UFSC divulga resultado do processo seletivo das vagas suplementares para negros

26/01/2017 12:06

A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da UFSC divulgou nesta quinta-feira, 26 de janeiro, o resultado do processo seletivo destinado às vagas suplementares para negros, no qual foram inscritos 533 candidatos. Os candidatos foram selecionados pela nota obtida na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A UFSC ofereceu 204 vagas para esta categoria (duas para cada curso) das quais 147 foram ocupadas. Confira o resultado neste link.

Os classificados, independentemente do semestre letivo de 2017 em que iniciarão o curso, deverão realizar a matrícula inicial obrigatoriamente em duas etapas – online e presencial -, sendo a primeira nos dias 2, 3, 4 e 5 de fevereiro de 2017, na página da Coperve (http://www.suplementaresnegros2017.ufsc.br) ou no site simig.sistemas.ufsc.br – com sua senha individual, mediante preenchimento das autodeclarações e dos formulários específicos, bem como, preenchimento do termo de opção de antecipação para o primeiro semestre (para candidatos classificados para o segundo semestre letivo), imprimindo-os e assinando-os para entrega nas coordenadorias dos respectivos cursos, juntamente com os demais documentos exigidos.

Mais informações sobre as matrículas e a relação da documentação exigida na Portaria de Matrícula e no site do processo seletivo.

 

Tags: coperveUFSCvagas suplementares para negrosVestibular 2017

Calouros do Vestibular UFSC devem realizar matrícula on-line entre segunda e quinta-feira

23/01/2017 08:57

Cartaz_Vestibular_Diversidade_impressãoA primeira etapa de matrícula, on-line dos candidatos aprovados pelo Vestibular UFSC 2017 começa nesta segunda-feira, 23 de janeiro, e segue até a quinta-feira, 26. A segunda etapa, presencial, será entre 14 e 17 de fevereiro. Confira as informações necessárias na portaria que regula as matrículas do Vestibular 2017.

Todos os candidatos classificados, seja pela classificação geral, seja por uma das modalidades de cotas da Política de Ações Afirmativas, deverão fazer a matrícula por meio do acesso ao site do Vestibular (www.vestibular2017.ufsc.br) ou no site simig.sistemas.ufsc.br com sua senha individual, mediante preenchimento das autodeclarações e dos formulários específicos de cada categoria.

As vagas que não forem ocupadas nesta etapa on-line da matrícula da 1ª chamada serão realocadas para os candidatos subsequentes e imediatos da lista de espera, sendo publicadas em edital de 2ª chamada no dia 1º de fevereiro. Os calouros da 2ª chamada deverão efetuar a matrícula on-line de 2 a 5 de fevereiro. O edital da 3ª chamada será divulgado no dia 8 de fevereiro (a matrícula on-line será nos dias 8 e 9 de fevereiro).
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Tags: calourocalourosmatrículaUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVestibular

Resultados individuais das provas do Enem estão liberados para a consulta on-line

18/01/2017 13:15

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 podem consultar on-line os resultados individuais. Também está aberta na internet a consulta pública que dará aos cidadãos brasileiros a oportunidade de opinar sobre o exame.

Para os menores de 18 anos que participam do Enem para fins exclusivos de autoavaliação, os resultados serão publicados em 60 dias, conforme previsto em edital. As provas objetivas foram corrigidas com base na teoria de resposta ao item (TRI).

Sisu

Com a nota do Enem, os estudantes que almejam uma vaga na educação superior pública podem inscrever-se no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) a partir do próximo dia 24 de janeiro. Nesta edição, referente ao primeiro semestre de 2017, serão ofertadas 238.397 vagas em 131 instituições, entre universidades federais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e instituições estaduais. As inscrições encerram-se no dia 27 de janeiro.
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Tags: EnemExame Nacional do Ensino MédioSisuUFSC

Especialização EaD em Gênero e Diversidade na Escola forma 148 profissionais

09/01/2017 13:34
Cursistas do GDE durante apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). (Foto: Mayra Cajueiro Warren/Agecom/UFSC)

Cursistas do GDE durante apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). (Foto: Mayra Cajueiro Warren/Agecom/UFSC)

A primeira edição do curso de Especialização a Distância em Gênero e Diversidade na Escola (GDE), promovido pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), financiado pelo Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação (MEC), teve dois anos de duração e acaba de graduar 148 especialistas. O curso, que já foi realizado em duas edições em nível de aperfeiçoamento, com três meses de duração, teve sua primeira turma de especialização, com aulas via plataforma Moodle e módulos presenciais em cinco cidades do estado, com temáticas voltadas ao debate sobre gênero, sexualidades, diversidades, raça e etnia e deficiência.

Segundo as coordenadoras do GDE, as professoras Olga Regina Zigelli Garcia e Miriam Pillar Grossi, não há perspectiva de oferta de nova edição do curso pelo governo federal, apesar de haver grande procura. “Trata-se de um curso que exige recursos públicos para ser realizado, pois envolve um número significativo de professoras(es) e tutoras(es). Toda semana a coordenação do curso tem recebido mensagens de professoras(es) do ensino público interessadas em cursá-lo”, explicam.

O curso é voltado para profissionais e voluntários que trabalham com a educação. A iniciativa é aplaudida pelas docentes como um espaço de formação por uma sociedade mais igualitária. “A escola é um dos espaços de socialização mais marcantes do viver humano. Com este olhar, o curso visou à formação de professoras(es) da rede pública municipal, estadual e federal de ensino, em gênero, sexualidade, orientação sexual, relações étnico-raciais e deficiências, a fim de capacitá-las(os) para atuarem na educação formal, promovendo a igualdade e equidade, através da articulação e implantação destas temáticas no contexto escolar. O principal ganho é a instrumentalização de multiplicadoras(es) nas temáticas abordadas”, ressalta Olga Zigelli.
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Tags: Curso de Especialização em Gênero e Diversidade na Escolaensino a distânciaGDEInstituto de Estudos de GêneroUFSC

UFSC completa 56 anos e se posiciona em defesa da diversidade

16/12/2016 13:00

Em vários momentos de sua vida, sentiu o preconceito na pele. Nunca se deixou abater pelo inimigo que estava presente no convívio familiar, no meio acadêmico e no profissional. Quando relembra-se dos fatos ainda se emociona, de alguns até consegue achar graça, não costuma guardar mágoa e no geral, perdoa. É muito sensível às histórias alheias. Todos que a conhecem sabem que chora com facilidade e para ela a explicação é muito simples: “se a gente não se importar, com certeza há algo errado”.

Negra, filha de mãe baiana e pai catarinense, irmã mais velha de quatro irmãos, estudante do ensino público, mãe de gêmeos, participa de escola de samba desde a infância, pertence à religião de matriz africana, enfermeira pediátrica, docente, pesquisadora do CNPq, e atualmente responde pelas politicas de ações afirmativas e diversidades da UFSC.

Fez a graduação e o pós-doutorado na UFSC, mestrado em Farmacologia e doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Deu aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Unicamp, Universidade Metodista de Piracicaba, Universidade São Francisco – Braganca Paulista, Faculdades Integradas Einsten Limeira (Fiel) e Universidade Paulista (Unip).

Foi eleita pela gestão da UFSC para retomar o compromisso social da instituição – o de defesa da diversidade humana – seja de orientação sexual, identidade de gênero, étnico-raciais, pessoas com deficiência e outros. Um novo desafio para ela, Francis Solange Vieira Tourinho, e em maio deste ano tornou-se oficial: estava no comando da primeira Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) da UFSC.

Francis Tourinho - Foto Henrique Almeida-4

Francis, secretária de Ações Afirmativas e Diversidades da UFSC. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

O reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo afirma que a criação de órgão para tratar desses temas tem origem na constatação de que a UFSC mudou, quanto ao perfil de seus estudantes. “A partir do momento em que passamos a receber jovens de diferentes origens, locais, etnias – algo que sempre ocorreu, mas acentuou-se com as cotas, os 50% destinados à escola pública e o ingresso pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada) – foi necessária uma ação institucional mais objetiva sobre esses grupos”. Reforça que as estruturas até então existentes, particularmente a Prae (Pró-Reitoria de Assuntos Educacionais) e a Prograd (Pró-Reitoria de Graduação), davam conta de executar políticas de apoio, mas era fundamental um espaço mais específico, com pessoas ligadas diretamente aos movimentos e com conhecimento de causa. “A equipe da Saad é múltipla, diversa, plural, como são as ações da própria Secretaria. E isso legitima a criação da nova estrutura. Nada mais verdadeiro do que afirmar que aqui na UFSC tem diversidade”, conclui Cancellier.
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Tags: 56 anosFrancis Solange Vieira TourinhoSaadUFSC

Vestibular 2017: campanha deste ano afirma ‘Aqui tem diversidades’

10/12/2016 09:00

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) compartilhou por meio das redes sociais, durante o período de inscrições do Vestibular 2017, depoimentos de estudantes de graduação sobre suas experiências.

Todas as informações sobre o Vestibular estão disponíveis no link. Confira, abaixo, cada depoimento dos alunos e alunas da UFSC. Clique no nome para ler o relato completo.

DANILLO_Vestibular_2017 JESSYKA_Vestibular_2017
“Como instituição, a UFSC é um lugar acolhedor – e muito diverso também. Me sinto representado aqui. É uma oportunidade muito importante estar na UFSC, ser uma representação para a comunidade negra, ajudar a gerar mudança social.” Danillo Florêncio – Estudante de Design
 “A UFSC me proporciona vivências muito maiores do que eu teria num espaço privado. Esses contatos com várias pessoas, perceber o que o outro sente, o que o outro passa, que pode ser completamente diferente da minha realidade, gera um conhecimento muito maior que o acadêmico.” Jessyka Zanella Costa – Estudante de Direito
NELSON_Vestibular_2017
YARA_Vestibular_2017
“Eu vejo que os anos passaram, mas eu estou vivendo uma segunda juventude. Estou com 61 anos, mas junto com essa gurizada da Universidade eu sinto que não envelheci espiritualmente, só fisicamente.” Nelson Costa – Estudante de Educação Física “Toda a dedicação vale a pena quando você vê seu nome na lista de aprovados. É muito boa a sensação de passar numa universidade como a UFSC, com seu próprio esforço. E também porque depois de entrar na universidade você muda muito e cresce. Começa a ver as coisas de um outro jeito e é sempre um aprendizado, uma mudança boa que a gente faz. Estudar e se esforçar nunca vai ser demais porque depois todo esse esforço vai ser recompensado.” Yara Reynaldo – Estudante de Medicina Veterinária – UFSC Curitibanos
TXULUNH_Vestibular_2017 LUIZ_Vestibular_2017
“Eu via a nutrição como uma coisa superficial, não via muitos caminhos. Mas chegando ao curso eu me surpreendi. Tem ótimos professores e uma metodologia voltada para questões comunitárias, uma saúde mais humanizada, fiquei bem feliz por ter encontrado isso.” Txulunh Gakran – Estudante de Nutrição

“A gente não percebe o nosso próprio potencial, mas dentro da Universidade podemos desenvolver isso e ver que podemos causar diferenças no planeta. Hoje vejo que eu não estou sozinho. Fazendo parte do movimento de empresas júnior, que congrega muitas dessas filosofias, existe uma missão de transformar o Brasil em um país melhor.” Luiz Henrique Terhorst – Estudante de Ciências Biológicas 

MEIRE_Vestibular_2017

OTAVIO_Vestibular_2017

“Como eu já fiz uma graduação tenho outra maturidade para o curso, não é que eu aprenda muito mais, mas eu já tenho um conhecimento anterior. Estou aqui para aprender, porque eu sei da necessidade disso aqui no trabalho.” Meirielle de Souza – Estudante de Letras Português

“Acho que o nome social é fundamental para as pessoas trans, que têm uma identidade de gênero que não corresponde com o que está em seu documento. A UFSC dá uma base com o nome social para você não sofrer em várias instâncias ou passar por algum problema vexatório. Justamente porque existe essa política de acolhimento, de integração, a partir do nome social. Isso é fundamental.” Otávio Rodrigues – Estudante de Filosofia

MATEUS_Vestibular_2017 INGRID_Vestibular_2017
“Eu sou o primeiro de quatro irmãos a ter acesso à universidade pública. É muito gratificante, eu tenho certeza que vou sair daqui carregado de muito mais conhecimento, desenvolvimento, experiências. Eu estou fazendo isso não para reproduzir um sistema de consumo, de ganhar dinheiro, mas para poder levar uma ideia diferente para as escolas.” Matheus Cunha – 
Estudante de Licenciatura em Educação do Campo
“A pessoa com deficiência não só pode fazer o vestibular como deve fazer. Aqui não é um lugar para poucos, é para muitos e principalmente para quem precisa. Eu que necessito de um atendimento especializado, tenho que procurar uma melhoria para mim. E se aqui tem esses recursos, eu tenho que estar aqui, tenho que usufruir desses recursos.” Ingrid Medina – Estudante de Serviço Social
ANGELA_Vestibular_2017 JOINVILLE_Vestibular_2017
“Eu tenho um perfil diferente de outros alunos, que entram na universidade sem se perceber como negro, eu já sabia que era negra. Então eu cheguei me impondo, algumas pessoas ficam com medo disso. Às vezes eu sinto o racismo nos olhares, ou nas atitudes, como ignorar as coisas que eu falo. É uma coisa sutil, um racismo à brasileira. Mas ao mesmo tempo eu me sinto muito fortalecida porque existem os grupos de estudantes negros, LGBT, que eu participo. Isso fortalece, porque você divide as suas experiências e um vai ajudando o outro. O que me manteve na universidade foi a relação com esses grupos.” Angela Medeiros –  Estudante de Psicologia  “O vestibular da UFSC foi o único que eu fiz, que eu realmente tive vontade. Viajei de São Paulo a Joinville de ônibus para fazer a prova. Foi um grande desafio vir pra UFSC, mas eu queria novos desafios. Queria sair, conhecer novas pessoas, novos lugares. Entrei no Bacharelado Interdisciplinar (BI) aqui em Joinville, na época todos os cursos eram integrados. Hoje estou na Engenharia Mecatrônica.” Matheus Santana – Estudante de Engenharia Mecatrônica – UFSC Joinville

 

Equipe responsável:
Coordenação: Audrey Schmitz Schveitzer
Programação Visual: Leonardo Reynaldo
Edição de textos: Mayra Cajueiro Warren
Entrevistas: Mayra Cajueiro Warren e Giovanna Olivo
Fotografia: Henrique Almeida, Jair Quint e Ítalo Padilha

Tags: Aqui tem DiversidadesUFSCVestibular

5º Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias debate ética e diversidade

05/12/2016 11:04

[Imagem: Divulgação]

[Imagem: Divulgação]

O Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Infância, Educação e Escola (GEPIEE), em conjunto com o Centro de Ciências da Educação (CED), está organizando o V Seminário de Grupos de Pesquisa sobre Crianças e Infâncias (GRUPECI). O evento ocorrerá entre os dias 6 e 9 de dezembro, no Centro de Eventos da Universidade, e contará com o tema “Ética e Diversidade na Pequisa Educacional com Crianças e Infâncias”. Mais informações podem ser encontradas no site da organização.

Com edições bianuais, o Seminário conta com a leitura de artigos e discussões sobre os temas, com participantes inscritos de todo o país. O objetivo do evento é fortalecer a produção de material acadêmico dos grupos de pesquisa, favorecendo a troca de informações entre os participantes e desenvolvendo este campo de estudo.

Confira abaixo os horários da programação:

Terça-feira (6):

Credenciamento – a partir das 14h.
19h – Sessão de Abertura com Apresentação Artística. (Coral NDI 30min)
20h – Mesa de Abertura: Ética e Diversidade na Pesquisa Educacional com Crianças e Infâncias
Palestrantes: Prof. Dr. João Batista Carvalho Nunes (UECE), Profa. Dra. Rita Marisa Ribes Pereira (UERJ) e Profa. Dra. Maria Carmen Silveira Barbosa (UFRGS)

Quara-feira (7):

Manhã
8h às 10h – Sessões de Comunicação oral (distribuídas por eixos temáticos)
Coffee Break
10:30h às 12:30h – Sessões de Comunicação oral (distribuídas por eixos temáticos)

Tarde
14h às 16h – Sessões de Comunicação oral (distribuídas por eixos temáticos)
Coffee Break
16h30min às 18:30h – Sessões de Comunicação oral (distribuídas por eixos temáticos)

Noite
18h às 19h Reunião dos Coordenadores dos Grupos de Pesquisa
19h – Lançamento de livros
19h – Sessão Cinema e Ética (Auditório) Palestrante: Luiza Lins – Responsável pela Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis (Confirmar com Gilka)

Quinta-feira (8):

Manhã
8h às 10h – Sessões de Comunicação oral (distribuídas por eixos temáticos)
Coffee Break
10:30h às 12:30h – Sessões de Comunicação oral (distribuídas por eixos temáticos)

Tarde
14h às 16h – Sessões de Comunicação oral (distribuídas por eixos temáticos)
Coffee Break
16:30h às 18:30h – Sessões de Comunicação oral (distribuídas por eixos temáticos)

Noite
19h – Visita à Barca dos Livros – Lagoa da Conceição
20:30h – Jantar por Adesão (Restaurante Ponta das Caranhas – Lagoa da Conceição)

Sexta-feira (9)

Manhã
8h Mesa de Encerramento: Ética e Diversidade na Pesquisa Educacional com Crianças e Infâncias: Limites e Possibilidades.
Palestrante: Profa. Dra. Sonia Kramer (PUC/Rio).
10h Coffee Break
10:30h às 13:00h – Assembleia (avaliação, síntese e encaminhamentos).
Coordenação: Diana Carvalho de Carvalho (UFSC), Jucirema Quinteiro
(UFSC).

Gabriel Daros Lourenço/Estagiário de Jornalismo/Agecom/UFSC

Tags: Centro de Ciências da Educação (CED)GRUPECIUFSC

Livro publicado pela EdUFSC reflete sobre novos caminhos para as ações afirmativas

16/11/2016 14:30

acoes-3d-1O que pensam os estudantes de graduação da UFSC sobre as cotas? Como estão as lutas do movimento indígena pela escolarização e pela sua permanência no ensino superior? Qual a geografia do espaço acadêmico e o ativismo e desempenho de estudantes cotistas negros? Respostas no livro “Ações Afirmativas na universidade – abrindo novos caminhos”, publicado pela Editora da UFSC e organizado por Ilse Scherer-Warren e Joana Célia dos Passos.

Cada um dos autores, e autoras, apresenta questões distintas, mas a conclusão deles é unânime: as ações afirmativas se constituem em instrumento fundamental para a democratização do acesso à universidade e para enfrentar o racismo. ‘Definitivamente as políticas de ações afirmativas compõem um campo de estudo que se fortalece e que expõe os cenários desafiadores que habitam o universo acadêmico, entre eles o do racismo institucional”, observa Joana Célia. “Não se aqui trata de compor um retrato das ações afirmativas na UFSC, mas, mas de contribuir para se possam conhecer os processos por que passam os estudantes negros e indígenas quando na condição de cotistas na UFSC.
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Tags: Ações Afirmativas na universidadeEdUFSCIlse Scherer-WarrenJoana Célia dos PassosUFSC

UFSC mostra preocupação com os desafios da gestão em ações afirmativas

10/11/2016 15:20
Foto: Caetano Machado/Agecom/UFSC

Foto: Caetano Machado/Agecom/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia, desde quarta-feira, 9 de novembro, o I Seminário Nacional de Gestão em Ações Afirmativas no Ensino Superior. O objetivo do encontro é socializar experiências aplicadas em universidades e elaborar propostas para o aprimoramento deste tipo de política.

A primeira mesa-redonda do evento, organizado pela Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) da UFSC e pela Associação Brasileira de Pesquisadores (as) Negros e Negras (ABPN), Gestão e AA: institucionalização e transversalidades, contou com a participação de representantes de três instituições: da própria UFSC, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Francis Tourinho, titular da Saad, apresentou a estrutura do órgão, ressaltando que conta com 51 envolvidos, entre docentes, técnicos-administrativos e estagiários, e que um dos desafios da gestão em ações afirmativas é “ser acolhido por quem quer acolher”. Ela também lembrou que a universidade “é um reflexo de nossa sociedade, com racismo, machismo, homofobia” e que tenta acelerar a resolução destes casos. Ela relatou que um aluno denunciado por fazer apologia ao estupro foi obrigado a comparecer a uma disciplina de igualdade de gênero (e ser aprovado). Francis reforçou que a agressão vista nas redes sociais deve ser denunciada aos órgãos da UFSC para providências serem tomadas.
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Tags: ações afirmativasSaadsecretaria de ações afirmativas e diversidadesUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Inscrições até dia 17 a vagas suplementares para negros, indígenas e quilombolas

08/11/2016 15:25

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu inscrições, até 17 de novembro, para as vagas remanescentes do processo seletivo para vagas suplementares destinadas ao grupo étnico-racial negro, e para o processo seletivo para vagas suplementares destinadas a indígenas e quilombolas.

Processo seletivo para vagas suplementares ao grupo étnico-racial negro

O resultado é válido para ingresso no ano letivo de 2017, nos cursos presenciais de graduação oferecidos nos campi da UFSC (Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville), conforme o quadro no edital.

Para realizar a inscrição, o candidato deve acessar o site www.suplementaresnegros2017.ufsc.br, preencher integralmente o requerimento de inscrição e enviá-lo (via internet) para a Coperve/UFSC até as 23h59 do dia 17 de novembro. As informações prestadas são de total responsabilidade do candidato, que deve imprimir e guardar o comprovante.

Poderão inscrever-se neste processo seletivo candidatos oriundos de qualquer percurso escolar, que tenham concluído ou venham a concluir o Ensino Médio até a data de matrícula na UFSC e que tenham participado de pelo menos uma das edições do Enem realizadas em 2014, 2015 ou 2016 e obtido a pontuação mínima especificada no item 3.2 deste edital.

Mais informações no edital do processo seletivo.

Processo seletivo para vagas suplementares a indígenas e quilombolas

O resultado é válido para ingresso no ano letivo de 2017, nos cursos presenciais de graduação oferecidos nos campi da UFSC (Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville).

Para realizar a inscrição, o candidato deve acessar o site http://suplementares2017.paginas.ufsc.br/, preencher integralmente o requerimento de inscrição e enviá-lo (via internet) para a Coperve/UFSC até as23h59 do dia 17 de novembro. Além disto, deve enviar os documentos solicitados pela Coperve até 10 de janeiro. As informações prestadas são de total responsabilidade do candidato, que deve imprimir e guardar o comprovante.

Poderão inscrever-se neste processo seletivo candidatos pertencentes aos povos indígenas residentes no território nacional e transfronteiriços e comunidades quilombolas oriundos de qualquer percurso escolar e que tenham concluído ou venham a concluir o Ensino Médio até a data da matrícula na UFSC.

Serão oferecidas 22 vagas suplementares para candidatos pertencentes a comunidades indígenas e nove vagas suplementares para candidatos pertencentes a comunidades quilombolas. Essas vagas serão preenchidas de acordo com a classificação geral desses candidatos, observado o limite máximo de três vagas por curso.

Mais informações no edital do processo seletivo.

Tags: coperveindígenas e quilombolasnegrosUFSCvagas suplementares

UFSC realiza 1º Seminário Nacional de Gestão em Ações Afirmativas no Ensino Superior

07/11/2016 11:00

Seminário AA - Poster (1)Nos dias 9 a 11 de novembro, a Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) da UFSC realizará, em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), o I Seminário Nacional de Gestão em Ações Afirmativas no Ensino Superior. O evento ocorrerá no Centro Socioeconômico (CSE) e no Centro de Ciências da Saúde (CCS) e na programação constam mesas-redondas, grupos de trabalho e lançamentos de livros sobre a temática. Hvaerá transmissão pelo link server.stream.ufsc.br/saad.

A inciativa da UFSC em trazer o assunto para o debate tem como objetivos: socializar as experiências de gestão das ações afirmativas de universidades (públicas comunitárias e privadas) e institutos federais; mapear ações e programas de ações afirmativas em vigor nas universidades e institutos federais; e elaborar propostas para o aprimoramento da política de das ações afirmativas.

Confira a programação

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Tags: SaadSeminário Nacional de Gestão em Ações Afirmativas no Ensino SuperiorUFSC

Coordenadoria de Acessibilidade Educacional oferece curso de capacitação sobre Acessibilidade e Deficiência

14/10/2016 10:12

A Coordenadoria de Acessibilidade Educacional (CAE) da Universidade Federal de SantaCatarina (UFSC) oferece curso de capacitação sobre Acessibilidade e Deficiência no dia 21 de outubro, das 8h às 12h e 14h às 18h. O curso é aberto a todos os estudantes e será ministrado no Auditório Teixeirão, no Departamento de Engenharia Elétrica, no CTC. 

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Tags: CTCUFSC

Vestibular UFSC 2017: Aqui tem Diversidades

11/10/2016 10:48

O último dia para inscrever-se no Vestibular UFSC 2017 é a próxima quinta-feira, dia 13 de outubro. Durante todo o período de inscrições, compartilhamos, por meio das redes sociais, depoimentos de estudantes de graduação da Universidade Federal de Santa Catarina sobre suas experiências.

Todas as informações sobre o Vestibular estão disponíveis no link. Confira, abaixo, cada depoimento dos estudantes da UFSC, clique no nome de cada aluno para ler seu relato completo.

DANILLO_Vestibular_2017 JESSYKA_Vestibular_2017
“Como instituição, a UFSC é um lugar acolhedor – e muito diverso também. Me sinto representado aqui. É uma oportunidade muito importante estar na UFSC, ser uma representação para a comunidade negra, ajudar a gerar mudança social.” Danillo Florêncio – Estudante de Design
 “A UFSC me proporciona vivências muito maiores do que eu teria num espaço privado. Esses contatos com várias pessoas, perceber o que o outro sente, o que o outro passa, que pode ser completamente diferente da minha realidade, gera um conhecimento muito maior que o acadêmico.” Jessyka Zanella Costa – Estudante de Direito
NELSON_Vestibular_2017
YARA_Vestibular_2017
“Eu vejo que os anos passaram, mas eu estou vivendo uma segunda juventude. Estou com 61 anos, mas junto com essa gurizada da Universidade eu sinto que não envelheci espiritualmente, só fisicamente.” Nelson Costa – Estudante de Educação Física “Toda a dedicação vale a pena quando você vê seu nome na lista de aprovados. É muito boa a sensação de passar numa universidade como a UFSC, com seu próprio esforço. E também porque depois de entrar na universidade você muda muito e cresce. Começa a ver as coisas de um outro jeito e é sempre um aprendizado, uma mudança boa que a gente faz. Estudar e se esforçar nunca vai ser demais porque depois todo esse esforço vai ser recompensado.” Yara Reynaldo – Estudante de Medicina Veterinária – UFSC Curitibanos
TXULUNH_Vestibular_2017 LUIZ_Vestibular_2017
“Eu via a nutrição como uma coisa superficial, não via muitos caminhos. Mas chegando ao curso eu me surpreendi. Tem ótimos professores e uma metodologia voltada para questões comunitárias, uma saúde mais humanizada, fiquei bem feliz por ter encontrado isso.” Txulunh Gakran – Estudante de Nutrição

“A gente não percebe o nosso próprio potencial, mas dentro da Universidade podemos desenvolver isso e ver que podemos causar diferenças no planeta. Hoje vejo que eu não estou sozinho. Fazendo parte do movimento de empresas júnior, que congrega muitas dessas filosofias, existe uma missão de transformar o Brasil em um país melhor.” Luiz Henrique Terhorst – Estudante de Ciências Biológicas 

MEIRE_Vestibular_2017

OTAVIO_Vestibular_2017

“Como eu já fiz uma graduação tenho outra maturidade para o curso, não é que eu aprenda muito mais, mas eu já tenho um conhecimento anterior. Estou aqui para aprender, porque eu sei da necessidade disso aqui no trabalho.” Meirielle de Souza – Estudante de Letras Português

“Acho que o nome social é fundamental para as pessoas trans, que têm uma identidade de gênero que não corresponde com o que está em seu documento. A UFSC dá uma base com o nome social para você não sofrer em várias instâncias ou passar por algum problema vexatório. Justamente porque existe essa política de acolhimento, de integração, a partir do nome social. Isso é fundamental.” Otávio Rodrigues – Estudante de Filosofia

MATEUS_Vestibular_2017 INGRID_Vestibular_2017
“Eu sou o primeiro de quatro irmãos a ter acesso à universidade pública. É muito gratificante, eu tenho certeza que vou sair daqui carregado de muito mais conhecimento, desenvolvimento, experiências. Eu estou fazendo isso não para reproduzir um sistema de consumo, de ganhar dinheiro, mas para poder levar uma ideia diferente para as escolas.” Matheus Cunha – 
Estudante de Licenciatura em Educação do Campo
“A pessoa com deficiência não só pode fazer o vestibular como deve fazer. Aqui não é um lugar para poucos, é para muitos e principalmente para quem precisa. Eu que necessito de um atendimento especializado, tenho que procurar uma melhoria para mim. E se aqui tem esses recursos, eu tenho que estar aqui, tenho que usufruir desses recursos.” Ingrid Medina – Estudante de Serviço Social
ANGELA_Vestibular_2017 JOINVILLE_Vestibular_2017
“Eu tenho um perfil diferente de outros alunos, que entram na universidade sem se perceber como negro, eu já sabia que era negra. Então eu cheguei me impondo, algumas pessoas ficam com medo disso. Às vezes eu sinto o racismo nos olhares, ou nas atitudes, como ignorar as coisas que eu falo. É uma coisa sutil, um racismo à brasileira. Mas ao mesmo tempo eu me sinto muito fortalecida porque existem os grupos de estudantes negros, LGBT, que eu participo. Isso fortalece, porque você divide as suas experiências e um vai ajudando o outro. O que me manteve na universidade foi a relação com esses grupos.” Angela Medeiros –  Estudante de Psicologia  “O vestibular da UFSC foi o único que eu fiz, que eu realmente tive vontade. Viajei de São Paulo a Joinville de ônibus para fazer a prova. Foi um grande desafio vir pra UFSC, mas eu queria novos desafios. Queria sair, conhecer novas pessoas, novos lugares. Entrei no Bacharelado Interdisciplinar (BI) aqui em Joinville, na época todos os cursos eram integrados. Hoje estou na Engenharia Mecatrônica.” Matheus Santana – Estudante de Engenharia Mecatrônica – UFSC Joinville

 

Equipe responsável:
Coordenação: Audrey Schmitz Schveitzer
Programação Visual: Leonardo Reynaldo
Edição de textos: Mayra Cajueiro Warren
Entrevistas: Mayra Cajueiro Warren e Giovanna Olivo
Fotografia: Henrique Almeida, Jair Quint e Ítalo Padilha

Tags: UFSCVestibular UFSC 2017

Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência: UFSC promove várias atividades nesta quarta, 21

21/09/2016 08:37

O diacapa facebook-01 21 de setembro marca o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, e a UFSC participará da comemoração do dia de inclusões com uma série de atividades. Para esta quarta-feira, 21, durante todo o dia, estão marcadas palestras, visitas mediadas e ações com crianças. As inscrições para participação abriram na segunda-feira, 12, e seguiram até sexta-feira, 16 de setembro.

O evento, organizado pela Coordenadoria de Acessibilidade Educacional (CAE), busca discutir questões relacionadas às pessoas com deficiência, considerando o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência como marco. Aberto ao público. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail , e as vagas são limitadas. Todas as atividades ocorrerão no Campus Florianópolis, bairro Trindade.

 

 

Confira a programação:

21/9/2016

“Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência na UFSC: Experenciando a acessibilidade”
Horário Programação Local
9h Abertura Auditório Elke Hering – Biblioteca Central
9h-11h Fala Kelly Cabral (CONEDE) Auditório Elke Hering – Biblioteca Central
11h-12h Palestra prof. Vilson João Batista (NBR9050 e mobilidade) Auditório Elke Hering – Biblioteca Central
12h – 13h30 Intervalo
13h30-15h Palestra Rodrigo Tramonte Auditório Henrique Fontes – CCE bloco B
15h-17h Palestra Rosane e Tiago (Tobii) Auditório Henrique Fontes – CCE bloco B
17h-18h Palestra NDI: Inclusão escolar de crianças com deficiência na educação infantil. Auditório Henrique Fontes – CCE bloco B
18h-19h30 Encerramento A Corda em Si (Mateus e Fernanda) Auditório Elke Hering – Biblioteca Central

Eventos Paralelos

“Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência na UFSC: Experenciando a acessibilidade”
Horário Programação Local
10h30 – 14h Apresentação de basquete ou handebol sobre rodas Frente à Reitoria
10h30- 14h Vivência de Orientação e Mobilidade – ACIC Frente à Reitoria
9h – 11h14h-16h Visita Mediada para crianças com deficiência Museu da UFSC (Marque)

 

 

Tags: Dia Nacional da Luta da Pessoa com DeficiênciaSaadUFSC

UFSC na Mídia: Curta pensado no Neti, da UFSC, fala sobre adoção, deficiência e amor

27/08/2016 12:06

 

(Foto: Daniel Queiroz/ND)

(Foto: Daniel Queiroz/ND)

Mônica Siedler fez seu primeiro roteiro baseado na história real que vive com a filha de 28 anos

A socióloga do Neti (Núcleo de Estudos da Terceira Idade), da UFSC, e coordenadora do projeto Cinedebate em Gerontologia, Mônica Joesting Siedler, 60, está colocando em prática o primeiro roteiro de cinema da sua vida, e para ela em particular, ele tem um peso especial.

O curta-metragem “Ana e Gerth”, previsto para ser lançado até outubro, contará a história de duas amigas que se reencontraram depois de muitos anos. A própria roteirista e a amiga Maslova Maragno interpretam as personagens. A história tem muito em comum com a própria história de vida de Mônica e sua filha Natalia Siedler, 28, diagnosticada como autista. No filme, uma delas conta que deu a filha para a adoção, enquanto a outra diz ter adotado uma menina autista.  Ambas nasceram no mesmo dia, e nesse momento existe a dúvida e a possibilidade de serem mães adotiva e biológica da mesma jovem.

Na vida real, Natalia é filha biológica de Mônica, porém, no filme, ela vive o dilema entre as mães. “Me preocupo muito em discutir a deficiência de uma maneira mais normal, incluída, que fosse parte do dia a dia. Acho que a deficiência tem que ser colocada pelos pais, como coisa do cotidiano. Eu optei por falar da adoção, porque é uma escolha, e a deficiência também é algo que eu escolho tratar bem, é algo que acontece na vida das pessoas”, afirma a idealizadora do projeto. 

A história tem supervisão e apoio do cineasta Zeca Nunes Pires, direção de Irene Baldacin, e realização do Neti e TV UFSC. As gravações aconteceram em duas partes: uma ao final de julho, no Mercado Sehat, no Campeche, e a outra no dia 11 deste mês, na Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Florianópolis. Natalia, que participa de duas cenas, recebe atendimento na Apae há 15 anos, e para a instituição o curta é interessante para abrir os olhos da população. “Muitas pessoas não tem entendimento de qual é o trabalho da Apae, do que atende, e mais que isso, sobre o que é deficiência, e o entendimento de que antes da deficiência vem uma pessoa”, explica Rafael Bischoff, coordenador pedagógico.

A associação lida especificamente com deficiências intelectuais, porém, grande parte delas vem acompanhada de uma síndrome, ou do TEA (Transtorno Espectro Autista). No local, eles trabalham a educação profissional e a estimulação essencial, que inclui a motora e a cognitiva, porém, entre esses alunos, ainda tem os que ficarão por anos na associação, por estarem em um grau mais avançado da deficiência.

Participações voluntárias

Nas gravações, cerca de 60 alunos, entre crianças e adultos do centro de convivência, participaram do curta-metragem. “A ideia não é mostrar a deficiência só como a síndrome de Down, tem outras, mas tem que ser mais falado e mais discutido para ser melhor inserido na sociedade”, diz Mônica. Zeca já havia trabalhado com a Apae, com o documentário “Aplausos”, em 2011. “Estou fazendo esse trabalho espontaneamente, como colaborador, para que ganhe cara de filme mesmo, com cortes. Esse exercício de estar dentro da Apae é muito interessante. É a universidade fazendo o seu papel com a comunidade. Eu faço de coração porque gosto muito do trabalho deles”, afirmou o cineasta.

Os últimos takes contaram com a participação do contador de histórias e ex-aluno do Neti, Nestor José Rech, 63, como um contador mesmo. Ele já havia feito participações em propagandas, mas nada com o clima de cinema. Para ele, foi uma experiência diferente. “Não me preocupei com as câmeras, mas acho que é diferente estar contando uma história para os deficientes, pois eles reagem, às vezes dão gritos, e eu não posso perder a linha de pensamento, além disso, preciso sentir o que está chamando mais atenção deles na brincadeira”, afirma Nestor. 

Irene Baldacin estava fora da área do cinema há dez anos, mas diz que o projeto é um recomeço para ela. “Não tinha trabalhado ainda com público especial, mas participei da construção do roteiro, fiz a produção, e o apoio do Zeca é fundamental, da uma segurança muito grande”, afirma a diretora, que entrará agora na fase de edição e garante que há imagens suficientes para uma boa edição.

 

Fonte: Karin Barros, Jornal Notícias do Dia, 24/08/2016

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UFSC Explica: Ações Afirmativas

20/07/2016 10:02

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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) instituiu seu Programa de Ações Afirmativas em 2008, por meio do Conselho Universitário (CUn), antes mesmo que o Congresso Nacional aprovasse a Lei nº 12.711/2012, que torna obrigatória a reserva de vagas para estudantes de escolas públicas em todas as instituições de ensino federais (escolas técnicas, institutos e universidades). Atualmente, mais de 50% das vagas de graduação da UFSC são reservadas para políticas de ações afirmativas. Mais recentemente, em 2014, foi aprovada a Lei nº 12.990/2014, que reserva aos negros 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos federais. Ainda assim, as ações afirmativas continuam sendo objeto de polêmicas e debates.

Perguntamos à coordenadora de Relações Étnico-Raciais da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades da UFSC (Saad), Célia Passos, e ao diretor de Ações Afirmativas da Saad, Marcelo Tragtenberg uma série de questões a respeito. Confira.
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Tags: ações afirmativascotas raciaisUFSCUFSC ExplicaUniversidade Federal de Santa Catarina

Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades planeja Delegacia da Mulher no Campus Florianópolis

24/06/2016 13:59
Reunião realizada no início de junho entre a Administração Central e a Polícia Civil de Santa Catarina para discutir a criação de uma Delegacia da Mulher no campus UFSC Trindade. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Reunião realizada no início de junho entre Administração Central e Polícia Civil de Santa Catarina para discutir a criação de uma Delegacia da Mulher no Campus Florianópolis. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A recém-criada Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad) planeja novas ações de inclusão e de apoio à comunidade universitária, entre elas, a implantação de uma Delegacia da Mulher no campus em Florianópolis. A nova delegacia ainda depende de negociações com a Secretaria de Segurança Pública (SSP/SC) e a Polícia Civil, mas tratativas já foram iniciadas. Outra ação em fase de criação é um serviço de apoio à mulher, com atendimento psicológico, assistente social e aconselhamento legal.

Essas ações são agora planejadas pela coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero, em parceria com outros setores da Universidade ligados a questões de gênero, e fobias relacionadas à mulher e ao público LGBT. A secretária da Saad, Francis Tourinho, acredita que é preciso investir em uma série de atividades, desde conscientização, a pesquisas e criação de serviços de apoio para quem sofre discriminação no campus.

A implantação de uma Delegacia da Mulher no campus deve acontecer de forma simultânea à criação de um serviço de apoio à mulher. Uma reunião de alinhamento já aconteceu, envolvendo o reitor Luis Carlos Cancellier e a Delegada de Polícia Civil, Patrícia Zimmermann D’Ávila, coordenadora das Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso. “Estamos estudando, temos uma proposta de fazer uma parceria e trazer essa estrutura para o campus”, complementa Tourinho.

“Temos um crescente número de casos de violência no campus. Poucas mulheres da UFSC denunciam, por isso os números de ocorrências são pequenos, mas estão começando a aumentar. O número real é grande. Para a UFSC ser um ambiente saudável, plural, precisamos trabalhar a educação, tomar providências contra o que esta acontecendo, mas principalmente educar para mudar a cultura. Se estamos numa universidade precisamos trabalhar a educação. Acreditamos que não adianta execrar e não dar o direito de educar a pessoa. Quem faz errado tem que também ser educado”, ressalta.
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Diversidade sexual e identidade de gênero são temas de conversa no campus Joinville nesta quinta

23/06/2016 10:35

A Assistência Estudantil da UFSC Joinville organiza uma roda de conversa, em parceria com membros da associação LGBT “Arco-Íris”, de Joinville (que compõe a luta por direitos LGBT no município), e Ana Maria Mujica Rodríguez, doutoranda em Saúde Coletiva pela UFSC que tem trabalhado questões de gênero, saúde e políticas públicas ao longo de sua trajetória acadêmica.

O encontro será no dia 23 de junho, às 17h, na sala do Diretório Acadêmico do Campus Joinville (bloco A, sala 101).

Mais informações pelo telefone (48) 3721-6260 e no Facebook.

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Sorteio define distribuição de vagas em concurso para candidatos com deficiência e candidatos negros

03/03/2016 08:47

O Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP) da Universidade Federal De Santa Catarina (UFSC) promove sorteio público para definir a distribuição das vagas a serem reservadas aos candidatos com deficiência e candidatos negros entre os campos de conhecimento em edital de concurso.

O edital estabelece as normas para a realização dos concursos públicos destinados a selecionar candidatos para provimento de cargos da carreira do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, para o quadro permanente da UFSC.

Diretores das unidades acadêmicas, representantes dos campi, chefes de departamento e demais interessados são convidados a participar do sorteio público que será realizado no Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (Prédio da Reitoria – piso térreo), às 14h30, nesta sexta-feira, 4 de março.

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UFSC participa de evento sobre deficiência intelectual e envelhecimento

16/02/2016 09:53

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A I Jornada Científica da Apae Florianópolis será realizada no dia 11 de março, para atualizar e discutir os conhecimentos sobre as “Tecnologias de cuidado às pessoas com deficiência intelectual e em processo de envelhecimento”. O evento é apoiado pelo Grupo de Estudos sobre Envelhecimento e Deficiência do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (Neti) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Envio de trabalho científico até o dia 22 de fevereiro.

Programação completa

8h – Credenciamento

8h30 – Solenidade de Abertura

9h às 10h30 – Mesa-Redonda: O processo de envelhecer com deficiência intelectual

Adriano Henrique Nuernberg (UFSC)

Mônica Joesting Siedler (Neti/UFSC)

Lara Maria Figueiredo (Apae SP)

Coordenação: Juliana Balbinot Reis Girondi (UFSC)
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Vídeo surpreende ao mostrar depoimentos de estudantes e servidores com deficiência

17/12/2015 13:45

O Núcleo de Estudos sobre Deficiência (NED) disponibilizou em sua página no Facebook um vídeo em que estudantes e servidores com deficiência da UFSC dão depoimentos sobre as situações rotineiras que vivem. O vídeo “Não é porque eu tenho deficiência que…”,  foi postado no dia 3 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, servindo também para chamar atenção ao preconceito e limitações sociais impostas às pessoas com deficiência. Em duas semanas, já foram mais de 190 mil visualizações e 6 mil compartilhamentos.

“Não é porque eu tenho deficiência que eu não posso rir de mim mesmo”, diz Vinícius Schmidt, que é cadeirante e graduado em Jornalismo pela UFSC. Todos os participantes do vídeo começam seus depoimentos dessa forma e explicam como é possível levar uma vida normal mesmo tendo deficiência; eles citam atividades que fazem no dia a dia e que são comuns às pessoas sem deficiência.

A ideia de produzir vídeos começou com um projeto de extensão de capacitação para incluir nas escolas crianças com autismo. Inicialmente, os vídeos tinham um conteúdo estritamente didático, que foi sendo expandido para outros contextos, abrangendo as deficiências como um todo e não apenas o autismo. “A ideia é desconstruir barreiras atitudinais que as pessoas colocam às pessoas com deficiência, ou seja, quebrar alguns estereótipos que as pessoas têm para com pessoas com deficiência”, diz Murilo Zocatelli, bolsista do NED.
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Núcleo de Estudos de Povos Indígenas promove seminário e mostra de cinema

29/06/2015 10:36

O Núcleo de Estudos de Povos Indígenas (Nepi) promove o seminário “Universidade e Educação Intercultural Indígena: Experiências em diálogo, desafios para uma inclusão de qualidade, e construção de espaços para produção e trocas de saberes diversos”, de 29 de junho a 2 de julho, nos auditórios do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e do Museu de Arqueologia (MArquE).

Durante o evento, será realizada a Mostra Permanente de Cinema de Povos Indígenas e Tradicionais, com filmes produzidos por indígenas, seguido de debates com o público. No dia 29 de junho, segunda-feira, haverá a estreia local do filme Índio cidadão?, às 18h30min.

Mais informações sobre o seminário e a mostra pelo Facebook.

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Documentário ‘Laklãnõ Xokleng’ será lançado na sexta-feira

17/06/2015 12:42

O documentário Laklãnõ Xokleng será lançado durante um evento que discute produções coletivas em audiovisual no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O filme será exibido na sexta-feira, dia 19 de junho, às 14h, e em seguida será promovido um debate.

O filme foi produzido em 2014, ao longo da Oficina Audiovisual para alunos da Ti Xokleng-Laklãnõ, em José Boiteux (Ibirama). No ano de sua produção, completava-se o centenário do encontro do homem branco, Eduardo de Lima Hoerhann, com os Xoklengs. O documentário aproveita esse marco para apresentar a versão Xokleng da História, contada pelos anciãos, perpetuando a tradição oral dos mais velhos e refletindo sobre o papel das novas gerações.

A oficina audiovisual Laklãnõ Xokleng realizou esta produção em parceria com diversas organizações que lutam pelas causas indígenas. A pós-doutoranda Juliana Salles Machado desenvolve um projeto de pesquisa pela Universidade de São Paulo junto ao Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Arqueologia (Leia) da UFSC. “Após uma reunião de pesquisa com anciões Laklãnõ Xokleng ainda em 2013 recebi um telefonema falando que os sábios estavam reunidos e que queriam que eu fizesse um filme”, conta ela. E foi assim que se obteve o apoio do Laboratório. Diversas organizações que apoiam a causa ingídena estão envolvidas nessa produção, como a Associação Indígena Coctá Camlém, o NaOca Produções, e a Fundação Nacional do Índio (Funai) de Santa Catarina, através do apoio do Museu do Índio.

O Leia foi criado em 2011 pelo professor Lucas Melo Reis Bueno, do Departamento de História da UFSC. O laboratório faz parte da linha de pesquisa “História Indígena, Etno-história e Arqueologia” do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFSC). A meta principal do Leia é constituir um centro de formação e produção do conhecimento sobre Arqueologia, discutindo as mais diversas facetas da disciplina no cenário nacional contemporâneo. Para isso, são realizados eventos como debates, palestras e mostras de filmes.

Mais informações na página do Facebook da Oficina e no site do Leia.

Gisele Flôres/Estagiária de Jornalismo Agecom/ DGC/UFSC

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Grupo de Estudos da UFSC promove palestra sobre políticas educacionais no Brasil e questões de gênero, raça e diversidade sexual

09/06/2015 09:17

O grupo de estudos do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) e o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC) promovem a palestra “As políticas educacionais no Brasil e os desafios para lidar com as questões de gênero, raça e diversidade sexual”, com a professora Sandra Gouretti Unbehaum, da Fundação Carlos Chagas – nesta quarta-feira, 10 de junho, às 16h15, no auditório Henrique Fontes (CCE). 10383945_1005091232834315_3426915291016861984_n

 

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Conferência ‘Estado e políticas públicas para a promoção da diversidade’ nesta segunda na UFSC

11/05/2015 10:08

Nesta segunda feira, 11 de maio, o presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Antonio Carlos de Souza Lima, ministra a conferência “Estado e políticas públicas para a promoção da diversidade”, às 16h30min na Sala Silvio Coelho dos Santos, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

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