Cooperação é a chave para antecipar futuras pandemias, diz pesquisadora da UFSC

17/06/2024 17:21

Ilustração: Laura Araújo/NADC/UFSC.

Em 2020, a Covid-19 tomou o mundo de surpresa. De repente, todos tiveram que se adaptar a uma nova realidade, com os desafios do isolamento físico e os cuidados sanitários constantes. Caso já houvesse protocolos de ação mais efetivos para conter o coronavírus e lidar com suas consequências antes da pandemia ser oficialmente declarada, será que essa adaptação teria sido mais fácil e rápida, e o custo social e econômico seria menor?  

Com esse questionamento em mente, Marcia Grisotti – doutora em Sociologia e professora do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – desenvolveu o projeto Sentinelas de pandemias: vigilância em saúde e controle de doenças de origem zoonótica, vinculado ao núcleo de pesquisa Ecologia Humana e Sociologia da Saúde em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural. 

Sentinelas são ações de grupos, instituições ou indivíduos que antecipam e se preparam para eventos, esperados ou incertos. No caso das ações sentinelas de epidemias, a ideia é identificar os grupos de especialistas e fomentar a cooperação entre eles e os serviços de vigilância em saúde para controlar a disseminação de epidemias, monitorando microorganismos, reservatórios e vetores de doenças que podem se alastrar em meio à população. O objetivo do Sentinelas de pandemias é analisar os dispositivos de vigilância em saúde usados no estado de Santa Catarina para enfrentar doenças transmissíveis de origem zoonótica – ou seja, que passam de animais para humanos e vice-versa. Além disso, o projeto também pretende identificar as experiências de antecipação e preparação de pandemias regionais, nacionais e internacionais, considerando obstáculos, potencialidades e desafios na vigilância de pessoas, animais e reservatórios de doenças.
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UFSC na Mídia: professor da UFSC comenta marco de três anos da pandemia de Covid-19

15/03/2023 09:15

O professor do departamento de Saúde Pública da UFSC Fabrício Menegon lembrou, em entrevista concedida nesta terça-feira ao jornal Bom dia Santa Catarina, da NSC TV, a importância da ciência e, de modo específico, da  vacinação para o fim da pandemia de Covid-19. Ele conversou com os apresentadores sobre o marco de três anos do início da crise sanitária que abalou o Brasil e o mundo.

“A sensação é de que atravessamos um dos momentos mais difíceis das nossas vidas”, comentou. “A pandemia deixa um legado de algo que é fundamental: acreditar na capacidade das pessoas e da ciência. Se nós chegamos aqui, hoje, fizemos isso porque a ciência nos trouxe até aqui e nos ajudou muito com o desenvolvimento da vacina e de protocolos”, sintetizou.

O professor também mencionou os novos hábitos desenvolvidos pela população, que antes não faziam parte da cultura sanitária no Brasil, mas que devem permanecer para sempre. O uso recorrente do álcool em gel, por exemplo, que hoje acompanha as pessoas em frascos pequenos, na bolsa. A máscara, segundo ele, também passou a ser um elemento fundamental, embora não seja mais obrigatória.

Sobre a possibilidade de um novo surto de Covid-19 no país, Menegon lembra que as pandemias fazem parte da história da humanidade e que possivelmente outras devem acontecer. Apesar disso, ele avalia como difícil que a  Covid-19 volte ao cenário catastrófico de três anos atrás. “A vacinação foi a chave que mudou a história da pandemia”, assegurou.

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SC tem 1.837 casos de Covid-19 registrados na semana

08/11/2022 08:37

Santa Catarina teve 1.837 casos de Covid-19 na última semana, indica o Informe Semanal produzido pelo Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat). Mesmo que a média de novos casos tenha se situado em um patamar praticamente idêntico ao verificado na semana anterior,  ainda é inferior àquele observado nos meses finais de 2021, quando essa média se encontrava entre 350 a 380 registros diários. A análise se refere às datas de 29 de outubro a 4 de novembro.

Segundo o informativo, os casos ativos sofreram nova expansão, indicando que mais 149 pessoas passaram a fazer parte do contingente de positivados existente no estado. Ainda conforme o texto, houve aumento dos casos ativos em cinco regiões (Grande Florianópolis, Vale do Itajaí, Foz do Itajaí, Planalto Norte/Nordeste e Meio Oeste/Serra). Apenas duas regiões (Sul e Grande Oeste) tiveram redução no total de pessoas positivadas.

O documento ainda alerta que epidemiologistas identificaram uma nova variante do coronavírus (BQ.1) circulando em vários locais do país. “Detectada ainda em outubro no Amazonas, já foi documentada em outras unidades da federação, inclusive tendo sido registrado que essa variante também infectou pessoas que já estavam com a imunização completa de quatro doses”, indica o texto. “Continua sendo fundamental que as pessoas mantenham seu calendário vacinal em dia, de acordo com as orientações das autoridades de saúde do estado”. Leia o informe completo.

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Conselho Universitário aprova desobrigação de uso de máscaras em ambientes da UFSC

11/10/2022 19:02

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou a flexibilização do uso de máscaras faciais nos ambientes da Universidade. A decisão ocorreu em sessão extraordinária do Conselho realizada nesta terça-feira, 11 de outubro. A minuta de Resolução Normativa a ser assinada pelo reitor estabelece que fica desobrigado o uso de máscara de proteção facial nos ambientes da instituição, com algumas exceções.

As exceções apontadas são para pessoas que apresentem sintomas gripais ou que tiveram contato com caso suspeito ou confirmado de covid nos últimos sete dias; para quem possui fator de risco de agravamento da doença, tal como idade superior a 60 anos, obesidade ou imunossupressão, entre outros. A flexibilização também não alcança as pessoas que desenvolvem atividades em ambientes fechados nos quais não seja possível manter distanciamento físico de um metro ou não exista ventilação natural – por meio de ao menos duas aberturas – ou fluxo de ar por ventilação forçada.

Os setores da UFSC que atuam como Serviços de Saúde (ou outros que estejam associados a maior risco de transmissão de doenças infecciosas por via respiratória) poderão manter a obrigatoriedade de uso de máscaras por todas as pessoas, desde que exista normativa superior específica para o tipo de atividade. As medidas também não se aplicam a setores onde o uso de máscaras como equipamento de proteção individual seja necessário por qualquer outra razão diferente da covid.

As ações da Universidade no enfrentamento da pandemia devem incorporar algumas sugestões apresentadas durante a reunião do Conselho, especialmente as de integrantes do Comitê Permanente de Monitoramento Epidemiológico. Entre as medidas sugeridas estão a continuidade de exigência de vacinação por todos os membros da comunidade universitária e o monitoramento da qualidade do ar nos ambientes.

O Departamento de Atenção à Saúde (DAS), da Pró-reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) deve elaborar protocolos de cuidados para prevenção da Covid no novo cenário. Ao mesmo tempo, as direções dos campi, das Unidades Universitárias, dos órgãos executivos centrais (Unidades Administrativas) e dos órgãos suplementares terão a incumbência de divulgar e orientar a aplicação destas medidas pela comunidade universitária.

A íntegra da sessão está disponível em (79) Sessão do Conselho Universitário – UFSC – 11/10/2022 – 14h – YouTube

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Conselho Universitário discute flexibilização do uso de máscaras na UFSC

22/09/2022 16:39

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) começou a discutir a flexibilização do uso das máscaras faciais nas dependências da Universidade. Os debates iniciaram na reunião extraordinária do Conselho realizada na quarta-feira, 21 de setembro. A proposta apresentada é desobrigar o uso da máscara em todos os ambientes internos, mas manter a recomendação de uso para pessoas em determinadas condições e em locais destinados à prestação de serviços de saúde.  A deliberação sobre o assunto deve ocorrer na próxima reunião ordinária do Conselho, marcada para a terça-feira, dia 27 de setembro.

A iniciativa partiu da Reitoria da UFSC, que solicitou assessoramento jurídico à Procuradoria-Geral Federal para elaboração de minuta sobre o assunto. A Procuradoria se manifestou no sentido de que as universidades têm autonomia para flexibilizar a exigência de máscaras nas suas dependências, segundo o preceito firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao julgar a ação em que o Ministério da Educação proibia às universidades federais exigir vacinação de seus alunos. Além disso, destacou que o uso de máscaras já é facultativo em todo o estado desde março de 2022.

O processo foi encaminhado então ao professor Fabrício de Souza Neves, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), para elaboração de parecer. O professor acrescentou algumas considerações pautadas em orientações técnicas, levando em conta números de internações provocadas por Covid-19 em Santa Catarina ao longo do ano 2022, quantitativos de leitos disponíveis e o Número de Reprodução Efetivo (Rt), indicador que se relaciona ao total de indivíduos infectados a partir de um caso da doença.

O parecer traz tabelas e gráficos com números de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e por covid, além da ocupação de leitos hospitalares por estas causas. Essas análises se estenderam a todas as regiões do estado em que a UFSC tem campi: Extremo Sul Catarinense, onde se localiza o campus Araranguá; Médio Vale do Itajaí (campus Blumenau); Alto Vale do Rio do Peixe (campus Curitibanos); Grande Florianópolis (campus sede) e região Nordeste (campus Joinville).

Declínio de casos

De modo geral, os dados de internações e ocupação de leitos demonstram que a pandemia de covid está em nível considerado baixo nas diversas regiões catarinenses. “Em todas as regiões do estado em que há campus da UFSC, estamos há seis meses em nível comunitário baixo da Covid-19. O pequeno aumento observado no final do outono/início de inverno (junho-julho) não foi capaz de levar ao nível médio e já houve queda na incidência de internações hospitalares e taxa de ocupação de leitos por Covid a partir de julho”, escreveu o relator.

Também foram analisados os Números de Reprodução Efetivo (Rt) de cada uma das regiões. “Pode-se observar que todas as macrorregiões analisadas demonstram o mesmo comportamento do estado como um todo: o valor de Rt manteve-se abaixo de 1 na maior parte do período analisado, exceto nos meses de abril e maio, antecedendo o pequeno aumento de casos observado nos meses de junho e julho. Desde junho/julho de 2022 o valor de Rt encontra-se abaixo de 1 em todas as regiões, indicando o cenário atual de declínio do número de casos e internações”.

De acordo com o professor Fabrício, os dados apontam para uma situação estável de baixo nível comunitário de covid em todas as regiões catarinenses. “Esta situação permite a eliminação da obrigatoriedade do uso de máscaras, como de fato é a norma no estado desde o Decreto 1.794 de 12 de março de 2022”.

A proposta de minuta de resolução apresentada pelo relator revoga a obrigatoriedade do uso de máscaras nas dependências da UFSC para as atividades habituais de ensino, pesquisa e extensão.

O uso continua recomendado a pessoas com sintomas respiratórios ou que tiveram contato próximo com pessoas sintomáticas ou infectadas; para pessoas com fatores de risco de agravamento da covid e também nas situações em que houver necessidade de permanência em ambientes fechados sem ventilação mínima adequada. Nos locais da UFSC em que são oferecidos serviços de saúde, seria facultada a manutenção da obrigatoriedade do uso de máscaras ou a autorregulamentação por normativas vinculadas à atividade específica.

Camadas de proteção

O professor Douglas Francisco Kovaleski, diretor do Departamento de Atenção à Saúde (DAS) da Pró-reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), participou da sessão do CUn e questionou se é momento de flexibilizar o uso de máscaras. Ele lembrou que o DAS promoveu há cerca de um mês uma campanha de prevenção à covid, reforçando o uso de máscaras, devido ao grande número de servidores afastados pela doença.

Douglas apresentou aos conselheiros informações organizadas pela professora Alexandra Boing, do Comitê Epidemiológico, sobre a ocupação de leitos de UTI do SUS em Santa Catarina, evolução de casos ativos e cobertura vacinal.

De acordo com os dados, o monitoramento mostra a redução de casos ativos de covid no estado, embora tenhamos ainda um número significativo de pessoas infectadas (1.880). Em relação à cobertura vacinal, Santa Catarina ostenta um percentual de 82,6% com esquema primário completo (primeira e segunda doses), mas apenas 53,7% da população maior de 12 anos recebeu a primeira dose de reforço. E a adesão à vacinação infantil ainda está muito baixa. “A vacinação avançou bastante, mas ainda não é uma cobertura que nos dê a segurança para diminuir as camadas de proteção”, disse Douglas.

O diretor do DAS também apresentou dados do InfoGripe que mostram Santa Catarina ainda em situação epidêmica em relação à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Ele destacou que existe pouco conhecimento sobre os efeitos da chamada “covid longa”, que pode ter efeitos neurológicos, respiratórios e sobre a saúde mental das pessoas que foram infectadas pela doença. A incidência continua relevante em algumas faixas etárias, enquanto a subnotificação de casos e a baixa testagem reduzem a confiabilidade dos dados.

O professor Douglas Kovaleski destacou que o abandono do uso de máscaras levará ao aumento da circulação do vírus, favorecendo o surgimento de novas variantes. Além disso, alerta que a liberação passa pode passar uma mensagem equivocada de que a pandemia acabou e levar ao relaxamento de outros cuidados e medidas de proteção. Por isso, o DAS defende que as medidas devem ser escalonadas e acompanhadas do reforço de outras formas de proteção, tais como a ventilação forçada e controle da qualidade do ar dos ambientes, entre outras.

Durante o debate, alguns conselheiros apresentaram dúvidas e questionaram a conveniência de fazer uma mudança dessas no meio do semestre letivo. As discussões devem continuar na próxima reunião ordinária do Conselho Universitário, marcada para a terça-feira, dia 27 de setembro, antes de uma deliberação sobre a flexibilização do uso das máscaras.

 

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Informe Necat: média de novos casos de covid-19 sobe para 770 por dia

30/08/2022 09:45

O Informe Semanal Necat desta semana apresenta a avaliação dos casos de covid-19 entre os dias 20 a 26 de agosto, feita por meio de dados disponibilizados pelo governo de Santa Catarina conforme os boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde. 

A expansão da pandemia da covid-19 em Santa Catarina na última semana é analisada por meio da evolução dos novos casos oficialmente registrados. Assim, ao longo do ano 635.050 pessoas já foram contaminadas pela doença no estado, sendo que 5.390 desses registros foram realizados na última semana. Esse aumento contínuo do contágio fez com que a média de novos casos subisse para 770 por dia no período analisado – índice que pode ser considerado elevado comparativamente ao comportamento do mesmo indicador verificado nos meses finais de 2021, quando essa média se situava entre 350 a 400 registros diários. 

Há continuidade na expansão dos casos ativos na região da Grande Florianópolis, que responde por 23,5% do total estadual, com 1.009 pessoas positivadas, o maior número absoluto dentre todas as regiões do estado. Além dessa, as regiões do Planalto Norte-Nordeste, com 19,5% do agregado estadual, e Grande Oeste, que passou a responder por 18,6% das pessoas positivadas. 

Já os óbitos apresentaram uma oscilação inferior àquela registrada na semana anterior, fazendo com que a média diária fosse de 2,5 mortes/dia, representando apenas 18 novas ocorrências pela doença na semana considerada. Com isso, somente em 2022 aproximadamente 2.157 pessoas já perderam a vida para a covid-19 no estado de Santa Catarina.

Nota-se que o aumento de casos não está causando maiores impactos sobre a estrutura hospitalar estadual de saúde, uma vez que a taxa de ocupação dos leitos UTI-SUS pela doença, mesmo com ligeiras oscilações, permaneceu baixa em todas as regiões, enquanto a taxa de ocupação geral dos leitos de UTI-SUS se manteve estável em praticamente todas as mesorregiões do estado

“Sem dúvida, esse cenário de baixa ocupação da estrutura hospitalar por pessoas acometidas pela covid-19 que vem sendo registrado ao longo dos últimos meses pode ser creditado aos efeitos benéficos da vacinação completa da população contra a doença, a qual evita uma maior pressão sobre a rede hospitalar pública de saúde do estado”, conclui o boletim.

Para acessar os Informes Semanais do Necat, acesse esse link.

 

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Projeto do Colégio de Aplicação forma docentes e técnicos para ensino remoto

17/08/2022 11:34

Uma das primeiras unidades a retomar as atividades presenciais na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi o Colégio de Aplicação (CA), em Florianópolis, em setembro de 2021. A data encerrou um período de afastamento de professores e alunos das tradicionais salas de aulas, embora de muito trabalho fora delas. E não pense que o ensino e o conhecimento foram interrompidos desde o início da pandemia e da adoção de medidas sanitárias de isolamento. Muito pelo contrário.

Um dos tantos trabalhos desenvolvidos – e adaptados ao novo momento surgido com a covid-19 – foi o Formação CA: Educação na Pandemia, deflagrado em 2020 no Colégio de Aplicação para atender a demanda de formação de docentes e técnicos-administrativos em assuntos educacionais (TAEs) para as atividades de ensino não presencial devido às medidas restritivas impostas pela pandemia.

O projeto contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “A participação da Fapeu foi na administração de recursos que vieram da própria universidade. Esse foi um projeto financiado pela própria UFSC, então houve uma destinação orçamentária do Gabinete da Reitoria para que a gente estendesse, ou incluísse no nosso projeto de pesquisa, a ação para formação dos professores e técnicos do colégio”, explica a professora Andrea Brandão Lapa, coordenadora do projeto.

O trabalho estava vinculado ao projeto de pesquisa e extensão “Conexão Escola Mundo: espaços inovadores para a formação cidadã”, realizado no Colégio de Aplicação da UFSC desde 2017 pelo grupo de pesquisa Comunic. O grupo, que é liderado por Andrea Lapa, atua na inter-relação entre educação e comunicação através da pesquisa de temas relacionados à integração das tecnologias aos processos educacionais.

“Durante a pandemia, a gente não ia mais fazer ação na escola com crianças e jovens, a gente ia trabalhar só em cima de dados da pesquisa. Aí aconteceu a pandemia e a direção da escola entrou em contato conosco para que a gente estendesse a formação – que estava acontecendo com os integrantes dentro do projeto – para todos os professores da escola, que a gente se comprometesse com a formação dos docentes e profissionais da escola para o ensino remoto durante a pandemia”, lembra a professora Andrea.
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Informe Semanal do Necat mostra aumento de novos casos e de óbitos por Covid-19

28/06/2022 10:30

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) publicou o Informe Semanal de acompanhamento da Covid-19 em Santa Catarina relativo ao período de 18 a 24 de junho. De acordo com os dados, houve um aumento das médias diárias de novos casos e de óbitos na semana considerada. Nos últimos sete dias, foram notificados mais 12.094 casos da doença, o que representa a manutenção da tendência de aumento deste indicador verificada desde o início de maio de 2022.

Com isso, a média diária de novos casos subiu de 1.411 para 1.726 registros ao final da semana considerada. “Esse aumento absoluto dos novos casos revela que a tendência de contágio continuou acelerada na última semana. Na verdade, esse contexto fez com que a média diária de novos casos se mantivesse próxima aos valores registrados no início de março/22, quando a variante Ômicron ainda se encontrava em expansão no estado”, conforme o texto do Informe.

A média diária de novos casos de Covid (1.726 ao dia), evidencia-se em patamar elevado quando comparada a outros períodos pandêmicos. Nos últimos dois meses de 2021, essa média era de 350 registros diários. O número é também mais que o dobro do verificado na semana de 23 a 29 de abril de 2022 (831 ao dia), quando a pandemia dava sinais de arrefecimento após atingir o auge no final de janeiro.

Outro indicador da circulação acelerada do vírus em Santa Catarina foi o aumento do número de casos ativos. Na semana analisada, este número subiu 3%, representando mais 324 pessoas positivadas.

Esses números elevados de novos casos e de casos ativos tiveram reflexo no número de óbitos. Nos últimos sete dias foram registrados mais 41 óbitos e com isso, a média diária desse indicador se situou em 5,8 mortes/dia na semana analisada. “Neste caso em particular, deve-se mencionar que as oscilações do indicador – positivas ou negativas – podem estar relacionadas ao retardo dos registros, especialmente quando são considerados dois períodos curtos”, ressalva o documento.
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Informe Necat: casos de Covid-19 ainda estão em expansão em SC

14/06/2022 11:50

O Informe semanal do Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) divulgou a evolução da Covid-19 em Santa Catarina. Considerando três indicadores principais (número de casos, casos ativos e óbitos), nota-se um crescimento de 1,60% durante o período de 4 a 10 de junho em relação à semana anterior. Ao total, são 12.077 novos casos notificados, 930 registros a menos no levantamento anterior, porém mantendo a tendência de aumento indicada desde o mês de maio.

De acordo com o documento, por mais que o cenário de continuidade da contaminação da população catarinense continue como previsto, esta situação não está causando impactos na estrutura da saúde, uma vez que a taxa de ocupação dos leitos UTI-SUS para Covid-19 apresentou oscilações negativas em praticamente todas as regiões do estado. “Sem dúvida, esse cenário de baixa ocupação da estrutura hospitalar por pessoas acometidas pela Covid-19 que vem sendo registrado nas últimas semanas pode ser creditado aos efeitos benéficos da vacinação completa da população contra a pandemia, a qual evita uma maior pressão sobre a rede hospitalar pública de saúde do estado”, afirma o documento.

Por fim, o Informe ressalta que o Autoteste Antígeno Novel Coronavírus está dificultando a formação de dados sobre a realidade do contágio da Covid-19 no estado, uma vez que, segundo constatado em diversas farmácias nesta semana, não há qualquer registro sobre o que acontece após a pessoa adquirir esse teste. Tal fato pode estar indicando que a contaminação da população pode ser bem maior daquela registrada nas estatísticas oficiais, pois não existe nenhum protocolo oficial em relação a esse tipo de procedimento (autoteste). Isso leva à suposição de que no momento existe uma elevada taxa de subestimação do contágio no estado.

O texto completo pode ser acessado no site do Necat, onde também podem ser acessados os informes anteriores.

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Fase 3: UFSC retoma integralmente trabalho presencial a partir de 4 de abril

18/03/2022 09:44

Todas as unidades administrativas e acadêmicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago deverão retomar integralmente as atividades presenciais a partir de 4 de abril de 2022. A determinação consta da Portaria Normativa Nº 430/2022/GR, de 15 de março de 2022. Com isso, retornam ao trabalho presencial todos os servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) e os docentes que exercem cargos administrativos. As aulas presenciais, no entanto, retornam nas datas previstas no Calendário Acadêmico de 2022: 18 de abril para os cursos de Graduação.

Para o retorno presencial, é obrigatória a comprovação de vacinação contra a Covid-19 por parte da comunidade universitária, bem como a utilização de máscaras de proteção facial, em todos os ambientes internos da Instituição.

A obrigatoriedade de comprovação da vacinação se estende a todos “os servidores docentes e técnico-administrativos em educação, professores substitutos e servidores temporários, professores visitantes, professores colaboradores e voluntários, empregados públicos anistiados, pesquisadores e/ou bolsistas de pesquisa, trabalhadores terceirizados e estagiários, bem como estudantes de todos os níveis de ensino”.
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Reitor divulga mensagem sobre a condução da Universidade em dois anos de pandemia

16/03/2022 09:49

O reitor Ubaldo Cesar Balthazar emitiu uma mensagem à comunidade universitária abordando a condução e a atuação da Universidade em dois anos de pandemia de Covid-19 e convocando todos a preservarem os cuidados neste momento em que a UFSC está avançando para a retomada presencial integral de suas atividades.

De acordo com a nota, a UFSC orientou suas ações e decisões com base na Ciência. “Nossas contribuições foram incontáveis e nosso protagonismo no combate à Covid apenas reforçou a vocação de uma Instituição Universitária reconhecida como a UFSC. Nossos pesquisadores e pesquisadoras estiveram na linha de frente das investigações, propuseram soluções inovadoras, orientaram e recomendaram nossas decisões da forma mais sensata, racional e equilibrada possível, em meio a tantas incertezas”.

O reitor destacou o envolvimento de docentes, técnicos e estudantes na construção, pelo Conselho Universitário, da Resolução Normativa 140/2020, que estabeleceu as bases para o ensino remoto realizado desde então, com a necessária capacitação de docentes e técnicos para a nova forma de trabalho. E o apoio material dado a estudantes para que pudessem acessar o ambiente virtual de ensino, seguindo a diretriz pactuada no próprio Conselho Universitário.

A Universidade se prepara agora para dar o próximo passo, o retorno ao convívio nas salas de aula e outros ambientes dos campi. Mas é necessário ainda manter o cuidado para que este retorno ocorra em segurança. “Alcançamos, dentre servidores e estudantes elevados índices de imunização. Mas ainda é preciso cuidar de todas e todos”, conclui a mensagem do reitor.

Veja a íntegra da mensagem do reitor.

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Informe Semanal do Necat aponta média diária elevada de novos casos de Covid-19

15/03/2022 18:23

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) divulgou o décimo Informe Semanal sobre a Covid-19 em SC, analisando os indicadores da pandemia no período de 5 a 11 de março de 2022. De acordo com a análise, apesar da redução do número de casos novos, de casos ativos e de óbitos, a média diária de novos casos continua elevada em Santa Catarina.

Na semana analisada, foram notificados mais 16.475 novos casos da doença, contra cerca de 19 mil novos casos da semana anterior. A média diária de novos casos caiu de 2.718 para 2.353 registros ao final do período. “Registre-se que esse indicador, que vinha apresentando quedas consistentes nas semanas anteriores, apresentou desaceleração mais branda na semana considerada, tanto em termos absoluto como relativo”, aponta o documento.

O total de casos ativos teve uma redução de 38% em relação à semana anterior. Embora significativa, essa redução é praticamente a metade da queda de casos ativos da semana antecedente, “indicando uma desaceleração mais lenta do número de pessoas positivadas”.

Em relação ao número de óbitos, foram registradas mais 105 mortes por Covid na semana de 5 a 11 de março, fazendo a média diária deste indicador ficar ao redor de 15 mortes/dia na semana em apreço. Essa média estava em cinco mortes por dia na primeira semana de janeiro e chegou a 25 mortes diárias no final daquele mês. Ao todo, 1.358 pessoas já morreram em Santa Catarina em decorrência da Covid-19 em pouco mais de 70 dias.

Nas considerações finais, o Informe Semanal do Necat destaca que a estrutura estadual da saúde tem dado conta do atendimento à população, mesmo em cenário de continuidade da contaminação. “Sem dúvida alguma, esse cenário positivo de ocupação da estrutura hospitalar está diretamente relacionado aos efeitos benéficos da vacinação completa da população contra a Covid-19, processo que tem impedido uma maior pressão sobre a rede hospitalar pública de saúde”.

O Informe Semanal do Necat é assinado por Lauro Mattei, professor Titular do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração da UFSC e Coordenador Geral do Necat.

A íntegra do Informe Semanal pode ser acessada aqui:

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UFSC Explica: Vacinação contra a Covid-19

07/03/2022 18:48

Em meio a um contexto com tantas dúvidas e desinformação, o projeto UFSC Explica lança um novo episódio com o tema: Vacinação contra a Covid-19. O objetivo do vídeo é apresentar informações de interesse público e com embasamento científico. Foram entrevistados três pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com estudos reconhecidos nas áreas de Vacina, Imunologia e Saúde Pública. Os especialistas buscam esclarecer como funciona a resposta imunológica gerada pela vacina, se as vacinas contra a Covid-19 são seguras, os benefícios coletivos da vacinação, a importância do esquema vacinal completo, entre outras questões. O vídeo está disponível em nosso canal do YouTube.
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Andifes divulga ações das universidades federais que contribuíram para o enfrentamento da pandemia

24/02/2022 14:37

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) reuniu as mais diversas iniciativas das universidades federais brasileiras que contribuíram para o combate à pandemia de Covid-19. Cientistas de todas as regiões do país e a comunidade acadêmica de forma geral trabalharam ininterruptamente, desde o início da pandemia, com o objetivo de encontrar soluções para proteger a população, evitando um número ainda maior de infecções e mortes. Inúmeras ações para o enfrentamento da pandemia passaram a ser adotadas, num compromisso conjunto com a vida de todos os brasileiros.
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Informe Necat: ‘Janeiro de 2022 detém o maior número de casos mensais desde o início da pandemia’

01/02/2022 09:07

O Informe Semanal do Núcleo de Estudos de Economia Catarinense da Universidade Federal de Santa Catarina (NECAT/UFSC), publicado no último sábado, 29 de janeiro, alerta para o recorde de casos de Covid-19 registrados no estado em janeiro deste ano. O documento está disponível na íntegra aqui.
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Subnotificação, descaso e falta de dados: pesquisadores denunciam problemas da pandemia nas prisões

24/01/2022 13:09

Um ambiente nefasto para a proliferação de doenças infecto-contagiosas – é dessa forma que a pesquisadora Marília Budó, professora do departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, resume o sistema penitenciário brasileiro do ponto de vista físico diante da pandemia de Covid-19. Mas o problema não para por aí: além da superlotação, das péssimas condições de higiene e saneamento básico e da pobre alimentação dirigida às pessoas presas, a ausência de dados e informações precisas sobre como a doença foi assimilada pelo sistema nos últimos anos agrava ainda mais a questão. Um grupo de pesquisadores desnuda esse cenário caótico em dois documentos lançados pelo projeto Infovírus: prisões e pandemia, que além da UFSC envolve estudiosos de outras cinco instituições e pesquisadores autônomos.

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O projeto, criado ainda em 2020, primeiro ano da pandemia, teve o objetivo de acompanhar, registrar, analisar e divulgar informações sobre a situação dos presídios, incluindo análises de informações públicas disponíveis no Painel de Monitoramento dos Sistemas Prisionais. O acompanhamento desses dados, entretanto, revelou uma série de distorções e problemas elencados nos documentos Política de Morte: Registros e Denúncias sobre Covid-19 no Sistema Penitenciário Brasileiro e De Olho no Painel do Depen: Análise de Informações de Estado sobre a Covid-19 nas Prisões. “O problema da falta de dados sobre mortes e adoecimentos – físicos e mentais – dentro de unidades prisionais já existia antes da crise da Covid-19. Ela se agravou dramaticamente neste contexto, quando as políticas de testagem em massa, isolamento e vacinação eram e são ainda as únicas ferramentas possíveis para conter o vírus”, explica Marília.

Justamente por isso, a proposta dos pesquisadores foi desenvolver um projeto de checagem de informações e de divulgação científica do acúmulo das pesquisas do campo criminológico crítico sobre penas e prisões no Brasil. Ao mesmo tempo, a equipe também recebia denúncias de amigos e familiares a respeito da falta de informações sobre os detentos. O ‘isolamento dentro do isolamento’ impediu que as pessoas privadas de liberdade tivessem contato esporádico com as famílias por meio das visitas semanais. “Há uma desumanização das pessoas em prisão, o que conduz a uma facilitação a políticas e decisões que têm como resultado o adoecimento e a morte”, indica Marília.

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A equipe trabalhou com um conjunto de 74.676 dados públicos. No início do acompanhamento, em abril de 2020, 162 casos eram notificados como suspeitos, com 25.228 sendo anunciados um ano depois, data de corte do projeto. Também em abril de 2020, 51 foram confirmados – número que aumentou mais de mil vezes em um ano. Já a primeira morte confirmada surgiu no painel em 18 de abril de 2020 e chegou ao número de 168 um ano depois.

O projeto divulgou essas informações publicamente, no site e em redes sociais. Nesse processo, também denunciou os momentos em que havia ausência de atualização nas informações públicas, como ocorreu durante mais de seis meses com os números do Estado da Paraíba. “O que notamos claramente é a proposital indiferença em relação à morte e ao sofrimento das pessoas que de alguma maneira têm suas vidas marcadas pelo cárcere, sejam elas pessoas privadas de liberdade, sejam elas parentes, esposas, companheiras, que vivenciaram durante meses a ausência de informações sobre seus entes queridos”, destaca a pesquisadora.


Descontinuidade nos dados

Conforme o relatório, os estados que mantiveram maior regularidade na periodicidade de atualização dos dados públicos foram Santa Catarina, em que o maior período na qual ficou mantida a mesma informação foi de 14 dias, Maranhão, com 16 dias e Rio Grande do Sul, com 18 dias. Nos demais, a equipe reconhece uma descontinuidade no preenchimento das informações sobre o sistema penitenciário. “Diante do que foi aqui observado, os dados dispostos no painel do Depen não condizem com a realidade da infecção pelo vírus no sistema prisional brasileiro. Entretanto, quando o sistema do painel do Depen não é alimentado, não se trata simplesmente de plausível minimização dos fatos por parte dos gestores, mas igualmente de informação negada à população”, denuncia o documento.

O relatório indica que diversos problemas no painel foram registrados ao longo do monitoramento: “desde a negação da informação – dados que possivelmente não foram preenchidos –, até dados que apareciam e, depois, simplesmente sumiam, através de ‘apagões’ no sistema, inconsistências que se caracterizam, principalmente, pela falta de regularidade na atualização dessas informações no sistema”.

As análises dos pesquisadores também desenham um cenário “deflagrado de subnotificação”, expresso nos documentos do projeto. Os números muito baixos comparados ao cenário publicizado da pandemia são altamente questionáveis para a equipe do Infovírus. Em junho de 2021, por exemplo, a equipe registrou a possibilidade de subnotificação em Santa Catarina, já que havia um alto número de contaminações e um baixo volume de testagem. “A própria testagem aconteceu em regra apenas quando o preso já estava há dias com sintoma de Covid, e não por acaso vários surtos decorreram da falta da testagem em massa”, contextualiza Marília.

OMS recomendou que a população privada de liberdade estivesse entre os grupos prioritários na vacinação (Foto: Pixabay)

Além disso, ela aponta o atraso para a chegada da vacina nas prisões como um fator importante do agravamento da pandemia no cárcere, o que reforça a ideia de desumanização dos detentos. A professora lembra que a Organização Mundial de Saúde recomendou que a população privada de liberdade estivesse entre os grupos prioritários por conta do risco elevado de surtos nesses locais, e o Ministério da Saúde atendeu a essa recomendação.”Mas após manifestações terríveis de pessoas oportunistas no campo político que apostam na desumanização da população privada de liberdade como forma de obtenção de seguidores e votos, os presos foram em vários lugares deixados para o final da campanha de vacinação. Mesmo os presos idosos e com doenças crônicas foram em vários lugares vacinados depois da população livre. Ou seja, temos poucos bons exemplos e muitos maus exemplos do que ocorreu”.

A falta de comprometimento com a garantia do direito à informação sobre a realidade da Covid-19 no sistema prisional é considerada, nos documentos, um reflexo imediato de de um “projeto vigente”. “Entendemos que não se trata de mera negligência, mas a continuidade de uma política de gestão de morte através do cárcere, que manteve as mesmas lógicas e ferramentas jurídicas para negar a liberdade e, com isso, a vida a pessoas que eram dos grupos de risco e mesmo as que não eram e morreram em decorrência da indiferença em relação a essas mortes”, pontua Marília.

A professora se refere precisamente à análise de instrumentos jurídicos que poderiam prever a liberação de detentos que estivessem ameaçados pela doença, mas que tiveram esse direito recusado. “O que predomina nessas atitudes – tanto do Executivo quanto do Judiciário – é um discurso de defesa social, ou seja, de entender pessoas privadas de liberdade como um perigo, um risco, em alguns casos equiparado ao próprio risco atribuído ao vírus”, reflete.

Orientação não foi cumprida

De acordo com Marília, o Conselho Nacional de Justiça, ainda em março de 2020, publicou a Recomendação nº62, que deveria ter sido seguida pelo Judiciário. “A recomendação orientava juízes e administração pública a promoverem políticas de testagem em massa, isolamento/distanciamento, através da redução da superpolução dos presídios com a conversão de prisões de pessoas de grupos de risco e prisões domiciliares, ou ainda, com antecipação de progressão de regime para quem tivesse cumprido os demais requisitos’, lembra.

Apesar disso, conforme a pesquisadora, em poucos lugares a recomendação surtiu algum efeito. “O que temos visto no estudo dos processos judiciais é uma postergação insustentável do momento de concessão da liberdade (ou prisão domiciliar, ou progressão antecipada) que chega (quando chega) apenas no momento em que o preso já está na UTI entubado e de lá já não retornará para lugar algum”, lamenta.

Por isso, segundo ela, somadas às características da prisões brasileiras – espaços propícios para todo o tipo de epidemia e bastante violentos – pratica-se, via de regra, “um tipo de gestão de morte”. A professora comenta que estudos acadêmicos têm trazido o tema à tona – há, por exemplo, uma forte linha de pesquisa no campo da antropologia e da sociologia que investiga o desaparecimento de pessoas no interior do sistema carcerário. “Esse tipo de instituição terrível somente é possível por conta da desumanização racista que atravessa esse sistema e naturaliza o adoecimento e a morte dessas pessoas, assim como o sofrimento das suas familiares”, evidencia.

Marília cita medidas pontuais possíveis para a minimização dos problemas: a redução da população carcerária; a atuação preventiva no campo da saúde, com testagem em massa, boa alimentação para garantir uma boa imunidade, melhores condições sanitárias e a vacinação prioritária.

Mais sobre o projeto

O Infovírus: prisões e pandemia reúne pesquisadores e pesquisadoras com diferentes formações, de diferentes áreas do conhecimento, para monitorar os dados, notas técnicas, comunicações e informações prestadas por instâncias oficiais, além de entrevistas e discursos políticos sobre a pandemia de Covid-19 no sistema penitenciário brasileiro. As informações foram sempre confrontadas com relatos dos familiares de pessoas privadas de liberdade, denúncias dos movimentos sociais e das defensorias públicas. Até julho de 2021, o Infovírus publicou 47 postagens informando mortes de pessoas presas e servidores em decorrência da Covid-19.

O projeto é feito por pesquisadores autônomos e equipes ligadas a grupos de pesquisa da Universidade de Brasília, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Católica de Pernambuco, Universidade Estadual de Feira de Santana, Universidade do Estado da Bahia, Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal de Santa Maria. Também tem apoio da Rede Justiça Criminal, Open Society Foundantions, ISER, Justa e Fundo Brasil.


Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

Tags: Covid-19direitos humanosInfovírus: prisões e pandemiaPainel de Monitoramento dos Sistemas PrisionaispandemiaprisõesRecomendação nº62

UFSC na mídia: professora indica máscara como estratégia importante de prevenção contra Covid-19

14/01/2022 16:10

A professora do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva Alexandra Crispim Boing participou de uma entrevista do Jornal do Almoço, da NSC TV, na qual lembrou a importância do uso da máscara de proteção em tempos de aumento do número de casos de Covid-19 no Estado. Segundo ela, a máscara é uma barreira física e deve ser utilizada mesmo em ambientes ao ar livre, especialmente em locais de ampla circulação, como é o caso das praias.

Respondendo a perguntas dos apresentadores, a professora comparou a preocupação que os cidadãos têm com a água com a que se deve ter com o ar. Neste caso, a máscara seria uma espécie de filtro, reduzindo consideravelmente o risco de transmissão. Mesmo com o desconforto por conta do calor, ela ressaltou que a medida deve continuar sendo uma estratégia de prevenção na pandemia.

A professora também destacou que a recomendação é que a máscara seja trocada a cada quatro horas e que alguns modelos, como a PFF2, podem ser utilizados por mais tempo. “Quando a máscara estiver úmida ela precisa ser trocada”, reforçou. De acordo com Alexandra, é importante considerar o momento epidemiológico do estado, com falta de testes e explosão de número de casos. “Vamos precisar das máscaras para nos proteger e proteger os outros”.

A entrevista pode ser acompanhada a partir dos 45 minutos e 18 segundos da edição.

Na noite de quinta-feira, 13 de janeiro, a professora também participou de uma entrevista no Jornal Nacional, em uma notícia sobre o aumento de casos de Covid-19 em Santa Catarina. “É preciso interromper a transmissão do vírus através de medidas individuais e coletivas”, destacou, ressaltando a importância que o poder público assuma seu papel primário na proteção da população.

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Medidas de proteção contra Covid devem ser mantidas, diz especialista do HU

07/01/2022 13:27

O avanço da vacinação, a redução do número de casos graves e a queda nas mortes por Covid-19 no final do ano são notícias positivas depois de um período de muita ansiedade e incertezas, mas os especialistas avisam que um cenário não mudou: a pandemia continua. Por isso, é preciso tomar medidas de cuidados para evitar contaminação pelo SARS-Cov-2, principalmente com a chegada do verão. A infectologista do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), Patrícia de Almeida Vanny, acrescenta a importância de completar o esquema vacinal para garantir a proteção de todos. “Quem ainda não fez, deve procurar a dose de reforço, seguindo a programação anunciada pelas prefeituras”, disse.

A chegada de turistas em regiões como Florianópolis, a possibilidade de aglomerações mesmo em locais públicos e a retomada de diversas atividades favorecem o surgimento de novos casos, por isso também é importante que a população mantenha hábitos como o uso de máscara, mesmo em locais onde este equipamento de proteção foi liberado, e a higienização permanente das mãos.

Uma recomendação da infectologista é evitar aglomerações, principalmente em locais fechados, preferir ambientes onde haja uma boa ventilação, evitar se alimentar ou consumir bebidas em locais públicos ou em locais onde haja aglomeração de pessoas. Idosos e crianças devem receber proteção extra, tanto para prevenir a Covid quanto casos de gripe.

No caso de pessoas que apresentarem sintomas respiratórios, as recomendações são: isolar o paciente imediatamente e procurar os serviços de saúde, principalmente no caso de pessoas imunodeprimidas, idosos e crianças.

Vídeo – Quando devo procurar o serviço de Emergência do HU-UFSC?
Unidade de Comunicação Social do HU

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Administração Central decide suspender o início da Fase 2 de retorno ao trabalho presencial

07/01/2022 10:02

Devido à aceleração dos casos de contágio pela Covid-19, a Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) decidiu suspender por tempo indeterminado o avanço para a Fase 2 de retorno às atividades presenciais. A Portaria Normativa Nº 419/2022/GR foi assinada nesta sexta-feira, 7 de janeiro de 2022, e publicada no Boletim Oficial da UFSC nesta mesma data.

O início da Fase 2 em todas as unidades administrativas e acadêmicas da UFSC estava marcado para o dia 10 de janeiro. Com a suspensão, cada setor poderá continuar a executar os atuais planos de atividades.

Conforme a Portaria Normativa nº 416/2021/GR, que teve seus efeitos suspensos, a partir de 10 de janeiro deveriam voltar às atividades presenciais todos os servidores que não pertencem a nenhum grupo de risco. O retorno seria realizado conforme plano de atividades elaborado pelo setor, levando em conta as condições sanitárias do ambiente de trabalho.
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Administração da UFSC lamenta posicionamento do MEC contrário à exigência de comprovante de vacinação

30/12/2021 17:14

A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publica nesta quinta-feira, 30 de dezembro, nota em que manifesta “não apenas discordância, mas descontentamento”, com relação a parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), mencionado no despacho do Ministro da Educação, Milton Ribeiro, em que o MEC veta a exigência de comprovante de vacinação por parte das universidades e escolas federais. Na nota, a UFSC expressa que “as IFEs assumiram, ao longo da pandemia e na ausência de uma política séria coordenada pelo MEC e pelas demais instâncias do Governo Federal, o protagonismo que se exige quando se trata de promover a vida e respeitar a ciência”.

O documento afirma que, em nenhum momento, houve da parte do Ministério da Educação medidas que unificassem as ações das Instituições no sentido de promover a prevenção e o combate à pandemia. Foram as próprias instituições, por meio de seus gestores, docentes, servidores técnico-administrativos, pesquisadores, que avaliaram, propuseram e implantaram medidas de segurança sanitária em seus próprios âmbitos. Por fim, expressa a nota, “fosse pela irresponsável omissão do Governo Federal, quanto à importância da imunização, o país não teria alcançado os percentuais de vacinados que tem hoje”.
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Professor de engenharia da UFSC faz sucesso internacional com videoaulas no YouTube

14/12/2021 14:05

Canal apresenta conteúdos das disciplinas de Ondas Eletromagnéticas, Engenharia de Antenas e Introdução ao Método de Elementos Finitos. Imagem: reprodução/Youtube

O professor Walter Pereira Carpes Jr. é figura conhecida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mas, desde o começo da pandemia, sua fama se expandiu para além das fronteiras brasileiras, e suas aulas têm feito sucesso em países estrangeiros falantes da língua portuguesa. Isso porque, com a possibilidade de gravar suas aulas, o docente começou a divulgar no YouTube vídeos curtos com explicações diretas e simplificadas do conteúdo das disciplinas que leciona nos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia Eletrônica e na Pós-Graduação em Engenharia Elétrica. Entre os assuntos abordados, estão ondas eletromagnéticas, engenharia de antenas, método de elementos finitos, cálculo vetorial, números complexos e noções básicas de derivada e integral.

Tudo começou no início de 2019, a partir de um problema: muitos alunos do primeiro semestre das engenharias tinham dificuldade em entender alguns conceitos de Física por não terem contato com a base matemática (especificamente, a disciplina de Cálculo). Assim, ele resolveu preparar o minicurso presencial “Noções Básicas de Derivada e Integral”, lecionado inicialmente somente para os alunos de Engenharia Eletrônica. Na semana seguinte, foi ofertado numa quinta-feira à noite e aberto a quem quisesse participar. Em uma sala de aula com 100 lugares, havia estudantes por toda a parte, sentados no chão, dividindo cadeiras, e todos muito concentrados e dando retornos positivos. 

A partir do sucesso dessa primeira experiência, Walter buscou formas de atingir ainda mais pessoas, criou novas turmas para o minicurso e dava aulas inclusive aos sábados. O retorno era sempre muito gratificante para o professor, que chegou até a comprar três calculadoras científicas para sortear entre os estudantes que lhe enviassem a resolução de uma lista de exercícios, para incentivar o aprendizado. 

Foi após todo esse sucesso dos vários minicursos lecionados que Walter decidiu transformar o conteúdo em videoaulas. Ele não tinha experiência nenhuma nisso, nem equipamentos apropriados. Então, no final de 2019 procurou o Laboratório de Educação Digital (Ledlab), que lhe cedeu o espaço para a gravação. A primeira playlist no Youtube, com o minicurso “Noções Básicas de Derivada e Integral”, foi ao ar em 12 de dezembro daquele ano.
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Professor da UFSC apresenta ferramenta para investigar subnotificação de casos de covid-19

13/12/2021 09:00

Uma ferramenta matemática que ajuda a investigar a subnotificação de casos de infecção por covid-19 foi um dos resultados do trabalho de um grupo que estuda a dinâmica de doenças infecciosas a partir de modelos matemáticos. O professor Vinicius Albani, do Departamento de Matemática da UFSC, foi um dos autores do artigo Covid-19 underreporting and its impact on vaccination strategies, publicado no BMC Infectious Diseases, periódico da Springer Nature, e recentemente pauta do portal internacional de divulgação científica Scidev.net.

O professor explica que o índice de soroprevalência é o que costuma ser utilizado para se investigar a proporção de casos de infecção em uma determinada região. Esse indicador, entretanto, depende da testagem massiva, política à qual muitos países não tiveram acesso. O objetivo do grupo, composto também pelos pesquisadores Jennifer Loria, Eduardo Massad e Jorge Zubelli, foi apresentar essa nova metodologia para estimar infecções subnotificadas com base em aproximações das taxas estáveis ​​de hospitalização e mortalidade.

Imagem ilustrativa (Pixabay)

“A gente propõe um modelo para descrever a dinâmica da covid-19 e da disseminação do vírus que fosse aderente aos dados, que conseguisse fazer boas previsões – pelo menos previsões de curto prazo – para saber quantos vão ser os números de casos, de mortes e de hospitalizações nos próximos dez dias, quinze dias, visando auxiliar o poder público”, conta. Para isso, a equipe utilizou dados públicos da pandemia para o cálculo das taxas diárias de internações e óbitos, procurando por períodos em que essas taxas apresentaram uma estabilização. Estes períodos, aponta o professor, em geral são aqueles em que há um alto volume de testes com baixos índices de resultado positivo.

Na prática, foram utilizados dados de Chicago e Nova York, cidades que estavam testando muito sua população. Esse era um fator importante para o desenvolvimento da ferramenta, pois era necessário que houvesse uma alta taxa de testagens e um volume pequeno de testes positivos para se fazer um corte numérico e compará-lo com as taxas de hospitalização e óbitos. As taxas observadas nos períodos em que houve estabilização eram consideradas como as taxas reais de mortalidade e de hospitalização associadas à covid-19, que depois eram usadas para fornecer estimativas de números de infecções para ouros períodos e regiões.

Segundo Albani, a metodologia funciona da seguinte forma: se a taxa de mortalidade considerada como real é de 1% e, num dado dia, a taxa de mortalidade observada é de 10%, então o número de infecções naquele dia deve ser 10 vezes maior do que o número reportado. A taxa de mortalidade diária é calculada como a razão entre o número de mortes num dado dia e o número de infecções reportadas 12 dias antes, em que 12 dias é o tempo médio entre uma pessoa começar a apresentar os sintomas da doença e vir a óbito. A taxa de hospitalização diária é calculada de forma similar.

A ferramenta foi testada usando dados da Cidade do México, da Dinamarca e da província de Buenos Aires. “Então, quando a gente comparava os nossos números, especialmente usando taxas de mortalidade, com os números de estudos de soroprevalência, a gente viu que nossos números eram muito parecidos”, reforça o pesquisador. Esse confronto dos resultados da ferramenta com os resultados de soroprevalência serve, também, como mais uma validação do instrumento proposto pelos pesquisadores.

Para os cálculos, a equipe utilizou médias móveis de sete dias sobre as novas infecções, hospitalizações e mortes. Entre outras coisas, o estudo também apontou que a infecção entre as populações estudadas pode ter chegado a 30%, um índice pelo menos seis vezes maior do que aquele apresentado nas notificações. De acordo com o professor, a vantagem de utilizar a ferramenta é porque ela é complementar aos estudos de soroprevalência, com o benefício de poder ser utilizada a qualquer momento. “Quando você tem uma ferramenta matemática que te permite ver a subnotificação você pode calcular a qualquer momento, desde que você tenha os dados. Você também pode pegar os números de um lugar e aplicar em outro”, indica.

O estudo, que foi realizado em 2020, também previu um impacto desses dados nas políticas de vacinação, considerando, hipoteticamente, que cidadãos que já tivessem imunidade contra o vírus poderiam ser vacinados depois dos grupos de prioridade.

Com reportagem de Luana Consoli/Agecom/UFSC

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Reitor da UFSC encaminha ofício ao Governador propondo reavaliação de liberação do uso de máscaras

25/11/2021 16:26

O Reitor Ubaldo Cesar Balthazar encaminhou, na tarde desta quinta-feira, 25 de novembro, um ofício ao Governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, alertando para os riscos da decisão de liberar o uso de máscaras em ambientes abertos. O documento foi sugerido pelos pesquisadores e pesquisadoras que  estão atuando na definição de medidas de combate à pandemia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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Arrefecimento da pandemia não permite relaxar prevenção, alerta boletim do Necat

19/10/2021 12:45

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou o número 75 do Boletim Covid-19 em SC, intitulado “Mesmo com queda dos principais indicadores da Covid-19, ainda é cedo para flexibilizar medidas preventivas”. O boletim analisa o comportamento da pandemia na semana compreendida entre 9 e 15 de outubro, período em que o Estado registrou 4.760 novos casos e 88 novos óbitos.

As informações analisadas mostram que a circulação do vírus em Santa Catarina continua em patamar elevado. “Segundo a última matriz de risco divulgada pelo governo estadual em 16.10.21, o número de reprodução efetivo (Rt) – indicador que mede a taxa de transmissão do vírus na população – ficou em 0.96, sendo que nas diversas regiões esse indicador variava entre 0.96 a 1.0”, alerta o documento. O número de reprodução efetivo deve ser menor que 1.0 para indicar a tendência de controle da pandemia.

O documento registra a queda continuada da média móvel semanal de mortes diárias: caiu de 17 mortes diárias no final de setembro para 13 óbitos por dia na semana considerada – recuo de 23% em relação à média dos últimos 14 dias. Para efeito de comparação, no mês de outubro de 2020 a média de mortes foi de nove ocorrências diárias. Em decorrência, o número de óbitos diários faz com que Santa Catarina apresente o 13º maior coeficiente de mortalidade no país a cada 100 mil habitantes.

“Em síntese, o comportamento do conjunto de indicadores analisados neste boletim, mesmo que bastante favorável, ainda não permite nenhum relaxamento em relação às medidas de prevenção e de controle da doença, especialmente em função da circulação também em Santa Catarina da nova variante (Delta)”, registra o documento, que é assinado pelo coordenador geral do Necat, professor Lauro Mattei.

 

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Prograd e Prae divulgam a programação da 1ª Semana Pedagógica da UFSC

13/10/2021 11:35

As pró-reitorias de Graduação (Prograd) e de Assuntos Estudantis (Prae) organizam a 1ª Semana Pedagógica da UFSC, aberta a professores e demais trabalhadores da educação dos cinco campi da Universidade. O objetivo é consolidar um espaço de escuta e conversas interdisciplinares que estimule e inspire diálogos e práticas pedagógicas para os próximos semestres letivos. A programação vai de 19 a 21 de outubro, terça a quinta-feira, sempre das 14h às 16h. 

A iniciativa propõe um tempo-espaço de compartilhamento e formação continuada para docentes de todas as áreas e campos dos saberes, com foco nos processos educacionais de ensino-aprendizagem na UFSC. A ênfase recai sobre os encontros pedagógicos possíveis no contexto da pandemia e o estímulo à reflexão sobre os fazeres docentes que impactam a comunidade universitária.
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