Santos, que esclareceu os participantes sobre as formas de ingresso na UFSC, como o vestibular, o Sistema de Seleção Unificada (SISU) e processos seletivos organizados pela Comissão Permanente do Vestibular (Coperve). 

Programação

O evento continua nesta quarta-feira, até às 17h.  A programação completa está disponível no site da Feira de Cursos UFSC

Dúvidas podem ser enviadas no e-mail feiradecursos.prograd@contato.ufsc.br e no Instagram.

 

João Hasse | agecom@contato.ufsc.br
Estagiário da Agecom| UFSC

Rosângela Matos | agecom@contato.ufsc.br
Estagiária da Agecom| UFSC

 

Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

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Professor da UFSC faz alerta contra uso sem indicação de “canetas emagrecedoras”

15/06/2026 09:12

O professor e pesquisador da UFSC, Alexandre Holh, da área de endocrinologia e metabologia, alerta para o uso indiscriminado e sem indicação médica das injeções popularmente conhecidas como “canetas emagrecedoras”. Segundo ele, que é médico e já presidiu a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, os medicamentos semaglutida (Ozempic) e a tirzepatida (Monjaro) devem ser utilizados exclusivamente sob prescrição médica para tratar a obesidade ou a diabete.

“A indicação de emagrecimento é para quem tem IMC acima de 27 com comorbidades ou acima de 30. O remédio deve ser usado em quem precisa”, sintetiza, em entrevista à TV UFSC. Segundo o professor, o caminho para aqueles que não preenchem esses requisitos deve ser o acompanhamento nutricional e a atividade física, além de cuidados com a higiene do sono, outro fator importante no processo.

O professor explica que os medicamentos funcionam mimetizando a ação de hormônios incretinas – o GLP-1 e o GIP. Seu mecanismo de ação ocorre no pâncreas, regulando a comunicação entre a insulina e o glucagon, e no cérebro, agindo diretamente na regulação da fome e da saciedade.

De acordo com o pesquisador, o remédio ajuda o paciente a sentir menos fome ou a atingir a saciedade mais rapidamente durante as refeições, mas a indicação em bula para o tratamento envolve  o Diabetes tipo 2, o sobrepeso e a obesidade e a doença gordurosa hepática esteatótica. “Talvez tenham outras indicações no futuro desses medicamentos. Eles estão sendo estudados para ver se podem agir no menor envelhecimento cerebral”, explica.

O desafio, agora, também é a popularização para o tratamento de quem precisa no Sistema de Saúde Pública, o SUS. O professor explica que o Brasil se destaca na questão logística por possuir capacidade de refrigeração durante todo o processo, mas que o custo ainda é alto, embora a quebra de patentes possa reduzi-lo. Segundo ele, na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) ainda não há remédio para tratar a doença obesidade.

Sobre os riscos do consumo da medicação sem prescrição, acompanhamento ou necessidade real, Holh lembra que os efeitos adversos são estudados no público para o qual ele é indicado. Quem consome sem indicação ou de mercado clandestino pode, portanto, estar em risco. “A maior parte das pessoas não vão ter contraindicações e vão ter poucos efeitos colaterais, entendendo que para isso vai ter o acompanhamento médico. Qual é o nosso desafio? Parte do que você vê em mídias sociais e de relatos são pessoas que estavam usando medicamentos de fonte desconhecida”, afirma. Ele lembra que na plataforma Vigimed é possível que qualquer pessoa — seja o paciente, um familiar ou o médico — insira dados sobre suspeitas de efeitos adversos de qualquer medicamento.

Para quem não tem indicação clínica, mas procura as injeções como atalho para o emagrecimento, o caminho deve ser a mudança de hábitos. O professor cita o combate aos alimentos ultraprocessados, que são calóricos e pobres em nutrientes, além da higiene do sono e controle de estress. “Manter um peso saudável em alguém que não tenha doença, obesidade significa alimentação adequada, atividade física regular, diminuição de nível de estress, sono de qualidade, sono é vida, hidratação adequada”, pontua.

Veja a entrevista completa

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Mobilização estudantil possibilita parceria entre UFSC e MEC para reforma da moradia

01/06/2026 19:28

Cerimônia de assinatura entre UFSC e MEC para reforma da Moradia Estudantil. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Ministério da Educação (MEC) formalizaram, na tarde desta segunda-feira, 1º de junho, a ordem de serviço para a reforma e adequação da Moradia Estudantil (Casa do Estudante Universitário – CEU) do Campus Trindade, em Florianópolis. As obras incluem a reforma do sistema de aquecimento de água da ala antiga e da ala nova, com a substituição integral das antigas placas de aquecimento solar por bombas de calor; a reestruturação do sistema de esgotamento sanitário externo, com novo traçado da rede na área externa dos blocos para corrigir problemas estruturais e eliminar vazamentos; a revitalização e pintura interna e externa das edificações das alas antiga e nova e do módulo 3, além da pintura externa da moradia; e a substituição parcial de esquadrias e portas danificadas.

A intervenção atende a uma demanda histórica dos estudantes da UFSC e ganhou destaque após a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, à UFSC, em 8 e 9 de dezembro de 2025, quando lideranças estudantis entregaram uma carta de reivindicações denunciando as condições precárias da edificação.

A cerimônia contou com a participação do assessor parlamentar do Gabinete do Ministro da Educação, Leonardo Cunha de Brito; do diretor de Desenvolvimento da Educação em Saúde da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC), Aristóteles Homero dos Santos Cardona Júnior; e, pela UFSC, do reitor, Irineu Manoel de Souza; da vice-reitora, Olga Regina Zigelli Garcia; da pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sobral Sampaio; dos representantes do Conselho da Moradia, José Ronaldo Silva Ferreira, e do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Isadora Miranda; e da deputada federal Ana Paula Lima.
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UFSC mantém posição entre as melhores universidades brasileiras no ranking CWUR 2026

01/06/2026 09:29

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) manteve sua posição entre as melhores universidades da América Latina e Caribe, de acordo com o ranking elaborado pelo Center for World University Rankings (CWUR). As posições do ranking 2026 são as mesmas de 2025: 13º lugar na América Latina e Caribe, 9º lugar entre as instituições brasileiras e 5º entre as federais.

Foram avaliadas 21.291 instituições no mundo todo, com a UFSC ficando na 732ª posição, top 3,5% no geral. O ranking completo foi divulgado nesta segunda-feira, 1 º de junho, no site do CWUR: cwur.org/2026.

Entre os indicadores específicos que compõem a pontuação geral de 72,4 da UFSC, destacam-se o ranking de Pesquisa, no qual ocupa a 697ª posição no planeta, e o ranking de Empregabilidade, onde está na 1314ª colocação.

Confira a lista das 10 instituições brasileiras melhores colocadas

1º Universidade de São Paulo (USP)
2º Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
3º Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
4º Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
5º Universidade Estadual Paulista (Unesp)
6º Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
7º Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
8º Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
9º Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
10º Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Metodologia

A metodologia do Center for World University Rankings (CWUR) é baseada em quatro pilares fundamentais: educação (25%), focado no sucesso acadêmico de ex-alunos; empregabilidade (25%), que avalia o sucesso profissional de ex-alunos; corpo docente (10%), que mensura o número de membros do corpo docente que receberam as principais distinções acadêmicas; e pesquisa (40% no total), que analisa produção, publicações de alta qualidade; influência (número de artigos em periódicos altamente influentes) e citações (número de artigos de pesquisa altamente citados). Para a elaboração desta edição, foram utilizados 81 milhões de pontos de dados baseados em resultados para classificar 21.291 universidades em todo o mundo.

Sobre o Ranking

O Center for World University Rankings (CWUR) tem sede na Arábia Saudita e é uma organização de consultoria que fornece aconselhamento político, insights estratégicos e serviços de consultoria a governos e universidades para melhorar os resultados educacionais e de pesquisa.

Mais informações na página do CWUR.

 

 

 

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Coperve publica edital do processo seletivo UFSC 2026-2, com ingresso pelas notas do Enem

29/05/2026 09:16

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta sexta-feira, 29 de maio, o edital e o quadro de vagas do processo seletivo UFSC 2026-2. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no período de 2 a 19 de junho. Neste processo seletivo, a UFSC oferece 385 vagas em 29 cursos, nos campi de Florianópolis, Joinville, Blumenau, Curitibanos e Araranguá, para ingresso no segundo semestre letivo de 2026.

O processo seletivo utilizará notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) das três ultimas edições. Poderão candidatar-se às vagas do Processo Seletivo UFSC 2026-2 os candidatos que tenham concluído ou venham a concluir o Ensino Médio ou equivalente até a data de matrícula na UFSC, que tenham participado de pelo menos uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dos anos 2023, 2024 ou 2025 e que tenham alcançado pontuação mínima de 200 pontos na prova de Redação.

Para inscrever-se, o candidato deve acessar o site oficial do processo seletivo no período de 2 a 19 de junho de 2026 e preencher o Requerimento de Inscrição.

Caso o candidato tenha participado de mais de uma edição do Enem nos anos de 2023, 2024 e 2025, será considerada a edição em que ele possuir a maior pontuação total, desde que tenha obtido também os 200 pontos na prova de Redação. A Nota Final será a média aritmética simples das notas obtidas pelo candidato nas quatro provas objetivas e na redação do Enem.

O resultado final deve ser publicado no site do processo seletivo até 26 de junho de 2026.

O processo seletivo terá vagas reservadas da Política de Ações Afirmativas para estudantes de escolas públicas, por categoria de renda familiar bruta igual ou inferior a um salário mínimo per capita, pretos pardos e indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Acompanhe informações no site da Coperve.

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Licenciaturas da UFSC alcançam nível de excelência no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes

22/05/2026 16:20

Das 15 licenciaturas avaliadas em 2025, 11 alcançaram o conceito máximo no Enade (Foto: Gustavo Diehl – Agecom/UFSC)

As licenciaturas oferecidas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) alcançaram excelentes resultados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia os cursos por meio de provas aplicadas aos estudantes concluintes. Dos 15 cursos avaliados na edição do ano passado, 11 alcançaram a nota máxima (conceito 5) e quatro obtiveram o conceito 4.

Pelos critérios do Ministério da Educação (MEC), o conceito 5 é alcançado quando ao menos 90% dos estudantes concluintes dos cursos de licenciatura obtêm nível de proficiência, enquanto o conceito 4 significa que a partir de 75% dos estudantes obtiveram o nível de proficiência.

A pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, comemora os resultados. “Avaliamos que obtivemos um ótimo resultado, sobretudo para os cursos de licenciaturas. Esse resultado é mais um indicador da qualidade teórica e prática dos nossos cursos, que inclui a excelência da formação dos professores nos cursos e o vínculo dessa formação com as escolas. É o resultado de muito trabalho e dedicação do nosso corpo docente e da instituição”.
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Cientista da UFSC e referência em El Niño esclarece sobre possibilidade de evento climático intenso no país

22/05/2026 11:33

Professora Regina Rodrigues, em entrevista à UFSC TV

Ouvir a ciência é uma das práticas mais importantes para tomar decisões que envolvem emergências. A previsão de chegada de um evento climático que ocorre com cada vez mais frequência e intensidade no país intensifica a busca por respostas sobre o que está por vir. Em março, uma previsão de El Niño “de moderado a forte” começou a ser emitida e desde então o cenário é de incertezas, mesmo com os modelos climáticos cada vez mais aprimorados.

A professora da UFSC, Regina Rodrigues, da coordenadoria de Oceanografia, é uma das maiores autoridades no assunto. Liderança na Organização Mundial de Meteorologia, ela foi orientada no pós-doutorado pelo cientista Michael McPhaden, considerado o “Papa” das pesquisas sobre esse fenômeno e cientista sênior da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), que monitora os eventos. Ela assina papers com ele sobre o assunto.

A professora foi entrevistada pela TV UFSC, em materiais que também serão veiculados nas redes sociais da universidade (acompanhe nos canais @universidadeufsc e @tvufsc) . A entrevista tem o objetivo de explicar o fenômeno e sintetizar o que a ciência tem a dizer sobre uma pauta que vem fazendo parte do dia a dia dos cidadãos.

Regina explica que, até o final do Outono, haverá mais certeza quanto a intensidade do fenômeno que vem sendo comentado e aguardando. Ainda assim, sua dimensão e localização geográfica dependem de fatores que podem variar. A probabilidade de que o evento seja intenso, entretanto, está cada vez mais confirmada.

“Em março, um sinal forte de um El Niño moderado a forte começou a aparecer nas previsões. No entanto, existe uma ‘barreira da primavera’ (outono no hemisfério sul) na previsão do El Niño, onde o sistema físico de interação atmosfera-oceano pode mudar. Se a previsão se mantiver no final de maio, é muito provável que o El Niño se perpetue. As previsões mais recentes da NOAA já indicam com maior certeza um El Niño forte”, explica.

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UFSC e Celesc desenvolvem solução para mitigar falta de energia durante manutenção da rede

20/05/2026 18:07

Sistema Transportável de Armazenamento de Energia em Baterias está em testes no Laboratório Fotovoltaica da UFSC (Foto: Divulgação Fotovoltaica)

Imagine a situação em que um temporal ou um grave acidente cause o rompimento da fiação elétrica, em uma área dotada de serviços essenciais como hospitais, delegacias, escolas, farmácias e postos de saúde. Muitas vezes o conserto leva tempo, mas o restabelecimento rápido do fornecimento de energia é essencial para evitar a interrupção ou suspensão desses serviços essenciais.

Para enfrentar situações como essa, a Celesc e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolvem em parceria um sistema capaz de garantir temporariamente o suprimento de energia elétrica na rede, enquanto os profissionais da companhia executam com segurança o trabalho de manutenção.

Trata-se de uma unidade móvel de energia que utiliza baterias em “segunda vida” descartadas de veículos elétricos, montadas sobre um caminhão (semirreboque), formando uma espécie de “power bank” gigante.

Denominado “Energia Celesc a Bordo”, o projeto iniciou a partir de um estudo desenvolvido com um conjunto de baterias que foram utilizadas em um ônibus elétrico pela própria UFSC, que já rodou o equivalente a três voltas ao mundo (120.000 quilômetros).

Baterias assumem abastecimento

Quando a Celesc precisa realizar um conserto ou melhoria em uma rua, o procedimento padrão é desligar a energia daquele trecho para garantir a segurança dos técnicos. Com o Energia Celesc a Bordo, o caminhão é conectado à rede local antes do início do trabalho. Assim, enquanto a rede principal da concessionária é desligada para manutenção com segurança, o sistema de baterias assume o abastecimento, garantindo que os moradores e comerciantes continuem com luz durante o serviço.

Baterias de carros elétricos em segunda vida foram integradas e instaladas em um semirreboque (Foto: Divulgação Celesc)

O Energia Celesc a Bordo é um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Celesc, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e utiliza baterias que já não são mais adequadas para uso automotivo, mas que ainda mantêm entre 70% e 80% de sua capacidade original, o que ocorre após cerca de 10 a 20 anos de uso, conforme o comportamento do motorista. Esse estágio das baterias é conhecido como “segunda vida”. Nessa condição, elas podem ser utilizadas em sistemas de armazenamento de energia.

O caminhão conta com um conjunto de baterias de íons de lítio integrado a um semirreboque, resultando num Sistema Transportável de Armazenamento de Energia em Baterias (STAEB). Esse sistema é composto por baterias de primeira e segunda vida (300 kWh e 100 kWh, respectivamente) e de um gerador a diesel (150 kVA), com função de backup do STAEB. Através de transformador, ele poderá se conectar em redes de distribuição de baixa tensão da Celesc (220/380 V), e em redes de distribuição de média tensão da companhia (13,8 kV).

A iniciativa é realizada em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), representada pelo Laboratório Fotovoltaica. Os pesquisadores da Universidade são responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico do sistema, estudos acadêmicos e validações técnicas. A inovação também envolve as empresas Truckvan e WEG, que construíram a estrutura mecânica do semirreboque e a tecnologia embarcada nele, respectivamente. A professora Helena Flávia Naspolini vem acompanhando o projeto desde o início dos estudos, em 2023, como coordenadora.

Sustentabilidade ambiental

Além de mitigar o problema da interrupção no fornecimento de energia para manutenção ou conserto da rede elétrica, o projeto também atua para a sustentabilidade, na medida em que dá uma solução adequada para o reaproveitamento de baterias de veículos elétricos em segunda vida.

O projeto é resultado da percepção sobre o crescimento acelerado dos veículos elétricos no país durante a última década. O salto foi de 2.875 veículos no Brasil (223 deles em Santa Catarina) para 613.389 (dos quais 40.487 no Estado), conforme dados da consultoria especializada NeoCharge.

Ao fim da vida útil dessas baterias, fica a preocupação e o desafio ambiental em lidar com esses equipamentos, considerados resíduos potencialmente perigosos, e que podem gerar riscos ao meio ambiente se não forem destinados corretamente. Estimativas internacionais apontam que o mundo poderá acumular mais de 20 milhões de toneladas de baterias descartadas até 2040.

Antecipando esse cenário, Celesc e UFSC desenvolvem uma solução inédita no Brasil para reaproveitar baterias de veículos elétricos antes do descarte, transformando um passivo ambiental emergente em uma alternativa sustentável para o setor elétrico.

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Estudo da UFSC que transforma restos de peixe em adubo é premiado por multinacional francesa

19/05/2026 11:09

Guilherme estudou como biofertilizantes podem beneficiar produção de alface (Arquivo pessoal)

Uma pesquisa realizada na UFSC, que estuda o uso de biofertilizantes para a produção de alface, conquistou um prêmio na categoria Scale Up no Innovation Awards Roullier 2025-2026, que busca soluções inovadoras relacionadas à nutrição do solo, das plantas, dos animais e agroalimentar.

Guilherme Lenz, do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas, teve sua empresa selecionada na seletiva nacional, no Brasil, e depois na categoria mundial, na França. Na UFSC, o estudo que ele realiza é orientado pelo professor Arcangelo Loss e aposta na valorização de resíduos de pescado na agricultura, por meio da produção e aplicação de biofertilizantes.

“Os trabalhos desenvolvidos avaliaram biofertilizantes produzidos a partir de resíduos de pescado, tanto na forma líquida quanto microencapsulada em pó, em experimentos conduzidos em casa de vegetação com cultivo de alface”, explica Guilherme.

De acordo com ele, os resultados demonstraram que os biofertilizantes podem sustentar a produtividade das plantas de modo equivalente à adubação convencional, o que indica seu potencial para reduzir a dependência de fertilizantes químicos. “Foi observado efeito bioestimulante, com melhoria em parâmetros fisiológicos das plantas, sugerindo maior eficiência na absorção e uso de nutrientes”, explica o pesquisador.

Outro impacto positivo do estudo premiado foi observado no solo, onde os biofertilizantes promoveram alterações positivas, aumentando grupos bacterianos e fúngicos associados à ciclagem de nutrientes, decomposição e biocontrole. Quando a adubação ocorre na forma mineral, há maior presença de microrganismos com potencial patogênico.
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UFSC deu contribuição importante para preservação da estrutura da Ponte Hercílio Luz

13/05/2026 07:00

Até 1975, quando foi inaugurada a ponte Colombo Salles, a ponte Hercílio Luz foi a única ligação rodoviária entre o continente e a Ilha de Santa Catarina (Foto: Antonio Pereira Oliveira)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deu uma contribuição importante para a preservação estrutural da centenária Ponte Hercílio Luz, no momento em que a estrutura enfrentou a situação mais crítica de sua história. Após a constatação do rompimento de uma barra de olhal da cadeia de sustentação do vão central, em 1982, a Universidade passou a acompanhar e monitorar a ponte. Ao menos oito estudos e trabalhos técnicos foram realizados a partir de então, para verificação da estabilidade e segurança da obra.

Uma das sugestões da Universidade, apresentada em uma proposta de reforma da Ponte Hercílio Luz, em 1997, acabou incorporada ao projeto de recuperação do monumento anos depois: a substituição do piso de asfalto da ponte por gradis de aço, diminuindo consideravelmente o peso próprio da estrutura.
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Ponte Hercílio Luz possibilitou travessia de Florianópolis para o século 20

13/05/2026 06:59

Construção da Ponte Hercílio Luz, em registro de 1925. Foto: Acervo Blog Carlos Damião

Mais do que concretizar a ligação física entre a capital e o continente, a Ponte Hercílio Luz foi decisiva para que Florianópolis chegasse, finalmente, no século 20. A análise é do arquiteto e urbanista Dalmo Vieira Filho, estudioso da área de patrimônio histórico e planejamento urbano e professor aposentado do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, onde atuou por quase 40 anos.

“A ponte foi a inauguração da modernidade em Florianópolis”, sintetiza o professor. Nos anos 1920, o Brasil ainda era um país essencialmente agrário, ruralista, que tentava superar aspectos remanescentes da herança social e econômica do período colonial e do império. “Florianópolis era uma cidade ainda semi-urbana, e a vida, a economia, a realidade giravam em torno do mundo agrícola”, analisa. Havia o pequeno núcleo urbano da região central, no entorno da atual Praça XV de Novembro, com as repartições públicas, comércio e residências; e as freguesias, pequenas comunidades rurais isoladas, onde se vivia da pesca e da produção artesanal de farinha e cachaça, principalmente. A ponte foi idealizada em meio a esse contexto, como forma de modernizar uma cidade provinciana, pequena, pouco expressiva e com baixa densidade populacional.
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UFSC tem 37 pesquisadores entre os mais influentes do mundo

12/05/2026 12:12

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem 37 cientistas de 13 áreas de conhecimento considerados os mais influentes do mundo. Os trabalhos dos professores tiveram impacto mensurado e divulgado pela Research.com, plataforma especializada neste tipo de métrica.

Em 2025, o mesmo ranking listava 34 pesquisadores entre os destaques em suas áreas, no mundo, o que representa um aumento de citações de trabalhos associados à UFSC e a seus cientistas, segundo os critérios estabelecidos pelo Research.com. Só na área de Química, 13 pesquisadores e pesquisadoras se destacaram, com um total de 2912 publicações tabuladas.

No ranking nacional por campo do conhecimento, a instituição figura como destaque justamente nessa área, ocupando a terceira posição. Engenharia Elétrica ficou em quinto entre as universidades com cientistas mais bem ranqueados no país. Engenharia, Medicina e Neurociência também se destacam.

A organização responsável pelo ranking informa o número total de publicações de pesquisadores de destaque na Universidade Federal de Santa Catarina é de 8.481, com uma média de 223 publicações por cientista. Com relação a citações de cientistas de destaque na na UFSC, há um total de 340.933, com uma média de 8.972 citações por pesquisador.

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Biblioteca Central da UFSC celebra 50 anos do seu prédio com arte e muita história

08/05/2026 18:23

Comemoração dos 50 anos da Biblioteca Central da UFSC. Fotos: João Hasse/ Estagiário/Agecom

Com apresentação musical do grupo “Feitiço”, exposição fotográfica e histórica e um café da tarde preparado para servidores, estudantes e usuários da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (BC/UFSC), a comunidade celebrou os 50 anos do prédio localizado no campus Trindade, em Florianópolis.

O evento foi realizado nesta quarta-feira, 8 de maio, no hall da Biblioteca e marcou meio século de um espaço de grande circulação diária e referência no apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão da UFSC. A cerimônia reuniu representantes da gestão da instituição — entre eles o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, a diretora-geral do Gabinete da Reitoria (GR), Camila Pagani, e a diretora da BC, Gleide Bitencourte Jose Ordovas. O propósito central foi reconhecer todas as pessoas que, ao longo de cinco décadas, fizeram da BU um lugar de encontro, de produção de conhecimento e de apoio à vida acadêmica de gerações de estudantes e pesquisadores da instituição.

Embora o prédio tenha completado 50 anos, a trajetória do setor é ainda mais longa, relembrou a diretora Gleide ao abrir a solenidade “que celebra a inauguração deste edifício em 1976”. O órgão suplementar foi criado em 1968, com a consolidação do Campus Universitário, para reunir os acervos das antigas faculdades (Direito, Ciências Econômicas, Farmácia, Odontologia, Medicina, Filosofia, Serviço Social e Engenharia Industrial) e ampliar o acesso à informação e ao conhecimento para a comunidade universitária.

Diretora da BC, Gleide Bitencourte Jose Ordovas

Em sua fala, a diretora Gleide compartilhou a emoção de conduzir a Biblioteca nesse momento simbólico, recordando memórias e desafios recentes. “Tive que buscar as fotos históricas e ver o momento que foi escolhido o terreno”, contou. Reviveu “o momento que começaram a pensar no projeto e aí construíram o prédio”, as primeiras camadas de tinta e o teto novinho — lembranças que contrastam com o cenário que encontrou ao assumir a direção, há seis anos. Diante dessas dificuldades, Gleide mantém o olhar confiante: “esse prédio já aguentou tanto… ele é muito bom, ele é forte”. Para ela, a solidez do edifício é metáfora da própria BU e da comunidade que a sustenta. Ao longo de meio século, “já passou tanta gente boa que sempre lutou tanto”; é dessa “luta silenciosa, persistente e amorosa” que a biblioteca é feita.
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Memorial em homenagem à estudante Catarina Kasten é inaugurado na UFSC

30/04/2026 17:53

Cerca de 200 pessoas, entre colegas, amigos, familiares e servidores da UFSC participaram da inauguração do memorial em homenagem a Catarina Kasten (Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC)

A inauguração do Memorial Catarina Kasten reuniu aproximadamente 200 pessoas, em frente ao Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O ato é uma homenagem à estudante do Programa de Pós-Graduação em Inglês: Estudos Linguísticos e Literários (PPGI), que foi assassinada no dia 21 de novembro de 2025, na trilha da praia do Matadeiro, na região Sul de Florianópolis. 

A homenagem foi realizada nesta quinta-feira, 30 de abril, às 15h, e reuniu estudantes, professores e diretores de Centros de Ensino, além de pró-reitores e familiares. Presente ao ato, o reitor Irineu Manoel de Souza falou sobre as iniciativas da Universidade no combate à violência contra a mulher. A vice-reitora eleita, Felipa Amadigi, também esteve presente na homenagem. 
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Conselho Universitário aprova listas tríplices; colegiado elege Amir e Felipa à Reitoria da UFSC

29/04/2026 17:54

Sessão especial do Conselho Universitário define listas tríplices para a Reitoria da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

A sessão especial do Conselho Universitário (CUn/UFSC) destinada à composição das listas tríplices realizou-se na tarde desta quarta-feira, 29 de abril. Os(as) conselheiros(as) votaram, em escrutínio secreto, por meio de cédulas, em cabine de votação. Inscreveram-se para Reitor(a) os(as) professores(as) Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior, Juarez Vieira do Nascimento e Maria Luiza Bazzo; e, para Vice-Reitor(a), os(as) professores(as) Felipa Rafaela Amadigi, Edson Roberto de Pieri e Francine Lima Gelbcke. A comunidade interna e externa pôde acompanhar a reunião pelo canal do CUn no YouTube.

Dois integrantes da Comissão Especial criada pela Resolução nº 005/2026/CUn, de 7 de abril de 2026, Guilherme Rizzatti e Michel Angillo Saad, juntaram-se à mesa da sessão para condução do processo. Nas duas etapas da votação, os(as) conselheiros(as) eram chamados(as) a depositar seu voto na urna, indicando um único nome para cada cargo.

Votação no Conselho Universitário confirmou os docentes Amir e Felipa para a Reitoria da UFSC

O resultado do Conselho Universitário confirmou os docentes Amir e Felipa para a Reitoria da UFSC, em consonância com a consulta informal, registrando 42 votos (de um total de 52) e 40 votos (de um total de 46), respectivamente.
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Lançamento da Cuidoteca na UFSC: política intersetorial que fortalece o direito ao cuidado

27/04/2026 13:55

Projeto Cuidoteca foi lançado no dia 24 de abril, na UFSC, com a presença de representantes do MDS. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

A Cuidoteca, novo espaço da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para cuidado de filhos de estudantes, servidores e terceirizados, foi lançada nesta sexta-feira, 24 de abril, na Sala dos Conselhos, com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A iniciativa, desenvolvida em parceria com o órgão, integra a Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024). As inscrições para o projeto seguem abertas até o dia 3 de maio de 2026.

O projeto extensionista é destinado a crianças de 4 a 10 anos, com ou sem deficiência. O serviço funcionará no período noturno, com atividades no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC, que disponibilizará duas salas para atividades, cozinha para preparo de refeições e áreas externas e comuns. A proposta inclui práticas lúdicas e acessíveis, rodas de conversa com as famílias e oferta de alimentação saudável.

Na abertura do evento, foi evidenciado que a política reafirma a universidade como espaço de transformação social, sensível às desigualdades que impactam especialmente as mulheres. Ao inaugurar a Cuidoteca, a UFSC fortalece a política de assistência estudantil e amplia a rede de apoio à comunidade universitária, em alinhamento com as diretrizes nacionais de inclusão e justiça social. “Celebra-se hoje não apenas a abertura de um espaço, mas a concretização de uma parceria institucional que une universidade e governo federal em torno de um propósito maior: garantir que o cuidado seja política pública, direito assegurado e instrumento de permanência e pertencimento”, destaca o texto lido no cerimonial.

Na mesa o reitor da UFSC, Irineu Manuel de Souza; a diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves; a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sobral Sampaio; a coordenadora geral da Cuidoteca, Josiana Piccolli; e a representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva

Participaram da mesa de lançamento o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; a diretora da Secretaria Nacional da Política de Cuidados, Maria Carolina Alves; a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sobral Sampaio; a coordenadora geral da Cuidoteca, Josiana Piccolli; e a representante do Coletivo MãEstudantes, Chaiane Guterres da Silva.
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Programa da UFSC aponta causas da mortandade de peixes na bacia do Itacorubi

24/04/2026 19:20

Rios do Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi tiveram morte massiva de peixes (Fotos: Projeto Ecoando Sustentabilidade)

A poluição crônica por esgoto não tratado está associada à mortandade de peixes na bacia do Itacorubi, registrada no dia 22 de abril no Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis. Essa é uma das conclusões da Nota Técnica elaborada por pesquisadores do programa Ecoando Sustentabilidade, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A nota é assinada pelos pesquisadores Alessandra Larissa Fonseca e Paulo Horta. No documento, os pesquisadores destacam que “a mortandade massiva de peixes registrada entre 22 de abril de 2026 no Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis, foi causada principalmente por asfixia decorrente da formação de “zonas mortas” — áreas com níveis críticos de oxigênio dissolvido, muitas vezes inferiores a 2 mg/L”.

Animais morreram por asfixia em “zonas mortas”, áreas com níveis críticos de oxigênio dissolvido

“Este fenômeno é resultado da poluição crônica por esgoto doméstico não tratado na bacia do Itacorubi, que, ao introduzir excesso de matéria orgânica, favorece a decomposição bacteriana intensa e o consumo acelerado de oxigênio, quadro agravado por altas temperaturas anômalas, baixo regime de chuvas e falhas no sistema de saneamento. Além da anoxia, a análise das brânquias sugere a possível influência de substâncias tóxicas do escoamento urbano.”

A equipe técnica do projeto sugere a realização de ações emergenciais como a remoção dos animais mortos, fiscalização rigorosa do sistema de esgoto e implementação de monitoramento constante, inclusive com o apoio de ferramentas de ciência cidadã como o aplicativo “Cientistas do Mar”.

Veja a íntegra da Nota Técnica.

 

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UFSC prepara transição com apresentação do nome de Amir e Felipa ao Conselho Universitário

16/04/2026 09:15

Com 55,4% dos votos no percentual ponderado, a chapa Mudar para Transformar, encabeçada por Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior (reitor) e Felipa Rafaela Amadigi (vice-reitora), foi a vencedora da consulta informal para o comando da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) de 2026 a 2030, segundo o resultado preliminar. A chapa UFSC Unida, de Irineu Souza e Rodrigo Moretti-Pires, representou a atual gestão na disputa, e chegou a 44,6% dos votos. A consulta informal foi realizada em dois turnos, nos dias 1º de abril e 15 de abril, nos campi da UFSC de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville.

A nova gestão será participativa, segundo o professor Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior: “Nosso primeiro passo é ouvir nossa comunidade de forma sistemática e organizada. Através de vários encontros com pessoas que fazem a UFSC, nós vamos entender melhor as necessidades que se colocam à nossa frente. A partir dessa conversa vamos deslanchar a gestão participativa e responsável, de cuidado com as pessoas.”

O reitor Irineu Manoel de Souza, que segue com o mandato até o dia 3 de julho, avalia o processo eleitoral: “Foi uma disputa legítima, e estamos à disposição para fazer uma transição da maneira mais saudável possível, com a equipe do professor Amir e da professora Felipa”.

O resultado da consulta informal à comunidade universitária deverá ser enviado ao Conselho Universitário (CUn) até o dia 17 de abril. A partir daí, a formação da lista tríplice a ser enviada ao governo federal segue um rito próprio, regulamentado pela Resolução Normativa Nº 222/2026/CUn, de 17 de março de 2026. 

A sessão especial do Conselho Universitário para formação da lista tríplice será realizada no dia 29 de abril de 2026, às 14 horas. Apenas conselheiros votam, em escrutínio secreto, escolhendo apenas um nome para cada cargo (de reitor e de vice-reitor(a). As listas serão compostas pelos três primeiros nomes mais votados, e devem ser enviadas ao Ministério da Educação (MEC) no dia 1º de maio de 2026.

Resultado preliminar do segundo turno

Chapa 41 – Mudar para Transformar 52 – UFSC Unida Brancos Nulos
Docentes 1.254 512 14 35
TAEs 555 1.319 17 26
Estudantes 6.405 3.362 103 90
Total de votos 8.214 5.193 134 151
Percentual ponderado* 55,40% 44,60% Não se aplica Não se aplica

Confira galeria de imagens da apuração (Fotos: Gustavo Diehl/UFSC)

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Amir e Felipa vencem consulta informal para a Reitoria da UFSC 

15/04/2026 22:45

A chapa Mudar para Transformar, encabeçada por Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior (reitor) e Felipa Rafaela Amadigi (vice-reitora), foi a vencedora da consulta informal para o comando da UFSC de 2026 a 2030. Segundo o resultado preliminar do segundo turno, divulgado na noite desta quarta-feira, 15 de abril, pela Comissão Eleitoral Representativa das Entidades da Universidade Federal de Santa Catarina (ComeleUFSC),  a chapa 41, composta por Amir e Felipa conquistou 55,40% dos votos ponderados, enquanto a candidatura da chapa 52, UFSC Unida, de Irineu Souza e Rodrigo Moretti-Pires, chegou a 44,60%. 

O segundo turno ocorreu das 8 às 21 horas nos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville e seu resultado é preliminar – há prazo de 24 horas para interposição de recursos. A apuração ocorreu no Auditório da Reitoria da UFSC, no campus de Florianópolis e teve transmissão pela TV Sintufsc. No primeiro turno, a chapa 41 teve 38,27%, contra 31,90% da chapa 52 e 29,83% da chapa 63, Conhecer é Transformar, liderada por João Luiz Martins e Luana Heinen. 

Resultado preliminar do segundo turno

Chapa 41 – Mudar para Transformar 52 – UFSC Unida Brancos Nulos
Docentes 1.254 512 14 35
TAEs 555 1.319 17 26
Estudantes 6.405 3.362 103 90
Total de votos 8.214 5.193 134 151
Percentual ponderado* 55,40% 44,60% Não se aplica Não se aplica

Saiba mais

Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior, é professor titular do Departamento de Engenharia Mecânica e vice-diretor do CTC. Natural de Florianópolis, tem 58 anos. É graduado (1984) e mestre em Engenharia Mecânica (1993) e doutor em Engenharia Mecânica e Mecânica Aplicada (University Of Michigan Ann Arbor -1998).  Desde 2000 é docente efetivo. É presidente do Conselho de Curadores da Fundação CERTI e membro do Conselho Consultivo da FUNDEP. Membro do Comitê Executivo de Combustão da ABCM. Foi chefe e sub-chefe do departamento de Engenharia Mecânica e  diretor acadêmico do Campus de Araranguá. Também atuou como Conselheiro da Fundação CERTI, da Fundação Stemmer-FEESC e da Celesc, além dos Comitês de Auditoria Estatutária, de Ética e de Elegibilidade na empresa. Membro e Coordenador do Comitê Científico da Rede Nacional de Combustão e Presidente do Conselho da Associação Brasileira de Ciências Mecânicas da Associação Brasileira de Ciências Mecânicas.

Felipa Rafaela Amadigi é professora adjunta do departamento de Enfermagem do CCS. Paranaense de Loanda, tem 46 anos e é graduada em Enfermagem (2003), mestre em Saúde Pública (2005) e doutora em Enfermagem (2011) pela UFSC. Desde 2015 é docente efetiva. Foi vice-presidente e presidente do Conselho de Enfermagem de Santa Catarina, e coordenadora do curso de graduação em Enfermagem da UFSC. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Gestão em Saúde, processo de trabalho, tecnologias em saúde e saúde digital. Atua junto aos programas de pós-graduação em Saúde Coletiva e Profissional em Gestão do Cuidado de Enfermagem da UFSC. Líder do Laboratório Interdisciplinar em Tecnologias Educacionais em Saúde. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Saúde Digital da UFSC, do Núcleo de Extensão em Avaliação e Planejamento em Saúde e do Laboratório de Pesquisa sobre Trabalho, Ética, Saúde e Enfermagem. Coordenou, durante a Pandemia, a Campanha de imunização contra a COVID-19 em Florianópolis.

Processo eleitoral

A consulta informal precede a eleição da lista tríplice para reitor pelo Conselho Universitário (CUn). Pelo cronograma da consulta informal elaborado pela Comeleufsc, o resultado da consulta informal à comunidade universitária deverá ser enviado ao Conselho Universitário (CUn) até o dia 17 de abril. A partir daí, a formação das listas tríplices a serem enviadas ao governo federal segue um rito próprio, regulamentado pela Resolução Normativa Nº 222/2026/CUn, de 17 de março de 2026.
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Fenômeno raro deixa ostras esverdeadas e mais saborosas; pesquisadores da UFSC explicam

10/04/2026 13:58

Floração de um tipo raro de microalgas na Baía Sul está deixando as ostras esverdeadas. Fenômeno agrega qualidade aos moluscos e não traz riscos à saúde, confirmam os pesquisadores da UFSC. Foto: Divulgação

Um fenômeno raro observado nas últimas três semanas na Baía Sul, em Florianópolis, está mudando o aspecto e a qualidade das ostras cultivadas pelos maricultores locais: a proliferação de microalgas do grupo das diatomáceas nessas águas está fazendo os moluscos apresentarem uma coloração esverdeada. Longe de ser um problema, isso é, na verdade, um fenômeno com grande potencial. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a microalga não produz toxinas e agrega qualidade às ostras, vieiras e mexilhões cultivados, que têm nesses organismos unicelulares uma rica fonte nutricional.

De acordo com o engenheiro de Aquicultura Gabriel Filipe Faria Graff, doutorando em Biotecnologia e Biociências e pesquisador do Laboratório de Biotecnologia e Saúde Marinha (LaBIOMARIS) da UFSC, a ocorrência de ostras verdes já foi observada em Santa Catarina em pelo menos duas ocasiões, há mais de dez anos. Microalgas capazes de conferir coloração a moluscos são registradas recorrentemente em outras localidades, como a região francesa de Marennes-Oléron, onde as chamadas huîtres vertes (literalmente, ostras verdes em francês) são consideradas uma iguaria sofisticada e possuem certificação Label Rouge (Red Label) do Ministério da Agricultura da França – que atesta a qualidade superior de produtos alimentares em comparação a produtos convencionais.
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Filósofo Vladimir Safatle faz palestra sobre fascismo na aula magna da UFSC

09/04/2026 16:18

Filósofo abordou as conjunturas nacional e internacional em sua conferência (Fotos: Gustavo Diehl / Agecom UFSC)

O professor e filósofo Vladimir Safatle proferiu a palestra “A lógica da guerra civil mundial como resposta às crises do capitalismo” durante a aula magna de abertura do ano letivo de 2026, realizada na quarta-feira, 8 de abril. O evento atraiu grande público ao Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A aula magna iniciou com a apresentação de duas coreografias solo interpretadas por integrantes da Companhia de Dança da UFSC. Em seguida, a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, e o reitor Irineu Manoel de Souza formaram a mesa oficial de abertura do evento.

 

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3,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais podem ter alto risco de quedas, diz estudo

01/04/2026 11:30

Só de incluir duas perguntas — se o idoso tem preocupação com quedas e se sente instabilidade ao caminhar —, pesquisadores brasileiros conseguiram quadruplicar a identificação de pessoas em risco intermediário de quedas. O resultado vem de um estudo publicado na revista European Geriatric Medicine, que aplicou pela primeira vez o Algoritmo das Diretrizes Mundiais para Prevenção de Quedas (WGF, na sigla em inglês) a uma amostra representativa da população idosa brasileira.

O trabalho analisou dados de 7.515 participantes com 60 anos ou mais do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), coletados entre 2023 e 2024. Os pesquisadores aplicaram dois métodos do mesmo algoritmo: um baseado apenas no histórico de quedas nos últimos 12 meses, e outro que incorpora também as chamadas questões-chave – preocupação com quedas, medida por uma escala validada, e instabilidade postural, avaliada por um teste de equilíbrio.

Pelo método tradicional, 82,2% dos idosos foram classificados como baixo risco, 7,8% como intermediário e 10% como alto risco. Já quando as questões-chave foram incluídas, o cenário mudou substancialmente: 50,4% permaneceram em baixo risco, 34,6% passaram a ser classificados como intermediário e 15% como alto risco. Com base nesse último dado e nas estimativas populacionais do Censo 2022, os pesquisadores calculam que aproximadamente 3,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais podem estar em alto risco de quedas.

“No Brasil, a gente não tinha nenhum método específico para fazer essa classificação. A grande diferença desse algoritmo é que ele sugere essa estratificação do risco de cair e, baseado nessa estratificação, ele já sugere o que deveria ser feito para essa população”, explica Núbia Carelli Pereira de Avelar, fisioterapeuta e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e primeira autora do estudo.

O estudo também identificou disparidades regionais que só se tornaram visíveis com o método das questões-chave. Idosos do Nordeste e do Sudeste tiveram maior probabilidade de serem classificados como risco intermediário em comparação aos da região Sul. Pelo método do histórico de quedas, nenhuma diferença regional foi detectada. Segundo a pesquisadora, fatores como desigualdades socioeconômicas, diferenças culturais e barreiras de acesso a recursos de saúde podem ajudar a explicar esse padrão.

Para além dos números, o estudo aponta implicações diretas para o sistema de saúde. Idosos em alto risco de quedas estão mais sujeitos a fraturas, hospitalizações e perda de independência, com impacto social e econômico significativo, especialmente em países com recursos limitados. “Se pensássemos em estratégias para reduzir a ocorrência dessas quedas, saberíamos como alocar melhor os recursos que já são limitados em países de renda média”, diz.

A pesquisadora destaca que os resultados chegam em um momento oportuno, diante do movimento em curso para a criação de um Programa Nacional de Prevenção de Quedas no Brasil. Na visão da equipe, o ideal seria que profissionais de saúde passassem a incluir rotineiramente as três perguntas do algoritmo na triagem de pacientes idosos: histórico de quedas, preocupação com quedas e instabilidade. Dependendo do nível de risco identificado, as condutas poderiam variar desde orientações educativas, no caso de baixo risco, até encaminhamento para fisioterapia e avaliação multidisciplinar, para os grupos intermediário e alto.

O ELSI-Brasil foi financiado pelo Ministério da Saúde por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (DECIT/SCTIE) e da Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa na Atenção Primária, Departamento dos Ciclos da Vida da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (COPID/DECIV/SAPS).

Texto e imagem: Agência Bori

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Propesq entrega prêmio Mulheres na Ciência a dez pesquisadoras da UFSC

30/03/2026 11:08

Pesquisadoras reconhecidas no 5º Prêmio Mulheres na Ciência receberam certificados (Fotos: Gustavo Diehl/Agecom-UFSC)

A Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) promoveu na sexta-feira, 27 de março, a solenidade de entrega de prêmios da 5ª edição do Mulheres na Ciência. Dez pesquisadoras da UFSC foram reconhecidas neste ano, entre elas quatro servidoras técnicas administrativas em educação (TAEs). Criado em 2021, o Prêmio Mulheres na Ciência visa estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres envolvidas em pesquisas e atividades científicas, tecnológicas e inovadoras na UFSC.

A cerimônia ocorreu na Sala dos Conselhos, no prédio da Reitoria. Formaram a mesa o professor Werner Kraus Junior, pró-reitor de Pesquisa e Inovação; a diretora-geral do Gabinete, Camila Pagani, representando o reitor Irineu Manoel de Souza; e Evelise Santos Sousa, diretora de Validações da Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), representando a pró-reitora Marilise dos Reis Sayão. Nesta edição, o prêmio foi organizado em parceria entre Propesq e Proafe.

O professor Werner Kraus Junior destacou a inclusão das mulheres TAEs no prêmio, inovação que ele definiu como uma “justa celebração” às contribuições e realizações técnicas destas servidoras que se dedicam à ciência na Universidade. Ele aproveitou a ocasião para prestar homenagem a todas as mulheres que integram o que chamou de ecossistema UFSC de ciência, tecnologia e inovação. “Nosso ecossistema tem a marca da presença feminina vigorosa, crítica e criativa. E assim o torna muito mais rico e ajuda a qualificar as nossas conquistas coletivas em prol da excelência, nestes tempos tão difíceis em que o conhecimento tem sido muito questionado”.

Colegas de trabalho, amigos e parentes das homenageadas acompanharam a cerimônia na Sala dos Conselhos

A professora Gabriela Kaiana Ferreira, coordenadora do projeto Meninas na Ciência, disse que a premiação tem valorizado não apenas a excelência das pesquisas, mas também o compromisso com o ensino e com projetos diversos que têm impacto na comunidade. Ela afirmou que as mulheres assumem responsabilidades, criam caminhos, sustentam projetos e produzem conhecimento. “Fazemos isso com compromisso e persistência, muitas vezes enfrentando desafios que nem sempre são visíveis”.

De acordo com a professora Gabriela, o ano de 2026 marca um momento de maturidade do projeto Meninas na Ciência, com o fortalecimento de parcerias e diversificação de estratégias. Ao final de sua fala, ela fez uma surpresa às homenageadas, presenteando-as com o livro “A história de Estrela”, escrito por integrantes do projeto Meninas na Ciência.

Em seguida, as homenageadas na 5ª edição do Prêmio Mulheres na Ciência receberam certificados. Em suas falas, relatos de trajetórias pessoais marcados por conquistas e desafios – como a maternidade em meio a uma pós-graduação –, barreiras estruturais para o progresso na carreira, apoio de orientadores, familiares, amigas e amigos. E a noção de que, apesar de avanços e reconhecimentos recentes, ainda há muito por fazer em busca da equidade de gênero no universo da ciência.

As premiadas desta edição:

ÁREA DO CONHECIMENTO: HUMANIDADES

  • Docente Júnior: Alinne de Lima Bonetti, do Departamento de Antropologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH);
  • Docente Plena: Eliane Santana Dias Debus, do Departamento de Metodologia de Ensino do Centro de Ciências da Educação (CED);
  • Servidora Técnica Administrativa em Educação Plena: Karina Francine Marcelino, lotada no Gabinete da Reitoria.

ÁREA DO CONHECIMENTO: VIDA

  • Docente Júnior: Silvani Verruck, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias (CCA);
  • Docente Plena: Malva Isabel Medina Hernandez, do Departamento de Ecologia e Zoologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB);
  • Servidora Técnica Administrativa em Educação Plena: Martina Blank, lotada no Departamento de Bioquímica do CCB.

ÁREA DO CONHECIMENTO: EXATAS E DA TERRA

  • Docente Júnior: Nara Rubiano da Silva, do Departamento de Física do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM);
  • Docente Plena: Glória Regina Botelho, da Coordenadoria Especial de Ciências Biológicas e Agronômicas – Campus Curitibanos (CTR);
  • Servidora Técnica Administrativa em Educação Júnior: Maryah Elisa Morastoni Haertel, lotada no Departamento de Ciências Exatas e Educação do Campus de Blumenau (BLN);
  • Servidora Técnica Administrativa em Educação Plena: Aline Alves Freitas, lotada no Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental do Centro Tecnológico (CTC).
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