Projeto da UFSC avalia minhocas e outros organismos como bioindicadores da qualidade do solo

03/02/2026 09:28
Coleta de minhocas

Coleta de minhocas. Foto: Divulgação

Projeto de pesquisa desenvolvido no campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está investigando como minhocas, micro minhocas, colêmbolos e ácaros podem atuar como bioindicadores da qualidade do solo.  A iniciativa é uma das primeiras no Brasil a aplicar o conceito de Faixa Normal de Operação (Normal Operating Range – NOR) às comunidades de fauna do solo, integrando parâmetros biológicos, físicos e químicos para compreender a dinâmica natural desses organismos ao longo do tempo.

Coordenado pela professora  Júlia Carina Niemeyerdo Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas e vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN), o projeto é conduzido pelo Núcleo de Ecologia e Ecotoxicologia do Solo (Necotox) da UFSC Curitibanos. A pesquisa conta com financiamento internacional da Bayer AG, Crop Science Division, da Alemanha, e da CloverStrategy, de Portugal, além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), responsável pela gestão administrativa e financeira dos recursos.

A fauna do solo desempenha funções ecológicas essenciais, como a fragmentação da matéria orgânica, a formação de agregados, a ciclagem de nutrientes e a regulação da microbiota. A presença abundante e diversificada desses organismos está diretamente associada à boa estrutura do solo, à fertilidade e à oferta de serviços ecossistêmicos, refletindo em maior produtividade agrícola. Por serem sensíveis a alterações ambientais, esses organismos também funcionam como importantes bioindicadores. “Ao identificarmos padrões sazonais naturais, a NOR poderá ser utilizada como uma ferramenta de monitoramento capaz de diferenciar variações naturais das alterações causadas por práticas agrícolas ou impactos ambientais, como o uso de agrotóxicos”, explica Júlia Niemeyer.

Metodologia e áreas de estudo

As coletas de amostras de solo estão sendo realizadas na região do Planalto Catarinense, nos municípios de Curitibanos e Frei Rogério, contemplando quatro sistemas distintos de uso do solo: mata nativa, pastagem, sistema de plantio direto e sistema de preparo convencional. As primeiras coletas ocorreram nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2025, e as análises laboratoriais foram conduzidas no Laboratório Auxiliar de Ecotoxicologia e Biologia do Solo da UFSC Curitibanos. Segundo a pesquisadora, a escolha desses ambientes permite representar um gradiente de intensidade de uso e impacto sobre o ecossistema do solo. Os trabalhos tiveram início em 2025 e seguem até o final de 2026, envolvendo 18 participantes, entre pesquisadores nacionais e internacionais, profissionais das instituições parceiras, além de pós-graduandos e bolsistas de graduação da UFSC. Entre os colaboradores está a bióloga e taxonomista de minhocas  Marie Bartz.

Resultados e impactos esperados

Análises preliminares já indicam que o tipo de uso do solo e fatores climáticos influenciam a composição e a abundância da fauna ao longo do ano. Esses dados reforçam o potencial dos organismos estudados como indicadores ecológicos capazes de refletir impactos positivos ou negativos das práticas agrícolas. “O principal benefício do projeto é fornecer parâmetros ecológicos para o biomonitoramento do solo. Assim, será possível avaliar se variações nas populações estão dentro do esperado para determinada época do ano ou se resultam de impactos antrópicos”, ressalta Júlia Niemeyer.  A expectativa é que os resultados subsidiem políticas públicas, promovam práticas agrícolas mais sustentáveis e contribuam para o aprimoramento da avaliação de risco de agrotóxicos no Brasil, além de orientar estratégias de recuperação de áreas degradadas.

 

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UFSC na mídia: reportagem do Globo Rural destaca pesquisa que aprimora manejo no cultivo de ostras

02/02/2026 10:24

Reportagem do programa Globo Rural veiculada na TV Globo no último domingo (1º de fevereiro) destacou os resultados de uma pesquisa com participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que deve aprimorar a produção de ostras em Florianópolis.

O estudo, desenvolvido ao longo de dois anos em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SC), mostrou que as diferenças de salinidade, temperatura e circulação das águas das baías norte e sul tornam cada região mais propícia para distintos estágios do cultivo. Na baía norte, onde há menos circulação marítima e águas mais quentes, as condições são ideias para o plantio das sementes e crescimento das ostras, com menor índice de mortalidade. Na baía sul, os moluscos que começaram a se desenvolver no norte encontram maior circulação marítima e águas mais frias, o que favorece a engorda até o ponto de consumo.

Oceanólogo Claudio Blacher, do Laboratório de Moluscos Marinhos, em participação na reportagem do Globo Rural. Foto: Reprodução/TV Globo

O oceanólogo Claudio Blacher, supervisor do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC, explica, na reportagem, que na baía sul as águas têm temperaturas mais baixas em função da ocorrência do afloramento de águas de fundo no processo de circulação marítima daquela região. Isso traz mais oxigenação e renovação da água, além de oscilações de temperatura mais frequentes do que as observadas na baía norte.

Com o achado, maricultores das regiões de Santo Antônio de Lisboa, no norte, e do Ribeirão da Ilha, no sul, têm trabalhado em parceria e aprimorado os ganhos com a atividade. A reportagem do jornalista André Lux ouviu produtores que destacaram os benefícios já observados com a nova dinâmica de produção.

Assista à reportagem do Globo Rural

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UFSC lidera pesquisa pioneira sobre repercussões da cirurgia de redesignação em mulheres trans

29/01/2026 09:45

Um estudo pioneiro, de abrangência nacional, liderado por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está mapeando as repercussões da cirurgia de redesignação sexual (CRS) em mulheres trans brasileiras. O projeto Redesignadas envolve a parceria entre o Laboratório de Pesquisas, Tecnologias e Inovação em Enfermagem Psiquiátrica, Atenção Psicossocial e Transgeneridades (MentalTrans), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e o Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas (Inamur).

O estudo entrevistou 144 mulheres trans que passaram pelo processo de transgenitalização (conjunto de procedimentos médico-cirúrgicos que visam alinhar o corpo com a identidade de gênero da pessoa trans), com o objetivo de compreender as repercussões da cirurgia na saúde mental e física dessas mulheres. A coleta de dados foi feita por meio de questionários socioeconômicos, entrevistas individuais e grupos focais em cada região do Brasil, ao longo das diferentes etapas do estudo.
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Pesquisadores da UFSC contribuem para consenso inédito sobre diagnóstico da lipodistrofia

14/01/2026 08:32

Um grupo de 15 especialistas da Rede Brasileira para o Estudo das Lipodistrofias (Brazlipo), entre os quais três professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um consenso inédito focado no diagnóstico e tratamento da lipodistrofia parcial familiar (FPLD), doença rara que afeta a distribuição de gordura no corpo e o metabolismo. O artigo, publicado no periódico Diabetology & Metabolic Syndrome, propõe critérios clínicos e laboratoriais adaptados à diversidade étnica da população brasileira, visando facilitar o diagnóstico preciso.

Professores Alexandre Hohl, Simone van de Sande Lee e Marcelo Ronsoni representam o HU-UFSC na rede nacional de estudo da lipodistrofia e participaram da elaboração do consenso diagnóstico. Foto: Divulgação

O professor Alexandre Hohl, que atua na área de Endocrinologia e Metabologia no Departamento de Clínica Médica da UFSC e é um dos autores do estudo, ao lado dos também professores Marcelo Ronsoni e Simone van de Sande Lee, explica que a lipodistrofia é um grupo raro de doenças que provoca a perda de gordura em áreas específicas do corpo onde essa gordura deveria estar. “Não é ‘magreza’ simples, mas sim uma perda patológica do tecido adiposo subcutâneo, que faz com que a gordura passe a se acumular em locais errados, como fígado, músculo, pâncreas e coração. Isso leva a um grau muito intenso de resistência à insulina, triglicérides muito elevados, esteatose hepática e maior risco de pancreatite e doença cardiovascular”, esclarece.
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UFSC identifica mosquito transmissor da febre amarela silvestre pela primeira vez em SC

11/12/2025 08:57

Bióloga Sabrina Fernandes Cardoso durante coleta de espécimes para a pesquisa, em Braço do Norte. Foto: Divulgação

Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) confirmou a ocorrência do mosquito Haemagogus leucocelaenus, vetor da febre amarela silvestre, em áreas de mata de cinco municípios de Santa Catarina: Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Braço do Norte, São Martinho e Pedras Grandes. É o primeiro registro oficial da presença dessa espécie no Estado, o que contribui para reforçar a importância da imunização contra a febre amarela. Desde 2018, Santa Catarina é área de recomendação para vacinação contra a doença, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A febre amarela é uma doença viral infecciosa grave que pode evoluir rapidamente, se não for diagnosticada e tratada imediatamente. O vírus Flavivirus circula por dois ciclos de transmissão. No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos infectados – no caso, o mosquito Aedes aegypti, que também transmite outras doenças, como a dengue, a chikungunya e a zika. Já no ciclo silvestre, os transmissores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas de floresta e infectam principalmente os macacos.
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UFSC lidera Instituto Nacional para estudo e desenvolvimento de bioprodutos

01/12/2025 11:05

Professora Débora coordena grupo que vai estudar e gerar bioprodutos de impacto para a indústria (Fotos: Gustavo Diehl)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conta, a partir desta segunda-feira, 1 de dezembro, com uma unidade multipropósito de pesquisa com foco na sustentabilidade e na tecnologia:  o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Biofábricas. O novo INCT da UFSC terá recursos de cerca de R$ 11 milhões e envolve redes de pesquisadores formadas a partir da colaboração entre universidades, institutos de pesquisa, associações e indústrias de todas as regiões. O objetivo é desenvolver bioprodutos de interesse tecnológico e escalonamento da produção para transferência das tecnologias para o setor produtivo, cooperativas e pequenas e médias empresas na área biotecnológica.

Pelo menos 45 pesquisadores de dez instituições estão envolvidos com o primeiro workshop do grupo, que ocorre no departamento de Engenharia Química e de Alimentos. “O principal objetivo, além de formar essa rede de pesquisa que tem por objetivo consolidar nacionalmente atividades de pesquisa, extensão e formação de recursos humanos, é montar uma biofábrica, uma unidade capaz de produzir biomoléculas em um nível de produção maior, até para consolidar as pesquisas já existentes nos grupos”, explica a professora e pró-reitora de Pós-Graduação, Débora de Oliveira, que coordena o projeto.

Primeiro workshop da rede é realizado na UFSC

O INCT ainda tem, como objetivos específicos, criar mecanismos para intensificar a interação entre os seus pesquisadores, o setor produtivo e o setor público. Isso auxiliaria a UFSC a se firmar como referência nacional na área e como vetor de disseminação de informação e conhecimento técnico especializado para pesquisadores, técnicos e produtores. Para isso, o grupo pretende produzir pelo menos dez novos produtos e bioprocessos nos próximos anos.

A capacitação e a formação de especialistas, com a realização de workshops e produção e publicação de artigos, também faz parte dos objetivos do grupo, que pretende gerar até R$15 milhões em novos negócios, além de auxiliar na criação de pelo menos uma nova startup por região a partir das suas pesquisas. Para atingir os objetivos, o INCT conta com cerca de R$11 milhões em investimentos aprovados, a maior parte deles (cerca de R$5 milhões) em bolsas.

Fazem parte do INCT como colaboradores pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, México, Argentina, Dinamarca, Polônia, Coreia do Sul, Índia e Paquistão. A Rede de Biotecnologia da Região Sul (Rede SulBiotec), Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e diferentes empresas também apoiam a articulação.

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UFSC na mídia: reportagem da NSC mostra pioneirismo da UFSC com pesquisas em maricultura

26/11/2025 15:30

Carlos Henrique Miranda Gomes, técnico do Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC, em entrevista à reportagem da NSC TV. Foto: Reprodução

Reportagem da série “Riquezas do Mar”, da NSC TV, destacou, nesta terça-feira (25 de novembro), o pioneirismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nas pesquisas em maricultura no litoral de Santa Catarina. Cerca de 40 anos após as primeiras prospecções e estudos, o estado desponta hoje como responsável por 91% da produção nacional de ostras e mexilhões, com 8,7 mil toneladas de moluscos colhidas em 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados na reportagem.

A UFSC é a principal produtora e fornecedora de sementes de ostras e mexilhões para os produtores, de acordo com o biólogo Carlos Henrique Miranda Gomes, técnico do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM). Segundo ele, anualmente são produzidas entre 45 e 70 milhões de sementes, que são comercializadas para os maricultores. Carlos destaca também o bom resultado da parceria da Universidade, que produz as sementes, com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que atua na capacitação dos produtores.

As pesquisas em torno do cultivo da macroalga Kappaphicus alvarezii, que já envolve produtores no litoral catarinense, e do ouriço-do-mar Echinometra lucunter, ainda em etapa de laboratório, também foram abordadas na reportagem de Jean Raupp. A macroalga produzida em Santa Catarina é utilizada principalmente na produção de biofertilizantes, mas também pode ser empregada nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética, como explicou a bióloga Carmen Simioni, pós-doutoranda em Biologia Celular e Desenvolvimento. Já o ouriço-do-mar, iguaria utilizada na gastronomia oriental, ainda irá passar por testes em cultivos no mar. A perspectiva é que em até dois anos e meio essa espécie passe a ser produzida em escala comercial, de acordo com o pesquisador Cassio Ramos.

Assista à reportagem da NSC TV.

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Controle de cinco fatores de risco prolonga vida em até 14 anos, aponta estudo com coautoria da UFSC

04/11/2025 17:22

Tabagismo é um dos cinco fatores de risco cardiovascular que, controlados na meia idade, podem levar a aumento na expectativa de vida

Pessoas que conseguem controlar cinco fatores de risco cardiovascular frequentes na faixa dos 50 anos de idade podem aumentar em até 14 anos sua expectativa de vida. A conclusão é de uma grande pesquisa global que envolveu dados de mais de 2 milhões de participantes, coordenada por um consórcio científico liderado pela Universidade de Hamburgo, na Alemanha, e que contou com a participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por meio do estudo EpiFloripa – Condições de Saúde de Adultos e Idosos de Florianópolis.

O artigo Global effect of cardiovascular risk factors on lifetime estimates, publicado no The New England Journal of Medicine (NEJM) em março de 2025, considera a relação entre aumento da expectativa de vida saudável e o controle de cinco fatores de risco cardiovascular: hipertensão arterial, hiperlipidemia, obesidade/sobrepeso, diabetes e tabagismo.

O principal resultado da pesquisa indica que a ausência desses cinco fatores de risco aos 50 anos está associada a uma expectativa de vida significativamente mais longa: são mais 13,3 anos adicionais de vida livre de doença cardiovascular, no caso das mulheres, e 10,6 anos para os homens. Os anos adicionais de vida total para quem controla os cinco fatores de risco na meia idade são de até 14,5 para mulheres e 11,8 para homens.
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10º episódio do ‘Estúdio Ciência’ aborda importância dos estudos de Arqueologia no Brasil

14/10/2025 17:09

Pirâmides do Egito, grandes escavações e até dinossauros são elementos que costumam surgir no imaginário das pessoas quando se fala em Arqueologia. Mas será que isso está correto? No décimo episódio do Estúdio Ciência, o historiador e arqueólogo Lucas Bueno, professor do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explica que a Arqueologia é a ciência que estuda as sociedades humanas. O episódio será exibido no canal aberto 63.1 nesta quarta-feira, 15 de outubro, às 18h, e também no YouTube.

Lucas faz pesquisas em Arqueologia Brasileira e tem experiência em estudos sobre tecnologia lítica, povoamento da América, arqueologia do Brasil Central, da Amazônia e da região sul do Brasil. Na entrevista, ele esclarece que a Arqueologia pode estudar as sociedades humanas em qualquer tempo e lugar – não necessariamente apenas no passado – a partir das coisas materiais. “A arqueologia também pode estudar as sociedades do presente através dos artefatos”, explica ele.

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Qualidade do ar é o tema do nono episódio do programa ‘Estúdio Ciência’, da TV UFSC

08/10/2025 14:10

Você sabia que o acúmulo de anestésico no ar dentro de um centro cirúrgico pode causar sonolência na equipe médica que está tratando um paciente? Como controlar a qualidade do ar interna em ambientes com pouca ventilação? Os aparelhos de refrigeração influenciam nessa equação? Essas questões sobre a qualidade do ar são parte do assunto do nono episódio do Estúdio Ciência, programa da TV UFSC, exibido às quartas-feiras, às 18h, no canal aberto 63.1, e no YouTube.

O convidado desta quarta-feira, 8 de outubro, é o engenheiro mecânico Marcelo Luiz Pereira, que é professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Marcelo é especialista em temas como condicionamento de ar, ventilação, salas limpas, controle de contaminação e qualidade do ar.

Estúdio Ciência é uma parceria entre a UFSC e o IFSC. Toda semana, o programa traz divulgação científica e curiosidades do mundo da ciência para a tela da TV UFSC e para o YouTube.

Apresentado pelo divulgador científico, professor do IFSC e doutor em Física pela UFSC Marcelo Schappo, o programa é uma conversa de cientista para cientista que vai passear por diversas áreas do conhecimento e descomplicar temas para o grande público da TV UFSC.

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Ferramenta gratuita desenvolvida na UFSC facilita avaliação de pacientes com dor no quadril

01/10/2025 14:00

Plataforma foi desenvolvida para auxiliar profissionais da saúde a monitorarem a qualidade do movimento dos pacientes. Foto: divulgação

Durante seu mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o fisioterapeuta e pesquisador Diogo Almeida Gomes desenvolveu uma ferramenta on-line gratuita que permite avaliar, de forma simples, rápida e acessível, a qualidade do movimento de pessoas com dor no quadril. Elaborada em colaboração com fisioterapeutas, a Simpli-Fai, ou Escala de Desempenho do Agachamento Unilateral para Indivíduos com Síndrome do Impacto Femoroacetabular, foi construída com a proposta de ajudar profissionais da saúde a monitorar pacientes e direcionar sua reabilitação. 

Diogo realizou o trabalho no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, sob orientação da professora Heiliane de Brito Fontana e coorientação de Marcelo Peduzzi de Castro. O trabalho foi desenvolvido junto ao Grupo Pesquisa em Biomecânica Musculoesquelética (BSiM/UFSC), a partir de uma ideia que surgiu durante o projeto de extensão Biomecânica e controle motor do tronco e dos membros inferiores: ciência aplicada à prática – uma colaboração entre a UFSC, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a clínica de fisioterapia em que Diogo trabalhava.

Segundo o pesquisador, a ideia veio de sua própria experiência trabalhando em uma clínica de fisioterapia. As metodologias disponíveis para a avaliação até então eram caras e difíceis de aplicar, demandavam muito tempo dos profissionais – tanto para a avaliação do paciente quanto para a análise de dados.

“Com esses métodos mais tradicionais, de avaliação biomecânica, de avaliação quantitativa, tu precisas de todo um aparato, precisa posicionar marcadores no paciente, conectar com um software, precisa ter todo um ajuste de posição também de quem está avaliando, de quem está sendo avaliado, de testes. Então, uma avaliação dessas, quando bem feita, pode levar de duas a três horas, enquanto o procedimento da nossa avaliação, utilizando a escala, pode durar de um minuto a um minuto e meio”, explica Diogo.
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Crianças brasileiras atingem puberdade e crescem mais cedo que americanas e europeias, indica estudo da UFSC

18/09/2025 11:21

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um estudo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apontou que as crianças brasileiras tendem a entrar mais cedo na puberdade e experimentar de forma mais precoce os picos de crescimento pubertário em comparação a crianças do hemisfério Norte do globo.

O artigo, publicado em agosto no American Journal of Human Biology, sugere que as descobertas podem contribuir significativamente no acompanhamento do desenvolvimento infantil em áreas como o esporte, a educação e a pediatria.

A pesquisa analisou dados longitudinais de estatura de 398 crianças — 197 meninas e 201 meninos — com idades entre 6 e 19 anos do Colégio de Aplicação (CA) da UFSC, em Florianópolis, ao longo de 13 anos, entre 1997 e 2010, a fim de descrever as curvas de velocidade de crescimento durante a puberdade em jovens do Brasil.

Os dados foram recuperados por iniciativa de professores do Centro de Desportos (CDS) da UFSC, em colaboração com professores de Educação Física do CA, e já haviam sido utilizados para análises parciais, que resultaram em pelo menos uma dissertação de mestrado. Até o momento, contudo, um estudo mais aprofundado, considerando todos os dados disponíveis, não havia sido realizado.

A análise das informações recuperadas faz parte do doutorado em Educação Física de Luciano Galvão, que, sob orientação do professor Humberto Carvalho, buscou organizar dados longitudinais de crescimento infantil específicos do Brasil para compreender e interpretar seus impactos na formação física de atletas juvenis no país. A pesquisa também contou com a participação de Fábio Karasiak, Victor Conceição e Diego Augusto Santos Silva.

Conforme o estudo, a idade média para o início da puberdade (pubertal takeoff) em meninas foi de 8,41 anos e em meninos, 11,19 anos. Já a idade média em que as crianças atingiram o pico da velocidade de crescimento (APHV, Age at Peak Height Velocity), o popular “estirão”, foi aos 11,30 anos para as meninas e aos 13,55 anos para os meninos.

Os números indicam que a faixa etária em que as crianças brasileiras atingiram a APHV foi ligeiramente mais precoce do que as relatadas em estudos longitudinais clássicos do século XX, como nos estudos de Fels (Estados Unidos), Harpenden (Inglaterra) e Leuven (Bélgica), que tipicamente situavam a idade de pico entre 11,4 e 12,2 anos em meninas e entre 13,4 e 14,4 anos em meninos.

“Não existem dados e estudos longitudinais tão específicos e completos no Brasil. Sempre chamou a atenção essa ideia de conseguir conflitar os valores que encontramos com os valores que são bastante difundidos e trabalhados no hemisfério Norte, no caso, na Europa e na América do Norte. Nesse sentido, estamos fazendo esse trabalho, visando comparar e trazer dados brasileiros”, explica Luciano.

As descobertas da UFSC também se alinharam com o estudo de larga escala Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), iniciado nos anos 1990, na Universidade de Bristol, na Inglaterra. Contemporâneo aos dados brasileiros, o ALSPAC estimou a idade de pico de crescimento em 11,7 anos para meninas e 13,5 anos para meninos.

De forma semelhante, os valores estimados de velocidade média durante o pico de crescimento (PHV) foram modestamente menores do que os de estudos históricos e do ALSPAC. De acordo com os pesquisadores, isso reforça a ideia da tendência secular do crescimento mais precoce durante a puberdade em crianças de todo o mundo, provavelmente influenciada por melhorias na nutrição, saúde e condições de vida.

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Funcionamento e uso da IA é tema do novo episódio do ‘Estúdio Ciência’ da TV UFSC

16/09/2025 18:05

Desde 2022, quando o ChatGPT foi apresentado ao mundo, crescem a oferta e o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para as mais variadas tarefas. Como funcionam essas ferramentas e o que esperar delas no presente e no futuro é o tema do sexto episódio do Estúdio Ciência, programa da TV UFSC, exibido às quartas-feiras, às 18h, no canal aberto 63.1, e no YouTube.

O convidado desta quarta-feira, 17 de setembro, é o doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professor licenciado do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) Mario de Noronha Neto.

Estúdio Ciência é uma parceria entre a UFSC e o IFSC. Toda semana, o programa traz divulgação científica e curiosidades do mundo da ciência para a tela da TV UFSC e para o YouTube.

Apresentado pelo divulgador científico, professor do IFSC e doutor em Física pela UFSC Marcelo Schappo, o programa é uma conversa de cientista para cientista que vai passear por diversas áreas do conhecimento e descomplicar temas para o grande público da TV UFSC.

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UFSC faz parceria com a Nasa para estudo sobre ruído de motores de aviões

27/08/2025 18:20

LVA tem a única bancada para a avaliação experimental de liners acústicos do Hemisfério Sul. Foto: divulgação/LVA/UFSC

Uma pesquisa realizada em colaboração entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Nasa, a agência espacial estadunidense, pode ajudar a projetar novos materiais para a redução do ruído de motores de aviões. Os resultados dos experimentos feitos no Laboratório de Vibrações e Acústica (LVA), localizado no Centro Tecnológico (CTC) da UFSC, em Florianópolis, e no Nasa Langley Research Center, no estado de Virgínia, nos Estados Unidos, foram publicados na revista científica internacional Aerospace Research Central.

Os testes foram feitos com liners acústicos, materiais utilizados para diminuir o ruído dos motores de aviões. Para o desenvolvimento de dispositivos eficientes e, consequentemente, de motores mais silenciosos, é essencial caracterizar e medir a capacidade desses dispositivos reduzirem os ruídos, nas condições mais próximas possíveis às reais de operação. 

Isso demanda infraestrutura e conhecimento altamente especializados. No mundo, há apenas seis bancadas para a avaliação experimental de liners acústicos, e a UFSC tem a única em todo o Hemisfério Sul. 
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‘Estúdio Ciência’, disponível online, debate por que algumas pessoas não acreditam no pouso na Lua

27/08/2025 15:15

Por que algumas pessoas não acreditam que os astronautas tenham pousado na Lua em 1969? Outras já questionam até o voo suborbital da cantora Katy Perry, em abril deste ano, que teria sido apenas encenado e filmado na Terra. Essas teorias, que nascem tão logo os feitos sejam anunciados, fazem parte do debate do terceiro episódio do Estúdio Ciência, programa da TV UFSC, exibido às quartas-feiras, às 18h, no canal aberto 63.1, e no YouTube.

O convidado desta quarta-feira, 27 de agosto, é o físico Luiz Henrique Martins Arthury, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) no campus de Jaraguá do Sul.

O Estúdio Ciência é uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Toda semana, o programa traz divulgação científica e curiosidades do mundo da ciência para a tela da TV UFSC e para o YouTube.
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Estudo internacional com participação da UFSC mostra o impacto das secas em árvores tropicais

21/08/2025 07:48

Professor Marcelo Callegari Scipioni analisa a amostra de um disco. Foto: Divulgação/UFSC Curitibanos

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) faz parte do grupo de instituições que contribuíram para um estudo internacional sobre os impactos das secas no crescimento de árvores tropicais publicado na revista Science. O trabalho analisou mais de 20 mil séries de anéis de crescimento de árvores, abrangendo 483 localidades em 36 países tropicais.

Os resultados indicam que, ao longo do último século, as secas reduziram o crescimento dos troncos em média em 2,5%, com recuperação significativa no ano seguinte. Contudo, os autores do artigo alertam que os efeitos das secas vêm se intensificando e podem comprometer, no futuro, a capacidade das florestas tropicais de sequestrar carbono, agravando questões climáticas.

A UFSC contribuiu com dados inéditos gerados no Campus Curitibanos, a partir da análise de anéis de crescimento da espécie Araucaria angustifolia, obtidos em remanescente florestal nativo localizado na Área Experimental da Universidade. Esses dados foram produzidos no contexto de projetos de pesquisa sobre árvores gigantes, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). A participação foi coordenada pelo professor Marcelo Callegari Scipioni, do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas, vinculado ao Laboratório de Recursos Florestais do Centro de Ciências Rurais da UFSC.

A pesquisa utilizou métodos da dendrocronologia, ciência que estuda os anéis de crescimento anual das árvores como indicadores do ambiente e do clima do passado. Esses anéis funcionam como registros naturais de eventos climáticos e ecológicos, conforme o professor Marcelo. “A araucária é a espécie com maior número de estudos Dendrocronológicos no Sul do Brasil. A base de dados gerada por diversos pesquisadores sobre essa espécie foi fundamental para preencher lacunas geográficas de informação no estudo global publicado na Science. Ela funciona como uma espécie-chave, tanto ecologicamente quanto cientificamente, permitindo entender as respostas das florestas subtropicais às mudanças climáticas”, explica o pesquisador.

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Pesquisa da UFSC valida tratamento natural contra infecções em tilápias cultivadas

20/08/2025 15:25

Pesquisadores do Laboratório Aquos – Saúde de Organismos Aquáticos observaram bons resultados dos compostos timol e carvacrol no combate a infecções provocadas pela bactéria Edwardsiella tarda em tilápias do Nilo. Foto: Divulgação Laboratório Aquos/UFSC

Uma pesquisa liderada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) obteve resultados positivos com a utilização de compostos fitogênicos no combate a infecções bacterianas em cultivos de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus), reduzindo o uso de antibióticos. O projeto coordenado pelo Laboratório Aquos – Saúde de Organismos Aquáticos, ligado ao Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA), apresenta o uso dos compostos naturais timol e carvacrol, da classe de compostos químicos dos monoterpenos, como alternativa promissora à substituição de antibióticos em peixes infectados pela bactéria Edwardsiella tarda. Esse micro-organismo é um dos mais preocupantes na produção aquícola mundial.

Os monoterpenos são compostos naturais encontrados nos óleos essenciais de plantas aromáticas, como alecrim, eucalipto, cravo e canela, e têm propriedades antioxidantes e antimicrobianas. De acordo com Danilo Vitor Vilhena Batista, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Aquicultura (PPGAQI) da UFSC e coordenador do estudo, essas substâncias podem ser comparadas a fitoterápicos, mas nesse caso utilizados em peixes. “Assim como o uso de chás ou extratos de plantas para fortalecer a saúde humana, os monoterpenos incluídos na ração podem ser usados para tratar e prevenir doenças em peixes cultivados”, explica Danilo. Segundo os pesquisadores, o estudo é inovador e representa um avanço significativo no campo da aquicultura e saúde animal, que tem nos antibióticos o principal meio de combater a Edwardsiellosis – doença sistêmica que causa prejuízos em torno de US$ 6 bilhões por ano na indústria da aquicultura.
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Grupo da UFSC cria IA que facilita acordos de conciliação em ações contra companhias aéreas

20/08/2025 13:50

Com uma base de dados com cerca de 1,8 mil sentenças, a ferramenta de uso gratuito desenvolvida na UFSC é capaz de “prever” os valores indenizatórios das ações de conciliação. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Você já viajou de avião, perdeu seu voo devido a atrasos da companhia aérea e acabou não comparecendo a um evento importante? Ou já teve sua mala extraviada durante a viagem? No Brasil, casos como esses, que podem configurar ações cíveis de danos morais ou materiais na esfera judicial, são muito comuns. 

Segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), o Brasil concentra 98,5% de todas as ações judiciais contra companhias aéreas no mundo. O levantamento publicado pela Abear em 2024 aponta que, em média, a cada um (1,04) voo são registradas duas ações no setor no país. Em comparação, nos Estados Unidos, por exemplo, os mesmos dois processos são registrados a cada 5,17 mil voos.

Com base nesse cenário, que gera transtornos ao setor aéreo e à Justiça brasileira, o grupo de pesquisa Governo Eletrônico, Inclusão Digital e Sociedade do Conhecimento (Egov) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu a Concil-IA, uma inteligência artificial (IA) que facilita os processos de conciliação entre consumidores e empresas aéreas em casos de danos morais e materiais.
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Tags: ação judicialAssociação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear)CCJConcil-IAConselho Nacional de Justiça (CNJ)CTCDireitoFórum Desembargador José Arthur BoiteuxGoverno Eletrônico Inclusão Digital e Sociedade do Conhecimento (Egov)Inteligência Artificial (IA)pesquisaTribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Etnomatemática é tema do ‘Estúdio Ciência’ da TV UFSC, programa disponível online

19/08/2025 17:53

Será que a nossa matemática é a única que existe? Ou será que ela pode aprender com outras culturas? A Etnomatemática, que pode ser entendida como a análise das práticas matemáticas em diferentes contextos, foi o tema do segundo episódio do Estúdio Ciência, programa da TV UFSC, exibido às quartas-feiras, às 18h, no canal aberto 63.1, e no YouTube.

O convidado desta quarta-feira, 20 de agosto, é o professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), matemático e doutor em Educação Científica e Tecnológica, Sérgio Florentino da Silva.

O Estúdio Ciência é uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Toda semana, o programa traz divulgação científica e curiosidades do mundo da ciência para a tela da TV UFSC e para o YouTube.

Apresentado pelo divulgador científico, professor do IFSC e doutor em Física pela UFSC Marcelo Schappo, o programa é uma conversa de cientista para cientista que vai passear por diversas áreas do conhecimento e descomplicar temas para o grande público da TV UFSC.

 

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Divulga UFSC – 19/08/2025 – Edição 2394

19/08/2025 11:24

Se você não consegue visualizar esta mensagem, clique aqui e leia o Divulga UFSC no site.

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) | www.divulga.ufsc.br – 19/08/2025 -Edição 2394
Conferência Planeta.Doc abre inscrições

Os desafios de um mundo em transformação, com emergência climática, ameaças aos biomas e impactos na vida da população serão tema de debates que ocorrem de 22 a 25 de setembro na UFSC e na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) na V Conferência Planeta.Doc. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser realizadas online neste link. O evento contará com a presença de 50 especialistas em temas ambientais e produzirá uma carta-manifesto endereçada a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30). A UFSC apoia institucionalmente o Planeta.Doc. Continue a leitura >>.


Laboratório de Transportes e Logística da UFSC integra Rede de Educação para o Trânsito do Detran/SC

O Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans/UFSC) foi convidado a compor a Rede de Educação para o Trânsito Estadual, iniciativa do Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran/SC). A proposta do conselho é reunir órgãos públicos e privados em uma ação permanente de planejamento, execução e avaliação de atividades educativas voltadas à segurança viária no estado. Continue a leitura >>.

Projetos colaboram para fortalecimento de saúde e educação em bens públicos digitais via Wikimedia

Projetos da UFSC vem desenvolvendo trabalhos com enfoque no fortalecimento dos bens públicos digitais via Wikipédia. O WikiProjeto Saúde Auditiva, o Projeto Mais Teoria da História na Wiki e o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação e Tecnologia Ético-Crítica (Prosa) da UFSC estão entre as iniciativas que colaboram para a manutenção desse ecossistema digital. Continue a leitura >>.


Gestão

Processo seletivo de bolsistas para o atender demandas pedagógicas da Escola Básica Municipal José Jacinto Cardoso

A Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PROPESQ) e a Cátedra UNESCO de Educação para a Igualdade Racial/Cátedra Antonieta de Barros: Educação para a Igualdade Racial e Combate ao Racismo, torna público o Edital Conjunto nº 1/2025/PROEX/PROPESQ para selecionar bolsistas para o desenvolvimento de uma proposta pedagógica que visa atender demandas da Escola Básica Municipal José Jacinto Cardoso. A Chamada selecionará quatro (4) estudantes de cursos de licenciatura ou pedagogia. Mais informações: acesse o site da Proex


Extensão

Curso de cinemas latino-americanos e caribenhos recebe inscrições até 20 de agosto

O curso de extensão universitária “Descobrindo os cinemas latino-americanos e caribenhos: um percurso coletivo” recebe inscrições até o dia 20 de agosto. O curso ocorre de 22 de agosto a 29 de setembro, às sextas-feiras, das 15h30 às 17h30, no Laboratório de Artes do IFSC em Florianópolis (avenida Mauro Ramos, 950). Após o curso, às 18h, haverá sessões do Cineclube Ó Lhó Lhó seguidas de debates. Será fornecido certificado de 40 horas de participação para quem tiver 75% de presença. A atividade é gratuita e aberta a todos.Mais informações na página do curso pelo e-mail cine.edu.contato@gmail.com.

 

6ª edição do ‘Fazendo Cruzos com Antropologias, Artes e Museologias’

O Ebó Epistêmico, em parceria com o Núcleo de Estudos de Identidades e Relações Interétnicas (NUER) e o Laboratório Universitário de Política, Direitos, Conflitos e Antropologia (Lupa), promove, no dia 20 de agosto, a sexta edição do Fazendo Cruzos com Antropologias, Artes e Museologias – Performances e narrativas negras em movimento. O evento irá ocorrer nos espaços do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC). Continue a leitura >>.

 

Ciclo de Palestras do NEGPEI: Políticas Exteriores Feministas na América Latina

O Núcleo de Estudos de Gênero na Política Externa e Internacional (NEGPEI/UFSC) realiza o primeiro encontro do Ciclo de Palestras organizado pelo grupo ao longo do segundo semestre de 2025. O evento é online e ocorre em 20 de agosto, quarta-feira, a partir das 19h. O link de transmissão está disponível em QRcode no banner de divulgação. O encontro inaugural será ministrado pela professora Mónica Salomón, líder do NEGPEI sobre o tema a Políticas Exteriores Feministas na América Latina. Mais informações no site do NEGPEI.

 

Projeto liga Florianópolis a Salvador e Colômbia em vídeo-cartas de crianças sobre seus territórios

Um projeto de extensão da UFSC está unindo cinema, arte e letramento digital para possibilitar que crianças e jovens se expressem em vídeo-cartas sobre seus territórios. O Cine.edu, coordenado pela professora Andréa Scansani, do curso de Cinema e do Programa de Pós-Graduação em Literatura, desenvolve uma série de atividades, no formato de oficinas, para que os participantes registrem histórias, paisagens e costumes do lugar onde vivem. Continue a leitura >>.

 

Projeto Enactus UFSC seleciona novos integrantes

O projeto de extensão Enactus UFSC, organização multidisciplinar que desenvolve projetos de empreendedorismo social com base nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, está com processo seletivo aberto. Podem participar estudantes regularmente matriculados nos cursos de graduação e pós-graduação da UFSC em Florianópolis. As inscrições podem ser feitas até 23 de agosto pelo formulário on-line. Mais informações no edital.


Pesquisa

UFSC é pioneira no cultivo em laboratório de ouriço-do-mar para aquicultura no Brasil

Pela primeira vez no Brasil, pesquisadores conseguiram produzir em laboratório juvenis do ouriço-do-mar Echinometra lucunter, com objetivo voltado à aquicultura para consumo humano. A pesquisa, conduzida pelo Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM/UFSC), em Florianópolis, resultou – de forma inédita no país – em aproximadamente 1.300 juvenis produzidos em condições controladas. O projeto visa, através do desenvolvimento da tecnologia de produção em laboratório do ouriço-do-mar, o cultivo comercial da espécie. Continue a leitura >>.


Ensino

Aula Inaugural: ‘Jornalismo e Literatura’

O curso e o departamento de Jornalismo da UFSC promovem a aula inaugural do segundo semestre de 2025 no dia 20 de agosto, quarta-feira, às 9h. O evento ocorre no Auditório Elke Hering, na Biblioteca Universitária (BU). As jornalistas Ingrid Fagundez e Juliana Sakae, graduadas na UFSC, irão falar sobre suas trajetórias profissionais e lançar seus livros. Ingrid escreveu Diário do fim do amor (Editora Fósforo), e Juliana, Eu, Brasil (Editora Ofício das Palavras). Mais informações no site do curso.


Cultura

Exposição ‘Memórias da madeira’

A Biblioteca Central da UFSC (BU) recebe a exposição Memórias da Madeira, do artista Rodrigo Pereira, até 29 de agosto. A exposição reúne nove trabalhos representativos das séries produzidas pelo artista nos últimos anos. Memórias da Madeira é formada pelas séries Santuários da Ilha, Tainhas, Casarios do Largo da Catedral, Antonieta e, a mais recente, Náufrago. São trabalhos realizados sobre madeira (compensado naval), que materializam e enfatizam o discurso e a poética de suas obras. Mais informações no site da BU.

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UFSC lidera projeto inovador para atualização de dados hídricos de Santa Catarina

15/08/2025 13:14

Grupo de pesquisadores que atua no Projeto SIREx-SC, coordenado pela equipe do Laboratório de Hidrologia da UFSC. Foto: Divulgação/LabHidro/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está na vanguarda de um projeto que vai qualificar os dados utilizados na gestão dos recursos hídricos do estado: o Projeto SIREx-SC: Sistema Integrado de Regionalização de Vazões e Extremos Hidrológicos de Santa Catarina. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), a iniciativa, que teve início em março de 2025 e deve se estender até o final de 2026, tem como principal objetivo desenvolver um sistema integrado com ferramentas para regionalizar as vazões de referência, estimar extremos hidrológicos e impactos das mudanças climáticas, aprimorar o Índice de Segurança Hídrica e integrar bancos de dados hidroclimáticos e ambientais.

O coordenador do projeto, professor Pedro Luiz Borges Chaffe, do Laboratório de Hidrologia (LabHidro) da UFSC, explica que a regionalização de vazão é fundamental para determinar a quantidade de água disponível em cada trecho de rio do estado. Isso é vital para que o estado possa conceder outorgas de uso da água a usuários como empresas de saneamento e agricultores. O objetivo é assegurar usos múltiplos da água e evitar conflitos, garantindo que o volume concedido não ultrapasse o limite disponível.
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‘Estúdio Ciência’, novo programa da TV UFSC, estreia desmitificando o uso do cérebro

12/08/2025 16:18

Será mesmo verdade que só usamos 10% da capacidade de nosso cérebro? Será que desperdiçamos mesmo a maior parte do potencial desse órgão, que consome muita energia do corpo e tem mais de 80 bilhões de neurônios?

Em um bate-papo descontraído entre pesquisadores, essas questões fazem parte do primeiro episódio do Estúdio Ciência, novo programa da TV UFSC, que estreia nesta quarta-feira, 13 de agosto, às 18h, no canal aberto 63.1, e no YouTube da TV UFSC.

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Pesquisa da UFSC usa movimentos oculares para aprimorar leitura crítica de textos on-line

22/07/2025 15:25

Tecnologia de rastreamento ocular registra o foco visual do leitor durante a leitura de telas on-line; metodologia foi utilizada como ferramenta de instrução na pesquisa de Juliana do Amaral. Foto: Divulgação/LabLing/UFSC

Já é bem estabelecido na literatura científica o fato de que a leitura em meio digital tem importantes diferenças em relação à leitura no meio analógico, principalmente nas mídias com suporte em papel. Essa premissa, que vai além de meras preferências subjetivas ou fadiga ocular, é o ponto de partida da pesquisadora Juliana do Amaral, pós-doutoranda no Laboratório da Linguagem e Processos Cognitivos (LabLing), vinculado aos programas de pós-graduação em Linguística e em Letras-Inglês da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em artigo publicado no Journal of Computer Assisted Learning no início de julho, Juliana demonstra que modelar o comportamento na navegação e avaliação de conteúdo on-line otimiza a experiência de leitura em páginas web, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento crítico e a revisão de crenças pré-estabelecidas.

Vários estudos já confirmaram que há um déficit de compreensão quando se lê em computadores ou smartphones, na comparação com conteúdos impressos, de acordo com a pesquisadora. Uma importante metanálise, Don’t Throw Away Your Printed Books, demonstrou que as pessoas que leem em telas digitais compreendem menos os conteúdos. Além disso, os estudos indicam que não é possível aprimorar sua compreensão nas leituras em tela com o passar do tempo e a aquisição do hábito.

Desinformação e leitura crítica

Embora a leitura de textos narrativos mais longos em dispositivos que simulam o manuseio de livros, como o Kindle, seja menos afetada, a complexidade aumenta com textos expositivos e informativos, especialmente em páginas web, que exigem competências digitais específicas. Na análise de Juliana, estudar e aprimorar as competências de leitura tem especial relevância no cenário de desinformação favorecido pelas mídias digitais interativas. “Desenvolver a competência de avaliação de fontes é fundamental. No ambiente digital, onde não há controle de qualidade e qualquer um pode publicar, é crucial saber identificar a autoria, suas credenciais e o veículo de publicação”, analisa.

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UFSC lidera rede inédita internacional para melhorar saúde das ostras

07/07/2025 15:43
Ostra da espécie Magallana gigas

Por meio de dois projetos internacionais, rede de pesquisa vai investigar saúde das ostras cultivadas em Florianópolis e identificar possíveis causas de mortalidade (Foto: Divulgação/CCB/UFSC)

Uma rede inédita que envolve pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no Brasil, e de instituições da França e do Chile está dando início a um grande projeto que visa incrementar a saúde das ostras. O objetivo será identificar patógenos potencialmente envolvidos nas mortalidades desses animais no verão. Dessa forma, será mais fácil definir estratégias preventivas para o cultivo, alinhadas ao conceito de Saúde Única.

Na UFSC, a rede vai envolver 13 pesquisadores de departamentos de ensino do Centro de Ciências Biológicas (CCB), do Centro de Ciências Agrárias (CCA) e do Centro de Ciências da Saúde (CCS), com colaboração de uma pesquisadora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A parceria engloba ainda as universidades de Montpellier e de Perpignan, o Ifremer (instituição de pesquisa francesa dedicada ao conhecimento dos oceanos) e o Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), na França; e a Pontificia Universidad Católica de Valparaíso (PUCV), a Universidad Católica del Norte (UCN) e o Centro de Estudios Avanzados en Zonas Áridas (Ceaza), no Chile. No total, serão cerca de 30 pesquisadores envolvidos com as atividades nos três países. Além deles, a rede também vai contar com a participação de pós-doutorandos e alunos de mestrado e doutorado de cinco programas de pós-graduação da UFSC: Aquicultura, Biotecnologia e Biociências, Bioquímica, Farmácia e Ciências dos Alimentos.
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Pesquisa da UFSC analisa riscos da presença de cães nas praias e diretrizes para regulamentação

01/07/2025 16:28

Apesar da proibição, é comum encontrar cães nas praias de Florianópolis. Foto: Eduardo Cuducos/Flickr/CC BY-NC 2.0

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) avalia os diversos impactos da presença de cães nas praias. O estudo realizado pela médica veterinária Carla Roberta Seára Willemann traz contribuições para a discussão sobre a regulamentação de pets nas praias de Florianópolis, com análises dos riscos para a saúde humana, animal e ambiental, bem como de experiências de praias pet friendly pelo mundo. Aponta, ainda, medidas fundamentais para que se possa liberar a presença de cães de maneira segura, como investimento em saneamento básico e controle de animais errantes.

Apesar da proibição, determinada pela Lei Complementar Municipal nº 94/2001 e pela Lei Complementar CMF nº 60/2003, que altera a Lei Municipal nº 1224/1974, é bastante comum encontrar cães, sozinhos ou acompanhados de seus tutores, nas praias de Florianópolis. O assunto envolve questões sociais, culturais, econômicas, ambientais e de saúde, e a polêmica em torno do tema não é nova. Desde 2018, foram apresentados pelo menos quatro projetos de lei buscando revogar a proibição de cachorros nas praias do município. Atualmente, está em tramitação na Câmara de Vereadores o Projeto de Lei Complementar nº 1956/2024, que pode permitir a presença de cachorros em praias de Florianópolis, desde que vacinados e devidamente acompanhados por seus tutores.

“De um lado, existe uma demanda crescente por espaços públicos onde os tutores possam desfrutar momentos de lazer com seus cães. De outro, há um cenário sanitário que já apresenta riscos, como a presença de parasitas zoonóticos em fezes de cães em praias, evidenciada em estudos anteriores. Com o adensamento populacional na região da Grande Florianópolis e o consequente aumento do número de animais de estimação, esses desafios tendem a se intensificar”, comenta Carla, que realizou a pesquisa para sua dissertação de mestrado, sob orientação das professoras Patrizia Ana Bricarello e Maria José Hötzel.
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Tags: CCAmedicina veterináriaPós-Graduação em AgroecossistemasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina