UFSC na mídia: professor da UFSC critica projeto dos EUA de rastrear e repor hormônio em militares
O professor Alexandre Hohl, que atua na área de Endocrinologia no Departamento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde (CCS), concedeu entrevista à revista Veja sobre projeto do governo dos Estados Unidos que prevê rastreamento de testosterona e reposição hormonal em militares. Para Hohl, “o diagnóstico de hipogonadismo masculino não pode ser baseado apenas em um número ou em uma única dosagem laboratorial. A Medicina exige contexto clínico, confirmação diagnóstica e indicação precisa”.
A terapia de reposição de testosterona é um tratamento importante quando existe hipogonadismo verdadeiro, ressalta o professor, que também é diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). Porém, acrescenta, o uso indiscriminado dessa terapia representa risco de consequências como infertilidade, policitemia e outras complicações. “Não faz sentido rastrear testosterona em todos os homens, assim como não solicitamos exames indiscriminadamente para qualquer condição médica”, afirma.
A decisão do governo dos Estados Unidos de rastrear os níveis de testosterona dos militares foi anunciada nesta quarta-feira (15 de julho) pelo secretário de Defesa daquele país, Pete Hegseth. A reportagem da Veja pode ser acessada no site da publicação.































