UFSC apresenta podcast para divulgação da produção científica

30/04/2019 13:20

Luciane a Simon foram os primeiros entrevistados do podcast UFSC Ciência. Foto: Caetano Machado/Agecom/UFSC

Figurando no ranking de produção científica no Brasil como a décima instituição que mais produz ciência, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolve diversas atividades de ensino, pesquisa e extensão em seus mais de 108 cursos de graduação presenciais e 14 cursos de educação a distância. A partir desta terça-feira, dia 30 de abril, toda essa produção científica ganha um novo espaço: o podcast UFSC Ciência.

Podcasts são arquivos de áudio disponíveis para o usuário escutar a hora que quiser. Os episódios serão quinzenais, a partir desta terça-feira, 30 de abril, e estarão em diversas plataformas, como Spotify, iTunes e Soundcloud.
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Tecnologia pioneira da UFSC figura em plataforma de boas práticas da ONU e Ministério do Meio Ambiente

18/04/2019 13:34

Sustentável, econômica, viável e socialmente comprometida. Essas características foram reconhecidas  pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) ao selecionarem, para compor o Banco de boas práticas da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), uma tecnologia pioneira no Brasil desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O sistema, implementado pelo Projeto Tecnologias Sociais de Gestão da Água (TSGA), coordenado pelo professor Paulo Belli Filho do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (ENS) da UFSC, é uma cisterna subterrânea que armazena a água da chuva, filtrando-a e evitando contaminação utilizando como materiais básicos areia e brita.

No total, a chamada pública “Boas práticas A3P” recebeu a inscrição de 297 iniciativas. Dessas, 125 foram escolhidas e distribuídas em temáticas relativas à sustentabilidade, sendo a cisterna selecionada para participar da categoria uso racional da água. “Para nós, figurar nessa plataforma de boas práticas é uma repercussão muito significativa, porque ela é como uma vitrine que expõe soluções boas e viáveis, mas que às vezes são pouco disseminadas”, explica Valéria Veras, engenheira sanitarista e ambiental e coordenadora do programa de comunicação do TSGA.

Construída em 2014, sob orientação do professor do ENS, Mauricio Luiz Sens, a cisterna foi implantada com o objetivo de ser uma unidade pedagógica em Tecnologia Social (TS) na Escola Rural Rio dos Anjos, em Araranguá, município da Região Sul de Santa Catarina. As tecnologias sociais possuem três características principais: precisam ser simples, de modo que a utilização seja acessível, viáveis, pela necessidade de estar de acordo com as realidades culturais, sociais, econômicas e ecológicas do local, e efetivas. Como a cisterna atua nesse sentido, Valéria conta que “toda a comunidade começa a vê-la como algo que trabalha a gestão da água de forma sustentável, e ocorre valorização desse recurso em diversos aspectos”.

A área de construção da cisterna foi aproveitada com a implantação de uma quadra de vôlei para usufruto da comunidade. Foto: Divulgação/TSGA/UFSC

Possuindo cerca de 65% de seu volume total preenchido por areia, a cisterna filtra a água da mesma maneira que um filtro comum de areia, eliminando a maioria dos micro organismos que possam estar presentes na água captada e que possuem capacidade de ocasionar doenças infecciosas. O sistema apresenta também outros diferenciais. Por ser subterrâneo, não sofre interferências climáticas e poupa espaço útil do terreno – na escola rural Rio dos Anjos, construiu-se uma quadra de vôlei de areia na superfície da cisterna, para usufruto da comunidade. Além disso, a tecnologia possui vida útil elevada, podendo chegar a 40 anos sem precisar de reforma.
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UFSC é décima instituição que mais produz ciência no Brasil

16/04/2019 17:05

O ranking de produção científica no Brasil, apurando dados de 2014 a 2018, apontou a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) como a décima instituição que mais produz ciência no país. Foram mais de 7 mil trabalhos científicos produzidos pelos pesquisadores da UFSC, cerca de 3,5% de toda a produção nacional no período. A pesquisa foi divulgada pelo Jornal da USP.

Universidades federais dominam a produção científica nacional

Arte: Jornal da USP

Os dados são da base Web of Science, compilados pela Clarivate Analytics, e ranquearam as 50 instituições que mais produziram ciência no território nacional entre 2014 e 2018. No total, foram classificadas 44 universidades – sendo 36 federais, sete estaduais e uma privada – além de um instituto federal (Instituto Federal do Rio Grande do Sul) e cinco institutos de pesquisa ligados ao governo federal (Embrapa, Fiocruz, CBPF, Inpa e Inpe) e igualmente mantidos com recursos públicos.

Os resultados destacam não somente o comprometimento específico da Universidade Federal de Santa Catarina no desenvolvimento científico do Brasil, como também ressaltam o retorno que as universidades federais e demais instituições públicas têm trazido ao país, sendo responsáveis por quase toda a produção científica nacional, totalizando 99,38% de todos os trabalhos científicos brasileiros.

 

Leia também:
Universidades públicas realizam mais de 95% da Ciência no Brasil

 

Gabriel Martins/Agecom/UFSC

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Estudo pode levar a novos tratamentos contra o câncer e doenças autoimunes

16/04/2019 08:59

Uma descoberta realizada por equipe de pesquisa internacional, com a participação de pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pode sugerir novos caminhos para o tratamento de câncer e de doenças autoimunes. O estudo que foi publicado no final de 2018 na revista Nature (2018), revela que a atividade de células imunes, em particular das células T, pode ser manipulada para aumentar a imunidade contra o câncer ou bloquear doenças autoimunes, como alergia ou colite.

A publicação na Nature tem coautoria da professora Alexandra Latini, do Departamento de Bioquímica do Centro de Ciências Biológicas, da pós-doutoranda Débora da Luz Scheffer e da doutoranda Bruna Lenfers Turnes, todas vinculadas ao Laboratório de Bioenergética e Estresse Oxidativo (LABOX) da UFSC.

Pesquisadoras do LABOX Alexandra Latini, Bruna Turnes e Débora Scheffer. Foto: Jair Quint/Fotógrafo da Agecom/UFSC

As células T participam na resposta imune e detectam proteínas estranhas presentes, por exemplo, em patógenos – assim que as encontram, as células T proliferam para combater as ameaças ao organismo. Porém, um problema comum é que as células T podem ser direcionadas contra as próprias proteínas do corpo, levando a reações alérgicas e doenças autoimunes. “Em contrapartida, um câncer consegue se desenvolver porque nossas células imunológicas normais não o reconhecem como inimigo”, afirma a professora Alexandra Latini.

No estudo da Nature, os pesquisadores mostram que a BH4 (molécula solúvel sintetizada por todas as células do organismo) controla a proliferação das células T, e que, se a produção de BH4 é bloqueada, a atividade delas é diminuída, “fato que seria necessário em doenças que cursam com processos inflamatórios crônicos, como a colite”, diz Latini. Por outro lado, se a produção de BH4 na célula T é estimulada, a atividade antitumoral também é impulsionada. “O trabalho mostrou, que o bloqueio genético ou farmacológico da síntese de BH4 limita a proliferação e infiltração de células T maduras em condições inflamatórias. As modificações na biologia da célula T induzidas pelo bloqueio na síntese de BH4 envolveram alterações na função mitocondrial e no metabolismo do ferro. No entanto, um aumento na agressividade das células T foi observado quando a via metabólica da BH4 foi ativada geneticamente, provocando um aumento de atividade antitumoral”, explica a professora.
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Obesidade desregula células especializadas do tecido adiposo, aponta pesquisa

10/04/2019 09:00

Capa do Journal of Experimental Medicine com imagem da pesquisa realizada pelo Laboratório de Imunobiologia da UFSC em parceria com a New York University e a Rockefeller University.

A caracterização detalhada de uma população de macrófagos (células de limpeza do organismo) presentes no tecido adiposo e como ela se adapta às condições de obesidade induzida por dieta, incluindo sua desregulação. Uma imagem desta pesquisa, realizada por pesquisadores do Laboratório de Imunobiologia da UFSC, em colaboração com a New York University e Rockefeller University, ilustra a capa do Journal of Experimental Medicine, onde o artigo sobre as descobertas foi publicado. Vinculados ao Laboratório de Imunobiologia da UFSC André Báfica, Gabriela Flavia Rodrigues-Luiz, Daniel Augusto G.B. Mendes e Daniel Santos Mansur integraram o estudo.

O trabalho, Vasculature-associated fat macrophages readily adapt to inflammatory and metabolic challenges, apresenta uma descrição ampla das células presentes no tecido adiposo. “Há vários tipos de macrófagos nos tecidos e nós encontramos uma população no tecido adiposo, que é regulada rapidamente, tanto quando há excesso de gordura como em situações de jejum”, explica André Báfica, professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP). “No ensino médio, a gente aprende que os macrófagos são as ‘células de limpeza’ do organismo. Os macrófagos são encontrados em qualquer tecido do corpo e se você é exposto a infecções ou a produtos como proteínas e carboidratos, eles ‘comem’ praticamente tudo”, diz Báfica, lembrando que o processo é chamado de fagocitose.

Uma das descobertas importantes do artigo é a proximidade dos macrófagos com o sistema vascular. “Quando nosso grupo olhamos a gordura mais a fundo, o macrófago está bem íntimo com esse vaso, todo enrolado nele”, conta Báfica. A regulação dos processos é realizada rapidamente, aponta o estudo.  “Se você ingere proteína, cinco minutos depois, as proteínas já estão dentro destes macrófagos chamados VAMs (Vasculature-associated macrophages, do inglês). Observamos também que eles são importantes na defesa contra alguns tipos de bactérias. Se tem bactéria circulando no sangue, eles fagocitam rapidamente”.
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AAPG UFSC Day: palestras sobre geologia de petróleo e gás são tema de evento

28/03/2019 17:23
 No dia 29 de março, no auditório do bloco E do anexo do Centro de Filosofia e Ciências da UFSC (CFH) o Student Chapter American Association of Petroleum Geologist (AAPG) UFSC promove o evento AAPG UFSC Day, um dia de palestras voltadas para Geologia de Petróleo e Gás. Organizado com o intuito de aproximar estudantes e profissionais de Geologia e áreas afins, o AAPG UFSC Day conta com a presença confirmada de profissionais de diversas empresas e órgãos renomados no mercado como AAPG, Chevron,  Halliburton, Ecopetrol, Panoro Energy, Society of Petroleum Engineers (SPE) e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). As vagas são limitadas e as inscrições são realizadas no formulário disponível aqui.
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Pesquisa cria novo modelo matemático para encontrar buracos negros

22/03/2019 12:26

Um novo modelo matemático para encontrar buracos negros em uma maior gama de situações: este é o resultado de uma colaboração entre os pesquisadores Ivan Pontual Costa e Silva da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Jonatan Herrera, da Universidad de Córdoba (UCO, Espanha); e Jose Luis Flores, da Universidad de Málaga (Espanha). A pesquisa foi publicada no Journal of High Energy Physics no final de 2018.

Professor do Departamento de Matemática da UFSC, Pontual explica que a proposta é uma abordagem mais ampla do que a normalmente utilizada pela Física Teórica, e abre possibilidades para delinear a grande variedade de possíveis buracos negros, cobrindo uma variedade maior de modelos. “Trata-se de um resultado de aplicação na física, especificamente sobre uma previsão da Teoria da Relatividade Geral, que são os buracos negros. É um trabalho matemático caracterizado por uma maior generalidade; ao invés de analisar um modelo específico, estudamos uma classe grande de modelos”, diz Pontual.
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Planetário da UFSC recebe selo de qualidade da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB)

14/12/2018 10:04

Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)  recebeu nesta sexta, dia 14 de dezembro, o Selo de Qualidade de Conteúdo da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), por divulgar conteúdos astronômicos de bom nível e valor científico. O Selo de Qualidade SAB consiste em certificar conteúdos de sites, blogs, grupos, canais, etc.

A Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) é uma entidade científica sem fins lucrativos, fundada em 1974, cujos objetivos são congregar astrônomos do Brasil; estimular as pesquisas e o ensino de Astronomia no país; promover reuniões científicas, congressos especializados, cursos e conferências, entre outros.

Selo de certificação da Sociedade Astronômica Brasileira. Imagem: SAB

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Pesquisadores do HU e UFSC investigam circuitos cerebrais envolvidos na sensação de medo e doenças psiquiátricas

21/11/2018 09:14

Um estudo inédito, desenvolvido por professores pesquisadores que atuam no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, vinculado à rede Ebserh, e no Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina, abriu as portas da ciência para entender os mecanismos sinápticos envolvidos com a manifestação de medo. Os resultados permitem compreender sintomas relacionados a doenças mentais que envolvem estes mecanismos, como estresse pós-traumático, depressão, síndrome do pânico e ansiedade.

A pesquisa, coordenada pelo professor e médico neurofisiologista clínico especializado em cirurgia de epilepsia Roger Walz, recebeu neste ano o prêmio Paulo Niemayer de Estudos em Cirurgia de Epilepsia, conferido no Congresso da Liga Brasileira de Epilepsia, e representa um marco na história da ciência catarinense, já que esta foi a primeira vez que uma equipe do Estado recebeu esta premiação. Além disso, a pesquisa completa foi publicada em uma das mais importantes revistas da área de psiquiatria a Molecular Psychiatry do grupo Nature.

Roger Walz explicou que o estudo foi feito em pacientes que sofriam de epilepsia de lobo temporal intratável com medicamentos e foram submetidos a neurocirurgia. Como o procedimento consiste na remoção de tecidos cerebrais, foi possível estudar este material retirado, o que levou a equipe a entender melhor como o cérebro humano funciona ao desencadear a “sensação de medo”, que é um dos sintomas narrados por 15% dos pacientes logo no início da crise epiléptica originada na região temporal, internamente no crânio logo à frente da orelha.
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UFSC participa de rede internacional pela qualidade da informação

19/11/2018 08:54

Pesquisadores e representantes profissionais do jornalismo lançaram oficialmente a Rede Lusófona pela Qualidade da Informação (RLQI). A cerimônia que marcou a criação da rede se deu na Sala do Senado, nas dependências da Universidade de Coimbra, Portugal, e foi presidida pelo reitor João Gabriel Silva, no dia 14 de novembro. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), participa da rede, que vai desenvolver pesquisas, realizar eventos, promover mobilidade docente e discente, além de produzir material de referência para os nove países de língua portuguesa no mundo. “Este é um momento muito oportuno para juntarmos esforços para pesquisar e ajudar a combater notícias falsas e a desinformação geral”, comenta o professor Rogério Christofoletti, um dos coordenadores do objETHOS e que participou do lançamento. A RLQI é também uma realização do projeto de internacionalização do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJOR), que completou 10 anos em 2017.

A rede conta com membros da Europa, África, Ásia e América, de todos os países da comunidade de língua portuguesa. Paulo Amaral/Universidade de Coimbra

A RLQI vai colocar a língua portuguesa a serviço da qualidade da informação, da democracia e do conhecimento, sintetizou Carlos Camponez, professor da Universidade de Coimbra e principal articulador da rede. Camponez esteve no PPGJOR/UFSC este ano para um período de intercâmbio acadêmico e retornou a Coimbra com objetivos de criar um observatório de mídia como o objETHOS. Em Portugal, o professor foi incentivado a ampliar o projeto, o que levou à rede lusófona. “Temos membros da Europa, África, Ásia e América, de todos os países da comunidade de língua portuguesa, e isso nos garante uma capilaridade única para investigar e conhecer melhor os contextos da informação nessas regiões”, avalia Christofoletti.
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Simulações com hologramas são utilizadas em pesquisa para o ensino de geometria

05/11/2018 12:20

Parece ficção científica, mas o uso de hologramas no ensino de matemática é apenas uma boa dose de criatividade aliada a uma metodologia inovadora. A ideia de Rafael Lisboa, professor do Colégio de Aplicação da UFSC e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, é utilizar o método no Laboratório de Matemática e disseminá-lo para outros educadores.

O uso de um simulador de hologramas tridimensional surgiu quando Lisboa estava envolvido num projeto de formação de professores. “A gente buscava recursos na internet, alguma coisa que pudesse trazer um diferencial para a sala de aula, motivador, mas que também tivesse um impacto significativo no engajamento do aluno com o conteúdo. Então observei que existia um recurso que imitava um holograma”, conta o professor.

Lisboa levou a ideia aos estagiários que orientava no Colégio de Aplicação e propôs um primeiro ensaio do uso de hologramas para o ensino de geometria. Para formar o “holograma”, o professor aponta que são necessários um computador conectado a uma televisão de tela plana e um anteparo de projeção, que pode ser de acrílico ou plástico. São quatro imagens iguais que, quando projetadas, simulam um holograma tridimensional.

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Pesquisa analisa ambiente alimentar dos acadêmicos do campus Florianópolis da UFSC

01/11/2018 09:33

O grupo AMAS-UNI, orientado pela professora Marcela Boro Veiros, do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está realizando uma pesquisa com estudantes de graduação da UFSC. O objetivo é avaliar o ambiente alimentar e os indicadores de saúde dos universitários. A pesquisa procura avaliar as práticas alimentares de estudantes universitários, para construir estratégias e projetos e gerar influências positivas no ambiente alimentar da UFSC, bem como contribuir para uma melhor qualidade da alimentação dos universitários.

Para participar da pesquisa, é necessário preencher este formulário de inscrição.

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Riscos ao berçário da Baleia Franca em Santa Catarina preocupam especialistas

30/10/2018 18:53

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Santa Catarina tem o privilégio e a responsabilidade de abrigar em sua costa o último berçário das baleias francas que ainda resiste em toda a costa brasileira. Localizado nas enseadas dos municípios de Garopaba, Imbituba e Laguna, o berçário deveria estar, a princípio, preservado e protegido de ameaças por integrar uma unidade de conservação, a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA-BF). Entretanto, apesar das legislações vigentes, as baleias e seus filhotes são vítimas de muitas fontes de molestamento oriundas de ações humanas, o que força esses animais a abandonarem o berçário antes do tempo ou mesmo nem chegarem até aqui. Essa problemática, que também coloca em risco a própria preservação da espécie, foi apresentada e discutida em debate organizado pelo Observatório de Justiça Ecológica da Universidade Federal de Santa Catarina (OJE/UFSC) no último dia 16 de outubro. Participaram as professoras Paula Brügger, do Departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ/UFSC) e Letícia Albuquerque, do Departamento de Direito (CCJ/UFSC); o biólogo Luiz Augusto Farnetani; e a advogada Renata Fortes, representante da Associação Catarinense de Proteção aos Animais (ACAPRA).
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Faruk Nome recebe honraria máxima da Ordem Nacional do Mérito Científico 2018

25/10/2018 18:47

Faruk José Nome Aguillera – professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) de 1977 até 19 de setembro de 2018, 5 dias antes de seu falecimento – recebeu a maior honraria científica do poder executivo do Brasil: a promoção a Grão-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. Criada em 1993, a Ordem se constitui enquanto uma organização honorífica, da qual fazem parte personalidades brasileiras e estrangeiras com reconhecida contribuição científica e técnica para o desenvolvimento da ciência no país. São três os graus de honrarias: medalha de prata, Comendador e Grã-Cruz.

José Bonifácio é representado nas honrarias da Ordem Nacional do Mérito Científico. Foto: divulgação

A entrega das insígnias e do diploma da Ordem ao Mérito Científico 2018 ocorreu no dia 17 de outubro em Brasília, no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Os 85 agraciados foram indicados por entidades e autoridades ligadas à área científica e tecnológica, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciências (ABC). O membro admitido na condição de Comendador recebe estojos com as insígnias deste grau, além de diploma assinado pelo ministro da Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), chanceler da ordem. Após dois anos como Comendador, é possível haver a indicação à Grã-Cruz. Faruk foi indicado a Comendador em 2002.

As áreas contempladas pela honrarias da Ordem são: Ciências Biológicas, Físicas, Ciências Agrárias, Ciências da Terra, Química, Matemática, Ciências Sociais e Humanas, Ciências Tecnológicas, Engenharias. Há ainda a categoria de “personalidades nacionais ou estrangeiras”, destinadas a premiar pessoas que, embora não sejam cientistas, tenham contribuído para o desenvolvimento da ciência e tecnologia.

Faruk Nome. Foto: divulgação

Faruk: trajetória dedicada à ciência

O professor Faruk Jose Nome Aguilera nasceu em 29 de maio de 1947 na cidade de Linhares, no Chile. Em 21 de junho de 1977 foi contratado como professor visitante e, em seguida, titular no Departamento de Química da UFSC (QMC), onde permaneceu até a data de sua aposentadoria, em 19 de setembro de 2018. Graduado em Bioquímica pela Facultad de Quimica e Farmacia da Universidad de Chile,  em 1971, Faruk concluiu seu doutorado em Química pela Texas A&M University, nos Estados Unidos, em 1976.

Durante seus mais de 40 anos de docência na UFSC, Faruk ministrou aulas, orientou pós-graduandos e realizou pesquisas de alcance internacional que motivaram sua indicação à Ordem Nacional do Mérito Científico, em 2002. Sua indicação ao grau Grão-Cruz ocorreu no fim de sua carreira, pouco antes de sua aposentadoria e falecimento. Na ocasião de sua morte, o Departamento de Química da UFSC divulgou uma nota à sua memória, disponível aqui.

 

Gabriel Martins/Agecom/UFSC

 

 

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Pesquisa indica maior intensidade de interações ecológicas de peixes nos trópicos

23/10/2018 08:28

A intensidade das interações ecológicas é maior nos trópicos do que nas regiões mais frias: é o que aponta estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Georgia Institute of Technology (Georgia Tech) e Universidade Federal Fluminense (UFF) recém-publicado na revista Global Ecology and Biogeography. A pesquisa avaliou interações de alimentação de peixes como predação e herbivoria em 15 locais, entre a Carolina do Norte (EUA) e Santa Catarina, em trabalho que exigiu a análise de mais de mil vídeos, captados ao longo de três anos.

Quando se imagina um lugar tropical, é comum lembrar de calor, florestas cheias de vida, praias paradisíacas e peixes coloridos. Essas regiões mais quentes do planeta abrigam uma alta diversidade de espécies, particularmente em florestas e recifes. “Embora esse padrão ecológico seja claro, ainda existe um grande debate se as interações entre espécies também são mais intensas nessas regiões tropicais. Esse debate existe, principalmente, pela dificuldade em quantificar interações ecológicas em escalas continentais, incluindo locais dentro e fora da região tropical”, explica o professor da UFRN e aluno do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC no período de coleta de dados da pesquisa, Guilherme Ortigara Longo.
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17ª Sepex: confira a cobertura especial da Agecom e TV UFSC

22/10/2018 15:00

A cobertura institucional da 17ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (Sepex) foi realizada pela Agência de Comunicação (Agecom) e pela TV UFSC. Na sede da Agência, localizada atrás do Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, uma sala de imprensa foi preparada para atendimento ao público e entrevistas diversas.

A Sepex, maior mostra científica do estado, foi realizada entre os dias 18 a 20 de outubro de 2018. Na programação apresentações artísticas e culturais, minicursos, palestras, debates e visitação a mais de cem estandes, agrupados por área de conhecimento – Comunicação, Cultura, Educação, Tecnologia, Ambiente, Trabalho, Direito, Saúde, entre outros. Além do campus Florianópolis, as ações se desenvolveram nos quatro campi da UFSC – Joinville, Curitibanos, Araranguá e Blumenau -, e no trapiche da Beira-Mar Norte.

Confira a cobertura jornalística:
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17ª Sepex: projeto ensina propriedades medicinais de plantas para crianças e adultos

19/10/2018 19:03

No estande 27 do setor Educação da 7ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex/UFSC), o Programa de Pós-Graduação em Farmacologia (PPGFARMACO) apresentou o “Projeto Fritz Müller – Uma Farmácia na Floresta“. A iniciativa leva o nome do naturalista e botânico alemão que morou parte de sua vida no Brasil, trabalhando em descobertas que contribuíram para a teoria da evolução das espécies por seleção natural, de Charles Darwin. Ministrada pelo professor Carlos Rogério Tonussi, a exposição apresenta um trabalho que está sendo realizado desde 2015, que tem como objetivo promover a divulgação científica da botânica para alunos de Ensino Fundamental e Médio, da rede pública.

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17ª Sepex: estandes expõem répteis, anfíbios e ossos de mamíferos aquáticos

19/10/2018 17:43

Foto: Ítalo Padilha/ Agecom / UFSC

O estande do Laboratório de Ecologia de Anfíbios e Répteis (LEAR), do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (CCB/UFSC), expôs a diversidade dos anfíbios e répteis, das formas e dos habitats em que vivem, seguindo a proposta da 17ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex/UFSC), com a mensagem de que, apesar das diferenças, todos os animais possuem uma importância no ecossistema.
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17ª Sepex: novas formas de gerar energia é tema de pesquisas

19/10/2018 16:18

De modo a imitar os raios solares, o desafio do estande é usar os espelhos para direcionar o raio do laser e atingir a barra preta acima. (Foto: Ítalo Padilha/ Agecom/UFSC)

A energia solar é abundante e pode ser utilizada de diversas formas. Descobrir e criar novos usos é a proposta dos Laboratórios de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia (LEPTEN), vinculado ao curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O LEPTEN agrega o Laboratório de energia solar (LABSOLAR), o Laboratório de tubos de calor (LABTUCAL) e o Laboratório de transferência de calor com mudança de fase (BOILING). No estande “Energias Renováveis: Eólica e Termossolar”, exposto na 17a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (SEPEX), está uma maquete que representa, em pequena escala, o protótipo de gerador de energia termossolar do prédio de Engenharia Mecânica da UFSC.    

Mônica Nassar Machuca, mestranda em Engenharia Mecânica da UFSC,  detalha o modo de funcionamento do sistema. “Os espelhos se movem ao longo do dia para redirecionar todos os raios que incidem neles para o tubo que fica acima, onde circula água fria, que acaba virando vapor no meio do caminho por seu aquecimento”. O vapor pode ser usado, então, em processos industriais ou para movimentar turbinas e gerar energia. Júlio César Passos, coordenador do BOILING (grupo de pesquisa que integra o LEPTEN), diz que os espelhos são ligeiramente curvados para promover uma maior concentração de energia.  “A energia renovável é muito diluível, muito espalhável, então o objetivo é concentrar para ter maior rendimento”.

O coordenador explica que o projeto é resultado de uma parceria entre vários cursos, instituições e pesquisadores. Participam do grupo de pesquisa alunos dos cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia Mecânica, Engenharia de Automação, Física e Meteorologia da UFSC. Além disso, o projeto tem parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), com o Institut national des sciences appliquées de Lyon (INSA de Lyon-França) e com a Universidade de Eindhoven-Holanda.

Júlio Passos destaca a importância de espaços destinados à inovação tecnológica, como o LEPTEN. “É muito importante porque ao mesmo tempo em que a gente está fazendo pesquisas de ponta, de interesse do mercado, nós estamos também formando pessoas, que vão depois trabalhar nesse mercado.” A mestranda Mônica Nassar acrescenta:  “o Laboratório nos fornece muito conhecimento chegarmos em uma empresa sabendo coisas que a gente acaba não aprendendo na graduação.”

Maria Clara Flores / Estagiária de Jornalismo da Agecom / UFSC

 

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17ª Sepex: realidade virtual simula comportamentos de pedestre para estudo sobre trânsito autônomo

19/10/2018 16:16

Matheus Zimmerman, da Technische Hochschule Ingolstadt (THI), auxilia visitante da Sepex em experiência com realidade virtual do projeto AWARE, parceria entre a UFSC, UFPR e a universidade alemã. (Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC)

Uma parceria estratégica entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a universidade alemã Technische Hochschule Ingolstadt (THI) trouxe para a 17ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC uma experiência em realidade virtual na pesquisa de mobilidade autônoma. O programa chama-se Applied Networks on Automotive Research and Education (AWARE) e o objetivo principal é desenvolver tecnologias para um trânsito conduzido por máquinas.

O pesquisador da THI, Matheus Zimmermann conduzia os visitantes da Sepex pela experiência de vivenciar o ambiente em realidade virtual utilizado nas pesquisas do grupo. Para participar da experiência, é necessário prender ao corpo uma série de sensores, e utilizar óculos de realidade virtual. O espaço para caminhar é pequeno, mas é suficiente para sentir-se dentro de um ambiente que congrega o trânsito de veículos, pessoas, e a interação com elementos de uma cidade.

Marcus Vinicius Silveira da Silva, 12 anos, estudante do 7º ano no colégio Virgílio dos Reis Várzea, no bairro Canasvieiras, experimentou caminhar com os sensores presos ao corpo e simulando atravessar a rua em realidade virtual. “Eu me interesso por tecnologia, gosto de estudar sobre isso e achei muito legal a simulação. Você enxerga ruas, prédios, e vai se movimentando pelos lugares,” explica.

A intenção é divulgar a parceria da UFSC com as outras universidades. A THI e a UFPR mantêm, inclusive, um mestrado com dupla diplomação nas áreas de engenharia mecânica, elétrica e automotiva. Zimmermann esclarece que o projeto está na fase de cadastrar dados, padrões de como as pessoas atravessam a rua, como reagem ao avanço de um veículo, como o pedestre se comporta em um ambiente com diferentes padrões de fluxo de carros, velocidade e distância entre veículos.  

“Nosso principal objetivo neste ano aqui na Sepex é mostrar o estudo, que consiste em entender como o pedestre se comporta ao atravessar a rua. Temos vários cenários com diferentes situações de trânsito. Já coletamos os dados no ano passado na UFSC, este ano trouxemos a tecnologia para mostrar para a sociedade um projeto que está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade”, salienta o pesquisador. “Ainda tem muita pesquisa a ser feita, muitos anos pela frente até que se desenvolva o trânsito autônomo. Os carros autônomos, numa cidade totalmente autônoma é muito mais seguro que com motoristas. As variáveis humanas são um pouco mais complicadas”, afirma.

A Sepex segue até sábado, 20 de outubro. Confira a programação completa aqui.

 

Mayra Cajueiro Warren / jornalista da Agecom / UFSC

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17ª Sepex: Festival do Equilíbrio e Cartografia Tátil e Escolar prestam serviços à sociedade

19/10/2018 13:23

Essa é a primeira vez dos estudantes Victor Fagundes Brasil e Edson Luiz na 17ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (Sepex). Eles vieram em um dos dois ônibus junto com outros colegas da Escola de Educação Básica Tenente Almachio, localizada no Bairro Tapera (Sul da Ilha de Florianópolis), especialmente para participar da Sepex.

Visitaram diversos estandes, mas foi no de Festival do Equilíbrio – PET Educação Física que os amigos mais se divertiram. Jogando dardos tendo como apoio uma tábua de equilíbrio, os estudantes se desafiavam para ver quem era mais preciso no acerto dos dardos. Para Victor estar na Sepex “foi da hora! Gostei muito de conhecer a UFSC, nunca tinha vindo aqui”. “A Sepex é massa! As atividades nos desafiam, e tudo é muito profissional”, complementa Edson.

Segundo Alisson Flores Packeiser, graduando em Educação Física, a proposta é levar o equilíbrio para todos os locais como opção de lazer e, também, apresentá-lo como uma opção de saúde física e mental. “O equilíbrio pode ser uma atividade de lazer prazerosa e uma ação mental, por ser um exercício alegre, divertido e que libera o estresse. No aspecto físico, a atividade é importante para desenvolver o fortalecimento da musculatura e encontrar o centro de gravidade do corpo, o que é muito importante”, relata ele.

O Festival do Equilíbrio levou para a Sepex materiais como tábuas de equilíbrio, perna de pau, carrinho que só anda se girarmos o volante, raquete de badminton, skate, patinete. “São equipamentos que temos no PET e que podem ser usados tanto por crianças como adultos. O equilíbrio pode ser trabalhado em diversas atividades e brincadeiras lúdicas, por exemplo, ele está envolvido no caminhar”, salienta Packeiser.

Alguns metros mais a frente foi instalado o estande do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar (LABTATE) que visa representar mapas táteis em formato 3D e Tátil para serem utilizados em ambientes escolares.

Clara Babina Nascimento Wanderley, Jonas Ambrósio Hamud, estudantes de Geografia, e Laura Lavinia Sabino dos Santos, estudante de Biblioteconomia, explicaram para crianças e adultos as funcionalidades dos materiais. O local despertou o interesse de muitos, principalmente porque apresenta uma metodologia ativa que convida o visitante à interação.

Os mapas em alto relevo e em braile são produzidos pelo LABTATE há 14 anos e tem por objetivo traduzir materiais educativos representados nos livros para uma linguagem mais acessível e interativa, além de transformar as informações para as pessoas que têm deficiência visual. “A cartografia auxilia a entender o mapa, sendo que partimos de projeções de estudo e ensino na geografia, mas que é verticalizada para várias áreas como, por exemplo, matemática, biologia e história”, explica Clara.

Segundo Jonas, as crianças têm dificuldades em ver como a terra é representada. “Ao sai do papel do livro tornamos o conhecimento maleável. Com o globo, por exemplo, é muito mais fácil entender coordenadas geográficas e o centro da terra. Chama a atenção dos alunos e permite a ele fixar mais facilmente o conteúdo”.

Propostas de inclusão são novas no país e é fundamental aos ambientes educacionais estarem preparados para receber todo tipo de usuário. “Estar na Sepex é maravilhoso para abordar a inclusão social como, ainda, expor às pessoas as pesquisas e os aprendizados que temos em sala de aula”, finaliza Laura.

Mais sobre o LABTATE

A atividade desenvolvida no LABTATE é gratuita e está disponível para acesso dos professores e interessados de duas formas: 1) Com modelos disponíveis no site que ensinam o passo a passo de como desenvolver o projeto de acordo com o interesse e a área; 2) Por meio de capacitações e cursos ofertados de acordo com a demanda.

O material necessário para a confecção dos mapas é barato, sendo que os alunos também podem confeccioná-los. “O professor interessado pode entrar em contato com o Laboratório para nós o orientarmos ou produzirmos o material de mapas 3D e tátil, de acordo com a demanda. Também reproduzimos material na termocópia sob demanda interna ou externa”, explica Clara.

Saiba mais sobre o projeto no site: http://www.labtate.ufsc.br/.

Mais sobre o Festival do Equilíbrio

O Festival do Equilíbrio é um Programa de Educação Tutorial (PET) em Educação Física que desenvolve há 10 anos ações na Escola de Educação Básica Getúlio Vargas com crianças do primeiro ano. Uma sala de equilíbrio foi montada com fita de equilíbrio (slackline), fita acrobática, parede de escalda para a realização de intervenções com os estudantes.

Na UFSC, ações já foram realizadas na fila do Restaurante Universitário (RU) para mostrar que o equilíbrio pode ser praticado em vários ambientes. Neste segundo semestre, uma sala de equilíbrio foi montada no CDS para atender os terceirizados, como forma de transformar os intervalos das refeições em momentos de lazer e descontração.

Saiba mais sobre o projeto no site: http://petef.paginas.ufsc.br/.

Nicole Trevisol / Jornalista da Agecom / UFSC

*Fotos: Ítalo Padilha / Agecom / UFSC

 

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17ª Sepex: palestra de abertura aborda pesquisa e inovação para a educação do futuro

19/10/2018 09:06

A palestra de abertura da 17ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex), promovida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi realizada na manhã desta quinta-feira, 18 de outubro, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, pela pesquisadora Alexandra Okada. Okada atua na The Open University, no Reino Unido, e abordou o tema “Pesquisa e inovação responsáveis para a educação do futuro”.

Na atualidade, são muitos os papéis que estamos ocupando na sociedade e isso mostra o quanto a nossa vida tem se tornado dinâmica. “Por isso, é fundamental nos questionarmos sobre o que nos move para a vida, qual a contribuição que a nossa pesquisa vai trazer para a população, qual direção seguir? A proposta aqui é nos questionarmos sobre a proposta de preparar o aluno para fazer a diferença e, para isso, precisamos observar as mudanças que o mundo está trazendo”, fala ela ao iniciar a palestra com uma atividade interativa com a plateia.

A proposta de educação do futuro apresentada por Alexandra envolve a metodologia RRI: Responsible, Research, Innovation, que instiga o pesquisador/educador a compreender o conceito de coaprendizagem, refletir sobre os princípios e as práticas da pesquisa, examinar as aplicações e identificar novos horizontes. Assim, a RRI é uma maneira de fazer pesquisa e inovação sustentável alinhada com as seguintes vertentes: desenvolvimento científico e tecnológico (ciência e tecnologia) e necessidades prioritárias da sociedade local e global (necessidades globais).
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17ª Sepex: exposição de objetos e histórias do passado ajudam a entender o presente

18/10/2018 23:17

Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Arqueologia (Leia/UFSC) leva a “caixa de escavação” para a 17ª Sepex. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Uma pequena caixa de areia com alguns instrumentos –  como pincel, colher, pá, peneira – além de rochas e outros objetos chamavam a atenção de quem visitava o estande do Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Arqueologia (Leia/UFSC) na Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (SEPEX). A “caixa de escavação” é uma réplica que tenta reproduzir o que seria uma escavação ao ar livre, com utensílios geralmente utilizados pelos pesquisadores na busca por objetos com valor histórico. “Com essa representação é possível ter uma ideia de como é o trabalho do arqueólogo, do que esse profissional faz na prática”, explica Felipe Terra, estudante da 8ª fase do curso de Geografia da UFSC, que é membro do Leia, bolsista do Museu de Arqueologia da UFSC (MArquE) e voluntário no programa PIBID.

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17ª Sepex: estandes ajudam a desfazer mitos em relação a insetos, fungos e animais

18/10/2018 13:40

Desfazer mitos é uma das principais tarefas da ciência e a 17ª edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (Sepex), em diversos estantes na área do Meio Ambiente, ajuda os visitantes a conhecer melhor outras formas de vida.

Um destes espaços é o “Insetos e Diversidade”, que apresenta larvas e outros bichinhos com “um papel importante na natureza”, explica Paula Grassi, acadêmica da 9ª fase de Biologia. Ela destaca que um dos objetivos é fazer as pessoas perderem o medo dos insetos. Marcos Adriano Ribeiro Pires, aluno da 7ª fase, explica que o projeto “Diversidade de insetos no Parque do Córrego Grande” busca justamente a desmistificação dos insetos. O projeto recebe a população em geral e visitas agendadas de escolas.
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17ª Sepex: estande distribui kits e orienta sobre o autoteste de HIV

17/10/2018 18:56

A 17ª edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (Sepex) inicia nesta quinta, 18 de outubro. Com mais de cem estantes, um deles apresenta um serviço ainda em fase de inicial de uso, mas de destacada relevância à saúde pública: o autoteste de HIV. Já vendido em farmácias, o autoteste está em vias de implementação na rede pública, cuja parceria do Ministério da Saúde com o Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia (LBMMS) tem auxiliado na avaliação dos testes rápidos em nível nacional.

O teste é gratuito e pode ser retirado no estande 63, do LBMMS, localizado na área de saúde. No local, os visitantes serão orientados a como realizar o teste e serão convidados a responder a questionário online anônimo para avaliar a experiência. Àqueles que tiverem identificação de carga viral positiva, haverá orientação sobre como proceder para confirmar o teste e iniciar o tratamento o mais breve possível, visando à supressão da carga viral e consequente preservação de seu sistema imunológico. Serão um total de mil autotestes distribuídos no estante do LBMMS.

Como funciona o teste
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