UFSC apoia processos de Indicações Geográficas de produtos agropecuários catarinenses

10/08/2021 09:42

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem dado efetivo apoio às recentes Indicações Geográficas obtidas por produtos agropecuários catarinenses. Seja por envolvimento direto de seus laboratórios, como no caso do mel de melato de bracatinga, ou por estudos e pesquisas que servem de subsídio aos processos.

A recente Indicação Geográfica da maçã Fuji da região de São Joaquim foi obtida dentro de uma estratégia de desenvolvimento territorial que utiliza princípios da metodologia da cesta de bens e serviços territoriais, introduzida no Brasil, pesquisada e divulgada pelo Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (Lemate), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias (CCA).

imagem mostra maçãs da variedade Fuji sendo processadas para venda

A maçã Fuji é o quarto produto com Indicação Geográfica da região da Serra Catarinense (Fotos: Antonio Carlos Mafalda)

O analista técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Santa Catarina Alan David Claumann, que também é doutorando do Programa de Pós-graduação em Agroecossistemas da UFSC, afirma que a Universidade tem atuado em várias frentes em apoio aos processos das IGs. “Uma delas histórica e de incentivo e pesquisas, qualificação das cadeias produtivas ao longo do tempo, em ações não vinculadas às IGs”, afirma ele, citando os vinhos de altitude, o mel de melato de bracatinga e a maçã.

Outra frente de atuação da Universidade é um envolvimento direto na construção dos dossiês das Indicações Geográficas, em que pesquisadores da UFSC atuaram junto às cadeias produtivas “definindo os critérios para cada produto, buscando informações que subsidiassem o pedido e apoiando técnica e cientificamente a documentação”.

Além disso, as pesquisas e estudos desenvolvidos na UFSC subsidiaram a iniciativa de busca das IGs. “A construção conjunta dessas três IGs – mel, vinho e maçã – no território da Serra Catarinense se deu dentro de uma estratégia maior de desenvolvimento territorial que foi inspirada e motivada pela metodologia da cesta de bens e serviços territoriais trazida ao Brasil pelo Lemate”, afirma o especialista do Sebrae.
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UFSC tem papel importante na obtenção da Indicação Geográfica do mel de melato de bracatinga

27/07/2021 14:25

Pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Antioxidantes Naturais (Fotos: Acervo fotográfico -Ana Carolina de Oliveira Costa)

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve um papel relevante na obtenção do registro definitivo de Indicação Geográfica (IG) para o mel de melato de bracatinga produzido na região do Planalto Sul Brasileiro. O Grupo de Pesquisa em Antioxidantes Naturais coordenado pela professora Ana Carolina de Oliveira Costa, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos, realizou mais de 1.500 análises para a determinação de marcadores químicos, ou seja, compostos que pudessem diferenciar o mel de melato da bracatinga dos méis florais produzidos na mesma região. As análises foram realizadas no Laboratório de Química de Alimentos do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos, localizado no Centro de Ciências Agrárias (CCA).

A indicação geográfica do mel de melato da bracatinga do Planalto Sul Brasileiro, na categoria de Denominação de Origem, foi concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) no dia 20 de julho. Com o registro, somente este território que abrange áreas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná poderá denominar no mercado este produto como mel de melato da bracatinga do Planalto Sul brasileiro, protegendo o produto e garantindo mercado exclusivo para os apicultores desta região. A Denominação de Origem considera as características geográficas (naturais e humanas) da região e determina a singularidade e qualidade de um determinado produto.

A Universidade envolveu-se no processo de registro devido ao seu pioneirismo nos estudos direcionados ao mel de melato de bracatinga de Santa Catarina. “Estudamos o mel de melato de bracatinga desde 2014, sendo que todos os estudos que tratam da caracterização de compostos químicos e propriedades bioativas do mel de melato de bracatinga de Santa Catarina foram publicados pelo Grupo de Pesquisa em Antioxidantes Naturais”, diz a professora Ana Carolina de Oliveira Costa, coordenadora do grupo. 
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