Pesquisa da UFSC aponta espécies em risco e denuncia problemas na lista de plantas ameaçadas em SC

Equipe realizou trabalho ao longo de quatro anos (Fotos: Divulgação)
Um estudo realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e pela International Association for Plant Taxonomy (IAPT) trouxe um alerta sobre a conservação da flora de Santa Catarina. A equipe coordenada pela professora Mayara Krasinski Caddah identificou 30 espécies exclusivas da região que se encontram em risco de extinção e a necessidade de atualização da lista de espécies ameaçadas do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). A relação contém erros que podem prejudicar o ecossistema.
As espécies Myrceugenia basicordata, Myrceugenia joinvillensis e Miconia ulei são registradas como exclusivas do Estado e foram estudadas pela UFSC a partir da sistemática molecular aplicada à conservação. Estas foram as plantas escolhidas para estudos mais profundos, com abordagem focada na análise do DNA para avaliar a saúde genética das populações.
“A análise do DNA mostrou que as espécies estudadas apresentam sinais de isolamento entre as populações e baixa diversidade genética, o que diminui seu potencial evolutivo e as tornam geneticamente vulneráveis”, pontua Mayara. Segundo ela, isso significa, entre outras coisas, uma menor capacidade de adaptação a doenças e mudanças ambientais.
“Também foram encontradas evidências de reduções populacionais no passado, o que indicaria que essas condições genéticas possivelmente não são naturais, mas decorrentes de perturbações ambientais recentes”, pondera.
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