UFSC Solidária: entidades recebem doações para distribuição de cestas básicas a estudantes

31/03/2020 11:47

A Frente Estudantil de Segurança Alimentícia (Fesa) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – união de Centros Acadêmicos e outras entidades universitárias como a Associação de Pós-Graduandos, o Sindicato dos Trabalhadores e a Teia de Articulação pelo Fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional – está recebendo doações em dinheiro e de cestas básicas para serem destinadas a estudantes em situação de vulnerabilidade financeira.

A medida tem por objetivo a mitigação da insegurança alimentícia desses alunos, de forma temporária e emergencial, em meio à pandemia de Coronavírus e ao fechamento do Restaurante Universitário (RU). “Sabendo que muitos dependem do RU para sua alimentação e que, com o seu fechamento, seriam relegados à fome, essas entidades convergiram para comprar e organizar a distribuição de cestas básicas para a subsistência mínimas desses estudantes”, diz em nota.
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CCA contribui com equipamento para auxiliar na detecção do Covid-19

27/03/2020 11:46

O Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) emprestou um sistema PCR em tempo real (qPCR) para auxiliar o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), da Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina, na detecção do Novo Coronavírus (Covid-19). Nesta fase inicial, os qPCR foram cedidos também pelo Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia (Lameb), pelo Laboratório de Imunobiologia (Lidi/MIP), pelo Laboratório de Virologia Aplicada (MIP) e pelo Laboratório de Imunologia Aplicada à Aquicultura (LIAA/BEG), do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

Diversos laboratórios da UFSC integram a força-tarefa destinada a trabalhar na detecção de casos da pandemia. A força-tarefa da Universidade atuará sob a coordenação do Lacen com o objetivo de contribuir na ampliação do número de amostras testadas para detectar os casos de Covid-19, aportando equipamentos e pessoal técnico. Inicialmente fazem parte da força-tarefa o Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia (LBMMS/CCS), o Laboratório de Virologia Aplicada (MIP/CCB) e o Laboratório de Protozoologia (MIP/CCB), podendo ser ampliado o número de laboratórios envolvidos de acordo com a necessidade de ampliação do número de testes a serem realizados.

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Professores da UFSC coordenam desenvolvimento de aplicativo que detecta exposição de pessoas ao Coronavírus

27/03/2020 09:42

Para colaborar com o esforço contra a pandemia do Coronavírus, um grupo de desenvolvedores voluntários, coordenado pelos professores Jônata Tyska e Vania Bogorny, da Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está desenvolvendo um aplicativo para celular que permite detectar e notificar pessoas que tenham tido contato próximo com casos suspeitos ou confirmados da Covid-19. A ferramenta, desenvolvida em conjunto com um grupo europeu liderado pelo italiano Luca Mastrostefano, indica de forma completamente anônima se o usuário esteve a menos de dois metros de uma pessoa infectada ou com suspeita de ser portadora do vírus.

De acordo com o desenvolvedores, o CovidApp tem como objetivo a criação de um aplicativo para notificação de possíveis contágios, tendo como prioridade a garantia da preservação da privacidade dos usuários do aplicativo. A solução em desenvolvimento pelo grupo é composta por um aplicativo móvel, com dois tipos de usuários, população em geral e profissionais de saúde, e uma aplicação web para gestores. O aplicativo móvel irá coletar os encontros físicos entre pessoas, através de identificadores anônimos, usando a tecnologia bluetooth. Bluetooth é uma tecnologia que detecta outros dispositivos próximos sem armazenar a localização física (geográfica) de cada indivíduo, ou qualquer informação que identifique pessoas.

Serão armazenados apenas os encontros entre bluetooths, a duração deles, a data e a distância. Profissionais de saúde poderão “marcar” usuários como casos confirmados ou suspeitos, por meio da leitura do identificador anônimo diretamente do telefone do paciente. A partir disso, todas as pessoas que tiveram contato com este paciente nos últimos 14 dias (período de incubação da doença) recebem uma notificação através do aplicativo proposto, com mensagem definida pelos gestores de saúde, infectologistas e especialistas da área.

Veja como funciona o aplicativo:

 

O aplicativo não rastreia a localização espacial dos usuários, diferentemente de outros similares desenvolvidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e países como Coréia do Sul, Israel e Singapura, que utilizam a trajetória ou o número do celular, invadindo a privacidade dos indivíduos. Além disso, o CovidApp recomenda a quarentena ou isolamento apenas para um grupo de pessoas e não a toda população. Profissionais da saúde poderão alertar pessoas que entraram em contato com infectados e informar as autoridades sanitárias sobre o nível de isolamento em relação às medidas adotadas. “A solução será ainda muito útil depois do pico da epidemia, quando as pessoas começarem a sair do atual isolamento, evitando ou minimizando uma segunda onda de contaminação”, traz a página sobre o projeto.

Para mais informações, acesse a página do CovidApp.

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Professor da UFSC especialista em pandemias indica medidas de proteção para a ida ao mercado

17/03/2020 09:58
Foto: Kelly Sikkema/Unsplash

Foto: Kelly Sikkema/Unsplash

[Atualização – às 20h09  de 17/03/2020 – no item 5, foi corrigida a quantidade de água sanitária ideal para higienizar alimentos*]
O professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Oscar Bruña-Romero estabeleceu algumas medidas de prevenção fundamentais no combate à pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19). Ele traz orientações a serem utilizadas no cotidiano da população, como ao usar um veículo ou na ida ao mercado. Bruña-Romero é doutor pela Universidad de Navarra, na Espanha, e tem experiência em imunologia, biologia molecular, virologia/parasitologia, atuando principalmente nos seguintes temas: vírus recombinantes, desenvolvimento de vacinas e diagnóstico imunológico e molecular de doenças infecciosas.

“Esta semana ainda poderemos ir ao mercado sem máscara. Quando os casos começarem a aumentar, pode ser que tenhamos que escolher horários do dia em que o mercado esteja mais vazio”, alertou o professor. Ele esclareceu que a máscara cirúrgica comum não protege e só serve para evitar que uma pessoa doente espalhe ainda mais a infecção.

Veja as medidas de precaução definidas pelo professor:
1. Nunca fique a menos de um metro de outro ser humano;
2. Considere sempre a sua mão suja. Nunca leve a mão à boca, ao olho ou nariz enquanto estiver no mercado, nem para coçar, nem para tocar nos cabelos;
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UFSC Explica: pandemias

16/03/2020 11:00

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, na última semana, a pandemia do Covid-19, doença causada pelo novo Coronavírus. Uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença, que se espalha por diferentes continentes, com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

Quais foram as principais pandemias que acometeram a humanidade? Por que, mesmo com os avanços da medicina moderna, a população parece tão vulnerável diante de certas doenças? Que impactos econômicos e sociais uma pandemia pode causar a uma determinada região? E como a pesquisa científica trabalha hoje na prevenção e no combate a novas enfermidades?

Para responder a essas e outras perguntas, esta edição do UFSC Explica conversou com três especialistas no assunto:

Ivete Ioshiko Masukawa possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mestrado em Moléstia Infecciosa e Parasitária pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é médica infectologista do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC) e médica infectologista do Hospital Nereu Ramos. Tem experiência na área de infectologia e controle de infecção, atuando principalmente nos seguintes temas: infecção hospitalar, HIV/Aids.
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