Egressa da UFSC cria plataforma para monitorar riscos de doenças infecciosas durante a Copa do Mundo de 2026

19/06/2026 13:00

Mirelle Pereira, graduada em Engenharia Sanitária e Ambiental na Universidade Federal de Santa Catarina (ENS/UFSC), acaba de lançar a plataforma EpiRisk para monitoramento de riscos epidêmicos durante a Copa do Mundo de 2026. A EpiRisk monitora diariamente as 16 cidades-sede integrando dados de vigilância epidemiológica do CDC, OMS, OPAS, Health Canada e da Diretoria Geral de Epidemiologia do México, dados climáticos da NASA, monitoramento de águas residuais e fluxo de voos internacionais. A plataforma é aberta ao público e acessível via chatbot no WhatsApp em qualquer idioma.

A Epirisk foi desenvolvida pela Santé, startup de inteligência epidêmica criada por Mirelle Pereira, que hoje reside em Nova York (EUA). Nos meses que antecederam o torneio, a Santé estabeleceu canais diretos com organizadores do evento e órgãos de saúde das cidades-sede. A plataforma EpiRisk disponibiliza diariamente a essas instituições um relatório de risco epidêmico por cidade. O objetivo é garantir que, caso um sinal de risco emerja durante o torneio, as autoridades competentes recebam a informação a tempo de acionar as intervenções sanitárias adequadas para cada doença.

Mirelle Pereira, egressa do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC. Foto: Arquivo Pessoal.

“Eu venho de uma formação em saneamento, saúde pública e resposta a surtos de doenças infecciosas em campo. Isso muda a forma como olhamos para a tecnologia”, afirma Mirelle. “Para nós, o risco epidêmico precisa refletir infraestrutura de saneamento, sistemas de prevenção e controle de infecções, capacidade dos sistemas de saúde, redes de contato interpessoal e mobilidade populacional. A Santé foi construída para traduzir essa visão em uma tecnologia que englobe essas variáveis.” A tecnologia tem aplicação direta para resseguradoras e mercados de capitais que precisam modelar e precificar risco epidêmico e pandêmico, governos, organizadores de grandes eventos e empresas farmacêuticas que precisam entender como riscos epidemiológicos impactam operações, logística e fluxo de caixa. “Grandes eventos mostram de forma muito concreta como saúde, mobilidade e economia estão conectadas”, diz Mirelle.

Contexto epidemiológico global

A Copa de 2026 reúne 48 seleções e 16 cidades-sede em três países. A FIFA estima que mais de 5 milhões de visitantes internacionais passem pelo torneio, criando um cenário de alta mobilidade com perfis epidemiológicos, climas e infraestruturas sanitárias muito distintos. O contexto epidemiológico global adiciona outra camada de complexidade ao campeonato: um surto ativo de Ebola pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo e Uganda, declarado Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela OMS em maio de 2026. Sem vacina ou tratamento específico licenciado para esse vírus, o surto coloca em evidência o risco que grandes eventos esportivos representam em momentos de instabilidade epidemiológica global.

“O monitoramento epidemiológico em grandes eventos exige integração de dados que vão muito além dos sistemas tradicionais de vigilância”, afirma Mirelle. “Nossa meta é construir uma tecnologia que ajude instituições a substituir resposta reativa por decisão antecipada.”

Mirelle Pereira é mestre em saúde pública pela Columbia University. A Santé recebe investimento da Collide Capital e Breakthrough Ventures.

A plataforma está disponível aqui.

Mais informações pelo e-mail hello@santehealth.co

Tags: Copa do Mundo de 2026doenças infecciosasEngenharia Sanitária e AmbientalENSepidemiologiaEpiRiskMirelle PereiraSantévigilância epidemiológica

Saneamento em terras indígenas deve ser pensado com e para a comunidade, defende estudo da UFSC

06/12/2024 17:12

Rodrigo, à direita, durante sua pesquisa-ação na aldeia Tekoa Vy’a. Foto: Arquivo Pessoal.

Para o pesquisador Rodrigo de Pinho Franco, o saneamento, seja em regiões urbanas ou rurais, deve sempre ter em vista a promoção da saúde. Nesse sentido, ele deve ser planejado e executado com e para as pessoas, relacionando os saberes acadêmicos com os saberes tradicionais. Esses princípios estão no cerne de sua pesquisa de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGEA/UFSC). Orientada pelo professor Paulo Belli Filho, a dissertação “Diálogos sobre Saneamento: Um caso de extensão sanitária na Reserva Indígena Tekoa Vy’a, em Major Gercino, SC” sugere uma nova práxis para o saneamento em territórios indígenas.

Entre as propostas apresentadas no trabalho, estão a proteção de nascentes, o aperfeiçoamento na rede de distribuição de água, a instalação de banheiros com sistema de tratamento de efluentes e a realização de oficinas sobre gestão de resíduos sólidos. Tais práticas são resultado do intercâmbio entre a reflexão acadêmica e o envolvimento dos indígenas no diagnóstico dos problemas e nas tomadas de decisão. “O respeito ao tempo Guarani e às formas de trabalho coletivo, com rodas de conversa e mutirões, permitiram ao projeto identificar as demandas e se reinventar ao longo do caminho”, afirma o pesquisador.
(mais…)

Tags: aldeia indígenaDepartamento de Engenharia Sanitária e AmbientalEducação ambientalENSgestão de resíduos sólidosguaraniMajor GercinoNEAmbNúcleo de Educação Ambientalrede de distribuição de águaReserva Indígena Mbya Guarani Tekoa Vy’asaneamentosaneamento ambientalSaneamento Básicosistema de tratamento de efluentes

Curso de Engenharia Sanitária e Ambiental celebra 40 anos

04/06/2018 10:37

O Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (ENS) da UFSC convida a comunidade universitária para a celebração solene dos 40 anos do curso. O evento será realizado nesta terça-feira, dia 5 de maio, às 19h, no Auditório Luiz Antônio Teixeira, no Centro Tecnológico (CTC).

Tags: CTCDepartamento de Engenharia Sanitária e AmbientalENSUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Participe de pesquisa sobre uso de copos descartáveis na UFSC

30/06/2014 09:44

O Grupo de Pesquisa e Extensão para Inclusão de Critérios Ambientais nas Compras e Contratações da UFSC, composto por técnicos, docentes e estudantes da Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN), da Pró-Reitoria de Administração (PROAD) e do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (ENS), desenvolve uma consulta com o intuito de minimizar a utilização de copos descartáveis no campus de Florianópolis. A pesquisa é direcionada aos servidores técnico-administrativos em Educação (TAEs) e docentes da Universidade, os quais poderão participar do estudo por meio de um questionário, que também foi enviado por e-mail a esses grupos.

A pesquisa segue até o final da semana e busca reduzir a produção de resíduos e os gastos com compras na Universidade. Em algumas questões, o uso de garrafas e canecas reutilizáveis é apresentado como alternativa. A aquisição de produtos que causem menor impacto ambiental – da produção ao descarte – e a avaliação sobre a aceitação e funcionalidade dos novos produtos a serem adquiridos também são preocupações que norteiam o estudo.

(mais…)

Tags: coposdescartáveisdocentesENSpesquisaPROADProplansustentabilidadeTAEsUFSC