Turismo impacta a alimentação de famílias rurais em Santa Catarina, diz estudo da UFSC

11/04/2024 15:50

Professor coordena pesquisa que fornece subsídios para políticas públicas sobre segurança alimentar

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Pesquisadores da UFSC estudam o impacto do encarecimento de alimentos na dieta de famílias do interior de Santa Catarina. Ilustração: Laura Araújo/NADC/UFSC

“Artesanal”, “típico” ou “gourmet”. Na tentativa de atrair consumidores, diferentes adjetivos contam histórias e agregam conteúdo simbólico aos alimentos, mas também aumentam seu preço. O custo pode ser elevado a ponto de torná-los inacessíveis até mesmo para quem tradicionalmente os produz. É o caso de Timbé do Sul, município do sul de Santa Catarina, cujos agricultores não conseguem reter para o consumo doméstico o próprio queijo produzido devido à alta demanda do setor turístico.

“A substituição da agricultura pelo turismo traz consequências importantes na dieta das famílias rurais”, explica Clécio Azevedo da Silva, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pesquisador sobre o tema dos regimes alimentares. “Elas acabam se tornando compradoras de alimentos [apesar de produzi-los]”.

Os resultados do estudo coordenado por Clécio fornecem subsídios para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à alimentação, como a Política Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) – além de reforçar a necessidade de aplicá-las, já que não há um sistema de fiscalização sobre elas.

A criação de espaços de segurança alimentar e nutricional é especialmente importante para contextos mais propensos a vulnerabilidades, como os pequenos municípios, afirma a estudante Tainara de Souza, do curso de Graduação em Geografia da UFSC. Timbé do Sul é vizinha de Praia Grande, a “capital dos cânions” famosa pelo destino turístico dos geoparques. Situados na mesma região sul de Santa Catarina, somam pouco mais de 12 mil habitantes.
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Pesquisa da UFSC: idosos carentes de vitamina D têm duas vezes mais risco de depressão

01/11/2023 08:18

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Pesquisadora participou de eventos como o Congresso Brasileiro de Nutrição e Envelhecimento (CBNE 2019). (Foto: Arquivo pessoal).

A vitamina D e seus benefícios para a saúde se tornaram um tema comum, especialmente durante a pandemia de Covid-19, quando informações, muitas vezes falsas, circularam pelas redes sociais com promessas milagrosas. No entanto, é preciso recorrer à ciência para entender seu papel real no corpo humano. Além de ser essencial para a saúde óssea, há ainda espaço para estudos sobre sua influência na saúde mental.

Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), uma pesquisa ajudou a desvendar a relação entre a vitamina D e a depressão em idosos da capital do estado, Florianópolis. A partir de dados do estudo EpiFloripa Idoso, foi possível concluir que idosos com deficiência da substância têm risco 2,27 vezes maior de ter sintomas depressivos, quando comparado a aqueles com nível normal. Nesse grupo com deficiência de vitamina D, o risco aumentou a longo prazo: chegou a ser 2,9 vezes maior de 2 a 5 anos após a medição. Adotou-se uma referência internacional, considerando menos que 20 ng/mL como deficiência e, entre 20 e 30 ng/mL, insuficiência.

O estudo também mostra que mulheres, idosos com obesidade e com maior nível de colesterol LDL, tendem a ter níveis baixos. O mesmo acontece com idosos que dependem mais de outras pessoas em atividades diárias, como comer, tomar banho e se vestir. Mas um fator ajuda a protegê-los: a atividade física.

Esse é o resultado de quatro anos e meio de trabalho em pesquisa de Doutorado de Gilciane Ceolin, que defendeu sua tese em 2022, com orientação da professora Júlia Dubois, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC. A pesquisa foi viabilizada por meio de bolsa concedida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

A ideia surgiu a partir da parceria do grupo de estudos em Neurociência Nutricional Translacional com o grupo de pesquisa EpiFloripa Idoso. Dubois orientou a pesquisadora desde o mestrado.

“Esse tema estava despontando e, no mundo inteiro, são poucos estudos que abordam especificamente a questão do idoso”, explica a orientadora.

Ceolin (à esquerda) com o grupo de pesquisa NeuroMood Lab, do Centro de Estudos de Neurociências da Queen’s University, no Canadá. Foto: Gilciane Ceolin.

Ceolin conta que, antes da sua tese, encontrou apenas um artigo brasileiro que investigava a relação entre vitamina D e sintomas depressivos em idosos. Dessa forma, ela ajuda a diminuir a lacuna de estudos em países de baixa e média renda, onde o acesso a tratamentos para depressão é mais baixo.

A pesquisa rendeu o Prêmio CAPES de Tese de 2023, na área de nutrição, e concorre ao Grande Prêmio CAPES de Tese, que será entregue em dezembro de 2023.

“É muito gratificante, por vir do interior, com poucos recursos, sempre estudei em escola pública e com bolsa em universidade privada, e por enfrentar muitos desafios ao longo da jornada. Espero que seja uma inspiração para os próximos doutorandos”, comenta Ceolin.

Para a orientadora, um destaque do trabalho é a publicação de sete artigos em revistas científicas relevantes. Durante o doutorado sanduíche na Queen’s University, de Kingston, no Canadá, Ceolin trabalhou com um grupo de pesquisa em Psiquiatria Nutricional e chegou a publicar dois artigos, em um periódico nacional e um internacional.

“Ela usou diversos métodos para cercar essa essa mesma questão. Em uma tese, a gente tá contando uma história e eu acho que a história dela foi contada de diversas formas, contornando o tema central”, afirma Dubois.
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Estão abertas as inscrições para a IV Jornada de Nutrição e Exercício Físico

04/09/2023 09:56

O Grupo de Nutrição e Exercício Físico (GNEF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para a IV Jornada de Nutrição e Exercício Físico. O evento ocorre entre 18 e 19 de setembro, das 18h30 às 21h30, de forma online,  por meio de link disponibilizado após a realização da inscrição.

O evento é gratuito, e dá direito a um certificado de 6h. As inscrições podem ser realizadas através do formulário. A atividade reúne diversos profissionais das áreas de nutrição, educação física, medicina, psicologia e fisioterapia, especialistas em saúde e qualidade de vida no esporte.

Mais informações através do perfil do GNEF no instagram.

Tags: exercício físicoGNEFGrupo de Nutrição e Exercício Físico (GNEF)IV Jornada de Nutrição e Exercício FísiconutriçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Nota de pesar: falece professora aposentada Sônia Regina Lauz Nunes, da Nutrição

19/07/2023 14:33

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento da professora aposentada Sônia Regina Lauz Nunes, aos 71 anos. Ela atuou no Departamento de Nutrição por 28 anos, participando de sua criação e desenvolvimento, sempre em defesa do ensino público de qualidade.

A professora foi coordenadora e subcoordenadora do curso de Graduação em Nutrição, além de ter ocupado o cargo de coordenadora da Comissão do Projeto Político Pedagógico do curso. Sônia também foi membro da diretoria do Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc).

No site do Departamento de Nutrição da UFSC, os professores deixaram mensagens como: “Sônia era acima de tudo o que de melhor representa o espirito realmente público. Sempre atenta às mudanças nos processos políticos e administrativos, tinha um olhar muito critico-construtivo”.

O velório ocorre nesta quarta-feira, 19 de julho, das 16h às 19h, no Cemitério Jardim da Paz, em Florianópolis. A comunidade universitária, enlutada, solidariza-se com a família e os amigos da professora Sônia.

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“Morrer de fome é criminoso”, diz ex-professora da UFSC homenageada na Alesc

19/04/2023 18:25

Neila Maria Viçosa Machado ao lado da sua homenagem

“Ninguém pensa que fome é um crime, mas morrer de fome é criminoso”, é assim que a professora aposentada Neila Maria Viçosa Machado, do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), expressa sua indignação pelas condições atuais do país em relação à fome. Neila, que desde meados do anos 90 é ativista na luta contra a fome no país, foi homenageada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), no dia 27 de março, em razão do seu envolvimento com a Campanha da Fraternidade 2023, projeto vinculado à Igreja Católica voltado ao objetivo de mitigar a fome dos catarinenses.

Neila conta que atuou na UFSC por 31 anos até a sua aposentadoria, em 2015. Mas nunca deixou de apoiar os movimentos sociais que atuam na temática de acesso à alimentação no país. Durante o período da pandemia da covid-19, participou ativamente de palestras e conselhos de segurança alimentar organizados e apoiados por estes movimentos. A sua trajetória na Universidade deu vida a Teia de Articulação pelo Fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional (TearSAN), grupo que trabalha com a segurança alimentar e adicional em todos os seus níveis da soberania alimentar do alimento como direito humano e da própria segurança alimentar

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Ambulatório de Nutrição Esportiva abre inscrições para atendimentos gratuitos

24/03/2023 17:09

O Ambulatório de Nutrição Esportiva da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com processo seletivo aberto para admissão de novos pacientes, que irão receber atendimento gratuito de forma presencial ou online. Podem se inscrever pessoas fisicamente ativas e/ou atletas entre 18 e 59 anos, de ambos os sexos, com prioridade para pessoas de baixa renda e que pratiquem no mínimo três horas por semana de exercício físico de intensidade moderada. As inscrições devem ser realizadas pelo formulário e ficam abertas por tempo indeterminado.

A seleção de novos pacientes será feita mensalmente, com base nos critérios de renda e quantidade de atividade física. O grupo entrará em contato com os selecionados para agendar as consultas, que podem ocorrer de forma presencial no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSC, no Campus Universitário Trindade, em Florianópolis, ou online, sempre às quintas-feiras à tarde.

Os pacientes receberão acompanhamento nutricional composto por quatro consultas com plano alimentar, prescrição de suplementação, solicitação e avaliação de exames bioquímicos, caso necessário, além de materiais de apoio. A consulta é realizada por estudantes sob a supervisão de uma nutricionista. O projeto é coordenado pela professora do Departamento de Nutrição Fernanda Hansen.

Mais informações no Instagram do Grupo de Nutrição e Exercício Físico ou pelo e-mail ambulatorio.nutriesportiva@gmail.com.

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PET Nutrição promove programa de educação alimentar para crianças

17/03/2023 14:08

Estão abertas as inscrições para o Ambulatório de Educação Nutricional Infantil (Amenuti), programa de educação alimentar para crianças de até 10 anos. As consultas são gratuitas e online, de forma individual e em grupo, voltadas a quem deseja modificar hábitos alimentares. A atividade está prevista para ser realizada com encontros semanais nas sextas-feiras de manhã, no período de 28 de abril a 2 de junho, e mais alguns encontros de agosto a outubro. O programa inicia com um grupo de até seis crianças. Os responsáveis podem realizar a inscrição pelo formulário.

O Amenuti é um projeto de extensão composto por integrantes do Programa de Educação Tutorial de Nutrição (PET Nutrição) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), coordenado pela professora Daniela Barbieri Hauschild. Mais informações na página do Instagram @amenutiufsc.

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Pós-Graduação em Nutrição abre inscrições para mestrado e doutorado

23/02/2023 12:47

O Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com processo seletivo aberto para o segundo semestre de 2023. Os interessados devem se inscrever até 20 de março, via sistema de inscrições da UFSC. Serão disponibilizadas 31 vagas para mestrado e 18 para doutorado, sendo que 20% estão asseguradas para pretos, pardos e indígenas e 10% para pessoas com deficiência e pertencentes a outras categorias de vulnerabilidade social.

Os candidatos poderão escolher entre três linhas de pesquisa: Diagnóstico e intervenção nutricional em coletividades; Estudo dietético e bioquímico relacionado com o estado nutricional; e Nutrição em produção de refeições e comportamento alimentar. O resultado final será divulgado em 9 de maio. Para mais informações, acesse o edital ou a página do PPGN.

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Projeto de extensão promove grupo on-line sobre comportamento e autonomia alimentar

27/10/2022 13:57

Estão abertas as inscrições para o Emagrece.com: Grupo de Comportamento e Autonomia Alimentar. O grupo irá promover cinco semanas de lives, conteúdos diários no feed e stories em um perfil novo e privado no Instagram sobre consciência alimentar e dará orientações nutricionais e comportamentais. Os participantes receberão ferramentas e atividades práticas para aplicar no seu dia a dia. As atividades começam no dia 7 de novembro. As inscrições podem ser realizadas pelo formulário até 30 de outubro

Essa é uma intervenção para um trabalho de conclusão de curso de participantes do projeto de extensão Nutri.com, do Departamento de Nutrição da UFSC. O objetivo é avaliar os efeitos de um protocolo de emagrecimento via Instagram, baseado em técnicas cognitivo-comportamentais, no comportamento e na perda de peso durante cinco semanas em usuários da rede social.

Mais informações no Instagram @nutri.com.ufsc.

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Regras de rotulagem nutricional implementadas com participação da UFSC entram em vigor em dois meses

04/08/2022 11:02

As novas regras para rotulagem de alimentos que foram definidas com participação de membros do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) entram em vigor no dia 9 de outubro de 2022. Além de mudanças na tabela de informação e nas alegações nutricionais, a novidade será a adoção da rotulagem nutricional frontal, um símbolo informativo que deve constar no painel da frente da embalagem. A ideia é esclarecer o consumidor, de forma clara e simples, sobre o alto conteúdo de nutrientes que têm relevância para a saúde.

A nova norma brasileira de Rotulagem Nutricional de Alimentos foi aprovada por unanimidade pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo de alteração das informações nutricionais presentes no rótulo dos alimentos para facilitar sua compreensão contou, desde o início, com a participação da UFSC, que foi citada em recente postagem da Anvisa, que elaborou também um documento de perguntas e respostas sobre o assunto no site. 

Confira os modelos:

NUPPRE

 O NUPPRE trabalha cientificamente com o tema Rotulagem de Alimentos desde 2006. Em 2009, foi feita a primeira coleta de dados de rótulos em supermercados, em um trabalho com bolsa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC-CNPq). Este estudo serviu também para estruturar o método deste tipo de coleta, resultando no primeiro censo de rótulos de alimentos em supermercados realizado no país em 2010, como parte de dissertação de mestrado “Informação alimentar e nutricional da gordura trans em rótulos de produtos alimentícios industrializados”, do Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFSC. O censo de rótulos é o levantamento de informações dos rótulos de todos os alimentos que estão à venda no período da pesquisa, método utilizado em poucos países.  O NUPPRE-UFSC está trabalhando com os dados do Censo de rótulos de alimentos em supermercado 2020, no contexto do programa FoodSwift, uma importante iniciativa internacional de pesquisa em rotulagem de alimentos, coordenada por The George Institute, da Austrália. 

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Pesquisa da UFSC verifica relação entre hábitos alimentares de adolescentes e diabetes

30/06/2022 08:06

Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) verificou a existência de relação entre hábitos alimentares de adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos de idade e marcadores bioquímicos relacionados ao diabetes. Biomarcadores ou marcadores bioquímicos são valores que podem ser medidos experimentalmente e indicam a ocorrência de uma determinada função normal ou patológica. Na pesquisa, foram utilizados marcadores relacionados ao controle do diabetes e resistência à insulina.

O trabalho desenvolvido por Bernardo Paz Barboza aplicou os dados do Estudo de Risco Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), realizado entre os anos de 2013 e 2014, em 273 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, incluindo Florianópolis. O estudo realizado na UFSC considerou a participação de 35.454 adolescentes, estudantes de escolas públicas e privadas. Os dados sobre alimentação foram obtidos por meio de um recordatório alimentar de 24 horas que, como o nome sugere, trata-se de um instrumento para a coleta de informações sobre a alimentação do dia anterior.

“Com essas informações conseguimos entender como funciona a alimentação de uma forma mais robusta do que simplesmente observar alimentos ou grupos de alimentos de forma isolada, o que condiz muito mais com a realidade de uma alimentação, em que todos os nutrientes/alimentos estão sujeitos a influenciar na biodisponibilidade de absorção de cada um, como podemos também observar tendências culturais da amostra”, destaca Bernardo.

O diabetes mellitus (DM) representa uma condição metabólica presente em cerca de 537 milhões de pessoas no mundo. Esta condição é caracterizada por um aumento constante das concentrações de glicose sanguínea, devido à alteração na produção ou ação do hormônio insulina, produzido nas células β-pancreáticas. Dados do Global Burden of Disease Study mostrou o avanço de DM na população global, sendo observado um aumento de 102,9% de casos entre 1990 a 2017. Desses valores, a diabetes tipo 2 (DM2) correspondia a 98,3% dos novos casos em 2017. Já dados da International Diabetes Federation evidenciam o impacto econômico desta condição: em 2021, os gastos mundiais para portadores deste tipo de diabetes corresponderam a US$ 966 milhões, apresentando um crescimento de 316% nos últimos 15 anos.

O aumento na prevalência de DM2, antes considerado como sendo exclusivo de adultos, também tem sido observado em adolescentes e crianças. Em estudo prévio com os dados do Erica, constatou-se 22% de prevalência de pré-diabetes (definida por valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL) e 3,3% de DM2 na população de adolescentes de 12 a 17 anos. Com base nestes dados, estimou-se que no Brasil existiam cerca de 213.830 adolescentes vivendo com DM2 e 1,46 milhões com pré-diabetes.

“Jovens diagnosticados com DM2 apresentam maior dificuldade no controle glicêmico, maiores taxas de falha na terapia com metformina e maior depleção de função das células β-pancreáticas do que adultos. Além disso, o desenvolvimento precoce dessa condição pode acarretar em risco maior de desenvolvimento de complicações relacionadas ao DM2, como, por exemplo, desfechos micro e macrovasculares”, ressalta o pesquisador.

Metodologia e resultados da pesquisa

O estudo identificou três diferentes hábitos alimentares na população pesquisada. Crédito: Jimmy Dean | Unsplash

Durante suas análises, Bernardo identificou três diferentes hábitos alimentares na população pesquisada: 1) padrão tradicional: caracterizado por consumo de alimentos comuns na cultura brasileira como o arroz, feijão e carne; 2) padrão pão e café: caracterizado por alimentos relacionados a lanches como os panificados, café, chá, manteiga e carnes processadas como mortadela e presunto; e 3) padrão ocidental: caracterizado pelo consumo de alimentos como doces, bebidas açucaradas (refrigerante, suco em pó, iogurte adoçado, entre outros) e alimentos como hambúrguer, cachorro quente, pastel, entre outros alimentos.
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Aditivos alimentares têm risco potencial à saúde das crianças

14/06/2022 10:00

Em recente estudo publicado na Revista de Saúde Pública acerca do consumo de aditivos alimentares na infância (Aditivos alimentares na infância: uma revisão sobre consumo e consequências à saúde), é apontado que os aditivos comumente usados não costumam ser avaliados em conjunto, ou seja, cada pesquisa examina um tipo de aditivo separadamente. Logo, com as evidências científicas disponíveis, ainda não existe conhecimento sobre os efeitos à saúde, decorrentes do consumo diário de alimentos que tenham dois ou mais aditivos diferentes que interagem entre si e com os outros componentes do alimento industrializado.

Apesar disso, é com base nos poucos estudos existentes que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), agência reguladora ligada ao Ministério da Saúde, que atua com base nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), decide quais aditivos podem ser usados nos alimentos e qual quantidade é segura para consumo humano.

Estes aditivos alimentares são substâncias químicas adicionadas nos alimentos para fins tecnológicos, isto é, conservar, colorir ou intensificar a cor, melhorar textura, intensificar o sabor, controlar acidez, entre outras funções. Logo, os aditivos não conferem aos alimentos qualquer atribuição nutricional. No Brasil, há 23 classes de aditivos permitidas e, portanto, 23 funções diferentes que estas substâncias podem desempenhar nos alimentos. Todos eles são devidamente aprovados pela Anvisa.

Por trabalhar com dados científicos para produzir suas recomendações, a falta de evidência neste assunto dificulta a tarefa da Anvisa de estabelecer regras e instruções sobre o uso de aditivos em alimentos industrializados. No momento, os valores considerados seguros para o consumo humano são determinados pela quantidade de aditivo em relação ao peso corporal. Considerando que as crianças apresentam peso corporal proporcionalmente menor do que os adultos, a toxicidade dos aditivos pode ser maior nessa faixa etária.

“As crianças estão consumindo aditivo, desde o primeiro dia de vida delas”, relata a nutricionista Mariana Kraemer, autora do estudo, atuante no Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com bolsa da Capes.

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Nota de pesar: falece o professor aposentado Getúlio Dornelles Larratéa

08/06/2022 10:35

O professor Getúlio Larratéa foi um grande estudioso dos alimentos e da ciência da nutrição (Foto: acervo pessoal/familiar)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento do professor aposentado Getúlio Dornelles Larratéa, aos 71 anos, ocorrido na última quinta-feira, dia 2 de junho. O professor foi encontrado desacordado em frente à sua casa na Costa de Cima, na região sul de Florianópolis, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Levado ao hospital, faleceu em decorrência de politraumatismo.

O Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc), ao qual o professor era filiado, emitiu nota informando que acompanhará as investigações policiais em andamento, pois uma das possibilidades é de que a morte tenha sido em decorrência de lesão corporal. O professor Getúlio era conhecido por sua militância ambiental – era um guardião do Sertão do Peri e denunciava ocupações ilegais naquela região.

Ele entrou na UFSC em 1982 e aposentou-se em 1995 como professor do Departamento de Nutrição. Teve importância fundamental na estruturação do Departamento e Curso de Nutrição e posteriormente do Programa de Pós-graduação em Nutrição (PPGN-UFSC). O PPGN fez uma publicação em rede social destacando que o professor Getúlio foi um dos líderes do movimento docente da década de 80 dentro da UFSC. “Ele foi um grande estudioso dos alimentos e da Ciência da Nutrição e um precursor de novas metodologias para o ensino da Nutrição. Foi um defensor do consumo consciente, sustentabilidade e agroecologia”, diz a publicação.

Vários ex-alunos e colegas de trabalho do professor Getúlio se manifestaram, destacando a alegria e o entusiasmo com que desempenhava suas atividades de docência e no laboratório de técnica dietética. Algumas dessas manifestações exortam as autoridades a empenhar-se no completo esclarecimento das circunstâncias que envolvem a morte dele.

Em luto, a comunidade universitária solidariza-se com a família, os alunos e os amigos do professor Getúlio Dornelles Larratéa.

Homenagem

Um ato em homenagem ao professor é planejado para ocorrer na terça-feira, 21 de junho, às 15h. O evento, que honra a luta ambientalista do professor, começa às 15 horas em frente ao Centro de Ciências da Saúde (CCS) e depois segue para o bosque do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), onde será plantada uma árvore em memória do professor. Mais informações com a professora Neila, pelo telefone (48) 9 8838-1919.

 

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Estudo investiga associação entre ingestão de ácidos graxos e síndrome metabólica em adolescentes

12/05/2022 09:29

Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) verificou a associação entre a ingestão alimentar de ácidos graxos (AGs) ômega-3 e 6 com síndrome metabólica (SM) em adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos de idade. A síndrome apresenta como características: circunferência da cintura elevada, hipertensão arterial, glicemia de jejum elevada, baixa quantidade de HDL-c ou o “bom colesterol”, e alta quantidade de triglicerídeos no sangue.

A SM abrange um conjunto de desordens no organismo que aumentam o risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus do tipo 2 e doenças cardiovasculares. As causas ainda precisam ser totalmente esclarecidas, mas acredita-se que a ingestão alimentar de ômega-3 e 6 pode estar associada com a síndrome e seus componentes.

A literatura mostra possíveis efeitos benéficos do ômega-3, que pode ser encontrados em peixes, óleo de soja, óleo de canola e óleo e farinha de linhaça. Já os efeitos do ômega-6, encontrado em maior concentração em óleos vegetais, ainda não estão claros.

A pesquisa foi realizada com os dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), realizado entre 2013 e 2014 em 124 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, incluindo Florianópolis. O estudo abrangeu escolas públicas e privadas com alunos entre 12 a 17 anos de idade. Foram coletadas informações sociodemográficas (sexo, idade, tipo de escola, área urbana/rural e região do país), consumo alimentar por meio de um recordatório dos alimentos consumidos no dia anterior, bem como dados de peso, altura, circunferência da cintura, pressão arterial e exames de sangue.
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UFSC na mídia: Professora de Nutrição comenta sobre liberação de alvarás sanitários em estabelecimentos

22/02/2022 17:43

A professora Liliana Bricarello, do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi uma das entrevistadas para um reportagem do Jornal do Almoço, da emissora NSC, exibida na última sexta-feira, 18 de fevereiro. A matéria abordou uma mudança na legislação que facilitou a abertura de negócios sem a necessidade de emissão de alvarás sanitários.

Conforme a nova regra, restaurantes, padarias, lanchonetes e até açougues poderão ser liberados da apresentação do documento. “O alvará é uma garantia de que as condições de higiene básicas para saúde do cliente/consumidor final foram observadas e estão sendo cumpridas”, disse Liliana.

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Pesquisa premiada da UFSC aponta que alimentação saudável e atividade física podem aumentar sobrevida de pacientes com câncer de mama

07/12/2021 11:57

Um trabalho fruto de uma dissertação defendida no Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFSC foi premiado no Congresso Brasileiro de Nutrição Oncológica por sua relevância e pelo longo período de coleta de dados. O estudo de Jaqueline Schroeder, com coautoria de Luiza Kuhnen Reitz, Yara Maria Franco Moreno, Marina Raick e Patricia Faria Di Pietro, levou o primeiro lugar como melhor tema livre do evento, investigando o impacto das recomendações da World Cancer Research Fund/American Institute for Cancer Research sobre mortalidade, tempo de sobrevida e recidiva em mulheres diagnosticadas com câncer de mama.

A pesquisa foi orientada pela professora Patricia Faria Di Pietro e consistiu no acompanhamento de 101 mulheres admitidas para a realização de tratamento cirúrgico de câncer de mama entre 2006 a 2011. Aos hábitos destas pacientes foi atribuído um sistema de pontuação padronizado de adesão às recomendações da WCRF/AICR. O câncer de mama é um dos mais diagnosticados no mundo e um dos que apresentam maior taxa de mortalidade.


O estudo observacional, analítico e prospectivo foi dividido em duas fases: na primeira utilizou informações já coletadas entre 2006 e 2011 sobre os dados sociodemográficos, clínicos e antropométricos e sobre o consumo alimentar das mulheres. Na segunda, entre 2020 e 2021, buscou as informações adicionais de mortalidade, tempo de sobrevida após o diagnóstico do câncer de mama e sobre a recidiva da doença – ou seja, seu reaparecimento.

As recomendações da WCRF/AICR, foco da pesquisa, baseiam-se em dez hábitos a serem desenvolvidos como forma de prevenir o câncer e de fazer com que a doença não retorne. Limitar o consumo de carne vermelha e processada, de açúcar e bebidas açucaradas, de álcool e de fast food estão entre os itens da lista. Ter uma dieta rica em grãos integrais, vegetais, frutas e leguminosas, ser fisicamente ativo e manter um peso corporal saudável também fazem parte dos itens. Não utilizar suplementos nutricionais para a prevenção de câncer, amamentar os filhos se possível e, depois de um diagnóstico, seguir as recomendações completam a lista do que é possível fazer para um tratamento positivo.

A análise constata, por meio do acompanhamento das mulheres em tratamento, a relevância do seguimento das recomendações da WCRF/AICR para melhor expectativa de vida após o diagnóstico do câncer de mama. De acordo com Jaqueline, fatores como alimentação inadequada e sedentarismo podem interferir na expectativa de vida de pacientes com câncer de mama. “No estudo, identificou-se menor sobrevida – ou seja, tempo de sobrevivência após o primeiro diagnóstico do câncer de mama – daquelas mulheres que seguiram menos as recomendações da WCRF/AICR”, pontua.

O estudo atribuiu um sistema de pontuação padronizado. Por exemplo: aquelas que mantinham uma dieta de consumo de frutas e vegetais maior do que 400 gramas por dia pontuaram mais do que aquelas que ingeriram uma porção menor ou não ingeriram. Princípio semelhante foi aplicado em sete das dez recomendações da entidade de prevenção ao câncer. Jaqueline utilizou métodos estatísticos para fazer a análise para cada mulher que participou da pesquisa.

Ilustração: waldryano/Pixabay

Entre 2020 e 2021 o estudo coletou os dados de mortalidade, geral e específica por câncer de mama, e o tempo de sobrevida das pacientes. Curvas de Kaplan-Meier, modelos de regressão logística e regressão de Cox foram elaborados para associar o escore WCRF/AICR com mortalidade e sobrevida. Jaqueline explica que a amostra de participantes foi dividida em três partes, cada uma correspondendo a um tercil. “O primeiro tercil é composto de mulheres que menos seguiram as recomendações; o segundo, pelas mulheres que seguiram moderadamente as recomendações; e o terceiro, as que mais seguiram as recomendações de prevenção ao câncer”.

As mulheres com menor adesão às recomendações, do primeiro tercil, tiveram uma menor chance de sobrevida em 10 anos quando comparadas às pacientes com maiores escores. “Sugere-se que a adesão às recomendações da WCRF/AICR antes do tratamento do câncer de mama pode contribuir com a melhor expectativa de vida”, pontua, na pesquisa. “Podemos afirmar, por meio deste estudo, que mulheres que seguem menos as recomendações têm maior risco de sobreviver menos após o diagnóstico do câncer”, completa.

Ainda, o estudo aponta que consumo de frutas, vegetais e prática de atividade física já aparecem associados à maior sobrevida e menor mortalidade em outras pesquisas. O consumo de açúcar e bebidas açucaradas também surge como um fator de risco de doenças cardiovasculares, que podem evoluir para alguns tipos específicos de câncer. Outra conclusão é que o excesso de peso influencia na recidiva e em diferentes comorbidades e que o sedentarismo e o estilo de vida inadequado podem ocasionar inflamação sistêmica e maior risco de desenvolvimento de tumores e metástases.

A pesquisadora continua investigando a temática. “Estou buscando mais informações sobre mortalidade e recidiva das mulheres. Até o momento consegui dados do Centro de Pesquisas Oncológicas e pretendo ampliar a amostra para o estudo de sobrevida em 10 anos com dados de pacientes da Carmela Dutra”, adianta. O estudo também tem desdobramento na sua pesquisa de doutorado. “Pretendo associar o escore WCRF/AICR a outros desfechos, como alguns biomarcadores inflamatórios específicos e perfil de saúde hepática de mulheres sobreviventes do câncer de mama”, finaliza.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: câncer de mamaCongresso Brasileiro de Nutrição OncológicanutriçãoWorld Cancer Research Fund/American Institute for Cancer Research

Projeto de extensão seleciona empresas para programa nutricional

01/10/2021 15:04

O Nutri.com in company, projeto de extensão do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), seleciona empresas catarinenses para seu Programa Nutricional. Podem participar organizações públicas ou privadas de pequeno porte (até 15 pessoas) que tenham interesse e disponibilidade para realização de ações nutricionais remotas. As inscrições podem ser feitas até 15 de outubro pelo formulário on-line.

O objetivo do projeto é realizar estratégias nutricionais dentro de ambientes corporativos, baseadas em técnicas cognitivo-comportamentais que contribuam para melhorar o estado global de saúde dos trabalhadores. O programa será gratuito e terá duração de oito semanas, sendo quatro encontros síncronos quinzenais com todos os participantes, com duração aproximada de uma hora cada. As consultas individuais serão realizadas durante o período do programa. Todos os participantes precisam ter acesso individual a computadores com câmera. 

Mais informações pelo e-mail nutri.com.ufsc@gmail.com ou pelo perfil @nutri.com.ufsc no Instagram.

Tags: Departamento de NutriçãoNutri.Com – Programa de Emagrecimento baseado em Nutrição ComportamentalNutri.com in companynutriçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Estão abertas as inscrições para II Jornada de Nutrição e Exercício Físico

14/09/2021 09:18

O Grupo de Nutrição e Exercício Físico (GNEF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu inscrições para II Jornada de Nutrição e Exercício Físico. O evento será realizado entre os dias 2 e 3 de outubro e reunirá diversos profissionais das áreas de nutrição, educação física, medicina e psicologia, especialistas na temática esportiva.

> Clique AQUI para fazer sua inscrição

O evento é gratuito. As palestras serão ministradas em formato on-line, por meio de link disponibilizado após a realização da inscrição. Entre os palestrantes estão: nutricionistas (Thiago Barros, Guilherme Rosa & Katerine Ferreira); educadores físicos (Paulo Eduardo & Anderson Teixeira); fisioterapeuta (Kaine Guedes); médica (Ana Paula Simões); e psicóloga (Andrea Pesca).

Mais informações neste link.

Tags: exercício físicoGrupo de Nutrição e Exercício Físico (GNEF)II Jornada de Nutrição e Exercício FísiconutriçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pós em Nutrição oferece aula aberta sobre Doutorado-Sanduíche no dia 30 de agosto

06/08/2021 13:45

O Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina realizará uma aula aberta para expor a disciplina Preparação ao Doutorado Sanduíche a todos os interessados pelo assunto. A professora Rossana Pacheco da Costa Proença irá contextualizar e discutir as etapas do processo preparatório para a realização do estágio Doutorado-Sanduíche no exterior. O evento ocorrerá de maneira remota, pela plataforma virtual do Google Meets, às 14h do dia 30 de agosto.

O doutorado sanduíche é uma possibilidade oferecida a estudantes de doutorado, que por meio de processos seletivos de bolsas de estudo podem estudar no exterior, em uma instituição de sua escolha. As bolsas do Programa de Doutorado-sanduíche no Exterior são concedidas exclusivamente pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), mediante edital, a ser publicado conforme disponibilidades.

Tags: Doutorado SanduíchenutriçãoPPGNPreparação ao Doutorado Sanduíche

Evento ‘Vida de Pet – Longevidade’ será realizado nos dias 24 de julho e 7 de agosto; inscrições estão abertas

20/07/2021 12:00

Estão abertas até a próxima sexta-feira, 23 de julho, as inscrições para o evento Vida de Pet – Longevidade, promovido pelo Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

As inscrições são gratuitas, abertas para toda comunidade, e podem ser feitas neste link. As atividades ocorrem de forma on-line nos dias 24 de julho e 7 de agosto, dão direito a certificado de participação e serão transmitidas no canal do CAZOOT UFSC – EVENTOS no Youtube.

> Confira a programação

O Vida de Pet – Longevidade é um ciclo de palestras organizado pelo Núcleo de Estudos Nutrição em Ação (NEAPet) e tem o objetivo de demonstrar os impactos da nutrição na saúde, qualidade de vida e longevidade de cães e gatos domésticos.

Mais informações no Instagram.

Tags: animais domésticosLongevidadenutriçãopalestrasUFSCZootecnica

UFSC na mídia: ambulatório de nutrição faz atendimento para pacientes pós Covid-19

08/07/2021 09:30

Um projeto do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ajuda pacientes com sequelas da Covid-19 por meio da alimentação. A iniciativa foi tema de reportagem da NSC TV na última quarta-feira, 7 de julho, que entrevistou as professoras Júlia Dubois Moreira e Luciana Antunes, responsáveis técnicas do projeto.

> Assista à íntegra da reportagem da NSC TV

O ambulatório de nutrição oferece consultas gratuitas, on-line, realizadas por nutricionistas e estudantes da Universidade. O atendimento é voltado a adultos e idosos que foram internados para tratamento da Covid-19 em algum hospital de Florianópolis.

Para participar da seleção e agendar sua consulta:

E-mail: nutricovidufsc@gmail.com
Whatsapp: (48) 9 9998-6257

Tags: coronavírusCovid-19Departamento de Nutriçãoextensão coronavírusnutriçãoUFSCUFSC na mídiaUniversidade Federal de Santa Catarina

‘Mise en place’ é tema do novo episódio do projeto ‘Nutrição é na cozinha’

05/07/2021 16:31

Está disponível no Youtube o quinto episódio da segunda temporada do projeto de pesquisa e extensão Nutrição é na cozinha! Habilidades culinárias e alimentação saudável na universidade. Intitulado Como colocar o “mise en place” em prática?, o vídeo explica o que é o mise en place, qual sua importância e como realizar corretamente essa etapa crucial para o preparo de receitas. Originado do francês, o termo significa “colocar em ordem”. Essa organização serve, principalmente, para economizar tempo na cozinha e evitar erros.

O projeto tem o objetivo de avaliar e incentivar o desenvolvimento de habilidades culinárias em estudantes universitários, a fim de promover uma alimentação mais saudável. Com a pandemia de Covid-19, esse público, assim como a população em geral, encontra dificuldades no preparo de suas refeições em casa. Os materiais, portanto, divulgam informações focadas no planejamento e no preparo das refeições, buscando incentivar o uso e o consumo de frutas, legumes e verduras.

A ação é coordenada por Manuela Mika Jomori, professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Pró-Reitoria de Extensão (Proex). 

Tags: alimentaçãoHabilidades culináriasnutriçãoNutrição é na Cozinha!UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Projeto ‘Nutrição é na cozinha’ lança novo episódio sobre como medir ingredientes

29/06/2021 16:58

O projeto de pesquisa e extensão “Nutrição é na Cozinha! Habilidades Culinárias e Alimentação Saudável na Universidade” acaba de lançar o Episódio 4, da 2ª temporada. Com o tema “Como medir corretamente os ingredientes“, o vídeo ressalta que essa etapa do preparo de receitas é extremamente importante para padronizar as preparações. Dessa forma, é possível obter as características sensoriais desejadas e o valor nutricional adequado, evitando erros e alterações nas receitas.

O projeto é coordenado pela professora Manuela Mika Jomori do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e tem o apoio do CNPq e da Pró-Reitoria de Extensão. Seu objetivo avaliar e incentivar o desenvolvimento das habilidades culinárias em estudantes universitários, a fim de promover uma alimentação saudável.

Com a pandemia da COVID-19, muitos encontraram dificuldades no preparo de suas refeições em casa. O projeto, portanto, divulga informações sobre o planejamento e preparo das refeições, buscando incentivar o uso e o consumo de frutas, legumes e verduras.

O vídeo do novo episódio está disponível aqui.

Mais informações sobre o projeto estão disponível no Instagram.

Tags: episódioextensãonutriçãoNutrição é na Cozinha!pesquisatemporadaUFSCvideo

Podcast descreve práticas de ensino da Nutrição na Atenção Básica

14/06/2021 14:45

Como uma ação do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), a estudante de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Júlia Carolina Souza desenvolveu uma série de podcast que descreve as práticas de ensino na Atenção Básica. Intitulado Manual de Preceptoria Nutrição/UFSC, o projeto faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da aluna, é orientado pelas professoras Francilene Gracieli Kunradi Vieira e Janaina das Neves e conta com a participação de bolsistas do PET-Saúde e convidados do Curso de Nutrição.

Os podcasts se baseiam no Manual de Preceptoria elaborado pelo Curso de Graduação em Nutrição da UFSC entre 2016 e 2018. O material foi criado com o objetivo de nortear as ações de profissionais que recebem os estudantes nos Centros de Saúde da primeira à décima fase do curso. Sua metodologia de construção está descrita no TCC das egressas Camila Gabriela Dziedzic dos Santos e Rayssa Weber da Silva. 

Os episódios têm o intuito de informar sobre a proposta pedagógica das práticas de ensino de maneira ainda mais acessível para o desempenho da preceptoria nos territórios pactuados entre o Curso e a Secretaria Municipal da Saúde. O primeiro programa apresenta o manual, e outros cinco contêm uma descrição detalhada das práticas de ensino da 1ª, 2ª, 3ª, 6ª e 10ª fases do curso. A proposta é que o material possa contribuir para a integração ensino-serviço do curso no retorno das aulas presenciais e das atividades práticas nos territórios. As bolsistas participantes são Gabriela Alencar Sinkoc, Júlia Carolina Souza, Larissa Fier Foti, Luana Silva dos Santos e Nicole Gonçalves Custódio.
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Tags: Curso de NutriçãonutriçãoPET-SaúdepodcastUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Departamento de Nutrição organiza curso sobre transtornos alimentares

31/05/2021 16:26

O Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove, nos dias 19 e 20 de junho, sábado e domingo, o curso de capacitação Transtornos alimentares na prática clínica do nutricionista. A atividade será em formato on-line e ao vivo, pelo Google Meet, com carga horária de 20 horas, e dá direito a certificado. As inscrições podem ser feitas até 15 de junho neste link

A ação é destinada a nutricionistas, estudantes de Nutrição e outros profissionais e estudantes da área da saúde que trabalhem com a temática ou que se interessem pelo assunto. Além da atualização e do aprofundamento do tema, haverá discussão de casos e serão disponibilizados materiais de suporte à prática clínica.  

O curso será ministrado pela professora Luciana C. Antunes. Nutricionista clínica com formação e ampla experiência em transtornos alimentares, Luciana coordena pesquisas clínicas na área de neurociência clínica com ênfase em comportamentos alimentares disfuncionais. Atualmente é professora adjunta na área de Nutrição Clínica do Departamento de Nutrição da UFSC e pesquisadora associada do Laboratório de Dor & Neuromodulação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA/CNPq). Possui mestrado e doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Medicina: Ciências Médicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Famed/UFRGS) e Pós-doutorado em Neurociência Clínica no Laboratório de Dor & Neuromodulação (HCPA/CNPq). É coordenadora do Ambulatório de Nutrição: Comportamento Alimentar no Hospital Universitário da UFSC, líder do Grupo de Pesquisa em Neurociência do Comportamento Alimentar (CNPq) e membro-fundadora do Grupo de Pesquisa em Neurociência Nutricional Translacional (CNPq).

A capacitação também contará com a presença do médico psiquiatra Tiago Cardinal, que participará no aprofundamento do conteúdo na visão da Medicina.

O cronograma completo, valores da inscrição e demais informações estão disponíveis em feesc.org.br/inscricoes/evento/iniciar_inscricao/85.

 

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