Colóquio de Usinagem premia artigo de pesquisadores da UFSC

17/12/2024 16:14

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve seu artigo premiado como melhor trabalho na área temática Textura e Integridade da Superfície durante o XXVI Colóquio de Usinagem, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O grupo é formado pelos professores Erick Cardoso Costa, do Departamento de Engenharias da Mobilidade do Centro Tecnológico de Joinville (CTJ), e Fabio Antonio Xavier, do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico de Florianópolis (CTC), e pelos alunos Gustavo Sorgetz, Natalie Souza Heinz e Beatriz Cardoso Santos. O evento ocorreu de 25 a 27 de novembro. 

O artigo, intitulado Effect of the wire electrical discharge machining and electropolishing on surface quality of the Nd-Fe-B magnet, apresenta avanços no uso da usinagem por descarga elétrica e do eletropolimento para melhorar a qualidade superficial de ímãs amplamente aplicados em tecnologias modernas, como turbinas eólicas, dispositivos biomédicos e motores elétricos. 

O Colóquio de Usinagem, criado em 1993 pela Universidade Federal de Uberlândia, é um evento de referência nacional que reúne pesquisadores, estudantes e profissionais da indústria para discutir avanços e desafios da área. Nesta edição, foram abordados temas como usinabilidade de materiais, automação, microusinagem e usinagem verde, entre outros.

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UFSC sedia 2º Workshop de Integração entre Petrobras e Universidades

17/12/2024 15:47

Evento reuniu 99 pesquisadores e representantes da Petrobras. Foto: divulgação

Foi realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) o 2º Workshop de Integração entre Petrobras e Universidades, com foco no fortalecimento da Rede Temática de Tratamento de Água Offshore, na última terça-feira, 16 de dezembro. O evento reuniu representantes da Petrobras e 99 pesquisadores das instituições acadêmicas parceiras: UFSC, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Universidade Federal de Itajubá (Unifei). O workshop contou com o apoio e a participação da Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Feesc).

Na sessão de abertura do evento, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFSC, Jacques Mick, ressaltou a importância da cooperação científica colaborativa entre todas as instituições. O workshop promoveu uma imersão no tema de tratamento de água em ambientes offshore, essencial para o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis no setor. Os projetos e seus resultados foram apresentados oralmente e em pôsteres, proporcionando um ambiente propício à troca de conhecimentos e à consolidação de parcerias entre a indústria e a academia.

Segundo a professora Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, a iniciativa reforça o compromisso das universidades e da Petrobras com a inovação tecnológica e a sustentabilidade, ao mesmo tempo em que valoriza a colaboração entre instituições de ensino e pesquisa para superar os desafios do tratamento de água em operações offshore. 

Estão envolvidos pesquisadores que atuam em quatro laboratórios da UFSC que executam os projetos com a Petrobras atualmente. Três dos laboratórios são do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos: o Laboratório de Energia e Meio Ambiente (Lema), o Laboratório de Simulação Numérica de Sistemas Químicos e de Transferência de Massa (Labsin/Labmassa) e o Laboratório de Processos com Membranas (Labsem). Também atua o Laboratório de Bioinorgânica e Cristalografia (Labinc), do Departamento de Química. 

Painel do 2º Workshop de Integração entre Petrobras e Universidades na UFSC. Foto: divulgação

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Empresa júnior da UFSC desenvolve esteiras adaptadas e suportes de peso únicos no país

17/12/2024 15:18

Esteiras adaptada e suporte de peso para pacientes com problemas neurofuncionais foram desenvolvidos pela empresa júnior da Engenharia Mecânica da UFSC. Fotos: divulgação

A i9 Consultoria, empresa júnior do Curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), formada inteiramente por estudantes, desenvolveu esteiras adaptadas e suportes de peso inovadores no Brasil para pacientes com problemas neurofuncionais. Até o momento, são mais de 170 equipamentos produzidos pela empresa presentes em universidades, associações, fundações, hospitais, clínicas de fisioterapia e centros especializados em neurologia.

O projeto iniciou em 2020, a partir da demanda de um cliente. “Embora o pedido do cliente não tenha avançado, internamente enxergamos uma grande oportunidade, porque o setor carecia de tecnologia”, explica o estudante de Engenharia Mecânica Victor Berbare, presidente da empresa júnior em 2023. O primeiro protótipo da esteira e do suporte foram feitos no ano seguinte.

A entrega inaugural foi um sucesso, e a equipe lançou dois produtos no mercado: uma esteira totalmente adaptada, equipada com velocidade especial, apoios para suporte, rampa de acessibilidade e controle analógico de velocidade; e um suporte parcial de peso, um produto único no país que possui um software para suspensão automática de peso em pacientes com disfunções neurofuncionais.

“O suporte auxilia indivíduos que muitas vezes não conseguem se manter de pé ou se sustentar o suficiente para retomar a marcha”, acrescenta Victor. Os produtos são usados por fisioterapeutas para tratar pessoas com problemas neuromotores, como pessoas que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame, crianças com paralisia infantil, ou com algum grau grave de autismo, que pode causar problemas de locomoção. Além disso, podem ser utilizados para treino de marcha, tanto para tratamento, como para prevenção, no caso de idosos.
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Laboratório de Acústica e Vibrações da UFSC realiza coleta de dados para controle de ruídos ferroviários

16/12/2024 13:57

Medição de ruído na Estrada de Ferro Vitória Minas pelo Laboratório de Acústica e Vibrações. UFSC. Foto: Luiz Nascimento/Divulgação

A identificação e aplicação de estratégias para o controle de ruídos ferroviários é objeto de pesquisa do Laboratório de Acústica e Vibrações do Campus Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina. Com o intuito de reduzir ruídos da operação de trens em Governador Valadares (MG), os professores Thiago Antônio Fiorentin e Yesid Asaff, junto dos estudantes de Engenharia Ferroviária e Metroviária Cristian Piehowiak e Fernanda Carolina Souza, realizaram coleta de dados em campo entre os dias 4 e 8 de dezembro.  

Durante cinco dias, a equipe realizou medições e análises no local. O ruído gerado pelo transporte ferroviário pode gerar desconforto aos moradores de áreas vizinhas, interferindo no bem-estar e na tranquilidade dessas comunidades. Desta forma, o trabalho do laboratório envolve a identificação das principais fontes de ruído e o desenvolvimento de estratégias de atenuação. 

A pesquisa busca minimizar o impacto sonoro causado pela operação de trens e contribuir com o conforto da população que reside próxima às ferrovias.  Os dados coletados serão utilizados para aprimorar as soluções propostas pelo projeto, que alcançou resultados como o desenvolvimento de metodologia para medição de ruído, procedimento para análise de resultados e teste de diferentes soluções para controle de ruído. 

O projeto é desenvolvido em parceria com a mineradora VALE, desde 2017, por meio da Pesquisa de Identificação e Aplicação de Estratégias para Controle de Ruídos Ferroviários da empresa. 

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Estudantes da UFSC vencem Prêmio Acadêmico Catarinense de Economia

13/12/2024 17:03

Dois alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram premiados na segunda edição do Prêmio Acadêmico Catarinense de Economia (Pace), cujo resultado final foi divulgado pelo Conselho Regional de Economia (Corecon/SC) na última quinta-feira, 13 de dezembro. Na categoria Monografia, o estudante Matheus Souza da Rosa ficou com a primeira colocação e Ricardo Marques Lobo, no terceiro lugar. A premiação tem como objetivo incentivar a investigação econômica em geral e estimular estudantes de ciências econômicas a desenvolverem reflexões voltadas para o conhecimento e desenvolvimento da área, relacionando com a economia catarinense e suas inter-relações com a economia brasileira e internacional.

Intitulada Desindustrialização na Economia de Santa Catarina: Discussão Metodológica e Análise das Evidências do Período 1985-2020, a monografia de Matheus Rosa discutiu a desindustrialização no estado ao apresentar uma análise combinada dos indicadores do produto, do emprego e do setor externo. O trabalho concluiu que a desindustrialização da economia de Santa Catarina se agravou na última década, “dado que se configurou um cenário conjunto de redução do grau de industrialização, de perda da participação relativa do emprego alocado na indústria de transformação e deterioração do saldo comercial com especialização regressiva da pauta exportadora”. O vencedor agora concorrerá na etapa nacional do prêmio, a ser realizada em 2025.

Já a monografia terceira colocada, intitulada As Agendas de China e Estados Unidos em Inteligência Artificial, abordou os conceitos de inovação, política industrial, indústria 4.0 e regulação de novas tecnologias. A pesquisa de Ricardo Lobo traçou um panorama tecnológico mundial, através de bases de dados públicas de patentes e inovação, explorando os perfiis econômico e tecnológico dos dois países, bem como o histórico de suas políticas industriais e de inovação. O trabalho foi orientado pelo professor Gilson Geraldino, líder do grupo de pesquisa Inovação, Economia e Sociedade e docente do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, com foco em microeconomia e inovação tecnológica. “O esforço vem dando resultado, apesar das condições de trabalho muito aquém do necessário”, avalia Geraldino, que contabiliza 34 orientações concluídas na graduação, duas no mestrado e três no doutorado.

A segunda colocação na categoria Monografia ficou com Gabriel dos Santos Sabino, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), com o trabalho O Papel da Educação em Finanças e os Fatores Psicológicos na Tomada de Decisão Financeira por Jovens Adultos. O Pace 2024 anuniou ainda duas produções contempladas na categoria Artigo: Cauani Gabrielli Debona, da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), com o texto Análise do Desempenho do Uso do Hedge com Opções de Venda; e Rudieri Daitx da Silva, do Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi), com A Hiperinflação e a Estabilização Monetária: Uma Epopeia Brasileira.
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UFSC na mídia: professor fala sobre mudanças climáticas em podcast

13/12/2024 15:53

Professor Alberto Lindner foi um dos convidados do episódio. Foto: reprodução/Os Sócios Podcast

O podcast Os Sócios apresentou um episódio sobre o impacto das mudanças climáticas no cotidiano e as perspectivas para as gerações futuras. Foram convidados para a discussão o professor Alberto Lindner do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o geofísico Sergio Sacani.

O episódio aborda a forma como as mudanças climáticas afetam os eventos climáticos extremos e os padrões globais de temperatura. “O problema é a velocidade que a temperatura está subindo nos últimos 150 anos”, explica Lindner. Transição energética, acordos globais, impactos econômicos e sociais das mudanças climáticas e adaptação também foram tópicos abordados durante a conversa.

Assista ao episódio completo no canal do YouTube.

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Projetos regionais da UFSC também são contemplados pelo Meninas das Ciências, do CNPq

13/12/2024 15:30

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve dois projetos adicionais aprovados na Chamada Pública “Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação”, do Ministério das Mulheres, em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além das pesquisadoras selecionadas na categoria Projeto em Rede Nacional, a Universidade foi escolhida em duas iniciativas sob a categoria Projeto em Rede Regional, contemplando as professoras Eliane Pozzebon, do Departamento de Computação da UFSC Araranguá e Adriana Passarella Gerola, do Departamento de Química em Florianópolis. 

Os projetos têm como principal objetivo estimular o ingresso, a formação, a permanência e a ascensão de meninas e mulheres nas carreiras de Ciências Exatas, Engenharias e Computação. 

Conheça os projetos:
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Pesquisadora da UFSC ganha uma das principais honrarias do Prêmio Capes de Tese

13/12/2024 10:06

Ana Paula, o orientador Pedro Luiz Manique Barreto e a professora Debora Menezes, atual diretora de Avaliação de Resultados e Soluções Digitais (DASD) do CNPq.

Doutora em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ana Paula Zapelini de Melo foi a vencedora do Grande Prêmio Ennio Candotti, de Ciências da Vida, honraria concedida pelo Prêmio Capes de Tese, um dos mais importantes no reconhecimento a cientistas no Brasil. Ela é a autora da tese Derramamento de petróleo no litoral brasileiro: desenvolvimento de métodos analíticos para controle de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e monitoramento de pescado baseado em risco. “Esse prêmio é a honraria da relevância do trabalho para a sociedade e para o avanço científico no País e demonstra que meu projeto trouxe contribuições concretas e soluções inovadoras para problemas reais”, ressalta.

Ana venceu o Prêmio CAPES de Tese 2024 na área de Ciência de Alimentos. Na pesquisa, buscou desenvolver e validar métodos oficiais para a quantificação de contaminantes petrogênicos em pescado, em resposta ao desastre com derramamento de petróleo ocorrido no Brasil em 2019. Esse modelo foi validado conforme as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da União Europeia (UE), e tornou-se o primeiro protocolo oficial do Brasil para controle de contaminantes petrogênicos em pescado.

A cientista teve a trajetória acadêmica toda realizada na UFSC, da graduação até o pós-doutorado, que ela realiza agora, estudando a contaminação de pescado com nano e microplásticos, um tema emergente e de grande relevância para a segurança dos alimentos.

O trabalho teve orientação do professor Pedro Luiz Manique Barreto e coorientação de Rodrigo Barcellos Hoff. “Diante da necessidade de um método analítico rápido, confiável e de baixo custo para avaliar a contaminação do pescado, adaptamos máquinas de café espresso, transformando-as em equipamentos laboratoriais, simulando a técnica de extração por líquido pressurizado”, explica.

Nesse processo, segundo Ana Paula, as amostras de pescado são colocadas em cápsulas e são extraídas de maneira similar à preparação de um café. “Após a extração, a quantificação dos contaminantes petrogênicos (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) era realizada por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas. Esse método foi validado conforme as diretrizes do MAPA e da UE, e tornou-se o primeiro protocolo oficial do Brasil para controle de contaminantes petrogênicos em pescado”, contou à Capes.
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Com participação da UFSC, artigo na Science reforça importância do diálogo entre ciências indígena e ocidental para futuro sustentável

12/12/2024 16:05

Conservação da Amazônia depende da integração de conhecimentos (Imagem de leondeniscf por Pixabay)

No contexto da crise climática, o diálogo entre o conhecimento científico ocidental e o indígena é essencial para a conservação da Amazônia e para o futuro sustentável do planeta. A integração dos sistemas de conhecimento pode garantir uma ciência mais holística, que entenda a conexão indissociável entre cultura e natureza e que, portanto, reconheça a contribuição dos povos originários para a reabilitação dos ecossistemas. É o que aponta artigo publicado na revista Science nesta quinta (12) por pesquisadores indígenas dos povos Tuyuka, Tukano, Bará, Baniwa e Sateré-Mawé, em parceria com não indígenas, vinculados a projeto do Brazil LAB, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Os cientistas participantes também têm vínculo com instituições brasileiras como as universidades federais de Santa Catarina (UFSC) e do Amazonas (UFAM).

O artigo defende a integração urgente entre os saberes, considerando a contribuição das teorias e práticas de povos indígenas, há pelo menos 12 mil anos, para a conservação e restauração do meio ambiente – e elegem a Amazônia como um terreno fértil para promover este diálogo.

“Uma das principais lições dos conhecimentos indígenas do Alto Rio Negro é compreensão de que as vidas se estabelecem em conexão. Nada existe sozinho, tudo está relacionado – e compreender essa rede de relações entre todos os seres é uma das chaves para a sustentabilidade”, explica Carolina Levis, pesquisadora da UFSC e primeira autora do artigo. Para ela, a cosmovisão indígena pode auxiliar na desconstrução da visão colonialista que há séculos explora a Amazônia. “Enquanto o pensamento ocidental está enraizado em visões utilitaristas e antropocêntricas da natureza, os povos indígenas amazônicos entendem que a natureza e seus elementos também são dotados de qualidades de pessoas e tudo faz parte de um sistema integrado”, comenta.
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Estudo da UFSC apresenta modelo conceitual de fenômeno atmosférico chamado ‘toró’

10/12/2024 13:09

Fenômeno tem força suficiente para causar erosão. Na imagem, a Serra Geral, em 23 de dezembro de 1995. Foto: Reprodução/Acervo do pesquisador.

Um estudo produzido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentou um novo modelo conceitual de evento climático e propôs o nome “toró” para designá-lo. O fenômeno meteorológico se caracteriza por uma grande quantidade de água e granizo, cerca de 10 metros cúbicos, caindo em um intervalo curto, de 20 segundos a 1 minuto, podendo atingir até 10.000 milímetros por minuto. Ele ocorre em regiões próximas a montanhas, produzindo ventos fortes, destruição de árvores e casas, e deixando marcas e cicatrizes lineares na vegetação.

O termo “toró” tem origem na língua guarani, explica Reinaldo Haas, autor do estudo e professor de climatologia do Departamento de Física da UFSC. Ele argumenta que o povo guarani já conhecia este evento climático, chamando-o de tororó ou tororomba. A língua guarani, assim como o tupi antigo, é onomatopeica, ou seja, as palavras imitam os sons que representam. Reinaldo acredita que o nome “toró” representa o som produzido pelo fenômeno: “tó”, para quando a água corta o ar; e “ró”, para quando chega ao chão. 

O novo termo foi sugerido para diferenciá-lo do fenômeno conhecido como tromba d’água, tradicionalmente usado para descrever chuvas fortes na meteorologia oficial brasileira até a década de 1990. “O nome ‘tromba d’água’ é dado quando um tornado se forma sobre a água, o que não tem nada a ver com o toró”, informa Reinaldo. O docente e sua equipe analisaram registros antigos, dicionários e a toponímia de algumas localidades para compreender melhor o fenômeno e sua terminologia. Ele destaca a importância dos observadores locais e a necessidade de incluir indígenas, moradores e cientistas na pesquisa.

Um modelo conceitual foi desenvolvido no estudo para detalhar a formação de um toró, considerado um perigo atmosférico, conforme explica o professor. Este evento ocorre quando uma nuvem supercélula, caracterizada por uma corrente de ar ascendente muito forte, se aproxima de um desfiladeiro. Parte desse ar sobe ainda mais rápido devido ao formato do terreno, o que provoca a formação de mais gelo dentro da nuvem e aumenta o peso do granizo. Com o tempo, a pressão dentro da nuvem se torna tão alta que o ar ascendente não consegue mais sustentar o granizo, resultando em sua queda. O granizo e a água caem rapidamente, seguindo o vento ao redor do desfiladeiro e sendo empurrados para o centro, onde a pressão é mais baixa. Quando o granizo derrete, forma-se uma forte corrente de água que desce pelo desfiladeiro com força suficiente para causar erosão, principalmente no lado protegido do vento, deixando marcas no terreno. 
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Saneamento em terras indígenas deve ser pensado com e para a comunidade, defende estudo da UFSC

06/12/2024 17:12

Rodrigo, à direita, durante sua pesquisa-ação na aldeia Tekoa Vy’a. Foto: Arquivo Pessoal.

Para o pesquisador Rodrigo de Pinho Franco, o saneamento, seja em regiões urbanas ou rurais, deve sempre ter em vista a promoção da saúde. Nesse sentido, ele deve ser planejado e executado com e para as pessoas, relacionando os saberes acadêmicos com os saberes tradicionais. Esses princípios estão no cerne de sua pesquisa de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGEA/UFSC). Orientada pelo professor Paulo Belli Filho, a dissertação “Diálogos sobre Saneamento: Um caso de extensão sanitária na Reserva Indígena Tekoa Vy’a, em Major Gercino, SC” sugere uma nova práxis para o saneamento em territórios indígenas.

Entre as propostas apresentadas no trabalho, estão a proteção de nascentes, o aperfeiçoamento na rede de distribuição de água, a instalação de banheiros com sistema de tratamento de efluentes e a realização de oficinas sobre gestão de resíduos sólidos. Tais práticas são resultado do intercâmbio entre a reflexão acadêmica e o envolvimento dos indígenas no diagnóstico dos problemas e nas tomadas de decisão. “O respeito ao tempo Guarani e às formas de trabalho coletivo, com rodas de conversa e mutirões, permitiram ao projeto identificar as demandas e se reinventar ao longo do caminho”, afirma o pesquisador.
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Formada por mais de 30 laboratórios, Rede de Biotecnologia da UFSC tem criação aprovada pela Propesq

05/12/2024 16:09

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC) aprovou na última quinta-feira, 28 de novembro, a criação da Rede de Biotecnologia (Rede Biotech), formada por mais de 30 laboratórios e grupos de pesquisa dos campi de Florianópolis, Blumenau e Curitibanos da UFSC. A rede reúne competências com o objetivo de desenvolver projetos inter e multidisciplinares em biodiversidade e biotecnologia, promovendo a colaboração entre a academia, empresas e centros de pesquisa.

Coordenada pela professora Débora de Oliveira, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos (EQA), a Rede Biotech integra esforços de docentes, pesquisadores e parceiros estratégicos, como a Rede de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade e Bioeconomia (RCBio), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a fim de desenvolver produtos e processos biotecnológicos com impacto socioeconômico e ambiental direto em Santa Catarina.

De acordo com os responsáveis pela Rede da UFSC, a parceria viabiliza a consolidação de centros de excelência por meio do compartilhamento de infraestrutura avançada e do intercâmbio de conhecimento técnico e científico, além de representar um avanço estratégico no campo da biotecnologia. “A união das duas redes reforça o compromisso com a sustentabilidade e com a geração de valor por meio da inovação, contribuindo para transformar desafios em oportunidades para um futuro mais verde e tecnológico”, afirmam.

Além de potencializar a transferência de tecnologia e inovação, a colaboração entre UFSC e Senai contribui para a formação de profissionais qualificados e para o fortalecimento da competitividade industrial da região catarinense. Ao ampliar o impacto da biotecnologia na indústria, a parceria também desenvolve soluções que atendem a demandas locais e globais em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os pesquisadores ressaltam ainda que a  formalização de iniciativas como a Rede Biotech está em consonância com a Normativa nº 02/2023/CPESQ, que regula a associação de grupos de pesquisa da UFSC a estruturas de pesquisa externas. Para mais informações, acesse o Instagram, LinkedIn ou site da Rede Biotech.

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Crianças que dormem e acordam mais cedo se alimentam melhor, revela estudo da UFSC

05/12/2024 12:07

Denise Miguel Teixeira Roberto, durante sua pesquisa de doutorado. Foto: Arquivo Pessoal.

A nutricionista Denise Miguel Teixeira Roberto sempre se interessou em saber quais fatores afetam nossa alimentação e de que forma o que comemos pode melhorar nossa saúde e nosso bem-estar de forma geral. Nesse contexto, ela elegeu o consumo alimentar de crianças como tema de sua pesquisa de mestrado, cuja dissertação foi defendida em 2020, no Programa de Pós-graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN/UFSC), com o título “Avaliação da estabilidade de padrões de refeições em escolares do 2º ao 5º ano da rede pública de ensino de Florianópolis-SC: 2013-2015”. Incentivada por sua orientadora, a professora Patrícia de Fragas Hinnig, Denise decidiu seguir explorando o tema no doutorado. Dessa vez, seu trabalho estaria focado na associação entre hábitos de sono, alimentação, sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes.

“Minha orientadora começou a trabalhar com sono porque observou que estavam surgindo muitos estudos apontando a importância do sono para a saúde. Ela orientou uma dissertação sobre sono e alimentação e percebeu que esse era um tema muito em alta”, explica Denise. Segundo ela, um número cada vez maior de estudos mostrava a relevância do sono para a saúde e indicava que o modo de vida moderno vinha reduzindo nosso tempo de sono. “Especialmente em decorrência do aumento da exposição às telas, temos observado que as horas de sono estão diminuindo e que as pessoas têm ido dormir cada vez mais tarde, o que pode ocasionar prejuízos na saúde. Por isso decidimos investigar os impactos do sono nos padrões alimentares para saber exatamente quais refeições são as mais afetadas pelo sono.”
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Pesquisa explora diferentes fases da matéria quântica e propõe novos experimentos

03/12/2024 14:15

Um grupo de pesquisadores de diferentes instituições publicou um estudo que traz resultados inovadores, com potencial de abrir novos caminhos na área da física quântica. Utilizando cálculos matemáticos e simulações em computadores, os cientistas descrevem o que acontece quando um gás com propriedades magnéticas interage com uma armadilha óptica formada por lasers em temperaturas baixíssimas, da ordem dos nanokelvins – próximas do zero absoluto, que equivale a -273,15º Celsius. 

Disponível na revista internacional Physical Review Letters, o artigo Exploring quantum phases of dipolar gases through quasicrystalline confinement (Explorando fases quânticas de gases dipolares através de confinamento quase-cristalino, na tradução para o português) revela novas fases da matéria em sistemas quânticos. Também aponta possibilidades para a realização de novos experimentos, com a tecnologia disponível em laboratórios especializados, para verificar os resultados obtidos.

“Como físicos que trabalhamos nessa área conhecida como matéria condensada, um dos objetivos do nosso trabalho é justamente tentar entender as propriedades dos sistemas quando eles são, digamos assim, submetidos a condições especiais. A gente sempre tenta encontrar sistemas que tenham um comportamento pouco usual ou exótico quando perturbados. Neste trabalho, estudamos um sistema que, do ponto de vista experimental, tem uma certa relevância, porque já é possível realizar esse tipo de estudo em alguns laboratórios no mundo”, afirma Alejandro Mendoza-Coto, professor do Departamento de Física da UFSC e coautor do artigo.
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Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências da UFSC recebe inscrições de candidatos ao mestrado e doutorado

03/12/2024 10:27

O Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGBTC/CCB/UFSC) recebe inscrições do processo seletivo para os cursos de mestrado e doutorado. Os candidatos ao mestrado devem se inscrever até 23 de janeiro de 2025; os candidatos ao doutorado, até 28 de janeiro.

Para o mestrado, são oferecidas 24 vagas, sendo 18 de ampla concorrência, três vagas para candidatos(as) pretos e pardos e indígenas, e uma vaga para candidatos(as) com deficiência e outras categorias de vulnerabilidades social. Para o doutorado, são oferecidas 22 vagas, sendo 18 de ampla concorrência, três vagas para candidatos(as) pretos e pardos e indígenas, e uma vaga para candidatos(as) com deficiência e outras categorias de vulnerabilidades social.

Confira o edital do mestrado e o edital do doutorado.

Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis na página do programa.

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Chamada Pública Meninas das Ciências do CNPq seleciona projetos da UFSC

02/12/2024 13:53

Projetos de estímulo às carreiras de tecnologia, como os que envolvem robótica, receberão apoio federal na UFSC. (Foto: Raissa Hübner/Agecom/UFSC)

Projetos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram aprovados na Chamada Pública “Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação”, do Ministério das Mulheres, em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O resultado final foi divulgado no último dia 12 de novembro.

Na categoria Projeto em Rede Nacional, foram contempladas as professoras Daniela Ota Hisayasu Suzuki, do Departamento de Engenharia Elétrica, Tatiana Renata Garcia, do Departamento de Engenharias da Mobilidade, do Campus de Joinville, e Roseline Beatriz Strieder, do Departamento de Física. Outras duas propostas foram selecionadas na categoria Projeto em Rede Regional: uma coordenada pela professora Eliane Pozzebon, do Departamento de Computação da UFSC Araranguá; e a segunda pela professora Adriana Passarella Gerola, do Departamento de Química. 

Os projetos têm como principal objetivo estimular o ingresso, a formação, a permanência e a ascensão de meninas e mulheres nas carreiras de Ciências Exatas, Engenharias e Computação. “Esperamos combater preconceitos e estereótipos femininos. É preciso incentivar e encorajar meninas desde cedo a atuar nas áreas STEAM [Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (Science, Technology, Engineering, Arts Mathematics)], mostrando que não existe diferença no potencial educacional técnico científico entre meninos e meninas”, reitera a professora Tatiana Garcia. “Além disso, é importante engajar as alunas de graduação nestas ações, para que elas também sejam estimuladas a combater esses preconceitos”.
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Pesquisa da UFSC analisa consequências sociais e políticas de ações das Forças Armadas voltadas a civis

02/12/2024 13:30

Ilustração: Laura Araujo/NADC/UFSC

Qual deveria ser a relação das Forças Armadas (FA) com a sociedade civil em uma democracia? Essa é uma das questões que o trabalho da professora Anaís Medeiros Passos, do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tenta responder. A pesquisadora produziu um mapeamento das ações cívico-sociais (Acisos) realizadas pelo Exército Brasileiro, que revela consequências do histórico das relações entre as instituições civis e militares no Brasil. Entre elas, a percepção de que há uma conexão entre a atuação do Exército na segurança e o desenvolvimento do país.

Direcionadas à sociedade civil em áreas como saúde, assistência social, educação e infraestrutura, as Acisos têm como objetivo obter apoio de parte da população e reforçar uma imagem positiva sobre as Forças Armadas. São destinadas a diferentes públicos: grupos sociais vulneráveis (de acordo com a perspectiva militar), famílias de militares e pessoas que vivem próximas aos quartéis. Também acontecem em situações nas quais o Exército opera por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o que lhes concede permissão para ocupar funções de polícia. A pesquisa da professora buscou identificar quais são os tipos dessas ações, a fim de produzir conhecimento para os tomadores de decisão.

De um lado, há a assistência social prestada pelo Exército nesses lugares e, de outro, sua ação repressiva. De acordo com Anaís, as Acisos são uma forma de contato direto dos militares com a população, sem nenhuma forma de monitoramento. Elas ganham ainda mais força em regiões como a fronteira norte da Amazônia, na qual a presença do Estado é reduzida. “Delegamos muito poder para os militares lá”, explica a professora. “Não apenas porque eles estão ocupando aquele espaço, mas também porque ninguém, nenhum outro órgão, entra nessa disputa”. 

A lacuna acaba elevando o protagonismo das ações e reforça certo teor de propaganda em algumas medidas. Para Anaís, elas buscam construir uma imagem confiável sobre a instituição militar que está a serviço da população.
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Prorrogada até 15 de janeiro adesão de empresas do setor automotivo a projeto para tratamento a plasma de ferramentais

02/12/2024 13:17

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A adesão de empresas do setor automotivo ao projeto Núcleo de Competências em Engenharia de Superfícies para Ferramentarias, uma iniciativa que busca reduzir a dependência de insumos estrangeiros e aumentar a competitividade das ferramentarias brasileiras, tem novo prazo de encerramento: 15 de janeiro de 2025. O projeto é parte da Linha IV – Ferramentarias Brasileiras Mais Competitivas, dentro do programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), e é coordenado pela Fundação de Apoio da Universidade Federal de Minas Gerais (Fundep), responsável pela coordenação da Linha IV – Ferramentarias Brasileiras mais Competitivas do programa prioritário Mobilidade Verde e Inovação, substituto do Rota 2030. A gestão do projeto no âmbito da UFSC está a cargo da Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc).

>> Laboratório da UFSC trabalha em projeto para autonomia da indústria de automóveis no Brasil

Com um aporte de R$ 17 milhões e duração de 36 meses, o projeto tem como foco o desenvolvimento de uma unidade de tratamento de superfície por nitretação a plasma, tecnologia que será aplicada a ferramentais de estampagem de grande porte utilizados pela indústria automotiva. Essa inovação, amplamente usada no exterior, será implementada no Brasil, proporcionando maior autonomia ao setor e elevando sua capacidade de atender às demandas internacionais de qualidade e eficiência.
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‘Nossa meta é conquistar um mundo livre do vírus da aids’, afirma professor da UFSC

28/11/2024 11:20

Professor Aguinaldo Roberto Pinto, no Laboratório de Imunologia Aplicada (LIA/CCB/UFSC). Foto: Gabriel Salles Beltrão.

O dia 1º de dezembro foi instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data – definida em 1988, cinco anos depois de cientistas identificarem o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) – tem por objetivo promover a conscientização sobre a doença e sua prevenção, combater preconceitos e desinformação,  além de celebrar os avanços no acesso a tratamentos. Tais avanços são resultados das contínuas pesquisas científicas na área, as quais têm contribuído desde a descoberta do vírus causador da pandemia de aids, até a busca por cura.

Entre os cientistas que se destacam internacionalmente na pesquisa sobre HIV/Aids está Aguinaldo Roberto Pinto, professor do departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MIP/UFSC) e coordenador do Laboratório de Imunologia Aplicada (LIA/CCB/UFSC). Em alusão à data, o periódico científico Virology Journal publicou uma entrevista com o pesquisador, em que ele narra sua trajetória na investigação sobre o tema e os principais desafios enfrentados no combate à doença. Aguinaldo, que é editor da seção de Retrovírus da publicação, tem se dedicado a diversos aspectos relacionados à infecção pelo HIV e, atualmente, tem pesquisado também sobre o papel da proteína Spike sobre células microgliais – células do Sistema Nervoso Central (SNC) que atuam na defesa imunológica e na proteção do cérebro e da medula – e sua relevância na neuroinflamação da COVID-19.
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Pesquisadores da UFSC desenvolvem protótipo de aplicativo capaz de identificar fungos através de fotos

27/11/2024 11:00

Aplicativo reúne informações de mais de 500 espécies de macrofungos. Foto: Ariéll Cristovão/Agecom/UFSC

O grupo de pesquisa MIND.Funga, coordenado pelo Laboratório de Micologia (Micolab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está desenvolvendo um aplicativo capaz de identificar, a partir de fotos, espécies de macrofungos, como cogumelos e orelhas-de-pau, por exemplo. O projeto utiliza um banco de dados composto por mais de 13 mil fotografias que representam 505 espécies de macrofungos coletadas em diversas regiões do Brasil.

O estudo, intitulado Innovative infrastructure to access Brazilian fungal diversity using Deep Learning, destaca como o uso de inteligência artificial (IA) pode facilitar a pesquisa e o mapeamento de espécies fúngicas no país. O pesquisador da UFSC Elisandro Ricardo Drechsler dos Santos explica que a IA é treinada, por meio de bancos de imagens, para reconhecer padrões visuais. O aplicativo permite aos usuários capturar fotos de fungos em seus dispositivos e obter identificações baseadas na semelhança com imagens presentes no banco de dados.

“Esse aplicativo vai permitir uma identificação mais eficiente dos macrofungos, utilizando padrões de imagens e inteligência artificial, algo que pode transformar a forma como a ciência cidadã contribui para a conservação da biodiversidade”, aponta o pesquisador.
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UFSC desenvolve metodologia inovadora para monitorar a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) com financiamento do Global Grand Challenges

27/11/2024 10:05

UFSC recebe financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates para promover técnicas agrícolas sustentáveis

O projeto da UFSC, Campus de Curitibanos, financiado pela fundação internacional, promete contribuir por uma agricultura mais sustentável. (Foto: Alexandre ten Caten/UFSC)

O projeto SensMyN propõe desenvolver um teste diagnóstico rápido, in situ e de baixo custo. Isso será possível graças a biomarcadores de RNA que identificarão genótipos de plantas mais responsivos à FBN e biofertilizantes inteligentes para o clima. “Com os resultados do nosso projeto SensMyN, seremos capazes de propor uma metodologia que aplica sensores diretamente às plantas. O método será de baixo custo e permitirá amostragens em diferentes momentos e locais no campo. Isso nos permitirá propor métricas para monitorar a fixação biológica de nitrogênio na agricultura”, destaca o professor Alexandre ten Caten, responsável pelo projeto na UFSC.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu um financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates no dia 27 de setembro. O projeto é uma parceria entre o professor Alexandre ten Caten, do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas do Campus de Curitibanos, e a professora Adriana Silva Hemerly, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis (IBqM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O financiamento apoiará o desenvolvimento de uma metodologia para monitorar a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) em solo e vegetação. O objetivo é fortalecer as pesquisas e o desenvolvimento de tecnologias inovadoras que prometem medir a capacidade de microrganismos de fixar nitrogênio e fornecê-lo às plantas, reduzir custos de produção e promover práticas agrícolas mais sustentáveis.

O projeto, intitulado SensMyN: Monitoramento da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) por meio de dados espectrais integrados de solo-vegetação e biomarcadores baseados em RNA, terá duração até julho de 2026 e receberá investimentos de aproximadamente 300 mil dólares. “O fato de nosso projeto ter chamado a atenção da fundação e recebido financiamento demonstra a capacidade do Campus Curitibanos da UFSC em propor pesquisas de relevância internacional”, enfatiza o professor Alexandre.

“É um motivo de orgulho pensar que, com o esforço, trabalho e comprometimento de todos os parceiros deste projeto, possamos contribuir com aquele ‘grão de areia’ no vasto corpo de conhecimento gerado por pesquisadores em todo o mundo que trabalham no tema da fixação biológica de nitrogênio”, acrescenta o cientista.

O professor também celebra o impulso à infraestrutura do campus. Os recursos permitirão o pagamento de bolsas para estudantes e a aquisição de novos equipamentos.
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UFSC desenvolve método mais rápido e econômico para detecção de febre amarela em animais silvestres

25/11/2024 13:30

Sabrina Cardoso, autora principal da tese, realiza testagem de amostras de vírus da febre amarela no Laboratório Rona-Pitaluga da UFSC. Foto: acervo pessoal

O monitoramento de casos de febre amarela em primatas não humanos, como os macacos, é um sistema de alerta precoce para surtos silvestres da doença, ajudando a prevenir a ocorrência de casos em humanos. Contudo, os testes atuais para diagnóstico do vírus nesses animais possuem alta complexidade e custo financeiro. Com o objetivo de fortalecer as respostas de saúde pública à doença, pesquisadores do Laboratório Rona-Pitaluga do Departamento de Biologia Celular, Embriologia e Genética (BEG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolveram um método mais simples, rápido e econômico para o monitoramento e a detecção da febre amarela silvestre.

Segundo os autores da pesquisa, o novo método possibilita aprimorar a vigilância da doença no Brasil. Os resultados promissores do estudo desenvolvido na UFSC, nomeado Development and validation of RT-LAMP for detecting yellow fever virus in non-human primates samples from Brazil, ou Desenvolvimento e validação de RT-LAMP para detectar o vírus da febre amarela em amostras de primatas não humanos do Brasil em português, foram publicados em setembro deste ano na revista científica Scientific Reports, do grupo Nature.

O estudo integra a tese de doutorado de Sabrina Fernandes Cardoso, estudante de Pós-Graduação em Biologia Celular e do Desenvolvimento da UFSC e bióloga da SES/SC, orientada pela professora Luísa Rona e pelo pesquisador da Fiocruz André Pitaluga, coordenadores do Laboratório Rona-Pitaluga. Participaram também os pesquisadores Maycon Neves e Dinair Couto-Lima, da Fiocruz, o professor Daniel Mansur e os pós-graduandos André Akira, Iara Pinheiro e Lucilene Granella, da UFSC.

Conforme o estudo, nos últimos anos, a reemergência da febre amarela impactou significativamente a saúde pública brasileira. Desde 2002, o vírus expandiu sua circulação, espalhando-se do Leste em direção ao Sul do país. Durante a expansão, foram registrados diversos surtos e milhares de mortes de primatas foram documentadas. Desde então, mais de 2.100 casos humanos foram relatados, com uma taxa de letalidade de aproximadamente 30% entre as pessoas que desenvolveram a doença em forma grave.
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Professor da UFSC tem obra premiada pela Associação Brasileira de Editoras Universitárias

25/11/2024 11:28

Professor Amurabi Oliveira recebeu o Prêmio ABEU na última quinta-feira, 21 de novembro. (Foto: Arquivo Pessoal)

O professor Amurabi Pereira de Oliveira, do Departamento e do Programa de Pós-Graduação de Sociologia e Ciência Política da UFSC foi premiado com o terceiro lugar na edição 2024 do Prêmio Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU), entregue no dia 21 de novembro, em São Paulo.

A obra premiada, na grande área de Ciências Humanas, é o livro “Etnografia para Educadores“, publicado pela editora da UNESP. Publicado em 2023, o livro busca a reflexão sobre o emprego da etnografia na pesquisa educacional, indicando pistas na sua utilização e algumas armadilhas postas.

Em “Etnografia para Educadores”, o professor e pesquisador parte do pressuposto de que há uma indissociabilidade entre teoria e método, de modo que não se pode reduzir a etnografia a uma simples técnica de “coleta de dados” – o que seria deturpação. Nesse sentido, para Amurabi Oliveira pensar a etnografia no campo da educação é pensar a produção do conhecimento antropológico na educação. A partir desta perspectiva, o autor refuta algumas posições (amplamente difundidas no âmbito da pesquisa educacional) que afirmam que não há pesquisas etnográficas em educação, mas apenas pesquisas do “tipo etnográfico”, perspectiva que se origina de uma leitura reducionista da etnografia e extremamente superficial, ou mesmo inexistente, da antropologia.
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UFSC é a quarta melhor universidade do Brasil em ranking de ciência interdisciplinar

22/11/2024 17:47

Foto: Caetano Machado/Agecom/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) alcançou a quarta posição entre as melhores universidades do Brasil no Interdisciplinary Science Rankings 2025 do Times Higher Education (THE). O levantamento, que está em sua primeira edição, mede as contribuições e o comprometimento das universidades globais com a ciência interdisciplinar.

O Interdisciplinary Science Rankings 2025 avaliou 749 universidades de 92 países e é liderado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). No ranking geral, a UFSC está na 136ª colocação. Em relação ao Brasil, a instituição que lidera as colocações é a Universidade São Paulo (USP), seguida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O ranking baseia-se em 11 indicadores que avaliam as instituições em três áreas principais, cada uma representando um estágio dos projetos de pesquisa: Inputs (financiamento); Process (medidas de sucesso, instalações, apoio administrativo e promoção); e Outputs (publicações, qualidade da pesquisa e reputação). A UFSC teve destaque em Inputs, com a nota 57.5 (em um máximo de 100), ficando atrás somente da Unesp no Brasil. Saiba mais sobre a metodologia.

Segundo a Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) da UFSC, a abordagem interdisciplinar avaliada pelo ranking é uma tendência crescente, vista como uma solução para problemas complexos que requerem a integração de diversas perspectivas acadêmicas.

Para conferir mais detalhes sobre o ranking e a posição das universidades participantes, acesse a página do THE.

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Parceria entre laboratório da UFSC e órgãos de MG impulsiona tecnologia e segurança nas rodovias mineiras

22/11/2024 14:41

Reunião entre representantes dos órgãos mineiros e LabTrans ocorreu nesta sexta-feira, na UFSC. Foto: divulgação/LabTrans UFSC

O Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) firmou uma parceria com a Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais (Seinfra) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG) para o desenvolvimento de pesquisas, estudos técnicos, metodologias e ferramentas, com o objetivo de apoiar a gestão das áreas de operação, manutenção e planejamento no âmbito da atuação do DER-MG.

A divulgação da parceria ocorreu nesta sexta-feira, 22 de novembro, durante a visita da delegação mineira, formada por Pedro Calixto, secretário-adjunto da Seinfra, Matheus Guimarães Novais, vice-diretor-geral do DER-MG, e Rodrigo Santos Colares, da assessoria de gestão estratégica do DER-MG, às instalações do LabTrans, no campus da UFSC em Florianópolis.

Os visitantes foram recebidos pelos coordenadores do LabTrans, Wellington Repette e Amir Valente, além do chefe de gabinete da Reitoria, Bernardo Mayer. As apresentações técnicas, conduzidas por Valter Tani, Camila Maciel e Jorge Destri, destacaram a expertise do laboratório no desenvolvimento de ferramentas inovadoras, como o uso de visão computacional para monitoramento de rodovias, e na elaboração de metodologias que integram tecnologia e gestão estratégica, com foco na melhoria contínua dos serviços rodoviários.
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