Conselho Universitário aprova alterações na estrutura administrativa da UFSC
O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou por unanimidade as alterações na estrutura administrativa da Universidade propostas pela nova gestão. A aprovação ocorreu em reunião realizada nesta terça-feira, 11 de agosto. O Conselho realizou sessão especial, uma vez que as mudanças implicam alteração no Regimento Geral da UFSC.
As modificações na estrutura organizacional da gestão da Universidade são: criação da Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento (Proplan), com elevação do status da Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan). Essa alteração foi apresentada com o objetivo de garantir maior alinhamento com outros órgãos da gestão, em especial com a Pró-reitoria de Administração (Proad), ação considerada estratégica “para garantir a efetividade do planejamento de compras, contratos e licitações, a previsibilidade da disponibilidade orçamentária e financeira, o acompanhamento da gestão e o fortalecimento do planejamento institucional”, justificou a Reitoria.
A Prefeitura Universitária dará origem à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra); a atual Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação também terá status de secretaria (Setic), preservando o nome; O Departamento de Inovação, até então vinculado à Pró-reitoria de Pesquisa (Propesq), dará origem à Secretaria de Inovação e Relacionamento Externo (Sinova).
O Departamento de Gestão Ambiental (CGA) será transformado na Secretaria de Sustentabilidade e Ação Climática (Sesac). A criação da Sesac está relacionada a um aumento das atribuições da área de gestão ambiental, que será responsável por elaborar a política institucional de sustentabilidade e de enfrentamento às mudanças climáticas.
Outras alterações na estrutura administrativa da UFSC foram a criação da Secretaria de Esporte e Bem-estar (Sesporte). Na gestão anterior, a área era gerida por meio de um departamento vinculado à Secretaria de Cultura e Arte (Secarte). A Secretaria de Educação à Distância (Sead) foi extinta, com redistribuição de suas funções e profissionais para outros órgãos, especialmente a Pró-reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd), a Pró-reitoria de Pós-graduação (PROPG) e a Secretaria de Comunicação (Secom).
Com as mudanças, a nova estrutura administrativa da UFSC será composta por dez secretarias e nove pró-reitorias. O voto do relator, professor Sérgio Peters, foi pela aprovação da reestruturação administrativa. A Reitoria tem um prazo de 120 dias para finalizar as adequações operacionais, orçamentárias e regimentais da nova estrutura.
Reunião com diretores de Centros de Ensino

Nova gestão da UFSC realizou primeira reunião com diretores de Centros de Ensino (Fotos: Divulgação)
O reitor Amir Oliveira, a vice-reitora Felipa Amadigi, e a equipe de pró-reitoras(es) e secretárias(os) da gestão se reuniram, pela primeira vez desde a posse, com as direções dos 15 Centros de Ensino da UFSC. O encontro, realizado na segunda-feira, dia 10, tratou das mudanças na estrutura, da situação dos contratos e do orçamento da UFSC para o segundo semestre.
Além da reestruturação administrativa, foram apresentadas aos diretores as condições dos principais contratos de prestação de serviços que a UFSC mantém e, principalmente, a situação orçamentária, resultado do diagnóstico realizado no primeiro mês de gestão.
A pró Reitoria de Administração, Mayara Teodoro Bellettini, apresentou em seguida o resultado da avaliação e acompanhamento dos contratos que a UFSC mantém para serviços como jardinagem, manutenção predial e instalação e manutenção de ar condicionado. Em alguns casos o contrato encerra ainda em agosto e serão feitos contratos emergenciais ou licitações, com previsão de conclusão dos processos em meados de setembro.
Já o Secretário de Planejamento, Vladimir Arthur Fey, detalhou o quadro orçamentário, revelando que a UFSC, de 2022 para este ano, tem um valor acumulado quanto a despesas de exercícios anteriores. Se em 2022 o valor foi de R$ 260 mil, em 2026 chega a R$ 20,3 milhões. O déficit se concentra em contas como energia elétrica, água e esgoto, fornecedores do RU e de contratos com limpeza e segurança. Para o secretário, tais compromissos têm que ser honrados, mas é um desafio enorme para os gestores buscar alternativas tanto na redução de despesas como em formas de ampliar receitas.
O reitor Amir Oliveira definiu a situação com uma frase: “É um cenário que não deve nos abater, mas estimular para buscar saídas, com essa postura de transparência acima de tudo e da busca coletiva de soluções”. Ao final da reunião o reitor anunciou que serão liberados recursos referentes a quatro meses de duodécimo integrais para as unidades acadêmicas e administrativas.























