Pós em Estudos da Tradução publica livro em parceria com a Universidade de Alberta

22/12/2023 10:45

A tradução de “Um apelo à emigração” (A Plea for Emigration, 1852) foi publicada pela Cultura e Barbárie Editora, uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET) da Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade de Alberta, no Canadá. O lançamento oficial do livro, traduzido e organizado por Alison Silveira Morais, Fabricio Leal e Hislla Suellen, será realizado na UFSC em 2024.

Capa da tradução do livro ‘Um apelo à emigração’

O texto é inédito em português e pouco conhecido nos países de língua inglesa. A obra, com prefácios de Cida Salgueiro e Richard Almonte, resgata uma reflexão fundamental sobre o problema racial nos Estados Unidos da América e no Canadá no século XIX. Um guia para emigrantes, o folheto foi escrito por uma mulher negra norte-americana, Mary Ann Shadd (1823-1893), que, indignada com a situação da minoria afrodescendente no seu país, decidiu migrar em 1850 quando a Lei do Escravo Fugitivo determinou que todo escravo fugitivo, mesmo já estabelecido em um estado em que a escravidão havia sido abolida, deveria ser devolvido ao seu dono. Professora de escola, Shadd se mudou para o Canadá, onde a escravidão tinha sido abolida em 1834, abriu uma escola racialmente integrada e fundou seu próprio jornal, The Provincial Freeman, em 1853.

De acordo com a coordenadora do PGET, Dirce Waltrick Do Amarante, o livro é fruto do diálogo de professores e alunos do PGET com o Departamento de Línguas Modernas e Estudos Culturais, da University of AlbertaOdile Cisneros, que amparou a tradução da obra, foi professora convidada do PGET em 2020. “A Universidade de Alberta tem recebido doutorandos do PGET e desses diálogos resultam publicações. A tendência é que seja intensificada essa parceria, principalmente, com o projeto de trazer à luz nos dois países vozes desconhecidas”, explica Dirce. Na nota introdutória do livro, Dirce, Odile e a vice-coordernadora do PGET, Andreia Guerini, afirmam que se “trata de um texto crucial para ampliar o diálogo sobre temas que ainda não se esgotaram nos dias de hoje. O próximo projeto dessa parceria será a tradução de uma voz potente brasileira para o inglês, ainda em discussão”.

Alison Silveira Morais, Fabricio Leal e Hislla Suellen são doutorandos do PGET e fizeram ampla pesquisa, iniciada em 2020, antes de iniciar a tradução. Confira entrevista com um dos autores da tradução:

Quando vocês iniciaram a tradução do livro? Quais foram os principais desafios de traduzir um texto do século XIX?

Alison Silveira Morais – A pesquisa se iniciou em 2020 e esse exercício de trazer/traduzir um texto escrito no século XIX na língua inglesa para o português do Brasil do século XXI colocou em destaque uma espécie de arqueologia da tradução no que diz respeito a pesquisas sociológicas e histórico-geográficas sobre os Estados Unidos e o Canadá, e pesquisas etimológicas; semânticas, gramaticais, e hermenêuticas para realização da tradução. Apesar de essa tradução ter lançado mão do conceito de reescrita, ao mesmo tempo também se ateve ao tom arcaizante da obra, fazendo com que o texto se locomova no tempo-espaço, não sem causar estranhamentos, mas chegando ao leitor dessa época de forma acessível.

Deparamo-nos não somente com desafios amplos que permeavam o texto como um todo, como por exemplo, a atenção com o foco narrativo expresso no texto, as complexas imbricações linguísticas e semânticas, e finalmente o equilíbrio no processo de criação de um projeto de tradução crítico que ao mesmo tempo permite a manifestação da voz do tradutor, mas que também almeja a conservação do aspecto arcaizante da obra.

Além disso, tivemos também desafios mais específicos, que unidos se tornaram extensa fonte de pesquisas, debates e encontros. A saber, os longos debates sobre a tradução de termos como coloured people, negros e black(s), a conversão de moedas e medidas diversas, apelando muitas vezes para explicações via nota de rodapé, que de fato foi uma ferramenta paratextual vastamente utilizada ao longo da tradução. O estudo de Leis canadenses e documentos como o Juramento à Rainha, e os Estatutos; a própria caracterização do Canadá como ele era constituído na época (Canadá do Leste e Oeste, ao invés do que conhecemos hoje). Outros exemplos pontuais que confrontamos referem-se à agricultura, botânica, zoologia, plantio, frutas, hortaliças e comércio; além das localizações que não mais existem ou que tiveram seus nomes alterados, termos religiosos, até mesmo expressões arcaicas utilizadas no meio mobiliário que nos tomaram tempo e fizeram com que realizássemos uma verdadeira viagem no tempo para encontrar soluções para a tradução.

Qual a importância de disponibilizar esse texto traduzido para o português no Brasil?

Alison Silveira Morais – Responder a uma pergunta sobre a importância dessa tradução de Mary Ann Shadd de forma sucinta também se torna um desafio, porém, podemos afirmar que fazer uma lista das questões centrais do Plea for Emigration, ou Um apelo à Emigração, é fazer também uma lista de uma série de questões vistas como centrais também para o povo negro das américas, sendo de 1850 ou 2023; a transmissão da experiência pessoal de Shadd em tom de uma propaganda, um verdadeiro convite para a liberdade e o que ela pode carregar consigo, o apontamento efusivo para todos os escravizados e oprimidos, sua posição como portadora dessa alternativa, e também a sua forma peculiar de comunicar essa verdade, faz com que seja de fato uma obra essencial para entender todo aquele momento de tensão histórica e sobretudo desconstruir a ideia de inanição, desesperança ou submissão do povo afro-americano. A Plea for Emigration ultrapassa as linhas pragmáticas de um manual, se estendendo para um estudo e um retrato de sua época, e ter a oportunidade de trazer esse importante documento para o público leitor brasileiro foi ao mesmo tempo desafiador e gratificante.

Mais informações na página do programa.

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Prêmio Capes de Tese entrega condecorações a pesquisas vencedoras

19/12/2023 09:09

Em uma cerimônia que celebrou a excelência acadêmica, a professora Andréia Guerini, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu o Prêmio Capes de Tese, conferido à pesquisa de sua orientanda, Naylane Araújo Matos, com tese intitulada “Estudos Feministas da Tradução no Brasil: Percursos históricos, teóricos e metodológicos na produção científica nacional (1990-2020)” em cerimônia realizada no dia 14 de dezembro.

Professora Andreia Guerini na cerimõnia do Prêmio Capes de Tese.

A 18ª edição do Prêmio Capes de Tese, considerado um dos mais importantes reconhecimentos na ciência brasileira, atingiu um marco significativo com o registro de 1.469 trabalhos inscritos, estabelecendo um novo recorde histórico de participação. Esta premiação destaca as melhores teses defendidas nos programas de pós-graduação do país, reforçando o compromisso com a qualidade e a inovação na pesquisa acadêmica.

A conquista da egressa Naylane Araújo Matos, atualmente professora da Universidade Federal de Rondônia, e da professora Andréia Guerini, “não apenas destaca a excepcionalidade do trabalho desenvolvido, mas também ressalta o compromisso da PGET/UFSC em promover a pesquisa de alta qualidade e formar pesquisadores capacitados para contribuir significativamente para a produção e avanço do conhecimento científico”.

Confira os premiados da UFSC em 2023

Linguística e Literatura: Naylane Araujo Matos (Estudos da Tradução)
Estudos Feministas da Tradução no Brasil: Percursos Históricos, Teóricos e Metodológicos na Produção Científica Nacional (1990-2020)
Orientação: Andreia Guerini

Nutrição: Gilciane Ceolin (Nutrição)
Determinantes das Concentrações Séricas da Vitamina D e a sua Associação com Sintomas Depressivos em Idosos de Florianópolis-SC
Orientação: Julia Dubois Moreira e Debora Kurrle Rieger Venske

Confira as menções honrosas da UFSC em 2023

Ciência de Alimentos: Lais Benvenutti (Engenharia de Alimentos)
Selection And Application Of Eutectic Solvents For The Valorization Of Jaboticaba Processing Byproduct Using Highpressure Fluid Technologies
Orientação: Sandra Regina Salvador Ferreira e Acacio Antonio Ferreira Zielinski

História: Marcelo Gonzalez Brasil Fagundes (História)
Fragmentos de Uma História Panhĩ: História e Território Apinajé na Longa Duração
Orientação: Lucas de Melo Reis Bueno

Química
Gean Michel Dal Forno (Química)
Reações Bio-ortogonais de Clivagem de Ligações C-o e C-c Mediadas por Paládio: Expandindo as Estratégias da Biologia Química para o Tratamento do Câncer
Orientação: Josiel Barbosa Domingos

 

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Moluscos bivalves geram emprego, renda e inspiram o turismo de Santa Catarina

19/12/2023 08:19

Manter e avançar ainda mais nas atividades consideradas, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), exemplares pelo alto grau de inserção regional e pelo senso de responsabilidade econômica da instituição. Este é o objetivo do projeto “Apoio à sustentabilidade da cadeia de produção de moluscos bivalves”, desenvolvido pelo Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).

O projeto envolve um conjunto de ações de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão na área de cultivo de moluscos (malacocultura) por meio da produção de larvas e sementes de moluscos bivalves marinhos (ostras, mexilhões, vieiras, berbigões. Desenvolvidas há mais de 30 anos, as atividades foram reconhecidas pelo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFSC pela capacidade de inserção regional e pela responsabilidade socio-econômica.

Trabalho de manutenção dos moluscos na unidade do LMM em Sambaqui.

“O LMM é base do desenvolvimento de toda uma cadeia produtiva, gerando, através da produção de formas jovens de moluscos, o insumo básico para a malacocultura de Santa Catarina. As populações litorâneas tradicionais, antes mais dependentes da pesca artesanal para subsistência, agora inserem-se em um novo e bastante atrativo panorama econômico”, observa o coordenador do projeto.

“A Fapeu gerencia o projeto coordenando atividades administrativas, financeiras e de recursos humanos. Esse suporte, que exige equipe competente, como o da fundação, é fundamental para a execução do trabalho”, destaca o professor Marcos Caivano Pedroso de Albuquerque, coordenador dos trabalhos.
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Nova edição do livro ‘A dissimulação na sociedade de consumo’ será lançada nesta segunda, 18 de dezembro.

15/12/2023 15:56

A nova edição do livro “A dissimulação na sociedade de consumo: um olhar crítico sobre as estratégias de persuasão indireta no marketing”, impressa, atualizada e ampliada, será lançada nesta segunda-feira, 18 de dezembro, no Instituto dos Arquitetos do Brasil, no Rio de Janeiro. A obra é organizada pela professora da UFSC Ana Paula Bragaglia e por Patrícia Burrowes (UFRJ), com prefácio de Isleide Fontenelle (FGV/SP). O Departamento de Artes e o curso de Cinema da UFSC se fazem presentes, além de uma das autoras e organizadoras, Ana Paula Bragaglia, com sua aluna bolsista de iniciação científica Luna-Nina Vanzella Cândido.

Mais informações pelo Instagram.

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Unidade Embrapii MOVE da UFSC é premiada durante Encontro Anual

14/12/2023 11:47

Unidade Embrapii MOVE, da UFSC é uma das premiadas. (Foto: Divulgação/Embrapii)

Unidade Embrapii MOVE, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi premiada na categoria Unidade Revelação do Prêmio de Reconhecimento de Unidades Embrapii. Realizado pela primeira vez pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), a premiação considerou as unidades e seus pesquisadores que, por meio de projetos, comprometimento, resultados e desempenho, cumpriram um papel fundamental junto à organização na promoção da inovação no Brasil e no enfrentamento dos desafios econômicos e sociais do país. Os vencedores foram anunciados, em Brasília, nesta quarta-feira, 13 de dezembro, durante o Encontro Anual de Unidades Embrapii, no SESILab.

A MOVE foi reconhecida por sua atuação na área de Máquinas e Equipamentos para Mobilidade e operação voltada ao Programa Rota 2030. Em apenas dois anos de credenciamento, a MOVE já contratou 11 projetos com 10 empresas diferentes, totalizando quase R$ 12 milhões. No Programa de Maturidade Operacional, mostrou uma excelente evolução nos seus processos de gestão e indicadores Embrapii, atingindo 89% no quadro de cumprimento de metas.

A Embrapii atua há uma década realizando a estruturação de uma rede de inovação em todo o Brasil, disponibilizando conhecimento e infraestrutura ao setor produtivo para superar desafios tecnológicos. São 10 mil colaboradores, sendo 7,3 mil pesquisadores que formam o ecossistema da Embrapii. Com 96 Unidades distribuídas por todo o país, a organização já apoiou 2.343 projetos de inovação industrial em parceria com 1.597 que resultaram em 717 pedidos de propriedade intelectual e viabilizaram R$ 3,45 bilhões em investimentos.

Sobre o prêmio

Professor Cristiano Binder, do Laboratório de Materiais (Labmat) da UFSC representou o grupo de pesquisadores do MOVE UFSC. (Foto: Divulgação/Embrapii)

O Prêmio de Reconhecimento de Unidades Embrapii conta com seis categorias: Unidade Embrapii Parceira da Micro e Pequena Empresa; Unidade Embrapii Revelação; Unidade Embrapii Pesquisadora (o) de Destaque. Projeto Mais Inovador; Unidade Embrapii Destaque ODS; e Unidade Embrapii com Desempenho Destaque. Cada categoria foi estabelecida de forma a reconhecer Unidades Embrapii e pesquisadores por suas atuações e entregas de destaque. Uma comissão técnica da instituição foi criada para analisar os casos de sucesso submetidos.

Confira os cases e Unidades premiadas no site da Embrapii.

 

com informações da Embrapii

 

 

 

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UFSC e TRT-SC trabalham para criar laboratório de preservação da memória do judiciário trabalhista

14/12/2023 11:30

Da esq. p/ a dir: Jeferson Corbari, Simone Dalcin, Rita de Cássia Castro Cunha e Cezar Karpinski (Foto: Divulgação/TRT-SC)

O professor do Departamento de Ciência da Informação, Cezar Karpinski, e a mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Rita de Cássia Castro da Cunha, pesquisadores do Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos (Labcon) da UFSC participam de um projeto junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC) de preservação da memória institucional do Judiciário trabalhista catarinense. No último mês de novembro, os pesquisadores se reuniram com o diretor da Secretaria de Gestão Judiciária (Segejud) do TRT-SC, Jefferson Neri Corbari, e a chefe da Seção de Gestão de Memória, Simone Dalcin, para discutir ações do projeto.

O encontro foi realizado na Seção de Gestão de Memória do tribunal, localizada em São José-SC, como parte do projeto de implantação do Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos do TRT-SC. Para esse fim, e também para fazer um diagnóstico do acervo do TRT-SC, um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o tribunal e a Universidade foi firmado em outubro. Também está prevista uma capacitação em conservação de documentos, em suporte de papel, aos servidores da Segejud. “Com estas ações, o TRT-12 espera ampliar ainda mais as ações de tratamento do seu patrimônio documental para que toda a sociedade se beneficie da difusão dos seus arquivos históricos”, afirma Jefferson Corbari.

Além do laboratório, a iniciativa contempla a restauração de 60 processos históricos, entre documentos da primeira metade do Século XX, sendo o mais antigo datado de 4 de outubro de 1939. Dez processos já estão em recuperação.
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Estudantes do Laboratório de Ficologia da UFSC são premiados em evento científico

12/12/2023 13:01

Pesquisadores da UFSC que participaram do 9° Workshop REDEALGAS.

Estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação do Laboratório de Ficologia da Universidade Federal de Santa Catarina (LAFIC/UFSC) foram premiados no Workshop de Biotecnologia de Algas – o 9° REDEALGAS –, que ocorreu em Guarapari (ES), de 3 a 6 de dezembro. O evento reuniu especialistas brasileiros e internacionais e teve como tema “Biotecnologia, Sustentabilidade e Atividades de Extensão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Cerca de 30 estudantes, pesquisadores e professores do LAFIC e outros laboratórios participaram do evento, viajando até Guarapari com um ônibus da UFSC. Estiveram presentes representantes dos Programas de Pós-Graduação Biologia de Fungos, Algas e Plantas (PPG-FAP), Oceanografia (PPG-Oceano) e Biotecnologia e Biociências (PPG-Biotec).
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“Loteria!”: Pesquisador da UFSC localiza ave rara em campo; registro é o quinto do Brasil

08/12/2023 14:11

Fotos: Débora Malu Marquato

“Posso dizer que o registro dessa ave foi como ganhar na loteria” – com essas palavras, o pesquisador Mateus Ribas, doutorando em Farmácia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) descreve o seu encontro com o papa-lagarta-de-bico-preto, o Coccyzus erythropthalmus, espécie migratória dificilmente encontrada no Brasil e ainda mais rara em Santa Catarina. Este é o quinto registro histórico da espécie para todo o país, o segundo para o sul e o primeiro para o Estado.

Mateus estuda o impacto de ações realizadas pelo homem no entorno da Lagoa da Conceição na saúde humana, animal e ambiental. Ele se deparou com a espécie durante trabalho de campo realizado no fim de novembro, logo após um período de fortes chuvas em Santa Catarina. A captura de aves silvestres é realizada para a coleta de material biológico, tema mais direto da pesquisa de Mateus.

O estudo ocorre no Parque Municipal Natural das Dunas da Lagoa da Conceição e também no Parque Estadual do Rio Vermelho, justamente para avaliar se atividades humanas próximas a Lagoa da Conceição podem afetar a microbiota desses animais. O projeto faz parte do Laboratório de Microbiologia Molecular Aplicada e é orientado pelas professoras Jussara Kasuko Palmeiro e Thaís Cristine Marques Sincero. A captura das aves é realizada em parceria com o Laboratório de Ornitologia e Bioacústica catarinense (laboac), coordenado pelo professor Guilherme Brito.

O papa-lagarta-de-bico-preto, segundo ele, é reconhecido por sua plumagem predominantemente marrom, com um ventre branco e uma listra vermelha ao redor dos olhos dos adultos. Apesar das raríssimas aparições no Brasil, não é um animal ameaçado. “Sua capacidade de se adaptar a diferentes ambientes e sua ampla distribuição contribuem para a sua relativa estabilidade populacional na América do Norte”, comenta.

A ave é migratória – ou seja, estava viajando quando foi encontrada por Mateus. O pesquisador comenta que uma equipe comandada pela pesquisadora Marina Somenzari em 2018 explicou que o animal realiza seu processo de nidificação no Canadá e nos Estados Unidos, passando o inverno na região noroeste e centro-oeste-central da América do Sul. “Até o momento, os escassos registros dessa espécie no Brasil foram categorizados como incidentais. Contudo, são necessárias mais pesquisas para esclarecer o padrão de migração dessa espécie no território brasileiro”, argumenta.

O trabalho de campo do pesquisador com a captura das aves durou um ano e é realizado por meio de quatro redes-de-neblinas instaladas na área escolhida. As redes são finas e feitas de material leve, como nylon. A captura de aves ou morcegos ocorre de forma temporária para fins de pesquisa. Segundo Mateus, as redes eram instaladas pouco antes da aurora e permaneciam ao longo de aproximadamente seis horas. A cada 15 ou 20 minutos as quatro redes eram checadas para verificar se alguma ave havia sido capturada.

Encontro inesperado

“Por volta das 9h da manhã, durante uma das últimas vistorias em rede-de-neblina, avistamos uma ave emaranhada nos bolsões da rede. De longe parecia um Sabiá-Poca, uma das aves mais comuns que capturávamos em campo. Quando íamos nos aproximando vimos que não era um sabiá, mas sim um Papa-Lagarta”, relembra o pesquisador.

Ele comenta que a equipe ficou muito feliz, pois os papa-lagartas são aves migratórias e por si só são raras para a Ilha de Santa Catarina. “Por algumas vezes, eu e o Dani Capella, membro da equipe de campo, tivemos conversas proféticas que em algum momento, um papa-lagarta cairia na rede. Claro que conversávamos sem imaginar que isso, de fato, poderia acontecer, eram apenas brincadeiras de campo”.

Após a captura, Mateus e os colegas de campo fizeram todos os procedimentos padrões para retirar o animal da rede-de-neblina. Com ajuda do professor Guilherme Brito e do biólogo Guilherme Willrich, a ave foi identificada como sendo um indivíduo jovem de Papa-lagarta-de-bico-preto.”Coletamos o material biológico da ave, o anilhamos e devolvemos a ave para a natureza para que pudesse seguir seu ciclo migratório”.

A ave foi a penúltima capturada em rede de neblina como parte do projeto e o coroou com chave de ouro. “Ao longo de todo este ano de estudo tivemos capturas bem interessantes nas dunas, como a captura do Tautó-Míudo (Accipter striatus) e da espécie migratória Guararacava-de-crista-branca (Elaenia chilensis), mas nada comparado com a captura do Papa-Lagarta-de-Bico-Preto. A cada ida a campo, eu e a equipe brincávamos – ‘Se preparem que hoje vai cair na rede-de-neblina uma ave rara’ – Mas isso foi acontecer somente nos 45 minutos do segundo tempo”, brinca.

Sentinelas em perigo

O título do estudo de Mateus é Impacto de ações antrópicas no entorno da Lagoa da Conceição sobre a saúde humana, animal e ambiental: Vigilância sentinela da disseminação de patógenos resistentes aos antimicrobianos e detecção de fármacos micropoluentes. Ele avalia bactérias resistentes aos antimicrobianos e micropoluentes na água e sedimento de diferentes pontos ao longo da Lagoa da Conceição.

 

 

O pesquisador explica que bactérias resistentes aos antimicrobianos costumavam ser encontradas apenas em ambientes hospitalares. “Com o avanço da urbanização, uso exagerado de antimicrobianos e vazamento de esgoto em ambientes naturais, hoje, estas bactérias acabam atingindo diversos ambientes, como a Lagoa da Conceição e seu entorno, os oceanos e aqueles que interagem com estes ambientes, sejam pessoas ou animais”.

A consequência disso, de acordo com ele, é que as bactérias resistentes podem colonizar a microbiota humana e animal. Em casos de infecções, o tratamento pode se tornar difícil, mais caro e letal. A ideia de estudar as aves surgiu porque são animais que interagem bastante com ambientes naturais e também com ambientes urbanos.

“As aves acabam se contaminando com bactérias de origem antrópica, e, devido a sua capacidade de voo e migração, no caso de aves migratórias, acabam levando estas bactérias para novas áreas e para novos hospedeiros. Por este motivo, estes animais são importantes sentinelas epidemiológicos da disseminação de bactérias resistentes aos antimicrobianos”, pontua.

A pesquisa, bem como todas as etapas do trabalho foram autorizadas pelo Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO), CEMAVE, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC), Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (FLORAM), e pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFSC.

No caso específico do papa-lagarta-de-bico-preto, Mateus explica que as análises microbiológicas não detectaram nenhuma bactéria resistente. O registro desta ave, contudo, poderá render novas informações sobre o padrão de migração da espécie. “Pelo fato desta ave ter sido anilhada, registros fotográficos e até mesmo novas capturas ao longo da migração deste indivíduo podem revelar novas informações sobre esta espécie tão interessante”.

 

Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC

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Técnica desenvolvida na UFSC pode transformar substância do Ipê Roxo em tratamento contra câncer

07/12/2023 13:10

Extraída do Ipê Roxo, molécula β-lapachona tem conhecidas propriedades anticancerígenas. Foto: Ojsandeus/Wikimedia Commons

Uma nova reação química, desenvolvida em um laboratório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pode transformar uma substância extraída de uma árvore nativa da América do Sul em um medicamento para tratamento de câncer. A pesquisa ainda está em fase inicial, mas os primeiros resultados são promissores. Realizado no Laboratório de Catálise Biomimética (Lacbio) em parceria com instituições da Inglaterra, de Portugal e da Espanha, o trabalho fez parte da tese de doutorado de Gean Michel Dal Forno, realizada no Programa de Pós-Graduação em Química sob orientação do professor Josiel Barbosa Domingos, e já rendeu uma menção honrosa no Prêmio Capes de Tese, duas publicações em revistas científicas internacionais e um registro de patente.

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de terapias contra o câncer que tenham menos efeitos colaterais que os tratamentos convencionais, os pesquisadores criaram uma nova metodologia de ativação de uma molécula chamada β-lapachona, encontrada no Ipê Roxo. A substância tem baixo custo de extração e conhecidas propriedades anticancerígenas, no entanto, não pode ser usada em sua forma natural. “Por que a β-lapachona nunca avançou em testes? Porque ela não ataca só a célula do câncer. Ela também ataca outras células do corpo humano, fazendo com que se tenha efeitos colaterais muito graves. Então não vale a pena usar ela como um fármaco”, comenta Gean. 

Por isso, foi preciso buscar uma maneira de fazer com que a β-lapachona afetasse somente as células do câncer. O primeiro passo foi desativar a molécula, transformando-a em um pró-fármaco, uma substância que entra no corpo de forma inativa, para ser ativada depois, em condições específicas – no caso dessa pesquisa, somente quando em contato com o tumor. “O que a gente faz é pegar essa molécula e fazer uma transformação química. Então, no laboratório, a gente desenvolve uma reação que vai fazer uma pequena alteração na estrutura e faz com que essa molécula deixe de ser um fármaco. Nesse caso, eu tenho pró-fármaco, que é um fármaco que foi modificado para perder sua atividade contra o alvo”, resume o pesquisador.
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Egresso lança livro infantojuvenil sobre Mata de Araucárias a partir da tese de doutorado

07/12/2023 11:34

Um pássaro garimpeiro, uma coruja branca, uma onça. As ilustrações do livro Uma Aventura pela Mata de Araucárias são a imagem daquilo que um dos seus organizadores, doutor pela UFSC vinculado ao Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica (ECOHE), identificou  como parte da Floresta de Araucárias enquanto fazia sua tese. As impressões e o lugares foram compartilhados com estudantes da Faculdade Municipal de Educação e Meio Ambiente (Fama), no Paraná, e Mário Tagliari teve a ideia de reuni-las em livro.

O trabalho foi feito com alunas do curso de Pedagogia e registram um pouco da história que o acompanhou como cientista. A obra é voltada para o público infantojuvenil, a partir do nono ano, e está disponível gratuitamente. Foi pensada como contrapartida para a pesquisa desenvolvida na UFSC, algo que é comum no ECOHE.

Trata-se, segundo a apresentação do livro, de um resgate de memórias, aprendizados, vivências, campos, viagens solitárias e entrevistas que se estenderam entre 2012 até 2019, no período em que Tagliari conheceu e conviveu com inúmeras famílias que há gerações estão inseridas na realidade do uso do pinhão, recurso indissociável da araucária.

Toda esta jornada era compartilhada e discutida com o orientador no doutorado, Nivaldo Peroni, também organizador da obra, e com a professora Natália Hanazaki, líder do Ecohe. Gisele Moreira dos Santos também integra o grupo de organizadores da obra”Os inúmeros acontecimentos narrados de maneira fantasiosa neste livro, não são apenas ficção. Esta obra serve para evidenciar um mundo em que poucas pessoas param para pensar: ‘Quem está por trás deste processo?’. É uma satisfação poder narrar alguns acontecimentos maquiados com a liberdade criativa”, explicam os autores na apresentação.

As ilustrações foram produzidas por uma estudante de Ciências Biológicas da UFSC, Letícia Lidia Voltolini. Os quatro capítulos reúnem diferentes autorias. Mario lecionou uma disciplina optativa sobre tópicos socioambientais e dividiu as aulas em discussões teóricas e na criação do livro, cujo pano de fundo eram os lugares que ele tão bem conhecia e uma dose de fantasia.

As temáticas ligadas às comunidades tradicionais e problemáticas sociambientais também constróem o livro, que lança um olhar lúdico e técnico sobre uma das paisagens mais importantes do Brasil. A obra traz seções com indicações de leitura para quem quiser se aprofundar nos temas.

O pano de fundo e toda a história são contadas a partir de um olhar científico e sociambiental para a Mata das Araucárias, com destaque, por exemplo, para unidades de conservação. A cultura da extração de pinhão e a identidade sociocultural de agricultores familiares no sul e sudeste do Brasil também são centrais.

 

Uma Aventura na Mata de Araucárias – completo: baixe aqui

Acesse o site da editora

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Pesquisadores da UFSC lançam livro sobre dimensões e desafios da justiça ecológica

06/12/2023 17:08

Pesquisadores dos grupos de pesquisa Observatório de Justiça Ecológica e Direito Ambiental na Sociedade de Risco, vinculados ao Programa de Pós-graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGD/UFSC), publicaram o livro Justiça ecológica: dimensões e desafios, pela editora Lumen Juris. A obra tem a proposta de convidar a identificar os desafios a serem superados nos âmbitos jurídico, da ética, do conhecimento e das práticas políticas para permitir que toda a vida seja contemplada na comunidade de justiça ecológica, ao mesmo tempo em que avança na proposição de medidas concretas que contribuam para a dignidade e a integridade humana e ecossistêmica.

Justiça ecológica: dimensões e desafios é resultado dos projetos de pós-doutorado das organizadoras do livro, Isabele Bruna Barbieri e Tonia Dutra, no Programa de Pós-Graduação em Direito da UFSC. Isabele é pesquisadora do Observatório de Justiça Ecológica e assina um artigo sobre o banimento, no âmbito da América Latina e do Caribe, dos agrotóxicos altamente perigosos proibidos na União Europeia. Tonia Dutra faz parte do grupo Direito Ambiental na Sociedade de Risco e escreve sobre a representação da natureza a partir da justiça ecológica. 

Financiada pelo CNPQ, a obra conta ainda com a participação dos professores José Rubens Morato Leite e Letícia Albuquerque e da doutoranda Leatrice Faraco Daros, todos vinculados ao PPGD, bem como da professora Adriana Biller Aparicio, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), egressa do PPGD e pesquisadora do Observatório de Justiça Ecológica. Os direitos indígenas, o direito à saúde e o envenenamento das futuras gerações são alguns dos temas discutidos.

O livro pode ser adquirido no site da editora.

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06/12/2023 11:06

 

Se você não consegue visualizar esta mensagem, clique aqui e leia o Divulga UFSC no site.

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) | www.divulga.ufsc.br – 06/12/2023 – Edição 2154
Professora da UFSC vence prêmio Jabuti com tradução de obra de James Joyce

A professora Dirce Waltrick do Amarante, do curso de Artes Cênicas e da Pós-Graduação em Estudos da Tradução e um grupo de autores do Coletivo Finnegans venceu o prêmio Jabuti na categoria Tradução com a obra “Finnegans Rivolta”, do romancista e poeta James Joyce. O resultado foi divulgado na noite desta quinta-feira, 5 de dezembro. A docente foi a organizadora da obra e tem livros publicados na área de tradução, teoria literária, teatro e literatura infantil e juvenil. “Prêmios dão visibilidade ao trabalho, à proposta de trabalho. Não é a primeira vez que sou premiada por trabalhos que envolvem tradução e James Joyce – tenho alguns livros publicados a respeito do autor e de sua obra. Mas é a primeira vez que sou premiada coletivamente e isso me deixa bastante feliz”, comenta. O livro tem 720 páginas e pode ser encontrado aqui. Continue a leitura >>.


Editora da UFSC divulga vencedor de concurso de Romance

A Editora da UFSC (EdUFSC) divulgou o resultado do Concurso Grupo Sul e o Modernismo Catarinense – Romance (2022/23). Dos 21 romances inscrições, a obra “Labirintos do poder”. de Pedro Henrique Magalhães (pseudônimo) foi o primeiro colocado. O romance vencedor será publicado pela EdUFSC. Confira aqui o resultado do concurso.

Coral da UFSC comemora 60 anos com apresentação amanhã

O Coral da UFSC apresentará nesta quinta-feira, 7 de dezembro, às 19h no Teatro Carmen Fossari, o concerto em celebração dos seus 60 anos de atuação. A apresentação integra a programação de atividades em comemoração aos 63 anos UFSC. O evento é gratuito e aberto à comunidade, com entrada liberada por ordem de chegada. Continue a leitura >>.



Pesquisa


Coletivo lança hoje e-book ‘Guia de estudos antirracistas para assistentes sociais e demais interessados/as/es’

O Coletivo Veias Abertas, projeto do Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC (IELA), promove o lançamento do e-book “Guia de estudos antirracistas para assistentes sociais e demais interessados/as/es”, nesta quarta-feira, dia 6 de dezembro, às 19h, no auditório do Centro Socioeconômico (CSE). Os participantes têm direito a certificado de 2 horas. Mais informações no Instagram do Coletivo Veias Abertas ou pelo e-mail projetopraxisantirracista@gmail.com.

 

Alunas do curso de Jornalismo vencem prêmio com TCC sobre Constelação Familiar

As jornalistas Jullia Gouveia e Karoline Bernardi, recém graduadas pelo curso de Jornalismo da UFSC, venceram o Prêmio Livre.jor de Jornalismo-Mosca 2023 na categoria Universitária. As profissionais concorreram com o trabalho de conclusão de curso “Laços de Família: a presença da Constelação Familiar nas instituições públicas brasileiras“. Jullia e Karoline produziram uma série de reportagens multimídia com um levantamento inédito que denuncia que a aplicação de Constelação Familiar no sistema Judiciário brasileiro já custou, pelo menos, R$ 2,6 milhões aos cofres públicos. Além disso, o trabalho também expõe as mais de 24 mil sessões da prática aplicadas no SUS. Mais informações aqui.


Extensão


Evento em celebra os 45 anos do Programa de Pós-Graduação em Administração

O Programa de Pós-Graduação em Administração da UFSC (PPGAdm) promove o Seminário Celebração 45 Anos (PPGAdm). A atividade ocorre nesta quinta-feira, 7 de dezembro, às 16h, no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). A programação terá a abertura com o reitor da UFSC, professor Irineu Manoel de Souza, às 16h, seguida de homenagens Memória Viva: Diálogos entre Docentes, Discentes e Egressos, e às 18h30 a confraternização. A participação é gratuita e não necessita de inscrição prévia. Mais informações no site do PPGAdm, Instagram, e no site DeOlhoNaIlha.

 

Futuro da Microeletrônica no Brasil é tema de evento nesta sexta

O Laboratório de Computação Embarcada da UFSC (ECL – Embedded Computing Lab) promove nesta sexta-feira, 8 de dezembro, a “Conversa sobre o futuro da Microeletrônica no Brasil”. O evento ocorre das 9h às 10h, no Prédio do INE (Departamento de Informática e Estatística), sala 105. A atividade é gratuita e não necessita de inscrições prévias. Mais informações através deste link.

 

Laboratório de enfermagem promove encontro de professores, alunos e egressos

O Laboratório de Pesquisa sobre Trabalho, Ética, Saúde e Enfermagem (Práxis) organiza um encontro nesta quinta-feira, 7 de dezembro, no auditório do Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc), em comemoração aos seus 30 anos. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da Práxis no YouTube. Mais informações no site do Laboratório.


Cultura


Cine Ciência exibe filme ‘Estrelas Além do Tempo’ hoje

O Cine Ciência exibe hoje o filme “Estrelas Além do Tempo”, dirigido por Theodore Melfi. A atividade ocorre às 19h, no auditório Elke Hering, na Biblioteca Universitária (BU), no campus Trindade. O evento é gratuito e aberto a todos. Mais informações pelo Instagram @cinecienciaufsc e pelo e-mail cinecienciaufscoficial@gmail.com.


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Professora da UFSC vence prêmio Jabuti com tradução de James Joyce

06/12/2023 10:32

A professora Dirce Waltrick do Amarante, do curso de Artes Cênicas e da Pós-Graduação em Estudos da Tradução, e um grupo de autores do Coletivo Finnegans venceu o prêmio Jabuti na categoria Tradução com a obra Finnegans Rivolta, do romancista e poeta James Joyce. O resultado foi divulgado na noite desta terça-feira, 5 de dezembro. A docente foi a organizadora da obra e tem livros publicados na área de tradução, teoria literária, teatro e literatura infantil e juvenil. “Prêmios dão visibilidade ao trabalho, à proposta de trabalho. Não é a primeira vez que sou premiada por trabalhos que envolvem tradução e James Joyce – tenho alguns livros publicados a respeito do autor e de sua obra. Mas é a primeira vez que sou premiada coletivamente, e isso me deixa bastante feliz”, comenta.

A professora explica que o projeto de uma tradução coletiva era antigo. Ela começou a estudar Joyce e mais especificamente esse romance/poema, no início dos anos 2000, e percebeu que era um projeto que tinha tudo a ver com o coletivo. “Primeiro, porque o grande protagonista do romance é alguém conhecido como HCE, Here Comes Everybody, todos estão incluídos (numa interpretação mais abrangente). Segundo, porque o romance narra a ‘história da humanidade’, segundo o autor, e, para ele, a história era como a brincadeira do telefone sem fio, ou seja, um conta algo no ouvido do outro, e no final surge uma história nova. A proposta era cada tradutor contar sua versão da história, pois traduzir é antes de tudo ler e interpretar, e nunca há, pelo menos nas ciências humanas, uma única interpretação para os fatos”, explica a organizadora da obra.

Dirce comenta que esse projeto de tradução coletiva foi gestado por muito tempo, mas que queria achar o grupo certo. “Por fim, achei. É um grupo heterogêneo: formações diferentes, gerações diferentes, mas todos entusiastas das vanguardas. Trabalhar em grupo é algo que o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução sempre incentivou. Sou também professora do curso de Artes Cênicas, no qual o trabalho em equipe é uma constante. É importante o coletivo, todos os coletivos! No que tange à tradução, não acredito que seja um trabalho isolado”, reitera.
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Tags: categoria TraduçãoFinnegans RivoltaFinnegans WakeJabuti 2023James JoycePrêmio JabutiPrograma de Pós-Graduação em Estudos da Tradução

Pesquisadores da UFSC fazem alertas de mudanças sem precedentes em meio à COP 28

06/12/2023 08:21

Ecossistema marinho está ameaçado (Imagem de Lisa por Pixabay)

Três pesquisadores da UFSC estão entre os autores de alertas de mudanças sem precedentes emitidos pela comunidade científica em meio a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, a COP 28, evento que ocorre até terça-feira, 12 de dezembro, em Dubai. As professoras Marina Hirota, do departamento de Física, e Regina Rodrigues, da coordenadoria de Oceanografia, projetam um cenário cada vez mais agravado e de emergência no mundo e também nas diferentes regiões do país.

Marina é co-autora do Global Tipping Points Report 2023, um relatório sobre os chamados “pontos de não retorno” coordenado pela Universidade de Exeter, com mais de 200 pesquisadores, entre eles o também pesquisador da UFSC Bernardo Flores, do Programa de Pós-graduação em Ecologia. Já Regina integra o comitê editorial do New Insights in Climate Science, do World Climate Research Programme.

Os dois documentos traçam um panorama baseado no aumento de 1,5 graus de temperatura na Terra, que causa uma série de efeitos para os ecossistemas e que leva o planeta a um patamar no qual não seria mais possível um retorno ao que existia antes do aquecimento. Esse cenário, que no Brasil está sendo visualizado a partir da intensificação de secas e de inundações provocadas pelo alto volume de chuvas, é mapeado pelos cientistas, que apontam também medidas urgentes a serem tomadas.

No relatório global dos pontos de não retorno – a avaliação mais abrangente realizada até hoje pela comunidade científica –, a constatação é de que “a humanidade está atualmente numa trajetória desastrosa”. O documento indica que as ações atuais são inadequadas para a escala do desafio, em que há, pelo menos, cinco pontos de ruptura do sistema terrestre – incluindo o colapso de grandes mantos de gelo e a mortalidade generalizada dos recifes de coral de águas quentes. O prejuízo para a agricultura e a alimentação são certos. “À medida que os pontos de ruptura do sistema Terra se multiplicam, existe o risco de uma perda catastrófica da capacidade de cultivo de culturas básicas”
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Tags: alertas climáticosConferência do ClimaCOP 28emergência climáticaGlobal Tipping Points Report 2023New Insights in Climate ScienceONU

UFSC terá sistema piloto de tratamento de água em pesquisa com a Petrobras

05/12/2023 09:08

Imagem ilustrativa (Tania Rêgo/Agência Brasil)

Um projeto para melhorar a qualidade da água utilizada em poços de petróleo vai resultar em um sistema em escala piloto desenvolvido por meio de uma parceria entre a UFSC e Petrobras. O projeto de R$ 4,8 milhões é coordenado pelo professor Marco Di Luccio, do Laboratório de Processos com Membranas (LABSEM), e conta também com a participação do professor Alan Ambrosi e da professora Débora de Oliveira. A execução é uma continuação de pesquisas já desenvolvidas pelo grupo que estuda tecnologias emergentes. O maior desafio relatado pela equipe é propor métodos de tratamento que utilizem sistemas compactos, eficientes e de custo competitivo.

A pesquisa, ligada ao Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, busca a aplicação de métodos emergentes de redução de biofilme em superfícies de membranas. Os processos utilizados são métodos físicos que pretendem melhorar o tratamento de água e consequentemente reduzir o uso de produtos químicos e a frequência das paradas para limpeza.A ideia é tornar o processo de tratamento mais sustentável.

Segundo o professor, isso causa perdas financeiras consideráveis por paradas para limpeza e substituição das membranas filtrantes. Com a parceria da UFSC, algumas modificações já vêm sendo aplicadas nas plataformas de extração de petróleo, apresentando resultados promissores. Duas unidades de permeação com membranas já foram utilizadas no projeto anterior, cujo termo de cooperação encerrou em 2022. Agora, um segundo sistema, maior, em escala piloto, está sendo construído e será instalado no campus da UFSC na Barra da Lagoa para simular o tratamento de água do mar que ocorre em uma plataforma de petróleo.
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Tags: biofilmecooperaçãométodos emergentes de redução de biofilmepesquisaPetrobrassustentabilidadetratamento de água

‘Colóquio Gótico: diálogos interdisciplinares’ ocorre na UFSC de 11 a 13 de dezembro

04/12/2023 18:04

O Núcleo Interdisciplinar de Estudos Góticos da Universidade Federal de Santa Catarina (NIGht/UFSC), coordenado pelo professor do Departamento de Língua e Literaturas Estrangeiras Daniel Serravalle de Sá, promove o “Colóquio Gótico: diálogos interdisciplinares” nos dias 11, 12 e 13 de dezembro. A proposta do evento é abordar manifestações do gótico em diferentes períodos históricos e contextos culturais, constituindo um fórum de reflexões e debates sobre o tema. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas neste link. Será fornecido certificado de 20 horas de participação.

O Colóquio faz parte de um projeto colaborativo entre o o NIGht e Laboratório Interdisciplinar de Estudos do Gótico da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (LIEG/UFTM). A programação inicia às 10h, na sala Machado de Assis, no 4º andar do bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE/UFSC).

Para se inscrever, acesse aqui.

Mais informações na página do Núcleo ou pelo Instagram.

Tags: Centro de Comunicação e ExpressãoColóquio GóticoGóticoLaboratório Interdisciplinar de Estudos do GóticoNIGhtNúcleo Interdisciplinar de Estudos GóticosUFSCUFTM

Portal de Periódicos da UFSC desenvolve novo Template de Artigo Científico Acessível

04/12/2023 16:58

Em um esforço para tornar a ciência acessível a todos, o Portal de Periódicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um novo Template de Artigo Científico Acessível, com implementações de formatações que garantem uma experiência de leitura fluida para pessoas que utilizam softwares leitores de tela.

Desenvolvido com base em indicadores de qualidade internacionais e nacionais – como COPE, ABNT, ORCID, DOI, DOAJ, CASRAI e SCIELO –, o template inova na maneira como os artigos são apresentados e lidos. Entre os novos recursos estão a escolha de fontes que melhoram a legibilidade de texto por máquina, a criação de descrições representativas para ilustrações (incluindo a logo da revista, a formatação de tabelas, os quadros, gráficos etc.), além de outros elementos que garantem que as informações sejam claramente compreendidas por leitores de tela.

O projeto de template acessível teve origem em 2018, a partir dos debates na área de Biblioteconomia sobre o texto acessível. A equipe do Portal de Periódicos foi motivada pela possibilidade de criar textos acessíveis desde a publicação, em vez de ter que tornar o artigo acessível posteriormente. A proposta foi levada para o Ciclo de Debates UFSC 2018, trazendo uma série de reflexões e estimulando a mudança e ganhou vida com o lançamento do Template de Artigo Científico Acessível, que foi testado e aprovado por uma pessoa que utiliza tecnologias assistivas.

Mais informações na página do Portal de Periódicos UFSC ou pelo e-mail portaldeperiodicos.bu@contato.ufsc.br

Tags: artigo científicoPortal de PeriodicostemplateTemplate de Artigo Científico AcessívelUFSC

UFSC promove Congresso Internacional de Engenharia Mecânica nesta semana em Florianópolis

04/12/2023 11:47

O Departamento de Engenharia Mecânica, com o apoio de docentes do Departamento de Engenharias da Mobilidade do Centro Tecnológico de Joinville  da UFSC promovem o 27º Congresso Internacional de Engenharia Mecânica (Cobem), de 4 a 8 de dezembro, no CentroSul, em Florianópolis. O Congresso é o maior e mais tradicional evento da área na América do Sul. É também o principal evento da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas (ABCM), com ocorrência a cada dois anos e esta é a quinta edição organizada pela UFSC, desde 1971.

As inscrições seguem abertas pelo site. O Cobem é um fórum de apresentações e discussões de temas estratégicos, produção científica e tecnológica, desenvolvimentos, produtos e inovações, nas áreas da ciência e engenharia mecânicas, relacionados a todos os setores da economia. São esperados mais de 1200 participantes, entre professores, pesquisadores, alunos e profissionais da indústria com atuação em pesquisa desenvolvimento e inovação nas áreas de engenharia e ciência mecânicas.

A programação completa do evento inclui 19 simpósios em diversas áreas. Haverá, ainda a apresentação de 1251 trabalhos técnicos e científicos completos, 803 de forma oral, em uma das 180 seções técnicas, e 448 na forma de pôsteres. Todos os trabalhos submetidos em forma final foram avaliados por revisores ad-hoc, selecionados pelas coordenações dos simpósios, e, aqueles apresentados no evento, serão publicados nos anais.

Além da apresentação dos trabalhos técnicos, ocorrerão 12 palestras plenárias convidadas em momentos exclusivos do evento e palestras convidadas no âmbito de cada simpósio, apresentadas por especialistas do Brasil e exterior, quatro cursos com três horas lecionados por especialistas nas respectivas áreas, para os participantes que desejam aprofundamento em temas de ciência e engenharia mecânicas, e haverá o lançamento de cinco livros técnicos em áreas da Engenharia Mecânica, permitindo que os participantes encontrem e conversem com os autores. Simultaneamente, ocorrerá uma mostra de produtos e tecnologias com stands de empresas que fornecem produtos e serviços na área de engenharia mecânica.

Saiba mais no site do evento.

 

Tags: Campus de Joinvillecongresso internacionalCTCDepartamento de Engenharia MecânicaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Estudo da UFSC indica que consumo de juçara pode melhorar desempenho de atletas

28/11/2023 15:58

Parecido com o açaí, o fruto juçara é rico em substâncias bioativas e compostos antioxidantes. Foto: Vannuchi et al

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) demonstrou que o consumo do fruto juçara tem efeitos antioxidantes e pode trazer benefícios para o desempenho de atletas. Os testes foram realizados com 20 ciclistas treinados e fizeram parte da tese de doutorado de Cândice Laís Knöner Copetti, orientada pela professora Patricia Faria Di Pietro, coordenadora do Grupo de Estudos em Nutrição e Estresse Oxidativo (Geneo), e coorientada pelo professor Fernando Diefenthaeler, do Programa de Pós-Graduação em Educação Física.

Nativa da Mata Atlântica, a juçara é um alimento parecido com o açaí em aparência e sabor. Altamente nutritivo, o fruto é rico em compostos bioativos (substâncias que não são essenciais para o funcionamento do corpo, mas fazem bem para a saúde), especialmente em antocianinas. 

“As antocianinas são pigmentos encontrados em vegetais, frutas e flores, responsáveis pelas cores vermelha, azul e roxa, e têm sido associadas a benefícios para saúde pelos seus efeitos antioxidantes”, explica Cândice. Outros estudos já indicaram que as antocianinas aumentam o fluxo sanguíneo durante o exercício, reduzem os efeitos dos mecanismos de fadiga e melhoram o consumo de oxigênio e o desempenho, especialmente de exercícios praticados por um longo período de tempo.
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Tags: Grupo de Estudos em Nutrição e Estresse Oxidativo (Geneo)JuçaraUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Pós-Graduação em Bioquímica da UFSC está com inscrições abertas para o doutorado

28/11/2023 15:34

As inscrições para o processo seletivo para doutorado do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGBQA/UFSC), campus Florianópolis, estão abertas até 19 de fevereiro. As informações completas e os documentos necessários para inscrição estão listados no Edital e devem ser anexados diretamente ao sistema online de inscrição. Os selecionados estão com ingresso previsto para março de 2024.

Serão 20 vagas, sendo quatro para candidatos(as) Pretos(as), Pardos(as), e candidatos(as) pertencentes a comunidades Indígenas ou Quilombolas, uma vaga para beneficiário(a) de bolsa de estudo voltada a estudantes de graduação da rede pública de ensino superior em situação de vulnerabilidade socioeconômica e duas vagas para candidato(a) com deficiência.

O processo seletivo consistirá em: i) Avaliação do texto do projeto de pesquisa; ii) Apresentação e defesa do projeto de pesquisa; iii) Análise do Curriculum Vitae documentado. O resultado do processo seletivo está previsto para 4 de março e o ingresso dos selecionados está programado para março.

O edital completo do processo seletivo do PPGBQA está disponível aqui.

Mais informações pelos e-mails ppgbqa@contato.ufsc.br e coordenacaoppgbqa@ufsc.br.

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Pós em Engenharia de Sistemas Eletrônicos recebe inscrições de candidatos ao mestrado

27/11/2023 14:15

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGESE/UFSC), localizado no campus Joinville, recebe inscrições de candidatos ao mestrado até 28 de janeiro de 2024. Serão ofertadas 25 vagas, sendo asseguradas até 5 vagas para pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas e até 2 vagas para pessoas com deficiência. As inscrições são gratuitas. Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital.
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Egressa da UFSC Joinville recebe prêmio de melhor TCC na área de geotécnica

27/11/2023 08:03

Rafaela durante apresentação no evento Geosul. (Foto: Arquivo Pessoal)

A egressa do curso de Engenharia Civil de Infraestrutura da Universidade Federal de Santa Catarina de Joinville, Rafaela Tainá Scariot recebeu o prêmio de melhor Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na área de geotécnica durante o XIII Simpósio de Prática de Engenharia Geotécnica da Região Sul (GEOSUL). O evento aconteceu entre 22 e 25 de novembro em Ponta Grossa, Paraná. A premiação foi na quinta-feira, 23 de novembro.

O evento é promovido pela Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS) e retomou o modelo presencial do simpósio que ocorre a cada dois anos. O Prêmio Samuel Chamecki, entregue durante o evento, é destinado a determinar o melhor trabalho de alunos de graduação realizado em instituição brasileira, especificamente em Santa Catarina e Paraná entre 2021 e 2022, sobre qualquer um dos temas enunciados entre os objetivos da Associação.

O TCC de Rafaela, “Avaliação de recalques em solos finos com o uso dos ensaios CPTU e de adensamento: método de recalques de Janbu“, foi desenvolvido com pesquisa utilizando um ensaio de campo, eliminando a necessidade do tempo e investimento necessário para ensaios de adensamento em laboratório. O trabalho foi inscrito por sua orientadora, professora Helena Paula Nierwinski, e concorreu com outros trabalhos de universidades do sul do Brasil.

Tags: Engenharia Civil de InfraestruturaUFSCUFSC JoinvilleUniversidade Federal de Santa Catarina

Game sobre educação midiática produzido pela UFSC se destaca por ensinar e divertir

24/11/2023 11:16

Telas do game, disponível gratuitamente

Com um conjunto de games online, abertos ao grande público, de forma gratuita, tanto em seu formato digital como no formato print and play para jogos de cartas e tabuleiros, o grupo de pesquisa EDUMIDIA – Educação, Comunicação e Mídia, do Centro de Ciências da Educação, forma, informa e diverte estudantes de licenciatura e professores de modo geral, desde 2015, quando começou a ser produzido. Recentemente, o Game Comenius 3 chegou a ser finalista no Congresso Brasileiro de Informática na Educação.

Para a professora Dulce Márcia Cruz, coordenadora do projeto, o fato de o grupo ter chegado longe em um evento da área de informática já foi uma vitória, considerando que a atividade está ligada ao departamento de Metodologia de Ensino e o evento é para profissionais de informática. O grupo da UFSC foi um dos finalistas na categoria produto com um dos módulos desenvolvidos numa iniciativa que começou em 2015.

Neste módulo 3, segundo Dulce, o jogo educativo é pensado para promover a diversificação de recursos e práticas didáticas incentivando o uso de diferentes mídias digitais, integradas ao planejamento da aula. A ideia é incentivar metodologias ativas: aprendizagem baseada em problemas, sala de aula invertida e aprendizagem baseada em projetos.

“No Centro de Ciências da Educação da UFSC, o Game Comenius tem sido jogado em disciplinas da graduação, a cada semestre. No total, de 2015 a 2023, mais de 200 estudantes de graduação  jogaram os protótipos e jogos prontos. No ensino à distância, os diversos formatos foram jogados por cerca de 90 estudantes da Licenciatura em Filosofia”, comenta. O game também é acessado na pós-graduação, em eventos de extensão e em diferentes cursos promovidos dentro e fora da UFSC.

Jogo de didática

O Game Comenius é um jogo de didática que busca incentivar a inclusão das mídias na prática pedagógica. As gerações de mídias são a base do jogo e desafiam os jogadores a pensar, escolher e executar o planejamento de suas aulas, distribuídas por suas características e potencial educativo, fases ou gerações.

Uma heroína chamada Lurdinha, uma normalista dos anos 1960, aceita o convite do pai da Didática, Comenius, para viajar no tempo e responder ao desafio de aprender a tornar as aulas mais significativas incorporando as mídias em seu planejamento didático. Para ajudar a Lurdinha a alcançar esse objetivo, o jogador precisa planejar missões, responder a variados quizzes de diversos conteúdos e ter contato com as teorias, os teóricos e as metodologias da educação. O jogador do game é desafiado a escolher como vai planejar e ministrar suas missões (aulas), testando seus elementos componentes.

Dulce explica que o projeto tem a proposta de fazer a educação midiática, tanto com formação inicial, como com formação continuada.  Disciplinas, cursos e oficinas em diversos espaços e formatos, de modo presencial e online, buscam alcançar o maior número possível de pessoas para serem usuários da plataforma.

 

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Laboratório de Virologia Aplicada comemora 30 anos com evento nesta sexta, 24

24/11/2023 08:30

O Laboratório de Virologia Aplicada do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (LVA/MIP) do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (CCB/UFSC) comemora os 30 anos de atuação com uma mesa redonda e exposição de trabalhos nesta sexta-feira, 24 de novembro, às 13h30. A recepção será no Auditório do CCB, no Córrego Grande.

O evento será transmitido ao vivo no canal do LVA no YouTube.

Durante o evento o LVA pretende divulgar suas pesquisas e celebrar momentos significativos de sua história. O laboratório é conhecido por ter identificado o coronavírus em amostras de esgoto em Florianópolis ainda em 2019. Além disso, atuou nos esforços de testagem e identificação de variantes do vírus durante a pandemia, e mais recentemente, auxiliou o poder público na identificação de focos de contaminação com o norovírus na água da capital catarinense.

A mesa redonda, intitulata “Somos a história que contamos, moldada pela existência daqueles que nos precederam” será o evento principal, seguido por uma exposição de pôsteres de trabalhos desenvolvidos no Laboratório, e de uma oportunidade final de networking e confraternização.

 

Tags: CCBLaboratório de Virologia AplicadaLVAUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC sedia evento sobre diversidade e pluralidade no Sistema Único da Assistência Social

23/11/2023 12:26

Os Departamentos de Psicologia e de Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promovem a IX Jornada SUAS nos dias 29 e 30 de novembro no auditório do Centro Socioeconômico (CSE). O evento é realizado anualmente e o tema deste ano “Por um SUAS diverso e Plural: cuidado e equidade”. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas neste link até o dia do evento. Haverá emissão de certificado para quem comparecer a 75% das atividades.

Na programação estão previstas mesas de debates sobre questões étnico-raciais, migrações, luta anticapacitista, gênero e população LGBTQIAPN+, violências e relatos de experiências nos serviços. O evento tem o apoio do Conselho Regional de Psicologia (CRP/SC), do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS/SC) e da Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP).
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