Ranking internacional elenca 52 cientistas da UFSC entre mais influentes do mundo

19/10/2026 09:00

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem 52 pesquisadores na lista de cientistas mais influentes do mundo. Divulgado anualmente pela editora Elsevier, o banco de dados fornece informações padronizadas sobre citações e outros índices de impacto. A edição está dividida em duas listas: uma englobando toda a carreira, e outra com dados apenas de 2025. Na primeira relação, são 34 pessoas ligadas à UFSC; na segunda, são 33 – 15 pessoas estão presentes nas duas listas.

Os bancos de dados podem ser acessados aqui.

As pessoas citadas são classificadas em 20 campos e 174 subcampos. Os dados ao longo da carreira são atualizados até o final de 2025, e os dados do ano recente referem-se às citações recebidas durante o ano civil de 2025. A edição atual é baseada nas informações disponíveis em 1º de agosto de 2026 na base de dados Scopus.

Confira as listas, divididas por área do conhecimento:
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Sepex movimenta UFSC com feira de ciências, minicursos, rotas temáticas e apresentações artísticas

16/10/2026 15:06

Feira de Ciências ocorre no hall do Centro de Cultura e Eventos, de 20 a 22 de outubro. (Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina receberá milhares de visitantes de 19 a 23 de outubro, durante a 23ª edição da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex). Junto da Feira de Ciências, minicursos e Rotas Temáticas, a UFSC terá atrações artístico-culturais, palestras, o Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica e até uma ação de vacinação. A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia irá fazer a palestra de abertura, na terça-feira, 20 de outubro, às 19h, por teleconferência, direto de Brasília.

A 23ª Sepex é parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada anualmente na terceira semana de outubro. Neste ano, o tema é Ciência Delas, com objetivo de mobilizar a comunidade científica e educacional para reconhecer que a qualidade, a relevância e a capacidade transformadora da ciência brasileira dependem da sua diversidade.

A Sepex é aberta ao público externo nos dias 20, 21 e 22 de outubro para a Feira de Ciências e Rotas Temáticas. A partir do dia 19 e ao longo de toda a semana, no entanto, a comunidade poderá participar das apresentações orais do 36° Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica da UFSC e do 16º Seminário de Iniciação Científica para o Ensino Médio. Os minicursos estão com inscrições abertas e ocorrem de 19 a 23 de outubro.

Palestra de abertura

Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, fará conferência de abertura da Sepex. (Foto: Diego Bresani)

Com o tema “A Justiça Delas”, a ministra do STF fará a teleconferência de abertura da Sepex, direto de Brasília. A fala ao vivo da ministra será transmitida por videoconferência para o público presente no Auditório Garapuvu, a partir das 19h de terça, 20 de outubro, e terá apresentação da vice-reitora da UFSC, Felipa Amadigi. Haverá um sistema de som e vídeo especial para o evento, com um telão de 6×3 metros.
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Grupo de pesquisa da UFSC usa moscas para testar potencial de medicamentos

14/10/2026 14:25

Testes com moscas são conduzidos no Laboratório de Neurobiologia (Fotos: Ayana Araújo)

O Grupo de Pesquisa do Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS) do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estuda a utilização da Drosophila melanogaster, conhecida popularmente pelo nome mosca-da-fruta, como cobaia nas pesquisas científicas. O inseto é usado para a experimentação de medicamentos antidepressivos. O grupo de pesquisa é um dos pioneiros nesse campo.

Cilene Lino de Oliveira, coordenadora do projeto e professora do CCB, considera que as drosófilas podem ser uma alternativa aos roedores, como ratos e camundongos, nos testes científicos. Segundo a pesquisadora, o estudo propõe substituir  os animais vertebrados por moscas para ajudar a diminuir os custos e aumentar o poder estatístico dos experimentos. 

A especialista explica que os roedores são maiores e têm mais tempo de vida do que as moscas, por isso exigem mais recursos financeiros para criação e manutenção em laboratório. Em um espaço em que cabe somente um rato de laboratório, por exemplo, cabem centenas de moscas. E apenas uma semana é necessária para acompanhar o inseto desde o nascimento até a vida adulta. Estes dois aspectos combinados, para a pesquisadora, fazem com que as despesas de manutenção das invertebrados em um laboratório sejam muito menores. 

Segundo a professora Cilene, o número de roedores disponíveis para experimentação diminui por conta do preço elevado, então os experimentos com cobaias tradicionais costumam ter menor poder estatístico. 
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Ministra Cármen Lúcia fará palestra de abertura da 23ª Sepex da UFSC

14/10/2026 08:26

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia será a responsável pela palestra de abertura da 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sepex). Intitulada A Justiça Delas, a conferência ocorrerá no dia 20 de outubro, terça-feira, às 19h, no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis. A participação da ministra será por videoconferência, com transmissão ao vivo para o público presente no local. O evento é gratuito e aberto à comunidade.

Realizada desde 2000, a Sepex é um dos maiores eventos de divulgação científica de Santa Catarina. A iniciativa reúne trabalhos desenvolvidos na universidade em uma mostra aberta ao público, com aproximadamente 200 estandes de projetos nas áreas de comunicação, cultura, educação, tecnologia, meio ambiente, trabalho, direitos humanos e saúde.

O evento recebe mais de 50 mil visitantes no pavilhão de exposições. Além da mostra científica, a programação inclui minicursos gratuitos e abertos à comunidade, palestras, atividades artístico-culturais e o Seminário de Iniciação Científica. Durante a semana, laboratórios, museus e exposições da UFSC também podem ser visitados por meio de rotas temáticas, que aproximam a população das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pela instituição.

Quem é Cármen Lúcia

Cármen Lúcia Antunes Rocha é jurista, professora e magistrada brasileira, nascida em 19 de abril de 1954, em Montes Claros, Minas Gerais. Formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em 1977, e obteve o título de mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Antes de ingressar no Supremo Tribunal Federal, em 2006, atuou como procuradora do Estado de Minas Gerais e professora de Direito Constitucional. Foi a segunda mulher a ocupar uma cadeira no STF e presidiu a Corte entre 2016 e 2018. Também foi a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2012, função que voltou a exercer em 2024. Sua trajetória no Judiciário brasileiro está associada à atuação em temas relacionados à Constituição, à democracia, à liberdade de expressão e aos direitos fundamentais.

Mais informações sobre a programação podem ser consultadas no site oficial da Sepex.

Rosângela Matos | agecom@contato.ufsc.br
Estagiária da Agecom | UFSC

Com informações do STF

 

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Pesquisa da UFSC aponta que uso regular de corticoide ao longo da vida pode afetar o crescimento corporal

08/10/2026 14:28

Animais passaram por três ciclos de tratamento e receberam uma injeção diária por cinco dias consecutivos. Fotos: João Hasse/Agecom/UFSC

Um estudo realizado no Laboratório de Investigação de Doenças Crônicas (Lidoc) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) indica que um medicamento utilizado no tratamento de inflamações e alergias pode afetar o crescimento corporal. A pesquisa foi realizada em ratos em três fases da vida – equivalentes à infância, à adolescência e à vida adulta.

O medicamento estudado, o corticoide dexametasona, é um anti-inflamatório sintético amplamente utilizado na prática clínica. Esse fármaco causa efeitos colaterais como, por exemplo, o aumento do risco de desenvolver diabetes ou o acúmulo de gordura no fígado.

Embora os efeitos nocivos do uso contínuo do remédio sejam conhecidos, pouco se sabe sobre o impacto de tratamentos com intervalos ao longo da vida, como o uso periódico, por exemplo, sempre que uma doença crônica (como a asma) volta a atacar. A hipótese dos pesquisadores era que a exposição repetida ao medicamento, desde a infância, agravaria os distúrbios metabólicos na idade adulta.

Professor Alex Rafacho, do Laboratório de Investigação de Doenças Crônicas da UFSC

Entretanto, ao contrário do que os cientistas esperavam, os animais que receberam o medicamento desde a infância até a idade adulta não apresentaram a maioria dos efeitos colaterais metabólicos observados nos ratos que receberam o corticoide apenas na fase adulta, como intolerância à glicose, acúmulo de gordura no fígado e aumento dos níveis de insulina. “O animal exposto primeiro na infância e depois na adolescência desenvolveu uma adaptação ao medicamento, que parece resistir ao efeito quando chega à vida adulta. Essa exposição poderia exigir aumento da dose para obtenção dos mesmos efeitos de alguém que foi exposto apenas quando adulto”, explica Alex Rafacho, professor do Programa de Pós Graduação em Farmacologia da UFSC e coordenador do estudo.

Por outro lado, observou-se que o uso intervalado de dexametasona, iniciado na infância e mantido ao longo do desenvolvimento, reduziu o crescimento corporal nos animais em que o medicamento foi aplicado desde a infância. Quando adultos, estes ratos apresentaram peso menor do que aqueles que receberam as doses apenas na fase adulta.

Segundo Rafacho, os resultados encontrados chamam a atenção para a importância de se considerar todo o histórico dos pacientes. “A abordagem clínica não está perguntando aos adultos se foram expostos na infância, ela costuma considerar apenas os sintomas atuais do paciente”, afirma.

Carolina de Moraes Silveira Peixe desenvolveu o estudo em seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSC

“A exposição lá na infância poderia explicar por que determinados adultos precisam de uma dose maior de determinado fármaco. Mas não necessariamente os clínicos, os médicos, saberão isso. Porque ninguém está perguntando para uma pessoa de 50 anos se, quando ela tinha 10 ou 5, ela foi exposta a uma medicação X”, complementa o professor.

A pesquisa, resultado da dissertação de mestrado de Carolina de Moraes Silveira Peixe, do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSC, foi orientada pelo professor Alex Rafacho. O trabalho teve a colaboração dos professores Alexandre Giusti-Paiva (UFSC), Silvana Auxiliadora Bordin e Paulo Henrique Evangelista Silva, ambos do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP). Os resultados da pesquisa foram publicados em artigo na revista científica Biochemical Pharmacology.

Luiz Cucco | agecom@contato.ufsc.br
Estagiário da Agecom | UFSC

 

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UFSC é a quarta melhor universidade federal brasileira no ranking da Times Higher Education (THE)

01/10/2026 17:14

UFSC apresentou evolução no critério do ranking que avalia o ambiente de ensino (Fotos: Gustavo Diehl / Agecom-UFSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é a quarta melhor universidade federal do Brasil no ranking mundial de universidades da Times Higer Education (THE) de 2027, que lista 2.297 instituições em 118 países e territórios. A UFSC melhorou sua posição em relação ao ano passado e ocupa agora a faixa de classificação 801-1000, sendo também a oitava universidade brasileira melhor classificada no ranking.

A metodologia do ranking da THE avalia as universidades de acordo com aspectos essenciais da atividade (core missions): ensino, pesquisa, tranferência de conhecimento e perspectiva internacional, desdobrados em 18 indicadores.
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UFSC e universidade da Noruega lançam plataforma inédita de monitoramento do Super El Niño

30/09/2026 10:38

Reprodução da plataforma

A Universidade Federal de Santa Catarina está participando de uma iniciativa inédita para o monitoramento do Super El Niño, fenômeno climático de grandes proporções que está no Brasil e atinge diferentes regiões com episódios de extremos climáticos. O Climate News Watch é um painel interativo e gratuito, criado por pesquisadores da Universidade de Bergen, do Bjerknes Centre for Climate Research (Noruega) e da UFSC, que acompanha todos os dias como a imprensa do mundo noticia os efeitos do El Niño. O painel está disponível em: https://ai-observatory.shinyapps.io/theclimatenewswatch/

Na UFSC, a parceria é coordenada pela professora Regina Rodrigues, uma das principais especialistas em clima e El Niño do país e no mundo. “Apenas hoje, com essa tecnologia, a gente consegue fazer esse tipo de levantamento. Não existe nada parecido e é importante porque as pessoas podem consultar e ver a situação atual e quais são todos os impactos globais”, sinaliza a professora.

O sistema coleta milhares de manchetes sobre enchentes, secas, ondas de calor, incêndios, ciclones, tempestades, perdas agrícolas e de pesca, em mais de cem idiomas. Uma inteligência artificial lê cada manchete na língua original, traduz, identifica o país e o tipo de evento e avalia a gravidade do que foi relatado. Essa leitura alimenta o Termômetro das Notícias, um índice que mede o tom da cobertura: quanto mais as manchetes falam em alertas, danos e mortes, mais ele sobe.

Depois, o índice é comparado aos desastres registrados pelo Global Disaster Awareness and Coordination System, o sistema de alerta da ONU e da Comissão Europeia, e mostra quando o “barulho” da mídia é maior ou menor do que o do próprio evento. No mesmo mapa, o usuário cruza as notícias com os dados climáticos do momento, como temperatura da superfície do mar, nuvens, vento e chuva. Uma linha do tempo permite voltar ao dia a dia e acompanhar a evolução das notícias, lado a lado com a do clima.

Por trás do painel vai se formando um banco de dados, e é ele a parte mais importante do projeto para a pesquisa. O fenômeno climático costuma ser estudado separadamente de seus impactos sociais e econômicos, em parte porque essas informações não estão reunidas em nenhuma tabela: elas aparecem espalhadas nas notícias, sem estrutura, em dezenas de línguas. Os modelos de linguagem atuais mudam isso. Eles conseguem ler esse material e organizá-lo automaticamente em uma base de dados, com país, data, tipo de evento, gravidade, número de mortes e a causa apontada pela própria reportagem.

Com essa base, também será possível responder a várias perguntas: quanto os governos investiram para se preparar e quanto gastaram para reparar os danos? Quais foram os impactos na saúde e os prejuízos para as pessoas, e como tudo isso se relaciona, país a país, com a intensidade do El Niño medida pelos dados climáticos? E as notícias estão atribuindo corretamente ao El Niño o que está acontecendo?

Regina explica que a plataforma acompanha todas as reportagens sobre desastres climáticos, em nível global. “Então depois que acabar o El Niño vamos continuar usando. A coleta desses dados pode gerar uma ciência mais avançada e com muita importância para a sociedade, porque a gente vai conseguir identificar melhor esses impactos. Além de tudo, qualquer pessoa pode usar, porque ela também é um produto para a sociedade”.

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Projeto do SpaceLab/UFSC recebe quase R$ 5 milhões para estruturar a economia espacial de Santa Catarina

25/09/2026 16:37

FloripaSat-1, microssatélite desenvolvido pela UFSC, pegou carona com o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-4A), lançado ao espaço em dezembro de 2019. (Foto: Divulgação)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve aprovada a proposta de criação do Observatório da Economia Espacial Catarinense (OESC), projeto coordenado pelo professor Eduardo Augusto Bezerra, do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab/UFSC). O valor aprovado para fomento pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) é de R$ 4.995.313,60, com execução prevista em 26 meses.

Para integrar a equipe do Observatório, o SpaceLab abriu seleção para 41 bolsas destinadas a estudantes e profissionais, com valores mensais entre R$ 984,82 e R$ 5.200. As inscrições estão abertas de 23 até as 23h59 do dia 30 de setembro de 2026. Os perfis, requisitos específicos e orientações para inscrição estão no edital, disponível na página do Observatório.

O resultado final de mérito foi divulgado em 3 de setembro. O projeto foi selecionado no Edital de Chamada Pública Fapesc nº 27/2026, que previa até R$ 5 milhões ao financiamento de uma única iniciativa estruturante para integrar e fortalecer as capacidades catarinenses relacionadas à nova economia espacial, também conhecida como New Space.

Intitulado “OESC – Observatório da Economia Espacial Catarinense: Mapeamento, Diagnóstico e Planejamento da Nova Economia Espacial de Santa Catarina”, o projeto permitirá a criação de uma plataforma permanente de inteligência estratégica. O objetivo é reunir informações sobre as capacidades científicas, tecnológicas, industriais e institucionais do estado e transformá-las em diagnósticos, instrumentos de planejamento e subsídios para decisões públicas e privadas.
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Pesquisa da UFSC recruta cães com diabetes para estudo com terapia complementar gratuita

23/09/2026 18:32

Pesquisa é conduzida pelo veterinário e mestrando da UFSC Higor Camargo. Foto: arquivo pessoal

O projeto de pesquisa Clínica Veterinária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com seleção aberta para voluntários caninos participarem de um estudo focado em uma nova abordagem terapêutica complementar ao tratamento convencional do diabetes mellitus. A pesquisa avalia um produto natural de origem vegetal, rico em compostos bioativos, e seu possível papel em mecanismos relacionados ao metabolismo celular, ao estresse oxidativo e à inflamação. A equipe busca cães com e sem diabetes que atendam aos critérios de participação.

A terapia complementar, os exames laboratoriais de rotina e o acompanhamento veterinário oferecidos são 100% gratuitos para os participantes aceitos na pesquisa. As avaliações serão realizadas ao longo de todo o período do estudo, permitindo acompanhar de perto a saúde de cada animal.

A pesquisa é conduzida pelo médico-veterinário e mestrando Higor Camargo, junto ao Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária Convencional e Integrativa (PPGMVCI) da UFSC. A equipe de orientação reúne os professores e médicos-veterinários Malcon Andrei Martinez Pereira e Aline Félix Schneider Bedin, além da professora Jane Mara Block, presidente da Sociedade Brasileira de Óleos e Gorduras (SBOG). 

O projeto também conta com a colaboração científica da professora Heloisa Pamplona Cunha, do Departamento de Análises Clínicas da UFSC, nas etapas laboratoriais do estudo, que tem apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
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Andifes publica carta à sociedade brasileira diante das eleições de 2026

23/09/2026 17:46

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) lançou, nesta quarta-feira, 23 de setembro, durante reunião do Conselho Pleno, a Carta da Andifes à sociedade brasileira diante das Eleições de 2026.

Às vésperas das eleições gerais, a entidade, que reúne 71 Universidades Federais e mais de 300 campi, com presença em todas as regiões do país, reafirma princípios que considera fundamentais para o futuro do Brasil, entre eles a defesa da democracia, do respeito à Constituição, às instituições democráticas, à soberania do voto popular e ao resultado das urnas.

A carta também destaca a educação e a ciência como políticas de Estado e defende universidades públicas fortes, autônomas, inclusivas e socialmente referenciadas, com financiamento público compatível e previsível, valorização das pessoas, respeito à autonomia universitária e condições para a produção de conhecimento e o desenvolvimento científico e tecnológico.

O documento também reafirma o compromisso da Andifes com uma universidade pública democrática, diversa e inclusiva, com a continuidade e o aperfeiçoamento das ações afirmativas, a permanência estudantil, a igualdade de oportunidades, a inclusão das pessoas com deficiência e o enfrentamento ao racismo, às violências, às discriminações e aos assédios.

A carta defende ainda um projeto de desenvolvimento baseado na soberania, na justiça social e na sustentabilidade, incluindo a construção de um Plano Nacional de Desenvolvimento da Rede IFES, além de um Brasil comprometido com a cooperação, a paz e o multilateralismo.

Ao final, a Andifes convida a comunidade universitária e toda a sociedade brasileira a participarem ativamente do debate público durante o processo eleitoral e reafirma que as Universidades Federais são patrimônio da sociedade brasileira, fundamentais para a democracia, a ampliação de direitos e oportunidades, a produção de conhecimento e o desenvolvimento do país.

 

Do site da Andifes

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Fortalezas da Ilha de Santa Catarina têm entrada gratuita neste domingo

23/09/2026 15:20

As fortalezas de São José da Ponta Grossa, Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones terão entrada gratuita neste domingo, 27 de setembro, das 8h30 às 18h30. A abertura integra o Dia de Gratuidade, promovido todo último domingo do mês pelo Departamento das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (DFISC), vinculado à Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A visitação é aberta a pessoas de todas as idades. Animais de estimação não são permitidos, exceto cães-guia e de suporte emocional, que devem estar acompanhados da documentação comprobatória.

O acesso varia conforme a localização de cada fortaleza. A Fortaleza de São José da Ponta Grossa, na Praia do Forte, no norte da Ilha de Florianópolis, tem acesso terrestre. Já as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, em Governador Celso Ramos, e de Santo Antônio de Ratones, na Baía Norte, exigem transporte náutico.

A gratuidade cobre apenas a entrada nos monumentos, não o traslado marítimo. Os visitantes devem contratar o serviço diretamente com uma das empresas de transporte credenciadas, cujos contatos podem ser consultados aqui.

Mais informações pelo site das Fortalezas, pelo e-mail fortalezas@contato.ufsc.br ou  pelo telefone (48) 3721-8302

Tags: FortaalezasFortalezas da Ilha de Santa CatarinaSecretaria de Arte e Cultura da UFSC (SeCArte)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Evento celebra 40 anos da IA na UFSC, relembra pioneirismo e debate desenvolvimento responsável

16/09/2026 15:47

A conferência “A Inteligência Artificial no contexto universitário” combinou memória, ciência e perspectivas de futuro. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

A história da Inteligência Artificial (IA) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ganhou novos contornos na noite desta terça-feira, 15 de setembro. Quatro décadas depois da criação da primeira disciplina dedicada ao tema na instituição, professores, estudantes, técnicos e gestores reuniram-se no Auditório da Reitoria, no Campus de Trindade, em Florianópolis, para celebrar essa trajetória única e refletir sobre o futuro de uma tecnologia cada vez mais presente nas salas de aula, nas pesquisas e nas relações humanas.

Promovida pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd), a conferência “A Inteligência Artificial no contexto universitário” combinou memória, ciência e perspectivas de futuro. Mais do que apresentar ferramentas e conceitos, o encontro abriu espaço para discutir as transformações provocadas pela IA, suas possibilidades de aplicação e os desafios éticos e pedagógicos que impõe aos processos de ensino e aprendizagem.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a homenagem ao professor aposentado Renato Antonio Rabuske, responsável por ministrar, em 1986, a primeira disciplina de IA da UFSC. O reitor Amir de Oliveira e o professor Aldo von Wangenheim entregaram uma placa de reconhecimento à contribuição de Rabuske para a área. Ele estava acompanhado da esposa, a também professora aposentada da UFSC, Márcia Aguiar Rabuske, cuja atuação na área da Computação e no Departamento de Informática e Estatística (INE) também foi evidenciada.

Com apresentações artísticas da Companhia de Dança da UFSC, a solenidade inaugurou um ciclo de debates sobre Inteligência Artificial na Universidade. Participaram do evento o reitor Amir de Oliveira, a vice-reitora Felipa Amadigi, secretários, pró-reitores, docentes, técnicos-administrativos e estudantes. Ao revisitar o caminho iniciado há 40 anos, a UFSC não apenas reconheceu o trabalho de quem ajudou a construir essa história, mas também renovou o compromisso de pensar criticamente os impactos da IA na educação e na sociedade.
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Pesquisa da UFSC avalia e acompanha desempenho de integrante da seleção brasileira de atletismo

16/09/2026 10:31

Guilherme realizando a coleta de sangue para o teste. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

“Vai, Gui! Bora, Gui!”, incentivam os pesquisadores do Laboratório de Esforço Físico (LAEF), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na esteira, Guilherme Kurtz, atleta da seleção brasileira de atletismo, corre a 26 km/h, enquanto a equipe acompanha atentamente os detalhes do esforço e realiza uma avaliação cardiorrespiratória e metabólica. A análise busca diagnosticar o nível de desempenho, auxiliar na periodização do treinamento e acompanhar a evolução do atleta.

Os resultados ajudam a responder perguntas importantes para o treinamento, como conta o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação Física Lucas Dalla Vecchia Lanzarini: para o atleta continuar evoluindo, é fundamental entender qual a intensidade adequada para cada treino e em que momento o organismo passa a trabalhar em níveis mais elevados.  Em relação ao teste realizado em 2024, o pesquisador relata que Guilherme apresentou uma boa evolução. Os resultados apontaram uma melhoria de 6,3% na velocidade do primeiro limiar de lactato e de 11,1% na velocidade do segundo limiar, além de um avanço de 2,2% na velocidade aeróbia máxima. Além disso, em comparação a 2024, o atleta consumiu 10% a menos de oxigênio para as velocidades avaliadas, indicando uma maior eficiência energética.

As comparações entre as avaliações realizadas em diferentes momentos permitem identificar mudanças no desempenho e nas respostas fisiológicas, de acordo com o pesquisador. Uma melhora pode indicar efeitos positivos do treinamento, enquanto resultados estáveis ou diferentes do esperado podem orientar novos ajustes.

Para quem já está próximo dos limites de sua capacidade fisiológica, manter um desempenho elevado também pode representar um resultado importante. Guilherme representa o Brasil em competições internacionais. É campeão sul-americano, tricampeão do Troféu Brasil nos 1.500 metros e líder do ranking brasileiro da prova. No mês de setembro, Guilherme Kurtz representará o Brasil no campeonato mundial de corrida de rua, em Copenhague na Dinamarca.
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Equipe da UFSC vence competição nacional de robótica no Paraná

14/09/2026 18:23

Integrantes da equipe Robota controlam o robô ABSolute durante prova da categoria Combate. (Fotos: Divulgação)

A Robota, equipe de competição do Laboratório de Robótica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculada ao Departamento de Engenharia de Automação e Sistemas, conquistou dois prêmios na 4° Copa Pinhão, uma competição nacional de robótica realizada entre os dias 4 e 7 de setembro, em Curitiba (PR). O projeto conquistou o 1° lugar na categoria Plastic Ant Weigh, mais conhecida como Combate, onde os robôs controlados se enfrentam, e ficou em 3° lugar entre os protótipos da categoria Trekking, que possui o objetivo de superar obstáculos em menor tempo.

O grupo de estudantes é liderado pelo professor Públio Macedo Monteiro Lima, que orienta o trabalho dos 33 integrantes da equipe na criação dos robôs impressos em 3D. O Tardis, que foi ao pódio na categoria Trekking, foi construído a partir de um chassi mecânico plástico e sensores e nomeado em homenagem à série Doctor Who, enquanto o ABSolute, campeão na categoria combate, possui material de filamento em sua composição.

Equipe Robota comemora título conquistado em competição nacional de robótica.

A Copa Pinhão é dividida em cinco modalidades. Na categoria Plastic Ant Weight, robôs rádio-controlados enfrentam-se diretamente em uma arena, respeitando normas rigorosas de peso, que não pode ultrapassar 454 gramas, e materiais de construção. A modalidade Trekking exige autonomia total, desafiando protótipos em formato de veículo a percorrerem um circuito e superarem obstáculos, como rampas e poças d’água, sem qualquer interferência humana e no menor tempo possível.

A precisão técnica também é testada na Seguidor de linha, na qual robôs autônomos buscam concluir um trajeto demarcado por uma linha branca em piso escuro. Já a Art Bot é uma categoria livre dedicada a protótipos criativos, cujo vencedor é definido por votação popular. Por fim, a categoria Sumô desafia os dispositivos, autônomos ou controlados, a empurrarem o oponente para fora da arena circular.

João Hasse | agecom@contato.ufsc.br
Estagiário da Agecom | UFSC

 

 

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UFSC ganha dois Prêmios Capes de Tese e uma menção honrosa

10/09/2026 10:34

A Universidade Federal de Santa Catarina foi destaque no Prêmio CAPES de Tese – Edição 2026, conquistando dois prêmios e uma menção honrosa em diferentes áreas do conhecimento. Foram reconhecidos os pesquisadores Guilherme Fidelis Peixer, da área de Engenharia Mecânica, e Camila Pereira Bruzinga, de Aquicultura. Philipi Cavalcanti Ricardo foi agraciado com menção honrosa em Ciência e Engenharia de Materiais.

O Prêmio CAPES é um dos mais importantes da ciência nacional, pois reconhece trabalhos de doutorado considerados de destaque em 50 áreas de avaliação da pós-graduação brasileira. A lista reúne pesquisas desenvolvidas em diferentes regiões do país e contempla temas que vão da biotecnologia e inteligência artificial à educação, meio ambiente, saúde, direitos humanos e ciências sociais.

A distinção também referencia os programas de pós-graduação e os orientadores dos trabalhos, que acompanham as produções científicas celebradas pelo órgão de fomento. Para realizar a seleção, a CAPES constituiu comissões específicas formadas por representantes das 50 áreas de avaliação. O resultado divulgado contempla um vencedor em cada área.

No caso dos trabalhos da UFSC, os programas de pós-graduação que deram origem às teses são qualificados com conceitos de excelência junto ao sistema de avaliação da Capes. O PPG de Ciência e Engenharia de Materiais tem nota 7, o conceito de excelência; Aquicultura nota 6, destacando-se dentre os melhores do país; e o de Engenharia Mecânica, nota 5, de elevado padrão.

Os trabalhos premiados da UFSC

Engenharia Mecânica

Optimization of the performance of magnetic refrigeration systems using artificial intelligence – Guilherme Fidelis Peixer, orientado por Jader Riso Barbosa Jr., com co-orientação de Jaime Lozano Cadena.

Aquicultura

Desenvolvimento de produto nanoestruturado contendo astaxantina e ácidos graxos de origem vegetal e sua aplicação no arraçoamento e performance de Penaeus vannamei – Camila Pereira Bruzinga, orientada por Marcelo Maraschin.

Ciência e Engenharia de Materiais (Menção Honrosa)

Síntese verde de nanopartículas de ouro e pontos quânticos de grafeno: estabilidade coloidal e aplicação em sensores eletroquímicos – Philipi Cavalcante Ricardo, orientado por Márcio Celso Fredel, com co-orientação de Filipe Samuel Silva.

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Campus da UFSC em Florianópolis recebe dois novos murais artísticos

09/09/2026 17:43

Prédio do TecMidia (CCE) recebeu a obra do artista paulista Deco Treco (Fotos: Gustavo Diehl – Agecom UFSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participou do Festival Street Art Tour 2026 e recebeu dois novos murais artísticos em prédios do campus Trindade, em Florianópolis. Com o tema “Conexões Lusófonas”, o evento buscou celebrar a arte urbana e a diversidade cultural entre países de língua portuguesa.

As intervenções artísticas foram realizadas entre os dias 1º e 7 de setembro em diferentes espaços da capital.

A fachada do Bloco A do Centro de Ciências da Educação (CED) foi pintada pelo artista cabo-verdiano Helder Cardoso, que produziu um retrato em homenagem a Antonieta de Barros, jornalista, professora e primeira deputada negra do estado de Santa Catarina. Helder Cardoso é conhecido por suas pinturas que retratam o cotidiano e a cultura de Cabo Verde, por meio de uma linguagem que denomina “realismo espontâneo”, marcada pelo

Fachada do Bloco A do CED recebeu mural de Antonieta de Barros pintada pelo artista cabo-verdiano Helder Cardoso (Foto: João Hasse – Estagiário Agecom UFSC)

uso expressivo das cores e por pinceladas livres. De acordo com o ofício circular emitido pela Prefeitura Universitária (PU) para informar sobre a pintura, “o mural dialoga com a prática recorrente do artista em seu país de origem de homenagear figuras históricas e contemporâneas cujas contribuições fortalecem a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”.

Já o TecMídia, vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa da UFSC e ao DesignLab, localizado no Centro de Comunicação e Expressão (CCE), recebeu a obra do artista paulista Deco Treco,  que criou a pintura de um cachorro vermelho que morde a sua própria cauda em forma de cobra, integrando a estética das lendas e do folclore à linguagem visual urbana. Nesta obra, segundo a divulgação da PU, “o artista aborda a ideia de que a língua é também uma definição de território, e muito embora tenham o mesmo corpo, podem pertencer a territórios distintos, que muitas vezes não se reconhecem. Através de um ser mitológico traz o conceito para o campo visual, onde dois seres, que podem ser entendidos como um só, não se reconhecem como tal e não percebem a sua estrutura em comum: a língua portuguesa”.

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Estudos com apoio da UFSC subsidiam novo modelo de transporte coletivo de São José

08/09/2026 11:38

Estudos com apoio técnico do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans) e liderados pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) subsidiam a modelagem preliminar do novo sistema de transporte coletivo urbano de São José, município situado na Grande Florianópolis. A proposta está em consulta pública até 19 de setembro e prevê ampliar o serviço das atuais sete linhas e 23 ônibus para até 17 linhas e 30 veículos.

De acordo com a pesquisadora Geruza Kretzer, do LabTrans, os levantamentos apontaram problemas que afetam diferentes aspectos da operação. “As pesquisas realizadas e a análise dos dados operacionais identificaram como principais desafios a baixa oferta de horários, especialmente à noite e nos fins de semana, deficiências na integração entre linhas e sistemas, lacunas de cobertura em algumas regiões do município e tempos de deslocamento elevados”, explica.

O trabalho reúne dados sobre demanda, deslocamentos da população e operação do sistema atual para apoiar o planejamento e a estruturação do futuro modelo de concessão do transporte coletivo. As análises permitiram identificar necessidades relacionadas à cobertura, frequência, integração e eficiência do serviço.

As condições dos veículos e dos pontos de parada também aparecem no diagnóstico, assim como a necessidade de aprimorar as informações disponibilizadas aos usuários. Outro aspecto identificado foi a distribuição desigual da demanda, concentrada em determinados horários e eixos, enquanto outros trechos apresentam baixa utilização. Segundo Geruza, esse cenário indicou “a necessidade de uma rede mais flexível e adequada aos diferentes padrões de deslocamento da população”.

Pesquisas identificaram padrões de deslocamento

As pesquisas de Origem e Destino e de Embarque e Desembarque foram utilizadas para compreender como a população se desloca e de que forma o sistema existente é utilizado. “As pesquisas mostraram um forte padrão pendular de deslocamento, com concentração das viagens nos períodos da manhã e do fim da tarde, principalmente em direção aos principais polos de emprego, comércio e serviços do município”, explica a pesquisadora.

Os dados também evidenciaram a concentração dos fluxos em alguns eixos estruturadores e a forte relação de São José com o sistema de transporte da Região Metropolitana. Ao analisar a utilização das linhas ao longo do dia e nos diferentes sentidos de operação, os estudos identificaram trechos e horários com baixa ocupação e áreas onde a demanda não é atendida adequadamente. Essas informações também permitiram identificar oportunidades para tornar os itinerários mais diretos e eficientes.

Ampliação considera demanda, cobertura e frequência

A proposta de passar de sete para até 17 linhas e de 23 para 30 ônibus foi definida a partir dos resultados dos levantamentos e de critérios técnicos. A mudança, conforme Geruza Kretzer, não significa apenas acrescentar linhas e veículos ao sistema existente. “A ampliação proposta não representa simplesmente o aumento do número de linhas ou de veículos”, diz. “O dimensionamento foi realizado a partir de critérios técnicos relacionados à demanda de passageiros, cobertura territorial, frequência necessária, tempo de viagem e capacidade operacional do sistema”, completa.

Dados das pesquisas e da bilhetagem foram utilizados para estimar a demanda atual e identificar necessidades não atendidas adequadamente pela rede. A partir dessas informações, foram definidos novos itinerários, calculados os intervalos entre as viagens e dimensionada a frota necessária para atender aos períodos de maior movimento.

A previsão de até 17 linhas busca ampliar a cobertura, estabelecer ligações mais diretas e diminuir a dependência de poucos eixos e pontos de conexão. A quantidade de veículos, por sua vez, foi dimensionada considerando a operação necessária para garantir os níveis de serviço previstos na modelagem.

A proposta busca estruturar uma rede com diferentes funções complementares. Entre as soluções estão as linhas circulares, concebidas para aumentar as conexões entre bairros e reduzir a necessidade de deslocamentos excessivamente centralizados. Os pontos de integração têm a função de facilitar a transferência entre linhas e organizar a rede, com a perspectiva de proporcionar conexões mais eficientes e melhorar as condições de espera e de informação aos usuários.

Já as linhas expressas e semiexpressas são consideradas uma possibilidade de evolução futura do sistema, associada à implantação de infraestrutura adequada de integração. Na modelagem inicial, as linhas foram dimensionadas como paradoras. “De forma geral, essas soluções buscam reduzir tempos de deslocamento desnecessários, melhorar a conectividade entre diferentes regiões e oferecer uma rede mais simples e eficiente para o passageiro”, afirma Geruza.

Consulta pública recebe contribuições até 19 de setembro

A modelagem preliminar está em consulta pública pela Prefeitura de São José até 19 de setembro. As manifestações da população poderão fornecer elementos para eventuais ajustes na proposta. A participação dos usuários complementa os levantamentos realizados. “A consulta pública é uma etapa importante para complementar o processo de elaboração da proposta e permitir que a população contribua a partir de sua experiência cotidiana com o sistema”, afirma a pesquisadora.

Com a consulta pública, os dados técnicos levantados durante os estudos passam a ser complementados pela experiência dos usuários antes da definição dos encaminhamentos e de eventuais ajustes na modelagem final do transporte coletivo de São José. Contribuições relacionadas a itinerários, cobertura territorial, horários, pontos de parada e possibilidades de integração podem ser consideradas no aperfeiçoamento da modelagem.

A Prefeitura de São José será responsável pelo recebimento e pela avaliação das manifestações, considerando a pertinência das contribuições e seus impactos sobre a proposta. A análise poderá levar em conta os estudos técnicos já realizados e aspectos operacionais, de demanda e de viabilidade do sistema.

Com informações do Laboratório de Transportes e Logística – LabTrans

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Sepex publica edital para apresentação de propostas para a 23ª edição

04/09/2026 13:34

 

A comissão organizadora da 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta sexta-feira, 4 de setembro, editais para a apresentação de propostas ao evento, que será realizado de 19 a 23 de outubro. 

Propostas de minicursos, estandes para a Feira de Ciências e rotas temáticas poderão ser enviadas até o dia 24 de setembro, por meio da plataforma da Sepex: sgsepex.ufsc.br. As inscrições de propostas a serem incluídas nas Rotas Temáticas para visitações devem ser feitas através do Formulário de inscrição Rotas Temáticas. A seleção das propostas ocorre entre 28 e 30 de setembro, com homologação e resultado final publicados até o dia 9 de outubro. 

As modalidades de Feira de Ciências, Rota Temática e Minicursos da Sepex 2026 serão organizadas em oito áreas temáticas: Educação, Direitos Humanos e Justiça, Trabalho, Saúde, Meio Ambiente, Comunicação, Cultura, e Tecnologia e Produção. Podem apresentar propostas servidores docentes e técnico-administrativos em educação (TAEs), dos quinze Centros de Ensino da UFSC e das Unidades Administrativas – a possibilidade se estende a estudantes, desde que supervisionados por um orientador docente ou TAE, responsável pela submissão. 

>>> Acesse os detalhes do edital de realização

“Ciência Delas”

Em 2026, a 23ª Sepex celebra o protagonismo feminino com o tema Ciência Delas. Com a realização da Sepex, a UFSC busca se aproximar da sociedade de maneira interativa, por meio da exposição de seus projetos de ensino, pesquisa, extensão e inovação, estimulando a socialização da ciência, a reflexão, o debate, a troca de experiências e a curiosidade científica. 

A Feira de Ciências será realizada entre 20 e 22 de outubro, das 9h às 18h, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo da UFSC, em Florianópolis. Em estandes montados especialmente para a feira, estudantes, professores e servidores técnicos da UFSC apresentam projetos de ensino, pesquisa, extensão e/ou inovação, em interação com o público presente. A visita aos estandes é livre, gratuita e não necessita de inscrição ou agendamento prévio.

Atrações são gratuitas

Dezenas de minicursos serão ministrados durante todo o período da Sepex, de 19 a 23 de outubro. São cursos de curta duração – de 4 a 12 horas – oferecidos gratuitamente à comunidade interna e externa da UFSC, nas modalidades presencial ou virtual. Para participar, é necessário inscrever-se. A participação em minicursos dá direito a certificado.

As Rotas Temáticas estarão abertas entre 20 e 22 de outubro para visitação, das 9h às 18h. As rotas são espaços da UFSC abertos à visitação pública durante a Sepex, incluindo laboratórios, áreas de exposições, salas de projetos com estrutura própria, entre outros. Estudantes, professores e servidores técnicos recepcionam os visitantes e apresentam informações sobre os ambientes. Para participar, é necessário agendamento.

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UFSC firma parceria com ‘Aliança por Floripa’ para revitalização do Campus Trindade

04/09/2026 10:54

Ato na UFSC, na Sala dos Conselhos, firmou parceria da Universidade com a CDL. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) firmou, na manhã desta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, uma parceria com entidades que integram a Aliança por Floripa, iniciativa da sociedade civil voltada à reinserção de pessoas em situação de rua. Realizada na Sala dos Conselhos, no prédio da Reitoria, a assinatura marcou o início de uma colaboração que une o cuidado com os espaços públicos, a inclusão social e a aproximação entre a Universidade e a sociedade.

Participaram do ato o reitor da UFSC, Amir de Oliveira; a vice-reitora, Felipa Amadigi; a chefe de Gabinete, Cátia Regina Silva de Carvalho Pinto; a pró-reitora de Administração, Mayara Teodoro Bellettini; o assessor institucional Carlos Alberto Marques; e o diretor-geral do Gabinete, Pedro Manique Barreto. Também estiveram presentes os dirigentes da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), Célio Antônio Bernardi Júnior; da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, Eduardo Koerich; e do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro, Marcelo de Bem.

O encontro também reuniu pessoas diretamente envolvidas na iniciativa. Trabalhadores da Aliança por Floripa acompanharam a assinatura e ajudaram a dar um sentido concreto ao acordo: o de que a recuperação dos espaços da Universidade também pode representar oportunidades, reconstrução de trajetórias e fortalecimento de vínculos com a sociedade.

Conforme o Termo de Doação de Serviços, o documento formaliza a realização de ações de zeladoria, conservação e melhoria dos espaços externos do Campus Trindade, em Florianópolis. As atividades serão prestadas gratuitamente, sem qualquer ônus ou encargo para a UFSC. Todos os custos necessários à execução — como mão-de-obra, transporte, equipamentos, ferramentas, materiais e equipamentos de proteção individual — serão assumidos pela CDL.
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Banco vermelho: UFSC defende mobilização coletiva contra a violência às mulheres

03/09/2026 11:02

No Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a pintura foi promovida pela Administração Central da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

A cor vermelha ganhou um significado especial nos espaços da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na tarde desta quarta-feira, 2 de setembro. Em uma ação realizada simultaneamente em 14 unidades da instituição, membros da comunidade universitária se reuniram para pintar bancos e chamar a atenção para o enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres.

A mobilização ocorreu nos centros Socioeconômico (CSE), de Comunicação e Expressão (CCE), Tecnológico (CTC), de Desportos (CDS), de Ciências Agrárias (CCA), de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM) e de Ciências Biológicas (CCB), além dos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, da Biblioteca Universitária (BU) e do Hospital Universitário (HU).

No Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a pintura foi promovida pela Administração Central da UFSC. A atividade contou com a participação da vice-reitora, Felipa Amadigi; da secretária de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE), Maria de Lourdes Alves Borges; da pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), Evelise Santos Sousa, do secretário de Comunicação (Secom), Aureo Moraes, setores que promoveram a iniciativa.

Instalados em locais de grande circulação, os bancos vermelhos buscam romper o silêncio e manter o tema presente no cotidiano da Universidade. Mais do que as intervenções visuais, eles representam um convite ao diálogo, à escuta e à reflexão sobre relações marcadas pela misoginia e pelo sexismo. A iniciativa também possui caráter preventivo, educativo e pedagógico, ao estimular a comunidade a reconhecer situações de violência e se posicionar diante delas.

Vice-reitora da UFSC, Felipa Amadigi

Durante a atividade, a professora Felipa ressaltou a urgência de fortalecer a participação e a voz feminina nos diferentes ambientes da instituição. A vice-reitora contextualizou que o banco pintado coletivamente torna-se um símbolo de responsabilidade compartilhada; e que cada pincelada representa a possibilidade de transformar um espaço de passagem em um lugar de memória, conscientização e compromisso.

“Cada um de vocês seja muito bem-vindo a refletir sobre o tema, a encarar esse desafio de defender a voz das mulheres, de defender as mulheres em qualquer espaço em que elas estejam ou queiram estar”, declarou Felipa.

A vice-reitora também reforçou que o combate à violência passa necessariamente pela educação e pelo envolvimento de toda a sociedade. Proteger as mulheres, segundo ela, também significa promover relações baseadas no respeito, enfrentar atitudes discriminatórias e construir ambientes nos quais as vítimas se sintam seguras para falar e buscar ajuda.

Felipa destacou ainda que se trata de todas as mulheres: “das que estão nos espaços de gestão, das docentes, das nossas estudantes, das nossas mães, das mulheres indígenas, quilombolas e trans”, afirmou. Garantir que todas as pessoas sejam ouvidas, reconhecidas e protegidas, acrescentou, não pode depender apenas de atitudes individuais. O enfrentamento à violência requer um esforço coletivo, envolvendo a gestão universitária, os diferentes setores da instituição e toda a comunidade acadêmica.
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Vestibular Unificado UFSC/IFC 2027: pedido de isenção da taxa de inscrição deve ser feito até dia 3

01/09/2026 15:59

Candidatos interessados no Vestibular Unificado UFSC/IFC 2027 têm até 3 de setembro para solicitar a isenção da taxa de inscrição, no valor de R$ 192,00. O benefício é destinado a candidatos que atendam aos critérios previstos pela Lei nº 12.799/2013 ou estejam inscritos no CadÚnico com renda bruta familiar de até meio salário mínimo per capita.

As inscrições para o processo seletivo seguem abertas até 17 de setembro, exclusivamente pela internet, pelo site oficial do Vestibular Unificado. A seleção oferece 5.626 vagas em cursos de graduação presenciais, sendo 4.553 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e 1.073 no Instituto Federal Catarinense (IFC).

Para solicitar a isenção, o candidato deve observar as regras e os procedimentos estabelecidos no edital.

O Vestibular Unificado reúne vagas em cursos presenciais da UFSC nos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville, e do IFC nos campi de Araquari, Blumenau, Brusque, Camboriú, Concórdia, Fraiburgo, Ibirama, Luzerna, Rio do Sul, Santa Rosa do Sul, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, Sombrio e Videira.
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Pesquisas da UFSC contribuem para Indicação Geográfica do alho roxo do Planalto Catarinense

27/08/2026 14:15

Alho roxo produzido no Planalto Catarinense conquistou registro de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem junto ao INPI. Foto: Divulgação Marcio Cunha

O alho roxo produzido na região do Planalto de Santa Catarina conquistou em junho deste ano o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem (DO) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Com isso, fica reconhecido que o alho produzido nos municípios de Caçador, Lebon Régis, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério possui características únicas, diretamente relacionadas às condições naturais do território e ao conhecimento tradicional dos produtores da região. O feito é resultado de um amplo trabalho técnico-científico que envolveu diferentes instituições, entre as quais a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), presente no Planalto Catarinense com o campus de Curitibanos.

Os professores Leocir José Welter e Cristian Soldi, que atuam no Departamento de Ciências Naturais e Sociais do Campus Curitibanos, participaram do processo de levantamento de informações que justificaram a certificação desde o início e estiveram à frente de estudos que comprovaram o “nexo causal” exigido pelo INPI: a prova científica de que o meio geográfico onde o alho é produzido resulta em características únicas. “Fizemos análises genético-moleculares que provaram que, embora a genética seja a mesma do alho cultivado em outros estados, o diferencial de qualidade do alho do Planalto Catarinense é resultado direto das condições edafoclimáticas locais e do manejo”, resume o professor Leocir. As condições edafoclimáticas dizem respeito ao conjunto de características do solo e do clima de uma região que influenciam o crescimento e o desenvolvimento dos seres vivos, especialmente das plantas.

Além dos dois pesquisadores do Campus Curitibanos, os professores Miguel Pedro Guerra e Valdir Stefenon, ambos do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC, de Florianópolis, também participaram do processo como representantes da Universidade.

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UFSC Joinville conquista primeiro e terceiro lugar em competição de embarcações

27/08/2026 10:02

Equipe Seven Seas Nautidesign

A equipe Seven Seas Nautidesign, do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus de Joinville, conquistou o primeiro e o terceiro lugar geral no 13º Desafio Universitário de Nautidesign (DUNA), que reuniu estudantes de engenharia de diferentes regiões do país.

Promovido pela UFSC, o DUNA contou, nesta edição, com 28 equipes, representantes de 16 instituições de ensino superior de dez estados brasileiros, além de uma equipe convidada do Peru. Ao longo dos quatro dias de competição, os participantes enfrentaram oito desafios destinados a avaliar o desempenho, a qualidade do projeto e a construção das embarcações desenvolvidas pelas equipes.

O desafio consiste no desenvolvimento e na construção de um modelo em escala reduzida de uma embarcação do tipo rebocador. Para chegar à competição, os estudantes precisam aplicar conhecimentos de diferentes áreas da engenharia, desde a concepção e o projeto até a construção, propulsão e operação dos protótipos.  Para a Seven Seas Nautidesign, a edição de 2026 teve um desafio adicional: a equipe desenvolveu duas embarcações para disputar a competição. O resultado foi a conquista do primeiro e do terceiro lugar na classificação geral.

A equipe é formada por estudantes do Centro Tecnológico da UFSC Joinville e coordenada pelo professor Andrea Piga Carboni. A Seven Seas já havia conquistado o primeiro lugar nas edições de 2023 e 2024 e o terceiro lugar em 2025. Segundo João Vitor Orland de Aguiar, tenente da equipe, a participação no DUNA 2026 representou um processo de aprendizado que começou muito antes da competição. “Participar do DUNA 2026 foi um aprendizado do início ao fim, desde a concepção inicial do protótipo até a competição foram dias de muita dedicação, e eu como uma das lideranças da Seven Seas me orgulho de toda a evolução dos membros”, destaca.

Dedicação

Para ele, o resultado alcançado com as duas embarcações demonstra a dedicação dos estudantes. “O 1° e 3° lugar no DUNA 2026, levando dois barcos, foi um resultado fantástico, e representa todo o talento e esforço da equipe que fez a história acontecer.” João Vitor também ressalta que a experiência está diretamente relacionada ao propósito da equipe de aproximar a formação acadêmica da prática profissional. “Isso é exatamente o propósito da Seven Seas, aplicar o conhecimento teórico da sala de aula na prática, trabalhar em equipe para resolver situações difíceis e desenvolver futuros engenheiros profissionais.”

A experiência também foi marcada pela integração e pelo trabalho coletivo entre os integrantes. Para Maria Eduarda Luz Zanella, líder de propulsão da equipe, os quatro dias de competição foram resultado de meses de preparação.  “A competição do DUNA é realmente uma experiência única. Foram quatro dias de emoções intensas, estar ao lado de uma equipe companheira e animada fez toda a diferença”, relata. Segundo Maria Eduarda, acompanhar o desempenho das embarcações após todo o período de desenvolvimento tornou a conquista ainda mais significativa. “Ver os resultados de meses de trabalho é um sentimento gratificante sem igual.”

Além da competição, o DUNA integra um projeto de extensão da UFSC voltado à geração de inovação na área de Engenharia Naval e ao estímulo da interação entre estudantes de engenharia, especialmente aqueles ligados à área naval.  A iniciativa proporciona aos participantes a oportunidade de transformar conhecimentos adquiridos em sala de aula em soluções aplicadas, envolvendo planejamento, desenvolvimento, construção e avaliação de embarcações em escala reduzida.

 

Modelo em escala reduzida de uma embarcação do tipo rebocador

 

 

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Pesquisa da UFSC analisa relação entre alimentação e inflamação

20/08/2026 09:50

Foto: Divulgação Pixbay

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) investigou como o potencial inflamatório da alimentação está relacionado a substâncias que indicam processos de inflamação no organismo. A tese, desenvolvida pela doutoranda Karine Andrea Albiero Simiano, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN), analisou dados de 958 adultos residentes na cidade de  Viçosa, Minas Gerais.  Os resultados apontaram uma associação entre dietas com maior potencial inflamatório e concentrações mais elevadas da proteína C-reativa ultrassensível (PCR-us), um dos marcadores utilizados para avaliar processos inflamatórios. Para outros marcadores analisados, porém, as associações foram incertas.

De acordo com o estudo, no contexto da nutrição, seus níveis podem auxiliar na identificação de processos inflamatórios associados ao excesso de peso, a padrões alimentares inadequados ou a determinadas doenças, contribuindo para a escolha de uma alimentação mais saudável e com potencial anti-inflamatório. A pesquisa foi orientada pelo professor Erasmo Benicio Santos de Moraes Trindade e pela professora Giana Zarbato Longo.
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Pesquisador da UFSC desenvolve projeto para análise de solo com uso de IA

18/08/2026 16:06

O pesquisador Alexandre ten Caten, professor do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas do Campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolveu um projeto que explora as potencialidades de sensores para coletar informações relacionadas ao solo e às plantas para alimentar sistemas de inteligência artificial. O trabalho consiste em gerar dados nativamente digitais, que ficam disponíveis para processamento em modelos de IA, que futuramente podem ser aplicados para análises sobre a qualidade do solo e o desenvolvimento das plantas.

A pesquisa From Spectra to Soil Intelligence: Hyperspectral Sensing for AI-Driven Agriculture é desenvolvida no Laboratório de Sensoriamento, Inovação e Geoprocessamento (Sengis). O trabalho se desenvolve em três frentes: o Projeto sensmyN,com financiamento da Fundação Bill e Melinda Gates, cria uma forma rápida e barata de medir, no campo, a fixação biológica de nitrogênio em plantas; o projeto SensNexus usa sensores especiais para medir a poluição por plásticos e microplásticos em solos costeiros e agrícolas, e o projeto i-Vitis, em parceria com a vinícola Berto & Aguiar, usa inteligência artificial e aprendizado de máquina para juntar dados de sensores no solo e nas plantas.

Alexandre deu início ao projeto após identificar a falta de dados precisos ao buscar e coletar informações sobre agricultura por meio de sistemas de inteligência artificial. A abordagem pode ajudar a diminuir a poluição nos recursos hídricos e no solo e minimizar o impacto de fungos nas plantas. 
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