Semana do Meio Ambiente: ‘Nossa dieta está levando o planeta à ruína’

15/06/2019 19:15

As notícias são alarmantes. Publicadas diariamente, por toda parte, soam quase em uníssono. Se olharmos apenas para os veículos brasileiros, nos deparamos com as seguintes manchetes nos últimos dias: “Mudanças climáticas serão uma tragédia para o mundo” (O Globo); “Mudanças climáticas podem acabar com a civilização até 2050” (Revista Galileu); “Mudanças climáticas vão gerar prejuízo de US$ 1 tri para grandes empresas” (Revista Exame); “Mudanças climáticas já provocam danos sérios à saúde humana” (G1). As matérias reportam as mais recentes constatações científicas, que urgem por demonstrar a relevância do tema nas diversas áreas: política, economia, direitos humanos etc. O jornal britânico The Guardian, inclusive, acaba de propor uma nova terminologia, mais adequada ao fenômeno em questão: no lugar de mudanças climáticas, sugere crise climática, emergência climática ou colapso climático.

O planeta já passou por diferentes eras geológicas decorrentes de alterações na temperatura, entretanto, o que vivemos agora é inédito. As atividades humanas ao longo dos últimos séculos – e muito mais nas últimas décadas – têm modificado o clima da Terra com tal intensidade, extensão e rapidez que cientistas dizem que já entramos em uma nova era, o Antropoceno. Entre as atividades mais prejudiciais aos ecossistemas está toda a cadeia produtiva que envolve nossa alimentação baseada em produtos de origem animal. A Organização das Nações Unidas (ONU) tem recomendado a mudança para uma dieta sem carnes e laticínios como forma de reduzir o aquecimento global. Um relatório apresentado em 2010 afirmava que “alimentos de origem animal, tanto carnes quanto laticínios, requerem mais recursos e causam mais emissões do que alternativas à base de vegetais.”

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

O impacto da agropecuária no meio ambiente foi um dos temas debatidos durante a Semana do Meio Ambiente, realizada de 3 a 7 de junho na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com o auditório da reitoria completamente lotado, Sônia T. Felipe, professora de Filosofia aposentada pela UFSC, iniciou sua palestra de forma categórica. “Há mais de 70 anos estamos levando o planeta à ruína por conta da produção de alimentos para servir os animais, que serão depois servidos no prato de metade da população humana no mundo. Isso porque a outra metade não come regularmente carnes, queijos ou ovos.” Ao longo dos 50 minutos seguintes ela prendeu a atenção do público apresentando dados que revelam uma realidade sobre a qual pouco se pensa.
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Fundador do movimento Slow Food ministra palestra sobre gastronomia e consumo consciente

09/11/2017 09:01

O fundador do Movimento Slow Food, Carlo Petrini, esteve na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na tarde desta terça-feira, 7 de novembro, para ministrar uma palestra sobre o assunto. A atividade foi realizada no auditório do Centro Socioeconômico (CSE), e foram debatidos assuntos como agricultura familiar, consumo responsável e o impacto que a produção de alimentos tem em diversos setores da sociedade.

Carlo Petrini explicitou o conceito de gastronomia como uma ciência multidisciplinar, que vai além da culinária. “A gastronomia também é agricultura, zootecnia, biologia, química e física. A gastronomia, no nível humano, também é antropologia, história da cultura, é nossa identidade”. Além dessas áreas, o jornalista destacou que a gastronomia envolve economia política, porque as inúmeras disputas por terra que aconteceram na história da humanidade foram lutas pelo poder ligado à produção de alimentos. A distorção do conceito de gastronomia, segundo Petrini, está ligada a um paradoxo: “Nunca se falou tanto de comida, e a situação agrícola é um desastre, em qualquer parte do mundo. Essa visão induz a pensar mal, não é educativa”.
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Conferencistas do Planeta.doc abordam meio ambiente, sustentabilidade, cinema e economia

24/10/2017 17:33

“Uma ferramenta usada para entretenimento ou como elemento de propaganda, mas também para informar e sensibilizar sobre os problemas que a todos nos afeta”, afirmou Pedro Fuente, diretor do Festival Internacional de Cinema e Meio Ambiente de Saragoça, na Espanha. Ele se refere ao cinema. O II Planeta.Doc Conferência, parte da mostra de cinema socioambiental Planeta.doc, reuniu cineastas, cientistas e empreendedores de diversos lugares do mundo para falar sobre essa questão que é responsabilidade de todos: o meio ambiente e o futuro da humanidade. Os palestrantes falaram de problemas a serem resolvidos, soluções criativas e iniciativas que já estão em andamento, em uma programação que iniciou às 14h e foi até 22h30, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

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Núcleo de pesquisa promove palestra sobre programas de alimentação escolar do Brasil e EUA

22/09/2017 10:46

O Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições da UFSC irá apresentar a palestra American and Brazilian School Food Program: main differences and future perspectives (Programas de alimentação escolar americano e brasileiro: principais diferenças e perspectivas futuras) no dia 27 de setembro, às 14h, no auditório do Centro de Ciências da Saúde.

A palestra será ministrada em inglês por Charles Feldman (Montclair State University – USA Department Health and Nutrition Science) e haverá tradução consecutiva. 

Mais informações na página do núcleo.

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Estudo relaciona modelos de informações nutricionais com alimentação mais saudável

17/01/2017 12:25

Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)  mostrou que os estudantes universitários optam por refeições mais saudáveis nos restaurantes dependendo do tipo de informação mostrada nos cardápios. O estudo foi realizado no Brasil e na Inglaterra, onde eram apresentados cardápios com diferentes informações nutricionais aos estudantes antes de se servirem. A pesquisadora espera que a partir do estudo possam ser adotadas medidas legislativas com relação às informações nutricionais nos cardápios do Brasil e do mundo.
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Pesquisadoras da UFSC incentivam a prática culinária por meio de oficinas

14/07/2016 11:36

É comum que nos dias de hoje jovens universitários não tenham o hábito de cozinhar. Condições financeiras, falta de equipamentos e utensílios, de tempo, de habilidades ou insegurança na cozinha são barreiras que impedem os estudantes de preparar suas refeições. Além disso, estudos mostram uma mudança nos hábitos alimentares de jovens que saem da casa dos pais ao entrar na faculdade, pois passam a fazer refeições com baixo valor nutricional, principalmente comidas industrializadas, prejudiciais pelo excesso de açúcar, sódio, gordura e conservantes.

Oficina no dia 27 de junho no Laboratório de Técnica Dietética, CCS. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Oficina no dia 27 de junho no Laboratório de Técnica Dietética (CCS). Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

Com o objetivo de incentivar a prática culinária e ensinar técnicas de cozinha aos estudantes que moram sozinhos, as doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC, Greyce Luci Bernardo e Manuela Mika Jomori, com orientação da professora Rossana Pacheco da Costa Proença, conduziram oficinas de culinária com alunos da Universidade. O projeto é parte da tese de Greyce que, por meio das oficinas, pretende melhorar as práticas alimentares dos estudantes e avaliar a influência da intervenção no costume de cozinhar e consumir alimentos saudáveis.
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UFSC promove palestra sobre hipertensão, alimentação e nutrição

16/09/2014 08:28

“Hipertensão, alimentação e nutrição” é o tema da palestra que a nutricionista Dayanne da Silva Borges ministra na quarta-feira, 17 de setembro, às 9h30min, no auditório do HU. Entrada franca. Aberta a todos os interessados. Haverá emissão de certificado.

Informações: professora Jussara Gazzola : (48) 3721-3411.

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Alimentação no início da vida e os riscos de obesidade é tema de conferência nesta terça na UFSC

13/05/2014 08:45

Os Programas de Pós-Graduação em Nutrição e em Saúde Coletiva da UFSC promovem nesta terça-feira, 13 de maio, às 14h, no auditório do Bloco H, do Centro de Ciências da Saúde,  a conferência “Alimentation au debut de la vie et risque d´obesité” ( Alimentação no início da vida e risco de obesidade) com a pesquisadora francesa Marie Françoise Cachera, doutora em Ciências da Nutrição e Ppesquisadora honorária da Université Paris 13. Atualmente atua na linha de pesquisa Epidemiologia Nutricional da  Université Paris 5 e Université Paris 7.

Informações: (48)3721-6130

Conferência MARIE FRANÇOISE-2

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EdUFSC reedita clássico da Coleção Nutrição

24/02/2014 12:33

Ao reeditar Sociologias da Alimentação – Os comedores e o espacial social alimentar, a Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) assume uma posição de vanguarda no campo das publicações de língua portuguesa na área. A obra pioneira do socioantropólogo Jean-Pierre Poulain é apresentada e prefaciada pela professora Rossana Pacheco da Costa Proença, do Departamento de Nutrição e ex-pró-reitora da UFSC. Assinam a tradução, além de Rossana, os professores Jaimir Conte e Carmen Sílvia Rial. Um projeto gráfico arrojado e uma capa plástica marcam a reedição. A obra integra a Coleção Nutrição, inaugurada, em 2000, com o resgate de Alimentação através dos tempos, de autoria da primeira nutricionista do Brasil, a catarinense Lieselotte Hoeschl Onellas. 

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Núcleo de Antropologia promove jornadas de estudo da alimentação

18/10/2013 16:03

O Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (Navi) da Universidade Federal de Santa Catarina promove de 21 a 25 de outubro o evento “Comer, beber e pensar: jornadas de estudos da alimentação”, que reunirá pesquisadores da UFSC, Universidade Federal de Goiás e da Universidade de Brasília (UNB).

Com o tema “Antropologia da Alimentação”, a palestra de abertura será ministrada pela professora Ellen Woortmann (UNB) no dia 21/10 às 14h30 no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus Trindade.  Além de palestras e debates serão exibidos os documentários ” Brasil Orgânico” de Kátia Klock e Lícia Brancher e o “Mocotó do Morro” de Iur Gomez e Bob Barbosa.  As inscrições podem ser feitas no local.
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Palestra gratuita sobre alimentação, saúde e qualidade de vida

06/09/2013 14:26

O médico Luiz Fernando Nicolodi  ministrará a palestra “Alimentação, Saúde e Qualidade de Vida”, no dia 12 de setembro, às 19h, no Miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC. Entrada gratuita.

A alimentação é o “remédio” do dia a dia e não poderia deixar de ter um papel preponderante no nosso bem-estar, na nossa energia e disposição para trabalhar, meditar, dormir, interagir com os seres. A energia para que o nosso sistema neurológico, imunológico e endócrino produza proteínas, carboidratos, lipídios e exerça suas funções plenas são completamente dependentes da qualidade do que ingerimos.
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Desperdício fará subir preços dos alimentos, diz professora

14/08/2012 16:06
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As compras feitas em excesso e sem critério e a “síndrome da mãe cuidadosa” estão entre os fatores que geram grande desperdício de alimentos, sobretudo nos países desenvolvidos, afirma a professora Iva Pires

Problema crucial no planeta, cuja população não para de crescer, o desperdício de alimentos tem a ver com a mudança no estilo de vida das pessoas, a falta de planejamento doméstico e a desvalorização dos produtos alimentares no mix do orçamento familiar, revelou a professora Iva Miranda Pires, da Universidade Nova de Lisboa, em palestra realizada na manhã desta terça-feira, dia 14, no mini-auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC. Ela exibiu os dados de um estudo realizado – e premiado – em Portugal que mostra como o desperdício tem causas culturais e políticas que nem sempre são conhecidas pelo público.

 

As compras feitas em excesso e sem critério e a “síndrome da mãe cuidadosa”, como ficou conhecido o hábito materno de adquirir mais do que o necessário com medo de faltar comida para os filhos, estão entre os fatores que geram grande desperdício de alimentos, sobretudo nos países desenvolvidos. Por outro lado, pelo menos 30% da produção dos países da Europa não chega aos supermercados porque não atendem ao padrão estético estabelecido pela União Europeia. “A forma de apresentação e o rigor com o prazo de validade dos produtos faz com que muitas frutas fiquem no campo, elevando os preços e aumentando o desperdício final”, diz Iva Pires.

 

Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) demonstram que 1,3 bilhão de toneladas são desperdiçadas a cada ano em quatro instâncias principais: a propriedade rural, as agroindústrias, os supermercados e os consumidores. Como poucas grandes redes controlam todo o fluxo de alimentos no mundo e a produção de biocombustíveis (de milho, soja, trigo, beterraba, cana de açúcar e cevada) pode roubar parte da comida que seria destinada à alimentação humana, a professora prevê problemas sérios problemas de abastecimento e elevação dos preços em escala mundial. “De 2005 para cá ocorreu um aumento dramático dos preços, e esse fenômeno ainda está ocorrendo”, afirma ela.

 

Como resultado disso, a China está comprando milhões de hectares de terras na África para produzir alimentos. O país é gigantesco, mas nem todo o seu território é propício para a agricultura. Há grupos adquirindo terras por meio de leasing e em breve esse bem terá presença forte nas bolsas de valores. Também as mudanças climáticas vão pesar, exigindo mais irrigação e provocando um impacto no custo dos alimentos. “Na Europa, já se considera que os países mediterrâneos vão poder capacidade de produção agrícola, papel que terá de ser assumindo pelas nações frias do norte”, acredita a professora.

 

Vítimas do consumo – Outra característica da relação produção x consumo é que não se sabe mais a procedência dos alimentos. “Pouca coisa, hoje, provêm diretamente da agricultura, por causa dos intermediários, e o que comemos chega à nossa mesa após viajar milhares de quilômetros”, diz Iva. Um caso típico é o do salmão da Noruega, que é congelado, mandado para a China, onde as espinhas são extraídas com pinça, e depois devolvido à Europa, onde se paga 20 euros por uma posta. “A rede Starbucks é a que mais mal paga os produtores de café”, denuncia a professora portuguesa, dando outro exemplo de como o elo inicial da cadeia é o mais sacrificado.

 

Um número que ilustra esse desequilíbrio é que 57,1 milhões de toneladas (26% do total) de alimentos foram desperdiçadas em 2008 nos Estados Unidos só nas etapas de distribuição e consumo. “Somos vítimas da hiper-estimulação para o consumo, e depois somos estimulados a consumir produtos para emagrecer, e mais tarde remédios e procedimentos como lipoaspiração e cirurgias para perder o peso ganho com o excesso de alimentação ingerida”, constata a professora.

Mais informações com a professora Iva:

 

Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista da Agecom / UFSC
Fotos: Wagner Behr / Agecom / UFSC

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Palestra gratuita sobre a importância das gorduras na alimentação

25/05/2012 16:03

O Núcleo de Prevenção para Doenças Cardiovasculares da UFSC realiza no dia 1º de junho, sexta-feira, das 8h30min às 10h, a palestra “A importância das gorduras na alimentação”, ministrada pela nutricionista do Hospital Universitário (HU) da Mara Sérgia Pacheco Honório Coelho. O evento, que será realizado no Auditório do HU, é gratuito e aberto à comunidade.

Mais informações através do telefone (48) 3721-9712, ramal 221, ou pelo e-mail .

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