Inscrições para oficina ‘Lutos pela Covid-19: Perdas e Ganhos na Sala de Aula Remota’

15/04/2021 16:14

O Programa de Formação Continuada (Profor) da UFSC oferece a oficina remota Lutos pela Covid-19: Perdas e Ganhos na Sala de Aula Remota, com a professora Ivânia Jann Luna.

Os objetivos da atividade são: possibilitar reflexões sobre os significados da pandemia de Covid-19 e suas representações na sala de aula remota; instrumentalizar os/as docentes na modulação de pensamentos, emoções e comportamentos no cotidiano do ensinar e aprender remoto; e sensibilizar os/as docentes quanto ao uso de estratégias de acolhimento e cuidado ao luto no contexto do ensino remoto.

O curso será dividido em dois encontros:

Dia 11/05/2021 (terça-feira), das 17h às 19h

Dia 14/05/2021 (sexta-feira), das 16h às 18h
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‘Acolhe UFSC’ convida profissionais para integrarem projeto com acolhimento psicossocial voluntário

14/04/2021 15:15

A Comissão Permanente de Monitoramento da Saúde Psicológica da Universidade Federal de Santa Catarina (Acolhe UFSC) convida psicólogas e psicólogos, estudantes de Programas de Pós-Graduação da UFSC e egressos que estejam aptos a participar do projeto de extensão “Acolhimento psicossocial à comunidade UFSC em tempos de Pandemia da Covid-19”. Uma reunião para apresentar o projeto e esclarecer dúvidas ocorrerá na sexta-feira, 23 de abril, às 16h, por meio do Google Meet.

A participação é voluntária e fundamental para que a Comissão possa organizar e oferecer acolhimento aos membros da comunidade universitária que estão ou tiveram Covid-19, perderam pessoas queridas nesse período, ou estão sofrendo com impactos do distanciamento social, estudo ou trabalho remoto durante a Pandemia.

O convite é direcionado a psicólogos clínicos ou psicólogos de equipes de gestão dos casos, com experiência clínica prévia, que possam dedicar, no máximo, quatro horas por semana ao projeto. Por meio do projeto, espera-se poder oferecer acolhimento à comunidade universitária por profissionais da psicologia vinculados à UFSC ou não, via referenciais da psicoterapia breve, da saúde mental coletiva e da atenção psicossocial, realizado de maneira remota.
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Covid-19: boletim destaca que incidência em SC é 54% maior que no Brasil

12/04/2021 16:49

O Núcleo de Estudo de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou nesta segunda-feira, 12 de abril, a 48ª edição do boletim Covid-19 em SC. Com o título Coeficiente de incidência da Covid-19 em SC é 54% maior que no Brasil, o número foi assinado pelo professor Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat.

> Acesse o boletim na íntegra

Na semana analisada (2 a 9 de abril), Santa Catarina registrou 18.963 novos casos e 749 novos óbitos – uma média de 2.709 casos e 107 mortes por dia. Com isso, até aquele momento, mais de 830 mil pessoas foram contaminadas no estado, sendo que 11.874 delas perderam suas vidas. Dessa forma, Santa Catarina aparece em quarto lugar no ranking nacional dentre os estados com o maior número de registros da doença e em 12º lugar com o maior número de óbitos, além de apresentar o quarto maior coeficiente de incidência da doença a cada 100 mil habitantes.

O cenário revela que a pandemia se mantém em um patamar muito grave em todo o estado. “Mesmo com a pequena melhora de alguns desses indicadores na semana considerada, ainda são necessárias medidas restritivas efetivas para se achatar a curva de contágio e, com isso, reverter a tragédia humana que se abateu sobre Santa Catarina nos últimos meses”, conclui o estudo.

As edições anteriores do boletim podem ser conferidas no site do Necat.

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UFSC tem postos de vacinação contra Covid-19; acompanhe informações

12/04/2021 11:44

Esta notícia será periodicamente atualizada com informações da Prefeitura Municipal de Florianópolis 

Parte dos milhares de vacinados contra a Covid-19 em Florianópolis terão a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na memória: a instituição abriga um ponto fixo de vacinação de pedestres, das 9h às 16h, funcionando no Centro de Vacinação Trindade, localizado no Centro de Cultura e Eventos, e também o Centro de Referência de Vacinação do Centro, localizado no centro da Cidade, onde funcionam a Secretaria de Educação a Distância (Sead) e a TV UFSC. Além disso, são organizados drive-thrus de vacinação, abertos e anunciados pela Prefeitura de Florianópolis. Todos os pontos de vacinação organizados na UFSC e em outros pontos da cidade são geridos pela Secretaria Municipal de Saúde, e têm contribuído com o combate à pandemia.

Grupos em vacinação (atualizado conforme calendário da Prefeitura de Florianópolis)

>> Saiba se é a sua vez de vacinar-se e onde tomar a vacina no Covidômetro Floripa

  • Quinta-feira, 15 de abril – Idosos com 71 anos ou mais para a segunda dose*
  • Sexta-feira, 16 de abril – Idosos com 65 anos ou mais para a primeira dose*
  • Sábado, 17 de abril – Idosos com 69 anos ou mais para a segunda dose*
  • Idosos acamados continuarão sendo vacinados em casa pelas equipes de saúde
  • Profissionais e Trabalhadores de Saúde – autônomos de 60 anos ou mais, e trabalhadores e profissionais da saúde que atuam em clínicas públicas e privadas com 18 anos ou mais (Local de vacinação: Centro de Vacinação do Centro, localizado na rua Dom Joaquim, 757 – das 8h30 às 18h30, em dias de semana) . (veja orientações no site Covidômetro Floripa)

 

Locais de vacinação (15, 16 e 17 de abril)
Drive-Thrus – 9h às 16h
– Bolsão da Beira-Mar Continental
– Polícia Rodoviária Federal – SC 401
– Centro de Eventos da UFSC
– Aeroporto Antigo
Pedestres
– Beira-Mar Continental – 7h30 às 16h30
– Centro de Eventos da UFSC – 9h às 16h

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Como funciona?

Todo o processo de vacinação é coordenado pela Prefeitura e atualizado diariamente no Covidômetro, o portal de informações sobre a pandemia. Lá, é possível conferir o andamento do calendário de vacinação. Em caso de dúvidas e para conferir a atualização do cadastro, consulte o Covidômetro ou ligue para o Alô Saúde Floripa pelo número 0800-333-3233.

Calendário

O calendário da vacinação é composto por quatro fases e diferentes prioridades. Também é preciso estar atento aos chamados relacionados às doses da vacina – duas, que igualmente obedecem ao calendário previamente estabelecido e divulgado. São três semanas de intervalo para a vacina Coronavac e 12 semanas para AstraZeneca. A prefeitura atualiza as chamadas no Covidômetro e informa os respectivos grupos sobre a sua data de imunização.

O que levar?

Na fase de vacinação dos idosos, é preciso levar um documento com foto. O recomendado é que, antes de ir ao local, o idoso faça o cadastro no sistema Alô Saúde, da prefeitura de Florianópolis, para atualizar os seus dados de prontuário (confira a situação do seu cadastrado pelo telefone 0800-333-3233). Os dados atualizados no momento da vacinação aceleram o processo e a dinâmica do serviço.

Nas outras etapas de vacinação, é preciso acompanhar o que é necessário levar no Covidômetro.

Cuidados básicos

A administração municipal reforça que é indispensável o uso de máscaras, não apenas no momento da vacinação, como em qualquer ambiente fora da residência. Para aqueles que estiverem com suspeita ou confirmação de Covid-19, ou forem contato de casos confirmados quando convocados pelo calendário, a vacina não é recomendada. Recomenda-se aguardar o fim do tratamento.

Drive-thru na UFSC

Os drive-thru são organizados pela Prefeitura de Florianópolis em diversos pontos da cidade. Um deles é localizado na UFSC, mas só funciona em momentos previamente determinados. Na UFSC, o drive-thru segue o seguinte fluxo: os veículos entram exclusivamente pela rótula da Trindade (Rua Roberto Sampaio Gonzaga), e saem pelo Pantanal (Av. Dep. Antonio Edu Vieira). Podem ir ao drive thru somente aqueles convocados conforme o calendário de vacinação disponível no Covidômetro.

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Ponto de vacinação para pedestres

Os pedestres também podem ser vacinados, conforme o calendário, dentro do Centro de Eventos da UFSC, das 9h às 16h.

Centro de Referência de Vacinação do Centro

Montado em unidade da UFSC localizada na na rua Dom Joaquim, 757, Centro, o local tem sido disponibilizado para vacinar principalmente profissionais da saúde. O prédio abriga a Secretaria de Educação a Distância (Sead) e a TV UFSC, das 8h30 às 16h30. 

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Fonte: Prefeitura Municipal de Florianópolis

 

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Departamento de Atenção à Saude da UFSC ressalta rotinas e desafios dos médicos infectologistas durante a pandemia

09/04/2021 15:50

O Departamento de Atenção à Saúde (DAS/Prodegesp) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) destaca, em seu site, as rotinas e desafios dos médicos infectologistas durante a pandemia de Covid-19. No próximo dia 11 de abril será lembrado o Dia do Médico Infectologista. A publicação traz informações sobre a profissão e dicas de prevenção ao novo coronavírus.

Regularmente, o site do Departamento traz dicas relacionadas à prevenção de doenças. Confira em das.prodegesp.ufsc.br

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Programa de apoio pedagógico aos estudantes oferece workshop ‘Planejamento de Carreira’

08/04/2021 14:31

O Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) da UFSC oferece o Workshop “Planejamento de Carreira”. Serão dois encontros online nos dias 27 e 29 de abril de 2021, das 19h às 21h, com a tutora Bruna Bortolatto Rizzieiri (psicóloga e mestranda em Psicologia). O workshop dá direito a certificado de 6 (seis) horas, validável como atividade complementar, desde que a frequência mínima seja de 75%.

Ementa: Pensado especialmente para esse momento de pandemia, em que tem sido tão difícil fazer planos para o futuro, o workshop tem como objetivo gerar reflexões sobre os projetos de vida. Teremos discussões em grupo e exercícios com foco no autoconhecimento, ampliação da realidade profissional e reflexões sobre os processos de escolha.

O link será enviado às 55 primeiras pessoas inscritas. Inscrições: http://inscricoes.ufsc.br/activities/6025

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Dia Mundial da Saúde traz mensagem sobre importância de cuidar do coletivo

07/04/2021 11:00

O dia 7 de abril é o Dia Mundial da Saúde, criado com o principal objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação da saúde para ter uma melhor qualidade de vida. Neste ano, esta data ganha um destaque ainda maior, considerando o contexto da pandemia. Afinal, cuidar da própria saúde é uma forma de cuidar da saúde de todos.

A gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), Francine Lima Gelbcke, lembra, recorrendo a referências técnicas, que o termo saúde, quando se busca sua origem, está relacionado à qualidade dos seres em sua inteireza, totalidade, bem como solidez, firmeza e força. Também em sua origem grega ou romana, o estado de saúde tem relação com atividades do dia a dia, como comer, vestir, beber, com hábitos morais, políticos e religiosos, abrangendo todas as esferas da existência humana. E, na concepção ocidental moderna, tem uma forte relação com o combate às doenças. Para a Organização Mundial de Saúde, foi designada como o “estado de completo bem-estar físico, mental e social”.

“Em tempos de pandemia, como estamos vivenciando e que o mundo já vivenciou com pestes e epidemias, associado hoje à velocidade da informação, encontrar o ‘estado completo de bem-estar físico, mental e social’ torna-se um desafio”, disse a dirigente do hospital.

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Pró-Reitoria distribuirá 300 kits de alimentação aos estudantes

06/04/2021 15:26

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) da UFSC divulga a distribuição de 300 kits de alimentação a serem entregues no Restaurante Universitário em data a ser divulgada. Os estudantes aptos a efetuarem a solicitação são, prioritariamente, regularmente matriculados, com vínculo com a Assistência Estudantil, atendidos apenas com o Edital de Apoio Emergencial (Editais 13/2020 e 06/2021) e que não são beneficiários de outros programas regulares da PRAE. Os estudantes aptos receberão um e-mail para a solicitação, que será enviado no endereço registrado no CAGR – Sistema de Controle Acadêmico da Graduação. A inscrição poderá ser feita até o dia 12 de abril de 2021.

A PRAE esclarece que caso o número de solicitações seja superior ao número de kits, será feito o ranqueamento da menor para a maior renda do grupo familiar registrada no Cadastro PRAE.

A Pró-Reitoria se sensibiliza com o período atípico e com as diversas dificuldades que muitos estudantes estão enfrentando em função da pandemia. Salienta que o kit, embora limitado por questões orçamentárias e operacionais, é oferecido como mais uma alternativa a amenizar os transtornos impostos pelo cenário pandêmico.

Mais informações: https://prae.ufsc.br

Tags: Assistência EstudatilCovid-19editais coronavíruskits de alimentaçãoPRAEUFSCUFSC Solidária

Após meses de forte crescimento, casos de Covid-19 apresentam tendência de queda, indica boletim do Necat

05/04/2021 16:50

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou a 47ª edição do boletim Covid-19 em Santa Catarina. Com o título Após meses de forte crescimento, número de casos apresenta tendência de queda, a edição foi assinada pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat.

> Acesse o boletim na íntegra

De acordo com a publicação, na semana de 26 de março a 2 de abril, a média de novos casos diários foi de 3.358 – uma queda de 29% em relação à semana anterior e de 28% em relação aos últimos 14 dias. “Esse comportamento indicou, pela primeira vez nos dois últimos meses, uma tendência consistente de queda dos casos oficialmente registrados.”

Apesar da queda, o boletim indica que o nível de contaminação da população catarinense continua elevado, bem como o número de óbitos. Foram registradas mais 807 mortes no período, uma média de 115 por dia. “Diante desse cenário, pode-se afirmar que, do ponto de vista geral, o estado de Santa Catarina continua em uma situação gravíssima”, informa o estudo.

Mais informações na página do Necat.

Tags: boletim Covid-19 em SCcoronavírusCovid-19NecatNúcleo de Estudos de Economia Catarinensepesquisa coronavírusUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Prefeitura Municipal aplica segunda dose em idosos de 78 anos ou mais na UFSC neste sábado, 3 de abril

02/04/2021 19:32

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, pessoas em pé e texto que diz "VACINAÇÃO COVID-19 SÁBADO 03 de abril das 9h às 16h 2ã DOSE Idosos de 78 anos ou mais (Quem tiver cartão de vacinação da primeira dose, levar junto para registro da segunda) DRIVE-THRU Bolsão da Beira-Mar Continental Polícia Rodoviária da SC-401 •Centro de Eventos da UFSC •Aeroporto Antigo PEDESTRES Ponto de Vacinação para Pedestres no Centro de Eventos da UFSC Ponto de Vacinação para Pedestres na Beira-mar Continental •Leve documento com foto Confira se seu cadastro está atualizado no SUS através do Alô Saúde Floripa pelo número 0800 333 3233 FLORIANOPOLIS"A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, segue promovendo a vacinação contra a Covid-19 neste sábado, 3 de abril, das 9h às 16h, em quatro pontos de vacinação.  O mutirão será para a segunda dose em idosos de 78 anos ou mais, em pontos para pedestres e drive-thru:

  • Drive-thru no Centro de Cultura e Eventos da UFSC;
  • Ponto de vacinação para pedestres no Centro de Eventos da UFSC;
  • Drive-thru na Polícia Rodoviária da SC-401;
  • Drive-thru no antigo aeroporto;
  • Drive-thru no Bolsão da Beira-mar Continental, próximo às quadras;
  • Ponto de vacinação para pedestres na Beira mar continental.

Para ser vacinado, basta levar um documento com foto. No entanto, recomenda-se que antes de ir ao local o idoso faça o cadastro no sistema Alô Saúde, da prefeitura de Florianópolis, para atualizar os seus dados de prontuário (confira a situação do seu cadastrado pelo telefone 0800 333 3233). Os dados atualizados no momento da vacinação aceleram o processo e a dinâmica do serviço. A administração municipal reforça que é indispensável o uso de máscaras, não apenas no momento da vacinação, como em qualquer ambiente fora da residência.

A prefeitura de Florianópolis, conforme nota enviada na tarde desta sexta-feira, segue aguardando a chegada de mais doses por meio do governo de Estado de Santa Catarina.

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Nota de Pesar: falece a professora aposentada e enfermeira Margareth Linhares Martins

01/04/2021 16:08

A professora Margareth Linhares, em 2016, quando foi homenageada pela Câmara Municipal de Florianópolis com a Medalha Professor João David Ferreira Lima. (Foto: Coren/SC)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento da professora do Departamento de Enfermagem, Margareth Linhares Martins, nesta quinta-feira, 1º de abril, em decorrência de complicações da Covid-19. Margareth aposentou-se da UFSC, mas ainda atuava na Enfermagem, em atendimentos a domicílio. Chegou a ficar internada em UTI, mas infelizmente não resistiu.

Margareth Linhares Martins estudou na UFSC durante sua graduação e mestrado em Enfermagem. Em sua carreira, atuou principalmente na área de Enfermagem com ênfase em Estomaterapia e dedicou-se a pessoas ostomizadas. Lecionou na UFSC entre 1979 e 2007 e, mesmo depois da aposentadoria, contribuiu com o projeto de extensão Grupo de Apoio à Pessoa Ostomizada (GAO/UFSC). O GAO atua em prol de pessoas ostomizadas desde 1985, realizando pesquisas, prestando assistência e contribuindo com informações como referência nacional neste segmento. Em seus anos de dedicação à área de pesquisa, a professora contribuiu com o desenvolvimento de uma bolsa coletora de fezes e urina, o que melhorou a qualidade de vida dos pacientes, além de livros e publicações em geral especializados na área, sendo que antes a maioria da literatura utilizada como referência era internacional

A professora Margareth foi homenageada com a Medalha Professor João David Ferreira Lima, no Plenário da Câmara Municipal de Florianópolis, em março de 2016. A medalha tem como objetivo reconhecer profissionais que tenham prestado relevantes serviços ao ensino superior em Florianópolis.

O Departamento de Enfermagem divulgou uma nota de pesar: “A notícia da perda de Margareth foi recebida com muita tristeza pelos seus amigos e colegas de Departamento do NFR, pois era uma pessoa querida por todos. Era conhecida por suas qualidades, dentre elas a doçura, amorosidade, ternura e gentileza”.

 O Conselho Regional de Enfermagem (Coren/SC) manifestou-se com uma homenagem à professora:

“Esse é um dia triste para muitos colegas professores da UFSC, mas também de uma legião de enfermeiros egressos do Curso de Graduação de Enfermagem da UFSC que conviveram com a colega e professora Enfermeira Margareth Linhares Martins. Carinhosamente era chamada de ‘Guinha’, sorriso largo, meiga, falante, muito franca, dedicou a maior parte de sua vida profissional à Estomaterapia. Foi professora da UFSC entre 1979 e 2007 e, mesmo depois da aposentadoria, continuou trabalhando e contribuindo com o ensino da graduação, nas aulas de Avaliação Clínica de Pessoas com Feridas, nos projetos de extensão e pesquisa. Estimulou com sua vivência e sabedoria estudantes e profissionais a se dedicarem ao estudo das feridas, incontinências e estomias. Foi uma das idealizadoras do projeto de extensão Grupo de Apoio à Pessoa Ostomizada (GAO/UFSC) e teve importante apoio da Associação Regional da Pessoa Ostomizada e da Associação Brasileira de Ostomizados, sendo instrumento de luta para melhorar a condição de vida dos ostomizados. Pelos serviços relevantes ao ensino superior em Florianópolis, foi homenageada pela Câmara Municipal de Florianópolis, em 22 de março de 2016, tendo recebido a Medalha Professor João David Ferreira Lima.

Uma pessoa sempre ativa, continuou atendendo as pessoas no domicílio, como autônoma, pois o cuidado estava em sua essência. Na linha de frente do atendimento domiciliar, acabou sendo contaminada pela Covid-19 e, no dia 13 de março internou no Hospital de Caridade, Florianópolis. Neste 01 de abril de 2021 faleceu na UTI daquela instituição. A ‘Guinha’ deixa três filhos, dois netos e uma neta, que darão sequência aos ensinamentos e princípios por ela defendidos, aos quais nos solidarizamos nesse momento. O seu exemplo de amorosidade nunca será esquecido! Descanse querida colega!”

A comunidade universitária, enlutada, solidariza-se com a família e os amigos e colegas da professora Margareth.

 

Fontes:
Coren/SC
Currículo Lattes

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Idosos e trabalhadores da saúde recebem vacina contra Covid-19 nos postos fixos na UFSC

01/04/2021 15:10

O reitor Ubaldo Cesar Balthazar, que tem 68 anos, foi vacinado na última quarta-feira, 30 de março. Foto: Mayra Cajueiro/Agecom

A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, segue promovendo a vacinação contra a Covid-19 para idosos de 67 e 68 anos, entre às 9h e 16h, no ponto de vacinação para pedestres, no Centro Cultura e Eventos da UFSC.

Para ser vacinado, basta levar um documento com foto. No entanto, recomenda-se que antes de ir ao local o idoso faça o cadastro no sistema Alô Saúde, da prefeitura de Florianópolis, para atualizar os seus dados de prontuário (confira a situação do seu cadastrado pelo telefone 0800 333 3233). Os dados atualizados no momento da vacinação aceleram o processo e a dinâmica do serviço. A administração municipal reforça que é indispensável o uso de máscaras, não apenas no momento da vacinação, como em qualquer ambiente fora da residência.

Vacinação de profissionais e trabalhadores da Saúde

Na quarta-feira, 31 de março, além da vacinação de profissionais e trabalhadores da saúde de clínicas públicas e privadas com 18 anos ou mais a Prefeitura iniciou a vacinação dos autônomos da saúde acima de 60 anos.

Além do ponto no Centro de vacinação do Centro, localizado na Rua Dom Joaquim, nº 757, na Secretaria de Educação a Distância (Sead/UFSC), das 8h30 às 16h30, a Prefeitura também disponibiliza o drive-thru do Antigo Aeroporto das 9h às 16h, no Sul da Ilha.

Continua também a vacinação dos profissionais e trabalhadores da Saúde que atuam em clínicas, hospitais, ambulatórios, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde (públicos e privados).

Leia também:
Docentes e estudantes do curso de Enfermagem da UFSC atuam na vacinação contra Covid-19

Tags: coronavírusCovid-19Prefeitura Municipal de FlorianópolisUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Boletim sobre Covid-19 explica ritmo acelerado dos números de casos e de óbitos em SC

30/03/2021 15:44

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou a 46ª edição de seu boletim com o artigo “Números de casos e de óbitos continuam em ritmo acelerado no estado”. O documento é assinado pelo professor Lauro Mattei, do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração, e coordenador do Núcleo.

Clique aqui para acessar a íntegra dessa edição.

A publicação aponta, ainda em seu sumário, que “o problema do Brasil é que a maioria das ações se voltou para a esfera curativa e não preventiva, fazendo com que a pandemia não tivesse um controle efetivo até o presente momento. Em Santa Catarina não está sendo muito diferente, uma vez que, diante do descontrole da doença no estado visto nos dois últimos meses, o governo resistiu em tomar as medidas recomendadas pelos setores científicos para controlar a pandemia. E tudo isso sendo feito com o apoio e beneplácito de setores empresariais mais preocupados com os lucros de seus negócios do que com a saúde e a vida do conjunto da população catarinense.”.

Mais informações e edições anteriores do boletim podem ser encontradas no site do Necat.

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Pesquisa com participação de cientistas do HU mostra impacto positivo da vacinação contra Covid-19 em pacientes cirúrgicos

30/03/2021 10:49

Uma pesquisa realizada por cientistas de 116 países, incluindo pesquisadores que atuam no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) mostrou o impacto positivo da vacinação contra Covid-19 em pacientes submetidos a cirurgias eletivas na prevenção de mortes relacionadas ao coronavírus. A equipe internacional de pesquisadores do COVIDSurg Collaborative, liderada por especialistas da Universidade de Birmingham, publicou suas descobertas no British Journal of Surgery (BJS) e no European Journal of Surgery, após estudar dados de 141.582 pacientes de 1.667 hospitais de 116 países – incluindo Austrália, Brasil, China, Índia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos – criando o maior estudo internacional de cirurgia do mundo.

O pesquisador responsável por coordenar as ações na UFSC é o professor Humberto Fenner Lyra Júnior, do Departamento de Cirurgia. Também participam do estudo José Mauro dos Santos e João Carlos Costa de Oliveira, também professores do Departamento de Cirurgia da UFSC; o médico Tiago Rafael Onzi e a residente Nathalia Siqueira Julio, do Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo do HU; e Marlus Tavares Gerber, médico do Serviço de Coloproctologia do Hospital.

Os cientistas concluíram que os pacientes à espera de uma cirurgia eletiva devem receber vacinas contra Covid-19 antes da população em geral – potencialmente ajudando a evitar milhares de mortes pós-operatórias ligadas ao vírus, de acordo com um novo estudo financiado pelo National Institute for Health Research (NIRH).
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Florianópolis promove vacinação contra Covid-19, nesta terça-feira, para idosos de 67 e 68 anos

30/03/2021 09:45

A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promove nesta terça-feira, 30 de março, a vacinação contra a Covid-19 para idosos de 67 e 68 anos, entre às 9h e 16h. Seguem sendo utilizados quatro pontos da Capital para aplicação do imunizante via drive-thru: Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Polícia Rodoviária da SC-401, Beira-mar Continental (bolsão próximo às quadras) e o antigo aeroporto de Florianópolis. A Universidade possui também um ponto de vacinação para pedestres, no Centro de Eventos.

Para ser vacinado, basta levar um documento com foto. No entanto, recomenda-se que antes de ir ao local o idoso faça o cadastro no sistema Alô Saúde, da prefeitura de Florianópolis, para atualizar os seus dados de prontuário (confira a situação do seu cadastrado pelo telefone 0800 333 3233). Os dados atualizados no momento da vacinação aceleram o processo e a dinâmica do serviço. A administração municipal reforça que é indispensável o uso de máscaras, não apenas no momento da vacinação, como em qualquer ambiente fora da residência.

Vacinação de profissionais e trabalhadores da Saúde

Continua também a vacinação dos profissionais e trabalhadores da Saúde que atuam em clínicas, hospitais, ambulatórios, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde (públicos e privados), no Centro de vacinação do Centro, localizado na Rua Dom Joaquim, nº 757, na Secretaria de Educação a Distância (Sead/UFSC), das 8h30 às 16h30.

 

Leia também:
Docentes e estudantes do curso de Enfermagem da UFSC atuam na vacinação contra Covid-19

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Nota de Pesar: falece o professor aposentado Milton Muniz

28/03/2021 11:55

Milton Muniz (Foto: Dalmir Francisco/UFMG)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento do professor aposentado do departamento de Biologia Celular, Embrionária e Genética (BEG), do Centro de Ciências Biológicas (CCB), Milton Muniz, aos 81 anos. O professor faleceu neste domingo, 28 de março, de Covid-19, doença que contraiu poucos dias antes de ter a oportunidade de receber a vacina.

Muniz estudou História Natural, na Graduação; Genética, no Mestrado; e Engenharia da Produção, em seu doutorado, concluído na UFSC em 2006. Lecionou na Universidade durante 32 anos e era casado com a também bióloga, geneticista e professora aposentada da UFSC, Elza Costa Netto Muniz. A filha do casal é a professora Yara Costa Netto Muniz, que atualmente leciona no mesmo departamento onde os pais atuaram.

Era atuante no Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical), onde foi presidente entre 1997 e 1998. A organização o homenageou em 2017 “por sua caminhada acadêmica e contribuições aos movimentos sindicais nas Instituições Federais de Ensino”.

Na ocasião, disse o professor Muniz: “a Universidade, essa instituição quase milenar chega à atualidade, em um contínuo passar do tempo, na luta pela sua autonomia, desde a sua origem, contra os poderes Eclesiástico e Estatal. É necessário lembrar, sempre, as agressões dos governantes e das corporações religiosas a Universidade, na atualidade e, no seu percurso histórico. Cabe aos professores, que nela trabalham, manter essa autonomia, e, promover o seu desenvolvimento através do conhecimento científico e tecnológico. É responsabilidade dos alunos, que nela estudam, defendê-la como instituição social. A função da Universidade é formar o cidadão que a sociedade precisa. Lembrando que só o trabalho e a solidariedade constroem uma sociedade justa”.

Fotografia

Nenhuma descrição de foto disponível.Além de lecionar, Muniz era entusiasta da fotografia. Em 2011, já aposentado, fez um curso de fotografia no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), e passou a fotografar a cidade.

Durante alguns anos percorreu o centro histórico de Florianópolis, fotografando edificações. Expôs seu trabalho em uma série de eventos realizados a partir de 2018, intituladas “Abandono”.  Algumas das fotografias podem ser atualmente vistas no seu perfil no Facebook (Abandono, Abandono II, Abandono III, Abandono IV). Em 2018, Muniz contou mais sobre sua trajetória com a fotografia ao Departamento Artístico Cultural (DAC/SeCArte).

Sobre a série, o professor escreveu: “percorrendo as ruas de Florianópolis, observando a fachada do seu casario verifica-se uma sobreposição de estilos, de tempo, de poder econômico representando variáveis culturais. A preocupação é dar minha despretensiosa contribuição à discussão como preservar, conservar ou demolir o casario antigo, histórico ou não, dando significado a sua existência, se houver. A casa é transformada de residência em local comercial, de serviço ou industrial, quando não, abandonada. Quando a casa deixa de ser uma residência, para o qual foi projetada e construída, assumindo uma outra função, pode estar preservada sua existência, ou encaminhada a demolição, dando lugar a outra construção, Abandonada, sua existência torna incerta”.

O velório ocorrerá no espaço do crematório Vaticano, no bairro Itacurubi, em Florianópolis, a partir das 20h deste domingo. A cerimônia de despedida será às 21h30 e a cremação, na manhã do dia 29.

Homenagens

A Apufsc-Sindical publicou Nota de Pesar, com uma manifestação do atual presidente, Bebeto Marques: “Ele foi uma pessoa muito importante para a Apufsc, com uma história de compromisso com a entidade e com a categoria. É com muita tristeza e dor que recebemos essa notícia”, afirma.

Muitas condolências à família e amigos estão sendo publicadas na página pessoal do professor no Facebook.

A Universidade Federal de Santa Catarina e sua comunidade solidarizam-se com a família, os colegas e incontáveis amigos do professor Muniz neste momento de luto. Agradecemos a sua contribuição imaterial à Ciência e à Arte.

 

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Especialista do HU explica como nutrição clínica pode contribuir com pacientes de Covid-19

26/03/2021 14:43

“O paciente com Covid é muito instável, perde peso muito rapidamente, sendo que muitas vezes tem a necessidade de suplementação e um aporte maior de nutrientes. Nosso desafio é fazer com que se recupere o mais breve possível e tenha sua imunidade restabelecida com este suporte nutricional”. A fala da nutricionista clínica do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh), Ana Cristina Mendes Garcez, traduz os desafios da equipe multidisciplinar no atendimento aos pacientes com Covid-19: a evolução rápida da doença, com o comprometimento do estado nutricional decorrente da falta de apetite, perda de olfato e paladar, febre, diarreia e até mesmo da necessidade de suporte de oxigênio complementar e demais aparatos para respirar. Para enfrentar esta situação, os nutricionistas clínicos têm papel fundamental, procurando recuperar o estado nutricional e fortalecer o sistema imunológico.

Segundo ela, além das necessidades nutricionais, a atenção especial para o paciente com Covid tem um aspecto emocional. “Com as restrições impostas pela pandemia em relação aos acompanhantes e visitantes, a atenção do profissional se faz necessária. Procuramos oferecer uma alimentação saudável, saborosa, de acordo com as preferências do paciente (quando possível), pois é uma forma de conforto nesse momento difícil pelo qual está passando”, afirma.
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Tags: Covid-19Hospital UniversitárioNutrição clínica

O que se sabe sobre super espalhadores de Covid-19? Grupo da UFSC reúne e sintetiza estudos sobre o tema

25/03/2021 12:14

Pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (NUPES) reuniram e apresentaram, a partir de pesquisas já realizadas no mundo, evidências científicas sobre o impacto dos super espalhadores na pandemia de Covid-19. Em artigo publicado no periódico São Paulo Medical Journal eles sintetizaram os dados com o objetivo de avançar nos estudos relacionados à temática, também pensando em verificar o efeito de estratégias de controle e vigilância. Alguns dos pontos de destaque identificados a partir de artigos publicados foi que um super espalhador pode ter alta carga viral, pode não ser um paciente gravemente doente e possui maior tempo de eliminação do vírus. 

Os super espalhadores são aqueles com potencial de propagação superior à média para infectar outras pessoas. Os pesquisadores recorreram a bases de dados nas quais cientistas do mundo todo têm seus estudos divulgados, sem restringir país ou idioma, e chegaram a quatro trabalhos realizados por cientistas chineses. “A comunidade científica precisa de maior profundidade de avaliação e compreensão de como esses pacientes desenvolvem fisiologicamente a capacidade de propagar Covid-19 mais intensamente”, conclui o estudo, que ainda afirma ser necessária uma forma mais simples de rastreio dos espalhadores, já que muitas pessoas infectadas são assintomáticas. A revisão é assinada pelos pesquisadores Ana Paula Schmitz Rambo, Laura Faustino Gonçalves, Ana Inês Gonzáles, Cassiano Ricardo Rech, Karina Mary de Paiva e Patrícia Haas .

 

Imagem ilustrativa (Imagem de Mohamed Hassan por Pixabay)

 

Segundo explica a professora Patrícia Haas, do Programa de Pós graduação em Fonoaudiologia da UFSC, os super espalhadores já foram investigados e relatados durante epidemias da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), o que pode indicar que haja evidência de padrões semelhantes na SARS-CoV-2. No entanto, já se percebe, na literatura, uma divergência sobre o que seria um super espalhador. “Enquanto alguns autores defendem ser qualquer pessoa com um poder de contaminação maior do que o ‘padrão’ (contaminar três pessoas), outros defendem que o super espalhamento só é considerado quando uma pessoa infecta mais que outras 10 pessoas”.
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UFSC manifesta-se em solidariedade às vítimas da Covid-19; oferece acolhimento psicológico

24/03/2021 22:09

A Covid-19 já tirou mais de 300 mil vidas no Brasil e cerca de 10 mil vidas em Santa Catarina. Em sinal de respeito e solidariedade pelas famílias que passam por momentos difíceis neste momento, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aderiu à campanha nacional, em um ato simbólico, em memória das vítimas da doença causada pelo novo Coronavírus. No mesmo ato, a UFSC une-se a muitas vozes que mais uma vez pede pela vacinação em massa da população.

A iniciativa consiste na fixação de faixas pretas nas fachadas das instituições com a mensagem “Luto pela vida” e “Universidade pelas vacinas”. Algumas instituições também publicaram nas redes sociais mensagens de luto. Além da UFSC, participam universidades federais do Pará (UFPA), de São Carlos (UFSCar), do ABC (UFABC), de Santa Maria (UFSM), do Paraná (UFPR) e do Rio Grande do Norte (UFRN) e estaduais como a USP, Unesp e Unicamp. A Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) também se manifestou. Atos em memória das vítimas também foram organizados pelo Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (Sintufsc).

>> Covid-19: um ano de pandemia na UFSC

Entrada da UFSC na Trindade (Foto: Leandro Oliveira/SSI/UFSC)

Antes que o Brasil e Santa Catarina chegassem a essa triste marca, os pesquisadores e pesquisadoras da UFSC têm se engajado em pesquisa e ações de extensão, além de centenas de entrevistas à imprensa, alertando a população e o poder público para a ameaça que a doença representa. Sociedades médicas e científicas se pronunciaram a respeito da ausência de eficácia nos tratamentos não reconhecidos pela ciência, e há um esforço coletivo de cientistas para estimular a população a entender melhor as vacinas contra a Covid-19, e apoiar seu uso. Campanhas organizadas pelo Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical) e pelo Observatório COVID-19 BR têm mobilizado a comunidade da UFSC, para esclarecer dúvidas sobre as vacinas e combater a disseminação de notícias falsas.

>> Covid-19: pesquisadores da UFSC apontam causas e soluções para o colapso

Desde fevereiro, estruturas montadas no campus da UFSC em Florianópolis pela Prefeitura Municipal, e com o auxílio voluntário de professores e estudantes da UFSC, já vacinou milhares de pessoas. Nesta quinta, sexta e sábado, de 25 27 de março, a  espera-se que um grande número de pessoas seja imunizado nos espaços cedidos pela UFSC.

“A Ciência continua dizendo: fiquem em casa; usem máscara; evitem aglomeração!
E se o Estado não respeita a ciência, nós respeitamos.”
Ubaldo Cesar Balthazar, reitor da UFSC, em 9 de março de 2021.

Acolhimento

Lidar com o luto, especialmente durante a pandemia, é mais que lidar com a perda de vidas. Também inclui perdas relativas à vida que tínhamos antes da pandemia, o convívio social, a liberdade. Segundo a professora do Departamento de Psicologia Ivânia Jann Luna, esses muitos lutos precisam ser compreendidos. Luna coordena o Laboratório de Processos Psicossociais e Clínicos no Luto (LAPPSIlu), lançou um livro relacionado e criou o grupo de apoio para enlutados pela Covid-19.

“A pandemia ameaça a nossa visão sobre o modo estabelecido de se viver em sociedade, e isso por si só gera um luto relacionado a reconstruir um novo presente coletivo e um futuro. Estes lutos geram medo, raiva, culpa, ansiedade e angústia bem como a busca por culpados ou soluções milagrosas, negando o processo de enlutamento envolvido”, salientou em uma entrevista recente.

Acolher quem sofre é missão da AcolheUFSC, iniciativa da Comissão Permanente de Monitoramento da Saúde Psicológica Universitária, que visa dar suporte e acompanhamento psicológico específico aos efeitos da Covid-19 sobre a comunidade universitária. Pelo site e por e-mail, a equipe multidisciplinar busca trazer apoio aos estudantes, técnicos-administrativos em Educação e docentes, além da comunidade externa à UFSC.

A equipe AcolheUFSC fez um levantamento das principais iniciativas presentes na UFSC para apoiar a comunidade.Confira, abaixo, a listagem.
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Tags: coronavírusCovid-19Laboratório de Processos Psicossociais e Clínicos no LutolutoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Vacinação contra a Covid-19 continua nesta quinta, sexta e sábado

23/03/2021 17:56

A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, ampliará a vacinação contra a Covid-19 na Capital nos próximos dias. Os pontos de vacinação montados em estruturas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) serão utilizados, juntamente com outros três locais (ver lista abaixo). As vacinas serão aplicadas divididas em três grupos. Na quinta-feira, 25 de março, primeira dose para idosos de 71 e 72 anos, na sexta-feira, 26 de março, primeira dose para idosos de 70 anos, e segunda dose para idosos de 82, 83 e 84 anos. No sábado, 27 de março, primeira dose para idosos de 69 anos e segunda dose de idosos de 80 e 81 anos.

Os idosos dessa faixa etária que estiverem com suspeita ou confirmação de Covid-19, ou forem contato de casos confirmados, a vacina não é recomendada. As equipes de saúde podem orientar quando a vacina pode ser recebida. Nestes casos, os idosos serão vacinados após o prazo estipulado pelas equipes, nos sistemas de vacinação que estiverem acontecendo na data.

Os seguintes pontos de vacinação estarão abertos das 9h às 16h:

  • Drive-thru no Centro de Eventos da UFSC;
  • Ponto de vacinação para pedestres no Centro de Eventos da UFSC;
  • Drive-thru na Polícia Rodoviária da SC-401;
  • Drive-thru no antigo aeroporto de Florianópolis;
  • Drive-thru no Bolsão da Beira-mar Continental, próximo às quadras.

Os idosos podem conferir se os seus cadastros no SUS estão atualizados em contato com o Alô Saúde Floripa pelo número 0800-333-3233. A administração municipal reforça que é indispensável o uso de máscaras, não apenas no momento da vacinação, como em qualquer ambiente fora da residência.

>> HU anuncia nova etapa da vacinação de trabalhadores nos dias 24 e 25 de março

Vacinação de profissionais e trabalhadores da Saúde

Os profissionais e trabalhadores da Saúde que atuam em clínicas, hospitais, ambulatórios, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde, com 18 anos e mais com comorbidades serão vacinados no Centro de vacinação do Centro, localizado na Rua Dom Joaquim, 757, na Secretaria de Educação a Distância (SEAD/UFSC).

A vacina será feita a partir desta quarta-feira, 24 de março, das 7h30 às 18h30.

 

Foto de destaque: Cristiano Andujar/PMF

 

Leia também:
Docentes e estudantes do curso de Enfermagem da UFSC atuam na vacinação contra Covid-19

Tags: #TodosPelasVacinascoronavírusCovid-19UFSCUniversidade Federal de Santa Catarinavacinação covid-19

Um ano depois: transição para o ensino remoto exigiu superação de desafios e criatividade

18/03/2021 23:09

O ensino foi provavelmente a atividade mais impactada na UFSC pela necessidade de distanciamento social determinada pela pandemia. As mudanças atingiram cerca de 38 mil alunos da graduação, pós-graduação e educação básica, além de quase 3 mil docentes e uma grande quantidade de técnicos-administrativos em Educação em atividades na graduação e pós-graduação. Foi preciso mudar a forma de dar aulas e o modo como a UFSC seleciona os candidatos a ingresso no ensino superior. As seleções de graduação e pós-graduação, que anteriormente se valiam de provas presenciais, precisaram ser adaptadas. A UFSC não realizou vestibular em 2020, e selecionou seus alunos por meio de processos seletivos não presenciais.

Pela complexidade da empreitada, a migração das aulas presenciais para atividades pedagógicas remotas demandou maior tempo de planejamento e aplicação. Foi preciso adaptar todas as ementas e os planos de ensino das disciplinas que poderiam migrar para o modo não presencial. Ao final de um trabalho árduo que envolveu professores, coordenadores de curso e chefes de departamento, sob orientação da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), mais de 90% das disciplinas foram adaptadas ao novo formato. Assim, a UFSC ofereceu 3.638 disciplinas no primeiro semestre remoto da Graduação (2020.1) e 3.680 disciplinas no semestre de 2020.2.

Computadores são higienizados e embalados antes da distribuição (Foto: Divulgação)

Uma das principais preocupações do Conselho Universitário (CUn) ao debater a retomada do ensino de forma remota foi a de que nenhum estudante fosse deixado para trás na possibilidade de seguir com os estudos. Para isso, foram implementados programas de empréstimo de equipamentos, bolsas e auxílios. O esforço de vários setores da UFSC disponibilizou computadores, recursos humanos e financeiros. Foram cerca de 1.400 computadores emprestados a alunos e concedidas 600 bolsas para aquisição de pacotes de dados de acesso à Internet, além de 400 chips distribuídos.

Com a suspensão do funcionamento dos Restaurantes Universitários, alunos com situação socioeconômica mais vulnerável receberam um auxílio emergencial e até mesmo alimentos não perecíveis que estavam estocados no RU. Desde abril do ano passado, a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Prae) cadastrou e direcionou recursos para que mais de 5 mil auxílios emergenciais no valor de R$ 200,00 pudessem ser repassados aos estudantes. Todas as bolsas concedidas antes da pandemia foram mantidas ou até ampliadas, bem como os programas de iniciação científica.

Permanência

Com o apoio institucional, alunos e professores fizeram a sua parte para continuar as atividades de ensino. A vida de Mayara Vieira, estudante do curso de Design, era muito agitada antes da pandemia, os deslocamentos entre a Universidade e a escola que seu filho frequenta eram diários. Ela conta que no começo do semestre remoto as coisas pareciam mais tranquilas, pois, dar conta dos compromissos e atividades acadêmicas sem a necessidade de se deslocar facilitaria sua vida. Mas depois de um tempo tudo ficou mais difícil, a sobrecarga de atividades trouxe as crises de ansiedade e a decisão por se matricular em menos disciplinas no semestre seguinte. 

Para desenvolver suas atividades acadêmicas, Mayara utilizou computador fornecido pela Universidade. “Ele [o computador] me ajudou do começo ao fim. Ter uma tela maior para ler, assistir às aulas, foi muito benéfico para mim”.

Mayara Vieira (Foto: acervo pessoal)

Mesmo em meio a dificuldades, as vivências negativas da estudante frente à realidade do ensino remoto foram amenizadas graças a todos os suportes assistenciais e de permanência concedidos pela instituição. “Eu tive essa segurança também por que eu sou bolsista da Prae. Eles permaneceram com as bolsas e por isso eu consegui continuar com uma fonte de renda mesmo no meio da pandemia”, diz Mayara. “A UFSC conseguiu contribuir para que eu tivesse um ensino remoto de mais qualidade. Eu vivo da UFSC, sou bolsista, estudo, e meu futuro está pautado em decisões que eu tomo na Universidade”, destaca a estudante.

Dificuldades e superações durante esse ano de pandemia também fazem parte do cotidiano de Vagner de Souza, que cursa o terceiro semestre de Medicina no Campus Araranguá. Ele ingressou no “curso dos seus sonhos” pelo processo seletivo de ações afirmativas para quilombolas. O fato é que suas dificuldades de acesso ao ensino começaram bem antes da pandemia, pois sempre precisou trabalhar para o sustento da família e estudava apenas nas poucas horas vagas.

Vagner e o irmão prestaram vestibular para Medicina, ele para o campus de Araranguá; o irmão para o campus de Florianópolis. “Quando pegamos o resultado e vimos que estávamos na lista dos classificados, a alegria tomou conta e começamos a chorar, pois era um sonho para nós, vindos de uma família pobre. Logo entramos em contato com nossos pais, com a Jéssica, minha namorada,  e comemoramos em família”, relata Vagner, em fala emocionada.

O futuro médico cursou apenas um semestre de forma presencial e sente que a pandemia complicou o processo de compreensão dos conteúdos. De acordo com ele, o número de tarefas e trabalhos é ainda maior, além de ser mais estressante desenvolver as atividades apenas dentro de casa, sem contato com diferentes pessoas e suas realidades. Mesmo assim, se mostra satisfeito com o acolhimento da UFSC. “Sempre fui muito bem assistido pela equipe da universidade, pelos técnicos e professores. A UFSC é uma ótima instituição e  se preocupa com o estudante”. Ao ser instigado sobre uma mensagem que acredita ser importante deixar aos estudantes da UFSC, ele é pontual. “A gente nunca pode se achar incapaz de sonhar e lutar por nossos sonhos e objetivos, independente de cor, raça ou classe social, os nossos sonhos dependem unicamente de nós!”

Calouros

Estar na universidade não é apenas passar no vestibular e ocupar uma vaga no curso dos sonhos. É viver todas as experiências que o ambiente acadêmico traz, é estar em contato com pessoas, criar amizades e afetos que ficam por toda a vida, enfrentar muitas filas no Restaurante Universitário e, antes mesmo de almoçar, já sonhar com o docinho que vai comprar na saída do almoço. 

Essas experiências tiveram que ser adiadas para estudantes que começaram seus estudos na UFSC por meio do ensino remoto, e um dos seus desafios é ressignificar o cotidiano de estudos e as relações que estabelecem com colegas, professores e servidores da instituição.

Amanda Oliveira (Foto: acervo pessoal)

Amanda Oliveira é caloura do curso de Jornalismo, e quando prestou o vestibular presencial não podia imaginar que sua experiência na UFSC começaria de forma remota: “Iniciar a graduação à distância não era o que tinha em mente, ninguém contava com uma pandemia. Foi meio frustrante, mas ao mesmo tempo incrível. Na primeira semana fomos recebidos pelo Piape e tivemos todas as informações necessárias para nos habituar ao ambiente acadêmico”, conta  ela, referindo-se ao Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes, um serviço de apoio e orientação pedagógica para estudantes da graduação que desenvolve ações para fortalecer os aprendizados e permanência.

Passar do ensino presencial para o remoto foi uma experiência inusitada para os veteranos da UFSC, mas alguns estudantes ingressaram na Universidade já sob o novo formato. É o caso de  Lucas Wallendorf, 19 anos, calouro 2020.2 do curso de Ciências Econômicas. “É um período de adaptação para mim e acho que para todo mundo que entrou no segundo semestre do ano passado, porque não tinha pego ainda o ensino a distância”. 

Lucas Wallendorf (Foto: acervo pessoal)

Lucas afirma que, mesmo não havendo os tradicionais trotes, a recepção remota dos calouros pelos veteranos permitiu “pegar um pouco a vibe do que é uma faculdade, do que é o curso”. Ele consegue ver pontos positivos e negativos das atividades pedagógicas não presenciais. “O bom é que a gente consegue ser flexível no horário. Às vezes a gente não vai poder assistir à aula em um determinado horário e ela fica gravada. A maioria dos professores gravam as aulas, então podemos assistir depois, quando der tempo, ou reassistir a aula. Acho que isso é um ponto bastante positivo”.

“O negativo seria essa convivência da universidade que ainda a gente não pegou, de ir para o campus, trocar ideia com o pessoal, interagir, fazer o networking que iria fazer. Não que a gente não esteja fazendo, mas ia fazer melhor.  A UFSC, pelo que eu vejo, está dando um suporte bom tanto para os alunos quanto para os professores também. Então acho que está em um bom nível assim de começo da faculdade”.

Já Bruno Nunc-Nfôonro Oleszczuk, calouro do curso de Engenharia e Controle de Automação no campus Blumenau precisou modificar toda sua vida para estar na UFSC. Mudou de cidade, procurou um emprego e organizou sua rotina em meio à pandemia. Mesmo assim suas expectativas sobre o curso são as melhores possíveis e a receptividade dos professores e colegas chamou sua atenção: “O entrosamento da turma é muito bom; conversamos muito e todos interagem mesmo em meio à pandemia. Todo mundo é gente fina”, destacou o estudante.

Bruno frisa que a parte mais difícil do ensino remoto é a organização da rotina para que os compromissos não se acumulem. Ao mesmo tempo sente que precisa se esforçar mais para aprender os conteúdos repassados em sala de aula, e esse esforço resulta em conhecimentos mais sólidos. “Faz com que se aprenda mais ao invés de decorar”, afirmou o futuro engenheiro de automação.

Professores

Marilinha integrou ferramentas digitais para facilitar a interação com os alunos (Foto: acervo pessoal)

Os professores também precisaram promover muitas adaptações no seu cotidiano e formas de transmitir o saber. Muitos foram em busca de capacitação para a realização de atividades pedagógicas usando ferramentas de comunicação e meios digitais de interação com os alunos. 

Marília Matos Gonçalves, professora do Curso de Design, conta que conseguiu dar continuidade às atividades de pesquisa e extensão e realizar algumas orientações quando a UFSC suspendeu o expediente presencial. “Tivemos (eu, os professores e os estudantes envolvidos nestas atividades) que aprender a trabalhar 100% em formato remoto”.

Marilinha, como é mais conhecida entre alunos e professores do Centro de Comunicação e Expressão, diz que tudo era muito novo quando as aulas recomeçaram, em agosto de 2020. “A interação, que antes era presencial, passou a ser mediada pelo computador. Minhas disciplinas, que são de projeto para o curso de Design (Branding e Produto de baixa complexidade), têm uma carga horária prática considerável. As ferramentas disponibilizadas pela UFSC, em especial o Moodle e o portal de serviço Google UFSC, passaram a ser uma espécie de sala de aula, nossa área de interação. Ali acontecem os encontros síncronos das disciplinas, as reuniões (PCC; projetos, preparação de aulas). 

>> Coordenadores de cursos fazem avaliação positiva do ensino não presencial na UFSC

Em novembro de 2020, a Pró-Reitoria de Graduação da UFSC divulgou os resultados de uma pesquisa com Coordenadores e coordenadoras de 82 cursos da UFSC. A avaliação foi predominantemente positiva a respeito da experiência do ensino não presencial realizada no semestre 2020.1.

“As aulas de projeto requerem muita interação entre os estudantes que fazem parte das equipes de projeto. Por isso, eu e meus colegas fomos em busca de outras ferramentas que pudessem facilitar essa interação. Um exemplo disso foi usar ao mesmo tempo o Google Meet e o MIRO. Com eles eu consigo acompanhar sincronicamente as atividades de cada grupo. Posso ver o mouse de cada estudante realizando uma tarefa. Eles podem em qualquer momento tirar dúvidas”. 

“Acho que agora, estou mais “acostumada” com essa rotina. Tenho muito o que aprender e agradeço a meus alunos e colegas que me ensinam muito. Mas sinto que o ensino remoto ainda deve durar mais um tempo. Hoje há muitos casos de pessoas infectadas com o coronavírus e, enquanto não houver uma cobertura vacinal contra esse vírus que tantas vidas já tirou, penso que a decisão de manter suspensas as atividades presenciais, até que nos seja permitido transitar em pelas ruas e compartilhar espaços com a devida segurança, seja a decisão mais assertiva e difícil que esta instituição que tanto respeito já teve que tomar”.

A suspensão das atividades presenciais na UFSC nunca foi sinônimo de paralisação das atividades de ensino, seja nas graduações ou nos programas de pós-graduação. O trabalho de adaptação aos novos contextos que o ensino remoto exige foi e ainda é árduo, e o desgaste físico e psicológico gerados pela sobrecarga de trabalho ainda são desconhecidos e questionados por parte da sociedade. 

Professora Marta Verdi, do PPGSC (Foto: acervo pessoal)

Nesse sentido, Marta Verdi, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da UFSC é assertiva: sentimos o impacto do aumento de tempo de trabalho necessário para manter nossas atividades em dia. “Tanto nas questões administrativas da coordenação e secretaria do programa, quanto no tempo dedicado ao preparo para as aulas remotas e o tempo dedicado às orientações dos mestrandos e doutorandos”.

Ela destaca que foram muitos os desafios vivenciados pela comunidade universitária durante a pandemia da Covid-19. “No âmbito do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva destacamos: do ponto de vista pedagógico, a dificuldade de modificarmos métodos, estratégias e procedimentos pedagógicos, o que impôs a reinvenção de novas relações mediadas tecnologicamente; do ponto de vista gerencial, o grande desafio foi manter o grau de participação de docentes e pós-graduandos nos processos decisórios do programa, o que foi buscado através do incremento de trabalhos em comissões, reuniões colegiadas, reuniões e seminários científicos envolvendo mestrandos e doutorandos; do ponto de vista científico, o grande desafio foi manter os projetos de pesquisa readequando-os à realidade da pandemia, ou mesmo iniciar novos projetos de pesquisa considerando as grandes limitações impostas pela realidade”.

Segundo a professora, manter atividades de acolhimento e convivência sempre foi uma das preocupações do PPGSC. Por isso, o distanciamento físico e a falta de convivência entre professores e alunos tiveram grande impacto no âmbito das relações interpessoais.

Covid-19: um ano de pandemia na UFSC

Um ano depois: trabalho marcado pela adaptação de rotinas e procedimentos
Um ano depois: pesquisa se estendeu da busca por vacina ao estudo dos impactos psicossociais da pandemia
Um ano depois: atividades e projetos de extensão alcançaram mais de 453 mil pessoas

 

Klay Silva, Luana Consoli, Thaís Martins / estagiárias da Agecom
Mayra Cajueiro Warren e Luís Carlos Ferrari / Agecom

Tags: coronavírusCovid-19gestão coronavírusPRAEUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Um ano depois: atividades e projetos de extensão e arte alcançaram mais de 453 mil pessoas

18/03/2021 22:49

As atividades de docentes nas universidades públicas, além de ensino e pesquisa, envolvem a extensão, que inclui as ações voltadas a levar o conhecimento, arte e cultura à sociedade. Em 2020, foram registradas 2.089 ações de extensão na UFSC, sendo 123 delas relacionadas à Covid-19. Foram emitidos 106.524 certificados, e mais de 453 mil pessoas participaram e foram atendidas pelos projetos de extensão da UFSC durante o ano (segundo dados da Pró-Reitoria de Extensão).

A Secretaria de Educação a Distância (Sead) ofereceu uma série de materiais para auxiliar o desenvolvimento de atividades de ensino em modo remoto.

Ações de extensão envolvem estudos e experiências oferecidas à sociedade em diversos formatos. Durante a pandemia, a UFSC ofereceu cursos abertos sobre o uso de tecnologias digitais em educação, em dezenas de oportunidades de capacitação gratuitas para estudantes e para a população em geral. Os cursos e os recursos educacionais foram criados pela Secretaria de Educação a Distância (Sead), além da Pró-Reitoria de Extensão (Proex).

A Sead ofereceu recursos como o site Práticas Pedagógicas Inspiradoras (PPI), que recebe contribuições de instituições de todo o Brasil; e também o portal Recursos Tecnológicos para Aprendizagem (RTA), que reúne conhecimentos e experiências da comunidade universitária na utilização de tecnologias capazes de potencializar o ensino com diferentes recursos, de forma eficaz e inovadora.

Durante o período pandêmico, muitos setores buscaram apoiar a própria Universidade no processo de migração do ensino presencial para as atividades pedagógicas remotas. Em junho de 2020, a Proex lançou um edital para apoiar a criação de Núcleos de Produção de Conteúdos Digitais. Os núcleos formaram equipes coordenadas por um docente com o objetivo de “preparar a comunidade para os desafios do uso de tecnologias digitais de educação em atividades que envolvam a oferta de ensino, capacitação e treinamentos não presenciais”.

Foram criados 15 núcleos, que ofereceram dezenas de cursos de capacitação entre junho e novembro de 2020, envolvendo centenas  de professores. Os cursos ofereciam capacitação para o uso de ferramentas e tecnologias digitais de educação, como noções básicas e ferramentas avançadas do Moodle, transmissão e publicação de videoaulas, produção de conteúdo e até design de conteúdos educacionais para redes sociais.

Outra iniciativa bem-sucedida foi a realização da 18ª edição da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex), entre os dias 22 e 24 de outubro. Promovida pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), a Sepex de 2020 foi realizada em formato totalmente on-line e recebeu o nome de “Sepex em Casa”. Diferente das outras edições, em que o público externo visitava os stands montados no campus para conhecer a produção científica da UFSC, a Sepex em Casa ofereceu lives, vídeos gravados e minicursos a distância, tornando-se um grande evento de divulgação científica.

Durante três dias, mais de 200 minicursos oferecidos tiveram participação de cerca de 10 mil inscritos, incluindo participantes de outros estados. Os 14 eventos ao vivo – incluindo lives dos campi de Joinville e Curitibanos – e mais de 150 vídeos tiveram, até o momento, cerca de 15 mil visualizações. Temas como sustentabilidade, bioeconomia, permacultura, a Amazônia, poluição, a pandemia de Covid-19 estão presentes em toda a coletânea de vídeos, além de uma grande quantidade de material sobre os cursos de graduação e pós-graduação da UFSC, laboratórios de pesquisa, atléticas, e empresas juniores.

Esse material, que está disponível para consulta nos canais do YouTube da UFSC e da TV UFSC, forma um acervo valioso que cumpre a função de atividades de extensão, pois leva à comunidade o resultado dos conhecimentos produzidos na Universidade.

Eleonora Frenkel, coordenadora do Experimentextos. (Foto: Acervo Pessoal)

Grande parte das ações de extensão tiveram que adaptar seu planejamento e realização para o ambiente on-line, a exemplo do projeto de extensão, arte e cultura Experimentextos, coordenado por Eleonora Frenkel, professora do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras. “A proposta que planejávamos era constituir um espaço de experimentação, onde pudessem participar estudantes de diversos cursos e pessoas não vinculadas à Universidade, promovendo práticas de leitura em voz alta, tradução e escrita, bem como criação de performances resultantes de um processo criativo coletivo, a partir de interesses aflorados no grupo constituído”.

“Com a pandemia, o foco ficou na formação teórica, através de leituras e discussões virtuais com o grupo de bolsistas e, posteriormente, a criação de um curso via Moodle Grupos, que contou com a participação de pessoas de diversos lugares do Brasil (Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia) e uma participante da Argentina”. 

A professora acredita que foi uma possibilidade interessante, e que voltou a ser repetida no evento Sepex em Casa, realizado em outubro. O projeto ofereceu uma oficina – “Fios da voz, a palavra falada como resistência”. Desta vez, algumas dificuldades, como a de mobilização do público. “Observamos o desafio de atingir um público não acadêmico, mesmo nesse evento de extensão e divulgando junto a jovens vinculados ao Centro Cultural Escrava Anastácia. Se a oficina (e a Sepex) fosse presencial, talvez tivesse sido possível articular com o centro cultural um meio de transporte para trazer um número maior de participantes, mas isso é uma hipótese. O fato é que na modalidade remota, foi difícil atingir esse público”. 

O projeto também criou uma produção audiovisual, veiculada durante o Experimenta Pandêmico, evento da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), além de um álbum com audiopoemas pelo Bandcamp. “O projeto teve que se adaptar à mediação de dispositivos para acontecer”, ressalta Eleonora. 

A SeCArte promoveu, em 2020, além do Experimenta Pandêmico, a Semana da Dança, a programação cultural dos eventos em comemoração aos 60 anos da UFSC, e disponibilizou uma programação extensa de vídeos, performances musicais e artísticas, todas veiculadas on-line, pelo #QuarentenArte, em parceria com a TV UFSC. As iniciativas buscaram apoiar a cultura em um período extremamente difícil para os artistas, quando não se é possível realizar apresentações, shows e exposições.

Covid-19: um ano de pandemia na UFSC

Um ano depois: trabalho marcado pela adaptação de rotinas e procedimentos
Um ano depois: pesquisa se estendeu da busca por vacina ao estudo dos impactos psicossociais da pandemia
Um ano depois: transição para o ensino remoto exigiu superação de desafios e criatividade
Klay Silva, Luana Consoli, Thaís Martins / estagiárias da Agecom
Mayra Cajueiro Warren e Luís Carlos Ferrari / Agecom

Tags: coronavírusCovid-19extensão coronavírusUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Um ano depois: pesquisa se estendeu da busca por vacina ao estudo dos impactos psicossociais da pandemia

18/03/2021 22:23

Em seus laboratórios ou de modo remoto, a UFSC continuou um intenso trabalho de produzir ciência, um dos pilares da Universidade. No último ano, desenvolveu 3.357 projetos de pesquisa, sendo 53 deles voltados para a Covid-19. Além da busca por uma vacina, a UFSC pesquisa o mapeamento da pandemia; o silenciamento genético de codificadores de proteínas estruturais do vírus SARS-CoV-2; o desenvolvimento de kit diagnóstico para Covid-19; protocolos de atendimento dos profissionais de saúde; pacientes em UTI; estratégias não farmacológicas; identificação de vírus e suas mutações e dispersões; impactos psicossociais da pandemia, entre muitas outras linhas de ação

Laboratório de Virologia Aplicada analisa amostras de diversos materiais. Foto: Daiane Mayer/Estagiária de Fotografia da Agecom/UFSC

Uma das pesquisas de grande repercussão foi a que identificou partículas do novo coronavírus em duas amostras do esgoto de Florianópolis colhidas em 27 de novembro de 2019, dois meses antes do primeiro caso clínico ser relatado no Brasil. A descoberta teve alcance internacional e causou impacto nos estudos da disseminação do vírus pelo mundo. Descrita na pesquisa SARS-CoV-2 in human sewage in Santa Catarina, Brazil, November 2019, envolveu um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina e também pesquisadores da Universidade de Burgos (Espanha) e da startup BiomeHub. Recentemente, a pesquisa foi publicada pela revista Science of the Total Environment, jornal acadêmico internacional com alto fator de impacto.

Um ano depois, o novo coronavírus já sofreu inúmeras mutações, algumas delas, variantes perigosas que ainda estamos aprendendo a combater. Nesses 12 meses, a UFSC, juntamente com a comunidade científica, buscou oferecer respostas. A mais eficaz de todas as medidas para frear a pandemia, diz a ciência, é a vacinação em massa da população. E em junho do ano passado, a Administração Central anunciou que “não voltaremos antes da disponibilidade de uma vacina ou medicamento eficaz e disponível a todos”.

Vacinas

Médicos do HU estudam uso da tríplice viral para amenizar efeitos da Covid-19 (Foto: Cristiano Estrela/Secom).

A busca por esse medicamento ou vacina mobiliza a comunidade científica desde o primeiro dia. Na UFSC, 2020 foi um ano de muita pesquisa, e inclusive uma delas busca desenvolver uma nova vacina contra SARS-Cov-2, nome científico do novo coronavírus. Liderada pelos professores André Báfica e Daniel Mansur, a iniciativa é uma parceria entre a UFSC e  a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de Cambridge (Inglaterra), o Instituto Butantan e Karolinska Institutet (Suécia).

A pesquisa de Báfica e Mansur busca construir uma vacina BCG recombinante, que aproveite a plataforma vacinal da BCG (uma vacina antiga e segura) para o novo coronavírus através da expressão de proteínas que induzam uma resposta imune efetiva contra o SARS-CoV-2 por mais tempo.

A biomédica Ruth Fernandes é uma das pesquisadoras da equipe. Em um vídeo publicado no perfil do professor Báfica no TikTok e no Instagram, a cientista que atua no Laboratório de Imunobiologia da UFSC conta que “estar participando de um projeto que envolve o desenvolvimento de uma vacina, relacionado a um problema mundial, é de grande importância”. Ela chama a atenção para a “importância da valorização da nossa ciência e dos nossos pesquisadores”.

Em outra frente, um grupo de médicos e pesquisadores do Hospital Universitário avalia o uso da vacina tríplice viral – bastante conhecida e segura – no combate ao novo coronavírus antes que uma vacina específica esteja disponível a grupos não-prioritários. Os resultados preliminares já divulgados são promissores: indicam que a tríplice viral pode mitigar os sintomas da Covid-19 e reduzir hospitalizações.

“A ideia de nós utilizarmos a vacina tríplice viral se baseia no forte estímulo da primeira fase da imunidade que ela promove, que nós chamamos de imunidade inata, que seria aquela resposta do nosso sistema de defesa para qualquer tipo de infecção”, salienta o professor Edison Fedrizzi, que coordena o estudo. A pesquisa está em desenvolvimento e ainda depende da divulgação de seus resultados para serem avaliados pela comunidade científica em breve.

>> UFSC e Secretaria Municipal de Saúde esclarecem informações sobre pesquisa com a vacina tríplice viral

Respirador

Outro pesquisador, o professor Saulo Güths, do Departamento de Engenharia Mecânica, desenvolveu um protótipo de ventilador pulmonar que foi notícia em muitos jornais. Em março de 2020, quando o mundo enfrentava problemas de abastecimento de produtos hospitalares, a criatividade do professor Saulo, com a ajuda de um amigo mecânico e estudantes da UFSC, levou a um produto de baixo custo, desenvolvido em colaboração com grandes hospitais brasileiros, como o Sírio Libanês.

Professor Saulo Guths mobilizou grupo para desenvolver respirador de baixo custo (Foto: Divulgação)

“Trabalhei intensamente, montei com ajuda de alguns alunos, mesmo a distância, um grupo que tive bastante apoio. A gente chegou a desenvolver o respirador baseado em peças que já eram disponíveis no Brasil, porque naquela época estávamos com um problema no mundo que não existiam as peças de controle dos respiradores, que eram aquelas válvulas que controlam a vazão de ar, então o protótipo foi desenvolvido usando o bico injetor automotivo, que tinha disponível no Brasil”.

Durante alguns meses, o professor e sua equipe buscaram apoio com empresas. “Tentamos botar em produção, contato com várias empresas, não conseguimos, nenhuma empresa achou que tinha viabilidade. Ficamos meio decepcionados, a equipe se desmantelou, os alunos estavam sem ganhar bolsa, sem nada. Cada um foi fazer suas coisas, a aula recomeçou”.

O professor Saulo continuou com o projeto, trabalhando com seu filho que é estudante de  Engenharia Mecânica e um grupo menor. “Fomos desenvolvendo sistemas, melhorando em colaboração com o IFSC com outro tipo de respirador. Fizemos uma patente agora e saíram alguns ‘filhos’ disso. Há um sistema de controle de pressão para reduzir a oscilação do insuflamento que eu estou trabalhando, ainda é um resultado paralelo e o sistema de controle que a gente ainda está utilizando.”

Assim como muitos pesquisadores, o professor Saulo tem que conciliar as atividades de pesquisa com as atividades de ensino. A partir de agosto, quando as aulas recomeçaram em formato on-line, o professor precisou dividir seu foco. “Quando terminou essa questão do respirador e logo começaram as aulas, montei um estúdio aqui para gravar as aulas e também nesse tempo eu montei uma extensão do laboratório para continuar desenvolvendo os experimentos e equipamentos que eu trabalho para instrumentação”. 

A carga de trabalho, ele acredita, é intensa, “até mais do que antes”. “Tenho ido às vezes ao laboratório na Universidade para gravar aulas experimentais. Não sei se a qualidade chega ser igual [ao ensino] presencial, mas o esforço está sendo grande para tentar oferecer aos alunos a melhor maneira possível de continuar atividades de ensino e pesquisa”.

Covid-19: um ano de pandemia na UFSC

Um ano depois: trabalho marcado pela adaptação de rotinas e procedimentos
Um ano depois: transição para o ensino remoto exigiu superação de desafios e criatividade
Um ano depois: atividades e projetos de extensão alcançaram mais de 453 mil pessoas

Klay Silva, Luana Consoli, Thaís Martins / estagiárias da Agecom
Mayra Cajueiro Warren e Luís Carlos Ferrari / Agecom

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Um ano depois: trabalho marcado pela adaptação de rotinas e procedimentos

18/03/2021 22:06

Durante um ano de trabalho em ambiente totalmente diferente, os servidores da UFSC superaram dificuldades e empecilhos, adaptaram rotinas e relatam ter adquirido um grande aprendizado. Essa experiência é contada por alguns profissionais que precisaram permanecer em trabalho presencial – num campus quase vazio – e também por servidores que migraram suas atividades para o modo remoto.

Mariah Luz Lisboa (Foto: Acervo pessoal)

O Hospital Universitário, um dos locais que tratam pacientes de Covid-19, é local de pesquisa, de ensino e de extensão. Mariáh Luz Lisboa é responsável técnica pelo Núcleo de Odontologia Hospitalar. Cirurgiã-dentista formada pela UFSC, trabalha no HU desde 2014 no suporte odontológico de pacientes oncológicos e de transplantes de fígado. Ela coordena uma equipe de cinco dentistas, dois técnicos de saúde bucal e quatro residentes do Programa de Residência Integrada e Multiprofissional em Saúde. 

No início da pandemia trabalhou presencialmente no HU e relata que sentiu dificuldades e inseguranças com as rotinas presenciais em meio à pandemia. Não poderiam deixar os pacientes sem assistência, portanto alteraram suas rotinas e fizeram mudanças no local de atendimento. Em novembro, Mariah descobriu que estava grávida, por isso passou a trabalhar apenas com questões administrativas e desde 31 de dezembro trabalha desde sua casa. 

Ela relata que se sente segura em poder trabalhar de casa: “por estar grávida e ver todo o agravamento da pandemia, agradeço à Universidade por me proporcionar a experiência de poder trabalhar em casa nesse momento tão delicado da minha vida. Mas ao mesmo tempo, fui treinada para ser cirurgiã dentista e trabalhar com os pacientes e esse contato com eles e meus colegas me faz muita falta”.

>> Equipe da Odonto, na luta contra Covid, deixa mensagem de otimismo para os colegas do HU

Amadurecimento

Mariana Lanzoni Campos é fisioterapeuta e atua na UTI geral e Covid-19, no HU. Este último ano, para ela, significou conviver com o medo de ser contaminada e contaminar pessoas amadas. “Apesar disso, sabia da minha missão e o medo foi se transformando em força e garra para cumprir o juramento que fiz como fisioterapeuta. Nossa equipe sempre foi muito unida e o apoio mútuo foi primordial”. 

Mariana Lanzoni Campos (Foto: Acervo Pessoal)

A equipe segue buscando conhecimento, adaptando-se à nova realidade de estudos e reuniões. “O hospital mudou, os ambientes foram modificados, adaptados, foram treinamentos de como se paramentar, de procedimentos e novos profissionais. O atendimento ao paciente ficou diferente, tivemos que aprender a sorrir, acalmar e dar ânimo com os olhos, já que é a única parte que o paciente consegue ver”. 

Ela relata ter aprendido o valor da união, a necessidade de se cuidar para poder cuidar do próximo. “A pressão foi e continua sendo enorme, estamos sim cansados, mas a luta não pode acabar. Esse último ano foi de amadurecimento, de buscar realizações em pequenos acontecimentos do dia a dia, de encontrar a solidariedade daqueles que perderam alguém, de se alegrar ao ver um paciente voltar pra casa, de ter empatia e união das formas que estão ao nosso alcance, juntos, mesmo que distantes”.

>> Levantamento mostra desempenho da UTI Covid do HU acima da média nacional

Vanessa Amadeo, secretária executiva do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), diz que a sua rotina de trabalho foi bastante alterada, mas consegue ver aspectos positivos na nova forma de trabalho.

“O trabalho na UFSC é muito diferente em cada setor, porém uma coisa é certa: sempre estivemos muito presentes! Por se tratar de uma instituição de ensino, tínhamos a circulação de muitas pessoas durante todo o dia, e por isso uma coisa fundamental era sempre estarmos disponíveis para tirar dúvidas, auxiliar, orientar, e tudo isso enquanto fazíamos o nosso trabalho administrativo. Eu atuo na secretaria administrativa do CCE, e por ser um local central, muitas pessoas chegavam até nós encaminhadas por outros setores, e nós sempre tentávamos resolver da melhor forma. Com a pandemia e o trabalho remoto nós perdemos totalmente a possibilidade de auxiliar as pessoas presencialmente e de forma rápida”.

Vanessa Amadeo (Foto: Arquivo Pessoal)

“No meu caso especificamente, o trabalho remoto facilitou de certa forma a demanda administrativa, por poder trabalhar em casa sem as interrupções do dia a dia na UFSC, porém da mesma forma é tudo mais difícil sem ter o fácil acesso aos setores e às pessoas. Também é tudo mais difícil quando você depende exclusivamente da tecnologia para executar o seu trabalho. Se a internet cai, atrasa tudo. Se o sistema de assinatura digital sai do ar, os processos ficam parados.”

“Existe também a questão de ter filhos em casa e ter que adequar toda a rotina a uma realidade diferente. Penso que as mães sofreram muito com essa mudança brusca, pois somos muito cobradas para continuar exercendo um trabalho de qualidade, ao mesmo tempo em que temos que dar conta da educação e da saúde emocional dos filhos”. 

“Eu acredito que o trabalho remoto pode ser uma experiência muito eficaz tanto na questão do bem-estar dos funcionários quanto na questão da economia de recursos públicos. O problema é que não estávamos preparados para isso ano passado. Porém agora, após um ano de pandemia, tenho plena convicção que o trabalho remoto em setores específicos da UFSC (administrativos) está mais do que comprovado que funciona e que pode ser uma alternativa excelente para economia e bem-estar, quando tivermos vacina para toda a população e a possibilidade de escolher somente entre trabalho presencial ou remoto, sem precisar pensar se estamos colocando a vida da família em risco, ou quantas pessoas mais precisarão perder a vida para que sejam tomadas providências eficientes de combate à pandemia”.

A UFSC também esteve próxima à sociedade nas inúmeras ações para levar informação qualificada sobre saúde à população. Seja em entrevistas concedidas à imprensa, em respostas à pandemia que leva milhares de vidas todos os dias, seja em ações de enfrentamento, como a UFSC Araranguá desenvolve desde março de 2020.

Proximidade

Leandro Oliveira (Foto: Acervo Pessoal)

A Secretaria de Segurança Institucional (SSI) da UFSC tem como missão manter seguro o patrimônio e as pessoas que utilizam os campi. Seu trabalho é essencialmente presencial, e a equipe conta com servidores da UFSC e funcionários terceirizados. Houve, durante o último ano, diagnósticos de Covid-19 na equipe, além de dificuldades como as que muitos enfrentaram durante a pandemia.

Além do trabalho diário, 24 horas por dia da equipe, a SSI se envolveu em ações de solidariedade, distribuição de alimentos na Moradia Estudantil e na Maloca (moradia de estudantes indígenas), entrega de equipamentos para aulas on-line, e hoje está envolvida diretamente nas ações de vacinação e testagem com a Prefeitura de Florianópolis, no campus da UFSC. 

O secretário, Leandro Oliveira, conta que sente falta do contato com as pessoas. “Tínhamos uma proximidade com os alunos, servidores e a comunidade externa. Sentimos falta do sorriso, do ‘bom dia’ daqueles que, sobretudo, passavam em frente à sede do nosso setor todas as manhãs. Sinto falta do contato pessoal, do corre-corre de algumas ocorrências, mas a vida segue e vamos superar essa fase ruim, a tempestade vai passar”. 

A UFSC, para Leandro, é como se fosse sua segunda casa. “Entrei em 1994 com 21 anos de idade, estou aqui há 27 anos. Aqui aprendi muito sobre a vida, tive a oportunidade de me graduar, me especializei e fiz meu mestrado, amo o que faço e sempre estarei à disposição para ajudar a manter esta ‘casa’, segura, um ambiente livre para pessoas que querem absorver e dissipar conhecimento. Amo meu trabalho e tenho um sentimento de gratidão pela instituição, pelos colegas e pelas pessoas que passaram por mim neste período”.

Os setores administrativos que tiveram que adaptar sua forma de trabalhar foram unânimes em relatar que a pandemia mudou muito a forma de se relacionar como equipe, procedimentos, e a execução dos processos. Na Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp) uma das principais mudanças foi transformar todos os processos que antes precisavam ser tramitados fisicamente em processos 100% digitais. A relação entre os colegas e o atendimento aos servidores da UFSC também mudou. “Percebemos que mudaram os processos de interação, tem muito mais ansiedade por respostas, de receber retorno. Um ano depois, notamos que nasceu uma outra relação, que é a da confiança. A Prodegesp vai dar retorno, ela está ali, está atenta”, salienta a pró-reitora Carla Dutra Búrigo.

Posse de novos servidores passou a ser cerimônia on-line (Foto: Divulgação)

Atualmente, os processos de estágio probatório, as solicitações feitas à Prodegesp de progressão na carreira, a posse de novos servidores são todos realizados on-line. Já o Departamento de Atenção à Saúde (DAS/Prodegesp) desenvolve presencialmente a perícia médica e também o atendimento às necessidades dos setores com trabalho também presencial. 

“Foi um ano de muitos desafios, e de mudança de cultura, de crescimento da confiança no profissional que está movendo a UFSC. Isso só foi possível com muita conversa, com cada servidor fazendo parte dos processos de decisão”, ressalta Carla. A Diretora do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP/Prodegesp), Eliete Warquen, destaca o comprometimento da equipe em, por exemplo, digitalizar mais de 400 processos de estágio probatório. “Trabalhar assim era algo que a gente nunca imaginava. Mudamos nossa visão, nos colocamos na proatividade, na ousadia… estávamos tateando, era tudo novo, e foi muito positivo poder sair da caixinha e pensar em outras possibilidades pro nosso trabalho”.

Adversidades

O Departamento de Compras da Pró-Reitoria de Administração (DCOM/Proad) passou por um processo semelhante. O diretor, Guilherme Krause Alves, lembra que foi um desafio migrar tudo para o teletrabalho, mas organização e boa comunicação possibilitaram que a UFSC participasse de processos de compras emergenciais para a prevenção e combate à pandemia, além de seguir os processos corriqueiros. Esse trabalho proporcionou, em 2020, uma economia de mais de R$ 9,4 milhões com a otimização dos processos licitatórios. Observaram, ainda, que três dos quatro indicadores do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Universidade sob sua responsabilidade foram mantidos dentro das metas estabelecidas, apesar de todas as dificuldades. 

Equipe do Departamento de Compras em reunião virtual (Foto: Divulgação)

“Não houve sequer um dia de suspensão do atendimento do DCOM. A necessidade do teletrabalho afastou fisicamente uma equipe coesa que possui um entrosamento que se, por um lado, facilitou a transição para outro modo de trabalho, por outro fez com que muitos sentissem falta do convívio com os colegas e da estrutura física”. A carga de trabalho aumentou, e sobrecarrega a equipe. “Diversos impactos negativos que ficaram evidentes e que não puderam ser evitados, ainda que a equipe do DCOM tenha enfrentado a todas as adversidades de forma persistente e determinada, com espírito de coleguismo e defendendo nossa instituição. Estamos todos com saúde e seguimos firmes, mas apreensivos com as fragilidades que a deficiência estrutural nos impõe, que se ressalta ainda mais em situações como a que estamos passando”, pontua.

Nesses 12 meses, além de muito trabalho, a UFSC também foi solidária. Um dos inúmeros exemplos, foi a arrecadação de recursos para apoiar, com itens alimentícios e de limpeza, famílias carentes do município de Curitibanos. Servidores do campus da UFSC doaram centenas de cestas básicas, com o apoio da Prefeitura Municipal. Outras medidas buscaram aliviar as dificuldades das famílias do Colégio de Aplicação e do Núcleo de Desenvolvimento Infantil. E ainda hoje, iniciativas como a Comissão de Ações Solidárias do Centro Socioeconômico busca ajudar.

Adaptação

A Biblioteca Universitária (BU) foi um do setores da UFSC que rapidamente se adaptou ao novo cenário. Assim que a Universidade anunciou a suspensão das atividades presenciais e o regime de teletrabalho, a equipe começou a planejar adaptações para o atendimento remoto e organizou a escala de atendimento presencial para situações que não podem ser feitas a distância.

Gleide Bitencourte J. Ordovás (Foto: acervo pessoal)

“Organizamos tudo para manter o máximo de serviços possíveis. Então, continuamos ofertando capacitações e acertando o acervo da melhor forma possível, organizando tudo o que tínhamos para oferecer virtualmente para auxiliar os usuários”, disse a servidora técnico-administrativa Gleide Bitencourte J. Ordovás ao assumir o cargo de diretora da BU, no início de setembro de 2020.

Neste momento, a BU está com os atendimentos presenciais suspensos por 15 dias, até 28 de março, devido ao agravamento da pandemia. Até então, vinha mantendo serviços presenciais de caráter emergencial, tais como devolução de livros, por agendamento, somente para situações urgentes: negativa de débito para trancamento de matrícula, desligamento da UFSC, formatura, concurso público e aposentadoria. Os empréstimos de livros, apenas para professores, também eram feitos por agendamento.

Todos os demais serviços da BU foram transferidos para o modo remoto desde março de 2020. “A gente continua dando capacitação , fazendo o atendimento ao usuário de várias formas: chat, Portal de Atendimento Institucional, e-mails”, destaca Gleide. As orientações e informações sobre todos os serviços oferecidos pela BU durante a suspensão das atividades presenciais estão reunidas em uma página do Portal.  “A gente tem feito lives, cursos síncronos e assíncronos no nosso canal do Youtube.  Temos feito curadoria de conteúdo, tanto da Covid-19 como de outras formas, para auxiliar os alunos a encontrar os conteúdos que precisam”, conta Gleide.

Lives

A comunicação e os eventos, que também passaram a ser via meios digitais, precisaram da aquisição de novos conhecimentos, e que os setores desenvolvessem habilidades para poder realizar reuniões e também transmitir conhecimento via internet, por meio das lives. A UFSC formou, em 2020, 230 estudantes de graduação, referentes ao semestre 2020.1, e na pós-graduação, as defesas de teses e dissertações também aconteceram via Internet, muitas vezes transmitidas pelo YouTube. A UFSC formou 937 mestres, 110 mestres profissionais e 539 doutores. As especializações e residências graduaram 1.222 pessoas.

Larissa Nunes (Foto: Acervo Pessoal)

Transmitir eventos e formaturas via Internet demandou de Larissa Nunes, administradora no setor de Comunicação e Eventos na UFSC Joinville, um pouco de jogo de cintura e muito profissionalismo, dela e de sua colega de equipe Mariane Duarte. “Já tínhamos alguns projetos em andamento e muita coisa legal planejada ao longo do ano. A primeira reação foi de frustração por ter que adiar ou cancelar várias atividades. Passado esse choque inicial, percebemos que era necessário adaptar nossos planos e criar novas formas de interação com estudantes e demais públicos”, relata.

“Começamos então a aprender como fazer transmissões ao vivo no YouTube, a usar programas de edição de vídeos, a divulgar essas lives de forma eficaz, a entender o que geraria interesse do público, etc. Algumas ações deram certo, outras nem tanto, mas seguimos aprendendo e nos adaptando. Fizemos cerca de 15 lives de assuntos gerais ligados ao Campus, nove colações de grau on-line (duas oficiais e sete antecipadas), além da Sepex”. 

Ela salienta que é difícil trazer para o meio virtual toda a emoção e solenidade das formaturas tradicionais. “Tentamos fazer o melhor possível. De fato, sinto falta da interação com colegas, estudantes e demais públicos, e espero que possamos em um futuro breve combinar o melhor dos eventos presenciais com o que aprendemos sobre eventos virtuais”, planeja.

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Klay Silva, Luana Consoli, Thaís Martins / estagiárias da Agecom
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Covid-19: um ano de pandemia na UFSC

18/03/2021 21:43

A decisão foi tomada em um domingo à tarde. A Administração Central da UFSC, no dia 15 de março de 2020, assessorada por especialistas, buscou evitar que, no dia seguinte, milhares de pessoas se deslocassem até os cinco campi da Universidade. Dias antes já havia suspendido formaturas, solenidades e eventos. Começava assim um processo que já dura um ano. Uma nova realidade para mais de 47 mil pessoas que, do dia para a noite, deixaram de conviver presencialmente. 

Primeiro suspenderam-se as aulas presenciais. Assim, os quase 40 mil alunos deixaram de ir à Universidade logo no dia seguinte, 16 de março. Em seguida, os técnicos-administrativos em Educação e os professores transferiram suas atividades de trabalho para o ambiente de suas casas. Todos com as mesmas atribuições, mesma carga horária e mesmas responsabilidades, em um novo ambiente. Ninguém parou. Aos poucos, as cidades decretaram suas restrições, e instalou-se uma nova espera. Quando poderíamos voltar?

Um ano depois, não há resposta para essa pergunta. Enquanto isso, as equipes da UFSC se dividem entre aqueles que trabalham de suas casas e aqueles que ainda se deslocam para os campi para fazerem a segurança, a pesquisa, o atendimento no Hospital Universitário e outros serviços que são feitos presencialmente.

“Um ano atrás, a UFSC decidiu, corajosamente, adotar medidas de distanciamento com um único propósito: preservar vidas! Fomos chamados de precipitados, recebemos críticas, diziam que era cedo para suspender atividades. A doença, contudo, revelou que estávamos no caminho certo! Mais do que isso: passado um ano, estamos em situação muito mais grave. Milhões de pessoas contraíram a Covid-19, e as mortes se multiplicam em escala assustadora. Desde o início, faltou um plano nacional de enfrentamento à pandemia. Estados e municípios, empresas públicas e privadas, cidadãos e cidadãs ficaram perdidos. Nossa maior aliada, desde o início, foi a Ciência! E nós, na Universidade Federal, sempre deixamos claro que a Ciência foi nossa principal orientação. Nunca paramos de trabalhar, mas tivemos que alterar profundamente nossa rotina”, escreveu o reitor Ubaldo Cesar Balthazar em uma nota publicada na última terça-feira, dia 9.

As profundas alterações no nosso cotidiano afetaram todas as atividades da UFSC. Mudou a forma de gerir e disseminar a cultura e arte, as atividades desportivas, as relações internacionais, as atividades ligadas à inovação, e, principalmente o ensino, a pesquisa, a extensão e a gestão universitária.

Nesta reportagem especial, leia relatos, depoimentos, e dados dos últimos 12 meses de isolamento social, de cuidado e respeito à vida. Mergulhe nas histórias da UFSC durante a pandemia nas matérias abaixo:

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