Laboratório da UFSC desenvolve novo sistema para ar-condicionado com inteligência artificial

18/11/2024 09:35

Equipe do Laboratório de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (Polo) da UFSC. Foto: Divulgação.

Ao longo dos últimos seis anos, um sistema alternativo de refrigeração e aquecimento para aparelhos de condicionamento de ar e similares, que usa magnetismo e inteligência artificial, foi desenvolvido pela equipe do Laboratório de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (Polo) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A estimativa atual é de que uma parcela muito grande, entre 17% e 20%, de toda a energia elétrica consumida no mundo seja atribuída a equipamentos de refrigeração, bombas de calor e condicionadores de ar, segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency – IEA). As contas de luz no verão evidenciam o aumento considerável do consumo em relação ao período mais frio do ano.
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Doutoranda em Ecologia da UFSC é premiada pela segunda vez em conferência internacional

18/11/2024 09:14

Larissa Dalpaz recebe premiação durante conferência na Austrália. (Foto: Arquivo Pessoal)

Larissa Dalpaz, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC, foi premiada como melhor apresentação da América Latina na Conferência sobre Biologia de Mamíferos Marinhos (Conference on the Biology of Marine Mammals), realizado na Austrália. A estudante foi premiada na noite de 15 de novembro, no encerramento do evento que ocorreu desde o dia 9 de novembro. A conferência é a mais relevante da área e reuniu cerca de 1.400 participantes de mais de 70 países.

O trabalho de Larissa consiste em um dos capítulos da tese de doutorado e é intitulado “Fishers’ perception and activity shifts in a dolphin bycatch mitigation context” (Percepções e mudanças na atividade de quem pesca no contexto de mitigação de captura acidental de golfinhos). Larissa é orientada pelos professores Fabio Daura-Jorge e Natalia Hanazaki.

“Nesse trabalho apresentamos os resultados de um esforço para olhar as capturas acidentais a partir de um olhar social e ecológico. Nós entrevistamos mais de 120 pescadores e pescadoras para investigar suas condições socioeconômicas, evidências de disparidades sociais, suas percepções sobre a captura acidental de golfinhos e possíveis mudanças em suas atividades de pesca. Com esses elementos, buscamos entender as possíveis repercussões de uma zona de exclusão de pesca implementada para reduzir as capturas acidentais de botos-da-tainha (Tursiops truncatus gephyreus) em Laguna (SC)”, explica Larissa.

Figura da pesquisa de Larissa Dalpaz demontra a localização das lagoas de Santo Antônio dos Anjos e Imaruí, com destaque para as comunidades entrevistadas (pontos vermelhos), além áreas onde acontece a pesca cooperativa entre botos e pescadores (pontos azuis) e as zonas de exclusão de pesca (pontos amarelos). As áreas em verde e vermelho são áreas de vida dos botos de Laguna.

A pesquisadora alerta que capturas acidentais são uma grave ameaça para baleias, golfinhos e muitos outros animais, além de, ao mesmo tempo, trazerem prejuízos para quem pesca. “É uma situação que ninguém quer que aconteça. Em Laguna, o cenário é especialmente delicado: temos uma população de botos ameaçada, vítima de capturas acidentais, e uma comunidade pesqueira bastante diversa. Além disso, alguns desses botos participam de uma interação positiva com um grupo de pescadores, na qual tanto botos quanto seres humanos atuam juntos para pescar tainhas. Com as capturas acidentais de botos, essa interação entre botos e seres humanos também fica ameaçada”.

Além de apresentado na Conferência, o trabalho foi recentemente publicado na revista Ocean and Coastal Management.

“Com nossos resultados pudemos ajudar a entender cenários e consequências tanto das capturas acidentais quanto das medidas implementadas para reduzir essas capturas. A partir daí, propusemos soluções que podem ser duplamente benéficas, tanto para garantir a viabilidade da pesca quanto da população de botos, além de contribuir para a preservação da pesca cooperativa entre esses animais e seres humanos”.

Essa é a segunda vez que a estudante é premiada nesta categoria. Em 2019, Larissa apresentou sua dissertação de mestrado e recebeu o prêmio de melhor apresentação na edição do evento realizada em Barcelona (Espanha). O projeto de doutorado é realizado em parceria entre o Laboratório de Mamíferos Aquáticos (Lamaq) e o Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica (ECOHE) da UFSC, além do PELD-SELA (Projeto Ecológico de Longa Duração do Sistema Estuarino de Laguna e Adjacências). A participação da aluna na Conferência teve apoio do VIVA Instituto Verde e Azul.

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UFSC promove evento voltado à propriedade intelectual, ciência e inovação

18/11/2024 09:00

O Departamento de Inovação (Sinova), vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC) promovem o evento “Propriedade intelectual e sua importância para a inovação nas Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e empresas”. O encontro será realizado nesta quinta-feira, 21 de novembro, às 14h, no Auditório João Ernesto Escosteguy Castro, do Centro Tecnológico (CTC) da UFSC.

O evento é aberto ao público e gratuito. As vagas são limitadas, sendo necessário inscrever-se, previamente, na Plataforma Sympla. Além do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a iniciativa da UFSC possui parceria com as associações brasileiras dos Agentes da Propriedade Intelectual (Abapi), da Propriedade Intelectual (ABPI), e o Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (Profnit).

Para este momento de troca de conhecimento, o evento contará com especialistas da área que discutirão a importância e temas de destaque da propriedade intelectual no contexto da inovação, como interação e transferência de tecnologias entre ICTs e empresas – universidade empreendedora e cases de Núcleos de Inovação tecnológica (NITs) -; depósito de pedidos de patentes no INPI: cuidados e erros a evitar; riscos da divulgação e publicação antecipada de criações; Marco Legal da Inovação; e contencioso envolvendo patentes.

A professora Clarissa Stefani Teixeira, diretora de Inovação da UFSC, ressalta o trabalho desenvolvido pela Sinova na construção de uma Universidade cada vez mais empreendedora e inovadora. Enfatiza que o setor atua “com uma agenda centrada em ampliar programas, projetos, palestras, cursos e materiais para a comunidade interna e externa”, no sentido de garantir que essas ações institucionais estejam “em consonância com o ecossistema de inovação catarinense”.

Dados publicados no último Relatório de Gestão da Sinova apontam que a UFSC possui “779 pedidos de Propriedade Intelectual vigentes depositados/concedidos no INPI (…). São 471 Patentes de Invenção (273 vigentes e 198 não vigentes); 22 Patentes de Modelo de Utilidade (18 vigentes e 4 não vigentes), 232 Registros de Programa de Computador (RPC) vigentes; 50 Marcas, sendo 27 vigentes; e 48 Desenhos Industriais (DI) (37 vigentes e 11 não vigentes). Conta também com 5 Cultivares registrados no Ministério da Agricultura, todos vigentes.” O documento estratégico também acrescenta que, em 2023, “foram depositados junto ao INPI 16 pedidos de Patentes de Invenção. Já em relação aos registros, foram feitos 19 de Programa de Computador, 12 Desenhos Industriais e 6 Marcas, totalizando 53 registros/depósitos de ativos de Propriedade Intelectual” (UFSC, 2023, p. 62).

Destaque na Indústria e Ambiente de Pesquisa

O ranking do Times Higher Education (THE) Latin America University Rankings 2024, publicado no último dia 12 de novembro, avalia instituições acadêmicas em critérios como Qualidade de Pesquisa, Indústria e Ambiente de Pesquisa. A UFSC destacou-se nos critérios Indústria, em que ficou entre as seis melhores universidades, e Ambiente de Pesquisa, ficando entre as oito melhores.

A pontuação em Indústria, que subiu mais de dois pontos com relação ao ano passado, verifica a capacidade de uma universidade ajudar o setor com inovações, invenções e consultoria, buscando captar a transferência de conhecimento e observando as parcerias em relação ao número de pesquisadores.

“A métrica sugere até que ponto as empresas estão dispostas a pagar pela investigação e a capacidade de uma universidade atrair financiamento no mercado comercial – indicadores úteis de qualidade institucional”, registra o THE. Os dados deste indicador referem-se a patentes publicadas entre 2019 e 2023.

Mais informações no site da Sinova.

 

Rosiani Bion de Almeida | imprensa.gr@contato.ufsc.br
Coordenadoria de Imprensa do GR | UFSC

Com informações de: UFSC está entre as dez melhores universidades da América Latina; e SINOVA UFSC. Relatório de Gestão 2023. Disponível em: https://arquivos.ufsc.br/f/6d833229cbbd4428a879/. Acesso em: 14 nov. 2024.

 

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Pesquisa da UFSC Blumenau desenvolve têxteis que repelem mosquito transmissor da dengue

13/11/2024 15:30

Projeto foi contemplado por um edital da Fapesc e receberá financiamento no valor de R$ 986 mil. Foto: Divulgação

O projeto de pesquisa da UFSC Blumenau intitulado Têxteis sustentáveis no controle do Aedes aegypti: funcionalização de tecidos com repelentes naturais busca desenvolver artigos têxteis com atividade repelente contra o mosquito transmissor da dengue, utilizando compostos naturais. A pesquisa foi contemplada por um edital da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e receberá um financiamento no valor de R$ 986 mil.

Coordenado pela professora Andrea Cristiane Krause Bierhalz, do Departamento de Engenharia Têxtil da UFSC Blumenau, o projeto tem a participação dos professores Cristiane da Costa, Fernanda Steffens, Odinei Hess Gonçalves, Rita de Cássia Siqueira Curto Valle, José Alexandre Borges Valle e Joziel Aparecido da Cruz. Com duração de 24 meses, a pesquisa tem como propósito contribuir com medidas adicionais, simples e sustentáveis, para o combate à doença.

A professora Andrea conta que um dos maiores desafios no uso dos repelentes naturais é que eles tendem a perder o efeito rapidamente, processo que é ainda mais acelerado pelo efeito das lavagens dos artigos têxteis. “A ideia então é encapsular o repelente em partículas de tamanho nanométrico e ligá-las quimicamente às fibras têxteis, para que o efeito seja prolongado e resistente às lavagens”, explica. Os insetos usados nos experimentos são criados em laboratório, para que se tenha certeza da idade, do estado fisiológico do mosquito e da ausência do vírus da dengue.
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Pesquisadores da UFSC apresentam nova hipótese para extinção da megafauna nos últimos 60 mil anos

13/11/2024 13:15

Estudo refuta a hipótese mais defendida até então, de que os humanos foram o principal fator responsável pelo processo de extinção da megafauna no Quartenário tardio. Foto: Thomas T. (CC BY-NC-SA)

Um estudo iniciado há 12 anos por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que as causas da extinção global de animais de grande porte — com mais de 44 kg — , conhecidos como megafauna, estão diretamente relacionadas com mudanças climáticas naturais que ocorreram entre os últimos 60 e 10 mil anos, durante o período geológico do Quaternário tardio. A conclusão refuta a hipótese mais defendida até então, de que a chegada dos grupos humanos aos continentes e ilhas foi o principal fator responsável pelo processo de extinção da megafauna no planeta.

O artigo Seasonality and desertification drove the global extinction of megafauna in the late Quaternary, ou Sazonalidade e desertificação levaram à extinção global da megafauna no Quaternário tardio em português, foi publicado em setembro deste ano na revista científica Quaternary Science Reviews. O estudo contou com a participação de seis pesquisadores brasileiros de universidades federais, três deles da UFSC: Maurício Graipel e Jorge Cherem, do Centro de Ciências Biológicas (CCB), e Paul Momsen Miller, do Centro de Ciências Agrárias (CCA). 

A pesquisa aponta que a dispersão humana nos continentes e ilhas ocorreu simultaneamente a momentos críticos nos parâmetros de obliquidade da Terra (ângulo de inclinação do planeta em relação ao Sol) e a baixos níveis atmosféricos de gás carbônico (CO2), que ocasionaram períodos de alta sazonalidade e desertificações no globo.
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Peixes contaminados com mercúrio colocam saúde da população amazônica em risco, indica estudo

12/11/2024 14:09

Maioria dos peixes com maior concentração de mercúrio foi coletada em áreas de garimpo ilegal. Foto: Ibama

Um artigo publicado na revista científica internacional Journal of Trace Elements and Minerals alerta para o alto risco que a população da Amazônia apresenta de contaminação por exposição crônica ao metilmercúrio, uma das formas mais tóxicas do mercúrio, por meio do consumo de peixes da região. O estudo investigou os níveis de mercúrio total e metilmercúrio em peixes da Amazônia brasileira e realizou uma avaliação de exposição e caracterização de risco da população local. Como resultado, todos os cálculos de ingestão diária excederam – e muito – a dose de referência considerada segura para o consumo de metilmercúrio. Os cientistas também elaboraram um mapa georreferenciado, no qual é possível observar a relação entre o grau de contaminação dos peixes e as áreas de atividade de garimpo – principalmente do ilegal.

“O peixe faz parte da alimentação diária de boa parte da população amazônica, em especial a população ribeirinha. Dizer que há um elevado risco de exposição crônica ao metilmercúrio através do consumo de peixes amazônicos significa dizer que a população está ingerindo concentrações elevadas e diárias de metilmercúrio através do peixe, o que pode comprometer a sua saúde a longo prazo”, enfatiza a doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Milena Dutra Pierezan, coautora do artigo.

A exposição crônica ao metilmercúrio pode levar a danos neurológicos graves e comprometer o desenvolvimento cognitivo, motor e sensorial, além de afetar a saúde cardiovascular e renal. A situação é ainda mais preocupante para gestantes e lactantes, já que o metilmercúrio pode atravessar a placenta e prejudicar o desenvolvimento do feto, levando à má-formação física ou funcional. O metilmercúrio também pode ser transferido ao leite materno e ser ingerido pelo bebê, que ainda não possui o organismo preparado para lidar com o contaminante.
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Novembro Negro 2024: UFSC promove ações de conscientização

12/11/2024 12:02

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) organiza, ao longo do mês de novembro, uma série de atividades para fomentar o antirracismo na instituição. Durante o mês em que se celebra a Consciência Negra, a UFSC organiza uma Audiência Pública para discutir propostas de combate ao racismo institucional, cursos de capacitação e debates junto à comunidade, além de eventos culturais que abordem os temas das relações étnico-raciais.

“Este é um Novembro Negro com mais atividades de formação e de dar um passo adiante como uma universidade antirracista”, salienta a vice-reitora Joana Célia dos Passos. “São muitas as pautas em que precisamos avançar, a principal delas sendo as questões levantadas no Relatório de Monitoramento e Avaliação da Política de Enfrentamento ao Racismo na UFSC. Preocupada com o cenário apresentado sobre os concursos públicos e a não ocupaçao de vagas para docentes negros, a nossa gestão nomeou uma comissão para formular propostas que respondam a esse desafio. As propostas têm sido discutidas nas unidades de ensino e serão apresentadas à comunidade em geral. Todos(as) são convidados a participar”, reforça.
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UFSC está entre as dez melhores universidades da América Latina

12/11/2024 11:13

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) avançou para a 10ª posição no Times Higher Education (THE) Latin America University Rankings 2024, subindo duas posições em relação ao ano passado, quando ocupava o 12º lugar. Com essa nova classificação, a instituição passa a integrar o grupo das dez principais universidades da América Latina – a única catarinense na posição e a terceira federal do país dentre as reconhecidas.

O ranking do THE, que foi publicado nesta terça-feira, 12 de novembro,  avalia instituições acadêmicas em critérios como Qualidade de Pesquisa, Indústria e Ambiente de Pesquisa. A UFSC destacou-se nos critérios Indústria, em que ficou entre as seis melhores universidades, e Ambiente de Pesquisa, ficando entre as oito melhores.

A pontuação em indústria, que subiu mais de dois pontos com  relação ao ano passado, verifica a capacidade de uma universidade ajudar a indústria com inovações, invenções e consultoria, buscando captar a transferência de conhecimento e observando as parcerias em relação ao número de pesquisadores.  “A métrica sugere até que ponto as empresas estão dispostas a pagar pela investigação e a capacidade de uma universidade atrair financiamento no mercado comercial – indicadores úteis de qualidade institucional”, registra o THE. Os dados deste indicador são fornecidos pela Elsevier e referem-se a patentes publicadas entre 2019 e 2023 .

O avanço da UFSC no ranking reflete o desempenho da universidade em indicadores de ensino, pesquisa e formação de estudantes. A conquista é registrada pela comunidade universitária como um marco no posicionamento da UFSC na educação superior da América Latina. Segundo a metodologia do THE, a instituição catarinense subiu nos indicadores de ensino, ambiente de pesquisa, indústria e internacionalização.

Para conferir o THE Latin America University Rankings completo, clique aqui.

Leia a metodologia do Latin America University Rankings 2024.

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Professora da UFSC representa Ministério do Meio Ambiente na COP 29

11/11/2024 16:00

Professora Regina vai à COP pela terceira vez (Foto: Mateus Mendonça)

A professora da coordenadoria de Oceanografia da UFSC, Regina Rodrigues, embarcou na última quinta-feira, 7 de novembro, rumo à Conferência Mundial do Clima, a COP 29, que começa nesta segunda-feira no Azerbaijão. Ela participará de discussões sobre oceanos, clima e a sociedade em uma das agendas científicas da COP. Regina representará a diretora do departamento de Oceanos do Ministério do Meio Ambiente, Ana Paula Prates.

O debate deve lançar um olhar atento ao chamado “sul global”, países que sofrem as consequências mais alarmantes dos extremos climáticos, mesmo sendo os que menos emitem gases de efeito estufa. Esta seria uma das causas da injustiça climática.

“Os ecossistemas oceânicos e as comunidades costeiras estão entre os afetados pelas alterações climáticas, mas também oferecem ações de adaptação e mitigação. Mostraremos exemplos de oportunidades de adaptação, governança e financiamento”, indica a sinopse do evento, marcado para o dia 14 de novembro, com moderação do pesquiasdor Matt Frost, da Plymouth Marine Laboratory, na Inglaterra.

A mesa também vai se ater a um tema que chegou a ser pauta em reuniões entre líderes do G20 – a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDCs) e como os oceanos podem ser incluídos nas discussões sobre os inventários de emissão de efeito estufa, já que são responsáveis por absorver parte dos gases presentes na atmosfera.

Regina lembra que os oceanos ajudam a conter o calor da atmosfera, mas isso faz com que a sua temperatura aumente e volte a impactá-la. Sem estratégias para conter esse calor, é possível que fenômenos extremos se intensifiquem, inclusive em regiões que já sofrem com desastres climáticos, como é o caso de Santa Catarina.

Esta não é a primeira participação de Regina na COP. No ano passado, ela fez parte do grupo de cientistas que lançou um estudo com alertas sobre o clima e o meio ambiente no mundo. Em 2022, ela palestrou, na programação do evento, junto à Organização Mundial de Meteorologia.

Na edição de 2024, além de representar o Ministério do Meio Ambiente, Regina também irá mediar uma mesa no Pavilhão Brasil, que receberá debates sobre o combate à mudança do clima e a transição justa, entre outros temas, além de exposições e apresentações culturais. A proposta foi aprovada pelo Comitê Técnico do Pavilhão Brasil, formado por representantes do governo federal, de fóruns de governo, do setor privado e da sociedade civil envolvidos na organização do espaço.

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UFSC é reconhecida por destaque em inovação de Santa Catarina

11/11/2024 10:33

A UFSC recebeu o segundo lugar como ICT Inovadora. O pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Jacques Mick recebeu o prêmio em nome da instituição, juntamente com a Diretora de Inovação da UFSC, Clarissa Stefani.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi premiada em três categorias do Prêmio Inovação Catarinense Professor Caspar Erich Stemmer, entregue pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado Santa Catarina (Fapesc) na última sexta-feira, 8 de novembro. A Fundação premiou 27 pessoas, instituições e empresas “na promoção do conhecimento e prática da inovação e na geração de processos, bens e serviços inovadores”. A UFSC foi premiada como a segunda melhor Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) de Santa Catarina e teve quatro professores e três estudantes reconhecidos.

O professor Dachamir Hotza, do Departamento de Engenharia Química e de Alimentos, foi reconhecido com o primeiro lugar na categoria “Agente de Inovação”. Jaime Andres Lozano Cadena, professor do Departamento de Engenharia Mecânica recebeu o primeiro lugar na categoria “Professor Inovador”.  O professor da Coordenadoria Especial da Física, Química e Matemática do Campus de Araranguá da UFSC, Tiago Elias Allievi Frizon, recebeu o segundo lugar na categoria “Pesquisador Inovador”. 

“É uma honra receber este reconhecimento da Fapesc, confirmando o papel essencial da UFSC na inovação e desenvolvimento sustentável. Este prêmio reforça nossa missão de unir ciência e prática para impulsionar o progresso no ecossistema catarinense”, salienta o professor.

Rodrigo Ribeiro Arnt Sant’ana, que concluiu seu Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos foi premiado com o primeiro lugar na categoria “Mestrando Inovador”. Lucas Bertinetti Lopes, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, recebeu o segundo lugar como “Doutorando Inovador”. 

A pesquisa premiada de Lucas Bertinetti Lopes está relacionada às tecnologias para o tratamento de cânceres utilizando pulsos elétricos (eletroquimioterapia). A partir dessas pesquisas, foi desenvolvida uma patente para eletrodos e géis condutivos para melhorar a segurança e a eficiência do tratamento.
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Comunidade pode participar de minuta de resolução para casos de plágio na UFSC

08/11/2024 08:52

A comunidade universitária e sociedade já podem se manifestar, via consulta pública, sobre uma minuta de resolução normativa para casos de plágio e má conduta acadêmica na Universidade Federal de Santa Catarina. O objetivo é instituir as normas gerais para caracterização, apuração e sanção de casos de plágio e má conduta acadêmica no âmbito da UFSC.

O prazo para manifestação é de 30 dias, contados a partir desta quinta-feira, 7 de novembro. As contribuições, devidamente fundamentadas, devem ser feitas por meio da plataforma https://www.gov.br/participamaisbrasil, no menu principal “Consultas Públicas”.

A Comissão sobre Plágio e Má-Conduta em Pesquisa, designada pela Portaria nº 2245/2024/GR, avaliará as contribuições recebidas, com objetivo de incorporara-las à minuta se consideradas pertinentes. Todas as contribuições serão anexadas ao Processo nº 23080.019225/2020 para tramitação e apreciação das demais instâncias interessadas na UFSC.

Link da consulta pública 

Com auditório lotado, UFSC celebra a ciência e a divulgação científica na abertura da Sepex

06/11/2024 21:31

Fotos: Mateus Mendonça

Uma celebração da ciência, do ensino, da pesquisa e da extensão marcaram a cerimônia de abertura da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da UFSC, que ocorreu nesta quarta-feira, 6 de novembro. Cientistas e divulgadores da ciência da Física, da Neurociência e do Clima fizeram um debate sobre temas como energia, cosmos, saúde mental, mudanças climáticas e divulgação científica, encantando um auditório lotado com um amplo repertório de conhecimento. A professora da UFSC, Regina Rodrigues, e os cientistas e comunicadores Sérgio Sacani e Eslen Delanogare foram os debatedores em uma mesa coordenada pelo professor de Farmacologia e superintentente de Pós-Graduação da UFSC, Rui Daniel Prediger.

A professora Regina Rodrigues, especialista há mais de 20 anos na área de mudanças climáticas, lembrou que as alterações climáticas na Terra são causadas pela emissão de gás carbônico na atmosfera, que leva ao aquecimento do planeta tendo como consequência os eventos extremos. A pesquisadora destacou, a partir de dados, como a injustiça climática vem sendo observada: segundo ela, 50% dos países mais pobres emitem apenas 8% dos gases do efeito estufa, enquanto os 10% mais ricos emitem 50% dos gases.

O fator pobreza e riqueza também é observado nas populações: 0,1% dos mais ricos têm pegada de 200 toneladas de carbono, enquanto 90% dos mais pobres utilizam apenas uma tonelada. “Os mais afetados pela tragédia são os países mais pobres, e as populações mais vulneráveis sentem mais”, destacou. Ela ponderou, ainda, que um aspecto muito importante das consequências disso são os efeitos diretos da temperatura na saúde humana. “Mortes aumentaram globalmente em 67%, um recorde histórico”, disse. Ela também lembrou da explosão de casos de dengue por conta do calor. “Calor excessivo leva ao aumento de stress, ansiedade e comprometimento cognitivo”.
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Trabalho infantil cai para menor patamar desde 2016, mas ainda atinge 41 mil em Santa Catarina

06/11/2024 16:20

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou na última terça-feira, 5 de novembro, uma análise sobre os números do trabalho infantil no estado, com base na mais recente edição temática da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgada pelo IBGE no mês de outubro. De acordo com o levantamento, no ano passado, o Brasil registrou 1,6 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, sendo 41 mil deles em Santa Catarina. Em ambos os casos, trata-se do menor número da série história iniciada em 2016.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define trabalho infantil como um conjunto de atividades laborais que comprometem o desenvolvimento humano de crianças e adolescentes. Dessa forma, o termo abrange pessoas de 5 a 17 anos que realizam trabalhos perigosos do ponto de vista mental, físico, social ou moral, bem como aquelas ocupações que interferem diretamente no processo de escolarização. O IBGE possui uma classificação própria, segundo critérios específicos e a partir de grupos etários: 5 a 13 anos; 14 e 15 anos; 16 e 17 anos. Entretanto, trabalhos realizados no âmbito do programa Jovem Aprendiz, intermediados por agências (CIEE, IEL, etc), estágios e uma ampla gama de ocupações regulares não entram na classificação.

A publicação do Necat, de autoria do economista Vicente Loeblein Heinen, explica que o trabalho infantil em Santa Catarina apresentou uma tendência de piora nos últimos anos, chegando a 60 mil catarinenses submetidos a essas condições em 2022. “O cenário de abandono das políticas sociais em âmbito nacional e de forte deterioração da renda das famílias mais pobres, observado particularmente até 2021, forçou a entrada de mais crianças e adolescentes no mercado de trabalho, em condições ainda mais precárias que o habitual”, justifica. Em 2023, no entanto, esse número caiu para 41 mil, o que representa um recuo de 31,8% em relação ao levantamento anterior. Em Santa Catarina, 3,2% das crianças e adolescentes estavam submetidas a este tipo de atividade no ano passado, uma taxa inferior à média do Brasil, que ficou em 4,2%.
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UFSC cria suporte de videogame para melhorar experiência de internação hospitalar para crianças

04/11/2024 14:57

Criança utilizando o suporte para videogame hospitalar. Fotos: Carolina Campagnollo

Um suporte hospitalar para videogame foi desenvolvido para contribuir no cuidado e na hospitalização de crianças e adolescentes no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC). O trabalho surgiu a partir da tese de doutorado de Carolina Campagnollo, no Programa de Pós-Graduação em Gestão do Cuidado em Enfermagem da UFSC, intitulada Desenvolvimento de um suporte hospitalar para videogame: contribuições para o cuidado de enfermagem de crianças e adolescentes hospitalizados.

O suporte para videogame hospitalar possui monitor, console, controles e jogos. Ele foi projetado para ajudar a evitar que os equipamentos se percam e para que a equipe possa transportá-lo facilmente entre as salas. A utilização do produto permitiu o acesso a equipamentos de jogos interativos que proporcionam entretenimento a crianças e adolescentes durante o período de hospitalização.

De acordo com a idealizadora do projeto, as crianças que utilizaram o suporte relataram uma melhora em sua experiência de internação hospitalar, ajudando-as a ficarem mais alegres, confiantes e distraídas. 
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UFSC reforça divulgação do Guia de Direitos das Pessoas Assediadas

04/11/2024 14:00

A Secretaria de Aperfeiçoamento Institucional (Seai) está reforçando a divulgação do Guia de Direitos das Pessoas Assediadas entre os órgãos administrativos, os Centros de Ensino, Departamentos e Programas de Pós-Graduação da UFSC. Além de alguns exemplares impressos do Guia, foram enviados cartazes com QR Code que encaminha para a versão digital do documento e também marcadores de páginas. As versões impressas deverão ficar disponíveis para consulta de servidores e estudantes, os cartazes são para afixação em locais de grande circulação e os marcadores de páginas devem ficar em locais acessíveis para retirada pelos estudantes.

“O Guia foi elaborado com uma linguagem simples e com objetivo informativo, para esclarecer conceitos, apresentar os direitos das vítimas e os canais de acolhimento e de apoio da UFSC, bem como os procedimentos a serem adotados para denúncia das condutas que violem direitos e garantias das pessoas, em especial, as condutas de assédio moral e sexual. Contém informações sobre o que caracteriza assédio moral e sexual, violência de gênero, como buscar ajuda, como denunciar, como é feita a apuração na UFSC, como o agressor pode ser responsabilizado, os direitos das vítimas e o que fazer diante de uma perseguição por denunciar assédio”, ressalta o ofício-circular encaminhado aos setores.

O Guia está acessível no seguinte endereço: seai.ufsc.br/guia-de-direitos-das-pessoas assediadas/.

Em agosto de 2023, a UFSC promoveu uma campanha de prevenção e combate ao assédio sexual na instituição, com o objetivo de esclarecer e sensibilizar alunos, servidores e demais membros da comunidade universitária sobre as atitudes que configuram assédio sexual, assim como divulgar os canais para a realização de denúncias e para acolhimento das vítimas. Foram criados oito modelos de cartazes com frases e falas que caracterizam situações de assédio mas muitas vezes são consideradas como “brincadeira”. Os cartazes foram distribuídos por toda a Universidade e estão disponíveis no seguinte link: https://identidade.ufsc.br/campanha-assedio-sexual/.

De acordo com a secretária de Aperfeiçoamento Institucional, Luana Heinen, a campanha e os materiais produzidos atendem demandas da comunidade universitária e também determinações, orientações e legislações do governo federal.

Em 2024, a UFSC foi uma das 10 universidades federais que receberam visita in loco de servidores do Tribunal de Contas da União (TCU), no contexto de uma auditoria operacional sobre assédio nas universidades federais. O objetivo da auditoria foi avaliar a existência e eventuais resultados de sistemas e práticas de prevenção e combate ao assédio em universidades federais, considerando as normas e boas práticas de referência.

“A UFSC foi elogiada em suas iniciativas, principalmente as campanhas e o Guia, no entanto, ainda há vários aprimoramentos necessários, como a necessidade de concluir o processo de institucionalização de política de prevenção e de combate ao assédio, de modo a definir condutas, elaborar fluxograma/protocolos de acolhimento, orientação e apuração/responsabilização dos casos de assédio, com definição de competências das unidades internas relacionadas ao tema e orientação da condução processual com perspectiva de gênero”, afirma Luana Heinen.

Tags: campanha de prevenção e combate ao assédio sexualGuia de Direitos das Pessoas AssediadasSeaiTCUUFSC

Nota da Administração Central da UFSC sobre o Restaurante Universitário

29/10/2024 15:36

A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vem a público, em especial à comunidade de usuários(as) do Restaurante Universitário, esclarecer que:

I. A Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis informou à Universidade Federal de Santa Catarina que a Vigilância Sanitária avalia não existir risco potencial aos usuários nem aos trabalhadores que justifique medida cautelar de interdição do Restaurante Universitário da Trindade. De acordo com o comunicado, expedido em 29 de outubro, foram realizadas, em 2024, sete inspeções no local, “com exigências de adequações a serem feitas e que, em sua maioria, foram atendidas dentro do prazo estipulado”.

II. Também nesta terça-feira, 29 de outubro, por solicitação da Reitoria, trabalhadores da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) estiveram no Restaurante Universitário para planejar inspeções nas redes sanitárias. Nos próximos dias, a Casan realizará uma vídeo-inspeção e limpeza da sua própria rede, tentando identificar as causas da baixa vazão da água utilizada na limpeza da cozinha do RU, realizada após cada refeição. Posteriormente, será realizada vídeo-inspeção na rede interna do Restaurante.

III. Desde o início da gestão, a Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), em articulação com os Departamentos de Manutenção Externa (DME) e de Manutenção Predial e Infraestrutura (DMPI) da Prefeitura Universitária promoveu diversas ações no RU da Trindade, com objetivo de melhorar as condições de segurança no trabalho e trazer maior economia, eficiência e segurança no processo de preparo dos alimentos. As ações incluíram trocas de instalações hidráulicas para suprimento de água e troca do piso sob os panelões, consertos do telhado, limpeza em calhas de drenagem, pintura total da cozinha e revisão nos contratos de serviços, ampliando o número de trabalhadores envolvidos nas operações do RU Trindade.

IV. No último dia 16 de outubro, durante audiência pública com estudantes, servidores e trabalhadores terceirizados do RU, a Reitoria apresentou um planejamento com ações de curto, médio e longo prazos para melhorar o ambiente de trabalho e assegurar que o preparo dos alimentos continue a ser feito em condições sanitárias adequadas. O conjunto destas ações pode ser verificado neste documento.

V. Entre as ações de curtos prazo estão um cronograma de paralisações mensais do RU, em feriados e finais de semana, para a realização de serviços de manutenção. Na primeira paralisação, programada para os dias 15 a 17 de novembro, serão realizadas intervenções de manutenção preventiva em sistemas de abastecimento de água e de gás e nas redes de esgoto e eletricidade.

VI. A médio prazo, estão previstas manutenções mais abrangentes durante os períodos de recesso escolar. De 21 de dezembro de 2024 até 3 de março de 2025, o Restaurante Universitário da Trindade estará fechado para manutenções e intervenções na rede elétrica, pintura da cozinha, instalação de ventiladores e manutenção dos equipamentos.

VII. Em todas as interrupções programadas, a PRAE providenciará auxílio no deslocamento até o RU do Centro de Ciências Agrárias (CCA) para os estudantes isentos de pagamento das refeições.

VIII. No longo prazo, o campus da Trindade deverá contar com um novo Restaurante Universitário, com recursos já assegurados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Universidades. A Reitoria instituiu uma comissão encarregada de elaborar um plano de necessidades para o novo RU, que está analisando outras experiências no País. Esse plano de necessidades irá fornecer as informações e os subsídios para o projeto arquitetônico e demais projetos necessários para que o novo restaurante seja adequado às demandas atuais e futuras.

IX. Além dessas iniciativas, a PRAE está buscando o apoio de pesquisadores da Universidade para desenvolverem ações visando o aprimoramento de processos e melhorias nas instalações do RU da Trindade. Neste sentido, foi estabelecida parceria com o Laboratório de Virologia Aplicada do Centro de Ciências Biológicas (CCB) para uma vigilância sobre as refeições do RU, no que diz respeito aos vírus entéricos.

X. A Reitoria da UFSC reafirma seu compromisso com o RU, considerando este uma estrutura fundamental para a comunidade universitária e principal política de permanência para milhares de estudantes e trabalhadores que têm, todos os dias, refeições com qualidade nutricional a valores subsidiados ou isentos. Não pouparemos esforços para garantir a manutenção do RU aberto, com condições de trabalho dignas para seus trabalhadores e qualidade para seus usuários.

 

Confira a íntegra da nota divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis:

Vigilância Sanitária acompanha situação do Restaurante Universitário da UFSC
A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou vistoria com as equipes da Vigilância Sanitária na última quarta-feira (23) no Restaurante Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), após denúncias de irregularidades na unidade.

A análise do órgão é efetuada por profissionais capacitados e habilitados, ocorrendo com base na legislação sanitária vigente. Até o momento, a avaliação não identificou risco potencial para usuários e trabalhadores. Conforme verificado, a unidade está atendendo aos requisitos pré-estabelecidos em lei, não justificando medida cautelar de interdição neste momento.

Desde o início de 2024, foram realizadas sete inspeções no local, resultando em exigências de adequações que, na maioria das vezes, foram atendidas dentro dos prazos estabelecidos. Nos casos em que não houve conformidade ao solicitado por parte da unidade, foram aplicadas as sanções previstas em legislação.

A Vigilância Sanitária permanece atenta à situação e qualquer novo fato que possa significar risco à saúde pública receberá pronta e habitual atenção.

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Ação coletiva da UFSC reinaugura Planetário com arte e ciência

24/10/2024 18:24

Reinauguração oficial do Planetário da UFSC. Fotos: Maria Isabel Miranda/Agecom

O Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi reinaugurado na manhã desta quinta-feira, 24 de outubro, com programação especial para o público infantil e adulto. O momento celebra o retorno às atividades de um espaço essencial para a divulgação científica na Universidade, após a aquisição de um novo projetor digital e a pintura temática da cúpula do Planetário.

As crianças do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC e da Escola Básica Municipal João Alfredo Rohr, no Córrego Grande, marcaram presença no evento, preparado especialmente para elas.

Participaram da mesa de abertura o reitor Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Extensão, Olga Regina Zigelli Garcia; os diretores dos centros de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), Alex Degan; de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), Nilton da Silva Branco; o professor do Departamento de Física Antônio Nemer Kanaan Neto; a geógrafa Edna Maria Esteves da Silva, e a artista visual Gugie Cavalcanti. Também registraram presença membros do Gabinete da Reitoria, diretores de unidades, pró-reitores, secretários, e da comunidade universitária e geral.

No cerimonial de abertura foi ressaltado o esforço coletivo para a aquisição do equipamento que oportunizou a retomada das atividades direcionadas ao ensino e à divulgação da Astronomia, bem como, retomar o atendimento do Planetário. CFM, CFH, Proex, Pró-Reitoria de Administração (Proad), Gabinete da Reitoria, técnicos, professores, bolsistas e profissionais de outras instituições foram os protagonistas desta conquista. Mesmo sendo muitos personagens, cada um e cada uma foi lembrado(a) na ocasião.
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UFSC se mantém como quarta melhor federal do país segundo Ranking Universitário da Folha 2024

21/10/2024 11:34

Foto: Caetano Machado/Agecom/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é a quarta melhor universidade federal brasileira, atrás apenas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) de acordo com o Ranking Universitário da Folha (RUF), publicado na noite deste domingo, 20 de outubro, pelo jornal Folha de S.Paulo.

Na listagem geral, que considera ainda as instituições estaduais e privadas, a UFSC figura na sétima colocação (ver tabela abaixo). Na edição deste ano, se mantêm no topo do ranking a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Entre as dez melhores instituições brasileiras, a maioria continua localizada no Sudeste e no Sul do país. Fora dessas regiões, a primeira a se destacar é a Universidade de Brasília (UnB), em oitavo lugar, e a  Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 11º lugar. E a melhor instituição privada, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), aparece em 22º lugar.

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UFSC homenageia servidores aposentados com celebração especial

18/10/2024 17:23

Cerimônia na UFSC homenageia os seus servidores aposentados. Foto: Agecom/UFSC

Música, dança, poesia, alegrias, conversas e (re)encontros marcaram a homenagem promovida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aos seus servidores aposentados. O evento foi realizado na manhã desta sexta-feira, 18 de outubro, no Auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, em Florianópolis. O evento foi transmitido ao vivo e está disponível no canal do YouTube do DCEven UFSC.

Esta celebração, em especial, foi bastante significativa para a instituição, pois simbolizou a retomada das cerimônias de aposentadoria após a interrupção no período pandêmico. A Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) preparou o evento para receber mais de 300 servidores técnicos e docentes da Universidade que se aposentaram nos anos de 2019 e 2020. Deste grupo, 61 pessoas protagonizaram o momento de integração. A esses homenageados foram distribuídos kits com lembranças e disponibilizado um café no hall do auditório.

Na ocasião estiveram presentes amigos, familiares e ex-colegas dos aposentados, autoridades, pró-reitores, secretários, diretores e representantes do Sindicato de Trabalhadores em Educação das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado de Santa Catarina (Sintufsc) e do Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical).

A mesa de abertura foi composta pelo reitor Irineu Manoel de Souza, pela vice-reitora Joana Célia dos Passos, pela pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Sandra Regina Carrieri de Souza, pelo coordenador de Aposentadoria, Pensões e Exonerações, André Lopes Fialho, e pela coordenadora da Universidade Aberta para as Pessoas Idosas (Neti-Unapi), Ana Maria Justo.
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Sepex 2024: inscrições abertas para mais de 100 minicursos em diversas áreas

18/10/2024 11:36

Estão abertas as inscrições para os 104 minicursos oferecidos durante a 21ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que ocorre de 4 a 8 de novembro. O maior evento de divulgação científica do estado de Santa Catarina contará, nesta edição, além dos minicursos, com a tradicional Feira de Ciências (estandes), Rotas Temáticas, atividades artístico-culturais, palestras e mesas redondas, e muito mais. A programação é gratuita e aberta ao público em diferentes espaços da UFSC Florianópolis.

Os minicursos serão realizados nas modalidades presencial e a distância e têm temas diversos, que vão desde divulgação científica, saúde, redação, cuidados pessoais, jogos didáticos, escrita, mudanças climáticas, entre outros. Os minicursos começam em 4 de novembro e as inscrições podem ser feitas até 8 de novembro. O número de vagas é diferente para cada atividade.

Participantes da comunidade interna da UFSC podem inscrever-se acessando com o idUFSC. Participantes externos precisam fazer um cadastro.

Para acessar a lista completa dos minicursos e as instruções de como se inscrever acesse o site da 21ª Sepex.

 

Mais informações
sepex@contato.ufsc.br

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Programa da UFSC transforma conhecimento acadêmico em soluções inovadoras para a indústria

17/10/2024 17:40

Professores da UFSC visitam a empresa Fundição Tupy (Joinville). Foto: Divulgação

Desde a sua criação (1960), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) constrói e fortalece parcerias com a indústria local e nacional, transformando o conhecimento acadêmico em soluções inovadoras para um importante setor produtivo. Em 2022, a colaboração foi intensificada por meio do programa ‘Conexões e Parcerias’, possibilitando que empresas interessadas se integrem à Universidade para o desenvolvimento de materiais e serviços com suporte na pesquisa e na inovação.

O Programa, concebido pelo Departamento de Inovação (Sinova) da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da Universidade, visa estabelecer “a integração entre desafios enfrentados por diversos setores da sociedade e as soluções desenvolvidas pela UFSC, por meio de pesquisa, desenvolvimento, inovação e empreendedorismo. Instituições que buscam resolver questões específicas encontram na UFSC um parceiro estratégico, aproveitando o conhecimento gerado internamente” (UFSC, 2024).
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Em audiência pública, Reitoria apresenta plano para manter funcionamento do RU da Trindade

16/10/2024 17:49

Audiência pública realizada no RU da Trindade contou com a presença maciça de estudantes (Fotos: Ariclenes Patté/Agecom/UFSC)

A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentou à comunidade universitária, em audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira, 16 de outubro, um plano de ações para manter em funcionamento e melhorar as condições de operação do Restaurante Universitário da Trindade. O planejamento inclui ações de curto, médio e longo prazo e objetiva garantir a segurança dos trabalhadores, manter boas condições para preparo das refeições e mitigar situações que possam levar à interrupção não planejada dos serviços deste importante equipamento de apoio à permanência.

A audiência para tratar do RU e também da questão da segurança dentro do campus da Trindade havia sido solicitada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). O encontro foi realizado nas dependências do restaurante e teve a presença de um numeroso grupo de estudantes, de servidores da Universidade e de trabalhadores terceirizados do RU. Pela gestão, estiveram presentes o reitor Irineu Manoel de Souza, a vice-reitora Joana Célia dos Passos, pró-reitores, secretários e membros do Gabinete da Reitoria.
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UFSC presta homenagens ao ex-reitor Lúcio José Botelho

11/10/2024 19:04

Tributo em homenagem ao professor Lúcio Botelho ocorreu no Templo Ecumênico da UFSC (Fotos: Vinícius Graton/Agecom/UFSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) prestou nesta sexta-feira, 11 de outubro, uma série de homenagens ao professor Lúcio José Botelho, falecido no dia 4 de outubro, aos 71 anos. As homenagens iniciaram por um tributo ao professor Lúcio no Templo Ecumênico da Universidade, que teve a presença de familiares e também de muitos amigos e ex-colegas.

Após esta cerimônia, o Centro de Ciências da Saúde (CCS) promoveu uma sessão do Conselho da Unidade na qual foi aprovada a proposta de dar o nome de Lúcio Botelho ao auditório da Graduação. O plantio de uma árvore frutífera próximo às edificações do CCS, com parte das cinzas do ex-reitor, encerrou as homenagens.
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Pesquisadora da UFSC analisa uso do termo ‘caseiro’ em embalagens de alimentos industrializados

11/10/2024 14:00

44,23% dos produtos analisados pertenciam à categoria de panificação, cereais, leguminosas, raízes, tubérculos e derivados, como pães, bolos, biscoitos e massas. Foto: Lifeforstock/Freepik

A nutricionista Rafaela Bertolazi Maritan realizou uma pesquisa que analisa alimentos industrializados intitulados como caseiros e compara os ingredientes listados em seus rótulos com os que são realmente usados em receitas culinárias tradicionais. Conduzido no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o estudo demonstrou que a maior parte dos alimentos com o termo caseiro presente na embalagem é considerada ultraprocessada e com alto teor de açúcar, sal e/ou gorduras.

O trabalho intitulado Comparação entre os ingredientes listados nos rótulos de alimentos industrializados com o termo caseiro e seus análogos com aqueles de receitas culinárias tradicionais foi desenvolvido ao longo de dois anos.
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UFSC deve demorar 150 anos pra atingir mínimo de 20% de servidores negros, mostra relatório

11/10/2024 10:59

Relatório evidenciou desafios da Universidade na busca da equidade racial. (Foto: Maria Isabel Miranda/Agecom/UFSC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem um déficit de equidade racial no conjunto dos seus servidores que levará muitos anos para ser equacionado, caso não altere as regras dos concursos que realiza. Esta é uma das realidades reveladas pelo “Relatório de Monitoramento e Avaliação da Política de Enfrentamento ao Racismo na UFSC“, elaborado por um grupo de trabalho formado por pesquisadoras e pesquisadores de diversas áreas da Universidade. Entre os dados apontados, caso a UFSC continue com o ritmo atual de contratações, o percentual mínimo de 20% de pessoas negras exigido por lei só será alcançado em 2035 entre os servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) e no ano de 2173 entre os docentes.

De acordo com o documento, atualmente 16,4% dos servidores técnico-administrativos da UFSC são autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (PPI). Entre os professores, este percentual é de apenas 9,1%, ainda muito distante do mínimo legal de 20%. Apesar de vigorar há dez anos, a lei que reserva a negros 20% das vagas oferecidas nos concursos para cargos e empregos no Governo Federal (Lei 12.990/2014) tem sido pouco efetiva em promover a equidade racial no serviço público. Tramita, no Congresso Nacional, uma lei que eleva para 30% este percentual.

Lia Vainer Schucman, professora do Departamento de Psicologia e pesquisadora da área de equidade racial aponta que outras Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) já estudam a implementação de políticas antirracistas visando à ocupação de vagas de forma a cumprir a lei. “Vemos situações semelhantes em Sergipe, Minas Gerais, Pelotas, em universidades que também buscam implementar mudanças para esse passo importante rumo à democratização do ensino superior”, ressalta a pesquisadora. “Se continuarmos com as mesmas ações, sem avaliação e sem planejamento de mudanças necessárias, a equidade racial não será alcançada”, alerta.

Lia integra o Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Racismo Institucional do qual também faz parte o professor Lindberg Nascimento Júnior, do Departamento de Geociências. Segundo ele, o número, nos últimos 10 anos (2015 a 2024), de docentes empossados na UFSC foi de 1.142 pessoas, ou 114,2 docentes empossados em média por ano – destes, apenas 19 professoras e professores são negros.

“Isso resulta na distribuição de docentes brancos de 98,3%, contra 1,7% de docentes negros empossados no périodo (19 em 10 anos, ou a média de 1,9 por ano). Se consideramos, a reserva de vagas (20%) neste periodo, pelo menos 228,4 deveriam ter sido destinadas para docentes negros”, aponta. “Esse quadro resulta no déficit de 209,4 de vagas consideradas defasadas. Se a comunidade acha que isso está tudo bem é que tudo vai muito mal. Esperamos que todos colaborem para esta mudança!”, adverte.

Lia Vainer e Lindberg Nascimento, na foto junto aos membros da mesa do Seminário de Ações Afirmativas em Concursos, integram o Grupo de Trabalho responsável pelo levantamento. (Foto: Maria Isabel Miranda/Agecom/UFSC)

A vice-reitora Joana Célia dos Passos chama a atenção sobre o assunto: “É muito importante que a comunidade universitária conheça os dados do racismo institucional que atravessa cada setor da UFSC e que possa se comprometer com a criação de políticas públicas que promovam a equidade na Universidade. O racismo institucional não é algo abstrato. Ele é produzido diariamente pelas pessoas. Eliminar as barreiras que têm sido naturalizadas nas práticas administrativas e acadêmicas é um compromisso da nossa gestão”, afirmou.

De acordo com dados apresentados pela secretária de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial (MIR) Márcia Lima, entre 2014 e 2019 o número de servidores negros na esfera federal aumentou apenas 2%.

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