UFSC Explica: Agrotóxicos

07/05/2019 18:47

O tema deste episódio do UFSC Explica é agrotóxicos. Por que os agrotóxicos são utilizados? Quais as consequências do uso de agrotóxicos a curto, médio e longo prazo? Há alternativas ao uso de agrotóxicos para a produção de alimentos em larga escala? Para responder a essas e outras perguntas, conversamos com três pesquisadores da universidade que são especialistas no tema.

Rubens Onofre Nodari, professor titular do departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias da UFSC. Nodari pesquisa os efeitos de herbicidas em abelhas e sistemas de produção orgânica e agroecológica.

Pablo Moritz, médico do Hospital Universitário e coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina.

Sônia Hess, professora titular do Departamento de Ciências Naturais e Sociais do campus Curitibanos da UFSC. Realiza pesquisas na área de Química Orgânica e Saneamento Ambiental.

Confira abaixo o vídeo, também disponível em nosso canal do YouTube.

(mais…)

Tags: agrotóxicosUFSCUFSC ExplicaUniversidade Federal de Santa Catarina

Palestra sobre agrotóxicos e saúde pública nesta terça-feira

31/08/2015 09:00

“Agrotóxicos e Saúde Pública no Brasil” é o tema da palestra que será proferida pela professora Sônia Hess, do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), nesta terça-feira, 1º de setembro.

A palestra, atividade do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH), será às 8h30min, na sala 611 do prédio antigo do Centro de Ciências da Educação (CED).

Mais informações: (48) 9915-9541

Tags: agrotóxicospalestrasaúde públicaSônia HessUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

TV UFSC: entrevista debate agrotóxicos e o direito de sustentabilidade

28/08/2014 09:16

O programa UFSC entrevista, da TV UFSC,  discute a indústria de agrotóxicos no Brasil, o desenvolvimento de políticas governamentais de controle e o incentivo de seu uso e o papel do Direito na defesa dos setores envolvidos. A entrevistada desta edição é a pesquisadora da UFSC Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira, autora da tese: “A regulação do uso de agrotóxicos no Brasil: uma proposta para um direito de sustentabilidade” e co-organizadora do livro ‘ Dano ambiental  na sociedade de risco’.

 

 

Tags: agrotóxicosdireito de sustentabilidadeMaria Leonor Paes Cavalcanti FerreiraTV UFSCUFSC entrevista

Impasses e desafios na produção de alimentos foram tema de seminário na UFSC

14/09/2012 10:29

O Seminário A produção contemporânea de alimentos para a humanidade: impasses e desafios, coordenado pelo professor Clarilton Ribas foi realizado dia 13 de setembro no Centro de Ciências Agrárias.  Clarilton abriu o seminário dizendo que um dos paradoxos do século XXI é que nunca produzimos tanto alimento e nunca tantos passam fome. Sepultamos, disse ele, o pensamento de Thomas Malthus (1766-1834) que estudou a produção de alimentos de duzentos anos e fez um comparativo com o crescimento da população, concluindo que a fome seria uma inevitabilidade histórica, já que a produção de alimentos crescia em progressão aritmética e a população de forma geométrica. Friedrich Engels (1820-1895) lhe fez contraponto dizendo que a ciência e técnica se desenvolviam em progressão geométrica.  Estava certo. A humanidade produz, atualmente, alimento para 2,1 vezes a população. Mas o que se faz com os alimentos? Há mais de um bilhão de pessoas famintas, e dados dizem que produzimos cerca de 600 gramas de arroz/pessoa/dia.

(mais…)

Tags: agroecologiaagrotóxicosClarilton RibasFábio Dal Soglioprodução de alimentosRubens Nodari

Encontro debate uso de agrotóxicos, impactos sobre a saúde e ambiente

30/03/2012 15:49

Evento organizado por grupo de pesquisa do Departamento de Direito reuniu profissionais de diferentes áreas

Campeão mundial no uso de agrotóxicos, o Brasil discute o problema desde a década de 50 – mas nos últimos dez anos dobrou o uso de herbicidas (em 2000 eram 2,7 quilos por hectare cultivado, em 2009, 5 quilos). O problema foi debatido nesta quarta-feira, 28 de março, na Universidade Federal de Santa Catarina, durante o encontro Agrotóxicos: a nossa saúde e o meio ambiente em questão, promovido pelo Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental na Sociedade de Risco, ligado ao Departamento de Direito.

“O problema é de uma complexidade muito grande. Os herbicidas foram desenhados para matar plantas, mas a discussão é difícil, não se consegue informações, ter acesso a estudos, aos protocolos de algumas empresas”, lembrou o professor Rubens Onofre Nodari, do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC.

Segundo ele, os herbicidas são o grupo de agrotóxicos mais empregado, tiveram uma expansão vertiginosa e o glifosato é o mais usado. A atuação de pesquisadores não independentes e o fato de grandes empresas patrocinarem publicações em revistas científicas foi outra preocupação levantada pelo professor.

Participante de um trabalho que possibilitou a revisão bibliográfica de 359 artigos científicos sobre o impacto de diferentes herbicidas, em sua apresentação Rubens Onofre Nodari mostrou diversos estudos que relatam efeitos dos agrotóxicos. Entre eles, morte celular, alterações endócrinas, redução de espermatozóides e alterações nos gametas, além de preocupações sobre impactos neurológicos.

O professor citou pesquisas que encontraram resíduos de glifosato no sangue de mulheres não grávidas, grávidas e em fetos – e outros que comprovam a presença de resquícios de agrotóxicos na urina. “Os não nascidos já estão expostos. E se o agrotóxico é encontrado na urina, já passou por tudo”, lamentou o professor. “Estudos de 1989 já mostravam resíduos no leite de mães que estavam amamentando. Em 2012, uma pesquisa em Rio Verde, no Mato Grosso do Sul, analisou o leite de 62 mulheres e todas as amostras tinham resíduos de glifosato”, complementou o pesquisador, também reconhecido por seu trabalho sobre organismos geneticamente modificados.

Para exemplificar o papel negativo de agrotóxicos sobre a biodiversidade, Nodari lembrou do efeito letal sobre anfíbios, que passam por um processo de extermínio, em grande parte provocada pelo desmatamento, mas também impactados por pesticidas. Criticando as “inovações humanas que prosseguem”, citou o caso da soja geneticamente modificada para ser resistente ao herbicida glifosato. Pesquisas mostram que abelhas podem ser afetadas e ter seu comportamento alterado, comprometendo a indicação do alimento para a colmeia. “Toneladas de artigos mostram que nossos processos ainda não são seguros para avaliar os impactos sobre a saúde e o ambiente”, alertou o professor.

Projeto-piloto no Hospital Universitário
“Temos por obrigação prevenir”, reforçou a médica do Hospital Universitário da UFSC Vera Lúcia Paes Cavalcanti Ferreira, que falou sobre agrotóxicos e riscos de câncer. A partir de um trabalho-piloto desenvolvido com pacientes do HU, ela chamou atenção sobre o câncer ocupacional, causado pela exposição prolongada a agentes cancerígenos presentes em agrotóxicos.

O estudo envolveu todos os novos pacientes com diagnóstico de câncer no HU no período de 2009-2010, buscando traçar seu perfil e verificando a correlação com o uso de agrotóxicos. Segundo Vera, a pesquisa que será aprofundada em um Trabalho de Conclusão de Curso na graduação em Medicina mostrou como é difícil estabelecer a relação entre profissão e agrotóxicos.

“No meio rural as pessoas começam a trabalhar muito cedo, entre a exposição e o diagnóstico há um grande período e os próprios médicos esquecem de estabelecer esse nexo”, disse a médica especializada em hemoterapia. Apesar da dificuldade, entre 106 novos pacientes com diagnóstico de câncer no período foram identificados oito agricultores, com presença significativa de mulheres (comprovando seu importante papel na agricultura). O estudo mostrou também que entre outros fatores de risco para o câncer aparece a obesidade, observada em 50% dos pesquisados. Em sua fala a médica ainda resgatou pesquisa de risco realizada entre a população americana, indicando que agricultores têm até seis vezes mais chance de desenvolver câncer do pulmão.

Intoxicações subnotificadas
A médica Adriana Mello Barotto, do Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT), apresentou dados sobre intoxicações em Santa Catarina, especificando os dados para o caso dos agrotóxicos. O CIT é um órgão da Secretaria Estadual da Saúde de Santa Catarina que atua no Hospital Universitário, em plantão permanente, auxiliando profissionais da saúde e orientando a população. Segundo ela, entre 1984 e 2011 foram registrados pelo CIT aproximadamente 140 mil casos de intoxicações, a maioria por animais peçonhentos, 11.975 casos por agrotóxicos.

“O sistema de notificação não é obrigatório e é complicado, médicos não fazem a relação causal, falta a relação com a profissão e os casos agudos é que são notificados”, avaliou a médica. Adriana fez também um alerta relatando que entre os casos de intoxicação por agrotóxicos, 44% foram descritos em casos de suicídio, 25% em situação ocupacional e 22% tinham como principio ativo o glifosato.

“Mas o que mais mata é o dicloreto de paraquate, com 41 óbitos”, salientou Adriana, citando um agrotóxico de alta letalidade, proibido pela União Européia em 13 países – e na América Latina com manuseio restrito somente no Chile.

O encontro que recebeu o título de Agrotóxicos: a nossa saúde e o meio ambiente em questão foi organizado em dois painéis. Pela manhã, “Agrotóxicos, saúde e ambiente: aspectos técnicos e éticos” contou também com a presença da professora Michelle Bonatti (que falou sobre percepção e universo significativo no processo de aprendizagem social), do promotor Paulo Roney Ávila Fagúndez (em abordagem do tema Agrotóxicos, meio ambiente e saúde humana: uma questão ética) e da professora do Departamento de Direito da UFSC Letícia Albuquerque (que falou sobre Poluentes Orgânicos Persistentes: Uma análise da Convenção de Estocolmo).

Agrotóxicos, Riscos e Direito Ambiental
Coordenado pelo professor José Rubens Morato Leite, o Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental na Sociedade de Risco tem entre suas pesquisas projeto que tem como objetivo analisar o procedimento de registro de agrotóxicos no Brasil, em comparação com o sistema adotado na União Européia.

“Em virtude dos riscos que os agrotóxicos podem gerar, é fundamental verificar se o procedimento do registro pode garantir que as substâncias liberadas para uso comercial no Brasil sejam seguras para o meio ambiente e para a saúde humana”, explica o professor.

Além de detalhar o tratamento dispensado ao tema pelo ordenamento jurídico brasileiro, o estudo vai permitir uma análise sobre avanços e retrocessos da Lei de Agrotóxicos e a relevância da legislação para a gestão dos riscos ambientais. Serão também analisadas experiências mal sucedidas envolvendo agrotóxicos, efeitos colaterais indesejados e meio ambiente.

Para apurar casos de intoxicação em Santa Catarina a equipe atua em conjunto com o Centro de Informações Toxicológicas. O projeto tem apoio da Fapesc e do Edital Universal/2009, financiado pelo CNPq.

Mais informações:
– Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental na Sociedade de Risco / Professor José Rubens Morato Leite / / (48) 3721-9733

– Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT) / (48) 3721-9535 / 3721-9173 / 0800 643 5252 (Ligação Gratuita 24h)

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
Fotos: Wagner Behr / Agecom

Tags: agrotóxicosDireito AmbientalUFSC

Agrotóxicos e ambiente

26/03/2012 08:02

“Agrotóxicos: a nossa saúde e o meio ambiente em questão” é tema de um evento que será realizado nesta quarta-feira, 28 de março, no auditório do Centro de Ciências Jurídicas da UFSC. A promoção é do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental na Sociedade de Risco, ligado ao Departamento de Direito.

Herbicidas, agrotóxicos e neoplasias, intoxicações por agrotóxicos em Santa Catarina e princípios jurídicos da gestão dos riscos de agrotóxicos estão entre os temas que serão abordados.

O evento tem apoio da Fapesc, Programa de Pós-Graduação em Direito da UFSC e Fundação José Arthur Boiteux. Mais informações: http://www.cpgd.ufsc.br / Telefone: (48) 3721-9733

Tags: agrotóxicosDireito AmbientalUFSC