Espaço Cultural Gênero e Diversidades convida para atividades gratuitas nos dias 11 e 12

06/06/2019 11:46

O Espaço Cultural Gênero e Diversidades (ECGD), espaço cultural desenvolvido em parceria com a SeCArte e a Saad da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebe nesta terça, 11 de junho, e quarta-feira, 12 de junho, duas atividades gratuitas e abertas ao público. O espaço fica na Rua Desembargador Vitor Lima, nº 45.

No dia 11 de junho, o Solo Teatral “Poeira” inicia às 20 horas e visa abordar temas como masculinidade e marginalização da mulher negra, através de elementos de atuação, de dança e de canto. Luan Renato iniciou, em 2017, sua graduação em licenciatura em Teatro, na Udesc. Em 2018, construiu o espetáculo “Poeira” durante a disciplina de interpretação IV e, desde então, realiza apresentações teatrais. Bailarino pela Skiante Cia de Dança, compõe o elenco do espetáculo Latência, além de participar de festivais de dança de caráter competitivo a nível profissional.

Já no dia 12 de junho, a partir das 12h15, acontece o Momento Bem-Estar “Práticas de respiração – princípios de Yoga”, com Cinthia Creatini, praticante de yoga, antropóloga, mãe, terapeuta (yoga massagem ayurvédica), buscadora do autoconhecimento através de círculos femininos e consagrações com plantas de poder.
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Retrospectiva UFSC 2017: março e abril

02/02/2018 12:39

Trote do curso de Jornalismo. Foto: Giovanna Olivo.

A vida nos campi da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) retorna com força total a partir de março de 2017. Os corredores, até então vazios, começam a ser ocupados pelos estudantes que retornam de férias e pelos calouros eufóricos e curiosos pelo início da graduação.

chegada dos calouros é celebrada pela UFSC, que desenvolve diversas atividades para que eles se sintam em casa. A recepção dos estudantes realizada na Biblioteca Universitária (BU) reuniu exibição de filmes, visitas orientadas, exposições e contação de histórias. Também foram oferecidas orientações sobre os serviços gratuitos e canais de comunicação, além de um mapa da UFSC. O Manual do Calouro, realizado em conjunto com o DCE e a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), também foi disponibilizado.

O primeiro dia de aula é contado na reportagem especial “Vida de calouro”, realizada pela Agência de Comunicação da UFSC (Agecom). E para reduzir a alta reprovação de novos estudantes nas graduações em Engenharia, o departamento de Matemática (MTM) ofereceu, pela primeira vez, a disciplina Pré-cálculo para os cursos do Centro Tecnológico (CTC).

Uma data especial é celebrada no mês de março: o Dia Internacional da Mulher. Foi realizada uma roda de conversa no CCE, com a presença da presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, e participação via skype da pesquisadora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Márcia Veiga. O dia 8 foi marcado por uma extensa programação de debates, mesas-redondas, manifestações, paralisações e exposições. Para a UFSC, essa é uma oportunidade de “falar sobre a resistência, lutas e trajetórias de um gênero em busca da construção de uma sociedade diversa e solidária.”

Ainda em março de 2017 foi publicado o UFSC Explica: Feminismo, parte de uma série que oferece o viés acadêmico, com participação de pesquisadores da UFSC, sobre assuntos em evidência na sociedade.

A Diversidade e a Inclusão são características presentes na UFSC por meio de ações voltadas à comunidade interna e externa. Um retrato disso foi apresentado em 14 de março,  quando foi lançado o Calendário da UFSC 2017. O projeto, ancorado no conceito Aqui tem diversidades, produzido pela Agecom e impresso na Imprensa Universitária (IU), foi distribuído aos servidores com a proposta de fortalecer e disseminar o posicionamento contra qualquer ato de discriminação e despertar a sociedade para o respeito.

No mesmo mês foi realizada a entrega de certificados aos 140 formandos no curso de Especialização em Gênero e Diversidade na Escola (GDE), promovido pelo Instituto de Estudos de Gênero da UFSC. O objetivo do curso é oferecer aos profissionais da rede pública de Educação Básica conhecimentos acerca da promoção, do respeito e da valorização da diversidade étnico-racial, de orientação sexual e identidade de gênero, colaborando para o enfrentamento da violência sexista, étnico-racial e homofóbica no âmbito das escolas.

Réplica de uma mesa de escritório dos anos 1980. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC.

E no dia 17 de março foi realizada a inauguração do Museu Patrimonial Itinerante da UFSC. Uma iniciativa inédita que reúne 18 objetos, de diferentes épocas e usos, narrando parte da história da Universidade. Máquina de escrever, retroprojetor, mimeógrafo e estojo normógrafo são algumas das peças que, até pouco tempo atrás, faziam parte do dia-a-dia no campus e hoje adquiriram valor histórico.

A UFSC, ao longo dos anos, tem se destacado entre uma das melhores universidades do país. Sua excelência foi reafirmada em março de 2017 com a divulgação do Enade 2015: UFSC mantém nota máxima na avaliação do Exame. Dentre as 12 universidades que tiraram nota 5, a UFSC ficou na 7ª posição com IGC contínuo de 4,0935.

A universidade também mostrou que é possível ser inovadora na área de gestão, ao receber o prêmio na subcategoria “Pregão com o objeto mais inusitado”, realizado em concurso no 12º Congresso Brasileiro de Pregoeiros. Desenvolveu o Planejamento Participativo na Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC no ano em que o setor completou 25 anos. Os setores de Jornalismo, Design, Redes Sociais, Comunicação Interna, Memória Fotográfica, Secretaria e os estagiários estiveram focados na execução do planejamento que guiará as ações de comunicação da Universidade.

Cartaz da campanha “Adote uma caneca”.

O meio ambiente e a sustentabilidade foram abordados em diferentes projetos, como o que buscou 50% da redução do uso de copos plásticos na Universidade por meio do incentivo de uso de recipientes reutilizáveis (copos, garrafinhas, canecas) pelos servidores e estudantes, em campanha chamada “Adote uma caneca”.

A UFSC se tornou um Ponto de Entrega Voluntária (PEV) para arrecadar óleo de cozinha usado, localizado no térreo do prédio do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental  com o objetivo de evitar a poluição da água.

Também foi destaque a instalação da primeira boia meteo-oceanográfica (SiMCosta SC-01) em Santa Catarina, fundeada nas proximidades da Ilha do Arvoredo, interior da Reserva Biológica (Rebio) Marinha do Arvoredo, em Florianópolis. Fruto de uma parceria entre o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta), a UFSC e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) visa o monitoramento de longo prazo na Rebio Marinha do Arvoredo.

Abril de 2017

O nível de excelência e diversidade da UFSC é demonstrado em reportagens publicadas no site da universidade durante todo o mês. Estudantes, servidores e comunidade são os atores que fazem essa instituição conquistar o que almeja ser: “uma universidade de excelência e inclusiva”.

Os estudantes são destaque em abril. Elana Silva de Souza, estudante da sétima fase de Ciências Contábeis da UFSC, subiu ao pódio no Campeonato Mundial Amador de Xadrez, realizado na Itália de 1º a 8 de abril. Com isso, além do título de Campeã Pan-americana conquistado na Argentina em 2016, soma-se o terceiro lugar no mundial.

Pedro Casali. Foto: Divulgação.

Pedro Casali, acadêmico do curso de Engenharia de Controle e Automação da UFSC, em intercâmbio na França, iniciou um trabalho na Organização das Nações Unidas (ONU) como integrante da Local Pathways Fellowship, uma rede formada por 50 jovens-líderes de vários países, com o objetivo de capacitar e empoderar jovens a implementarem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) em sua região. O trabalho será levado à cidade catarinense de Joinville.

Na área de ensino, o curso de licenciatura em Matemática do campus Blumenau foi o primeiro da unidade a ser reconhecido e obteve conceito 4 (Muito Bom) em parecer do Ministério da Educação (MEC/Inep). Com 155 alunos regulares na época, o curso iniciou suas atividades em 2014.

Na extensão, o Laboratório de Experimentação Remota (RExLab) do campus Araranguá recebeu o prêmio internacional GOLC (Global Online Laboratory Consortium), de melhor laboratório controlado remotamente. Desde 2014 o GT-MRE atende mais de 5 mil alunos e docentes no estado de Santa Catarina, em todos os níveis escolares.

Ainda, em abril, a UFSC firmou acordo de cooperação com o Instituto Padre Vilson Groh com o objetivo de incentivar o intercâmbio técnico, científico, cultural e administrativo, de instalações físicas, equipamentos e de recursos humanos entre as duas instituições para o desenvolvimento de pesquisas e atividades de extensão, cursos de pós-graduação, estágios e outros serviços de interesse comum. A proposta é criar uma interface com as demandas das comunidades, como moradia, saúde, arquitetura e urbanismo na área social e psicologia.

universidade realizou, em Joinville, o 3º Encontro Nacional de Cursos de Graduação em Engenharia de Transportes, Logística e Mobilidade, com os objetivos de discutir uma proposta de currículo mínimo, além de esclarecer os participantes acerca dos procedimentos de reconhecimento do profissional egresso desses cursos.

O Conselho Universitário (CUn) aprovou, por unanimidade, o título de Professor Emérito ao docente aposentado Dilvo Ilvo Ristoff. Dilvo foi o primeiro reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

Kamila Silva Pereira, na cerimônia de formatura em Pedagogia. Foto: G1/Globo

A diversidade e a acessibilidade na UFSC se refletem na conquista de Kamila Silva Pereira, de 29 anos, que superou as dificuldades de locomoção e fala decorrentes de uma paralisia cerebral e formou-se em Pedagogia na Universidade. Para chegar até a UFSC, foram anos de dedicação e amor da mãe, conforme reportagem veiculada no Jornal do Almoço.

Uma cartilha elaborada pelo Serviço de Psicologia Educacional da Coordenadoria de Assistência Estudantil (CoAEs) da UFSC orienta os estudantes a respeito de serviços, ações e projetos nas áreas da saúde, assistência social, lazer, arte e cultura, oportunidades de estágio e emprego, assim como outros serviços ofertados em Florianópolis.

Na área de gestão, obras retomadas e melhorias marcaram o mês de abril. O contrato para a conclusão das obras do prédio do Centro Sócio Econômico, paradas há cerca de cinco anos, foi assinado. Também está prevista a construção de uma nova subestação de energia, que ficará localizada próximo à Secretária de Segurança Institucional (SSI).

No dia 19 foram iniciadas as obras de reforma das quadras externas e urbanização do complexo esportivo do Centro de Desportos (CDS). Aguardada há mais de dez anos, a obra revitalizou pisos, equipamentos e iluminação de sete quadras externas, além de calçadas e passeios no entorno do espaço.

O horário de verão da UFSC realizado no período da manhã pelo segundo ano consecutivo mostrou-se mais econômico do que no período vespertino. A economia estimada ultrapassa os 322 mil reais em comparação com o mesmo período de dias de 2014/2015, que equivalem a 9,9% de redução com o custo do consumo (kWh).

Em abril, a vida funcional de muitos servidores da carreira técnico-administrativos em Educação (TAEs) começou a mudar. A Prodegesp divulgou a chamada pública de redistribuição de cargos para TAEs para manifestação de interesse para redistribuição. A Chamada Pública nº 01/2017 teve 25 vagas nos cinco campi da UFSC: Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville.

Mais informações

A retrospectiva de 2017, produzida no mês de janeiro de 2018, busca oferecer à comunidade universitária uma síntese dos principais fatos deste complexo ano que vivemos. São seis matérias, agrupadas por bimestres. Cada texto é de autoria de um membro da equipe da Agecom, que trouxe seu olhar para os eventos que tiveram cobertura da Agência. Essa retrospectiva visa ao registro e memória de um dos mais marcantes anos da história recente da UFSC.

As matérias são publicadas nas segundas, quartas e sextas, de 29 de janeiro a 9 de fevereiro de 2018 e estão registradas na página Retrospectiva Agecom.

 

Nicole Trevisol/Jornalista da Agecom/UFSC

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‘Aliança pela Igualdade e Diversidade’ transformará salas em espaço de acolhimento

24/11/2017 13:00

O Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC) lançou durante a abertura da 3ª Semana de Combate às Fobias de Gênero na Saúde (SCFGS), nesta terça-feira, 21 de novembro, no Auditório da Pós-graduação do CCS, a iniciativa ‘Aliança pela Igualdade e Diversidade’. O objetivo da ação é fornecer adesivos aos servidores e setores interessados em apoiar e acolher pessoas que tenham passado por algum tipo de violência ou assédio.

Segundo Marcela Veiros, chefe do Departamento de Nutrição e idealizadora da iniciativa, a ação foi aprovada pelo Centro e a identificação estará disponível a partir da próxima semana aos interessados. “Temos que nos colocar no lugar do outro, ver o que está acontecendo e não fechar os olhos ou sofrer calado (a). As salas identificadas se tornarão um local de acolhimento ao estudante, aos colegas servidores, ou seja, a todos que estão passando por algum tipo de violência ou assédio. A iniciativa começa no CCS, mas a expectativa é que toda a comunidade da UFSC adote a ideia”, explica ela.

Para Rodrigo Moretti, docente no Departamento de Saúde Pública, a iniciativa visa levar o aprendizado aos estudantes para além da sala de aula. “Se não tivermos um ambiente que mostre apoio e suporte às pessoas para discutir essa temática, como os nossos estudantes vão atuar no serviço de saúde e dar esse tipo de atenção?”, questiona ele.

Para ampliar o debate sobre as questões de gênero e saúde, o Centro tem trabalhado na criação de diversas ações. Uma delas é a Semana de Combate às Fobias de Gênero na Saúde (SCFGS), realizada na UFSC pela terceira vez entre os dias 21 e 23 de novembro, e a recente aprovação da disciplina optativa ‘Gênero, Diversidade e Saúde Coletiva’, que será ministrada por Moretti e oferecida pelo Departamento de Saúde Pública a toda a comunidade universitária. “Essa temática deve ser discutida em todos os âmbitos. Temos muito a caminhar”.

Para Marcela é preciso prestar informações sobre a questão de gênero. “Só com a educação conseguiremos fazer com que as pessoas percebam e entendam o que está acontecendo e, com isso, mudem a sua postura e o seu comportamento”.

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A logomarca da iniciativa ‘Aliança pela Igualdade e Diversidade’ foi criada pelo ex-aluno do curso de Ciências da Computação da UFSC, Bruno Melo.

Nicole Trevisol / Jornalista da Agecom / UFSC

Henrique Almeida/Agecom/UFSC

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Instituto de Estudos de Gênero da UFSC é homenageado em Ato Parlamentar Solene na Alesc

23/11/2017 10:50

O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), representado pelas servidoras Miriam Grossi, Mara Lago e Olga Zigelli Garcia, foi homenageado na noite desta quarta-feira, 22 de novembro, em Ato Parlamentar Solene realizada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Por indicação da deputada estadual Luciane Carminatti, a homenagem ocorreu no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright e contou com a presença de autoridades, parceiros do IEG, estudantes de graduação e pós-graduação, ativistas de movimentos sociais e gestoras públicas.
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UFSC recebe 3º Simpósio Sul da Associação Brasileira de História das Religiões

16/11/2017 10:51

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe nos dias 20, 21 e 22 de novembro o 3º Simpósio Sul da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR). O tema desta edição é ‘Educação, Religião e Respeito às Diversidades’, cujo objetivo é fomentar diálogos que valorizem e dignifiquem as diversidades como elementos centrais dos processos de formação educacional e humana.
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UFSC sedia 6º Congresso Nacional de Inclusão Social do Negro Surdo

14/11/2017 10:45

 A UFSC vai sediar o 6º Congresso Nacional de Inclusão Social do Negro Surdo (VI CNISNS), nos dias 16, 17 e 18 de novembro, sob coordenação do professor Victor Hugo Sepulveda da Costa, do Departamento de Língua de Sinais Brasileira, do Centro de Comunicação e Expressão (CCE), e da professora Maria Auxiliadora Bezerra de Araújo, do Instituto Federal Catarinense (IFC/Sombrio).

O Congresso Nacional de Inclusão Social do Negro Surdo é um evento importante para a comunidade Negra Surda brasileira, presumindo o empoderamento de lideranças dentro da comunidade surda, afim de lutar pela legitimação dos direitos sociais, perpassando temas transversais que envolve o arcabouço histórico desta comunidade.
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Café (Psico) Antropológico debate gênero, sexualidade e diversidade, nesta quinta

09/11/2017 07:31

Mais uma edição do Café (Psico) Antropológico será realizada nesta quinta-feira, 16 de novembro, a partir das 16h30, na Sala Silvio Coelho dos Santos (CFH/UFSC). Para participar, basta de dirigir até o local, não é necessária a inscrição.

O tema ‘Retrocessos nas políticas de gênero, sexualidade e diversidade no Brasil: fundamentalismos na educação e nos museus’ contará com o debate de Amurabi Oliveira (Ciências Sociais/UFSC), Eduardo Bonaldi (Ciências Sociais/UFSC), Nise Jenkings (Metodologia de Ensino/UFSC) e Thainá Castro (Museo/UFSC). A coordenação será de Miriam Grossi (Antropologia/UFSC).
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UFSC realiza recepção de indígenas, quilombolas e negros das vagas suplementares

28/07/2017 10:27

A Universidade Federal de Santa Catarina e a Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD) irão realizar a recepção dos calouros das vagas suplementares Indígenas, Quilombolas e Negros do segundo semestre de 2017. O evento ocorrerá no Auditório do Centro de Ciências Jurídicas na próxima terça-feira, 1º de agosto, às 18h.

O reitor Luiz Luiz Carlos Cancellier de Olivo; o pró-reitor de Graduação, Alexandre Marino Costa; o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Pedro Luiz Manique Barreto; e a secretária de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD), Francis Solange Vieira Tourinho, estarão presentes. Os coordenadores e professores das fases iniciais também foram convidados à participar da recepção.

Os estudantes receberão as boas-vindas e serão orientados quanto a assuntos acadêmicos, procedimentos, auxílios permanência, locais de assistência, além de assistirem uma apresentação da Universidade de forma geral.

Mais informações na SAAD.

 

 

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UFSC promove oficina de cartazes em apoio ao orgulho LGBT na próxima terça-feira

21/06/2017 17:00

A Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento à Violência de Gênero (CDGEN) da Secreataria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD) irá promover oficinas de confecção de cartazes e tarjetas em apoio ao orgulho LGBT no dia 27 de junho, terça-feira, véspera do Dia do Orgulho LGBTI.

A CGEN buscou parceria entre alunas de cada Centro de Ensino que, em horário que ficar melhor de acordo com o contexto de cada centro, farão oficina de confecção de cartazes com frases curtas de apoio à causa LGBT.

A CDGEN se responsabilizará pela confecção e colocação de cartazes para o  RU, BU e prédio da Reitoria.

Mais informações pelo e-mail

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Aula Magna incentiva a quebra de paradigmas e defende a universidade como espaço de transformação

16/03/2016 20:52
Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

“Eu sou uma afronta para muitos colegas de trabalho. Sou uma afronta para muitos professores, reitores, pró-reitores. Também sou uma afronta para muitos discentes. Mas eu resisto, eu insisto, eu estou presente para ser o que quero ser.” Esse foi o tom que marcou todo o discurso da professora Luma Nogueira de Andrade, do Instituto de Humanidades e Letras (IHL) da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), na aula magna do primeiro semestre letivo de 2016. Luma é a primeira travesti a conquistar o título de doutora e a ocupar o cargo de professora de uma universidade pública e federal no país.

A partir do tema “Moral, código (i)moral e (i)moralidade dos costumes: a relação entre sujeitos e normas em épocas e lugares diferentes”, Luma iniciou sua aula explicando que se identifica e se autodenomina como travesti por uma questão política: “Por que eu não posso me afirmar enquanto travesti? Enquanto transexual? O que fizeram com nossas travestis ao longo da história?” A professora argumentou que a sociedade, em diferentes épocas, excluiu as travestis de suas instituições, lares, escolas. Justamente por isso é preciso criar linhas de fuga, inventar outras possibilidades, “fissuras nas normas”: “Estou aqui para dizer que é possível, sim, para uma travesti, ser doutora, ser professora universitária”.

Luma relatou os desafios que enfrenta como docente da Unilab, uma instituição de ensino que se propõe a ser plural, com o duplo desafio da internacionalização e da interiorização. “Lá existe uma grande resistência à diversidade sexual. É uma cultura muito fechada. Mas acredito que é possível uma transformação. A universidade deve ser um lugar de quebra de paradigmas.” Tendo como principal referência a obra “História da Sexualidade”, de Michel Foucault, a professora expôs a evolução do conceito de moral e moralidade desde a Antiguidade, passando pela Idade Média, até os dias atuais. Segundo ela, a cultura condiciona nossa visão de mundo e interfere, inclusive, no plano biológico, quando institui um modelo idealizado de homem e mulher. “Se hoje somos racistas, sexistas, é porque fomos adestrados a compreender o mundo nessa perspectiva. Mas é preciso estar aberto para as diferenças.”

Outra questão que abordou foi o fato de vivermos o tempo todo rodeados de códigos e regras: “Buscamos nesses códigos o que parece natural. O que é belo? O que a sociedade define como belo? Temos que perceber que o mundo não nasceu a partir do momento em que abrimos os olhos. Achamos que tudo é natural, mas tudo são regras e normas. O tempo todo nos é imposta uma forma de ser.” A professora incentivou a reflexão e a desconstrução desses paradigmas, chamando a atenção do público para o fato de que, mesmo entre aqueles considerados “imorais”, existem normas e códigos: “No campo da diversidade há, muitas vezes, a reprodução de uma heteronormatividade. Não devemos reproduzir a mesma forma de pensar que tanto criticamos.”

A aula magna ocorreu no auditório Garapuvu, do Centro de Cultura e Eventos, na noite de terça-feira (15). Estiveram presentes a reitora Roselane Neckel, a vice-reitora Lúcia Helena Martins-Pacheco, e a pró-reitora de pós-graduação Joana Maria Pedro, que presidiu a mesa.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

Público

Minutos antes da aula começar, a caloura do curso de História, Thayná Costa, 22 anos, a aguardava com grandes expectativas: “Achei incrível uma travesti ser convidada para recepcionar os calouros. A universidade, principalmente a universidade pública, deve se posicionar contra as discriminações e dar o exemplo. Não sou trans, sou cis, mas quero aprender com a professora sobre respeitar o diferente e não reproduzir opressões.”

Quando Luma encerrou seu discurso, o público a aplaudiu de pé, demonstrando grande contentamento com o que acabara de ouvir. Dandara Manoela Santos, 23 anos, aluna da 5ª fase do Serviço Social, disse estar muito satisfeita: “Achei fantástico. Foi uma experiência bem positiva. Eu já tinha ouvido falar bem dela, mas ela me surpreendeu, foi além do que eu tinha imaginado. O que mais me chamou a atenção foi quando disse que a gente tende a reproduzir os mesmos comportamentos que criticamos.”

A estudante da 3ª fase de Ciências Sociais, Delza da Hora Souza, 20 anos, ressaltou a importância da presença de Luma na UFSC: “É um marco histórico para a universidade ter como convidada para uma aula magna uma professora travesti. Mais do que nunca, precisamos discutir as questões de gênero. A professora mostrou que as coisas nem sempre foram assim. É preciso sempre se reinventar, criar novas possibilidades. Se a homossexualidade ainda não é vista com bons olhos, podemos transformar essa realidade. Enquanto travesti, a professora deixa uma inspiração admirável para todas as mulheres.”

Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC

Manifestações

Antes de iniciar a aula, integrantes do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) e do Instituto de Estudos de Gênero (IEG) entraram no auditório portando cartazes com mensagens como “Mulheres na luta para mudar a universidade”; “Lugar de mulher é onde ela quiser”; “A violência contra a mulher não pode ter voz”. A manifestação foi breve e silenciosa. Em seguida, cerca de 30 estudantes, que se autodenominavam como um grupo independente, entraram no auditório proferindo gritos de protesto. Uma das principais reivindicações foi em relação à moradia estudantil. Nos cartazes, as mensagens: “Permanência e moradia”; “Resistir para permanecer”; “Não basta acessar, é preciso permanecer”. Estudantes indígenas também manifestaram insatisfação com as condições de permanência e indignação com comportamentos racistas dentro do campus.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

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Seminário sobre Educação reforça a urgência do combate a preconceitos e desigualdades

29/10/2015 18:20

Mesa-redonda com Ronaldo Crispim Sena Barros, Joana Maria Pedro e André Luiz de Figueiredo Lázaro. Foto: Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

Racismo. Machismo. Xenofobia. Essas e outras formas de preconceito e discriminação foram debatidas pelos participantes do Seminário Regional de Acompanhamento do Plano Nacional de Educação (PNE), que ocorreu na última terça-feira, 27 de outubro, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento teve por objetivo discutir dois eixos da Conferência Nacional de Educação (CONAE): Eixo I – “Educação e diversidade: justiça social, inclusão e direitos humanos” e Eixo VI – “Valorização dos profissionais da educação: formação, remuneração, carreira e condições de trabalho”. Os convidados para a mesa-redonda da manhã, que debateu o primeiro eixo, foram o professor André Luiz de Figueiredo Lázaro, da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (Flacso), e  Ronaldo Crispim Sena Barros, da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção de Igualdade Racial do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. A responsável pela mediação foi a pró-reitora de pós-graduação da UFSC, Joana Maria Pedro.

André iniciou sua exposição ressaltando que os desafios da Educação são desafios de toda a sociedade brasileira: “Talvez a Educação seja o campo da vida onde a discussão dos direitos e da igualdade sejam mais pertinentes”. O professor se referiu à Educação como um mecanismo de luta contra a pobreza, a desigualdade, o preconceito e a discriminação. Segundo ele, é preciso valorizar o esforço dos professores e gestores e reestruturar o sistema educativo. “Sem ignorar as críticas, devemos reconhecer que temos um grande sistema escolar. Há uma rede de escolas por toda parte. Mas ainda é preciso transformar esse sistema escolar em um sistema educativo.” Ele argumenta que a Educação ainda não conseguiu diminuir os preconceitos de gênero e de cor que persistem na sociedade: “A desigualdade não é um evento, é estrutural. Por isso o debate sobre racismo e sexismo não pode ser só dos negros e das mulheres, deve ser de todos”.

Após expor gráficos que indicam que as diferenças entre homens e mulheres, pobres e ricos, negros e brancos não têm diminuído ao longo dos anos, André afirmou que o principal desafio da sociedade brasileira é identificar de que maneira a Educação pode romper com preconceitos e promover a igualdade. “A escola ainda valida os processos de exclusão. Mas não podemos demandar dos profissionais da Educação algo sem lhes oferecer as condições adequadas para executá-lo”. O professor elogiou a inclusão do tema gênero nas provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), aplicadas nos dias 24 e 25 de outubro. Por outro lado, criticou o fato de as universidades brasileiras estarem cada vez mais voltadas à profissionalização e menos à reflexão. “Nossas universidades foram capturadas pelas corporações. Não se formam mais cidadãos críticos, nosso ensino está despolitizado”. Uma das formas de reverter esse quadro seria estimular a aproximação entre o ensino superior e a educação básica, que compreende educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. “As pesquisas acadêmicas raramente se traduzem em material didático. As universidades deveriam buscar linhas de financiamento para  traduzir o material rico que produzem em algo acessível aos professores e estudantes da educação básica”. As escolas seriam, dessa forma, continuamente subsidiadas com informações contemporâneas sobre diversidade e igualdade.

Foto: Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

Foto: Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

‘Um ambiente mais diverso é um ambiente mais rico’

Antes de começar sua palestra, Ronaldo Crispim Sena Barros pediu um minuto de silêncio pelo haitiano Fetiere Sterlin, 33 anos, que morreu após ser esfaqueado em Navegantes, litoral norte de Santa Catarina, no dia 17 de outubro. O agressor agiu, supostamente, movido por sentimentos xenofóbicos e racistas. A seguir, o professor disse: “Há momentos em que o silêncio fala mais. Esse acontecimento representa algo que a gente tenta explicar. O que provoca o racismo? O machismo? O que provoca esses fenômenos universais?”. Ele argumenta que a ausência de conhecimento pode gerar ações irracionais e de ódio. “As pessoas operam sem refletir, sem pensar. São guiadas por estereótipos, por construções estigmatizadas que geram hierarquias”. A atribuição de diferentes valores aos indivíduos é o que causa a exclusão social. Ronaldo reconhece que há, ultimamente, mais espaço no Brasil para a discussão dessas problemáticas. Mas ao mesmo tempo, também há uma reação conservadora em todas as esferas políticas e sociais: desde as esferas de poder até a vida cotidiana e os ambientes virtuais. “É preciso compreender como essas manifestações encontram moradia no coração dos indivíduos e se retroalimentam. Hoje há uma inversão de valores. Desejo que isso seja superado. Não podemos correr o risco de passar de uma reação conservadora a um retrocesso de direitos. As conquistas antes do Golpe de 1964 levaram muito tempo para serem recuperadas.”

O professor expôs que não existe base ideológica, moral, legal ou raciocínio intelectual que possa dar a um indivíduo menos valor por seu aspecto físico, seu gênero ou sua cor de pele. Isto é, não é possível sustentar a ideia de que há diferentes níveis de humanidade. “Apenas a superação de fenômenos como machismo e racismo pode restabelecer a condição humana das pessoas. Não é nossa consciência que determina nossa vida, é nossa vida prática que determina nossa consciência”. Reiterando os argumentos do professor André, Ronaldo ressaltou que toda a sociedade seria beneficiada com o combate aos preconceitos: “Um ambiente mais diverso é um ambiente mais rico. A diversidade representa riqueza social.”

Foto: Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

Foto: Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC

Profissionais e pesquisadores da Educação abrem o evento

A abertura do evento teve a participação de Elza Marina da Silva Moretto, coordenadora do Fórum Estadual de Educação de Santa Catarina; Pedro Rodrigues da Silva, representando a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis; Vera Lúcia Bazzo, representando a Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE); Rute da Silva, coordenadora do Comitê Gestor Institucional de Formação Inicial e Continuada dos Profissionais da Educação Básica (COMFOR/UFSC); Nestor Manoel Habkost, diretor do Centro de Ciências da Educação (CED) e Roselane Neckel, reitora da UFSC.

Rute inaugurou as exposições citando Paulo Freire: “Se a Educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”. A seguir, Vera Lúcia ressaltou a importância de se defender o direito à educação como marco fundamental das políticas públicas. Nestor afirmou que a precariedade das condições de trabalho dos profissionais representa uma precariedade geral da Educação: “Os professores se dedicam integralmente à Educação do país”. Roselane ressaltou a importância  de uma reflexão sobre misoginia, machismo e preconceitos nas escolas e afirmou que a universidade pública é responsável pela produção de conhecimento e formação de cidadãos: “O conhecimento deve combater preconceitos. Opiniões devem ser baseadas em conhecimentos”. Ela ressaltou que, além do sofrimento físico, também é importante evitar os sofrimentos psíquicos e da alma. “Tristeza e sofrimento não se dão apenas pela pobreza, mas também por preconceitos étnicos e de gênero. O grande desafio é fazer a transformação no cotidiano, no dia a dia. Um mundo melhor é um mundo de respeito a todos e todas.”

O evento ocorreu no auditório Garapuvu, Centro de Eventos, das 9h às 18h. O período da tarde foi dedicado à discussão do Eixo VI do PNE: “Valorização dos profissionais da Educação: formação, remuneração, carreira e condições de trabalho”. Os palestrantes convidados para essa mesa-redonda foram a professora Gisele Masson, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Andrea do Rocio Caldas, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC

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TV UFSC: confira a edição do telejornal UFSC Cidade desta sexta

04/09/2015 20:36

O telejornal UFSC Cidade traz na edição desta sexta-feira as seguintes reportagens:

– Acessibilidade no Projeto Tamar
– Exposição “Memórias Migratórias”
– Reabertura do Restaurante Universitário
– Fórum da Diversidade
– Agenda cultural para o feriadão

Produzido pela equipe da TV UFSC, o telejornal UFSC Cidade Revista vai ao ar às sextas-feiras, às 20h15min, com notícias variadas de interesse da comunidade.

:: Acompanhe a TV UFSC:

– canal 15 da NET Florianópolis; – canal aberto 63.1 digital.

– http://www.tv.ufsc.br

– http://www.youtube.com/tvufsc

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Antropólogo português participa de videoconferência aberta sobre gênero

28/02/2013 08:49

O antropólogo português Miguel Vale de Almeida ministrará uma videoconferência no dia 1º de março, das 19h às 21h, como parte das atividades do curso Gênero e Diversidade na Escola, promovido pela UFSC. O tema da palestra é  “Masculinidade e Homoparentalidades”.  A comunidade universitária poderá acompanhar a palestra pelo link (http://server.stream.ufsc.br/aovivo) ou no Pólo Universidade Aberta do Brasil (UAB) Florianópolis, localizado na Rua Ferreira Lima, 82, Centro.

(mais…)

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“Trote é para brincar, não para maltratar” é tema de cartilha

23/02/2011 16:52

Capa da cartilha foi feita por Charles Fernandes, aluno do Ensino Médio e bolsista do Pibic

A musiquinha é velha e a tradição de cantá-la se perpetua de um semestre a outro, de um ano a outro, há pelo menos uma década. A letra rima frases em que se alardeiam a dificuldade em conseguir boas notas, a bebedeira recorrente e o alto índice de “mulheres feias” nos cursos de engenharia. Comum é ver calouros, a cada semestre, sendo incitados a cantá-la pelos veteranos no campus da UFSC e redondezas e encontrar dentre eles as novas alunas participando também do ritual que entoa sua suposta feiúra. Lá vão eles: passam na frente do Restaurante Universitário, do Básico, do próprio Centro Tecnológico e os graves gritos de guerra contêm as notas agudas tão características das vozes femininas; todos os novatos são a atração do horário do almoço, e as futuras engenheiras bradam aos quatro ventos que são feias por tabela.

Quem defende o trote sujo sempre alega que “participa quem quer”. Mas é sabido que a “adesão espontânea” não é tão espontânea assim. “Todos os calouros querem se integrar. Há a ideia de que quem não passa pelo ritual do trote pode ficar marcado durante todo o curso”, explica a professora Miriam Pilar Grossi, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da UFSC. “Muitas vezes as mulheres concordam em participar de uma atividade que, no início, não é violenta, mas depois se transforma e então desistir é mais difícil”, completa.

Neste semestre, no entanto, calouros e veteranos terão novos argumentos para discutir a respeito das atividades de recepção dos novatos. Com o lema “trote é para brincar, não para maltratar”, a Cartilha de prevenção às violências sexistas, homofóbicas e racistas nos trotes universitários será lançada no primeiro dia de aula, 14/03, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), às 18h30.

Muitas mãos em favor da diversidade

A publicação foi concebida pelo NIGS – cerca de vinte alunos de graduação, mestrado e doutorado participaram da confecção -, contando com a colaboração de estudantes do segundo ano do Ensino Médio das escolas Jurema Cavalazzi (do bairro José Mendes, da Capital, onde estuda Charles Fernandes, criador da capa) e Idelfonso Linhares (Aeroporto), que tomaram parte da atividade através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do CNPq voltado ao Ensino Médio, numa iniciativa pioneira em convênio com a UFSC.

O principal objetivo, de acordo com Miriam, é alertar os alunos sobre a realização de trotes violentos, preconceituosos e discriminatórios. “Geralmente as palavras de ordem envolvem piadas contra o homossexualismo, tratando as diferenças de forma negativa. Entendemos que uma universidade – principalmente pública – deve incitar a cidadania, ressaltando o respeito à diversidade”, justifica a professora.

Ilustrações e textos didáticos incentivam o trote solidário e as confraternizações em detrimento das atividades consideradas sexistas, racistas ou homofóbicas, vexatórias, violentas e humilhantes. A participação obrigatória em qualquer dessas brincadeiras também é condenada pela cartilha.

Conceituando e cercando o preconceito

O documento traz ainda conceitos sobre sexismo, racismo e homofobia, e contatos úteis àqueles que se sentirem violentados ou constrangidos, seja dentro da própria UFSC, como os da Ouvidoria e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), seja de organizações não-governamentais que atuam na defesa de direitos humanos ou órgãos do governo para os quais tais situações podem ser denunciadas.

A reunião dessas informações teve como ponto de partida pesquisa de campo realizada pela professora Miriam e seus alunos durante vários anos. “Obtivemos excelentes relatórios de observação. Os veteranos de hoje foram calouros ontem, e o histórico de humilhações vai se reproduzindo, já que, como passaram por aquela situação vexatória, desejam que outras pessoas vivenciem experiências semelhantes”.

Os argumentos da publicação estão amparados pela Lei Estadual nº 15.431/2010, que entrou em vigor em dezembro último e proíbe a realização de trotes nos estabelecimentos de ensino públicos e privados. Para essa lei, são considerados trotes condutas e práticas que ofendam, constranjam e exponham de forma vexatória os alunos. Ficam proibidas ainda as doações de bens e as tradicionais arrecadações de dinheiro que seguidamente acontecem nas sinaleiras no entorno da UFSC.

Barulho contra a humilhação

Junto com a cartilha, veteranos e calouros receberão um apito. O objeto tem dupla função; a simbólica – lembrar a forma como os movimentos feministas acusavam as situações de violência e solicitavam ajuda -, e a prática – incentivar os alunos a denunciar as atividades humilhantes realizadas durante os trotes.

A confecção da cartilha contou com o apoio de diversas instâncias da UFSC: Instituto de Estudos de Gênero (IEG), Laboratório de Estudos das Violências (Levis), Núcleo de Pesquisa Modos de Vida, Família e Relações de Gênero (Margens), o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Relações de Gênero (Nusserge), o Coletivo LGBT da UFSC (Gozze), Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH), Revista Estudos Feministas, Grupo de Ação Feminista (GAFe) e Agência de Comunicação (Agecom). Trata-se também de atividade apoiada pelo CNPq, por meio de projetos de pesquisa e de atividades de bolsistas de doutorado, mestrado, de graduação e de alunos do Ensino Médio da Grande Florianópolis que participam do projeto pioneiro de bolsas PIBIC de Ensino Médio na UFSC.

Mais informações: Profa. Miriam Pillar Grossi | | Fone: 3721-9714, ramal 5
Mestranda Fernanda Moraes (PPGAS/UFSC) | | Fone: 9900-1322
Doutorando Felipe Fernandes (DICH/UFSC) | | Fone: 3304-7564

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UFSC abre inscrições para especialização gratuita em Educação de Jovens e Adultos e Educação na Diversidade

27/12/2010 15:08

Estão abertas até o dia 16 de fevereiro as inscrições para o processo seletivo do Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos e Educação na Diversidade.

A pós-graduação em nível de especialização será oferecida na modalidade presencial na UFSC. É uma promoção do Departamento de Ciências Contábeis em parceria com o Departamento de Metodologia de Ensino, sendo direcionada a professores da rede pública e que atuam com educação de jovens e adultos e educação para a diversidade.

Financiada pelo Ministério da Educação, a capacitação é gratuita. A proposta está organizada em duas áreas: fundamentos de educação de jovens e adultos e fundamentos da economia solidária. O objetivo é a formação continuada de professores e outros profissionais da educação das redes públicas (prioritariamente), e demais instituições públicas que atuam na educação de jovens, adultos e idosos.

Podem também participar alfabetizadores populares e de instituições carcerárias, de instituições que atendem pessoas
com deficiência, indígenas e demais entidades da diversidade. A coordenação é do professor da UFSC Marcos Laffin.

O edital do curso que será oferecido para a região de Florianópolis está no site www.eja.fepese.ufsc.br/

Mais informações:   / (48) 3721-9383

Tags: diversidadeeducação de jovens e adultosespecializaçãoindígenas

Lançamento do livro “É legal ser diferente” uniu pais, alunos e professores

08/12/2010 18:43
pais, crianças e a professora comemoram o lançamento do livro

O lançamento reuniu os pais orgulhosos de seus pequenos escritores (fotos: Thaine Machado)

O dia 08 de dezembro foi especial para os alunos do 3º ano B do Colégio de Aplicação. Além de marcar o fim de mais um ano letivo, foi uma ocasião onde os pais puderam conhecer o livro “É legal ser diferente”, que une dois poemas de cada criança com ilustrações feitas pelos próprios autores. “Achei maravilhoso, uma riqueza! Durante o ano meu filho comentava várias coisas positivas que ele tinha aprendido durante as aulas”, diz Carmen Rech, orgulhosa do filho Gabriel.

Com a coordenação da professora Amanda Leite, as crianças trabalharam o tema diversidade, que foi base dos textos produzidos. “O projeto teve início com a ideia da inclusão a partir das diferenças. Temos um aluno com paralisia cerebral que já era visto como diferente pelas crianças, mas ajudamos os alunos a compreenderem que diferença não é algo pejorativo”, explica.

crianças recebem o livro “É legal ser diferente” de sua autoria

Crianças apreciam sua primeira obra literária

O evento contou com a declamação dos poemas como o de Júlia, que escreveu sobre as diferenças de cada colega e o de Thales, que falou sobre a alegria que as crianças sentem ao sair para o recreio e a tristeza que é ter que voltar para a sala de aula. Músicas como “O vira”, do grupo Secos & Molhados e “A casa”, de Toquinho e Vinícius de Moraes foram interpretadas pelos alunos sobre o violão da professora Amanda.

O trabalho que foi realizado durante seis meses resultou no inesperado livro que será distribuído à Biblioteca Universitária e Às bibliotecas setoriais do Centro de Educação e do Colégio de Aplicação.

Leitura dos textos fez parte do lançamento

Leitura dos textos fez parte do lançamento

Mais informações com a professora através do telefone (48) 9957 4724 ou pelo e-mail

Por Murilo Bomfim/ Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: Colégio de Aplicaçãocriançasdiversidade

Alunos do Colégio de Aplicação lançam livro “É legal ser diferente”

08/12/2010 11:45
capa do livro "É legal ser diferente!"

capa do livro "É legal ser diferente!"

O resultado do trabalho realizado junto à turma do 3º ano B do Colégio de Aplicação (CA) durante as aulas de português do terceiro trimestre deste ano poderá ser conferido nesta quarta, 08/12. A obra “É legal ser diferente” reúne poemas e ilustrações com a temática diversidade, criados pelos próprios alunos do Ensino Fundamental. O livro será lançado às 16h30, no próprio CA.

O processo de criação incluiu, inicialmente, muita leitura, como atesta a professora que coordenou todo o trabalho, Amanda Leite, no prefácio da obra: “A cada roda de leitura embarcamos numa gostosa viagem. Visitamos todos os animais da Arca de Nóe, de Vinicius de Moraes, ouvimos alguns dos seus poemas musicados, cantamos, imaginamos cenas, objetos diferentes, casas engraçadas… Depois desenhamos borboletas, meninas na janela, um burrinho, um menino azul, duas velhinhas que tomavam chocolate quente, fomos à Chácara do Chico Bolacha na companhia de Cecília Meireles; também conhecemos um pouquinho mais de José Paulo Paes, Ruth Rocha, Mário Quintana e outros poetas que entusiasmaram as crianças a se aventurarem nos caminhos inventivos da escrita”.

Amanda ainda explica como a diversidade foi abordada pelas crianças. “Temas como natureza, animais, escola, brinquedos, amigos e cenas cotidianas permitiram aos nossos pequenos escritores trabalharem a diversidade em variados contextos. Nossos diálogos giraram em torno do respeito e da inclusão, sobretudo pelo viés das diferenças. Foi assim que as poesias, os acrósticos e as divertidas imagens surgiram. De forma alegre e inventiva passeamos com rimas, cores, estrofes e versos”.

Mais informações com a professora Amanda: (48) 9957-4727 ou

Tags: Colégio de Aplicaçãodiversidade

Gozze! faz ato de conscientização na Concha Acústica

01/12/2010 18:01
Grupo Gozze! se manifestou no Dia Mundial de Combate à Aids

Grupo Gozze! chamou a atenção para o respeito às pessoas com Aids (fotos: Thaine Machado)

Sob o anúncio da banda Habitantes do Zion, que tocava no Projeto 12h30, um dos membros do grupo de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT) da UFSC, o *Gozze!*, Ringo Bez, subiu ao palco para discursar sobre questões referente à AIDS, no dia mundial de combate à doença. “As pessoas com HIV não estão mortas, estão por aí e é preciso que saibamos respeitá-los”, disse o estudante, com interpretação simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Após lembrar o propósito do grupo à comunidade, que havia recebidopreservativos, Ringo convidou todos a contemplar a “manifestação de amor público” na Concha Acústica. Em frente a uma grande bandeira com as cores doarco-íris – o símbolo LGBT – e ao laço vermelho – símbolo de luta contra a AIDS – casais homossexuais e heterossexuais trocaram beijos e abraços. Depois, todos se uniram em círculo e comemoraram a realização do ato.

A comemoração pelas ações do grupo será a “Gozze!, a festa”, que acontece nessa quinta-feira, 2 de dezembro, às 22h, no Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Mais informações pelo e-mail ou pelo twitter @gozzeufsc.

Por Murilo Bonfim/bolsista de Jornalismo na Agecom.

Tags: Aidsdiversidadeglbt