Pesquisador da UFSC descobre nova espécie de fungo nos manguezais de Florianópolis

21/02/2021 13:03

Um pesquisador do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificou uma nova espécie de fungo orelha-de-pau nos manguezais de Florianópolis. A primeira coleta, que deu início ao processo de descoberta, foi realizada em março de 2018 nas dependências da Universidade. “Eu estava indo com um colega ao CCA [Centro de Ciências Agrárias] e, no caminho, nos chamou atenção aquele fungo grande e rosado crescendo em uma aroeira. Realizei a coleta (que consiste em, além de coletar o material, coletar informações sobre substrato) e fiz algumas fotografias”, revelou Thiago Kossmann, mestrando no Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas (PPGFAP).

Ao tentar identificar o material, o pesquisador percebeu que a espécie possuía características únicas, como esporos bastante grandes para o gênero, assim como dois tipos de cistídios. “Quando comparado com as descrições de espécies do mesmo gênero, observamos que as características não batiam com nenhuma delas, o que indicava que se tratava de uma espécie nova. Então realizamos um trabalho cuidadoso de comparação com as outras espécies existentes do mesmo gênero, assim como de espécies de fungos poliporoides descritas para manguezais, para nos certificarmos de que se trata de fato de uma espécie nova”, explicou Thiago.

Além das análises morfológicas, também foram realizadas análises moleculares, a partir das sequências de DNA, para reconstruir filogenias, que determinam a história evolutiva das espécies e suas relações filogenéticas. Essas análises filogenéticas servem tanto para corroborar que se trata de uma espécie distinta das outras até então descritas, quanto para entender essas relações e ajudar a classificá-las.

A espécie recebeu o nome Trichaptum fissile (‘fissile’, em latim, significa ‘algo que se fende ou que se parte’). “Esse nome foi escolhido pois, com o tempo, os basidiomas dos indivíduos da espécie começam a apresentar rachaduras na superfície himenial (na região onde ficam os poros, e onde são produzidos os esporos), o que é possível de observar na foto”, afirma o pesquisador.

O fungo é encontrado em manguezais e arredores, ocorrendo nas árvores do mangue – Avicennia schaueriana (mangue-preto) e Laguncularia racemosa (mangue-branco) – e em aroeiras (Schinus terebinthifolius). É notável pelo seu tamanho, podendo chegar a 30 centímetros e apresenta coloração em tons de rosa.

Espécie já se encontra ameaçada de extinção

Embora recém-descoberta, a espécie já se encontra ameaçada de extinção por ocorrer exclusivamente associada aos mangues. Estima-se que possa haver uma redução populacional de 30% a 40% nos próximos 30 anos, devido ao aumento do nível do mar causado pelas mudanças climáticas, o que empurraria os manguezais cada vez mais para a terra. “Em boa parte da costa brasileira, os manguezais não teriam espaço para se expandir terra adentro devido à ocupação humana, bem como a elevação do mar provavelmente seria rápida demais para permitir uma resposta nesse nível”, destacou Thiago.
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Série de vídeos sobre ciência de professores e pesquisadores do CCB alcança 11 mil visualizações

07/08/2020 10:59

Professores e pesquisadores do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com o Projeto Imagine, lançaram uma série de vídeos sobre a ciência por trás da pandemia do novo coronavírus. Dirigida principalmente a professores da educação básica, a série iniciada em 7 de maio deste ano contou com quatro temporadas e 31 episódios.

As explicações, acerca de temas como vacinas, testes diagnósticos, medicamentos e o mundo dos vírus, foram dadas por especialistas em diversas áreas científicas, de forma acessível, e ajudaram a esclarecer aspectos fundamentais da atual pandemia. O último episódio foi ao ar no dia 7 de julho.

Ao completar três meses no ar, a série registrou mais de 11 mil visualizações. A iniciativa contou com apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em Santa Catarina (SBPC/SC) e do 1º Seminário Catarinense – Escola é Lugar de Ciência, realizado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Para assistir aos vídeos, acesse o canal do Projeto Imagine no Youtube.

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Série de vídeos do Projeto Imagine sobre ciência na pandemia será transmitida na TV UFSC

01/06/2020 08:38

O Projeto Imagine estabeleceu uma parceria com a TV UFSC para que sua nova série de vídeos, sobre a ciência que está por trás da pandemia Covid-19, entre na programação da emissora. Em parceria com professores e pesquisadores do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, o projeto Imagine lançou no dia 7 de maio uma série de vídeos educacionais, chamada “A ciência na pandemia”. O objetivo é produzir material de apoio para professores e professoras da educação básica, interessados em obter conhecimento científico confiável nesse momento de Covid-19, além de também atender a um público interessado em ciência de qualidade.

A equipe de cientistas da UFSC acredita que, na volta às aulas ou mesmo antes, profissionais da educação enfrentarão a necessidade de tratar, com seus alunos e também com a sociedade na qual estão inseridos, de temas científicos diversos relacionados à pandemia, que ainda não constam nos livros didáticos. Desde a compreensão sobre o que são e como se espalham os vírus, até o funcionamento dos testes de diagnóstico que aparecem na televisão, passando pela realidade dos estudos sobre medicamentos que poderão vir a ser usados para prevenir e tratar a Covid-19.

A iniciativa conta com apoio da Secretaria Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência de Santa Catarina (SBPC-SC) e do Seminário Catarinense “Escola é Lugar de Ciência”. O Projeto Imagine da UFSC, articulador dessa iniciativa, se dedica à popularização científica em escolas rurais e indígenas desde 2013.

Seguem os horários dos vídeos a partir de segunda-feira, 1º de junho.
– Segunda das 20h  às 20h30
– Quarta das 23h às 23h30
– Domingo das 10h às 10h30

Os vídeos  podem ser assistidos diretamente do canal do Projeto Imagine no YouTube.

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Laboratório da UFSC monitora caravelas e medusas, as chamadas águas-vivas, populares no verão de SC

07/01/2020 11:45

 

Medusa Chrysaora lactea, na Ilha do Campeche. Foto: Ruan Luz

O Laboratório de Biodiversidade Marinha da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolve um projeto de monitoramento de caravelas e medusas, animais popularmente denominados de águas-vivas e que podem causar milhares de acidentes no verão catarinense. Os principais objetivos da atividade são identificar as espécies predominantes, obter dados mais precisos sobre a sazonalidade e abundância desses animais, bem como acerca dos eventuais “blooms” (surtos de crescimento rápido e sem controle no meio aquático).

O projeto foi iniciado em dezembro de 2019 e envolve a identificação e quantificação de caravelas e medusas encalhadas em praias de Florianópolis. A ação será realizada ao menos duas vezes por mês, por dois anos. Alguns monitoramentos também são promovidos em Imbituba e em São Francisco do Sul, também no litoral catarinense.

A medusa Chrysaora lactea. Foto: Alberto Lindner

Entre janeiro e março de 2020, a atividade ainda ocorrerá nas praias do Rincão, em Santa Catarina, e do Cassino, no Rio Grande do Sul, pelas equipes da professora Mainara Figueiredo Cascaes, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), e do professor Renato Nagata, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), respectivamente. Pela UFSC, participam os estudantes Roberta Elis e Pedro de Oliveira, do curso de graduação em Biologia, a mestranda Mariana Mazza, do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Ecologia, e a pós-doutoranda Renata Arantes, do PPG em Oceanografia.
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Pesquisadores da UFSC alertam sobre riscos em decorrência de dragagem no Norte da Ilha 

08/10/2019 12:37

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgaram uma carta aberta, na segunda-feira, dia 7 de outubro, na qual alertam sobre os riscos em decorrência das dragagens para o engordamento da praia de Canasvieiras, em Florianópolis. O documento afirma que a sociedade civil e as instituições da região não tiveram conhecimento “se todos os requisitos ambientais foram atendidos para garantir um processo com segurança”.

Os professores Paulo Antunes Horta e Leonardo Rorig, coordenadores do Laboratório de Ficologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB), chamam a atenção para as possíveis consequências da atividade na área. Segundo os pesquisadores, o processo pode induzir a ocorrência de maré vermelha e causar prejuízos para a economia da região, que tem entre as principais fontes de renda a pesca e a maricultura.

A maré vermelha trata-se de um fenômeno natural e esporádico que consiste em um pico de crescimento de microalgas (fitoplâncton) em determinadas áreas, fazendo com que a cor da água se altere para tons de amarelo, vermelho ou alaranjado. Essas microalgas produzem toxinas que contaminam os moluscos, impossibilitando o comércio ao consumidor.

A carta aberta publicada na segunda-feira salienta que os bancos de areia no Norte da Ilha já foram palco de inúmeros eventos de floração de algas nocivas que potencialmente deixaram cistos (“sementes”) na região. O texto reforça que a legislação ambiental demanda a realização de análises prévias para garantir a segurança de empreendimentos dessa natureza. O fato de a jazida estar a cerca de um quilômetro da costa potencializa ainda mais os riscos. 
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Nota de falecimento: professora Maria Márcia Imenes Ishida

23/07/2019 11:11

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento da professora Maria Márcia Imenes Ishida, aposentada do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) do Centro de Ciências Biológicas (CCB), ocorrido na segunda-feira, dia 22 de julho.

A professora Márcia, como era chamada, foi a primeira coordenadora do Curso de Ciências Biológicas, na modalidade a distância, e muito contribuiu para a formação de estudantes em diversos polos: Araranguá, Canoinhas e Tubarão (SC) e Pato Branco (PR). Em adição, atuou no ensino de Parasitologia para alunos de diversos cursos, em pesquisa na área de Parasitologia e na extensão, em áreas indígenas.

Com informações da Direção do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

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Simpósio de Integração das Pós-graduações do CCB debate dez anos do Lameb

29/11/2018 16:41

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Foi em um ambiente de celebração que iniciou a sexta edição do Simpósio de Integração das Pós-graduações (VI SIP) do Centro de Ciências Biológicas (CCB). No entardecer de 28 de novembro, um grande público reuniu-se no auditório Garapuvu, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O espírito comemorativo que tomou conta da abertura do evento era decorrente do tema da abertura do VI SIP: o primeiro decênio do Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia (Lameb),

O Lameb é hoje referência local e nacional em laboratórios multiusuário. Com possibilidade de desenvolver pesquisas por 24 horas ininterruptas durante todos os dias da semana, o laboratório apresenta equipe técnica qualificada para auxiliar em pesquisas e análises de dados, e atende cerca de 600 usuários, que realizam pesquisas científicas em nível de graduação e pós-graduação em equipamentos complexos e pouco comuns em estruturas públicas com amplo acesso.

As atividades científicas desenvolvidas junto ao Lameb são abertas aos pesquisadores de toda a comunidade universitária, de modo ao laboratório atender atualmente estudos de cerca de 30 programas de pós-graduação. Nesses 10 primeiros anos de atividade, o Lameb foi o local de pesquisa de, pelo menos, 250 artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais.
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Laboratório da UFSC celebra dez anos de existência em evento científico

06/11/2018 17:03

Criado no ano de 2008, o Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia (Lameb) está vinculado ao Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC. Em comemoração ao seu décimo aniversário será realizado o evento científico “LAMEB 10 Anos”, que ocorre junto com o VI Simpósio de Integração das Pós-Graduações do CCB (VI SIP) nos dias 28, 29 e 30 de novembro de 2018.

Durante o evento, estudantes de graduação e de pós-graduação são bem-vindos para exporem seus trabalhos científicos através de exposição de banner ou apresentação oral. Além de minicursos, palestras e mesa de discussão de assuntos de atual relevância. O evento integrará os discentes e docentes dos diferentes programas, permitindo a expansão da colaboração entre cientistas, favorecendo a multidisciplinaridade na pesquisa acadêmica mediante colaborações possíveis, dado o caráter multidisciplinar do evento.
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CCB promove curso online para estudantes de graduação sobre manejo de animais de laboratório

16/03/2018 16:57

O Centro de Ciências Biológicas (CCB) promove a terceira edição do Curso Online de Manejo de Animais de Laboratório para Alunos de Graduação, com inscrições abertas de 14 de março a 13 de julho de 2018. As inscrições são gratuitas e o curso dá direito a certificado de 21 horas.

A atividade é organizada pelos professores Carlos Tonussi, Cilene de Oliveira e pela médica veterinária Luciana Honorato, do CCB, e cumpre a exigência da Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA/UFSC) para alunos que irão participar de projetos de pesquisa envolvendo animais vertebrados.

 

Mais informações:
(48) 3721-2479
Site para inscrições

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Pesquisadoras da UFSC estudam bactérias na Antártica

20/02/2017 21:41
Carolina e Giulia. (Foto: Renato Gamba Romano)

Carolina e Giulia. (Foto: Renato Gamba Romano)

Duas estudantes de Agronomia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Carolina Alves Fernandes e Giulia Fabrin Scussel, estiveram na Antártica por 24 dias, entre janeiro e fevereiro, participando de uma pesquisa sobre as bactérias presentes naquele ambiente e sua ligação com as mudanças climáticas que acontecem no planeta. As alunas trouxeram as amostras coletadas para a Universidade, para serem analisadas. A pesquisa é realizada por meio do Laboratório de Ecologia Molecular e Extremófilos (LEMEx), do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB), sob a coordenação do professor Rubens Duarte.

O projeto é o Microsfera – A Vida microbiana na Criosfera Antártica: mudanças climáticas, e bioprospecção, que tem como objetivos estudar as bactérias da Antártica e verificar se esses micro-organismos podem fornecer informações sobre mudanças climáticas. É coordenado pela professora Vivian Pellizari, do departamento de Oceanografia Biológica do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), com a participação de muitos outros docentes, entre eles o professor Rubens Duarte. “A ideia é que as bactérias respondem muito rapidamente às mudanças do clima e ambientais, adaptando seu metabolismo de forma a se adequar ao frio, ciclos de congelamento e descongelamento, aos períodos de muita luz ou de escuridão (verão e inverno antártico, respectivamente) etc. Quando há mudanças no clima, numa escala de vários anos, as bactérias do ambiente também mudam: algumas espécies aparecem, outras continuam no ambiente e outras somem”, explica o professor Rubens.

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

Para irem à Antártica, as estudantes precisaram se preparar no Rio de Janeiro, em agosto de 2016, onde estiveram durante uma semana realizando atividades físicas, provas de resistência, preparação de trabalho em equipe com a supervisão de psicólogos e assistindo a palestras sobre o que iriam enfrentar. “Lá conhecemos o pessoal que trabalha no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), da Marinha do Brasil, e recebemos orientações sobre vestimentas, o que levar, entre outras informações”, explica Giulia. O treinamento é oferecido a todos os pesquisadores que participam do programa.

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

Carolina e Giulia ficaram alojadas na base Professor Julio Escudero, do Instituto Antártico Chileno (Inach). “A presença das pesquisadoras nessa base deveu-se ao fato da estação científica brasileira Comandante Ferraz estar em obras, após o incêndio que destruiu 80% da sua estrutura em 2012”, detalha o professor Rubens. Além disso, ele ressalta, “a área de coleta dos solos e do gelo fica bem próximo à base chilena”. As alunas coletaram amostras de solo e gelo das geleiras, que ficaram guardadas em freezers do navio do Proantar, para chegarem congeladas ao Brasil, garantindo que não haja distúrbios nas bactérias durante o transporte.

Carolina explica que as coletas foram realizadas no solo do recuo da Geleira Collins e de blocos de gelo. “As amostras nos ajudarão a realizar estudos da comunidade microbiana e sua biodiversidade, além de realizar o levantamento de dados sobre os organismos adaptados a sobreviver em um ecossistema frio, seco, oligotrófico e com grandes flutuações de temperatura, especialmente na Península Antártica, um dos ambientes que mais sofre os efeitos das mudanças climáticas”, salienta a pesquisadora. “Queremos saber como essas mudanças podem exercer pressões seletivas nos microrganismos, como ocorre a sucessão microbiana no recuo de geleira e qual a sua contribuição nos ciclos biogeoquímicos, e como essa reativação das comunidades microbianas através da exposição do solo podem influenciar o efeito estufa”, explica.

Rotina e experiências

Base onde as pesquisadoras da UFSC ficaram alojadas.  (Foto: Carolina Fernandes)

Base onde as pesquisadoras da UFSC ficaram alojadas.
(Foto: Carolina Fernandes)

Em sua temporada no continente congelado, Carolina e Giulia trabalharam em uma equipe que contava também com a participação de Renato Gamba Romano, graduando em Oceanografia da USP e Antônio Calvo, alpinista profissional contratado pelo Proantar. O grupo tinha uma rotina definida e marcada pelo clima e compromissos dos demais pesquisadores. Elas explicam que a região onde estavam tem variações climáticas constantes, com mudanças muito drásticas e bruscas. “Definíamos a rotina um dia antes, geralmente na parte da noite. Sentávamos com o grupo de brasileiros que estava conosco e, com a previsão do tempo em mãos, planejávamos os próximos passos da pesquisa. Junto com o alpinista, era decidido quem sairia a campo e quem ficaria no laboratório”, relata Giulia. Carolina complementa que as coletas duravam praticamente o dia todo, as pesquisadoras caminhavam muitos quilômetros, quebravam gelo, carregavam muitas amostras e em algumas saídas contavam com o apoio de transporte e em outras não.

(Foto: Carolina Fernandes)

(Foto: Carolina Fernandes)

Durante o período na Antártica, as pesquisadoras da UFSC fizeram sete saídas a campo. Nos dias em que não era possível realizar coletas (pelo mau tempo ou outros fatores de logística) as alunas se dedicavam aos trabalhos internos no laboratório da estação, como a realização de processos de filtragem de gelo e preparação e esterilização de materiais utilizados na coleta.

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

“Nas horas vagas tínhamos a oportunidade de conhecer novos pontos da Antártica que não eram os de coleta, enriquecíamos a nossa experiência fazendo novas amizades com pessoas de outros países, conhecendo outros projetos de pesquisa e trocando informações. Tirávamos um tempinho para leitura e também para a diversão jogando ping-pong e assistindo a filmes e vídeos em espanhol com o pessoal da base”, complementa Carolina.

Giulia conta que, na ilha onde estavam, as mudanças climáticas eram muito evidentes. “É onde a temperatura mais aumentou. Não tenho um parâmetro de comparação, para saber como eram nos anos anteriores. Mas percebe-se grandes áreas de degelo e, conversando com outros pesquisadores, nota-se grande preocupação sobre o efeito do aquecimento climático nas espécies que vivem naquela área”, ressalta.

Carolina relata que, entre os pesquisadores da região, a preocupação com o aquecimento global e o degelo consequente dessas mudanças climáticas é uma constante. “Presenciamos uma frequência grande de chuva. Ao caminhar até os locais de coleta era possível observar como o cenário e a paisagem sofrem alterações típicas dessa época do verão, além do elevado processo de retração da geleira estudada. Muitos pesquisadores realizam estudos em áreas diferentes, porém com o mesmo propósito de entender como a dinâmica na Antártica está ligada às mudanças climáticas do nosso planeta. Ainda há muitos experimentos, análises e estudos a serem realizados para que possamos obter as respostas necessárias para essa questão. A Antártica é uma das regiões mais envolvidas nos debates sobre os efeitos de mudanças climáticas e ainda há muito o que ser estudado”, salienta.

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

(Foto: Giulia Scussel)

As experiências no continente gelado foram marcantes para as duas pesquisadoras. Tanto pela descoberta de um novo ambiente como pelo autoconhecimento de viver em um local sem acesso a muitas facilidades da vida moderna, como um banho demorado, a proximidade aos amigos e familiares, a escolha da alimentação.

Mesmo com algumas dificuldades, estar na Antártica foi algo inesquecível para as alunas: “realizar pesquisa a campo no lugar mais inóspito, mais frio, mais seco, mais alto, mais ventoso, mais desconhecido e o mais preservado de todos os continentes é incrível! Desejo que essa experiência seja a porta de entrada para novas oportunidades de pesquisa nessa área. E como lição de vida, foi a superação de muitos limites, se ver tão pequeno em meio a imensidão, poder ouvir a si mesma e a natureza e apenas isso por horas, perceber como o planeta é grande e o quanto é possível quebrar as barreiras da distância. Eu percebi o quanto sou capaz de fazer coisas que jamais imaginei e quantas outras ainda estão por vir! Conheci pessoas maravilhosas, pesquisas e projetos incríveis, vivenciei outras culturas e fiz muitas amizades, sendo que algumas serão para a vida inteira. Até participei de uma maratona no continente gelado! A Antártica é o continente dos superlativos, e posso dizer que foi um novo marco na minha vida”, conta Carolina.

 

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista da Agecom/UFSC
agecom@contato.ufsc.br

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Centros de Ensino e Cursos da UFSC posicionam-se sobre manifestações estudantis

22/11/2016 11:56

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) atualmente tem três Centros de Ensino ocupados, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), o Centro de Ciências da Educação (CED) e o Centro de Comunicação e Expressão (CCE). O Colégio de AplicaçãoCentro de Ciências Biológicas (CCB), o Centro Socioeconômico (CSE) e parte do prédio do Departamento de Arquitetura (CTC) estão parcialmente ocupados. No CSE, aulas foram suspensas na segunda e terça-feira (21 e 22/11) em virtude de conflitos entre grupos de alunos favoráveis e contrários à ocupação.

Diversos cursos divulgaram manifestações de grupos de professores em apoio às manifestações estudantis. Professores dos Departamentos de Artes Cênicas, Jornalismo, Língua e Literatura Vernáculas, Letras Estrangeiras, Serviço Social, entre outros pronunciaram-se por meio de carta aberta. Também posicionaram-se professores do CCB e do CFH. Professores ligados à Comissão de Mobilização dos Docentes da UFSC deliberaram em assembleia na última quinta-feira, 17, favoráveis a um acampamento e vigília em frente ao prédio da Reitoria. O acampamento está montado de 22 a 25 de novembro. Discentes de cursos de graduação e pós-graduação também publicaram cartas abertas.

O Departamento de Sociologia e Ciência Política, do CFH, posicionou-se contrário à ocupação do Centro em nota.

Todas as manifestações e ocupações estudantis são contrárias à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 55, que tramita no Senado e terá votação em 1º turno na próxima terça-feira, dia 29. Também são contrárias a outras iniciativas do governo federal, como a Medida Provisória de reforma do Ensino Médio, a PEC da Escola Sem Partido e a PEC 65, do licenciamento ambiental.

O reitor Luiz Cancellier reuniu-se com diretores dos Centros de Ensino e no Colégio de Aplicação na manhã de terça-feira (22) para tratar das ocupações.

Agenda de debates

A Comissão de Mobilização Unificada UFSC, formada por docentes, técnicos e estudantes, divulgou uma agenda de assembleias e debates nesta semana, que culmina em um dia de paralisação geral na sexta-feira, dia 25.

Dia Hora Evento Local Organização
22/11 Terça-feira 12h Assembleia de Estudantes da Pós-Graduação Centro de Convivência Associação de Pós-Graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina
23/11 Quarta-feira 12h30 Assembleia Geral Universitária Hall da Reitoria Comissão de Mobilização Unificada UFSC
24/11 Quinta-feira 9h Assembleia dos Técnicos Administrativos em Educação Reitoria Sintufsc
14h30 Assembleia Docente Praça da Cidadania Andes/UFSC
25/11 Sexta-feira Paralisação Geral Nacional

 

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista da Agecom / UFSC

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Seminários ‘Science Club’ todas as quartas-feiras do semestre

15/04/2016 15:10

Programa de apresentação de seminários que visa apresentar os trabalhos de pesquisa e extensão que estão sendo desenvolvidos no Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS). Esse é o “Science Club”, que ocorre todas as quartas-feiras, das 11h às 12h, na sala 508 do Centro de Ciências Biológicas (CCB). Os seminários têm duração de uma hora, da qual 40 minutos, aproximadamente, são para apresentações, e cerca de 20, para perguntas.

Docentes, pesquisadores de pós-doutorado e pós-graduandos comporão os convidados para as atividades semestrais, que têm como objetivo a divulgação dos trabalhos de pesquisa do CFS. “Nossas pesquisas são muito heterogêneas e, em sua maioria, voltadas ao uso de modelos experimentais pré-clínicos; por isso não há como sintetizar as informações, e esse é o objetivo do “Science Club”. Nosso Departamento possui docentes credenciados em diversos programas de pós-graduação do CCB, como Neurociências, Ciências Fisiológicas e Farmacologia, além do CCS e do CTC, e contemplam pesquisas nas áreas de metabolismo, endocrinologia, neurofisiologia, neurocomportamento, cardiologia, sistemas reprodutivos, entre outras”, especificou Alex Rafacho, coordenador do evento.
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Tags: 'Science Club'Apresentação de semináriosCentro de Ciências Biológicas (CCB)Departamento de Ciências Fisiológicas (CFS)

Rede Sisbiota-Mar lança vídeo sobre pesquisas no ambiente marinho

16/03/2016 17:00

SisbiotaA Rede Nacional de Pesquisa em Biodiversidade Marinha (Sisbiota-Mar) apresentará, para a comunidade universitária, o vídeo “Rede Sisbiota-Mar: um mergulho nos recifes brasileiros”, produzido com imagens feitas por seus pesquisadores durante expedições científicas pela costa brasileira. A exibição está prevista para a próxima segunda-feira, dia 21, às 13h, no Laboratório Morfofuncional do Centro de Ciências Biológicas (CCB). Em seguida, haverá um debate sobre o ambiente marinho e sua preservação. O evento é gratuito e aberto ao público.

O vídeo foi produzido no âmbito de um projeto de extensão de divulgação científica, com o objetivo divulgar, para o público em geral, as pesquisas da Rede Sisbiota-Mar e seu trabalho no sentido da conservação do ambiente marinho brasileiro. Foi elaborado e editado pela estudante de Ciências Biológicas e bolsista de extensão da UFSC, Débora Ferrari da Silva, com a supervisão do professor Sergio Floeter, coordenador da Rede. A narração é do professor Alberto Lindner. O vídeo está disponível online e tem legenda em inglês.

Sobre a Rede Sisbiota-Mar

A criação da Rede Sisbiota-Mar permitiu que estudos antes realizados de forma separada por cada universidade fossem integrados e envolvessem toda a costa brasileira. São sete universidades envolvidas, sendo a sede do projeto na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Cerca de 30 pesquisadores participantes se reúnem periodicamente, planejam e executam os estudos nas três linhas de pesquisa principais — ecologia, conectividade genética e prospecção de substâncias químicas de organismos marinhos.Os pesquisadores padronizaram a linguagem, criando uma linearidade nos trabalhos que permite comparar os resultados com mais facilidade. Um avanço destacado pela equipe é a descoberta de que recifes isolados ou realmente protegidos da pesca no Brasil possuem mais peixes grandes do que locais próximos à costa ou desprotegidos, além da existência de alguns organismos fixos no fundo do mar que produzem substâncias químicas que podem ser usadas como medicamentos.

Mais informações no site.

O que: Apresentação do vídeo “Rede Sisbiota-Mar: um mergulho nos recifes brasileiros”.
Data: 21 de março de 2016, segunda-feira.
Horário: 13h
Local: Laboratório Morfofuncional (CCB – Setor F – Prédio Fritz Müller Térreo – Sala 10B)

Tags: CCBCentro de Ciências Biológicas (CCB)Rede Sisbiota-MarUFSC

Direção do CCB faz ação no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

11/09/2015 15:40

A equipe da direção do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, na quinta-feira, 10 de setembro, Dia Internacional de Prevenção ao Suicídio, uma ação de conscientização sobre o tema. Os diretores e técnicos utilizaram camisetas do movimento mundial “Setembro Amarelo”, visando ampliar a prevenção sobre esta que é a segunda maior causa mundial de morte entre pessoas na faixa etária de 15 a 29 anos. O objetivo geral do campanha é reduzir o número de incidências em 10% até 2020 no mundo todo.

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Responsável pela criação da campanha, a International Association for Suicide Prevention – IASP (Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio) aponta que o objetivo da data é estimular a discussão sobre o assunto, preparando as pessoas a desempenharem um papel de suporte às vítimas em potencial. A iniciativa envolve entidades de âmbito nacional e internacional, como a Associação Médica Brasileira (AMB), Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNP), Cruz Vermelha, Centro de Valorização da Vida (CVV) e o Exército Brasileiro.

Estão previstas atividades em todo o país durante o mês: em Florianópolis, dia 20, ocorrerá uma passeata às 15h, na avenida Beira-Mar, e, no dia 22, a Secretaria Municipal de Saúde ministrará um curso de capacitação para profissionais da área.

Segundo o vice-diretor do CCB e coordenador científico da Associação Catarinense de Psiquiatria, Tadeu Lemos, a falta de discussão sobre o tema impede que informações preventivas cheguem às potenciais vítimas, que “sofrem com a ignorância, o preconceito e a discriminação”. Transtornos mentais como a depressão, somados ao consumo de entorpecentes, estão entre as principais causas do suicídio, que podem ser tratadas mediante atendimento médico e apoio de pessoas próximas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o suicídio é responsável pela morte de 800 mil pessoas ao ano – com 86% dos casos incidindo em países em desenvolvimento. A maior parte das vítimas são adolescentes e adultos, na faixa etária entre 15 e 44 anos. O relatório de prevenção da OMS aponta que, globalmente, o suicídio corresponde a 50% das mortes violentas entre homens e a 78% entre as mulheres.

A cartilha oficial da campanha do “Setembro Amarelo” contém as principais informações relacionadas à prevenção ao suicídio, além de indicar os cuidados relacionados a ele. Instituições de saúde, serviços de pronto atendimento e CVVs são entidades que podem prestar auxílio às vítimas em potencial.

Na foto os professores Tadeu e Sônia diretores do CCB

Na foto os professores Tadeu e Sônia diretores do CCB

Gabriel Daros Lourenço / Estagiário de Jornalismo / DGC / UFSC
g.daros@ufsc.br

Tags: Centro de Ciências Biológicas (CCB)Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio