Estudos com apoio da UFSC subsidiam novo modelo de transporte coletivo de São José

08/09/2026 11:38

Estudos com apoio técnico do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans) e liderados pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) subsidiam a modelagem preliminar do novo sistema de transporte coletivo urbano de São José, município situado na Grande Florianópolis. A proposta está em consulta pública até 19 de setembro e prevê ampliar o serviço das atuais sete linhas e 23 ônibus para até 17 linhas e 30 veículos.

De acordo com a pesquisadora Geruza Kretzer, do LabTrans, os levantamentos apontaram problemas que afetam diferentes aspectos da operação. “As pesquisas realizadas e a análise dos dados operacionais identificaram como principais desafios a baixa oferta de horários, especialmente à noite e nos fins de semana, deficiências na integração entre linhas e sistemas, lacunas de cobertura em algumas regiões do município e tempos de deslocamento elevados”, explica.

O trabalho reúne dados sobre demanda, deslocamentos da população e operação do sistema atual para apoiar o planejamento e a estruturação do futuro modelo de concessão do transporte coletivo. As análises permitiram identificar necessidades relacionadas à cobertura, frequência, integração e eficiência do serviço.

As condições dos veículos e dos pontos de parada também aparecem no diagnóstico, assim como a necessidade de aprimorar as informações disponibilizadas aos usuários. Outro aspecto identificado foi a distribuição desigual da demanda, concentrada em determinados horários e eixos, enquanto outros trechos apresentam baixa utilização. Segundo Geruza, esse cenário indicou “a necessidade de uma rede mais flexível e adequada aos diferentes padrões de deslocamento da população”.

Pesquisas identificaram padrões de deslocamento

As pesquisas de Origem e Destino e de Embarque e Desembarque foram utilizadas para compreender como a população se desloca e de que forma o sistema existente é utilizado. “As pesquisas mostraram um forte padrão pendular de deslocamento, com concentração das viagens nos períodos da manhã e do fim da tarde, principalmente em direção aos principais polos de emprego, comércio e serviços do município”, explica a pesquisadora.

Os dados também evidenciaram a concentração dos fluxos em alguns eixos estruturadores e a forte relação de São José com o sistema de transporte da Região Metropolitana. Ao analisar a utilização das linhas ao longo do dia e nos diferentes sentidos de operação, os estudos identificaram trechos e horários com baixa ocupação e áreas onde a demanda não é atendida adequadamente. Essas informações também permitiram identificar oportunidades para tornar os itinerários mais diretos e eficientes.

Ampliação considera demanda, cobertura e frequência

A proposta de passar de sete para até 17 linhas e de 23 para 30 ônibus foi definida a partir dos resultados dos levantamentos e de critérios técnicos. A mudança, conforme Geruza Kretzer, não significa apenas acrescentar linhas e veículos ao sistema existente. “A ampliação proposta não representa simplesmente o aumento do número de linhas ou de veículos”, diz. “O dimensionamento foi realizado a partir de critérios técnicos relacionados à demanda de passageiros, cobertura territorial, frequência necessária, tempo de viagem e capacidade operacional do sistema”, completa.

Dados das pesquisas e da bilhetagem foram utilizados para estimar a demanda atual e identificar necessidades não atendidas adequadamente pela rede. A partir dessas informações, foram definidos novos itinerários, calculados os intervalos entre as viagens e dimensionada a frota necessária para atender aos períodos de maior movimento.

A previsão de até 17 linhas busca ampliar a cobertura, estabelecer ligações mais diretas e diminuir a dependência de poucos eixos e pontos de conexão. A quantidade de veículos, por sua vez, foi dimensionada considerando a operação necessária para garantir os níveis de serviço previstos na modelagem.

A proposta busca estruturar uma rede com diferentes funções complementares. Entre as soluções estão as linhas circulares, concebidas para aumentar as conexões entre bairros e reduzir a necessidade de deslocamentos excessivamente centralizados. Os pontos de integração têm a função de facilitar a transferência entre linhas e organizar a rede, com a perspectiva de proporcionar conexões mais eficientes e melhorar as condições de espera e de informação aos usuários.

Já as linhas expressas e semiexpressas são consideradas uma possibilidade de evolução futura do sistema, associada à implantação de infraestrutura adequada de integração. Na modelagem inicial, as linhas foram dimensionadas como paradoras. “De forma geral, essas soluções buscam reduzir tempos de deslocamento desnecessários, melhorar a conectividade entre diferentes regiões e oferecer uma rede mais simples e eficiente para o passageiro”, afirma Geruza.

Consulta pública recebe contribuições até 19 de setembro

A modelagem preliminar está em consulta pública pela Prefeitura de São José até 19 de setembro. As manifestações da população poderão fornecer elementos para eventuais ajustes na proposta. A participação dos usuários complementa os levantamentos realizados. “A consulta pública é uma etapa importante para complementar o processo de elaboração da proposta e permitir que a população contribua a partir de sua experiência cotidiana com o sistema”, afirma a pesquisadora.

Com a consulta pública, os dados técnicos levantados durante os estudos passam a ser complementados pela experiência dos usuários antes da definição dos encaminhamentos e de eventuais ajustes na modelagem final do transporte coletivo de São José. Contribuições relacionadas a itinerários, cobertura territorial, horários, pontos de parada e possibilidades de integração podem ser consideradas no aperfeiçoamento da modelagem.

A Prefeitura de São José será responsável pelo recebimento e pela avaliação das manifestações, considerando a pertinência das contribuições e seus impactos sobre a proposta. A análise poderá levar em conta os estudos técnicos já realizados e aspectos operacionais, de demanda e de viabilidade do sistema.

Com informações do Laboratório de Transportes e Logística – LabTrans

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Estudos do LabTrans/UFSC embasam novo modelo de concessão do transporte coletivo metropolitano de Curitiba

11/08/2026 11:31

LabTrans colaborou com os estudos técnicos que definiram novo modelo de licitação para o transporte coletivo de Curitiba. Foto: Divulgação/Secom/Prefeitura de Curitiba

O Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC) participou da elaboração dos estudos técnicos que fundamentaram o novo processo licitatório do transporte coletivo metropolitano de Curitiba (PR). O trabalho, contratado por intermédio Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), foi desenvolvido em conjunto com a então Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC), atual Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP), e contemplou o diagnóstico, o mapeamento e o dimensionamento do sistema.

De acordo com Rodolfo Nicolazzi Philippi, coordenador de projetos no LabTrans/UFSC, a análise partiu de um diagnóstico do sistema existente e de levantamentos realizados em campo para compreender as características da demanda e da operação. “Foi feito um diagnóstico do sistema existente e foram realizadas pesquisas de campo para mapear o sobe-desce nas linhas, entender o comportamento da demanda e a origem e o destino”, afirma.

Os levantamentos forneceram informações para avaliar a configuração da rede e subsidiar tecnicamente decisões relacionadas ao planejamento do transporte coletivo. A análise do comportamento da demanda, dos embarques e desembarques e dos deslocamentos de origem e destino permitiu identificar necessidades do sistema e fundamentar ajustes na rede, incluindo a reorganização, redução ou criação de linhas.

Análise econômico-financeira integrou os estudos

A estruturação do novo modelo não se restringiu à análise operacional. Os estudos desenvolvidos pelo LabTrans/UFSC também contemplaram a avaliação econômico-financeira do objeto da concessão. Para essa etapa, foi desenvolvido um modelo de fluxo de caixa, considerando elementos relacionados à tarifa pública e às fontes de custeio do sistema. A análise forneceu subsídios para avaliar as condições econômicas e financeiras necessárias à operação do transporte coletivo.

“Nós desenvolvemos um modelo de fluxo de caixa para fazer a avaliação econômico-financeira do objeto. Nessa análise entram as questões sociais, o preço, a tarifa pública e as fontes de custeio do sistema”, explica Victor Marques Caldeira, especialista em transporte de passageiros e mobilidade urbana do LabTrans/UFSC. A modelagem permitiu incorporar a dimensão econômico-financeira ao planejamento da concessão, relacionando as características da operação às condições necessárias para o custeio do serviço.

Outro aspecto considerado na estruturação da nova concessão foi a atualização dos instrumentos técnicos e jurídicos em relação ao contrato anterior, vigente há cerca de 30 anos. Foram utilizadas recomendações do Tribunal de Contas, as principais regulamentações aplicáveis e referências consideradas como estado da arte para esse tipo de sistema. Também foram observados modelos bem-sucedidos de concessões semelhantes.

Entre os diferenciais estão mecanismos jurídicos de gatilhos destinados a prever situações que podem ocorrer durante a vigência contratual. O modelo contempla possibilidades relacionadas a reajustes e reequilíbrios, além da inserção de novos veículos na frota e da incorporação de novas tecnologias veiculares e de combustíveis.

A previsão desses mecanismos busca permitir que o contrato acompanhe mudanças econômicas, operacionais e tecnológicas ao longo da concessão, conforme as regras estabelecidas no processo licitatório. Nesse contexto, a participação do LabTrans/UFSC contribuiu com estudos técnicos para a estruturação do novo processo, reunindo informações sobre a rede, o comportamento da demanda e os aspectos econômico-financeiros da concessão.

AMEP será responsável pelo acompanhamento da transição

Com a conclusão da licitação, a etapa de transição e implementação das mudanças previstas para a nova concessão será conduzida pelo poder concedente. Os processos e mecanismos relacionados à transição estão previstos nos editais, enquanto o acompanhamento e a condução das mudanças são competências da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP), que sucedeu a COMEC.

Dessa forma, a atuação do LabTrans/UFSC está concentrada nos estudos e na estruturação técnica que deram suporte ao processo licitatório. A implementação e o acompanhamento da nova concessão caberão ao órgão público responsável pelo sistema.

Os estudos desenvolvidos para o processo reúnem diferentes dimensões do transporte coletivo metropolitano — da análise da demanda e da organização da rede à avaliação econômico-financeira e aos mecanismos contratuais — para subsidiar o novo modelo de concessão do sistema metropolitano de Curitiba.

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UFSC no Summit Cidades: palestras e estande com conhecimento, tecnologia e inovação

27/06/2025 11:33

Estande da UFSC no Summit Cidades 2025. Fotos: SECOM/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve uma participação inédita no Summit Cidades 2025, realizado de 24 a 26 de junho no CentroSul, em Florianópolis. Atuando como parceira institucional do evento, a UFSC marcou presença com um estande próprio durante os três dias, além das palestras de gestores universitários e pesquisadores. A participação da instituição promoveu uma ampla interlocução com diferentes setores da sociedade.

O estande da UFSC destacou uma série de projetos que refletem o impacto da Universidade no desenvolvimento social, econômico e tecnológico. Essa ação foi organizada de forma conjunta pela Secretaria de Comunicação (Secom) e o Departamento de Inovação (Sinova), integrada ao eixo “Conexão Externa” do Programa de Inovação e Empreendedorismo (Inova UFSC), que busca potencializar essas atividades, além de fortalecer parcerias estratégicas e novas oportunidades.

O reitor, Irineu Manoel de Souza, participou de um podcast no estande da UFSC

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, esteve presente no primeiro dia e reforçou a relevância da participação da Universidade em um evento nacional como o Summit Cidades. “A UFSC tem o compromisso de contribuir para o desenvolvimento da sociedade por meio da ciência, tecnologia e inovação. Estar aqui, apresentando nossos projetos e dialogando com diferentes setores, é essencial para fortalecer nosso papel como universidade pública e ampliar nosso impacto social”, afirmou o reitor. Durante o evento, ele também cumprimentou autoridades locais e nacionais, como o prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, e o ex-presidente da República, Michel Temer.
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Estudantes da UFSC são homenageados por suas pesquisas de Iniciação Científica e Tecnológica

28/11/2018 21:54

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

Oito estudantes e seus respectivos orientadores foram homenageados nessa quarta-feira, 28 de novembro, durante a cerimônia de premiação do Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (SIC) e do Seminário de Iniciação Científica para o Ensino Médio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Por terem desenvolvido pesquisas que se destacaram em diferentes áreas do conhecimento, os sete estudantes de graduação selecionados foram contemplados com passagens aéreas e uma ajuda de custo no valor de R$ 800 para participar da Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC) da 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre de 21 a 27 de julho de 2019, em Campo Grande (MS). O estudante do Ensino Médio foi contemplado com um notebook doado pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas (Fepese).
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Workshop gratuito promove oportunidade de reflexão sobre o mercado de trabalho a estagiários

19/07/2017 12:18

A Fundação de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (Fepese) irá realizar, com apoio da UFSC, um workshop para os estagiários da instituição. O encontro “Construindo a melhor versão do futuro” será no dia 14 de agosto, das 14 às 17h, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC

O evento, que ocorre na semana em que comemora o Dia do Estagiário (18 de agosto), conta com a participação da convidada Patrícia Santos, que abordará o tema comportamento e trará dicas de como agir tanto dentro das empresas como nas redes sociais. 
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‘Bota para Fazer’ capacitará alunos da UFSC em criação de negócios de alto impacto

07/11/2013 11:12

A Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UFSC firmou parceria com a Endeavor para aplicar o Programa “Bota pra Fazer”, coordenado pelo professor Rolf Hermann Erdmann, que tem o objetivo de capacitar mil estudantes nas áreas de empreendedorismo e criação de negócios de alto impacto. Os professores selecionados para participar como multiplicadores do Programa participarão de um treinamento na segunda-feira, 11 de novembro, na  Fundação de Estudos e Pesquisas Socioconômicos (Fepese). Na etapa seguinte, esses professores serão responsáveis pelo treinamento dos mil alunos dos vários cursos da UFSC.
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UFSC e universidade do Canadá promovem curso de educação corporativa

02/05/2013 15:58

Estudantes da UFSC e do Canadá participam de aula inaugural do curso Corporate Education. Foto: Henrique Almeida/Agecom

Na terça-feira, 30 de abril, teve início o Curso Corporate Education com aula inaugural na Sala de Treinamento da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), ministrada em inglês. A turma tem 44 estudantes, sendo 22 universitários do Canadá e 22 do curso de Administração da UFSC. A abertura teve a participação da diretora do Centro Socioeconômico (CSE), Elisete Dahmer Pfitscher, do chefe do Departamento de Ciências da Administração, Marcos Baptista Lopez Dalmau e do professor e coordenador do projeto Marcos Abilio Bosquetti.
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CSE ministra curso Corporate Education a alunos da UFSC e do Canadá

26/04/2013 17:36

A aula inaugural do Corporate Education será ministrada na Fepese, ao lado do CSE da UFSC.

A aula inaugural do Curso Corporate Education será no dia 30 de abril (terça-feira), das 14h às 14h30, na Sala de Treinamento da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), com a participação da diretora do Centro Socioeconomico (CSE), Elisete Dahmer Pfitscher, do chefe do Departamento de Ciências da Administração, Marcos Baptista Lopez Dalmau, e do Secretário de Relações Internacionais da UFSC, Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho.
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