Aula inaugural aborda mudanças climáticas em Santa Catarina

27/03/2018 18:04

No dia 6 de abril, a partir das 13h30, no auditório do Centro de Ciências Rurais do campus Curitibanos, o Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN) terá sua aula inaugural. Ministrada por Sandro Luis Schlindwein, professor do Departamento de Engenharia Rural da UFSC (ENR/CCA), a aula Blade Runner 2049 Catarinense: os agricultores conseguirão se adaptar às mudanças climáticas? trata das causas e consequências das mudanças climáticas para o nível local (neste caso, Santa Catarina) e como essas mudanças impactam a agricultura. O evento é gratuito.
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Agricultores que receberam alunos do CCA em suas casas visitam a UFSC

24/10/2017 13:50

As disciplinas Vivência em Agricultura Familiar, ofertadas para a 4ª fase dos cursos de Agronomia e Zootecnia, do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC, neste segundo semestre – foram realizadas no município de Imbuia (SC). As disciplinas têm como objetivo proporcionar aos estudantes o convívio com a realidade do meio rural e a dinâmica do processo produtivo, considerando os componentes socioeconômicos, culturais e ambientais, a interação com os agricultores e a vivência dos diferentes aspectos positivos e negativos na rotina diária de uma propriedade agrícola.

O cumprimento de tais objetivos é um esforço que vem sendo realizado pela UFSC há 24 anos para qualificar o processo de formação profissional dos estudantes. Para a realização da vivência neste semestre, a UFSC contou com a parceria da Prefeitura Municipal de Imbuia, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc) e dos agricultores e agricultoras que receberam e alojaram gratuitamente os estudantes durante 21 dias.
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Centro de Ciências Agrárias promove curso de Sistemas Agroflorestais

03/10/2017 20:31

Nos dias 22 e 23 de setembro ocorreu, no Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC), um curso de Sistemas Agroflorestais (SAF). A atividade reuniu pessoas de diversas áreas de atuação, que participaram das atividades que se iniciaram na noite de sexta-feira. Com a sala cheia, a palestra da bióloga e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA), Carolina Levis, abordou sua trajetória na agricultura desde a graduação até sua atual pesquisa com os povos amazônicos. Carolina discorreu sobre a relação entre agricultura e florestas. A seguir, o agrônomo e professor do CCA, César Butignol, abordou a relação humana com o ecossistema, o conhecimento ecológico sobre as espécies e as diferentes formas de plantas. O professor também falou sobre o principal elemento na agricultura: a água.
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Grupos de pesquisa discutem na UFSC ‘Agricultura, desenvolvimento regional e transformações socioespaciais’

30/03/2015 12:50

VIII ENGRUP fotor_1Entre os dias 29 de março e 1º de abril, o Laboratório de Estudos do Espaço Rural (LabRURAL), do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC, realizará o “VIII Engrup – Encontro de Grupos de Pesquisa: Agricultura, desenvolvimento regional e transformações socioespaciais”. Confira a Programação.

Trata-se do evento bianual de uma rede de 12 grupos de pesquisa na área de geografia agrária/rural, nucleados em universidades de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás.

O objetivo do Engrup é promover estudos e debates sobre o uso do espaço rural em pequenas unidades de produção e sua articulação com o desenvolvimento regional. Para este Encontro, está prevista a participação de cerca de 70 pesquisadores, distribuídos em seis grupos de trabalho.
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Livro da EdUFSC aponta fatores culturais para masculinização do campo

14/07/2014 18:02

O_mundo_rural_no_horizonte_dos_jovens Não são apenas causas  econômicas que provocam a fuga da juventude do campo. São determinantes questões relacionadas à realização pessoal “destes moços e moças”, sobretudo o acesso à educação, à cultura e ao lazer. Ao não receberem remuneração, até porque não são os donos da terra, também ficam impedidos de investir e recriar valores. O diagnóstico é resultado de pesquisa científica de Valmir Luiz Stropasolas.

O pesquisador, que também enfatiza a masculinização da atividade rural, é engenheiro agrônomo, mestre em Sociologia Rural e doutor em Ciências Humanas. Stropasolas atua desde 1984 em instituições do setor público agrícola. Foi, por exemplo, responsável, junto à Epagri, pela parte de capacitação do Projeto Microbacias II, desenvolvido com recursos do Banco Mundial (BIRD). Uma bolsa na França permitiu, por exemplo, realizar estudos comparativos da realidade europeia com a situação catarinense e brasileira. A pesquisa foi publicada no livro O mundo rural no horizonte dos jovens pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC).

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Desperdício fará subir preços dos alimentos, diz professora

14/08/2012 16:06
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As compras feitas em excesso e sem critério e a “síndrome da mãe cuidadosa” estão entre os fatores que geram grande desperdício de alimentos, sobretudo nos países desenvolvidos, afirma a professora Iva Pires

Problema crucial no planeta, cuja população não para de crescer, o desperdício de alimentos tem a ver com a mudança no estilo de vida das pessoas, a falta de planejamento doméstico e a desvalorização dos produtos alimentares no mix do orçamento familiar, revelou a professora Iva Miranda Pires, da Universidade Nova de Lisboa, em palestra realizada na manhã desta terça-feira, dia 14, no mini-auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC. Ela exibiu os dados de um estudo realizado – e premiado – em Portugal que mostra como o desperdício tem causas culturais e políticas que nem sempre são conhecidas pelo público.

 

As compras feitas em excesso e sem critério e a “síndrome da mãe cuidadosa”, como ficou conhecido o hábito materno de adquirir mais do que o necessário com medo de faltar comida para os filhos, estão entre os fatores que geram grande desperdício de alimentos, sobretudo nos países desenvolvidos. Por outro lado, pelo menos 30% da produção dos países da Europa não chega aos supermercados porque não atendem ao padrão estético estabelecido pela União Europeia. “A forma de apresentação e o rigor com o prazo de validade dos produtos faz com que muitas frutas fiquem no campo, elevando os preços e aumentando o desperdício final”, diz Iva Pires.

 

Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) demonstram que 1,3 bilhão de toneladas são desperdiçadas a cada ano em quatro instâncias principais: a propriedade rural, as agroindústrias, os supermercados e os consumidores. Como poucas grandes redes controlam todo o fluxo de alimentos no mundo e a produção de biocombustíveis (de milho, soja, trigo, beterraba, cana de açúcar e cevada) pode roubar parte da comida que seria destinada à alimentação humana, a professora prevê problemas sérios problemas de abastecimento e elevação dos preços em escala mundial. “De 2005 para cá ocorreu um aumento dramático dos preços, e esse fenômeno ainda está ocorrendo”, afirma ela.

 

Como resultado disso, a China está comprando milhões de hectares de terras na África para produzir alimentos. O país é gigantesco, mas nem todo o seu território é propício para a agricultura. Há grupos adquirindo terras por meio de leasing e em breve esse bem terá presença forte nas bolsas de valores. Também as mudanças climáticas vão pesar, exigindo mais irrigação e provocando um impacto no custo dos alimentos. “Na Europa, já se considera que os países mediterrâneos vão poder capacidade de produção agrícola, papel que terá de ser assumindo pelas nações frias do norte”, acredita a professora.

 

Vítimas do consumo – Outra característica da relação produção x consumo é que não se sabe mais a procedência dos alimentos. “Pouca coisa, hoje, provêm diretamente da agricultura, por causa dos intermediários, e o que comemos chega à nossa mesa após viajar milhares de quilômetros”, diz Iva. Um caso típico é o do salmão da Noruega, que é congelado, mandado para a China, onde as espinhas são extraídas com pinça, e depois devolvido à Europa, onde se paga 20 euros por uma posta. “A rede Starbucks é a que mais mal paga os produtores de café”, denuncia a professora portuguesa, dando outro exemplo de como o elo inicial da cadeia é o mais sacrificado.

 

Um número que ilustra esse desequilíbrio é que 57,1 milhões de toneladas (26% do total) de alimentos foram desperdiçadas em 2008 nos Estados Unidos só nas etapas de distribuição e consumo. “Somos vítimas da hiper-estimulação para o consumo, e depois somos estimulados a consumir produtos para emagrecer, e mais tarde remédios e procedimentos como lipoaspiração e cirurgias para perder o peso ganho com o excesso de alimentação ingerida”, constata a professora.

Mais informações com a professora Iva:

 

Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista da Agecom / UFSC
Fotos: Wagner Behr / Agecom / UFSC

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Mais orgânicos na Universidade

25/05/2011 20:21

Fotos: Cláudia Reis/Agecom

A oferta de alimentos orgânicos no Restaurante Universitário e no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC deu um passo à frente nesta terça, 24/05. Comissão formada por professores, servidores técnico-administrativos e alunos viajou até Santa Rosa de Lima para a primeira visita após o início do fornecimento dos produtos pela Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral (Agreco), que tem sede no município.

Com processo de licitação homologado desde dezembro de 2010, o RU iniciou o ano com alimentos orgânicos no cardápio, como batata, chuchu, aipim, banana, beterraba, cenoura, tempero verde, frango e alface. Apesar da variedade, menos de 10% das refeições oferecidas são orgânicas. Já no NDI 100% da merenda, composta por frutas (laranja, abacaxi, banana, kiwi, morango, maçã), bolos (fubá e laranja), geléias, suco de butiá, mel, além dos produtos sem lactose (iogurte de soja, pães, bolos e bolachas) não contêm agrotóxicos.   A reunião teve como objetivo analisar as possibilidades de se aumentar as quantidades fornecidas ao Restaurante e compartilhar os resultados dos primeiros meses de implantação da nova alimentação.

Crise abriu espaço para se pensar em alternativas
Adilson Lunardi, coordenador da Coperagreaco (que trabalha especificamente com a produção e comercialização dos orgânicos), ressaltou a disposição dos associados – atualmente cerca de 100 famílias, tendo ainda mais 200 em processo de certificação – de aumentar a produção e o consequente fornecimento à Universidade. “Por meio do contrato com a UFSC, os agricultores têm condições de iniciar o plantio, já que têm crédito”. O coordenador salienta que o momento é de crise para o setor fumageiro. “A Agreco foi fundada em 1996, quando passávamos por situação semelhante. “Hoje, 90% dos que plantavam fumo produzem verduras, frutas e legumes orgânicos. É tempo de oportunidades para a sustentabilidade”, comemora. Adilson enfatizou ainda que é necessário ponderação no início desse processo. “Não adianta assumirmos grandes contratos, frustrarmos a entrega e no próximo ano não renová-los porque perdemos nosso maior patrimônio, que é a credibilidade”.

Os agricultores têm se mostrado satisfeitos, de acordo com o coordenador, que ratifica ainda a vocação da região em produzir alimentos livres de agrotóxicos. “Temos mais nascentes que moradores, e a área possui um relevo que dificulta a pulverização aérea”, esclarece.   O coordenador do Centro de Ciências da Educação (CED), professor Wilson Schmidt, entende que o papel da UFSC é fundamental para impulsionar essa produção. “Organizar a cadeia produtiva inteira, da plantação ao consumo, é o grande desafio. Para que esse ciclo se fortaleça, é necessário dar continuidade ao trabalho por meio de políticas públicas, e a Universidade pode ser indutora desse desenvolvimento territorial”.

“A UFSC está assumindo a vanguarda da revolução não-armada”, defende o professor Cláudio Amante, da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), concordando que a Universidade pode estimular o consumo de orgânicos em larga escala.  O pró-reitor destaca a necessidade da institucionalização de todo o processo. “Vamos fazer a coisa certa, a fim de multiplicar os resultados: precisamos documentar os dados e as experiências”.

E as experiências das quais o professor fala já foram relatadas na reunião. Marilene Dandolini Raupp, diretora do NDI, conta que a hora do lanche se transforma em momento pedagógico. “As crianças ficam sabendo que o suco que tomam vem das frutinhas que os sabiás ajudaram a plantar”, explica, se referindo aos frutos da palmeira de juçara, que originam uma bebida de cor semelhante à do suco de uva.

“É orgânico?”
Cecília Hobopd, enfermeira no NDI, pensa que a introdução dos orgânicos na alimentação, principalmente dos pequenos, é essencial. “Acho que este é o momento de reeducar nossas crianças para que elas tenham melhor qualidade de vida”. “Tudo indica”, continua, “que a incidência de câncer está associada aos pesticidas”.  Marilene relata que a nova alimentação tem sido bem aceita, com poucas exceções – tanto de alunos quanto de pais – mas comprova que os benefícios já vem sendo propagados e defendidos fora da sala de aula, indicando que a reeducação mencionada por Cecília já teve início. “Muitas crianças chamam a atenção dos pais, dizendo não querer mais suco de caixinha. Uma delas perguntou em casa ‘é orgânico?’”. Os recursos do Ministério da Educação (MEC) destinados à merenda cobrem apenas 30% dos custos com os orgânicos no NDI. O restante vem da PRAE.

Alcides Milton da Silva, do Departamento de Saúde Pública e gestor de Assistência à Saúde do Estudante da UFSC, entende que o consumo de produtos sem agrotóxicos é uma forma de prevenção. “É melhor evitar a doença do que tratá-la depois. Queremos os alunos bem nutridos para que possam dispender seu tempo com os estudos”, salienta.

A disseminação dos orgânicos nas escolas de Florianópolis teve início em 2001 com o projeto Saber e Sabor.  Distribuído nas instituições de ensino estaduais, os alimentos melhoravam a qualidade das refeições de crianças que, muitas vezes, tinham pais egressos do mesmo campo de onde os vinham os produtos. O projeto não teve continuação, mas desde 2010 a PRAE busca, através da compra dos orgânicos, transformá-lo em programa.

Beatriz Martinelli, chefe de Divisão Administrativa do RU, é suspeita em falar. “Sou apaixonada pelo projeto, e acho que a relação que temos com os agricultores é de confiança”, atesta, relatando que recebeu alguns produtos sem etiqueta e que, apesar de considerar uma falha pontual, em momento algum teve dúvidas de que os alimentos não eram orgânicos.

Cardápio no facebook e no twitter
O cardápio no RU não tinha incluído até esta semana a palavra “orgânico” porque, além de a quantidade desses alimentos ainda ser pequena, o Restaurante está em período de transição com a construção da nova ala. Deise de Oliveira Rita, diretora do restaurante, teme que a novidade aumente ainda mais o tamanho das filas na hora do almoço. “Sei que nos dias em que servimos camarão os alunos se mobilizam através das mídias sociais, como o facebook e o twitter, para avisar a todos do prato”, relata, rindo. “Nesses dias, o Brasil inteiro fica sabendo que a UFSC terá camarão”, intervém Claudio, também divertido com a repercussão.

O RU serve, em média, sete mil refeições por dia – somando almoço e jantar -, funcionando inclusive nos fins de semana e feriados. O inusitado “frango orgânico” que será servido na quinta e vem sendo divulgado no site do restaurante desde a segunda, já causou alvoroço e divide opiniões: “alguns alunos receiam que o gosto não seja bom, mas já comi galinha orgânica e  acho que o prato preparado pelo RU deve ser uma delícia; quero muito experimentar”, atesta a estudante de Jornalismo Gabriele Duarte.

Orgânicos contra o êxodo
O prefeito Celso Heidemann, que também esteve presente na reunião, lembra que em 2012 o Santa Rosa de Lima completa 50 anos. “Um dos fatos mais marcantes de todo esse período foi a reunião que os agricultores fizeram em 1996, para debater o êxodo. A solução apontada foi a produção de orgânicos, e quem estava praticamente deixando o município acabou ficando”, relembra. Hoje, Santa Rosa de Lima também investe no turismo rural.

Siuzete Baumann é professora, vereadora do município e também mestranda em Educação no Campo na UFSC, e defende que o intercâmbio entre os moradores de Santa Rosa e a comunidade universitária é profícuo. “Lembro na escola daqui quando recebíamos a merenda fechada, industrializada. Nós nos perguntávamos do que era feito aquele lanche. Imagino que isso pode acontecer também com quem recebe os alimentos que enviamos para a Universidade”. O professor Claudio concorda com Siuzete e quer levar, em breve, os funcionários do RU para conhecerem a região e a forma como os alimentos são feitos.

Andreia Martins e Suellen Dias Pessoa são bolsistas do NDI e estão na primeira fase de Nutrição. Elas contam que lidar com os limentos sem agrotóxicos fez com que repensassem a profissão e também a própria alimentação.

“Depois que entrei no NDI, como mais verduras e legumes, principalmente orgânicos, às vezes até coisas que eu nem sabia que existiam”, atesta Andréia.”Estou encantada com os orgânicos. Cheguei na Universidade com uma visão diferente, achando que o foco do curso era mais clínico, e vejo que podemos começar pela prevenção”, completa Suellen.

Por Cláudia Schaun Reis/ Jornalista na Agecom

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