Estandes de tecnologia e educação cerebral movimentam a 15ª Sepex

20/10/2016 17:09

A 15ª Semana de Pesquisa e Extensão (Sepex) está sendo realizada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e mais de 100 estandes dos mais variados temas e cursos estão em exposição. Divididos em seções, eles tratam dos mais variados assuntos, como educação, cultura, tecnologia, meio ambiente, entre outros.

Estande de educação cerebral ajuda no controle mental e na tranquilidade

Estande de Educação Cerebral envolveu a participação em jogos cognitivos (Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC)

Estande de Educação Cerebral envolveu a participação em jogos cognitivos (Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC)

No estande 35 – um dos mais cheios de espectadores, especialmente adolescentes e jovens –, estudantes explicam um pouco mais sobre educação cerebral de uma maneira inovadora e educativa. Os espectadores interagem com jogos cognitivos que ajudam o desenvolvimento cerebral, e também com um projeto que reproduz artesanalmente o sistema de respiração humano.

Um estetoscópio artesanal ajuda também o controle do batimento cardíaco de crianças, enquanto um aplicativo auxilia os mais velhos. Com o controle do batimento cardíaco, torna-se fácil controlar o sistema nervoso e trabalhar a tranquilidade.

Isadora é quem faz os movimentos corporais para a realidade virtual do jogo Rotfather (Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC)

Isadora é quem faz os movimentos corporais para a realidade virtual do jogo Rotfather (Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC)

G2E, grupo de jogos do Design, expõe seus projetos de realidade virtual

Um pouco à frente, no estande 47 do setor de tecnologia, o grupo G2E, de Design, expõe o Rotfather, sistema transmodal que compõe uma história que se passa nos canos de Nova Iorque. O personagem é um rato que consumiu o açúcar da máfia e está sendo investigado por tal; pode se escolher entre falar a verdade ou a mentira, e existem mais de 40 finais disponíveis conforme as respostas do jogador.

Além disso, estão sendo desenvolvidos vários objetos, cada um apresentando um personagem da história. Desde jogos de cartas até uma história em quadrinhos, todos para constituir o “universo” Rotfather. O jogo de realidade virtual deve ser finalizado até 2017.

Equipe “Barco Solar Vento Sul”, pentacampeã nacional, mostra seu projeto aos visitantes da Sepex

Um barco movido a energia solar que participa de competições de eficiência no Brasil e no exterior. A UFSC também tem, é o projeto “Vento Sul”, um barco solar que existe desde 2009 e envolve na sua equipe multidisciplinar cursos como Engenharia Naval, Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Sistemas de Informação, dentre outros. “Temos pessoas dos mais variados cursos, nós aceitamos qualquer estudante da Universidade que queira fazer parte do projeto. Por exemplo, mês passado tivemos vagas de Marketing, Design…”, declarou o estudante Eduardo Binotto, que faz parte do projeto.

“Somos atualmente pentacampeões nacionais, numa competição disputada anualmente. Nela, vence quem conciliar melhor a energia solar com o desempenho do barco por uma semana. Tem todo um sistema de pontuação para cada prova que no final define o vencedor. Também disputamos, a cada dois anos, competições fora do país”, finalizou Eduardo.

Barco Solar Vento Sul  é atualmente pentacampeão brasileiro da modalidade (Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC)

Barco Solar Vento Sul é atualmente pentacampeão brasileiro da modalidade (Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC)

A Sepex continua aberta ao público até este sábado, 22 de outubro, com exposições das mais variadas áreas. Está localizada na Praça da Cidadania, em frente à Reitoria da Universidade, no campus do bairro Trindade.

Matheus Pereira/Estagiário de Jornalismo/Agecom/UFSC

Tags: barco solareducação cerebralgamesrotfathersepexUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC representa o Brasil no campeonato mundial de barcos solares

25/04/2014 16:34

Foto: divulgação

Pela terceira vez, a UFSC representa o Brasil no Dong Energy Solar Challenge, o campeonato mundial de barcos solares. O evento começa em 28 de junho e, durante uma semana, as equipes competem em rallis de regularidade pelos canais da região da frísia, na Holanda.

Mas para poder participar do Dong, a equipe Vento Sul, formada exclusivamente por alunos da UFSC, precisa levantar fundos para alugar um carro e cobrir as despesas com gasolina e deslocamentos. Colabore com a quantia que puder e receba recompensas bem legais, como souvenirs e postais enviados pela equipe direto da Holanda.

http://catarse.me/pt/barcosolarufsc
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Tags: barco solarDong Energy Solar ChallengeUFSC

UFSC na Mídia: Santa Catarina recebe competição de barcos movidos a energia solar em outubro

10/09/2013 11:38

Desafio Solar Brasil 2013 – etapa São Francisco do Sul reunirá cerca de 200 participantes em quatro dias de provas.

Foto: Divulgação
Evento acontece no Brasil desde 2009, inspirado em competições internacionais

A segunda etapa da quarta edição da competição brasileira de barcos movidos a energia solar, o Desafio Solar Brasil 2013, está prevista para acontecer entre os dias 10 e 13 de outubro, na cidade de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. A primeira etapa da edição 2013 foi realizada em Búzios, no Rio de Janeiro.

O evento será organizado pelas escolas de engenharia naval da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Estadual de Santa Catarina. O Desafio Solar Brasil tem, entre outros, o objetivo de estimular o desenvolvimento de pesquisas de fontes alternativas de energia, e desenvolver pesquisas sobre a utilização de fontes renováveis para embarcações de lazer e transporte.
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Tags: barco solarEngenharia NavaljoinvilleRevista NáuticaUFSC

Equipe de barco solar da UFSC busca o pentacampeonato em Búzios

19/07/2013 09:22

Entre os dias 24 e 28 de julho, equipes de todo o Brasil se reúnem na orla Bardot, em Búzios, para o maior campeonato nacional da categoria, o Desafio Solar Brasil – etapa Búzios 2013. A competição é um rali de regularidade, em que a embarcação que somar o menor tempo durante todas as regatas é a grande vencedora. A Vento Sul é tetracampeã invicta e busca o penta com o catamarã Vento Sul e com o monocasco Guarapuvu.

Formada em 2009, a Vento Sul é composta, hoje, por 20 alunos de diversos cursos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), como Engenharia, Ciência da Computação, e Jornalismo. Para o capitão da equipe, Pedro Rocha, aluno do Curso de Engenharia Mecânica, o segredo do desempenho excepcional do grupo desde a sua criação é a união. “Somos uma família, esse é o nosso diferencial”.
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UFSC na Mídia: Barco solar desperta em alunos interesse por novas tecnologias

30/10/2012 15:49

Protótipo de barco movido a energia solar estimula imaginação dos jovens. Barco vai navegar na Amazônia e transportar produção de comunidades ribeirinhas.

“Com o modelo que conhecemos aqui podemos produzir outras coisas. Se fizermos uma réplica da invenção que nos demonstraram e colocarmos um computador para gerar movimentos, eles poderiam ser conduzidos por programação específica. É possível produzir até robôs”, diz Davi Gomes Milanês, de apenas 11 anos, que já faz planos sobre sua carreira profissional. “Quero ser um cientista na área da medicina”, afirma o jovem visitante da 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília.

A invenção de Davi surgiu durante a visita ao barco solar em tamanho real, exposto no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade (ExpoBrasília), onde está sendo realizada a semana do Distrito Federal. O barco solar faz parte do projeto Energia Solar Fotovoltaica Aplicada ao Transporte e a Atividades Produtivas na Amazônia, desenvolvido em parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Com capacidade para transportar 22 pessoas e meia tonelada de carga, o barco tem o objetivo de possibilitar a geração de renda para comunidades amazônicas. Antes de ser entregue à comunidade no primeiro trimestre de 2013, o protótipo vai ser submetido a testes finais durante um mês, no Rio de Janeiro (RJ).

Perguntado sobre seu interesse pelo barco, Artur Rodrigues Ribeiro da Silva, 12 anos, também revelou ser bastante criativo. “É interessante porque cultura é sempre bom. Desperta o desejo de conhecer mais e produzir novas invenções que os cientistas ainda não fizeram”. Ele disse que pretende ser biólogo marinho.  Avaliou de forma positiva a postura dos guias durante a visita: “eles ensinam bem, são muito profissionais”.

Estrutura solar – O projeto Energia Solar Fotovoltaica Aplicada ao Transporte e a Atividades Produtivas na Amazônia conta ainda com outras iniciativas voltadas para a geração de renda da comunidade do Furo do Nazário, beneficiária do protótipo do barco, e localizada em uma ilha próxima a Belém (PA). O barco será responsável pelo escoamento da produção da comunidade, cuja atividade produtiva baseia-se na pesca e na colheita do açaí, comercializados naquela capital.

A estrutura que servirá de base para a implantação de uma oficina comunitária voltada para atividades produtivas de homens e mulheres da comunidade já está sendo construída. No local, serão instaladas máquinas de costura para confecção de roupas e produção de artesanato pelas mulheres e equipamentos de conserto e reparo naval para os homens. A oficina contará com subsistema fixo da tecnologia fotovoltaica para geração de energia elétrica a partir da radiação solar. O sistema é semelhante ao desenvolvido para a unidade fluvial, que conta com um subsistema móvel.

O barco possui um espaço refrigerado para transporte do gelo e dos alimentos, assegurando a qualidade dos produtos que movimentam a economia local”, ressalta o pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lucas Nascimento. “Por ser um projeto piloto, a comunidade deve ter infraestrutura para que seja bem acompanhado e garanta a geração de renda associada ao desenvolvimento sócio econômico.

Na comunidade será instalado um ponto de recarga para o barco, com um banco de 48 baterias, que garantem autonomia de dois dias mesmo à noite ou durante período de chuva. Seis máquinas de gelo, movidas por tecnologia fotovoltaica, serão instaladas na comunidade. Vão produzir 30 quilos de gelo diariamente. A água utilizada na produção do gelo vai ser tratada por um reator de desinfecção de baixo custo. Produzido com tubo de PVC, o reator foi desenvolvido por alunos da UFSC.

Jornal da Ciência/SBPC – JC e-mail 4606, de 18 de outubro de 2012.

Fonte: Ascom do MCTI

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Grupo Fotovoltaica UFSC leva barco solar à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

11/10/2012 16:16

Os projetos na área de energia solar fotovoltaica serão o destaque do estande da Universidade Federal de Santa Catarina durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, entre os dias 15 e 21 de outubro, em Brasília. Entre os projetos apresentados está o primeiro barco solar usado para transportes de pessoas e cargas, construído em parceria com a Universidade Federal do Pará e a Universidade de São Paulo. O projeto “Eco Barco” foi uma iniciativa da UFSC, apoiada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Energias Renováveis e Eficiência Energética da Amazônia (INCT/EREEA), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que reúne grupos de pesquisas de universidades de todo o Brasil.

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Tags: barco solarGrupo FotovoltaicaLucas do NascimentoSemana Nacional de Ciência e Tecnologia

Equipe Vento Sul conquista sétima posição em competição mundial de barcos solares

16/07/2012 08:03

A equipe subiu ao pódio neste sábado, 14 de julho, como terceira melhor no trajeto do dia final da competição. Fotos: Vento Sul

A equipe Vento Sul, formada por estudantes da UFSC, alcançou a sétima posição na Classe A do Dong Energy Solar Challenge,  mundial de barcos solares realizado de 8 a 14 de julho na Holanda.  O resultado representa uma melhora de 10 posições em relação ao obtido na última edição do evento, realizada em 2010. A competição acontece a cada dois anos na região da Frísia, no norte da Holanda. O vencedor é aquele que somar o menor tempo durante os seis dias do rali.

Foram percorridos 220 km por 36 equipes da Europa, América e Ásia. As equipes são divididas em três categorias, de acordo com a quantidade dos painéis fotovoltaicos e forma do casco. Na classe A, categoria em que a Vento Sul participa, foram 23 equipes de países como Brasil, Bélgica, Polônia, China, Turquia e Holanda.  O Dong Energy premia diariamente os três barcos mais rápidos e a equipe brasileira subiu ao pódio neste sábado, 14 de julho,  como terceira melhor no trajeto final do mundial.

A Vento Sul é a única representante da América Latina no campeonato mundial de barcos movidos à energia solar. Dezesseis alunos construíram dois barcos para a competição que acontece no norte da Holanda e reúne 46 equipes de vários países como Polônia, China e Alemanha.

No site www.barcosolar.ufsc.br o grupo manteve um diário de bordo, contando as novidades de cada dia de competição. A equipe é patrocinada pela Secretaria do Estado de Turismo, Cultura e Esporte ( SOL), Governo do Estado de Santa Catarina e Fundesporte. Tem apoio da Radix Engenharia e Software, Fundação Certi, Fepese, Holos, UFSC, Departamento Engenharia Mecânica, UFSC Compete, Fapesc, UFRJ, Lord, Ocean Brazil e Proper Marine.

Assista ao  video do Universidade Já /TV UFSC

 

Mais informações no site do evento (http://www.dongenergysolarchallenge.nl/en/) ou com Marina Empinotti (+55 48 9927-1515), estudante de Jornalismo da equipe. A equipe tem fotos e vídeos em alta definição.

Tags: barco solarUFSC

UFSC demonstra barco solar na Rio+ 20

18/06/2012 08:23

A embarcação terá capacidade de 22 pessoas sentadas e será usada para transporte de estudantes

A UFSC participa com um estande na Rio+20, com apresentação de projetos na área de tecnologia solar fotovoltaica. A principal iniciativa em demonstração é um barco solar que será utilizado para atender a comunidade ribeirinha de Santa Rosa, nas proximidades de Belém (PA).

O desenvolvimento da embarcação é financiado pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, CNPq e INCT EREEA (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Energias Renováveis e Eficiência Energética da Amazônia), no âmbito do projeto “Energia solar fotovoltaica aplicada ao transporte e a atividades produtivas na Amazônia”.

Concebido pelo grupo Fotovoltaica-UFSC o projeto conta também com o apoio institucional e técnico do Instituto IDEAL, Weg, Holos e Eletrobras. O barco solar apresentado na Rio+20 está em fase de finalização e, após concluído, terá capacidade para 22 pessoas sentadas,  potência de 4 kWp de módulos solares fotovoltaicos,  banco de baterias no próprio barco (para armazenar a energia gerada pelos módulos e gerando autonomia para cinco horas de navegação), entre outras características.

Será utilizado principalmente para buscar crianças em suas casas e levá-las ao centro educacional que atende Santa Rosa – e conduzi-las de volta ao final da aula. Também poderá ser usado para transportar a produção local.

A comunidade de Santa Rosa está localizada no Furo do Nazário, Ilha das Onças, município de Barcarena, no estado do Pará. Fica a aproximadamente 12 km da sede municipal e a 4 km de Belém.

Atualmente os alunos que estudam na escola da comunidade cursam da 1ª a 9ª série do ensino fundamental, nos turnos matutino e vespertino, sendo que o trajeto escola‐casa‐escola tem sido realizado por cerca de 40 pequenas embarcações contratadas pela prefeitura local. Saindo de Belém, utilizando o transporte fluvial, é possível chegar à escola em cerca de 30 minutos.

Além dos módulos solares fotovoltaicos na cobertura do barco, no atracadouro junto à escola será construída uma oficina solar com potência instalada 16 kWp e banco de baterias. Nela serão incorporados equipamentos elétricos para a fabricação de gelo, com o objetivo de proporcionar à comunidade um meio de agregar valor e acondicionar de forma apropriada produtos como pescado e outros alimentos perecíveis. Será instalado também um sistema de purificação de água por luz UV, além de ferramentas elétricas básicas.

Quando o barco atracar, ele poderá complementar o carregamento de suas baterias conectando sua “tomada” ao terminal elétrico da oficina solar. Assim a embarcação terá um banco extra de armazenagem de energia, que permitirá recarregamento mesmo nos períodos de chuvas, comuns na região.

Evitando o uso de embarcações com motores a combustão, a utilização do barco solar permitirá tanto a redução da poluição por diesel nos leitos dos rios quanto a diminuição no estresse dos animais, já que os motores elétricos são extremamente silenciosos.

Mais informações sobre o projeto em www.fotovoltaica.ufsc.br / / (48) 8408-1498

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Tags: barco solarRio + 20UFSC

Na Mídia: Rali de barcos movidos a energia solar é realizado pela primeira vez em Florianópolis

14/02/2011 16:22

Desafio Solar Brasil é uma oportunidade de testar projetos de universidades brasileiras

Roberta Kremer | 

Começou neste domingo, em Florianópolis, o Desafio Solar Brasil. O campeonato de barcos elétricos abastecidos com energia solar vai até o próximo sábado, no Lagoa Iate Clube (LIC), na Capital. O evento é uma oportunidade de testar projetos de universidades brasileiras que pesquisam a tecnologia para que, no futuro, possamos ter embarcações não poluentes para uso comercial.

Participam das provas barcos dos Departamentos de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) —campus Florianópolis — e de Engenharia da Mobilidade — Joinville —, além de outros 10 montados por instituições do Rio de Janeiro.

A competição será realizada em sete dias. No domingo foi a vez de inspecionar os barcos e apresentar os projetos. Nesta segunda-feira começa o rali, com provas de até 36 quilômetros, além de contornos de boias nas águas da Lagoa da Conceição, Canto e Costa da Lagoa.

Inspirado no Frisian Solar Challenge – competição realizada a cada dois anos na Holanda, a versão brasileira foi criada pelo Pólo Náutico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que organizou o evento em 2009, em Paraty. São duas categorias: monocascos e catamarãs (embarcações com dois cascos). Das equipes, a que somar o melhor tempo final é a vencedora. A disputa é uma forma de fazer os universitários buscarem a superação nos projetos para beneficiar o meio ambiente.

Como a equipe Vento Sul, da UFSC, ganhou o troféu pela primeira colocação com seu catamarã em 2009 e 2010, Florianópolis foi escolhida para sediar a primeira etapa da competição deste ano. Haverá ainda mais duas fases da prova até o fim do ano, no Rio de Janeiro, mas os locais e datas ainda não foram confirmados. Não há premiação em dinheiro.

— Barco solar é o futuro. A manutenção é baixa, a energia é de graça e não polui — explica o coordenador do desafio na Região Sul, Tassio Simioni.

Desafio Solar Brasil
Como funciona o barco
O barco de seis metros de comprimento por 2,3 metros de largura conta com seis placas de silício, responsáveis por captar a energia solar — que é transformada em elétrica — e carregar as baterias. Quando está na água, também faz o motor elétrico, que é ligado à hélice, trabalhar e movimentar o barco. Para potencializar a velocidade da embarcação, os cascos são feitos de materiais leves, como fibra de vidro. O modelo chega a uma velocidade de 15 quilômetros por hora.
O que é energia solar
A luz do sol é uma energia com diversas utilizações. No caso das plantas, é aproveitada para o processo de fotossíntese. Com uso de equipamentos de captação, é possível transformar essa força em outros tipos de energia, como a elétrica e de calor — normalmente usada para aquecimento de água. A vantagem da energia solar é ser uma fonte limpa e renovável. A principal desvantagem é o alto custo do aparato tecnológico para captação.
Tecnologia na Lagoa do Peri
O Laboratório de Energia Solar (Labsolar) da UFSC está desenvolvendo um barco com capacidade para cinco pessoas para ser utilizado pelo Instituto Ekko Brasil, que monitora as lontras da Lagoa do Peri. Como trata-se de uma área de proteção permanente (APP), é proibido o uso de embarcações movidas a combustível. O projeto vai facilitar o trabalho dos pesquisadores, que hoje utilizam canoas para percorrer os 5,2 quilômetros quadrados da lagoa. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) liberou uma verba de R$ 100 mil para o projeto.
Falta investimento
O maior trabalho dos estudantes não é montar a “engenhoca”, mas conseguir investimento. A equipe Babitonga, do Departamento da Mobilidade da UFSC de Joinville trabalhou mais de 12 horas por dia no último mês para aprontar o barco. Isso porque não foi fácil conseguir recursos — que só vieram por meio da iniciativa privada. Os painéis solares e os cascos foram fornecidos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), promotora do evento. Ferramentas e peças foram doados por empresas.

— Trabalhamos dia e noite para deixar pronto —  lembrou o estudante Rafael Batista, 23 anos. Nas próximas etapas do Desafio Solar Brasil, outras duas instituições catarinenses devem participar; a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Tags: barco solarDesafio Solar Brasil

Na mídia: Alunos do Curso de Engenharia de Mobilidade constroem um catamarã movido a energia solar

03/02/2011 14:05

Para quem olha, é um pequeno catamarã (barco de dois cascos) com um chão estranho, que parece revestido de tela. Mas, para 25 alunos do curso de engenharia de mobilidade da UFSC, campus de Joinville, o barco que usa energia limpa é uma atividade extracurricular da faculdade e uma chance de participar do concurso nacional “Desafio Solar Brasil”. Eles estão empenhados na construção do catamarã movido a luz do sol para competir em uma espécie de rali das águas, em que não basta ser apenas o mais rápido. É preciso saber balancear a energia recebida com a utilizada pelo barco. Ou seja, dominar o projeto por inteiro.
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Tags: barco solarcatamarãjoinvilleUFSC