Análise de cientistas aponta expansão significativa da Covid-19 em Santa Catarina

10/04/2020 12:58

Um grupo formado por engenheiros e matemáticos da Universidade Federal de Santa Catarina (campi de Florianópolis, Blumenau e Joinville) e da Univille de Joinville, e pelo professor Oscar Bruna-Romero, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, preparou uma análise técnico-científica, encaminhada nesta sexta-feira, 10 de abril ao reitor da UFSC, Ubaldo Cesar Balthazar. O estudo aponta uma significativa expansão recente da Covid-19 no estado de Santa Catarina.

“Esses dados só confirmam e reforçam a seriedade e responsabilidade das medidas que estamos adotando.  Fiquem em casa”, reforçou o reitor da UFSC. Os dados serão encaminhados ainda nesta data ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Os especialistas trabalharam com modelagem matemática e usaram os dados reais da infecção que está acontecendo em Santa Catarina, no Brasil e no resto do mundo. Os dados demonstram que, como provável consequência da retomada parcial das atividades no estado durante as últimas duas semanas, é possível observar, desde a quinta feira dia 1° de abril (ver gráficos abaixo), um aumento muito significativo e imprevisto no número de casos positivos para Coronavírus, que deverá continuar durante os próximos dias e semanas.

Da mesma forma, “o número registrado de óbitos por Covid-19 mais do que triplicou no nosso estado durante a última semana (passou de 5 para 18), mostrando que não é fácil evitar um desenlace trágico na evolução de muitos pacientes”.

A conclusão dos cientistas é que, em nenhum país até agora foi observada uma taxa de óbito da população geral inferior a 0,7%. “Nem nos países com a melhor tecnologia de diagnóstico e controle de espalhamento da infecção; isto representaria um número mínimo de mais de 1,4 milhão de mortes no país e mais de 50 mil mortes no estado de Santa Catarina”.

Portanto, escreve Bruna-Romero, “não existe qualquer justificativa científica para a flexibilização de medidas de isolamento social restrito (quarentena total) mantido até o controle da pandemia”.

>> Leia, na íntegra, o estudo encaminhado ao reitor da UFSC

Cenários

Os gráficos gerados a partir dos dados oficiais mostram que, até o dia 1° de abril, havia um efetivo “achatamento” da curva dos números de infectados.

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No entanto, após essa data, observa-se um aumento cada vez menos controlado dos casos. “Após o relaxamento do isolamento social (coincidindo com a ‘janela de infecção-patologia’ da Covid-19, ou seja o tempo desde que o vírus entra até que os sinais e sintomas aparecem) esse ‘achatamento’ desapareceu e a curva retomou uma tendência exponencial de crescimento, como pode ser observado a seguir”.

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‘Verticalidade Exponencial’

A nova curva, concluem os cientistas, “está atingindo as características (verticalidade exponencial) de países com altíssimo crescimento do numero de casos, como são a Itália ou os Estados Unidos (ver a seguir), e mostrando também que, ainda dentro do nosso país, temos no estado algumas das cidades com maior aumento do numero de casos”.

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Tendência

A mesma tendência da curva é observada também no cenário nacional. “Acreditamos que possa ser consequência de algum pronunciamento a respeito do relaxamento da quarentena proferido por alguma autoridade nacional entre os dias 24-26 de março (5-7 dias antes do efeito observado, como corresponde com a janela infecção-patologia da Covid-19)”.

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As conclusões do documento apontam que “a situação está longe de ser controlada”. O grupo reforça que “não existe qualquer justificativa científica para a flexibilização de medidas de isolamento social estrito (quarentena total) mantido até o controle da pandemia”.

“De posse destes dados, somente podemos concluir que está acontecendo uma aceleração descontrolada da curva epidêmica, e que a flexibilização da quarentena, sem a possibilidade de identificação dos infectados pela falta de testes diagnósticos, levará de forma irremediável à subsequente infecção de milhares de pessoas, e à convergência quase imediata com as terríveis taxas de contágio e morte associadas que estão sendo observadas em outros países do mundo”.

A indicação do professor Bruna-Romero é que haja “teste exaustivo de todos os possíveis indivíduos infectados e seus contatos próximos, somente permitindo uma liberação gradual e controlada de indivíduos curados ou que não representem riscos, após ter alcançado essa massiva capacidade diagnóstica”.

>> Leia, na íntegra, o estudo encaminhado ao reitor da UFSC

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UFSC e Procuradoria Federal promovem evento de prevenção à improbidade administrativa

30/08/2019 09:14

O campus Florianópolis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi sede para a oficina “Improbidade Administrativa: fundamentos jurídicos e estratégias de prevenção”, realizada na última quarta-feira, dia 28 de agosto. O evento contou com cerca de 150 participantes e foi promovido pela Procuradoria Federal em parceria com a Escola da Advocacia-Geral da União (EAGU/SC), a Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp/UFSC) e o Programa de Pós-Graduação em Administração Universitária (PPGAU/CSE/UFSC).

A oficina teve como objetivo a capacitação sobre aspectos teóricos e práticos relacionados à Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) e a propositura de ações de prevenção e mitigação de riscos jurídicos como estratégia de advocacia preventiva. A oficina foi ministrada pelo promotor de Justiça e secretário-geral do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Samuel Dal-Farra Naspolini, e pelo advogado, professor e doutorando em Direito da UFSC, Rodrigo Valgas dos Santos.
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Projeto do MPSC que eliminou os lixões é tema do Alcance na TV UFSC

14/09/2012 16:37

Programa Alcance vai ao ar neste domingo na TV UFSC

Reduzir os impactos ambientais dos resíduos sólidos é uma meta estratégica do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a forma como os Promotores de Justiça atuam para atacar o problema é o tema do programa Alcance deste mês. O convidado é o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, Promotor de Justiça Júlio Fumo Fernandes. A estreia é neste domingo, dia 16, às 22 horas na TV UFSC (canal 15 da NET/Florianópolis) ,e o Alcance também pode ser assistido no canal oficial do MPSC no YouTube.

Há 11 anos o MPSC desenvolve o projeto “Lixo Nosso de Cada Dia”, em parceria com a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (ABES/SC), a Fatma e a Polícia Militar Ambiental. Desde então, por meio de acordos e ações judiciais, foi possível eliminar os lixões no estado. No planejamento estratégico do MPSC, definido este ano, a destinação dos resíduos sólidos foi considerada uma prioridade e um dos projetos que estão sendo desenvolvidos para atacar o problema tem como objetivo trabalhar pela sustentabilidade dos aterros sanitários.

“Nem tudo que se joga fora é lixo”, argumenta Fernandes, ao pregar a necessidade de uma conscientização ampla de todos os segmentos da sociedade para a destinação correta dos resíduos sólidos. Hoje não existem mais lixões em Santa Catarina, mas os aterros sanitários recebem mais de seis mil toneladas de resíduos e boa parte poderia ser reutilizada. Por esse motivo, uma das prioridades MPSC é cobrar dos administradores o cumprimento da lei federal que determina a cada município a implantação de uma política de resíduos sólidos. “O reaproveitamento dos materiais descartados, seja pela reciclagem ou por outros processos previstos em lei, evita o esgotamento dos recursos naturais e gera renda”, conclui o Promotor de Justiça.

O programa Alcance é produzido pelo Ministério Público de Santa Catarina e todo mês discute um tema em que os promotores de Justiça atuam em defesa da sociedade.

Informações: tvufsc@tv.ufsc.br | Programação programacao@tv.ufsc.br

Tags: AlcancelixõesMPSCprojeto “Lixo Nosso de Cada Dia”TV UFSCUFSC

UFSC na Mídia: MPSC tem novo logotipo

12/09/2012 15:12

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) lançou, nesta segunda-feira (10/09), o seu Manual de Identidade Visual e seu novo logotipo. A nova representação gráfica objetiva valorizar a identidade e consolidar a imagem do MPSC, uma das metas do Planejamento Estratégico da Instituição.

“O cidadão precisa, ao entrar no nosso espaço, saber que está no Ministério Público. O que buscamos não é mudar, mas evoluir. Chegou a hora do Ministério Público buscar evolução, modernização, contemporaneidade”, disse o Procurador-Geral de Justiça, Lio Marcos Marin, ao assinar o Ato n. 350/2012, que instituiu o novo logotipo e a identidade visual do MPSC.

Lio explica, ainda, que a nova identidade visual visa a corrigir a percepção equivocada e a falta de conhecimento que a sociedade tem das funções do Ministério Público. Pesquisa de opinião, encomendada pelo MPSC para auxiliar na construção do Planejamento Estratégico, mostrou que, do total de entrevistados, apenas 3,68% das pessoas conhecem efetivamente a instituição.
“Além disso, a maioria dos entrevistados que dizem conhecer o MPSC, na verdade, o confunde com um dos três Poderes: 30,36% consideram a instituição vinculada ao Poder Judiciário, 17,61% ao Poder Executivo e 14,75 ao Poder Legislativo”, completou o Procurador-Geral de Justiça.

Para a Vice-Reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lúcia Helena Martins Pacheco, presente na solenidade, a identidade visual, quando bem trabalhada, é de um importante simbolismo para reforçar a imagem que a instituição quer passar para a sociedade.

O novo logotipo e o manual foram criados pelo Núcleo de Abordagem Sistêmica de Design da UFSC

O novo logotipo e o manual foram criados pelo Núcleo de Abordagem Sistêmica de Design da UFSC, sob a supervisão da Coordenadoria de Comunicação Social (COMSO) e da Coordenadoria-Geral dos Órgãos e Serviços Auxiliares de Apoio Técnico e Administrativo (COGER) do MPSC.

Com traços simplificados, o novo logotipo incorpora o elemento humano, de modo a facilitar o conhecimento da instituição e a sua correta identificação. “Com estética minimalista, o novo logotipo tem uma representação visual mais harmônica, atrativa e receptiva para a sociedade”, explica o doutor do curso de design da UFSC, Luiz Fernando Figueiredo, responsável pelo projeto de sistema de identidade visual do MPSC.

Já o manual de identidade visual trará unidade visual à instituição. Ele padronizará o uso do logotipo nos diversos materiais gráficos. Posteriormente, também serão incluídas no manual as peças gráficas de sinalização, de acordo com as normas de acessibilidade da ABNT, que facilitarão o acesso e a identificação dos espaços físicos do MPSC.

Redação: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC – 10 de setembro de 2012

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