Portal de Periódicos UFSC tem 15 títulos entre os melhores em suas áreas de conhecimento

16/01/2026 08:37

O Portal de Periódicos UFSC teve 27 periódicos avaliados no estrato “A” do Qualis Periódicos (2021–2024), sistema de classificação que avalia as publicações informadas pelos programas de pós-graduação. No total, 34 periódicos vinculados à instituição foram avaliados no quadriênio, abrangendo diferentes áreas do conhecimento. Destes, 15 estão entre os de melhor qualidade no seu campo de conhecimento, qualificando-se como A1.

Em comparação com a avaliação anterior (2017-2020), 14 dos periódicos apresentaram mudança positiva de estrato, com 29 dos 34 avaliados ou mantendo ou melhorando seu posicionamento. Segundo a equipe do Portal dos Periódicos da UFSC, as variações entre os ciclos refletem as características e exigências de cada área do conhecimento, “sendo também influenciadas por fatores institucionais e/ou internos do próprio periódico, como mudanças de equipes editoriais, financiamento, entre outros”.

Vinculado à Biblioteca Universitária, o Portal de Periódicos  atua permanentemente no acompanhamento técnico e no apoio às equipes editoriais, com foco na qualificação dos processos, na sustentabilidade dos periódicos e no fortalecimento da comunicação científica, em consonância com os princípios da ciência aberta.

 

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Pesquisadores da UFSC contribuem para consenso inédito sobre diagnóstico da lipodistrofia

14/01/2026 08:32

Um grupo de 15 especialistas da Rede Brasileira para o Estudo das Lipodistrofias (Brazlipo), entre os quais três professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um consenso inédito focado no diagnóstico e tratamento da lipodistrofia parcial familiar (FPLD), doença rara que afeta a distribuição de gordura no corpo e o metabolismo. O artigo, publicado no periódico Diabetology & Metabolic Syndrome, propõe critérios clínicos e laboratoriais adaptados à diversidade étnica da população brasileira, visando facilitar o diagnóstico preciso.

Professores Alexandre Hohl, Simone van de Sande Lee e Marcelo Ronsoni representam o HU-UFSC na rede nacional de estudo da lipodistrofia e participaram da elaboração do consenso diagnóstico. Foto: Divulgação

O professor Alexandre Hohl, que atua na área de Endocrinologia e Metabologia no Departamento de Clínica Médica da UFSC e é um dos autores do estudo, ao lado dos também professores Marcelo Ronsoni e Simone van de Sande Lee, explica que a lipodistrofia é um grupo raro de doenças que provoca a perda de gordura em áreas específicas do corpo onde essa gordura deveria estar. “Não é ‘magreza’ simples, mas sim uma perda patológica do tecido adiposo subcutâneo, que faz com que a gordura passe a se acumular em locais errados, como fígado, músculo, pâncreas e coração. Isso leva a um grau muito intenso de resistência à insulina, triglicérides muito elevados, esteatose hepática e maior risco de pancreatite e doença cardiovascular”, esclarece.
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Pesquisa da UFSC desenvolve tecnologias para controle de espécie invasora de coral

09/01/2026 12:02

Pesquisadores desenvolveram equipamentos para remoção mecânica dos corais. Foto: Marcelo Schuler Crivellaro/ PACS Arvoredo.

Um grupo de pesquisadores liderado por dois professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um projeto de pesquisa para monitoramento e controle da proliferação de uma espécie exótica de coral na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio Arvoredo). O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Coral-Sol na Rebio Arvoredo e Entorno (PACS Arvoredo) proporcionou o desenvolvimento de técnicas e ferramentas de manejo do coral-sol (Tubastraea coccinea), espécie invasora que pode prejudicar a biodiversidade de ecossistemas marinhos no Brasil. Atualmente, o grupo está elaborando um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação (UC) federais que enfrentam o problema de espécies invasoras de coral.

A reserva biológica marinha do Arvoredo, localizada entre Florianópolis e Bombinhas (SC), abrange uma área de 17.600 de hectares de superfície e abriga as Ilhas do Arvoredo, Galé, Deserta e Calhau de São Pedro, áreas marinhas biodiversas, espécies ameaçadas, remanescentes de Mata Atlântica e sítios arqueológicos, além de ser fundamental para a reprodução de peixes e a manutenção dos estoques pesqueiros. Na Rebio Arvoredo, essa ameaça é mais preocupante. “A unidade de conservação abriga ecossistemas únicos, como os recifes submarinos, além de uma diversidade biológica que sustenta elevada produtividade pesqueira no entorno. Qualquer desequilíbrio nesse sistema pode gerar impactos ambientais e socioeconômicos significativos”, afirma a pesquisadora Bárbara Segal, do Departamento de Ecologia e Zoologia (CCB), coordenadora da pesquisa junto com o professor Andrea Piga, do Departamento de Engenharia da Mobilidade (CTC Joinville).

O coral-sol é uma espécie originária do Indo-Pacífico e chegou ao Brasil por volta da década de 1980, provavelmente transportado em cascos de navios e plataformas de petróleo. Desde então, vem se espalhando ao longo da costa brasileira. Na Rebio Arvoredo, as primeiras ocorrências foram constatadas em 2012. Ao dominar o ambiente recifal, ele reduz o espaço disponível para espécies nativas, alterando a estrutura dos ecossistemas e causando perda de biodiversidade marinha brasileira, explica a professora Bárbara. “Estamos trabalhando no monitoramento das áreas controladas e na detecção precoce da invasão em áreas em que o coral ainda não foi visto. Além disso, está sendo elaborado, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação Federais (UCs) que enfrentam o mesmo problema”.
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INCT do Futebol publica nota de repúdio contra declarações de presidente do Flamengo

05/01/2026 08:31

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol) publicou nota de repúdio às declarações do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, proferidas contra a jornalista Renata Mendonça, do grupo Globo, durante reunião de balanço da temporada 2025 do clube. A jornalista havia criticado a estrutura oferecida às jogadoras do time feminino do Flamengo apesar das boas condições financeiras do clube.

O dirigente, em vez de responder às críticas, mencionou características físicas da jornalista e fez declarações que podem ser interpretadas como banalização da violência contra a mulher.

“Declarações dessa natureza não produzem efeitos isolados. Elas reforçam um ambiente simbólico que naturaliza constrangimentos e assimetrias de gênero, afetando mulheres que atuam no jornalismo, na pesquisa, na gestão e em diferentes esferas do futebol. Por isso, extrapolam o caso individual e dizem respeito ao campo esportivo como um todo”, afirma um trecho da nota.

O INCT Futebol , sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), congrega uma rede nacional interdisciplinar de pesquisadores(as) e estudiosos(as) do futebol brasileiro, vinculados a programas de pós-graduação de diversas universidades brasileiras. Atualmente, a professora Carmen Rial, da UFSC, é a coordenadora geral do INCT Futebol.
Veja a íntegra da nota de repúdio.

Tags: gêneroINCT FutebolNota de repúdioUFSCUniversidade Federal de Santa Catarinaviolência contra a mulher

Coleção de livros apresenta discussões sobre futebol, cultura, política e sociedade

22/12/2025 12:06

Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol) acaba de lançar os três primeiros livros da coleção Futebol: Cultura, Política e Sociedade, publicados pela editora da Associação Brasileira de Antropologia, a ABA Publicações. A primeira obra, Ciencias sociales y fútbol: intercambio y perspectivas sudamericanas, condensa as discussões realizadas no I Colóquio Internacional do INCT Futebol, ocorrido no Uruguai. Já os trabalhos apresentados no II Colóquio Internacional do Instituto, ocorrido na França, são organizados no segundo livro da coleção, Ciências sociais e futebol: intercâmbio e perspectivas franco-brasileiras, que conta também com uma versão em francês. A terceira obra, O futebol das bichas e dos manos, é o resultado de uma pesquisa de pós-doutorado realizada no Instituto.

O pesquisador do INCT Futebol e professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC Fábio Machado Pinto foi um dos organizadores dos dois primeiros livros, que abordam os colóquios realizados no Uruguai e na França. Ele ressalta a importância de internacionalizar os debates acerca do futebol a partir dos eventos e publicações conduzidos pelo Instituto: “Esses livros se inserem em um esforço para reunir pesquisadores(as), aproximar grupos de pesquisa e debater a pesquisa sobre futebol em diferentes países. Esse é o intuito do INCT Futebol: a criação de redes e sua operacionalização pelos colóquios e pela publicação dos seus resultados”.

A coordenadora-geral do INCT Futebol e professora aposentada do Departamento de Antropologia da UFSC, Carmen Rial, destaca o cuidado que o Instituto teve na produção de todos os detalhes das obras: “Um livro começa pela capa, e eu sou particularmente admiradora das capas dos livros do INCT Futebol. A capa do livro da França é de autoria da embaixadora Vera Cíntia Álvarez, que também é uma pintora com bastante relevância. Ela nos cedeu uma pintura, onde aparece o Cristo Redentor, símbolo do Brasil, e o Romário, nosso jogador maior na Copa de 1994.”

As obras estão disponíveis gratuitamente para download no site da ABA Publicações. O link pode ser acessado pela página Publicações no site do INCT Futebol.

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Professores da UFSC participam de Encontro de Coordenadores de Cursos de Ciências do Mar em Rio Grande

19/12/2025 09:54

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram do 7° Encontro de Coordenadores de Cursos de Ciências do Mar (EnCoGrad-Mar), que ocorreu de 3 a 5 de dezembro na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), em Rio Grande (RS). Pedro Pereira representou a coordenação dos cursos de graduação em Oceanografia e de especialização em Cultura Oceânica na Educação Básica; Katt Lapa representou o curso de Engenharia de Aquicultura; e Tatiana Leite, do Departamento de Ecologia e Zoologia, representou o GT-Mergulho Científico, vinculado ao PPG-Mar.

“Na Década do Oceano, iniciativas integradas entre diferentes cursos e áreas de atuação são essenciais para promover a formação de profissionais capazes de enfrentar os desafios contemporâneos relacionados à conservação, uso sustentável e compreensão dos ambientes marinhos. O EnCOGrad desempenha um papel fundamental nesse processo, ao favorecer a troca de experiências, a articulação entre cursos e a construção coletiva de estratégias para aprimorar o ensino e a prática das Ciências do Mar no país”, afirma a professora Tatiana.

Mais informações aqui.

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Seminário de pesquisa da UFSC fortalece ciência indígena e práticas interculturais

19/12/2025 09:38

O Projeto de Iniciação Científica (IC) Indígena UFSC/Instituto Serrapilheira tem como objetivo apoiar a formação de estudantes indígenas

O Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (CCB/UFSC) sediou, no último 8 de dezembro, o I Seminário do Projeto Iniciação Científica (IC)  Indígena UFSC/Instituto Serrapilheira, iniciativa que marca um avanço significativo na valorização da ciência indígena e na construção de práticas interculturais no âmbito acadêmico.

O projeto é desenvolvido em colaboração com dois núcleos de pesquisa da UFSC: o Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica (ECOHE), do Departamento de Ecologia e Zoologia, e o Laboratório de História Indígena (LABHIN), do Departamento de História. A iniciativa conta com financiamento do Instituto Serrapilheira, instituição que apoia o desenvolvimento de ciência no Brasil.

Voltado à comunidade universitária da UFSC, o seminário reuniu bolsistas, orientadores acadêmicos e orientadores indígenas, formando um espaço de troca de saberes e fortalecimento institucional do projeto. Durante o evento, os cinco estudantes indígenas de graduação contemplados com bolsas de Iniciação Científica apresentaram seus projetos de pesquisa, compartilhando experiências, metodologias e perspectivas fundamentadas em seus territórios e contextos culturais.

Além das apresentações, o encontro foi marcado por debates sobre os próximos passos do projeto, bem como por reflexões sobre aspectos éticos e legais relacionados às pesquisas indígenas, com ênfase na proteção dos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade.

O Projeto de Iniciação Científica (IC) Indígena UFSC/Instituto Serrapilheira tem como objetivo apoiar a formação acadêmica de estudantes indígenas e também prevê o apoio a orientadores indígenas em suas respectivas terras indígenas, ampliando o alcance e o impacto das pesquisas desenvolvidas.

Entre os principais objetivos do projeto estão a formação de pesquisadores e cientistas indígenas qualificados na área de Ecologia, o fomento a práticas interculturais que promovam o diálogo entre os sistemas de conhecimento indígena e acadêmico, e o fortalecimento da atuação de mulheres indígenas, com atenção especial à temática de gênero a partir de uma abordagem intercultural.

Segundo a organização, o seminário representa um marco na consolidação de uma proposta que busca não apenas incluir estudantes indígenas na universidade, mas reconhecer e valorizar suas formas próprias de produzir conhecimento, promovendo uma ciência mais diversa, plural e comprometida com a justiça epistemológica.

Mais informações no Instagram: @ecohe.ufsc e @labhin.ufsc

 

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Pesquisa da UFSC que propõe soluções para o aproveitamento de resíduos recebe Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese

18/12/2025 13:21

Matheus Cavali, pós-doutorando do PPGEA e Denise Pires de Carvalho, presidente da Capes.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese. A premiação é um reconhecimento concedido à tese de doutorado do pesquisador Matheus Cavali, atualmente pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA/UFSC).

A premiação foi entregue durante cerimônia realizada na quinta-feira, 11 de dezembro, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Com o tpitulo Hydrochar from co-hydrothermal carbonization of lignocellulosic waste and non-dewatered sewage sludge (Hidrocarvão a partir da co-carbonização hidrotérmica de resíduo lignocelulósico e lodo de esgoto não desidratado), a tese se destacou por sua originalidade e relevância científica, tecnológica e ambiental, critérios centrais de avaliação do Prêmio CAPES de Tese. 

A pesquisa propõe soluções inovadoras para o aproveitamento de resíduos, contribuindo para o avanço de tecnologias sustentáveis no campo da engenharia ambiental. O trabalho foi orientado pelo professor Armando Borges de Castilhos Junior (LARESO/PPGEA/UFSC) e coorientado pelo professor  Nelson Libardi Junior (LABEFLU/PPGEA/UFSC) e pela professora Adenise Lorenci Woiciechowski, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A pesquisa teve caráter internacional e foi desenvolvida de forma conjunta em três instituições: UFSC, a UFPR e o Institut National des Sciences Appliquées (INSA) de Lyon, na França, fortalecendo a cooperação científica entre Brasil e Europa.

Mais informações sobre a premiação na página do PPGEA.

Tags: pesquisa acadêmicaPPGEAPrêmio Capes de TesePrograma de Pós-Graduação em Engenharia AmbientalUFPRUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Estudo conduzido pela UFSC investiga como a ayahuasca pode ajudar a extinguir memórias aversivas

18/12/2025 12:51

Infográfico mostra como age o uso oral da ayahuasca no cérebro.

Um artigo científico liderado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP), trouxe novas evidências sobre os mecanismos neurobiológicos envolvidos na ação da ayahuasca na extinção de memórias aversivas com características traumáticas. O estudo foi publicado no periódico Internacional European Neuropsychopharmacology. A pesquisa foi conduzida por  Isabel Werle e Leandro J. Bertoglio, da UFSC, em parceria com Francisco S. GuimarãesRafael G. dos Santos e Jaime E. C. Hallak, da USP. O trabalho investigou como a ayahuasca, bebida tradicional amazônica que contém o psicodélico N,N-dimetiltriptamina (DMT), atua no cérebro para modular processos relacionados ao medo.

Por meio de experimentos realizados com ratos e ratas, os pesquisadores observaram que a administração oral de ayahuasca facilita a extinção do medo e reduz a generalização de respostas aversivas, mesmo em situações de estresse prévio ou de condicionamento aversivo mais intenso. A generalização do medo ocorre quando respostas defensivas se estendem a contextos ou estímulos que não representam ameaça real, fenômeno comum em transtornos psiquiátricos relacionados ao trauma.

Isabel Werle e Leandro J. Bertoglio, pesquisadores da UFSC que conduziram o estudo. Foto: Divulgação.

Os resultados indicam que esses efeitos dependem de vias de sinalização envolvendo o BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro) e seu receptor, o TrkB, no córtex infralímbico, uma região cerebral fundamental para a extinção da memória de medo. O estudo também identificou diferenças sexuais tanto na resposta à ayahuasca quanto na dependência do BDNF para a generalização do medo, apontando para a complexidade dos mecanismos envolvidos.

De acordo com os autores, os achados sugerem que a ayahuasca pode modular memórias de medo consideradas mal adaptativas por meio de mecanismos corticais específicos, destacando o potencial terapêutico de substâncias psicodélicas, como a DMT, no auxílio ao tratamento de condições resistentes às abordagens convencionais, a exemplo do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

O artigo completo está disponível aqui.

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Agência Espacial Brasileira adota oficialmente Constelação Catarina no Programa Nacional de Atividades Espaciais

18/12/2025 10:27

Agência Espacial Brasileira (AEB) aprovou, de forma unânime, a adoção oficial da Constelação Catarina, missão que conta com a participação do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Defesa Civil e apoio técnico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A decisão, tomada durante a sétima reunião ordinária do Procedimento para Seleção e Adoção de Missões Espaciais (ProSAME), consolida o projeto como prioridade nacional e reconhece sua maturidade tecnológica, relevância estratégica e plena viabilidade programática.

Com aporte de R$ 6,4 milhões provenientes de emendas da bancada parlamentar de Santa Catarina, articuladas pelo Deputado Federal, Daniel Freitas (PL-SC), a Constelação Catarina, que já integra o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2022-2031, segue para as próximas etapas de execução, com o objetivo de fortalecer a posição do Brasil no desenvolvimento de soluções orbitais voltadas ao monitoramento ambiental, agricultura e defesa civil.

O ProSAME é o mecanismo oficial pelo qual a AEB avalia missões candidatas a integrar o PNAE. É nessa instância que projetos espaciais são analisados sob múltiplas dimensões – científica, orçamentária, operacional e estratégica – antes de receberem o status de missão nacional. A adoção é, portanto, mais que uma aprovação, é um compromisso formal do Estado brasileiro com a execução da missão e com os benefícios que ela oferecerá à sociedade.

Importância da adoção

A deliberação do ProSAME segue um processo rigoroso de análise técnica, financeira e estratégica. A adoção da missão representa uma certificação institucional de que o projeto atende, com solidez, aos critérios do Programa Espacial Brasileiro (PEB). Isso significa:

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Resultado de pesquisa da UFSC, primeiro estilo de cerveja brasileiro ganha destaque em revista internacional

17/12/2025 12:02

 A pesquisa do primeiro estilo de cerveja precisamente brasileiro, a Catharina Sour, originada em Santa Catarina, é o tema central do artigo científico recentemente publicado na revista internacional Food Chemistry Advances, do grupo Elsevier, uma das maiores editoras científicas do mundo. A pesquisa foi desenvolvida durante o pós-doutorado da pesquisadora Amanda Felipe Reitenbach, no Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob a coordenação da professora Vivian Maria Burin, e teve colaboração internacional da Technical University of Munich (TUM), por meio do Weihenstephan Research Center for Brewing and Food Quality, com participação de pesquisadores internacionais.

O artigo, intitulado Catharina Sour: Innovation in the first Brazilian craft beer style – From tradition to the sensory exploration of Brazilian tropical fruits (Catharina Sour: Inovação no primeiro estilo de cerveja artesanal brasileira – Da tradição à exploração sensorial das frutas tropicais brasileiras), apresenta uma análise aprofundada sobre a origem, consolidação, características sensoriais, processos produtivos e o impacto cultural e econômico da Catharina Sour, reconhecida oficialmente pelo Beer Judge Certification Program (BJCP) como o primeiro estilo de cerveja do Brasil.

O trabalho destaca o uso de frutas tropicais brasileiras, os processos de fermentação láctica e mista, além da identidade sensorial única do estilo, que reflete a biodiversidade e a inovação da cena cervejeira catarinense e nacional. O estudo também discute os desafios tecnológicos, o crescimento do estilo em competições nacionais e internacionais e seu potencial de expansão no mercado global de cervejas artesanais.

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Projeto investiga a perda histórica da biodiversidade costeira no sul do Brasil

17/12/2025 09:31

O professor do Departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ) Thiago Fossile, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), teve o projeto DEFAUNATION aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na Chamada Conhecimento Brasil. O projeto está em execução na UFSC e será desenvolvido ao longo dos próximos quatro anos.

O projeto DEFAUNATION (Defaunação em Ecossistemas Costeiros: Uma Abordagem Paleozoológica e Biomolecular), surge no contexto de um período marcado por mudanças climáticas aceleradas e impactos ambientais cada vez mais visíveis, como eventos extremos de chuva e calor, desmatamento e a perda contínua da biodiversidade. 

A iniciativa tem como objetivo principal mapear a perda de biodiversidade, da diversidade funcional e dos serviços ecossistêmicos na região costeira do sul do Brasil a partir de uma perspectiva de longo prazo. Para isso, o projeto analisará restos animais provenientes de sítios arqueológicos por meio de técnicas da Paleozoologia e da Arqueologia Biomolecular.  No Brasil, ainda são escassas as iniciativas que conectam registros arqueológicos a debates ambientais contemporâneos, sendo inédita a integração entre dados arqueofaunísticos e Unidades de Conservação para compreender mudanças históricas na composição da fauna.

Análises prévias indicam uma elevada diversidade de espécies registrada em sítios arqueológicos ao longo da costa brasileira. No sul do país, por exemplo, já foram identificadas mais de 360 espécies de vertebrados distribuídas em 374 sítios arqueológicos. Esses dados revelam, ainda, que espécies de médio e grande porte eram significativamente mais frequentes nos períodos pré-colonial e histórico (c. 1750–1950), quando comparados aos levantamentos faunísticos contemporâneos, evidenciando mudanças profundas na composição da fauna ao longo do tempo. 

Os resultados do projeto deverão contribuir diretamente para discussões contemporâneas sobre conservação ambiental, mudanças climáticas e gestão de ecossistemas costeiros, oferecendo subsídios científicos para tomadores de decisão e gestores públicos planejarem e executarem estratégias de conservação e restauração ambiental.

Além da produção de conhecimento científico, o DEFAUNATION prevê a implementação de uma infraestrutura laboratorial inédita na UFSC, voltada à análise paleozoológica e à extração e caracterização molecular de colágeno de vertebrados, com aplicações diretas em estudos arqueológicos, ecológicos e forenses. Essa infraestrutura permitirá o preparo e a análise de amostras de vertebrados por meio de abordagens biomoleculares, como isótopos estáveis e paleoproteômica, ampliando a capacidade do Brasil em análises de ponta.

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InoVARE/UFSC participou da conferência anual das unidades Embrapii 2025, em Brasília

12/12/2025 16:02

Julio Cordioli, Álvaro Prata e Nara Santos

A inoVARE/UFSC, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) especializada em Tecnologias Inovadoras em Vibrações, Acústica, Refrigeração e Energia sediada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), participou, nos dias 9 e 10 de dezembro, da Conferência Anual das Unidades Embrapii 2025, realizada em Brasília. O encontro reuniu representantes de unidades de todo o país para discutir tendências tecnológicas, estratégias de captação de recursos, planejamento estratégico para 2026 e iniciativas voltadas à continuidade do programa de excelência operacional.

A inoVARE/UFSC esteve representada pelo professor Julio Cordioli, coordenador da unidade, e por Nara Santos, gestora de planejamento e negócios. O evento contou com a presença da Ministra Luciana Santos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), reforçando a relevância nacional das ações desenvolvidas pela Embrapii.

A programação incluiu abertura institucional conduzida por Álvaro Prata, presidente da Embrapii e professor aposentado da UFSC; palestra sobre tendências em inovação industrial ministrada por Luciano Coutinho; sessões dedicadas à maturidade operacional, redes de inovação e momentos de planejamento estratégico da Embrapii. A conferência também promoveu a premiação dos Melhores do Ano Embrapii, reconhecendo unidades que se destacaram ao longo de 2024.
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Pós-Graduação em Planejamento e Controle de Gestão da UFSC recebe inscrições para mestrado profissional

12/12/2025 11:38

O Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Controle de Gestão da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGCG/UFSC) está com inscrições abertas para o Mestrado Profissional em Planejamento e Controle de Gestão. São ofertadas até 40 vagas, para ingresso no primeiro semestre letivo de 2026, conforme calendário acadêmico da UFSC. O edital está disponível no site da PPGCG. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site

As inscrições são gratuitas e vão até 18 de janeiro de 2026. São reservadas até 12 (doze) vagas para as ações afirmativas, sendo que até 8 (oito) são para Pessoas Autodeclaradas Pretas, Pardas, Indígenas (PPI) e Quilombolas, até 3 (três) serão destinadas às autodeclaradas Pessoas com Deficiência (PcD) e até 1 (uma) vaga será destinada à pessoa trans. O resultado final da seleção está previsto para 03 de março de 2026. 

O mestrado profissional abrange pesquisas e estudos práticos com base em evidências colhidas nas organizações que identificam, mensuram, avaliam e evidenciam as informações necessárias para planejamento, execução e controle das ações das áreas operacionais e estratégicas de organizações públicas, privadas, de economia mista e do terceiro setor. A linha de pesquisa Planejamento e Controle de Gestão contempla os seguintes eixos de aplicação: Formação Básica; Formação Estratégica; Formação em Governança e Compliance; Formação Comportamental; Formação Técnica; e Formação Integrada.

Acesse o edital.

Mais informações no site da PPGCG ou pelo e-mail ppgcg@contato.ufsc.br

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Pesquisadores da UFSC realizam estudo inédito sobre reprodução vegetal

11/12/2025 10:42

Pesquisador Eduardo Nery, aluno de pós-doutorado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foto: Rosângela Matos/Agecom/UFSC

Uma pesquisa pioneira realizada como parte do doutorado do pesquisador Eduardo Nery, pós-doutorando do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a professora Mayara Caddah, demonstrou que espécies de Miconia apresentam uma limitação evolutiva relacionada ao crescimento durante o processo reprodutivo.

No artigo An evolutionary constraint between reproduction and growth in a clade of Miconia (Melastomataceae), publicado neste ano na Botanical Journal of the Linnean Society, os autores mostram que as plantas-mãe, ao direcionarem energia para a produção de sementes, apresentam redução no crescimento, revelando um conflito entre crescimento e reprodução. Este trabalho é pioneiro por testar diretamente este efeito em plantas brasileiras. 

Espécime de planta do grupo Miconia, conhecida popularmente como Pixirica. Foto: Rosângela Matos/Agecom/UFSC

O estudo envolveu 66 espécies do grupo de plantas Miconia, que constituem o sexto maior grupo de plantas do Brasil e são conhecidas popularmente como Pixiricas. A análise comparativa entre as espécies permitiu identificar padrões evolutivos de alocação de recursos, contribuindo para o entendimento da história natural do grupo e da biodiversidade brasileira. Foi observada uma diferença significativa entre plantas de ambientes secos, como cerrado e caatinga, e plantas de regiões de floresta, em que o custo reprodutivo é maior devido à escassez de água.

Para a realização do estudo, os pesquisadores utilizaram diferentes herbários. O Herbário FLOR da UFSC, em Florianópolis, abriga cerca de 70 mil espécies. Também foram utilizados herbários do Paraná, o Jardim Botânico de Nova York e o Museu Paraense Emílio Goeldi, que forneceram acesso a espécies amazônicas mais raras.

Espaço atual do Herbário FLOR da UFSC, banco de dados utilizado para a coleta de informação científica. Foto: Rosângela Matos/Agecom/UFSC

A participação dos professores foi fundamental para a contribuição do resultado da pesquisa. A professora Mayara Caddah, especialista em taxonomia, auxiliou na identificação das espécies, nas coletas de campo e no acesso ao acervo do Herbário FLOR. O professor Fabian A. Michelangeli colaborou na identificação botânica e na seleção de amostras amazônicas no herbário do Jardim Botânico de Nova York, contribuindo diretamente para a análise das espécies estudadas.

 

 

João Hasseagecom@contato.ufsc.br
Estagiário da Agecom | UFSC
Tags: Departamento de BotânicaHerbário FlorMiconiaReprodução VegetalUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC vai coordenar estudo nacional pioneiro sobre atenção básica à saúde da população LGBTI+

10/12/2025 14:59

Pesquisa sediada no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolvida em parceria com outras quatro universidades públicas, vai avaliar a qualidade da atenção em saúde destinada à população LGBTI+ em cinco municípios brasileiros. O projeto Caminhos para a equidade: avaliação da atenção em saúde para pessoas LGBTI+ na atenção primária contará com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Edital Universal.

A proposta vai identificar barreiras de acesso, desafios estruturais e estratégias para qualificar os serviços no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A parceria é com as universidades federais do Mato Grosso do Sul (UFMS) e do Amapá (Unifap) e as estaduais de Maringá (UEM) e do Amazonas (UEA).

Coordenado pela professora Josimari Telino de Lacerda, do Departamento de Saúde Pública, e pelo doutorando do PPGSC André Inácio da Silva, o projeto reúne uma equipe multidisciplinar que atuará em colaboração interinstitucional, fortalecendo redes de pesquisa e ampliando o impacto científico e social da investigação. O projeto será executado no prazo de três anos nas cidades de Florianópolis, Três Lagoas (MS), Macapá (AP), Manaus (AM) e Maringá (PR).

O trabalho deverá contribuir para a compreensão e enfrentamento dos desafios históricos e estruturais enfrentados pela população LGBTI+ no Brasil, no que diz respeito ao acesso à saúde. Um dado emblemático é que a expectativa de vida das pessoas trans é de 35 anos, enquanto a média nacional é de 77 anos. Na análise da equipe do projeto, isso é reflexo de violência, discriminação e exclusão social. “A motivação para o estudo emerge diante desse quadro epidemiológico e da constatação de que, apesar dos avanços normativos e das políticas públicas voltadas para a população LGBTI+ no Brasil, persistem desigualdades estruturais e institucionais que comprometem a qualidade da atenção à saúde dessa população”, escrevem os pesquisadores.

Tags: atenção básica à saúdepopulação LGBTI+Programa de Pós Graduação em Saúde ColetivaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Prêmio Mulheres na Ciência da UFSC recebe inscrições de docentes e TAEs até 18 de janeiro

09/12/2025 16:53

A Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC) informa que o prazo de inscrições para o Prêmio Mulheres na Ciência foi prorrogado até 18 de janeiro de 2026. A atualização do cronograma também altera as etapas subsequentes do processo, que agora se estendem até março de 2026. O edital com todas as informações sobre o prêmio está disponível aqui.

Criado pela Propesq em 2020, o prêmio tem como objetivo estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres da UFSC que desenvolvem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras, contribuindo para reduzir assimetrias de gênero no ambiente acadêmico. Até um terço das premiações será destinado preferencialmente a cientistas negras, conforme previsto no regulamento.

Em sua 5ª edição, o prêmio é realizado em parceria com a Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) e contemplará mulheres pesquisadoras do quadro permanente da UFSC que tenham contribuído de maneira significativa para o avanço científico em suas áreas. Podem propor indicações ao prêmio a própria interessada em concorrer; departamentos, unidades ou programas de pós-graduação da UFSC; ex-orientados ou orientandos da pesquisadora. As inscrições devem ser feitas pelo Portal de Atendimento Institucional (PAI).

A premiação é dividida em seis categorias, sendo três para docentes (Júnior, Plena e Sênior) e três para servidoras técnico-administrativas em educação, TAEs (Júnior, Plena e Sênior). As vencedoras receberão um diploma e terão um vídeo de divulgação científico produzido, que integrará a Galeria de Destaques na Ciência da Propesq.

A cerimônia de entrega do prêmio ocorrerá durante o evento institucional em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, em março de 2026.

Acesse o edital.

Mais informações pelo e-mail propesq@contato.ufsc.br

Tags: Mulheres na CiênciaPrêmioPrêmio PropesqPró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe)Pró-Reitoria de PesquisaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Futebol como fenômeno social e cultural é tema de dossiê organizado em parceria com a UFSC

05/12/2025 18:03

Lançamento da revista Iluminura

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol) organizou um dossiê temático, Futebol como fenômeno social e cultural, publicado na edição da Revista Iluminuras, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A publicação reúne pesquisas que analisam o futebol sob perspectivas sociais, políticas e simbólicas, em diálogo direto com as linhas de pesquisa desenvolvidas pelo instituto.

A proposta do dossiê é trazer reflexões sobre as potencialidades do esporte, além de discutir os mecanismos de exclusão e os movimentos de resistência que surgem no universo do futebol.  A edição também busca fortalecer o esporte como um objeto de pesquisa complexo.

Entre os pesquisadores com trabalhos publicados no dossiê está Vanrochris Vieira, bolsista de extensão do Instituto e autor do artigo Manifestação de gênero como alternativa conceitual na leitura do futebol LGBTQIAPN+No texto, ele apresenta o conceito de manifestação de gênero, desenvolvido em sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC, como alternativa ao conceito de performatividade de gênero, de Judith Butler, para a análise do futebol LGBTQIAPN+.
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Professor e egresso da Pós-Graduação em Economia da UFSC vencem prêmio nacional com trabalho sobre IA

05/12/2025 17:28

O egresso do Mestrado em Economia da UFSC Nicolas Suhadolnik e seu orientador, o professor Eraldo Sergio Barbosa da Silva, foram os vencedores do Prêmio ABDE-BID 2025. Foto: divulgação

O egresso do Mestrado em Economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Nicolas Suhadolnik e seu orientador, o professor Eraldo Sergio Barbosa da Silva, foram os vencedores do Prêmio ABDE-BID 2025, promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), na categoria Financiamento ao Desenvolvimento Sustentável, Inclusivo e Inovativo. A cerimônia de premiação ocorreu na noite do dia 2 de dezembro, no Sesi Lab, em Brasília (DF).

O trabalho premiado aborda o uso da inteligência artificial aplicada à inclusão financeira, com foco na análise de risco de crédito. Segundo Nicolas, a pesquisa tem forte relevância prática: “Nosso estudo revisa as principais abordagens de risco de crédito e mostra, com dados reais, que os modelos de aprendizado de máquina têm desempenho superior em relação às abordagens tradicionalmente utilizadas”, afirma. 

De acordo com ele, a capacidade de a inteligência artificial identificar padrões complexos em grandes volumes de dados pode contribuir para reduzir assimetrias de informação, ampliar a inclusão financeira e tornar mais eficiente a concessão de crédito, especialmente para micro e pequenas empresas. O estudo também oferece um referencial metodológico que pode apoiar instituições do Sistema Nacional de Fomento, como o BRDE, na adoção de novas técnicas de análise de crédito.

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Pós-Graduação de Engenharia de Produção da UFSC recebe inscrições de candidatos ao mestrado e doutorado

05/12/2025 13:28

O Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGEP/CTC/UFSC) está com inscrições abertas para o processo seletivo de ingresso nos cursos de mestrado e doutorado. As inscrições vão até 30 de janeiro e podem ser realizadas através do sistema CAPG acessando o processo seletivo nomeado “Seleção Mestrado e Doutorado PPGEP – Ingresso 2026-1”. Todas as informações sobre o processo seletivo estão no edital de Seleção ME e DO – 2026/1.

Serão admitidos no Mestrado alunos com graduação concluída em curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), nos termos da legislação vigente. As vagas  estão dispostas da seguinte forma: 32 vagas de Mestrado e 18 vagas de Doutorado, sendo 10 vagas de Mestrado e 6 vagas de Doutorado reservadas para pessoas com deficiência, negros e indígenas. As inscrições são gratuitas.

As áreas de concentração do PPGEP são: Engenharia de Produto, Processos e Serviços; Ergonomia; Gestão de Operações; e Logística e Cadeia de Suprimentos. Cada candidato deverá se inscrever indicando apenas um dos docentes para orientação. O resultado será divulgado dia 2 de março, com ingresso dos selecionados previsto para 9 de março.

Acesse o edital completo aqui.

Mais informações no site do PPGP

Tags: Centro TecnológicodoutoradomestradoPPGEPprocesso seletivoPrograma de Pós-Graduação em Engenharia de ProduçãoUFSC

Instituto de Estudos de Gênero da UFSC encerra comemorações de 20 anos com debate sobre desastres, desigualdades e gênero

05/12/2025 11:45

O Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (IEG/UFSC) realiza no dia 15 de dezembro, segunda-feira, às 19h, a 8ª e última sessão do 2º Colóquio IEG-UFSC de Pesquisas deste ano. Com o tema Desastres, desigualdades e impactos sob perspectiva feminista, o encontro será transmitido ao vivo pelo canal Instituto de Estudos de Gênero  no Youtube, encerrando o ciclo de debates comemorativo aos 20 anos do Instituto.

A mediação será feita pela professora Nayara de Lima Monteiro, doutora em Ciências Humanas pela UFSC, com trajetória acadêmica voltada às relações entre gênero, colonialidades e conhecimentos tradicionais. Nayara é mestre em Relações Internacionais, graduada em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e especialista em Arqueologia Social e Inclusiva. A pesquisadora também integra o Nusserge UFSC, o IEG/UFSC e atua como pesquisadora associada ao Laboratório de Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais da UDESC.
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Tags: combate à violência de gênerodesastresIEGInstituto de Estudos de Gêneroperspectiva feministaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisadora da UFSC aprova projeto de R$699 mil para monitorar regeneração na Amazônia

05/12/2025 09:03

A professora da Universidade Federal de Santa Catarina Ana Catarina Jakovac foi uma das nove cientistas contempladas no país com recursos do edital Centro de Síntese em Biodiversidade, o SinBiose. A pesquisa liderada pela professora alcançou a terceira colocação entre 146 propostas. Os recursos de R$699 mil possibilitam que a equipe dê continuidade a um projeto sobre regeneração de florestas.

O edital no qual a pesquisa da UFSC foi contemplada tem o objetivo de apoiar projetos que  sintetizem o conhecimento científico para aplicação em políticas públicas. Catarina propõe uma continuidade do Regenera-Amazônia, que criou indicadores para monitorar a regeneração natural de florestas na Amazônia.

“O objetivo principal desta continuidade da síntese é quantificar a previsibilidade e a estabilidade das trajetórias sucessionais na Amazônia e identificar os principais fatores que as determinam, a fim de estimar a incerteza da regeneração natural em diferentes contextos sócio-ecológicos”, explica a professora.

A sucessão ecológica é um processo de mudanças em atributos do ecossistema, como diversidade, composição de espécies e estrutura da vegetação, ao longo do tempo, após uma perturbação. Ela é descrita como um processo direcional, mas pode seguir trajetórias de maior ou menor sucesso. Isso gera incertezas sobre o processo de restauração, riscos de investimento econômico e de esforço.

Estudo vai envolver universidades do país, do exterior e instituições ligadas ao meio ambiente

O estudo tem um viés aplicado. A proposta é, em conjunto com gestores e tomadores de decisão, abordar três questões com relevância direta para as políticas públicas de restauração. A ideia é entender qual é a chance de sucesso da regeneração natural em diferentes contextos socioecológicos, monitorar se a regeneração natural restrita aos estágios iniciais é suficiente para predizer a restauração ecológica efetiva ao longo do tempo e classificar os estágios sucessionais na Amazônia.

Faz parte da pesquisa, ainda, a proposta de  formalização da rede e do banco de dados Regenara-Amazônia como um repositório estruturado de dados e uma plataforma de disseminação de informações sobre a biodiversidade associada à regeneração natural no bioma amazônico.

O projeto terá colaboração com cinco instituições de pesquisa brasileiras e três universidades internacionais, além de contar com a participação de órgãos públicos como Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Regenera-Amazônia

No Regenera-Amazônia, uma equipe de cientistas compilou o maior conjunto de dados de florestas secundárias, reunindo 450 parcelas de florestas secundárias em terra-firme distribuídas em 24 localidades na Amazônia Brasileira  e cobrindo idades de 1 a 70 anos. Cerca de 88% das parcelas têm menos de 30 anos e apenas 13% (59 parcelas) representam florestas com entre 1 e 5 anos de idade. Agora, a proposta é agregar novas parcelas, principalmente de regiões sub-representadas da Amazônia.

Os indicadores ecológicos e valores de referência para avaliar a efetividade da regeneração natural como forma de restaurar florestas na Amazônia foram divulgados pelo grupo em 2024, em uma publicação na Communications Earth & Environment, do grupo Nature.

O estudo representa uma ponte importante entre a ciência, as práticas de restauração ecológica e a implementação das políticas públicas de recuperação da vegetação nativa no Brasil. “Projetos de síntese científica com apoio, que integram gestores públicos, como este, são essenciais para a definição de melhores políticas públicas e para informar a tomada de decisão”, explicou a professora, em reportagem veiculada no portal do CNPq.

Tags: Amazôniaecologiaedital do CNPqFloresta AmazônicaREGENERA-AmazôniaRegeneração florestalSinBiose

Pós-Graduação em Agroecossistemas recebe inscrições de candidatos ao Doutorado até 31 de janeiro

03/12/2025 13:27

O Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGA/CCA/UFSC) divulgou o Edital de seleção de candidato(as) ao Doutorado Acadêmico com ingresso em março de 2026. As inscrições vão até 31 de janeiro. Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no Edital nº 5/2025/PPGA/CCA/UFSC.

Serão ofertadas até 4 vagas, sendo 2 para candidatos(as) de Ações Afirmativas, com possível direito a bolsa, a depender da aprovação da mesma pelo programa junto a órgão financiador. As áreas de concentração e linhas de pesquisa do PPGA são os seguintes:

1. Área de Concentração: AGROECOLOGIA
1.1 Linha de Pesquisa: Abordagens agroecossistêmicas de processos produtivos
1.2 Linha de Pesquisa: Etologia, criação e bem-estar animal
1.3 Linha de Pesquisa: Evolução, manejo e conservação da agrobiodiversidade

2. Área de Concentração: DESENVOLVIMENTO RURAL E DESEMPENHO AMBIENTAL
2.1 Linha de Pesquisa: Agricultura familiar, novas ruralidades e territórios rurais
2.2 Linha de Pesquisa: Dinâmica de sistemas socioecológicos

O resultado final do processo seletivo sai até 6 de março de 2026.

Mais informações no Edital, na página do PPGA ou pelo e-mail ppga@contato.ufsc.br

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Pesquisadora da UFSC é reconhecida por Defesa com trabalho de psicologia em ambientes extremos

03/12/2025 12:13

Paola participou de diferentes missões ao longo dos últimos anos e agora teve sua tese premiada (Fotos: Arquivo Pessoal)

Uma tese realizada na Universidade Federal de Santa Catarina conquistou o terceiro lugar na categoria no Concurso CAPES/Ministério da Defesa de dissertações e teses sobre Defesa e Soberania. Paola Barros Delben defendeu no Programa de Pós-Graduação em Psicologia um trabalho pioneiro sobre um modelo de gerenciamento de riscos em contextos remotos, como é o caso de ambientes extremos como a Antártica. O estudo foi defendido em 2023, mas a pesquisadora continua sua trajetória na universidade, agora com pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Direito.

Ela desenvolveu, com a orientação dos professores Roberto Moraes Cruz e Pedro Marques Quinteiro, um programa padronizado e sistematizado, pautado em machine learning, para monitoramento de saúde mental e comportamento seguro. A tese também trata da biossegurança e bioproteção em contextos de difícil acesso.

O trabalho foi considerado relevante por oferecer à Defesa um instrumento robusto para reduzir riscos, prevenir incidentes, otimizar a resposta aos eventos e a seleção e preparação de pessoal. “Ao integrar protocolos, tecnologias e indicadores validados, a proposta fortalece a gestão do fator humano em operações críticas, diminuindo custos operacionais e aumentando a segurança e a eficiência das missões na Antártica, também aplicáveis à operações especiais, crises sanitárias, emergências e desastres, com maior autonomia para o país na gestão de riscos”, sintetiza.
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Tags: ambientes extremosAntárticaMinistério da DefesaPrêmioPrêmio CapesPrograma de Pós-Graduação em Psicologia

UFSC lidera Instituto Nacional para estudo e desenvolvimento de bioprodutos

01/12/2025 11:05

Professora Débora coordena grupo que vai estudar e gerar bioprodutos de impacto para a indústria (Fotos: Gustavo Diehl)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conta, a partir desta segunda-feira, 1 de dezembro, com uma unidade multipropósito de pesquisa com foco na sustentabilidade e na tecnologia:  o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Biofábricas. O novo INCT da UFSC terá recursos de cerca de R$ 11 milhões e envolve redes de pesquisadores formadas a partir da colaboração entre universidades, institutos de pesquisa, associações e indústrias de todas as regiões. O objetivo é desenvolver bioprodutos de interesse tecnológico e escalonamento da produção para transferência das tecnologias para o setor produtivo, cooperativas e pequenas e médias empresas na área biotecnológica.

Pelo menos 45 pesquisadores de dez instituições estão envolvidos com o primeiro workshop do grupo, que ocorre no departamento de Engenharia Química e de Alimentos. “O principal objetivo, além de formar essa rede de pesquisa que tem por objetivo consolidar nacionalmente atividades de pesquisa, extensão e formação de recursos humanos, é montar uma biofábrica, uma unidade capaz de produzir biomoléculas em um nível de produção maior, até para consolidar as pesquisas já existentes nos grupos”, explica a professora e pró-reitora de Pós-Graduação, Débora de Oliveira, que coordena o projeto.

Primeiro workshop da rede é realizado na UFSC

O INCT ainda tem, como objetivos específicos, criar mecanismos para intensificar a interação entre os seus pesquisadores, o setor produtivo e o setor público. Isso auxiliaria a UFSC a se firmar como referência nacional na área e como vetor de disseminação de informação e conhecimento técnico especializado para pesquisadores, técnicos e produtores. Para isso, o grupo pretende produzir pelo menos dez novos produtos e bioprocessos nos próximos anos.

A capacitação e a formação de especialistas, com a realização de workshops e produção e publicação de artigos, também faz parte dos objetivos do grupo, que pretende gerar até R$15 milhões em novos negócios, além de auxiliar na criação de pelo menos uma nova startup por região a partir das suas pesquisas. Para atingir os objetivos, o INCT conta com cerca de R$11 milhões em investimentos aprovados, a maior parte deles (cerca de R$5 milhões) em bolsas.

Fazem parte do INCT como colaboradores pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, México, Argentina, Dinamarca, Polônia, Coreia do Sul, Índia e Paquistão. A Rede de Biotecnologia da Região Sul (Rede SulBiotec), Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e diferentes empresas também apoiam a articulação.

Tags: bioprocessosbioprodutosINCTinovaçãoInstituto Nacional de Ciência e Tecnologia - BiofábricasPatentespesquisasustentabilidade