Divulga UFSC – 09/09/2026 – Edição 2566
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Estão abertas as inscrições para a 9ª edição do Escuta Preta, grupo de acolhimento, escuta e reflexão voltado a estudantes negros de graduação e pós-graduação. A iniciativa é uma colaboração entre o Núcleo de Pesquisa em Práticas Sociais, Estética e Política (NUPRA) do Departamento de Psicologia, o Coletivo Orí de Psicologia Antirracista e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe). O projeto tem como objetivo trabalhar os efeitos psicossociais do racismo vivenciados por estudantes universitários, proporcionando um espaço coletivo de acolhimento, escuta e reflexão. As inscrições são limitadas a 20 vagas e devem ser realizadas por meio de formulário on-line até 25 de setembro.
O Escuta Preta parte da compreensão de que o racismo institucional é um fator determinante das desigualdades e das violações de direitos vivenciadas pela população negra no Brasil. Nesse contexto, a iniciativa busca refletir sobre como o racismo pode produzir humilhação social, sofrimento psíquico e justificativas naturalizantes para as injustiças sociais. Nesta edição, os encontros serão realizados às quintas-feiras, às 18h30, na sede do Serviço de Atenção Psicológica (SAPSI), localizada no segundo andar do bloco D do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), no campus Trindade da UFSC, em Florianópolis.
Sob a coordenação de estagiários do curso de Psicologia, o grupo terá oito encontros ao longo do semestre. Após o início das atividades, não será permitida a entrada de novos integrantes. Estudantes do curso de Psicologia da UFSC também não poderão participar desta edição.
Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo email grupoescutapreta@gmail.com ou pelo instagram @escutapretaufsc

Banco vermelho e jardim em homenagem à estudante Catarina Kasten foram inaugurados em abril (Fotos: Gustavo Diehl – Agecom/UFSC)
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove na próxima segunda-feira, 31 de agosto, às 15 horas, uma ação de conscientização sobre a violência contra a mulher. Em alguns locais no campus da Trindade e também nos campus de Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, bancos serão pintados na cor vermelha.
A iniciativa visa chamar a atenção sobre os feminicídios, violência de gênero e demais formas de violência contra a mulher, no contexto do Agosto Lilás. Também será uma oportunidade de divulgação dos canais de denúncia da instituição e do governo federal.
O campus Trindade da UFSC já possui um banco vermelho, inaugurado em abril deste ano em homenagem à estudante Catarina Kasten, que foi assassinada por um homem no dia 21 de novembro de 2025, na trilha da praia do Matadeiro, em Florianópolis. O banco está localizado em frente ao Centro de Comunicação e Expressão (CCE), onde Catarina cursava pós-graduação em Inglês – Estudos Linguísticos e literários.
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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está diante do desafio de implementar e consolidar as recomendações da Resolução Normativa Nº 231, do Conselho Universitário, que institui a Política de Equidade de Gênero no âmbito da Universidade. Recém aprovada, a política institucional estabelece, entre outros objetivos, a busca da equidade de gênero e a prevenção e enfrentamento de todas as formas de violência baseadas no gênero das pessoas.
Levantamento realizado pela Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGen), da Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), revela que ainda há um longo caminho a percorrer para atingir esses objetivos. Realizada entre servidoras e servidores docentes e técnico-administrativos, a pesquisa demonstrou que mais de 80% dos respondentes relataram ter presenciado ou vivenciado situações de violência de gênero no ambiente universitário.
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O Núcleo de Estudos sobre Psicologia, Migrações e Culturas (NEMPsiC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abre inscrições para o Ateliê dos Sonhos, um grupo de encontros com estudantes imigrantes da Universidade com o objetivo de formar e fortalecer vínculos e afetos para uma experiência mais coletiva e acolhedora na UFSC e no Brasil.
A proposta principal do grupo é a dinâmica do Caderno dos Sonhos, em que, através do compartilhamento dos sonhos oníricos (que ocorrem durante o sono), os participantes possam elaborar suas experiências migratórias. Os encontros serão realizados semanalmente, às segundas-feiras, das 18h às 20h, na sala do Serviço de Atenção Psicológica (SAPsi), no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC).
O NEMPsiC, criado em 2014, é um núcleo de pesquisa, ensino e intervenção voltado à Psicologia Clínica Intercultural, Psicanálise e saúde mental, com foco na relação entre cultura e sofrimento psíquico. Suas pesquisas, coordenadas pela professora Marcela de Andrade Gomes, abordam migrações, vulnerabilidades psicossociais e adaptação das práticas de saúde para populações imigrantes, além de atuar na interface entre psicanálise, políticas públicas e direitos humanos, mantendo parcerias com grupos nacionais e internacionais.
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O Departamento de Inovação (Sinova) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Rede Curie, convida coletivos, projetos e iniciativas da UFSC focados em equidade de gênero a integrarem a proposta institucional da Universidade para a Chamada Pública CNPq/MMulheres n. 19/2026 – Programa Asas para o Futuro.
Lançada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com financiamento do Ministério das Mulheres, a chamada tem como objetivo ampliar a participação de mulheres jovens (15 a 29 anos) em setores estratégicos do desenvolvimento econômico, com foco nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), além de energia, infraestrutura, logística e inovação.
Como a chamada nacional apoiará apenas uma proposta por instituição de ensino superior, a Sinova, por meio da Rede Curie, atuará no mapeamento e na seleção de ações, coletivos e subprojetos da Universidade para construir uma proposta unificada.
As iniciativas selecionadas para compor o projeto da UFSC contarão com fomento financeiro por meio de bolsas de estudo e pesquisa para jovens participantes, recursos de custeio para desenvolvimento das atividades e recursos de capital para estruturação e equipamentos.
Podem participar projetos, iniciativas e coletivos da UFSC focados no fortalecimento de jovens mulheres (15 a 29 anos) em STEM. As inscrições para a seleção interna devem ser feitas até 31 de julho de 2026 por meio do formulário.
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Identificação de banheiros inclusivos está prevista na Resolução Normativa nº 181 do Conselho Universitário (Fotos: Gustavo Diehl / Agecom UFSC)
O início da identificação de banheiros inclusivos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é parte da programação do mês do Orgulho LGBTQIA+, organizada pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), por meio da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDgen). As primeiras adesivações foram realizadas em um banheiro do térreo do Centro Socioeconômico (CSE) nesta quinta-feira, 18 de junho.
De acordo com a Proafe, a ação possui caráter educativo e institucional, reafirmando o compromisso da Universidade com o respeito à diversidade e à promoção dos direitos humanos. Para o reitor Irineu Manoel de Souza, “a ideia é colocar em todos os banheiros da Universidade orientando que cada estudante, docente e técnico-administrativo, utilize o banheiro de acordo com sua identidade de gênero”.

Iniciativa integra programação do mês do Orgulho LGBTQIA+ e ocorreu em banheiros do Centro Socioeconômico (CSE)
Marilise Luiza Martins dos Reis Sayão, Pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, acrescenta: “A instalação da primeira, de mais ou menos 400 placas, leva adiante mais um aspecto que foi demandado pela Rede Trans da Universidade”. Ela destaca que a iniciativa é uma das exigências da Resolução Normativa n° 181, aprovada pelo Conselho Universitário em 2023.
“Trata-se de uma ação alinhada aos princípios da dignidade da pessoa humana, da não discriminação e da garantia de condições adequadas de permanência e convivência para pessoas trans, travestis e não binárias na UFSC”, diz Marilise.
A programação do mês do Orgulho LGBTQIA+ seguirá com atividades on-line e pode ser acompanhada em sua integralidade no Instagram da CDGEN.

UFSC é a primeira universidade federal a aderir formalmente à Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (Fotos: Divulgação)
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) assinou com a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ um termo de adesão à Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, tornando a Universidade Federal de Santa Catarina a primeira universidade federal brasileira a aderir formalmente à iniciativa.
Esse foi o principal desdobramento da visita de representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, para uma agenda institucional voltada à apresentação da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ e das principais ações desenvolvidas pela Secretaria.
Os encontros ocorreram no dia 11 de junho. No período da manhã, o Secretário Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Hiago Mendes Guimarães, acompanhado de outros integrantes da Secretaria, foram recebidos pelo reitor, professor Irineu Manoel de Souza, e pela vice-reitora, professora Olga Regina Zigelli Garcia. Também participaram da reunião a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, professora Marilise Luíza Martins dos Reis Sayão; a superintendente de Ações Afirmativas e Equidade, Bianca Costa Silva de Souza; o advogado Rodrigo Sartoti; e a estagiária da Coordenadoria de Diversidade de Gênero (CDGEN), Mirê Chagas.

Assinatura ocorreu durante visita de representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)
Durante o encontro, foram discutidas estratégias de promoção dos direitos da população LGBTQIA+, bem como possibilidades de cooperação entre a Universidade e o Ministério na implementação de políticas públicas voltadas à garantia da cidadania, da inclusão e do enfrentamento às desigualdades.
A cerimônia de assinatura do termo de adesão foi realizada à tarde e contou com a presença dos representantes da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, do reitor, da vice-reitora, da superintendente de Ações Afirmativas e Equidade, Bianca Costa Silva de Souza, do advogado Rodrigo Sartoti e da bolsista da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Lene Bento.
“A adesão reafirma o compromisso institucional da UFSC com a promoção dos direitos humanos, da diversidade, da equidade e da construção de uma universidade cada vez mais inclusiva, democrática e comprometida com o respeito às diferenças”, destaca a vice-reitora Olga Zigelli Garcia.
Arte-educadores autistas graduados e pós-graduandos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) criaram um espaço de expressão artística para pessoas neuroatípicas, o Projeto Autistar: Oficina de Teatro para Adultos Autistas. A iniciativa realiza encontros mensais gratuitos em Florianópolis até setembro de 2026 e é voltada exclusivamente ao público autista nessa faixa etária.
Iniciado em maio, o Autistar une teatro, acessibilidade, troca e construção de comunidade, promovendo atividades como jogos de improvisação, exercícios corporais e vocais, além de dinâmicas pensadas a partir das vivências neurodivergentes. As oficinas acontecem sempre no primeiro sábado do mês, das 14h às 17h, no centro cultural Casa Vermelha, no bairro Saco dos Limões, em Florianópolis. Cada encontro oferece 10 vagas, com inscrições abertas 15 dias antes de cada oficina por meio de formulário online. As próximas oficinas ocorrem nos dias 6 de junho, 4 de julho, 1º de agosto e 5 de setembro. É possível se inscrever para o encontro do dia 6 de junho neste link.
O projeto é conduzido por Araís Bernardo Jacinto de Araújo e Patrícia Pimenta de Paula, arte-educadores autistas graduados e pós-graduandos pela UFSC e pela Udesc. A proposta surgiu em função da escassez de atividades culturais voltadas para adultos autistas em Florianópolis. De acordo com o grupo promotor do projeto, embora existam iniciativas direcionadas ao público infantil, ainda são poucos os espaços que pensam acessibilidade, pertencimento e criação artística para pessoas autistas adultas. Outras informações no perfil Autistar Artes no Instagram.
O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou nesta quarta-feira, 6 de maio, o site oficial do evento Fazendo Gênero 14, que terá o tema Corpos-territórios: (eco)feminismos diversais na luta por vidas.
No site é possível obter informações iniciais sobre as inscrições, eixos temáticos, valores, cronograma e editais, além de um desenho inicial da programação do evento, que está em construção. As composições das comissões do evento também estão informadas.
O Fazendo Gênero 14 será realizado no Campus Trindade da UFSC, em Florianópolis, de 26 a 30 de julho de 2027.
O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou na segunda-feira, 27 de abril, uma nota pública em que manifesta “profunda preocupação” diante da aprovação da lei estadual de Santa Catarina (SC) que proíbe a educação sobre igualdade de gênero nas escolas.
“Esta medida é um grave retrocesso no campo dos direitos humanos, da educação democrática e da promoção da igualdade. Ao interditar o debate sobre gênero no espaço escolar, a lei desconsidera décadas de produção acadêmica consolidada, compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e, sobretudo, a urgência concreta de enfrentar as desigualdades e violências que atingem mulheres, meninas e pessoas LGBTQIAPN+ em nosso país”, diz um trecho da nota.
Além de um posicionamento crítico em relação à lei aprovada, o IEG também manifesta apoio a ações articuladas entre o Ministério da Educação e o Ministério das Mulheres, voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. “Tais políticas públicas reafirmam a centralidade da educação na construção de uma cultura de direitos, respeito e equidade, em consonância com a Lei Maria da Penha e com os princípios constitucionais de dignidade da pessoa humana”.
A Nota está publicada na íntegra no site do IEG. Para mais informações acesse o site do Instituto.
Um estudo pioneiro, de abrangência nacional, liderado por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está mapeando as repercussões da cirurgia de redesignação sexual (CRS) em mulheres trans brasileiras. O projeto Redesignadas envolve a parceria entre o Laboratório de Pesquisas, Tecnologias e Inovação em Enfermagem Psiquiátrica, Atenção Psicossocial e Transgeneridades (MentalTrans), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e o Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas (Inamur).
O estudo entrevistou 144 mulheres trans que passaram pelo processo de transgenitalização (conjunto de procedimentos médico-cirúrgicos que visam alinhar o corpo com a identidade de gênero da pessoa trans), com o objetivo de compreender as repercussões da cirurgia na saúde mental e física dessas mulheres. A coleta de dados foi feita por meio de questionários socioeconômicos, entrevistas individuais e grupos focais em cada região do Brasil, ao longo das diferentes etapas do estudo.
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O Dia Nacional da Visibilidade das Pessoas Trans e Travestis, celebrado neste 29 de janeiro, ganha em 2026 um contorno histórico na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): neste ano, ocorre o ingresso do primeiro grupo de estudantes selecionados pelas cotas para pessoas trans na instituição. Trata-se de um marco que materializa décadas de reivindicações dessa população e consolida a instituição como referência na implementação de políticas de ações afirmativas no Brasil, além de reafirmar o compromisso da UFSC com uma Universidade cada dia mais diversa.
A política de cotas para pessoas trans está fundamentada na Política Institucional de Inclusão de Pessoas Trans (Resolução Normativa 181/CUn/2023), aprovada pelo Conselho Universitário em agosto de 2023, após vários meses de discussões no grupo de trabalho formado para essa finalidade. O GT, na época coordenado pela então Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD), envolveu mais de 40 participantes na elaboração da minuta do documento aprovado pelo CUn. A discussão foi precedida e atravessada pela intensa mobilização de estudantes e coletivos trans dentro da Universidade.
A Política abrange a inclusão de pessoas trans nos espaços institucionais da UFSC de forma estruturante, com reserva de vagas em concursos públicos e processos seletivos, acesso prioritário à assistência estudantil e adequação da infraestrutura institucional para garantir a permanência desse público de estudantes. Nos cursos de graduação e pós-graduação, são reservadas 2% das vagas, o que inclui editais de transferências e retornos. Já os concursos públicos passam a ter reserva de 1% das vagas.
A estrutura administrativa da Universidade também foi modificada em favor da implementação de políticas de inclusão de pessoas trans com a transformação da SAAD em Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), em julho de 2022. Pautada no princípio da equidade, a Proafe tem por objetivo desenvolver políticas e ações institucionais, pedagógicas e acadêmicas de promoção das ações afirmativas na Universidade, referentes ao ensino na educação básica, graduação, pós-graduação, pesquisa, extensão, contratação de pessoal e gestão institucional, de modo transversal e em articulação com as demais estruturas universitárias. O recorte inclusivo voltado à população trans fica a cargo da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN), espaço institucional de acolhimento, orientação e atendimento às pessoas trans.
Um histórico de resistência e conquistas
A trajetória institucional da UFSC no campo da diversidade não é recente, mas foi acelerada pela mobilização de coletivos e movimentos sociais. Um marco importante é a Resolução Normativa 18/CUn/2012, que assegura o uso do nome social em registros acadêmicos. Outro instrumento normativo de relevo é a Resolução Normativa 199/CUn/2024, que aprimorou o processo de validação das autodeclarações, garantindo segurança jurídica e ética às políticas de cotas.
Outra frente de apoio à inclusão das pessoas trans é a realização de ações com foco no combate à violência simbólica e física. A instituição mantém uma campanha educativa que reafirma o compromisso da Universidade em combater todas as formas de violência e preconceito. Em 2023, foi lançado ainda o Guia de Prevenção e Enfrentamento à Transfobia, que oferece um glossário inclusivo e orientações sobre como proceder em casos de discriminação.
Desde 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a transfobia é crime no Brasil, equiparada à injúria racial. Na UFSC, qualquer ocorrência deve ser denunciada via Plataforma Fala.BR (Ouvidoria). Fora da instituição, as autoridades orientam o uso do Disque 100 ou canais diretos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Sobre o Dia Nacional da Visibilidade de Pessoas Trans
A data de 29 de janeiro remete à ocupação histórica do Congresso Nacional por lideranças trans e travestis, em 2004, acontecimento que conferiu visibilidade inédita às pautas dessa população no âmbito estatal. No mesmo ano, a campanha “Travesti e Respeito” foi lançada em 2004 pelo Ministério da Saúde em articulação com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais. Hoje, o debate migra para as salas de aula e laboratórios de pesquisa. Ao abrir as portas para pessoas trans e travestis como sujeitos de direitos e produtoras de saber, a UFSC não apenas corrige uma desigualdade histórica, mas enriquece o ambiente acadêmico com novas perspectivas de mundo.
O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol) publicou nota de repúdio às declarações do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, proferidas contra a jornalista Renata Mendonça, do grupo Globo, durante reunião de balanço da temporada 2025 do clube. A jornalista havia criticado a estrutura oferecida às jogadoras do time feminino do Flamengo apesar das boas condições financeiras do clube.
O dirigente, em vez de responder às críticas, mencionou características físicas da jornalista e fez declarações que podem ser interpretadas como banalização da violência contra a mulher.
“Declarações dessa natureza não produzem efeitos isolados. Elas reforçam um ambiente simbólico que naturaliza constrangimentos e assimetrias de gênero, afetando mulheres que atuam no jornalismo, na pesquisa, na gestão e em diferentes esferas do futebol. Por isso, extrapolam o caso individual e dizem respeito ao campo esportivo como um todo”, afirma um trecho da nota.
O INCT Futebol , sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), congrega uma rede nacional interdisciplinar de pesquisadores(as) e estudiosos(as) do futebol brasileiro, vinculados a programas de pós-graduação de diversas universidades brasileiras. Atualmente, a professora Carmen Rial, da UFSC, é a coordenadora geral do INCT Futebol.
Veja a íntegra da nota de repúdio.

Jamile Lima ganha o prêmio no Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Historia na categoria Empreendedorismo Social (Foto: acervo pessoal)
Do interior da Bahia até o prêmio Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Historia, Jamile Lima é premiada na categoria Empreendedorismo Social. A trajetória da intérprete de Libras, pesquisadora e empreendedora social é uma história de representatividade. A UFSC está presente nesta história: Jamile é formada em Letras/Libras e atualmente faz pós-graduação em Gestão do Conhecimento na Universidade. O prêmio, promovido pelo portal Mundo Negro, é concedido por votação popular e celebra mulheres negras que transformam a sociedade com iniciativas de impacto. A empreendedora é fundadora da Interpres, uma empresa de tradução e interpretação de Libras.
“Esse prêmio não é só meu. É de todas as pessoas negras, surdas e neurodivergentes que continuam resistindo e transformando o mundo com o que têm. Eu apenas abri uma porta e quero que muitos outros passem por ela”, conta Jamile.
Para Jamile, o reconhecimento é simbólico: “Quando uma mulher negra, do interior da Bahia, neurodivergente, ganha um prêmio nacional, isso prova que nossos corpos e nossas histórias importam”. Ela dedica o troféu à comunidade surda e a todas as pessoas negras que enfrentam exclusão no meio acadêmico e profissional. “Esse prêmio é sobre abrir caminhos. Quero que meninas negras e pessoas surdas olhem para mim e pensem: se ela conseguiu, eu também posso”.
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A Coordenadoria de Relações Étnico-Raciais (Coema) e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) convidam a comunidade universitária e a comunidade externa a participar dos eventos do Novembro Negro, durante todo o mês em que se celebra o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.
As propostas de atividades e eventos podem ser encaminhadas até 31 de outubro, por meio do formulário on-line disponível na página novembronegro.ufsc.br.
A equipe de natação do Centro de Referência Paralímpico Brasileiro em Florianópolis, instalado no Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina (CDS/UFSC), conquistou 40 medalhas na edição 2025 dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc). As competições de natação reuniram 190 atletas de todo o estado, no sábado e no domingo, 13 e 14 de setembro, em Blumenau.
Os atletas do Centro de Referência representaram as cidades de Florianópolis, Ibirama, São José e Antônio Carlos, disputando 62 provas. Ao todo, conquistaram 40 medalhas: 18 de ouro, 11 de prata e 11 de bronze. Além dos resultados individuais, a equipe celebrou o título de vice-campeã geral masculino na categoria Deficiência Física e o 3º lugar por equipes na categoria Deficiência Auditiva Feminina.
Os centros de referência fazem parte do Plano Estratégico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), elaborado em 2017 e revisitado em 2021. O objetivo é aproveitar espaços esportivos em estados e diferentes regiões do país para oferecer modalidades paralímpicas. Atualmente, o CPB conta com 72 centros de referência. Na UFSC, o Centro de Referência Paralímpico Brasileiro foi instalado em 2024.