UFSC Explica: universidade pública e gratuita

07/12/2018 13:48

Na véspera do vestibular e no mês de aniversário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a série UFSC Explica lança seu último vídeo de 2018. Com o tema “Universidade pública e gratuita”, este vídeo apresenta a perspectiva de três pesquisadores da instituição: Joziléia Daniza Kaingang, coordenadora pedagógica da Licenciatura Intercultural Indígena; Douglas Kovaleski, professor do Departamento de Saúde Pública e coordenador do Núcleo de Estudos em Democracia, Associativismo e Saúde (Nedas);  e Alessandro Pinzani, professor do Departamento de Filosofia e pesquisador de Filosofia Política e teorias da justiça

Os especialistas entrevistados apontam para os fundamentos da universidade pública e gratuita, bem como seus desafios contemporâneos.

Confira o vídeo aqui e, em breve, a versão em Libras no canal da UFSC no Youtube.

UFSC Explica

A série UFSC Explica tem por objetivo apresentar perspectivas acadêmicas, com a participação de pesquisadores da Universidade, sobre temas relevantes e em evidência na atualidade. Confira os vídeos da série no canal da UFSC no YouTube.  Os vídeos da série foram desenvolvidos a partir de entrevistas com três pesquisadores da UFSC, cujas entrevistas completas estão disponíveis aqui.

UFSC Explica: Consciência Negra

20/11/2018 14:41

“Consciência Negra” é o mais novo tema da série UFSC Explica. Foram convidados três membros da comunidade acadêmica da UFSC para abordar o assunto a partir de suas diferentes áreas de conhecimento: Maristela Campos, professora de Língua Inglesa do Colégio de Aplicação, que pesquisa a temática “Poéticas de Resistência”; Alexandra Alencar, “Negra em movimento”, pós-doutoranda no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas; e o professor Valdemar de Assis Lima, do departamento de Museologia, pesquisador de temas como interculturalidade crítica e pedagogia decolonial.

O vídeo aborda questões como o significado do Dia da Consciência Negra e a posição do negro na sociedade atual, bem como racismo e justiça racial, cultura afro-brasileira, invisibilização, representatividade, entre outros temas.

Confira o vídeo aqui e a versão em Libras aqui.

UFSC Explica

A série UFSC Explica tem por objetivo apresentar perspectivas acadêmicas, com a participação de pesquisadores da Universidade, sobre temas relevantes e em evidência na atualidade. Confira os vídeos da série no canal da UFSC no YouTube.  Os vídeos da série foram desenvolvidos a partir de entrevistas com três pesquisadores da UFSC, cujas entrevistas completas estão disponíveis aqui.

UFSC Explica: República como forma de governo

14/11/2018 19:15

República como forma de governo” é o tema da segunda edição da série “UFSC Explica”. Foram convidados três professores da universidade para abordar o assunto a partir de suas diferentes áreas de conhecimento: Adriano Luiz Duarte, do departamento de História; Aylton Barbieri Durão, do departamento de Filosofia; e Tiago Bahia Losso, do departamento de Sociologia e Ciência Política. Confira o vídeo aqui.

A república é um regime político que amplia a participação popular? Quais são os elementos da monarquia, da aristocracia e da democracia na república brasileira? Quando e onde a república como categoria política foi formulada pela primeira vez? Qual a relação entre interesse público e interesse privado em um regime republicano? Essas são algumas das perguntas que os pesquisadores da universidade respondem no vídeo.

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A série UFSC Explica tem por objetivo apresentar perspectivas acadêmicas, com a participação de pesquisadores da Universidade, sobre temas relevantes e em evidência na atualidade. O assunto da primeira edição em vídeo da série foi “Liberdade de Cátedra“, que está disponível aqui. Os vídeos da série foram desenvolvidos a partir de entrevistas com três pesquisadores da UFSC, cujas entrevistas completas estão disponíveis aqui.

UFSC Explica: Liberdade de Cátedra

01/11/2018 13:20

Liberdade de Cátedra” é o tema do primeiro vídeo da série UFSC Explica, produzida pela Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC. Convidamos três especialistas – professores e pesquisadores – sobre temas relacionados à educação, direito e filosofia para falar sobre a liberdade de aprender, ensinar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.

Os entrevistados são: o professor Claudio Ladeira de Oliveira, chefe do Departamento de Direito; o professor Antonio Alberto Brunetta, diretor do Centro de Ciências da Educação (CED); e o professor Alexandre Meyer Luz, do Departamento de Filosofia.

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A série UFSC Explica tem por objetivo apresentar perspectivas acadêmicas, com a participação de pesquisadores da Universidade, sobre temas relevantes e em evidência na atualidade. Confira os vídeos da série no canal da UFSC no YouTube.

UFSC Explica: o que é Coleta Seletiva?

15/05/2017 09:00

No Dia do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, será lançada a primeira etapa da campanha “Coleta Solidária na UFSC”. Nesta edição do UFSC Explica, às vésperas da comemoração desse dia de conscientização e de proposição de novos comportamentos, a engenheira sanitarista e ambiental da Prefeitura Universitária (PU/UFSC), Sara Meireles, responde perguntas que contemplam o cenário da coleta seletiva no Brasil, dados sobre os resíduos gerados na universidade, informações sobre destinação adequada e sobre o trabalho dos catadores de materiais recicláveis, além de dicas para começar hoje mesmo a separar o lixo e informações em primeira mão sobre a campanha.

Sara é mestre em Engenharia Ambiental na área de Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos na UFSC, responsável-técnica pelo Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da universidade e presidente da Comissão para a Coleta Seletiva Solidária da UFSC. Também colaboraram para essa edição a engenheira sanitarista e ambiental da PU, Branda Vieira, e as bolsistas do Projeto de Extensão “Educação Ambiental para a Implementação da Coleta Seletiva Solidária na Universidade Federal de Santa Catarina” do Núcleo de Educação Ambiental (Neamb), Bruna Moraes Vicente e Natália Silvério.
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UFSC Explica: Ações Afirmativas

20/07/2016 10:02

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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) instituiu seu Programa de Ações Afirmativas em 2008, por meio do Conselho Universitário (CUn), antes mesmo que o Congresso Nacional aprovasse a Lei nº 12.711/2012, que torna obrigatória a reserva de vagas para estudantes de escolas públicas em todas as instituições de ensino federais (escolas técnicas, institutos e universidades). Atualmente, mais de 50% das vagas de graduação da UFSC são reservadas para políticas de ações afirmativas. Mais recentemente, em 2014, foi aprovada a Lei nº 12.990/2014, que reserva aos negros 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos federais. Ainda assim, as ações afirmativas continuam sendo objeto de polêmicas e debates.

Perguntamos à coordenadora de Relações Étnico-Raciais da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades da UFSC (Saad), Célia Passos, e ao diretor de Ações Afirmativas da Saad, Marcelo Tragtenberg uma série de questões a respeito. Confira.
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‘UFSC Explica’: Vírus Zika e Chikungunya

26/01/2016 10:29

O lançamento da campanha de combate ao Aedes aegypti na UFSC, no dia 9 de dezembro, faz parte de uma série de atividades desenvolvidas por diversas instituições para prevenir a proliferação do mosquito e controlar as doenças que ele transmite. Além da dengue e a febre amarela, que já têm registros de epidemias no Brasil há mais de um século, o Aedes dissemina também os vírus da febre chikungunya, que teve os primeiros casos notificados no país em 2010, e o Zika, que chegou em 2015. O UFSC Explica pediu à professora Célia Regina Monte Barardi, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (CCB/UFSC), que respondesse a questões sobre essas doenças e sua disseminação. 

O que é o Zika?
O Zika é um vírus da família Flaviviridae, gênero Flavivírus, a que também pertencem outros vírus como os da dengue, febre amarela, encefalite japonesa, entre outros. São também chamados de arbovírus porque são transmitidos por artrópodes (“ar” vem da palavra inglesa oriunda do grego arthropod – artrópode – e “bo”, da também inglesa born – nascido; ou seja, vírus “nascidos dos artrópodes”). Nesse caso (artrópode), falamos do conhecido mosquito urbano Aedes aegypti e também de outra espécie silvestre de mosquito – o Aedes albopictus. Ambos podem transmitir todos esses vírus. O vírus Zika só circulava na floresta Zika, em Uganda, África, e por isso foi batizado assim. No ano de 1956 infectou um pesquisador que trabalhava nessa floresta, mas demorou muito tempo para o vírus se adaptar ao mosquito Aedes aegypti e se propagar para outros lugares do planeta.

Como esse vírus que estava no continente africano chegou até a América do Sul?
É difícil fazer uma cronologia precisa, mas até 2007 o Zika só causava infecções na África e na Ásia, sem grandes proporções e sem gravidade. Em 2007 foi relatado um grande surto nas Ilhas Yap, na Micronésia; em 2013, irrompeu na Polinésia Francesa e foi se espalhando de forma silenciosa, sem ser diagnosticado ou sendo erroneamente diagnosticado como dengue. Chegou ao Brasil muito recentemente; foi diagnosticado no país pela primeira vez em abril de 2015 na Bahia, e, meses depois, já apareceram casos na Colômbia, México, Paraguai e Venezuela.

O que o vírus Zika causa?
Os sintomas são muito parecidos com os da dengue, embora sejam normalmente mais brandos e desapareçam mais rapidamente (em torno de uma semana no máximo). São eles: febre, dores articulares e mialgia. Também pode causar conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo.

O que há de concreto na relação entre Zika e microcefalia?
Aí está um ponto delicado. Apesar de os fatos apontarem fortemente para uma associação real entre mulheres grávidas infectadas e bebês nascendo com microcefalia, ainda não podemos afirmar com 100% de certeza que a correlação é verdadeira. As análises são ainda preliminares, e a associação parece ocorrer quando a mulher é infectada pelo vírus durante o primeiro trimestre da gestação. Uma coisa já se comprovou: o vírus foi isolado no líquido amniótico das mulheres grávidas, o que mostra que ele pode atravessar a placenta. Como atravessa a placenta, pode chegar até a corrente sanguínea do feto em formação. Mas o resto dessa história e a chegada do vírus ao sistema nervoso central do feto ainda são interrogações, e há muito que estudar. O que tem que acontecer agora é a proteção das mulheres grávidas para evitar ao máximo o contato com os mosquitos que estão circulando por toda parte, não somente no Nordeste do Brasil. Uma coisa está intrigante: o número de casos de microcefalia está aumentando muito – o Ministério da Saúde já notificou 1.761 casos, 513 a mais em relação ao último boletim, divulgado no dia 30 de novembro de 2015.

O que há de concreto na relação entre o Zika e a síndrome de Guillain-Barré?
Outra investigação ainda preliminar, mas também muito preocupante: a síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica que afeta o sistema nervoso e pode provocar fraqueza muscular e paralisia, normalmente temporária, nos braços e pernas, além de atingir a face e, em casos muito graves, músculos ligados à respiração. Tudo ainda é preliminar, mas é intrigante notar que o vírus parece ter um tropismo pelo sistema nervoso, tanto nos casos dos fetos quanto nos dos indivíduos acometidos. Como as ocorrências dessa síndrome aumentaram em locais onde  estão notificando muitas ocorrências do Zika, a correlação parece fazer sentido.

Como se faz o diagnóstico do Zika?
Os diagnósticos clássicos são sempre imunológicos (sorológicos) e buscam no sangue do paciente a presença de anticorpos neutralizantes contra o vírus. Mas, se, por exemplo, o paciente já tiver tido dengue, e possui nesse caso anticorpos contra ela em seu soro, esses anticorpos podem fazer reação cruzada e atrapalhar o diagnóstico definitivo. Testes mais específicos, buscando, por exemplo, o genoma do vírus, podem ser feitos, mas são ainda caros e mais demorados.

O que é o vírus Chikungunya?
Apesar de ser transmitido pelos mesmos mosquitos citados acima, esse vírus pertence a outra família de vírus (Togaviridae) e outro gênero (Alfavírus), o que lhe confere características de replicação diferentes dos outros vírus mencionados. O nome Chikungunya significa “aquele que se curva” em língua Makonde, falada em várias regiões da África Oriental, em referência à posição curvada que os pacientes adquirem durante o período de doença, devido a intensas dores nas costas e nas articulações.

Como o vírus Chikungunya chegou ao Brasil?
Antes de 2004, não havia relatos de febre Chikungunya no mundo, e a primeira manifestação ocorreu no Quênia; espalhou-se rapidamente e chegou à Índia, infectando mais de um milhão de pessoas em 2006. Em 2007, o vírus foi detectado na Itália a partir de um caso importado da Índia. Em 2010, já havia relatos de casos no Brasil também trazidos por viajantes. Como o Aedes aegypti está abundantemente presente aqui, e as pessoas viajam muito, os surtos podem ocorrer a qualquer momento.

O que a febre chikungunya causa?
Muitos de seus sintomas – febre, dor nas articulações, dor nas costas, dor de cabeça – são também encontrados na dengue e confundem o diagnóstico, embora na febre chikungunya a dor seja muito mais forte e localizada nas articulações e tendões. Outros sintomas mais graves e muitas vezes debilitantes também são relatados – as mãos e pés são muito afetados. As regiões inferiores das pernas e das costas (lombar) frequentemente podem ser acometidas. A grande diferença da febre chikungunya está nas articulações dos infectados: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local, podendo deixar sequelas de artrose por toda a vida. O vírus também pode causar erupções cutâneas, fadiga, náuseas, vômitos e mialgias.

Como o mosquito Aedes se prolifera?
A fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água (antigamente só se falava em água limpa, mas, atualmente, com a proliferação massiva do mosquito, encontram-se ovos em águas sujas também). Esses ovos são muito resistentes, sobrevivem em superfícies secas, podem ser transportados por longas distâncias e somente quando encontram a água vão se desenvolver em larvas. Depois de saírem dos ovos – após mais ou menos 48 horas na água – as larvas do mosquito permanecem na água por cerca de dez dias até se transformarem nos mosquitos. Somente quando picam pessoas infectadas, adquirem os vírus e assim os transmitem para outros indivíduos. Ou seja, podemos ter o mosquito, mas ele não está necessariamente contaminado por esses vírus. Esses mosquitos adoram altas temperaturas, acima de 30°C, e por isso são mais comuns no verão e nas regiões mais quentes. Somente as fêmeas dos mosquitos precisam de sangue para maturar seus ovos e seguir o ciclo de reprodução.

Quais os cuidados para evitar a infecção por esses vírus?
O mosquito Aedes aegypti é frágil, mede menos de um centímetro e se caracteriza por ter listras brancas no corpo e nas pernas. Seu hábito de repasto sanguíneo é diurno e, como ele tem pouca capacidade de voar alto, tem preferência por picar tornozelos, pés e panturrilhas. As únicas formas de evitar a infecção são combater a proliferação do mosquito e também se proteger das picadas pelo uso de repelentes, roupas, calçados e mesmo mosquiteiros, principalmente nos berços dos bebês, tomando o cuidado de verificar se não ficou nenhum mosquito “aprisionado” dentro do mosquiteiro. Depois da infecção, não tem jeito, a não ser tratar os sintomas e evitar maiores consequências, na medida do possível.

Existem grupos de pesquisa no Brasil desenvolvendo trabalhos com o Zika e Chikungunya?
Temos no Brasil institutos de pesquisa que são laboratórios de referência para atuar nos casos das epidemias. Destacam-se a Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Adolfo Lutz, Instituto Evandro Chagas e Laboratórios Centrais de Saúde Pública espalhados por vários estados. Além disso, temos arbovirologistas extremamente conceituados atuando em universidades brasileiras, como USP, Unesp e inúmeras universidades federais no Brasil. Muita pesquisa é feita com a dengue, e todos esses pesquisadores, além dos estrangeiros, possuem plena formação e grande capacidade científica para atuar nessas arboviroses, elucidar as dúvidas que estão surgindo e preocupando a população. Temos vacina eficaz contra a febre amarela, mas ainda não contra a dengue, apesar de já termos trilhado um caminho árduo para esse desenvolvimento. A dengue complica porque são quatro sorotipos de vírus; no caso do Zika e do Chikungunya, talvez seja mais fácil – mas isso também ainda é uma incógnita.

Célia Regina Monte Barardi
Professora titular do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia/CCB/UFSC
Professora das disciplinas de Virologia Básica e Clínica e Biologia de Vírus
Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Virologia

UFSC Explica: HIV e Aids

01/12/2015 11:47

O Brasil é o país da América Latina com o maior número de pessoas soropositivas e com aids: a estimativa é de que sejam 734 mil pessoas. E Florianópolis, junto com Porto Alegre, Porto Velho e Manaus, são as capitais brasileiras com a maior taxa de detecção de indivíduos infectados. Os números, apontados pelo professor Aguinaldo Roberto Pinto, deixam claro que a epidemia continua séria e é caso para atenção e cuidado.

Entretanto, alerta, a população não está consciente. Por um lado, todas as campanhas de esclarecimentos feitas desde principalmente o final dos anos 1980 ainda não desfizeram os mitos criados ao redor da doença e de expressões como “grupos de risco”. Por outro, a evolução nas possibilidades de tratamento fez com que a doença deixasse de inspirar o terror que inspirava naquela época. Ao mesmo tempo em que isso diminui o preconceito contra pacientes de doença, criou a impressão de que a ameaça se foi.
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UFSC Explica: Feminismo

11/11/2015 18:00

Quanto mais fácil se comunicar, mais fácil discutir. Mas também é mais importante discernir informação de preconceito ou falsos conhecimentos. A série “UFSC Explica” oferece o viés acadêmico, com participação de pesquisadores da instituição, sobre assuntos em evidência na sociedade. O primeiro é o feminismo, em destaque pela redação a respeito de violência contra a mulher e pela questão sobre construção de gênero, ambas no último Enem; pelos protestos em várias cidades brasileiras e por constantes notícias. Para falar dele, apresentamos perguntas básicas à professora Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História da UFSC. Ela é doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-doutorado nas universidades de Rennes (França) e Maryland (Estados Unidos). Atualmente, atua como coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História e do Laboratório de Estudos de Gênero e História, é uma das editoras da revista Estudos Feministas, além de integrante do Instituto de Estudos de Gênero da UFSC. Sua pesquisa atual trata das relações de gênero na resistência às ditaduras no Cone Sul, nos anos 1960-1980, e do feminismo. Também apresentamos sugestões de leitura levantadas pela professora e grupos de pesquisa da UFSC que trabalham a questão.

Confira a repercussão do UFSC Explica no Facebook.

1. O que é feminismo?

Mulher vota na primeira eleição aberta ao voto feminino no Brasil, em maio de 1933, no Rio de Janeiro. Fonte: Agência O Globo.

Mulher vota na primeira eleição aberta ao voto feminino no Brasil, em maio de 1933, no Rio de Janeiro. Fonte: Agência O Globo

Em minha opinião, podemos falar de feminismo de duas formas: feminismos são movimentos de mulheres contra a opressão, preconceitos e violências que sofrem por serem mulheres, ou seja, baseados no gênero. E, ao mesmo tempo, feminismo é um conjunto de ideias que se contrapõe às construções de gênero vigentes na nossa sociedade, que implicam uma superioridade masculina. Nesse sentido, o feminismo propõe a equidade entre mulheres e homens, em termos de direitos, lugares sociais, possibilidades.
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