Pesquisadora da UFSC aprova projeto de R$699 mil para monitorar regeneração na Amazônia

05/12/2025 09:03

A professora da Universidade Federal de Santa Catarina Ana Catarina Jakovac foi uma das nove cientistas contempladas no país com recursos do edital Centro de Síntese em Biodiversidade, o SinBiose. A pesquisa liderada pela professora alcançou a terceira colocação entre 146 propostas. Os recursos de R$699 mil possibilitam que a equipe dê continuidade a um projeto sobre regeneração de florestas.

O edital no qual a pesquisa da UFSC foi contemplada tem o objetivo de apoiar projetos que  sintetizem o conhecimento científico para aplicação em políticas públicas. Catarina propõe uma continuidade do Regenera-Amazônia, que criou indicadores para monitorar a regeneração natural de florestas na Amazônia.

“O objetivo principal desta continuidade da síntese é quantificar a previsibilidade e a estabilidade das trajetórias sucessionais na Amazônia e identificar os principais fatores que as determinam, a fim de estimar a incerteza da regeneração natural em diferentes contextos sócio-ecológicos”, explica a professora.

A sucessão ecológica é um processo de mudanças em atributos do ecossistema, como diversidade, composição de espécies e estrutura da vegetação, ao longo do tempo, após uma perturbação. Ela é descrita como um processo direcional, mas pode seguir trajetórias de maior ou menor sucesso. Isso gera incertezas sobre o processo de restauração, riscos de investimento econômico e de esforço.

Estudo vai envolver universidades do país, do exterior e instituições ligadas ao meio ambiente

O estudo tem um viés aplicado. A proposta é, em conjunto com gestores e tomadores de decisão, abordar três questões com relevância direta para as políticas públicas de restauração. A ideia é entender qual é a chance de sucesso da regeneração natural em diferentes contextos socioecológicos, monitorar se a regeneração natural restrita aos estágios iniciais é suficiente para predizer a restauração ecológica efetiva ao longo do tempo e classificar os estágios sucessionais na Amazônia.

Faz parte da pesquisa, ainda, a proposta de  formalização da rede e do banco de dados Regenara-Amazônia como um repositório estruturado de dados e uma plataforma de disseminação de informações sobre a biodiversidade associada à regeneração natural no bioma amazônico.

O projeto terá colaboração com cinco instituições de pesquisa brasileiras e três universidades internacionais, além de contar com a participação de órgãos públicos como Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Regenera-Amazônia

No Regenera-Amazônia, uma equipe de cientistas compilou o maior conjunto de dados de florestas secundárias, reunindo 450 parcelas de florestas secundárias em terra-firme distribuídas em 24 localidades na Amazônia Brasileira  e cobrindo idades de 1 a 70 anos. Cerca de 88% das parcelas têm menos de 30 anos e apenas 13% (59 parcelas) representam florestas com entre 1 e 5 anos de idade. Agora, a proposta é agregar novas parcelas, principalmente de regiões sub-representadas da Amazônia.

Os indicadores ecológicos e valores de referência para avaliar a efetividade da regeneração natural como forma de restaurar florestas na Amazônia foram divulgados pelo grupo em 2024, em uma publicação na Communications Earth & Environment, do grupo Nature.

O estudo representa uma ponte importante entre a ciência, as práticas de restauração ecológica e a implementação das políticas públicas de recuperação da vegetação nativa no Brasil. “Projetos de síntese científica com apoio, que integram gestores públicos, como este, são essenciais para a definição de melhores políticas públicas e para informar a tomada de decisão”, explicou a professora, em reportagem veiculada no portal do CNPq.

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Pós-Graduação em Agroecossistemas recebe inscrições de candidatos ao Doutorado até 31 de janeiro

03/12/2025 13:27

O Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGA/CCA/UFSC) divulgou o Edital de seleção de candidato(as) ao Doutorado Acadêmico com ingresso em março de 2026. As inscrições vão até 31 de janeiro. Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no Edital nº 5/2025/PPGA/CCA/UFSC.

Serão ofertadas até 4 vagas, sendo 2 para candidatos(as) de Ações Afirmativas, com possível direito a bolsa, a depender da aprovação da mesma pelo programa junto a órgão financiador. As áreas de concentração e linhas de pesquisa do PPGA são os seguintes:

1. Área de Concentração: AGROECOLOGIA
1.1 Linha de Pesquisa: Abordagens agroecossistêmicas de processos produtivos
1.2 Linha de Pesquisa: Etologia, criação e bem-estar animal
1.3 Linha de Pesquisa: Evolução, manejo e conservação da agrobiodiversidade

2. Área de Concentração: DESENVOLVIMENTO RURAL E DESEMPENHO AMBIENTAL
2.1 Linha de Pesquisa: Agricultura familiar, novas ruralidades e territórios rurais
2.2 Linha de Pesquisa: Dinâmica de sistemas socioecológicos

O resultado final do processo seletivo sai até 6 de março de 2026.

Mais informações no Edital, na página do PPGA ou pelo e-mail ppga@contato.ufsc.br

Tags: agroecologiaAgroecossitemasCCACentro de Ciências AgráriasdoutoradoPPGAprocesso seletivoprocessos produtivosPrograma de Pós-Graduação em Agroecossistemas

Pesquisadora da UFSC é reconhecida por Defesa com trabalho de psicologia em ambientes extremos

03/12/2025 12:13

Paola participou de diferentes missões ao longo dos últimos anos e agora teve sua tese premiada (Fotos: Arquivo Pessoal)

Uma tese realizada na Universidade Federal de Santa Catarina conquistou o terceiro lugar na categoria no Concurso CAPES/Ministério da Defesa de dissertações e teses sobre Defesa e Soberania. Paola Barros Delben defendeu no Programa de Pós-Graduação em Psicologia um trabalho pioneiro sobre um modelo de gerenciamento de riscos em contextos remotos, como é o caso de ambientes extremos como a Antártica. O estudo foi defendido em 2023, mas a pesquisadora continua sua trajetória na universidade, agora com pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Direito.

Ela desenvolveu, com a orientação dos professores Roberto Moraes Cruz e Pedro Marques Quinteiro, um programa padronizado e sistematizado, pautado em machine learning, para monitoramento de saúde mental e comportamento seguro. A tese também trata da biossegurança e bioproteção em contextos de difícil acesso.

O trabalho foi considerado relevante por oferecer à Defesa um instrumento robusto para reduzir riscos, prevenir incidentes, otimizar a resposta aos eventos e a seleção e preparação de pessoal. “Ao integrar protocolos, tecnologias e indicadores validados, a proposta fortalece a gestão do fator humano em operações críticas, diminuindo custos operacionais e aumentando a segurança e a eficiência das missões na Antártica, também aplicáveis à operações especiais, crises sanitárias, emergências e desastres, com maior autonomia para o país na gestão de riscos”, sintetiza.
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UFSC lidera Instituto Nacional para estudo e desenvolvimento de bioprodutos

01/12/2025 11:05

Professora Débora coordena grupo que vai estudar e gerar bioprodutos de impacto para a indústria (Fotos: Gustavo Diehl)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conta, a partir desta segunda-feira, 1 de dezembro, com uma unidade multipropósito de pesquisa com foco na sustentabilidade e na tecnologia:  o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Biofábricas. O novo INCT da UFSC terá recursos de cerca de R$ 11 milhões e envolve redes de pesquisadores formadas a partir da colaboração entre universidades, institutos de pesquisa, associações e indústrias de todas as regiões. O objetivo é desenvolver bioprodutos de interesse tecnológico e escalonamento da produção para transferência das tecnologias para o setor produtivo, cooperativas e pequenas e médias empresas na área biotecnológica.

Pelo menos 45 pesquisadores de dez instituições estão envolvidos com o primeiro workshop do grupo, que ocorre no departamento de Engenharia Química e de Alimentos. “O principal objetivo, além de formar essa rede de pesquisa que tem por objetivo consolidar nacionalmente atividades de pesquisa, extensão e formação de recursos humanos, é montar uma biofábrica, uma unidade capaz de produzir biomoléculas em um nível de produção maior, até para consolidar as pesquisas já existentes nos grupos”, explica a professora e pró-reitora de Pós-Graduação, Débora de Oliveira, que coordena o projeto.

Primeiro workshop da rede é realizado na UFSC

O INCT ainda tem, como objetivos específicos, criar mecanismos para intensificar a interação entre os seus pesquisadores, o setor produtivo e o setor público. Isso auxiliaria a UFSC a se firmar como referência nacional na área e como vetor de disseminação de informação e conhecimento técnico especializado para pesquisadores, técnicos e produtores. Para isso, o grupo pretende produzir pelo menos dez novos produtos e bioprocessos nos próximos anos.

A capacitação e a formação de especialistas, com a realização de workshops e produção e publicação de artigos, também faz parte dos objetivos do grupo, que pretende gerar até R$15 milhões em novos negócios, além de auxiliar na criação de pelo menos uma nova startup por região a partir das suas pesquisas. Para atingir os objetivos, o INCT conta com cerca de R$11 milhões em investimentos aprovados, a maior parte deles (cerca de R$5 milhões) em bolsas.

Fazem parte do INCT como colaboradores pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, México, Argentina, Dinamarca, Polônia, Coreia do Sul, Índia e Paquistão. A Rede de Biotecnologia da Região Sul (Rede SulBiotec), Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e diferentes empresas também apoiam a articulação.

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Egresso da UFSC lança livro sobre Filosofia da Química

28/11/2025 15:42

Capa do livro escrito por Felipe Martini

Está em pré-venda o livro O Contextualismo Semântico e Epistêmico de Hilary Putnam Aplicado aos Termos de Espécies Químicas, do filósofo Felipe Martini. A obra, lançada pela Codex Editorial, apresenta a versão impressa de sua dissertação de mestrado, defendida no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFil/UFSC).

No trabalho, Martini investiga um dos problemas centrais das ciências naturais: como sabemos o que uma espécie realmente é e o que seus nomes significam. A partir das contribuições de Hilary Putnam, figura decisiva na virada semântica do século XX, o autor analisa disputas sobre referência, essencialismo, práticas laboratoriais e desacordos entre especialistas. O livro percorre desde a tradição clássica até as formulações contemporâneas.

Sinopse

A sinopse destaca que a obra convida o leitor a revisitar questões fundamentais da Filosofia da Química: das  experiências conceituais da Terra Gêmea às discussões sobre estruturas ocultas e classificações naturais e artificiais. O estudo aponta que o significado dos termos de espécies químicas depende de uma intrincada interação entre teoria e prática científica, revelando tensões que atravessam a epistemologia e a metafísica modernas. 

O volume conta com prefácio de Jerzy Andre Brzozowski e se organiza em capítulos que abordam desde a noção de espécies naturais até a análise detalhada da semântica de Putnam e da referência dos termos químicos. Interessados podem adquirir o livro pelo e-mail martini.felipe@protonmail.com.

Sobre o autor

Felipe Martini é filósofo, diagramador e escritor. Mestre em Filosofia pela UFSC, dedica-se à Filosofia das Ciências com foco especial na Filosofia da Química, além de atuar em pesquisas sobre Filosofia da Linguagem e da Mente. A obra, fruto de sua pesquisa defendida em 2024 e premiada com o terceiro lugar no II Prêmio Dialética de Teses e Dissertações, marca sua estreia no mercado editorial.

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Estudante de Matemática da UFSC ganha prêmio de diversidade em maratona de software livre

27/11/2025 11:24

O estudante de graduação em Matemática da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Arthur Holtrup Bianchini recebeu o prêmio de “diversidade, equidade, inclusão e pertencimento” no Hackathon que celebrou os 40 anos da Free Software Foundation, uma organização não governamental defende o software livre. O evento ocorreu de 21 a 23 de novembro, quando Arthur foi premiado por seu trabalho no projeto Lewa.

O Lewa é um software que tem como objetivo ensinar alfabetos e pronúncia de idiomas de comunidades africanas, como o alfabeto geral das línguas dos Camarões e o Ge’ez. A contribuição do estudante da UFSC foi a criação de teclados virtuais com  suporte para os alfabetos e a criação de uma interface melhorada para o projeto. Segundo a Free Software Foundation, mais de trezentas pessoas estavam conectadas simultaneamente durante o evento.

Tags: Arthur Holtrup BianchiniCentro de Ciências Físicas e Matemática (CFM)diversidadeEquidadeFree Software FoundationHackathoninclusãomatemáticapertencimentoprojeto LewaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na mídia: reportagem da NSC mostra pioneirismo da UFSC com pesquisas em maricultura

26/11/2025 15:30

Carlos Henrique Miranda Gomes, técnico do Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC, em entrevista à reportagem da NSC TV. Foto: Reprodução

Reportagem da série “Riquezas do Mar”, da NSC TV, destacou, nesta terça-feira (25 de novembro), o pioneirismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nas pesquisas em maricultura no litoral de Santa Catarina. Cerca de 40 anos após as primeiras prospecções e estudos, o estado desponta hoje como responsável por 91% da produção nacional de ostras e mexilhões, com 8,7 mil toneladas de moluscos colhidas em 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados na reportagem.

A UFSC é a principal produtora e fornecedora de sementes de ostras e mexilhões para os produtores, de acordo com o biólogo Carlos Henrique Miranda Gomes, técnico do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM). Segundo ele, anualmente são produzidas entre 45 e 70 milhões de sementes, que são comercializadas para os maricultores. Carlos destaca também o bom resultado da parceria da Universidade, que produz as sementes, com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que atua na capacitação dos produtores.

As pesquisas em torno do cultivo da macroalga Kappaphicus alvarezii, que já envolve produtores no litoral catarinense, e do ouriço-do-mar Echinometra lucunter, ainda em etapa de laboratório, também foram abordadas na reportagem de Jean Raupp. A macroalga produzida em Santa Catarina é utilizada principalmente na produção de biofertilizantes, mas também pode ser empregada nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética, como explicou a bióloga Carmen Simioni, pós-doutoranda em Biologia Celular e Desenvolvimento. Já o ouriço-do-mar, iguaria utilizada na gastronomia oriental, ainda irá passar por testes em cultivos no mar. A perspectiva é que em até dois anos e meio essa espécie passe a ser produzida em escala comercial, de acordo com o pesquisador Cassio Ramos.

Assista à reportagem da NSC TV.

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UFSC na mídia: pesquisadores publicam artigo sobre florestas marinhas e perigos da emergência climática

17/11/2025 16:18

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Paulo Horta e a doutora em Ecologia Marina Sissini publicaram, nesta segunda-feira, 17 de novembro, um texto no jornal Valor Econômico sobre os perigos da emergência climática e propostas que visam proteger o meio-ambiente. O artigo cita o lançamento do Pacote Azul, uma iniciativa desenvolvida em resposta às ameaças ambientais com o objetivo de fornecer apoio à Agenda de 2030.

O texto apresenta uma análise sobre a situação das florestas marinhas na região amazônica, alertando para a necessidade urgente de ação. Os autores destacam que as florestas de algas e outras comunidades marinhas tropicais estão à beira do colapso devido a impactos climáticos e degradação ambiental. Estimativas científicas apontam para a perda da capacidade dos ecossistemas de absorver e armazenar carbono, o que agrava a crise climática global.

Também é citado o programa Florestas Marinhas para Sempre, proposta apresentada para o governo brasileiro e defendida durante a primeira semana da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, em Belém.

Leia a matéria completa no site do Valor Econômico.

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Estudantes da UFSC Joinville são premiados em Congresso Internacional de Desempenho Portuário

17/11/2025 12:53

Três trabalhos produzidos por estudantes do campus de Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram premiados no XII Congresso Internacional de Desempenho Portuário (Cidesport), realizado de 12 a 14 de novembro, em Florianópolis (SC). Os prêmios CIDESPORT 2025 de Melhor Artigo Científico e de Melhor Relato Técnico reconhecem pesquisas e experiências que geram impacto na gestão portuária, na logística e na sustentabilidade.
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UFSC na mídia: Professor do campus Curitibanos esclarece sobre fungo que contamina videiras na região sul

17/11/2025 11:57

Leocir José Welter, professor Genética e Biotecnologia Vegetal do campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), participou da reportagem “Por que será que as uvas estão caindo do cacho?“,  que foi ao ar no programa Globo Rural no último domingo, 16 de novembro.

O professor explica sobre a contaminação de míldio em plantações de uva, problema recorrente no sul do país, como o que ocorre em Santana do Livramento (RS), citado na reportagem. A doença se espalha rapidamente em regiões úmidas e afeta o desenvolvimento das plantas. O fungo que provoca a doença, o Plasmopara viticola, precisa de água para se desenvolver e costuma atacar primeiro as folhas. Se não for controlado no início, ele acaba afetando também as bagas.

Camila Bitencourt, pesquisadora de pós-doutorado da UFSC, também foi entrevistada. Ela esclarece que as folhas infectadas colaboram com a continuação da doença inclusive quando caem no solo. Por isso, atuar na prevenção, com cobertura plástica, seria o melhor caminho.

Assista à reportagem completa no site do G1.

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Instituto de Administração Universitária da UFSC colabora com livro sobre educação superior nas Américas

17/11/2025 10:19

O Instituto de Pesquisas e Estudos em Administração Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (Inpeau/UFSC) colaborou com livro Las universidades públicas en las Américas: desafíos compartidos y desarrollos institucionales, lançado em 15 de outubro, na Costa Rica, durante o Congreso de las Américas sobre Educación Superior (CAEI2025), promovido pela Organización Universitaria Interamericana (OUI).  O capítulo Las universidades públicas y la educación superior en Brasil: evolución, desafíos y tendencias é assinado por Graziele Alano Gesser, Fernanda Cristina da Silva, Pedro Antônio de Melo e Thiago Luiz de Oliveira Cabral – docente e pesquisadores vinculados ao Inpeau.

A obra, organizada por Óscar Garrido Álvarez (Universidad de Los Lagos), Claudio Rivera Mercado (Universidad de Los Lagos), Leticia Jiménez González (OUI) e Omar Altamirano Ojeda (Universidad de Los Lagos), reúne capítulos que apresentam visões de reitores e pesquisadores de universidades públicas de diferentes países, com o objetivo de oferecer uma perspectiva ampla sobre os impactos das políticas públicas na educação superior das Américas.

O capítulo dos integrantes do Inpeau apresenta um panorama da educação superior pública no Brasil, incluindo sua evolução histórica, e destaca dados estatísticos referentes ao período de 2000 a 2023. O texto evidencia a expansão do acesso impulsionada por políticas públicas, mas também a consolidação de um modelo marcado pelo predomínio do setor privado, enquanto as universidades públicas concentram a maior parte da produção científica nacional. O capítulo discute desafios como subfinanciamento, pressão por desempenho e mercantilização, além de tendências relacionadas à inovação, internacionalização e governança democrática. Acesse o texto na íntegra aqui.

Segundo o instituto, o trabalho reforça a atuação do Inpeau em discussões internacionais sobre gestão universitária, ampliando sua presença em produções acadêmicas internacionais.O lançamento da obra representa um marco importante para o fortalecimento de redes de cooperação e para o intercâmbio de conhecimentos entre instituições de diferentes países.

O livro está disponível na íntegra aqui.

Mais informações na página do INPEAU.

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UFSC oferece curso ‘Técnicas anatômicas avançadas: anatomia topográfica do abdome’ de 2 a 5 de março

17/11/2025 09:55

O curso “Técnicas Anatômicas Avançadas: Anatomia Topográfica do Abdome” ocorre de 2 a 5 de março de 2026, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ministrado por professores de Anatomia e Técnicos em Anatomia e Necropsia do Departamento de Ciências Morfológicas (MOR), o curso está com inscrições abertas até 25 de fevereiro.

A proposta é oferecer aos participantes uma imersão teórico-prática no estudo detalhado das estruturas abdominais humanas. Por meio da aplicação de técnicas anatômicas avançadas e da dissecação em peças cadavéricas, proporcionará uma compreensão aprofundada da anatomia do abdome, abordando desde a parede anterolateral até as estruturas retroperitoneais. Segundo a organização, cada etapa foi cuidadosamente planejada para integrar o conhecimento teórico à prática laboratorial, permitindo aos participantes desenvolver habilidades técnicas e ampliar sua percepção tridimensional das estruturas anatômicas.

Destinado a acadêmicos, profissionais da área da saúde e docentes, o curso busca contribuir para a formação científica e técnica dos participantes, incentivando o pensamento crítico, a observação detalhada e o respeito ao corpo humano como instrumento de ensino e pesquisa. As atividades serão realizadas no Laboratório de Práticas Simuladas em Fresh Frozen Cadavers (LabSim), localizado no 4º andar do bloco G  do CCB. É um espaço destinado ao aprimoramento das práticas anatômicas por meio de metodologias inovadoras e realistas. Será fornecido certificado certificado de 32 horas de participação.

Mais informações no site e no Instagram do laboratório.

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UFSC Joinville se filia a rede internacional de mulheres engenheiras

14/11/2025 17:38

Processo de filiação contou com a participação de alunas e professoras do campus. Foto: divulgação/UFSC Joinville

A UFSC Joinville foi aceita como afiliada da rede internacional da Society of Women Engineer (SWE), ou Sociedade das Mulheres Engenheiras, na tradução para o português. A sociedade tem como objetivo abrir um espaço seguro a mulheres profissionais e estudantes de engenharia, para que possam batalhar por mais equidade de gênero na área.

A sociedade foi fundada em 1950 nos Estados Unidos, e hoje conta com mais de 50 mil membros em 60 países. No Brasil, existem atualmente mais de 400 membros, afiliadas empresariais e universitárias. A UFSC Joinville é a segunda afiliada universitária de Santa Catarina – a outra é a Udesc Joinville.

O processo de abertura da afiliada UFSC Joinville foi liderado pela professora Tatiana Renata Garcia (orientadora da afiliada), com o apoio de alunas do campus e das professoras Anelize Zomkowski Salvi, Andrea Holz Pfutzenreuter  e Janaína Renata Garcia. O objetivo da filiação é aumentar as oportunidades de redes de contato e desenvolvimento profissional para alunas da UFSC Joinville.

Mais informações no Instagram e pelo e-mail swe_ufsc_jve@swe.org.

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UFSC na mídia: reportagem da Folha de S. Paulo destaca estudo internacional da área da Saúde Pública

14/11/2025 14:27

Estudo global com participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicado no The New England Journal of Medicine, foi assunto de reportagem publicada no caderno Equilíbrio da Folha de S. Paulo, na segunda-feira, 11 de novembro. O estudo relaciona o controle de cinco fatores de risco cardiovascular ao aumento da expectativa de vida.

A pesquisa liderada pela Universidade de Hamburgo, na Alemanha, constatou que o controle de hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade/sobrepeso e tabagismo por pessoas na faixa dos 50 anos pode aumentar a expectativa de vida em até 14 anos. Esses cinco fatores de risco são responsáveis por cerca de metade do risco global de doenças cardiovasculares, comuns em pessoas nessa faixa etária, segundo a reportagem da Folha.

A pesquisa trabalhou com dados de mais de 2 milhões de pessoas em 39 países e contou com dados do estudo EpiFloripa – Condições de Saúde de Adultos e Idosos de Florianópolis, coordenado pela professora do Departamento de Saúde Pública Eleonora d’Orsi, uma das coautoras do artigo. Na reportagem, ela destaca que no Brasil há políticas públicas de prevenção aos fatores de risco cardiovascular por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), situação que não ocorre em outros países.

Leia a matéria da Folha de S. Paulo.

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UFSC na mídia: pesquisa do curso de Serviço Social defende políticas públicas para famílias atípicas

14/11/2025 12:33

Depois da apresentação, Estefânia recebeu o carinho do filho Lucius. Foto: Germano Rorato/ND

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Serviço Social de Estefânia Fraga Pedroso foi tema de reportagem do Jornal ND em 14 de novembro. A pesquisa Os Impactos Sociais dos Grupos de Apoio às Famílias e Cuidadores/as de Pessoas Autistas no Distrito Sanitário Sul de Florianópolis recebeu nota 10 e foi marcado pela atuação de três mães atípicas. Além de Estefânia, a professora orientadora Rúbia dos Santos Ronzoni e a supervisora de estágio Vanessa Vinícia da Costa têm filhos autistas.

A reportagem explica que o TCC analisa a falta de políticas públicas voltadas às famílias atípicas e as consequências desses descasos. Estefânia relatou a importância dos serviços públicos em sua vida e como a ajuda de amigos colaborou com a sua trajetória para concluir a graduação.

A reportagem completa no jornal ND – versão impressa.

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Estudo da UFSC desvenda mecanismo que faz células de defesa agravarem a Covid-19

14/11/2025 08:55

Um estudo com a participação de cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina recentemente publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, uma das revistas mais relevantes e citadas no mundo, desvendou um mecanismo molecular que faz células de defesa do corpo humano agirem no agravamento da Covid-19. A pesquisa tem como primeiro autor o pesquisador Rodrigo de Oliveira Formiga, egresso do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSC, e contou com a co-autoria dos professores Fernando Spiller, do Departamento de Farmacologia, e Edroaldo Lummertz da Rocha, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia.

A publicação faz parte de um desdobramento da tese defendida por Formiga na UFSC, que estudou uma abordagem terapêutica para regular a resposta de neutrófilos na sepse e Covid-19. Os neutrófilos são as células de defesa do organismo humano que agem para conter as infecções, mas que, no caso da Covid-19, também prejudicam os tecidos celulares e podem levar à falência dos órgãos.

No artigo, os autores explicam o papel da proteína PCNA nesse processo de agravamento da Covid-19. A PCNA é uma proteína central para resposta inflamatória desregulada na doença em seu estágio agravado.

Os autores identificaram grandes quantidades dessa proteína no citoplasma dos neutrófilos de pacientes com Covid-19 grave e crítica. O citoplasma é um fluído das células onde essa proteína interage com outros fatores, levando à produção de espécies reativas de oxigênio e liberação de componentes do DNA da célula. É isso que contribui para a lesão dos tecidos do paciente infectado.

 

Gráfico explica descobertas da pesquisa

 

É como se o exército convocado para defender o organismo da infecção começasse a trabalhar também contra ele. O pulmão, que já está associado à gravidade da Covid-19 pela natureza respiratória da infecção, também é um dos primeiros órgãos a ter lesão na “sepse”, uma condição que leva à falência dos órgãos causada principalmente por essa desordem no comportamento dos neutrófilos.

“É o nosso próprio organismo que tenta montar uma resposta contra aquele agente agressor. Só que essa resposta é muito exagerada, ela é exacerbada e aí acaba tendo um efeito colateral que é a lesão das nossas próprias células. E quem contribui para essa lesão tecidual é principalmente o neutrófilo”, explica o professor Spiller.

Para realizar a pesquisa, os cientistas estudaram amostras celulares de pacientes humanos e também utilizaram modelos experimentais para entender o mecanismo da proteína nos processos de agravamento da Covid-19 e testar uma solução terapêutica.

As amostras de neutrófilos e de sangue de indivíduos saudáveis compuseram grupos de controle para a comparação com pacientes com diferentes níveis de gravidade da Covid-19. Para descrever a ação da PCNA, os cientistas utilizaram técnicas moleculares de alta precisão, com células em laboratório. Depois, a equipe ainda testou se o bloqueio da PCNA era uma estratégia viável para o tratamento da doença.

Terapia promissora

Covid-19 pode se agravar em função da atuação das células de defesa e levar o paciente à sepse (Foto: Arquivo Agência Brasil)

Para tentar bloquear os processos de hiperatividade das células de defesa na Covid-19 grave, os cientistas utilizaram uma molécula sintética – a T2AA, cuja função seria agir diretamente na proteína presente em grande quantidade nos neutrófilos, anulando sua ação. Os resultados foram positivos, já que houve redução na atuação extrema desses agentes no organismo.

Também foram feitos testes em camundongos infectados com um vírus similar ao da Covid-19, tratados com essa mesma molécula. O tratamento melhorou a condição clínica dos animais e reduziu a inflamação pulmonar, fortalecendo a tese de que inibir a proteína PCNA abundante nos neutrófilos é um caminho para futuros tratamentos.

“Quando sai um estudo como esse, que é de ciência básica, você está oferecendo para a comunidade científica um novo alvo terapêutico”, sintetiza Spiller, que destaca também o protagonismo do principal autor do estudo, a partir do desdobramento da sua tese. Hoje, o ex-orientando atua na Université Paris Cité e conduz trabalhos que iniciaram na UFSC e continuam, com parcerias internacionais.

Amanda Miranda |amanda.souza.miranda@ufsc.br
Jornalista da Agecom | UFSC

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Pesquisadores da UFSC são destaque na autoria de trabalhos sobre a cadeia produtiva da soja

11/11/2025 17:12

Os pesquisadores Carlos José Espíndola, da área de Geociências, e Roberto César Costa Cunha, egresso da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), são citados como os autores mais influentes nas pesquisas sobre a cadeia produtiva da soja. O destaque foi feito no artigo publicado por pesquisadores das universidades Federal da Bahia (UFBA) e Estadual de Santa Cruz (UESC) no periódico Contribuiciones a las Ciencias Sociales.

O artigo “Tendências e desafios da cadeia de produção da soja: um estudo bibliométrico” destaca os pesquisadores da UFSC como autores mais proeminentes na temática. Um dos trabalhos assinados por Cunha e Espíndola, “A dinâmica geoeconômica recente da cadeia produtiva da soja no Brasil e no Mundo”, é o mais citado, de acordo com o levantamento.

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UFSC será sede de programa da Unesco sobre assistência farmacêutica

10/11/2025 08:40

Professora Silvana Nair Leite. Foto: divulgação

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será sede de um programa da Unesco com a Federação Farmacêutica Internacional (FIP) – Centre for Excelence. Com a liderança local da professora Silvana Nair Leite, professora e pesquisadora do Departamento de Ciências Farmacêuticas (CIF/UFSC) e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Assistência Farmacêutica, o grupo reunirá outras parcerias internacionais para fortalecer a educação e a ciência farmacêutica como uma ferramenta para avançar a pesquisa e prática dos serviços de saúde.

A professora irá coordenar o trabalho na América Latina. Segundo ela, o trabalho tem como ponto de partida as lições e impacto do relatório do Conselho de Visão Estratégica FIP-UNESCO UNITWIN 2025, em alinhamento com o acordo da UNESCO para 2023-2027.

O objetivo será trabalhar para melhorar os resultados de saúde e promover o desenvolvimento sustentável da força de trabalho em toda a região das Américas. O evento de lançamento ocorre na quarta-feira, 12 de novembro, às 11h, em Brasília.

O relatório trata dos desafios específicos da região, prioridades emergentes e oportunidades de colaboração alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento da FIP. Fóruns regionais teriam o papel de revisar e priorizar as atividades com base nas necessidades atuais da região e em seu alinhamento com os objetivos estratégicos mais amplos da federação.

O Brasil é considerado um dos países-chave pelo Programa Multinacional de Avaliação de Necessidades da FIP nas Américas. Junto da Argentina, Colômbia, Chile e México, contribui com 2,3 milhões de farmacêuticos para a força de trabalho global. A região tem 1.271 escolas de farmácia, formando aproximadamente 15.000 profissionais por ano, segundo o relatório, que aponta “disparidades significativas na densidade de farmacêuticos por 10.000 habitantes, refletindo as diferenças na infraestrutura e na acessibilidade dos sistemas de saúde”.

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Professoras da UFSC lançam relatório sobre clima na COP 30 e palestram para lideranças

06/11/2025 12:48

Duas professoras da Universidade Federal de Santa Catarina estarão entre as principais lideranças políticas e acadêmicas do mundo na discussão do clima na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a COP 30, que ocorre em Belém do Pará. Regina Rodrigues, da coordenadoria de Oceanografia, e Marina Hirota, do Departamento de Física, são parte da equipe editorial do 10 New Insights in Climate Science 2025/2026um dos documentos mais relevantes sobre o assunto. Elas estarão entre as palestrantes da conferência, representando, ao lado do cientista Johan Rockström, idealizador do conceito de “fronteiras planetárias”, todos os pesquisadores que construíram o documento.

O lançamento ocorrerá na segunda-feira, 10 de novembro, no Planetary Science Pavilion. Antes, as professoras participarão de uma coletiva de imprensa para comentar os principais achados do documento, que sintetiza desafios do clima para o ano. O relatório é produzido pela Future Earth, The Earth League e pelo Programa Mundial de Pesquisa Climática (World Climate Research Programme),

Entre os apontamentos dos cientistas, descritos com a participação de Marina e Regina, estão a aceleração do aquecimento global, as ameaças à saúde e à produção dos meios de subsistência. A equipe também traça estratégias científicas para reduzir a lacuna entre promessas e implementação de planos para a gestão das questões reportadas.


Mais de 70 pesquisadores de mais de 20 países contribuíram com o documento. Outros 150 especialistas também colaboraram. Há 23 cientistas no corpo editorial e, entre três mulheres brasileiras, duas são da UFSC. A outra cientista é Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília. Enquanto Regina focou na questão dos oceanos e aumento do aquecimento global em 2023 e 2024, Marina se dedicou a tópicos relacionados à biodiversidade e clima.

Resultados

Professora Marina Hirota

Segundo o relatório, 2024 foi o ano mais quente já registrado, com temperaturas globais 1,55°C acima dos níveis pré-industriais. “O conteúdo de calor dos oceanos e o aumento do nível do mar atingiram recordes históricos, enquanto o gelo marinho antártico registrou sua segunda menor extensão já observada. Apesar das evidências crescentes, as emissões globais de gases de efeito estufa continuaram a aumentar no último ano”, aponta o material de divulgação que sintetiza o documento.

O relatório aponta que a perda de biodiversidade pode intensificar as mudanças climáticas e reduzir a capacidade dos sistemas naturais de absorver carbono e estabilizar o clima. Os impactos humanos também são projetados: há ameaças à segurança hídrica, expansão de doenças como a dengue, perda de produtividade e redução de renda global, com impacto em trabalhadores vulneráveis.

Segundo Regina, a divulgação do relatório na COP 30 é estratégica por se tratar de um documento direto, que ganha visibilidade na agenda do evento. Já Marina participou pela primeira vez do corpo editorial. Antes, ela havia sido autora do documento e classifica o trabalho como uma experiência importante para ouvir outras áreas de conhecimento e conectar com os seus objetos.

O Brasil faz parte de resultados e discussões do relatório, não só pela realização e organização da COP 30, mas também por assuntos que impactam diretamente o pais. No caso da dengue, por exemplo, houve recorde de casos, com 17 cidades decretando situação de emergência. A região amazônica e a Mata Atlântica também são ecossistemas presentes nas observações dos cientistas.

 

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Egresso da pós-graduação em Ciência da Informação da UFSC vence prêmio da Associação Brasileira de Editores Científicos

06/11/2025 12:40

Mateus Rebouças Nascimento recebendo o prêmio Editor do Futuro durante o ABEC Meeting 2025. Foto: João Marcos Veiga/Divulgação.

Mateus Rebouças Nascimento, professor da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e egresso do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (PGCin/UFSC), recebeu o prêmio Jürgen Döbereiner da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC Brasil) na categoria Editor do Futuro. A premiação ocorreu durante a  celebração dos 40 anos da ABEC Brasil, no ABEC Meeting 2025, em João Pessoa (Paraíba). O evento é o principal fórum anual que reúne editores científicos e profissionais da área para debater e compartilhar conhecimentos sobre a publicação acadêmica no Brasil.

Mateus foi discente do mestrado e doutorado do PGCin de 2020 a 2025, desenvolvendo pesquisas relacionadas a indicadores de avaliação da pós-graduação da Capes na área de Ciência da Informação, e visibilidade para produção científica de pesquisadores da área. Suas pesquisas foram orientadas pelo professor Adilson Luiz Pinto.

O prêmio, que é promovido anualmente pela ABEC Brasil desde 2001, homenageia Jürgen Döbereiner, fundador e primeiro presidente da ABEC Brasil. Sua trajetória sintetiza o espírito da premiação de valorizar quem reconhece, na comunicação científica, um compromisso de longo prazo com a qualidade e o avanço da pesquisa. A comissão julgadora foi composta por pesquisadores brasileiros e internacionais, vinculados à Universidad Carlos III, de Madrid, Universidad de la República, de Uruguai, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Mais informações na página do ABEC Meeting 2025.

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UFSC desenvolve satélites do primeiro lançamento espacial comercial a partir do Brasil

05/11/2025 11:50

Equipamentos passam por uma ampla gama de ensaios (Divulgação/SpaceLab)

O SpaceLab, Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), se prepara para colocar em órbita dois novos satélites que devem ser lançados até 28 de novembro a partir do Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão. O lançamento do FloripaSat-2A e FloripaSat-2B  faz parte da missão Spaceward 2025, marcada para novembro e cuja data exata dependerá das condições meteorológicas e das verificações operacionais. Será a primeira vez que uma plataforma completa, projetada inteiramente pelo SpaceLab/UFSC, será testada em órbita.

A missão tem como objetivo principal a validação em órbita (IOV – In-Orbit Validation) de tecnologias desenvolvidas integralmente no próprio laboratório, consolidando a plataforma FloripaSat-2 como base para futuras missões científicas e acadêmicas. “Esses satélites representam o amadurecimento de uma linha de pesquisa que vem sendo construída há anos, unindo ciência, tecnologia e formação de pessoas”, afirma o professor Eduardo Bezerra, coordenador do SpaceLab. “Além do avanço técnico, é também a realização de um projeto que forma engenheiros e cientistas brasileiros capazes de atuar em todas as etapas de uma missão espacial.”

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UFSC na Mídia: professora da UFSC fala sobre extremos climáticos em reportagem do Fantástico

05/11/2025 10:49

A repórter Sonia Bridi e a professora Regina Rodrigues, entrevistada pelo Fantástico

A professora da coordenadoria de Oceanografia da UFSC, Regina Rodrigues, falou à reportagem do Fantástico, programa exibido aos domingos na Rede Globo, sobre os extremos climáticos, um dos seus temas de pesquisa. Ela participou da série de reportagens Terra, ainda temos tempo, dos repórteres Sônia Bridi e Paulo Zero.

A reportagem narra aspectos climáticos que resultaram na enchente do Rio Grande do Sul em 2024 e busca explicar como é possível se prevenir do clima extremo. Projetos para tornar as cidades mais resistentes são apresentados para ilustrar o assunto.

Regina foi uma das cientistas envolvidas na elaboração do modelo de atribuição climática – ferramenta que ajuda a definir se determinado evento foi ocasionado pelo aumento da temperatura na Terra. “Eventos que no passado ocorriam com menos intensidade e eram menos frequentes, agora estão começando a ficar muito mais frequentes, muita mais severos, com uma proporção muito maior”, disse.

A pesquisadora também lembrou que houve momentos em que todas as regiões do Brasil estiveram sob a influência de eventos extremos. Isso aconteceu quando o planeta ficou 18 meses 1,5 C mais quente do que no período pré-industrial. A marca das mudanças climática apareceu aí. “Quando a gente fez as atribuições da seca da Amazônia, das queimadas do Pantanal e da enchente no Rio Grande do Sul, nós vimos as marcas das mudanças climáticas”, disse.

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Controle de cinco fatores de risco prolonga vida em até 14 anos, aponta estudo com coautoria da UFSC

04/11/2025 17:22

Tabagismo é um dos cinco fatores de risco cardiovascular que, controlados na meia idade, podem levar a aumento na expectativa de vida

Pessoas que conseguem controlar cinco fatores de risco cardiovascular frequentes na faixa dos 50 anos de idade podem aumentar em até 14 anos sua expectativa de vida. A conclusão é de uma grande pesquisa global que envolveu dados de mais de 2 milhões de participantes, coordenada por um consórcio científico liderado pela Universidade de Hamburgo, na Alemanha, e que contou com a participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por meio do estudo EpiFloripa – Condições de Saúde de Adultos e Idosos de Florianópolis.

O artigo Global effect of cardiovascular risk factors on lifetime estimates, publicado no The New England Journal of Medicine (NEJM) em março de 2025, considera a relação entre aumento da expectativa de vida saudável e o controle de cinco fatores de risco cardiovascular: hipertensão arterial, hiperlipidemia, obesidade/sobrepeso, diabetes e tabagismo.

O principal resultado da pesquisa indica que a ausência desses cinco fatores de risco aos 50 anos está associada a uma expectativa de vida significativamente mais longa: são mais 13,3 anos adicionais de vida livre de doença cardiovascular, no caso das mulheres, e 10,6 anos para os homens. Os anos adicionais de vida total para quem controla os cinco fatores de risco na meia idade são de até 14,5 para mulheres e 11,8 para homens.
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Pesquisa da UFSC sobre crimes políticos revela apagamento de líderes mulheres como Olga Benário

04/11/2025 09:30

Olga Benário foi expulsa do país e teve a morte como destino (Fotos: Memorial da Democracia)

Um estudo de jurimetria, ou seja, baseado em estatísticas de decisões judiciais, ajuda a entender o destino de Olga Benário, militante política perseguida pelo governo Getúlio Vargas na década de 1930. A pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina e coordenada pelo professor Diego Nunes, do Programa de Pós-Graduação em Direito, traz à tona o caso da companheira do líder comunista Luís Carlos Prestes. Os fatos do passado ajudam a tratar de um dos resultados da análise: o apagamento das mulheres como lideranças políticas na época.

Olga Benário não só foi apagada das estatísticas de decisões judiciais do período como teve seu destino traçado pelo regime. Alemã e judia, ao invés de ser julgada no Brasil, foi enviada para a Alemanha nazista, em ordem de Vargas e com anuência do Supremo Tribunal Federal. Isso ocorreu em um contexto no qual seu advogado pediu um habeas corpus pouco usual: ele queria que sua cliente tivesse o direito de ser presa e de cumprir pena no Brasil, a exemplo do que ocorria com outras lideranças do Partido Comunista à época.

“Geralmente a gente entra com habeas corpus para pedir a liberdade, mas nesse caso o advogado já intuía que a expulsão dela seria uma medida muito mais gravosa, inclusive pelo fato de ela estar grávida de Luiz Carlos Prestes. Mas o Supremo Tribunal Federal chancelou a expulsão feita por Vargas, inclusive com argumentos de que ela estaria muito mais feliz e livre na Alemanha, quando de fato o que acabou acontecendo foi algo bem diferente”, explica o professor.

Essa seletividade do Tribunal de Segurança Nacional foi identificada em dados parciais na pesquisa de jurimetria coordenada por Nunes, com o objetivo de olhar para o passado para entender como crimes políticos em um momento de ditadura obedeciam a um certo padrão. Somente em um ano – de 1937 a 1938 – a amostra coletada foi de 229 processos da série Apelação, com 649 acusados com um padrão: homens brancos, alfabetizados, de meia-idade e de esquerda.
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Livro de pesquisadores da UFSC defende a bicicleta como forma de humanizar espaços públicos

31/10/2025 13:37

Aquarela que ilustra o livro ” Cicloturismo: Experiências e Perspectivas”.

“E se a bicicleta fosse mais do que um meio de transporte? E se ela fosse uma forma de habitar o tempo? De refazer caminhos? De resistir aos mapas impostos pelo turismo de massa e pela lógica acelerada das cidades?” É com esses questionamentos que somos convidados à leitura do livro digital Cicloturismo: Experiências e Perspectivas, um dos resultados das atividades desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa BikeTour da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

A obra reúne reflexões, experiências e práticas de 16 autores, integrantes do BikeTour, que atuam como professores e pesquisadores na UFSC, nas universidades federais do Paraná, Rio de Janeiro e Paraíba, e em institutos de pesquisa nacionais e estrangeiros. A publicação foi organizada por Marcos Bosquetti, professor do Departamento de Ciências da Administração (CAD/CSE/UFSC) e líder do grupo, em conjunto com a pesquisadora Mariana Fernanda Mendes, vinculada à Vélo Québec, do Canadá, e a professora Andréa Porto Sales, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). 
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