Regras de rotulagem nutricional implementadas com participação da UFSC entram em vigor em dois meses

04/08/2022 11:02

As novas regras para rotulagem de alimentos que foram definidas com participação de membros do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) entram em vigor no dia 9 de outubro de 2022. Além de mudanças na tabela de informação e nas alegações nutricionais, a novidade será a adoção da rotulagem nutricional frontal, um símbolo informativo que deve constar no painel da frente da embalagem. A ideia é esclarecer o consumidor, de forma clara e simples, sobre o alto conteúdo de nutrientes que têm relevância para a saúde.

A nova norma brasileira de Rotulagem Nutricional de Alimentos foi aprovada por unanimidade pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo de alteração das informações nutricionais presentes no rótulo dos alimentos para facilitar sua compreensão contou, desde o início, com a participação da UFSC, que foi citada em recente postagem da Anvisa, que elaborou também um documento de perguntas e respostas sobre o assunto no site. 

Confira os modelos:

NUPPRE

 O NUPPRE trabalha cientificamente com o tema Rotulagem de Alimentos desde 2006. Em 2009, foi feita a primeira coleta de dados de rótulos em supermercados, em um trabalho com bolsa do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC-CNPq). Este estudo serviu também para estruturar o método deste tipo de coleta, resultando no primeiro censo de rótulos de alimentos em supermercados realizado no país em 2010, como parte de dissertação de mestrado “Informação alimentar e nutricional da gordura trans em rótulos de produtos alimentícios industrializados”, do Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFSC. O censo de rótulos é o levantamento de informações dos rótulos de todos os alimentos que estão à venda no período da pesquisa, método utilizado em poucos países.  O NUPPRE-UFSC está trabalhando com os dados do Censo de rótulos de alimentos em supermercado 2020, no contexto do programa FoodSwift, uma importante iniciativa internacional de pesquisa em rotulagem de alimentos, coordenada por The George Institute, da Austrália. 

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Pesquisa da UFSC verifica relação entre hábitos alimentares de adolescentes e diabetes

30/06/2022 08:06

Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) verificou a existência de relação entre hábitos alimentares de adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos de idade e marcadores bioquímicos relacionados ao diabetes. Biomarcadores ou marcadores bioquímicos são valores que podem ser medidos experimentalmente e indicam a ocorrência de uma determinada função normal ou patológica. Na pesquisa, foram utilizados marcadores relacionados ao controle do diabetes e resistência à insulina.

O trabalho desenvolvido por Bernardo Paz Barboza aplicou os dados do Estudo de Risco Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), realizado entre os anos de 2013 e 2014, em 273 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, incluindo Florianópolis. O estudo realizado na UFSC considerou a participação de 35.454 adolescentes, estudantes de escolas públicas e privadas. Os dados sobre alimentação foram obtidos por meio de um recordatório alimentar de 24 horas que, como o nome sugere, trata-se de um instrumento para a coleta de informações sobre a alimentação do dia anterior.

“Com essas informações conseguimos entender como funciona a alimentação de uma forma mais robusta do que simplesmente observar alimentos ou grupos de alimentos de forma isolada, o que condiz muito mais com a realidade de uma alimentação, em que todos os nutrientes/alimentos estão sujeitos a influenciar na biodisponibilidade de absorção de cada um, como podemos também observar tendências culturais da amostra”, destaca Bernardo.

O diabetes mellitus (DM) representa uma condição metabólica presente em cerca de 537 milhões de pessoas no mundo. Esta condição é caracterizada por um aumento constante das concentrações de glicose sanguínea, devido à alteração na produção ou ação do hormônio insulina, produzido nas células β-pancreáticas. Dados do Global Burden of Disease Study mostrou o avanço de DM na população global, sendo observado um aumento de 102,9% de casos entre 1990 a 2017. Desses valores, a diabetes tipo 2 (DM2) correspondia a 98,3% dos novos casos em 2017. Já dados da International Diabetes Federation evidenciam o impacto econômico desta condição: em 2021, os gastos mundiais para portadores deste tipo de diabetes corresponderam a US$ 966 milhões, apresentando um crescimento de 316% nos últimos 15 anos.

O aumento na prevalência de DM2, antes considerado como sendo exclusivo de adultos, também tem sido observado em adolescentes e crianças. Em estudo prévio com os dados do Erica, constatou-se 22% de prevalência de pré-diabetes (definida por valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL) e 3,3% de DM2 na população de adolescentes de 12 a 17 anos. Com base nestes dados, estimou-se que no Brasil existiam cerca de 213.830 adolescentes vivendo com DM2 e 1,46 milhões com pré-diabetes.

“Jovens diagnosticados com DM2 apresentam maior dificuldade no controle glicêmico, maiores taxas de falha na terapia com metformina e maior depleção de função das células β-pancreáticas do que adultos. Além disso, o desenvolvimento precoce dessa condição pode acarretar em risco maior de desenvolvimento de complicações relacionadas ao DM2, como, por exemplo, desfechos micro e macrovasculares”, ressalta o pesquisador.

Metodologia e resultados da pesquisa

O estudo identificou três diferentes hábitos alimentares na população pesquisada. Crédito: Jimmy Dean | Unsplash

Durante suas análises, Bernardo identificou três diferentes hábitos alimentares na população pesquisada: 1) padrão tradicional: caracterizado por consumo de alimentos comuns na cultura brasileira como o arroz, feijão e carne; 2) padrão pão e café: caracterizado por alimentos relacionados a lanches como os panificados, café, chá, manteiga e carnes processadas como mortadela e presunto; e 3) padrão ocidental: caracterizado pelo consumo de alimentos como doces, bebidas açucaradas (refrigerante, suco em pó, iogurte adoçado, entre outros) e alimentos como hambúrguer, cachorro quente, pastel, entre outros alimentos.
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Aditivos alimentares têm risco potencial à saúde das crianças

14/06/2022 10:00

Em recente estudo publicado na Revista de Saúde Pública acerca do consumo de aditivos alimentares na infância (Aditivos alimentares na infância: uma revisão sobre consumo e consequências à saúde), é apontado que os aditivos comumente usados não costumam ser avaliados em conjunto, ou seja, cada pesquisa examina um tipo de aditivo separadamente. Logo, com as evidências científicas disponíveis, ainda não existe conhecimento sobre os efeitos à saúde, decorrentes do consumo diário de alimentos que tenham dois ou mais aditivos diferentes que interagem entre si e com os outros componentes do alimento industrializado.

Apesar disso, é com base nos poucos estudos existentes que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), agência reguladora ligada ao Ministério da Saúde, que atua com base nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), decide quais aditivos podem ser usados nos alimentos e qual quantidade é segura para consumo humano.

Estes aditivos alimentares são substâncias químicas adicionadas nos alimentos para fins tecnológicos, isto é, conservar, colorir ou intensificar a cor, melhorar textura, intensificar o sabor, controlar acidez, entre outras funções. Logo, os aditivos não conferem aos alimentos qualquer atribuição nutricional. No Brasil, há 23 classes de aditivos permitidas e, portanto, 23 funções diferentes que estas substâncias podem desempenhar nos alimentos. Todos eles são devidamente aprovados pela Anvisa.

Por trabalhar com dados científicos para produzir suas recomendações, a falta de evidência neste assunto dificulta a tarefa da Anvisa de estabelecer regras e instruções sobre o uso de aditivos em alimentos industrializados. No momento, os valores considerados seguros para o consumo humano são determinados pela quantidade de aditivo em relação ao peso corporal. Considerando que as crianças apresentam peso corporal proporcionalmente menor do que os adultos, a toxicidade dos aditivos pode ser maior nessa faixa etária.

“As crianças estão consumindo aditivo, desde o primeiro dia de vida delas”, relata a nutricionista Mariana Kraemer, autora do estudo, atuante no Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com bolsa da Capes.

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Nota de pesar: falece o professor aposentado Getúlio Dornelles Larratéa

08/06/2022 10:35

O professor Getúlio Larratéa foi um grande estudioso dos alimentos e da ciência da nutrição (Foto: acervo pessoal/familiar)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento do professor aposentado Getúlio Dornelles Larratéa, aos 71 anos, ocorrido na última quinta-feira, dia 2 de junho. O professor foi encontrado desacordado em frente à sua casa na Costa de Cima, na região sul de Florianópolis, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Levado ao hospital, faleceu em decorrência de politraumatismo.

O Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc), ao qual o professor era filiado, emitiu nota informando que acompanhará as investigações policiais em andamento, pois uma das possibilidades é de que a morte tenha sido em decorrência de lesão corporal. O professor Getúlio era conhecido por sua militância ambiental – era um guardião do Sertão do Peri e denunciava ocupações ilegais naquela região.

Ele entrou na UFSC em 1982 e aposentou-se em 1995 como professor do Departamento de Nutrição. Teve importância fundamental na estruturação do Departamento e Curso de Nutrição e posteriormente do Programa de Pós-graduação em Nutrição (PPGN-UFSC). O PPGN fez uma publicação em rede social destacando que o professor Getúlio foi um dos líderes do movimento docente da década de 80 dentro da UFSC. “Ele foi um grande estudioso dos alimentos e da Ciência da Nutrição e um precursor de novas metodologias para o ensino da Nutrição. Foi um defensor do consumo consciente, sustentabilidade e agroecologia”, diz a publicação.

Vários ex-alunos e colegas de trabalho do professor Getúlio se manifestaram, destacando a alegria e o entusiasmo com que desempenhava suas atividades de docência e no laboratório de técnica dietética. Algumas dessas manifestações exortam as autoridades a empenhar-se no completo esclarecimento das circunstâncias que envolvem a morte dele.

Em luto, a comunidade universitária solidariza-se com a família, os alunos e os amigos do professor Getúlio Dornelles Larratéa.

Homenagem

Um ato em homenagem ao professor é planejado para ocorrer na terça-feira, 21 de junho, às 15h. O evento, que honra a luta ambientalista do professor, começa às 15 horas em frente ao Centro de Ciências da Saúde (CCS) e depois segue para o bosque do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), onde será plantada uma árvore em memória do professor. Mais informações com a professora Neila, pelo telefone (48) 9 8838-1919.

 

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Estudo investiga associação entre ingestão de ácidos graxos e síndrome metabólica em adolescentes

12/05/2022 09:29

Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) verificou a associação entre a ingestão alimentar de ácidos graxos (AGs) ômega-3 e 6 com síndrome metabólica (SM) em adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos de idade. A síndrome apresenta como características: circunferência da cintura elevada, hipertensão arterial, glicemia de jejum elevada, baixa quantidade de HDL-c ou o “bom colesterol”, e alta quantidade de triglicerídeos no sangue.

A SM abrange um conjunto de desordens no organismo que aumentam o risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus do tipo 2 e doenças cardiovasculares. As causas ainda precisam ser totalmente esclarecidas, mas acredita-se que a ingestão alimentar de ômega-3 e 6 pode estar associada com a síndrome e seus componentes.

A literatura mostra possíveis efeitos benéficos do ômega-3, que pode ser encontrados em peixes, óleo de soja, óleo de canola e óleo e farinha de linhaça. Já os efeitos do ômega-6, encontrado em maior concentração em óleos vegetais, ainda não estão claros.

A pesquisa foi realizada com os dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), realizado entre 2013 e 2014 em 124 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, incluindo Florianópolis. O estudo abrangeu escolas públicas e privadas com alunos entre 12 a 17 anos de idade. Foram coletadas informações sociodemográficas (sexo, idade, tipo de escola, área urbana/rural e região do país), consumo alimentar por meio de um recordatório dos alimentos consumidos no dia anterior, bem como dados de peso, altura, circunferência da cintura, pressão arterial e exames de sangue.
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UFSC na mídia: Professora de Nutrição comenta sobre liberação de alvarás sanitários em estabelecimentos

22/02/2022 17:43

A professora Liliana Bricarello, do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi uma das entrevistadas para um reportagem do Jornal do Almoço, da emissora NSC, exibida na última sexta-feira, 18 de fevereiro. A matéria abordou uma mudança na legislação que facilitou a abertura de negócios sem a necessidade de emissão de alvarás sanitários.

Conforme a nova regra, restaurantes, padarias, lanchonetes e até açougues poderão ser liberados da apresentação do documento. “O alvará é uma garantia de que as condições de higiene básicas para saúde do cliente/consumidor final foram observadas e estão sendo cumpridas”, disse Liliana.

> Clique AQUI para assistir à integra da reportagem

 

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Pesquisa premiada da UFSC aponta que alimentação saudável e atividade física podem aumentar sobrevida de pacientes com câncer de mama

07/12/2021 11:57

Um trabalho fruto de uma dissertação defendida no Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFSC foi premiado no Congresso Brasileiro de Nutrição Oncológica por sua relevância e pelo longo período de coleta de dados. O estudo de Jaqueline Schroeder, com coautoria de Luiza Kuhnen Reitz, Yara Maria Franco Moreno, Marina Raick e Patricia Faria Di Pietro, levou o primeiro lugar como melhor tema livre do evento, investigando o impacto das recomendações da World Cancer Research Fund/American Institute for Cancer Research sobre mortalidade, tempo de sobrevida e recidiva em mulheres diagnosticadas com câncer de mama.

A pesquisa foi orientada pela professora Patricia Faria Di Pietro e consistiu no acompanhamento de 101 mulheres admitidas para a realização de tratamento cirúrgico de câncer de mama entre 2006 a 2011. Aos hábitos destas pacientes foi atribuído um sistema de pontuação padronizado de adesão às recomendações da WCRF/AICR. O câncer de mama é um dos mais diagnosticados no mundo e um dos que apresentam maior taxa de mortalidade.


O estudo observacional, analítico e prospectivo foi dividido em duas fases: na primeira utilizou informações já coletadas entre 2006 e 2011 sobre os dados sociodemográficos, clínicos e antropométricos e sobre o consumo alimentar das mulheres. Na segunda, entre 2020 e 2021, buscou as informações adicionais de mortalidade, tempo de sobrevida após o diagnóstico do câncer de mama e sobre a recidiva da doença – ou seja, seu reaparecimento.

As recomendações da WCRF/AICR, foco da pesquisa, baseiam-se em dez hábitos a serem desenvolvidos como forma de prevenir o câncer e de fazer com que a doença não retorne. Limitar o consumo de carne vermelha e processada, de açúcar e bebidas açucaradas, de álcool e de fast food estão entre os itens da lista. Ter uma dieta rica em grãos integrais, vegetais, frutas e leguminosas, ser fisicamente ativo e manter um peso corporal saudável também fazem parte dos itens. Não utilizar suplementos nutricionais para a prevenção de câncer, amamentar os filhos se possível e, depois de um diagnóstico, seguir as recomendações completam a lista do que é possível fazer para um tratamento positivo.

A análise constata, por meio do acompanhamento das mulheres em tratamento, a relevância do seguimento das recomendações da WCRF/AICR para melhor expectativa de vida após o diagnóstico do câncer de mama. De acordo com Jaqueline, fatores como alimentação inadequada e sedentarismo podem interferir na expectativa de vida de pacientes com câncer de mama. “No estudo, identificou-se menor sobrevida – ou seja, tempo de sobrevivência após o primeiro diagnóstico do câncer de mama – daquelas mulheres que seguiram menos as recomendações da WCRF/AICR”, pontua.

O estudo atribuiu um sistema de pontuação padronizado. Por exemplo: aquelas que mantinham uma dieta de consumo de frutas e vegetais maior do que 400 gramas por dia pontuaram mais do que aquelas que ingeriram uma porção menor ou não ingeriram. Princípio semelhante foi aplicado em sete das dez recomendações da entidade de prevenção ao câncer. Jaqueline utilizou métodos estatísticos para fazer a análise para cada mulher que participou da pesquisa.

Ilustração: waldryano/Pixabay

Entre 2020 e 2021 o estudo coletou os dados de mortalidade, geral e específica por câncer de mama, e o tempo de sobrevida das pacientes. Curvas de Kaplan-Meier, modelos de regressão logística e regressão de Cox foram elaborados para associar o escore WCRF/AICR com mortalidade e sobrevida. Jaqueline explica que a amostra de participantes foi dividida em três partes, cada uma correspondendo a um tercil. “O primeiro tercil é composto de mulheres que menos seguiram as recomendações; o segundo, pelas mulheres que seguiram moderadamente as recomendações; e o terceiro, as que mais seguiram as recomendações de prevenção ao câncer”.

As mulheres com menor adesão às recomendações, do primeiro tercil, tiveram uma menor chance de sobrevida em 10 anos quando comparadas às pacientes com maiores escores. “Sugere-se que a adesão às recomendações da WCRF/AICR antes do tratamento do câncer de mama pode contribuir com a melhor expectativa de vida”, pontua, na pesquisa. “Podemos afirmar, por meio deste estudo, que mulheres que seguem menos as recomendações têm maior risco de sobreviver menos após o diagnóstico do câncer”, completa.

Ainda, o estudo aponta que consumo de frutas, vegetais e prática de atividade física já aparecem associados à maior sobrevida e menor mortalidade em outras pesquisas. O consumo de açúcar e bebidas açucaradas também surge como um fator de risco de doenças cardiovasculares, que podem evoluir para alguns tipos específicos de câncer. Outra conclusão é que o excesso de peso influencia na recidiva e em diferentes comorbidades e que o sedentarismo e o estilo de vida inadequado podem ocasionar inflamação sistêmica e maior risco de desenvolvimento de tumores e metástases.

A pesquisadora continua investigando a temática. “Estou buscando mais informações sobre mortalidade e recidiva das mulheres. Até o momento consegui dados do Centro de Pesquisas Oncológicas e pretendo ampliar a amostra para o estudo de sobrevida em 10 anos com dados de pacientes da Carmela Dutra”, adianta. O estudo também tem desdobramento na sua pesquisa de doutorado. “Pretendo associar o escore WCRF/AICR a outros desfechos, como alguns biomarcadores inflamatórios específicos e perfil de saúde hepática de mulheres sobreviventes do câncer de mama”, finaliza.

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: câncer de mamaCongresso Brasileiro de Nutrição OncológicanutriçãoWorld Cancer Research Fund/American Institute for Cancer Research

Projeto de extensão seleciona empresas para programa nutricional

01/10/2021 15:04

O Nutri.com in company, projeto de extensão do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), seleciona empresas catarinenses para seu Programa Nutricional. Podem participar organizações públicas ou privadas de pequeno porte (até 15 pessoas) que tenham interesse e disponibilidade para realização de ações nutricionais remotas. As inscrições podem ser feitas até 15 de outubro pelo formulário on-line.

O objetivo do projeto é realizar estratégias nutricionais dentro de ambientes corporativos, baseadas em técnicas cognitivo-comportamentais que contribuam para melhorar o estado global de saúde dos trabalhadores. O programa será gratuito e terá duração de oito semanas, sendo quatro encontros síncronos quinzenais com todos os participantes, com duração aproximada de uma hora cada. As consultas individuais serão realizadas durante o período do programa. Todos os participantes precisam ter acesso individual a computadores com câmera. 

Mais informações pelo e-mail nutri.com.ufsc@gmail.com ou pelo perfil @nutri.com.ufsc no Instagram.

Tags: Departamento de NutriçãoNutri.Com – Programa de Emagrecimento baseado em Nutrição ComportamentalNutri.com in companynutriçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Estão abertas as inscrições para II Jornada de Nutrição e Exercício Físico

14/09/2021 09:18

O Grupo de Nutrição e Exercício Físico (GNEF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu inscrições para II Jornada de Nutrição e Exercício Físico. O evento será realizado entre os dias 2 e 3 de outubro e reunirá diversos profissionais das áreas de nutrição, educação física, medicina e psicologia, especialistas na temática esportiva.

> Clique AQUI para fazer sua inscrição

O evento é gratuito. As palestras serão ministradas em formato on-line, por meio de link disponibilizado após a realização da inscrição. Entre os palestrantes estão: nutricionistas (Thiago Barros, Guilherme Rosa & Katerine Ferreira); educadores físicos (Paulo Eduardo & Anderson Teixeira); fisioterapeuta (Kaine Guedes); médica (Ana Paula Simões); e psicóloga (Andrea Pesca).

Mais informações neste link.

Tags: exercício físicoGrupo de Nutrição e Exercício Físico (GNEF)II Jornada de Nutrição e Exercício FísiconutriçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pós em Nutrição oferece aula aberta sobre Doutorado-Sanduíche no dia 30 de agosto

06/08/2021 13:45

O Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina realizará uma aula aberta para expor a disciplina Preparação ao Doutorado Sanduíche a todos os interessados pelo assunto. A professora Rossana Pacheco da Costa Proença irá contextualizar e discutir as etapas do processo preparatório para a realização do estágio Doutorado-Sanduíche no exterior. O evento ocorrerá de maneira remota, pela plataforma virtual do Google Meets, às 14h do dia 30 de agosto.

O doutorado sanduíche é uma possibilidade oferecida a estudantes de doutorado, que por meio de processos seletivos de bolsas de estudo podem estudar no exterior, em uma instituição de sua escolha. As bolsas do Programa de Doutorado-sanduíche no Exterior são concedidas exclusivamente pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), mediante edital, a ser publicado conforme disponibilidades.

Tags: Doutorado SanduíchenutriçãoPPGNPreparação ao Doutorado Sanduíche

Evento ‘Vida de Pet – Longevidade’ será realizado nos dias 24 de julho e 7 de agosto; inscrições estão abertas

20/07/2021 12:00

Estão abertas até a próxima sexta-feira, 23 de julho, as inscrições para o evento Vida de Pet – Longevidade, promovido pelo Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

As inscrições são gratuitas, abertas para toda comunidade, e podem ser feitas neste link. As atividades ocorrem de forma on-line nos dias 24 de julho e 7 de agosto, dão direito a certificado de participação e serão transmitidas no canal do CAZOOT UFSC – EVENTOS no Youtube.

> Confira a programação

O Vida de Pet – Longevidade é um ciclo de palestras organizado pelo Núcleo de Estudos Nutrição em Ação (NEAPet) e tem o objetivo de demonstrar os impactos da nutrição na saúde, qualidade de vida e longevidade de cães e gatos domésticos.

Mais informações no Instagram.

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UFSC na mídia: ambulatório de nutrição faz atendimento para pacientes pós Covid-19

08/07/2021 09:30

Um projeto do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ajuda pacientes com sequelas da Covid-19 por meio da alimentação. A iniciativa foi tema de reportagem da NSC TV na última quarta-feira, 7 de julho, que entrevistou as professoras Júlia Dubois Moreira e Luciana Antunes, responsáveis técnicas do projeto.

> Assista à íntegra da reportagem da NSC TV

O ambulatório de nutrição oferece consultas gratuitas, on-line, realizadas por nutricionistas e estudantes da Universidade. O atendimento é voltado a adultos e idosos que foram internados para tratamento da Covid-19 em algum hospital de Florianópolis.

Para participar da seleção e agendar sua consulta:

E-mail: nutricovidufsc@gmail.com
Whatsapp: (48) 9 9998-6257

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‘Mise en place’ é tema do novo episódio do projeto ‘Nutrição é na cozinha’

05/07/2021 16:31

Está disponível no Youtube o quinto episódio da segunda temporada do projeto de pesquisa e extensão Nutrição é na cozinha! Habilidades culinárias e alimentação saudável na universidade. Intitulado Como colocar o “mise en place” em prática?, o vídeo explica o que é o mise en place, qual sua importância e como realizar corretamente essa etapa crucial para o preparo de receitas. Originado do francês, o termo significa “colocar em ordem”. Essa organização serve, principalmente, para economizar tempo na cozinha e evitar erros.

O projeto tem o objetivo de avaliar e incentivar o desenvolvimento de habilidades culinárias em estudantes universitários, a fim de promover uma alimentação mais saudável. Com a pandemia de Covid-19, esse público, assim como a população em geral, encontra dificuldades no preparo de suas refeições em casa. Os materiais, portanto, divulgam informações focadas no planejamento e no preparo das refeições, buscando incentivar o uso e o consumo de frutas, legumes e verduras.

A ação é coordenada por Manuela Mika Jomori, professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Pró-Reitoria de Extensão (Proex). 

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Projeto ‘Nutrição é na cozinha’ lança novo episódio sobre como medir ingredientes

29/06/2021 16:58

O projeto de pesquisa e extensão “Nutrição é na Cozinha! Habilidades Culinárias e Alimentação Saudável na Universidade” acaba de lançar o Episódio 4, da 2ª temporada. Com o tema “Como medir corretamente os ingredientes“, o vídeo ressalta que essa etapa do preparo de receitas é extremamente importante para padronizar as preparações. Dessa forma, é possível obter as características sensoriais desejadas e o valor nutricional adequado, evitando erros e alterações nas receitas.

O projeto é coordenado pela professora Manuela Mika Jomori do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e tem o apoio do CNPq e da Pró-Reitoria de Extensão. Seu objetivo avaliar e incentivar o desenvolvimento das habilidades culinárias em estudantes universitários, a fim de promover uma alimentação saudável.

Com a pandemia da COVID-19, muitos encontraram dificuldades no preparo de suas refeições em casa. O projeto, portanto, divulga informações sobre o planejamento e preparo das refeições, buscando incentivar o uso e o consumo de frutas, legumes e verduras.

O vídeo do novo episódio está disponível aqui.

Mais informações sobre o projeto estão disponível no Instagram.

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Podcast descreve práticas de ensino da Nutrição na Atenção Básica

14/06/2021 14:45

Como uma ação do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde), a estudante de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Júlia Carolina Souza desenvolveu uma série de podcast que descreve as práticas de ensino na Atenção Básica. Intitulado Manual de Preceptoria Nutrição/UFSC, o projeto faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da aluna, é orientado pelas professoras Francilene Gracieli Kunradi Vieira e Janaina das Neves e conta com a participação de bolsistas do PET-Saúde e convidados do Curso de Nutrição.

Os podcasts se baseiam no Manual de Preceptoria elaborado pelo Curso de Graduação em Nutrição da UFSC entre 2016 e 2018. O material foi criado com o objetivo de nortear as ações de profissionais que recebem os estudantes nos Centros de Saúde da primeira à décima fase do curso. Sua metodologia de construção está descrita no TCC das egressas Camila Gabriela Dziedzic dos Santos e Rayssa Weber da Silva. 

Os episódios têm o intuito de informar sobre a proposta pedagógica das práticas de ensino de maneira ainda mais acessível para o desempenho da preceptoria nos territórios pactuados entre o Curso e a Secretaria Municipal da Saúde. O primeiro programa apresenta o manual, e outros cinco contêm uma descrição detalhada das práticas de ensino da 1ª, 2ª, 3ª, 6ª e 10ª fases do curso. A proposta é que o material possa contribuir para a integração ensino-serviço do curso no retorno das aulas presenciais e das atividades práticas nos territórios. As bolsistas participantes são Gabriela Alencar Sinkoc, Júlia Carolina Souza, Larissa Fier Foti, Luana Silva dos Santos e Nicole Gonçalves Custódio.
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Departamento de Nutrição organiza curso sobre transtornos alimentares

31/05/2021 16:26

O Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove, nos dias 19 e 20 de junho, sábado e domingo, o curso de capacitação Transtornos alimentares na prática clínica do nutricionista. A atividade será em formato on-line e ao vivo, pelo Google Meet, com carga horária de 20 horas, e dá direito a certificado. As inscrições podem ser feitas até 15 de junho neste link

A ação é destinada a nutricionistas, estudantes de Nutrição e outros profissionais e estudantes da área da saúde que trabalhem com a temática ou que se interessem pelo assunto. Além da atualização e do aprofundamento do tema, haverá discussão de casos e serão disponibilizados materiais de suporte à prática clínica.  

O curso será ministrado pela professora Luciana C. Antunes. Nutricionista clínica com formação e ampla experiência em transtornos alimentares, Luciana coordena pesquisas clínicas na área de neurociência clínica com ênfase em comportamentos alimentares disfuncionais. Atualmente é professora adjunta na área de Nutrição Clínica do Departamento de Nutrição da UFSC e pesquisadora associada do Laboratório de Dor & Neuromodulação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA/CNPq). Possui mestrado e doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Medicina: Ciências Médicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Famed/UFRGS) e Pós-doutorado em Neurociência Clínica no Laboratório de Dor & Neuromodulação (HCPA/CNPq). É coordenadora do Ambulatório de Nutrição: Comportamento Alimentar no Hospital Universitário da UFSC, líder do Grupo de Pesquisa em Neurociência do Comportamento Alimentar (CNPq) e membro-fundadora do Grupo de Pesquisa em Neurociência Nutricional Translacional (CNPq).

A capacitação também contará com a presença do médico psiquiatra Tiago Cardinal, que participará no aprofundamento do conteúdo na visão da Medicina.

O cronograma completo, valores da inscrição e demais informações estão disponíveis em feesc.org.br/inscricoes/evento/iniciar_inscricao/85.

 

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Projeto da UFSC oferece atenção nutricional para paciente pós-Covid-19

28/05/2021 15:05

O Projeto de Extensão Ambulatório de atenção nutricional para paciente pós-Covid-19, do Departamento de Nutrição da UFSC, está oferecendo atendimento nutricional remoto e gratuito a pacientes maiores de 18 anos com sequelas geradas pela Covid-19. Serão oferecidas consultas para todos os pacientes que estiveram internados na rede hospitalar pública e privada da Grande Florianópolis. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail nutricovidufsc@gmail.com ou pelo WhatsApp (48) 999 986 257.

Os atendimentos são conduzidos pelas professoras Júlia Dubois Moreira e Luciana da Conceição Antunes, com participação de alunos do Programa de Pós-graduação em Nutrição e bolsistas de extensão do curso de Nutrição da UFSC. O ambulatório foca nos cuidados nutricionais de pacientes que passaram por internação hospitalar para tratamento da Covid-19, de forma a possibilitar a recuperação do estado nutricional e o manejo de possíveis complicações relacionadas à síndrome pós-covid-19.

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EdUFSC lança e-book sobre qualidade nutricional em parceria com a FGV

14/05/2021 11:32

A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) lançou, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o e-book Qualidade nutricional e sensorial na produção de refeições. O livro se tornou um clássico da ciência da Nutrição pelo seu ineditismo em unir os conceitos sobre a adequação nutricional, enfatizando o aspecto sensorial e o controle higiênico-sanitário e fornecendo informações para profissionais e estudantes se sensibilizarem quanto à qualidade dos alimentos e à satisfação do cliente.

A obra é de autoria de Rossana Pacheco Da Costa Proença, Anete Araújo De Sousa, Marcela Boro Veiros e Bethania Hering. O título está à venda por R$ 29, neste link. Além desse, estão à venda na plataforma mais 5 e-books: Meta-análise: metodologia, pesquisa e análise de dados; Visualização de dados, informação e conhecimento; As imagens do outro sobre a cultura surda; Fundamentos de aritmética e Sanidade na ranicultura.

 

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Programa de Emagrecimento baseado em Nutrição Comportamental seleciona participantes

11/05/2021 10:04

O projeto de extensão Nutri.Com – Programa de Emagrecimento baseado em Nutrição Comportamental está selecionando participantes com sobrepeso ou obesidade, residentes na Grande Florianópolis e/ou pertencentes à comunidade acadêmica UFSC. Interessados em participar devem entrar em contato pelo e-mail nutri.com.ufsc@gmail.com até o dia 18 de junho. Os atendimentos serão realizados de forma remota.

O projeto é coordenado pela professora Brunna Boaventura, do Departamento de Nutrição. Ela explica que “a nutrição comportamental trabalha sobre aspectos relacionados ao comportamento alimentar. Desta maneira, em se tratando de comportamento alimentar no sobrepeso e na obesidade, na terapia de aconselhamento nutricional que será realizada, trabalharemos para modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais relacionados ao peso e à alimentação. Esse tipo de atendimento fundamenta-se em técnicas psicoeducativas e cognitivo-comportamentais, atuando diretamente sobre as atitudes alimentares disfuncionais”.

Mais informações https://nutricom.ufsc.br/ 

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Pesquisa investiga notificação de vitaminas e minerais em rótulos de alimentos para crianças

05/04/2021 10:03

A nutricionista e pesquisadora da UFSC Amanda Corrêa Martins avaliou em sua dissertação de mestrado a notificação de vitaminas e minerais em alimentos industrializados direcionados ao público infantil e a sua sinalização na parte principal do rótulo. Essa estratégia de marketing consiste em destacar, por meio da Informação Nutricional Complementar (INC), a presença de vitaminas e minerais na composição dos alimentos. Com isso, mesmo alimentos ultraprocessados podem ser vistos como saudáveis aos olhos das crianças.

Essas substâncias podem estar na composição de forma natural ou por seus ingredientes, e “é possível também que os fabricantes adicionem esses micronutrientes de forma assintética para fins comerciais”, destaca Amanda. De todo modo, essa informação é importante para auxiliar o cliente nas suas escolhas alimentares, visto que a INC corresponde a “qualquer representação que possa afirmar, sugerir ou implicar alguma propriedade nutricional do alimento”, como indica a nutricionista.

O problema surge com o uso isolado da Informação Nutricional Complementar, isto é, apenas para fins comerciais. É direito do consumidor ter acesso a informações adequadas e claras sobre os alimentos que consome. Para garantir isso, a rotulagem de alimentos contém lista de ingredientes, tabela nutricional e a Informação Nutricional Complementar (INC). Esses elementos têm a função de indicar e informar sua composição e a quantidade de cada nutriente.

Outro ponto levantado pela nutricionista é como isso pode interferir na alimentação da criança: “A ideia de ingerir vitaminas e minerais por meio de alimentos industrializados pode afetar negativamente a ingestão de frutas, verduras, legumes, carnes, leite e derivados, desestimulando uma alimentação saudável nessa fase da vida.” Durante a infância é papel dos pais contribuir com a formação dos hábitos alimentares dos seus filhos e evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, priorizando alimentos in natura, como vegetais, tubérculos, legumes, ou então, minimamente processados.

“Contém vitamina C” é um exemplo do uso da Informação Nutricional Complementar e pretende despertar o interesse no consumidor por conter essa vitamina. “Às vezes esse alimento pode de fato ser rico em vitamina C, mas quando a gente vai olhar no rótulo, na lista de ingredientes, na tabela de informação nutricional, a gente vê que tem características que tornam ele um alimento não indicado para o consumo da criança”, reforça a pesquisadora.

Compreender o uso da INC foi o objetivo da dissertação da nutricionista sob a orientação da professora Paula Lazzarin Uggioni e coorientação da professora Vanessa Mello Rodrigues. O trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (Nuppre) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sobre a rotulagem de alimentos. 
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Professores da UFSC participam de pesquisa sobre nutrição de estudantes em comunidades quilombolas

18/03/2021 09:36

O projeto “Atividade física, consumo alimentar e estado nutricional de estudantes em áreas de comunidades remanescentes de Quilombos” irá utilizar o instrumento de pesquisa WebCaafe, desenvolvido na UFSC. A pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia, é coordenada pelo professor Gilmar Mercês de Jesus e conta com a participação de professores da UFSC – Maria Alice Altenburg de Assis (Programa de Pós-Graduação em Nutrição) e Emil Kupek (Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva).

O Caafe é um instrumento ilustrado, delineado para que os próprios escolares indiquem os alimentos consumidos e as atividades físicas habitualmente realizadas, sob a orientação de um ou dois adultos, como tarefa coordenada em sala de aula.

O projeto foi contemplado no edital Fapesb nº 05/2019 – doenças e agravos prevalentes na população negra e dos povos de comunidades tradicionais, com ênfase em doença falciforme.

 

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‘Cozinhando com Ciência’: projeto de extensão divulga receitas e dicas culinárias pelo Instagram

08/03/2021 14:21

Estimular o desenvolvimento de habilidades culinárias para que as pessoas cozinhem mais em casa e tenham uma alimentação mais saudável é o principal objetivo do projeto de extensão Cozinhando com Ciência. Todas as semanas, são postados no Instagram (@cozinhandocomcienciaufsc) conteúdo teórico sobre culinária, receitas, dicas, indicação de sites, livros, séries, podcasts, entre outros.

A ação teve início no contexto da pandemia de Covid-19 e visa à divulgação de conteúdos de técnica dietética, uma disciplina prática do curso de graduação em Nutrição. O trabalho é coordenado pela professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Ana Paula Gines Geraldo e conta com a participação de quatro alunas voluntárias da graduação em Nutrição.

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Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições da UFSC participa do curso EAD ‘Gordura Trans Não’

21/01/2021 11:38

O Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da UFSC participa do curso EAD “Gordura Trans Não”, promovido pela Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) e o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) no âmbito do projeto “Um esforço coletivo para mudar o panorama da Gordura Trans no Brasil”.

O curso está disponível gratuitamente no YouTube e tem como objetivo ampliar o debate sobre a regulamentação da Gordura Trans no Brasil e no mundo. Além disso, pretende fomentar conhecimento científico para mobilização da implementação da RDC 332/2019; divulgar o trabalho desenvolvido pelo projeto “Pela saúde do coração, Gordura Trans Não”; e apontar a importância da atuação e o trabalho dos vários atores na construção de políticas públicas em saúde.

O curso EAD é dividido em quatro módulos e tem a participação da professora da UFSC e pesquisadora do NUPPRE Ana Carolina Fernandes, no módulo 3, com “Uma discussão sobre os substitutos da gordura trans industrial”.

Mais informações na página do NUPPRE.

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Pesquisa avalia impacto de intervenção culinária em pessoas com diabetes mellitus tipo 2

19/01/2021 14:15

Analisar o impacto de uma intervenção culinária, baseada no programa Nutrição e Culinária na Cozinha (NCC) e nas habilidades culinárias de indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) foi o objetivo de uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina. O estudo é resultado da dissertação defendida em outubro pela nutricionista Clarice Mariano Fernandes Elpo, sob a orientação da professora Paula Lazzarin Uggioni e coorientação da professora Greyce Luci Bernardo. O trabalho foi apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e realizado no âmbito no Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da UFSC.

A amostra foi composta por 44 pessoas com diabetes mellitus tipo 2, adultas e residentes na Grande Florianópolis. Elas se inscreveram voluntariamente por formulário on-line e distribuídas em dois grupos de igual tamanho: um de intervenção e outro de controle. O de intervenção participou do programa Nutrição e Culinária na Cozinha por um período de seis semanas, com três horas semanais, englobando duas oficinas culinárias práticas (Laboratório de Técnica Dietética do Departamento de Nutrição da UFSC), uma oficina de compra e seleção de alimentos e, três oficinas culinárias por meio de videoaulas demonstrativas (gravadas e adicionadas à plataforma YouTube). As videoaulas foram escolhidas em virtude do período de isolamento social visando medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia de Covid-19.

O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença crônica caracterizada por açúcar elevado no sangue (hiperglicemia) e a adoção de uma alimentação saudável pode auxiliar no controle deste aumento e na preservação de complicações mais graves decorrentes do distúrbio. O desenvolvimento de habilidades de autonomia e autocuidado é importante para indivíduos com a doença e, dentre essas habilidades, destacam-se as culinárias. Clarice aponta que “as habilidades culinárias podem ser definidas, portanto, como a confiança, atitude e aplicação de conhecimentos individuais para executar funções culinárias, desde o planejamento dos cardápios e das compras até o preparo dos alimentos, sejam esses in natura, minimamente processados ou ultraprocessados. Além disso, vincula-se com a capacidade dos indivíduos em realizar combinações entre os ingredientes, julgando o sabor, cor e textura dos alimentos”. As habilidades culinárias  são capazes de contribuir para uma alimentação mais saudável e, podem ser incentivadas por meio de intervenções culinárias, pondera a pesquisadora.
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Programa de Emagrecimento baseado em nutrição comportamental seleciona participantes com sobrepeso

12/11/2020 10:21

O projeto de extensão “Nutri.Com – Programa de Emagrecimento baseado em Nutrição Comportamental” está selecionando participantes com sobrepeso ou obesidade. Interessados em participar devem entrar em contato pelo e-mail nutri.com.ufsc@gmail.com até 21 de novembro.

Os atendimentos serão realizados de forma remota, de agora até 31 de março. Dependendo da demanda, nova seleção será realizada a partir de abril de 2021.

O projeto é  coordenado pela professora do Departamento de Nutrição Brunna Boaventura. Ela explica que “a nutrição comportamental trabalha sobre aspectos relacionados ao comportamento alimentar. Desta maneira, em se tratando de comportamento alimentar no sobrepeso e na obesidade, na terapia de aconselhamento nutricional que será realizada, trabalharemos para modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais relacionados ao peso e à alimentação. Esse tipo de atendimento fundamenta-se em técnicas psicoeducativas e cognitivo-comportamentais, atuando diretamente sobre as atitudes alimentares disfuncionais”.

Mais informações pelo e-mail nutri.com.ufsc@gmail.com

 

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