Departamento de Ciências Morfológicas oferece curso de anatomia

22/03/2023 13:30

O III Curso de Atualização Prática em Anatomia Humana, oferecido pelo Departamento de Ciências Morfológicas da Universidade Federal de Santa Catarina, abre inscrições para acadêmicos da UFSC que já cursaram anatomia humana e obtiveram aprovação na disciplina. As inscrições devem ser realizadas presencialmente na sala da professora Cristiane Meneghelli, no Centro de Ciências Biológicas (CCB novo), bloco G, sala 406, nas segundas-feiras pela manhã, de  27 de março a 24 de abril, das 16h às 17h30.

É necessário levar o histórico escolar para realizar a inscrição, e, em caso de alta demanda de inscritos, será dada preferência ao aluno de fase mais adiantada. Haverá lista de espera para o curso no próximo semestre e são ofertadas um total de 20 vagas para cada módulo. O curso será ministrado pelas professoras Ana Paula Marzagão Casadei e Cristiane Meneghelli, no Laboratório de Anatomia do Departamento de Ciências Morfológicas do CCB, no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis. Conforme as normas de uso do local, é necessário vestir jaleco de manga longa, calça comprida, calçado fechado e luvas.

Confira o cronograma do curso e os conteúdos de cada módulo.

 

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Exposição reúne fotografias do Parque Municipal do Córrego Grande

14/03/2023 16:56

Estudantes da disciplina Fotografia na Pesquisa e Divulgação Científica, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPGECO) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), realizam uma exposição de seus trabalhos no hall do auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB), no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis. Até 30 de abril, a mostra reúne fotos tiradas no Parque Municipal do Córrego Grande.

As imagens retratam aspectos da paisagem, fauna e flora, bem como testes com técnicas fotográficas aprendidas em sala de aula. A exposição conta com 20 imagens ampliadas no formato 20×30 cm, fixadas em placas de foam (75×50 cm), que ficam suspensas no hall para os visitantes poderem circular entre elas. A disciplina foi ministrada pelo professor Áthila Bertoncini no segundo semestre do 2022.  

 

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O que a gravidez de Isabella Scherer tem em comum com uma pesquisa da UFSC?

02/03/2023 14:27

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A pré-eclâmpsia é uma doença que acomete mulheres durante a gestação, definida pela presença de hipertensão arterial (pressão alta) após a vigésima semana gestacional, associada principalmente à presença de proteína na urina. A doença, que representa 42% das mortes maternas, atinge em torno de 100 mil mulheres por ano. Na América Latina, 25% das mortes maternas são causadas pela doença, que afeta entre 5% a 7% das gestantes brasileiras.

A catarinense Isabella Scherer, nascida em Florianópolis, de 27 anos, foi diagnosticada na gestação do seu casal de gêmeos, Mel e Bento. “Passei mal, comecei a ter muito enjoo, era uma tontura, uma sensação estranha… e aí depois eu descobri que são sintomas de pré-eclâmpsia”, relata, “eu fui pro pronto-socorro, falei com o meu médico, já eram quase 23h.” 

Grávida de gêmeos, Isabella Scherer antecipou o seu parto devido à pré-eclâmpsia. (Foto: reprodução Instagram)

Isa, como é mais conhecida pelos seus 2 milhões de seguidores no Instagram, no perfil @isascherer, fez tratamento preventivo de pré-eclâmpsia durante toda a sua gestação. Por ser uma gravidez gemelar (quando os bebês são gêmeos), ela fez parte do grupo de risco da doença.

A empresária, e vencedora da oitava edição do reality show de culinária Masterchef, compartilhou detalhes do seu parto em outubro de 2022 no Instagram. O vídeo de 11 minutos alcançou mais de 130 mil curtidas e ultrapassou um milhão de visualizações: nele, Isa compartilhou os momentos difíceis que passou antes e depois do parto, quando esteve dias no hospital em acompanhamento médico pela pressão alta.

Foto: Isabella Scherer, Mel, Bento e Rodrigo Calazans (Foto: reprodução Instagram)

 

Os sintomas de pré-eclâmpsia se manifestaram quando ela havia recém completado 37 semanas de gravidez. Na lista de fatores que podem indicar a doença, a hipertensão arterial se destaca, mas diversos outros podem estar associados à pré-eclâmpsia, como insuficiência renal, trombocitopenia (plaquetas baixas no sangue), disfunção hepática, edema pulmonar (acúmulo de líquido no interior dos pulmões), distúrbios visuais ou cerebrais. É uma doença multissistêmica, que afeta principalmente o sistema cardiovascular, os rins, o cérebro e a placenta.

O diagnóstico que Isa Scherer recebeu da doença aconteceu em um domingo, e o parto foi marcado para aquele mesmo dia. Ao conversar com o seu médico, Wagner Hernandez, a decisão foi tomada: “A gente chegou à conclusão que os riscos não valeriam a pena prolongar a gestação”, explica ela, “então a gente acabou agendando o parto para esse dia mesmo.”

Apesar de ser uma doença responsável por causar 42% das mortes maternas mundiais, ainda não estão bem esclarecidos os fatores que podem desencadear a pré-eclâmpsia em gestantes. A proteinúria, que corresponde à quantidade de proteína na urina, associada à condição da pressão alta, é um dos sintomas mais presentes; porém, as causas e as origens da doença ainda são desconhecidas.

Para Isa Scherer, compartilhar a sua experiência com a pré-eclâmpsia com os seus seguidores é relevante para que o debate sobre a doença alcance mais pessoas, desmistificando a gestação e a maternidade. “Trazer a importância para as pessoas de um pré-natal. Nem todas as mulheres têm acesso e oportunidade. Se eu conseguir ajudar pelo menos uma mulher com essa condição, já valeu a pena compartilhar “, pontua a empresária.

Renata M. Lataro, pesquisadora do departamento do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, quer investigar a causa da pré-eclâmpsia

A professora Renata Lataro estuda a influência de fatores que podem gerar a pré-eclâmpsia (Imagem: Ana Quinto)

A professora Renata Lataro, do departamento de Ciências Fisiológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora de pesquisa do Centro de Ciências Biológicas (CCB) está realizando um estudo pré-clínico para identificar as possíveis causas da pré-eclâmpsia.

O projeto, denominado “Estudo pré-clínico para a identificação de mecanismos fisiopatológicos e novos alvos terapêuticos para a pré-eclâmpsia”, busca descobrir a origem da pré-eclâmpsia nas gestantes. “Já se conhece vários fatores de risco para a doença, mas sua causa primária e fisiopatologia não são completamente compreendidas”, explica a pesquisadora. A fisiopatologia é um ramo de estudo em que é possível compreender o processo de uma doença: suas causas, mecanismos envolvidos, evolução e quais alterações e manifestações causam no ser humano. “Ela não é muito bem conhecida, não se sabe o que de fato desencadeia o desenvolvimento da doença”, aponta a professora Renata.

A principal hipótese da pesquisadora, que será desenvolvida no estudo, é a alteração da microbiota intestinal materna: “A microbiota intestinal molda o sistema imune do hospedeiro, ou seja, do indivíduo”, pontua, “a hipótese é que essa mulher, já antes da gestação, teria um evento pró-inflamatório acontecendo”, o que poderia gerar a doença.

Ao investigar o papel da barreira intestinal e de metabólitos da microbiota intestinal no desenvolvimento da pré-eclâmpsia e os seus mecanismos envolvidos, é possível identificar possíveis alvos para tratamento e prevenção da doença.

Os testes da pesquisa pré-clínica serão desenvolvidos em modelo animal, com objetivos específicos de estudo. Um deles é investigar se a alteração na composição da microbiota intestinal é capaz de promover o desenvolvimento da pré-eclâmpsia, compreendendo se há uma ligação entre a disbiose intestinal (desequilíbrio de bactérias na microbiota) e a doença.

Dessa maneira, é possível também entender se uma dieta rica em fibras, por exemplo, poderia prevenir a doença. “Se de fato a hipótese se comprovar, mostrando que é uma alteração da microbiota que leva à uma mudança no sistema imune, e consequentemente ao desenvolvimento da doença, isso cria alternativas de tratamento, e não só prevenção”, enfatiza Renata.

Biotério Central da UFSC oferece estrutura de apoio para os pesquisadores

A fase de testes da pesquisa da professora Renata Lataro contará com os ratos disponibilizados pelo Biotério Central da UFSC. Todos os testes são avaliados rigorosamente pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da Universidade. 

“O biotério só trabalha sob uma demanda conhecida e aprovada pela CEUA, seguindo as normas legais”, explica Joanésia Maria Junkes, coordenadora do biotério. 

Todos os processos são acompanhados pela CEUA. No regimento interno da Comissão de Ética, esclarece-se que é competência do órgão examinar os protocolos experimentais ou pedagógicos aplicados aos projetos de pesquisa; manter cadastro dos pesquisadores e docentes; estabelecer programas preventivos e visitas de fiscalização às unidades da UFSC onde estão sendo realizados os testes; dentre outras normas.

Essa primeira etapa da pesquisa, atualmente em desenvolvimento, irá avaliar se alterações na parede intestinal poderá induzir o desenvolvimento de pré-eclâmpsia em ratas. “Iremos fazer uma análise histológica da placenta, do fígado, que também está envolvido no processo, e do intestino”, explica a pesquisadora. 

Financiamento é essencial para que a pesquisa continue sendo realizada

Para que a pesquisa cumpra todas as etapas e alcance os objetivos do estudo pré-clínico, a professora Renata esbarra nas questões de financiamento, essenciais para os projetos de pesquisa, especialmente nessa fase de experimentação: “Para a parte inicial, temos uma colaboração com um grupo de pesquisa da USP de Ribeirão Preto”, esclarece, “nós temos um projeto aprovado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)”. 

O primeiro passo foi comprar o medicamento que ocasiona a quebra da barreira intestinal, o sulfato sódico de dextrana (DSS). O valor recebido foi em torno de R$ 2 mil. Para que o projeto pudesse avançar em uma etapa com testes com humanos, o financiamento precisaria ser muito maior.

“Há um estudo que mostrou uma alteração da microbiota intestinal em mães”, explica a professora Renata, “seria interessante conseguirmos fazer, mas para avaliar a microbiota intestinal de humanos, cada amostra ficaria em torno de R$ 350. Se fizermos uma análise da população humana, iríamos precisar de pelo menos 50 pacientes. Tendo financiamento, seria totalmente viável. 

“Ela é uma doença comum, mas que ainda não possui tratamento”, explica a professora. “Se a nossa hipótese se comprovar, a gente vai ter métodos preventivos para isso.” A pesquisa de Renata pode impactar a vida de mulheres como a de Isabella Scherer, e de milhares de outras brasileiras que são grupo de risco ou podem enfrentar a pré-eclâmpsia no futuro.

Sobre a pesquisadora

 

Renata  Maria Lataro é professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da Universidade Federal de Santa Catarina. É graduada em Fisioterapia e é mestra e doutora em Fisiologia. Suas pesquisas envolvem a busca por novos alvos terapêuticos para doenças cardiovasculares, dentre elas, pré-eclâmpsia, hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. Contato: renata.lataro@ufsc.br

Ana Beatriz Quinto | estagiária de jornalismo

Edição: Denise Becker | Núcleo de Apoio à Divulgação Científica (NADC-UFSC)

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Latas, garrafas, baterias velhas: conheça os polvos que moram no lixo no fundo mar

13/12/2022 10:00

Pesquisa descobriu dezenas de animais utilizando os rejeitos como abrigo no litoral brasileiro

 

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Polvo encontrado usando de lata de refrigerante como abrigo/Foto: Projeto Cephalopoda

 

A latinha de refrigerante no fundo do mar parecia vazia, mas um movimento repentino mostrou que não era bem assim. Havia uma pequena espécie de polvo vivendo ali. Tatiana Silva Leite, oceanógrafa e bióloga na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em seus estudos descobriu que os polvos estão se abrigando em latas, vidros e outros tipos de rejeitos humanos. Cada vez mais numeroso no oceano, o lixo que produzimos tornou-se o abrigo mais fácil para algumas espécies de polvos que ocupavam conchas e buracos em ambientes recifais como seus abrigos naturais.

Segundo um estudo realizado pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas, divulgado em junho de 2022, só o Brasil descarta 3,44 milhões toneladas de plástico por ano. Desse total, pelo menos 67% (cerca de 2,3 milhões de toneladas) se concentram em bacias hidrográficas, com risco de chegar ao oceano. Isso significa que por ano, cada brasileiro descarta em média 16 quilos de lixo com potencial de escape para o mar. São sacolas plásticas, garrafas PET, canudos, embalagens, vidros, entre outros.

Instigada por essa situação, Tatiana iniciou uma linha de pesquisa no Projeto Cephalopoda (projeto que estuda polvos e lulas há mais de 20 anos), para estudar o fenômeno dos polvos que vivem abrigados no lixo no fundo do mar. A pesquisa é a primeira no mundo a tratar dessa temática, ganhando repercussão e destaque em vários países. Além disso, o estudo tem uma abordagem de ciência cidadã, que visa incluir e aproximar a sociedade do trabalho realizado por pesquisadores. 

Polvos passam muito tempo escondidos nas tocas (Foto: Athila Bertoncini)

O polvo-pigmeu é a menor espécie de polvo da América Latina, sendo recentemente batizado como Paroctopuscthulu n.sp., foi encontrado primeiramente vivendo em latas, garrafas, baterias velhas e até em um vaso sanitário no litoral do Rio de Janeiro. “O pessoal achava que esse polvo pequenininho era filhote do grande, e ninguém nunca olhou para ele. Aí quando souberam que eu estava aqui, mandaram uma foto e percebi que ele não era filhote, era o seu tamanho”, conta Tatiana, que também já encontrou essa e outras espécies no lixo marinho catarinense.

Após a descoberta, a equipe de pesquisa realizou uma campanha para coletar imagens subaquáticas do mundo todo para analisá-las a fim de entender como os polvos se relacionam com o lixo. Foram utilizados fotos e vídeos de banco de imagens, de cientistas e também da própria comunidade através das redes sociais. Como resultado, foram descobertas 24 espécies de polvos utilizando lixo como abrigo e proteção contra predadores no oceano. “Os polvos são muito inteligentes, têm um ciclo de vida curto e se adaptam muito rápido, então entender essas mudanças em seu habitat ajuda a entender os impactos do lixo no ambiente marinho”, explica a pesquisadora, cujo estudo ganhou repercussão na mídia internacional, com divulgação na National Geographic Francesa, Smithsonian e o jornal The Guardian

 

Curiosidades sobre os polvos

O nome dessa enigmática criatura dos mares deriva do grego e significa oito pés. São moluscos pertencentes à classe dos Cefalópodes, animais inteligentes capazes de distinguir entre formas e padrões, além de diversas habilidades de aprendizado observacional. Este ser marinho possui um senso de visão bem desenvolvido, não tem ossos e não possui coluna vertebral, portanto, são seres invertebrados muito flexíveis. Habitam as águas salgadas de vários oceanos e, para se protegerem dos predadores, passam a maior parte da vida entre rochas, conchas, fendas entre outros esconderijos naturais.

Ganharam atenção ainda maior com o documentário vencedor do Oscar 2020, My Octopus Teacher, em português, Professor Polvo, que mostra uma amizade fora do comum entre um polvo e um mergulhador. A pesquisadora Tatiana Leite teve participação especial no documentário, que mostrou um dos seus artigos como fonte de pesquisa. Com o sucesso da produção, os animais despertaram o carinho especial do público, principalmente ao mostrar que polvos têm emoções, sentimentos e inteligência superior a outros animais, além de gerar empatia nas pessoas quando confrontadas às situações adversas às quais são expostos, como por exemplo, o grande volume de objetos descartados do mar. 

 

O pequeno cefalópode brasileiro 

A pesquisa coordenada por Tatiana já observou que o polvo-pigmeu no Brasil costuma se abrigar em latas de cerveja e/ou refrigerante jogadas com frequência no mar, geralmente por pessoas a bordo de embarcações turísticas. Com a permissão da pesquisadora, mostramos aqui algumas imagens coletadas do fundo do mar e do trabalho em campo. 

Várias frentes de pesquisa são necessárias, a começar pela coleta de imagens aquáticas dos polvos para analisar como os objetos descartados no mar estão sendo utilizados como toca. Etapa que requer atuação coletiva com organizações não governamentais (ONGs) e instituições que retiram lixo do mar. O propósito é levantar dados sobre os locais onde os polvos são encontrados frequentemente. 

Animais usam conchas e fendas em rochas como abrigos naturais (Foto: Athila Bertoncini)

A próxima etapa é realizar um experimento de campo para estudar os motivos da escolha dos polvos em utilizar objetos descartados no mar como abrigo e assim descobrir se os polvos selecionam o lixo como toca devido a sua grande abundância no mar ou se esses resíduos possuem alguma característica mais vantajosa para os polvos do que as tocas naturais. Os resultados deste teste são de grande relevância para entender a interação entre polvos e lixo, visto que a presença dos rejeitos no mar traz diversos problemas ao ecossistema.

Tatiana espera que, após essa etapa de testagem, seja possível fazer uma campanha para que as pessoas devolvam para o mar as conchas que costumam ser retiradas por curiosidade, para souvenir e peças artesanais. Com isso, espera-se que os polvos voltem a utilizá-las como abrigo. “O mar está pobre de conchas, as pessoas tiraram tantas conchas e mataram tantos bichos que eles não encontram mais lugar natural para morar, resta o lixo. Então, para retirarmos o lixo do mar, precisamos devolver o lugar natural do polvo morar”, explica a pesquisadora.

 

De muitas maneiras a manutenção da saúde e bem-estar de polvos e outros animais marinhos dependem de financiamento 

O Projeto Cephalopoda, embora tenha chamado atenção da mídia do mundo inteiro, não possui o financiamento necessário para entregar à sociedade um resultado conclusivo sobre a temática do impacto do lixo do mar. Os pesquisadores estão escrevendo projetos, submetendo-os a editais e tentando conseguir parcerias com empresas que produzem lixo marinho com interesse em minimizar o seu impacto no meio ambiente. Segundo Tatiana, os estudos preliminares mostram que garrafas, latas e vidros são os tipos de lixo mais encontrados no mar, então as empresas que trabalham com esses objetos são a prioridade.

“Estamos esperando conseguir algum financiamento, por enquanto nossa ideia é: primeiro entrar em contato com todas as principais ONGs do Brasil que fazem retirada de lixo do mar, para sabermos onde é que essa espécie está e se realmente ela só está vivendo no lixo. Depois vamos fazer o teste para verificar se, à medida que o lixo for retirado, o polvo retorna ao seu ambiente natural. Se ele voltar, vamos passar para a terceira fase que é a campanha para devolução das conchas para o mar”, explica a oceanógrafa.

É necessário a aquisição de equipamentos básicos de segurança, cilindros de mergulho, passagens aéreas para realizar visitas em locais onde os polvos são encontrados vivendo no lixo, além de todo material de testagem dessa interação com os rejeitos. Além dessa parte estrutural da pesquisa, o projeto precisa de financiamento para fazer a campanha de conscientização e incentivo para devolução das conchas ao mar, uma etapa importante e que requer treinamento das equipes para a retirada do lixo do mar de maneira correta.

 

Por que incentivar o Projeto Cephalopoda?

Pesquisa busca entender como o lixo no mar pode afetar diferentes espécies (Foto: Athila Bertoncini)

Estudar a interação dos polvos com o lixo e os impactos no ecossistema marinho requer pesquisa e engajamento social. Segundo Tatiana, a proteção das espécies depende do quanto as pessoas estão envolvidas com a causa e as questões ambientais. “O maior impacto dessa pesquisa é o entendimento de como o lixo no mar pode afetar outras espécies que a gente ainda desconhece”, diz a oceanógrafa.

Além disso, estudar um animal carismático como o polvo é uma estratégia de gerar empatia para conscientizar as pessoas sobre a poluição nos oceanos. “Temos o polvo como uma espécie símbolo de inteligência. Então nós estudamos como é que ele se adaptou a isso, como a nossa interferência tanto no descarte do lixo no mar, como na retirada de material natural que a gente acha que não serve para nada – como as conchas que a gente usa como enfeite – está afetando esses animais que dependem delas para viver” prossegue Tatiana.

A complexidade dos impactos do lixo para os animais marinhos é tão grande que ainda não se conhece todos os efeitos para cada espécie. Mas já se sabe que os componentes tóxicos do lixo se acumulam nos organismos ao longo da cadeia alimentar, com efeitos nos seres humanos. “É muito triste, é como se a gente estivesse vendo no mar pessoas que vivem no lixão. É a mesma coisa. A gente sabe que pessoas que vivem no lixão têm diversos problemas de contaminação e a gente está diante de bichos que vivem no mar na mesma situação. O maior impacto do projeto é a mudança de percepção do ser humano sobre as consequências de seus comportamentos”, enfatiza Tatiana.

 

O futuro da pesquisa oceânica no Brasil 

Um projeto como o Cephalopoda sobretudo chama a atenção da comunidade em geral paras as questões da poluição dos oceanos e proteção das espécies marinhas. “A gente está na Década do Oceano e a ideia é que esse tipo de informação tenha impacto no pensamento da pessoa, tanto sobre jogar qualquer coisa no mar como de retirar coisas naturais do mar”, conta a pesquisadora. 

A Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, ou Década do Oceano, é uma ação de integração entre ciência e política declarada em 2017 pelas Nações Unidas e realizada entre 2021 e 2030. Surge da necessidade de incentivar que a ciência atue em conjunto com os órgãos governamentais para garantir a saúde dos oceanos e a melhor gestão para cumprir as metas da agenda 2030.

Os dados falam por si. Os recursos dedicados aos estudos do oceano no Brasil correspondem a apenas 0,03% dos gastos totais em pesquisa no país, conforme relatório da Unesco divulgado em 2022. Além disso, o relatório analisou o baixo número de pesquisadores focados em ciência oceânica no Brasil, com indicadores muito abaixo do esperado: há menos de 10 cientistas dedicados à temática a cada 1 milhão de habitantes no país. Lideram a lista Portugal, Noruega e Suécia, com 300 pesquisadores a cada milhão de habitantes. 

O financiamento da ciência dos oceanos para a ação climática foi inclusive uma das pautas abordadas na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas – COP 27, em novembro deste ano, no Egito. Os países reconhecem a importância dos oceanos e a necessidade de preservação desse ecossistema. O cenário atual evidencia a urgência de apoio e captação de investimentos dos setores privado e filantrópico para estudos como o projeto Cephalopoda da UFSC, uma boa maneira de contribuir para a evolução da pesquisa sobre o oceano no Brasil.

 

Entre em contato com a pesquisadora:

Contato: Tatiana Silva Leite
E-mail: tati.polvo@gmail.com
Laboratório de Métodos de Estudos Subaquáticos Cefalópodes
Departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ), Sala 201 B
E-mail: ecz@contato.ufsc.br
Fone: (48) 3721 4739
Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Florianópolis-SC. CEP: 88.040-970 – Brasil

 

Maria Magnabosco / Estagiária de jornalismo / Núcleo de Apoio à Divulgação Científica / UFSC
Rafaela Souza / Estagiária de design / Núcleo de Apoio à Divulgação Científica / UFSC


Edição
Denise Becker / Núcleo de Apoio à  Divulgação Científica / UFSC

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Santa Catarina abriga espécie de árvore considerada “super rara” ainda pouco conhecida pela ciência

22/11/2022 11:21

Ecólogos da UFSC dizem que o Crinodendron brasiliense é uma espécie em perigo de extinção

 

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O fruto do Crinodendron brasiliense se parece com um pequeno abajur. Foto: Rafael Barbizan e Sophia Kusterko

 

Crinodendron brasiliense ou cinzeiro-pataguá é uma árvore considerada “super rara”, encontrada durante um estudo de campo numa pequena área localizada nas regiões montanhosas do Planalto Serrano Catarinense. “Estávamos fazendo a medição de árvores de um projeto de monitoramento no Parque Nacional de São Joaquim, onde acabamos encontrando 59 indivíduos da espécie, o que despertou a nossa atenção para investigá-la”, diz o ecólogo Eduardo Luís Hettwer Giehl.

Com esse objetivo em mente, Eduardo Giehl e Rafael Barbizan – pesquisadores no Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, lideram um estudo inédito, cuja proposta de pesquisa envolve o monitoramento do cinzeiro-pataguá com o objetivo de realizar um levantamento mais abrangente dessa espécie de árvore ameaçada de extinção e restrita à região. 

A extinção de populações e espécies é algo que afeta o ecossistema e a biodiversidade. Para o professor Eduardo e a equipe de pesquisadores, a dor da perda de uma única espécie é imensa, maior ainda quando pouco se sabe sobre ela. “Para nós é um abalo muito grande perder uma espécie, queremos preservar todas e o cinzeiro-pataguá está numa situação bem delicada”, explica o ecólogo.
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Nem bicho, nem planta: o que nos ensina o conhecimento dos fungos

03/11/2022 10:01

Projeto da UFSC busca catalogar a primeira lista de fungos ameaçados de extinção do Brasil

 

Elisandro Ricardo Drechsler-Santos: “a funga da serra catarinense, inclusive do Parque Nacional de São Joaquim, tem várias espécies novas, endêmicas e algumas estão ameaçadas de extinção”. Foto: Camila Collato

 

Uma bela xícara de café acompanhada de um pãozinho fresco, queijos e, em seguida, um suco de frutas é capaz de tornar qualquer hora do dia gloriosa, concorda? Agradeça aos fungos por isso e muito mais: os fungos estão presentes em quase toda a produção de alimentos. São responsáveis pelo avanço da medicina para tratar doenças físicas e mentais. Sequestram naturalmente e liberam o carbono, além de favorecer distintos processamentos industriais. E há uma série de usos diários dos fungos ainda pobremente conhecidos.

Muitos acreditam equivocadamente que são plantas, mas também não são animais – os fungos são organismos com a sua forma própria de vida. A comunidade de animais de um determinado local é tratada como Fauna, a de plantas, como Flora. E existe ainda uma terceira classificação: a dos fungos, conhecida como Funga. Assim, Fauna, Flora e Funga formam os três grandes grupos de organismos eucariontes da natureza. Apesar de sua importância reconhecida para a manutenção dos ecossistemas, da biodiversidade, e até mesmo para a indústria farmacêutica, essa categoria de seres vivos é pouco explorada pela ciência. Nesse sentido, o objetivo do pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Elisandro Ricardo Drechsler dos Santos é criar um sistema de dados para catalogar, identificar e popularizar o conhecimento acerca da Funga.

Apenas 7% dos fungos são conhecidos pela ciência. Acredita-se que existam cerca de 1 a 5 milhões de espécies, no entanto, apenas 150 mil são catalogadas. Estudar e entender a Funga de um local é importante para a conservação não apenas das espécies de fungos, mas de todo o ecossistema. Essa é a missão do projeto MIND. Funga, coordenado pelo professor Ricardo. “A gente tem no Brasil aproximadamente 50 espécies que já foram avaliadas e a maioria delas são espécies ameaçadas de extinção. No entanto, não existe uma política ainda de reconhecimento disso”, explica o pesquisador. 

A ameaça de extinção

É comum ouvir-se falar sobre plantas e animais em ameaça de extinção. No entanto, pouco se conscientiza sobre o risco das espécies de fungos em perigo. Um dos objetivos do MIND. Funga é catalogar essas espécies na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). 

O pesquisador é claro: os fungos são essenciais para a estabilidade climática (dado seu papel no sequestro de carbono no solo) e para preservar a saúde ecossistêmica. No entanto, os fungos têm sido negligenciados em políticas ambientais e de conservação. Um descuido com inúmeras consequências, afirma o cientista. “Quando os fungos são colocados em risco, colocam-se em risco os ecossistemas que dependem deles. Com isso, perdemos a chance de realizar avanços, encontrar soluções para problemas ambientais graves, como mudanças climáticas e degradação da terra”, afirma.

E complementa o raciocínio observando que não existe ainda uma lista vermelha nacional de fungos, ou seja, os fungos não são reconhecidos no nosso território. O pesquisador busca estudar a distribuição das espécies para aplicar os critérios da IUCN e classificá-las em níveis de ameaça. Além disso, com engajamento com outros micólogos e liquenólogos, em breve haverá uma proposta ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), para que essas espécies sejam oficializadas também em uma lista no âmbito nacional.

Esse processo de reconhecimento e inclusão das espécies ameaçadas de extinção na lista de alerta vermelho é importante, pois auxilia e chama atenção para criação de políticas públicas que visem à conservação da Funga e, por consequência, da biodiversidade. Como os fungos não são reconhecidos no território brasileiro, Elisandro acredita que seja necessário fazer uma ponte entre pesquisadores e governo, para que seja feito um trabalho em conjunto em prol da manutenção dessas espécies.

Por que os fungos devem ser conservados?

Os fungos são seres fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas, pois junto com as bactérias heterotróficas são decompositores da matéria orgânica. Eles atuam como agentes recicladores da matéria, visto que ao fazerem o processo de decomposição devolvem os nutrientes para o solo e o gás carbônico para a atmosfera. Estes componentes serão reaproveitados pelas plantas, que eventualmente servirão de alimento para os animais herbívoros, reiniciando assim o ciclo da natureza. Os fungos podem ser descritos como o “elo” entre seres vivos e componentes não vivos do meio ambiente.

Outro motivo para que os fungos sejam conservados são os seus esporos. Elisandro explica que os esporos dos fungos são micropartículas liberadas no ar que auxiliam a formar as gotas de chuva. O pesquisador diz que “uma floresta preservada não só transpira umidade para formar nuvens, como também as partículas que estão no ambiente agregam essa umidade em forma de gota e fazem com que caia a chuva”. 

Além de sua importância para o equilíbrio ambiental, os fungos também podem ser explorados de maneira consciente pelos mais variados setores da indústria. Muitos alimentos, produtos e medicamentos utilizados no dia a dia dependem desses seres. Um exemplo clássico é a Penicilina, antibiótico descoberto a partir de fungos do gênero Penicillium.

Taxonomia

A ciência de reconhecer e descrever espécies novas é chamada de taxonomia, uma ciência básica que fornece elementos essenciais para outras ciências posteriormente, que são as ciências aplicadas. “Mais do que nunca o cientista no mundo é reconhecido, e em nosso país existe atualmente essa urgência de a sociedade reconhecer as universidades. Porque é dentro das universidades, principalmente as públicas e federais, que acontece a pesquisa”, enfatiza Elisandro. 

Para o pesquisador, quando descrevemos uma nova espécie de fungo, estamos mostrando para a sociedade em geral que existe uma caixinha de surpresas biotecnológicas, surpresas medicinais e surpresas na alimentação que podem ser explorados pela ciência aplicada, e podem retornar para a população não só como produtos importantes para a sociedade, mas também do ponto de vista econômico-financeiro.

O aplicativo de identificação

Complementar à pesquisa de Elisandro, em fase de testes, está a criação de um aplicativo para smartphones que permite, através da captura de imagens, reconhecer as espécies de fungos. Para isso, foram reunidos especialistas em identificação de fungos e inteligência artificial da UFSC dedicados ao desenvolvimento de um sistema moderno de reconhecimento de macrofungos a partir de um banco de imagens e informações.

Esse aplicativo faz parte do programa Ciência Cidadã MIND. Funga, ou seja, conta com a participação de voluntários para auxiliar no registro das imagens que irão compor o banco de dados. Em uma primeira etapa, cidadãos residentes próximos à região das Matas Nebulares de Santa Catarina utilizaram outro aplicativo desenvolvido por uma das pesquisas do grupo para fotografar os fungos em seu ambiente natural e registrar dados como localização, substrato, data da imagem etc. Esses dados estão sendo utilizados inicialmente em um projeto piloto, como base para mapeamento e monitoramento dessas espécies de fungos, bem como para compor o banco de dados do aplicativo de reconhecimento de espécies.

Elisandro comenta que esse banco já conta com informações de mais de 500 espécies de fungos. “Eu estou falando de aproximadamente 20 mil imagens de fungos. Essa base de dados é utilizada para treinar uma rede neural convolucional (Convolutional Neural Network / CNN).  Essa rede neural, ela aprende sozinha com os padrões que encontra nas imagens. É isso que a gente chama de Inteligência Artificial”, diz o pesquisador. Essa parte da IA é desenvolvida em parceria com equipe do Prof. Aldo von Wangenheim do Research institute on Digital Convergence – INCoD, também da UFSC. 

O aplicativo chamado de MIND.Funga app servirá tanto para professores da rede básica e superior em práticas pedagógicas quanto para especialistas contribuírem para popularizar a diversidade das espécies de fungos. 

“Eu tenho um compromisso com a ciência, mas ao mesmo tempo eu tenho um compromisso com a sociedade. E isso me faz querer mostrar para as pessoas o que nosso grupo descobre. Por isso nós estamos desenvolvendo esse aplicativo, para popularizar o conhecimento”, conta o biólogo. O aplicativo está em desenvolvimento e logo uma versão preliminar deverá estar disponível para testes.

Em geral, os estudos para acessar a diversidade e conhecer as espécies costumam ser mais acessíveis, do ponto de vista financeiro. Para o andamento deste projeto específico, os recursos foram disponibilizados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Com isso, o pesquisador foi capaz de ir além do objetivo previsto inicialmente. “Eu consigo dar bolsa, eu consigo ir para campo, eu consigo fazer biologia molecular, eu consigo produzir livros” comenta Elisandro.

O pesquisador:

Elisandro Ricardo Drechsler dos Santos, de 43 anos de idade, é Professor Associado do Departamento de Botânica da UFSC, atuando como orientador no Mestrado Profissional PROFBio-UFSC e Mestrado e Doutorado no PPG em Biologia de Fungos, Algas e Plantas (PPGFAP) da UFSC. Pesquisador do CNPq, especialista membro do grupo “IUCN SSC Mushroom, Bracket, and Puffball Specialist Group” e coordenador do grupo de pesquisa MIND.Funga (mindfunga.ufsc.br). 

Entre em contato com o pesquisador

Prof. Elisandro Ricardo Drechsler-Santos
Laboratório de Micologia (MICOLAB)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Departamento. de Botânica
Telefone: +55 (48) 37212889
Celular: +55 (48) 996268188
E-mail: drechslersantos@yahoo.com.br
Florianópolis – 88040970 – Brasil

 

 

Maria Magnabosco / Estagiária de jornalismo / Núcleo de Apoio à Divulgação Científica / UFSC
Rafaela Souza / Estagiária de design / Núcleo de Apoio à Divulgação Científica / UFSC


Edição
Denise Becker / Núcleo de Apoio à  Divulgação Científica / UFSC

Tags: CCBCentro de Ciências Biológicas (CCB)Elisandro Ricardo Drechsler dos SantosFungosMind.FungaNADCUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Mestrado em Perícias Ambientais promove palestra sobre sistema de gestão e combate à biopirataria

23/08/2022 12:23

O Mestrado Profissional em Perícias Ambientais, do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promove na próxima quarta-feira, 31 de agosto, a partir das 9h30, a palestra Biodiversidade brasileira: sistema de gestão e combate à biopirataria. O evento terá a participação de Bruno Barbosa, analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e transmissão on-line neste link.

Bruno é bacharel em Direito pela Unviersidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em Desenvolvimento Regional e Urbano pelo Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGEO) da UFSC. É especializado em matéria de propriedade intelectual e contratos de tecnologia e tem experiência em fiscalização e gestão estratégica. Foi membro titular do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente.

No encontro, será debatido o uso ilegal de informações genéticas e conhecimentos de povos tradicionais destinado à pesquisa e à comercialização de produtos em detrimento do desenvolvimento sustentável, a prática conhecida por biopirataria. Entre os objetivos do evento está a apresentação do sistema nacional de gestão do Patrimônio Genético e o papel da pesquisa científica brasileira, na área de biodiversidade, bem como as linhas de trabalho concebidas pela fiscalização do Ibama.

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Professora da UFSC é homenageada por aluno que descreveu novo gênero de fungo

03/05/2022 09:17

Fungo do gênero Nevesoporus teve suas primeiras amostras coletadas em 2009

O pesquisador Altielys Casale Magnagoo, egresso da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), descreveu um novo gênero de fungo e o nomeou em homenagem à sua professora, orientadora de mestrado e coorientadora de doutorado, Maria Alice Neves, do Departamento de Botânica, do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O artigo científico com a descoberta foi publicado na revista internacional Mycologia no último dia 22 de abril, e está disponível no site Taylor & Francis Online. 

O nome dado ao novo gênero de fungo, Nevesoporus, combina o sobrenome da professora, Neves, com porus, proveniente do latim, termo relacionado ao himenóforo poróide do cogumelo. As primeiras amostras foram coletadas em companhia da professora Maria Alice em 2009, quando Altielys ainda era graduando do curso de biologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e estagiário da professora Maria Alice na disciplina de Biologia de Fungos, Algas e Briófitas. Apesar da descoberta, Altielys só decidiu sugerir uma nova espécie para o fungo quando já era mestrando na UFSC. 
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Professor da UFSC recebe prêmio da International Biogeography Society

25/04/2022 09:13

O professor Sérgio Ricardo Floeter, do Departamento de Ecologia e Zoologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu o prêmio Distinguished Fellow 2022, da International Biogeography Society (IBS). Os vencedores são escolhidos pela entidade com base em suas contribuições por meio da excelência em pesquisa básica e/ou serviço excepcional ao campo da biogeografia.

No caso de Floeter, a nomeação considerou sua pesquisa na biogeografia marinha e macroecologia, incluindo a evolução e estrutura trófica de peixes de recife, e suas muitas expedições de trabalho de campo interdisciplinares e análises de dados em larga escala que levaram a uma melhor compreensão de por que e quando as áreas de peixes endemismos do Oceano Atlântico tropical se formaram, como elas se relacionam e quais processos contribuíram para o enriquecimento dessa fauna.

“Estou muito feliz e honrado por ganhar esse prêmio internacional tão bacana. Agradeço imensamente a todos que participaram (e participam) dessa minha jornada na ciência. O prêmio é de todos nós do CCB/UFSC”, disse o professor Ricardo Floeter. A cerimônia de premiação do IBS Fellows 2022 faz parte da Roth Biennial Conference da International Biogeography Society, realizada de 2 a 6 de junho de 2022, em Vancouver, Canadá.

Mais informações em https://cvent.me/gRMYrN.

 

Matéria atualizada em 10 de junho de 2022 para incluir as fotos da premiação

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Abertas inscrições para o curso de manejo de animais de laboratório

16/04/2021 11:49

Estão abertas as inscrições para a sétima edição do curso de Manejo de Animais de Laboratório,  coordenado pelo professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Carlos Rogério Tonussi e por Luciana Honorato, médica veterinária dos biotérios do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

O curso é on-line, gratuito e dá direito a certificado de participação com 45 horas/aula. A atividade é direcionada para estudantes da graduação que iniciarão pesquisa em animais vertebrados. Para se inscrever, basta acessar o sistema de inscrições da UFSC.

Mais informações pelo e-mail c.r.tonussi@ufsc.br.

 

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Pesquisador da UFSC descobre nova espécie de fungo nos manguezais de Florianópolis

21/02/2021 13:03

Um pesquisador do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificou uma nova espécie de fungo orelha-de-pau nos manguezais de Florianópolis. A primeira coleta, que deu início ao processo de descoberta, foi realizada em março de 2018 nas dependências da Universidade. “Eu estava indo com um colega ao CCA [Centro de Ciências Agrárias] e, no caminho, nos chamou atenção aquele fungo grande e rosado crescendo em uma aroeira. Realizei a coleta (que consiste em, além de coletar o material, coletar informações sobre substrato) e fiz algumas fotografias”, revelou Thiago Kossmann, mestrando no Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas (PPGFAP).

Ao tentar identificar o material, o pesquisador percebeu que a espécie possuía características únicas, como esporos bastante grandes para o gênero, assim como dois tipos de cistídios. “Quando comparado com as descrições de espécies do mesmo gênero, observamos que as características não batiam com nenhuma delas, o que indicava que se tratava de uma espécie nova. Então realizamos um trabalho cuidadoso de comparação com as outras espécies existentes do mesmo gênero, assim como de espécies de fungos poliporoides descritas para manguezais, para nos certificarmos de que se trata de fato de uma espécie nova”, explicou Thiago.

Além das análises morfológicas, também foram realizadas análises moleculares, a partir das sequências de DNA, para reconstruir filogenias, que determinam a história evolutiva das espécies e suas relações filogenéticas. Essas análises filogenéticas servem tanto para corroborar que se trata de uma espécie distinta das outras até então descritas, quanto para entender essas relações e ajudar a classificá-las.

A espécie recebeu o nome Trichaptum fissile (‘fissile’, em latim, significa ‘algo que se fende ou que se parte’). “Esse nome foi escolhido pois, com o tempo, os basidiomas dos indivíduos da espécie começam a apresentar rachaduras na superfície himenial (na região onde ficam os poros, e onde são produzidos os esporos), o que é possível de observar na foto”, afirma o pesquisador.

O fungo é encontrado em manguezais e arredores, ocorrendo nas árvores do mangue – Avicennia schaueriana (mangue-preto) e Laguncularia racemosa (mangue-branco) – e em aroeiras (Schinus terebinthifolius). É notável pelo seu tamanho, podendo chegar a 30 centímetros e apresenta coloração em tons de rosa.

Espécie já se encontra ameaçada de extinção

Embora recém-descoberta, a espécie já se encontra ameaçada de extinção por ocorrer exclusivamente associada aos mangues. Estima-se que possa haver uma redução populacional de 30% a 40% nos próximos 30 anos, devido ao aumento do nível do mar causado pelas mudanças climáticas, o que empurraria os manguezais cada vez mais para a terra. “Em boa parte da costa brasileira, os manguezais não teriam espaço para se expandir terra adentro devido à ocupação humana, bem como a elevação do mar provavelmente seria rápida demais para permitir uma resposta nesse nível”, destacou Thiago.
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Série de vídeos sobre ciência de professores e pesquisadores do CCB alcança 11 mil visualizações

07/08/2020 10:59

Professores e pesquisadores do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com o Projeto Imagine, lançaram uma série de vídeos sobre a ciência por trás da pandemia do novo coronavírus. Dirigida principalmente a professores da educação básica, a série iniciada em 7 de maio deste ano contou com quatro temporadas e 31 episódios.

As explicações, acerca de temas como vacinas, testes diagnósticos, medicamentos e o mundo dos vírus, foram dadas por especialistas em diversas áreas científicas, de forma acessível, e ajudaram a esclarecer aspectos fundamentais da atual pandemia. O último episódio foi ao ar no dia 7 de julho.

Ao completar três meses no ar, a série registrou mais de 11 mil visualizações. A iniciativa contou com apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em Santa Catarina (SBPC/SC) e do 1º Seminário Catarinense – Escola é Lugar de Ciência, realizado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Para assistir aos vídeos, acesse o canal do Projeto Imagine no Youtube.

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Série de vídeos do Projeto Imagine sobre ciência na pandemia será transmitida na TV UFSC

01/06/2020 08:38

O Projeto Imagine estabeleceu uma parceria com a TV UFSC para que sua nova série de vídeos, sobre a ciência que está por trás da pandemia Covid-19, entre na programação da emissora. Em parceria com professores e pesquisadores do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, o projeto Imagine lançou no dia 7 de maio uma série de vídeos educacionais, chamada “A ciência na pandemia”. O objetivo é produzir material de apoio para professores e professoras da educação básica, interessados em obter conhecimento científico confiável nesse momento de Covid-19, além de também atender a um público interessado em ciência de qualidade.

A equipe de cientistas da UFSC acredita que, na volta às aulas ou mesmo antes, profissionais da educação enfrentarão a necessidade de tratar, com seus alunos e também com a sociedade na qual estão inseridos, de temas científicos diversos relacionados à pandemia, que ainda não constam nos livros didáticos. Desde a compreensão sobre o que são e como se espalham os vírus, até o funcionamento dos testes de diagnóstico que aparecem na televisão, passando pela realidade dos estudos sobre medicamentos que poderão vir a ser usados para prevenir e tratar a Covid-19.

A iniciativa conta com apoio da Secretaria Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência de Santa Catarina (SBPC-SC) e do Seminário Catarinense “Escola é Lugar de Ciência”. O Projeto Imagine da UFSC, articulador dessa iniciativa, se dedica à popularização científica em escolas rurais e indígenas desde 2013.

Seguem os horários dos vídeos a partir de segunda-feira, 1º de junho.
– Segunda das 20h  às 20h30
– Quarta das 23h às 23h30
– Domingo das 10h às 10h30

Os vídeos  podem ser assistidos diretamente do canal do Projeto Imagine no YouTube.

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Laboratório da UFSC monitora caravelas e medusas, as chamadas águas-vivas, populares no verão de SC

07/01/2020 11:45

 

Medusa Chrysaora lactea, na Ilha do Campeche. Foto: Ruan Luz

O Laboratório de Biodiversidade Marinha da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolve um projeto de monitoramento de caravelas e medusas, animais popularmente denominados de águas-vivas e que podem causar milhares de acidentes no verão catarinense. Os principais objetivos da atividade são identificar as espécies predominantes, obter dados mais precisos sobre a sazonalidade e abundância desses animais, bem como acerca dos eventuais “blooms” (surtos de crescimento rápido e sem controle no meio aquático).

O projeto foi iniciado em dezembro de 2019 e envolve a identificação e quantificação de caravelas e medusas encalhadas em praias de Florianópolis. A ação será realizada ao menos duas vezes por mês, por dois anos. Alguns monitoramentos também são promovidos em Imbituba e em São Francisco do Sul, também no litoral catarinense.

A medusa Chrysaora lactea. Foto: Alberto Lindner

Entre janeiro e março de 2020, a atividade ainda ocorrerá nas praias do Rincão, em Santa Catarina, e do Cassino, no Rio Grande do Sul, pelas equipes da professora Mainara Figueiredo Cascaes, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), e do professor Renato Nagata, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), respectivamente. Pela UFSC, participam os estudantes Roberta Elis e Pedro de Oliveira, do curso de graduação em Biologia, a mestranda Mariana Mazza, do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Ecologia, e a pós-doutoranda Renata Arantes, do PPG em Oceanografia.
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Pesquisadores da UFSC alertam sobre riscos em decorrência de dragagem no Norte da Ilha 

08/10/2019 12:37

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgaram uma carta aberta, na segunda-feira, dia 7 de outubro, na qual alertam sobre os riscos em decorrência das dragagens para o engordamento da praia de Canasvieiras, em Florianópolis. O documento afirma que a sociedade civil e as instituições da região não tiveram conhecimento “se todos os requisitos ambientais foram atendidos para garantir um processo com segurança”.

Os professores Paulo Antunes Horta e Leonardo Rorig, coordenadores do Laboratório de Ficologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB), chamam a atenção para as possíveis consequências da atividade na área. Segundo os pesquisadores, o processo pode induzir a ocorrência de maré vermelha e causar prejuízos para a economia da região, que tem entre as principais fontes de renda a pesca e a maricultura.

A maré vermelha trata-se de um fenômeno natural e esporádico que consiste em um pico de crescimento de microalgas (fitoplâncton) em determinadas áreas, fazendo com que a cor da água se altere para tons de amarelo, vermelho ou alaranjado. Essas microalgas produzem toxinas que contaminam os moluscos, impossibilitando o comércio ao consumidor.

A carta aberta publicada na segunda-feira salienta que os bancos de areia no Norte da Ilha já foram palco de inúmeros eventos de floração de algas nocivas que potencialmente deixaram cistos (“sementes”) na região. O texto reforça que a legislação ambiental demanda a realização de análises prévias para garantir a segurança de empreendimentos dessa natureza. O fato de a jazida estar a cerca de um quilômetro da costa potencializa ainda mais os riscos. 
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Nota de falecimento: professora Maria Márcia Imenes Ishida

23/07/2019 11:11

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento da professora Maria Márcia Imenes Ishida, aposentada do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) do Centro de Ciências Biológicas (CCB), ocorrido na segunda-feira, dia 22 de julho.

A professora Márcia, como era chamada, foi a primeira coordenadora do Curso de Ciências Biológicas, na modalidade a distância, e muito contribuiu para a formação de estudantes em diversos polos: Araranguá, Canoinhas e Tubarão (SC) e Pato Branco (PR). Em adição, atuou no ensino de Parasitologia para alunos de diversos cursos, em pesquisa na área de Parasitologia e na extensão, em áreas indígenas.

Com informações da Direção do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

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Simpósio de Integração das Pós-graduações do CCB debate dez anos do Lameb

29/11/2018 16:41

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foi em um ambiente de celebração que iniciou a sexta edição do Simpósio de Integração das Pós-graduações (VI SIP) do Centro de Ciências Biológicas (CCB). No entardecer de 28 de novembro, um grande público reuniu-se no auditório Garapuvu, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O espírito comemorativo que tomou conta da abertura do evento era decorrente do tema da abertura do VI SIP: o primeiro decênio do Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia (Lameb),

O Lameb é hoje referência local e nacional em laboratórios multiusuário. Com possibilidade de desenvolver pesquisas por 24 horas ininterruptas durante todos os dias da semana, o laboratório apresenta equipe técnica qualificada para auxiliar em pesquisas e análises de dados, e atende cerca de 600 usuários, que realizam pesquisas científicas em nível de graduação e pós-graduação em equipamentos complexos e pouco comuns em estruturas públicas com amplo acesso.

As atividades científicas desenvolvidas junto ao Lameb são abertas aos pesquisadores de toda a comunidade universitária, de modo ao laboratório atender atualmente estudos de cerca de 30 programas de pós-graduação. Nesses 10 primeiros anos de atividade, o Lameb foi o local de pesquisa de, pelo menos, 250 artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais.
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Laboratório da UFSC celebra dez anos de existência em evento científico

06/11/2018 17:03

Criado no ano de 2008, o Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia (Lameb) está vinculado ao Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC. Em comemoração ao seu décimo aniversário será realizado o evento científico “LAMEB 10 Anos”, que ocorre junto com o VI Simpósio de Integração das Pós-Graduações do CCB (VI SIP) nos dias 28, 29 e 30 de novembro de 2018.

Durante o evento, estudantes de graduação e de pós-graduação são bem-vindos para exporem seus trabalhos científicos através de exposição de banner ou apresentação oral. Além de minicursos, palestras e mesa de discussão de assuntos de atual relevância. O evento integrará os discentes e docentes dos diferentes programas, permitindo a expansão da colaboração entre cientistas, favorecendo a multidisciplinaridade na pesquisa acadêmica mediante colaborações possíveis, dado o caráter multidisciplinar do evento.
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CCB promove curso online para estudantes de graduação sobre manejo de animais de laboratório

16/03/2018 16:57

O Centro de Ciências Biológicas (CCB) promove a terceira edição do Curso Online de Manejo de Animais de Laboratório para Alunos de Graduação, com inscrições abertas de 14 de março a 13 de julho de 2018. As inscrições são gratuitas e o curso dá direito a certificado de 21 horas.

A atividade é organizada pelos professores Carlos Tonussi, Cilene de Oliveira e pela médica veterinária Luciana Honorato, do CCB, e cumpre a exigência da Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA/UFSC) para alunos que irão participar de projetos de pesquisa envolvendo animais vertebrados.

 

Mais informações:
(48) 3721-2479
Site para inscrições

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Pesquisadoras da UFSC estudam bactérias na Antártica

20/02/2017 21:41
Carolina e Giulia. (Foto: Renato Gamba Romano)

Carolina e Giulia. (Foto: Renato Gamba Romano)

Duas estudantes de Agronomia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Carolina Alves Fernandes e Giulia Fabrin Scussel, estiveram na Antártica por 24 dias, entre janeiro e fevereiro, participando de uma pesquisa sobre as bactérias presentes naquele ambiente e sua ligação com as mudanças climáticas que acontecem no planeta. As alunas trouxeram as amostras coletadas para a Universidade, para serem analisadas. A pesquisa é realizada por meio do Laboratório de Ecologia Molecular e Extremófilos (LEMEx), do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB), sob a coordenação do professor Rubens Duarte.

O projeto é o Microsfera – A Vida microbiana na Criosfera Antártica: mudanças climáticas, e bioprospecção, que tem como objetivos estudar as bactérias da Antártica e verificar se esses micro-organismos podem fornecer informações sobre mudanças climáticas. É coordenado pela professora Vivian Pellizari, do departamento de Oceanografia Biológica do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), com a participação de muitos outros docentes, entre eles o professor Rubens Duarte. “A ideia é que as bactérias respondem muito rapidamente às mudanças do clima e ambientais, adaptando seu metabolismo de forma a se adequar ao frio, ciclos de congelamento e descongelamento, aos períodos de muita luz ou de escuridão (verão e inverno antártico, respectivamente) etc. Quando há mudanças no clima, numa escala de vários anos, as bactérias do ambiente também mudam: algumas espécies aparecem, outras continuam no ambiente e outras somem”, explica o professor Rubens.

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

Para irem à Antártica, as estudantes precisaram se preparar no Rio de Janeiro, em agosto de 2016, onde estiveram durante uma semana realizando atividades físicas, provas de resistência, preparação de trabalho em equipe com a supervisão de psicólogos e assistindo a palestras sobre o que iriam enfrentar. “Lá conhecemos o pessoal que trabalha no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), da Marinha do Brasil, e recebemos orientações sobre vestimentas, o que levar, entre outras informações”, explica Giulia. O treinamento é oferecido a todos os pesquisadores que participam do programa.

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

Carolina e Giulia ficaram alojadas na base Professor Julio Escudero, do Instituto Antártico Chileno (Inach). “A presença das pesquisadoras nessa base deveu-se ao fato da estação científica brasileira Comandante Ferraz estar em obras, após o incêndio que destruiu 80% da sua estrutura em 2012”, detalha o professor Rubens. Além disso, ele ressalta, “a área de coleta dos solos e do gelo fica bem próximo à base chilena”. As alunas coletaram amostras de solo e gelo das geleiras, que ficaram guardadas em freezers do navio do Proantar, para chegarem congeladas ao Brasil, garantindo que não haja distúrbios nas bactérias durante o transporte.

Carolina explica que as coletas foram realizadas no solo do recuo da Geleira Collins e de blocos de gelo. “As amostras nos ajudarão a realizar estudos da comunidade microbiana e sua biodiversidade, além de realizar o levantamento de dados sobre os organismos adaptados a sobreviver em um ecossistema frio, seco, oligotrófico e com grandes flutuações de temperatura, especialmente na Península Antártica, um dos ambientes que mais sofre os efeitos das mudanças climáticas”, salienta a pesquisadora. “Queremos saber como essas mudanças podem exercer pressões seletivas nos microrganismos, como ocorre a sucessão microbiana no recuo de geleira e qual a sua contribuição nos ciclos biogeoquímicos, e como essa reativação das comunidades microbianas através da exposição do solo podem influenciar o efeito estufa”, explica.

Rotina e experiências

Base onde as pesquisadoras da UFSC ficaram alojadas.  (Foto: Carolina Fernandes)

Base onde as pesquisadoras da UFSC ficaram alojadas.
(Foto: Carolina Fernandes)

Em sua temporada no continente congelado, Carolina e Giulia trabalharam em uma equipe que contava também com a participação de Renato Gamba Romano, graduando em Oceanografia da USP e Antônio Calvo, alpinista profissional contratado pelo Proantar. O grupo tinha uma rotina definida e marcada pelo clima e compromissos dos demais pesquisadores. Elas explicam que a região onde estavam tem variações climáticas constantes, com mudanças muito drásticas e bruscas. “Definíamos a rotina um dia antes, geralmente na parte da noite. Sentávamos com o grupo de brasileiros que estava conosco e, com a previsão do tempo em mãos, planejávamos os próximos passos da pesquisa. Junto com o alpinista, era decidido quem sairia a campo e quem ficaria no laboratório”, relata Giulia. Carolina complementa que as coletas duravam praticamente o dia todo, as pesquisadoras caminhavam muitos quilômetros, quebravam gelo, carregavam muitas amostras e em algumas saídas contavam com o apoio de transporte e em outras não.

(Foto: Carolina Fernandes)

(Foto: Carolina Fernandes)

Durante o período na Antártica, as pesquisadoras da UFSC fizeram sete saídas a campo. Nos dias em que não era possível realizar coletas (pelo mau tempo ou outros fatores de logística) as alunas se dedicavam aos trabalhos internos no laboratório da estação, como a realização de processos de filtragem de gelo e preparação e esterilização de materiais utilizados na coleta.

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

“Nas horas vagas tínhamos a oportunidade de conhecer novos pontos da Antártica que não eram os de coleta, enriquecíamos a nossa experiência fazendo novas amizades com pessoas de outros países, conhecendo outros projetos de pesquisa e trocando informações. Tirávamos um tempinho para leitura e também para a diversão jogando ping-pong e assistindo a filmes e vídeos em espanhol com o pessoal da base”, complementa Carolina.

Giulia conta que, na ilha onde estavam, as mudanças climáticas eram muito evidentes. “É onde a temperatura mais aumentou. Não tenho um parâmetro de comparação, para saber como eram nos anos anteriores. Mas percebe-se grandes áreas de degelo e, conversando com outros pesquisadores, nota-se grande preocupação sobre o efeito do aquecimento climático nas espécies que vivem naquela área”, ressalta.

Carolina relata que, entre os pesquisadores da região, a preocupação com o aquecimento global e o degelo consequente dessas mudanças climáticas é uma constante. “Presenciamos uma frequência grande de chuva. Ao caminhar até os locais de coleta era possível observar como o cenário e a paisagem sofrem alterações típicas dessa época do verão, além do elevado processo de retração da geleira estudada. Muitos pesquisadores realizam estudos em áreas diferentes, porém com o mesmo propósito de entender como a dinâmica na Antártica está ligada às mudanças climáticas do nosso planeta. Ainda há muitos experimentos, análises e estudos a serem realizados para que possamos obter as respostas necessárias para essa questão. A Antártica é uma das regiões mais envolvidas nos debates sobre os efeitos de mudanças climáticas e ainda há muito o que ser estudado”, salienta.

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

As experiências no continente gelado foram marcantes para as duas pesquisadoras. Tanto pela descoberta de um novo ambiente como pelo autoconhecimento de viver em um local sem acesso a muitas facilidades da vida moderna, como um banho demorado, a proximidade aos amigos e familiares, a escolha da alimentação.

Mesmo com algumas dificuldades, estar na Antártica foi algo inesquecível para as alunas: “realizar pesquisa a campo no lugar mais inóspito, mais frio, mais seco, mais alto, mais ventoso, mais desconhecido e o mais preservado de todos os continentes é incrível! Desejo que essa experiência seja a porta de entrada para novas oportunidades de pesquisa nessa área. E como lição de vida, foi a superação de muitos limites, se ver tão pequeno em meio a imensidão, poder ouvir a si mesma e a natureza e apenas isso por horas, perceber como o planeta é grande e o quanto é possível quebrar as barreiras da distância. Eu percebi o quanto sou capaz de fazer coisas que jamais imaginei e quantas outras ainda estão por vir! Conheci pessoas maravilhosas, pesquisas e projetos incríveis, vivenciei outras culturas e fiz muitas amizades, sendo que algumas serão para a vida inteira. Até participei de uma maratona no continente gelado! A Antártica é o continente dos superlativos, e posso dizer que foi um novo marco na minha vida”, conta Carolina.

 

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista da Agecom/UFSC
agecom@contato.ufsc.br

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Centros de Ensino e Cursos da UFSC posicionam-se sobre manifestações estudantis

22/11/2016 11:56

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) atualmente tem três Centros de Ensino ocupados, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), o Centro de Ciências da Educação (CED) e o Centro de Comunicação e Expressão (CCE). O Colégio de AplicaçãoCentro de Ciências Biológicas (CCB), o Centro Socioeconômico (CSE) e parte do prédio do Departamento de Arquitetura (CTC) estão parcialmente ocupados. No CSE, aulas foram suspensas na segunda e terça-feira (21 e 22/11) em virtude de conflitos entre grupos de alunos favoráveis e contrários à ocupação.

Diversos cursos divulgaram manifestações de grupos de professores em apoio às manifestações estudantis. Professores dos Departamentos de Artes Cênicas, Jornalismo, Língua e Literatura Vernáculas, Letras Estrangeiras, Serviço Social, entre outros pronunciaram-se por meio de carta aberta. Também posicionaram-se professores do CCB e do CFH. Professores ligados à Comissão de Mobilização dos Docentes da UFSC deliberaram em assembleia na última quinta-feira, 17, favoráveis a um acampamento e vigília em frente ao prédio da Reitoria. O acampamento está montado de 22 a 25 de novembro. Discentes de cursos de graduação e pós-graduação também publicaram cartas abertas.

O Departamento de Sociologia e Ciência Política, do CFH, posicionou-se contrário à ocupação do Centro em nota.

Todas as manifestações e ocupações estudantis são contrárias à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 55, que tramita no Senado e terá votação em 1º turno na próxima terça-feira, dia 29. Também são contrárias a outras iniciativas do governo federal, como a Medida Provisória de reforma do Ensino Médio, a PEC da Escola Sem Partido e a PEC 65, do licenciamento ambiental.

O reitor Luiz Cancellier reuniu-se com diretores dos Centros de Ensino e no Colégio de Aplicação na manhã de terça-feira (22) para tratar das ocupações.

Agenda de debates

A Comissão de Mobilização Unificada UFSC, formada por docentes, técnicos e estudantes, divulgou uma agenda de assembleias e debates nesta semana, que culmina em um dia de paralisação geral na sexta-feira, dia 25.

Dia Hora Evento Local Organização
22/11 Terça-feira 12h Assembleia de Estudantes da Pós-Graduação Centro de Convivência Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina
23/11 Quarta-feira 12h30 Assembleia Geral Universitária Hall da Reitoria Comissão de Mobilização Unificada UFSC
24/11 Quinta-feira 9h Assembleia dos Técnicos Administrativos em Educação Reitoria Sintufsc
14h30 Assembleia Docente Praça da Cidadania Andes/UFSC
25/11 Sexta-feira Paralisação Geral Nacional

 

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista da Agecom / UFSC

Tags: CCBCentro de Ciências Biológicas (CCB)Centro de Comunicação e ExpressãoCSEOcupaçõesPEC 241PEC 55UFSC

Seminários ‘Science Club’ todas as quartas-feiras do semestre

15/04/2016 15:10

Programa de apresentação de seminários que visa apresentar os trabalhos de pesquisa e extensão que estão sendo desenvolvidos no Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS). Esse é o “Science Club”, que ocorre todas as quartas-feiras, das 11h às 12h, na sala 508 do Centro de Ciências Biológicas (CCB). Os seminários têm duração de uma hora, da qual 40 minutos, aproximadamente, são para apresentações, e cerca de 20, para perguntas.

Docentes, pesquisadores de pós-doutorado e pós-graduandos comporão os convidados para as atividades semestrais, que têm como objetivo a divulgação dos trabalhos de pesquisa do CFS. “Nossas pesquisas são muito heterogêneas e, em sua maioria, voltadas ao uso de modelos experimentais pré-clínicos; por isso não há como sintetizar as informações, e esse é o objetivo do “Science Club”. Nosso Departamento possui docentes credenciados em diversos programas de pós-graduação do CCB, como Neurociências, Ciências Fisiológicas e Farmacologia, além do CCS e do CTC, e contemplam pesquisas nas áreas de metabolismo, endocrinologia, neurofisiologia, neurocomportamento, cardiologia, sistemas reprodutivos, entre outras”, especificou Alex Rafacho, coordenador do evento.
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Tags: 'Science Club'Apresentação de semináriosCentro de Ciências Biológicas (CCB)Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS)

Rede Sisbiota-Mar lança vídeo sobre pesquisas no ambiente marinho

16/03/2016 17:00

SisbiotaA Rede Nacional de Pesquisa em Biodiversidade Marinha (Sisbiota-Mar) apresentará, para a comunidade universitária, o vídeo “Rede Sisbiota-Mar: um mergulho nos recifes brasileiros”, produzido com imagens feitas por seus pesquisadores durante expedições científicas pela costa brasileira. A exibição está prevista para a próxima segunda-feira, dia 21, às 13h, no Laboratório Morfofuncional do Centro de Ciências Biológicas (CCB). Em seguida, haverá um debate sobre o ambiente marinho e sua preservação. O evento é gratuito e aberto ao público.

O vídeo foi produzido no âmbito de um projeto de extensão de divulgação científica, com o objetivo divulgar, para o público em geral, as pesquisas da Rede Sisbiota-Mar e seu trabalho no sentido da conservação do ambiente marinho brasileiro. Foi elaborado e editado pela estudante de Ciências Biológicas e bolsista de extensão da UFSC, Débora Ferrari da Silva, com a supervisão do professor Sergio Floeter, coordenador da Rede. A narração é do professor Alberto Lindner. O vídeo está disponível online e tem legenda em inglês.

Sobre a Rede Sisbiota-Mar

A criação da Rede Sisbiota-Mar permitiu que estudos antes realizados de forma separada por cada universidade fossem integrados e envolvessem toda a costa brasileira. São sete universidades envolvidas, sendo a sede do projeto na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Cerca de 30 pesquisadores participantes se reúnem periodicamente, planejam e executam os estudos nas três linhas de pesquisa principais — ecologia, conectividade genética e prospecção de substâncias químicas de organismos marinhos.Os pesquisadores padronizaram a linguagem, criando uma linearidade nos trabalhos que permite comparar os resultados com mais facilidade. Um avanço destacado pela equipe é a descoberta de que recifes isolados ou realmente protegidos da pesca no Brasil possuem mais peixes grandes do que locais próximos à costa ou desprotegidos, além da existência de alguns organismos fixos no fundo do mar que produzem substâncias químicas que podem ser usadas como medicamentos.

Mais informações no site.

O que: Apresentação do vídeo “Rede Sisbiota-Mar: um mergulho nos recifes brasileiros”.
Data: 21 de março de 2016, segunda-feira.
Horário: 13h
Local: Laboratório Morfofuncional (CCB – Setor F – Prédio Fritz Müller Térreo – Sala 10B)

Tags: CCBCentro de Ciências Biológicas (CCB)Rede Sisbiota-MarUFSC

Direção do CCB faz ação no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

11/09/2015 15:40

A equipe da direção do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, na quinta-feira, 10 de setembro, Dia Internacional de Prevenção ao Suicídio, uma ação de conscientização sobre o tema. Os diretores e técnicos utilizaram camisetas do movimento mundial “Setembro Amarelo”, visando ampliar a prevenção sobre esta que é a segunda maior causa mundial de morte entre pessoas na faixa etária de 15 a 29 anos. O objetivo geral do campanha é reduzir o número de incidências em 10% até 2020 no mundo todo.

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Responsável pela criação da campanha, a International Association for Suicide Prevention – IASP (Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio) aponta que o objetivo da data é estimular a discussão sobre o assunto, preparando as pessoas a desempenharem um papel de suporte às vítimas em potencial. A iniciativa envolve entidades de âmbito nacional e internacional, como a Associação Médica Brasileira (AMB), Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNP), Cruz Vermelha, Centro de Valorização da Vida (CVV) e o Exército Brasileiro.

Estão previstas atividades em todo o país durante o mês: em Florianópolis, dia 20, ocorrerá uma passeata às 15h, na avenida Beira-Mar, e, no dia 22, a Secretaria Municipal de Saúde ministrará um curso de capacitação para profissionais da área.

Segundo o vice-diretor do CCB e coordenador científico da Associação Catarinense de Psiquiatria, Tadeu Lemos, a falta de discussão sobre o tema impede que informações preventivas cheguem às potenciais vítimas, que “sofrem com a ignorância, o preconceito e a discriminação”. Transtornos mentais como a depressão, somados ao consumo de entorpecentes, estão entre as principais causas do suicídio, que podem ser tratadas mediante atendimento médico e apoio de pessoas próximas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o suicídio é responsável pela morte de 800 mil pessoas ao ano – com 86% dos casos incidindo em países em desenvolvimento. A maior parte das vítimas são adolescentes e adultos, na faixa etária entre 15 e 44 anos. O relatório de prevenção da OMS aponta que, globalmente, o suicídio corresponde a 50% das mortes violentas entre homens e a 78% entre as mulheres.

A cartilha oficial da campanha do “Setembro Amarelo” contém as principais informações relacionadas à prevenção ao suicídio, além de indicar os cuidados relacionados a ele. Instituições de saúde, serviços de pronto atendimento e CVVs são entidades que podem prestar auxílio às vítimas em potencial.

Na foto os professores Tadeu e Sônia diretores do CCB

Na foto os professores Tadeu e Sônia diretores do CCB

Gabriel Daros Lourenço / Estagiário de Jornalismo / DGC / UFSC
g.daros@ufsc.br

Tags: Centro de Ciências Biológicas (CCB)Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio