Laboratório de Micologia da UFSC promove trilha para coleta de cogumelos na Lagoa do Peri

23/02/2026 10:19

O Laboratório de Micologia (Micolab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza, no dia 7 de março, sábado, a 13ª edição do Rick Foray: Micotrilha na Ilha, evento dedicado à observação, à coleta e à divulgação científica sobre fungos. A atividade ocorrerá a partir das 8h, no Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri, em Florianópolis.

As inscrições para participar das micotrilhas, atividades guiadas de busca por cogumelos na natureza, ficam abertas até 4 de março ou enquanto houver vagas, pelo formulário on-line. O valor é de R$50, incluindo lanche e bolsa do evento, entregues no dia da trilha. Menores de 12 anos acompanhados de um adulto pagante não pagam inscrição.

Parte das vagas é reservada a estudantes da UFSC com cadastro socioeconômico na PRAE, que podem solicitar reembolso mediante envio da documentação. O evento conta com apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis e de outras instituições. Os participantes inscritos receberão certificado de 10 horas de atividade científico-cultural.

A programação inclui atividades abertas ao público sem necessidade de inscrição no período da tarde, como exposição dos fungos coletados durante a micotrilha, oficinas de adesivos e origami, performance da pernalta Filómela e sessão de cogustação (degustação temática).

Uma das novidades desta edição é a possibilidade de participação remota por meio da ciência cidadã. Pessoas que não conseguirem comparecer presencialmente poderão colaborar fotografando fungos encontrados em sua região no dia 7 de março, entre 8h e 12h, publicando as imagens nas redes sociais com a marcação @micolabufsc  e a hashtag #RF2026. As fotos poderão ser compartilhadas e, quando possível, identificadas pela equipe do laboratório.

O Rick Foray integra uma tradição internacional de encontros voltados à micologia e busca aproximar ciência, educação ambiental e lazer, incentivando o conhecimento sobre a diversidade de fungos e sua importância ecológica.

O evento é uma tarde de celebração à diversidade de cogumelos da Mata Atlântica. Haverá uma exposição de cogumelos que estarão sendo identificados por especialistas do Micolab UFSC, da UFPR (professor Mateus Reck), da Univille (professor Emerson Gumboski), do IFSP (doutorando Denis Zabin).  Além da exposição haverá cogustação de pastinha de cogumelos feita pela Hannah Fontel (Restaurante Porongo) com queijos veganos de Caiâne Olsen, ex-aluna da UFSC (Folha Vegana), servida em pães da Fermentaria. Durante a tarde também vai acontecer uma oficina de adesivos e uma de origamis e apresentação da pernalta Filómela.

Mais informações na página do Micolab no Instagram.

Texto atualizado em 3 de março de 2026, às 11h57.

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Pesquisadores da UFSC desenvolvem protótipo de aplicativo capaz de identificar fungos através de fotos

27/11/2024 11:00

Aplicativo reúne informações de mais de 500 espécies de macrofungos. Foto: Ariéll Cristovão/Agecom/UFSC

O grupo de pesquisa MIND.Funga, coordenado pelo Laboratório de Micologia (Micolab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está desenvolvendo um aplicativo capaz de identificar, a partir de fotos, espécies de macrofungos, como cogumelos e orelhas-de-pau, por exemplo. O projeto utiliza um banco de dados composto por mais de 13 mil fotografias que representam 505 espécies de macrofungos coletadas em diversas regiões do Brasil.

O estudo, intitulado Innovative infrastructure to access Brazilian fungal diversity using Deep Learning, destaca como o uso de inteligência artificial (IA) pode facilitar a pesquisa e o mapeamento de espécies fúngicas no país. O pesquisador da UFSC Elisandro Ricardo Drechsler dos Santos explica que a IA é treinada, por meio de bancos de imagens, para reconhecer padrões visuais. O aplicativo permite aos usuários capturar fotos de fungos em seus dispositivos e obter identificações baseadas na semelhança com imagens presentes no banco de dados.

“Esse aplicativo vai permitir uma identificação mais eficiente dos macrofungos, utilizando padrões de imagens e inteligência artificial, algo que pode transformar a forma como a ciência cidadã contribui para a conservação da biodiversidade”, aponta o pesquisador.
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