Pesquisa da UFSC coloca a ciência a favor do ambiente e da economia

28/04/2026 17:01

Um projeto desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) colocou a ciência a favor do meio ambiente e da economia, em um trabalho realizado em Canoinhas, no Planalto Norte catarinense.

Araucaria angustifolia é espécie presente em áreas florestais no Planalto Norte Catarinense (Foto: Ministério do Meio Ambiente/Divulgação)

Ao longo de aproximadamente seis meses, entre o final de 2024 e o primeiro semestre de 2025, a equipe coordenada pelo professor Tiago Montagna, do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias (CCA), avaliou os impactos de uma eventual supressão de cerca de 40,8% de um fragmento de Floresta Ombrófila Densa na diversidade genética de populações de Araucaria angustifolia (araucária), Ocotea porosa (imbuia) e Curitiba prismatica (cerninho), espécies ameaçadas ou de ocorrência restrita. O estudo foi realizado em uma área de 12,8 hectares (ha) da Cia. Canoinhas de Papel, localizada no município do Planalto Norte de Santa Catarina.

A pesquisa foi demandada pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), órgão responsável pelo licenciamento ambiental no Estado, como requisito para a expansão da planta industrial da empresa. Contratado pela Restauração Ambiental Sistêmica Ltda, o trabalho foi executado pelo Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais da UFSC. “O objetivo central foi avaliar se a supressão de 5,22 ha poderia causar perdas relevantes de diversidade genética nas espécies-alvo, comparando-se indivíduos da área destinada à supressão com os da área de conservação (7,58 ha)”, explicou o coordenador do projeto.

Resultados

Para a realização da pesquisa foram coletadas amostras foliares, posteriormente submetidas a análises iso-enzimáticas no Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal da UFSC. Em linhas gerais, os resultados apontaram que as populações de araucária e imbuia apresentavam níveis elevados de diversidade genética, superiores ou compatíveis com médias já reportadas para o Estado. Contudo, a eventual supressão acarretaria redução populacional: cerca de 55% dos indivíduos de araucária, 70% dos de imbuia e 40% dos cerninhos seriam eliminados. “Isso implicaria maior risco futuro de perda de diversidade por deriva genética”, apontou o estudo. Para o cerninho, a diversidade genética revelou-se baixa, mas a população local é numerosa (mais de 2 mil indivíduos), o que atenua os riscos imediatos de perda. 

“Apesar das perdas potenciais, o parecer final concluiu que a supressão é viável, desde que acompanhada de medidas de compensação, como a coleta e produção de mudas a partir de sementes de indivíduos portadores de alelos exclusivos, o cessar das roçadas realizadas no local e o incremento do tamanho populacional das espécies alvo na área de manutenção”, ressaltou o professor Montagna.

Inéditas

A equipe de trabalho foi integrada por seis pesquisadores, incluindo docentes, mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais e graduandos em Agronomia que atuaram em todas as etapas, desde a coleta em campo às análises laboratoriais e interpretação dos dados.

“Do ponto de vista científico e social, o projeto contribuiu com informações inéditas sobre a diversidade genética dessas espécies em Canoinhas, fornecendo subsídios para o manejo e para a conservação em cenários de impacto ambiental.  Além disso, gerou protocolos que podem ser replicados em outros empreendimentos e orienta estratégias de restauração, assegurando que a expansão industrial ocorra de forma menos danosa ao patrimônio genético florestal”, salientou o professor Tiago Montagna. “Assim, este estudo representa não apenas um requisito técnico para o licenciamento, mas também um avanço no conhecimento científico e prático sobre a conservação genética de espécies-chave da Mata Atlântica”, definiu o docente.

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) foi a responsável pela gestão administrativa e financeira da iniciativa. “A Fapeu teve papel central na viabilização do projeto, administrando os recursos e garantindo a infraestrutura necessária para a execução”, destacou o professor Tiago Montagna.

Esta reportagem integra a Revista da Fapeu 16, disponível na íntegra em https://fapeu.org.br/revistafapeu

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Mestranda da UFSC representa SC no Programa Brasileiro de Professores no CERN, na Suíça

15/04/2026 17:48

Anna Carolina Momm, licenciada em Física pela UFSC e mestranda do PPGECT. Foto: Divulgação

A professora de Física Anna Carolina Momm, 25 anos, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), embarca na próxima sexta-feira (17 de abril) para Genebra, na Suíça, onde irá participar de atividades formativas no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN). Anna foi selecionada entre candidatos de todo o país no edital do Programa Brasileiro de Professores no CERN, voltado a professores e professoras que lecionam Física e Ciências na rede pública de educação básica, e será a representante de Santa Catarina no grupo de 24 docentes que integrarão a viagem de estudos.

Licenciada em Física pela UFSC desde 2024 e professora concursada da Escola de Educação Básica José Maria Cardoso da Veiga, na localidade de Enseada do Brito, em Palhoça, Anna Carolina considera que essa iniciativa dos órgãos de fomento brasileiros são essenciais para valorizar o papel dos professores e elevar a qualidade da educação pública.

“Tenho uma expectativa enorme de visitar o CERN. Será um privilégio conhecer um dos centros de pesquisa mais importantes do mundo. Irei transpor os conhecimentos discutidos para a sala de aula, no ensino de Física Moderna e Contemporânea, além de aprofundar o trabalho sobre as Mulheres Cientistas no Projeto de Ensino que eu coordeno”, menciona Anna, que também atua no projeto Meninas na Ciência da UFSC. Ela destaca que seu envolvimento em projetos com esse escopo apresentam impacto real e potencial de multiplicação do conhecimento, o que pode ter contribuído, segundo ela, para seu desempenho no processo de seleção, mesmo sendo licenciada há pouco tempo.

Acelerador de partículas do CERN. Foto: Maximilien Brice/CERN

Os 24 participantes da viagem de estudos passarão por atividades formativas nos laboratórios do CERN entre os próximos dias 20 e 25 de abril. A programação envolve palestras, visitas legais, exposições e oficinas que introduzirão os participantes à temática da Física de Partículas e à pesquisa de ponta realizada no CERN. Os selecionados irão receber passagens aéreas de ida e volta (desde suas cidades de origem), ajuda de custo de 200 francos suíços, seguro saúde, deslocamentos entre aeroporto e alojamento, na Suíça, hospedagem em acomodação compartilhada, três refeições diárias, taxas acadêmicas e materiais didáticos das atividades formativas.

Fundado em 1954, o CERN fica situado na fronteira franco-suíça, próximo a Genebra, e é o maior laboratório de física de partículas do mundo. Seu objetivo é investigar os componentes fundamentais da matéria, utilizando aceleradores de partículas como o Grande Colisor de Hádrons (LHC) para compreender as leis do universo.

O Programa Brasileiro de Professores no CERN é realizado em colaboração entre a Sociedade Brasileira de Física (SBF), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Ana Paula Lückman / ana.paula.luckman@ufsc.br
Jornalista – Agecom UFSC

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Fenômeno raro deixa ostras esverdeadas e mais saborosas; pesquisadores da UFSC explicam

10/04/2026 13:58

Floração de um tipo raro de microalgas na Baía Sul está deixando as ostras esverdeadas. Fenômeno agrega qualidade aos moluscos e não traz riscos à saúde, confirmam os pesquisadores da UFSC. Foto: Divulgação

Um fenômeno raro observado nas últimas três semanas na Baía Sul, em Florianópolis, está mudando o aspecto e a qualidade das ostras cultivadas pelos maricultores locais: a proliferação de microalgas do grupo das diatomáceas nessas águas está fazendo os moluscos apresentarem uma coloração esverdeada. Longe de ser um problema, isso é, na verdade, um fenômeno com grande potencial. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a microalga não produz toxinas e agrega qualidade às ostras, vieiras e mexilhões cultivados, que têm nesses organismos unicelulares uma rica fonte nutricional.

De acordo com o engenheiro de Aquicultura Gabriel Filipe Faria Graff, doutorando em Biotecnologia e Biociências e pesquisador do Laboratório de Biotecnologia e Saúde Marinha (LaBIOMARIS) da UFSC, a ocorrência de ostras verdes já foi observada em Santa Catarina em pelo menos duas ocasiões, há mais de dez anos. Microalgas capazes de conferir coloração a moluscos são registradas recorrentemente em outras localidades, como a região francesa de Marennes-Oléron, onde as chamadas huîtres vertes (literalmente, ostras verdes em francês) são consideradas uma iguaria sofisticada e possuem certificação Label Rouge (Red Label) do Ministério da Agricultura da França – que atesta a qualidade superior de produtos alimentares em comparação a produtos convencionais.
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Estudo da UFSC revela que mosquito transmissor da malária é, na verdade, cinco espécies diferentes

20/03/2026 10:40

Pesquisadoras da UFSC Kamila Voges (à esq.) e Luísa Rona Pitaluga, autoras do estudo que identificou espécies crípticas do mosquito Anopheles cruzii, transmissor da malária na Mata Atlântica. Foto: Divulgação

O mosquito Anopheles cruzii, que era considerado como uma única espécie transmissora da malária em áreas de Mata Atlântica, é, na verdade, um complexo de cinco linhagens geneticamente distintas. A descoberta pode revolucionar as estratégias de controle da doença no Sul e Sudeste do Brasil e é resultado de pesquisa com participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicada em fevereiro na revista Communications Biology, do grupo Nature.

Desde o início do século XX, quando foi registrada uma epidemia de malária durante a construção da ferrovia São Paulo-Santos, o mosquito Anopheles cruzii é conhecido como o principal vetor da doença em áreas de Mata Atlântica. No entanto, a pesquisa conduzida por pesquisadores da UFSC revelou que esse “vilão”, na verdade, não está sozinho. Utilizando tecnologia genômica de ponta, os pesquisadores descobriram que o mosquito que era tratado como uma única espécie são, na verdade, pelo menos cinco espécies crípticas — insetos que possuem a mesma aparência externa, mas que são geneticamente incapazes de se reproduzir entre si.

No estudo, os cientistas da UFSC, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) utilizaram a filogenômica — a análise de milhares de genes — para mapear o DNA desses mosquitos. O resultado confirmou que o complexo An. cruzii é formado por cinco linhagens distintas, batizadas de A, B, C, D e E. As equipes fizeram coletas de mosquitos em áreas de Mata Atlântica em dez cidades da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. As análises mostraram que a linhagem A é mais amplamente distribuída na região costeira, incluindo Florianópolis, enquanto as demais apresentaram características mais locais – como a linhagem E, observada apenas nas amostras coletadas no município de Santa Teresa (ES).
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Projeto da UFSC avalia minhocas e outros organismos como bioindicadores da qualidade do solo

03/02/2026 09:28
Coleta de minhocas

Coleta de minhocas. Foto: Divulgação

Projeto de pesquisa desenvolvido no campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está investigando como minhocas, micro minhocas, colêmbolos e ácaros podem atuar como bioindicadores da qualidade do solo.  A iniciativa é uma das primeiras no Brasil a aplicar o conceito de Faixa Normal de Operação (Normal Operating Range – NOR) às comunidades de fauna do solo, integrando parâmetros biológicos, físicos e químicos para compreender a dinâmica natural desses organismos ao longo do tempo.

Coordenado pela professora  Júlia Carina Niemeyerdo Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas e vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN), o projeto é conduzido pelo Núcleo de Ecologia e Ecotoxicologia do Solo (Necotox) da UFSC Curitibanos. A pesquisa conta com financiamento internacional da Bayer AG, Crop Science Division, da Alemanha, e da CloverStrategy, de Portugal, além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), responsável pela gestão administrativa e financeira dos recursos.

A fauna do solo desempenha funções ecológicas essenciais, como a fragmentação da matéria orgânica, a formação de agregados, a ciclagem de nutrientes e a regulação da microbiota. A presença abundante e diversificada desses organismos está diretamente associada à boa estrutura do solo, à fertilidade e à oferta de serviços ecossistêmicos, refletindo em maior produtividade agrícola. Por serem sensíveis a alterações ambientais, esses organismos também funcionam como importantes bioindicadores. “Ao identificarmos padrões sazonais naturais, a NOR poderá ser utilizada como uma ferramenta de monitoramento capaz de diferenciar variações naturais das alterações causadas por práticas agrícolas ou impactos ambientais, como o uso de agrotóxicos”, explica Júlia Niemeyer.

Metodologia e áreas de estudo

As coletas de amostras de solo estão sendo realizadas na região do Planalto Catarinense, nos municípios de Curitibanos e Frei Rogério, contemplando quatro sistemas distintos de uso do solo: mata nativa, pastagem, sistema de plantio direto e sistema de preparo convencional. As primeiras coletas ocorreram nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2025, e as análises laboratoriais foram conduzidas no Laboratório Auxiliar de Ecotoxicologia e Biologia do Solo da UFSC Curitibanos. Segundo a pesquisadora, a escolha desses ambientes permite representar um gradiente de intensidade de uso e impacto sobre o ecossistema do solo. Os trabalhos tiveram início em 2025 e seguem até o final de 2026, envolvendo 18 participantes, entre pesquisadores nacionais e internacionais, profissionais das instituições parceiras, além de pós-graduandos e bolsistas de graduação da UFSC. Entre os colaboradores está a bióloga e taxonomista de minhocas  Marie Bartz.

Resultados e impactos esperados

Análises preliminares já indicam que o tipo de uso do solo e fatores climáticos influenciam a composição e a abundância da fauna ao longo do ano. Esses dados reforçam o potencial dos organismos estudados como indicadores ecológicos capazes de refletir impactos positivos ou negativos das práticas agrícolas. “O principal benefício do projeto é fornecer parâmetros ecológicos para o biomonitoramento do solo. Assim, será possível avaliar se variações nas populações estão dentro do esperado para determinada época do ano ou se resultam de impactos antrópicos”, ressalta Júlia Niemeyer.  A expectativa é que os resultados subsidiem políticas públicas, promovam práticas agrícolas mais sustentáveis e contribuam para o aprimoramento da avaliação de risco de agrotóxicos no Brasil, além de orientar estratégias de recuperação de áreas degradadas.

 

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UFSC na mídia: reportagem do Globo Rural destaca pesquisa que aprimora manejo no cultivo de ostras

02/02/2026 10:24

Reportagem do programa Globo Rural veiculada na TV Globo no último domingo (1º de fevereiro) destacou os resultados de uma pesquisa com participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que deve aprimorar a produção de ostras em Florianópolis.

O estudo, desenvolvido ao longo de dois anos em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SC), mostrou que as diferenças de salinidade, temperatura e circulação das águas das baías norte e sul tornam cada região mais propícia para distintos estágios do cultivo. Na baía norte, onde há menos circulação marítima e águas mais quentes, as condições são ideias para o plantio das sementes e crescimento das ostras, com menor índice de mortalidade. Na baía sul, os moluscos que começaram a se desenvolver no norte encontram maior circulação marítima e águas mais frias, o que favorece a engorda até o ponto de consumo.

Oceanólogo Claudio Blacher, do Laboratório de Moluscos Marinhos, em participação na reportagem do Globo Rural. Foto: Reprodução/TV Globo

O oceanólogo Claudio Blacher, supervisor do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC, explica, na reportagem, que na baía sul as águas têm temperaturas mais baixas em função da ocorrência do afloramento de águas de fundo no processo de circulação marítima daquela região. Isso traz mais oxigenação e renovação da água, além de oscilações de temperatura mais frequentes do que as observadas na baía norte.

Com o achado, maricultores das regiões de Santo Antônio de Lisboa, no norte, e do Ribeirão da Ilha, no sul, têm trabalhado em parceria e aprimorado os ganhos com a atividade. A reportagem do jornalista André Lux ouviu produtores que destacaram os benefícios já observados com a nova dinâmica de produção.

Assista à reportagem do Globo Rural

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UFSC lidera pesquisa pioneira sobre repercussões da cirurgia de redesignação em mulheres trans

29/01/2026 09:45

Um estudo pioneiro, de abrangência nacional, liderado por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está mapeando as repercussões da cirurgia de redesignação sexual (CRS) em mulheres trans brasileiras. O projeto Redesignadas envolve a parceria entre o Laboratório de Pesquisas, Tecnologias e Inovação em Enfermagem Psiquiátrica, Atenção Psicossocial e Transgeneridades (MentalTrans), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e o Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas (Inamur).

O estudo entrevistou 144 mulheres trans que passaram pelo processo de transgenitalização (conjunto de procedimentos médico-cirúrgicos que visam alinhar o corpo com a identidade de gênero da pessoa trans), com o objetivo de compreender as repercussões da cirurgia na saúde mental e física dessas mulheres. A coleta de dados foi feita por meio de questionários socioeconômicos, entrevistas individuais e grupos focais em cada região do Brasil, ao longo das diferentes etapas do estudo.
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Pesquisadores da UFSC contribuem para consenso inédito sobre diagnóstico da lipodistrofia

14/01/2026 08:32

Um grupo de 15 especialistas da Rede Brasileira para o Estudo das Lipodistrofias (Brazlipo), entre os quais três professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um consenso inédito focado no diagnóstico e tratamento da lipodistrofia parcial familiar (FPLD), doença rara que afeta a distribuição de gordura no corpo e o metabolismo. O artigo, publicado no periódico Diabetology & Metabolic Syndrome, propõe critérios clínicos e laboratoriais adaptados à diversidade étnica da população brasileira, visando facilitar o diagnóstico preciso.

Professores Alexandre Hohl, Simone van de Sande Lee e Marcelo Ronsoni representam o HU-UFSC na rede nacional de estudo da lipodistrofia e participaram da elaboração do consenso diagnóstico. Foto: Divulgação

O professor Alexandre Hohl, que atua na área de Endocrinologia e Metabologia no Departamento de Clínica Médica da UFSC e é um dos autores do estudo, ao lado dos também professores Marcelo Ronsoni e Simone van de Sande Lee, explica que a lipodistrofia é um grupo raro de doenças que provoca a perda de gordura em áreas específicas do corpo onde essa gordura deveria estar. “Não é ‘magreza’ simples, mas sim uma perda patológica do tecido adiposo subcutâneo, que faz com que a gordura passe a se acumular em locais errados, como fígado, músculo, pâncreas e coração. Isso leva a um grau muito intenso de resistência à insulina, triglicérides muito elevados, esteatose hepática e maior risco de pancreatite e doença cardiovascular”, esclarece.
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UFSC identifica mosquito transmissor da febre amarela silvestre pela primeira vez em SC

11/12/2025 08:57

Bióloga Sabrina Fernandes Cardoso durante coleta de espécimes para a pesquisa, em Braço do Norte. Foto: Divulgação

Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) confirmou a ocorrência do mosquito Haemagogus leucocelaenus, vetor da febre amarela silvestre, em áreas de mata de cinco municípios de Santa Catarina: Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Braço do Norte, São Martinho e Pedras Grandes. É o primeiro registro oficial da presença dessa espécie no Estado, o que contribui para reforçar a importância da imunização contra a febre amarela. Desde 2018, Santa Catarina é área de recomendação para vacinação contra a doença, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A febre amarela é uma doença viral infecciosa grave que pode evoluir rapidamente, se não for diagnosticada e tratada imediatamente. O vírus Flavivirus circula por dois ciclos de transmissão. No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos infectados – no caso, o mosquito Aedes aegypti, que também transmite outras doenças, como a dengue, a chikungunya e a zika. Já no ciclo silvestre, os transmissores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas de floresta e infectam principalmente os macacos.
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UFSC lidera Instituto Nacional para estudo e desenvolvimento de bioprodutos

01/12/2025 11:05

Professora Débora coordena grupo que vai estudar e gerar bioprodutos de impacto para a indústria (Fotos: Gustavo Diehl)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conta, a partir desta segunda-feira, 1 de dezembro, com uma unidade multipropósito de pesquisa com foco na sustentabilidade e na tecnologia:  o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Biofábricas. O novo INCT da UFSC terá recursos de cerca de R$ 11 milhões e envolve redes de pesquisadores formadas a partir da colaboração entre universidades, institutos de pesquisa, associações e indústrias de todas as regiões. O objetivo é desenvolver bioprodutos de interesse tecnológico e escalonamento da produção para transferência das tecnologias para o setor produtivo, cooperativas e pequenas e médias empresas na área biotecnológica.

Pelo menos 45 pesquisadores de dez instituições estão envolvidos com o primeiro workshop do grupo, que ocorre no departamento de Engenharia Química e de Alimentos. “O principal objetivo, além de formar essa rede de pesquisa que tem por objetivo consolidar nacionalmente atividades de pesquisa, extensão e formação de recursos humanos, é montar uma biofábrica, uma unidade capaz de produzir biomoléculas em um nível de produção maior, até para consolidar as pesquisas já existentes nos grupos”, explica a professora e pró-reitora de Pós-Graduação, Débora de Oliveira, que coordena o projeto.

Primeiro workshop da rede é realizado na UFSC

O INCT ainda tem, como objetivos específicos, criar mecanismos para intensificar a interação entre os seus pesquisadores, o setor produtivo e o setor público. Isso auxiliaria a UFSC a se firmar como referência nacional na área e como vetor de disseminação de informação e conhecimento técnico especializado para pesquisadores, técnicos e produtores. Para isso, o grupo pretende produzir pelo menos dez novos produtos e bioprocessos nos próximos anos.

A capacitação e a formação de especialistas, com a realização de workshops e produção e publicação de artigos, também faz parte dos objetivos do grupo, que pretende gerar até R$15 milhões em novos negócios, além de auxiliar na criação de pelo menos uma nova startup por região a partir das suas pesquisas. Para atingir os objetivos, o INCT conta com cerca de R$11 milhões em investimentos aprovados, a maior parte deles (cerca de R$5 milhões) em bolsas.

Fazem parte do INCT como colaboradores pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, México, Argentina, Dinamarca, Polônia, Coreia do Sul, Índia e Paquistão. A Rede de Biotecnologia da Região Sul (Rede SulBiotec), Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e diferentes empresas também apoiam a articulação.

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UFSC na mídia: reportagem da NSC mostra pioneirismo da UFSC com pesquisas em maricultura

26/11/2025 15:30

Carlos Henrique Miranda Gomes, técnico do Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC, em entrevista à reportagem da NSC TV. Foto: Reprodução

Reportagem da série “Riquezas do Mar”, da NSC TV, destacou, nesta terça-feira (25 de novembro), o pioneirismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nas pesquisas em maricultura no litoral de Santa Catarina. Cerca de 40 anos após as primeiras prospecções e estudos, o estado desponta hoje como responsável por 91% da produção nacional de ostras e mexilhões, com 8,7 mil toneladas de moluscos colhidas em 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados na reportagem.

A UFSC é a principal produtora e fornecedora de sementes de ostras e mexilhões para os produtores, de acordo com o biólogo Carlos Henrique Miranda Gomes, técnico do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM). Segundo ele, anualmente são produzidas entre 45 e 70 milhões de sementes, que são comercializadas para os maricultores. Carlos destaca também o bom resultado da parceria da Universidade, que produz as sementes, com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que atua na capacitação dos produtores.

As pesquisas em torno do cultivo da macroalga Kappaphicus alvarezii, que já envolve produtores no litoral catarinense, e do ouriço-do-mar Echinometra lucunter, ainda em etapa de laboratório, também foram abordadas na reportagem de Jean Raupp. A macroalga produzida em Santa Catarina é utilizada principalmente na produção de biofertilizantes, mas também pode ser empregada nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética, como explicou a bióloga Carmen Simioni, pós-doutoranda em Biologia Celular e Desenvolvimento. Já o ouriço-do-mar, iguaria utilizada na gastronomia oriental, ainda irá passar por testes em cultivos no mar. A perspectiva é que em até dois anos e meio essa espécie passe a ser produzida em escala comercial, de acordo com o pesquisador Cassio Ramos.

Assista à reportagem da NSC TV.

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Controle de cinco fatores de risco prolonga vida em até 14 anos, aponta estudo com coautoria da UFSC

04/11/2025 17:22

Tabagismo é um dos cinco fatores de risco cardiovascular que, controlados na meia idade, podem levar a aumento na expectativa de vida

Pessoas que conseguem controlar cinco fatores de risco cardiovascular frequentes na faixa dos 50 anos de idade podem aumentar em até 14 anos sua expectativa de vida. A conclusão é de uma grande pesquisa global que envolveu dados de mais de 2 milhões de participantes, coordenada por um consórcio científico liderado pela Universidade de Hamburgo, na Alemanha, e que contou com a participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por meio do estudo EpiFloripa – Condições de Saúde de Adultos e Idosos de Florianópolis.

O artigo Global effect of cardiovascular risk factors on lifetime estimates, publicado no The New England Journal of Medicine (NEJM) em março de 2025, considera a relação entre aumento da expectativa de vida saudável e o controle de cinco fatores de risco cardiovascular: hipertensão arterial, hiperlipidemia, obesidade/sobrepeso, diabetes e tabagismo.

O principal resultado da pesquisa indica que a ausência desses cinco fatores de risco aos 50 anos está associada a uma expectativa de vida significativamente mais longa: são mais 13,3 anos adicionais de vida livre de doença cardiovascular, no caso das mulheres, e 10,6 anos para os homens. Os anos adicionais de vida total para quem controla os cinco fatores de risco na meia idade são de até 14,5 para mulheres e 11,8 para homens.
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10º episódio do ‘Estúdio Ciência’ aborda importância dos estudos de Arqueologia no Brasil

14/10/2025 17:09

Pirâmides do Egito, grandes escavações e até dinossauros são elementos que costumam surgir no imaginário das pessoas quando se fala em Arqueologia. Mas será que isso está correto? No décimo episódio do Estúdio Ciência, o historiador e arqueólogo Lucas Bueno, professor do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explica que a Arqueologia é a ciência que estuda as sociedades humanas. O episódio será exibido no canal aberto 63.1 nesta quarta-feira, 15 de outubro, às 18h, e também no YouTube.

Lucas faz pesquisas em Arqueologia Brasileira e tem experiência em estudos sobre tecnologia lítica, povoamento da América, arqueologia do Brasil Central, da Amazônia e da região sul do Brasil. Na entrevista, ele esclarece que a Arqueologia pode estudar as sociedades humanas em qualquer tempo e lugar – não necessariamente apenas no passado – a partir das coisas materiais. “A arqueologia também pode estudar as sociedades do presente através dos artefatos”, explica ele.

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Qualidade do ar é o tema do nono episódio do programa ‘Estúdio Ciência’, da TV UFSC

08/10/2025 14:10

Você sabia que o acúmulo de anestésico no ar dentro de um centro cirúrgico pode causar sonolência na equipe médica que está tratando um paciente? Como controlar a qualidade do ar interna em ambientes com pouca ventilação? Os aparelhos de refrigeração influenciam nessa equação? Essas questões sobre a qualidade do ar são parte do assunto do nono episódio do Estúdio Ciência, programa da TV UFSC, exibido às quartas-feiras, às 18h, no canal aberto 63.1, e no YouTube.

O convidado desta quarta-feira, 8 de outubro, é o engenheiro mecânico Marcelo Luiz Pereira, que é professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Marcelo é especialista em temas como condicionamento de ar, ventilação, salas limpas, controle de contaminação e qualidade do ar.

Estúdio Ciência é uma parceria entre a UFSC e o IFSC. Toda semana, o programa traz divulgação científica e curiosidades do mundo da ciência para a tela da TV UFSC e para o YouTube.

Apresentado pelo divulgador científico, professor do IFSC e doutor em Física pela UFSC Marcelo Schappo, o programa é uma conversa de cientista para cientista que vai passear por diversas áreas do conhecimento e descomplicar temas para o grande público da TV UFSC.

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Ferramenta gratuita desenvolvida na UFSC facilita avaliação de pacientes com dor no quadril

01/10/2025 14:00

Plataforma foi desenvolvida para auxiliar profissionais da saúde a monitorarem a qualidade do movimento dos pacientes. Foto: divulgação

Durante seu mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o fisioterapeuta e pesquisador Diogo Almeida Gomes desenvolveu uma ferramenta on-line gratuita que permite avaliar, de forma simples, rápida e acessível, a qualidade do movimento de pessoas com dor no quadril. Elaborada em colaboração com fisioterapeutas, a Simpli-Fai, ou Escala de Desempenho do Agachamento Unilateral para Indivíduos com Síndrome do Impacto Femoroacetabular, foi construída com a proposta de ajudar profissionais da saúde a monitorar pacientes e direcionar sua reabilitação. 

Diogo realizou o trabalho no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, sob orientação da professora Heiliane de Brito Fontana e coorientação de Marcelo Peduzzi de Castro. O trabalho foi desenvolvido junto ao Grupo Pesquisa em Biomecânica Musculoesquelética (BSiM/UFSC), a partir de uma ideia que surgiu durante o projeto de extensão Biomecânica e controle motor do tronco e dos membros inferiores: ciência aplicada à prática – uma colaboração entre a UFSC, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a clínica de fisioterapia em que Diogo trabalhava.

Segundo o pesquisador, a ideia veio de sua própria experiência trabalhando em uma clínica de fisioterapia. As metodologias disponíveis para a avaliação até então eram caras e difíceis de aplicar, demandavam muito tempo dos profissionais – tanto para a avaliação do paciente quanto para a análise de dados.

“Com esses métodos mais tradicionais, de avaliação biomecânica, de avaliação quantitativa, tu precisas de todo um aparato, precisa posicionar marcadores no paciente, conectar com um software, precisa ter todo um ajuste de posição também de quem está avaliando, de quem está sendo avaliado, de testes. Então, uma avaliação dessas, quando bem feita, pode levar de duas a três horas, enquanto o procedimento da nossa avaliação, utilizando a escala, pode durar de um minuto a um minuto e meio”, explica Diogo.
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Crianças brasileiras atingem puberdade e crescem mais cedo que americanas e europeias, indica estudo da UFSC

18/09/2025 11:21

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um estudo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apontou que as crianças brasileiras tendem a entrar mais cedo na puberdade e experimentar de forma mais precoce os picos de crescimento pubertário em comparação a crianças do hemisfério Norte do globo.

O artigo, publicado em agosto no American Journal of Human Biology, sugere que as descobertas podem contribuir significativamente no acompanhamento do desenvolvimento infantil em áreas como o esporte, a educação e a pediatria.

A pesquisa analisou dados longitudinais de estatura de 398 crianças — 197 meninas e 201 meninos — com idades entre 6 e 19 anos do Colégio de Aplicação (CA) da UFSC, em Florianópolis, ao longo de 13 anos, entre 1997 e 2010, a fim de descrever as curvas de velocidade de crescimento durante a puberdade em jovens do Brasil.

Os dados foram recuperados por iniciativa de professores do Centro de Desportos (CDS) da UFSC, em colaboração com professores de Educação Física do CA, e já haviam sido utilizados para análises parciais, que resultaram em pelo menos uma dissertação de mestrado. Até o momento, contudo, um estudo mais aprofundado, considerando todos os dados disponíveis, não havia sido realizado.

A análise das informações recuperadas faz parte do doutorado em Educação Física de Luciano Galvão, que, sob orientação do professor Humberto Carvalho, buscou organizar dados longitudinais de crescimento infantil específicos do Brasil para compreender e interpretar seus impactos na formação física de atletas juvenis no país. A pesquisa também contou com a participação de Fábio Karasiak, Victor Conceição e Diego Augusto Santos Silva.

Conforme o estudo, a idade média para o início da puberdade (pubertal takeoff) em meninas foi de 8,41 anos e em meninos, 11,19 anos. Já a idade média em que as crianças atingiram o pico da velocidade de crescimento (APHV, Age at Peak Height Velocity), o popular “estirão”, foi aos 11,30 anos para as meninas e aos 13,55 anos para os meninos.

Os números indicam que a faixa etária em que as crianças brasileiras atingiram a APHV foi ligeiramente mais precoce do que as relatadas em estudos longitudinais clássicos do século XX, como nos estudos de Fels (Estados Unidos), Harpenden (Inglaterra) e Leuven (Bélgica), que tipicamente situavam a idade de pico entre 11,4 e 12,2 anos em meninas e entre 13,4 e 14,4 anos em meninos.

“Não existem dados e estudos longitudinais tão específicos e completos no Brasil. Sempre chamou a atenção essa ideia de conseguir conflitar os valores que encontramos com os valores que são bastante difundidos e trabalhados no hemisfério Norte, no caso, na Europa e na América do Norte. Nesse sentido, estamos fazendo esse trabalho, visando comparar e trazer dados brasileiros”, explica Luciano.

As descobertas da UFSC também se alinharam com o estudo de larga escala Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), iniciado nos anos 1990, na Universidade de Bristol, na Inglaterra. Contemporâneo aos dados brasileiros, o ALSPAC estimou a idade de pico de crescimento em 11,7 anos para meninas e 13,5 anos para meninos.

De forma semelhante, os valores estimados de velocidade média durante o pico de crescimento (PHV) foram modestamente menores do que os de estudos históricos e do ALSPAC. De acordo com os pesquisadores, isso reforça a ideia da tendência secular do crescimento mais precoce durante a puberdade em crianças de todo o mundo, provavelmente influenciada por melhorias na nutrição, saúde e condições de vida.

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Funcionamento e uso da IA é tema do novo episódio do ‘Estúdio Ciência’ da TV UFSC

16/09/2025 18:05

Desde 2022, quando o ChatGPT foi apresentado ao mundo, crescem a oferta e o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para as mais variadas tarefas. Como funcionam essas ferramentas e o que esperar delas no presente e no futuro é o tema do sexto episódio do Estúdio Ciência, programa da TV UFSC, exibido às quartas-feiras, às 18h, no canal aberto 63.1, e no YouTube.

O convidado desta quarta-feira, 17 de setembro, é o doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professor licenciado do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) Mario de Noronha Neto.

Estúdio Ciência é uma parceria entre a UFSC e o IFSC. Toda semana, o programa traz divulgação científica e curiosidades do mundo da ciência para a tela da TV UFSC e para o YouTube.

Apresentado pelo divulgador científico, professor do IFSC e doutor em Física pela UFSC Marcelo Schappo, o programa é uma conversa de cientista para cientista que vai passear por diversas áreas do conhecimento e descomplicar temas para o grande público da TV UFSC.

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UFSC faz parceria com a Nasa para estudo sobre ruído de motores de aviões

27/08/2025 18:20

LVA tem a única bancada para a avaliação experimental de liners acústicos do Hemisfério Sul. Foto: divulgação/LVA/UFSC

Uma pesquisa realizada em colaboração entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Nasa, a agência espacial estadunidense, pode ajudar a projetar novos materiais para a redução do ruído de motores de aviões. Os resultados dos experimentos feitos no Laboratório de Vibrações e Acústica (LVA), localizado no Centro Tecnológico (CTC) da UFSC, em Florianópolis, e no Nasa Langley Research Center, no estado de Virgínia, nos Estados Unidos, foram publicados na revista científica internacional Aerospace Research Central.

Os testes foram feitos com liners acústicos, materiais utilizados para diminuir o ruído dos motores de aviões. Para o desenvolvimento de dispositivos eficientes e, consequentemente, de motores mais silenciosos, é essencial caracterizar e medir a capacidade desses dispositivos reduzirem os ruídos, nas condições mais próximas possíveis às reais de operação. 

Isso demanda infraestrutura e conhecimento altamente especializados. No mundo, há apenas seis bancadas para a avaliação experimental de liners acústicos, e a UFSC tem a única em todo o Hemisfério Sul. 
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‘Estúdio Ciência’, disponível online, debate por que algumas pessoas não acreditam no pouso na Lua

27/08/2025 15:15

Por que algumas pessoas não acreditam que os astronautas tenham pousado na Lua em 1969? Outras já questionam até o voo suborbital da cantora Katy Perry, em abril deste ano, que teria sido apenas encenado e filmado na Terra. Essas teorias, que nascem tão logo os feitos sejam anunciados, fazem parte do debate do terceiro episódio do Estúdio Ciência, programa da TV UFSC, exibido às quartas-feiras, às 18h, no canal aberto 63.1, e no YouTube.

O convidado desta quarta-feira, 27 de agosto, é o físico Luiz Henrique Martins Arthury, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) no campus de Jaraguá do Sul.

O Estúdio Ciência é uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Toda semana, o programa traz divulgação científica e curiosidades do mundo da ciência para a tela da TV UFSC e para o YouTube.
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Estudo internacional com participação da UFSC mostra o impacto das secas em árvores tropicais

21/08/2025 07:48

Professor Marcelo Callegari Scipioni analisa a amostra de um disco. Foto: Divulgação/UFSC Curitibanos

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) faz parte do grupo de instituições que contribuíram para um estudo internacional sobre os impactos das secas no crescimento de árvores tropicais publicado na revista Science. O trabalho analisou mais de 20 mil séries de anéis de crescimento de árvores, abrangendo 483 localidades em 36 países tropicais.

Os resultados indicam que, ao longo do último século, as secas reduziram o crescimento dos troncos em média em 2,5%, com recuperação significativa no ano seguinte. Contudo, os autores do artigo alertam que os efeitos das secas vêm se intensificando e podem comprometer, no futuro, a capacidade das florestas tropicais de sequestrar carbono, agravando questões climáticas.

A UFSC contribuiu com dados inéditos gerados no Campus Curitibanos, a partir da análise de anéis de crescimento da espécie Araucaria angustifolia, obtidos em remanescente florestal nativo localizado na Área Experimental da Universidade. Esses dados foram produzidos no contexto de projetos de pesquisa sobre árvores gigantes, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). A participação foi coordenada pelo professor Marcelo Callegari Scipioni, do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas, vinculado ao Laboratório de Recursos Florestais do Centro de Ciências Rurais da UFSC.

A pesquisa utilizou métodos da dendrocronologia, ciência que estuda os anéis de crescimento anual das árvores como indicadores do ambiente e do clima do passado. Esses anéis funcionam como registros naturais de eventos climáticos e ecológicos, conforme o professor Marcelo. “A araucária é a espécie com maior número de estudos Dendrocronológicos no Sul do Brasil. A base de dados gerada por diversos pesquisadores sobre essa espécie foi fundamental para preencher lacunas geográficas de informação no estudo global publicado na Science. Ela funciona como uma espécie-chave, tanto ecologicamente quanto cientificamente, permitindo entender as respostas das florestas subtropicais às mudanças climáticas”, explica o pesquisador.

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Pesquisa da UFSC valida tratamento natural contra infecções em tilápias cultivadas

20/08/2025 15:25

Pesquisadores do Laboratório Aquos – Saúde de Organismos Aquáticos observaram bons resultados dos compostos timol e carvacrol no combate a infecções provocadas pela bactéria Edwardsiella tarda em tilápias do Nilo. Foto: Divulgação Laboratório Aquos/UFSC

Uma pesquisa liderada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) obteve resultados positivos com a utilização de compostos fitogênicos no combate a infecções bacterianas em cultivos de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus), reduzindo o uso de antibióticos. O projeto coordenado pelo Laboratório Aquos – Saúde de Organismos Aquáticos, ligado ao Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA), apresenta o uso dos compostos naturais timol e carvacrol, da classe de compostos químicos dos monoterpenos, como alternativa promissora à substituição de antibióticos em peixes infectados pela bactéria Edwardsiella tarda. Esse micro-organismo é um dos mais preocupantes na produção aquícola mundial.

Os monoterpenos são compostos naturais encontrados nos óleos essenciais de plantas aromáticas, como alecrim, eucalipto, cravo e canela, e têm propriedades antioxidantes e antimicrobianas. De acordo com Danilo Vitor Vilhena Batista, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Aquicultura (PPGAQI) da UFSC e coordenador do estudo, essas substâncias podem ser comparadas a fitoterápicos, mas nesse caso utilizados em peixes. “Assim como o uso de chás ou extratos de plantas para fortalecer a saúde humana, os monoterpenos incluídos na ração podem ser usados para tratar e prevenir doenças em peixes cultivados”, explica Danilo. Segundo os pesquisadores, o estudo é inovador e representa um avanço significativo no campo da aquicultura e saúde animal, que tem nos antibióticos o principal meio de combater a Edwardsiellosis – doença sistêmica que causa prejuízos em torno de US$ 6 bilhões por ano na indústria da aquicultura.
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Grupo da UFSC cria IA que facilita acordos de conciliação em ações contra companhias aéreas

20/08/2025 13:50

Com uma base de dados com cerca de 1,8 mil sentenças, a ferramenta de uso gratuito desenvolvida na UFSC é capaz de “prever” os valores indenizatórios das ações de conciliação. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Você já viajou de avião, perdeu seu voo devido a atrasos da companhia aérea e acabou não comparecendo a um evento importante? Ou já teve sua mala extraviada durante a viagem? No Brasil, casos como esses, que podem configurar ações cíveis de danos morais ou materiais na esfera judicial, são muito comuns. 

Segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), o Brasil concentra 98,5% de todas as ações judiciais contra companhias aéreas no mundo. O levantamento publicado pela Abear em 2024 aponta que, em média, a cada um (1,04) voo são registradas duas ações no setor no país. Em comparação, nos Estados Unidos, por exemplo, os mesmos dois processos são registrados a cada 5,17 mil voos.

Com base nesse cenário, que gera transtornos ao setor aéreo e à Justiça brasileira, o grupo de pesquisa Governo Eletrônico, Inclusão Digital e Sociedade do Conhecimento (Egov) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu a Concil-IA, uma inteligência artificial (IA) que facilita os processos de conciliação entre consumidores e empresas aéreas em casos de danos morais e materiais.
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Tags: ação judicialAssociação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear)CCJConcil-IAConselho Nacional de Justiça (CNJ)CTCDireitoFórum Desembargador José Arthur BoiteuxGoverno Eletrônico Inclusão Digital e Sociedade do Conhecimento (Egov)Inteligência Artificial (IA)pesquisaTribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Etnomatemática é tema do ‘Estúdio Ciência’ da TV UFSC, programa disponível online

19/08/2025 17:53

Será que a nossa matemática é a única que existe? Ou será que ela pode aprender com outras culturas? A Etnomatemática, que pode ser entendida como a análise das práticas matemáticas em diferentes contextos, foi o tema do segundo episódio do Estúdio Ciência, programa da TV UFSC, exibido às quartas-feiras, às 18h, no canal aberto 63.1, e no YouTube.

O convidado desta quarta-feira, 20 de agosto, é o professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), matemático e doutor em Educação Científica e Tecnológica, Sérgio Florentino da Silva.

O Estúdio Ciência é uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Toda semana, o programa traz divulgação científica e curiosidades do mundo da ciência para a tela da TV UFSC e para o YouTube.

Apresentado pelo divulgador científico, professor do IFSC e doutor em Física pela UFSC Marcelo Schappo, o programa é uma conversa de cientista para cientista que vai passear por diversas áreas do conhecimento e descomplicar temas para o grande público da TV UFSC.

 

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Divulga UFSC – 19/08/2025 – Edição 2394

19/08/2025 11:24

Se você não consegue visualizar esta mensagem, clique aqui e leia o Divulga UFSC no site.

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) | www.divulga.ufsc.br – 19/08/2025 -Edição 2394
Conferência Planeta.Doc abre inscrições

Os desafios de um mundo em transformação, com emergência climática, ameaças aos biomas e impactos na vida da população serão tema de debates que ocorrem de 22 a 25 de setembro na UFSC e na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) na V Conferência Planeta.Doc. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser realizadas online neste link. O evento contará com a presença de 50 especialistas em temas ambientais e produzirá uma carta-manifesto endereçada a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30). A UFSC apoia institucionalmente o Planeta.Doc. Continue a leitura >>.


Laboratório de Transportes e Logística da UFSC integra Rede de Educação para o Trânsito do Detran/SC

O Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans/UFSC) foi convidado a compor a Rede de Educação para o Trânsito Estadual, iniciativa do Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran/SC). A proposta do conselho é reunir órgãos públicos e privados em uma ação permanente de planejamento, execução e avaliação de atividades educativas voltadas à segurança viária no estado. Continue a leitura >>.

Projetos colaboram para fortalecimento de saúde e educação em bens públicos digitais via Wikimedia

Projetos da UFSC vem desenvolvendo trabalhos com enfoque no fortalecimento dos bens públicos digitais via Wikipédia. O WikiProjeto Saúde Auditiva, o Projeto Mais Teoria da História na Wiki e o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação e Tecnologia Ético-Crítica (Prosa) da UFSC estão entre as iniciativas que colaboram para a manutenção desse ecossistema digital. Continue a leitura >>.


Gestão

Processo seletivo de bolsistas para o atender demandas pedagógicas da Escola Básica Municipal José Jacinto Cardoso

A Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PROPESQ) e a Cátedra UNESCO de Educação para a Igualdade Racial/Cátedra Antonieta de Barros: Educação para a Igualdade Racial e Combate ao Racismo, torna público o Edital Conjunto nº 1/2025/PROEX/PROPESQ para selecionar bolsistas para o desenvolvimento de uma proposta pedagógica que visa atender demandas da Escola Básica Municipal José Jacinto Cardoso. A Chamada selecionará quatro (4) estudantes de cursos de licenciatura ou pedagogia. Mais informações: acesse o site da Proex


Extensão

Curso de cinemas latino-americanos e caribenhos recebe inscrições até 20 de agosto

O curso de extensão universitária “Descobrindo os cinemas latino-americanos e caribenhos: um percurso coletivo” recebe inscrições até o dia 20 de agosto. O curso ocorre de 22 de agosto a 29 de setembro, às sextas-feiras, das 15h30 às 17h30, no Laboratório de Artes do IFSC em Florianópolis (avenida Mauro Ramos, 950). Após o curso, às 18h, haverá sessões do Cineclube Ó Lhó Lhó seguidas de debates. Será fornecido certificado de 40 horas de participação para quem tiver 75% de presença. A atividade é gratuita e aberta a todos.Mais informações na página do curso pelo e-mail cine.edu.contato@gmail.com.

 

6ª edição do ‘Fazendo Cruzos com Antropologias, Artes e Museologias’

O Ebó Epistêmico, em parceria com o Núcleo de Estudos de Identidades e Relações Interétnicas (NUER) e o Laboratório Universitário de Política, Direitos, Conflitos e Antropologia (Lupa), promove, no dia 20 de agosto, a sexta edição do Fazendo Cruzos com Antropologias, Artes e Museologias – Performances e narrativas negras em movimento. O evento irá ocorrer nos espaços do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC). Continue a leitura >>.

 

Ciclo de Palestras do NEGPEI: Políticas Exteriores Feministas na América Latina

O Núcleo de Estudos de Gênero na Política Externa e Internacional (NEGPEI/UFSC) realiza o primeiro encontro do Ciclo de Palestras organizado pelo grupo ao longo do segundo semestre de 2025. O evento é online e ocorre em 20 de agosto, quarta-feira, a partir das 19h. O link de transmissão está disponível em QRcode no banner de divulgação. O encontro inaugural será ministrado pela professora Mónica Salomón, líder do NEGPEI sobre o tema a Políticas Exteriores Feministas na América Latina. Mais informações no site do NEGPEI.

 

Projeto liga Florianópolis a Salvador e Colômbia em vídeo-cartas de crianças sobre seus territórios

Um projeto de extensão da UFSC está unindo cinema, arte e letramento digital para possibilitar que crianças e jovens se expressem em vídeo-cartas sobre seus territórios. O Cine.edu, coordenado pela professora Andréa Scansani, do curso de Cinema e do Programa de Pós-Graduação em Literatura, desenvolve uma série de atividades, no formato de oficinas, para que os participantes registrem histórias, paisagens e costumes do lugar onde vivem. Continue a leitura >>.

 

Projeto Enactus UFSC seleciona novos integrantes

O projeto de extensão Enactus UFSC, organização multidisciplinar que desenvolve projetos de empreendedorismo social com base nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, está com processo seletivo aberto. Podem participar estudantes regularmente matriculados nos cursos de graduação e pós-graduação da UFSC em Florianópolis. As inscrições podem ser feitas até 23 de agosto pelo formulário on-line. Mais informações no edital.


Pesquisa

UFSC é pioneira no cultivo em laboratório de ouriço-do-mar para aquicultura no Brasil

Pela primeira vez no Brasil, pesquisadores conseguiram produzir em laboratório juvenis do ouriço-do-mar Echinometra lucunter, com objetivo voltado à aquicultura para consumo humano. A pesquisa, conduzida pelo Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM/UFSC), em Florianópolis, resultou – de forma inédita no país – em aproximadamente 1.300 juvenis produzidos em condições controladas. O projeto visa, através do desenvolvimento da tecnologia de produção em laboratório do ouriço-do-mar, o cultivo comercial da espécie. Continue a leitura >>.


Ensino

Aula Inaugural: ‘Jornalismo e Literatura’

O curso e o departamento de Jornalismo da UFSC promovem a aula inaugural do segundo semestre de 2025 no dia 20 de agosto, quarta-feira, às 9h. O evento ocorre no Auditório Elke Hering, na Biblioteca Universitária (BU). As jornalistas Ingrid Fagundez e Juliana Sakae, graduadas na UFSC, irão falar sobre suas trajetórias profissionais e lançar seus livros. Ingrid escreveu Diário do fim do amor (Editora Fósforo), e Juliana, Eu, Brasil (Editora Ofício das Palavras). Mais informações no site do curso.


Cultura

Exposição ‘Memórias da madeira’

A Biblioteca Central da UFSC (BU) recebe a exposição Memórias da Madeira, do artista Rodrigo Pereira, até 29 de agosto. A exposição reúne nove trabalhos representativos das séries produzidas pelo artista nos últimos anos. Memórias da Madeira é formada pelas séries Santuários da Ilha, Tainhas, Casarios do Largo da Catedral, Antonieta e, a mais recente, Náufrago. São trabalhos realizados sobre madeira (compensado naval), que materializam e enfatizam o discurso e a poética de suas obras. Mais informações no site da BU.

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UFSC lidera projeto inovador para atualização de dados hídricos de Santa Catarina

15/08/2025 13:14

Grupo de pesquisadores que atua no Projeto SIREx-SC, coordenado pela equipe do Laboratório de Hidrologia da UFSC. Foto: Divulgação/LabHidro/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está na vanguarda de um projeto que vai qualificar os dados utilizados na gestão dos recursos hídricos do estado: o Projeto SIREx-SC: Sistema Integrado de Regionalização de Vazões e Extremos Hidrológicos de Santa Catarina. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), a iniciativa, que teve início em março de 2025 e deve se estender até o final de 2026, tem como principal objetivo desenvolver um sistema integrado com ferramentas para regionalizar as vazões de referência, estimar extremos hidrológicos e impactos das mudanças climáticas, aprimorar o Índice de Segurança Hídrica e integrar bancos de dados hidroclimáticos e ambientais.

O coordenador do projeto, professor Pedro Luiz Borges Chaffe, do Laboratório de Hidrologia (LabHidro) da UFSC, explica que a regionalização de vazão é fundamental para determinar a quantidade de água disponível em cada trecho de rio do estado. Isso é vital para que o estado possa conceder outorgas de uso da água a usuários como empresas de saneamento e agricultores. O objetivo é assegurar usos múltiplos da água e evitar conflitos, garantindo que o volume concedido não ultrapasse o limite disponível.
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