UFSC investiga como medicamentos chegam em regiões remotas da Amazônia

30/01/2026 11:39

Seu João é um morador ribeirinho que vive em uma comunidade isolada no coração do Amazonas. Com dor, tem uma única forma de acessar medicamentos para tratá-las: navegar por uma hora, se tiver sorte, ou por mais do que isso a depender das condições do clima e geográficas do dia.

A comunidade em que João vive não tem farmácias, como tantas outras na mesma região. Um flutuante comercial vende analgésicos junto com açúcar e farinha, mas no dia em que ele precisava, havia apenas xarope. Na unidade de saúde mais próxima, um Agente Comunitário de Saúde lhe informou que não havia remédios na unidade: a seca dificultou o abastecimento.

A história de Seu João é uma metáfora das tantas realidades que a pesquisa de doutorado de Genize Kaoany Alves Vasconcelos no Programa de Pós Graduação em Assistência Farmacêutica da Universidade Federal de Santa Catarina encontrou pelo caminho. Em um programa interinstitucional, ela navegou águas de uma região distante da UFSC para entender as complexidades do acesso à medicação em dezoito municípios do Amazonas.

 

A pesquisa investiga regiões cercadas de águas (Foto: Divulgação)

As barreiras da realidade geográfica regional podem ser um limitador da equidade no acesso à saúde. “O modelo atual é um pouco rígido e acaba não considerando muitas vezes a geografia das nossas águas, os banzeiros, que a gente fala que são as ondas. Ele não consegue se moldar a esse movimento”, comenta a pesquisadora.

De acordo com o estudo, a Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF) é adequada à terra firme. Isso faz, por exemplo, com que características sazonais de territórios cercados por águas não sejam considerados em sua especificidade. Além disso, o modelo não prevê recursos para os altos custos logísticos da região. O transporte de insulina, por exemplo, pode exigir 26 horas de barco sob temperaturas de 40ºC.

Essas particularidades fazem com que os próprios profissionais envolvidos com a assistência tenham que criar mecanismos para chegar à população. Foi assim que Genize conheceu e descreveu aquelas que chama de “cunhãs” , mulheres que representam 73,3% da força de trabalho nessa área. Ao utilizar o termo indígena que significa mulher, o estudo registra que 89,3% são amazonenses e 69,3% do interior do estado.

“As cunhãs, na nossa pesquisa, são farmacêuticas que atuam na rede pública de saúde, na maioria das vezes não são estatutárias, são contratadas. E são mulheres que nasceram na terra onde trabalham. São mulheres que fizeram ensino médio na sua na sua cidade natal, onde nasceram, foram para a capital, pagaram pelo curso superior, se formaram, se tornaram farmacêuticas e voltaram paro seu lar”.

De acordo com Genize, o que se consegue ver é o papel dessa mulher que cria redes de apoio e que também sustenta o sistema de saúde na atenção primária. “Essas profissionais também atuam em uma jornada que envolve subir, descer barrancos e também a responsabilidade de gerir estoques em locais onde o próximo barco e suprimento podem demorar semanas para chegar. Então elas são as garantidoras do acesso à ponta”, comenta.

Diferentes postos de saúde fizeram parte do estudo

Para Genize, o resultado da pesquisa que mais chama atenção está relacionado à força dos profissionais de saúde e das redes informais que a ausência do estado ou que a dificuldade logística geram. “Esses profissionais fazem com que a assistência à saúde ou medicamento chegue a essa população, fazendo às vezes muito mais do que a sua atribuição”, comenta.

Navegar é parte da logística para levar assistência farmacêutica a regiões amazônicas

Segundo ela, uma das experiências que mais se destacam é a atuação dos agentes comunitários de saúde. “Eles levam mensalmente caixinhas de medicamentos com um analgésico, um antiinflamatório, um expectorante, um material para curativo”, comenta. Isso porque, nas comunidades distantes, que muitas vezes exigem três dias de viagem de barcos para se chegar à sede do município, o acesso em caso de urgência e emergência é dificultado.

“Foi muito muito presente isso na maioria dos municípios, a presença da atuação, por exemplo, do agente comunitário, mas também em outros municípios nós tivemos profissionais carregando a sua comida, os medicamentos, água. O médico, o enfermeiro em cima de uma caçamba para ir até um ponto de acesso”.

O estudo abrangeu 18 municípios que representam nove regionais de saúde do estado, incluindo sempre o município-polo e o de menor IDHM de cada região. A coleta de dados em campo foi planejada para coincidir com a estação chuvosa para garantir navegabilidade e o acesso às comunidades ribeirinhas mais isoladas. No total, a avaliação teve a participação de 780 pessoas (378 profissionais e 402 usuários) e a visita a 136 estabelecimentos de saúde.

Documentário 

Os estudos da UFSC sobre o tema deram origem ao documentário AmazôniAF – Assistência Farmacêutica na Amazônia, resultado direto da pesquisa Acesso à medicamentos na Amazônia: influência do fator amazônico sobre a assistência farmacêutica, desenvolvido pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com financiamento das fundações de pesquisa do Amazonas, Pará e Santa Catarina e do CNPQ.

O documentário retrata como se dá o acesso aos medicamentos pelas pessoas que moram no interior do Amazonas e Pará. Na UFSC, é coordenado pela professora Mareni Rocha Farias, que conta que a orientação da tese de Genize foi uma das etapas iniciais do processo junto ao Amazônia+10, uma proposta organizada pelo Conselho Nacional de Fundações de Amparo à Pesquisa Estaduais com a participação de Fundações Estaduais, entre elas a Fapesc.

O objetivo era apoiar pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico em instituições de ensino e pesquisa e em empresas sobre os problemas da Amazônia para um desenvolvimento sustentável e inclusivo da região. As propostas deveriam envolver pelo menos pesquisadores de três estados, sendo que um deles deveria ser obrigatoriamente da Região Amazônica.

Amanda Miranda | amanda.souza.miranda@ufsc.br
Jornalista | Agecom| UFSC

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UFSC divulga 3ª chamada do Vestibular, 4ª chamada de Educação do Campo e 2º remanejamento

30/01/2026 09:49

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou a terceira chamada do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 (Edital 06/2026/DAE/PROGRAD/UFSC), a quarta chamada do Vestibular Educação do Campo UFSC/IFC 2026 (Edital 04/2026/DAE/PROGRAD/UFSC) e o segundo remanejamento do Vestibular UFSC/IFSC/IFC 2026 (Edital 05/2026/DAE/PROGRAD/UFSC).

Os candidatos convocados nos Editais nº 04 e 06/2026/DAE/PROGRAD/UFSC deverão realizar obrigatoriamente de forma online a solicitação de matrícula, acessando o site do Sistema de Matrícula no período de 29 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026. Veja mais orientações na página do DAE.

Os candidatos relacionados no edital de remanejamento poderão obter, a partir de 5 de fevereiro, o atestado com a nova matrícula e grade de horários, por meio do Sistema de Matrícula, por solicitação via e-mail à Coordenadoria do Curso ou de forma presencial, na Coordenadoria do Curso. Os candidatos que optaram pelo remanejamento no ato da solicitação de matrícula precisam, obrigatoriamente, iniciar as aulas no primeiro semestre letivo, sob pena de perda da vaga.

Tags: matrículaQuarta chamada do Vestibular Educação do Campo UFSC/IFC 2026Remanejamento do Vestibular UFSC/IFSC/IFC 2026Segundo remanejamento do Vestibular UFSC/IFSC/IFC 2026semestre 2026-1Terceira chamada do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026UFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVertibular Educação do Campo UFSC/IFC 2026Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026

UFSC lidera pesquisa pioneira sobre repercussões da cirurgia de redesignação em mulheres trans

29/01/2026 09:45

Um estudo pioneiro, de abrangência nacional, liderado por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está mapeando as repercussões da cirurgia de redesignação sexual (CRS) em mulheres trans brasileiras. O projeto Redesignadas envolve a parceria entre o Laboratório de Pesquisas, Tecnologias e Inovação em Enfermagem Psiquiátrica, Atenção Psicossocial e Transgeneridades (MentalTrans), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e o Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas (Inamur).

O estudo entrevistou 144 mulheres trans que passaram pelo processo de transgenitalização (conjunto de procedimentos médico-cirúrgicos que visam alinhar o corpo com a identidade de gênero da pessoa trans), com o objetivo de compreender as repercussões da cirurgia na saúde mental e física dessas mulheres. A coleta de dados foi feita por meio de questionários socioeconômicos, entrevistas individuais e grupos focais em cada região do Brasil, ao longo das diferentes etapas do estudo.
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Tags: cirurgia de redesignação sexualdia da visibilidade transInamurInstituto Nacional de Mulheres RedesignadasLaboratório de Pesquisas Tecnologias e Inovação em Enfermagem Psiquiátrica Atenção Psicossocial e TransgeneridadesMentalTranspessoas transPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemProjeto RedesignadasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarinavisibilidade trans

UFSC consolida políticas institucionais que visam acesso, permanência e visibilidade de pessoas trans

29/01/2026 08:32

O Dia Nacional da Visibilidade das Pessoas Trans e Travestis, celebrado neste 29 de janeiro, ganha em 2026 um contorno histórico na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): neste ano, ocorre o ingresso do primeiro grupo de estudantes selecionados pelas cotas para pessoas trans na instituição. Trata-se de um marco que materializa décadas de reivindicações dessa população e consolida a instituição como referência na implementação de políticas de ações afirmativas no Brasil, além de reafirmar o compromisso da UFSC com uma Universidade cada dia mais diversa.

A política de cotas para pessoas trans está fundamentada na Política Institucional de Inclusão de Pessoas Trans (Resolução Normativa 181/CUn/2023), aprovada pelo Conselho Universitário em agosto de 2023, após vários meses de discussões no grupo de trabalho formado para essa finalidade. O GT, na época coordenado pela então Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD), envolveu mais de 40 participantes na elaboração da minuta do documento aprovado pelo CUn. A discussão foi precedida e atravessada pela intensa mobilização de estudantes e coletivos trans dentro da Universidade.

A Política abrange a inclusão de pessoas trans nos espaços institucionais da UFSC de forma estruturante, com reserva de vagas em concursos públicos e processos seletivos, acesso prioritário à assistência estudantil e adequação da infraestrutura institucional para garantir a permanência desse público de estudantes. Nos cursos de graduação e pós-graduação, são reservadas 2% das vagas, o que inclui editais de transferências e retornos. Já os concursos públicos passam a ter reserva de 1% das vagas.

A estrutura administrativa da Universidade também foi modificada em favor da implementação de políticas de inclusão de pessoas trans com a transformação da SAAD em Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), em julho de 2022. Pautada no princípio da equidade, a Proafe tem por objetivo desenvolver políticas e ações institucionais, pedagógicas e acadêmicas de promoção das ações afirmativas na Universidade, referentes ao ensino na educação básica, graduação, pós-graduação, pesquisa, extensão, contratação de pessoal e gestão institucional, de modo transversal e em articulação com as demais estruturas universitárias. O recorte inclusivo voltado à população trans fica a cargo da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN), espaço institucional de acolhimento, orientação e atendimento às pessoas trans.

Um histórico de resistência e conquistas

A trajetória institucional da UFSC no campo da diversidade não é recente, mas foi acelerada pela mobilização de coletivos e movimentos sociais. Um marco importante é a Resolução Normativa 18/CUn/2012, que assegura o uso do nome social em registros acadêmicos. Outro instrumento normativo de relevo é a Resolução Normativa 199/CUn/2024, que aprimorou o processo de validação das autodeclarações, garantindo segurança jurídica e ética às políticas de cotas.

Outra frente de apoio à inclusão das pessoas trans é a realização de ações com foco no combate à violência simbólica e física. A instituição mantém uma campanha educativa que reafirma o compromisso da Universidade em combater todas as formas de violência e preconceito. Em 2023, foi lançado ainda o Guia de Prevenção e Enfrentamento à Transfobia, que oferece um glossário inclusivo e orientações sobre como proceder em casos de discriminação.

Desde 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a transfobia é crime no Brasil, equiparada à injúria racial. Na UFSC, qualquer ocorrência deve ser denunciada via Plataforma Fala.BR (Ouvidoria). Fora da instituição, as autoridades orientam o uso do Disque 100 ou canais diretos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Sobre o Dia Nacional da Visibilidade de Pessoas Trans

A data de 29 de janeiro remete à ocupação histórica do Congresso Nacional por lideranças trans e travestis, em 2004, acontecimento que conferiu visibilidade inédita às pautas dessa população no âmbito estatal. No mesmo ano, a campanha “Travesti e Respeito” foi lançada em 2004 pelo Ministério da Saúde em articulação com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais. Hoje, o debate migra para as salas de aula e laboratórios de pesquisa. Ao abrir as portas para pessoas trans e travestis como sujeitos de direitos e produtoras de saber, a UFSC não apenas corrige uma desigualdade histórica, mas enriquece o ambiente acadêmico com novas perspectivas de mundo.

Tags: CDGENCoordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênerocotascotas para pessoas transDia Nacional da Visibilidade das Pessoas Trans e Travestisinclusão de pessoas transinclusão e permanência para pessoas transpessoas transPró-Reitoria de Ações Afirmativas e EquidadePROAFEUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC abre inscrições para processo seletivo especial por histórico escolar

28/01/2026 11:05

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), abre nesta quarta-feira (28 de janeiro) as inscrições para o Processo Seletivo Especial por Histórico Escolar UFSC 2026-1, destinado ao preenchimento de vagas remanescentes de cursos de graduação da instituição oriundas do Vestibular Unificado 2026 e do Vestibular Letras-Libras 2026.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet, de 28 de janeiro a 3 de fevereiro de 2026, até as 23h59min, no site vestibular2026.ufsc.br/historico. Podem participar candidatos que já tenham concluído o Ensino Médio (ou curso equivalente). O processo seletivo é válido somente para ingresso no primeiro semestre de 2026.

A seleção será feita por meio da análise do histórico escolar do Ensino Médio, considerando a média das notas do último ano cursado. Para cursos semestrais, serão consideradas as notas dos dois últimos semestres. Os candidatos que concluíram o Ensino Médio pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) terão as notas convertidas para a base decimal, conforme critérios do edital. No ato da inscrição, o candidato deverá informar as notas e anexar o histórico escolar e o comprovante de conclusão do Ensino Médio.

A Confirmação de Inscrição, com a Nota Final utilizada para classificação, será disponibilizada a partir de 9 de fevereiro de 2026, quando também será divulgada a lista de inscrições indeferidas.

A relação dos candidatos classificados será divulgada até 13 de fevereiro de 2026, no site do processo seletivo. Os candidatos classificados deverão realizar a matrícula conforme portaria específica, a ser publicada pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd) e pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe). O não cumprimento dos prazos implicará a perda da vaga.

O processo seletivo contempla vagas destinadas ao Programa de Ações Afirmativas (PAA), conforme a legislação vigente, para estudantes de escolas públicas ou em escolas comunitárias que atuam no âmbito da educação do campo conveniadas com o poder público, com critérios de renda, raça/cor, pertencimento quilombola e pessoas com deficiência. Os candidatos classificados nessas categorias passarão por procedimentos de validação no ato da matrícula.

A relação de cursos e vagas está disponível no Quadro Geral de Cursos e Vagas, anexo ao edital. Em cursos sem vagas imediatas, será formado cadastro de reserva, sem garantia de convocação.

Processo Seletivo Especial por Histórico Escolar UFSC 2026-1

Principais datas:
Inscrições: 28/01 a 03/02/2026
Confirmação de inscrição e nota final: a partir de 09/02/2026
Resultado final: até 13/02/2026

Tags: processo seletivoProcesso Seletivo Especial por Histórico EscolarUFSCUniversidade Federal de Santa Catarinavagas remanescentes

UFSC inaugura laboratórios MultiLab e consolida Rede Catarinense de Robótica Avançada

28/01/2026 10:37

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inaugura, nos dias 19 e 20 de fevereiro, os laboratórios MultiLab que compõem a nova Rede Catarinense de Laboratórios de Robótica Avançada (RCRobótica). As cerimônias marcam a abertura oficial de três polos distribuídos pelo Estado e colocam em destaque a infraestrutura multiusuária da UFSC dedicada à pesquisa e à inovação em robótica.

Agenda de inaugurações

  • 19 de fevereiro, 10h – Joinville: Polo de Robótica Móvel Subaquática
  • 19 de fevereiro, 14h30 – Blumenau: Polo de Robótica Móvel Terrestre e Aérea
  • 20 de fevereiro, 10h – Florianópolis: Polo de Robótica Industrial

Os MultiLabs da UFSC foram viabilizados com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por meio do Programa MultiLab SC, e integram oficialmente a RCRobótica — uma rede voltada à pesquisa avançada e multidisciplinar em robótica industrial e móvel. A inauguração reunirá autoridades, pesquisadores, estudantes e representantes do setor produtivo.
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Tags: FapescGabinete da Reitoriagoverno do EstadoPrograma MultiLab SCRCRobóticaRede Catarinense de Laboratórios de Robótica AvançadaUFSC

Resultado do edital de Reopção do Vestibular Unificado 2026 já está disponível

22/01/2026 10:01

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e o Instituto Federal Catarinense (IFC), por meio da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), divulgam nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, o resultado do Edital de Reopção do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026. Todas as informações estão disponíveis no site oficial do processo seletivo.

O processo de reopção teve como objetivo o preenchimento de 2.279 vagas remanescentes em cursos das três instituições. A classificação foi realizada por curso e por categoria, em ordem decrescente da Nota Final do Vestibular Unificado 2026.

Os candidatos classificados devem ficar atentos aos prazos, normas e procedimentos de matrícula, que serão divulgados em editais específicos de cada instituição. A Coperve reforça que os participantes do processo de reopção permanecem na lista de espera do curso originalmente escolhido no Vestibular Unificado 2026. Caso sejam convocados posteriormente no curso do vestibular, será possível cancelar a matrícula da reopção e efetuar a nova matrícula, conforme os procedimentos institucionais.

A Coperve salienta que as chamadas posteriores da UFSC, como: 1º Remanejamento do Vestibular UFSC/IFSC/IFC 2026; 2ª Chamada do Vestibular UFSC/IFSC/IFC 2026 e 3ª Chamada do Vestibular Educação do Campo UFSC/IFC 2026 também já estão disponíveis e devem ser acompanhadas no site do Departamento de Administração Escolar (DAE).

Acesse o resultado do edital de Reopção no site oficial do processo seletivo.

Acompanhe as chamadas dos processos seletivos da UFSC aqui.

Tags: Edital de ReopçãoIFCIFSCreopção de cursoVestibular UFSC/IFSC/IFC 2026Vestibular Unificado 2026YFSC

Demolição dos Blocos Modulados marca início da reurbanização de área do campus da Trindade

22/01/2026 09:12

Os estudantes que retornarem ao campus da Trindade da UFSC no dia 9 de março, para o início do primeiro semestre letivo de 2026, vão se deparar com um novo cenário no terreno aos fundos do Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Os Blocos Modulados, cujos corredores eram conhecidos popularmente como “Labirinto”, foram demolidos e abriram espaço para a urbanização da área. Futuramente, o local poderá servir também como área de expansão da universidade, abrigando novas edificações.

O trabalho de demolição dos Blocos Modulados está em fase de conclusão. O contrato firmado com a empresa Conquistar Serviços e Construção Ltda engloba a demolição de 17 construções (totalizando 8.168 metros quadrados), reforma da edificação onde está instalado o Núcleo de Estudos do Mar (Nemar) e urbanização de uma área de 18 mil metros quadrados.
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Tags: Blocos ModuladosCCBCCECentro de Estudos Básicos (CEB)CFMdemoliçãoexpansãopasseiosrotas segurasUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaUrbanização

Abertas inscrições para 1.943 vagas na UFSC por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU)

20/01/2026 12:40

Estão abertas, até 23 de janeiro, as inscrições para ingresso na UFSC por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Neste ano, a UFSC oferece 1.943 vagas em 101 cursos de graduação, para ingresso no primeiro e no segundo semestre de 2026. As inscrições e as divulgações de resultados são feitas diretamente no site do SiSU.

Nesta segunda-feira, 19 de janeiro, também encerra o prazo de inscrição do Edital de Reopção para vagas remanescentes do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026, por meio do qual a UFSC disponibilizou 2.279 vagas em dezenas de cursos. Neste edital, as inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet, até as 23h59, no site oficial: vestibularunificado2026.ufsc.br/reopcao.

Os candidatos poderão se inscrever no SiSU utilizando os resultados obtidos nas edições de 2023, 2024 e 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O próprio sistema vai considerar as notas obtidas na edição do Enem que resultar na melhor pontuação final para o curso escolhido.

No Termo de Adesão da UFSC ao SiSU de 2026, os candidatos encontram informação sobre o número de vagas (inclusive das destinadas às Políticas de Ações Afirmativas) e também os pesos e notas mínimas estabelecidas pela instituição na prova do Enem para cada um dos cursos participantes. Os resultados da seleção pelo SiSU devem ser divulgados no dia 29 de janeiro, quando começam as inscrições para as listas de espera.

No site da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) UFSC para seleção do SiSU estão disponíveis as informações importantes sobre o processo seletivo, além de um vídeo tutorial “Como se inscrever no SiSU 2026” e um link para o Guia de Cursos da UFSC.

Links úteis:

* Edital SiSU UFSC 2026: https://sisu2026.ufsc.br/files/2025/12/edital-sisu-2026.pdf

* Tabelas de pesos e pontos de corte (notas mínimas): https://sisu2026.ufsc.br/files/2025/12/SISU-2026-ANEXO-3.pdf

* Quantitativo geral de vagas e ingresso por semestre: https://sisu2026.ufsc.br/files/2025/12/SISU-2026-ANEXO-1-e-2.pdf

 

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Pós-graduação da UFSC amplia conceitos de excelência em avaliação nacional

16/01/2026 09:40

Foto: Henrique Almeida

Os programas de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina se destacaram pela qualidade e nível de excelência na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), um rigoroso processo que afere a produção intelectual das 50 áreas de avaliação, com a indicação dos destaques de cada programa de pós-graduação (PPG), além de análises qualitativas e quantitativas e de indicadores.

A UFSC aumentou para 29 programas com nota máxima – dois a mais do que no último ciclo. Destes, sete constam como conceito de excelência: Ciência e Engenharia de Materiais, Educação Física, Engenharia Ambiental, Engenharia de Alimentos, Engenharia Química, Filosofia e Química. Outros 22 obtiveram a nota 6, um marco de qualidade para os programas.

Para a professora Débora Oliveira, pró-reitora de Pós-Graduação, trata-se de um marco para a UFSC.  “No conjunto dos 89 programas avaliados, os dados evidenciam a robustez, a diversidade e a trajetória ascendente da pós-graduação da UFSC”, comenta. “Destaca-se que 33% dos PPGs alcançaram as notas 6 e 7, patamares que caracterizam excelência internacional, reafirmando a projeção da UFSC no cenário científico global. Outros 25% dos programas obtiveram nota 5, consolidando-se como referências de excelência nacional em suas respectivas áreas”, pontua.

Outro destaque foram os programas que elevaram seu conceito: um total de 23,5%. Dentre eles, sete subiram para o nível de excelência: Agroecossistemas, Ciência da Computação, Ecologia, Física, Interdisciplinar em Ciências Humanas, Matemática Pura e Aplicada e Serviço Social.

Resultado relevante para o Estado

A pró-reitora também reforça a importância do crescimento dos programas que subiram para o segmento 4, a partir do qual já é possível construir projetos para cursos de doutorado. “Eles passaram a representar 36% dos PPGs da UFSC, frente a apenas 12% na avaliação anterior. Esse avanço não apenas reflete o amadurecimento acadêmico e científico desses programas, como também os qualifica para a submissão de propostas de cursos de doutorado, ampliando de forma estratégica a formação avançada de recursos humanos na instituição”.

Para Débora, um ponto a ser destacado é que a maior parte desses PPGs nota 4 corresponde a programas relativamente novos e localizados nos demais campi da UFSC, sendo um resultado relevante também para o Estado de Santa Catarina. “Esses resultados traduzem o impacto positivo das políticas institucionais de interiorização, redução de assimetrias e fortalecimento da pós-graduação em diferentes regiões do estado”.

A Avaliação Quadrienal é uma política pública de Estado. O sistema de avaliação, coordenado pela CAPES, serve como uma ferramenta de supervisão para garantir a qualidade da pós-graduação brasileira desde 1976. O processo é conduzido com análise dos pares, debate sobre os critérios e atualização dos mesmos pela comunidade acadêmico-científica a cada ciclo.

“Os resultados preliminares da Avaliação Quadrienal 2021–2024 sinalizam que a UFSC segue avançando de forma sólida, inclusiva e estratégica, reafirmando seu compromisso com a excelência acadêmica e com o desenvolvimento científico, tecnológico e social do país”, sintetiza Débora.

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Pesquisadores da UFSC contribuem para consenso inédito sobre diagnóstico da lipodistrofia

14/01/2026 08:32

Um grupo de 15 especialistas da Rede Brasileira para o Estudo das Lipodistrofias (Brazlipo), entre os quais três professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um consenso inédito focado no diagnóstico e tratamento da lipodistrofia parcial familiar (FPLD), doença rara que afeta a distribuição de gordura no corpo e o metabolismo. O artigo, publicado no periódico Diabetology & Metabolic Syndrome, propõe critérios clínicos e laboratoriais adaptados à diversidade étnica da população brasileira, visando facilitar o diagnóstico preciso.

Professores Alexandre Hohl, Simone van de Sande Lee e Marcelo Ronsoni representam o HU-UFSC na rede nacional de estudo da lipodistrofia e participaram da elaboração do consenso diagnóstico. Foto: Divulgação

O professor Alexandre Hohl, que atua na área de Endocrinologia e Metabologia no Departamento de Clínica Médica da UFSC e é um dos autores do estudo, ao lado dos também professores Marcelo Ronsoni e Simone van de Sande Lee, explica que a lipodistrofia é um grupo raro de doenças que provoca a perda de gordura em áreas específicas do corpo onde essa gordura deveria estar. “Não é ‘magreza’ simples, mas sim uma perda patológica do tecido adiposo subcutâneo, que faz com que a gordura passe a se acumular em locais errados, como fígado, músculo, pâncreas e coração. Isso leva a um grau muito intenso de resistência à insulina, triglicérides muito elevados, esteatose hepática e maior risco de pancreatite e doença cardiovascular”, esclarece.
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Pesquisa da UFSC desenvolve tecnologias para controle de espécie invasora de coral

09/01/2026 12:02

Pesquisadores desenvolveram equipamentos para remoção mecânica dos corais. Foto: Marcelo Schuler Crivellaro/ PACS Arvoredo.

Um grupo de pesquisadores liderado por dois professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um projeto de pesquisa para monitoramento e controle da proliferação de uma espécie exótica de coral na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio Arvoredo). O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Coral-Sol na Rebio Arvoredo e Entorno (PACS Arvoredo) proporcionou o desenvolvimento de técnicas e ferramentas de manejo do coral-sol (Tubastraea coccinea), espécie invasora que pode prejudicar a biodiversidade de ecossistemas marinhos no Brasil. Atualmente, o grupo está elaborando um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação (UC) federais que enfrentam o problema de espécies invasoras de coral.

A reserva biológica marinha do Arvoredo, localizada entre Florianópolis e Bombinhas (SC), abrange uma área de 17.600 de hectares de superfície e abriga as Ilhas do Arvoredo, Galé, Deserta e Calhau de São Pedro, áreas marinhas biodiversas, espécies ameaçadas, remanescentes de Mata Atlântica e sítios arqueológicos, além de ser fundamental para a reprodução de peixes e a manutenção dos estoques pesqueiros. Na Rebio Arvoredo, essa ameaça é mais preocupante. “A unidade de conservação abriga ecossistemas únicos, como os recifes submarinos, além de uma diversidade biológica que sustenta elevada produtividade pesqueira no entorno. Qualquer desequilíbrio nesse sistema pode gerar impactos ambientais e socioeconômicos significativos”, afirma a pesquisadora Bárbara Segal, do Departamento de Ecologia e Zoologia (CCB), coordenadora da pesquisa junto com o professor Andrea Piga, do Departamento de Engenharia da Mobilidade (CTC Joinville).

O coral-sol é uma espécie originária do Indo-Pacífico e chegou ao Brasil por volta da década de 1980, provavelmente transportado em cascos de navios e plataformas de petróleo. Desde então, vem se espalhando ao longo da costa brasileira. Na Rebio Arvoredo, as primeiras ocorrências foram constatadas em 2012. Ao dominar o ambiente recifal, ele reduz o espaço disponível para espécies nativas, alterando a estrutura dos ecossistemas e causando perda de biodiversidade marinha brasileira, explica a professora Bárbara. “Estamos trabalhando no monitoramento das áreas controladas e na detecção precoce da invasão em áreas em que o coral ainda não foi visto. Além disso, está sendo elaborado, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação Federais (UCs) que enfrentam o mesmo problema”.
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UFSC modifica áreas externas para recuperar espaços degradados e proteger águas e nascentes

06/01/2026 12:10

Equipes da Prefeitura Universitária fizeram o primeiro cercamento nesta terça-feira, 6 de janeiro. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Para melhorar a preservação ambiental do Campus Trindade, o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD-TRI) começou a ser executado nesta terça-feira, 6 de janeiro. Equipes da Prefeitura Universitária (PU) fecharam parte do estacionamento em frente à Editora da UFSC e atrás do Restaurante Universitário (RU). 

O processo de cercamento da área de preservação demarcada está no projeto executivo, elaborado pela Coordenadoria de Planejamento do Espaço Físico do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (COPLAN/ DPAE) em conjunto com a Coordenadoria de Gestão Ambiental (CGA), vinculada ao Gabinete da Reitoria. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações, divididas em quatro eixos, voltadas a restaurar a qualidade das águas e das áreas de preservação permanente das nascentes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Segundo a COPLAN/DPAE e a CGA, o PRAD-TRI surgiu com o intuito de reverter o quadro atual. A intenção do projeto é adequar o campus às exigências da legislação ambiental vigente e promover a recuperação do território sustentável. O plano prevê que outras áreas sejam alteradas, dentre elas parte do estacionamento do Hospital Universitário (HU), parte da área externa do curso de Arquitetura e ao redor das piscinas do Centro de Desportos (CDS).

Implantado em 1960, na Bacia Hidrográfica do Itacorubi, em Florianópolis, o Campus Trindade da UFSC se desenvolveu com o crescimento da instituição. Com a expansão de seu entorno urbano, os cursos d’água que adentram esse território tiveram um processo de intervenção humana. Conforme estudos da COPLAN/DPAE, essa ação provocou efeito sobre a vegetação nativa e o equilíbrio hidrológico da área. Ao mesmo tempo, parte das margens e áreas verdes do campus foi ocupada por obras civis, como o sistema viário, edificações e estacionamentos.
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Especial 65 anos: RU, que surgiu de iniciativa dos estudantes, nasceu quase junto com a UFSC

19/12/2025 12:57

A hora do almoço se aproxima e a fila ganha forma, os aromas se espalham pelo ambiente. Dentro do salão, os profissionais começam a servir os alimentos preparados desde cedo. É mais um dia movimentado no Restaurante Universitário (RU) do campus Trindade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O RU da UFSC surgiu da iniciativa dos estudantes, que no início dos anos 1960 administravam a Cantina Universitária, localizada na Rua Álvaro de Carvalho, no Centro de Florianópolis. Em 1965, a cantina passou para gestão da Universidade, que transferiu o refeitório para as instalações da Escola Industrial, na Avenida Mauro Ramos, atualmente uma unidade do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Veja a galeria de fotos históricas ao final desta matéria.

A primeira refeição sob gestão da Universidade foi o jantar servido em 17 de setembro de 1965, sendo esta considerada a data oficial de inauguração. Assim, enquanto a UFSC faz 65 anos em 2025, o RU completa suas seis décadas de instalação oficial.

Embora já constasse do projeto inicial da Cidade Universitária no então distante bairro da Trindade, que começou a ser implantado em 1960, a construção de um prédio para abrigar o Restaurante Universitário da UFSC iniciou apenas em 1969 – no mesmo local onde hoje funciona o RU – e a inauguração ocorreu em 1970.

 

Construção do RU. Foto: Acervo/Agecom/UFSC

“Hoje eu vou comer no RU”
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Especial 65 anos: motivos pelos quais a UFSC é orgulho catarinense e patrimônio nacional

18/12/2025 12:11

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está completando 65 anos de fundação nesta quinta-feira, 18 de dezembro. Nesse tempo todo, há motivos de sobra para considerar a UFSC como uma das mais importantes universidades do país, listada em diferentes rankings nacionais e internacionais.

O impacto da UFSC ultrapassa as fronteiras do estado, alcançando reconhecimento em âmbito nacional. Com excelência em ensino, pesquisa e extensão, a instituição tornou-se um bem coletivo do povo brasileiro, um verdadeiro patrimônio público que preserva e promove o conhecimento, a diversidade, a inclusão e o desenvolvimento sustentável.

Para saber mais sobre a história da UFSC, acompanhe a linha do tempo no site especial.

A seguir, listamos razões pelas quais somos motivo de orgulho para Santa Catarina e patrimônio nacional, mote da celebração de aniversário.

Fora da concha, nos pratos de todo Brasil: as ostras que chegam a sua mesa, onde quer que você esteja no território nacional, provavelmente vieram do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC, em Florianópolis. Isso porque o LMM é pioneiro na área e o responsável por quase 100% da produção de ostras do Estado, e Santa Catarina é o principal produtor de ostras, vieiras e mexilhões do Brasil. Por ser referência, o LLM lidera uma rede internacional de pesquisa e monitoramento da saúde das ostras. Patrimônio nacional e influência internacional.
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Site ‘Acolhe UFSC’ visa promover a saúde mental e aliviar o sofrimento psíquico na Universidade

18/12/2025 11:26

O Comitê Intersetorial Permanente de Atenção Psicossocial e Promoção de Saúde (CIPAPP) lançou nesta quinta-feira, 18 de dezembro, o site Acolhe UFSC com o objetivo de promover saúde mental na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O site foi planejado e construído coletivamente no âmbito deste comitê, que integra a Política de Saúde Mental, Atenção Psicossocial e Promoção de Saúde, vinculada ao Gabinete da Reitoria.

O Acolhe UFSC disponibiliza informações sobre saúde mental, com serviços internos e externos à Universidade. Em cada campi, os serviços são direcionados a diferentes públicos: estudantes de graduação e pós-graduação, estudantes da educação básica, servidores; e diferentes categorias de trabalhos: acolhimento a sujeitos em sofrimento psíquico, urgência e emergência (UPAs e hospitais), psicoterapias, CAPS e UBS, assistência estudantil, acolhimento a vítimas de violências, apoio pedagógico, arte, esporte, rodas de conversa temáticas, coletivos e espaços de convivência. O site apresenta também um guia para situações de crise e uma linha do tempo dos trabalhos em saúde mental desenvolvidos na UFSC.  

“Embora seja fundamental a existência de instâncias específicas voltadas ao acolhimento de sujeitos em sofrimento e para a promoção de saúde mental, destacamos a importância da implicação de toda a comunidade universitária para que a UFSC se configure como um espaço de escuta, diálogo, de multiplicidade, com processos pedagógicos que potencializem o aprendizado e não produzam violências. A promoção de saúde mental diz respeito à sustentação do projeto de universidade e formação que queremos”, afirma Lucas Emmanoel, coordenador do CIPAPP.
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Centro Tecnológico da UFSC celebra 65 anos; referência em formação, pesquisa e inovação

17/12/2025 17:35

Evento nesta quarta-feira comemorou os 65 anos do Centro Tecnológico da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

A memória institucional e o reconhecimento de contribuições individuais e coletivas foram a tônica dos 65 anos do Centro Tecnológico (CTC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), celebrados nesta quarta-feira, 17 de dezembro. A história do CTC – indissociável da própria trajetória da UFSC, que completa a mesma idade neste mês – espelha a evolução do ensino de engenharia e tecnologia no Brasil. A cerimônia começou às 10h, no Auditório Professor Luiz Antunes Teixeira, o “Teixeirão”, no campus Trindade, em Florianópolis, e foi prestigiada pelo reitor Irineu Manoel de Souza, pelo assessor do Gabinete Alexandre Verzani, pelo chefe de Gabinete Bernardo Meyer, professores, técnicos, estudantes, autoridades acadêmicas e entidades representativas.

O encontro foi marcado por homenagens a ex-diretores que lideraram o centro entre 1960 e 2024, bem como a docentes e técnicos-administrativos aposentados em 2025 – gerações que ajudaram a construir esta história. Ex-dirigentes e representantes de instituições parceiras fundamentais para o ecossistema de inovação catarinense também se manifestaram, entre elas a Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc), a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC).

Para o professor Júlio Zeremeta, um dos homenageados e que apresentou uma retrospectiva histórica, o legado é de crescimento sustentado e impacto amplo: a missão de docentes, técnicos e estudantes vem sendo cumprida e deve seguir em trajetória ascendente — uma “derivada positiva” de realizações acadêmicas, econômicas e sociais.

Trajetória e consolidação

Desde sua criação em 1960, o CTC firmou-se como uma das 15 unidades de ensino da UFSC e tornou-se referência nacional em formação, pesquisa e inovação. A infraestrutura atual traduz essa relevância: 10 departamentos, 15 cursos de graduação, 14 programas de mestrado e 12 de doutorado.
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UFSC 65 anos: linha do tempo resgata os principais acontecimentos da história da Universidade

17/12/2025 11:37

Quais foram as sete faculdades que já existiam em Florianópolis, em 1960, e que deram origem à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)? Qual foi o primeiro edifício a ser construído no campus sede, no bairro Trindade? Quando chegou o primeiro computador na UFSC? E quais os últimos acontecimentos que marcaram a Universidade em sua história recente? Todas essas questões são respondidas pela Linha do Tempo [1960-2025] do especial de 65 anos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Conheça o site especial de 65 anos da UFSC.

Linha do Tempo [1960-2025]:


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UFSC celebra 65 anos com arte e reconhecimento a trajetórias profissionais

15/12/2025 17:55

Sessão Solene de 65 anos da UFSC foi realizada nesta segunda-feira, 15 de dezembro. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Seis educadores e quatro técnicos-administrativos em Educação (TAEs) com destacadas trajetórias profissionais foram homenageados no aniversário de 65 anos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) [1960-2025]. A manhã desta segunda-feira, 15 de dezembro, foi de muita celebração, marcada por apresentações artísticas, sessão de fotos e reconhecimento institucional de dez histórias de vidas que se somam às mais altas dignidades universitárias: Professor Emérito, Técnico Emérito e Doutor Honoris Causa.

A data, a mais especial para a instituição, foi comemorada em tradicional sessão solene do Conselho Universitário (CUn), no Auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no campus Trindade, em Florianópolis. A solenidade foi transmitida ao vivo pelo canal do CUn no YouTube. O ponto alto da solenidade foi a concessão das dignidades universitárias, acompanhada do lançamento de vídeo em homenagem aos 65 anos, e por apresentações de sapateado e acrobacias.

O evento também foi cercado de formalidades e simbolismos: cerimonial, discursos, trajes protocolares e o uso da borla nas outorgas. Os conselheiros ingressaram no auditório conduzidos pelo reitor e presidente do CUn, Irineu Manoel de Souza, pela vice-reitora e vice-presidente, Joana Célia dos Passos, e pela secretária-geral dos Órgãos Deliberativos Centrais, Raquel Pinheiro, e ocuparam os assentos reservados nas três primeiras fileiras do centro.

Inicialmente, o reitor permaneceu na plateia, ao lado dos conselheiros, para assistir a dois vídeos: um comemorativo – que contou um pouco desta história de mais seis décadas que faz da UFSC, segundo o slogan “orgulho catarinense, patrimônio nacional” -; e outro de caráter institucional que evidenciou a estrutura física e de pessoas da quarta melhor universidade federal do país. Na sequência das exibições, o reitor foi convidado a compor a mesa de honra juntamente com a vice-reitora, a secretária-geral e o presidente do Conselho de Curadores, Edson Bazzo.

“Cumprimento os membros do Conselho Universitário e todas as pessoas aqui presentes e declaro aberta esta Sessão Solene do Conselho Universitário, em comemoração aos 65 anos da Universidade Federal de Santa Catarina e de outorga das dignidades universitárias aprovadas em 2025”, disse o reitor.

A sessão contou com a presença dos homenageados e seus familiares e amigos, membros do Gabinete da Reitoria, pró-reitores, secretários, diretores, chefes de departamento, coordenadores de curso, lideranças estudantis e sindicais, além de autoridades acadêmicas e da sociedade civil.

Reconhecimento Inédito

Pela primeira vez em sua história, a UFSC concedeu o título de Técnico-Administrativo Emérito — criado e aprovado pelo colegiado neste ano. A honraria pioneira foi entregue às irmãs Helena Olinda Dalri e Ângela Olinda Dalri, à Raquel Jorge Moysés e ao filho de José de Assis Filho (in memoriam).

Na outorga das medalhas e dos títulos, destacou-se a contribuição decisiva de cada homenageado à vida universitária. O reitor Irineu resumiu o espírito da cerimônia ao afirmar que cada reconhecimento distingue “os relevantes serviços prestados a esta instituição ao longo de uma trajetória profissional exemplar”.

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UFSC 65 anos: vídeo celebra trajetória da instituição que é orgulho catarinense e patrimônio nacional

15/12/2025 12:39

Como parte das celebrações de 65 anos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Agência de Comunicação da Secretaria de Comunicação (Agecom/Secom) lançou o vídeo comemorativo à data.

O audiovisual, de 2min21, foi apresentado ao público pela primeira vez no início da sessão solene do Conselho Universitário, que comemorou o aniversário da Universidade, nesta segunda-feira, 15 de dezembro, no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, campus Trindade, em Florianópolis.

Acompanhe também o site especial dos 65 anos da UFSC.

Assista ao vídeo comemorativo:

A sessão solene, com homenagens a quatro técnicos-administrativos em Educação (TAEs) e a seis educadores referências em suas áreas, transmissão ao vivo, através do canal do Conselho Universitário no YouTube.

 

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Pesquisadores da UFSC divulgam guia sobre saúde mental na universidade e políticas de cuidado

12/12/2025 12:54

Dois pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram de uma pesquisa multicêntrica sobre saúde mental que produziu o material: Um guia para o bem-viver na universidade: psicanálise, saúde mental e políticas de cuidado. Ana Lúcia Mandelli de Marsillac, do Departamento de Psicologia, e Lucas Emmanoel Cardoso de Oliveira, do  Serviço de Acolhimento a Vítimas de Violências da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (SEAVis/PROAFE) e membro do Comitê da Política de Saúde Mental da UFSC, integraram a pesquisa “Psicanálise e Saúde Mental na Universidade: políticas de vida, escuta e sobrevivência psíquica em tempos sombrios”.

Coordenada pelas professoras Rose Gurski (UFRGS), Luciana Gageiro Coutinho (UFF) e Miriam Debieux Rosa (USP), a pesquisa consiste em um projeto multicêntrico em desenvolvimento desde 2023 envolvendo onze universidades brasileiras, duas argentinas e uma francesa. Além do Guia, o
grupo também promoveu eventos, discussões e artigos sobre saúde mental na universidade.
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UFSC identifica mosquito transmissor da febre amarela silvestre pela primeira vez em SC

11/12/2025 08:57

Bióloga Sabrina Fernandes Cardoso durante coleta de espécimes para a pesquisa, em Braço do Norte. Foto: Divulgação

Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) confirmou a ocorrência do mosquito Haemagogus leucocelaenus, vetor da febre amarela silvestre, em áreas de mata de cinco municípios de Santa Catarina: Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Braço do Norte, São Martinho e Pedras Grandes. É o primeiro registro oficial da presença dessa espécie no Estado, o que contribui para reforçar a importância da imunização contra a febre amarela. Desde 2018, Santa Catarina é área de recomendação para vacinação contra a doença, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A febre amarela é uma doença viral infecciosa grave que pode evoluir rapidamente, se não for diagnosticada e tratada imediatamente. O vírus Flavivirus circula por dois ciclos de transmissão. No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos infectados – no caso, o mosquito Aedes aegypti, que também transmite outras doenças, como a dengue, a chikungunya e a zika. Já no ciclo silvestre, os transmissores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas de floresta e infectam principalmente os macacos.
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Na UFSC, Ministro da Educação visita obras e discute situação orçamentária

09/12/2025 10:37

Membros do Gabinete da Reitoria, pró-reitores, secretários, diretores de centros de ensino, servidores docentes e técnicos, parlamentares, representantes sindicais e estudantis receberam o ministro da Educação, Camilo Santana, em visita à UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

O ministro da Educação, Camilo Santana, cumprirá agenda na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nos dias 8 e 9 de dezembro, visitando os campi de Florianópolis e Blumenau. Na segunda-feira (8), por volta das 17h, chegou ao campus Trindade para acompanhar as obras do Centro de Ciências da Educação (CED). Antes dessa visita, participou da posse do reitor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Zízimo Moreira Filho, cerimônia que contou com a presença do reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, e outros representantes da instituição. Durante o trajeto de retorno ao campus da UFSC, o ministro e o reitor discutiram temas relacionados ao orçamento universitário.

Membros do Gabinete da Reitoria, pró-reitores, secretários, diretores de centros de ensino, servidores docentes e técnicos, parlamentares, representantes sindicais e estudantis, além de funcionários da Zala Engenharia Ltda (empresa responsável pela obra no CED) e terceirizados, aguardavam o ministro em uma tenda montada em frente ao centro e nos arredores. O público presente buscava registrar esse momento institucional ou mesmo se aproximar da autoridade para apresentar suas demandas.

“A obra será retomada e finalizada no ano que vem”, referindo-se ao CED, que teve início em 2023, e envolve uma reforma e adequação dos blocos (principalmente os Blocos A, C e D) para modernização, acessibilidade (com elevador, rampas e ampliação de sanitários) e integração física entre os prédios, além de revitalização do entorno com bicicletários e novo paisagismo, com o objetivo de criar um ambiente mais confortável e sustentável.

Entre os diversos pedidos, os estudantes entregaram uma carta de reivindicações. Após ouvir os relatos e solicitações do segmento, o ministro e sua comitiva dirigiram-se à moradia estudantil. Em determinado momento, Santana demonstrou compreensão quanto às cobranças dos alunos, ressaltando que é “importante a luta para melhorar as condições das nossas universidades” e que a instituição existe por causa deles. Da mesma forma, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (Sintufsc) conseguiram espaço para dialogar com o ministro e expor as pautas mais urgentes da categoria, como o projeto de lei que institui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). Segundo o sindicato, “o RSC foi uma conquista da última greve e representa um reconhecimento de saberes e experiências que vão além da titulação formal. No entanto, o projeto apresentado nesta quarta-feira (3/12) desconfigura o que havia sido trabalhado no âmbito da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira e traz uma série de limitações”.
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Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC: redação aborda desigualdade social; resultado deve sair em janeiro

07/12/2025 19:11

Nos segundo e último dia da aplicação das provas do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFSC 2026, os candidatos responderam questões de História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Física e Química, além de terem de escrever uma redação.

Para essa prova, os vestibulandos tiveram de escolher entre três propostas, tendo como inspiração trechos de livros, letra de música e dados de infográfico que tratavam do tema desigualdade social. O concurso foi aplicado em 24 cidades de Santa Catarina, no sábado e no domingo, 6 e 7 de dezembro. A divulgação da lista dos candidatos classificados em primeira chamada está prevista para o final da primeira quinzena de janeiro de 2026 no site oficial.

Candidatos tiveram de escolher entre três propostas textuais para a redação. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Para elaborar a redação, os vestibulandos tinham de optar ou por escrever um manifesto, posicionando-se sobre as desigualdades sociais brasileiras, assinando simbolicamente (sem nome real) como representante da classe favorecida ou da classe desfavorecida; ou por escrever uma crônica sobre a desigualdade social; ou, ainda, por produzir uma carta para si mesmo no futuro, para ser lida no ano de 2030, provavelmente quando o candidato já teria se graduado – essa carta teria de ter propostas para uma sociedade menos desigual.

Letra de música

Os textos para que os candidatos se inspirassem traziam trechos das obras literárias do programa de estudo do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026; uma ilustração com dados da desigualdade social no país e a letra da música Xibom Bombom, da banda As meninas. Os vestibulandos tiveram de produzir um texto de, no máximo, 30 linhas, sem assinatura ou identificação.
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Pesquisadora da UFSC aprova projeto de R$699 mil para monitorar regeneração na Amazônia

05/12/2025 09:03

A professora da Universidade Federal de Santa Catarina Ana Catarina Jakovac foi uma das nove cientistas contempladas no país com recursos do edital Centro de Síntese em Biodiversidade, o SinBiose. A pesquisa liderada pela professora alcançou a terceira colocação entre 146 propostas. Os recursos de R$699 mil possibilitam que a equipe dê continuidade a um projeto sobre regeneração de florestas.

O edital no qual a pesquisa da UFSC foi contemplada tem o objetivo de apoiar projetos que  sintetizem o conhecimento científico para aplicação em políticas públicas. Catarina propõe uma continuidade do Regenera-Amazônia, que criou indicadores para monitorar a regeneração natural de florestas na Amazônia.

“O objetivo principal desta continuidade da síntese é quantificar a previsibilidade e a estabilidade das trajetórias sucessionais na Amazônia e identificar os principais fatores que as determinam, a fim de estimar a incerteza da regeneração natural em diferentes contextos sócio-ecológicos”, explica a professora.

A sucessão ecológica é um processo de mudanças em atributos do ecossistema, como diversidade, composição de espécies e estrutura da vegetação, ao longo do tempo, após uma perturbação. Ela é descrita como um processo direcional, mas pode seguir trajetórias de maior ou menor sucesso. Isso gera incertezas sobre o processo de restauração, riscos de investimento econômico e de esforço.

Estudo vai envolver universidades do país, do exterior e instituições ligadas ao meio ambiente

O estudo tem um viés aplicado. A proposta é, em conjunto com gestores e tomadores de decisão, abordar três questões com relevância direta para as políticas públicas de restauração. A ideia é entender qual é a chance de sucesso da regeneração natural em diferentes contextos socioecológicos, monitorar se a regeneração natural restrita aos estágios iniciais é suficiente para predizer a restauração ecológica efetiva ao longo do tempo e classificar os estágios sucessionais na Amazônia.

Faz parte da pesquisa, ainda, a proposta de  formalização da rede e do banco de dados Regenara-Amazônia como um repositório estruturado de dados e uma plataforma de disseminação de informações sobre a biodiversidade associada à regeneração natural no bioma amazônico.

O projeto terá colaboração com cinco instituições de pesquisa brasileiras e três universidades internacionais, além de contar com a participação de órgãos públicos como Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Regenera-Amazônia

No Regenera-Amazônia, uma equipe de cientistas compilou o maior conjunto de dados de florestas secundárias, reunindo 450 parcelas de florestas secundárias em terra-firme distribuídas em 24 localidades na Amazônia Brasileira  e cobrindo idades de 1 a 70 anos. Cerca de 88% das parcelas têm menos de 30 anos e apenas 13% (59 parcelas) representam florestas com entre 1 e 5 anos de idade. Agora, a proposta é agregar novas parcelas, principalmente de regiões sub-representadas da Amazônia.

Os indicadores ecológicos e valores de referência para avaliar a efetividade da regeneração natural como forma de restaurar florestas na Amazônia foram divulgados pelo grupo em 2024, em uma publicação na Communications Earth & Environment, do grupo Nature.

O estudo representa uma ponte importante entre a ciência, as práticas de restauração ecológica e a implementação das políticas públicas de recuperação da vegetação nativa no Brasil. “Projetos de síntese científica com apoio, que integram gestores públicos, como este, são essenciais para a definição de melhores políticas públicas e para informar a tomada de decisão”, explicou a professora, em reportagem veiculada no portal do CNPq.

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