UFSC divulga programa de disciplinas com a lista de obras literárias para o Vestibular 2027

04/02/2026 13:18

Estudantes interessados em ingressar em cursos de graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) já podem começar a se preparar para o Vestibular 2027 da instituição, cujas provas serão realizadas nos dias 5 e 6 de dezembro de 2026. A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) divulgou os programas das disciplinas com a lista das obras literárias que serão abordadas no processo seletivo, cujas inscrições devem iniciar no mês de agosto.

No programa das disciplinas, constam os aspectos valorizados na elaboração das provas e também as capacidades, habilidades e competências esperadas dos candidatos em cada uma das disciplinas do Vestibular. Há também informações sobre o conteúdo programático e bibliografia sugerida para estudo em algumas das áreas de conhecimento.

A lista de obras literárias utilizada nas provas de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira inclui seis livros e um álbum musical: O livro “Primeiro de abril: narrativas da cadeia”, de Salim Miguel, está disponível em e-book gratuito, publicado pela Editora da UFSC. Novamente, a música faz parte do programa do Vestibular da UFSC, desta vez com o álbum “Secos e Molhados”, disco de 1973 da banda Secos e Molhados, disponível no YouTube.

Estão na lista também as obras “Vésperas”, de Adriana Lunardi; “O irmão alemão”, de Chico Buarque; “Eu sou Macuxi e outras histórias”, de Julie Dorrico; “Clara dos Anjos”, de Lima Barreto (em domínio público); e “A paixão segundo G. H.”, de Clarice Lispector.

O presidente da Coperve, professor Marcos Baltar, afirma que as obras literárias são divulgadas no início do ano para dar tempo aos estudantes de acesso e leitura dos livros com tranquilidade. Ao elaborar a lista, a coordenadoria pedagógica da Coperve faz uma sondagem com as editoras para assegurar que os livros estejam em circulação durante o ano e acessíveis aos candidatos.

Mais informações no site da Coperve.

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UFSC lidera pesquisa pioneira sobre repercussões da cirurgia de redesignação em mulheres trans

29/01/2026 09:45

Um estudo pioneiro, de abrangência nacional, liderado por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está mapeando as repercussões da cirurgia de redesignação sexual (CRS) em mulheres trans brasileiras. O projeto Redesignadas envolve a parceria entre o Laboratório de Pesquisas, Tecnologias e Inovação em Enfermagem Psiquiátrica, Atenção Psicossocial e Transgeneridades (MentalTrans), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e o Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas (Inamur).

O estudo entrevistou 144 mulheres trans que passaram pelo processo de transgenitalização (conjunto de procedimentos médico-cirúrgicos que visam alinhar o corpo com a identidade de gênero da pessoa trans), com o objetivo de compreender as repercussões da cirurgia na saúde mental e física dessas mulheres. A coleta de dados foi feita por meio de questionários socioeconômicos, entrevistas individuais e grupos focais em cada região do Brasil, ao longo das diferentes etapas do estudo.
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UFSC consolida políticas institucionais que visam acesso, permanência e visibilidade de pessoas trans

29/01/2026 08:32

O Dia Nacional da Visibilidade das Pessoas Trans e Travestis, celebrado neste 29 de janeiro, ganha em 2026 um contorno histórico na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): neste ano, ocorre o ingresso do primeiro grupo de estudantes selecionados pelas cotas para pessoas trans na instituição. Trata-se de um marco que materializa décadas de reivindicações dessa população e consolida a instituição como referência na implementação de políticas de ações afirmativas no Brasil, além de reafirmar o compromisso da UFSC com uma Universidade cada dia mais diversa.

A política de cotas para pessoas trans está fundamentada na Política Institucional de Inclusão de Pessoas Trans (Resolução Normativa 181/CUn/2023), aprovada pelo Conselho Universitário em agosto de 2023, após vários meses de discussões no grupo de trabalho formado para essa finalidade. O GT, na época coordenado pela então Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD), envolveu mais de 40 participantes na elaboração da minuta do documento aprovado pelo CUn. A discussão foi precedida e atravessada pela intensa mobilização de estudantes e coletivos trans dentro da Universidade.

A Política abrange a inclusão de pessoas trans nos espaços institucionais da UFSC de forma estruturante, com reserva de vagas em concursos públicos e processos seletivos, acesso prioritário à assistência estudantil e adequação da infraestrutura institucional para garantir a permanência desse público de estudantes. Nos cursos de graduação e pós-graduação, são reservadas 2% das vagas, o que inclui editais de transferências e retornos. Já os concursos públicos passam a ter reserva de 1% das vagas.

A estrutura administrativa da Universidade também foi modificada em favor da implementação de políticas de inclusão de pessoas trans com a transformação da SAAD em Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), em julho de 2022. Pautada no princípio da equidade, a Proafe tem por objetivo desenvolver políticas e ações institucionais, pedagógicas e acadêmicas de promoção das ações afirmativas na Universidade, referentes ao ensino na educação básica, graduação, pós-graduação, pesquisa, extensão, contratação de pessoal e gestão institucional, de modo transversal e em articulação com as demais estruturas universitárias. O recorte inclusivo voltado à população trans fica a cargo da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN), espaço institucional de acolhimento, orientação e atendimento às pessoas trans.

Um histórico de resistência e conquistas

A trajetória institucional da UFSC no campo da diversidade não é recente, mas foi acelerada pela mobilização de coletivos e movimentos sociais. Um marco importante é a Resolução Normativa 18/CUn/2012, que assegura o uso do nome social em registros acadêmicos. Outro instrumento normativo de relevo é a Resolução Normativa 199/CUn/2024, que aprimorou o processo de validação das autodeclarações, garantindo segurança jurídica e ética às políticas de cotas.

Outra frente de apoio à inclusão das pessoas trans é a realização de ações com foco no combate à violência simbólica e física. A instituição mantém uma campanha educativa que reafirma o compromisso da Universidade em combater todas as formas de violência e preconceito. Em 2023, foi lançado ainda o Guia de Prevenção e Enfrentamento à Transfobia, que oferece um glossário inclusivo e orientações sobre como proceder em casos de discriminação.

Desde 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a transfobia é crime no Brasil, equiparada à injúria racial. Na UFSC, qualquer ocorrência deve ser denunciada via Plataforma Fala.BR (Ouvidoria). Fora da instituição, as autoridades orientam o uso do Disque 100 ou canais diretos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Sobre o Dia Nacional da Visibilidade de Pessoas Trans

A data de 29 de janeiro remete à ocupação histórica do Congresso Nacional por lideranças trans e travestis, em 2004, acontecimento que conferiu visibilidade inédita às pautas dessa população no âmbito estatal. No mesmo ano, a campanha “Travesti e Respeito” foi lançada em 2004 pelo Ministério da Saúde em articulação com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais. Hoje, o debate migra para as salas de aula e laboratórios de pesquisa. Ao abrir as portas para pessoas trans e travestis como sujeitos de direitos e produtoras de saber, a UFSC não apenas corrige uma desigualdade histórica, mas enriquece o ambiente acadêmico com novas perspectivas de mundo.

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Pós-graduação da UFSC amplia conceitos de excelência em avaliação nacional

16/01/2026 09:40

Foto: Henrique Almeida

Os programas de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina se destacaram pela qualidade e nível de excelência na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), um rigoroso processo que afere a produção intelectual das 50 áreas de avaliação, com a indicação dos destaques de cada programa de pós-graduação (PPG), além de análises qualitativas e quantitativas e de indicadores.

A UFSC aumentou para 29 programas com nota máxima – dois a mais do que no último ciclo. Destes, sete constam como conceito de excelência: Ciência e Engenharia de Materiais, Educação Física, Engenharia Ambiental, Engenharia de Alimentos, Engenharia Química, Filosofia e Química. Outros 22 obtiveram a nota 6, um marco de qualidade para os programas.

Para a professora Débora Oliveira, pró-reitora de Pós-Graduação, trata-se de um marco para a UFSC.  “No conjunto dos 89 programas avaliados, os dados evidenciam a robustez, a diversidade e a trajetória ascendente da pós-graduação da UFSC”, comenta. “Destaca-se que 33% dos PPGs alcançaram as notas 6 e 7, patamares que caracterizam excelência internacional, reafirmando a projeção da UFSC no cenário científico global. Outros 25% dos programas obtiveram nota 5, consolidando-se como referências de excelência nacional em suas respectivas áreas”, pontua.

Outro destaque foram os programas que elevaram seu conceito: um total de 23,5%. Dentre eles, sete subiram para o nível de excelência: Agroecossistemas, Ciência da Computação, Ecologia, Física, Interdisciplinar em Ciências Humanas, Matemática Pura e Aplicada e Serviço Social.

Resultado relevante para o Estado

A pró-reitora também reforça a importância do crescimento dos programas que subiram para o segmento 4, a partir do qual já é possível construir projetos para cursos de doutorado. “Eles passaram a representar 36% dos PPGs da UFSC, frente a apenas 12% na avaliação anterior. Esse avanço não apenas reflete o amadurecimento acadêmico e científico desses programas, como também os qualifica para a submissão de propostas de cursos de doutorado, ampliando de forma estratégica a formação avançada de recursos humanos na instituição”.

Para Débora, um ponto a ser destacado é que a maior parte desses PPGs nota 4 corresponde a programas relativamente novos e localizados nos demais campi da UFSC, sendo um resultado relevante também para o Estado de Santa Catarina. “Esses resultados traduzem o impacto positivo das políticas institucionais de interiorização, redução de assimetrias e fortalecimento da pós-graduação em diferentes regiões do estado”.

A Avaliação Quadrienal é uma política pública de Estado. O sistema de avaliação, coordenado pela CAPES, serve como uma ferramenta de supervisão para garantir a qualidade da pós-graduação brasileira desde 1976. O processo é conduzido com análise dos pares, debate sobre os critérios e atualização dos mesmos pela comunidade acadêmico-científica a cada ciclo.

“Os resultados preliminares da Avaliação Quadrienal 2021–2024 sinalizam que a UFSC segue avançando de forma sólida, inclusiva e estratégica, reafirmando seu compromisso com a excelência acadêmica e com o desenvolvimento científico, tecnológico e social do país”, sintetiza Débora.

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Pesquisadores da UFSC contribuem para consenso inédito sobre diagnóstico da lipodistrofia

14/01/2026 08:32

Um grupo de 15 especialistas da Rede Brasileira para o Estudo das Lipodistrofias (Brazlipo), entre os quais três professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um consenso inédito focado no diagnóstico e tratamento da lipodistrofia parcial familiar (FPLD), doença rara que afeta a distribuição de gordura no corpo e o metabolismo. O artigo, publicado no periódico Diabetology & Metabolic Syndrome, propõe critérios clínicos e laboratoriais adaptados à diversidade étnica da população brasileira, visando facilitar o diagnóstico preciso.

Professores Alexandre Hohl, Simone van de Sande Lee e Marcelo Ronsoni representam o HU-UFSC na rede nacional de estudo da lipodistrofia e participaram da elaboração do consenso diagnóstico. Foto: Divulgação

O professor Alexandre Hohl, que atua na área de Endocrinologia e Metabologia no Departamento de Clínica Médica da UFSC e é um dos autores do estudo, ao lado dos também professores Marcelo Ronsoni e Simone van de Sande Lee, explica que a lipodistrofia é um grupo raro de doenças que provoca a perda de gordura em áreas específicas do corpo onde essa gordura deveria estar. “Não é ‘magreza’ simples, mas sim uma perda patológica do tecido adiposo subcutâneo, que faz com que a gordura passe a se acumular em locais errados, como fígado, músculo, pâncreas e coração. Isso leva a um grau muito intenso de resistência à insulina, triglicérides muito elevados, esteatose hepática e maior risco de pancreatite e doença cardiovascular”, esclarece.
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Pesquisa da UFSC desenvolve tecnologias para controle de espécie invasora de coral

09/01/2026 12:02

Pesquisadores desenvolveram equipamentos para remoção mecânica dos corais. Foto: Marcelo Schuler Crivellaro/ PACS Arvoredo.

Um grupo de pesquisadores liderado por dois professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um projeto de pesquisa para monitoramento e controle da proliferação de uma espécie exótica de coral na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio Arvoredo). O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Coral-Sol na Rebio Arvoredo e Entorno (PACS Arvoredo) proporcionou o desenvolvimento de técnicas e ferramentas de manejo do coral-sol (Tubastraea coccinea), espécie invasora que pode prejudicar a biodiversidade de ecossistemas marinhos no Brasil. Atualmente, o grupo está elaborando um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação (UC) federais que enfrentam o problema de espécies invasoras de coral.

A reserva biológica marinha do Arvoredo, localizada entre Florianópolis e Bombinhas (SC), abrange uma área de 17.600 de hectares de superfície e abriga as Ilhas do Arvoredo, Galé, Deserta e Calhau de São Pedro, áreas marinhas biodiversas, espécies ameaçadas, remanescentes de Mata Atlântica e sítios arqueológicos, além de ser fundamental para a reprodução de peixes e a manutenção dos estoques pesqueiros. Na Rebio Arvoredo, essa ameaça é mais preocupante. “A unidade de conservação abriga ecossistemas únicos, como os recifes submarinos, além de uma diversidade biológica que sustenta elevada produtividade pesqueira no entorno. Qualquer desequilíbrio nesse sistema pode gerar impactos ambientais e socioeconômicos significativos”, afirma a pesquisadora Bárbara Segal, do Departamento de Ecologia e Zoologia (CCB), coordenadora da pesquisa junto com o professor Andrea Piga, do Departamento de Engenharia da Mobilidade (CTC Joinville).

O coral-sol é uma espécie originária do Indo-Pacífico e chegou ao Brasil por volta da década de 1980, provavelmente transportado em cascos de navios e plataformas de petróleo. Desde então, vem se espalhando ao longo da costa brasileira. Na Rebio Arvoredo, as primeiras ocorrências foram constatadas em 2012. Ao dominar o ambiente recifal, ele reduz o espaço disponível para espécies nativas, alterando a estrutura dos ecossistemas e causando perda de biodiversidade marinha brasileira, explica a professora Bárbara. “Estamos trabalhando no monitoramento das áreas controladas e na detecção precoce da invasão em áreas em que o coral ainda não foi visto. Além disso, está sendo elaborado, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação Federais (UCs) que enfrentam o mesmo problema”.
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UFSC modifica áreas externas para recuperar espaços degradados e proteger águas e nascentes

06/01/2026 12:10

Equipes da Prefeitura Universitária fizeram o primeiro cercamento nesta terça-feira, 6 de janeiro. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Para melhorar a preservação ambiental do Campus Trindade, o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD-TRI) começou a ser executado nesta terça-feira, 6 de janeiro. Equipes da Prefeitura Universitária (PU) fecharam parte do estacionamento em frente à Editora da UFSC e atrás do Restaurante Universitário (RU). 

O processo de cercamento da área de preservação demarcada está no projeto executivo, elaborado pela Coordenadoria de Planejamento do Espaço Físico do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (COPLAN/ DPAE) em conjunto com a Coordenadoria de Gestão Ambiental (CGA), vinculada ao Gabinete da Reitoria. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações, divididas em quatro eixos, voltadas a restaurar a qualidade das águas e das áreas de preservação permanente das nascentes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Segundo a COPLAN/DPAE e a CGA, o PRAD-TRI surgiu com o intuito de reverter o quadro atual. A intenção do projeto é adequar o campus às exigências da legislação ambiental vigente e promover a recuperação do território sustentável. O plano prevê que outras áreas sejam alteradas, dentre elas parte do estacionamento do Hospital Universitário (HU), parte da área externa do curso de Arquitetura e ao redor das piscinas do Centro de Desportos (CDS).

Implantado em 1960, na Bacia Hidrográfica do Itacorubi, em Florianópolis, o Campus Trindade da UFSC se desenvolveu com o crescimento da instituição. Com a expansão de seu entorno urbano, os cursos d’água que adentram esse território tiveram um processo de intervenção humana. Conforme estudos da COPLAN/DPAE, essa ação provocou efeito sobre a vegetação nativa e o equilíbrio hidrológico da área. Ao mesmo tempo, parte das margens e áreas verdes do campus foi ocupada por obras civis, como o sistema viário, edificações e estacionamentos.
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Especial 65 anos: motivos pelos quais a UFSC é orgulho catarinense e patrimônio nacional

18/12/2025 12:11

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está completando 65 anos de fundação nesta quinta-feira, 18 de dezembro. Nesse tempo todo, há motivos de sobra para considerar a UFSC como uma das mais importantes universidades do país, listada em diferentes rankings nacionais e internacionais.

O impacto da UFSC ultrapassa as fronteiras do estado, alcançando reconhecimento em âmbito nacional. Com excelência em ensino, pesquisa e extensão, a instituição tornou-se um bem coletivo do povo brasileiro, um verdadeiro patrimônio público que preserva e promove o conhecimento, a diversidade, a inclusão e o desenvolvimento sustentável.

Para saber mais sobre a história da UFSC, acompanhe a linha do tempo no site especial.

A seguir, listamos razões pelas quais somos motivo de orgulho para Santa Catarina e patrimônio nacional, mote da celebração de aniversário.

Fora da concha, nos pratos de todo Brasil: as ostras que chegam a sua mesa, onde quer que você esteja no território nacional, provavelmente vieram do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC, em Florianópolis. Isso porque o LMM é pioneiro na área e o responsável por quase 100% da produção de ostras do Estado, e Santa Catarina é o principal produtor de ostras, vieiras e mexilhões do Brasil. Por ser referência, o LLM lidera uma rede internacional de pesquisa e monitoramento da saúde das ostras. Patrimônio nacional e influência internacional.
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Site ‘Acolhe UFSC’ visa promover a saúde mental e aliviar o sofrimento psíquico na Universidade

18/12/2025 11:26

O Comitê Intersetorial Permanente de Atenção Psicossocial e Promoção de Saúde (CIPAPP) lançou nesta quinta-feira, 18 de dezembro, o site Acolhe UFSC com o objetivo de promover saúde mental na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O site foi planejado e construído coletivamente no âmbito deste comitê, que integra a Política de Saúde Mental, Atenção Psicossocial e Promoção de Saúde, vinculada ao Gabinete da Reitoria.

O Acolhe UFSC disponibiliza informações sobre saúde mental, com serviços internos e externos à Universidade. Em cada campi, os serviços são direcionados a diferentes públicos: estudantes de graduação e pós-graduação, estudantes da educação básica, servidores; e diferentes categorias de trabalhos: acolhimento a sujeitos em sofrimento psíquico, urgência e emergência (UPAs e hospitais), psicoterapias, CAPS e UBS, assistência estudantil, acolhimento a vítimas de violências, apoio pedagógico, arte, esporte, rodas de conversa temáticas, coletivos e espaços de convivência. O site apresenta também um guia para situações de crise e uma linha do tempo dos trabalhos em saúde mental desenvolvidos na UFSC.  

“Embora seja fundamental a existência de instâncias específicas voltadas ao acolhimento de sujeitos em sofrimento e para a promoção de saúde mental, destacamos a importância da implicação de toda a comunidade universitária para que a UFSC se configure como um espaço de escuta, diálogo, de multiplicidade, com processos pedagógicos que potencializem o aprendizado e não produzam violências. A promoção de saúde mental diz respeito à sustentação do projeto de universidade e formação que queremos”, afirma Lucas Emmanoel, coordenador do CIPAPP.
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Centro Tecnológico da UFSC celebra 65 anos; referência em formação, pesquisa e inovação

17/12/2025 17:35

Evento nesta quarta-feira comemorou os 65 anos do Centro Tecnológico da UFSC. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

A memória institucional e o reconhecimento de contribuições individuais e coletivas foram a tônica dos 65 anos do Centro Tecnológico (CTC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), celebrados nesta quarta-feira, 17 de dezembro. A história do CTC – indissociável da própria trajetória da UFSC, que completa a mesma idade neste mês – espelha a evolução do ensino de engenharia e tecnologia no Brasil. A cerimônia começou às 10h, no Auditório Professor Luiz Antunes Teixeira, o “Teixeirão”, no campus Trindade, em Florianópolis, e foi prestigiada pelo reitor Irineu Manoel de Souza, pelo assessor do Gabinete Alexandre Verzani, pelo chefe de Gabinete Bernardo Meyer, professores, técnicos, estudantes, autoridades acadêmicas e entidades representativas.

O encontro foi marcado por homenagens a ex-diretores que lideraram o centro entre 1960 e 2024, bem como a docentes e técnicos-administrativos aposentados em 2025 – gerações que ajudaram a construir esta história. Ex-dirigentes e representantes de instituições parceiras fundamentais para o ecossistema de inovação catarinense também se manifestaram, entre elas a Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc), a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC).

Para o professor Júlio Zeremeta, um dos homenageados e que apresentou uma retrospectiva histórica, o legado é de crescimento sustentado e impacto amplo: a missão de docentes, técnicos e estudantes vem sendo cumprida e deve seguir em trajetória ascendente — uma “derivada positiva” de realizações acadêmicas, econômicas e sociais.

Trajetória e consolidação

Desde sua criação em 1960, o CTC firmou-se como uma das 15 unidades de ensino da UFSC e tornou-se referência nacional em formação, pesquisa e inovação. A infraestrutura atual traduz essa relevância: 10 departamentos, 15 cursos de graduação, 14 programas de mestrado e 12 de doutorado.
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UFSC 65 anos: linha do tempo resgata os principais acontecimentos da história da Universidade

17/12/2025 11:37

Quais foram as sete faculdades que já existiam em Florianópolis, em 1960, e que deram origem à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)? Qual foi o primeiro edifício a ser construído no campus sede, no bairro Trindade? Quando chegou o primeiro computador na UFSC? E quais os últimos acontecimentos que marcaram a Universidade em sua história recente? Todas essas questões são respondidas pela Linha do Tempo [1960-2025] do especial de 65 anos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Conheça o site especial de 65 anos da UFSC.

Linha do Tempo [1960-2025]:


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UFSC 65 anos: vídeo celebra trajetória da instituição que é orgulho catarinense e patrimônio nacional

15/12/2025 12:39

Como parte das celebrações de 65 anos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Agência de Comunicação da Secretaria de Comunicação (Agecom/Secom) lançou o vídeo comemorativo à data.

O audiovisual, de 2min21, foi apresentado ao público pela primeira vez no início da sessão solene do Conselho Universitário, que comemorou o aniversário da Universidade, nesta segunda-feira, 15 de dezembro, no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, campus Trindade, em Florianópolis.

Acompanhe também o site especial dos 65 anos da UFSC.

Assista ao vídeo comemorativo:

A sessão solene, com homenagens a quatro técnicos-administrativos em Educação (TAEs) e a seis educadores referências em suas áreas, transmissão ao vivo, através do canal do Conselho Universitário no YouTube.

 

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Pesquisadores da UFSC divulgam guia sobre saúde mental na universidade e políticas de cuidado

12/12/2025 12:54

Dois pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram de uma pesquisa multicêntrica sobre saúde mental que produziu o material: Um guia para o bem-viver na universidade: psicanálise, saúde mental e políticas de cuidado. Ana Lúcia Mandelli de Marsillac, do Departamento de Psicologia, e Lucas Emmanoel Cardoso de Oliveira, do  Serviço de Acolhimento a Vítimas de Violências da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (SEAVis/PROAFE) e membro do Comitê da Política de Saúde Mental da UFSC, integraram a pesquisa “Psicanálise e Saúde Mental na Universidade: políticas de vida, escuta e sobrevivência psíquica em tempos sombrios”.

Coordenada pelas professoras Rose Gurski (UFRGS), Luciana Gageiro Coutinho (UFF) e Miriam Debieux Rosa (USP), a pesquisa consiste em um projeto multicêntrico em desenvolvimento desde 2023 envolvendo onze universidades brasileiras, duas argentinas e uma francesa. Além do Guia, o
grupo também promoveu eventos, discussões e artigos sobre saúde mental na universidade.
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UFSC identifica mosquito transmissor da febre amarela silvestre pela primeira vez em SC

11/12/2025 08:57

Bióloga Sabrina Fernandes Cardoso durante coleta de espécimes para a pesquisa, em Braço do Norte. Foto: Divulgação

Uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) confirmou a ocorrência do mosquito Haemagogus leucocelaenus, vetor da febre amarela silvestre, em áreas de mata de cinco municípios de Santa Catarina: Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Braço do Norte, São Martinho e Pedras Grandes. É o primeiro registro oficial da presença dessa espécie no Estado, o que contribui para reforçar a importância da imunização contra a febre amarela. Desde 2018, Santa Catarina é área de recomendação para vacinação contra a doença, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A febre amarela é uma doença viral infecciosa grave que pode evoluir rapidamente, se não for diagnosticada e tratada imediatamente. O vírus Flavivirus circula por dois ciclos de transmissão. No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos infectados – no caso, o mosquito Aedes aegypti, que também transmite outras doenças, como a dengue, a chikungunya e a zika. Já no ciclo silvestre, os transmissores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas de floresta e infectam principalmente os macacos.
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Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC: redação aborda desigualdade social; resultado deve sair em janeiro

07/12/2025 19:11

Nos segundo e último dia da aplicação das provas do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFSC 2026, os candidatos responderam questões de História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Física e Química, além de terem de escrever uma redação.

Para essa prova, os vestibulandos tiveram de escolher entre três propostas, tendo como inspiração trechos de livros, letra de música e dados de infográfico que tratavam do tema desigualdade social. O concurso foi aplicado em 24 cidades de Santa Catarina, no sábado e no domingo, 6 e 7 de dezembro. A divulgação da lista dos candidatos classificados em primeira chamada está prevista para o final da primeira quinzena de janeiro de 2026 no site oficial.

Candidatos tiveram de escolher entre três propostas textuais para a redação. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Para elaborar a redação, os vestibulandos tinham de optar ou por escrever um manifesto, posicionando-se sobre as desigualdades sociais brasileiras, assinando simbolicamente (sem nome real) como representante da classe favorecida ou da classe desfavorecida; ou por escrever uma crônica sobre a desigualdade social; ou, ainda, por produzir uma carta para si mesmo no futuro, para ser lida no ano de 2030, provavelmente quando o candidato já teria se graduado – essa carta teria de ter propostas para uma sociedade menos desigual.

Letra de música

Os textos para que os candidatos se inspirassem traziam trechos das obras literárias do programa de estudo do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026; uma ilustração com dados da desigualdade social no país e a letra da música Xibom Bombom, da banda As meninas. Os vestibulandos tiveram de produzir um texto de, no máximo, 30 linhas, sem assinatura ou identificação.
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Pesquisadora da UFSC aprova projeto de R$699 mil para monitorar regeneração na Amazônia

05/12/2025 09:03

A professora da Universidade Federal de Santa Catarina Ana Catarina Jakovac foi uma das nove cientistas contempladas no país com recursos do edital Centro de Síntese em Biodiversidade, o SinBiose. A pesquisa liderada pela professora alcançou a terceira colocação entre 146 propostas. Os recursos de R$699 mil possibilitam que a equipe dê continuidade a um projeto sobre regeneração de florestas.

O edital no qual a pesquisa da UFSC foi contemplada tem o objetivo de apoiar projetos que  sintetizem o conhecimento científico para aplicação em políticas públicas. Catarina propõe uma continuidade do Regenera-Amazônia, que criou indicadores para monitorar a regeneração natural de florestas na Amazônia.

“O objetivo principal desta continuidade da síntese é quantificar a previsibilidade e a estabilidade das trajetórias sucessionais na Amazônia e identificar os principais fatores que as determinam, a fim de estimar a incerteza da regeneração natural em diferentes contextos sócio-ecológicos”, explica a professora.

A sucessão ecológica é um processo de mudanças em atributos do ecossistema, como diversidade, composição de espécies e estrutura da vegetação, ao longo do tempo, após uma perturbação. Ela é descrita como um processo direcional, mas pode seguir trajetórias de maior ou menor sucesso. Isso gera incertezas sobre o processo de restauração, riscos de investimento econômico e de esforço.

Estudo vai envolver universidades do país, do exterior e instituições ligadas ao meio ambiente

O estudo tem um viés aplicado. A proposta é, em conjunto com gestores e tomadores de decisão, abordar três questões com relevância direta para as políticas públicas de restauração. A ideia é entender qual é a chance de sucesso da regeneração natural em diferentes contextos socioecológicos, monitorar se a regeneração natural restrita aos estágios iniciais é suficiente para predizer a restauração ecológica efetiva ao longo do tempo e classificar os estágios sucessionais na Amazônia.

Faz parte da pesquisa, ainda, a proposta de  formalização da rede e do banco de dados Regenara-Amazônia como um repositório estruturado de dados e uma plataforma de disseminação de informações sobre a biodiversidade associada à regeneração natural no bioma amazônico.

O projeto terá colaboração com cinco instituições de pesquisa brasileiras e três universidades internacionais, além de contar com a participação de órgãos públicos como Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Regenera-Amazônia

No Regenera-Amazônia, uma equipe de cientistas compilou o maior conjunto de dados de florestas secundárias, reunindo 450 parcelas de florestas secundárias em terra-firme distribuídas em 24 localidades na Amazônia Brasileira  e cobrindo idades de 1 a 70 anos. Cerca de 88% das parcelas têm menos de 30 anos e apenas 13% (59 parcelas) representam florestas com entre 1 e 5 anos de idade. Agora, a proposta é agregar novas parcelas, principalmente de regiões sub-representadas da Amazônia.

Os indicadores ecológicos e valores de referência para avaliar a efetividade da regeneração natural como forma de restaurar florestas na Amazônia foram divulgados pelo grupo em 2024, em uma publicação na Communications Earth & Environment, do grupo Nature.

O estudo representa uma ponte importante entre a ciência, as práticas de restauração ecológica e a implementação das políticas públicas de recuperação da vegetação nativa no Brasil. “Projetos de síntese científica com apoio, que integram gestores públicos, como este, são essenciais para a definição de melhores políticas públicas e para informar a tomada de decisão”, explicou a professora, em reportagem veiculada no portal do CNPq.

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Pesquisadora da UFSC é reconhecida por Defesa com trabalho de psicologia em ambientes extremos

03/12/2025 12:13

Paola participou de diferentes missões ao longo dos últimos anos e agora teve sua tese premiada (Fotos: Arquivo Pessoal)

Uma tese realizada na Universidade Federal de Santa Catarina conquistou o terceiro lugar na categoria no Concurso CAPES/Ministério da Defesa de dissertações e teses sobre Defesa e Soberania. Paola Barros Delben defendeu no Programa de Pós-Graduação em Psicologia um trabalho pioneiro sobre um modelo de gerenciamento de riscos em contextos remotos, como é o caso de ambientes extremos como a Antártica. O estudo foi defendido em 2023, mas a pesquisadora continua sua trajetória na universidade, agora com pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Direito.

Ela desenvolveu, com a orientação dos professores Roberto Moraes Cruz e Pedro Marques Quinteiro, um programa padronizado e sistematizado, pautado em machine learning, para monitoramento de saúde mental e comportamento seguro. A tese também trata da biossegurança e bioproteção em contextos de difícil acesso.

O trabalho foi considerado relevante por oferecer à Defesa um instrumento robusto para reduzir riscos, prevenir incidentes, otimizar a resposta aos eventos e a seleção e preparação de pessoal. “Ao integrar protocolos, tecnologias e indicadores validados, a proposta fortalece a gestão do fator humano em operações críticas, diminuindo custos operacionais e aumentando a segurança e a eficiência das missões na Antártica, também aplicáveis à operações especiais, crises sanitárias, emergências e desastres, com maior autonomia para o país na gestão de riscos”, sintetiza.
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Normas para caracterizar, apurar e sancionar plágio e má conduta são aprovadas na UFSC

02/12/2025 17:22

A sessão do Conselho Universitário foi transmitida no canal do CUn no YouTube

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reunido nesta terça-feira, 2 de dezembro, aprovou a minuta de resolução que institui normas gerais para caracterização, apuração e sanção de casos de plágio e má conduta acadêmica. O relatório, assinado pelo conselheiro-relator, Ubirajara Franco Moreno, consolidou um processo que tramita desde 2020 e que passou por comissões especializadas, câmaras acadêmicas, consulta pública e análise jurídica.

“Sou de parecer favorável à aprovação da minuta de resolução”, afirmou o relator, após destacar a “elevada consistência normativa” do texto e seu alinhamento à legislação e a parâmetros nacionais e internacionais de integridade.

A linha do tempo do processo evidencia o caráter amplo e participativo da iniciativa: aberta em maio de 2020 a partir de proposta da Biblioteca Universitária (BU), a discussão percorreu as pró-reitorias de Extensão (Proex), de Pós-Graduação (Propg) e de Graduação e Educação Básica (Prograd), obteve pareceres das câmaras de Graduação, Pós-Graduação, Extensão e Pesquisa, foi submetida à consulta pública em 2024 e culminou, em 2025, com a consolidação de uma versão final incorporando sugestões das comissões, das pró-reitorias e da comunidade. Houve ainda reconstituição e atualizações da Comissão de Plágio e Má Conduta, por portarias de 2023, 2024 e 2025.

Segundo o relator, a proposta “percorreu, ao longo dos últimos anos, um processo amplo, sistemático e rigoroso de discussão institucional”, com manifestações favoráveis e ajustes incorporados. A Procuradoria Federal junto à UFSC também analisou os aspectos jurídicos, “tendo emitido manifestações que foram atendidas ou devidamente contempladas na redação revisada”.
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UFSC 65 anos: atrações culturais dão largada às celebrações de aniversário em dezembro

28/11/2025 16:51

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) completa 65 anos de fundação em dezembro de 2025. As celebrações começam já na segunda-feira, 1º de dezembro, com o início de uma série de atrações culturais, como peças de teatro, espetáculos de dança, show e até um encontro de corais. Na semana seguinte, haverá sessão solene para marcar o aniversário da Universidade, na segunda-feira, 15 de dezembro, a partir das 9h30, no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, campus Trindade, em Florianópolis. Na sessão, em que serão homenageados, pela primeira vez na UFSC, quatro técnicos-administrativos em Educação (TAEs), também haverá espetáculos de dança e música. As atrações culturais do aniversário da UFSC estão a cargo da Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE).

Confira as atrações a seguir e também na Agenda Cultural dos 65 anos
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Dia histórico: Conselho Universitário aprova política construída pelos TAEs e para UFSC

26/11/2025 08:53

Anfiteatro ficou lotado durante sessão do Conselho Universitário (Fotos: Gustavo Diehl)

A data de 25 de novembro de 2025 tornou-se histórica para os servidores técnico-administrativos em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As atenções se voltaram para a votação, no Conselho Universitário (CUn), da política Teleflex — Teletrabalho, Flexibilização da Jornada e Controle Social da Frequência. O hall da Reitoria foi ocupado pela categoria, em ato convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (Sintufsc), e os técnicos marcaram presença, dando corpo e voz a uma luta de muitos anos, por uma política construída pelos TAEs e para a instituição.

A mobilização da categoria surtiu efeito. Diante da pressão do grupo, e atendendo ao pedido do Sindicato, a sessão do CUn foi aberta ao público e transferida para o Auditório da Reitoria — um espaço capaz de acolher quem queria acompanhar de perto cada fala, cada voto. Naquela tarde, foi um momento carregado de significados para quem há tempos reivindica condições de trabalho mais justas, transparentes e alinhadas com os desafios de uma universidade pública.

O processo, requerido pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), propôs uma Resolução Normativa que organiza o trabalho em todos os setores da UFSC, traz transparência com a implementação do Sistema Eletrônico de Controle Social e oficializa a modalidade de teletrabalho. Além disso, abre caminho para a flexibilização da jornada como forma de ampliar o atendimento à comunidade e melhorar a qualidade dos serviços prestados pela instituição.
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‘Catarina presente’: emoção marca homenagem à estudante da UFSC vítima de feminicídio

24/11/2025 16:17

Comunidade empunhou cartazes com fotos e frases, lembrando a estudante de pós-graduação. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Um ato marcado pela emoção prestou homenagem à estudante Catarina Kasten, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), assassinada na última sexta-feira, 21 de novembro, na trilha da praia do Matadeiro, na região Sul de Florianópolis. O evento ocorreu na tarde desta segunda-feira, 24 de novembro, no varandão do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), no Campus de Florianópolis, no bairro Trindade, onde estavam afixados cartazes com frases como “Justiça por Catarina Kasten”; “Basta de feminicídio”; “Catarina presente”; “Nem uma a menos” e  “Somos todos Catarina”.

A homenagem reuniu familiares, estudantes e colegas de Catarina, que era aluna do Programa de Pós-Graduação em Inglês: Estudos Linguísticos e Literários, além de professores e diretores de centros de ensino da UFSC. O reitor da Universidade, Irineu Manoel de Souza, participou discretamente, acompanhado por membros da gestão.

O companheiro de Catarina, Roger Filipe Sales Gusmão, falou dos planos do casal, entre eles o de construir uma casa no lote que haviam comprado. Ele contou que é natural de Ipatinga-MG, já morou em muitos lugares e considerava a capital catarinense o melhor lugar que havia conhecido. “Achava que Florianópolis era o lugar mais seguro do mundo, onde os portões das casas não ficam trancados”.

Ele não quis fazer comentários de teor político, afirmando ter recebido apoio de muitas pessoas com posições políticas diferentes da sua. Considerou que deve haver uma união de esforços para combater a violência e adoção de medidas como melhor iluminação e instalação de câmeras dedicadas à segurança pública. Roger também disse que não quer guardar nenhum sentimento de vingança.

Catarina vai batizar sala de estudos
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Congresso internacional promovido pela UFSC debate gestão universitária na América Latina

24/11/2025 15:03

Professores Luciano Rodrigues Marcelino, à esquerda, e Pedro Antônio de Melo, falam ao público. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Com objetivo de fortalecer a gestão de instituições de ensino superior, objetivando a cooperação internacional, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Instituto de Pesquisas e Estudos em Administração Universitária (Inpeau), deu início ao 24° Congresso Internacional de Gestão Universitária (CIGU 2025), na manhã desta segunda-feira, 24 de novembro, em Florianópolis. O evento também marca o aniversário de 25 anos do primeiro congresso.

Representantes de diversas entidades da América Latina se reúnem para diálogos orientados, palestras, rodas de conversa interativa, apresentações de trabalhos acadêmicos, painéis, entre outras atividades. O evento tem o tema Universidade como promotora da cultura da paz e propulsora do desenvolvimento socieconômico. A programação, que se iniciou nesta segunda-feira, se estende até quarta-feira, 26 novembro, no Majestic Palace Hotel, na Avenida Beira-Mar Norte.

As atividades contemplam sete áreas temáticas: gestão do ensino, da pesquisa e da Extensão nas IES; gestão estratégica, tática e operacional em IES; governança universitária; avaliação institucional em IES; liderança e Gestão de Pessoas nas IES; inteligência artificial e inovação tecnológica na Educação Superior; e internacionalização na Educação Superior.

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Estudo da UFSC desvenda mecanismo que faz células de defesa agravarem a Covid-19

14/11/2025 08:55

Um estudo com a participação de cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina recentemente publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, uma das revistas mais relevantes e citadas no mundo, desvendou um mecanismo molecular que faz células de defesa do corpo humano agirem no agravamento da Covid-19. A pesquisa tem como primeiro autor o pesquisador Rodrigo de Oliveira Formiga, egresso do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSC, e contou com a co-autoria dos professores Fernando Spiller, do Departamento de Farmacologia, e Edroaldo Lummertz da Rocha, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia.

A publicação faz parte de um desdobramento da tese defendida por Formiga na UFSC, que estudou uma abordagem terapêutica para regular a resposta de neutrófilos na sepse e Covid-19. Os neutrófilos são as células de defesa do organismo humano que agem para conter as infecções, mas que, no caso da Covid-19, também prejudicam os tecidos celulares e podem levar à falência dos órgãos.

No artigo, os autores explicam o papel da proteína PCNA nesse processo de agravamento da Covid-19. A PCNA é uma proteína central para resposta inflamatória desregulada na doença em seu estágio agravado.

Os autores identificaram grandes quantidades dessa proteína no citoplasma dos neutrófilos de pacientes com Covid-19 grave e crítica. O citoplasma é um fluído das células onde essa proteína interage com outros fatores, levando à produção de espécies reativas de oxigênio e liberação de componentes do DNA da célula. É isso que contribui para a lesão dos tecidos do paciente infectado.

 

Gráfico explica descobertas da pesquisa

 

É como se o exército convocado para defender o organismo da infecção começasse a trabalhar também contra ele. O pulmão, que já está associado à gravidade da Covid-19 pela natureza respiratória da infecção, também é um dos primeiros órgãos a ter lesão na “sepse”, uma condição que leva à falência dos órgãos causada principalmente por essa desordem no comportamento dos neutrófilos.

“É o nosso próprio organismo que tenta montar uma resposta contra aquele agente agressor. Só que essa resposta é muito exagerada, ela é exacerbada e aí acaba tendo um efeito colateral que é a lesão das nossas próprias células. E quem contribui para essa lesão tecidual é principalmente o neutrófilo”, explica o professor Spiller.

Para realizar a pesquisa, os cientistas estudaram amostras celulares de pacientes humanos e também utilizaram modelos experimentais para entender o mecanismo da proteína nos processos de agravamento da Covid-19 e testar uma solução terapêutica.

As amostras de neutrófilos e de sangue de indivíduos saudáveis compuseram grupos de controle para a comparação com pacientes com diferentes níveis de gravidade da Covid-19. Para descrever a ação da PCNA, os cientistas utilizaram técnicas moleculares de alta precisão, com células em laboratório. Depois, a equipe ainda testou se o bloqueio da PCNA era uma estratégia viável para o tratamento da doença.

Terapia promissora

Covid-19 pode se agravar em função da atuação das células de defesa e levar o paciente à sepse (Foto: Arquivo Agência Brasil)

Para tentar bloquear os processos de hiperatividade das células de defesa na Covid-19 grave, os cientistas utilizaram uma molécula sintética – a T2AA, cuja função seria agir diretamente na proteína presente em grande quantidade nos neutrófilos, anulando sua ação. Os resultados foram positivos, já que houve redução na atuação extrema desses agentes no organismo.

Também foram feitos testes em camundongos infectados com um vírus similar ao da Covid-19, tratados com essa mesma molécula. O tratamento melhorou a condição clínica dos animais e reduziu a inflamação pulmonar, fortalecendo a tese de que inibir a proteína PCNA abundante nos neutrófilos é um caminho para futuros tratamentos.

“Quando sai um estudo como esse, que é de ciência básica, você está oferecendo para a comunidade científica um novo alvo terapêutico”, sintetiza Spiller, que destaca também o protagonismo do principal autor do estudo, a partir do desdobramento da sua tese. Hoje, o ex-orientando atua na Université Paris Cité e conduz trabalhos que iniciaram na UFSC e continuam, com parcerias internacionais.

Amanda Miranda |amanda.souza.miranda@ufsc.br
Jornalista da Agecom | UFSC

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UFSC fica em primeiro lugar do Brasil na área de Comunicação, com nota do Jornalismo, no RUF

10/11/2025 12:44

Comunicação da UFSC está em primeiro lugar na qualidade de ensino, professores com dedicação integral e permanência dos alunos. Foto: Anna Vitória Lemos/Rádio Ponto/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conquistou o primeiro lugar na área de Comunicação entre os cursos das universidades brasileiras no Ranking Universitário da Folha (RUF) 2025, divulgado no domingo, 9 de novembro. Embora o ranking traga a área, de modo geral, como Comunicação, o curso da UFSC que consta da lista analisada é o de Jornalismo, conforme os organizadores do RUF.

Na lista geral, entre as instituições de ensino superior, a UFSC está em sétimo lugar e, entre as federais, em quarto, conforme o ranking deste ano. O RUF é elaborado pela Folha de São Paulo desde 2012.

Com as melhores avaliações dos cursos também estão as áreas de Engenharia de controle e automação da UFSC, em segundo lugar nacional, e Engenharia Mecânica, em terceiro do país. O ranking analisou cursos de graduação, divididos em áreas que abrangem nomes diversos utilizados pelas universidades.

Por isso, algumas vezes as áreas coincidem com nomes das graduações, em outras, não. Na Comunicação, por exemplo, estão listados de modo geral os cursos de Jornalismo e de Comunicação Social – Cinema, entre outros, no RUF 2025. No entanto, os organizadores do ranking informaram, por e-mail, que o curso de Cinema da UFSC não passou por análise da Folha.

No total, 28 cursos da UFSC ficaram entre os dez melhores do país. O RUF é uma avaliação anual de todas as 204 universidades ativas do país, conforme a Folha de São Paulo. O ranking usa dados nacionais e internacionais e duas pesquisas de opinião do Datafolha, em cinco aspectos: pesquisa, ensino, mercado, internacionalização e inovação.

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Professora da UFSC defende proteção a oceanos no primeiro dia da COP 30, em Belém

10/11/2025 10:35

Professora Regina Rodrigues, ao centro, adianta assuntos na coletiva de imprensa. Foto: Reprodução

A professora da coordenadoria de Oceanografia da UFSC, Regina Rodrigues, falou à imprensa, nesta segunda-feira, 10 de novembro, durante a programação da COP 30, sobre a importância do cuidado e da atenção com as questões relacionadas ao oceano. Para Regina, para preservar o ecossistema é importante ter atenção a questões como a sobrepesca e também à poluição dos oceanos. O ambiente marinho vem sendo afetado drasticamente pelo aquecimento global, o que faz com que os cientistas tenham particular interesse nele.

“É realmente importante ter políticas que reduzam a sobrepesca, juntamente com a melhoria da saúde do oceano, como a diminuição da poluição, enquanto a redução na temperatura da superfície do mar não é alcançada”, explicou a professora, ao ser questionada sobre a pesca de atum no Pacífico.

Regina participou da coletiva de lançamento do relatório 10 New Insights in Climate Science 2025/2026, que também será lançado ao público geral da COP 30, em Belém. A COP 30 é um evento mundial que reúne gestores públicos, lideranças globais e cientistas em torno da temática ambiental. Ela e a professora Marina Hirota, do Departamento de Física, fizeram parte do corpo editorial do relatório.

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