Pesquisas da UFSC contribuem para Indicação Geográfica do alho roxo do Planalto Catarinense

27/08/2026 14:15

Alho roxo produzido no Planalto Catarinense conquistou registro de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem junto ao INPI. Foto: Divulgação Marcio Cunha

O alho roxo produzido na região do Planalto de Santa Catarina conquistou em junho deste ano o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem (DO) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Com isso, fica reconhecido que o alho produzido nos municípios de Caçador, Lebon Régis, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério possui características únicas, diretamente relacionadas às condições naturais do território e ao conhecimento tradicional dos produtores da região. O feito é resultado de um amplo trabalho técnico-científico que envolveu diferentes instituições, entre as quais a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), presente no Planalto Catarinense com o campus de Curitibanos.

Os professores Leocir José Welter e Cristian Soldi, que atuam no Departamento de Ciências Naturais e Sociais do Campus Curitibanos, participaram do processo de levantamento de informações que justificaram a certificação desde o início e estiveram à frente de estudos que comprovaram o “nexo causal” exigido pelo INPI: a prova científica de que o meio geográfico onde o alho é produzido resulta em características únicas. “Fizemos análises genético-moleculares que provaram que, embora a genética seja a mesma do alho cultivado em outros estados, o diferencial de qualidade do alho do Planalto Catarinense é resultado direto das condições edafoclimáticas locais e do manejo”, resume o professor Leocir. As condições edafoclimáticas dizem respeito ao conjunto de características do solo e do clima de uma região que influenciam o crescimento e o desenvolvimento dos seres vivos, especialmente das plantas.

Além dos dois pesquisadores do Campus Curitibanos, os professores Miguel Pedro Guerra e Valdir Stefenon, ambos do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC, de Florianópolis, também participaram do processo como representantes da Universidade.

(mais…)

Tags: agricultura familiaralho roxo do Planalto Catarinensecampus curitibanosdenominação de origemIndicação GeográficaINPIInstituto Nacional de Propriedade IntelectualUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na mídia: estudo embasa primeira denominação de origem de vinho catarinense

26/06/2025 15:17

Vinícolas do Sul do estado têm a bebida com denominação de origem. Foto: reprodução/NSC TV

A primeira denominação de origem, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a vinhos em Santa Catarina teve como base um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O assunto foi tema de reportagem do Jornal do Almoço, da NSC TV.  A dissertação de mestrado Marcadores de terroir de uvas e vinhos Goethe da Indicação Geográfica Vales da Uva Goethede Luiza Mazon Freitas, do Programa de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos, do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC, contribui para o reconhecimento.  A denominação de origem é um selo que identifica produtos produzidos em uma região específica, seguindo regras e tradições locais que garantem sua qualidade e características.

De acordo com a reportagem da NSC TV, no Brasil, existem somente três denominações de origem para vinhos: duas no Rio Grande do Sul e agora essa de Santa Catarina. O reconhecimento dos Vales da Uva Goethe, no Sul do estado, é uma “conquista histórica”, avalia a professora Vivian Maria Burin, que orientou a pesquisa de mestrado de Luiza. Conforme a professora, foi fundamental também o trabalho do Grupo de Pesquisa Bioquímica e Análise Sensorial de Bebidas (BioSense), que há anos atua na caracterização da uva Goethe e de seus vinhos.

Luiza (à esquerda) e a professora Vivian explicam a conquista em reportagem. Foto: reprodução/NSC TV

Sob a coordenação da professora Vivian,  o grupo tem se dedicado a compreender, por meio de análises químicas e sensoriais, os elementos que conferem identidade ao produto vitivinícola da região Sul catarinense. “Conseguimos construir um perfil sensorial desse vinho, cientificamente comprovado, que corroborou com vários outros estudos para essa conquista de denominação de origem”, explicou Luiza na reportagem da NSC TV. Segundo a professora Vivian, o ineditismo do trabalho foi reunir essa análise sensorial ao que o grupo de pesquisa já conhecia sobre a uva Goethe.

O estudo ainda deu origem a publicações nacionais e internacionais, que reforçam a importância da uva como variedade típica, rara e singular no cenário vitivinícola brasileiro, conforme Vivian. “O reconhecimento da denominação de origem representa não apenas a valorização da tradição vitivinícola catarinense, mas também o fortalecimento do papel social da universidade pública na promoção do desenvolvimento regional sustentável por meio da ciência”, conclui a professora.

Veja a reportagem completa.

 

Tags: CCACentro de Ciências Agrárias (CCA)denominação de origemINPIInstituto Nacional da Propriedade Industrial -INPIPrograma de Pós-Graduação em Ciência de AlimentosUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaUva Goethevinho