Parceria entre UFSC e USP busca aperfeiçoar diagnóstico da hiperidrose, distúrbio que afeta sobretudo jovens

05/03/2024 14:41

Uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade de São Paulo (USP) está buscando um aperfeiçoamento no diagnóstico de pacientes com hiperidrose primária, ou seja, com excesso de suor. O projeto é financiado pela empresa A.G. dos Santos Silveira Clínica Médica, de Biguaçu (SC), e conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

“A parceria com a Fapeu e a UFSC foi fundamental para aquisição do biossensor MP36R da empresa Biopac Systems Inc., importado dos Estados Unidos”, observa o professor Alexandre Sherlley Casimiro Onofre, coordenador do trabalho e docente do Departamento de Análises Clínicas da UFSC.
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Cerimônia homenageia vencedoras do Prêmio Mulheres na Ciência

04/03/2024 13:15

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza a cerimônia de entrega do Prêmio Mulheres na Ciência nesta sexta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. O evento ocorre às 10h no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), Bloco B, no Campus de Florianópolis.

O Prêmio Propesq – Mulheres na Ciência foi criado com o propósito de estimular, valorizar e dar visibilidade às mulheres da UFSC que fazem pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras, divulgando-as de forma ampla. O prêmio é outorgado a pesquisadoras pertencentes ao quadro permanente da UFSC e dividido em três áreas do conhecimento e em categorias de premiação, de acordo com o tempo de carreira acadêmica de cada pesquisadora.
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Espécies invasoras causam prejuízo bilionário, aponta estudo com participação da UFSC

01/03/2024 15:14

Imagens que ilustram o sumário baseado no estudo completo. Foto: reprodução/BPBES

O que espécies tão distintas como tilápia, javali, mexilhão dourado, sagui, pínus, tucunaré, coral-sol, búfalo, mamona e amendoeira-da-praia têm em comum? Todas são espécies exóticas invasoras (EEI) presentes no Brasil. EEI é o termo usado para designar plantas, animais e microrganismos que são introduzidos por ação humana, de forma intencional ou acidental, em locais fora de seu habitat natural. Esses intrusos se reproduzem, proliferam e se dispersam para novas áreas, onde na maioria das vezes ameaçam as espécies nativas e afetam o equilíbrio dos ecossistemas. Um estudo inédito lançado neste sexta-feira, 1º de março, pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), com a participação de uma pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apresenta uma síntese do conhecimento científico disponível sobre espécies exóticas invasoras no país.

O Relatório Temático sobre Espécies Exóticas Invasoras, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos conceitua o problema, lista as espécies, suas principais formas de introdução e os ambientes que ocupam e aponta os impactos provocados e as medidas de gestão recomendadas para o Brasil enfrentar essa ameaça em curto, médio e longo prazos. O texto foi produzido por 73 autores líderes, 12 colaboradores e 15 revisores de instituições de pesquisa e de órgãos públicos, representantes do terceiro setor e profissionais autônomos de todas as regiões do país, em um esforço que buscou conciliar gênero, raça e expertise.
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UFSC Curitibanos prepara catálogo com milhares de amostras de solo catarinense

29/02/2024 15:21

Caracterização vai impactar em benefícios ao agricultor, como a correta adubação da terra que será cultivada. Foto: divulgação

Tem biblioteca, videoteca, discoteca, brinquedoteca e até cinemateca – embora, convenhamos, algumas em desuso. Em breve também vai ter, pelo menos em Santa Catarina, a soloteca. Oriundo do grego Theke, teca significa um lugar de guardar, um depósito, receptáculo. Biblioteca é para livros; videoteca, vídeos; discoteca, discos; brinquedoteca, brinquedos; e soloteca, claro, solos.

Cofinanciado pela Bayer e com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) na gestão de recursos, o projeto de pesquisa Aplicação de modelos de aprendizagem via máquina de dados de sensoriamento proximal do solo, desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está identificando e catalogando 6 mil amostras de solo catarinense originalmente coletadas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) no programa Microbacias 2.

O projeto é apoiado pela Bayer por meio do programa Grants4Ag, uma iniciativa anual da empresa alemã que oferece financiamento e experiência a pesquisadores que desenvolvem novas soluções para a agricultura. A proposta inclui a redução de carbono na agricultura ao incentivar o aumento dos teores de matéria orgânica nos solos agrícolas.
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Pesquisadores da UFSC apuram capacidade hídrica do subterrâneo brasileiro

27/02/2024 14:25

Afluentes mineiros do Alto Paranaíba (Divulgação)

Uma equipe formada por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que mapeia a capacidade hídrica do subsolo de diferentes pontos do Brasil chegou a valores de disponibilidade hídrica subterrânea da ordem de 0,903 km3 e 1,075 km3 (milhões de metros cúbicos) anuais em regiões das bacias do Rio São Francisco e Rio Paranaíba, Noroeste de Minas Gerais. Em 2021, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) suspendeu temporariamente a emissão de novas autorizações de perfuração e exploração de água subterrânea na área.

O projeto de extensão buscou atender uma demanda sobre a disponibilidade hídrica subterrânea na área da Chapada do Batalha, localizada nos municípios de Guarda-Mor, Paracatu e Vazante, na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco; e Coromandel, no Alto Paranaíba, na Bacia do Rio Paranaíba. “O objetivo é que a cada ano uma área de estudo seja selecionada para aplicar os conhecimentos de geologia e hidrogeologia; e gerar produtos que possam ser utilizados para auxiliar a tomada de decisão relacionada com o uso e ocupação do solo, outorga de recursos hídricos e implantação de atividades potencialmente poluidoras”, ressalta o professor Rodrigo Heringer, coordenador do projeto e docente do curso de Geologia da UFSC

O trabalho no território mineiro começou em dezembro de 2022 e terminou em abril de 2023. Realizado em conjunto com Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi financiado com recursos da empresa de soluções ambientais Fernando Costa Faria e Cia Ltda, com gereciamento de recursos financeiros realizado pela Fapeu. Em 2023, a bacia do Rio Cubatão, na região da Grande Florianópolis, em Santa Catarina passou ao foco dos estudos.

A portaria do Igam, em 2021, foi a primeira de restrição e controle para avaliação publicada pelo governo mineiro. Na época, o documento considerava crítica a escassez hídrica superficial em trecho a montante do Rio Escuro, o principal da região. A situação crítica foi definida a partir de monitoramento do rio, que integra a Bacia do Rio São Francisco. “O objetivo foi realizar o balanço hídrico de duas bacias hidrográficas da região e assim determinar os componentes como precipitação, escoamento superficial, infiltração, recarga dos aquíferos e fluxo de base. De posse do balanço hídrico é possível estabelecer a disponibilidade hídrica subterrânea e nortear a tomada de decisão por parte do órgão ambiental”, observa o professor.

O trabalho envolveu, além do coordenador, também um professor da UFU e quatro acadêmicos da UFSC e da Universidade Federal de Goiás (UFG). “Com este estudo é possível determinar o valor de cada parcela do balanço hídrico e assim estimar o montante de água subterrânea que pode ser explorada de forma sustentável”, explica Rodrigo Heringer. “Saliente-se que a explotação da água subterrânea deve ser acompanhada do monitoramento da variação do lençol freático e da vazão nas estações fluviométricas”, acrescenta.

O estudo de bacias hidrográficas é realizado na disciplina de Geologia Ambiental, que inclui a seleção de uma área para mapear questões de cunho ambiental e realizar o balanço hídrico. Durante a disciplina são elaborados mapas de restrições ambientais, vulnerabilidade hídrica subterrânea e susceptibilidade à erosão, dentre outros itens. A disciplina está aberta à sugestão de áreas para estudo que podem ser indicadas pelos municípios, população ou pesquisadores. “A cada ano uma área será escolhida e estudada”, diz o professor.

*Conteúdo editado com base em reportagem da edição 14 da Revista da Fapeu. 

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LabTrans/UFSC participa de programa de educação para trânsito promovido pelo DNIT

22/02/2024 12:51

Labtrans/UFSC participa das atividades de capacitação dos professores da rede de ensino de Alagoas. Crédito: Divulgação

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) firmou parceria com o Detran de Alagoas para o desenvolvimento do Detran na Escola, um programa de promoção da Educação para o Trânsito de forma transversal na grade curricular para estudantes dos ensinos Médio e Fundamental de escolas públicas e particulares do estado. A iniciativa utiliza os conteúdos da plataforma do programa Conexão DNIT, desenvolvido pelo órgão federal em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Educação para o Trânsito (Nepet) do Laboratório de Transporte (LabTrans) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que participa diretamente também das atividades de capacitação dos professores da rede de ensino de Alagoas.

O estado conta com cerca de 3 mil escolas espalhadas por 102 municípios, contabilizando um total de 664 mil estudantes. A parceria com o DNIT disponibilizará aos professores e às equipes pedagógicas uma formação contínua de conhecimentos e conteúdos para a inserção da temática na sala de aula. “Por meio do Conexão DNIT, almejamos alcançar a mudança de comportamento dos jovens e suas comunidades ao levar a problemática do trânsito para a sala de aula de forma transversal”, afirma Paula Carnaúba, da Superintendência Regional do DNIT.

Primeiras atividades de capacitação ocorreram neste mês nos municípios de Maceió, Arapiraca e Santana do Ipanema. Crédito: Divulgação

“O Conexão DNIT vem para somar o trabalho que o Detran já realiza no dia a dia”, destacou Sonály Bastos, superintendente de Educação para o Trânsito e Formação de Condutores do Detran. Segundo ela, o objetivo do Detran na Escola é que todos as professoras e professores tenham uma formação continuada e adquiram conhecimentos e conteúdos necessários para a inserção do tema de trânsito em sala de aula. Para isso, a ideia é capacitar representantes de todas as regiões de Alagoas, de forma dinâmica, usando a plataforma on-line e “investindo na multidisciplinaridade para ampliar e multiplicar a educação para o trânsito”.

As primeiras atividades de capacitação continuada ocorreram nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro, nos municípios alagoanos de Maceió, Arapiraca e Santana do Ipanema, respectivamente. Participaram dos encontros representantes de Superintendências Municipais de Trânsito (SMTTs), Secretarias Municipais de Educação e Gerências Regionais de Ensino. As capacitações contaram com a participação de Jorge Luiz Hermenegildo e Leia Mayer, integrantes do Nepet LabTrans/UFSC.

Para conhecer as atividades do programa, acesse o portal servicos.dnit.gov.br/conexao.

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Revista Katálysis, do curso de Serviço Social da UFSC, publica nova edição

21/02/2024 14:34

A Revista Katálysis, editada pelo curso de graduação e pelo programa de pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), divulga a sua primeira publicação de 2024, o Volume 27 nº 1 (2024). A revista, que passou a adotar o modelo de publicação em fluxo contínuo em 2024, é classificada como A1 pelo Qualis/Capes e disponibiliza gratuitamente todo seu conteúdo. Os artigos da publicação estão disponíveis na página da revista.
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Departamento de Inovação da UFSC lança editais para o ‘Programa Doutor/Mestre Profissional Inovador’

21/02/2024 14:15

O Departamento de Inovação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sinova/Propesq/UFSC), em conjunto com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), lança dois editais para o “Programa Doutor/Mestre Profissional Inovador”, iniciativa do Programa de Inovação e Empreendedorismo “INOVA UFSC”. Acesse os editais aqui e aqui.

O objetivo do Programa é fomentar o desenvolvimento de conhecimentos e competências para inovar, empreender e intraempreender, além da possibilidade de transformação dos conhecimentos originários de dissertações e teses de mestrado e doutorado profissional, em soluções aplicáveis ao mercado e a sociedade, por meio da inovação e possíveis negócios.
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Estudante do curso de Farmácia da UFSC é selecionado pela Academia Brasileira de Ciências em programa de estágio e pesquisa

19/02/2024 08:40

O estudante do curso de graduação em Farmácia da UFSC, Roberto Bayestorff Heberle, foi selecionado para participar do Programa Aristides Pacheco Leão de Estímulo a Vocações Científicas (PAPL-ECV), iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC) que escolhe propostas de estudantes de graduação para estágios em instituições de pesquisa paulistas.

O objetivo do programa é permitir que estudantes de graduação estagiem em instituição de pesquisa, recebidos por pesquisadores membros titulares da ABC. Os estudantes devem ter contato com projetos científicos em andamento e deverão ajudar em sua execução. Roberto atualmente faz estágio nos Laboratórios de Cromatografia e Espectroscopia de Massas Aplicadas às Clínicas Médico-Cirúrgicas da Escola Paulista de Medicina (EPM) e Hospital São Paulo (HSP) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O estágio tem duração entre 29 de janeiro a 4 de março. Segundo o estudante, “participar do PAPL – ECV está sendo muito bom para mim porque tem me proporcionado a  interação com os pesquisadores e profissionais altamente qualificados, o que me inspira e desafia a buscar a excelência em minhas atividades acadêmicas e profissionais. Temos aplicado técnicas e práticas laboratoriais avançadas, que tem ampliado meu conhecimento teórico e prático. Certamente o que estou aprendendo aqui será valioso em minha carreira futura como farmacêutico. Além disso, a imersão nesse ambiente científico de excelência me permitiu participar ativamente de projetos de pesquisa inovadores, contribuindo para avanços significativos no campo da ciência aplicada à medicina. Sou grato à Fapesp e à ABC e àqueles que têm colaborado em minha formação”.

O estudo é coordenado por Mario Augusto Izidoro, com orientação do professor Luiz Juliano Neto, que é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).  O estudante atua como aluno de Iniciação Científica no Laboratório Neuroscience Coworking Lab (Psicowlab) do Departamento de Ciências Fisiológicas, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), da UFSC, sob orientação do professor Eduardo Luiz Gasnhar Moreira.

Mais informações no site do programa.

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UFSC desenvolve trabalho pioneiro com carne cultivada

19/02/2024 08:18

A Universidade Federal de Santa Catarina deu início a um trabalho pioneiro na pesquisa de carne cultivada, em parceria com a Embrapa. O estudo Pesquisa e desenvolvimento de carne cultivada estruturada com scaffolds de origem vegetal, coordenado pela professora do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos Silvani Verruck, vai trabalhar para resolver um desafio da área: como transformar as células animais cultivadas em ambientes controlados em um alimento estruturado, como seria um bife, por exemplo.

O projeto vai envolver pesquisadores de diversas áreas do conhecimento e tem financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência pública de fomento à inovação. São R$ 2,4 milhões para contribuir com um campo de pesquisa recente, mas também urgente: segundo Silvani, o aumento populacional no mundo traz o desafio de testar novas formas de produção e distribuição de alimentos seguros e de qualidade.

“Já temos pesquisas com biomateriais e caracterização de produtos cárneos desde que o departamento existe, mas com a aplicação específica em carne cultivada é nosso primeiro projeto e começamos no final do ano passado”, contextualiza. “As aplicações médicas da área de engenharia de tecidos está bem avançada, porém o escalonamento para cultivo celular para consumo humano, como alimento, é uma área emergente de pesquisa e desenvolvimento”, comenta.

A pesquisadora cita a engenharia de tecidos porque essa seria a base para a produção de carne cultivada. A carne cultivada pode ser produzida, conforme o projeto, aplicando-se as práticas de cultura de células e métodos de biofabricação para gerar tecidos ou proteínas de alto valor nutricional para consumo humano.

O cultivo pode acontecer com uma célula muscular, por exemplo, ou ainda com células tronco, que podem se diferenciar em qualquer outra. O desafio do projeto da UFSC seria estudar as estruturas que dão suporte para as células e como fazer para que essa estrutura se assemelhe ao máximo a alimentos já consumidos e tradicionais na dieta alimentar. “Nós vamos estudar que materiais utilizar para fazer essa estruturação acontecer”, afirma.

A forma estruturada vem acompanhada de uma outra ferramenta das pesquisas que envolvem a replicação celular – scaffold é o termo utilizado para falar dos materiais que dão suporte, que estruturam os tecidos. “Para se produzir cortes de carne, como é o caso da picanha bovina, por exemplo, é preciso mimetizar os processos biológicos que ocorrem naturalmente, sendo, portanto, necessário a formatação através de processos da engenharia de tecidos usando scaffolds”, argumenta a pesquisadora, no texto do projeto aprovado pela Finep.

Bife, não hambúrguer

Imagem de tookapic por Pixabay

Segundo Silvani, a ciência e a tecnologia avançaram no cultivo celular, mas ainda são desafiadas em como produzir um pedaço de carne. Um hambúrguer ou um kibe, por exemplo, já são tecnicamente possíveis, assim como também é a transformação de proteína vegetal nesses alimentos.

“Essa é a nossa ideia agora: estudar essas estruturas chamadas de scaffolds para fazer esse tipo de alimento. Ele precisa ser de grau alimentício e precisa estar disponível em grande escala”, salienta. De acordo com a professora, a partir do que já existe de pesquisa na área médica, a opção será estudar produtos de origem vegetal para fazerem esse papel de estruturação do alimento. “A ideia é tentar diminuir o máximo possível ingredientes de origem animal da cadeia de produção”.

A bioimpressão 3D será uma das técnicas utilizadas, já que por meio dela é possível criar estruturas para a adesão das células musculares. A bioimpressora de alta resolução será adquirida com parte do montante captado. “O principal desafio dessa etapa do projeto é transformar o laboratório em um lugar de estudo da carne cultivada, pois há todo um processo de adaptação para esta nova área de pesquisa”, comenta.

Isso porque, o Laboratório de Carnes e Derivados, localizado no Centro de Ciências Agrárias, vai ultrapassar uma fronteira da área e adentrar num novo campo científico. “É uma tecnologia disruptiva, e como tal, traz um certo desconforto ao público leigo. Por isso, o investimento em pesquisa e desenvolvimento poderá esclarecer as dúvidas relacionadas a este novo tipo de alimento. Já se produzem muitos ingredientes alimentares por meio da biotecnologia, como por exemplo enzimas usadas no processo de produção de queijos, algumas vitaminas, bebidas fermentadas, e a carne cultivada irá configurar mais uma opção”, compara.

Para Silvani, o pioneirismo da UFSC também terá implicações relevantes na área. “Entendo que, agora, parte do nosso papel como universidade é passar o conhecimento sobre o assunto adiante, que ele chegue em todos com informações baseadas em ciência. É uma área bem complexa, muita pesquisa precisa ser realizada para tornar o processo escalável”. O projeto já está em andamento e já tem, inclusive, pesquisadores bolsistas contratados em diversos níveis de ensino. A duração é de 36 meses.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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Laboratório da UFSC produzirá revisão e atualização de plano de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal

16/02/2024 12:16

Projeto de revisão e atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal será entregue em 16 meses. (Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília/GovernoDF)

O Laboratório de Transportes e Logística da UFSC (LabTrans/UFSC) será responsável pelo trabalho de revisão e atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal (PDTU). Realizado em parceria com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) do Distrito Federal, o trabalho terá duração de 16 meses e levará em conta o crescimento acelerado da cidade e as necessárias adaptações para melhorar o deslocamento da população.

A equipe do LabTrans/UFSC busca, com o projeto, entregar um plano que atenda às demandas atuais e futuras de mobilidade, considerando uma população estimada em 3,1 milhões de habitantes e até mesmo a dinâmica dos 13 municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride/DF).

“Todo o nosso time está feliz e comprometido com esse projeto, que é um desafio pela importância do PDTU para a mobilidade e o meio ambiente das cidades”, avaliou o coordenador-geral do LabTrans/UFSC, Wellington Repette. “É um trabalho de extrema relevância e muita responsabilidade, mas nossa equipe técnica está preparada para entregar um bom plano”, disse.

A atualização do PDTU é considerada um marco para o DF, com a perspectiva de transformar a mobilidade urbana em uma experiência mais fluida, sustentável e inclusiva. “O PDTU é o documento mais importante para o planejamento do transporte público coletivo do DF, e com esse planejamento nós vamos fazer gestão de fato”, afirmou Flávio Murilo Prates, secretário de Transporte e Mobilidade do DF. “Vamos atender melhor o usuário com custo menor para o sistema”, concluiu.

com informações da Agência Brasília

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Pesquisa da UFSC Araranguá potencializa o desenvolvimento de espécies de plantas

15/02/2024 11:40

Produção em ambiente controlado acelerou a floração das orquídeas. Foto: divulgação

Um projeto desenvolvido a partir do Campus de Araranguá da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promete revolucionar o cultivo de plantas ao potencializar, em ambientes controlados, o desenvolvimento de espécies. Realizado em parceria com uma equipe do Instituto Federal Catarinense (IFC), campus de Santa Rosa do Sul, o projeto conta com financiamento da Usina Hidrelétrica Foz de Chapecó Energia, dentro do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) na gestão administrativa e financeira.

Bananeiras e orquídeas

Intitulado Desenvolvimento de estufas (casas) inteligentes e eficientes energeticamente para cultivo de plantas de alto valor agregado aplicadas a comunidades lindeiras ou assentadas de usinas hidrelétricas, o projeto começou em outubro de 2021 e é executado no campus do IFC de Santa Rosa do Sul, no Sul catarinense, e na biofábrica da cidade de Alpestre, no Rio Grande do Sul, onde estão localizadas as estufas inteligentes. Testados inicialmente em mudas de bananeiras e orquídeas, os primeiros resultados são promissores. “O projeto ainda não está concluído, entretanto um lote de produção de mudas de bananeiras foi finalizado, e outro está em produção. Este primeiro lote trouxe resultados interessantes”, informou o professor Marcelino.
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Estudo da UFSC na Nature traz de forma inédita os limites para se evitar colapso na Amazônia

14/02/2024 20:49

Vista de drone do Rio Amônia e floresta amazônica, no Peru (Foto: Andre Dib)

Uma abordagem inédita e holística sobre a resiliência da Floresta Amazônica desenvolvida por uma equipe de cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e de outras instituições é destaque na revista Nature, um dos periódicos científicos mais relevantes do mundo. A pesquisa faz uma revisão de dados completa e traça cenários a partir do mapeamento de cinco elementos de stress que afetam a região: o aquecimento global, a chuva anual, a intensidade da sazonalidade das chuvas, a duração da estação seca e o desmatamento acumulado. Além disso, aponta caminhos possíveis para uma mudança de cenário que possa evitar o colapso. A estimativa é de que, nos próximos 25 anos, de 10% a 47% da Amazônia possam chegar a um ponto de não retorno, com transições inesperadas na paisagem.

A pesquisa é liderada pelo cientista Bernardo Monteiro Flores, que faz pós-doutorado em Ecologia na UFSC, com supervisão da professora Marina Hirota, co-autora do estudo. Além deles, Catarina Jakovac, do Departamento de Fitotecnia, e Carolina Levis, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia, também assinam o artigo, que conta com a autoria de cientistas renomados, incluindo um dos especialistas brasileiro em climatologia mais citados no mundo, Carlos Nobre.
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UFSC Curitibanos: pesquisadores investigam danos ecológicos em áreas atingidas por contaminações

09/02/2024 12:22

Pesquisadores Julia Niemeyer e Alexandre (Foto: Divulgação/Revista da Fapeu)

Uma dupla de professores do Campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está investigando riscos ecológicos de áreas contaminadas de Norte a Sul do país a pedido de empresas de consultoria, do ramo de exploração de óleo e gás e de mineração. Os professores e pesquisadores Júlia Carina Niemeyer e Alexandre Siminski avaliam dados, elaboram relatórios técnicos, preparam e treinam profissionais com o objetivo de evitar ou mitigar prejuízos ambientais e sociais.

“Buscamos auxiliar as empresas na tomada de decisão sobre áreas contaminadas de forma objetiva e eficiente, cumprindo a legislação vigente e seguindo os procedimentos normatizados”, explica a professora Júlia Carina Niemeyer, coordenadora do projeto, docente do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas do Centro de Ciências Rurais, do Campus de Curitibanos. O projeto tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) na gestão dos recursos. “Ao realizar trabalhos em parceria com a UFSC e a Fapeu, as empresas contam com o trabalho de professores com expertise no tema e com compromisso com a sociedade e com a questão ambiental”, destaca a professora.

Júlia Niemeyer tem mestrado em Ecologia e Biomonitoramento pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutorado em Biologia/Ecologia pela Universidade de Coimbra, Portugal. Atua no Programa de Pós-Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN) do campus de Curitibanos da UFSC, onde lidera o grupo de pesquisa Ecologia de Ecossistemas e também integra o grupo Agricultura Conservacionista.
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“Sociedade é resistente à presença de mulheres em espaços de destaque”, diz secretária da SBPC

09/02/2024 10:05

Professora Maria Elisa Máximo é secretaria regional da SBPC, mulher, mãe e cientista. Foto: Arquivo Pessoal

A secretária regional em Santa Catarina da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Maria Elisa Máximo, considera o fator estrutural como uma das principais causas de distorções entre os espaços e os papéis ocupados por homens e mulheres na produção do conhecimento. “A desigualdade no meio científico é, antes e acima de tudo, consequência de uma sociedade desigual, excludente e violenta para meninas e mulheres”, pontua.

A adoção de linhas de financiamento e editais específicos para mulheres cientistas em diferentes estágios da carreira, os incentivos para a formação de grupos de pesquisa voltados aos estudos de gênero e diversidade e os programas de formação que incluam o letramento em gênero são citados por ela como algumas das possibilidades para acelerar o processo de equidade.

Em entrevista sobre o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências, celebrado neste domingo, 11 de fevereiro, ela, que também é professora do Departamento de Antropologia da UFSC, mãe e cientista, citou aqueles que considera os maiores desafios para as carreiras científicas das mulheres: a maternidade e a hostilidade do meio acadêmico associado ao machismo institucional.

Leia a entrevista completa

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Minicurso presencial sobre sistema imunológico das ostras com pesquisadora francesa tem inscrições abertas

26/01/2024 11:40

O Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências (PPGBTC), por meio do Programa Institucional de Internacionalização CAPES-PRINT (Subprojeto “Comunicação Celular e Biologia de Sistemas”), oferecerá, entre os dias 5 e 6 de fevereiro o minicurso presencial “Oyster-Vibrio interactions in health and disease”. O minicurso, que será ministrado pela pesquisadora Delphine Destoumieux-Garzón, abordará os principais aspectos do sistema imunológico de ostras e a sua interação com microrganismos comensais e patogênicos, bem como patógenos humanos veiculados por moluscos bivalves e doenças polimicrobianas de interesse médico, veterinário e aquícola.

O curso disponibiliza 50 vagas destinadas a docentes e discentes dos Programas de Pós-Graduação da UFSC vinculados aos subprojetos CAPES-PrInt “Comunicação celular e biologia de sistemas” (Biotecnologia e Biociências, Farmacologia; Neurociências e Bioquímica), “Estudo multilateral e translacional em novos fármacos e sistemas de liberação nanoestruturados para o tratamento de doenças infecciosas, parasitárias e câncer” (Farmácia, Química e Saúde Coletiva) e “Produção sustentável de alimentos no âmbito das Ciências Agrárias” (Aquicultura, Ciências dos Alimentos e Recursos Genéticos Vegetais), além da comunidade não acadêmica interessada na área.

Delphine é coordenadora do Laboratório Host-Pathogen-Environment Interactions (CNRS/Ifremer/UM/UPVD/França) e estuda os fatores associados a hospedeiros e patógenos que contribuem para o surgimento de doenças em ambientes marinhos sujeitos a mudanças ambientais.

A carga horária é de seis horas-aula, distribuídas nos dias 5 e 6 de fevereiro, segunda e terça-feira, das 14h às 17h. As aulas ocorrerão no Centro de Ciências Biológicas (CCB), localizado no Córrego Grande, em Florianópolis, na sala SIPG01 (andar térreo do bloco A do CCB). Para inscrever-se, é necessário encaminhar as informações da pessoa participante para o professor Rafael D. Rosa, que coordena a atividade.

Mais informações no site do Programa.

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Professora da UFSC é coautora de carta na revista ‘Science’ que defende uma restauração biodiversa

26/01/2024 09:02

Publicação na Revista Science defende a restauração da biodiversidade no mundo. (Imagem: Divulgação)

A professora Michele de Sá Dechoum, do Departamento de Ecologia e Zoologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC é coautora de uma carta publicada nesta quinta-feira, 25 de janeiro, na Revista Science. A carta, publicada na seção Letters, é assinada por pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade, um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) baseado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que chamam a atenção para a necessidade de uma restauração heterogênea.

Embasados por pesquisas recentes, os autores defendem que a restauração precisa considerar as características de cada área a ser restaurada e priorizar uma maior diversidade de espécies de plantas. Os cientistas ressaltam a importância de criar cadeias de produção de sementes, assim como conhecimento científico sólido sobre as espécies que compõem cada um dos ecossistemas que formam nossos campos e florestas.

A seção Letters da Revista Science reúne textos de cientistas, com o objetivo de promover debates sobre assuntos que estão sendo pesquisados na atualidade. Os textos não são editados, revisados ​​ou indexados pela Revista, porém devem fornecer comentários com referências acadêmicas relevantes sobre o artigo em discussão.

“Nosso futuro depende da restauração de áreas naturais em escala global,” salienta a professora Michele. Ela frisa que estamos na Década da Restauração de Ecossistemas (2021-2030), assim denominada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ela, diversos países se comprometeram a restaurar uma área de cerca de 1 bilhão de hectares, o que equivale ao tamanho do Canadá.

Conceito recente

O conceito de restauração ecológica ainda é muito recente, conforme explicam os pesquisadores no artigo publicado pela Revista Science. “Antes da década de 1980 pouco ou nada se falava a respeito. Com isso, ainda existem grandes lacunas de conhecimento sobre como restaurar áreas com tamanha biodiversidade, como é o caso do Cerrado, dos campos e florestas tropicais”, ressaltam.

A carta alerta, ainda, para a necessidade de restauração com maior diversidade, não apenas o “esverdeamento de uma área”. Segundo os pesquisadores, no Brasil atualmente há a perda de ecossistemas com a adoção de projetos de restauração utilizando um padrão com pouca diversidade de espécies. Com isso, não há a reprodução de condições próximas das que existiam nessas áreas antes da degradação, tornando homogêneas regiões que antes eram biodiversas.

“As espécies escolhidas para restaurar costumam ser aquelas que germinam rápido, contribuem para a fertilidade do solo e, sobretudo, estão disponíveis em viveiros e supermercados. Como resultado, estamos de fato criando ecossistemas homogêneos e com baixa diversidade, o que compromete a produção de serviços ecossistêmicos importantes, como água, polinização, etc.”, reforçam.

Ecossistemas de referência

Uma das estratégias apontadas pelos pesquisadores são os “ecossistemas de referência”, que consistem em áreas nativas, próximas aos locais que se pretende restaurar, que podem fornecer informações importantes para guiar a restauração das áreas degradadas. Quando restauradas corretamente, essas áreas contribuem mais rapidamente e eficientemente para a conectividade entre os ecossistemas. “Elas funcionam como espelhos para guiar todo o processo e, ainda, fornecem sementes, polinizadores e dispersores de sementes durante a restauração”, defendem.

“Somente a restauração com espécies nativas pode promover mais rapidamente a conectividade do ambiente e promover a correta recomposição de nascentes, espécies de animais e plantas e os benefícios que os ecossistemas podem fornecer para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável”, concluem.

Acesse a publicação completa na Revista Science.

 

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Estudo sobre clima na Amazônia com participação da UFSC repercute internacionalmente

25/01/2024 08:45

Um estudo com participação da Universidade Federal de Santa Catarina sobre a mudança climática causada pelo ser humano e a seca histórica que atingiu a região Amazônica em 2023 repercutiu na mídia nacional e internacional. A investigação, conduzida por um grupo internacional do qual faz parte Regina Rodrigues, professora de Oceanografia Física e Clima, também pontuou que o El Niño – fenômeno climático natural que geralmente traz condições secas para a região – teve uma influência muito menor.

Pesquisadora falou sobre estudo à BBC

A análise foi realizada pelo World Weather Attribution (WWA), grupo internacional de cientistas especializados em pesquisas sobre o clima, e está disponível aqui. A repercussão dos dados foi internacional. A BBC, empresa de comunicação pública britânica, destacou que a seca recorde na Amazônia foi impulsionada pelas mudanças climáticas. Ao site e à televisão, Regina disse que a Amazônia tem papel central frente às discussões sobre mudanças climáticas. Isso porque, quando saudável, ela absorve o dióxido de carbono, mas com o desmatamento desenfreado é possível que chegue a um ponto de não retorno.

A professora também falou sobre o estudo ao The Guardian, que destacou que a seca devastadora na Amazônia é resultado da crise climática. A professora lembrou, em entrevista, que se protegermos a floresta ela continuará a funcionar como o maior sumidouro de carbono terrestre do mundo. “Mas se permitirmos que as emissões induzidas pelo homem e o desmatamento a empurrem para o ponto de não retorno, serão libertadas grandes quantidades de CO2. Precisamos proteger a floresta tropical e abandonar os combustíveis fósseis o mais rápido possível”, argumentou.

A professora também repercutiu o assunto ao Financial Times e ao The Washignton Post. No Brasil, o Jornal Nacional, da TV Globo, também deu destaque às constatações dos cientistas. “Temos que fazer uma transição para energias limpas, renováveis e também reduzir o desmatamento, que gera muito CO2. O Brasil, se reduzir o desmatamento, já reduz 40% dessas emissões”, disse à emissora brasileira.

Segundo o estudo, desde meados de 2023, a Bacia Amazônica tem enfrentado uma intensa seca, impulsionada pela baixa precipitação e pelo calor persistente. Rios em algumas regiões atingiram seus níveis mais baixos em mais de 120 anos, impactando milhões de pessoas. Comunidades ribeirinhas foram as mais afetadas, com a seca resultando em problemas de saúde, perda de renda, escassez de alimentos e água potável e falhas nas colheitas.

Os cientistas do WWA constataram que a mudança climática está reduzindo a precipitação e aumentando o calor na Amazônia, o que foi responsável por tornar a estiagem sem precedentes de 2023 cerca de 30 vezes mais provável do que ocorreria apenas pela ação do El Niño. “À medida que o clima se aquece, uma potente combinação de diminuição da precipitação e aumento do calor está impulsionando a seca na Amazônia”, explica Regina.

 

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Projeto da UFSC com a Petrobras pretende reduzir danos de vazamento de combustível

23/01/2024 11:01

Imagem de simulação (Revista Fapeu)

As áreas contaminadas por combustíveis são causadoras de grandes impactos ambientais. O derramamento de gasolina, etanol, diesel e outros produtos semelhantes provoca a poluição do solo, das águas superficiais e subterrâneas. Um projeto desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com patrocínio da Petrobras, vem buscando formas de reduzir esses danos ambientais e diminuir os custos em processos de recuperação de locais atingidos.

O trabalho Estratégias de recuperação de áreas contaminadas por vazamentos de combustíveis conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) e é coordenado pelo professor Admir José Giachini, do Núcleo Ressacada de Pesquisas em Meio Ambiente (Rema).

O projeto busca dar suporte técnico na tomada de decisão sobre eventos de contaminação ambiental e apontar as melhores estratégias de ação para conter ou resolver o problema. A iniciativa adota a ferramenta Solução Corretiva Baseada no Risco (SCBR), um software desenvolvido na UFSC com elementos inteligentes que ajudam o profissional do meio ambiente nas decisões sobre procedimentos de gerenciamento de áreas contaminadas.

O SCBR é um modelo matemático bidimensional de solução numérica, desenvolvido para apoiar a tomada de decisão em todas as etapas do gerenciamento ambiental de áreas impactadas ou de forma preventiva, em locais onde são desenvolvidas atividades potencialmente poluidoras. Além disso, pode ser empregado como instrumento facilitador do diálogo com órgãos de controle ambiental.

A ferramenta surgiu devido à ausência no mercado de um modelo matemático que simulasse o comportamento de plumas de hidrocarbonetos de petróleo sob influência de etanol, como no caso de derramamentos de gasolina. Os resultados obtidos nas áreas experimentais da Fazenda da Ressacada, localizado no Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, são usados na concepção da ferramenta e definem os grandes diferenciais do SCBR em relação aos demais softwares de simulação de contaminantes em solos e águas subterrâneas. Os outros modelos não emulam os efeitos dos biocombustíveis e não são baseados em dados de campo.

“Há mais de duas décadas, a Rema e a Petrobras mantêm uma parceria que vem apresentando resultados inéditos como o desenvolvimento de protótipos matemáticos inovadores para a previsão de cenários de derramamentos e controle de riscos no setor petrolífero e de biocombustíveis”, lembra o professor Admir Giachini. “Um exemplo disso foi o desenvolvimento do simulador SCBR, que vem sendo adotado no gerenciamento ambiental de áreas contaminadas em refinarias e em terminais da Petrobras, tornando a tomada de decisões mais objetiva, com base em critérios científicos e promovendo a economia de recursos financeiros”, ressalta.

Benefícios

O professor diz esperar que o projeto ofereça um gerenciamento ambiental mais orientado e com redução dos custos. “Também se estimam ações mais efetivas de gerenciamento ambiental, com resultados mais favoráveis, uma vez que a escolha da metodologia é embasada em conceitos técnicos orientados pela ferramenta”, destaca o professor Giachini.

Ele também pontua os muitos benefícios para a sociedade, dentre eles a implementação de metodologias mais assertivas para os problemas atrelados ao gerenciamento de áreas contaminadas. “A escolha por métodos orientados para cada situação aumenta as chances de sucesso. Além disso, a escolha das técnicas/ações mais adequadas para cada situação faz com que seja possível reduzir os custos de intervenção em processos de recuperação ambiental”. Dessa forma, segundo ele, faz-se um uso mais racional do recurso financeiro, possibilitando, inclusive, que ele seja utilizado nas áreas que efetivamente mais precisam.

Texto baseado em reportagem que integra a edição 14 da Revista da Fapeu

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UFSC implementa modalidade pioneira de estágio de Pós-Mestrado

19/01/2024 11:32

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aprovou a Resolução Normativa Nº 187/2023/CUn, que implementa a modalidade de estágio de Pós-Mestrado. A oficialização aconteceu em 11 de janeiro, data em que a resolução foi publicada no Boletim Oficial da UFSC.

Momento da votação realizada pelo Conselho Universitário.
Foto: Kauê Alberguini/Secom/UFSC

A proposta foi elaborada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg) e aprovada por votação realizada em sessão ordinária do Conselho Universitário, em 12 de dezembro de 2023. O projeto esteve em caráter experimental até 2023, e passa agora a funcionar de forma definitiva.

Segundo o pró-reitor de Pós-Graduação, Werner Kraus Junior, a modalidade pode ser considerada pioneira entre as universidades do Brasil. “Existem outras universidades que prevêem o registro de pesquisador colaborador, que inclui portadores do diploma de mestrado. Porém, a UFSC passa a ser a única a ter categoria específica nesse nível”.

O ingresso na modalidade é feito de maneira similar ao estágio de Pós-Doutorado: o Programa de Pós-Graduação (PPG) que oferece a vaga é responsável por estabelecer as condições e critérios de seleção dos candidatos, caso haja concorrência. Segundo a Resolução, “entende-se por estágio de Pós-Mestrado as atividades de pesquisa e/ou extensão realizadas junto ao Programa de Pós-Graduação da UFSC por portador do título de mestre, acompanhado por uma/um supervisora/supervisor”.

Na sessão do CUn foi aprovada a exigência de bolsa para os discentes inscritos na modalidade, que deve ser viabilizada por instituições de fomento ou via projetos de pesquisa e extensão. A duração do estágio será de no mínimo três e no máximo doze meses.

Kauê Alberguini/ Estagiário de Jornalismo da Secom/ UFSC

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Oxidação avançada: tecnologia versátil é tema de evento internacional da UFSC 

18/01/2024 09:07

Água limpa pode ser um dos resultados das tecnologias de oxidação avançada (Imagem de Pexels por Pixabay)

Como limpar o ar? Como desinfetar um ambiente? Como melhorar o tratamento da água e a qualidade do ar? Como fazer vinhos? Como melhorar a qualidade dos alimentos? Como gerar hidrogênio a partir de fontes limpas? Todas essas perguntas interessam à ciência e têm em comum uma solução: as tecnologias de oxidação avançada (ou dos processos avançados de oxidação). Esses temas também fazem parte das pesquisas e de tecnologias inovadoras realizadas na Universidade Federal de Santa Catarina, que será sede, em 2024, de um dos principais eventos internacionais da área.

De acordo com a professora Regina Peralta, do departamento de Engenharia Química e de Alimentos da UFSC, os processos de oxidação avançada são tecnologias ambientalmente amigáveis, que costumam compor o tratamento de materiais perigosos. Mas o fato de ser muito versátil faz com que outras aplicações sejam possíveis em diversos setores, como por exemplo a produção de combustíveis renováveis e vários outros. “Há benefícios para diversas áreas, desde a agricultura, até a produção de vinhos, conservação de alimentos, saúde e mesmo na produção de materiais usados na construção civil”, explica.

Do ponto de vista químico, a oxidação avançada consiste na geração de radicais livres – especialmente o radical hidroxil (∙OH) – que é altamente oxidante e pode reagir não seletivamente com inúmeros compostos, de forma mais eficiente. “Um dos exemplos que podemos ver dessas tecnologias no dia a dia envolve o uso de substâncias ativas sob luz que são incorporadas em pisos e azulejos e assim esses materiais desenvolvem propriedades bactericidas e são superfícies autolimpantes”, explica Regina, que é presidente do Comitê Organizador da VI Iberoamerican Conference on Advanced Oxidation Technologies (CIPOA), evento internacional sobre essa tecnologia que ocorrerá na UFSC, em outubro deste ano.

A professora explica que há um conjunto extenso e longo histórico de pesquisas na UFSC que se amparam nesta técnica para garantirem inovação. Algumas são orientadas por ela no Laboratório de Energia e Meio Ambiente, mas outras ocorrem em áreas do conhecimento completamente distintas, como a Odontologia,  Aquicultura ou Engenharia de Alimentos. “Processos que utilizam o ozônio, radiação ultravioleta, energia solar, peróxido de hidrogênio, por exemplo, estão relacionados à oxidação avançada”, comenta.

Segundo Regina, o meio ambiente tende a se beneficiar da aplicação dessas tecnologias, já que permitem que determinados processos se tornem mais sustentáveis – como na indústria têxtil, por exemplo, que costuma trabalhar com muitos contaminantes da água. “São técnicas químicas ambientalmente amigáveis”, pontua. “Podem ser utilizadas desde a escala laboratorial até industrial, de forma isolada ou combinada ou com processos híbridos”, reforça.

A desinfecção e redução de poluentes em água, o combate a microrganismos patogênicos e o controle da germinação de sementes, a degradação e remoção de fármacos, a produção de materiais tecnológicos com funções autolimpantes e sanitizantes, a produção de hidrogênio verde e outros combustíveis renováveis são algumas das potencialidades dos processos, que também será aplicado em um reator piloto que será desenvolvido para a Petrobras em uma parceria recente firmada com a UFSC.

Evento será realizado em outubro 

A VI Iberoamerican Conference on Advanced Oxidation Technologies (CIPOA) será realizada de 7 a 11 de outubro, mas sua organização começou ainda no ano passado. Regina, que é coordenadora geral, explica que pretende que esse evento seja um marco importante para a área. “Há assuntos muito atuais, como as aplicações ambientais, o novo marco regulatório do saneamento que deverá garantir que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% com tratamento e coleta de esgoto até 2033,  a transição energética e as iniciativas de descarbonização, que estão diretamente relacionadas a essas tecnologias”, argumenta. É justamente essa atualidade e a interdisciplinaridade que ela pretende usar como foco do evento.

“A química das reações envolvidas já é conhecida há bastante tempo e começou a ser pensada junto com os debates sobre escassez de água e transição energética, mas a versatilidade fez com que se expandisse nas suas aplicações”, comenta. Mesmo na pandemia de Covid-19, as tecnologias de oxidação avançada estiveram presentes – ela, por exemplo, buscou entender se era possível tornar as máscaras mais eficientes por meio desses processos.

“Nossa proposta é que não só químicos e engenheiros químicos ou ambientais se envolvam com essas discussões visto que o assunto é pesquisado em diferentes áreas do conhecimento”, complementa. Palestrantes de países como Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e França já estão confirmados. Universidades brasileiras como a Universidade de Campinas e Federal do Rio de Janeiro terão alguns de seus pesquisadores mais reconhecidos como convidados. A participação de setores importantes da indústria é muito bem-vinda, com algumas presenças já confirmadas. O evento também premiará os pesquisadores que se destacam na área. Mais informações aqui.

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

Tags: evento internacionalLaboratório de Energia e Meio Ambienteoxidação avançadaVI Iberoamerican Conference on Advanced Oxidation Technologies

Laboratório Fotovoltaica da UFSC recebe visita da cônsul da Noruega no Brasil

17/01/2024 13:44

Professor Ricardo Rüther (D) apresenta projetos do Fotovoltaica a integrantes do consulado da Noruega no Brasil (Fotos: Kauê Alberguini/Secom/UFSC)

O Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (FV/UFSC) recebeu nesta terça-feira, 16 de janeiro, a visita de representantes do consulado da Noruega no Brasil. A reunião ocorreu no Sapiens Parque, em Florianópolis.

Inicialmente, o coordenador do Laboratório, Ricardo Rüther, realizou uma apresentação destacando o crescimento da energia fotovoltaica no Brasil e a atuação do Laboratório nas áreas de recuperação, armazenamento e geração de energia. Em seguida, foi realizado um tour pelo local, apresentando os projetos desenvolvidos pela UFSC em geração de energia limpa.

Representando a UFSC, também estiveram presentes o reitor, Irineu Manoel de Souza, e o superintendente de projetos da Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesq), William Gerson Matias.

A visita foi um pedido do consulado para conhecer a estrutura e os projetos desenvolvidos na Universidade. A cônsul-geral da Noruega no Brasil, Mette Tangen, destacou que o encontro foi importante para que sejam levadas para a Noruega algumas ideias sobre geração de energia.

Ao final da reunião, ambas as partes concordaram em buscar a formalização de um acordo de cooperação entre a UFSC e universidades da Noruega. Segundo o reitor Irineu, esse acordo será relevante para “ampliar o intercâmbio de alunos e fomentar a pesquisa na área de produção energética”.

Comitiva foi recebida pelo reitor Irineu Manoel de Souza (C)

O Laboratório Fotovoltaica desenvolve importantes projetos de pesquisa na área de geração de energia limpa, como a Planta Solar Piloto de Módulos Bifaciais, capazes de gerar energia com radiação direta do sol e refletida pelo solo, e a usina para produção de hidrogênio verde.

 

 

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UFSC oferta curso gratuito em Assistência Técnica de Habitação de Interesse Social

17/01/2024 10:34

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para o curso gratuito de Especialização em Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS). O curso é uma iniciativa do Departamento de Arquitetura e Urbanismo (ARQ/UFSC), do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PósARQ/UFSC) e do Centro Tecnológico (CTC). A inscrição no processo seletivo é gratuita e deve ser feita de 1º a 07 de fevereiro de 2024. O curso será realizado de março à dezembro de 2024. Todas as informações sobre o processo seletivo constam no edital. Acesse aqui.

Serão ofertadas 25 vagas na modalidade presencial, sendo 20% destinadas para estudantes negros (pretos e pardos) e indígenas e 8% para pessoas com deficiência e para aquelas pertencentes a outras categorias de vulnerabilidade social. As aulas presenciais ocorrerão no campus Trindade, em Florianópolis (SC), no prédio do departamento de Arquitetura e Urbanismo. Estão previstas atividades de campo em municípios da Grande Florianópolis.
(mais…)

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UFSC vai desenvolver modelo de precificação com impacto em tecnologias 5G e 6G

16/01/2024 11:21

Reprodução Anatel

A UFSC será protagonista, junto com a Agência Nacional de Telecomunicações, no estudo da precificação do espectro de radiofrequências, bem público administrado pela Anatel que impacta nas tecnologias 5G e 6G, entre outras coisas. O Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab) já começou a atuar no projeto, que terá a duração de 30 meses e investimento de R$943 mil, principalmente para o pagamento de bolsistas e formação de recursos humanos na área.

Segundo o professor Xisto Lucas Travassos Junior, responsável pela cooperação, o grupo, formado por economistas e engenheiros, irá desenvolver um modelo a partir do que a Anatel já utiliza, mas aperfeiçoado com base em práticas internacionais. A proposta é pensar nas novas tecnologias, como a 5G e 6G, prevista para ser lançada de forma comercial, mundialmente, em 2030.

O projeto começou efetivamente no dia 26 de dezembro e uma segunda reunião entre as equipes da UFSC e da Anatel já está agendada para o próximo dia 24. “ “É uma oportunidade para estabelecer colaboração entre a Anatel e a Universidade Federal de Santa Catarina, na qual os respectivos corpos técnicos poderão interagir e desenvolver soluções inovadoras para evoluir os modelos de precificação em função das necessidades da Agência”, disse o conselheiro diretor da Anatel Alexandre Freire.

De acordo com o professor da UFSC, o projeto tem duração de 30 meses, sendo que neste primeiro semestre a ideia é realizar um estudo de precificação em nível global, depois entender como o processo ocorre na Anatel. O objetivo final é o desenvolvimento de um modelo atualizado com base em aspectos técnicos, econômicos e com base interdisciplinar.
“O modelo final será entregue pensando em tecnologias atuais e futuras”, destaca.

A cooperação prevê a realização de workshops para divulgação interna e externa do resultado da pesquisa. Dentro os produtos previstos, além da revisão bibliográfica, haverá o levantamento de boas práticas internacionais, a avaliação da metodologia e das ferramentas atualmente utilizadas pela Anatel, com diagnóstico e identificação de pontos de melhoria, o estudo e aprimoramento da metodologia o e desenvolvimento de boas práticas e recomendações de precificação de espectro para tecnologias futuras.

A Anatel ressaltou que o projeto se relaciona diretamente com os Objetivos 16 e 17 da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, uma vez que tem por objetivo construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis, fortalecendo a capacidade institucional da Agência para o desenvolvimento sustentável.

Com informações da Anatel

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Grupo da UFSC é referência em pesquisas sobre agentes causadores de ISTs

16/01/2024 09:44

Foto: Divulgação/Fapeu

O trabalho desenvolvido no Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia da UFSC tem reconhecimento nacional e internacional  na identificação de agentes causadores de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e no estudo da resistência desses microrganismos a drogas que os combatam. O projeto Vigilância da Resistência do gonococo aos antimicrobianos e da etiologia das uretrites e úlceras genitais no Brasil  é coordenado pela professora Maria Luiza Bazzo, do Departamento de Análises Clínicas, ocorre em parceria com o Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde e tem a gestão financeira da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

Entre outras coisas, o grupo identificou um aumento na resistência do gonococo, causador da gonorreia, à azitromicina, um dos antimicrobianos utilizado no tratamento de ISTs. Parte dos resultados deste estudo foi publicado em 2022 no Journal of Antimicrobial Resistance. Outro trabalho recente propiciou o início da detecção etiológica de microrganismos como o Mycoplasma genitalium, uma bactéria associada a uretrites em homens e ao aumento de risco para aborto espontâneo, parto prematuro, doença inflamatória pélvica e infertilidade em mulheres, o que trouxe uma preocupação mundial a respeito da resistência dessa bactéria aos antimicrobianos. “Este caminho nos mostrou a importância de estudar resistência aos antimicrobianos, especialmente em Neisseria gonorrhoeae e agora em Mycoplasma genitalium”, observa a professora Maria Luiza.

Desde a década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a vigilância da resistência de Neisseria gonorrhoeae (gonococo) aos antimicrobianos. O primeiro estudo de vigilância nacional desta resistência,realizado em parceria com a Fapeu, foi finalizado em 2017. Naquela versão foram coletadas amostras em Belo Horizonte, São Paulo, Manaus, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador.Para um segundo estudo houve uma ampliação dos centros de saúde nacionais que realizam a coleta das amostras. Os locais passaram de sete para 12 com a inclusão das cidades de Curitiba, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Recife e Natal.

Além da resistência ao gonococo, a segunda rodada incluiu a detecção, por biologia molecular, de outros microrganismos causadores de ISTs em amostras de uretrites e úlceras genitais. A detecção dos microrganismos, como bactérias, vírus ou protozoários, foi realizada com a utilização de kits comerciais que detectam sete patógenos diferentes em cada tipo de amostra.

Mutação

Para a Mycoplasma genitalium, pesquisadores da UFSC estão realizando estudos de genes de resistência e utilizando sequenciamento do material genético do patógeno para identificar e analisar as mutações em genes que conferem resistência aos antimicrobianos. Este trabalho é realizado em parceria com o Laboratório de Bioinformática do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

Em relação à resistência em Neisseria gonorrhoeae, a equipe utiliza métodos de indução à resistência que mostram o comportamento da bactéria sob pressão seletiva do antimicrobiano in vitro. Um estudo desenvolvido na UFSC gerou uma publicação na revista Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, que revelou um rápido desenvolvimento de mutações que causam resistência em Neisseria gonorrhoeae quando exposta a um antimicrobiano. Nesta mesma linha de pesquisa, outra tese está sendo desenvolvida no laboratório.

As atividades são desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar. Farmacêuticos, bioquímicos, biólogos, médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório e de enfermagem atuam nos projetos. São pelo menos 40 profissionais, além dos estudantes de graduação e pós-graduação. Na UFSC estão envolvidos os pesquisadores Marcos André Schörner, Jéssica Motta Martins, Hanalydia de Melo Machado, Fernando Hartmann Barazzetti, Felipe de Rocco, Ketlyn Buss, Mara Cristina Scheffer, Jhonatan Augusto Ribeiro, Julia Kinetz Wachter, Henrique Borges Grisard, Manoela Valmorbida, Clarice Iomara Silva e Maria Aparecida Rosa Cunha Cordeiro.

O projeto de vigilância da resistência do gonococo é uma parceria com o Ministério da Saúde, que considera o laboratório da UFSC como referência. Uma dessas parcerias tornou possível o recebimento de um equipamento, considerado pela OMS o padrão-ouro, para detecção de ISTs por biologia molecular, o que leva o Brasil a produzir resultados comparáveis internacionalmente. Este equipamento foi o primeiro instalado no Brasil e o único no mercado a oferecer automação em biologia molecular pela metodologia de amplificação mediada por transcrição, que faz a detecção do RNA do microrganismo e torna a técnica mais sensível.

Com informações de reportagem da edição 14 da Revista da Fapeu 

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