Professor da UFSC organiza livro em homenagem a Nelson Wedekin, símbolo da resistência à Ditadura em SC

22/11/2024 13:20

Em homenagem aos 80 anos do ex-senador Nelson Wedekin, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC) e o Governo do Estado lançam o livro Liber Amoricorum Nelson Wedekin, organizado por Remy J. Fontana, professor aposentado do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento de lançamento da obra, que trata da vida e da trajetória política de Wedekin, ocorre na próxima quarta-feira, 27 de novembro, das 19h às 21h30, no Palácio Cruz e Sousa, sede do MHSC, no Centro de Florianópolis. A entrada é pública e gratuita.

Nascido em Mondaí (SC), Nelson Wedekin cursou Direito da UFSC entre 1966 e 1969, tendo concluído sua formação na Faculdade de Direito de Mogi das Cruzes em 1970. Nesse período, foi eleito vereador por Joaçaba (SC) em 1969, porém, no ano seguinte, deixou o cargo após ser pressionado pelo regime da Ditadura Civil-Militar. Sua transferência acadêmica também foi consequência da perseguição política sofrida por ele e sua família. Wedekin foi processado pela Lei de Segurança Nacional por três anos e, ao final, foi absolvido. Posteriormente, estudou Jornalismo em São Paulo e, na volta à Santa Catarina, em 1976, advogava em favor dos presos políticos locais. Teve um papel de destaque ao defender os estudantes da UFSC envolvidos no episódio da Novembrada, em 1979. Foi deputado federal por Santa Catarina de 1983 a 1987, eleito pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e também senador constituinte pela 48ª e 49ª legislaturas, de 1987 a 1995. A partir de 2003, passou a atuar na iniciativa privada e deixou de militar na política partidária.
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Egressa da UFSC é destaque em premiações nacionais e internacionais por trabalhos em ciências de dados

21/11/2024 17:50

Bianca Vieira é formada em Ciência da Informação e Ciências Biológicas pela UFSC. Foto: acervo pessoal

Egressa dos cursos de Ciência da Informação e de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Bianca Pinto Vieira está entre os finalistas do World Changing Alumni Awards, premiação anual realizada pela Universidade de Glasgow, da Escócia, que reconhece recém-formados que realizam contribuições significativas em suas áreas de pesquisa. Na instituição europeia, Bianca cursou doutorado sobre modelagens de dados do impacto das oscilações climáticas no Brasil.

Em março, a pesquisadora também foi finalista do Study UK Alumni Awards, prêmio concedido pelo British Council aos egressos com passagem pelo Reino Unido que se tornaram lideranças de significativo impacto positivo para suas comunidades, setores e países. Além disso, recebeu neste mês o prêmio de Profissional de Destaque em Inovação Social e Ambiental pela Associação Brasileira de Lideranças, em São Paulo, pelos trabalhos publicados na área de biodiversidade e mudanças climáticas com o uso de ciência de dados e tecnologia para melhoria da gestão pública e privada.

As premiações internacionais às quais Bianca foi indicada reconhecem o conjunto de uma série de trabalhos publicados pela pesquisadora, como aplicações de ciências de dados (modelos de distribuição geográfica, previsão e prescrição baseados em machine learning e deep learning) em diversas áreas para auxiliar planos de gestão de projetos de tecnologia, jogos, turismo, unidades de conservação, espécies ameaçadas e contingência de crise, entre outros. Segundo a pesquisadora, os reconhecimentos refletem a inovação e o impacto positivo da UFSC em suas iniciativas para contribuir com uma sociedade mais eficiente, equilibrada e sustentável.
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Pesquisador da UFSC faz primeiro registro de espécie rara de louva-deus no Sul do país

21/11/2024 10:14

Louva-deus da espécie Vates phoenix. Foto: Leo Lanna/Projeto Mantis/Divulgação.

O pesquisador Gabriel de Almeida Ponte Gomes, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), fez o primeiro registro do Sul do Brasil de uma espécie rara de louva-deus, com cerca de sete centímetros de comprimento, listras pelo corpo, formato de folha nas pernas traseiras e um pequeno chifre na cabeça: a Vates phoenix. A expedição noturna ocorreu em novembro de 2022 em uma mata próxima à Lagoa do Peri, no Sul de Florianópolis.

Gabriel, que é estudante da graduação em Ciências Biológicas na UFSC, estava acompanhado do colega Djonatan Artur Rosemann – também pesquisador –, que olhou para cima e observou um inseto grande camuflado nas árvores. Gabriel coletou o louva-deus e identificou que era do gênero Vates. “Eu sabia que era um gênero que ainda não tinha registro na Ilha, então seria um registro novo”, relatou. Mais tarde, quando identificou a espécie do animal, Gabriel descobriu que esta ainda não havia sido registrada em nenhum estado do Sul do país.
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Pós-Graduação em Engenharia de Produção abre vaga para estágio pós-doutoral

19/11/2024 16:35

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com uma vaga aberta destinada a estágio pós-doutoral para início em março de 2025. A bolsa será paga pela Coordenação-Geral de Fomento Institucional à Pós-Graduação no País (CGFIP), da Diretoria de Programas e Bolsas no País, da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). As inscrições vão até 1° de dezembro e devem ser realizadas no Controle Acadêmico de Pós-Graduação, neste link.

Podem se inscrever brasileiros com títulos de doutores emitidos há no máximo sete anos e que não possuam vínculo empregatício com a UFSC. A indicação do bolsista será realizada pela coordenação do PPGEP entre 7 e 14 de fevereiro de 2025.

Para mais informações, acesse o edital completo.

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Doutoranda em Ecologia da UFSC é premiada pela segunda vez em conferência internacional

18/11/2024 09:14

Larissa Dalpaz recebe premiação durante conferência na Austrália. (Foto: Arquivo Pessoal)

Larissa Dalpaz, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC, foi premiada como melhor apresentação da América Latina na Conferência sobre Biologia de Mamíferos Marinhos (Conference on the Biology of Marine Mammals), realizado na Austrália. A estudante foi premiada na noite de 15 de novembro, no encerramento do evento que ocorreu desde o dia 9 de novembro. A conferência é a mais relevante da área e reuniu cerca de 1.400 participantes de mais de 70 países.

O trabalho de Larissa consiste em um dos capítulos da tese de doutorado e é intitulado “Fishers’ perception and activity shifts in a dolphin bycatch mitigation context” (Percepções e mudanças na atividade de quem pesca no contexto de mitigação de captura acidental de golfinhos). Larissa é orientada pelos professores Fabio Daura-Jorge e Natalia Hanazaki.

“Nesse trabalho apresentamos os resultados de um esforço para olhar as capturas acidentais a partir de um olhar social e ecológico. Nós entrevistamos mais de 120 pescadores e pescadoras para investigar suas condições socioeconômicas, evidências de disparidades sociais, suas percepções sobre a captura acidental de golfinhos e possíveis mudanças em suas atividades de pesca. Com esses elementos, buscamos entender as possíveis repercussões de uma zona de exclusão de pesca implementada para reduzir as capturas acidentais de botos-da-tainha (Tursiops truncatus gephyreus) em Laguna (SC)”, explica Larissa.

Figura da pesquisa de Larissa Dalpaz demontra a localização das lagoas de Santo Antônio dos Anjos e Imaruí, com destaque para as comunidades entrevistadas (pontos vermelhos), além áreas onde acontece a pesca cooperativa entre botos e pescadores (pontos azuis) e as zonas de exclusão de pesca (pontos amarelos). As áreas em verde e vermelho são áreas de vida dos botos de Laguna.

A pesquisadora alerta que capturas acidentais são uma grave ameaça para baleias, golfinhos e muitos outros animais, além de, ao mesmo tempo, trazerem prejuízos para quem pesca. “É uma situação que ninguém quer que aconteça. Em Laguna, o cenário é especialmente delicado: temos uma população de botos ameaçada, vítima de capturas acidentais, e uma comunidade pesqueira bastante diversa. Além disso, alguns desses botos participam de uma interação positiva com um grupo de pescadores, na qual tanto botos quanto seres humanos atuam juntos para pescar tainhas. Com as capturas acidentais de botos, essa interação entre botos e seres humanos também fica ameaçada”.

Além de apresentado na Conferência, o trabalho foi recentemente publicado na revista Ocean and Coastal Management.

“Com nossos resultados pudemos ajudar a entender cenários e consequências tanto das capturas acidentais quanto das medidas implementadas para reduzir essas capturas. A partir daí, propusemos soluções que podem ser duplamente benéficas, tanto para garantir a viabilidade da pesca quanto da população de botos, além de contribuir para a preservação da pesca cooperativa entre esses animais e seres humanos”.

Essa é a segunda vez que a estudante é premiada nesta categoria. Em 2019, Larissa apresentou sua dissertação de mestrado e recebeu o prêmio de melhor apresentação na edição do evento realizada em Barcelona (Espanha). O projeto de doutorado é realizado em parceria entre o Laboratório de Mamíferos Aquáticos (Lamaq) e o Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica (ECOHE) da UFSC, além do PELD-SELA (Projeto Ecológico de Longa Duração do Sistema Estuarino de Laguna e Adjacências). A participação da aluna na Conferência teve apoio do VIVA Instituto Verde e Azul.

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UFSC promove evento voltado à propriedade intelectual, ciência e inovação

18/11/2024 09:00

O Departamento de Inovação (Sinova), vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC) promovem o evento “Propriedade intelectual e sua importância para a inovação nas Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e empresas”. O encontro será realizado nesta quinta-feira, 21 de novembro, às 14h, no Auditório João Ernesto Escosteguy Castro, do Centro Tecnológico (CTC) da UFSC.

O evento é aberto ao público e gratuito. As vagas são limitadas, sendo necessário inscrever-se, previamente, na Plataforma Sympla. Além do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a iniciativa da UFSC possui parceria com as associações brasileiras dos Agentes da Propriedade Intelectual (Abapi), da Propriedade Intelectual (ABPI), e o Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (Profnit).

Para este momento de troca de conhecimento, o evento contará com especialistas da área que discutirão a importância e temas de destaque da propriedade intelectual no contexto da inovação, como interação e transferência de tecnologias entre ICTs e empresas – universidade empreendedora e cases de Núcleos de Inovação tecnológica (NITs) -; depósito de pedidos de patentes no INPI: cuidados e erros a evitar; riscos da divulgação e publicação antecipada de criações; Marco Legal da Inovação; e contencioso envolvendo patentes.

A professora Clarissa Stefani Teixeira, diretora de Inovação da UFSC, ressalta o trabalho desenvolvido pela Sinova na construção de uma Universidade cada vez mais empreendedora e inovadora. Enfatiza que o setor atua “com uma agenda centrada em ampliar programas, projetos, palestras, cursos e materiais para a comunidade interna e externa”, no sentido de garantir que essas ações institucionais estejam “em consonância com o ecossistema de inovação catarinense”.

Dados publicados no último Relatório de Gestão da Sinova apontam que a UFSC possui “779 pedidos de Propriedade Intelectual vigentes depositados/concedidos no INPI (…). São 471 Patentes de Invenção (273 vigentes e 198 não vigentes); 22 Patentes de Modelo de Utilidade (18 vigentes e 4 não vigentes), 232 Registros de Programa de Computador (RPC) vigentes; 50 Marcas, sendo 27 vigentes; e 48 Desenhos Industriais (DI) (37 vigentes e 11 não vigentes). Conta também com 5 Cultivares registrados no Ministério da Agricultura, todos vigentes.” O documento estratégico também acrescenta que, em 2023, “foram depositados junto ao INPI 16 pedidos de Patentes de Invenção. Já em relação aos registros, foram feitos 19 de Programa de Computador, 12 Desenhos Industriais e 6 Marcas, totalizando 53 registros/depósitos de ativos de Propriedade Intelectual” (UFSC, 2023, p. 62).

Destaque na Indústria e Ambiente de Pesquisa

O ranking do Times Higher Education (THE) Latin America University Rankings 2024, publicado no último dia 12 de novembro, avalia instituições acadêmicas em critérios como Qualidade de Pesquisa, Indústria e Ambiente de Pesquisa. A UFSC destacou-se nos critérios Indústria, em que ficou entre as seis melhores universidades, e Ambiente de Pesquisa, ficando entre as oito melhores.

A pontuação em Indústria, que subiu mais de dois pontos com relação ao ano passado, verifica a capacidade de uma universidade ajudar o setor com inovações, invenções e consultoria, buscando captar a transferência de conhecimento e observando as parcerias em relação ao número de pesquisadores.

“A métrica sugere até que ponto as empresas estão dispostas a pagar pela investigação e a capacidade de uma universidade atrair financiamento no mercado comercial – indicadores úteis de qualidade institucional”, registra o THE. Os dados deste indicador referem-se a patentes publicadas entre 2019 e 2023.

Mais informações no site da Sinova.

 

Rosiani Bion de Almeida | imprensa.gr@contato.ufsc.br
Coordenadoria de Imprensa do GR | UFSC

Com informações de: UFSC está entre as dez melhores universidades da América Latina; e SINOVA UFSC. Relatório de Gestão 2023. Disponível em: https://arquivos.ufsc.br/f/6d833229cbbd4428a879/. Acesso em: 14 nov. 2024.

 

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Pesquisadores da UFSC apresentam nova hipótese para extinção da megafauna nos últimos 60 mil anos

13/11/2024 13:15

Estudo refuta a hipótese mais defendida até então, de que os humanos foram o principal fator responsável pelo processo de extinção da megafauna no Quartenário tardio. Foto: Thomas T. (CC BY-NC-SA)

Um estudo iniciado há 12 anos por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que as causas da extinção global de animais de grande porte — com mais de 44 kg — , conhecidos como megafauna, estão diretamente relacionadas com mudanças climáticas naturais que ocorreram entre os últimos 60 e 10 mil anos, durante o período geológico do Quaternário tardio. A conclusão refuta a hipótese mais defendida até então, de que a chegada dos grupos humanos aos continentes e ilhas foi o principal fator responsável pelo processo de extinção da megafauna no planeta.

O artigo Seasonality and desertification drove the global extinction of megafauna in the late Quaternary, ou Sazonalidade e desertificação levaram à extinção global da megafauna no Quaternário tardio em português, foi publicado em setembro deste ano na revista científica Quaternary Science Reviews. O estudo contou com a participação de seis pesquisadores brasileiros de universidades federais, três deles da UFSC: Maurício Graipel e Jorge Cherem, do Centro de Ciências Biológicas (CCB), e Paul Momsen Miller, do Centro de Ciências Agrárias (CCA). 

A pesquisa aponta que a dispersão humana nos continentes e ilhas ocorreu simultaneamente a momentos críticos nos parâmetros de obliquidade da Terra (ângulo de inclinação do planeta em relação ao Sol) e a baixos níveis atmosféricos de gás carbônico (CO2), que ocasionaram períodos de alta sazonalidade e desertificações no globo.
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Peixes contaminados com mercúrio colocam saúde da população amazônica em risco, indica estudo

12/11/2024 14:09

Maioria dos peixes com maior concentração de mercúrio foi coletada em áreas de garimpo ilegal. Foto: Ibama

Um artigo publicado na revista científica internacional Journal of Trace Elements and Minerals alerta para o alto risco que a população da Amazônia apresenta de contaminação por exposição crônica ao metilmercúrio, uma das formas mais tóxicas do mercúrio, por meio do consumo de peixes da região. O estudo investigou os níveis de mercúrio total e metilmercúrio em peixes da Amazônia brasileira e realizou uma avaliação de exposição e caracterização de risco da população local. Como resultado, todos os cálculos de ingestão diária excederam – e muito – a dose de referência considerada segura para o consumo de metilmercúrio. Os cientistas também elaboraram um mapa georreferenciado, no qual é possível observar a relação entre o grau de contaminação dos peixes e as áreas de atividade de garimpo – principalmente do ilegal.

“O peixe faz parte da alimentação diária de boa parte da população amazônica, em especial a população ribeirinha. Dizer que há um elevado risco de exposição crônica ao metilmercúrio através do consumo de peixes amazônicos significa dizer que a população está ingerindo concentrações elevadas e diárias de metilmercúrio através do peixe, o que pode comprometer a sua saúde a longo prazo”, enfatiza a doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Milena Dutra Pierezan, coautora do artigo.

A exposição crônica ao metilmercúrio pode levar a danos neurológicos graves e comprometer o desenvolvimento cognitivo, motor e sensorial, além de afetar a saúde cardiovascular e renal. A situação é ainda mais preocupante para gestantes e lactantes, já que o metilmercúrio pode atravessar a placenta e prejudicar o desenvolvimento do feto, levando à má-formação física ou funcional. O metilmercúrio também pode ser transferido ao leite materno e ser ingerido pelo bebê, que ainda não possui o organismo preparado para lidar com o contaminante.
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UFSC está entre as dez melhores universidades da América Latina

12/11/2024 11:13

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) avançou para a 10ª posição no Times Higher Education (THE) Latin America University Rankings 2024, subindo duas posições em relação ao ano passado, quando ocupava o 12º lugar. Com essa nova classificação, a instituição passa a integrar o grupo das dez principais universidades da América Latina – a única catarinense na posição e a terceira federal do país dentre as reconhecidas.

O ranking do THE, que foi publicado nesta terça-feira, 12 de novembro,  avalia instituições acadêmicas em critérios como Qualidade de Pesquisa, Indústria e Ambiente de Pesquisa. A UFSC destacou-se nos critérios Indústria, em que ficou entre as seis melhores universidades, e Ambiente de Pesquisa, ficando entre as oito melhores.

A pontuação em indústria, que subiu mais de dois pontos com  relação ao ano passado, verifica a capacidade de uma universidade ajudar a indústria com inovações, invenções e consultoria, buscando captar a transferência de conhecimento e observando as parcerias em relação ao número de pesquisadores.  “A métrica sugere até que ponto as empresas estão dispostas a pagar pela investigação e a capacidade de uma universidade atrair financiamento no mercado comercial – indicadores úteis de qualidade institucional”, registra o THE. Os dados deste indicador são fornecidos pela Elsevier e referem-se a patentes publicadas entre 2019 e 2023 .

O avanço da UFSC no ranking reflete o desempenho da universidade em indicadores de ensino, pesquisa e formação de estudantes. A conquista é registrada pela comunidade universitária como um marco no posicionamento da UFSC na educação superior da América Latina. Segundo a metodologia do THE, a instituição catarinense subiu nos indicadores de ensino, ambiente de pesquisa, indústria e internacionalização.

Para conferir o THE Latin America University Rankings completo, clique aqui.

Leia a metodologia do Latin America University Rankings 2024.

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Professora da UFSC representa Ministério do Meio Ambiente na COP 29

11/11/2024 16:00

Professora Regina vai à COP pela terceira vez (Foto: Mateus Mendonça)

A professora da coordenadoria de Oceanografia da UFSC, Regina Rodrigues, embarcou na última quinta-feira, 7 de novembro, rumo à Conferência Mundial do Clima, a COP 29, que começa nesta segunda-feira no Azerbaijão. Ela participará de discussões sobre oceanos, clima e a sociedade em uma das agendas científicas da COP. Regina representará a diretora do departamento de Oceanos do Ministério do Meio Ambiente, Ana Paula Prates.

O debate deve lançar um olhar atento ao chamado “sul global”, países que sofrem as consequências mais alarmantes dos extremos climáticos, mesmo sendo os que menos emitem gases de efeito estufa. Esta seria uma das causas da injustiça climática.

“Os ecossistemas oceânicos e as comunidades costeiras estão entre os afetados pelas alterações climáticas, mas também oferecem ações de adaptação e mitigação. Mostraremos exemplos de oportunidades de adaptação, governança e financiamento”, indica a sinopse do evento, marcado para o dia 14 de novembro, com moderação do pesquiasdor Matt Frost, da Plymouth Marine Laboratory, na Inglaterra.

A mesa também vai se ater a um tema que chegou a ser pauta em reuniões entre líderes do G20 – a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDCs) e como os oceanos podem ser incluídos nas discussões sobre os inventários de emissão de efeito estufa, já que são responsáveis por absorver parte dos gases presentes na atmosfera.

Regina lembra que os oceanos ajudam a conter o calor da atmosfera, mas isso faz com que a sua temperatura aumente e volte a impactá-la. Sem estratégias para conter esse calor, é possível que fenômenos extremos se intensifiquem, inclusive em regiões que já sofrem com desastres climáticos, como é o caso de Santa Catarina.

Esta não é a primeira participação de Regina na COP. No ano passado, ela fez parte do grupo de cientistas que lançou um estudo com alertas sobre o clima e o meio ambiente no mundo. Em 2022, ela palestrou, na programação do evento, junto à Organização Mundial de Meteorologia.

Na edição de 2024, além de representar o Ministério do Meio Ambiente, Regina também irá mediar uma mesa no Pavilhão Brasil, que receberá debates sobre o combate à mudança do clima e a transição justa, entre outros temas, além de exposições e apresentações culturais. A proposta foi aprovada pelo Comitê Técnico do Pavilhão Brasil, formado por representantes do governo federal, de fóruns de governo, do setor privado e da sociedade civil envolvidos na organização do espaço.

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UFSC na mídia: reportagem destaca onipresença da poluição por plástico no litoral brasileiro

11/11/2024 15:32

Garrafa plástica jogada na areia da praia do Pântano do Sul, em Florianópolis. Foto: Maurício Frighetto/DW Brasil.

O portal de notícias Deutsche Welle Brasil publicou no domingo, 10 de novembro, uma reportagem abordando a poluição por plásticos e microplásticos no litoral brasileiro, destacando a situação específica do Pântano do Sul. Recentemente, uma pesquisa divulgada pela ONG Sea Shepherd Brasil e pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) identificou que a praia localizada no extremo sul da ilha de Santa Catarina tinha a maior concentração de resíduos plásticos entre 306 praias analisadas. Com o título “Pântano do Sul expõe desafio para manter praias limpas“, o texto explica que, apesar de alguns veículos de comunicação terem rotulado a região como a “praia mais poluída do Brasil”, os dados coletados são insuficientes para se fazer tal afirmação.
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Rotas temáticas da Sepex atraem escolas e curiosos no último dia de evento

08/11/2024 14:24

Planetário ofereceu diferentes atividades na Sepex (Fotos: Ariclenes Patté)

No último dia da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina, as rotas temáticas foram uma das atrações prestigiadas pelos visitantes. Uma delas é o Planetário da UFSC, que ofereceu ao longo dos dias sessões educativas sobre astronomia e ciências espaciais.

Na manhã desta sexta-feira, 8 de novembro, turmas de diferentes escolas realizaram uma visita guiada ao local. Durante a atividade, os estudantes puderam observar o sol por meio de um telescópio disponível no observatório.

O estudante de Física da UFSC, Pedro Esteves, falou sobre a formação do Sol e explicou as manchas solares. Ele também destacou a importância do evento e a oportunidade de conduzir a visita com os estudantes. “É muito importante apresentar a universidade para as pessoas de fora, para mostrar, na prática, o conhecimento que adquirimos aqui. Assim, elas podem ver com seus próprios olhos aquilo que aprendem nos livros e ter um contato mais palpável com o conhecimento.”

O estudante Humbert da Silva, da Escola de Educação Básica Professor Ângelo Cascaes Tancredo, relatou sua experiência no evento e destacou como é importante para estudantes do ensino médio participar de atividades como essa. “Para mim, que estou no último ano do ensino médio, é muito interessante conhecer as áreas de estudo da UFSC e saber o que fazem aqui. Gostei de aprender um pouco sobre o sol, o céu e o nosso sistema solar.”

Estudantes puderam interagir com demonstrações

Além da observação do sol, os visitantes tiveram a oportunidade de experimentar um espectroscópio, instrumento utilizado para analisar a luz emitida ou absorvida por diferentes fontes, separando-a em seus comprimentos de onda (ou cores) componentes. Na experiência, os participantes observaram a luz emitida por uma lâmpada de mercúrio.

Segundo Caio Caioto, estudante de Física responsável por guiar essa experiência, a visita é importante para mostrar às pessoas o que é realmente a astronomia. “Acho muito legal as pessoas virem conhecer a astronomia de verdade. Muitas imaginam que é só sobre estrelas e o espaço, coisas distantes, mas mostramos que é algo bem mais palpável. Não é preciso um telescópio de milhões de dólares para observar o céu. Além disso, temos experimentos que mostram como a astronomia funciona e pode ser aplicada no dia a dia.”

Maicon Leite Rosa, estudante da Escola Estadual Dona Maria, comentou ter aproveitado bastante a visita. “Estou vendo várias coisas que curto. Achei muito interessante essa rota temática, especialmente a experiência de observar o sol por um telescópio”.

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Portal de Periódicos da UFSC é reconhecido por trabalho sobre normativa pioneira de identidade de gênero

08/11/2024 10:30

Bibliotecária Lúcia da Silveira falou sobre práticas editoriais em palestra na Universidade Central do Chile (UCC). Foto: divulgação.

O Portal de Periódicos da Universidade Federal de Santa Catarina (PP/UFSC) recebeu uma menção honrosa durante a Conferência Internacional Biredial-Istec sobre Bibliotecas y Repositorios Digitales de América Latina, realizada em Santiago, no Chile. O trabalho Política de cambio de nombre de autoría para identidad de género descreve uma normativa pioneira desenvolvida na UFSC a respeito da identidade de gênero em políticas editoriais de revistas científicas.

Esta iniciativa, que promove uma comunicação científica inclusiva e comprometida com a diversidade, é resultado da colaboração entre a equipe do Portal, professores da Universidade com função editorial, Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN) e Laboratório de Periódicos UFSC, com revisão da Scientific Electronic Library Online (SciELO). A normativa segue diretrizes internacionais do Committee on Publication Ethics (COPE) e representa um marco na valorização da identidade de autores e autoras, permitindo alterações de nome em artigos já publicados de forma confidencial e sem a necessidade de erratas públicas.
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Pesquisadores da UFSC revelam impactos das barragens na diversidade de florestas ribeirinhas da Mata Atlântica

07/11/2024 15:15

Estudo constatou que a presença de barragens reduz a variação de espécies em nível regional. Foto: Lucas Ninno / Diálogo Chino

Um estudo traz novos dados sobre como as barragens afetam a diversidade de árvores em florestas ribeirinhas da Mata Atlântica no Sul do Brasil. A pesquisa, publicada em outubro na revista científica Scientific Reports, foi conduzida por Mariah Wuerges, Eduarda Mantovani-Silva, Nivaldo Peroni e Eduardo L. H. Giehl, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O trabalho faz parte da pesquisa de doutorado de Mariah e integra as investigações dos laboratórios de Diversidade e Conservação e de Ecologia Humana e Etnobotânica.

O artigo examina como as barragens impactam a diversidade local e regional das florestas ao longo de uma bacia hidrográfica. Entre os principais achados, os pesquisadores constataram que a presença de barragens resulta em uma homogeneização regional — isto é, reduz a variação de espécies entre diferentes áreas — enquanto, em nível local, promove uma heterogeneização temporária das florestas. Essa resposta levanta novos desafios para a conservação.

“Desde o início do doutorado da Mariah, nossa ideia foi olhar para o efeito para além de uma só barragem, para ter um panorama mais amplo dos impactos. Nisso entram outras formas de medir a diversidade, que não se resumem apenas a contar quantas espécies temos, mas se são as mesmas espécies em cada local, ou se são espécies diferentes, o que na ecologia chamamos de diversidade beta”, aponta Eduardo Giehl, supervisor do trabalho.

O estudo revelou ainda que o alagamento permanente de áreas florestais, causado pelo represamento dos rios, degrada também as florestas que sobram na margem dos reservatórios. Um sintoma dessa degradação é a perda de diversidade beta pela diminuição variação de espécies entre locais, que se dá pelo favorecimento de espécies de árvores mais generalistas sobre as especialistas. Esse processo diminui a diversidade ecológica regionalmente, colocando em risco importantes funções ecológicas que essas florestas desempenham, como a manutenção da biodiversidade e o suporte à fauna local.

“Nosso estudo oferece uma base importante para entender como as barragens afetam diretamente não apenas os ambientes aquáticos, mas também as florestas que dependem do regime natural dos rios”, explica Mariah Wuerges. “Essas descobertas trazem novas visões para o planejamento de medidas de mitigação e compensação de obras como barragens, que deveriam passar a incluir a diversidade beta nos processos de estudo e licenciamento ambiental.”

O estudo propõe ainda que políticas de conservação devem considerar esses impactos na diversidade beta e sugere métodos mais abrangentes de avaliação de impacto ambiental. A pesquisa é uma contribuição essencial para compreender os efeitos em larga escala das barragens sobre a Mata Atlântica, um dos hotspots de biodiversidade mais ameaçados do mundo, e reforça a importância da preservação desses ecossistemas.

O artigo completo está disponível na Scientific Reports.

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Feira de Ciências da UFSC atrai público jovem para a Sepex; visitas ocorrem até sexta-feira

07/11/2024 12:57

Estudantes de ensino médio visitam o estante O Planeta dos Insetos – Laboratório de Sistemática de Diptera. Fotos: Raissa Hübner.

A Feira de Ciências da 21ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) começou nesta quarta-feira, 6 de novembro, com estandes atrativos para as crianças e os adolescentes. A Feira vai até sexta-feira, 8 de novembro, no segundo andar do Centro de Cultura e Eventos do Campus Trindade da UFSC, com os estandes abertos das 9h às 18h.

O estudante Felipe Augusto, de 11 anos, da Escola dos Sonhos, conta que é a primeira vez que ele visita uma feira de ciências. “Tem muita gente falando sobre um monte de coisas diferentes, coisas que eu nunca vi na minha vida e eu tô aprendendo aqui”, diz o aluno. Felipe também contou que quer ser engenheiro como o seu irmão, que é acadêmico da UFSC.

Gabriela Pereira, de 17 anos, é aluna da Escola Nereu Ramos, de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, e também visita a Feira pela primeira vez. A estudante veio com a escola passar o dia na Sepex e achou os estandes muito interessantes. “São projetos que nem sempre são totalmente reconhecidos, então eu gosto de ver as pessoas trazendo experiências e conhecimento que as outras pessoas não conhecem”, relata Gabriela.

Jovem visitando a Feira de Ciências da Sepex pela primeira vez com sua mãe.

A aluna contou que está no terceiro ano do ensino médio e que gostaria de cursar Design Gráfico na UFSC. “É crucial para os estudantes do terceirão fazer essa saída de campo, ainda mais para uma feira cultural tão cheia como a Sepex”, diz Gabriela. “O pessoal consegue ver o que se identifica mais, pegar informações com os especialistas da área e escolher de fato o curso que quer.”

A Feira de Ciências da Sepex conta com 70 estandes divididos pelas áreas temáticas de Comunicação, Cultura, Educação, Tecnologia, Meio-Ambiente, Trabalho, Direitos Humanos e Saúde. Além da Feira, a Sepex conta com palestras, atrações culturais, minicursos e rotas temáticas.

Amanhã, 8 de novembro, é o último dia para visitar a Feira de Ciências e as Rotas Temáticas da Sepex 2024. Acesse as notícias e veja o serviço completo aqui.

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Com auditório lotado, UFSC celebra a ciência e a divulgação científica na abertura da Sepex

06/11/2024 21:31

Fotos: Mateus Mendonça

Uma celebração da ciência, do ensino, da pesquisa e da extensão marcaram a cerimônia de abertura da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da UFSC, que ocorreu nesta quarta-feira, 6 de novembro. Cientistas e divulgadores da ciência da Física, da Neurociência e do Clima fizeram um debate sobre temas como energia, cosmos, saúde mental, mudanças climáticas e divulgação científica, encantando um auditório lotado com um amplo repertório de conhecimento. A professora da UFSC, Regina Rodrigues, e os cientistas e comunicadores Sérgio Sacani e Eslen Delanogare foram os debatedores em uma mesa coordenada pelo professor de Farmacologia e superintentente de Pós-Graduação da UFSC, Rui Daniel Prediger.

A professora Regina Rodrigues, especialista há mais de 20 anos na área de mudanças climáticas, lembrou que as alterações climáticas na Terra são causadas pela emissão de gás carbônico na atmosfera, que leva ao aquecimento do planeta tendo como consequência os eventos extremos. A pesquisadora destacou, a partir de dados, como a injustiça climática vem sendo observada: segundo ela, 50% dos países mais pobres emitem apenas 8% dos gases do efeito estufa, enquanto os 10% mais ricos emitem 50% dos gases.

O fator pobreza e riqueza também é observado nas populações: 0,1% dos mais ricos têm pegada de 200 toneladas de carbono, enquanto 90% dos mais pobres utilizam apenas uma tonelada. “Os mais afetados pela tragédia são os países mais pobres, e as populações mais vulneráveis sentem mais”, destacou. Ela ponderou, ainda, que um aspecto muito importante das consequências disso são os efeitos diretos da temperatura na saúde humana. “Mortes aumentaram globalmente em 67%, um recorde histórico”, disse. Ela também lembrou da explosão de casos de dengue por conta do calor. “Calor excessivo leva ao aumento de stress, ansiedade e comprometimento cognitivo”.
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Trabalho infantil cai para menor patamar desde 2016, mas ainda atinge 41 mil em Santa Catarina

06/11/2024 16:20

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou na última terça-feira, 5 de novembro, uma análise sobre os números do trabalho infantil no estado, com base na mais recente edição temática da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgada pelo IBGE no mês de outubro. De acordo com o levantamento, no ano passado, o Brasil registrou 1,6 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, sendo 41 mil deles em Santa Catarina. Em ambos os casos, trata-se do menor número da série história iniciada em 2016.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define trabalho infantil como um conjunto de atividades laborais que comprometem o desenvolvimento humano de crianças e adolescentes. Dessa forma, o termo abrange pessoas de 5 a 17 anos que realizam trabalhos perigosos do ponto de vista mental, físico, social ou moral, bem como aquelas ocupações que interferem diretamente no processo de escolarização. O IBGE possui uma classificação própria, segundo critérios específicos e a partir de grupos etários: 5 a 13 anos; 14 e 15 anos; 16 e 17 anos. Entretanto, trabalhos realizados no âmbito do programa Jovem Aprendiz, intermediados por agências (CIEE, IEL, etc), estágios e uma ampla gama de ocupações regulares não entram na classificação.

A publicação do Necat, de autoria do economista Vicente Loeblein Heinen, explica que o trabalho infantil em Santa Catarina apresentou uma tendência de piora nos últimos anos, chegando a 60 mil catarinenses submetidos a essas condições em 2022. “O cenário de abandono das políticas sociais em âmbito nacional e de forte deterioração da renda das famílias mais pobres, observado particularmente até 2021, forçou a entrada de mais crianças e adolescentes no mercado de trabalho, em condições ainda mais precárias que o habitual”, justifica. Em 2023, no entanto, esse número caiu para 41 mil, o que representa um recuo de 31,8% em relação ao levantamento anterior. Em Santa Catarina, 3,2% das crianças e adolescentes estavam submetidas a este tipo de atividade no ano passado, uma taxa inferior à média do Brasil, que ficou em 4,2%.
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Feira de Ciências da Sepex vai até sexta-feira, 8 de novembro, com atrações para todas as idades

06/11/2024 13:35

Fotos: Andrey Santiago

A Feira de Ciências da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina começou nesta quarta-feira, 6 de novembro, com atrações das mais variadas áreas do conhecimento e para todas as idades. Estandes demonstrativos e com possibilidade de interação direta entre os projetos e pesquisas da UFSC e a comunidade são o ponto alto da atração, que recebe entre seus visitantes famílias e escolas de diversas cidades. A atividade ocorre das 9h às 18h no Centro de Cultura e Eventos do Campus da Trindade.

Sãp 70 estandes das áreas de Comunicação, Cultura, Educação, Tecnologia, Meio-Ambiente, Trabalho, Direitos Humanos e Saúde, por áreas temáticas. Na área da Cultura, por exemplo, o projeto de extensão Registro da Pesca Colaborativa com Botos como Patrimônio Imaterial do Brasil estará presente pela primeira vez, apresentado pelo Coletivo de Estudos em Ambientes, Percepções e Práticas (CANOA).

Crianças estão entre o público da Feira de Ciências

Beatriz Bugio, antropóloga e extensionista do projeto, explica que o objetivo do estande é falar sobre o registro que o curso de Antropologia da UFSC tem feito para tornar essa prática um patrimônio. “É uma pesca que acontece em poucos lugares do mundo onde os botos indicam para os pescadores onde eles têm que jogar a rede para capturar as tainhas, então é uma colaboração. É por isso que o nosso argumento é que os detentores desse patrimônio não são só os pescadores humanos, são também os botos”.

A expectativa é compartilhar o projeto de maneira mais acessível para quem não está no ambiente acadêmico, diz Beatriz. “A gente vai ter o desafio de tentar comunicar o que a gente está fazendo, o que esse projeto está realizando para pessoas de fora da universidade, acho que vai ser o mais legal”, complementa.

Além da feira, a Sepex conta, na sua programação, com palestras, atrações culturais, minicursos e rotas temáticas. Acesse as notícias e veja o serviço completo aqui.

 

 

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Grupos da UFSC preparam Feira de Ciências da Sepex, que começa nesta quarta, dia 6

05/11/2024 17:16

Fotos: Maria Isabel Miranda

Grupos de pesquisa, laboratórios e projetos de ensino e extensão concluem, nesta terça-feira, a montagem dos estandes para a Feira de Ciências da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que será realizada de 6 a 8 de novembro. Os estandes estarão abertos das 9h às 18h, no hall do Centro de Eventos da UFSC, no campus da Trindade, em Florianópolis.

Considerada um dos maiores eventos de divulgação científica de Santa Catarina, a Sepex reunirá, nos 70 estandes da Feira de Ciências, projetos nas áreas de Comunicação, Cultura, Educação, Tecnologia, Meio-Ambiente, Trabalho, Direitos Humanos e Saúde. Confira os estandes e áreas temáticas.

Na área da Cultura, o projeto de extensão Registro da Pesca Colaborativa com Botos como Patrimônio Imaterial do Brasil estará presente pela primeira vez, apresentado pelo Coletivo de Estudos em Ambientes, Percepções e Práticas (CANOA). Beatriz Bugio, antropóloga e extencionista do projeto, explica que o objetivo do estande é falar sobre o registro que o curso de Antropologia da UFSC tem feito para tornar essa prática um patrimônio. “É uma pesca que acontece em poucos lugares do mundo onde os botos indicam para os pescadores onde eles têm que jogar a rede para capturar as tainhas, então é uma colaboração. É por isso que o nosso argumento é que os detentores desse patrimônio não são só os pescadores humanos, são também os botos”. 

A expectativa é compartilhar o projeto de maneira mais acessível para quem não está no ambiente acadêmico, diz Beatriz. “A gente vai ter o desafio de tentar comunicar o que a gente está fazendo, o que esse projeto está realizando para pessoas de fora da universidade, acho que vai ser o mais legal”, complementa.

Em Educação, o projeto Geociências e Sustentabilidade promete explicar, com uma abordagem interativa, um dos conceitos principais da geociência: o calendário cósmico, um modelo que compacta todos os anos da origem do universo até agora. Para a servidora técnica e coordenadora do projeto, Aline Alves Freitas, a ampliação dessa visão sobre o tempo estimula também a questão ambiental. “Vamos trabalhar um pouco com os ODS, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma parte mais lúdica, mais dinâmica, então a gente tem jogos de roleta, jogos de tabuleiro, para o pessoal aprender de um jeito mais divertido”.

Tratando do Meio Ambiente, o Laboratório de Sistemática de Diptera vai apresentar o projeto Planeta dos Insetos, mostrando a importância dos insetos para a humanidade e desmistificando preconceitos que existem contra os animais. Haverá a possibilidade do público manusear insetos vivos, como louva-deuses e bichos-pau, sob orientação dos responsáveis pelo estande.

O professor coordenador do laboratório, Luiz Carlos de Pinho, também confeccionou modelos de insetos em 3-D pensando em uma interatividade acessível. “É uma forma de interação que dá acessibilidade à deficientes visuais, pois permite à pessoa manusear e ver como é a forma do animal”, conta o professor.

Além da Feira de Ciências, a Sepex chega a sua 21ª edição com 104 minicursos, 17 rotas temáticas, 17 atividades artístico-culturais, palestras, dentre outras atividades gratuitas e abertas ao público. Confira a programação completa e o site do evento. A mesa de abertura, marcada para 18h30, terá transmissão ao vivo pela TV UFSC.

 

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Inscrições para acompanhar primeira edição do Prêmio Inova UFSC vão até domingo, 10 de novembro

05/11/2024 09:58

O Departamento de Inovação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sinova/Propesq/UFSC) promove a primeira edição do Prêmio Inova UFSC no dia 27 de novembro, às 13h30, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos, campus Trindade, em Florianópolis. As inscrições para acompanhar e prestigiar o evento são gratuitas, vão até domingo, 10 de novembro, e podem ser realizadas pelo Sympla.
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Professora de Psicologia da UFSC é homenageada em Congresso Internacional e Brasileiro de Neuropsicologia

05/11/2024 09:41

Natália Martins Dias, professora de Psicologia da UFSC, recebe homenagem durante 23° Congresso Internacional e Brasileiro de Neuropsicologia, em Natal (RN). Foto: Divulgação.

A Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp) homenageou a professora Natália Martins Dias, do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pela dedicação ao conhecimento, aplicação e divulgação das neurociências, especialmente da neuropsicologia, durante o 23° Congresso Internacional e Brasileiro de Neuropsicologia, que ocorreu em Natal (RN) entre 31 de outubro e 2 de novembro.

Psicóloga pela Universidade São Francisco, Mestre e Doutora (com pós-doutorado) em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie – São Paulo, Natália é professora da UFSC desde 2018. Ela integra o GT ‘Neuropsicologia’ da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP) e coordenadora do Laboratório de Neuropsicologia Cognitiva e Escolar (LANCE/UFSC).

Atualmente, faz pesquisas na área de Psicologia Cognitiva e Neuropsicologia, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação e intervenção neuropsicológica cognitiva, funções executivas (autorregulação) e desenvolvimento de intervenções remediativas e precoce-preventivas em neuropsicologia infantil. É uma das pesquisadoras pioneiras em ‘Neuropsicologia Escolar’ no Brasil.

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Saiba quem são os cientistas reconhecidos nas áreas de Física, Neurociências e Clima que irão abrir a Sepex

04/11/2024 15:14

Cientistas e divulgadores da ciência dos mais reconhecidos nas áreas da Física, da Neurociência e do Clima estarão na Universidade Federal de Santa Catarina nesta quarta-feira, 6 de novembro, para um evento especial: a abertura oficial da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da UFSC (Sepex). Sérgio Sacani e Eslen Delanogare, que também atuam como comunicadores em diferentes redes, estarão ao lado da professora da coordenadoria de Oceanografia da UFSC Regina Rodrigues, uma das mais destacadas nas pesquisas sobre oceanos, clima e sociedade.

Evento terá transmissão ao vivo pela TV UFSC

A palestra de abertura tem como tema “Cosmos, Vida na Terra e Saúde Mental: Uma Viagem Científica”. O evento é aberto ao público e está marcado para  18h30, no Auditório Garapuvu, do Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no Campus de Florianópolis. A atividade é gratuita, mas o espaço tem ocupação limitada, respeitando-se a ordem de chegada . A mediação será feita pelo professor Rui Daniel Prediger, do Departamento de Farmacologia da UFSC.

Quem são os palestrantes

Eslen Delanogare – Mestre e doutor em Neurociências pela Universidade Federal de Santa Catarina, Eslen acumula redes sociais com milhares de seguidores. No doutorado, avaliou alterações metabólicas, comportamentais e neuroquímicas de camundongos com dieta rica em gordura e que fazem uso de um tipo de remédio para diabetes. Referência na divulgação científica, alavancou sua imagem na Psicologia, como exemplo de estilo de vida saudável. Além de ministrar cursos e mentorias, criou, este ano, junto a João Perini e Jan Luiz Leonardi, o Instituto de Psicologia Baseada em Evidências (InPBE | Instituto PBE), buscando aprimorar a prática clínica dos psicólogos e conscientizando a população sobre a importância de tratamentos baseados nos melhores e mais recentes achados científicos.

Sérgio Sacani – Formado em geofísica pela Universidade de São Paulo, mestre em engenharia do petróleo pela Universidade de Campinas e doutor em geociências também pela Unicamp, Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.  Youtuber e podcaster reconhecido e acompanhado por milhares de seguidores em diversas redes, nos canais Space Today e Ciência sem Fim, também é professor de diversos cursos livres e de pós-graduação nas áreas de Astronomia, Data Science e Projetos Científicos.

Regina Rodrigues – Possui graduação em Oceanologia pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande, mestrado em Oceanografia Física pela Universidade de São Paulo, doutorado em Physical Oceanography – University of Rhode Island e pós-doutorado pela University of Washington e Universidade de São Paulo. Atualmente é professora da Universidade Federal de Santa Catarina na área de Oceanografia Física, além de referência mundial nos estudos de clima, com foco na questão dos oceanos. Participante ativa das Conferências Mundiais do Clima (COP), Regina embarca para representar o Brasil em mais uma edição do evento um dia após a palestra de abertura da Sepex.

Feira de Ciências e Rotas Temáticas também começam nesta quarta

A Feira de Ciências e as Rotas Temáticas da programação da Sepex também começam na quarta-feira, 6 de novembro. A Feira fica aberta no Centro de Cultura e Eventos, das 9h às 18h, com estandes nas mais variadas áreas de conhecimento e atividades para todas as idades. Já as rotas têm programações próprias, algumas delas com agendamento prévio. 

 

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Equipe da UFSC Joinville vence desafio de inovação na indústria automotiva

31/10/2024 14:32

Equipe da UFSC Joinville durante 2° Renault Transformation Day, em São José dos Pinhais, no Paraná. Foto: reprodução.

Uma equipe de professores e estudantes do Campus de Joinville Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) venceu o desafio IS/IT & Digital da segunda edição do Renault Transformation Day, que ocorreu em 4 de outubro, em São José dos Pinhais, no Paraná. O evento, promovido pela Renault do Brasil, reuniu estudantes de 20 universidades do Paraná e de Santa Catarina, com intuito de incentivar a inovação e a transformação digital na indústria automotiva por meio de workshops, palestras e atividades práticas focadas em tecnologia, sustentabilidade e mobilidade do futuro.

As instituições de ensino superior que participaram do evento foram sorteadas em disputas diretas em uma série de dez desafios. Entre as atividades práticas propostas pelos profissionais da Renault, a UFSC conquistou o desafio IS/IT & Digital, que tem como objetivo trabalhar o aprimoramento de análises de leads através de inteligência artificial. Os leads são interações digitais, por meio de redes sociais e anúncios, que empresas possuem com possíveis compradores e interessados nos seus produtos. Na atividade, a equipe da UFSC, formada por dez estudantes e pelos professores Benjamin Grando Moreira, Dalton Luiz Rech Vidor e Ricardo José Pfitscher, superou a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Durante o evento, os universitários também realizaram uma apresentação para gestores da Renault e um tour pela fábrica da marca, que possui capacidade de entregar um carro por minuto. De acordo com os organizadores, a iniciativa oferece aos estudantes oportunidades únicas para aplicação de conhecimentos teóricos em contextos reais, promovendo o empreendedorismo e a inovação tecnológica.

Fizeram parte da equipe os estudantes Abner Gabriel de Souza, Arthur Haickel Nina, Artur Gemaque Rezende Da Silva, Emanoel Henmerson Cavalcante Soares, Ester da Maia Valverdes, Joshua Gabriel Junker, João Vítor Franke Goetz, Luiz Fernando Coppini de Lima, Maria Clara Seixa Scheffel, Sarah Aguiar.

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Sepex 2024: seminário apresenta mais de 80 trabalhos de iniciação científica da UFSC

31/10/2024 11:44

Mais de 80 estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentarão seus trabalhos de iniciação científica durante a 21ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex). O 34º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (SIC) 2024 começa nesta segunda-feira, 4 de novembro, e segue até quinta-feira, 7 de novembro. Os painéis serão no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) do campus de Florianópolis, com início sempre às 8h30. A participação é gratuita e aberta a toda comunidade.

As apresentações estão divididas nos seguintes eixos temáticos:

1. Promoção da igualdade e fortalecimento da democracia;
2. Sustentabilidade e mudança climática;
3. Saúde e qualidade de vida;
4. Tecnologia e Inovação.

Confira a programação do seminário.

A dinâmica do evento prevê dois blocos de quatro ou cinco apresentações – de no máximo 10 minutos – por turno. Ao final de cada bloco temático, os trabalhos deverão ser debatidos em mesa composta por mediador, representantes de centros de ensino, debatedores relacionados aos temas, além dos orientadores dos projetos apresentados.

Mais informações no site do Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (SIC).

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Equipe da UFSC exibe veículo autônomo tipo fórmula, único na América Latina, durante Sepex

30/10/2024 11:07

AMP-224 durante a 20° Fórmula SAE Brasil. Foto: Ampera Racing

A Ampera Racing, grupo de competição automobilística da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), realiza uma demonstração de seu novo modelo de veículo autônomo e elétrico tipo fórmula, o AMP-224, no primeiro dia da 21ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex), 4 de novembro, às 10h, em frente à Reitoria do campus Trindade, em Florianópolis. Após a demonstração, o veículo ficará exposto no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo até o encerramento da Sepex, em 8 de novembro.

A equipe, composta por mais de 80 estudantes, em sua maioria das Engenharias, criou um sistema que permite ao veículo “pensar” e “agir” de maneira autônoma, replicando as habilidades humanas de direção. O processo de ação do automóvel ocorre em um fluxo organizado, conhecido como pipeline, composto por etapas de sensoriamento, percepção, mapeamento, localização, planejamento de trajetória e outros.

O AMP-224 é o último modelo autônomo desenvolvido pela Ampera, sucessor do ERA-233, o primeiro carro autônomo da Fórmula SAE Brasil (FSAE), competição nacional que tem como objetivo proporcionar aos estudantes de Engenharias a chance de colocar em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula por meio do desenvolvimento de um projeto completo de um veículo do tipo fórmula.

De acordo com os estudantes, a equipe da UFSC é a única a produzir veículos autônomos tipo fórmula em toda a América Latina. “Não há uma categoria autônomo na FSAE Brasil, por isso, durante a competição, realizamos apenas uma demonstração autônoma, como a que faremos na Sepex”, afirma o diretor de Sistemas Autônomos, Gustavo Alcântara.
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