Pós em Biologia de Fungos, Algas e Plantas realiza aula inaugural do doutorado

11/08/2017 09:12

A cerimônia de abertura do novo doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas foi realizada no dia 7 de agosto, no Auditório da Reitoria. A aula inaugural foi proferida pelo professor e coordenador da área de Biodiversidade da CAPES Paulo Santos (UFPE).

O Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas (PPGFAP) do Centro de Ciências Biológicas (CCB) foi criado em abril de 1999, como PPG em Biologia Vegetal (PPGBVE). O triênio 2010-2012 foi marcado por profundas mudanças no Programa, advindas da necessidade de trazer o curso para um cenário mais incentivador e promissor, dentro da nova área de Biodiversidade da CAPES. As mudanças foram estruturais e conceituais passando a se chamar PG em Biologia de Fungos, Algas e Plantas.
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Tags: algasBiodiversidadecapesFungosPlantasPrograma de Pós-Graduação em Biologia de Fungos Algas e PlantasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC sedia evento sobre gestão e criação de áreas protegidas

12/08/2016 14:53

A Universidade Federal de Santa Catarina vai sediar, no dia 18 de agosto, a terceira edição do Seminário de Criação e Gestão de Unidades de Conservação. Organizado pelo Núcleo de Educação Ambiental do Centro Tecnológico (NEAmb/CTC) e pelo Instituto Çarakura, o evento é gratuito e conta com diversificada  programação de palestras, painéis  e debates com temas importantes voltados para a conservação da biodiversidade, restauração, governança, gestão, gênero e fundos para o meio ambiente.
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Tags: áreas protegidasBiodiversidademeio ambienteNEAmbUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisa no Parque Nacional de São Joaquim avaliará efeito das mudanças climáticas

18/10/2013 17:51

O cenário é uma descida íngreme, em uma trilha recém-aberta na mata de xaxins que fica no Parque Nacional de São Joaquim. Um grupo de 12 pessoas caminha com certa dificuldade, identificando os primeiros marcadores de uma iniciativa que irá avaliar como as mudanças climáticas irão afetar a fauna e a flora do parque. Trata-se do projeto “Biodiversidade do Parque Nacional de São Joaquim”, que tem por objetivo formar um banco de dados on-line, inédito e aberto à toda a comunidade, com fotos, sons e vídeo que mostram a biodiversidade da região. A iniciativa também poderá representar avanços para a ciência, como a descoberta de novas espécies.

A primeira área demarcada no Parque Nacional de São Joaquim abrange uma mata de xaxins. Foto: Laura Tuyama / Agecom / UFSC

Esta expedição reuniu  pesquisadores e estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Regional de Blumenau (FURB), técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além das equipes de jornalismo da TV UFSC e da Agecom. O objetivo era conhecer e documentar a etapa inicial de instalação da infraestrutura do projeto, liderado pela UFSC em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), FURB, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e ICMBIO, e é financiado pelo CNPq e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).A trilha visitada faz parte de uma das três áreas que os cientistas irão utilizar para fazer as pesquisas; são os chamados módulos de parcelas permanentes, que se localizarão nos três tipos de vegetação predominantes: mata de araucárias, matas nebulares e campos de altitude. Cada módulo corresponde a uma área de cinco quilômetros quadrados, com trilhas nos sentidos leste-oeste e norte-sul. A cada quilômetro será instalada uma parcela permanente de 250 metros de comprimento e largura variável de acordo com o grupo biológico de interesse. Delimitadas com fios e marcadores, as parcelas são uma espécie de corredor, que os pesquisadores podem percorrer livremente durante as coletas de exemplares representativos da biodiversidade do Parque.

Imagem de satélite mostra as marcações do primeiro módulo. Imagem: Projeto Biodiversidade do Parque Nacional de São Joaquim

GPS e facões – Ao descer e subir a trilha, é possível ter uma pequena amostra do desafio deste trabalho. Com uso de GPS e equipamentos de topografia, os bolsistas, junto com os brigadistas do parque e os topógrafos, identificam o local a ser demarcado e seguem mata adentro, abrindo caminho com facões e equipados com botas para se proteger de possíveis picadas de animais. A cada 50 metros param para fincar no local a marcação, um tubo de PVC com a identificação da localização geográfica.

Até o momento as equipes já marcaram três quilômetros de uma área montanhosa, talvez o trecho mais complexo. São subidas e descidas, em vegetação fechada, terreno íngreme, encontro com riachos e até desvio de cachoeira. Faltam ainda nove quilômetros para fechar este primeiro módulo, mas o ritmo tende a ser mais rápido, pois a equipe está cada vez mais experiente neste ofício. A expectativa é de que até o final de 2013 o primeiro módulo esteja todo demarcado e os pesquisadores comecem a coleta de dados.

Campos de Santa Bárbara – A parada seguinte da expedição é na região dos Campos de Santa Bárbara, região central do Parque com 1650 metros de altitude de onde se avista a diversidade da vegetação. De lá é possível ver ao longe o Morro da Igreja, localizado a 1822 metros nos campos de altitude. Protegida do vento, a mata nebular recobre as encostas, e sua densidade contrasta com a escassez da vegetação dos campos. Nas montanhas mais ao longe se avista o encontro dos campos com a Mata Atlântica.

Com quase 500 km², o Parque possui uma ampla área a ser estudada – área maior até do que da Ilha de Santa Catarina, que possui cerca de 420 km². Ao mesmo tempo, basta percorrer poucos quilômetros e se está diante de um cenário completamente diferente, com características biológicas próprias. Isso se deve à variação de altitude, que vai de 300 a 1826 metros. É uma das poucas unidades de conservação localizadas em uma região montanhosa. A região é importante também por seus recursos hídricos: localiza-se em uma área de recarga do Aquífero Guarani, é a nascente do rio Tubarão e dos dois rios que irão formar o rio Uruguai, o Canoas e o Pelotas.

Professor Selvino Neckel de Oliveira explica que qualquer alteração climática terá mais efeitos em ambientes como o do Parque Nacional de São Joaquim. Foto: Laura Tuyama / Agecom / UFSC

Observatório privilegiado – Para os pesquisadores, essas características tornam o Parque um local privilegiado para se observar as mudanças climáticas, pois a biodiversidade em ambientes entre 800 a 1300 metros deverá ser mais afetada do que aquela que está ao nível do mar. “São ambientes em que a biodiversidade é mais restrita e muito dependente das condições de umidade, portanto qualquer alteração climática exercerá um efeito maior nessa região”, explica o professor do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Selvino Neckel de Oliveira, que coordena o projeto.

Outra razão para escolher o Parque Nacional de São Joaquim é a pequena quantidade de pesquisa científica conduzida no local. “O Parque foi criado em julho de 1961 e ao longo desse tempo tem sido objeto apenas de pesquisas pontuais, ou seja, conhecemos pouco sobre a biodiversidade do parque, que também não conta com um plano de manejo”, explica Selvino. A pesquisa em uma unidade de conservação também assegura que o local não será objeto de atividades extrativistas ou exploração econômica, ou seja, o ambiente estará protegido da interferência humana direta.

Professor Elisandro Ricardo Drechsler-Santos tem localizado espécies de fungos que podem representar novidades para a Ciência.Foto: Laura Tuyama / Agecom / UFSC

Novas espécies – Outro objetivo é descobrir novas espécies, desafio que tem se mostrado bastante promissor. Um exemplo são as pesquisas sobre fungos, conduzidas pelo professor Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, do departamento de Botânica da UFSC. Em quatro expedições, em 2011 e 2013, sua equipe coletou 17 espécies de macrofungos, os populares cogumelos e orelhas de pau. Desse total, três espécies foram identificadas pela primeira vez em Santa Catarina e sete podem representar novidades para a Ciência, seja pela ampliação da distribuição geográfica ou mesmo novas espécies.

Dois exemplares já estão sendo analisados: a Amauroderma sp e a Antrodia sp. A primeira é encontrada nas raízes do xaxim (Dicksonia sellowiana). Já a Antrodia sp. é encontrada em galhos mortos de uma planta de altitude, a Baccharis uncinella. “Essas duas espécies estão em fase de estudo para sabermos se são ou não espécies novas, mas há boas evidências morfológicas, ecológicas e moleculares de que possam ser novidades científicas”, explica o professor Elisandro.

Monitoramento – De volta ao alojamento do ICMBio, que abriga os funcionários do Parque e agora os pesquisadores, o grupo faz uma breve saída de campo, no período noturno. São coletados sapos, serpentes d´água, morcegos. Também é avistado um cachorro do mato, o graxaim, que ronda o alojamento em busca de comida. Todos esses animais serão tema de pesquisa do projeto, que reúne inicialmente as seguintes temáticas de interesse: anfíbios, botânica, etnobotânica, formigas, fungos, insetos aquáticos e herbívoros, besouros, mamíferos não-voadores e morcegos.

A rede de pesquisadores irá utilizar a metodologia RAPELD (sigla que significa inventários rápidos em pesquisas ecológicas de longa duração), desenvolvida pelo Programa de Pesquisas em Biodiversidade (PPBio), do Instituto Nacional de Pesquisa na Amazônia (http://ppbio.inpa.gov.br/). É uma forma de padronizar a coleta de dados, permitindo comparações temporais (ao longo do tempo) e espaciais entre as diferentes regiões brasileiras onde o PPBIO está sendo implantado. Os dados biológicos coletados no Parque serão relacionados com variáveis climáticas e características do solo geradas por uma equipe de pesquisadores da Epagri.

Veja outras imagens do projeto:

Integração – Outra característica da iniciativa é promover diversas formas de integração, seja entre laboratórios da própria UFSC, quanto envolvendo diferentes instituições de ensino e pesquisa de Santa Catarina. Participam ao todo 28 pessoas, entre pesquisadores, técnicos ambientais e estudantes da responsáveis pelo Parque. Além disso, o projeto faz parte de um programa maior em parceria com universidades do Paraná, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, que neste momento também estão instalando módulos e parcelas em unidades de conservação nesses estados.

Por meio de oficinas e educação ambiental, pretende-se estimular a participação da comunidade do entorno do Parque para conhecer a biodiversidade local. Paralelamente, o PPBio-SC espera que essa iniciativa se multiplique para outras unidades de conservação estaduais e privadas, tais como as reservas particulares do patrimônio natural (RPPN) ou mesmo áreas de reflorestamentos das agroindústrias catarinenses. “O projeto é aberto à participação de interessados em fazer este monitoramento em sua localidade. É uma forma de coletar dados da biodiversidade local, para poder comparar com a dos demais locais”, explica o professor Selvino. Duas unidades de conservação já estão em processo de instalação da infraestrutura, uma em Brusque e outra em São Francisco do Sul.

O projeto foi contemplado pelo CNPq no edital específico para estudos sobre a biodiversidade da Mata Atlântica. Serão destinados ao longo de três anos R$ 1,8 milhão para os quatro núcleos de pesquisa do Programa de Pesquisas em Biodiversidade da Mata Atlântica (PPBio Mata Atlântica). As instituições participantes são: Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) de Ilhéus (BA) e Universidade Federal Rural do Pernambuco (UFRPE).

 

:: Em resumo:

O que é o projeto: “Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do Parque Nacional de São Joaquim, Santa Catarina, Brasil”
Objetivos:

– Monitorar os efeitos das mudanças climáticas na biodiversidade local.
– Formar um banco de dados online com fotos, sons e vídeos.

Diferenciais:

– é um projeto a longo prazo que prevê a disponibilização de dados online.
– localiza-se em uma unidade de conservação, que assegura que o local não sofrerá interferência humana por razões econômicas.
– integra pesquisadores de diferentes instituições de ensino e pesquisa de Santa Catarina.
– é um dos quatro grupos brasileiros que está pesquisando as mudanças climáticas em diferentes regiões de distribuição da Mata Atlântica.
– é o único a ser realizado em uma região montanhosa.
– busca a integração com a comunidade local e está aberto à participação de interessados em realizar pesquisas em suas localidades. 

Grupos de estudo que participam:

  • Anfíbios;
  • Formigas;
  • Besouros;
  • Fungos;
  • Genética de peixes;
  • Geoprocessamento, topografia e caracterização edafo-climática e de uso e cobertura de solo;
  • Insetos herbívoros;
  • Mamíferos terrestres não-voadores;
  • Morcegos;
  • Mosquitos picadores de anfíbios e insetos aquáticos; e
  • Botânica etnobotânica.

Sobre o Parque Nacional de São Joaquim – Criado em 1961, o Parque tem áreas nos municípios de São Joaquim, Urubici, Bom Jardim da Serra, Orleans e Grão Pará. Seu principal acesso fica em Urubici, município localizado a 171 km da capital. Em 2012 recebeu mais de 110 mil visitantes, o que o colocou como quarto parque mais visitado do país. Mais informações. 

Pesquisadores participantes:

Nome Grupo de atuação Função Instituição
André Amaral Mosquitos picadores de anfíbios Aluno – graduação UFSC
André Ambrozio de Assis Anfíbios Aluno – mestrado UFSC
Benedito Cortês Lopes Formigas Pesquisador UFSC
Caroline Angri Anfíbios Aluno – mestrado UFSC
Caroline Batistim Oswald Anfíbios Aluno – graduação UFSC
Douglas Lemos Farias Anfíbios Aluno – mestrado UFSC
Elisandro Ricardo Drechsler-Santos Fungos Pesquisador UFSC
Erica Naomi Saito Anfíbios Bolsista DTI UFSC
Felipe Moreli Fantacini Mamíferos terrestres não-voadores Aluno – mestrado UFSC
Félix Baumgarten Rosumek Formigas Pesquisador UFSC
Graziele Oliveira Batista Vegetação arbórea e etnobotânica dos moradores do entorno ao Parque Aluno – mestrado UFSC
Issakar Lima Souza Genética de peixes Pesquisador UFSC
Larissa Zanette da Silva Anfíbios Aluno – mestrado
Luiz Carlos de Pinho Mosquitos picadores de anfíbios e insetos aquáticos Pesquisador UFSC
Malva Isabel Medina Hernandez Besouros Pesquisadora UFSC
Luiz Fernando Vianna Geoprocessamento e Caracterização edafo-climática e de uso e cobertura de solo Pesquisador EPAGRI
Mariana de Andrade Wagner Loeuille Botânica Aluno – mestrado UFSC
Maurício Eduardo Graipel Mamíferos terrestres não-voadores Pesquisador UFSC
Michel Omena ICMBio Chefe PARNA Sjoaquim ICMBio – SC
Nivaldo Peroni Vegetação arbórea e etnobotânica dos moradores do entorno ao Parque Pesquisador UFSC
Paulo Barral de Hollanda G. Vieira Geoprocessamento e topografia Topógrafo
Pedro Fiaschi Botânica – Sistemática de arbóreas Pesquisador UFSC
Pedro Volkmer de Castilhos Mamíferos terrestres não-voadores Pesquisador UDESC
Sarita Borges de Fáveri Insetos herbívoros Pesquisadora UFSC
Selvino Neckel de Oliveira Anfíbios Pesquisador UFSC
Sergio Althof Morcegos Pesquisador FURB
Takumã Machado Scarponi Vegetação arbórea e etnobotânica dos moradores do entorno ao Parque Aluno – mestrado UFSC
Thiago C. Gomes Vegetação arbórea e etnobotânica dos moradores do entorno ao Parque Aluno – doutorado UFSC
Vítor de Carvalho Rocha Anfíbios Aluno – graduação UFSC

 

Mais informações:

Site: http://www.gbbollmann.com.br/biodiversidade

Coordenador: professor Selvino Neckel de Oliveira – e (48) 3721-5161 

 

Texto e fotos: Laura Tuyama / Jornalista da Agecom / UFSC
 

Tags: BiodiversidadeCCBmudança climáticaParque Nacional de São JoaquimUFSC

Biodiversidade das lagoas costeiras

08/10/2012 08:55

Acontece nesta quinta-feira, 11/10, das 14 às 18h, na sala de usos múltiplos do Departamento de Geociências, o workshop “Biodiversidade das Lagoas Costeiras do Estado de Santa Catarina”, que faz parte do projeto de pesquisa  “Biodiversidade das lagoas costeiras do estado de Santa Catarina: avaliação atual, aplicação ao gerenciamento costeiro e ao monitoramento frente às mudanças ambientais globais” e conta com a participação de pesquisadores dos departamentos de Geociências (CFH), Botânica (CCB), Ecologia e Zoologia (CCB) e da UNISUL. Informações: professora Alessandra Fonseca (), 48 3721-2626, Skype: alessandralarissafonseca.

Tags: Biodiversidadelagoasworkshop

Conflitos sociais em áreas de biodiversidade são debatidos em painel

12/09/2012 09:16

O professor Fernando Carvalho Dantas, pesquisador da área de meio ambiente da  PUC do Paraná e a Analúcia Hartmann, procuradora da república em Santa Catarina foram os convidados para o painel Biodiversidade e Conflitos Sociais que aconteceu na manhã de 11 de setembro, no Hotel  Quinta da Bica D´Água, em Florianópolis, como parte da programação do Congresso Internacional Sustentabilidade e Biodiversidade: Direito, Meio Ambiente e Desenvolvimento após a Rio+20.

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Tags: Analúcia HartmannBiodiversidadeconflitos sociaisFernando Coelho Dantas

UFSC integra Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Mar

27/08/2012 08:42

Mudanças de larga escala na circulação oceânica, associadas a modificações na circulação atmosférica, levarão a impactos consideráveis nas características do Oceano Atlântico Sul Ocidental. Em função destes impactos, é necessário conhecimento sobre as condições básicas das diferentes comunidades, habitats e componentes destes ecossistemas. Esse trabalho é foco do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Mar – Centro de Oceanografia Integrada (INCT-Mar COI), rede de pesquisa coordenada pela UFRGS que tem participação da UFSC, entre outras universidades.
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Tags: BiodiversidadeINCT MarUFSC

Equipes identificam e monitoram águas-vivas no litoral e orientam sobre acidentes

01/03/2011 07:49
Jonathan Lawley/Biodiversidade Marinha SC/UFSC

Foto: Jonathan Lawley/Biodiversidade Marinha SC/UFSC

Observações do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, indicam que a espécie de água-viva que pode ter causado a maior parte dos acidentes nesse verão é Olindias sambaquiensis, espécie descrita pelo naturalista Fritz Müller em Santa Catarina e previamente conhecida por causar “queimaduras”. A equipe observou e fotografou a espécie em vários pontos do litoral de Florianópolis e na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo. Os biólogos e alunos da UFSC também observaram as células urticantes, conhecidas como cnidócitos, no Laboratório de Biodiversidade Marinha da UFSC.

Apesar de a equipe também ter avistado outras espécies de águas-vivas a partir de dezembro de 2010, relatos de banhistas e a observação de exemplares grandes (entre 10 e 15 cm de diâmetro) apontam Olindias sambaquiensis como uma das principais espécies responsáveis pelos acidentes nesse verão. Em verões passados, muitos acidentes foram também causados pela espécie Physalia physalis, conhecida como caravela-portuguesa.

Segundo Alberto Lindner, coordenador do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, o desafio agora é monitorar a presença de águas-vivas no Estado também no inverno e compreender melhor a biologia destes animais.Ele salienta que é importante lembrar que as águas-vivas e caravelas não atacam os banhistas, apenas capturam alimento passivamente na água com seus tentáculos urticantes e “queimam” quando são acidentalmente tocadas.

Números disponibilizados pelo Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT), que funciona junto ao Hospital Universitário da UFSC, mostram que no final de 2010 foram registradas 48 intoxicações por celenterados (águas-vivas, caravelas e suas larvas) no final de 2010. No início de 2011 já foram 32 casos registrados no CIT/SC.

O Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina mantém um serviço de plantão permanente durante 24 horas. O contato deve ser feito pelo telefone 0800-643-5252. Além de registrar as ocorrências, a equipe alerta para o que fazer no caso de queimaduras por águas-vivas e caravelas:

Orientações do Centro de Informações Toxicológicas:

– Antes de entrar no mar é fundamental observar na areia da praia se existem águas-vivas mortas. Caso isto ocorra deve-se tomar mais cuidado pois provavelmente existem outras vivas no mar. É importante ter bastante atenção para não encostar em alguma.

– Como neste período do ano, quando a água é mais quente existem muitas águas vivas as pessoas deveriam levar na bolsa de praia um frasco de vinagre para o caso de um acidente

– Quando houver queimadura com água viva, não se deve colocar água doce no local, visto que os nematocistos rompem por osmose e liberam mais “veneno”, aumentando a reação local.

– Se houver tentáculos aderidos a pele, estes podem ser retirados com uma pinça ou por “raspagem” com a borda não cortante de uma faca por exemplo.

– A melhor medida a ser tomada é colocar vinagre no local. O vinagre deve permanecer em contato com a pele de 15 a 30 minutos. O ideal é “esguichar” um pouco diretamente na pele e após isso embeber um pano, por exemplo uma fralda, com vinagre e mantê-la em contato com todo o local “queimado” por 15 a 30 minutos.

– Nos casos de dor leve a moderada, pode ser utilizado um analgésico comum do tipo paracetamol ou dipirona. Se a dor for intensa ou houver outros sintomas como vômitos, é importante encaminhar o acidentado a uma unidade de saúde para ser realizado uma analgesia mais potente.

– Felizmente as águas vivas do nosso litoral não são tão tóxicas como as “australianas”. Lá as águas vivas são os animais que mais matam. Existem espécies tão tóxicas que podem causar a morte em poucos minutos.

Saiba Mais:
48 Intoxicações por Celenterados registrados no CIT/SC, no período de 2010:
Água-Viva: 43
Caravela: 4
Larva de Cnidário: 1

32 Intoxicações por Celenterados registrados no CIT/SC, no período de Janeiro a 16 de Fevereiro de2011.
Água-Viva: 30
Caravela: 2

Mais informações sobre registros de acidentes com águas-vivas e caravelas junto ao Centro de Informações Toxicológicas: (48) 3721-9083 / 0800-643-5252 (Ligação Gratuita 24h) / www.cit.sc.gov.br

Mais informações sobre a identificação da espécie Olindias sambaquiensis no litoral de Florianópolis: Alberto Lindner / (48) 3721-9460 /

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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Portal reúne informações sobre biodiversidade marinha de Santa Catarina


Tags: agua-vivaBiodiversidadeFritz Müller

Portal reúne informações sobre biodiversidade marinha de Santa Catarina

22/02/2011 07:47

Maior produtor nacional de pescado, Santa Catarina tem o mar como elemento central de sua história, cultura e economia. O Estado é também pioneiro nos estudos sobre a biodiversidade marinha, com pesquisas realizadas desde o século XIX pelo naturalista Fritz Müller. Além disso, Santa Catarina representa o limite sul de distribuição da fauna e flora marinha tropical do Oceano Atlântico e seu litoral pode se tornar um “termômetro” dos impactos e mudanças climáticas.

Levando em conta estas questões, uma equipe de professores e estudantes da UFSC desenvolve o projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina. A iniciativa tem apoio da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc).  O trabalho integra a Rede SISBIOTA-Mar (Rede Nacional de Pesquisa em Biodiversidade Marinha), direcionada a ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira

Sintetizar o conhecimento sobre a biodiversidade marinha de Santa Catarina e obter novos dados estão entre os objetivos do projeto da UFSC. Dados preliminares sobre espécies de esponjas e cnidários estão disponibilizados no  Portal da Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina (www.biodiversidade.ufsc.br).

De acordo com o coordenador do projeto, o professor do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, Alberto Lindner, no período de 2010-2011 o trabalho será focado nos animais marinhos mais simples, dos filos Porífera (esponjas) e Cnidária (corais, anêmonas e águas-vivas).

Na primeira versão do portal estão disponíveis as listas de espécies de esponjas e cnidários do Estado de Santa Catarina, compiladas com o apoio de alunos de graduação da UFSC e dos doutorandos João Luís Carraro, da UFRGS, e Sérgio Stampar, da USP. Para as esponjas já estão também disponibilizadas fichas de identificação, com descrição morfológica, espécies similares, distribuição, registro em Santa Catarina, taxonomia e referências bibliográficas.
Lindner explica que integram o portal somente informações  presentes na bibliografia científica.  “Não basta uma pessoa nos dizer que viu uma esponja em determinado local”, explica. Segundo ele, novos relatos sobre organismos marinhos são valiosíssimos, mas para integrar o portal o desafio da equipe é compilar literatura primária confiável, organizando as informações na internet para que possam ser acessadas de maneira simples por outros pesquisadores e também pelo público em geral.

“As listas estão entre os mais importantes componentes do portal e esperamos colaborar para um salto na acessibilidade a estes dados”, destaca o professor. Algumas fichas já disponibilizadas para esponjas fazem link com o Ocean Biogeographic Information System (OBIS), que indica a distribuição da espécie no mundo.
Tropicalização da fauna e flora marinha

O portal colorido com imagens de esponjas, medusas, corais e peixes alerta para a importância do conhecimento e monitoramento da fauna e flora marinha de Santa Catarina. Logo na página de abertura a equipe destaca que modelos climáticos projetam um acréscimo entre 2°C e 7°C na temperatura dos oceanos até 2100. Como no Brasil o litoral do estado de Santa Catarina representa o limite sul de distribuição da fauna e flora marinha tropical do Oceano Atlântico, pode ser uma das primeiras áreas no Atlântico onde os potenciais impactos do aquecimento global poderão ser detectados em organismos marinhos.

“Uma possível consequência que poderá ser observada nas próximas décadas em Santa Catarina é uma maior tropicalização da fauna e flora marinha do sul do Brasil, o que faz de Santa Catarina um laboratório natural
para se monitorar e descrever respostas ecológicas aos impactos antrópicos”, ressalta a equipe.
Independentemente das projeções para os próximos 100 anos, complementa o grupo formado por professores, estudantes de graduação e pós-graduação, é fundamental descrever em detalhe a biodiversidade de organismos marinhos recifais em Santa Catarina, o que pode proporcionar condições mínimas para previsões e modelos estruturados de cenários futuros. “O levantamento taxonômico e o monitoramento da costa é muito importante e se tornou um assunto de interesse da comunidade científica internacional”, destaca o professor.

O projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina apoia também uma dissertação de mestrado que investiga a biodiversidade e a distribuição de corais na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Santa Catarina.
O Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota-Brasil) é uma iniciativa conjunta entre os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação e do Meio Ambiente, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de 18 fundações de amparo à pesquisa estaduais. Na UFSC é coordenado pelo professor Sérgio R. Floeter, também do Departamento de Ecologia e Zoologia, e integra pesquisadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco e Ceará.

Mais informações www.biodiversidade.ufsc.br / Alberto Lindner / (48) 3721-9460 /

Por Arley reis / Jornalista da Agecom

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Equipes monitoram presença de águas-vivas no litoral e orientam sobre acidentes

Observações do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, indicam que a espécie de água-viva que pode ter causado a maior parte dos acidentes nesse verão é Olindias sambaquiensis, descrita pelo naturalista Fritz Müller em Santa Catarina. A equipe observou e fotografou a espécie no litoral de Florianópolis e vai monitorar sua presença no Estado também no inverno.

Números disponibilizados pelo Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT), que funciona junto ao Hospital Universitário da UFSC, mostram que no final de 2010 foram registradas 48 intoxicações por celenterados (águas-vivas, caravelas e larvas) no final de 2010. No início de 2011 já foram 32 casos registrados no CIT/SC.

O Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina mantém um serviço de plantão permanente durante 24 horas. O contato deve ser feito pelo telefone 0800-643-5252. Além de registrar as ocorrências, a equipe alerta para o que fazer no caso de queimaduras por águas-vivas e caravelas:

Orientações do Centro de Informações Toxicológicas:

– Antes de entrar no mar é fundamental observar na areia da praia se existem águas-vivas mortas. Caso isto ocorra deve-se tomar mais cuidado pois provavelmente existem outras vivas no mar. É importante ter bastante atenção para não encostar em alguma.

– Como neste período do ano, quando a água é mais quente existem muitas águas vivas as pessoas deveriam levar na bolsa de praia um frasco de vinagre para o caso de um acidente

– Quando houver queimadura com água viva, não se deve colocar água doce no local, visto que os nematocistos rompem por osmose e liberam mais “veneno”, aumentando a reação local.

– Se houver tentáculos aderidos a pele, estes podem ser retirados com uma pinça ou por “raspagem” com a borda não cortante de uma faca por exemplo.

– A melhor medida a ser tomada é colocar vinagre no local. O vinagre deve permanecer em contato com a pele de 15 a 30 minutos. O ideal é “esguichar” um pouco diretamente na pele e após isso embeber um pano, por exemplo uma fralda, com vinagre e mantê-la em contato com todo o local “queimado” por 15 a 30 minutos.

– Nos casos de dor leve a moderada, pode ser utilizado um analgésico comum do tipo paracetamol ou dipirona. Se a dor for intensa ou houver outros sintomas como vômitos, é importante encaminhar o acidentado a uma unidade de saúde para ser realizado uma analgesia mais potente.

– Felizmente as águas vivas do nosso litoral não são tão tóxicas como as “australianas”. Lá as águas vivas são os animais que mais matam. Existem espécies tão tóxicas que podem causar a morte em poucos minutos.

Saiba Mais:
48 Intoxicações por Celenterados registrados no CIT/SC, no período de 2010:
Água-Viva: 43
Caravela: 4
Larva de Cnidário: 1

32 Intoxicações por Celenterados registrados no CIT/SC, no período de Janeiro a 16 de Fevereiro de2011.
Água-Viva: 30
Caravela: 2

Mais informações sobre registros de acidentes com águas-vivas e caravelas junto ao Centro de Informações Toxicológicas: (48) 3721-9083 / 0800-643-5252 (Ligação Gratuita 24h) / www.cit.sc.gov.br
/

Mais informações sobre a identificação da espécie Olindias sambaquiensis no litoral de Florianópolis: Alberto Lindner / (48) 3721-9460 /

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