Trabalhos da UFSC ajudam a elaboração de novas recomendações da Espen

31/10/2016 16:00

Dois estudos realizados na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram selecionados para criar uma recomendação específica sobre o uso de ácidos graxos ômega-3. Esses estudos correspondem à pesquisa de mestrado de Juliana de Aguiar Pastore Silva e à tese de doutorado de Michel Carlos Mocellin, ambos do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN). Os trabalhos tiveram orientação do professor Erasmo Benicio Santos de Moraes Trindade, em parceria com os professores Tânia Silvia Fröde, Everson Araújo. Nunes, Yara Maria Franco Moreno e Giovanna Medeiros Rataichesck Fiates. As pesquisas colaboraram para a elaboração de 44 recomendações.
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Aumento no consumo de bebidas açucaradas pode estar associado a ‘bullying’ em meninos

12/05/2015 08:02

Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), feita com meninas e meninos entre 11 e 14 anos, buscou uma relação entre o consumo de alimentos não saudáveis com a ocorrência de bullying. A dissertação de mestrado de Carla Zanelatto, com orientação da professora Arlete Catarina Tittoni, constatou que os estudantes do sexo masculino que sofrem bullying de média a alta intensidade –agressões físicas, perseguições e difamações na internet – consomem 2,34 vezes mais bebidas açucaradas, como sucos artificiais e refrigerantes, do que os expostos a bullying de baixa intensidade – agressões verbais – ou dos que não recebem provocações. A pesquisadora utilizou dois questionários para obter seus resultados: o Questionário Alimentar do Dia Anterior (QUADA) e outro sobre as experiências com o bullying. Um total de 975 alunos das redes de ensino pública e privada de Florianópolis respondeu às perguntas.

ilustração matéria bullying

De acordo com a pesquisa, estudantes do sexo masculino que sofrem bullying de média a alta intensidade consomem 2,34 vezes mais bebidas açucaradas. Arte: Rogério Fonseca/Estagiário de Design/Agecom/DGC/UFSC

De acordo com Carla, as situações de estresse e ansiedade geram uma resposta fisiológica: o sistema endócrino libera o hormônio cortisol, que influencia o metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos, o que pode aumentar o apetite. Dessa forma, os alunos procurariam alimentos com alto teor de açúcar para compensar os episódios de preconceito e humilhações. A nutricionista ressalta que esse aumento no consumo só foi identificado em meninos e acredita que isso se deva à questão estética. “Nas adolescentes, há um hábito de fazer dieta, por causa do padrão de beleza que a sociedade impõe.”
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Conferência sobre obesidade em crianças e adolescentes nesta quinta na UFSC

15/05/2014 07:53

Os programas de pós-graduação em  Nutrição,  Saúde Coletiva e Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina promovem a conferência “Définition de l’obésité chez les enfants et les adolescents: Données épidémiologiques” (Definição de obesidade em crianças e  adolescentes: dados epidemiológicos), com Marie Françoise Cachera, pesquisadora visitante nos programas promotores do evento.

A conferência será ministrada em Francês (com tradução subsequente) nesta quinta-feira, 15 de maio,às 14h, no auditório do bloco V do Centro de Desportos (CDS). Mapa do local: http://goo.gl/tyBdCS

Marie Françoise Cachera é doutora em Ciências da Nutrição e Pesquisadora Honorária da Université Paris 13. Atualmente atua na linha de pesquisa Epidemiologia Nutricional da Université Paris 5 e Université Paris 7.

 

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Pesquisa reforça indícios de que condições na infância afetam obesidade em adultos

10/04/2012 07:55

Premiada no final de 2011 pela Capes como a melhor tese defendida na área de saúde coletiva, pesquisa do médico e professor do Curso de Nutrição da UFSC David Alejandro González Chica reforça a ideia de que o ganho de peso rápido depois dos quatro anos pode resultar em problemas de obesidade na vida adulta. O estudo foi desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas.

Em seu trabalho o médico avaliou as associações entre a circunferência da cintura, a medida do quadril e a relação cintura-quadril em adultos jovens, relacionando estes dados ao estado nutricional e aos padrões de crescimento nos primeiros anos de vida. O pesquisador associou também os dados de circunferência com fatores socioeconômicos na infância e na idade adulta, além de cor da pele.

O estudo foi realizado a partir de uma pesquisa com nascidos na cidade de Pelotas no ano de 1982 e que foram novamente visitados em 2006. A avaliação de dados de quase cinco mil crianças desde o nascimento até os 23-24 anos indica que o ganho de peso em diferentes etapas da vida influencia de forma diferente o acúmulo de gordura na região abdominal – o mais perigoso fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares na fase adulta. O trabalho também mostra associações diretas entre peso ao nascer e ganho de peso em todas as faixas etárias.

Ganhar muito peso depois do segundo ano de vida e na adolescência, indica a investigação, pode ser prejudicial para a saúde, pois aumenta os níveis de obesidade abdominal na vida adulta. Por outro lado, o ganho de peso nos dois primeiros anos de vida se mostrou benéfico para a formação do quadril, o que teria um efeito positivo para a saúde na vida adulta ao estimular a acumulação de massa muscular, conhecido fator de proteção para doenças cardiovasculares.

“A obesidade em adultos, portanto, poderia ser reduzida evitando que crianças de quatro anos ou mais ganhassem peso rapidamente”, alerta o professor. “Os resultados sugerem que as medidas de saúde pública direcionadas ao combate da obesidade e das doenças cardiovasculares, além de enfocar fatores contemporâneos como sedentarismo e hábitos nutricionais da população, deveriam considerar a importância das condições socioeconômicas e do ganho de peso desde os primeiros anos de vida”, complementa.

De acordo com David, a gordura abdominal é usualmente medida por meio da circunferência da cintura ou da razão cintura quadril (RCQ). No entanto, para compreender o efeito de diversas exposições na composição corporal as três medidas antropométricas (cintura, quadril e razão cintura quadril) precisam ser avaliadas de forma independente.

Ele lembra também que diversas condições precoces e tardias podem afetar a formação dos tecidos corporais. Em sua tese o pesquisador resgata a visão de autores que encontraram em países desenvolvidos associação com variáveis perinatais – o período perinatal da gravidez humana caracteriza as 22 semanas completas (5 meses e meio) e os 7 dias completos após o nascimento – e da infância como o peso ao nascer, o tempo de amamentação e os padrões de crescimento.

Há também trabalhos que relatam relações com variáveis na vida adulta como a classe social, o fumo, o consumo de álcool e a inatividade física. No entanto, são limitadas as informações disponíveis sobre este tema em populações de renda média ou baixa.

Em sua tese David discute o processo de formação e desenvolvimento dos principais tecidos que constituem cintura e quadril. O abdômen, por exemplo, é constituído principalmente por vísceras, tecido adiposo subcutâneo e visceral, e pelos músculos da parede abdominal. Variações na circunferência da cintura resultam principalmente de mudanças na quantidade de gordura abdominal visceral. Já o quadril é constituído por três tecidos principais: ósseo, muscular e adiposo subcutâneo. Mudanças da circunferência do quadril podem acontecer por alterações em qualquer um desses tecidos.

David lembra que a obesidade pode ser considerada como o acúmulo ou excesso de gordura corporal numa quantidade que traga prejuízos à saúde. A gordura pode estar depositada debaixo da pele (gordura subcutânea) ou ser mais profunda, principalmente dentro do abdômen (a gordura visceral, associada a maiores problemas de saúde). A obesidade abdominal (cintura de mais 80 cm para as mulheres e mais de 94 cm para os homens) é considerada de maior risco para doenças cardiovasculares.

David alerta que muitas pesquisas sobre o tema avaliam as condições atuais como determinantes da obesidade. No entanto, vários estudos mostram que a obesidade é também determinada por fatores com ação em etapas iniciais da vida e que têm repercussão até a idade adulta.

Mais informações: David González Chica / / (48) 3721-5070

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Saiba Mais

Obesidade
Considerada como doença desde 1985, a obesidade vem merecendo atenção cada vez maior por parte dos médicos e instituições de saúde pelos problemas associados, como diabetes mellitus, hipertensão arterial, doenças cardíacas, distúrbios respiratórios e do sono, além da artrose. A prevalência de obesidade está aumentando em países de alta, média e baixa renda.

Problema em crescimento
No Brasil, país de renda média, as prevalências de excesso de peso e obesidade mudaram drasticamente nos últimos 30 anos. Em homens, a prevalência de excesso de peso triplicou entre 1975 e 2009, passando de 18% para 50%. A obesidade quadriplicou, de 2,7% passou para 12,5%. Em mulheres estas mudanças também aconteceram, embora com menor intensidade, passando de 27,3% para 48% e de 7,4% para 16,9%.

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Pesquisa reforça indícios de que condições na infância afetam obesidade em adultos

03/04/2012 08:20

Premiada no final de 2011 pela Capes como a melhor tese defendida na área de saúde coletiva, pesquisa do médico e professor do Curso de Nutrição da UFSC David Alejandro González Chica reforça a ideia de que o ganho de peso rápido depois dos quatro anos pode resultar em problemas de obesidade na vida adulta. O estudo foi desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas.
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Ciclo de Estudos em Nutrologia na UFSC discute obesidade e doenças cardiovasculares

19/11/2010 08:59

O conceito de programação metabólica foi introduzido na literatura na década de 70. Nos últimos 40 anos crescem as evidências científicas embasando sua participação na gênese de doenças crônicas muito prevalentes como a obesidade e doenças cardiovasculares. Para discutir estas questões os nutrologistas da UFSC e muitos convidados regionais e nacionais estão reunidos durante dois dias no “VII Ciclo de Estudos em Nutrologia”, no Auditório da Reitoria da UFSC. O evento encerra-se hoje, 19, às 18h. A realização do encontro foi da Menu – Metabologia e Nutrologia e da Divisão de Pediatria do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago.

Com o tema “Crescimento/Desenvolvimento & Consignação”, os profissionais procuram atualizar-se no foco principal das discussões que é a prevenção nas crianças das doenças crônicas do adulto. Assim, esclarece a professora da UFSC Mônica L. Chang Wayhs, da Comissão Organizadora do Ciclo, “salienta-se a importância do monitoramento e de intervenções apropriadas sobre alimentação e estilo de vida em fases precoces da vida (fase intrauterina e primeiros anos) com repercussões positivas na saúde futura”.

A programação deste último dia de encontro no período da manhã será a mini-conferência “Consequências da Transição Nutricional”, com Dr. Mauro Fisberg (SP); mesa redonda “Prevenção das doenças do adulto na infância: Obesidade”, com o Dr. José Augusto Taddei (SP), Diabetes, Dra. Marilza Leal Nascimento (SC) e “Hipertensão”, com o Dr. Maurício Laerte Silva (SC) (SC)”; mesa-redonda “Orientação nutricional: A criança que não come”, com a Dra. Anne Lise Dias Brasil (SP), “A criança que come demais”, com o Dr. Mauro Fisberg (SP) e, “Rotulagem”, com o Dr. José Augusto Taddei (SP).

No período da tarde, a programação tem início com a mesa-redonda “Alergia alimentar – manifestações clínicas: Reações adversas aos alimentos”, com o Dr. Kennedy Shisler (PR); Manifestações gastrintestinais (esofagite/colite), com a Dra. Nilza Perin (SC) e “Manifestações IgE mediadas”, com a Dra. Helena Maria Vieira (SC)”; mesa-redonda “Alergia alimentar – Dificuldades relacionadas ao tratamento: Risco nutricional”, com a Dra. Fabíola Isabel Suano de Souza (SP), “Programas de apoio”, com a Dra. Renata Acelina Pires (SC) e “Encaminhamento – direitos da criança – apoio jurídico”, com o Dr. Maurício Pessutto (SC).

Por Celita Campos/jornalista na Agecom

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