UFSC participa pela primeira vez de evento internacional sobre pequenos satélites
Pela primeira vez, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab), participa da 40ª Annual Small Satellite Conference , um dos principais eventos internacionais dedicados ao desenvolvimento de pequenos satélites. A conferência ocorre de 23 a 26 de agosto de 2026, em Salt Lake City, nos Estados Unidos. A pesquisa será apresentada em formato de pôster pela representante da equipe, Vitória Beatriz Bianchin, na segunda-feira, 24 de agosto. A pesquisa, CubeSat-Based Data Collection Architecture for the Catarina Constellation: Complementing Legacy Brazilian Data Collection System with LoRa, apresenta uma nova arquitetura para ampliar e modernizar o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SINDA) a partir do uso de CubeSats da Constelação Catarina.
De acordo com o SpaceLab, os sistemas de coleta de dados ambientais são importantes para o monitoramento de regiões remotas, especialmente em locais onde a infraestrutura terrestre de comunicação é limitada. As informações recebidas de estações instaladas em campo podem apoiar atividades de meteorologia, hidrologia, agricultura e oceanografia, além do acompanhamento de eventos ambientais. Assinam o trabalho Vitória Beatriz Bianchin, Carlos Augusto Porto Freitas, João Cláudio Elsen Barcellos, Gabriel Mariano Marcelino, a professora Talita Sauter Possamai e o professor Eduardo Augusto Bezerra.
A proposta busca integrar tecnologias de comunicação de diferentes gerações para permitir uma modernização gradual do sistema, sem interromper o atendimento às plataformas de coleta que já estão em operação. Para isso, a arquitetura combina duas cargas úteis. O Environmental Data Collector (EDC), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mantém a compatibilidade com o protocolo Argos-2, utilizado pelo sistema atual. Já o ExpLoRa, desenvolvido pelo SpaceLab, utiliza a tecnologia LoRa, que permite comunicação de longo alcance com baixo consumo de energia.
Na prática, a solução possibilita que satélites como o Catarina-A1 e o Catarina-A3 recebam dados tanto de plataformas que utilizam a tecnologia atualmente empregada pelo SINDA quanto de novos equipamentos equipados com LoRa. Assim, a transição para uma tecnologia mais moderna pode ocorrer de forma gradual, preservando os equipamentos já instalados e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para a expansão do sistema.
A Constelação Catarina é formada por sistemas espaciais baseados em nanossatélites e tem entre seus objetivos atender prioritariamente demandas dos setores agropecuário e de defesa civil brasileiros. Os projetos contam com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Defesa Civil, além do apoio técnico do INPE, e são desenvolvidos pelo SpaceLab e pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados (ISI-SE).



























