UFSC desenvolve painel público de dados para monitorar invasão do coral-sol no litoral brasileiro

11/03/2026 13:12

O dashboard é um  painel público de dados desenvolvido por pesquisadores da UFSC para auxiliar nas ações envolvendo coral-sol (Tubastraea coccinea). Foto: Acervo PACS Arvoredo – Marcelo Crivellaro

Um painel público de dados desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está fortalecendo as ações de monitoramento e manejo do coral-sol (Tubastraea coccinea) no litoral brasileiro. A ferramenta reúne informações atualizadas sobre a invasão da espécie e transforma dados coletados em campo em indicadores estratégicos que auxiliam gestores ambientais e pesquisadores na tomada de decisões. 

O dashboard, acessível ao público, funciona como uma central de visualização de dados processados. A proposta é transformar registros técnicos em métricas claras e visualmente intuitivas, permitindo acompanhar em tempo real a evolução da presença do coral-sol e as ações de controle realizadas ao longo do tempo.

A iniciativa segue o princípio de detecção precoce e resposta rápida, considerado essencial no enfrentamento de espécies exóticas invasoras que ameaçam ecossistemas marinhos. Para que o painel funcione de forma eficiente, os dados coletados em campo são inseridos em um banco de dados relacional estruturado, com campos específicos para cada variável ambiental e operacional. Essa modelagem garante padronização, qualidade e confiabilidade das análises. Os dados são armazenados na Base de Dados Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, mantida pelo Instituto Hórus. Para facilitar o processo de registro, foi criada uma interface para gestores do ICMBio e pesquisadores do projeto.

Nessa plataforma, é possível registrar: dados de monitoramento das colônias de coral-sol;  informações sobre manejo, incluindo retirada de colônias; fotografias georreferenciadas das manchas da espécie e características do ambiente, como profundidade, geomorfologia e acessibilidade. Essa integração permite localizar com precisão as áreas invadidas e planejar intervenções futuras com maior eficiência. 

Com os dados estruturados, o painel apresenta indicadores estratégicos que auxiliam na gestão adaptativa.

O pesquisador Thiago Cesar Lima Silveira, criador do painel e integrante do Laboratório de Ecologia de Ambientes Recifais (Labar), explica cada um dos indicadores apresentados no dashboard:

Detecções por Unidade de Esforço (DPUE) é calculado pela divisão do número total de detecções pelo esforço de amostragem (tempo e unidade de área), permitindo comparar diferentes períodos e localidades de forma padronizada, identificando tendências de aumento ou redução da invasão.

Índice de Abundância Relativa (IAR-DAFOR) é baseado na escala DAFOR (dominante, abundante, frequente, ocasional, raro, ausente), o índice transforma categorias qualitativas em valores numéricos. Nos gráficos, é possível visualizar tanto a soma do IAR por localidade quanto a distribuição das categorias.

Ocorrências representam a distribuição espacial da espécie em mapa interativo. Cada registro pode incluir: localidade, data, profundidade, tipo de geomorfologia (toca, caverna, lage, matacão, paredão etc.) e grau de acessibilidade foto associada. Esse recurso facilita a identificação de áreas prioritárias para manejo.

Massa manejada mostra  quantidade total de coral-sol removida ao longo do tempo por localidade. É um dos principais indicadores de eficácia das ações de controle.

Último manejo indica quantos dias se passaram desde a última intervenção, ajudando a manter regularidade nas ações.

Último monitoramento mostra o intervalo, em dias, desde o último monitoramento realizado.

Número de monitoramentos por localidade permite avaliar o esforço amostral e identificar áreas que necessitam maior atenção.

O painel apresenta indicadores estratégicos que auxiliam na gestão adaptativa. Foto: Acervo PACS Arvoredo – Marcelo Crivellaro

O painel de dados é aberto ao público e permite acompanhar, em tempo real, a evolução do monitoramento e manejo do coral-sol. Já a inserção de dados na base nacional é restrita a gestores do ICMBio e pesquisadores autorizados, garantindo a integridade das informações. A iniciativa demonstra como tecnologia, padronização de dados e ciência aplicada podem ajudar na resposta rápida no controle de espécies exóticas invasoras e apoiar a conservação dos ecossistemas marinhos brasileiros. A ferramenta está disponível ao público no endereço  dashboard Coral Sol.

Além do painel público, o projeto de controle do coral-sol na Rebio Arvoredo também deu origem a outros produtos acadêmicos. Artigo publicado no Marine Pollution Bulletin (ScienceDirect) traz os resultados de um estudo realizado pelo Labar em colaboração com pesquisadores de outros países. O estudo validou cientificamente o protocolo visual utilizado no monitoramento do coral-sol no Atlântico Ocidental.

A pesquisa foi realizada na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e comparou o método visual com a fotogrametria 3D (Structure-from-Motion), tecnologia de alta precisão para modelagem tridimensional de ambientes rochosos. Os resultados demonstraram que o método visual é confiável, não há viés significativo entre observadores treinados, as estimativas são consistentes com as obtidas por fotogrametria e a abordagem é cerca de 90 vezes mais rápida.

Além disso, o estudo permitiu estimar a área superficial tridimensional das colônias de Tubastraea coccinea, espécie que ocupa cavidades e faces sombreadas de rochas,  microhabitats pouco explorados por espécies nativas. A validação confirma que o protocolo é eficiente para programas contínuos de monitoramento, inclusive em áreas de difícil acesso.

O monitoramento do coral-sol é uma ação essencial para proteger a biodiversidade da Rebio Arvoredo. Por meio do trabalho contínuo da equipe, é possível controlar a propagação dessa espécie exótica invasora. 

Através do link Coral-sol é possível acompanhar a equipe em um dia de trabalho.

Equipe realizando monitoramento do Coral Sol. Mergulhador fazendo anotações sobre o Coral Sol. Foto: Acervo PACS Arvoredo – Marcelo Crivellaro

Mergulhador fazendo anotações sobre o Coral Sol. Foto: Acervo PACS Arvoredo – Marcelo Crivellaro

 

Rosângela Matos agecom@contato.ufsc.br
Estagiária da Agecom | UFSC

 

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Laboratório da UFSC inaugura técnica pioneira para simular procedimentos de saúde em corpo humano

11/03/2026 10:17

LabSim oferece cursos de dissecação. Na imagem, em corpos conservados com técnicas tradicionais (Fotos: Gustavo Diehl)

Uma forma inovadora e praticamente inédita entre universidades do Brasil para conservar o corpo humano após a morte vai dar mais realismo e precisão a profissionais da saúde em treinamento na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Chamada de Fresh Frozen Cadaver, a técnica é o foco de atuação do novo Laboratório de Práticas Simuladas em Fresh Frozen Cadaver (LabSim) do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

A técnica foi trazida a UFSC pelo técnico em anatomia Thiago Medeiros Rocha. Em 2005, quando atuava em outra instituição, ele teve contato com um médico que utilizava a simulação de cirurgias como prática. À época ele precisava fazer um procedimento complexo e solicitou que fosse simulado em um corpo. “Foi aí que vi a possibilidade de utilizar corpos não só para o estudo de anatomia, mas também para práticas simuladas cirúrgicas”, conta.

Thiago é técnico em anatomia há 23 anos, o que lhe conferiu o conhecimento necessário sobre técnicas de conservação e montagem para viabilizar um projeto adequado à UFSC e pioneiro no Estado e no Brasil. Em nível nacional, encontrou na Universidade Federal de Minas Gerais um modelo semelhante ao que pretendia implantar. Já em Santa Catarina, um instituto privado era o único a possibilitar o treinamento em cadáveres.

O técnico explica que logo após a pandemia decidiu buscar recursos para montar o laboratório de práticas simuladas. Movido pelo conhecimento e pela cooperação com a UFMG, por meio dos professores  Kennedy Martinez de Oliveira e Rafael Leite Alvez,  e com o apoio de professores e da direção do centro, o LabSim “foi concebido com o propósito de fortalecer o ensino, o treinamento técnico e o aperfeiçoamento profissional na área da saúde”.

A técnica de conservação dos cadáveres utilizada pela UFSC faz com que o corpo permaneça praticamente idêntico a um organismo com vida, faltando apenas a pulsação cardíaca, que pode ser simulada com ventilação mecânica. Até mesmo o sangue humano pode ser simulado no laboratório, favorecendo uma prática realista.

Thiago aprendeu a técnica e incorporou às rotinas do laboratório da UFSC

Segundo Thiago, como a pele e as articulações ficam mantidas tal qual a de um corpo vivo, cirurgias ortopédicas e também procedimentos estéticos podem ser alvo de práticas simuladas. Cirurgias complexas, como transplante de pulmão, também já foram alvo dessa técnica. A UFMG, por exemplo, treinou uma equipe do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, permitindo que a instituição retomasse a realização de transplantes de pulmão.

Nas técnicas tradicionais dos laboratórios de anatomia, formol e glicerina são os compostos utilizados na conservação. Já no Fresh Frozen Cadaver, compostos químicos são diferentes, assim como o tipo de conservação, em ambiente de temperaturas baixas, com câmaras frias a -20 °C.

Nas simulações, também abre-se a possibilidade de parcerias com a indústria médica no fornecimento de equipamentos e de tecnologia de ponta. Empresas representantes de equipamentos cirúrgicos (como artroscópios e microscópios) podem levar seus aparelhos para o laboratório durante os cursos, o que reduz o investimento necessário da universidade.

Procedimentos bastante complexos, como o rastreio de Flutter Atrial, cirurgia cardíaca para tratar arritmias congênitas, podem ser simuladas de forma realista. Hoje, médicos brasileiros precisam ir para os EUA para treinar em corpos sob esta técnica. O fresh frozen cadaver também pode ser usado em treinamento de cirurgia de redução de estômago por videolaparoscopia.

Doações e aproveitamento

Os corpos que fazem parte do LabSim são fruto de doações voluntárias. Isso pode ocorrer tanto em vida, quando a própria pessoa manifesta a intenção de doação após o óbito, quanto por parte de um familiar. Mesmo no caso das doações em vida, um parente deve ser notificado para iniciar o processo. O site https://doacaodecorpos.ufsc.br/como-doar/ traz mais informações a respeito.

Nesse processo, é a universidade quem assume os custos de manejo pós-morte e transporte, desonerando os familiares de gastos com enterro ou cremação. Thiago explica que o cadáver fresh frozen pode servir à ciência por muito tempo, e depois também pode resultar em ossos preparados para o ensino do sistema esquelético.

Professor Rui, Thiago e Diego destacam pioneirismo da UFSC que vai beneficiar formação profissional

Na preparação dos corpos para a técnica é aplicada uma substância que permite que o cadáver mantenha a mobilidade articular mesmo em temperaturas baixíssimas. Já para preservar o corpo durante um curso, a técnica consiste em enrolar as partes que não estão sendo operadas em mantas frias, expondo apenas a área de interesse cirúrgico.

Público-alvo

O LabSim tem a capacidade de atender a um público vasto, tanto da área das ciências biológicas, como da saúde. Além de servir às atividades de ensino e pesquisa, seu foco estará na formação de profissionais da área. “Também há uma procura crescente de profissionais da odontologia, biomedicina e estética, que buscam segurança para evitar deformações faciais em procedimentos como aplicação de ácido hialurônico que podem ser simuladas”, explica Thiago.

Segundo o diretor do CCB, professor Rui Prediger, o LabSim é o primeiro laboratório que vai permitir essa comunicação com profissionais de diferentes áreas. “Será um laboratório de referência para oferta desses cursos e também é uma importante forma de aumentar a captação de recursos”, comenta.

Um dos primeiros cursos do novo espaço foi realizado já no início de março, com o tema Técnicas Anatômicas Avançadas: Abdome. A estudante da terceira fase de Medicina, Ana Luíza Verkamper Volpato Alano, aproveitou para aprimorar os aprendizados da faculdade.

“Estudando a gente precisa ter uma ideia de como é o corpo inteiro e agora no início do curso a gente vê mais a parte sistêmica, tudo separadinho. E eu imaginei que se eu fizesse eu mesma, além de ser diferente de só ver e encostar, talvez fosse uma didática mais aprofundada e interessante”, disse.

Cursos de várias áreas são executados no LabSim

Já a pesquisadora Beatriz Correia Rodrigues, enfermeira e professora de curso técnico, veio do Rio de Janeiro especialmente para participar da atividade do LabSim.

“Eu vi, pela organização do curso, que tinha bastante proposta de prática. Dissecação é algo que a gente não tem muito acesso nas universidades em geral do Brasil. Aqui tem um conteúdo forte acompanhado de prática, por isso vim com essa ideia de conseguir aprofundar mais e ver estruturas que a gente não consegue ver em peças que já foram dissecadas”.

O professor Diego Martins, do departamento de Ciências Morfológicas e professor de Anatomia, ressalta a importância do espaço, que conta com um corpo docente e de técnicos muito qualificados para poder oferecer esses cursos, além de estrutura para alavancar ainda mais a formação dos profissionais. “Isso tudo é muito importante para poder abarcar essa lacuna de conhecimento na formação de profissionais”.

Amanda Miranda | jornalista da Agecom
amanda.souza.miranda@ufsc.br

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UFSC lidera mapeamento inédito sobre grupos reflexivos para homens autores de violência em SC

09/03/2026 10:50

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) assumiu papel central na elaboração do Relatório do Mapeamento Estadual 2025 sobre os Grupos Reflexivos e Responsabilizantes para Homens Autores de Violência contra as Mulheres. O estudo foi desenvolvido em parceria com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e apresenta, pela primeira vez de forma abrangente, o panorama dessas iniciativas no Estado. 

Esses grupos são destinados a homens encaminhados pela Justiça em casos de violência doméstica. Diferentemente de uma punição tradicional, as atividades funcionam como uma intervenção preventiva e educativa, baseada em encontros estruturados que discutem masculinidades, relações de gênero, machismo e responsabilização pelas agressões.

Coordenado pelo professor Adriano Beiras, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC, o levantamento identificou 51 grupos em funcionamento em 41 comarcas, com atuação em 65 municípios catarinenses. Somente em 2025, ao menos 1.391 homens participaram das atividades. Desde 2020, início da série histórica analisada, já foram 6.797 atendimentos.

O crescimento de 8,7% no número de grupos, passando de 46 para 51 em relação ao último ciclo, indica a consolidação da política pública voltada à responsabilização e prevenção da violência doméstica. O relatório também aponta novas iniciativas em fase de implantação, inclusive com articulação entre municípios, o que sinaliza tendência de expansão no Estado. Segundo Adriano Beiras, o mapeamento estadual faz parte de um processo contínuo de acompanhamento das políticas voltadas aos grupos reflexivos. A iniciativa é resultado da parceria entre o grupo de pesquisa Margens, do Departamento de Psicologia da UFSC, e a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID) do TJSC.
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UFSC recebe principal fórum latino-americano de pesquisa e desenvolvimento de satélites de pequeno porte

05/03/2026 12:46

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será a anfitriã do Latin American CubeSat Workshop (LACW) 2026, principal fórum da América Latina dedicado à pesquisa, desenvolvimento e inovação em CubeSats e pequenos satélites. O evento será realizado de 15 a 17 de março, em Florianópolis (SC), no Jurerê Beach Village, reunindo pesquisadores, engenheiros, estudantes e representantes da indústria espacial de diversos países. Organizado por uma rede de pesquisadores latino-americanos com participação da UFSC, o workshop tem como objetivo promover o intercâmbio de conhecimento científico e tecnológico e fortalecer a cooperação regional no desenvolvimento de missões espaciais baseadas em satélites miniaturizados.

Os CubeSats são satélites de pequeno porte, geralmente estruturados em módulos cúbicos de 10 centímetros de lado (1U), que ganharam popularidade nas últimas duas décadas devido ao custo reduzido e à versatilidade. Hoje essas plataformas desempenham papel estratégico em áreas como observação da terra, comunicações, monitoramento ambiental e experimentos tecnológicos em órbita. Ao permitir ciclos de desenvolvimento mais curtos e investimentos menores em comparação aos satélites tradicionais, os CubeSats têm ampliado o acesso ao espaço para universidades e centros de pesquisa, além de impulsionar o setor comercial.
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E-book gratuito reúne pesquisas sobre políticas do corpo, arte e psicanálise

02/03/2026 12:41

Organizado pela professora Ana Lúcia M. de Marsillac, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o livro Políticas do Corpo: pesquisa entre arte e psicanálise está disponível em acesso aberto e gratuito. Resultado de pesquisas universitárias nacionais e internacionais, a obra reúne textos que orbitam o tema das políticas do corpo, compreendidas como discursos, linguagens, tradições, poderes, utopias, possibilidades e impossibilidades que atravessam não apenas as concepções de corpo, mas também sua experiência subjetiva e singular.

A coletânea propõe uma reflexão transversal sobre racionalidades, práticas, experiências e imaginários culturais. A partir da interlocução entre arte, psicanálise e cultura, os capítulos analisam como os ideais dominantes moldam percepções e vivências corporais.

O livro também problematiza a lógica de homogeneização das diferenças e seus desdobramentos em extremismos, intolerâncias e violências historicamente recorrentes. Ao colocar obras de arte e expressões culturais em análise, a publicação aposta no valor da enunciação e da experiência como forma de tensionar a visão do corpo reduzido à lógica mecanicista.

A obra pode ser acessada na página da Editora Fi.

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Professora da UFSC ganha Prêmio Jovem Cientista por estudos em eficiência energética

26/02/2026 10:25

Foto: Divulgação

A professora do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFSC, Ana Paula Melo, recebe, nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, o Prêmio Jovem Cientista na categoria Mérito Científico, pela sua “habilidade em promover articulações institucionais e internacionais voltadas a soluções inovadoras e resilientes” na área de eficiência energética.

O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com o apoio de mídia da Editora Globo e o Canal Futura e o patrocínio da Shell. Seu objetivo é revelar talentos, impulsionando a pesquisa no país.

No caso de Ana Paula, sua escolha envolveu a participação no desenvolvimento de normas e instruções normativas
promovendo a redução do consumo de energia, a redução de emissões de gases de efeito estufa e a construção de edificações mais sustentáveis. Além disso, ela também foi reconhecida pelo desenvolvimento de arquivos climáticos futuros, análise de padrões mínimos de desempenho energético e avaliação pós-ocupação para protótipos de habitação de interesse
social.

Segundo a professora, este é um tema que lhe interessa desde que era aluna de iniciação científica, no Laboratório de Eficiência Energética em Edificações. “O principal avanço que venho trabalhando foi a publicação da Resolução 4/2025 que estabelece, a partir de 2027, a obrigatoriedade de índices mínimos de eficiência energética para novas edificações no Brasil, reduzindo impactos ambientais e gerando benefícios para o setor das edificações”, comenta. O documento é considerado um marco por representar um passo decisivo na transição energética do setor da construção civil brasileiro.

A professora celebrou o reconhecimento e se disse muito lisonjeada por compartilhar o prêmio com o departamento de Engenharia Civil e com a UFSC. Ana também é bolsista de produtividade do CNPq e estuda questões como o Monitoramento e Simulação de Áreas Urbanas para enfrentar as Mudanças Climáticas a partir de Estruturas Verdes e o Conforto e Economia de Energia em Edificações.

A cada edição do Prêmio Jovem Cientista é indicado um tema importante para o desenvolvimento científico e tecnológico, com prioridade nacional, que atenda às políticas públicas do governo federal e seja de relevância para a sociedade brasileira.Para 2025, o tópico escolhido foi “Resposta à Mudanças climáticas:Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas”. Ao longo de sua história, o Prêmio somou mais de 22 mil trabalhos inscritos e premiou 203 estudantes e pesquisadores, além de 23 Instituições de Ensino e Pesquisa e 7 pesquisadores doutores com o mérito científico.

 

 

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Encontro de História Antiga e Medieval está com as inscrições abertas

13/02/2026 12:00

O VI Encontro do GT de História Antiga e Medieval da Associação Nacional de História (ANPUH-SC) está com as inscrições abertas. O evento gratuito ocorrerá de 23 a 26 de março no Centro de Ciências Humanas e da Educação (Faed) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A data limite para inscrição como comunicador é dia 13 de fevereiro. As inscrições para ouvintes podem ser feitas por meio do formulário até 26 de março.

O evento é organizado pelos grupos de estudo e laboratórios que constituem o GT, como o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Medievais (Meridianum) e o Laboratório de História Antiga Global (Mithra) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Laboratório Blumenauense de Estudos Antigos e Medievais (Labeam) da Universidade Regional de Blumenau (Furb), o Laboratório de Estudos Medievais (Leme) da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e o Núcleo de Estudos de História Antiga e Medieval (Periplous) da Udesc. 

O evento é aberto a todos os níveis de formação e áreas do conhecimento, com foco em trabalhos das áreas de história, filosofia, arqueologia, antropologia e letras. As propostas submetidas serão organizadas posteriormente em simpósios temáticos, conforme suas afinidades.

A programação contempla simpósios temáticos, mesas de debate e dois minicursos: um sobre histórias antigas e medievais vistas desde o Sul Global e outro sobre paleografia. Também acontecerão rodas de conversa sobre lançamentos de livros e intervenções culturais.

Serão aceitas todas as propostas que sigam o modelo de resumo e dialoguem criticamente com a antiguidade e o medievo. Os trabalhos apresentados serão publicados nos anais do evento.

Para mais informações, acesse o site do evento.

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Pesquisas da UFSC contribuem no reconhecimento de saberes tradicionais; consultas públicas estão abertas

12/02/2026 10:27

Foto: Divulgação/Iphan e Canoa/UFSC

Dois projetos de saberes tradicionais de Santa Catarina e do Sul do Brasil estão em fase de consulta pública para reconhecimento como patrimônios culturais imateriais brasileiros pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os processos contaram com a participação direta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),  que foi a instituição executora da instrução técnica dos registros.

Os projetos são Saberes e Práticas Tradicionais Associados à Pesca com Auxílio de Botos em Laguna (SC) e Saberes e Práticas Tradicionais Associados aos Engenhos de Farinha de Mandioca em Santa Catarina. Ambos foram desenvolvidos por grupos de pesquisa vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFSC) e ao INCT Brasil Plural, em parceria com o Iphan.

O órgão já disponibilizou um material com informações detalhadas sobre o processo e os canais de contato: Participe do processo de registro da Pesca com botos no sul do Brasil e Consulta pública: saberes associados aos Engenhos de Farinha de Mandioca.
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Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência: projeto com jovens é aposta no futuro; mulheres são maioria na pós da UFSC

11/02/2026 09:28

Incentivo a jovens cientistas começa desde cedo na UFSC (Foto: acervo pessoal)

As mulheres são maioria entre matriculadas, ingressantes e concluintes nos programas de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina. Os dados de 2025, divulgados no Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, mostram que mil mulheres concluíram o mestrado ou doutorado ao longo do ano, em comparação a 814 homens. O desafio, além de incluí-las, passa a ser incentivá-las a ingressarem em carreiras que já foram consideradas tipicamente masculinas. Em janeiro, a UFSC Joinville abriu as portas para que uma estudante de Ensino Médio aprendesse a ser uma “futura cientista”.

O volume maior de concluintes mulheres da pós-graduação na UFSC, atualmente, está concentrado no Centro de Ciências da Saúde, com 164 concluintes, mas o Centro Tecnológico também se destaca, com 160. Nesta área, entretanto, o número de homens concluintes ainda é muito maior: foram 227.

O dado ilustra um desafio: incluir meninas e mulheres na área das engenharias e tecnologias ainda é um processo difícil. No mês de janeiro, a professora da UFSC em Joinville, Amanara Potykytã de Sousa Dias Vieira viveu, com outras colegas, a experiência de orientar uma jovem estudante de Ensino Médio da rede pública de Joinville no projeto Futuras Cientistas, programa que estimula o contato de alunas e professoras da rede pública de ensino com as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Elas formaram uma equipe para construir uma estação meteorológica com recursos de Internet das Coisas. “No nosso caso, a atividade que a gente propôs foi justamente montar uma estação meteorológica durante esse mês. Então, isso envolveu tanto aulas de hidrologia para entender o que a gente estava medindo, qual a importância daquilo, aulas de eletrônica, de programação e a montagem, com o teste da estação”, explica Amanara. A equipe foi formada por ela, Gabriella Arévalo Marques, Camille Andreski Pan, Franciele Maria Vanelli e Simone Malluta.
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UFSC sedia Simpósio Brasileiro do Pâncreas Endócrino, Obesidade e Diabetes em abril

09/02/2026 11:08

Estão abertas, até 10 de março, as inscrições para o Simpósio Brasileiro do Pâncreas Endócrino, Obesidade e Diabetes (SPOD Brasil 2026), que será realizado de 28 a 30 de abril, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O evento marca a retomada de uma série de encontros científicos promovidos nos anos de 2005, 2007, 2009, 2012 e 2015.

Também segue até 10 de março o prazo para envio de resumos para apresentação de pôsteres. Os valores das inscrições variam conforme a categoria: R$ 75,00 para alunos de graduação, R$ 150,00 para alunos de pós-graduação e R$ 200,00 para pesquisadores e demais profissionais. As vagas são limitadas. Faça aqui sua inscrição.

O simpósio tem como objetivo reunir pesquisadores, estudantes e profissionais da área da saúde para fomentar discussões sobre os avanços científicos relacionados ao pâncreas endócrino e sua interação com o metabolismo. O SPOD Brasil 2026 abordará temas como genômica e metabolômica das células beta, influência de fatores ambientais nas desordens metabólicas, geração de células produtoras de insulina a partir de células-tronco pluripotentes humanas e reprogramação metabólica nas doenças não transmissíveis.

Mais informações no site do evento.

 

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Professora da UFSC tem livro selecionado em concurso nacional do Conselho de Arquitetura e Urbanismo

09/02/2026 10:39

A professora e pesquisadora Renata Cavion, do Departamento de Engenharias da Mobilidade do Centro Tecnológico de Joinville (CTJ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve o livro Sobre a cidade: impactos do ruído de aeronaves no planejamento urbano selecionado no 1º Concurso Nacional de Livros de Arquitetura e Urbanismo, promovido em 2025 pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), alcançando o segundo lugar entre as cinco obras escolhidas para publicação.

Resultado de pesquisas desenvolvidas ao longo dos últimos 25 anos, a obra reúne análises técnicas, fatos históricos e debates científicos sobre o avanço do transporte aéreo nas cidades, discutindo de forma crítica suas implicações para o planejamento urbano, o ordenamento territorial e a qualidade de vida urbana, com ênfase nos impactos do ruído aeronáutico. O livro também conta com ilustrações digitais produzidas pela própria autora, que, além de apoiar a compreensão dos conteúdos técnicos, introduzem um componente gráfico e artístico à obra.

Publicada pelo CAU/BR, órgão responsável pela regulamentação e fiscalização da profissão de arquitetos e urbanistas no Brasil, a obra foi oficialmente lançada em dezembro de 2025, em Brasília, e está disponível gratuitamente ao público na plataforma do Conselho, contribuindo para a disseminação do conhecimento técnico-científico e para sua aplicação no planejamento urbano, no desenvolvimento de políticas públicas e na qualificação da prática profissional.

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Pesquisadores da UFSC e da UFRGS desenvolvem software para a Petrobras

06/02/2026 13:03

Foto: divulgação Petrobras

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) está desenvolvendo um software para a Petrobras que, a partir de critérios e metodologias avançadas em meteorologia e oceanografia, visa a estimar condições ambientais extremas em plataformas e outras instalações de extração e produção de petróleo e gás natural em alto-mar.

O objetivo é otimizar a prevenção contra desastres ambientais e humanos e reduzir os riscos de colapso nas estruturas offshore. O trabalho conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “A Fapeu tem se mostrado uma excelente fundação de apoio à gestão de recursos financeiros do projeto, tanto da UFSC quanto da UFRGS”, observa o coordenador do projeto, professor do Departamento de Engenharia Mecânica Pedro Veras Guimarães.

O projeto “Análise de extremos multivariada de onda, perfil de vento e perfil corrente para projetos de engenharia offshore” foi a proposta vencedora de chamada lançada em 2023 pela Petrobras, que financia a iniciativa. Os trabalhos começaram em setembro de 2024 e têm previsão de 48 meses. “A partir de uma análise multivariada que considere a interdependência estatística entre variáveis como ondas, ventos e correntes, tratando-as como grandezas tridimensionais, a proposta é fornecer estimativas mais realistas e reduzir incertezas no dimensionamento de projetos de engenharia offshore”, explica o coordenador do projeto.
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Projeto recruta adultos pré-diabéticos para pesquisa sobre prevenção de diabetes

06/02/2026 10:11

Projeto nacional avalia se mudanças no estilo de vida ajudam a prevenir o diabetes tipo 2. Foto: Isens USA/Unsplash

O Núcleo de Pesquisa em Exercício Físico e Doenças Crônicas Não Transmissíveis (NuPEFID) e o Grupo de Pesquisa em Exercício Clínico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recrutam adultos e idosos com pré-diabetes para participar de pesquisa nacional. O Programa de Prevenção de Diabetes (PROVEN-DIA) faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), uma iniciativa do Ministério da Saúde, conduzida e liderada pela Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O projeto é realizado em mais de 30 centros de pesquisa do Brasil, incluindo a UFSC, com o objetivo de avaliar se mudanças no estilo de vida ajudam a prevenir o diabetes tipo 2. A intervenção inclui ferramentas não medicamentosas como alimentação saudável, exercícios físicos, controle do estresse e melhoria do sono, entre outras ações. Os participantes terão acesso gratuito a exames sanguíneos, avaliação antropométrica e avaliação cardiovascular.

Podem participar pessoas com 18 anos ou mais, com diagnóstico de pré-diabetes, que não tomem remédio antidiabético. Para participar, é necessário preencher a ficha de triagem.

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Obra da Editora da UFSC é tema de artigo na revista Cadernos de África Contemporânea

04/02/2026 13:13

A revista Cadernos de África Contemporânea, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), publicou um artigo do professor Sílvio Marcus de Souza Correa, do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que examina a obra Capitalismo e colonização: extratos e notas: Londres, 1851, lançada pela Editora da UFSC.

O livro organiza e apresenta excertos de Karl Marx sobre o entrelaçamento entre colonialismo e capitalismo no século XIX, permitindo acompanhar como Marx observou:

  • a expansão imperial europeia e seus mecanismos econômicos;
  • a violência material e simbólica da colonização;
  • as formas de extração de valor e de reorganização do trabalho nos territórios coloniais;
  • e as conexões entre metrópole e colônia na formação dos mercados mundiais.

No artigo, Correa salienta a importância histórica desses textos para compreender a gênese do capitalismo global e argumenta que a seleção ilumina debates atuais sobre colonialidade, dependência e economia política. Um ponto enfatizado é o caráter inédito de parte do material em português: a edição reúne trechos de obras oitocentistas, muitas delas ainda não traduzidas, que chegam ao leitor por meio dos excertos citados por Marx.
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Projeto da UFSC avalia minhocas e outros organismos como bioindicadores da qualidade do solo

03/02/2026 09:28
Coleta de minhocas

Coleta de minhocas. Foto: Divulgação

Projeto de pesquisa desenvolvido no campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está investigando como minhocas, micro minhocas, colêmbolos e ácaros podem atuar como bioindicadores da qualidade do solo.  A iniciativa é uma das primeiras no Brasil a aplicar o conceito de Faixa Normal de Operação (Normal Operating Range – NOR) às comunidades de fauna do solo, integrando parâmetros biológicos, físicos e químicos para compreender a dinâmica natural desses organismos ao longo do tempo.

Coordenado pela professora  Júlia Carina Niemeyerdo Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas e vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN), o projeto é conduzido pelo Núcleo de Ecologia e Ecotoxicologia do Solo (Necotox) da UFSC Curitibanos. A pesquisa conta com financiamento internacional da Bayer AG, Crop Science Division, da Alemanha, e da CloverStrategy, de Portugal, além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), responsável pela gestão administrativa e financeira dos recursos.

A fauna do solo desempenha funções ecológicas essenciais, como a fragmentação da matéria orgânica, a formação de agregados, a ciclagem de nutrientes e a regulação da microbiota. A presença abundante e diversificada desses organismos está diretamente associada à boa estrutura do solo, à fertilidade e à oferta de serviços ecossistêmicos, refletindo em maior produtividade agrícola. Por serem sensíveis a alterações ambientais, esses organismos também funcionam como importantes bioindicadores. “Ao identificarmos padrões sazonais naturais, a NOR poderá ser utilizada como uma ferramenta de monitoramento capaz de diferenciar variações naturais das alterações causadas por práticas agrícolas ou impactos ambientais, como o uso de agrotóxicos”, explica Júlia Niemeyer.

Metodologia e áreas de estudo

As coletas de amostras de solo estão sendo realizadas na região do Planalto Catarinense, nos municípios de Curitibanos e Frei Rogério, contemplando quatro sistemas distintos de uso do solo: mata nativa, pastagem, sistema de plantio direto e sistema de preparo convencional. As primeiras coletas ocorreram nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2025, e as análises laboratoriais foram conduzidas no Laboratório Auxiliar de Ecotoxicologia e Biologia do Solo da UFSC Curitibanos. Segundo a pesquisadora, a escolha desses ambientes permite representar um gradiente de intensidade de uso e impacto sobre o ecossistema do solo. Os trabalhos tiveram início em 2025 e seguem até o final de 2026, envolvendo 18 participantes, entre pesquisadores nacionais e internacionais, profissionais das instituições parceiras, além de pós-graduandos e bolsistas de graduação da UFSC. Entre os colaboradores está a bióloga e taxonomista de minhocas  Marie Bartz.

Resultados e impactos esperados

Análises preliminares já indicam que o tipo de uso do solo e fatores climáticos influenciam a composição e a abundância da fauna ao longo do ano. Esses dados reforçam o potencial dos organismos estudados como indicadores ecológicos capazes de refletir impactos positivos ou negativos das práticas agrícolas. “O principal benefício do projeto é fornecer parâmetros ecológicos para o biomonitoramento do solo. Assim, será possível avaliar se variações nas populações estão dentro do esperado para determinada época do ano ou se resultam de impactos antrópicos”, ressalta Júlia Niemeyer.  A expectativa é que os resultados subsidiem políticas públicas, promovam práticas agrícolas mais sustentáveis e contribuam para o aprimoramento da avaliação de risco de agrotóxicos no Brasil, além de orientar estratégias de recuperação de áreas degradadas.

 

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UFSC na mídia: reportagem do Globo Rural destaca pesquisa que aprimora manejo no cultivo de ostras

02/02/2026 10:24

Reportagem do programa Globo Rural veiculada na TV Globo no último domingo (1º de fevereiro) destacou os resultados de uma pesquisa com participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que deve aprimorar a produção de ostras em Florianópolis.

O estudo, desenvolvido ao longo de dois anos em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SC), mostrou que as diferenças de salinidade, temperatura e circulação das águas das baías norte e sul tornam cada região mais propícia para distintos estágios do cultivo. Na baía norte, onde há menos circulação marítima e águas mais quentes, as condições são ideias para o plantio das sementes e crescimento das ostras, com menor índice de mortalidade. Na baía sul, os moluscos que começaram a se desenvolver no norte encontram maior circulação marítima e águas mais frias, o que favorece a engorda até o ponto de consumo.

Oceanólogo Claudio Blacher, do Laboratório de Moluscos Marinhos, em participação na reportagem do Globo Rural. Foto: Reprodução/TV Globo

O oceanólogo Claudio Blacher, supervisor do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC, explica, na reportagem, que na baía sul as águas têm temperaturas mais baixas em função da ocorrência do afloramento de águas de fundo no processo de circulação marítima daquela região. Isso traz mais oxigenação e renovação da água, além de oscilações de temperatura mais frequentes do que as observadas na baía norte.

Com o achado, maricultores das regiões de Santo Antônio de Lisboa, no norte, e do Ribeirão da Ilha, no sul, têm trabalhado em parceria e aprimorado os ganhos com a atividade. A reportagem do jornalista André Lux ouviu produtores que destacaram os benefícios já observados com a nova dinâmica de produção.

Assista à reportagem do Globo Rural

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Pesquisadores encontram tarântula infectada por fungo que a torna ‘zumbi’ em expedição na Amazônia

02/02/2026 10:10

Professor da UFSC, Elisandro Ricardo Drechsler-Santos fez parte da expedição que encontrou a tarântula infectada. Foto: acervo pessoal

Cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade de Copenhague (UCPH) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) registraram, pela primeira vez, um fungo da espécie Cordyceps caloceroides parasitando uma tarântula (Theraphosa blondii). Famosos pela série The Last of Us, onde são responsáveis por contaminar a humanidade e causar um apocalipse zumbi, os fungos do gênero Cordyceps são conhecidos por infectar insetos e artrópodes e controlar seu sistema nervoso.

O parasita e seu hospedeiro foram encontrados em janeiro por Lara Fritzsche, uma estudante de Ciências Ambientais da UCPH durante atividades de campo do Tropical Mycology Field Course. Organizado pelo biólogo João Paulo Machado de Araújo, professor da UCPH, o curso reuniu especialistas da Dinamarca e do Brasil na Reserva Ducke, próxima a Manaus. O achado foi divulgado por Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, professor do Programa de Pós Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas da UFSC e coordenador do grupo de pesquisa MIND.Funga, em suas redes sociais

Embora fungos semelhantes possam ser encontrados em outros biomas brasileiros, inclusive em Santa Catarina, o pesquisador ressalta, em entrevista para o portal A Crítica, a importância do espécime identificado na Amazônia: “São outras condições ambientais, outras espécies de aranha, e esses fungos têm níveis de especialização bem altos. Exemplo, é a espécie X do fungo que ataca a espécie Y da formiga. São relações que muitas vezes se estabeleceram há 50 milhões de anos. Estudos comprovam, no caso das formigas. Enquanto com a aracnídeos é muito raro e muito difícil de encontrar”.
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UFSC na Mídia: Projeto coordenado pela UFSC capacita profissionais de saúde do SUS em auriculoterapia

29/01/2026 12:37

Reportagem veiculada pela Revista Fapeu em 2022.

Um projeto nacional coordenado pelo Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (CCS/UFSC) foi tema de reportagem veiculada na RBS TV no último dia 23 de janeiro. Em convênio com o Ministério da Saúde, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), o projeto Aprimoramento da Atenção Básica em Saúde no Brasil a partir da capacitação em práticas integrativas e complementares em saúde (Auriculoterapia e acupuntura) oferece formação em auriculoterapia para profissionais de saúde da atenção básica, com o objetivo de capacitá-los para atendimentos individuais e coletivos para diversos tipos de problemas de saúde.

O projeto já havia sido divulgado pela revista Fapeu, no Volume 13, de 2022, quando era coordenado pelo professor Lúcio José Botelho. Atualmente, o projeto é coordenado pelo professor Fabrício Augusto Menegon. Entre 2016 e 2024, aproximadamente 20 mil agentes do SUS concluíram o curso, que é dividido em duas etapas: uma fase a distância (EAD), com carga horária de 75 horas distribuídas em cinco módulos, e uma etapa presencial de cinco horas, realizada em municípios-pólo regionais. 
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UFSC lidera pesquisa pioneira sobre repercussões da cirurgia de redesignação em mulheres trans

29/01/2026 09:45

Um estudo pioneiro, de abrangência nacional, liderado por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está mapeando as repercussões da cirurgia de redesignação sexual (CRS) em mulheres trans brasileiras. O projeto Redesignadas envolve a parceria entre o Laboratório de Pesquisas, Tecnologias e Inovação em Enfermagem Psiquiátrica, Atenção Psicossocial e Transgeneridades (MentalTrans), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e o Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas (Inamur).

O estudo entrevistou 144 mulheres trans que passaram pelo processo de transgenitalização (conjunto de procedimentos médico-cirúrgicos que visam alinhar o corpo com a identidade de gênero da pessoa trans), com o objetivo de compreender as repercussões da cirurgia na saúde mental e física dessas mulheres. A coleta de dados foi feita por meio de questionários socioeconômicos, entrevistas individuais e grupos focais em cada região do Brasil, ao longo das diferentes etapas do estudo.
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Laboratório da UFSC denuncia descaso após 5 anos de tragédia ambiental em Florianópolis

26/01/2026 10:36

Pesquisadora da UFSC é narradora do curta que expõe problemas ambientais da Lagoa (Reprodução)

O Laboratório de Ecologia de Invasões Biológicas, Manejo e Conservação da UFSC (LEIMAC) lançou um curta-documentário sobre os cinco anos da tragédia ambiental ocasionada pelo rompimento da barragem da lagoa de evapoinfiltração da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) na Lagoa da Conceição, um dos santuários ecológicos de Florianópolis. O material está disponível no Youtube e foi filmado e editado pelo premiado cineasta ambiental Todd Southgate, residente da cidade. Com dados, o vídeo expõe a continuidade dos problemas no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição.

Em 25 de janeiro de 2021, a estrutura liberou milhares de litros de efluentes. A enxurrada atravessou uma extensa área de dunas protegidas, inundou ruas, destruiu 75 casas e lançou toneladas de sedimentos e matéria orgânica na Lagoa da Conceição, um dos principais cartões-postais de Florianópolis.

Em julho daquele mesmo ano, segundo o curta, a Casan instalou um sistema emergencial de bombeamento de efluentes, com autorização da Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis, para evitar um novo desastre. Esse sistema segue em funcionamento até hoje. De acordo com a produção, quase cinco anos depois do desastre ainda ocorre o despejo de efluente dentro do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição.

A narração e condução do curta é feita pela pesquisadora da UFSC Michele de Sá Dechoum, do Departamento de Ecologia e Zoologia. Um dos seus orientandos, Thiago Ellert, então aluno de graduação em Biologia na UFSC, desenvolveu um estudo para avaliar os impactos do despejo de efluentes sobre a vegetação de restinga no Parque e constatou que a vegetação original estava sendo soterrada e apresentava sinais claros de perda de vigor.

“A partir de estudos realizados, mostramos que a vegetação nativa foi sendo soterrada, apresentou sinais de perda de vigor e foi mudando à medida que o tempo foi passando. O número de plantas nativas foi diminuindo, e plantas nativas características de áreas degradadas foram se tornando cada vez mais dominantes, como resultado do excesso de nutrientes despejados. Adicionalmente, a contaminação das lagoas naturais que existem no Parque já estava acontecendo mesmo antes da instalação daqueles tubos – ou seja, as lagoas estavam sendo contaminadas pela lagoa de evapoinfiltração. Contaminar essas lagoas naturais significa mais uma forma de impacto sobre a natureza. Em outras palavras: perdemos biodiversidade, perdemos beleza cênica e perdemos serviços ambientais essenciais para a qualidade de vida das pessoas”, registra o material de divulgação do curta.

 

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Inscrições abertas para o 1º Congresso Catarinense de Ciências Forenses, que ocorre de 24 a 26 junho

23/01/2026 12:44

A Rede Catarinense de Pesquisa em Ciências Forenses promove o 1º Congresso Catarinense de Ciências Forenses de 24 a 26 junho, no Centro de cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As inscrições custam de R$60 a R$110 e devem ser feitas pelo formulárioO evento reunirá pesquisadores e profissionais para apresentar e discutir inovações na área forense, com espaços para troca de experiências e debates que fortalecem as ciências forenses em Santa Catarina e no Brasil.

Mais informações na página do Congresso e no Instagram.

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Documentário conta história do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural

23/01/2026 11:54

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural), sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estreia o primeiro episódio do documentário INCT Brasil Plural: uma trajetória singular no programa dos INCTs. O episódio conta a história dos primeiros 16 anos do instituto e como ele se formou como uma ‘rede de redes’, reunindo pesquisas de várias regiões do Brasil. O IBP surge como uma iniciativa entre pesquisadoras e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), sendo pioneiro nas Ciências Humanas e na Antropologia e um dos 3 primeiros INCTs em Antropologia do Brasil.

Além do episódio inicial, a série terá mais dois episódios, que serão lançados nas próximas semanas. Posteriormente, será divulgada uma versão integral de 30 minutos, contendo os três episódios. O Instituto propõe uma ciência plural e oferece novas maneiras de pensar a inovação também no campo das Ciências Humanas. Sua missão é abrigar diferentes campos e especialidades da Antropologia, com a finalidade de desenvolver um sólido programa de pesquisas, ações educacionais e de intervenção, no âmbito de vários segmentos da população brasileira.

Este programa de pesquisas usa diferentes estratégias metodológicas, de vários campos da Antropologia contemporânea e áreas afins, promovendo atividades que possam estabelecer e consolidar uma prática de pesquisa em rede, aglutinando laboratórios, núcleos e pesquisadores de diferentes regiões e, a médio e longo prazo, constituir-se como um verdadeiro pólo de pesquisas, formação e ações sobre e nas regiões pesquisadas.

Assista ao primeiro episódio aqui.

Mais informações na página do Brasil Plural ou pelo e-mail comunicacao@inctbrasilplural.org

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UFSC e Prefeitura de Florianópolis têm convênio inédito para estudo de ossadas humanas

20/01/2026 08:29

Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Florianópolis

A Prefeitura de Florianópolis e a Universidade Federal de Santa Catarina assinaram um acordo de cooperação técnica que vai possibilitar a ampliação dos estudos sobre as características ósseas da população, além da construção do acervo da Coleção Osteológica do Centro de Ciências Biológicas vinculada ao Departamento de Ciências Morfológicas da UFSC. A iniciativa prevê a criação de uma coleção osteológica humana de referência a partir de doações do cemitério municipal.

“No Brasil ainda existem poucos estudos acerca das características ósseas da nossa população relacionadas à estimativa de idade, sexo, ancestralidade e estatura de um indivíduo. Conhecer essas características ósseas específicas de quem mora na região de Florianópolis é essencial em casos de identificação humana”, explica a professora Elisa Winkelmann Duarte, responsável pelo projeto na UFSC.

De acordo com ela, as ossadas humanas doadas serão encaminhadas para o Laboratório de Antropologia Forense, limpas e registradas por códigos. Na UFSC também será feita a seleção de ossos que devem ser utilizados para atividades de ensino e extensão. “Ossadas que estiverem íntegras farão parte da Coleção Osteológica do Centro de Ciências Biológicas vinculadas ao Departamento de Ciências Morfológicas da UFSC. Estas ossadas da Coleção serão específicas para atividades de pesquisa”, complementa.

A professora comenta que este acordo vem sendo construído desde 2020. Segundo ela, o Brasil tem poucos estudos sobre as características ósseas da população relacionadas à estimativa de idade, sexo, ancestralidade e estatura de um indivíduo.

Um decreto municipal de 2022 estabelece outros termos da cooperação, tornando legal a doação de ossos de cemitérios após três anos de falecimento em caso de indivíduos não reclamados. Antes, estes ossos eram incinerados, mas agora podem ser doados a partir do convênio. Familiares que quiserem fazer a doação também podem procurar a administração do cemitério.

Após chegarem a UFSC, os ossos podem ser utilizados em diferentes frentes de trabalho. No ensino, serão utilizados por professores e alunos de graduação e pós-graduação em aulas de anatomia humana. Para a extensão serão usados em cursos, workshops, exposições, dentre outras. Na pesquisa serão validadas metodologias que estimam as características do perfil biológico de um indivíduo principalmente relacionadas à biogeografia (ancestralidade), além de fatores individualizantes como variações anatômicas, patologias, traumas, marcas ocupacionais.

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Portal de Periódicos UFSC tem 15 títulos entre os melhores em suas áreas de conhecimento

16/01/2026 08:37

O Portal de Periódicos UFSC teve 27 periódicos avaliados no estrato “A” do Qualis Periódicos (2021–2024), sistema de classificação que avalia as publicações informadas pelos programas de pós-graduação. No total, 34 periódicos vinculados à instituição foram avaliados no quadriênio, abrangendo diferentes áreas do conhecimento. Destes, 15 estão entre os de melhor qualidade no seu campo de conhecimento, qualificando-se como A1.

Em comparação com a avaliação anterior (2017-2020), 14 dos periódicos apresentaram mudança positiva de estrato, com 29 dos 34 avaliados ou mantendo ou melhorando seu posicionamento. Segundo a equipe do Portal dos Periódicos da UFSC, as variações entre os ciclos refletem as características e exigências de cada área do conhecimento, “sendo também influenciadas por fatores institucionais e/ou internos do próprio periódico, como mudanças de equipes editoriais, financiamento, entre outros”.

Vinculado à Biblioteca Universitária, o Portal de Periódicos  atua permanentemente no acompanhamento técnico e no apoio às equipes editoriais, com foco na qualificação dos processos, na sustentabilidade dos periódicos e no fortalecimento da comunicação científica, em consonância com os princípios da ciência aberta.

 

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Pesquisadores da UFSC contribuem para consenso inédito sobre diagnóstico da lipodistrofia

14/01/2026 08:32

Um grupo de 15 especialistas da Rede Brasileira para o Estudo das Lipodistrofias (Brazlipo), entre os quais três professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um consenso inédito focado no diagnóstico e tratamento da lipodistrofia parcial familiar (FPLD), doença rara que afeta a distribuição de gordura no corpo e o metabolismo. O artigo, publicado no periódico Diabetology & Metabolic Syndrome, propõe critérios clínicos e laboratoriais adaptados à diversidade étnica da população brasileira, visando facilitar o diagnóstico preciso.

Professores Alexandre Hohl, Simone van de Sande Lee e Marcelo Ronsoni representam o HU-UFSC na rede nacional de estudo da lipodistrofia e participaram da elaboração do consenso diagnóstico. Foto: Divulgação

O professor Alexandre Hohl, que atua na área de Endocrinologia e Metabologia no Departamento de Clínica Médica da UFSC e é um dos autores do estudo, ao lado dos também professores Marcelo Ronsoni e Simone van de Sande Lee, explica que a lipodistrofia é um grupo raro de doenças que provoca a perda de gordura em áreas específicas do corpo onde essa gordura deveria estar. “Não é ‘magreza’ simples, mas sim uma perda patológica do tecido adiposo subcutâneo, que faz com que a gordura passe a se acumular em locais errados, como fígado, músculo, pâncreas e coração. Isso leva a um grau muito intenso de resistência à insulina, triglicérides muito elevados, esteatose hepática e maior risco de pancreatite e doença cardiovascular”, esclarece.
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