Uma ave inédita e muita riqueza: conheça a fauna do Distrito do Saí que deve ser protegida por Refúgio de Vida Silvestre

30/09/2021 10:00

Ave bordada com bico robusto, segundo o Wiki Aves, é o significado para a nomenclatura científica do Pachyramphus marginatus, ou apenas “Caneleiro-Bordado”. O pequeno animal, que mede até 14 cm e pesa não mais que 18 gramas, tinha sua distribuição registrada desde Pernambuco até o Paraná, mas em dezembro de 2019 foi visto pela primeira vez ainda mais ao Sul, especificamente na região do Distrito do Saí.

Os ornitólogos que o reconheceram são da equipe da Universidade Federal de Santa Catarina responsável pelo levantamento socioambiental para a criação de uma unidade de conservação em São Francisco do Sul, litoral Norte de Santa Catarina. Primeiro, a equipe identificou o macho. Alguns meses depois, uma fêmea também foi vista pela primeira vez, consolidando a hipótese de que a floresta tem muito a apresentar, inclusive em termos de turismo ecológico.

Caneleiro bordado no Distrito do Saí

De acordo com o professor Guilherme Renzo Rocha Brito, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, esses primeiros registros estendem a espécie por cerca de 40 km ao sul de sua área de distribuição conhecida, e embora não seja possível afirmar com toda certeza se outros exemplares já haviam voado mais ao Sul, trata-se de um dado relevante para a compreensão da avifauna do Saí. A equipe identificou pelo menos 252 espécies diferentes na região, de 59 famílias – dados que a elevam como uma das regiões mais ricas do estado.

“É uma das áreas mais ricas de aves da Mata Atlântica do Estado. Dali para baixo começa a diminuir um pouco, por questões climáticas, por conta do frio. Em termos comparativos, é possível que haja números semelhantes nas matas de araucárias, mas desconfio que não chegue muito perto da riqueza que encontramos ali”, explica.

O professor conta que aves são animais de ambientes muito específicos, ou seja, de acordo com o tipo de ambiente é possível encontrar uma comunidade que se adequa somente aquela região. “Num manguezal, por exemplo, você encontra aves que estão somente nesse ambiente. Já nas florestas vai encontrar uma comunidade um pouco diferente. Mas no caso do Distrito do Saí, naquela região há um mosaico de vários tipos”, comenta. Cercada por baía, manguezais, florestas e morros, a área tem pássaros de cores, tipos e padrões diferentes – um registro de biodiversidade e da urgência de conservação.”Pouco mais acima, na divisa do Paraná e de São Paulo, por exemplo, vai haver uma riqueza um pouco maior por ser um núcleo maior de florestas. O que vemos no Saí é um potencial bastante interessante”.

Como as aves são bastante sensíveis a alterações no seu ambiente e muito dependentes de habitat florestal, a riqueza na área também é um indicativo de que as florestas da região do Distrito do Saí sustentam uma comunidade relativamente saudável, inclusive com alto número de endemismos e espécies raras e ameaçadas. Além do Caneleiro-Bordado, a equipe identificou também espécies como o Jaó-do-Sul, da família dos macucos, um animal relativamente grande, que parece uma galinha e é muito caçado, buscado para servir de alimento. Um Curió de vida livre também foi identificado, uma espécie mais rara muito procurada por gaioleiros no passado só encontrada em áreas de vida selvagem preservada e pouco perturbada.

Curió Sporophila é ameaçado de extinção

“O recado é que é uma comunidade muito complexa, com muitos agentes e muitos exemplos. E quanto mais complexa a comunidade, mais complexas são as interações, pois para sustentar uma comunidade dessas é preciso um ambiente muito saudável, com muitos recursos. Mais de 50% dessas aves são insetívoras, por exemplo, dependentes de insetos”, ilustra.

Um desdobramento efetivo dessa análise sobre a avifauna foi bastante comentado junto à comunidade do Distrito do Saí, já que essa característica pode levar à criação de projetos turísticos relacionados à observação de pássaros. “O Distrito do Saí é uma das únicas áreas no estado de Santa Catarina com a possibilidade de observação e registro de muitas espécies. Essa beleza cênica fomenta o turismo de natureza”, indica o relatório da UFSC. “A recepção da comunidade quanto a essa possibilidade foi muito boa. Proprietários de pousada, por exemplo, ficaram empolgados com essa questão, pois apareceu como um novo potencial”, reforça o professor.

Exemplo de biodiversidade
A região, segundo o levantamento de fauna, tem uma importância ecológica inegável. De acordo com o professor Selvino Neckel de Oliveira, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, que coordenou o estudo, o primeiro passo para a conservação é o conhecimento da área e do que ela tem de biodiversidade, pois assim é possível avaliar cada espécie e suas características determinadas. “A partir desse dado você consegue ter uma dimensão do estado de conservação, por exemplo, se você está diante de uma espécie que tem distribuição restrita naquela área ou se ela nunca foi registrada naquele ambiente”.

Piaya cayana

 

No caso da Mata Atlântica, que foi reduzida a cerca de 7% do que ela já foi originalmente no passado, sua posterior recuperação ocasionou uma paisagem com habitats fragmentados, ou seja, manchas de áreas florestais separadas por cidades ou sistemas agrícolas que isolaram determinadas espécies que, como consequência, podem ser extintas. “Num contexto de fragmentação, mesmo as espécies que conseguem permanecer se tornam inviáveis, pois as populações vão diminuindo, já que não há troca de material genético entre as populações”, explica.

 

Haematopus palliatus

 

Oliveira explica que é necessário estudar o ambiente, saber o que ele dispõe e avaliar o seu estado de conservação. “Nosso levantamento de fauna mostrou que o Distrito do Saí é um dos lugares mais ricos de espécies da nossa Mata Atlântica, com uma quantidade de espécies muito alta, comparado à unidade de área”, pontua.”E por que esse ambiente é rico? Porque a parte Norte de Santa Catarina é uma região de conexão de fauna e flora que vem do Sudeste/Nordeste brasileiro e da parte Sul do Brasil. Então, temos elementos da fauna e flora do Sul se encontrando com elementos das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil.

Um exemplo que a equipe incluiu nas suas análises é o do Veado Bororo, espécie registrada na mata do Distrito do Saí há cerca de dois anos e cuja ocorrência era mais comum na porção da Mata Atlântica da região de São Paulo e dali para o Nordeste. Espécies de anfíbios observadas na floresta também são exemplos de uma região com uma fauna heterogênea, com elementos que tiveram suas origens mais ao sul ou mais ao norte do Saí. “O que ocorre é que o limite de distribuição dessa inúmeras espécies ocorre aqui na na região do Saí”.

Eira: exemplar da mastofauna no Distrito do Saí

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O professor lembra que aquilo que a equipe levantou na região é uma pequena amostra, fruto de cerca de 20 dias de campo, por conta do contexto pandêmico. Mesmo assim, observou-se uma grande diversidade. “Imagina se tivesse uma estação de estudo nesse local há 20, 30 anos e a importância que teriam estes registros a longo prazo. Ficamos impressionados, pois em pouco tempo conseguimos comprovar essa biodiversidade”, completa.

Os dados – que no relatório são divididos por grupos (peixes, anfíbios, reptéis, mamíferos, avese insetos dipteros) – não permitem que a equipe lance hipóteses sobre a possível perda de biodiversidade ocasionada pela ação humana, por exemplo. Mas o pesquisador observa que a região tem perdido áreas de floresta, além de ser ameaçada constantemente por obras, como as de ampliação portuária. “O veado, por exemplo, a gente registrou um indivíduo apenas. Será que não havia mais há dez ou cem anos atrás? Ou mesmo o macaco Bugio, que antes era visto com certa frequência e agora praticamente não se vê mais nessa região”.

Para ele, o que mais chama a atenção na fauna do Distrito do Saí é o conjunto da obra, identificado por meio da observação dos elementos da floresta atlântica que estão bem representados em diversos pontos do polígono e que são essenciais para a justificativa de uma unidade de conservação. “São muitos componentes da biodiversidade: o meio físico, com as nascentes com água de boa qualidade, o componente biótico, como árvores imensas; poucas, mas existem, e árvores que produzem muitos frutos para fauna. Os componentes da biodiversidade da Mata Atlântica estão todos ali”.

 

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Amanda Miranda/Jornalista da Agecom

Tags: conservaçãoecologiaMata Atlânticameio ambienteNascentes do SaíProjeto Nascentes do SaíRefúgio de Vida Silvestre

UFSC e comunidade de São Francisco do Sul sugerem criação de Refúgio de Vida Silvestre no Distrito do Saí

28/09/2021 10:00

Por dentro das matas no alto de um morro no Litoral Norte de Santa Catarina, um pequeno caneleiro-bordado está pronto para desbravar um mundo novo. Poderia ser personagem de um desenho animado, mas é uma ave observada pela primeira vez em um Estado onde não costuma ser vista. A região escolhida é cheia de características atrativas: com espécies diversificadas e água em abundância, deve se tornar a primeira unidade de conservação da parte continental de São Francisco do Sul, por recomendação de um extenso trabalho que uniu a ciência e as comunidades do Distrito do Saí.

A parceria começou após a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ser contratada pela Prefeitura de São Francisco do Sul para estudar a região. Os recursos vieram como parte de uma multa recolhida pelo Ministério Público Federal e foram aplicados para que se analisasse as características para a criação de uma unidade de conservação municipal, em um polígono previamente estabelecido. O estudo resultou em um relatório com mais de 700 páginas, que organiza o conhecimento sobre aspectos como a hidrologia, a geologia, a fauna e a flora da região e ainda apresenta um histórico socioantropológico da área, recomendada para ser um Refúgio de Vida Silvestre.

Caneleiro bordado: espécie foi vista pela primeira vez e indica o quanto a mata pode ter riquezas desconhecidas (Foto: Fernando Farias)

O Projeto Nascentes do Saí traça uma imagem panorâmica e também o raio-x de um lugar repleto de particularidades, que tem urgência na preservação da sua biodiversidade e também pode servir como ponto de turismo ecológico por conta de suas características. O território do Distrito do Saí possui 116 km2, água, floresta e animais em abundância e um patrimônio cultural cheio de histórias. Transformá-lo em unidade de conservação vai contribuir com a proteção e exploração sustentável dos seus encantos turísticos.

Coordenadoria de Design e Programação Visual / Agecom

“A região de morros do Distrito do Saí nos surpreendeu com a sua riqueza de espécies, tanto de flora, como de fauna. É um remanescente de Mata Atlântica muito importante para o Estado, tendo a sua maior parte em estágio avançado de regeneração, além de ser fundamental para a segurança hídrica do município por causa dos seus mananciais”, explica o professor Rodrigo de Almeida Mohedano, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental e coordenador do projeto. “Além dessa tomada de informações, de dados, o projeto é pautado em um processo de governança com a comunidade, porque entendemos que essas ações muito verticais, de cima para baixo, não têm muita efetividade. É preciso que a comunidade participe desde o começo”, contextualiza o professor.

De início, não foi um processo fácil, pois, no senso comum, unidades de conservação costumam ser temidas por, em alguns casos, enrijecerem determinadas regras de ocupação. Mas mesmo com uma pandemia imprevista pelo caminho, a equipe conseguiu construir, com base no diálogo, uma proposta e uma minuta de lei para criar o que se denomina Refúgio da Vida Silvestre.

O polígono inicialmente delimitado pela prefeitura transformou-se em uma área maior, de aproximadamente 6.702 hectares, segundo explica o professor Orlando Ferretti, responsável pela caracterização geográfica. O traçado passou a abranger, também, áreas de maiores altitudes, na divisa com Itapoá e Garuva, onde não há ocupação, mas há floresta.

Segundo Ferretti, a proposta de criação de uma unidade no local remonta à década de 1980, quando a Unesco criou o conceito de Reserva da Biosfera, com o objetivo de dar sustentação à preservação dos diferentes biomas espalhados pelo mundo. No Brasil, esse processo se estendeu entre final de 1990 e início de 2000, onde se estabeleceram as possíveis reservas para as áreas de Mata Atlântica. “Foi uma designação muito mais de uma política internacional, de observar nos diferentes biomas quais as áreas que deveriam ser mais cuidadas e ter mais trabalhos científicos e áreas protegidas”, contextualiza.

Hoje, a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), a primeira criada no Brasil, passou por diversas ampliações. De acordo com informações da Unesco, ela cobre porções territoriais de vegetação de Mata Atlântica ao longo de 89.687.000 hectares. Isso forma um corredor ecológico por 17 estados, incluindo Santa Catarina. A RBMA é a maior e uma das mais importantes unidades da Rede Mundial da Unesco.

Dentro do próprio bioma de Mata Atlântica, explica o professor, foram criadas inúmeras reservas, parte delas na região Sul – e a mais importante hoje denominada Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. “No Norte, há áreas de serra do mar, nas regiões de Joinville, Campo Alegre, Garuva, São Chico. Ali há uma grande indicação da importância e da biodiversidade nessas áreas, balizadas pela Unesco”, comenta. A região de São Francisco do Sul, desde os anos 2000, é reconhecida como altamente importante, mas ainda não tem uma unidade de conservação em sua área continental.

A ideia de criar a primeira unidade de conservação de proteção integral na região tem uma importância adicional: somado às outras áreas protegidas do entorno, esse polígono seria uma espécie de corredor ecológico e garantiria mais trocas genéticas nas populações de animais ou de plantas que vivem em outras reservas. “É importante que haja muita unidade de conservação para que haja conexão entre os diferentes fragmentos, para que as espécies possam circular entre as áreas, tendo essa facilidade para o fluxo genético”, reforça Rodrigo.

Equipe de pesquisa em ação

O professor Ferretti também reforça a possibilidade de uma nova reserva se agregar a um chamado mosaico de áreas protegidas, que garante uma maior cobertura de proteção legal, com uma intensa variedade de ambientes, tais como serra e planície, por exemplo. Isso possibilita que haja ligação possível com corredores, seja pela água, seja pela terra, fazendo com que os animais façam a passagem de um ponto a outro. “É urgente a criação de unidades também para não isolar esses animais”, pontua.

Unindo saberes

Trabalho com a comunidade começou antes da pandemia (Fotos: acervo do projeto)

Segundo o professor Rodrigo, o Núcleo de Educação Ambiental (NEAmb) foi um dos vértices de todo esse processo. Além de já ter, no histórico, a execução de um trabalho semelhante, realizado na cidade de Itapema, o NEAmb potencializou conhecimentos multidisciplinares para o estudo. “O nosso diferencial foi trabalhar com as comunidades, empoderar a comunidade com conhecimento e incluí-la no processo, com metodologias de educação ambiental e de governança”.

A proposta de unir os saberes locais da comunidade e os saberes técnicos que a equipe da UFSC propunha fez com o que o projeto Nascentes do Saí fosse um trabalho coletivo. “Não adianta vir alguém de fora, da universidade ou do poder público e impor a criação de uma Unidade de Conservação, pois sem a apropriação desta pela comunidade, ela ficaria apenas no papel”, destaca Luiz Gabriel Catoira Vasconcelos, responsável pela governança. “O conceito de governança que trazemos do professor Daniel Silva é justamente esse: aumentar a capacidade das comunidades de participar da gestão do seu território e seus bens comuns”.

O pesquisador lembra que foi um desafio romper as opiniões pré-estabelecidas, já que muitos moradores identificavam o projeto como uma espécie de inimigo. A falta de confiança no poder público e até mesmo um preconceito com iniciativas ambientais são apontados como duas das possíveis causas desse afastamento inicial. “A efetividade da gestão de bens comuns como as águas, florestas e o meio ambiente equilibrado depende da existência de diálogo e cooperação entre todos atores envolvidos. Do contrário, a competição individualista leva à intensificação da degradação e eventualmente a um colapso irreversível”, aponta.

Justamente por isso, a equipe buscou cultivar e construir relações de confiança. A comunidade foi chamada a participar desde o primeiro momento, em conversas, depois em grupos virtuais, por conta da pandemia, e também nas três audiências públicas executadas para apresentar o que estava sendo coletado e ouvir o que os moradores tinham a dizer. As oficinas de construção participativa da proposta da Unidade de Conservação colocaram em diálogo pessoas com concepções divergentes trabalhando de modo cooperativo.

“Certamente a participação de cada um enriqueceu o processo e contribuiu para a qualidade e legitimidade das decisões tomadas. Mais do que isso, foi um alento de que ainda pode ser possível regenerar a capacidade de diálogo e cooperação em nossa sociedade”, pontua Vasconcelos, que viu a comunidade exercer a autonomia para a proposição da categoria Refúgio de Vida Silvestre, uma recomendação coletiva, que conciliou os saberes técnicos da equipe da UFSC com os interesses e saberes da comunidade. “É claro que também houve os momentos objetivos e metodológicos das oficinas, mas eles foram resultado de meses de escuta, conversa, afeto e perseverança no diálogo, especialmente quando este era mais difícil”.

Proteção também à cultura e às tradições

A comunidade, ativamente participante das decisões sobre a unidade de conservação do Distrito do Saí, também integrou o projeto em outra frente: compartilhando suas memórias, contando suas histórias e apresentando suas práticas, o que permitiu à equipe da UFSC realizar um inventário socioantropológico da região. Para a pesquisadora Elis do Nascimento Silva, coordenadora do estudo, é importante considerar que a criação de uma UC em um território não envolve apenas a proteção do ambiente natural e sua biodiversidade, mas articula-se também com a vida dos povos e comunidades.

Entrevistas fizeram parte do levantamento realizado pela UFSC

“A abordagem sociológica, histórica e antropológica se faz necessária desde o momento inicial do estudo e dos levantamentos dos dados primários e secundários que nos permitem compreender o histórico de ocupação da região, as atividades e práticas produtivas das comunidades que dependem das áreas destinadas à criação da UC e, sobretudo, os vínculos afetivos e modos tradicionais das pessoas interagirem com esses ambientes há algumas gerações”, resume Elis.

Uma das coisas que mais chamou a atenção da equipe foi a riqueza do histórico de ocupação naquela área, desde o período pré-colonial, sinalizada pelos vestígios dos sambaquis, que comprovam que existe a presença humana na região há pelo menos 6.000 anos antes do presente.

Há outros pontos da história que mereceram o registro atento das pesquisadoras da UFSC como parte do esforço de registrar as memórias e os acontecimentos da comunidade: a chegada dos franceses em 1504 e a experiência do Falanstério do Saí em 1842 para implantação de um sistema coletivista de trabalho baseada na livre associação e cooperativismo, por exemplo, também é um momento que diferencia o Distrito do Saí de outras áreas. Outras heranças socioculturais são atribuídas à presença histórica do povo Guarani, dos portugueses, espanhóis, alemães e dos afrodescendentes escravizados.

O reconhecimento e a valorização da pesca artesanal como um importante patrimônio cultural imaterial do Distrito do Saí é outro destaque que a pesquisadora faz ao estudo. De acordo com ela, mesmo com um certo enfraquecimento da prática desta atividade entre as novas gerações, trata-se de uma tradição do lugar que está presente na memória da maioria das famílias. “Relacionada à pesca artesanal, também estão a cultura dos engenhos de farinha e as festividades – tradicionais e contemporâneas – que são celebradas atualmente no Distrito do Saí, como a Festa da Nossa Senhora da Glória e a Festa do Camarão”, pontua.

Para Elis, a existência de uma unidade de conservação no Distrito pode envolver ainda mais a comunidade ao território, sendo capaz de fortalecer a identidade cultural e gerar um sentimento de pertencimento por conta da valorização da biodiversidade por parte do poder público e dos turistas. “Com a criação da UC, prevemos que ela poderá ser mais um atrativo turístico para a região e que, a partir do interesse e organização da comunidade, seus patrimônios culturais materiais e imateriais podem ser melhor geridos e valorizados como potenciais do Distrito do Saí, não só histórico-culturais mas também movimentando ainda mais a economia local”, acrescenta a pesquisadora.

 

 

Leia mais, nesta quarta-feira, 29 de setembro

Amanda Miranda/Jornalista da Agecom

Tags: Distrito do SaíecologiaMata Atlânticameio ambienteNascentes do SaíUnidade de Conservação

Projeto de extensão promove capacitações com comunidade de São Francisco do Sul

07/06/2021 17:08

Oficinas tiveram aulas on-line. Foto: reprodução Youtube

A equipe de Educação Ambiental e Governança do projeto de extensão Nascentes do Saí, sob coordenação do professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental Rodrigo de Almeida Mohedano, promoveu, ao longo de abril e maio, uma série de capacitações com a comunidade do Distrito do Saí, no município de São Francisco do Sul (SC). Foram quatro minicursos ministrados por professores e pesquisadores da UFSC, além de profissionais autônomos da área socioambiental. Por meio de videoaulas, foram abordados conteúdos sobre mapeamento, áreas protegidas, serviços ecossistêmicos e geração de renda a partir das unidades de conservação.

No primeiro minicurso, os participantes aprenderam sobre o reconhecimento do território por meio de representações cartográficas. Os mapas foram utilizados para identificar a localização, as características do relevo, a vegetação, o uso do solo e o processo de ocupação humana no Distrito do Saí. Já no segundo curso, foram compartilhados conceitos relacionados às áreas protegidas, tais como áreas de preservação permanente e unidades de conservação, e as principais leis que regulamentam o tema no Brasil. Ademais, os participantes puderam compreender o processo de criação e gestão dessas unidades de conservação, bem como os principais instrumentos de gestão e participação social.

O minicurso 3 tratou da temática dos serviços ecossistêmicos e maneiras sustentáveis para uso e gestão do território do Distrito do Saí. A partir disso, os participantes puderam identificar os benefícios fornecidos pela natureza, os serviços que ela pode nos oferecer e reconhecer o valor desses bens para a promoção da qualidade de vida. Por fim, no último minicurso, foram exploradas as possibilidades de geração de renda a partir de unidades de conservação. Foram identificadas atividades que podem beneficiar economicamente a população residente do Distrito do Saí, tais como o potencial turístico por meio do turismo de base comunitária, meliponicultura e agroflorestas.

Todas as aulas estão disponíveis no Youtube. Mais informações no site do projeto, no Instagram e no Facebook.

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Papo Verde UFSC promove discussão sobre os retrocessos na política e no direito ambiental brasileiro

17/05/2021 18:07

A próxima edição do Papo Verde UFSC discute os retrocessos na política e no direito ambiental brasileiro, com destaque para a recategorização da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e o projeto de lei (PL) do Licenciamento Ambiental. A atividade é promovida pela Sala Verde UFSC e ocorre nesta quarta-feira, 19 de maio, das 19h30 às 21h30, pelo Conferência Web. As inscrições podem ser feitas neste link e dão direito a certificado de participação.

Conheça os participantes:

José Rubens Morato Leite é doutor em Direito Ambiental pela UFSC, presidente do Instituto O Direito por um Planeta Verde, coordenador do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco, do CNPq, além de sócio-fundador da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil (Aprodab). 

Mauro Figueredo de Figueiredo é mestre em Direito e Ecologia Política pela UFSC, doutorando na Newcastle Law School, na Austrália, consultor em direito ecológico e política ambiental para a sustentabilidade e cofundador do Instituto Aprender Ecologia. Também foi membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

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Pesquisadores da UFSC alertam para danos ambientais da enxurrada na Lagoa da Conceição

27/01/2021 12:17

Foto mostra impacto da enxurrada e sedimentos na Lagoa da Conceição (Foto: Divulgação)

Uma nota técnica assinada por pesquisadores dos projetos Ecoando Sustentabilidade e Veleiro Eco e dos laboratórios de Ficologia (Lafic), de Oceanografia Química e Biogeoquímica Marinha (Loqui) e do Núcleo de Estudos do Mar (Nemar) alerta para os possíveis prejuízos ambientais e riscos para a saúde humana do despejo de grande volume de esgoto tratado na Lagoa da Conceição, provocado pelo rompimento de uma lagoa de decantação da Casan. O incidente ocorreu na última segunda-feira, 25 de janeiro.

Na nota, os pesquisadores sugerem a realização de análises e o monitoramento “químico, biológico e ecológico” na laguna, para mensurar os impactos do derrame e subsidiar a adoção de medidas de mitigação e restauração ecológica.

O documento destaca que “a retenção de esgotos tratados em lagoas de maturação, decantação, evaporação ou infiltração é uma prática tecnicamente correta, desejável e preferível ao lançamento direto e contínuo dos efluentes em corpos de água naturais”. Alerta porém que é necessário o monitoramento da qualidade dessas águas e da estabilidade dos taludes e barragens associadas.

Apesar da alta eficiência do tratamento do esgoto in natura, o grande volume de esgoto tratado contido no reservatório, “ao ser despejado pontualmente e bruscamente, representa uma entrada altamente impactante de compostos químicos e componentes biológicos estranhos à Lagoa da Conceição”. Esse despejo atípico de nutrientes e matéria orgânica “pode quebrar a resiliência ecológica remanescente e acelerar o processo de eutrofização, com consequente expansão das zonas mortas já observadas nas regiões mais profundas da lagoa”. A eutrofização é o crescimento exagerado de algas, levando à diminuição do oxigênio na água.

Os pesquisadores destacam que a variação de salinidade decorrente da intrusão rápida de grande quantidade de água doce pode ter efeitos sobre organismos como plâncton, nectos e bentos (organismos que vivem no fundo da lagoa). As comunidades bênticas, consideradas de elevada importância para o equilíbrio ecológico do sistema, podem ser afetadas também pelos sedimentos (areia) arrastados pela enxurrada.

Além dos prejuízos ambientais, o derrame também pode apresentar riscos à saúde humana. Conforme a nota técnica, ainda que o líquido extravasado seja de esgoto tratado, não se descarta a possível presença de patógenos residuais. Por isso será necessário analisar a qualidade da água, para monitorar a presença de patógenos já identificados na região, como o vírus da hepatite A. O documento sugere que, por precaução, seja limitado ou proibido o contato de pessoas nas áreas afetadas e entorno “até que seja realizada caracterização detalhada do evento, por meio de análises químicas e biológicas da água e do sedimento”.

Veja a íntegra da Nota Técnica

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Observatório de Democracia e Direitos Humanos analisa impactos da pandemia na proteção ambiental em Santa Catarina

04/11/2020 16:40

O Observatório de Democracia e Direitos Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou o segundo relatório da série “Pandemia e direitos humanos”. O artigo analisa os impactos da pandemia de Covid-19 na flexibilização ambiental no Estado de Santa Catarina.

O artigo assinado pelos pesquisadores João Vitor Corso, Ivan Dinis Decker, Sérgio Murilo Magalhães Godinho e Maria Fernanda Decker é uma avaliação das medidas implementadas pelo governo estadual durante os primeiros meses da pandemia. As diretrizes gerais implantadas em níveis nacional e estadual foram estudadas para embasar análises em relação à proteção do meio ambiente.

Acesse o artigo completo aqui.

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Projeto Ecoando sustentabilidade discute a epistemologia do retrocesso ambiental no Brasil

08/10/2020 12:14

O  projeto Ecoando sustentabilidade irá promover a live “A epistemologia do retrocesso ambiental no Brasil: bases para a resistência”, nesta sexta-feira, 9 de outubro, às 14 horas, pelo YouTube. Serão discutidos retrocessos ambientais impostos por governos que negam fatos e evidências científicas e como estas ações ameaçam o equilíbrio natural e a saúde do planeta. 

A live terá a participação do professor Chabel El-Hani (UFBA) e é uma realização dos programas de pós em Ecologia, Oceanografia, Geografia e Engenharia de Materiais da UFSC.

 

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Fórum sobre arborização urbana promove debates virtuais

21/09/2020 12:38

O 2º Fórum Catarinense de Arborização Urbana “Áreas Verdes Urbanas – Um caminho para cidades sustentáveis” promove. a partir do dia 21 de setembro, debates virtuais sobre a arboricultura urbana em Santa Catarina e no país. Os encontros abordam também as interfaces ambientais, econômicas, de gestão e de manejo sobre o tema.

O evento é organizado pelo  projeto Árvores de Floripa (FLORAM/PMF) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Regional de Blumenau (FURB) e Arboran, com apoio da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, Associação de Engenheiros Florestais do Vale do Itajaí (AEFVale), Associação de Engenheiros Florestais do Sul de Santa Catarina – (AEFSul), Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais (SBEF) e Jardim Arte.

O primeiro encontro será realizado nesta segunda-feira, 21 de setembro, a partir das 19h. Os demais encontros ocorrem no dia 28 de setembro, 3 de outubro e 19 de outubro, também a partir das 19h. As inscrições podem ser feitas no formulário e mais informações você encontra no site do evento.

Será emitido um certificado por dia de programação.. Para isso, é necessário que o participante preencha a lista de presença disponibilizada no dia do evento.

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Medidas adotadas no HU/UFSC reduzem consumo de papel e copos de plástico

11/09/2020 17:48

Arte: Economia de copos e papel HU. Agecom/UFSC

O mês de setembro é dedicado a uma série de causas ambientais (dia do Biólogo, dia da Amazônia, dia Nacional do Cerrado, dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio, dia da Árvore e dia de Defesa da Fauna). A ocasião é importante para lembrar as ações feitas em nome da sustentabilidade e da preservação do meio ambiente. Nesse contexto, o Hospital Universitário da UFSC conseguiu uma redução de 151.800 copos de plástico e 406.500 folhas de papel neste ano (de janeiro a julho), quando comparado com o volume de material consumido no mesmo período do ano passado.
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Alterações na Lei da Mata Atlântica podem retirar proteção da Ilha de SC e dos campos da Serra, alerta pesquisadora da UFSC

12/05/2020 09:18

Um artigo publicado na última semana no jornal O Estado de S. Paulo traz um alerta acerca de uma tentativa de redução de áreas atualmente protegidas pela Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428, de 2006). A professora do departamento de Ecologia e Zoologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Michele Dechoum foi uma das autoras do texto, assinado também por Sílvia R. Ziller, do Instituto Horus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, e Gerhard Ernst Overbeck, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A publicação é subscrita pela Coalizão Ciência e Sociedade, que reúne 73 pesquisadores de instituições de todas as regiões brasileiras.

O artigo intitulado E daí? Ministro do Meio Ambiente atua para reduzir proteção da Mata Atlântica informa que o ministro Ricardo Salles encaminhou uma minuta de decreto à Presidência da República em que propõe a exclusão de alguns tipos de formações vegetais da regulamentação da referida lei. As mudanças afetariam também a anuência prévia do Ibama para desmatamentos de áreas maiores do que o limite atual. A alteração estabelece que essa autorização seria necessária somente para áreas maiores de 150 hectares na zona rural e 30 hectares na zona urbana – atualmente os limites são de 50 hectares na zona rural e três hectares na zona urbana.

A norma que Ministério de Meio Ambiente pretende alterar é o Decreto nº 6.660, de 21 de novembro de 2008, que regulamenta a Lei da Mata Atlântica. Para isso, Salles sugere manter a proteção legal para as formações tipicamente florestais, mas exclui as formações não-florestais do bioma “como os campos salinos e áreas alagáveis; estepes e savanas (incluindo as extensas áreas campestres nas serras do sul do País); campos rupestres e de altitude e áreas de transição entre diferentes tipos de vegetação, assim como a vegetação nativa de ilhas oceânicas e costeiras”.
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Projeto de Extensão no NDI busca conscientização ambiental e de sustentabilidade

10/06/2019 12:10

O Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI/UFSC) em parceria com os projetos de Extensão da UFSC “Educação Ambiental no Núcleo de Desenvolvimento Infantil”, coordenado pela professora Jucilaine Zucco, e o “Uso sustentável da água no Núcleo de Desenvolvimento Infantil”, coordenado pelo professor Nei Kavaguichi Leite, realiza a V Exposição de Maquetes no NDI. O objetivo da atividade é ampliar a troca de aprendizado e de conhecimentos sobre ecologia e educação ambiental entre os estudantes da disciplina Fundamentos de Ecologia do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da UFSC e crianças, professores, funcionários e famílias do NDI, bem como, possibilitar outras formas de atuação profissional aos estudantes de engenharia.

O projeto inicia com a confecção de maquetes feitas pelos graduandos e expostas, ao final, às crianças de 0 a 6 anos, aos docentes, às famílias e aos funcionários do NDI. A educação ambiental passa pelo lúdico, uma vez que a exposição aborda temáticas ambientais e de sustentabilidade, tais como: Captação da água da chuva; Ciclo da Água; Poluição nas cidades e descarte incorreto de resíduos; Tratamento de esgoto doméstico com plantas ornamentais; Manejo do solo.

Espera-se com essa ação, iniciada em 2016,  ampliar os conhecimentos sobre ecologia e educação ambiental das crianças e dos adultos; contribuir para o projeto de reuso da água da chuva do NDI e trocar experiências.

Mais informações no site www.ndi.ufsc.br.

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Professores da UFSC participam de evento sobre Meio Ambiente e Sociedade na ALESC

30/05/2019 14:14

Os professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),  Luiz Fernando Scheibe e Marcio Antonio Nogueira Andrade, participarão no dia 5 de junho, próxima quarta-feira, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), do Seminário Meio Ambiente e Sociedade 2019.

Promovido pela Alesc, o evento abre espaço a um debate fundamental sobre o futuro como sociedade e o Meio Ambiente, além da apresentar projetos que envolvem a população na luta ambiental e da participação de especialistas.

Confira a programação

8h – Credenciamento

8h30 – Abertura / Composição de Mesa

9h30 – Palestra Sociedade e Meio Ambiente

Prof. Dr. Carlos Walter Porto-Gonçalves (UFF)

Coord.: Prof. Dr. Luiz Fernando Scheibe (UFSC)

11h – Debate

12h – Almoço

13h30 – Palestra Justiça e Meio Ambiente

Procuradora MPF Dra. Analúcia Hartmann

15h – Apresentação de Experiências:

Projeto Rios – Carla Guimarães (CNBB Regional Sul 4)

Associação dos Moradores do Campeche (AMOCAM) e o Projeto Rios – Antônio Mello e Alencar Vigano

MAB: Energias Renováveis e Técnicas Sociais – Prof Dr. Marcio Antonio Nogueira Andrade (UFSC) e Engenheira Civil Julia May Venrami (MAB).

17h – Debate

 

Mais informações e inscrições em http://escola.alesc.sc.gov.br/evento/?eid=1450
Tags: ALESCmeio ambienteprofessores UFSCUFSC

Com apoio da UFSC, oficina promove empoderamento ambiental de jovens e plantio de 100 árvores

08/04/2019 15:39

Em um momento em que a preocupação com o desmatamento da Amazônia, enchentes, secas e eventos climáticos extremos é crescente, a Plant-for-the-Planet (Plante paro o Planeta – em português – organização sem fins lucrativos fundada na Alemanha) realizou, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sua quinta academia de empoderamento ambiental com crianças da Região Sul do Brasil. A oficina ocorreu no dia 2 de abril, no Camping e Pousada Serra no município de Balneário Arroio do Silva, e reuniu jovens das escolas municipais de Ensino Fundamental Jardim Atlântico e de Ensino Básico Apolônio Ireno Cardoso.

Os estudantes receberam uma camiseta da Plant-for-the-Planet e, em seguida, o embaixador de Justiça Climática, Dionatan Patel, ministrou uma palestra sobre os desafios da crise climática ao redor do mundo, explicando como as enchentes, secas e furacões são algumas das consequências das mudanças climáticas decorrentes da alta concentração do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera e de que maneira as árvores atuam nesse cenário como agentes transformadores. Após a apresentação, os jovens foram divididos em grupos para participar do “Jogo do Mundo”, que possibilita, de maneira interativa, aprender quais continentes são os mais populosos, os que mais emitem CO2 e os que há maior concentração de riqueza.
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Pesquisadora e agricultora dialogam sobre a relação entre o feminismo e a natureza

01/03/2019 14:49

Justina e Claudia são duas mulheres da mesma geração, com trajetórias de vida bastante distintas, mas muitas coisas em comum. Justina é “agricultora desde sempre”, como gosta orgulhosamente de se apresentar. Claudia é uma acadêmica que, também “desde sempre”, dedica-se à pesquisa, ao ensino e à produção intelectual. Ambas são mulheres de luta, mulheres de vanguarda, admiradas pelo que fazem e representam. Cada uma à sua maneira, em seu próprio espaço político e social, é engajada em propagar o ideal de uma sociedade mais justa e igualitária e de um mundo onde tudo e todas – plantas, florestas, rios, mares, animais de todas as espécies (inclusive a humana) etc – vivam e convivam em harmonia uns com os outros, de forma a preservar o planeta.
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Pesquisadora da UFSC participa da 48° Palestra Educacional sobre temas do Meio Ambiente, dia 29

08/11/2018 09:19

A pesquisadora do Programa em Biologia de Fungos, Algas e Plantas (PPGFAP), Michele de Sá Dechoum, participa da 48° Palestra Educacional sobre temas do Meio Ambiente com o tema ‘Invasões Biológicas: Problemas e Soluções’. O evento será realizado pela 6ª Vara Federal de Florianópolis, no dia 29 de novembro, às 18 horas, Auditório da Justiça Federal (Avenida Beira Mar – ao lado da Polícia Federal – Florianópolis).

A entrada é gratuita e aberto ao público em geral. Os participantes que desejam certificação devem fazer o requerimento.
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17ª Sepex: projeto ensina propriedades medicinais de plantas para crianças e adultos

19/10/2018 19:03

No estande 27 do setor Educação da 7ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex/UFSC), o Programa de Pós-Graduação em Farmacologia (PPGFARMACO) apresentou o “Projeto Fritz Müller – Uma Farmácia na Floresta“. A iniciativa leva o nome do naturalista e botânico alemão que morou parte de sua vida no Brasil, trabalhando em descobertas que contribuíram para a teoria da evolução das espécies por seleção natural, de Charles Darwin. Ministrada pelo professor Carlos Rogério Tonussi, a exposição apresenta um trabalho que está sendo realizado desde 2015, que tem como objetivo promover a divulgação científica da botânica para alunos de Ensino Fundamental e Médio, da rede pública.

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Observatório de Justiça Ecológica promove palestra sobre bem jurídico ambiental

06/06/2018 15:48

O Observatório de Justiça Ecológica (OJE), vinculado ao programa de pós-graduação em Direito da UFSC, promove a palestra “Bem jurídico ambiental”, com o professor de Direito Penal e Direitos Humanos Marcelo Pertille. O evento ocorre na sexta-feira, 15 de junho, às 14h, na sala 205 do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). A atividade é aberta à comunidade e será fornecido certificado de horas complementares. As inscrições devem ser feitas no evento.

Sobre o bem jurídico ambiental:

O conteúdo crítico dos processos de criminalização encontra importantes padrões na teoria do bem jurídico, fruto dos movimentos liberais. Com as revoluções industrial e tecnológica, ideias de expansionismo penal potencializaram a discussão acerca da redefinição das estruturas e justificativas do ramo. Diante disso, o meio ambiente ocupa importante espaço no debate do Direito Penal contemporâneo, quando se discute se a teoria do bem jurídico mostra-se apta a oferecer ao bem ambiental tutela eficaz, que, ao mesmo tempo, respeite as heranças liberais que deram início a decisivos requisitos para a construção de um Direito Penal valorizador das liberdades humanas.

Mais informações pelo e-mail oje.ufsc@gmail.com

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Semana do Meio Ambiente UFSC 2018: mesas-redondas são mantidas nesta terça-feira, 29

29/05/2018 08:02

A Semana do Meio Ambiente UFSC 2018, prevista para ser realizada de 28 de maio a 5 de junho, teve a programação alterada devido às consequências do movimento de paralisação dos caminhoneiros. Apenas as mesas-redondas desta terça-feira, 29 de maio, foram mantidas. A presença dos palestrantes foi confirmada na manhã desta segunda-feira, 28, pela comissão responsável pela Semana.

As oficinas, visitas técnicas, minipalestras e feira de adoção serão transferidas em cronograma a ser definido pela Coordenadoria de Gestão Ambiental. Serão emitidos certificados de horas complementares aos participantes. O evento é uma promoção da Coordenadoria de Gestão Ambiental (CGA/UFSC) em parceria com a Sala Verde.

Confira a programação completa.
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Contaminação dos oceanos por formicida é abordada em artigo de professora da UFSC

02/01/2018 13:30

A contaminação oceânica pelo formicida Sulfluramida é o tema do texto “A formiga e o mar”, de autoria de Juliana Leonel, docente e atual subcoordenadora do curso de graduação em Oceanografia (CFM/UFSC).  O artigo exibe os progressos e desafios das pesquisas que analisam a contaminação dos poluentes orgânicos persistentes (POPs). Dentre esses poluentes, o ácido perfluoroctanoico sulfônico (PFOS), cujos efeitos aos organismos são de alta toxicidade e persistência, é geralmente estudado a partir de suas fontes industriais e urbanas. Com isso, ganha relevância a análise dos impactos a partir do uso do formicida Sulfluramida em cultivos de Pinus e Eucaliptos como possível fonte significante de PFOS. E é a partir desta questão direcionada à região costeira do Brasil que Juliana Leonel sintetiza o assunto no artigo que publicamos na íntegra abaixo.
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Conferencistas do Planeta.doc abordam meio ambiente, sustentabilidade, cinema e economia

24/10/2017 17:33

“Uma ferramenta usada para entretenimento ou como elemento de propaganda, mas também para informar e sensibilizar sobre os problemas que a todos nos afeta”, afirmou Pedro Fuente, diretor do Festival Internacional de Cinema e Meio Ambiente de Saragoça, na Espanha. Ele se refere ao cinema. O II Planeta.Doc Conferência, parte da mostra de cinema socioambiental Planeta.doc, reuniu cineastas, cientistas e empreendedores de diversos lugares do mundo para falar sobre essa questão que é responsabilidade de todos: o meio ambiente e o futuro da humanidade. Os palestrantes falaram de problemas a serem resolvidos, soluções criativas e iniciativas que já estão em andamento, em uma programação que iniciou às 14h e foi até 22h30, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

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Semana do Meio Ambiente da UFSC inicia nesta segunda com programação até 5 de junho

29/05/2017 10:41

A  Semana do Meio Ambiente da UFSC, promovida pela Coordenadoria de Gestão Ambiental em conjunto com a Sala Verde e Gestão de Resíduos, ocorrerá de 29 de maio a 5 de junho. O evento é gratuito e a programação inclui mesas-redondas, oficinas, visitas técnicas e exibição de filmes. O objetivo é promover temas de sustentabilidade no âmbito interno e externo da universidade, buscando a reflexão e o desenvolvimento de um pensamento mais consciente e responsável com relação ao meio ambiente.

As inscrições podem ser feitas na página do evento. Para todas as atividades serão emitidos certificados de horas complementares para os participantes. A programação completa está disponível aqui.

Mais informações no Facebook do evento ou pelo telefone (48) 3721-4202.

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Seminário sobre transporte e meio ambiente ocorre nesta segunda

06/10/2016 18:00

EcologiaO programa de pós-graduação em Ecologia da UFSC promove, nesta segunda-feira, 10 de outubro, o seminário “Transporte e meio ambiente: aquecimento global, poluição urbana, e a busca por cidades sustentáveis”. O palestrante convidado é o professor Werner Kraus, do departamento de Engenharia de Automação e Sistemas (CTC/ UFSC). O evento ocorre às 16h, na sala SIPG 15, localizada no  térreo do bloco D do Centro de Ciências Biológicas (CCB). A atividade é aberta a todos.

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Professor da UFSC ministra palestra sobre meio ambiente

08/09/2016 09:10

O professor Nivaldo Peroni, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, participa da 39ª Palestra Sobre Temas do Meio Ambiente, promovida pela 6ª Vara da Justiça Federal (Ambiental).

O tema abordado será “Importância da conservação para o uso da biodiversidade catarinense”. O encontro será no dia 15 de setembro, às 18h, no auditório da Justiça Federal, 4º andar. Haverá certificado de participação para quem o requerer.

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UFSC sedia evento sobre gestão e criação de áreas protegidas

12/08/2016 14:53

A Universidade Federal de Santa Catarina vai sediar, no dia 18 de agosto, a terceira edição do Seminário de Criação e Gestão de Unidades de Conservação. Organizado pelo Núcleo de Educação Ambiental do Centro Tecnológico (NEAmb/CTC) e pelo Instituto Çarakura, o evento é gratuito e conta com diversificada  programação de palestras, painéis  e debates com temas importantes voltados para a conservação da biodiversidade, restauração, governança, gestão, gênero e fundos para o meio ambiente.
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TV UFSC homenageia os 95 anos do escultor Frans Krajcberg

11/04/2016 19:08

A TV UFSC exibe nesta terça-feira, 12 de abril às 20h, um especial sobre o escultor Frans Krajcberg, no dia em que o artista completa 95 anos de vida. Com 23 minutos de duração, o especial “95 anos de Frans Krajcberg: para onde vai a arte?” tem direção de Zeca Nunes Pires e traz ainda entrevistas com cientistas e artistas.

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