UFSC na Mídia: Projeto coordenado pela UFSC capacita profissionais de saúde do SUS em auriculoterapia

29/01/2026 12:37

Reportagem veiculada pela Revista Fapeu em 2022.

Um projeto nacional coordenado pelo Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (CCS/UFSC) foi tema de reportagem veiculada na RBS TV no último dia 23 de janeiro. Em convênio com o Ministério da Saúde, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), o projeto Aprimoramento da Atenção Básica em Saúde no Brasil a partir da capacitação em práticas integrativas e complementares em saúde (Auriculoterapia e acupuntura) oferece formação em auriculoterapia para profissionais de saúde da atenção básica, com o objetivo de capacitá-los para atendimentos individuais e coletivos para diversos tipos de problemas de saúde.

O projeto já havia sido divulgado pela revista Fapeu, no Volume 13, de 2022, quando era coordenado pelo professor Lúcio José Botelho. Atualmente, o projeto é coordenado pelo professor Fabrício Augusto Menegon. Entre 2016 e 2024, aproximadamente 20 mil agentes do SUS concluíram o curso, que é dividido em duas etapas: uma fase a distância (EAD), com carga horária de 75 horas distribuídas em cinco módulos, e uma etapa presencial de cinco horas, realizada em municípios-pólo regionais. 

Reconhecida como complementar e não substituta à medicina convencional, a auriculoterapia tem sido usada como uma ferramenta de acolhimento e reconstrução emocional em contextos de crise, ampliando o acesso ao cuidado integral em saúde. A técnica tem sido vista como fundamental para a saúde mental e emocional de moradores da Serra gaúcha afetados pela enchente de maio de 2024, uma das maiores tragédias climáticas já registradas no Rio Grande do Sul (RS). Oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como prática integrativa e complementar, a auriculoterapia tem auxiliado as vítimas a lidarem com ansiedade, insônia, tristeza e outros impactos psicológicos decorrentes do desastre.

Em Bento Gonçalves (RS), município atingido, a prefeitura já havia incorporado a acupuntura à rede pública de saúde em 2018. Desde março de 2025, moradores das localidades de Faria Lemos e Tuiuty, que estão entre as mais afetadas pela enchente, passaram a receber atendimentos em auriculoterapia. A prática consiste na estimulação de pontos específicos da orelha para tratar questões físicas, mentais e emocionais, sendo reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um ramo da acupuntura.

Profissional da saúde utiliza auriculoterapia para tratar paciente. Foto: Divulgação.

Os relatos de quem passou pelo tratamento reforçam os benefícios: “Ficamos trancados ali onde a gente morava, não tinha como sair. Então a gente ouvia os deslizamentos, foram dias bem difíceis. A auricoloterapia ajudou bastante, não só no sentido emocional, mas também pra dormir, pra manter um pouco mais a calma”, contou a aposentada Marien Enricone na reportagem exibida pela RBS TV. Outra moradora, Marilourdes de Oliveira, também destacou: “Eu tinha muita ansiedade e melhorei bastante”.

Segundo a enfermeira Núbia Lopes, que atua com a técnica pelo SUS em Bento Gonçalves desde 2018, os efeitos são visíveis a cada sessão. “Aqui em Bento, pós-enchente, a gente via nos moradores muita dor, muita tristeza, muita dificuldade pra dormir, ansiedade. Então a cada sessão, era incrível ver o sorriso, a mudança”, observou.

Mais informações sobre o curso estão disponíveis no site do projeto.

Confira a reportagem exibida pela RBS TV: Auriculoperapia é oferecido pelo SUS como prática complementar de saúde

Confira a reportagem da revista Fapeu: O bem-estar que vem pela auriculoterapia

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