Instituto da UFSC promove evento de agroecologia na Aldeia Mbya Guarani Tava’í

17/06/2026 12:09

O  Instituto Memória e Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), realizará a 1ª Pré-Jornada de Agroecologia da Aldeia Mbya Guarani Tava’í, em Canelinha (SC), entre os dias 24 e 26 de julho, das 8h às 20h. 

O evento “Sem Tekoá, não há Tekó” (Sem território, não há modo de vida.) busca promover um encontro de articulação, resistência e fortalecimento da construção da Teia dos Povos em Luta em Santa Catarina. A aldeia fica a apenas 65 km de Florianópolis, com fácil acesso pela BR-101-norte.

Estudantes poderão participar como monitores do evento e receberão certificado de participação.  As inscrições devem ser realizadas via formulário até dia 20 de junho e possuem valor de 40 reais por dia de evento. O instituto dará certificação de 20 horas aos participantes. Para mais informações, encaminhe e-mail para teiadospovossc@gmail.com .

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Saneamento em terras indígenas deve ser pensado com e para a comunidade, defende estudo da UFSC

06/12/2024 17:12

Rodrigo, à direita, durante sua pesquisa-ação na aldeia Tekoa Vy’a. Foto: Arquivo Pessoal.

Para o pesquisador Rodrigo de Pinho Franco, o saneamento, seja em regiões urbanas ou rurais, deve sempre ter em vista a promoção da saúde. Nesse sentido, ele deve ser planejado e executado com e para as pessoas, relacionando os saberes acadêmicos com os saberes tradicionais. Esses princípios estão no cerne de sua pesquisa de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGEA/UFSC). Orientada pelo professor Paulo Belli Filho, a dissertação “Diálogos sobre Saneamento: Um caso de extensão sanitária na Reserva Indígena Tekoa Vy’a, em Major Gercino, SC” sugere uma nova práxis para o saneamento em territórios indígenas.

Entre as propostas apresentadas no trabalho, estão a proteção de nascentes, o aperfeiçoamento na rede de distribuição de água, a instalação de banheiros com sistema de tratamento de efluentes e a realização de oficinas sobre gestão de resíduos sólidos. Tais práticas são resultado do intercâmbio entre a reflexão acadêmica e o envolvimento dos indígenas no diagnóstico dos problemas e nas tomadas de decisão. “O respeito ao tempo Guarani e às formas de trabalho coletivo, com rodas de conversa e mutirões, permitiram ao projeto identificar as demandas e se reinventar ao longo do caminho”, afirma o pesquisador.
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