Projeto da UFSC avalia minhocas e outros organismos como bioindicadores da qualidade do solo

03/02/2026 09:28
Coleta de minhocas

Coleta de minhocas. Foto: Divulgação

Projeto de pesquisa desenvolvido no campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está investigando como minhocas, micro minhocas, colêmbolos e ácaros podem atuar como bioindicadores da qualidade do solo.  A iniciativa é uma das primeiras no Brasil a aplicar o conceito de Faixa Normal de Operação (Normal Operating Range – NOR) às comunidades de fauna do solo, integrando parâmetros biológicos, físicos e químicos para compreender a dinâmica natural desses organismos ao longo do tempo.

Coordenado pela professora  Júlia Carina Niemeyer, do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas e vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN), o projeto é conduzido pelo Núcleo de Ecologia e Ecotoxicologia do Solo (Necotox) da UFSC Curitibanos. A pesquisa conta com financiamento internacional da Bayer AG, Crop Science Division, da Alemanha, e da CloverStrategy, de Portugal, além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), responsável pela gestão administrativa e financeira dos recursos.

A fauna do solo desempenha funções ecológicas essenciais, como a fragmentação da matéria orgânica, a formação de agregados, a ciclagem de nutrientes e a regulação da microbiota. A presença abundante e diversificada desses organismos está diretamente associada à boa estrutura do solo, à fertilidade e à oferta de serviços ecossistêmicos, refletindo em maior produtividade agrícola. Por serem sensíveis a alterações ambientais, esses organismos também funcionam como importantes bioindicadores. “Ao identificarmos padrões sazonais naturais, a NOR poderá ser utilizada como uma ferramenta de monitoramento capaz de diferenciar variações naturais das alterações causadas por práticas agrícolas ou impactos ambientais, como o uso de agrotóxicos”, explica Júlia Niemeyer.

Metodologia e áreas de estudo

As coletas de amostras de solo estão sendo realizadas na região do Planalto Catarinense, nos municípios de Curitibanos e Frei Rogério, contemplando quatro sistemas distintos de uso do solo: mata nativa, pastagem, sistema de plantio direto e sistema de preparo convencional. As primeiras coletas ocorreram nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2025, e as análises laboratoriais foram conduzidas no Laboratório Auxiliar de Ecotoxicologia e Biologia do Solo da UFSC Curitibanos. Segundo a pesquisadora, a escolha desses ambientes permite representar um gradiente de intensidade de uso e impacto sobre o ecossistema do solo. Os trabalhos tiveram início em 2025 e seguem até o final de 2026, envolvendo 18 participantes, entre pesquisadores nacionais e internacionais, profissionais das instituições parceiras, além de pós-graduandos e bolsistas de graduação da UFSC. Entre os colaboradores está a bióloga e taxonomista de minhocas  Marie Bartz.

Resultados e impactos esperados

Análises preliminares já indicam que o tipo de uso do solo e fatores climáticos influenciam a composição e a abundância da fauna ao longo do ano. Esses dados reforçam o potencial dos organismos estudados como indicadores ecológicos capazes de refletir impactos positivos ou negativos das práticas agrícolas. “O principal benefício do projeto é fornecer parâmetros ecológicos para o biomonitoramento do solo. Assim, será possível avaliar se variações nas populações estão dentro do esperado para determinada época do ano ou se resultam de impactos antrópicos”, ressalta Júlia Niemeyer.  A expectativa é que os resultados subsidiem políticas públicas, promovam práticas agrícolas mais sustentáveis e contribuam para o aprimoramento da avaliação de risco de agrotóxicos no Brasil, além de orientar estratégias de recuperação de áreas degradadas.

 

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UFSC na mídia: reportagem do Globo Rural destaca pesquisa que aprimora manejo no cultivo de ostras

02/02/2026 10:24

Reportagem do programa Globo Rural veiculada na TV Globo no último domingo (1º de fevereiro) destacou os resultados de uma pesquisa com participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que deve aprimorar a produção de ostras em Florianópolis.

O estudo, desenvolvido ao longo de dois anos em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SC), mostrou que as diferenças de salinidade, temperatura e circulação das águas das baías norte e sul tornam cada região mais propícia para distintos estágios do cultivo. Na baía norte, onde há menos circulação marítima e águas mais quentes, as condições são ideias para o plantio das sementes e crescimento das ostras, com menor índice de mortalidade. Na baía sul, os moluscos que começaram a se desenvolver no norte encontram maior circulação marítima e águas mais frias, o que favorece a engorda até o ponto de consumo.

Oceanólogo Claudio Blacher, do Laboratório de Moluscos Marinhos, em participação na reportagem do Globo Rural. Foto: Reprodução/TV Globo

O oceanólogo Claudio Blacher, supervisor do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC, explica, na reportagem, que na baía sul as águas têm temperaturas mais baixas em função da ocorrência do afloramento de águas de fundo no processo de circulação marítima daquela região. Isso traz mais oxigenação e renovação da água, além de oscilações de temperatura mais frequentes do que as observadas na baía norte.

Com o achado, maricultores das regiões de Santo Antônio de Lisboa, no norte, e do Ribeirão da Ilha, no sul, têm trabalhado em parceria e aprimorado os ganhos com a atividade. A reportagem do jornalista André Lux ouviu produtores que destacaram os benefícios já observados com a nova dinâmica de produção.

Assista à reportagem do Globo Rural

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Pesquisadores encontram tarântula infectada por fungo que a torna ‘zumbi’ em expedição na Amazônia

02/02/2026 10:10

Professor da UFSC, Elisandro Ricardo Drechsler-Santos fez parte da expedição que encontrou a tarântula infectada. Foto: acervo pessoal

Cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade de Copenhague (UCPH) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) registraram, pela primeira vez, um fungo da espécie Cordyceps caloceroides parasitando uma tarântula (Theraphosa blondii). Famosos pela série The Last of Us, onde são responsáveis por contaminar a humanidade e causar um apocalipse zumbi, os fungos do gênero Cordyceps são conhecidos por infectar insetos e artrópodes e controlar seu sistema nervoso.

O parasita e seu hospedeiro foram encontrados em janeiro por Lara Fritzsche, uma estudante de Ciências Ambientais da UCPH durante atividades de campo do Tropical Mycology Field Course. Organizado pelo biólogo João Paulo Machado de Araújo, professor da UCPH, o curso reuniu especialistas da Dinamarca e do Brasil na Reserva Ducke, próxima a Manaus. O achado foi divulgado por Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, professor do Programa de Pós Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas da UFSC e coordenador do grupo de pesquisa MIND.Funga, em suas redes sociais. 

Embora fungos semelhantes possam ser encontrados em outros biomas brasileiros, inclusive em Santa Catarina, o pesquisador ressalta, em entrevista para o portal A Crítica, a importância do espécime identificado na Amazônia: “São outras condições ambientais, outras espécies de aranha, e esses fungos têm níveis de especialização bem altos. Exemplo, é a espécie X do fungo que ataca a espécie Y da formiga. São relações que muitas vezes se estabeleceram há 50 milhões de anos. Estudos comprovam, no caso das formigas. Enquanto com a aracnídeos é muito raro e muito difícil de encontrar”.
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UFSC na Mídia: Projeto coordenado pela UFSC capacita profissionais de saúde do SUS em auriculoterapia

29/01/2026 12:37

Reportagem veiculada pela Revista Fapeu em 2022.

Um projeto nacional coordenado pelo Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (CCS/UFSC) foi tema de reportagem veiculada na RBS TV no último dia 23 de janeiro. Em convênio com o Ministério da Saúde, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), o projeto Aprimoramento da Atenção Básica em Saúde no Brasil a partir da capacitação em práticas integrativas e complementares em saúde (Auriculoterapia e acupuntura) oferece formação em auriculoterapia para profissionais de saúde da atenção básica, com o objetivo de capacitá-los para atendimentos individuais e coletivos para diversos tipos de problemas de saúde.

O projeto já havia sido divulgado pela revista Fapeu, no Volume 13, de 2022, quando era coordenado pelo professor Lúcio José Botelho. Atualmente, o projeto é coordenado pelo professor Fabrício Augusto Menegon. Entre 2016 e 2024, aproximadamente 20 mil agentes do SUS concluíram o curso, que é dividido em duas etapas: uma fase a distância (EAD), com carga horária de 75 horas distribuídas em cinco módulos, e uma etapa presencial de cinco horas, realizada em municípios-pólo regionais. 
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UFSC lidera pesquisa pioneira sobre repercussões da cirurgia de redesignação em mulheres trans

29/01/2026 09:45

Um estudo pioneiro, de abrangência nacional, liderado por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está mapeando as repercussões da cirurgia de redesignação sexual (CRS) em mulheres trans brasileiras. O projeto Redesignadas envolve a parceria entre o Laboratório de Pesquisas, Tecnologias e Inovação em Enfermagem Psiquiátrica, Atenção Psicossocial e Transgeneridades (MentalTrans), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e o Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas (Inamur).

O estudo entrevistou 144 mulheres trans que passaram pelo processo de transgenitalização (conjunto de procedimentos médico-cirúrgicos que visam alinhar o corpo com a identidade de gênero da pessoa trans), com o objetivo de compreender as repercussões da cirurgia na saúde mental e física dessas mulheres. A coleta de dados foi feita por meio de questionários socioeconômicos, entrevistas individuais e grupos focais em cada região do Brasil, ao longo das diferentes etapas do estudo.
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Laboratório da UFSC denuncia descaso após 5 anos de tragédia ambiental em Florianópolis

26/01/2026 10:36

Pesquisadora da UFSC é narradora do curta que expõe problemas ambientais da Lagoa (Reprodução)

O Laboratório de Ecologia de Invasões Biológicas, Manejo e Conservação da UFSC (LEIMAC) lançou um curta-documentário sobre os cinco anos da tragédia ambiental ocasionada pelo rompimento da barragem da lagoa de evapoinfiltração da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) na Lagoa da Conceição, um dos santuários ecológicos de Florianópolis. O material está disponível no Youtube e foi filmado e editado pelo premiado cineasta ambiental Todd Southgate, residente da cidade. Com dados, o vídeo expõe a continuidade dos problemas no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição.

Em 25 de janeiro de 2021, a estrutura liberou milhares de litros de efluentes. A enxurrada atravessou uma extensa área de dunas protegidas, inundou ruas, destruiu 75 casas e lançou toneladas de sedimentos e matéria orgânica na Lagoa da Conceição, um dos principais cartões-postais de Florianópolis.

Em julho daquele mesmo ano, segundo o curta, a Casan instalou um sistema emergencial de bombeamento de efluentes, com autorização da Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis, para evitar um novo desastre. Esse sistema segue em funcionamento até hoje. De acordo com a produção, quase cinco anos depois do desastre ainda ocorre o despejo de efluente dentro do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição.

A narração e condução do curta é feita pela pesquisadora da UFSC Michele de Sá Dechoum, do Departamento de Ecologia e Zoologia. Um dos seus orientandos, Thiago Ellert, então aluno de graduação em Biologia na UFSC, desenvolveu um estudo para avaliar os impactos do despejo de efluentes sobre a vegetação de restinga no Parque e constatou que a vegetação original estava sendo soterrada e apresentava sinais claros de perda de vigor.

“A partir de estudos realizados, mostramos que a vegetação nativa foi sendo soterrada, apresentou sinais de perda de vigor e foi mudando à medida que o tempo foi passando. O número de plantas nativas foi diminuindo, e plantas nativas características de áreas degradadas foram se tornando cada vez mais dominantes, como resultado do excesso de nutrientes despejados. Adicionalmente, a contaminação das lagoas naturais que existem no Parque já estava acontecendo mesmo antes da instalação daqueles tubos – ou seja, as lagoas estavam sendo contaminadas pela lagoa de evapoinfiltração. Contaminar essas lagoas naturais significa mais uma forma de impacto sobre a natureza. Em outras palavras: perdemos biodiversidade, perdemos beleza cênica e perdemos serviços ambientais essenciais para a qualidade de vida das pessoas”, registra o material de divulgação do curta.

 

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Inscrições abertas para o 1º Congresso Catarinense de Ciências Forenses, que ocorre de 24 a 26 junho

23/01/2026 12:44

A Rede Catarinense de Pesquisa em Ciências Forenses promove o 1º Congresso Catarinense de Ciências Forenses de 24 a 26 junho, no Centro de cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As inscrições custam de R$60 a R$110 e devem ser feitas pelo formulário. O evento reunirá pesquisadores e profissionais para apresentar e discutir inovações na área forense, com espaços para troca de experiências e debates que fortalecem as ciências forenses em Santa Catarina e no Brasil.

Mais informações na página do Congresso e no Instagram.

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Documentário conta história do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural

23/01/2026 11:54

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural), sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estreia o primeiro episódio do documentário INCT Brasil Plural: uma trajetória singular no programa dos INCTs. O episódio conta a história dos primeiros 16 anos do instituto e como ele se formou como uma ‘rede de redes’, reunindo pesquisas de várias regiões do Brasil. O IBP surge como uma iniciativa entre pesquisadoras e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), sendo pioneiro nas Ciências Humanas e na Antropologia e um dos 3 primeiros INCTs em Antropologia do Brasil.

Além do episódio inicial, a série terá mais dois episódios, que serão lançados nas próximas semanas. Posteriormente, será divulgada uma versão integral de 30 minutos, contendo os três episódios. O Instituto propõe uma ciência plural e oferece novas maneiras de pensar a inovação também no campo das Ciências Humanas. Sua missão é abrigar diferentes campos e especialidades da Antropologia, com a finalidade de desenvolver um sólido programa de pesquisas, ações educacionais e de intervenção, no âmbito de vários segmentos da população brasileira.

Este programa de pesquisas usa diferentes estratégias metodológicas, de vários campos da Antropologia contemporânea e áreas afins, promovendo atividades que possam estabelecer e consolidar uma prática de pesquisa em rede, aglutinando laboratórios, núcleos e pesquisadores de diferentes regiões e, a médio e longo prazo, constituir-se como um verdadeiro pólo de pesquisas, formação e ações sobre e nas regiões pesquisadas.

Assista ao primeiro episódio aqui.

Mais informações na página do Brasil Plural ou pelo e-mail comunicacao@inctbrasilplural.org

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UFSC e Prefeitura de Florianópolis têm convênio inédito para estudo de ossadas humanas

20/01/2026 08:29

Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Florianópolis

A Prefeitura de Florianópolis e a Universidade Federal de Santa Catarina assinaram um acordo de cooperação técnica que vai possibilitar a ampliação dos estudos sobre as características ósseas da população, além da construção do acervo da Coleção Osteológica do Centro de Ciências Biológicas vinculada ao Departamento de Ciências Morfológicas da UFSC. A iniciativa prevê a criação de uma coleção osteológica humana de referência a partir de doações do cemitério municipal.

“No Brasil ainda existem poucos estudos acerca das características ósseas da nossa população relacionadas à estimativa de idade, sexo, ancestralidade e estatura de um indivíduo. Conhecer essas características ósseas específicas de quem mora na região de Florianópolis é essencial em casos de identificação humana”, explica a professora Elisa Winkelmann Duarte, responsável pelo projeto na UFSC.

De acordo com ela, as ossadas humanas doadas serão encaminhadas para o Laboratório de Antropologia Forense, limpas e registradas por códigos. Na UFSC também será feita a seleção de ossos que devem ser utilizados para atividades de ensino e extensão. “Ossadas que estiverem íntegras farão parte da Coleção Osteológica do Centro de Ciências Biológicas vinculadas ao Departamento de Ciências Morfológicas da UFSC. Estas ossadas da Coleção serão específicas para atividades de pesquisa”, complementa.

A professora comenta que este acordo vem sendo construído desde 2020. Segundo ela, o Brasil tem poucos estudos sobre as características ósseas da população relacionadas à estimativa de idade, sexo, ancestralidade e estatura de um indivíduo.

Um decreto municipal de 2022 estabelece outros termos da cooperação, tornando legal a doação de ossos de cemitérios após três anos de falecimento em caso de indivíduos não reclamados. Antes, estes ossos eram incinerados, mas agora podem ser doados a partir do convênio. Familiares que quiserem fazer a doação também podem procurar a administração do cemitério.

Após chegarem a UFSC, os ossos podem ser utilizados em diferentes frentes de trabalho. No ensino, serão utilizados por professores e alunos de graduação e pós-graduação em aulas de anatomia humana. Para a extensão serão usados em cursos, workshops, exposições, dentre outras. Na pesquisa serão validadas metodologias que estimam as características do perfil biológico de um indivíduo principalmente relacionadas à biogeografia (ancestralidade), além de fatores individualizantes como variações anatômicas, patologias, traumas, marcas ocupacionais.

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Portal de Periódicos UFSC tem 15 títulos entre os melhores em suas áreas de conhecimento

16/01/2026 08:37

O Portal de Periódicos UFSC teve 27 periódicos avaliados no estrato “A” do Qualis Periódicos (2021–2024), sistema de classificação que avalia as publicações informadas pelos programas de pós-graduação. No total, 34 periódicos vinculados à instituição foram avaliados no quadriênio, abrangendo diferentes áreas do conhecimento. Destes, 15 estão entre os de melhor qualidade no seu campo de conhecimento, qualificando-se como A1.

Em comparação com a avaliação anterior (2017-2020), 14 dos periódicos apresentaram mudança positiva de estrato, com 29 dos 34 avaliados ou mantendo ou melhorando seu posicionamento. Segundo a equipe do Portal dos Periódicos da UFSC, as variações entre os ciclos refletem as características e exigências de cada área do conhecimento, “sendo também influenciadas por fatores institucionais e/ou internos do próprio periódico, como mudanças de equipes editoriais, financiamento, entre outros”.

Vinculado à Biblioteca Universitária, o Portal de Periódicos  atua permanentemente no acompanhamento técnico e no apoio às equipes editoriais, com foco na qualificação dos processos, na sustentabilidade dos periódicos e no fortalecimento da comunicação científica, em consonância com os princípios da ciência aberta.

 

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Pesquisadores da UFSC contribuem para consenso inédito sobre diagnóstico da lipodistrofia

14/01/2026 08:32

Um grupo de 15 especialistas da Rede Brasileira para o Estudo das Lipodistrofias (Brazlipo), entre os quais três professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um consenso inédito focado no diagnóstico e tratamento da lipodistrofia parcial familiar (FPLD), doença rara que afeta a distribuição de gordura no corpo e o metabolismo. O artigo, publicado no periódico Diabetology & Metabolic Syndrome, propõe critérios clínicos e laboratoriais adaptados à diversidade étnica da população brasileira, visando facilitar o diagnóstico preciso.

Professores Alexandre Hohl, Simone van de Sande Lee e Marcelo Ronsoni representam o HU-UFSC na rede nacional de estudo da lipodistrofia e participaram da elaboração do consenso diagnóstico. Foto: Divulgação

O professor Alexandre Hohl, que atua na área de Endocrinologia e Metabologia no Departamento de Clínica Médica da UFSC e é um dos autores do estudo, ao lado dos também professores Marcelo Ronsoni e Simone van de Sande Lee, explica que a lipodistrofia é um grupo raro de doenças que provoca a perda de gordura em áreas específicas do corpo onde essa gordura deveria estar. “Não é ‘magreza’ simples, mas sim uma perda patológica do tecido adiposo subcutâneo, que faz com que a gordura passe a se acumular em locais errados, como fígado, músculo, pâncreas e coração. Isso leva a um grau muito intenso de resistência à insulina, triglicérides muito elevados, esteatose hepática e maior risco de pancreatite e doença cardiovascular”, esclarece.
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Pesquisa da UFSC desenvolve tecnologias para controle de espécie invasora de coral

09/01/2026 12:02

Pesquisadores desenvolveram equipamentos para remoção mecânica dos corais. Foto: Marcelo Schuler Crivellaro/ PACS Arvoredo.

Um grupo de pesquisadores liderado por dois professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um projeto de pesquisa para monitoramento e controle da proliferação de uma espécie exótica de coral na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio Arvoredo). O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Coral-Sol na Rebio Arvoredo e Entorno (PACS Arvoredo) proporcionou o desenvolvimento de técnicas e ferramentas de manejo do coral-sol (Tubastraea coccinea), espécie invasora que pode prejudicar a biodiversidade de ecossistemas marinhos no Brasil. Atualmente, o grupo está elaborando um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação (UC) federais que enfrentam o problema de espécies invasoras de coral.

A reserva biológica marinha do Arvoredo, localizada entre Florianópolis e Bombinhas (SC), abrange uma área de 17.600 de hectares de superfície e abriga as Ilhas do Arvoredo, Galé, Deserta e Calhau de São Pedro, áreas marinhas biodiversas, espécies ameaçadas, remanescentes de Mata Atlântica e sítios arqueológicos, além de ser fundamental para a reprodução de peixes e a manutenção dos estoques pesqueiros. Na Rebio Arvoredo, essa ameaça é mais preocupante. “A unidade de conservação abriga ecossistemas únicos, como os recifes submarinos, além de uma diversidade biológica que sustenta elevada produtividade pesqueira no entorno. Qualquer desequilíbrio nesse sistema pode gerar impactos ambientais e socioeconômicos significativos”, afirma a pesquisadora Bárbara Segal, do Departamento de Ecologia e Zoologia (CCB), coordenadora da pesquisa junto com o professor Andrea Piga, do Departamento de Engenharia da Mobilidade (CTC Joinville).

O coral-sol é uma espécie originária do Indo-Pacífico e chegou ao Brasil por volta da década de 1980, provavelmente transportado em cascos de navios e plataformas de petróleo. Desde então, vem se espalhando ao longo da costa brasileira. Na Rebio Arvoredo, as primeiras ocorrências foram constatadas em 2012. Ao dominar o ambiente recifal, ele reduz o espaço disponível para espécies nativas, alterando a estrutura dos ecossistemas e causando perda de biodiversidade marinha brasileira, explica a professora Bárbara. “Estamos trabalhando no monitoramento das áreas controladas e na detecção precoce da invasão em áreas em que o coral ainda não foi visto. Além disso, está sendo elaborado, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação Federais (UCs) que enfrentam o mesmo problema”.
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INCT do Futebol publica nota de repúdio contra declarações de presidente do Flamengo

05/01/2026 08:31

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol) publicou nota de repúdio às declarações do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, proferidas contra a jornalista Renata Mendonça, do grupo Globo, durante reunião de balanço da temporada 2025 do clube. A jornalista havia criticado a estrutura oferecida às jogadoras do time feminino do Flamengo apesar das boas condições financeiras do clube.

O dirigente, em vez de responder às críticas, mencionou características físicas da jornalista e fez declarações que podem ser interpretadas como banalização da violência contra a mulher.

“Declarações dessa natureza não produzem efeitos isolados. Elas reforçam um ambiente simbólico que naturaliza constrangimentos e assimetrias de gênero, afetando mulheres que atuam no jornalismo, na pesquisa, na gestão e em diferentes esferas do futebol. Por isso, extrapolam o caso individual e dizem respeito ao campo esportivo como um todo”, afirma um trecho da nota.

O INCT Futebol , sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), congrega uma rede nacional interdisciplinar de pesquisadores(as) e estudiosos(as) do futebol brasileiro, vinculados a programas de pós-graduação de diversas universidades brasileiras. Atualmente, a professora Carmen Rial, da UFSC, é a coordenadora geral do INCT Futebol.
Veja a íntegra da nota de repúdio.

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Coleção de livros apresenta discussões sobre futebol, cultura, política e sociedade

22/12/2025 12:06

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol) acaba de lançar os três primeiros livros da coleção Futebol: Cultura, Política e Sociedade, publicados pela editora da Associação Brasileira de Antropologia, a ABA Publicações. A primeira obra, Ciencias sociales y fútbol: intercambio y perspectivas sudamericanas, condensa as discussões realizadas no I Colóquio Internacional do INCT Futebol, ocorrido no Uruguai. Já os trabalhos apresentados no II Colóquio Internacional do Instituto, ocorrido na França, são organizados no segundo livro da coleção, Ciências sociais e futebol: intercâmbio e perspectivas franco-brasileiras, que conta também com uma versão em francês. A terceira obra, O futebol das bichas e dos manos, é o resultado de uma pesquisa de pós-doutorado realizada no Instituto.

O pesquisador do INCT Futebol e professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC Fábio Machado Pinto foi um dos organizadores dos dois primeiros livros, que abordam os colóquios realizados no Uruguai e na França. Ele ressalta a importância de internacionalizar os debates acerca do futebol a partir dos eventos e publicações conduzidos pelo Instituto: “Esses livros se inserem em um esforço para reunir pesquisadores(as), aproximar grupos de pesquisa e debater a pesquisa sobre futebol em diferentes países. Esse é o intuito do INCT Futebol: a criação de redes e sua operacionalização pelos colóquios e pela publicação dos seus resultados”.

A coordenadora-geral do INCT Futebol e professora aposentada do Departamento de Antropologia da UFSC, Carmen Rial, destaca o cuidado que o Instituto teve na produção de todos os detalhes das obras: “Um livro começa pela capa, e eu sou particularmente admiradora das capas dos livros do INCT Futebol. A capa do livro da França é de autoria da embaixadora Vera Cíntia Álvarez, que também é uma pintora com bastante relevância. Ela nos cedeu uma pintura, onde aparece o Cristo Redentor, símbolo do Brasil, e o Romário, nosso jogador maior na Copa de 1994.”

As obras estão disponíveis gratuitamente para download no site da ABA Publicações. O link pode ser acessado pela página Publicações no site do INCT Futebol.

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Professores da UFSC participam de Encontro de Coordenadores de Cursos de Ciências do Mar em Rio Grande

19/12/2025 09:54

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram do 7° Encontro de Coordenadores de Cursos de Ciências do Mar (EnCoGrad-Mar), que ocorreu de 3 a 5 de dezembro na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), em Rio Grande (RS). Pedro Pereira representou a coordenação dos cursos de graduação em Oceanografia e de especialização em Cultura Oceânica na Educação Básica; Katt Lapa representou o curso de Engenharia de Aquicultura; e Tatiana Leite, do Departamento de Ecologia e Zoologia, representou o GT-Mergulho Científico, vinculado ao PPG-Mar.

“Na Década do Oceano, iniciativas integradas entre diferentes cursos e áreas de atuação são essenciais para promover a formação de profissionais capazes de enfrentar os desafios contemporâneos relacionados à conservação, uso sustentável e compreensão dos ambientes marinhos. O EnCOGrad desempenha um papel fundamental nesse processo, ao favorecer a troca de experiências, a articulação entre cursos e a construção coletiva de estratégias para aprimorar o ensino e a prática das Ciências do Mar no país”, afirma a professora Tatiana.

Mais informações aqui.

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Seminário de pesquisa da UFSC fortalece ciência indígena e práticas interculturais

19/12/2025 09:38

O Projeto de Iniciação Científica (IC) Indígena UFSC/Instituto Serrapilheira tem como objetivo apoiar a formação de estudantes indígenas

O Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (CCB/UFSC) sediou, no último 8 de dezembro, o I Seminário do Projeto Iniciação Científica (IC)  Indígena UFSC/Instituto Serrapilheira, iniciativa que marca um avanço significativo na valorização da ciência indígena e na construção de práticas interculturais no âmbito acadêmico.

O projeto é desenvolvido em colaboração com dois núcleos de pesquisa da UFSC: o Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica (ECOHE), do Departamento de Ecologia e Zoologia, e o Laboratório de História Indígena (LABHIN), do Departamento de História. A iniciativa conta com financiamento do Instituto Serrapilheira, instituição que apoia o desenvolvimento de ciência no Brasil.

Voltado à comunidade universitária da UFSC, o seminário reuniu bolsistas, orientadores acadêmicos e orientadores indígenas, formando um espaço de troca de saberes e fortalecimento institucional do projeto. Durante o evento, os cinco estudantes indígenas de graduação contemplados com bolsas de Iniciação Científica apresentaram seus projetos de pesquisa, compartilhando experiências, metodologias e perspectivas fundamentadas em seus territórios e contextos culturais.

Além das apresentações, o encontro foi marcado por debates sobre os próximos passos do projeto, bem como por reflexões sobre aspectos éticos e legais relacionados às pesquisas indígenas, com ênfase na proteção dos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade.

O Projeto de Iniciação Científica (IC) Indígena UFSC/Instituto Serrapilheira tem como objetivo apoiar a formação acadêmica de estudantes indígenas e também prevê o apoio a orientadores indígenas em suas respectivas terras indígenas, ampliando o alcance e o impacto das pesquisas desenvolvidas.

Entre os principais objetivos do projeto estão a formação de pesquisadores e cientistas indígenas qualificados na área de Ecologia, o fomento a práticas interculturais que promovam o diálogo entre os sistemas de conhecimento indígena e acadêmico, e o fortalecimento da atuação de mulheres indígenas, com atenção especial à temática de gênero a partir de uma abordagem intercultural.

Segundo a organização, o seminário representa um marco na consolidação de uma proposta que busca não apenas incluir estudantes indígenas na universidade, mas reconhecer e valorizar suas formas próprias de produzir conhecimento, promovendo uma ciência mais diversa, plural e comprometida com a justiça epistemológica.

Mais informações no Instagram: @ecohe.ufsc e @labhin.ufsc

 

Tags: Centro de Ciências Biológicas (CCB)ciência indígenaecoheLABHINProjeto ICUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisa da UFSC que propõe soluções para o aproveitamento de resíduos recebe Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese

18/12/2025 13:21

Matheus Cavali, pós-doutorando do PPGEA e Denise Pires de Carvalho, presidente da Capes.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese. A premiação é um reconhecimento concedido à tese de doutorado do pesquisador Matheus Cavali, atualmente pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA/UFSC).

A premiação foi entregue durante cerimônia realizada na quinta-feira, 11 de dezembro, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Com o tpitulo Hydrochar from co-hydrothermal carbonization of lignocellulosic waste and non-dewatered sewage sludge (Hidrocarvão a partir da co-carbonização hidrotérmica de resíduo lignocelulósico e lodo de esgoto não desidratado), a tese se destacou por sua originalidade e relevância científica, tecnológica e ambiental, critérios centrais de avaliação do Prêmio CAPES de Tese. 

A pesquisa propõe soluções inovadoras para o aproveitamento de resíduos, contribuindo para o avanço de tecnologias sustentáveis no campo da engenharia ambiental. O trabalho foi orientado pelo professor Armando Borges de Castilhos Junior (LARESO/PPGEA/UFSC) e coorientado pelo professor  Nelson Libardi Junior (LABEFLU/PPGEA/UFSC) e pela professora Adenise Lorenci Woiciechowski, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A pesquisa teve caráter internacional e foi desenvolvida de forma conjunta em três instituições: UFSC, a UFPR e o Institut National des Sciences Appliquées (INSA) de Lyon, na França, fortalecendo a cooperação científica entre Brasil e Europa.

Mais informações sobre a premiação na página do PPGEA.

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Estudo conduzido pela UFSC investiga como a ayahuasca pode ajudar a extinguir memórias aversivas

18/12/2025 12:51

Infográfico mostra como age o uso oral da ayahuasca no cérebro.

Um artigo científico liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP), trouxe novas evidências sobre os mecanismos neurobiológicos envolvidos na ação da ayahuasca na extinção de memórias aversivas com características traumáticas. O estudo foi publicado no periódico Internacional European Neuropsychopharmacology. A pesquisa foi conduzida por  Isabel Werle e Leandro J. Bertoglio, da UFSC, em parceria com Francisco S. Guimarães, Rafael G. dos Santos e Jaime E. C. Hallak, da USP. O trabalho investigou como a ayahuasca, bebida tradicional amazônica que contém o psicodélico N,N-dimetiltriptamina (DMT), atua no cérebro para modular processos relacionados ao medo.

Por meio de experimentos realizados com ratos e ratas, os pesquisadores observaram que a administração oral de ayahuasca facilita a extinção do medo e reduz a generalização de respostas aversivas, mesmo em situações de estresse prévio ou de condicionamento aversivo mais intenso. A generalização do medo ocorre quando respostas defensivas se estendem a contextos ou estímulos que não representam ameaça real, fenômeno comum em transtornos psiquiátricos relacionados ao trauma.

Isabel Werle e Leandro J. Bertoglio, pesquisadores da UFSC que conduziram o estudo. Foto: Divulgação.

Os resultados indicam que esses efeitos dependem de vias de sinalização envolvendo o BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro) e seu receptor, o TrkB, no córtex infralímbico, uma região cerebral fundamental para a extinção da memória de medo. O estudo também identificou diferenças sexuais tanto na resposta à ayahuasca quanto na dependência do BDNF para a generalização do medo, apontando para a complexidade dos mecanismos envolvidos.

De acordo com os autores, os achados sugerem que a ayahuasca pode modular memórias de medo consideradas mal adaptativas por meio de mecanismos corticais específicos, destacando o potencial terapêutico de substâncias psicodélicas, como a DMT, no auxílio ao tratamento de condições resistentes às abordagens convencionais, a exemplo do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

O artigo completo está disponível aqui.

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Agência Espacial Brasileira adota oficialmente Constelação Catarina no Programa Nacional de Atividades Espaciais

18/12/2025 10:27

Agência Espacial Brasileira (AEB) aprovou, de forma unânime, a adoção oficial da Constelação Catarina, missão que conta com a participação do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Defesa Civil e apoio técnico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A decisão, tomada durante a sétima reunião ordinária do Procedimento para Seleção e Adoção de Missões Espaciais (ProSAME), consolida o projeto como prioridade nacional e reconhece sua maturidade tecnológica, relevância estratégica e plena viabilidade programática.

Com aporte de R$ 6,4 milhões provenientes de emendas da bancada parlamentar de Santa Catarina, articuladas pelo Deputado Federal, Daniel Freitas (PL-SC), a Constelação Catarina, que já integra o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2022-2031, segue para as próximas etapas de execução, com o objetivo de fortalecer a posição do Brasil no desenvolvimento de soluções orbitais voltadas ao monitoramento ambiental, agricultura e defesa civil.

O ProSAME é o mecanismo oficial pelo qual a AEB avalia missões candidatas a integrar o PNAE. É nessa instância que projetos espaciais são analisados sob múltiplas dimensões – científica, orçamentária, operacional e estratégica – antes de receberem o status de missão nacional. A adoção é, portanto, mais que uma aprovação, é um compromisso formal do Estado brasileiro com a execução da missão e com os benefícios que ela oferecerá à sociedade.

Importância da adoção

A deliberação do ProSAME segue um processo rigoroso de análise técnica, financeira e estratégica. A adoção da missão representa uma certificação institucional de que o projeto atende, com solidez, aos critérios do Programa Espacial Brasileiro (PEB). Isso significa:

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Resultado de pesquisa da UFSC, primeiro estilo de cerveja brasileiro ganha destaque em revista internacional

17/12/2025 12:02

 A pesquisa do primeiro estilo de cerveja precisamente brasileiro, a Catharina Sour, originada em Santa Catarina, é o tema central do artigo científico recentemente publicado na revista internacional Food Chemistry Advances, do grupo Elsevier, uma das maiores editoras científicas do mundo. A pesquisa foi desenvolvida durante o pós-doutorado da pesquisadora Amanda Felipe Reitenbach, no Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob a coordenação da professora Vivian Maria Burin, e teve colaboração internacional da Technical University of Munich (TUM), por meio do Weihenstephan Research Center for Brewing and Food Quality, com participação de pesquisadores internacionais.

O artigo, intitulado Catharina Sour: Innovation in the first Brazilian craft beer style – From tradition to the sensory exploration of Brazilian tropical fruits (Catharina Sour: Inovação no primeiro estilo de cerveja artesanal brasileira – Da tradição à exploração sensorial das frutas tropicais brasileiras), apresenta uma análise aprofundada sobre a origem, consolidação, características sensoriais, processos produtivos e o impacto cultural e econômico da Catharina Sour, reconhecida oficialmente pelo Beer Judge Certification Program (BJCP) como o primeiro estilo de cerveja do Brasil.

O trabalho destaca o uso de frutas tropicais brasileiras, os processos de fermentação láctica e mista, além da identidade sensorial única do estilo, que reflete a biodiversidade e a inovação da cena cervejeira catarinense e nacional. O estudo também discute os desafios tecnológicos, o crescimento do estilo em competições nacionais e internacionais e seu potencial de expansão no mercado global de cervejas artesanais.

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Projeto investiga a perda histórica da biodiversidade costeira no sul do Brasil

17/12/2025 09:31

O professor do Departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ) Thiago Fossile, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve o projeto DEFAUNATION aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na Chamada Conhecimento Brasil. O projeto está em execução na UFSC e será desenvolvido ao longo dos próximos quatro anos.

O projeto DEFAUNATION (Defaunação em Ecossistemas Costeiros: Uma Abordagem Paleozoológica e Biomolecular), surge no contexto de um período marcado por mudanças climáticas aceleradas e impactos ambientais cada vez mais visíveis, como eventos extremos de chuva e calor, desmatamento e a perda contínua da biodiversidade. 

A iniciativa tem como objetivo principal mapear a perda de biodiversidade, da diversidade funcional e dos serviços ecossistêmicos na região costeira do sul do Brasil a partir de uma perspectiva de longo prazo. Para isso, o projeto analisará restos animais provenientes de sítios arqueológicos por meio de técnicas da Paleozoologia e da Arqueologia Biomolecular.  No Brasil, ainda são escassas as iniciativas que conectam registros arqueológicos a debates ambientais contemporâneos, sendo inédita a integração entre dados arqueofaunísticos e Unidades de Conservação para compreender mudanças históricas na composição da fauna.

Análises prévias indicam uma elevada diversidade de espécies registrada em sítios arqueológicos ao longo da costa brasileira. No sul do país, por exemplo, já foram identificadas mais de 360 espécies de vertebrados distribuídas em 374 sítios arqueológicos. Esses dados revelam, ainda, que espécies de médio e grande porte eram significativamente mais frequentes nos períodos pré-colonial e histórico (c. 1750–1950), quando comparados aos levantamentos faunísticos contemporâneos, evidenciando mudanças profundas na composição da fauna ao longo do tempo. 

Os resultados do projeto deverão contribuir diretamente para discussões contemporâneas sobre conservação ambiental, mudanças climáticas e gestão de ecossistemas costeiros, oferecendo subsídios científicos para tomadores de decisão e gestores públicos planejarem e executarem estratégias de conservação e restauração ambiental.

Além da produção de conhecimento científico, o DEFAUNATION prevê a implementação de uma infraestrutura laboratorial inédita na UFSC, voltada à análise paleozoológica e à extração e caracterização molecular de colágeno de vertebrados, com aplicações diretas em estudos arqueológicos, ecológicos e forenses. Essa infraestrutura permitirá o preparo e a análise de amostras de vertebrados por meio de abordagens biomoleculares, como isótopos estáveis e paleoproteômica, ampliando a capacidade do Brasil em análises de ponta.

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InoVARE/UFSC participou da conferência anual das unidades Embrapii 2025, em Brasília

12/12/2025 16:02

Julio Cordioli, Álvaro Prata e Nara Santos

A inoVARE/UFSC, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) especializada em Tecnologias Inovadoras em Vibrações, Acústica, Refrigeração e Energia sediada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), participou, nos dias 9 e 10 de dezembro, da Conferência Anual das Unidades Embrapii 2025, realizada em Brasília. O encontro reuniu representantes de unidades de todo o país para discutir tendências tecnológicas, estratégias de captação de recursos, planejamento estratégico para 2026 e iniciativas voltadas à continuidade do programa de excelência operacional.

A inoVARE/UFSC esteve representada pelo professor Julio Cordioli, coordenador da unidade, e por Nara Santos, gestora de planejamento e negócios. O evento contou com a presença da Ministra Luciana Santos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), reforçando a relevância nacional das ações desenvolvidas pela Embrapii.

A programação incluiu abertura institucional conduzida por Álvaro Prata, presidente da Embrapii e professor aposentado da UFSC; palestra sobre tendências em inovação industrial ministrada por Luciano Coutinho; sessões dedicadas à maturidade operacional, redes de inovação e momentos de planejamento estratégico da Embrapii. A conferência também promoveu a premiação dos Melhores do Ano Embrapii, reconhecendo unidades que se destacaram ao longo de 2024.
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Pós-Graduação em Planejamento e Controle de Gestão da UFSC recebe inscrições para mestrado profissional

12/12/2025 11:38

O Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Controle de Gestão da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGCG/UFSC) está com inscrições abertas para o Mestrado Profissional em Planejamento e Controle de Gestão. São ofertadas até 40 vagas, para ingresso no primeiro semestre letivo de 2026, conforme calendário acadêmico da UFSC. O edital está disponível no site da PPGCG. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site. 

As inscrições são gratuitas e vão até 18 de janeiro de 2026. São reservadas até 12 (doze) vagas para as ações afirmativas, sendo que até 8 (oito) são para Pessoas Autodeclaradas Pretas, Pardas, Indígenas (PPI) e Quilombolas, até 3 (três) serão destinadas às autodeclaradas Pessoas com Deficiência (PcD) e até 1 (uma) vaga será destinada à pessoa trans. O resultado final da seleção está previsto para 03 de março de 2026. 

O mestrado profissional abrange pesquisas e estudos práticos com base em evidências colhidas nas organizações que identificam, mensuram, avaliam e evidenciam as informações necessárias para planejamento, execução e controle das ações das áreas operacionais e estratégicas de organizações públicas, privadas, de economia mista e do terceiro setor. A linha de pesquisa Planejamento e Controle de Gestão contempla os seguintes eixos de aplicação: Formação Básica; Formação Estratégica; Formação em Governança e Compliance; Formação Comportamental; Formação Técnica; e Formação Integrada.

Acesse o edital.

Mais informações no site da PPGCG ou pelo e-mail ppgcg@contato.ufsc.br

Tags: Bolsas de mestradoControle de GestãoCTCgovernançamestrado profissionalPrograma de Pós-Graduação em Planejamento e Controle de Gestão (PPGCG)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadores da UFSC realizam estudo inédito sobre reprodução vegetal

11/12/2025 10:42

Pesquisador Eduardo Nery, aluno de pós-doutorado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foto: Rosângela Matos/Agecom/UFSC

Uma pesquisa pioneira realizada como parte do doutorado do pesquisador Eduardo Nery, pós-doutorando do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a professora Mayara Caddah, demonstrou que espécies de Miconia apresentam uma limitação evolutiva relacionada ao crescimento durante o processo reprodutivo.

No artigo An evolutionary constraint between reproduction and growth in a clade of Miconia (Melastomataceae), publicado neste ano na Botanical Journal of the Linnean Society, os autores mostram que as plantas-mãe, ao direcionarem energia para a produção de sementes, apresentam redução no crescimento, revelando um conflito entre crescimento e reprodução. Este trabalho é pioneiro por testar diretamente este efeito em plantas brasileiras. 

Espécime de planta do grupo Miconia, conhecida popularmente como Pixirica. Foto: Rosângela Matos/Agecom/UFSC

O estudo envolveu 66 espécies do grupo de plantas Miconia, que constituem o sexto maior grupo de plantas do Brasil e são conhecidas popularmente como Pixiricas. A análise comparativa entre as espécies permitiu identificar padrões evolutivos de alocação de recursos, contribuindo para o entendimento da história natural do grupo e da biodiversidade brasileira. Foi observada uma diferença significativa entre plantas de ambientes secos, como cerrado e caatinga, e plantas de regiões de floresta, em que o custo reprodutivo é maior devido à escassez de água.

Para a realização do estudo, os pesquisadores utilizaram diferentes herbários. O Herbário FLOR da UFSC, em Florianópolis, abriga cerca de 70 mil espécies. Também foram utilizados herbários do Paraná, o Jardim Botânico de Nova York e o Museu Paraense Emílio Goeldi, que forneceram acesso a espécies amazônicas mais raras.

Espaço atual do Herbário FLOR da UFSC, banco de dados utilizado para a coleta de informação científica. Foto: Rosângela Matos/Agecom/UFSC

A participação dos professores foi fundamental para a contribuição do resultado da pesquisa. A professora Mayara Caddah, especialista em taxonomia, auxiliou na identificação das espécies, nas coletas de campo e no acesso ao acervo do Herbário FLOR. O professor Fabian A. Michelangeli colaborou na identificação botânica e na seleção de amostras amazônicas no herbário do Jardim Botânico de Nova York, contribuindo diretamente para a análise das espécies estudadas.

 

 

João Hasse | agecom@contato.ufsc.br
Estagiário da Agecom | UFSC
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UFSC vai coordenar estudo nacional pioneiro sobre atenção básica à saúde da população LGBTI+

10/12/2025 14:59

Pesquisa sediada no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolvida em parceria com outras quatro universidades públicas, vai avaliar a qualidade da atenção em saúde destinada à população LGBTI+ em cinco municípios brasileiros. O projeto Caminhos para a equidade: avaliação da atenção em saúde para pessoas LGBTI+ na atenção primária contará com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Edital Universal.

A proposta vai identificar barreiras de acesso, desafios estruturais e estratégias para qualificar os serviços no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A parceria é com as universidades federais do Mato Grosso do Sul (UFMS) e do Amapá (Unifap) e as estaduais de Maringá (UEM) e do Amazonas (UEA).

Coordenado pela professora Josimari Telino de Lacerda, do Departamento de Saúde Pública, e pelo doutorando do PPGSC André Inácio da Silva, o projeto reúne uma equipe multidisciplinar que atuará em colaboração interinstitucional, fortalecendo redes de pesquisa e ampliando o impacto científico e social da investigação. O projeto será executado no prazo de três anos nas cidades de Florianópolis, Três Lagoas (MS), Macapá (AP), Manaus (AM) e Maringá (PR).

O trabalho deverá contribuir para a compreensão e enfrentamento dos desafios históricos e estruturais enfrentados pela população LGBTI+ no Brasil, no que diz respeito ao acesso à saúde. Um dado emblemático é que a expectativa de vida das pessoas trans é de 35 anos, enquanto a média nacional é de 77 anos. Na análise da equipe do projeto, isso é reflexo de violência, discriminação e exclusão social. “A motivação para o estudo emerge diante desse quadro epidemiológico e da constatação de que, apesar dos avanços normativos e das políticas públicas voltadas para a população LGBTI+ no Brasil, persistem desigualdades estruturais e institucionais que comprometem a qualidade da atenção à saúde dessa população”, escrevem os pesquisadores.

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