Estudo da UFSC que transforma restos de peixe em adubo é premiado por multinacional francesa

19/05/2026 11:09

Guilherme estudou como biofertilizantes podem beneficiar produção de alface (Arquivo pessoal)

Uma pesquisa realizada na UFSC, que estuda o uso de biofertilizantes para a produção de alface, conquistou um prêmio na categoria Scale Up no Innovation Awards Roullier 2025-2026, que busca soluções inovadoras relacionadas à nutrição do solo, das plantas, dos animais e agroalimentar.

Guilherme Lenz, do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas, teve sua empresa selecionada na seletiva nacional, no Brasil, e depois na categoria mundial, na França. Na UFSC, o estudo que ele realiza é orientado pelo professor Arcangelo Loss e aposta na valorização de resíduos de pescado na agricultura, por meio da produção e aplicação de biofertilizantes.

“Os trabalhos desenvolvidos avaliaram biofertilizantes produzidos a partir de resíduos de pescado, tanto na forma líquida quanto microencapsulada em pó, em experimentos conduzidos em casa de vegetação com cultivo de alface”, explica Guilherme.

De acordo com ele, os resultados demonstraram que os biofertilizantes podem sustentar a produtividade das plantas de modo equivalente à adubação convencional, o que indica seu potencial para reduzir a dependência de fertilizantes químicos. “Foi observado efeito bioestimulante, com melhoria em parâmetros fisiológicos das plantas, sugerindo maior eficiência na absorção e uso de nutrientes”, explica o pesquisador.

Outro impacto positivo do estudo premiado foi observado no solo, onde os biofertilizantes promoveram alterações positivas, aumentando grupos bacterianos e fúngicos associados à ciclagem de nutrientes, decomposição e biocontrole. Quando a adubação ocorre na forma mineral, há maior presença de microrganismos com potencial patogênico.
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Livros sobre estudos de gênero organizados por equipe da UFSC estão disponíveis gratuitamente

18/05/2026 09:06

Capa do livro Move-se o Gênero na América Latina

Os livros Move-se o Gênero na América Latina e Se mueve el género en América Latina, que contam com a autoria de pessoas de países como Argentina, Uruguai e Colômbia, estão disponíveis para download gratuitamente. As obras foram desenvolvidas no âmbito do Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC.

Os livros contemplam a área de estudos de gênero e sexualidade e apresentam pesquisas e debates da comunidade acadêmica latino-americana. Entre os temas abordados estão futebol e torcedoras, memória, novelas, histórias em quadrinhos, teoria queer, litígios judiciais, pânicos morais, presença das mulheres na universidade, formação acadêmica de pessoas trans, direitos reprodutivos e não reprodutivos, além de violências e desigualdades atravessadas por questões de gênero, raça, geografia, economia e trabalho.

O material é resultado de encontros, debates e colaborações acadêmicas promovidos pelo projeto MOVE La América, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Interessados podem fazer baixar gratuitamente nos links:

Se mueve el género en América Latina – Pontes Editores

Move-se o gênero na América Latina – Pontes Editores

 

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Pesquisadores da UFSC se destacam em Congresso Brasileiro de Apicultura e de Meliponicultura em Florianópolis

15/05/2026 12:10

Mesa de abertura com a participação de Marlene Grade, diretora do CCA. Foto: Divulgação.

Pesquisadores do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (CCA/UFSC) participaram da organização e da programação científica do 25º Congresso Brasileiro de Apicultura e do 11º Congresso Brasileiro de Meliponicultura (CONBRAPI), realizado de 13 a 16 de maio, no Centro de Convenções CentroSul, em Florianópolis (SC). Considerado o principal encontro nacional voltado à apicultura e à meliponicultura, o evento reúne, a cada dois anos, pesquisadores, produtores, empresas, estudantes e profissionais de diferentes regiões do país para debater inovação, manejo, sustentabilidade, mercado, legislação e qualidade dos produtos apícolas e meliponícolas. A programação incluiu palestras, minicursos, debates técnicos, concursos, visitas técnicas e uma ampla expofeira aberta ao público, conforme está disponível no site oficial do evento: CONBRAPI 2026

Rodrigo Zaluski e Ana Carolina de Oliveira Costa, os primeiros da direita para a esquerda, com a equipe organizadora do congresso. Foto: Divulgação.

Entre os representantes do CCA na comissão organizadora estavam os professores Ana Carolina de Oliveira Costa e Rodrigo Zaluski. Ana Carolina, que atua na na área de qualidade físico-química dos produtos das abelhas sem ferrão, ministrou as palestras Identidade e qualidade de méis de abelhas sem ferrão maturados e Limitações do atual regulamento de méis de Apis: reclassificações dos méis florais, extraflorais e melato, além de coordenar discussões técnicas na área. Já Rodrigo Zaluski ministrou a palestra Problemas com adulteração e contaminação da cera de abelhas. O professor integrou as comissões de minicursos e do Concurso de Fotografia e Livros do congresso, além de atuar como moderador em debates técnicos relacionados à sanidade e à qualidade dos produtos apícolas.

Estudantes da UFSC também participam ativamente do congresso, ampliando sua formação acadêmica e aproximando-se de pesquisadores, produtores, empresas e instituições ligadas à cadeia produtiva das abelhas. Nesta edição, o CONBRAPI teve mais de 100 palestrantes responsáveis por aproximadamente 150 palestras, além de minicursos, debates técnicos, concursos de mel, pólen, fotografias e pinturas, visitas técnicas e uma expofeira com 89 estandes e 16 ilhas de exposição. O evento reuniu mais de 3 mil participantes entre congressistas inscritos e visitantes da feira.

A expofeira apresentou equipamentos, tecnologias, produtos apícolas e meliponícolas, serviços e oportunidades de negócios para o setor. O congresso também teve espaços temáticos como a Cadeia Produtiva Apícola, o Museu Apícola, a Colmeia Literária e exposições fotográficas valorizando a ciência, a cultura e a educação ambiental relacionadas às abelhas.

Mais informações no site do Congresso.

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UFSC deu contribuição importante para preservação da estrutura da Ponte Hercílio Luz

13/05/2026 07:00

Até 1975, quando foi inaugurada a ponte Colombo Salles, a ponte Hercílio Luz foi a única ligação rodoviária entre o continente e a Ilha de Santa Catarina (Foto: Antonio Pereira Oliveira)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deu uma contribuição importante para a preservação estrutural da centenária Ponte Hercílio Luz, no momento em que a estrutura enfrentou a situação mais crítica de sua história. Após a constatação do rompimento de uma barra de olhal da cadeia de sustentação do vão central, em 1982, a Universidade passou a acompanhar e monitorar a ponte. Ao menos oito estudos e trabalhos técnicos foram realizados a partir de então, para verificação da estabilidade e segurança da obra.

Uma das sugestões da Universidade, apresentada em uma proposta de reforma da Ponte Hercílio Luz, em 1997, acabou incorporada ao projeto de recuperação do monumento anos depois: a substituição do piso de asfalto da ponte por gradis de aço, diminuindo consideravelmente o peso próprio da estrutura.
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UFSC tem 37 pesquisadores entre os mais influentes do mundo

12/05/2026 12:12

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem 37 cientistas de 13 áreas de conhecimento considerados os mais influentes do mundo. Os trabalhos dos professores tiveram impacto mensurado e divulgado pela Research.com, plataforma especializada neste tipo de métrica.

Em 2025, o mesmo ranking listava 34 pesquisadores entre os destaques em suas áreas, no mundo, o que representa um aumento de citações de trabalhos associados à UFSC e a seus cientistas, segundo os critérios estabelecidos pelo Research.com. Só na área de Química, 13 pesquisadores e pesquisadoras se destacaram, com um total de 2912 publicações tabuladas.

No ranking nacional por campo do conhecimento, a instituição figura como destaque justamente nessa área, ocupando a terceira posição. Engenharia Elétrica ficou em quinto entre as universidades com cientistas mais bem ranqueados no país. Engenharia, Medicina e Neurociência também se destacam.

A organização responsável pelo ranking informa o número total de publicações de pesquisadores de destaque na Universidade Federal de Santa Catarina é de 8.481, com uma média de 223 publicações por cientista. Com relação a citações de cientistas de destaque na na UFSC, há um total de 340.933, com uma média de 8.972 citações por pesquisador.

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Estudantes recebem prêmios por participação em seminários de iniciação científica da UFSC

07/05/2026 17:40

Estudantes contemplados receberam prêmios e brindes em evento promovido pela Propesq (Fotos: João Hasse/ Estagiário/Agecom)

Seis estudantes da graduação e sete do ensino médio foram premiados durante a realização da Cerimônia de Premiação do 35º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (SIC) e do 15º Seminário de Iniciação Científica para o Ensino Médio (SIC-EM). O evento, promovido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),  foi realizado nesta quinta-feira, 7 de maio, às 14h, na Sala dos Conselhos da UFSC. 

Os estudantes foram selecionados durante a 22ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex). O prêmio aos estudantes de graduação foi a inscrição e passagens de ida e volta para a participação na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), cujo tema será “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão“, na qual ocorre a Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC), bem como uma bolsa no valor de R$ 1.400, destinada a auxiliar nos custos de hospedagem e alimentação durante o evento. Os bolsistas do ensino médio que se apresentaram oralmente no SIC-EM receberam brindes, como canecas, blocos de notas e um mapa da UFSC. 

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Werner Kraus Junior, destacou a simbologia da premiação. “Esse evento é uma coroação de toda excelência de programas de iniciação à pesquisa na universidade, desde a científica, no desenvolvimento tecnológico e também de ensino médio”. Werner também citou que o fomento à pesquisa segue forte por quase 40 anos e é fruto de um trabalho contínuo entre a UFSC e a CNPq. 

Professores, colegas e familiares dos estudantes prestigiaram o evento

Além do pró-reitor, também compuseram a mesa do evento o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, a Coordenadora do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica, Maria Luiza Ferreira e a Superintendente de Projetos, Maíra Busato Westphal.

Entre as premiadas do ensino médio estava Rosa Maria Pereira Miranda, hoje graduanda em Física na Universidade Federal de Santa Catarina. Rosa foi premiada por sua pesquisa no ensino médio “Mulheres e Meninas na Ciência”, que aborda os desafios e a representatividade feminina nas áreas científicas e tecnológicas. O livro conta a história de Estrela que passa por desafios na escola em que estuda e encontra na trajetória da cientista Jocelyn Bell Burnel inspiração para enfrentá-las. 

A estudante explicou a importância de abordar o espaço da mulher na ciência. “Essa história trata de todas as mulheres e meninas que se interessam por ciência. É sobre incentivar cada vez as mulheres a contribuir ao estudo e avanço científico. 

Confira a lista de todos os estudantes premiados.

 

Carlos Sobral – Estagiário Agecom | UFSC

agecom@contato.ufsc.br

 

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Núcleo de Estudos de Economia Catarinense publica informativo nº 50: do contexto global ao regional

04/05/2026 14:04

A edição nº 50 do Informativo do Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat/UFSC), publicada em abril de 2026, reúne artigos de professores e pesquisadores sobre fatos econômicos recentes e debates de política econômica. O boletim, coordenado pelo professor Lauro Mattei, abrange conjuntura internacional e brasileira, ensino de economia e indicadores de curto prazo da economia catarinense.

Na frente internacional, destacam-se análises sobre a escalada belicista e tarifária sob Donald Trump e seus potenciais efeitos recessivos e inflacionários globais; um ensaio que diferencia antissemitismo de antissionismo; e uma avaliação do arranjo capital‑trabalho nos países nórdicos, ressaltando a força da negociação tripartite e os desafios do “precariado” diante da digitalização e da financeirização.

Na conjuntura brasileira e no campo do ensino econômico, o informativo discute a “não-produtivização” da estrutura produtiva (avanço de atividades de circulação em detrimento da geração de valor), o debate sobre o governo Lula e o neoliberalismo, o escândalo do Banco Master e a crítica aos crimes ambientais. Em ensino, retomam-se as contribuições de Keynes sobre expectativas de longo prazo e um ensaio didático que usa “três ilhas” para introduzir temas de economia política.

Para Santa Catarina, os indicadores mostram: produção industrial em alta de 1% em fevereiro/2026, varejo ampliado crescendo 2,2% (acima da média nacional), serviços avançando 0,7% e mercado de trabalho formal com saldo positivo de cerca de 21,7 mil vagas, puxado por serviços, indústria de transformação e agropecuária, apesar da fraqueza em bens de capital, móveis e veículos.

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UFSC desenvolve plataforma de código aberto para fortalecer economia solidária digital

30/04/2026 11:14

Equipe do projeto Ecosol Digital. Foto: Divulgação

Uma parceria recém-firmada entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promete criar uma solução tecnológica voltada a cooperativas de trabalhadores por aplicativos, com o desenvolvimento de uma plataforma pública de código aberto voltada a esse público.

Iniciado em março deste ano, o projeto Ecosol Digital busca atender a uma demanda concreta e crescente de trabalhadores como entregadores, motoristas de aplicativo e artesãos, entre outros: a possibilidade de ter mais autonomia nas tomadas de decisão, precificação justa e transparência nos contratos de trabalho. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD 2024) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os trabalhadores plataformizados são cerca de 1,7 milhão de pessoas no Brasil.
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Tags: código abertoDepartamento de Informática e EstatísticaEconomia solidáriaEcosol Digitalministério do trabalho e empregotrabalhadores por aplicativosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pós-graduandos da UFSC podem concorrer a bolsas de mestrado e doutorado sanduíche no México; inscrições prorrogadas até 14 de maio

30/04/2026 09:25

O edital de Mobilidade Acadêmica do Programa Abdias Nascimento 2026 recebe inscrições de candidatos até 14 de maio. A iniciativa, promovida pela Cátedra Antonieta de Barros, oferece oportunidades de intercâmbio internacional para estudantes de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Ao todo, são disponibilizadas 10 bolsas, sendo cinco para mestrado sanduíche e cinco para doutorado sanduíche, com destino à Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), localizada na Cidade do México. As bolsas estão vinculadas ao projeto Cátedra Antonieta de Barros: Educação para a Igualdade Racial e o Combate ao Racismo.

As inscrições foram prorrogadas e vão até 14 de maio. Podem se candidatar estudantes regularmente matriculados em programas de pós-graduação das duas universidades participantes. O processo é gratuito. Do total de vagas, ao menos 50% são destinadas a ações afirmativas. A política contempla mulheres ou mulheres autodeclaradas pretas, pardas, indígenas, quilombolas, além de pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação e pessoas transgênero ou travestis. Assim, no mínimo cinco bolsas serão reservadas para esse público.

O processo seletivo inclui análise documental, com caráter classificatório e eliminatório. Não será permitido o envio de documentos após o prazo final de inscrição. Também há previsão de recurso quanto à classificação atribuída. A seleção resultará em duas listas: uma para candidatos das ações afirmativas e outra de ampla concorrência. Os cinco primeiros colocados de cada lista serão considerados aprovados, enquanto os demais formarão cadastro de reserva. O resultado final está previsto para ser divulgado no dia 27 de maio, com início das atividades em 1º de junho.

As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail:  catedraantonietadebarros.ufsc@gmail.com

Mais informações no edital e na página oficial da  Cátedra Antonieta de Barros.

Tags: ações afirmativasBolsas de mestradochamada de processo seletivoDoutorado SanduícheUFRBUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaUniversidade Federal do Recôncavo Baiano

Pesquisa da UFSC coloca a ciência a favor do ambiente e da economia

28/04/2026 17:01

Um projeto desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) colocou a ciência a favor do meio ambiente e da economia, em um trabalho realizado em Canoinhas, no Planalto Norte catarinense.

Araucaria angustifolia é espécie presente em áreas florestais no Planalto Norte Catarinense (Foto: Ministério do Meio Ambiente/Divulgação)

Ao longo de aproximadamente seis meses, entre o final de 2024 e o primeiro semestre de 2025, a equipe coordenada pelo professor Tiago Montagna, do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias (CCA), avaliou os impactos de uma eventual supressão de cerca de 40,8% de um fragmento de Floresta Ombrófila Densa na diversidade genética de populações de Araucaria angustifolia (araucária), Ocotea porosa (imbuia) e Curitiba prismatica (cerninho), espécies ameaçadas ou de ocorrência restrita. O estudo foi realizado em uma área de 12,8 hectares (ha) da Cia. Canoinhas de Papel, localizada no município do Planalto Norte de Santa Catarina.

A pesquisa foi demandada pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), órgão responsável pelo licenciamento ambiental no Estado, como requisito para a expansão da planta industrial da empresa. Contratado pela Restauração Ambiental Sistêmica Ltda, o trabalho foi executado pelo Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais da UFSC. “O objetivo central foi avaliar se a supressão de 5,22 ha poderia causar perdas relevantes de diversidade genética nas espécies-alvo, comparando-se indivíduos da área destinada à supressão com os da área de conservação (7,58 ha)”, explicou o coordenador do projeto.

Resultados

Para a realização da pesquisa foram coletadas amostras foliares, posteriormente submetidas a análises iso-enzimáticas no Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal da UFSC. Em linhas gerais, os resultados apontaram que as populações de araucária e imbuia apresentavam níveis elevados de diversidade genética, superiores ou compatíveis com médias já reportadas para o Estado. Contudo, a eventual supressão acarretaria redução populacional: cerca de 55% dos indivíduos de araucária, 70% dos de imbuia e 40% dos cerninhos seriam eliminados. “Isso implicaria maior risco futuro de perda de diversidade por deriva genética”, apontou o estudo. Para o cerninho, a diversidade genética revelou-se baixa, mas a população local é numerosa (mais de 2 mil indivíduos), o que atenua os riscos imediatos de perda. 

“Apesar das perdas potenciais, o parecer final concluiu que a supressão é viável, desde que acompanhada de medidas de compensação, como a coleta e produção de mudas a partir de sementes de indivíduos portadores de alelos exclusivos, o cessar das roçadas realizadas no local e o incremento do tamanho populacional das espécies alvo na área de manutenção”, ressaltou o professor Montagna.

Inéditas

A equipe de trabalho foi integrada por seis pesquisadores, incluindo docentes, mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais e graduandos em Agronomia que atuaram em todas as etapas, desde a coleta em campo às análises laboratoriais e interpretação dos dados.

“Do ponto de vista científico e social, o projeto contribuiu com informações inéditas sobre a diversidade genética dessas espécies em Canoinhas, fornecendo subsídios para o manejo e para a conservação em cenários de impacto ambiental.  Além disso, gerou protocolos que podem ser replicados em outros empreendimentos e orienta estratégias de restauração, assegurando que a expansão industrial ocorra de forma menos danosa ao patrimônio genético florestal”, salientou o professor Tiago Montagna. “Assim, este estudo representa não apenas um requisito técnico para o licenciamento, mas também um avanço no conhecimento científico e prático sobre a conservação genética de espécies-chave da Mata Atlântica”, definiu o docente.

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) foi a responsável pela gestão administrativa e financeira da iniciativa. “A Fapeu teve papel central na viabilização do projeto, administrando os recursos e garantindo a infraestrutura necessária para a execução”, destacou o professor Tiago Montagna.

Esta reportagem integra a Revista da Fapeu 16, disponível na íntegra em https://fapeu.org.br/revistafapeu

Tags: CCANúcleo de Pesquisas em Florestas TropicaisRevista da Fapeusupressão de vegetaçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pesquisa internacional com participação da UFSC revela possíveis pares de planetas ‘errantes’ na Via Láctea

27/04/2026 16:37

Imagens de planetas errantes registradas pelo telescópio VISTA.

Um estudo publicado na semana passada na revista Astronomy & Astrophysics com a participação do professor Roberto K. Saito, do Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), traz novos avanços na compreensão de uma das populações mais misteriosas da nossa galáxia: os chamados planetas errantes.

Utilizando o telescópio VISTA, do Observatório Europeu do Sul (ESO), uma equipe internacional de astrônomos identificou 17 pares de candidatos a planetas livres – objetos que não orbitam nenhuma estrela – em uma associação estelar jovem próxima. Entre eles, foram encontrados vários sistemas candidatos formados por pares de planetas que parecem viajar juntos pelo espaço.

Diferentemente dos milhares de exoplanetas já conhecidos, que orbitam estrelas distantes, os chamados free-floating planets (FFPs) – ou planetas errantes – vagam de forma independente pela Via Láctea. Embora se acredite que sejam numerosos, esses objetos ainda são pouco conhecidos. Questões fundamentais permanecem em aberto: quantos existem? Como se formam? Surgem como estrelas ou são ejetados de sistemas planetários jovens? E, especialmente, com que frequência aparecem em pares?
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Um clássico para entender o mundo: Editora da UFSC lança ‘Imperialismo: um estudo’

27/04/2026 16:23

“Imperialismo: um estudo” foi lançado pela Editora da UFSC no dia 24 de abril de 2026, na Igrejinha da UFSC. Fotos: Felipe Maciel Martínez

A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) lançou, na noite de 24 de abril, a primeira tradução para o português de Imperialismo: um estudo, do economista britânico John Atkinson Hobson. A sessão, realizada na Igrejinha da UFSC, foi aberta pelo diretor da editora, Nildo Ouriques, e reuniu representantes de diferentes legendas e movimentos: Afrânio Boppre (PSOL), Carlos Eduardo de Souza (PT), a presidente da Unidade Popular pelo Socialismo (UP) de Santa Catarina, Julia Andrade, o membro da Juventude Socialista do PDT (JSPDT), Luis Otávio Feltrin, além dos músicos convidados Vitor Vieira e Felipe Ferro.

Publicado em 1902, o livro tornou-se referência central em inglês sobre o tema. Hobson articula economia política, disputa colonial e ideologias de legitimação — da retórica “civilizatória” ao racismo científico — para explicar o imperialismo moderno. A edição da EdUFSC atualiza o debate e recoloca, no país, uma discussão que integra economia, política e ideologia. Para leitores de desenvolvimento, relações internacionais e história econômica, o lançamento oferece raro fôlego analítico e uma ponte entre o início do século XX e as tensões do presente.

Na abertura do evento, Ouriques classificou a obra como “extraordinária”, destacando a “ótima aceitação em escala nacional” e o lançamento como marco de uma nova linha editorial da EdUFSC em 46 anos. Segundo ele, o título já figura entre os mais vendidos da casa, ao lado de publicações críticas lançadas na atual gestão da universidade. O gestor Lembrou ainda que este é o segundo livro de Hobson em português — o primeiro, dos anos 1980, influenciou pesquisas “sobretudo na Unicamp” — e observou que “o estudo sobre o imperialismo é substancialmente mais importante e melhor”. Ao evocar Vladimir Ilitch Lênin, afirmou que “O imperialismo, fase superior do capitalismo” reconhece Hobson como principal referência em inglês e comparou: diferente do “panfleto popular” de Lênin, a obra agora lançada oferece análise densa, igualmente orientada à práxis.
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Arquivo Central da UFSC lança projeto para registrar experiências e memórias da pandemia de Covid-19

27/04/2026 11:35

UFSC colaborou com o sistema público de saúde com a testagem de casos de coronavírus (Foto: Rafaella Whitaker)

O Arquivo Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) informa o lançamento do projeto “Vozes da Pandemia: Memórias Universitárias da Covid-19”, que tem como objetivo coletar depoimentos sobre os impactos humanos e emocionais vivenciados durante a pandemia do coronavírus no contexto universitário. Trata-se da primeira iniciativa de uma série de ações voltadas à preservação da memória social e institucional da Universidade.

“A proposta surge da constatação de que ainda são escassos os registros sistematizados sobre esse período nos arquivos e memoriais da Universidade, o que reforça a importância de sua documentação”, afirma a arquivista Silvia Cintra, que está à frente do projeto.

De acordo com ela, a iniciativa busca registrar experiências, percepções e transformações vividas por estudantes, docentes, técnicos universitários e trabalhadores terceirizados, contribuindo para a construção de uma memória coletiva sobre esse período histórico e para o desenvolvimento de futuras pesquisas.

Para participar, basta preencher um formulário estruturado com questões sobre o período pandêmico, após aceitar um termo de consentimento livre e esclarecido.

O projeto é resultado da tese “Marketing de Serviços de Informação: uma análise comparativa dos arquivos universitários no contexto português, espanhol e italiano”, desenvolvida por Silvia Cintra no âmbito do seu doutorado em Ciência da Informação da Universidade de Coimbra, em Portugal.

Registros
Entre março de 2020 e final de 2022, a Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) produziu e divulgou cerca de 400 reportagens abordando as iniciativas e ações da Universidade, seus pesquisadores, professores e técnicos administrativos para o enfrentamento da pandemia.

Estão registradas desde campanhas educativas sobre como se proteger do vírus em atividades cotidianas, como a ida ao supermercado; orientações sobre cuidados com a saúde física e mental durante o período de isolamento social; pesquisas científicas sobre o coronavírus; confecção de EPI e desenvolvimento de equipamentos para atendimento médico; combate à desinformação; ações do Hospital Universitário durante a pandemia; iniciativas e ações solidárias da comunidade universitária e colaboração com o sistema de saúde pública para testagem de coronavírus e posteriormente vacinação da população.

Um síntese dessas iniciativas está disponível na página Ações da UFSC contra o coronavírus.

Após um ano de pandemia, a equipe da Agecom realizou uma série de reportagens mostrando como tinha sido a adaptação de professores, estudantes e servidores técnicos administrativos às novas modalidades de ensino e trabalho remoto. Essas matérias contêm alguns relatos pessoais dos desafios e das soluções encontradas pelas pessoas da comunidade universitária para enfrentar um cenário totalmente novo e desafiador de uma pandemia.

https://noticias.ufsc.br/2021/03/um-ano-depois-trabalho-marcado-pela-adaptacao-de-rotinas-e-procedimentos/

https://noticias.ufsc.br/2021/03/um-ano-depois-transicao-para-o-ensino-remoto-exigiu-superacao-de-desafios-e-criatividade/

https://noticias.ufsc.br/2021/03/um-ano-depois-atividades-e-projetos-de-extensao-alcancaram-mais-de-453-mil-pessoas/

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Programa da UFSC aponta causas da mortandade de peixes na bacia do Itacorubi

24/04/2026 19:20

Rios do Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi tiveram morte massiva de peixes (Fotos: Projeto Ecoando Sustentabilidade)

A poluição crônica por esgoto não tratado está associada à mortandade de peixes na bacia do Itacorubi, registrada no dia 22 de abril no Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis. Essa é uma das conclusões da Nota Técnica elaborada por pesquisadores do programa Ecoando Sustentabilidade, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A nota é assinada pelos pesquisadores Alessandra Larissa Fonseca e Paulo Horta. No documento, os pesquisadores destacam que “a mortandade massiva de peixes registrada entre 22 de abril de 2026 no Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis, foi causada principalmente por asfixia decorrente da formação de “zonas mortas” — áreas com níveis críticos de oxigênio dissolvido, muitas vezes inferiores a 2 mg/L”.

Animais morreram por asfixia em “zonas mortas”, áreas com níveis críticos de oxigênio dissolvido

“Este fenômeno é resultado da poluição crônica por esgoto doméstico não tratado na bacia do Itacorubi, que, ao introduzir excesso de matéria orgânica, favorece a decomposição bacteriana intensa e o consumo acelerado de oxigênio, quadro agravado por altas temperaturas anômalas, baixo regime de chuvas e falhas no sistema de saneamento. Além da anoxia, a análise das brânquias sugere a possível influência de substâncias tóxicas do escoamento urbano.”

A equipe técnica do projeto sugere a realização de ações emergenciais como a remoção dos animais mortos, fiscalização rigorosa do sistema de esgoto e implementação de monitoramento constante, inclusive com o apoio de ferramentas de ciência cidadã como o aplicativo “Cientistas do Mar”.

Veja a íntegra da Nota Técnica.

 

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Projeto da UFSC no Parque Nacional de São Joaquim recebe visita técnica de rede de pesquisadores em mudanças climáticas

24/04/2026 19:07

Equipe INCT ClimaVeg em visita ao Parque Nacional de São Joaquim (SC). Foto: Rafael Barbizan Sühs.

O município de Urubici, em Santa Catarina (SC), sediou o primeiro encontro do recém-aprovado INCT ClimaVeg, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para estudos sobre biodiversidade, ecologia e mudanças climáticas, com ênfase na adaptação da vegetação nativa. A iniciativa investiga o manejo e a conservação da biodiversidade e seus benefícios em campos e savanas diante da crise climática. Ao longo de cinco dias, cerca de 30 participantes estiveram reunidos em diversas atividades, entre elas uma visita técnica ao experimento do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração Biodiversidade de Santa Catarina (PELD-Bisc), vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e à Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). O projeto está situado no Parque Nacional de São Joaquim (SC).

Para o coordenador do PELD-Bisc e professor da UFSC, Eduardo Giehl, “a conservação da biodiversidade enfrenta hoje muitos desafios. Parte deles se dá por lacunas em nosso conhecimento, que pode ser resolvida com experimentos como os que estamos realizando aqui e que foram visitados pelos pesquisadores que integram o INCT ClimaVeg. Nossas expectativas são muito grandes de produzir o conhecimento necessário com o grupo formado, conhecimento esse que será certamente muito relevante para melhorarmos a capacidade de responder adequadamente aos desafios que temos pela frente”.

Equipe INCT ClimaVeg em visita ao experimento do PELD Biodiversidade de Santa Catarina (PELD-Bisc). Foto: Carolina Rigo

O INCT ClimaVeg reúne mais de 20 instituições de referência— incluindo instituições de ensino superior, IBAMA, Embrapa e ICMBio -, aproximadamente 40 pesquisadores nacionais e internacionais e amplia uma interface científica internacional de colaboração que envolve Brasil, Uruguai, Argentina, África do Sul e Alemanha. A coordenação é dos professores Valério De Patta Pillar (coordenador geral) e Gerhard Overbeck (vice-coordenador), ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o programa surge diante da urgência de compreender e enfrentar a crise climática nos ecossistemas abertos — ambientes ainda pouco protegidos, mas essenciais para as populações humanas e para a saúde do planeta no Antropoceno. A proposta é contribuir para o desenvolvimento de soluções concretas e baseadas em evidências para o uso da terra, com foco na redução da perda de biodiversidade.

“O INCT ClimaVeg foi motivado pela necessidade de soluções baseadas na natureza para a crise climática. Precisamos lidar com eventos extremos climáticos, que têm acontecido cada vez mais frequentemente. No caso da vegetação nativa de campos e de cerrados, que ocupava originalmente perto de 40% do território brasileiro, o risco de incêndio aumenta muito durante uma seca extrema se a área não estiver sob uso pastoril. Isso tem acontecido frequentemente nas nossas unidades de conservação. O INCT ClimaVeg foi criado com o objetivo de estudar práticas de manejo pastoril, combinadas ou não com queimadas prescritas, com vistas a reduzir o risco de incêndios catastróficos em vegetação nativa de campo ou cerrado”, explica Valério De Patta Pillar, professor do Instituto de Biociências da UFRGS e coordenador do projeto.

A proposta envolve uma ampla rede científica que integra sínteses de dados existentes, novos estudos experimentais e não experimentais e modelos de simulação de cenários climáticos e de manejo. Experimentos em rede serão implementados com protocolos comuns. Modelos de dinâmica da vegetação e do uso da terra serão desenvolvidos considerando fatores de manejo e sua dinâmica, projetando seus efeitos na biodiversidade e nos benefícios associados sob diferentes cenários climáticos. Os resultados deverão subsidiar políticas públicas de adaptação à crise climática de abrangência nacional e global.

Mais informações pelo e-mail campossulinos@ufrgs.br

Tags: INCT ClimaVegInstituto Nacional de Ciência e TecnologiaParque Nacional de São Joaquimpeld-biscPrograma de Pesquisas Ecológicas de Longa DuraçãoUFSCUrubici

Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas da UFSC recebe inscrições para mestrado e doutorado

24/04/2026 18:36

O Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGFAP/CCB/UFSC) divulgou os editais para seleção de candidatos ao mestrado e doutorado.
As inscrições devem ser feitas pelo formulário on-line do sistema CAPG até 30 de junho de 2026.

Os candidatos devem anexar toda a documentação exigida em PDF. Serão ofertadas até 23 vagas para o mestrado e até 16 vagas para o doutorado. Há vagas para ações afirmativas, distribuídas conforme especificado nos editais. A admissão no programa não garante bolsa. A homologação do resultado final está previsto para 31 de julho.

Confira o edital para ingresso no mestrado.

Confira o edital para ingresso no doutorado.

Acesse o formulário de inscrições aqui.

Mais informações na página do PPGFAP.

Tags: Centro de Ciências BiológicasdoutoradomestradoPPGFAPPrograma de Pós-Graduação em Biologia de Fungos Algas e PlantasUFSC

Pesquisa da UFSC analisa efeitos do glifosato na gestação de roedores

24/04/2026 15:20

Um estudo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) investigou os efeitos da exposição ao glifosato – mais especificamente ao RoundUp, a formulação comercial a base de glifosato -, durante a gestação de roedores, que dura 21 dias. A pesquisa buscou entender se o contato com o produto, que é o pesticida mais aplicado no Brasil,  pode trazer riscos à saúde de mães e filhos.

Os resultados mostraram que, dentro dos níveis considerados seguros por agências reguladoras, não houve efeitos metabólicos significativos. Não foram identificadas alterações como diabetes gestacional, ganho de peso ou mudanças relevantes no comportamento dos animais analisados.

Entretanto, os pesquisadores observaram alterações sutis no fígado, relacionadas à epigenética, mecanismo que regula a forma como os genes se expressam. Esses efeitos não causam impactos imediatos, mas levantam dúvidas sobre possíveis consequências a longo prazo, especialmente em casos de exposição contínua.

O trabalho foi liderado pelo professor Alex Rafacho, Coordenador do Laboratório de Investigações de Doenças Crônicas (LIDoC), do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O estudo é resultado da tese de doutorado de Aline Barbosa Lima, que conduziu a parte experimental da pesquisa, e contou com apoio de Victoria Cristina Malinski, Morgana Contini e Natália Stinghen Tonet, que compõem a equipe do LIDoC. 

Ainda segundo o pesquisador, os estudos não receberam financiamento externo específico. O trabalho foi realizado com recursos estruturais da própria UFSC, como laboratório, animais de pesquisa e insumos básicos. Entretanto contou com o apoio da Universidade de São Paulo (USP) para experimentos com células.

O estudo foi publicado na revista científica internacional Environmental Pollution, considerada uma das mais relevantes do mundo na área de contaminantes ambientais.

Por fim, a pesquisa indica que, mesmo em concentrações consideradas seguras do ponto de vista ambiental, podem ocorrer efeitos sutis, que não são detectados por análises clínicas ou macroscópicas. Um exemplo são as alterações epigenéticas, identificadas apenas por exames moleculares, mas que podem ter repercussões futuras tanto nas mães quanto nos filhos.

“O Roundup não teve nenhum grande efeito deletério, a gente não viu nada equivalente a diabetes gestacional, nem alterações relevantes de comportamento ou metabolismo”, afirma o professor. 

Professor Alex Rafacho, do Laboratório de Doenças Crônicas da UFSC.

Em testes complementares, foram identificados possíveis efeitos negativos quando as células foram expostas à formulação completa do produto, e não ao glifosato isolado. Isso indica que outras substâncias presentes na mistura podem influenciar na toxicidade.

João Hasse | agecom@contato.ufsc.br

Estagiário da Agecom | UFSC

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Pesquisadoras do INCT Futebol UFSC participam de evento no exterior

16/04/2026 16:40

A coordenadora geral do INCT Futebol, Carmen Rial , em evento em Istambul
Foto: INCT Futebol

Pesquisadoras ligadas ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT UFSC Futebol)  participaram, em março, de eventos acadêmicos internacionais na Turquia e na Argentina. Na Turquia, a coordenadora-geral Carmen Rial, esteve em Istambul durante a Conferência Intermediária da Rede de Pesquisa Sociedade e Esporte da Associação Europeia de Sociologia. No evento, ela apresentou um estudo sobre a circulação internacional de jogadoras brasileiras de futebol a partir do impacto do Título IX, legislação dos Estados Unidos que promove igualdade de gênero no esporte universitário. A participação também resultou na articulação de novas parcerias e no interesse de pesquisadores estrangeiros em integrar a rede do INCT Futebol. Rial destacou ainda a dinâmica colaborativa do encontro, que incentivou a criação de debates temáticos entre os participantes.

Já na Argentina, entre 18 e 20 de março, ocorreu em Rosário o congresso 50 anos do golpe de Estado de 1976, com a participação de Mariane Pisani, Caroline de Almeida e Lívia Gonçalves Magalhães. Na mesa Esportes, Memórias e Ditaduras as pesquisadoras discutiram o papel do futebol em contextos autoritários na América Latina. Caroline de Almeida abordou a relação entre futebol, repressão e memória durante as ditaduras, destacando a Operação Condor e seus impactos transnacionais. Lívia Magalhães analisou estádios como espaços de memória, citando exemplos no Brasil e no Chile que foram utilizados como centros de detenção e violência. Os debates também trouxeram reflexões sobre o uso político do futebol, como durante a Copa de 1970 no Brasil, quando o esporte foi associado à propaganda da ditadura.

 

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INCT UFSC participa de nova edição de dossiê sobre futebol como fenômeno social

16/04/2026 13:42

A Revista Iluminuras, vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), lançou uma nova edição do dossiê Futebol como fenômeno social e cultural, organizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol/CNPq/UFSC).  A publicação tem como objetivo trazer o futebol como um importante objeto de estudo das ciências sociais no Brasil. Esta é a segunda edição do dossiê, que dá continuidade à proposta iniciada no volume 26, número 72, publicado no início de janeiro de 2025. A nova versão, identificada como volume 26, número 72/2, foi disponibilizada em 31 de março, ampliando o debate sobre o tema.

A iniciativa busca analisar o futebol para além do campo esportivo, abordando-o como uma prática social e um espetáculo que reflete e produz diferentes dinâmicas da sociedade. Entre os principais enfoques estão questões de gênero, classe social, desigualdades regionais e raciais, além de outras dimensões que atravessam o cotidiano e a cultura brasileira. O dossiê foi organizado pela antropóloga Carmen Rial, coordenadora-geral do INCT Futebol, e pela pesquisadora Mariane Pisani, vice-coordenadora do instituto. Ambas destacam a importância de consolidar o futebol como campo legítimo de investigação acadêmica, capaz de revelar aspectos profundos da sociedade.

As duas edições do dossiê estão disponíveis para acesso na página de publicações da revista, permitindo que pesquisadores, estudantes e o público em geral explorem diferentes perspectivas sobre o futebol enquanto fenômeno social e cultural.

 

 

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INCT UFSC lança obras inéditas sobre futebol e ciências sociais

16/04/2026 10:37

Pesquisadores em sala virtual durante o lançamento do livro. Imagem: Página do INCT Futebol

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT UFSC Futebol) realizou, nas duas primeiras semanas de abril, dois webinários para marcar o lançamento de suas primeiras obras acadêmicas. Os livros reúnem reflexões de colóquios internacionais promovidos pelo Instituto em 2024, no Uruguai e na França, e foram publicados em dezembro de 2025 pela ABA Publicações, no selo Futebol: Cultura, Política e Sociedade.  O primeiro lançamento ocorreu em 1º de abril, com a obra Ciencias sociales y fútbol: intercambio y perspectivas sudamericanas. Já o segundo, no dia 8, apresentou o livro Ciências sociais e futebol: intercâmbio e perspectivas franco-brasileiras, que também possui versão em francês. Os eventos foram transmitidos pelo canal do Instituto no YouTube e contaram com a participação de organizadores e autores.

Segundo o pesquisador Fábio Machado Pinto, os webinários têm como objetivo dar continuidade ao diálogo iniciado nos colóquios, fortalecendo parcerias internacionais e ampliando o debate acadêmico sobre o futebol. Para Igor Martinache, a experiência também trouxe uma novidade em relação à cultura acadêmica francesa, ao permitir discussões coletivas sobre os capítulos publicados. As obras reúnem pesquisadores de diferentes países e abordam temas diversos, como gênero, memória, formação e política no futebol. A pesquisadora Caroline de Almeida destaca que os encontros possibilitam compreender melhor os processos de construção das pesquisas e trocar experiências entre os autores.

Além do meio acadêmico, o projeto também dialoga com a diplomacia. A cônsul-geral Vera Cíntia Alvarez contribui com um capítulo sobre o uso do futebol como instrumento de política externa brasileira, ressaltando seu papel estratégico na projeção internacional do país.

Os webinários seguem disponíveis online, no INCT Futebol e para download gratuito na página Publicações INCT.

 

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Mestranda da UFSC representa SC no Programa Brasileiro de Professores no CERN, na Suíça

15/04/2026 17:48

Anna Carolina Momm, licenciada em Física pela UFSC e mestranda do PPGECT. Foto: Divulgação

A professora de Física Anna Carolina Momm, 25 anos, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), embarca na próxima sexta-feira (17 de abril) para Genebra, na Suíça, onde irá participar de atividades formativas no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN). Anna foi selecionada entre candidatos de todo o país no edital do Programa Brasileiro de Professores no CERN, voltado a professores e professoras que lecionam Física e Ciências na rede pública de educação básica, e será a representante de Santa Catarina no grupo de 24 docentes que integrarão a viagem de estudos.

Licenciada em Física pela UFSC desde 2024 e professora concursada da Escola de Educação Básica José Maria Cardoso da Veiga, na localidade de Enseada do Brito, em Palhoça, Anna Carolina considera que essa iniciativa dos órgãos de fomento brasileiros são essenciais para valorizar o papel dos professores e elevar a qualidade da educação pública.

“Tenho uma expectativa enorme de visitar o CERN. Será um privilégio conhecer um dos centros de pesquisa mais importantes do mundo. Irei transpor os conhecimentos discutidos para a sala de aula, no ensino de Física Moderna e Contemporânea, além de aprofundar o trabalho sobre as Mulheres Cientistas no Projeto de Ensino que eu coordeno”, menciona Anna, que também atua no projeto Meninas na Ciência da UFSC. Ela destaca que seu envolvimento em projetos com esse escopo apresentam impacto real e potencial de multiplicação do conhecimento, o que pode ter contribuído, segundo ela, para seu desempenho no processo de seleção, mesmo sendo licenciada há pouco tempo.

Acelerador de partículas do CERN. Foto: Maximilien Brice/CERN

Os 24 participantes da viagem de estudos passarão por atividades formativas nos laboratórios do CERN entre os próximos dias 20 e 25 de abril. A programação envolve palestras, visitas legais, exposições e oficinas que introduzirão os participantes à temática da Física de Partículas e à pesquisa de ponta realizada no CERN. Os selecionados irão receber passagens aéreas de ida e volta (desde suas cidades de origem), ajuda de custo de 200 francos suíços, seguro saúde, deslocamentos entre aeroporto e alojamento, na Suíça, hospedagem em acomodação compartilhada, três refeições diárias, taxas acadêmicas e materiais didáticos das atividades formativas.

Fundado em 1954, o CERN fica situado na fronteira franco-suíça, próximo a Genebra, e é o maior laboratório de física de partículas do mundo. Seu objetivo é investigar os componentes fundamentais da matéria, utilizando aceleradores de partículas como o Grande Colisor de Hádrons (LHC) para compreender as leis do universo.

O Programa Brasileiro de Professores no CERN é realizado em colaboração entre a Sociedade Brasileira de Física (SBF), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Ana Paula Lückman / ana.paula.luckman@ufsc.br
Jornalista – Agecom UFSC

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CNPq divulga esclarecimentos sobre auditoria em concessão de bolsas

10/04/2026 10:46

O CNPq tomou conhecimento do relatório resultante de uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União, que apontou falhas de integração de bases de dados que podem estar ocasionando pagamentos indevidos. O CNPq destaca que as falhas apontadas impactam, potencialmente, menos de 1,5% das bolsas pagas pelo Conselho, e que já vem adotando providências para ampliar e qualificar a integração de bases de dados, reavaliar pagamentos caso a caso e, quando verificada inconsistência, reaver valores. Convém ainda esclarecer que acúmulos de bolsas são permitidos em algumas situações, de modo que a constatação de irregularidades depende de análises caso a caso.

Leia os esclarecimentos do CNPq sobre o relatório da CGU:

https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/relatorio-da-controladoria-geral-da-uniao-nota-do-cnpq

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Laboratório lança ebook gratuito sobre neuropsicologia

09/04/2026 09:24

O Laboratório de Neuropsicologia Cognitiva e Escolar (Lance) lançou, de forma gratuita, o ebook Aprendendo Neuropsicologia:Um guia de estudantes para estudantes – vol 1. O material, desenvolvido por estudantes de graduação e pós-graduação do laboratório, foi idealizado para ser um guia gratuito e de qualidade para outros estudantes. O conteúdo pode ser baixado diretamente no link.

Iniciativa e produção coletiva e original de um grupo de pesquisadores em formação, a obra é produto de um trabalho colaborativo, organizado pelas psicólogas do laboratório Bruna Ávila e Isabela Helsdingen, sob orientação da professora Natália Dias.

O ebook é o primeiro volume de uma série de produções em planejamento, lançado com apoio da Editora AMPLA e da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp) e prefaciado pelo neuropsicólogo Fábio Perin.

 

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UFSC desenvolve pesquisa inédita sobre regeneração óssea com estimulação elétrica

08/04/2026 09:09

UFSC está à frente de um projeto inovador na área da odontologia que busca revolucionar os tratamentos de regeneração óssea em implantes dentários

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está à frente de um projeto na área da odontologia para tratamento de regeneração óssea em implantes dentários. O estudo, iniciado em fevereiro de 2024 e com previsão de conclusão até o final de 2026, investiga a eficácia do uso de estímulos elétricos de baixa intensidade para acelerar e melhorar a formação óssea ao redor de implantes dentários, especialmente em áreas com defeitos ósseos.

Intitulada Estimulação elétrica para melhorar a formação óssea peri-implantar em procedimentos regenerativos, a pesquisa é coordenada pelo professor Gabriel Leonardo Magrin e reúne uma equipe de seis pesquisadores. Segundo ele, a proposta é pioneira na odontologia ao combinar a estimulação elétrica com técnicas de regeneração óssea guiada. “Utilizamos um dispositivo elétrico miniaturizado acoplado ao implante, capaz de emitir correntes de baixa intensidade que estimulam a migração de células ósseas e favorecem a cicatrização”, explica Magrin.

Embora as técnicas atuais de reconstrução óssea sejam consideradas eficazes, elas podem apresentar limitações, como longo tempo de cicatrização e resultados variáveis. A estimulação elétrica surge como uma alternativa promissora. “Ao acelerar o processo de formação óssea, essa abordagem pode reduzir o tempo de tratamento, aumentar a taxa de sucesso dos implantes e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, destaca o coordenador.

Estudos anteriores já indicavam que correntes elétricas podem favorecer a osseointegração  no processo de integração entre o implante e o osso. No entanto, esta é a primeira pesquisa a integrar essa técnica com a regeneração óssea guiada em um mesmo protocolo experimental. Uma etapa importante da pesquisa envolve testes em miniporcos, realizados na Universidade de Rio Verde (UniRV), em Goiás. A escolha do modelo animal se deve à semelhança anatômica entre a mandíbula desses animais e a humana, além de oferecer maior segurança nos procedimentos.

Durante os experimentos, os pesquisadores criam defeitos ósseos controlados na mandíbula dos animais, onde são instalados os implantes com o dispositivo de estimulação elétrica. A tecnologia emite descargas contínuas de baixa intensidade para estimular a formação óssea no local. As cirurgias foram realizadas em julho de 2025, reunindo equipes da UFSC e da UniRV em uma semana intensiva de atividades científicas. A doutoranda  Ana Clara Kuerten Gil destacou a importância do uso ético dos animais na pesquisa: “Eles contribuem silenciosamente para o progresso humano e merecem respeito, responsabilidade e rigor científico”.

Além de Magrin e Ana Clara, participam do projeto pesquisadores de diferentes instituições e especialidades. Entre eles estão Roberta Michels, responsável por análises histológicas e de imagem; o professor Cesar Benfatti, especialista em estimulação elétrica; Mariano Sanz, da Universidad Complutense de Madrid, que supervisiona atividades relacionadas à regeneração óssea; e Jamil Shibli, consultor técnico nos dispositivos utilizados.  A empresa Straumann também contribui com a doação de biomateriais utilizados nos experimentos.

O projeto conta com financiamento da International Team for Implantology (ITI), organização global sediada na Suíça dedicada à disseminação do conhecimento em implantodontia, e é desenvolvido em parceria com a Universidad Complutense de Madrid, na Espanha. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) é responsável pela gestão financeira e operacional, garantindo suporte à execução das atividades científicas.

Esta reportagem integra a Revista da Fapeu 16, disponível na íntegra em: Revista Fapeu

 Link para a publicação: www.fapeu.org.br

 

Tags: Departamento de Odontologiafapeuprojeto de pesquisaregeneração ossosUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC contribui para discussões globais sobre IA e desigualdade educacional

07/04/2026 14:49

O mestrando Bernardo Manata Eloi recebe o certificado Award of Excellence das mãos da Professora Veronika Datzer, do Digital Fellowship Program (Alemanha)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) esteve  presente na 4ª edição do Simuvaction on AI 2026, uma simulação internacional voltada à governança global da inteligência artificial, realizada entre janeiro e abril deste ano. Questões como o potencial da personalização por sistemas inteligentes e os riscos de aprofundamento das desigualdades educacionais compuseram o debate.

A iniciativa reuniu estudantes de diversas partes do mundo em uma experiência imersiva de aprendizagem, focada nos desafios éticos, sociais e políticos associados ao avanço da Inteligência Artificial (IA). Parceira do programa por meio da Cátedra Unesco de Bioética e Saúde Coletiva, a UFSC foi representada pelo professor  Fernando Hellmann, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/UFSC). 

Inspirado em fóruns multilaterais como o Global Partnership on Artificial Intelligence (GPAI), o Simuvaction propõe uma dinâmica em que os participantes assumem papéis como delegados nacionais, jornalistas e representantes de diferentes setores. Ao final, são elaboradas e votadas recomendações internacionais voltadas à governança ética da inteligência artificial.

Programa internacional de aprendizagem experiencial, o Simuvaction promove a colaboração entre estudantes de diferentes áreas do conhecimento. O mestrando em Saúde Coletiva Bernardo Manata Eloi recebeu duas premiações individuais: o Award of Excellence to the Best Innovative Thinker e o CEIMIA Award Engagement for a Responsible AI, reconhecendo sua atuação propositiva nas discussões sobre governança ética da inteligência artificial. Bernardo também integrou a Global South Coalition, grupo que obteve reconhecimento coletivo pela relevância estratégica de suas contribuições.

A trajetória da UFSC no Simuvaction inclui ainda a participação anterior da doutoranda Suliane Motta, que esteve em uma edição realizada na Universidade Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos. A edição de 2026 reuniu cerca de 45 estudantes de 18 países ao longo de 14 semanas de formação baseada em aprendizagem ativa e simulação de negociações multilaterais. 

Estudantes, professores e palestrantes diante do Palácio de Versalhes, na França (Foto: Divulgação)

 

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